Os libertários que se opõem à anarquia (no sentido literal, i.e., ausência de estado) estão atacando um espantalho. A natureza de seus argumentos é normalmente utilitarista e se resume a “ah, mas a anarquia não funcionaria” ou “nós precisamos que o estado forneça pelo menos (preencha ao seu critério)”. Mas esses ataques são, na melhor das hipóteses, confusos; na maioria das vezes, são falsos e hipócritas. Ser um anarquista não significa pensar que a anarquia vai “funcionar” (seja lá o que isso signifique); também não significa predizer que a anarquia irá ou “poderá” ser alcançada — afinal, é perfeitamente possível ser um anarquista pessimista. Ser um anarquista significa apenas acreditar que a agressão não é justificável, e que o estado necessariamente faz uso da agressão. E, portanto, o estado, e a agressão que ele utiliza, não são justificáveis. É algo bem simples, realmente. Trata-se de uma visão ética — por isso, não é surpresa que confunda os utilitaristas.
Consequentemente, qualquer um que não seja um anarquista deve argumentar duas coisas: (a) iniciar agressão é algo justificável e (b) os estados (em particular, os estados mínimos) não necessariamente empregam a agressão.
A proposição (b) é claramente falsa. Os estados sempre tributam seus cidadãos, o que é uma forma clara de agressão. Os estados sempre proíbem a concorrência de agências de defesa, garantindo para si o monopólio da segurança — o que também equivale a uma agressão. (Para não mencionar as inúmeras leis contra crimes sem vítimas que eles inevitavelmente, e sem uma única exceção na história, impõem à população. Que os minarquistas sigam acreditando que a minarquia é possível é algo no mínimo intrigante).
Quanto à proposição (a), bem, socialistas e criminosos também crêem que a agressão é justificável. Criminosos, socialistas e antianarquistas ainda precisam mostrar como a agressão — a iniciação de força contra vitimas inocentes — pode ser justificada. Porém, nem é preciso tentar; é impossível mostrar isso. Mas se os criminosos não se sentem compelidos a justificar a agressão, por que então os defensores do estado deveriam?
As críticas dos conservadores e dos minarquistas-libertários ao anarquismo, baseando-se em argumentos como “não vai funcionar” ou “não é prático”, são apenas confusas. Anarquistas não (necessariamente) predizem que a anarquia será implementada — eu, por exemplo, não acredito que será. Mas isso não significa que o estado seja justificável.
Considere uma analogia: Conservadores e libertários concordam que crimes cometidos por indivíduos (assassinato, roubo, estupro) são injustificáveis e não deveriam ocorrer. Entretanto, não importa o quão bondosos os homens se tornem, sempre haverá alguns elementos que recorrerão ao crime. O crime é algo que sempre estará conosco. E, ainda assim, continuamos condenando o crime e trabalhando para reduzi-lo.
É logicamente possível não haver qualquer tipo de crime? Claro que sim. Todas as pessoas poderiam voluntariamente escolher respeitar os direitos das outras. Assim, não haveria crime algum. É fácil imaginar. Porém, dada a nossa experiência com a natureza humana e suas interações, é seguro dizer que sempre haverá crimes. Contudo, mesmo em face da inevitabilidade de sua recorrência, ainda consideramos que o crime é algo maligno e injustificável. Portanto, à minha afirmação de que o crime é imoral seria estupidez e hipocrisia redarguir dizendo que “trata-se de uma visão impraticável” ou “mas isso não funcionaria,” “uma vez que crimes sempre existirão”. O fato de que sempre existirão crimes — que nem todos irão voluntariamente respeitar os direitos alheios — não significa que é algo impraticável se opor a eles; também não significa que o crime é justificável. Não há qualquer “falha” na proposição de que o crime é errado e imoral.
Da mesma maneira, à minha afirmação de que o estado e suas agressões são injustificáveis seria hipocrisia redarguir dizendo que “a anarquia não vai funcionar” ou que ela é “impraticável” ou que “é improvável que ela venha a ocorrer”.[1] A idéia de que o estado é injustificável é uma posição normativa e ética. O fato de não serem muitas as pessoas que estão dispostas a respeitar o direito de seus vizinhos permitirem que a anarquia surja — ou seja, o fato de haver um grande número de pessoas que (erroneamente) apoiam a legitimidade do estado, permitindo que ele exista — não significa que o estado, e suas agressões, sejam justificáveis.[2]
Outras respostas utilitárias como “mas precisamos do estado” não refutam a afirmação de que o estado emprega agressões e que a agressão é algo injustificável. Essas respostas significam simplesmente que o defensor do estado não se importa com a iniciação de força contra vítimas inocentes — isto é, ele compartilha da mentalidade criminosa/socialista. O criminoso pensa que as suas necessidades são a única coisa que importa; ele está disposto a usar de violência para satisfazê-las; ele não dá a mínima para o certo e o errado. O defensor do estado crê que a sua opinião de que “nós” “precisamos” de certas coisas justifica os atos de violência contra indivíduos inocentes. A mentalidade é exatamente essa; tão simples quanto parece. Quaisquer que sejam seus argumentos, eles não são libertários. Eles não se opõem à agressão. Eles são a favor de qualquer outra coisa — garantir que certas “necessidades” públicas sejam satisfeitas, não importa o custo –, menos da paz e da cooperação. O criminoso, o gângster, o socialista, o estatista-assistencialista, e até mesmo o minarquista, todos compartilham da mesma visão: estão dispostos a tolerar a agressão nua e crua, desde que por algum motivo. Os detalhes variam, mas o resultado é o mesmo — vidas inocentes são subjugadas para que tal objetivo egoísta seja alcançado. Alguns têm estômago para isso; outros — os libertários — são mais civilizados e preferem a paz à violência dirigida contra inocentes.
