
O libertário que alegremente se empenhar em expor sua filosofia política, com convicções gloriosas, será quase que certamente encurralado por uma artimanha infalível de um estatista. Se o libertário estiver condenando a educação pública ou os Correios, ou dizendo que a taxação é simplesmente um roubo legalizado, o estatista invariavelmente o desafiará: “Bom, então você é um anarquista?” O libertário estará reduzido a alguma resposta vacilante do tipo “Não, não, é claro que não sou um anarquista”. “Bem, então quais medidas do governo você aprova? Quais tipos de impostos você gostaria de impor?” O estatista passou irremediavelmente para a ofensiva e, sem ter uma resposta para a primeira pergunta, o libertário irá entregar os pontos e abandonar sua conjetura.
Para evitar isso, o libertário normalmente irá responder: “Bem, eu acredito em um governo limitado, um governo que esteja limitado a defender a pessoa ou a propriedade ou o indivíduo contra uma violação por força ou fraude”. Eu tentei mostrar no meu artigo – “The Real Aggressor”, publicado no periódico Faith and Freedom de abril de 1954 – que essa resposta deixa o conservador desamparado quando o argumento “necessário para a defesa” é utilizado para medidas gigantescas de estatismo e carnificina. Há outras conseqüências igualmente, ou mais, graves. Por exemplo, o estatista pode aprofundar ainda mais o argumento: “Se você concorda que é legítimo que as pessoas se agrupem e permitam que o estado force os indivíduos a pagar impostos por um certo serviço – “defesa” -, por que não é igualmente moral e legítimo que as pessoas se agrupem de uma maneira similar e dêem ao estado o direito de fornecer outros serviços – tais como correios, assistencialismo, siderurgia, eletricidade, etc.? Se o estado, com o apoio da maioria, pode fazer um serviço, por que não pode moralmente fazer outros?” Confesso que não vejo uma resposta para essa pergunta. Se é correto e legítimo forçar um relutante Henry Thoreau a pagar impostos a um coercivo monopólio estatal para sua própria “proteção”, não vejo nenhuma razão de por que não seria igualmente correto forçá-lo a pagar o estado por quaisquer outros serviços, sejam eles mercearias, instituições de caridade, jornais, ou siderúrgicas. Assim, conclui-se que o libertário genuíno deve advogar uma sociedade onde o indivíduo pode voluntariamente optar por não sustentar nenhuma ou sustentar qualquer agência policial ou judicial que ele julgar ser eficiente e digna de seu patrocínio.
Não pretendo fazer aqui uma exposição detalhada desse sistema, mas apenas responder a pergunta: isso é anarquismo? Essa pergunta aparentemente simples é, na verdade, muito difícil de ser respondida em uma frase, ou com um breve sim ou não. Em primeiro lugar, não existe um significado totalmente consensual para o termo “anarquismo”. O cidadão comum pode achar que sabe o que ele significa, principalmente que é algo ruim, mas na verdade ele não sabe. Nesse sentido, o termo se tornou algo parecido com a deplorada palavra “liberal“[*], exceto pelo fato de que esta última traz “boas” conotações para as emoções do cidadão comum. As praticamente insuperáveis distorções e confusões sobre o termo vieram tantos dos oponentes como dos aderentes do anarquismo. Os oponentes distorceram completamente as doutrinas anarquistas e fizeram várias acusações falaciosas; os aderentes se dividiram em inúmeros campos de batalha, seguindo filosofias políticas que são literalmente tão díspares quanto comunismo e individualismo. A situação se tornou ainda mais confusa pelo fato de que, frequentemente, os vários grupos anarquistas não percebiam os enormes conflitos ideológicos entre eles.
Uma acusação muito popular contra o anarquismo é que ele “significa o caos”. Se um tipo específico de anarquismo levaria ao “caos” é uma questão de análise; entretanto, nenhum anarquista jamais quis deliberadamente instituir o caos. Na verdade, os anarquistas sempre acreditaram que o estabelecimento do seu sistema iria eliminar os elementos caóticos que perturbam o mundo. Um caso divertido, que ilustra essa concepção errônea, ocorreu depois do fim da Segunda Guerra, quando um jovem entusiasta de um governo único em nível mundial escreveu um livro chamado One World or Anarchy (Um Só Mundo ou Anarquia), e o principal anarquista canadense revidou com um trabalho intitulado Anarchy or Chaos (Anarquia ou Caos).
A grande dificuldade em qualquer análise sobre o anarquismo é que o termo abrange doutrinas totalmente conflitantes. A raiz da palavra é o termo anarche, que significa oposição à autoridade ou a ordens. Essa definição é suficientemente ampla para abranger um conjunto de diferentes doutrinas políticas. No geral, essas doutrinas foram amontoadas em conjunto e definidas como “anarquistas” por causa de sua hostilidade conjunta à existência do estado, esse ente que tem o monopólio coercivo da força e da autoridade. O anarquismo surgiu no século XIX e, desde então, a mais ativa e dominante doutrina anarquista tem sido o “anarquismo comunista”. Essa é apenas uma das definições de uma doutrina que também já foi denominada de “anarquismo coletivista”, “anarco-sindicalismo”, e “comunismo libertário”. Podemos chamar esse conjunto de doutrinas associadas de “anarquismo de esquerda”. O comunismo anarquista é primordialmente de origem russa, forjada pelo príncipe Peter Kropotkin e por Michael Bakunin, e é essa forma que deu as conotações do “anarquismo” por todo o continente europeu.