Assim como existem criminosos e socialistas entre nós, não é surpresa alguma que exista um grau de propensão à criminalidade na maioria das pessoas. Afinal, o estado depende do consentimento tácito das massas, que erroneamente aceitaram a noção de que o estado é legítimo. Mas isso não significa que todos os empreendimentos criminosos tolerados pelas massas sejam justificáveis.
Aliás, o que mais surpreende é que muitos daqueles que alegam ser a favor da liberdade não aceitam a inevitável conclusão de suas próprias premissas: que o governo é ineficiente e opera através de meios agressivos. Se essas pessoas — os minarquistas em geral — alegam que o estado não deveria gerenciar a educação porque os resultados são monstruosos, então por que elas não aplicam o mesmo raciocínio para as outras funções que o estado cumpre, tais como a segurança, a defesa, a justiça e os tribunais? Elas se opõem à educação estatal, ao entretenimento estatal e a todas as outras atividades estatais, porém quando se trata da polícia, da justiça e das leis, muitas delas — muitas mesmo — dão seu consentimento e seu total apoio!
Parece-me que os libertários clássicos (os minarquistas) cometeram um erro terrível. Eles selecionaram a mais importante das instituições — a saber, a proteção dos nossos direitos — e deram-na ao monopolista. Creio que, se fosse possível, seria preferível ter um governo que cuidasse de coisas como entretenimento e banheiros ao invés de um governo que se ocupasse de funções “ligeiramente” mais importantes, como segurança e justiça.
Em última instância, o estado não pode ser reformado e nem é do interesse do sistema político fazer tal coisa. De fato, nada menos do que a abolição de todas as políticas estatistas — e do estado em si — é aceitável para o libertário radical. Se o governo não serve para ser meu zelador ou educador, ele também não serve para ser minha polícia, meu juiz, meu júri, presidente, promotor ou legislador.
É hora de os libertários tomarem uma posição. Você é a favor da agressão, ou contra?
Notas
[1] Um adendo: do meu ponto de vista, a possibilidade de atingirmos a minarquia é tão grande quanto a de atingirmos a anarquia — ou seja, remota. O que impressiona é que quase todas as críticas sobre a “impraticabilidade” da anarquia que os minarquistas lançam são também verdadeiras para a própria minarquia
[2] Embora a defesa da anarquia não dependa de sua plausibilidade ou “exequibilidade”, assim como a condenação de crimes privados em nada depende de já ter havido ou não atos criminosos, pode-se dizer que a anarquia é claramente possível. Existe anarquia na relação entre nações, por exemplo. Há também anarquia dentro da estrutura do governo, como mostrou o seminal e infelizmente negligenciado artigo de Alfred. G. Cuzán, publicado no Journal of Libertarian Studies, “Do We Ever Really Get Out of Anarchy?“. Cuzán argumenta que até o próprio governo é em si uma anarquia, internamente — afinal, o presidente não obriga as outras pessoas do governo a obedecerem suas ordens; elas obedecem voluntariamente, devido à existência de uma estrutura reconhecidamente hierárquica. A anarquia (política) existente dentro de um governo não é uma boa anarquia, mas demonstra que a anarquia é possível — de fato, demonstra que nunca deixamos de viver em regime de anarquia. Por exemplo, como mostra esse perspicaz artigo, vivemos em “anarquia” com os nossos vizinhos. Se a maioria das pessoas não tivesse a natureza de respeitar voluntariamente a maioria dos direitos de seus vizinhos, a sociedade e a civilização seriam impossíveis. A maioria das pessoas é boa o suficiente para permitir que a civilização exista, apesar da ocorrência de crimes públicos e privados em grau variável. É concebível pensar que, no futuro, o grau de bondade possa aumentar — devido à educação ou a uma maior prosperidade econômica universal, digamos — o suficiente para fazer com que a legitimidade do estado se evapore. Mas tal advento é bastante improvável.
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Muito bom rever esse texto!
Ser anarcocapitalista? Significa ser insensato.
“…O anarquista, porém, se engana ao supor que todo mundo, sem exceção, desejará observar tais regras voluntariamente. Há dispépticos que, embora saibam muito bem que ceder ao prazer de certos alimentos significa sofrer dores fortes, quase insuportáveis mais tarde, não obstante, são incapazes de evitar o prazer e o delicioso prato. Ora, as inter-relações da vida em sociedade não são fáceis de delinear, como os efeitos psicológicos da comida, nem mesmo as consequências ocorrem tão rapidamente e, acima de tudo, tão palpáveis para o causador do mal. É, pois, possível supor-se que, sem cairmos no terreno do absurdo, a despeito de tudo isso, todo indivíduo em uma sociedade anarquista terá maior descortino e força de vontade do que um dispéptico? Em uma sociedade anarquista, estará descartada, totalmente, a possibilidade de que alguém possa, negligentemente, atirar um fósforo aceso e iniciar um incêndio ou, em um momento de raiva, ciúme ou vingança, infligir danos a seu compatriota? O anarquista compreende mal a verdadeira natureza do homem. O anarquismo somente seria praticável, num mundo de anjos e santos.