A principal característica do anarquismo comunista é que ele ataca a propriedade privada tão vigorosamente quanto ataca o estado. O capitalismo é considerado, “no campo econômico”, uma tirania tão perversa quanto o estado, no campo político. O anarquista de esquerda odeia o capitalismo e a propriedade privada com um fervor que talvez seja maior até do que o do socialista ou comunista. Assim como os marxistas, o anarquista de esquerda está convencido de que os capitalistas exploram e controlam os trabalhadores, e que os latifundiários estão invariavelmente explorando os camponeses. A concepção econômica dos anarquistas os coloca frente a um dilema crucial, o pons asinorum[1] da anarquia esquerdista: como que o capitalismo e a propriedade privada podem ser abolidos, enquanto o estado é abolido ao mesmo tempo? Explico: os socialistas proclamam as glórias do estado, e o uso do estado para abolir a propriedade privada – portanto, para eles o dilema não existe. Os comunistas marxistas ortodoxos, que apóiam só da boca para fora o ideal da anarquia esquerdista, resolvem o dilema com o uso da dialética hegeliana: aquele processo misterioso através do qual alguma coisa se converte em seu oposto. Os marxistas iriam aumentar o estado ao máximo para abolir o capitalismo, e então iriam se recostar confiantemente para esperar que o estado “se definhasse até morrer”.
A lógica espúria dessa dialética não parece visível para os anarquistas de esquerda, que desejam abolir o estado e o capitalismo simultaneamente. O mais perto que esses anarquistas chegaram de resolver o problema foi apoiar o sindicalismo como o meio ideal. No sindicalismo, cada grupo de trabalhadores e camponeses supostamente deve ser proprietário conjunto dos seus meios de produção, planejando para si próprio e cooperando com as outras comunas. Uma análise lógica desses esquemas mostraria de imediato que todo o programa não faz sentido. Vejamos: pra começar, uma dessas duas coisas iria acontecer: uma agência central iria planejar e dirigir os vários subgrupos, ou as comunas seriam verdadeiramente autônomas. Mas a questão crucial é se essas agências teriam o poder de usar a força para colocar suas decisões
Não é de se estranhar, portanto, que o termo “anarquismo” tenha recebido uma conotação ruim. Os principais anarquistas, particularmente na Europa, sempre foram da variedade esquerdista, e hoje os anarquistas estão todos exclusivamente na esquerda. Adicione a isso a tradição de violência revolucionária gerada na Europa, e não haverá surpresa alguma no fato de o anarquismo ter má reputação. O anarquismo foi politicamente muito poderoso na Espanha, e durante a Guerra Civil espanhola os anarquistas criaram comunas e organizações coletivistas que exerciam uma autoridade coerciva. Uma de suas primeiras medidas foi abolir o uso do dinheiro, sendo que quem desobedecesse seria punido com a morte. Parece que o suposto ódio anarquista à coerção foi bem distorcido. E a razão era a insolúvel contradição entre as doutrinas anti-estado e anti-propriedade do anarquismo de esquerda.
Então, como pode ser possível que, apesar de todas as desastrosas contradições lógicas do anarquismo de esquerda, possa existir um grupo altamente influente de intelectuais britânicos que atualmente segue essa escola, incluindo o crítico de arte Sir Herbert Read e o psiquiatra Alex Comfort? A resposta é que os anarquistas, talvez inconscientemente percebendo a desanimadora situação, decidiram rejeitar a lógica e a razão por completo. Eles salientam a espontaneidade, as emoções e os instintos, ao invés da supostamente fria e cruel lógica. Ao fazerem isso, eles podem obviamente permanecer cegos para a irracionalidade de suas posições. De economia – que mostraria a eles a impossibilidade desse sistema – eles são completamente ignorantes, talvez mais até do que qualquer outro grupo de teóricos políticos. O dilema da coerção, eles tentam resolvê-lo com a absurda teoria de que o crime iria simplesmente desaparecer se o estado fosse abolido, de forma que nenhuma forma de coerção teria que ser usada. A irracionalidade de fato permeia quase que todas as idéias dos anarquistas de esquerda. Eles rejeitam o industrialismo e a propriedade privada, e tendem a favorecer um retorno ao artesanato puro e às simples condições camponesas da Idade Média. Eles são fanaticamente a favor da arte moderna, a qual eles consideram “anarquista”. Eles têm um ódio profundo ao dinheiro e ao progresso material. Viver como um simples camponês, nas comunas, é exaltado como “viver uma vida anarquista”, ao passo que uma pessoa civilizada é supostamente um burguês cruel e opositor da anarquia. Assim, as idéias dos anarquistas de esquerda se tornaram uma mixórdia absurda, bem mais irracional do que aquelas dos marxistas, e merecidamente olhadas com desprezo por quase todos, e consideradas irremediavelmente “malucas”. Infelizmente, o resultado disso é que as boas críticas que eles às vezes fazem à tirania do estado também tendem a ser consideradas “malucas”.
Logo, considerando que esses anarquistas são os tipos predominantes, é óbvio que a pergunta “os libertários são anarquistas?” deve ser respondida com um não resoluto. Estamos em pólos completamente opostos. Entretanto, a confusão ocorre por causa da existência, no passado, particularmente nos EUA, de um pequeno, porém brilhante, grupo de “anarquistas individualistas” liderados por Benjamin R. Tucker. Agora estamos falando de uma classe diferente. Os anarquistas individualistas fizeram grandes contribuições para o pensamento libertário. Eles forneceram algumas das melhores declarações sobre o individualismo e o anti-estatismo já escritas. Na esfera política, os anarquistas individualistas eram, em geral, sólidos libertários. Eles defendiam a propriedade privada, louvavam a livre concorrência, e se opunham à todas as formas de intervenção governamental. Já politicamente, esses anarquistas ao estilo Tucker tinham dois defeitos fundamentais: (1) eles não defenderam a posse privada da terra além daquela parte que o proprietário usava pessoalmente; (2) eles confiavam muito nos júris e, assim, foram incapazes de perceber a necessidade de um corpo de leis constitucionais libertárias as quais os tribunais privados teriam que defender.
Entretanto, para contrastar com essas pequenas falhas políticas, eles cometeram atrozes erros econômicos. Eles acreditavam que os juros e os lucros eram exploradores, devido a uma suposta restrição artificial da oferta monetária. Assim, eles acreditavam que se o estado e suas regulamentações monetárias fossem removidos, e um sistema bancário totalmente livre fosse estabelecido, todos iriam imprimir a quantidade de dinheiro que fosse necessária, e os juros e os lucros iriam cair a zero. Essa doutrina hiperinflacionária, adquirida do francês Proudhon, é economicamente absurda. Devemos lembrar, no entanto, que a ciência econômica “honorável”, a tradicional, desde aquela época tem sido permeada de erros inflacionistas, e pouquíssimos economistas compreenderam a essência dos fenômenos monetários. Os inflacionistas simplesmente pegam o mais suave dos inflacionismos presentes na ciência econômica da moda e corajosamente o expandem até sua conclusão lógica.
A ironia dessa situação é que, enquanto os anarquistas individualistas davam grande ênfase às suas teorias ilógicas sobre o sistema bancário, a ordem política que eles defendiam iria gerar resultados econômicos diretamente contrários aos que eles queriam. Eles pensavam que um sistema bancário totalmente desregulamentado levaria a uma expansão indefinida da oferta monetária, sendo que a verdade é precisamente o oposto: levaria a um “hard money“[2] e à ausência de inflação. As falácias econômicas dos seguidores de Tucker, no entanto, são de uma ordem completamente diferente daquela dos anarquistas coletivistas. Os erros dos coletivistas os levaram a praticamente advogar o comunismo, ao passo que os erros econômicos dos individualistas ainda os permitiram advogar um sistema quase libertário. Uma análise mais superficial pode facilmente levar a uma confusão entre os dois sistemas, porque os individualistas foram levados a atacar os “capitalistas”, os quais eles pensaram estar explorando os trabalhadores através da restrição da oferta monetária praticada pelo estado.
Esses anarquistas “de direita” não caíram na bobagem de dizer que o crime iria desaparecer em uma sociedade anarquista. Entretanto, eles realmente tendiam a subestimar o problema da criminalidade e, como resultado, nunca reconheceram a necessidade de uma constituição libertária permanente. Sem uma constituição desse tipo, o processo judiciário privado poderia se tornar realmente “anárquico”, no sentido popular do termo.
A ala anarquista que era seguidora de Tucker prosperou no século XIX, mas foi desaparecendo até a Primeira Guerra Mundial. Muitos pensadores daquela Era Dourada do liberalismo estavam trabalhando em doutrinas que eram similares em muitos aspectos. Esses libertários genuínos, no entanto, nunca se referiram a si próprios como anarquistas; a razão principal disso provavelmente era o fato de que todos os grupos anarquistas da época, mesmo os de direita, tinham doutrinas econômicas socialistas em comum.