O Liberalismo não é anarquismo, nem tem, absolutamente, nada a ver com anarquismo. O liberal compreende perfeitamente que, sem recurso da coerção, a existência da sociedade correria perigo e que, por trás das regras de conduta, cuja observância é necessária para assegurar a cooperação humana pacifica, deve pairar a ameaça da força, se todo o edifício da sociedade não deve ficar à mercê de qualquer de seus membros. Alguém tem de estar em condições de exigir da pessoa que não respeita a vida, a saúde, a liberdade pessoal ou a propriedade privada de outros, que obedeça às regras da vida em sociedade. É esta a função que a doutrina liberal atribui ao estado: a proteção à propriedade, a liberdade e a paz.” (Liberalismo, pg 38)
1)E quem vigia as polícias privadas?
Os consumidores?
Os consumidores não ligam se a empresa que traz petróleo pra eles polui o mar, não ligam quando resolvem comprar produtos piratas de um camelô (produtos com copyright)
e muitos outros exemplos…
2) Suponha que o sr A acuse o srB de roubar sua propriedade, e daí vai pra casa do sr B com a sua polícia privada.Chegando lá o sr B fala que não roubou nada, e tem a pp dele a postos.O que acontece depois?
obs: possíveis respostas: as pp teriam acordos pra impedir conflitos entre elas.
Então elas são inúteis.
3)Quando um minarquista fala que ‘não daria certo’, ele não está comentando o mérito de se aquilo é mais ou menos justo comparado com uma utopia feita de santos.O que ele está falando é que, enquanto as pessoas não forem santas, é melhor ter uma solução mais ou menos do que solução nenhuma.
Os consumidores não ligam se a empresa que traz petróleo pra eles polui o mar, não ligam quando resolvem comprar produtos piratas de um camelô (produtos com copyright)
E por que deveriam?
Só porque você deseja isso?
“b” pode ser verdadeiro.
O ANARCOCAPITALISMO É LIBERTÁRIO?
Por David Friedman
Um homem que quer proteção irá demitir patrulheiros que perdem seu tempo assediando minorias. (…) Nenhum policial privado jamais passou horas a fio espionando um banheiro público na esperança de prender pervertidos.
WILLIAM WOOLDRIDGE
Eu descrevi como um sistema privado de tribunais e polícia pode funcionar, mas não as leis que este produziria e faria valer; discuti instituições, não resultados. É por isso que usei o termo anarcocapitalista, que descreve as instituições, em vez de libertário. Ainda está para se provado que essas instituições produzirão uma sociedade libertária, uma sociedade em que cada pessoa é livre para fazer o que bem entender consigo e sua propriedade desde que não use nenhuma das duas para iniciar a força contra outros.
Sob certas circunstâncias, elas não irão. Se quase todos acreditarem piamente que o vício em heroína é tão horrível que não deve ser permitido em qualquer lugar e sob quaisquer circunstâncias, instituições anarcocapitalistas produzirão leis contra a heroína. As leis são produzidas para um mercado e é isso que o mercado quer.
Mas as demandas no mercado são em dólares, não votos. A legalidade da heroína não será determinada por quantos são contra ou a favor dela, mas pelo custo que cada lado está disposto a incorrer de forma a ter o que deseja. Pessoas que querem controlar a vida dos quase nunca estão dispostas a pagar pelo privilégio; em geral, elas esperam ser pagas pelos 'serviços' que prestam às vítimas. E os 'contemplados', sejam por leis contra as drogas, leis contra a pornografia ou leis contra o sexo, sofrem muito mais com a opressão que o prazer derivado pelos opressores. Eles estão dispostos a pagar um preço muito mais alto para serem deixados em paz do que qualquer um está disposto a pagar para mexer com eles. Por essa razão, as leis de uma sociedade anarcocapitalista devem ter uma forte tendência à liberdade.
Assim, o puritanismo compulsório dos 'crimes sem vítima' seria muito mais raro sob o anarcocapitalismo do que sob instituições políticas. Podemos ter alguma ideia de quão raro se considerarmos os custos que tais leis agora impõem às suas vítimas e o valor de tais leis para quem as apoia. Se o valor de uma lei para os apoiadores é menor que o custo para as vítimas, essa lei, pela lógica do artigo anterior, não sobreviverá numa sociedade anarcocapitalista.
Os viciados em heroína pagam mais de $2 bilhões por ano por heroína. Se a heroína fosse legal, seu custo seria muito baixo. Quase todos os $2 bilhões gastos com heroína hoje são o custo da lei, não do vício; os viciados pagam custos adicionais na forma de encarceramento, overdose causada pelo baixo controle de qualidade típico de produtos ilegais e outros efeitos colaterais das leis contra heroína. Logo, os viciados em heroína estariam dispostos, se necessário, a bancar um custo de $2 bilhões ou mais de forma a manter a droga legal. Os não-viciados precisariam de cerca de dez dólares per capita ou quarenta dólares por família, por ano, para bancar a proibição.