Aqui devemos observar que há ainda uma terceira variedade do pensamento anarquista, uma que é completamente diferente tanto dos coletivistas quanto dos individualistas. Trata-se do pacifismo absoluto de Léon Tolstoy. Esse tipo de anarquismo advoga uma sociedade na qual a força não seria usada nem para defender o indivíduo e a propriedade, seja através do estado ou através de organizações privadas. Essa idéia da não-violência influenciou muitos dos supostos pacifistas atuais, principalmente através de Gandhi, mas esse último não percebeu que não pode haver um completo e genuíno pacifismo a menos que o estado e outras agências de defesa sejam eliminados. Esse tipo de anarquismo, mais do que todos os outros, baseia-se em uma visão excessivamente idealista da natureza humana. Ele só poderia funcionar em uma comunidade de santos.
Devemos então concluir que a pergunta “os libertários são anarquistas?” simplesmente não pode ser respondida em bases etimológicas. A imprecisão do termo é tal que o sistema libertário seria considerado anarquista por algumas pessoas e arquista por outras. Por isso, devemos recorrer à história em busca de iluminação; e aí descobriremos que nenhum dos declarados grupos anarquistas corresponde a uma posição libertária, e que mesmo os melhores deles têm elementos irrealistas e socialistas em suas doutrinas. Além disso, descobriremos que todos os atuais anarquistas são coletivistas irracionais, estando portanto em pólos opostos aos nossos. Assim, devemos concluir que nós não somos anarquistas, e que aqueles que nos chamam de anarquistas não se baseiam em uma etimologia séria, e estão historicamente errados. Por outro lado, fica claro que também não somos arquistas: não defendemos a criação de uma autoridade central tirânica que irá coagir tanto os não-agressores como os agressores. Talvez, então, devemos nos classificar com um termo novo: não-arquistas. E, então, quando estivermos no combate e o inevitável desafio “você é um anarquista?” surgir, poderemos, talvez pela primeira e última vez, nos darmos ao luxo de “ficar em cima do muro” e dizer: “Senhor, eu não sou nem anarquista e nem arquista; estou me equilibrando em cima de um muro não-arquista”.
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Murray N. Rothbard (1926-1995) foi um decano da Escola Austríaca.
Esse artigo foi escrito em meados dos anos 1950 sob o pseudônimo de Aubrey Herbert, que Rothbard usava no periódico Faith and Freedom. Ele nunca foi publicado.
[1] Um problema que testa severamente a capacidade de uma pessoa inexperiente. [N. do T.]
[2] Dinheiro na forma de moedas de ouro e/ou lastreado 100% em ouro (ou prata). [N. do T.]
Tradução de Leandro Augusto Gomes Roque

Há algo de útil na literatura de Proudhon?
“constituição libertária permanente”
Não consegui entender isto, alguém se dispõe a me explicar?
Rhyan, tem sim.
embora eu não tenha lido diretamente o Proudhon, em seu ultimo livro ele muda de opinião sobre propriedade, defendendo praticamente a mesma coisa que o Rothbard, só que com outras palavras.
eu mudei de opinião sobre os anarquistas clássicos apos a leitura deste artigo:
pensamentoanarquista.wordpress.com/2008/07/28/o-pensamento-anarquista-%E2%80%93-luiz-eduardo-do-o/
[]’s
Valeu, Mujo!\r
\r
Queria manjar um pouco mais sobre mutualismo…\r
\r
Abraço!
Fernando,
Parabéns pelo trabalho.
Uma curiosidade,você teve dificuldade de revalidar seu título de mestre aqui no Brasil?
Parabéns Fernando,
Acho q todos nós gostaríamos de ter feito esse mestrado ! ! !
Este artigo ajudou bastante a esclarecer algumas dúvidas. Creio que “anarco-capitalismo” era o termo que Rothbard estava procurando enquanto não conseguia sair “de cima do muro”. O problema dos anarquistas de esquerda é que não consideram o dinheiro com ferramenta, e sim como um objeto causador de desgraça, assim como o crucifixo é para o vampiro. Poderiam eles buscar essa “liberdade” de “um mundo sem dinheiro” sem necessariamente considerá-lo um mal em todos os sentidos. Isto é, dentro de um sistema econômico monetário, aos poucos construir essa sociedade ideal que almejam (que não seria “a sociedade”, mas “uma sociedade”), tal como essas comunidades agroecológicas que existem por aí.
esse texto deve causar muita indignação em pessoas com ideais anarco sindicalistas…
o grande problema dos ‘anarquistas de esquerda” é que eles querem viver em uma civilização sem dinheiro… o que torna esse sistema algo impossível ou improvável…
a única corrente da anarquia que faz sentido pra mim ainda é o anarco-primitivismo…
pessoas que vivem em comunidades auto-sustentáveis… mas isso poderia existir tranquilamente no anarco-capitalismo… já existe hj em dia…
Esse texto é horroroso. Contém contradições e mentiras. O texto afirma que os anarquistas de esquerda não tem ideia de como derrubar o Estado e a propriedade, mas estranhamente mostra um exemplo em que isso se tornou realidade como na Revolução Espanhola, embora inventou mentiras sobre os anarquistas e a Revolução Espanhola como a suposta punição por pena de morte (cadê as referências)ou que os anarquistas de esquerda apoiam que a força é necessária contra teimosos, quando os anarquistas explicitamente são contra a violência ou ameaça de violência como forma de fazer os indivíduos a fazerem alguma coisa.