Se a escolha tivesse que ser feita na base de um tudo-ou-nada, a opinião pública é tão forte contra a heroína que as pessoas estariam dispostas a arcar com esse custo. Mas uma das vantagens de um sistema de mercado de leis é sua habilidade de adequar o produto, geograficamente ou de outras formas, para os clientes. Se o maior retorno vem de ter heroína ilegal em alguns lugares e legal em outros, esse será o resultado.
A maior parte da população vive em áreas onde com poucos viciados em heroína. Para essas pessoas, o custo de fazer da heroína ilegal na região seria muito pequeno; não haveria ninguém do outro lado se oferecendo para legalizá-la, exceto talvez uns poucos viciados novaiorquinos que gostariam de passar as férias fora da cidade grande e levar seu vício junto. Nessas áreas, as agências de proteção aceitariam agências de arbitragem que veem o uso ou venda de heroína como um crime. Mas as pessoas que moram nessas áreas teriam pouco a ganhar se pagassem um preço muito mais alto para proibir a heroína em Nova Iorque também.
Isso nos deixa com 8 milhões de novaiorquinos não-viciados contra 100,000 viciados, elevando o custo de manter a heroína ilegal em Nova Iorque para os não-viciados para mais de $100 por ano por pessoa. Prevejo que, se instituições anarcocapitalistas surgissem neste país amanhã, a heroína seria legal em Nova Iorque e ilegal na maioria dos outros lugares. A maconha seria legal em quase todo o país.
A essa altura o leitor pode estar ficando confuso. É natural; estou descrevendo a legislação em termos econômicos e você está acostumado a pensar nela em termos políticos. Quando falo sobre pagar por uma lei ou outra, não quero dizer que teremos uma legislatura que literalmente leiloa leis. Quero dizer o desejo de cada pessoa pelo tipo de leis que ela acredita estará refletido nos diferentes preços que ela está disposta a pagar à agência de proteção de acordo com a qualidade do serviço que esta pode prestar em obter a lei que o cliente deseja. Esse conjunto de 'demandas' por leis será reconciliado através do tipo de barganha descrita no capítulo anterior. O processo é análogo à forma que você e eu 'competimos' para que um pedaço privado de terra seja utilizado da forma que queremos. Nossas demandas pela comida que pode ser cultivada nela, pelos prédios que podem ser construídos, possíveis usos recreativos ou seja lá o que for, determinam como ela acabará sendo utilizada.
O que eu venho dizendo é que, assim como o mercado aloca recursos para produzir drogas ilegais em resposta à demanda daqueles que querem usá-las, o mercado tornaria o uso dessas drogas legal em resposta à mesma demanda. A questão óbvia é por que o argumento não se sustenta para tornar o assassinato legal. A resposta é que assassinato fere alguém, e para a vítima é muito mais valioso não ser baleada do que é para o assassino atirar nela. Eu tenho uma demanda por uma lei que diz que você não pode me matar. 'Crimes sem vítimas' não ferem ninguém, exceto no sentido vago de gerar uma indignação moral em pessoas que se aborrecem pelos pecados dos vizinhos. Há pouca demanda no mercado por leis contra eles.
O mesmo efeito geográfico que descrevi para leis contra as drogas também se aplicaria a outras leis. Sob as instituições atuais, as áreas sobre as quais leis se aplicam são determinadas por acidentes históricos. Se a maioria da população de um estado apoia um tipo de lei, todos mundo nesse estado é regido por ela. Sob o anarcocapitalismo, na medida do possível, todos teriam sua própria lei. A diversidade jurídica não pode ser ilimitada, já que a mesma lei deve cobrir ambas partes de uma disputa. Mas é possível haver uma diversidade muito maior que o nosso sistema atual permite. Quando a maioria e a minoria, ou as minorias, estão geograficamente separadas, a maioria está preocupada principalmente em ter as leis que deseja para si; é apenas o nosso sistema político que impõe essas leis à minoria também.
A essa altura do argumento, a questão das pessoas pobres muitas vezes é levantada. Como os dólares votam, os pobres não saem perdendo?
Sim e não. Quanto mais dinheiro está disposto a pagar por proteção, maior a qualidadeque você pode obter e mais você consegue definir os detalhes da lei como quer. Essa é a situação atual, como todos sabem. Nosso sistema político de polícia e tribunais presta um serviço muito melhor para aqueles com a rendas maiores. Aqui como em outros lugares, o mercado não trará igualdade, mas vai melhorar significativamente a situação dos pobres.
Por quê? Porque o mercado permite que as pessoas concentrem seus recursos naquilo que é mais importante para elas. Eu discuti esse ponto mais cedo, no contexto do homem pobre que ao comprar uma necessidade oferece mais que o homem rico que quer o mesmo bem como luxo. A proteção contra o crime não é um luxo.