Outra coisa tacanha foi atacar a forma de organização sindicalista sem entender como funciona a cooperação entre as comunas, dando a entender que haveria apenas duas possibilidades ou uma agência central controlaria suas atividade ou seriam totalmente autônomas sem comunicação umas com outras, sendo que espertamente ignorou uma terceira opção, um órgão que seria o ponto de encontro das comunas coordenarem as suas atividades.
No último parágrafo que fala sobre os anarquistas de esquerda mais mentiras. A própria Revolução Espanhola já mostra uma mentira, que os anarquistas de esquerda rejeitam o industrialismo, sendo que houve como nunca industrialismo durante a Revolução Espanhola. Outra mentira que os anarquistas de esquerda apoiam que as pessoas vivam como simples camponeses. Quando na realidade o lema dos anarquistas de esquerda especialmente os comunistas libertários é “De cada um conforme suas capacidade há cada um conforme suas necessidades” esse lema é tão famoso que até os opositores do comunismo libertário conhecem.
E sobre os anarquistas individualistas, sugiro que leiam a discussão abaixo:
anarchism.pageabode.com/afaq/secGcon.html
Se for para eliminar o “estado” e instituir uma ordem capitalista totalmente livre, pode me chamar de qualquer nome.
O termo “anarquista” possui uma conotação negativa demais, faz pensar em revolucionários ditatoriais fanáticos e em rebeldes sem causa.
Os primeiros não aceitam qualquer autoridade sobre eles, mas querem dominar os outros. Os segundos só querem direitos sem deveres.
* * *
Apesar do anarco-comunismo ser uma utopia atualmente, há sim muitas ideias boas.
O texto minimamente explicou as motivações do anarquismo ser contra o capitalismo e o estado. Complementando, estes são contra a concorrência de empresas e o lucro. A ideia por trás disso é mais ou menos simples: por que as empresas devem concorrer ao invés de colaborar? A resposta natural é que isso ou geraria um monopólio, ou um cartel. Dentro da lógica capitalista do livre mercado, isso é algo ruim. Mas aí vem o segundo aspecto (lucro): se de fato acontecer um monopólio, por que é importante que haja lucro? Principalmente se os meios de produção forem propriedade dos trabalhadores, ou mesmo da sociedade inteira… como todos se beneficiarão dos produtos e serviços produzidos, então não é importante fazer o melhor produto possível? A concorrência visando lucro é vista pelos anarcos como desperdício de energia, gerador de ansiedade, desemprego, e movimentação especulativa de capitais.
E a natureza humana de ser “concorrente”? Dizem eles que o ser humano, antes de ser concorrente, é social, e colaborativo. A concorrência deveria ficar no campo dos esportes, jogos. Mas no que mais importa – trabalho, produção e consumo – ela deveria acabar.
O texto diz duas vezes que os anarcos são contra a propriedade privada. Na verdade, são contra a propriedade privada dos meios de produção, e não são contra a “posse privada”, que é tudo que você tem e vai ficar com você e sua família (casa, carro, etc). Todo o resto nesse mundo seria público, incluindo terras (são contra a lei do “cheguei primeiro”), recursos naturais, indústrias, comércio, serviços.
Os comentários, dizendo que as pessoas deixariam de trabalhar. A ideia é que uma rede de trabalho e consumo seja gerada, como se essa sociedade fosse uma pessoa só em sua “subsistência”, produzindo para si. Então, a ideia é que quem não trabalhe, também não tenha usufruto.
A sociedade anarquista teria, sim, pouca diferença de renda. Isso porque todo tipo de trabalho é considerado importante. E como não há lucro em cascata, desde o plantador de tomates até o desenvolvedor de circuitos integrados, não tem mesmo porque haver diferenças salariais grandes. Muitos diriam “mas como, o engenheiro se esforçou mais do que o pedreiro, portanto merece mais”, ou “o que nos evoluiu até hoje foi o cérebro, portanto o salário é um incentivo ao desenvolvimento pessoal”. Simples. O sistema atual permite pouca mobilidade social entre a classe baixa (trabalhadores braçais) e média, e isso é um fato. E é impraticável (e até indesejável) que todos os pobres virarem classe média ao mesmo tempo, outro fato. Em uma sociedade alternativa com reais oportunidades entre todos, as pessoas procurarão inovação por conta própria, pois elas não estão mais concorrendo por um trabalho ou uma vaga, estarão fazendo o que gostam.
O texto está errado em dizer que eles querem virar camponeses da idade média. Não, a ideia é que haja uma sociedade tecnológica tão ou mais complexa quanto temos hoje. As pessoas teriam mais tempo livre e o gastariam com pesquisa, formação e inovação (tudo isso free), por iniciativa própria, sendo as descobertas feitas por grupos autônomos de pesquisa jogadas automaticamente na rede de conhecimento, e disponíveis a qualquer um (fim da propriedade particular do conhecimento – este serve à humanidade, não às empresas). Com educação livre e irrestrita, todos poderão fazer o que quiserem. E quem vai construir as estradas e varrer a rua? A ideia é que todos inicialmente façam isso, mas que os esforços maiores de inovação sejam para automatizar, ou minimizar a “carga horária” destas tarefas o mais rápido possível.
A ideia em acabar com o dinheiro é simples. Você teria um crédito, intransferível (ou seja, não poderia comprar o trabalho de outras pessoas) pelo trabalho que faz, e com isso tem direito a consumir. Escambo? Seria livre.
Como a maior motivação para os crimes atualmente são de ordem econômica, não teria motivo para existir polícia ou cadeias. Ninguém se interessaria em atentar contra a posse privada, visto que qualquer um teria acesso a tudo. Obs: quanto a estupradores, psicopatas, etc, há muita discussão sobre o que fazer com eles, mas há um consenso que são minoria.
Luxo, a ideia é que não exista. Coletivamente, pode sim haver iates públicos, parques de diversões, pacotes de viagens. Coisas que beneficiem a coletividade, nunca um grupo em especial.
Existem variantes quanto o fato de haver um planejamento comunitário da economia (não confundir com planejamento estatal, não há hierarquia nessa sociedade), ou se haveria uma espécie de mercado baseado na lei da oferta/procura. Até sistemas de software que alocam a produção individual, a alocação de trabalhos e recursos, e as necessidades individuais de consumo de cada pessoa já foram propostos.
Essa “revolução” deve nascer de um pensamento comum e interior, nunca vir de fora, pois Marx estava errado, como todos sabemos. O problema dela seria nascer e manter-se, pois é claro que muita gente não iria gostar.
Sobre os métodos computacionais, podemos revisitar o economista matemático Wassily Leontief. Houve um debate entre ele e Hayek, li uma resposta de Hayek aos métodos matemáticos, que poderiam até conter alguma eficiência, mas pecavam por atentar contra a liberdade, algo estranho vindo de Hayek que é considerado por muitos um utilitarista, me corrijam se estiver errado.
Interessante que os ERP’s fazem basicamente isso, ajudam a planejar a ação de grandes empresas, muitas espalhadas por diversos países e continentes, através de softwares que provém algoritmos para calcular diversas variáveis, são ferramentas que possibilitam o planejamento em grande escala destas empresas.
Sobre a possibilidade do ‘mercado socilista’, penso que a Marilia se refere a possibilidade de existir arranjos de produção e consumo que operem por mecanismos de cooperação através da livre associação em um sistema de liberdades economicas. Sendo assim seria possível coexistirem empresas capitalistas tradicionais com empresas de cunho ‘solidário’, tais como as cooperativas.
Se é certo nomear estes arranjos solidários como socialistas é algo a discutir. Há muitos socialista entusiastas destes arranjos, interessante é que estes arranjos não entram em conflito com a EA, a não ser quando são subsidiados pelo Estado, aliás como qualquer outro empreendimento subsidiado pelo Estado.
Fica a cargo do individuo decidir se prefere consumir produtos de primeira necessidade através da associação a uma cooperativa de consumo, ou no grande hypermercado. Se prefere associar-se a outros para vender leite através de uma associação de produtores, ou se prefere vender o leite para uma empresa individualmente. Os exemplos são inúmeros.
Posso citar como exemplos interessantes, o mercado de alimentos organicos. Muitos pressupostos da EA estão presentes neste nicho. Históricamente eles não tem seguro agricola, crédito Estatal fácil e nem regulamentações. Houve o surgimento de certificações que concorrem entre si, e diferentes tipos de arranjos de distribuição que também concorrem entre si, desde a venda direta aos grandes hyper-mercados, até projetos como de venda direta para um grupo de consumidores que fazem visitas ao produtor para certificar protocolos de produção, etc etc.
Marília,
Não sei se você está se confundindo, mas quando você pergunta por que os meios de produção têm que ser privados, talvez esteja querendo dizer “por que os meios de produção têm que ser de uma só pessoa”. Se for essa a confusão, é fácil de ser sanada. Os meios de produção, ainda que façam parte de uma cooperativa, são privados. Apenas os membros da cooperativa têm o poder de decidir como usá-los. Uma taba de índios é propriedade privada. Os defensores dos índios e seu território estão defendendo a propriedade privada.
Vendo a palavra “privado” por essa perspectiva, tentarei humildemente responder de uma forma fácil:
1) Por que os meios de produção precisam ser privados – porque só aqueles que têm real interesse em cuidar deles e usá-los de forma a OFERECER algo EM TROCA de outra coisa podem fazer isso. O(s) proprietário(s) dos meios de produção só saberá(ão) se seu produto/serviço será rentável se houver uma demanda observável. O que leva a sua segunda pergunta
2) Por que os bens de produção deixariam de ser produzidos – Pegando a deixa anterior: O(s) proprietário(s) dos meios de produção só saberá(ão) se seu produto/serviço será rentável se houver uma demanda observável. E como o ser humano é inerentemente imprevisível e instável, não tem como uma máquina saber isso (qual a demanda). Apenas a observação consciente do homem. Os meios de produção são OFERECIDOS a uma demanda conscientemente observável, EM TROCA de algo.