Atualmente, os gastos governamentais com polícia e tribunais custam cerca de quarenta dólares por ano por pessoa. De acordo com a lei de Friedman, isso quer dizer que proteção particular da mesma qualidade média custaria cerca de vinte dólares. Muitos habitantes do gueto ficariam maravilhados em pagar vinte dólares por ano se realmente recebessem proteção em troca; muitos são roubados em mais que esse valor todo ano como resultado da péssima proteção que recebem do sistema gerenciado pelo governo. Eles ficariam ainda mais felizes se ao mesmo tempo fossem aliviados dos impostos que pagam pela proteção que a polícia do governo não fornece.
Apesar de mitos populares sobre o capitalismo oprimir os pobres, os pobres estão em pior situação naqueles serviços fornecidas pelo governo, como educação, proteção policial e justiça. O gueto tem mais bons carros do que boas escolas. Colocar a proteção no mercado significaria uma proteção melhor para os pobres, não pior.
E se existirem coisas que são inerentemente coletivas?
Artigo muito bom…
Recentemente li um livro do Meira Penna, e ele como minarquista, ataca algumas ideias anarcocapitalistas… É bacana para contrastar…
Oras, qualquer que seja o caso, para se chegar ao anarcocapitalismo de maneira pacífica é preciso passar pela minarquia. O nó já está feito. Você pode cortá-lo fora de uma vez ou desamarrá-lo com cuidado. As consequências serão completamente diferentes.
Chegar ao anarcocapitalismo, partindo de um Estado-Social, sem passar por um Estado mínimo, com certeza só geraria o caos. Provavelmente a sociedade iria clamar bovinamente por mais Estado se por acaso, do dia pra noite, houvesse uma revolução anarcocapitalista. No mínimo, se re-organizariam em feudos ou comunidades, o que pode até parecer bom, mas provavelmente seria feito após alguns episódios grotescos típicos do ser humano.
Sendo assim, acho que o certo seria, a princípio, que os anarcocapitalistas prestassem mais atenção para a minarquia. Diminuir o poder do Estado e aumentar o do indivíduo gradativamente. Depois que engrenar, a gravidade cuidará do resto.
Hoje nós temos 2 minarquias no mundo. Pode-se ver empiricamente que o modelo funciona.
Vcs tão ligados que no âmbito internacional existe anarquia, né?
Se o Brasil e a Argentina celebram um tratado e uma das partes não cumpre, não há governo supranacional que a faça cumprir.
Mesmo assim, é difícil nego pedir um estado mundial.
Então porque a turma não acredita na anarquia em nivel regional ou individual? Vai entender…
Discutindo o caso de se o estado deve existir, ele deve tomar conta da segurança nacional. Perdemos o fato de que o crime é anos luz mais eficiente que o estado.
O estado por si só é estagnado, só pensa nas próximas eleições e demagogia que irão propor.
Se pararmos pra pensar, o mercado sempre foi inovador em todas as áreas que ele atuou. Se a segurança fosse totalmente retirada das mãos do estado e totalmente desregulamentada, não demoraria para vermos grandes inovações na segurança, no sistema jurídico e nas leis…
Logo…estado < crime < mercado
estado é menos eficiente que o crime, e o crime é menos eficiente que o mercado descentralizado e livre.
É fato ! Estamos esquecendo disso.
Dizer que o crime existe e resulta da natureza humana é um “juízo de realidade” (declaração de como a realidade é).
Dizer que o crime é imoral e não deveria existir é um “juízo de valores” (declaração de como a realidade deveria ser).
Sendo afirmações de tipos diferentes, não há contradição entre elas, mas não devemos confundi-las.
* * *
Acredito que sua visão do anarquismo está alinhada com a visão idílica e mítica do comunismo, aquele pós-socialista. Gostaria de indicar uma interessante reflexão sobre o tema: questoesrelevantes.wordpress.com/2014/01/24/do-socialismo-ao-comunismo-uma-questao-de-fe-2/
“(b) os estados (em particular, os estados mínimos) não necessariamente empregam a agressão […] A proposição (b) é claramente falsa.”
Quer dizer que toda e qualquer ação do estado é uma agressão? Será que não existe uma situação sequer na sociedade que não é preciso que o governo atue?
O autor faz um esforco tremendo para classificar os minarquistas como defensores da agressão do estado (minimo). Ele poderia usar essa energia e chegar a uma conclusao oposta, ex. que os minarquistas sao a favor de mínimo de agressao POSSIVEL naquele determinado momento histórico realizada pelo estado. Enfim, o anarcocapitalismo anda de maõs dadas com o comunismo, utopias maravilhosas impossiveis de serem implantadas.
Pergunta-título do artigo: O que significa ser um anarcocapitalista?
Minha resposta, depois de ler esse artigo (e os comentários): significa ser tão utópico quanto os comunistas. Toda ação (ou princípio de ação) do Estado é agressão? Bem, eu gostaria de saber se o estado capturasse e punisse um bandido que estuprasse sua mulher você continuaria com essa mentalidade. O estado deveria deixar de existir pelo menos, então, porque várias de suas atitudes são agressões? Que pensamento interessante… talvez seria bom mudar de universo, já que a gravidade é a maior assassina de todos os tempos.
O governo é corrupto.