Se o sistema de preços é baseado em moeda, em escambo, em bitcoin, em favores, é outra questão.
É possível OFERECER produtos/serviços de forma coletivizada: bibliotecas, transporte coletivo, aluguel de coisas em geral. Inclusive existem várias formas de se fazer escambo-empréstimo (você me empresta algo e eu te empresto outra coisa). Mas isso tudo só é possível devido à existência do mercado para produzir as coisas. Se a sociedade supervaloriza o consumo, a compra, a propriedade de coisas que não necessariamente precisam ser compradas (como livros por exemplo), é apenas uma questão de valores, de cultura, e não da economia em si. Se determinada sociedade decide aos poucos deixar o uso do carro e optar por transporte coletivo/bicicleta, automaticamente as empresas reduzirão a produção de carros naquela área. Veja que a questão é a priori mais de natureza humana do que econômica.
Marilia Hochmuller
Talvez você não compreenda o tipo de anarquismo proposto pelos ancaps. A Escola Austríaca atualmente está dividida em duas vertentes. Uma é a miniarquista (e eu sou miniarquista) e outra é a anarcocapitalista (como se nota, é a vertente mais representada aqui). Todos os austríacos desde o início até Mises eram miniarquistas. Um dos discipulos de Mises, Rothbard, foi o primeiro austríaco a defender o anarcocapitalismo. Mas tanto Mises como Rothbard (e todos os austríacos) rejeitavam as formas de anarquismo anterior, socialistas e comunistas. Eu não sou anacap, e se você quiser conhecer melhor esse pensamento, sugiro que você leia os muitos artigos ancaps postados neste site, mas creio que posso dar uma rápida pincelada. Rothbard não cria que o homem pudesse viver sem lei. Haverão pendências e diferentes interpretações dos contratos mesmo entre pessoas honestas, e isso exigirá arbitragem. E existirão sempre pessoas anti sociais (violentas, dominadoras, fraudulentas, desonestas) que mesmo não sendo a maioria, não poderão ser ignoradas, e terão de ser julgadas criminalmente. O que Rothbard propôs é que existissem tribunais privados (não estatais) aos quais as pessoas poderão se filiar os quais poderão seguir diferentes linhas (por exemplo, um muçulmano pode preferir se filiar a um tribunal que aplique a sharia, um judeu pode preferir se filiar a um tribunal rabinico, etc) mas a filiação será livre. Quanto aos espaços, os ancaps propõem que todos os espaços nunca ocupados sejam considerados sem dono, livres para quem quiser ocupa-lo, e todos os ocupados, quer para moradia, quer para qualquer atividade econômica, tenham como dono aquele que o ocupa (misturou seu trabalho ao local) e seus herdeiros. Evidentemente é muito mais complexo do que isto, não é a linha que defendo, e há uma enorme quantidade de textos aqui, e também livros a preços bem módicos, que você poderá consultar.
Quanto aos quinze teóricos do anarquismo clássico, devo lembrar que a imensa maioria dos estudiosos de política e economia não são anarquistas, bem como a imensa maioria do povo e, como você viu, aqueles que são anarquistas aqui, o são de forma bem diferente dos anarquistas clássicos, dos quais rejeitam os argumentos. Mas se quiser, pode tentar nos convencer. Há stalinistas, trotskistas, social democratas que entram aqui, e os administradores do site deixam, então não rejeitarão uma anarquista socialista. Se quiser, nos faça sugestões de leitura.
Parece-me que os mesmos problemas de UTOPIA do socialismo/comunismo tb fazem parte do anarquismo.Ou não?
@Marília,
Desculpe a minha intervenção já tardia, mas identifiquei um ponto no seu raciocínio que está prejudicando todo o seu entendimento de Livre Mercado, EA, Ancap e Capitalismo:
Ops… Não é porque algo é público (“de todos”), que não pode haver troca de patrimônio entre duas entidades públicas, uma oferecendo um produto e outra pagando por ele. Eu pelo menos vejo isso todo dia.
(…)
Há compra e venda, a preços de mercado, e isso não impede que o que for produzido não seja público. No mundo de hoje, empresas públicas, sujeitas ao Direito Público, têm uma relação do patrimônio (inventário de bens).
(…)
Um sindicato que produzir um bem de capital (ex. máquina), vai dotar um preço ao seu produto. Igual como se fosse um bem de consumo. Não vejo nenhum impedimento nisso.