Um depoimento assim lava a alma do ser humano honesto. Os dois, Bruno e Paulo, estão de parabéns. E palmas também para o Fernando Holiday, que foi destemido e agora se vê em combate. Ajudemos!
Depois desse podcast, o resto é ruído sem nexo.
Brilhante !!
Realmente muito bom! Parabéns pelo programa.
Bruno e Paulo, parabéns pelo excelente episódio!
Os pés no lugar deles que é o chão e a cabeça no alto!
abraço
Gente, olhem este exemplo.Graças a Deus existem muitos assim pelo Brasil afora.Não vamos deixar que uma minoria travestida de “movimentos sociais” contaminem a honestidade,o bom caratismo,a meritocracia e nossa boa convivência entre brasileiros!!!
Obrigado pelos comentários positivos para esta excelente entrevista concedida pelo Paulo Cruz e que, espero, inaugure uma nova forma de debater o problema do racismo no Brasil. Abraços!
Cântico negro de José Régio nunca fez tanto sentido.
https://www.youtube.com/watch?v=EkLh1QOzVac
Só mesmo o Bruno para desenterrar esses tesouros que es´tão perdidos por aí,
Muito obrigado pela entrevista!!
Caros amigos,
Muito obrigado pelos comentários e pelas palavras de encorajamento.
E mais uma vez agradeço a meu amigo Bruno Gaschagen pelo convite.
Saudações,
Paulo Cruz.
Muito bom, Alexandre. Muito bom, Paulo. Obrigado pela boa conversa, pelos bons exemplos.
A propriedade privada só existe pq existe o estado , vc tem provas q o teu carro e teu , q a tua casa e tua pq o estado emite documentos para isso , sem estado não existe proibido , não vão existir órgãos capacitados para avaliar certo e errado , culpado e inocente , tudo vai passar a ser justiça com as próprias mãos , se um juiz q se forma em direito , estuda anos para concurso , analisa um caso nos mínimos detalhes , e sujeito a cometer injustiças , quem dirá pessoas sem o mínimo preparo , as pessoas se comprovam capacitadas para determinadas funções através de documentos emitidos se não pelo estado , pelo menos por instituições privadas autorizadas pelo estado , como por exemplo , quem se forma na universidade , se demonstra capacitado pelo diploma , q só pode ser emitido porque o estado autorizou via mec , se com leis as pessoas já cometem loucuras no trânsito imagine sem … , o spc e público , sem isso fica impossível ter controle sobre bons e maus pagadores , anarcocapitalismo e voltar ao tempo das cavernas onde tudo se resolvia na porrada (e com as armas q temos hoje , vai ser tudo na base do tiro)
Cada povo, para se sustentar com segurança e prosperidade precisa escolher, em particular, à sua necessidade, em relação às suas capacidades, um método ou meio de se desenvolver.
Cada povo tem uma capacidade, índole, crença, disposição, etc.
Nós brasileiros estamos acostumados a ver o estado como um problema, porém, se olharmos para nós mesmos, com nossos costumes, não encontraremos nada além de outro problema!
É claro que o que fizeram com o Brasil depois do PT foi a programação da destruição total de uma país, mas, se antes fosse, estávamos reprogramando o país para uma outra série de problemas!
É exatamente no ponto em que existem problemas, tanto pela liberdade quanto pelo estado, é que chegamos ao Brasil 500 anos!!
O que vivemos hoje é fruto de uma “mistureba” de crenças e descrenças que, atirando às cegas, vamos tentando sustentar o básico!
Virar o barco para uma correnteza minarquista para que dessa forma o país aponte para uma prosperidade, nem em 500 anos foi fácil e, hoje que o barco já está totalmente virado para o lado estatal e afundando, seria algo totalmente impossível!
O que eu quero dizer é que os brasileiros e todos aqueles, do exterior, que estão aqui para usufruir das nossas “gostosuras”, em nenhum momento, sabe-se lá por quê, usufrui com interesse de ajudar essa nação e, quando aparenta interesse, é algo bíblico que se passa ali!
Não adianta tentar mudar o rumo do barco com ideologias completas, de um mundo desenvolvido como a Áustria! O que vai mudar de verdade essa nação é a RUA, a JAULA, a Falência, o DESCRÉDITO e, em conjunto, a informação humana, a Religião pura, a crença na união eterna, etc.
Inicialmente, estou de acordo com os anarco quando dizem que o livre mercado é um modelo melhor para oferecer qualquer bem ou serviço devido a existência de concorrência, livre iniciativa e ausência de coerção. Tornando um modelo em que prevalece a soberania do consumidor.
Mas há um ponto que creio que os anarcocapitalistas estejam errados, pois há apenas um serviço que não pode existir concorrência e que deve ser imposto para uma sociedade: a Justiça.
A justiça tem uma natureza diferente de qualquer serviço, seu objetivo não é agradar o consumidor, mas resolver conflitos entre duas ou mais pessoas. Sem essa imposição, creio eu, a sociedade se esfacela e a ausência de segurança jurídica levará a um empobrecimento em massa – já que é um requisito básico para haver investimentos privados.
Falando em termos econômicos, sem segurança jurídica a preferência temporal dos agentes será alta, inibindo o progresso econômico.
O direito de armas é livre, mas quem for fabricá-las terá liberdade de vender para todos os membros que quiserem se proteger? Um argumento utópico, eu, se fosse o fabricante da maior ferramenta de poder e ordem, poderia mandar em todos.
Estou tentando entender os conceitos ancap faz pouco tempo, e esse é um argumento que impus à mim mesmo, e gostaria que alguém com mais conhecimento que eu, me esclarecesse.
Estou curiosíssimo para saber mais sobre a afirmação de que “imposto é uma agressão”.
Agressão por quê? A luz na rua que você anda vem do imposto. O saneamento básico, o cocô que você faz e some pelo encanamento, etc. O imposto não é agressão, agressão é eu pagar 100 e ver apenas 1 de volta em serviços, porque os 99 restantes serviram pra encher rabo de banqueiro falido, salvar ninho de corrupto ou fazer a festa de servidores públicos que batem cartão e vão pra casa tocar pandeiro.
É como aquele meme da aranha gigante: “vejam, tem uma aranha enorme na casa. Vamos queimar tudo”.
Anarquia não funciona, pois logo em breve alguém concentrará algum tipo de poder. Em pouco tempo, imagine o que acontecerá: o Estado renasce. O Estado, senhoras e senhores, é IMORTAL. É que nem traficante: mata um e aparece outro.
Já estou ficando bugado, com tantos argumentos, para mim é um terreno fértil para se plantar ideias, kkkk, tantas teorias, e hipóteses, interpretações um dos outros, tantos “ismos, ista”, bugo minha mente kkkk, mas muito legal mesmo.
É uma visão tão simplista do contrato social, que não entendo como tem tantos adeptos. Quer sociedades anarco capitalista? Se mude para uma favela dominada pelo tráfico. Ou para um garimpo ilegal. Ou para uma terra de coronéis, como o foi boa parte do Brasil até pouco tempo. Ou áreas ilegais do norte e nordeste, dominadas pela grilagem e pistolagem. Sem contrato social, quem não é dono da empresa e do capital, não tem poder de barganha sobre sua força de trabalho. E com capital, compra-se armas e poder de coersão. Estudem mais a relação de posseiros, grileiros e coronéis. Estudem sobre escravidão via mercado/lei da oferta e procura. Se alguém trabalha por meio prato de comida por dia, será este o salário diário pago em um regime sem leis. Se bem que já vivemos em um regime anarco capitalista, que mantém um “comunismo artificial” para os pobres: Considerando uma refeição a 10 reais e 3 refeições diárias, um escravo que recebesse somente 3 refeições diárias ganharia 900 reais por mês.
Quem gostaria de participar de um grupo Anarcocapitalista?
_Segundo Thomas Hobbes o ser humano em seu estado de natureza tem total liberdade e autodeterminação para buscar suas necessidades valendo-se de quaisquer meios necessários para atingir seus objetivos. Sem conceitos de moralidades, ou sanções de quaisquer espécies a não ser os de suas próprias consciências para Hobbes isso consequentemente leva a um estado de guerra generalizada, uma espécie de todos contra todos, já que assim como tipicamente identificável na “natureza” a disputa por recursos escassos em uma mesma região leva a prevalência do mais forte sobre o mais fraco “ou o homem como o lobo do homem” ou seja o homem como predador e Inimigo do próprio homem. Tornando a vida humana nesse contexto miserável, breve, e infrutífera no geral, sem qualquer significado a não ser o de sobreviver e atender com urgência a toda e qualquer necessidade imediata enquanto pode.
_Já para Jonh Locke o ser humano em seu estado de natureza é bom, e naturalmente inocente e instintivamente compreensivo para com o sofrimento dos seus semelhantes, vivendo em paz com o próximo na medida em que todos compartilham dos mesmo recursos disponíveis sem acumulo de nenhuma natureza de um, em detrimento de outro. Para essa concepção o Filosofo baseia-se principalmente no ideal de “bom selvagem” cunhado pelos invasores europeus na observação dos nativos americanos encontrados aqui , pois encontraram (ou julgaram encontrar) naquelas comunidades relações de mútua ajuda e convivência pacifica. Mas que por isso mesmo não avançava, estava estagnada em conhecimento e realizações devido a conformidade que essa situação trazia.
Ambos os Filósofos contratualistas propõem esse conceito de “estado de natureza” para provar seu ponto de vista de que a nesse contexto a vida não prospera, e portanto conforme a experiência demonstra (desde o surgimento das primeiras cidades) não é possível o estabelecimento do homem em sociedade, onde há avanço em todas as áreas significativas do conhecimento humano e prosperidade geral sem que o homem tenha que abrir mão de “direitos individuais” como o de exercer sua própria visão de proporcionalidade (que na realidade leva a uma escalada de retaliação nada proporcional) e sua autodeterminação ilimitada, para a atuação de um Estado que seria o medidor final de conflitos e o único com a prerrogativa de exercer o uso justificado da violência para forçar aqueles que não respeitarem as normas para o bom convívio geral, a adequarem se ao padrão ou sofrerem as sanções de naturezas.