Veja que nesses três parágrafos reside toda a sua confusão (e a de muita gente). As pessoas se iludem acreditando que um dado bem X tem o preço definido por quem produz o bem X. O preço de qualquer bem é definido pelo Mercado. Não há como escapar. Quem produz o bem X tem de produzí-lo a um preço que lhe dê lucro para manter a operação funcionando, mas a um preço que as pessoas aceitem pagar. Se um produtor estiver com um preço maior do que as pessoas estão dispostas a pagar ele será forçado a rearranjar a forma como produz para tornar-se mais eficiente, ou vai quebrar.
Portanto:
(1) Não tem sentido uma entidade pública produzir um bem e outra entidade pública comprar esse bem e chamar isso de Mercado. O governo comprando do próprio governo tira de um bolso para por no mesmo bolso. É como se você produzisse canetas e você mesmo as comprasse! É puramente uma manobra contábil… não é um Mercado. O fato de você ver isso todo o dia só prova o quão distorcida a realidade está pela esquerdopatia dominante.
(2) Não faz sentido termos “algum Mercado” a fim de que as entidades públicas (e portanto fora do Mercado) trocassem bens entre si com os preços formados por aquele Mercado. Simplesmente por que tais entidades podem precificar seus bens como quiserem… não existem déficits em entidades públicas (ou, melhor dizendo, qualquer déficit de uma entidade pública não tem as mesmas consequencias que uma entidade privada: ele será coberto pelo Tesouro ou será resolvido da forma mais paradoxal que eu já vi – contratando mais funcionários públicos). Dessa forma, uma entidade pública que produzisse canetas e as vendesse ao preço de um milhão de reais a outra entidade pública não faria nem cócegas ao Mercado real.
(3) Um sindicato que não funcione como um braço do governo, inclusive sendo sustentado pelo mesmo (e pelo dinheiro arrancado do bolso dos produtores sob a mira de uma arma e com ameaça de encarceramento) não existe no Brasil. Supondo que existissem e produzissem bens, eles poderiam ser ofertados no Mercado, a preços de Mercado, e poderiam ser comprados por quem quisesse. Se o arranjo produtivo de tal sindicato fosse deficitário (custo de produção maior que o preço de venda) ele quebraria como qualquer outra empresa. Aliás, tal sindicato seria uma empresa (ou uma sociedade empresária, uma cooperativa, etc).
Marilia escreve:
“Não é porque algo é público (“de todos”), que não pode haver troca de patrimônio entre duas entidades públicas, uma oferecendo um produto e outra pagando por ele. Eu pelo menos vejo isso todo dia.”
Primeiramente não há empresa pública e tão pouco patrimônio publico empresarial. As empresas são do governo e dos funcionários, pois estes é que arbitram sobre a propriedade e o patrimônio “público”.
Direito de propriedade significa pleno arbítrio sobre a propriedade. Assim sendo, o público não arbitra nada. Sem contar que a afirmação de que algo que é público é de todos, como se uma propriedade comum, é outro erro. Mesmo os locais públicos podem ser de frequencia proibida ao público, ficando o uso restrito a determinados integrantes do governo ou por alguns autorizado. Ou seja, só comprova que o “publico” não é dono de coisa alguma dita pública.
Na verdade Tudo pertence ao governo, pois este atribui-se o privilégio de arbitrar sobre todos. Assim, pode-se perceber o governo como uma S/A.
Fora isso, se o dono de TUDO é o mesmo não há como estabelecer preços. Até porque estarão sujeitos a interesses da organização. Não há como negociar quando o resultado das negociações não produzirão prejuizos ou lucros. Basta imaginar um dono de supermercado negociando preços com seu gerente se ter qualquer parametro externo.
Num “mercado” onde há apenas um dono/comando(que arbitra sobre tudo)não há como formar preços segundo a demanda. As preferências particulares adaptarão o “mercado” às subjetividades dos superiores com subsidios a certas atividades e penalização a outras. Basta ver como os governos se relacionam com os artistas, por exemplo, ou com empresas com lobistas. Afinal, não há concorrência, penalidades naturais ou premiação à eficiência onde apenas exista um vendedor de bens e serviços. Tudo será adaptado à sua subjetividade. Não por outro motivo as distorções nas empresas dos governos e atividades dos aliados do poder.
Gostaria de saber, por favor, de que livro de Rothbard foi retirado este artigo?
O Instituto Von Mises Brasil tem artigos muito interessantes, que me ajudarão na minha dissertação de mestrado, mas gostaria, se possível, que os artigos tivessem as referências de onde são retirados.
Excelente artigo.
Lendo parte dessa longíssima tergiversação de vocês, descobri que sou mais de direita do que pensava….
Desculpe mas penso assim….querer zerar um estado q ja criou tdo…mesmo q em baixa qualidade eh facil…..queria ver esse modelo partindo do ZERO num território resolutamente sem Infras….partindo do principio q ate as ruas teriam q ser construidas……..ai queria ver essa liberdade toda
Caramba! Como eu vim parar aqui?! Só estava pesquisando/estudando sobre anarcocapitalismo… Nossa.