É certa a revolta contra as ideias bizarras de um Estado gigantesco e opressor e de um desgoverno abusador e arrogante de galocha…
Até entendo um pouco que as ideias libertárias sejam úteis, mas desde que não desprezem os ideiais conservadores.
Obrigado pela seu entendimento e respeito sua opinião sobre o anarcocapitalismo…
Uma evidência do absurdo anarcocapitalista reside em seu próprio fundamento: como garantir a validade e cumprimento de contratos, o respeito à propriedade ou mesmo o reconhecimento de uma dívida, sem que exista alguma instância extra-individual que obrigue o indivíduo a tudo isso?
Capitalismo – Estado = caos (e fim do próprio capitalismo)
Concordo perfeitamente que o estado é extremamente violento. Entretanto, em caso de ausência de estado, o monopólio não ficaria nas mãos dos indivíduos que detém maior poder bélico e econômico? Ou seja, as pessoas não se associariam com aqueles que passariam a substituir o estado? Observemos o que acontece nos morros do Rio de Janeiro, onde o estado é ausente, os indivíduos se associam aos traficantes em busca de proteção e vantagens econômicas. O tráfico no morro funciona exatamente como o estado, entretanto com mais violência. Cobram impostos para dar proteção, arregimentam os jovens para o seu exército, determinam quem pode ter armas, fazem suas próprias regras, estabelecem a punição de quem comete crime, protegem o morro em caso de invasão de traficantes de outros morros e fazem programas assistenciais dentre outras coisas. Entendo que em um cenário anárquico, não haveria traficantes, mas foi a única forma que consegui enxergar a ausência de estado. Por gentileza, podem me ajudar com minha argumentação? Achei o artigo e os comentários muito interessantes e de relevante contribuição.
Masturbação intelectual. Utopia. Nada mais.
Puta merda, acreditar em anarcocapitalismo consegue ser muito mais retardado que imaginar que o socialismo funcionaria. Agências de segurança privada, contra outra, quer substituir o estado por um monopolio ainda pior, pelo menos com o estado o povo tem poder pra escolher os seus representantes e criar suas leis, ainda que falho. Depois falam dos socialistas utópicos, saiam do porão da mãe de vocês e olhem pra realidade.
Sempre que um Estado cai, OUTRO assume seu lugar. Sempre foi assim e sempre será. O que podemos fazer é diminuir seus tentáculos.
Falta muita informação pra quem faz esses textos, meu deus. E sonha demais, demais mesmo. Não sou a favor da “agressão” do Estado, mas no momento que você sair do porão da sua casa, ir trabalhar de verdade e viver a vida, vai perceber que a natureza do ser humano É FALHA e É NECESSÁRIO A EXISTÊNCIA DO ESTADO. Ponto. “Ah, estuprador, ah, camisinha” (comentário acima), “ah, você é hipócrita, criminoso, justifica agressão”.. Gente? Vocês estudaram o ser humano? Vocês SÃO seres humanos? A hipocrisia existe, é real, e é necessária pro funcionamento da humanidade em seu estado atual. Todos os argumentos que falam que a anarquia é inaplicável é mais que o suficiente pra destruir qualquer anarquista, e não adiantar vir de comparações, não adianta falar que é de acordo com agressão. Você tá falando de um sistema político perfeito e que não condiz ao mínimo com a natureza humana de hipocrisia e erros. Aliás, é esse o erro de muitas vertentes do liberalismo, de anarquismo, de qualquer coisa: não admitir erros. É por isso que a única aplicada hoje em dia é a democracia (fora da ditadura). É a mais humana. Admite erros. Anarquismo é realmente pra quem até 20 anos mentais e sonha com um mundo perfeito.
Muitos dos que se dizem anarcocapitalistas na verdade não são “torcedores” ou “defensores” dessa idéia… apenas entendem que inevitavelmente as civilizações avançadas (num futuro distante) serão todas anarcocapitalistas… e que um modelo ideal e perfeito de sociedade nunca vai existir. É mais ou menos por aí.
Nos comentários vemos que as pessoas estão preocupadas com a conveniência e não com a ética e a moral.
Discussão do sexo dos anjos. É factível, pode ser colocado em prática? Não! Acabou, não tem o que discutir coisa sem sentido.
sensacional a eloquência e lucidez do Paulo…, um dos melhores podcasts do site
Gente, quanto comentário contraditório (pra não dizer estúpido)!
Acho bizarro que em 2020 ninguém tenha respondido !
Me refiro àqueles que usam a natureza humana para justificar estado.
É óbvio que a natureza humana é da violência e de individualismo. Inocente (pra economizar insultos) quem acha que o libertarianismo já não prevê isso
Nada impede a criação de empresas que assegurem segurança, contratos, cobranças, e qualquer outro argumento bizarro que vocês, que caem aqui de paraquedas, queiram inventar.
Aliás, nem isso é necessário.
Como já mostrado ad nauseam nesse instituto, a pessoa com reputação de caloteira só tem lugar no purgatório…
Outra tosquiçe tambem já rebatida ad nauseam é a de que empresas de segurança tomariam o poder. Só num mundo imaginário uma empresa, que depende de contínuo financiamento de clientes, consegue monopólio de algo, especialmente praticando violência.
Muito bom!
Paulo e Bruno são duas pessoas brilhantes!