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Como a escola acaba com a criatividade e com o raciocínio próprio

Em 2006, o educador e autor de livros Ken Robinson proferiu uma palestra para a TED intitulada “Será que as escolas matam a criatividade?“. Com mais de 45 milhões de visualizações, esta continua sendo a palestra mais visualizada da história da TED.

A premissa de Robinson é simples: nosso atual sistema educacional acaba com a criatividade e a curiosidade naturais dos jovens ao forçá-los a se configurar dentro de um molde acadêmico unidimensional. Esse molde pode funcionar bem para alguns — principalmente, como diz ele, para aqueles que querem se tornar professores universitários.

Porém, para a maioria de nós, nossas paixões e habilidades inatas são, na melhor das hipóteses, ignoradas. Na pior, são prontamente destruídas pelo sistema educacional moderno.

Em sua palestra na TED, Robinson conclui:

Creio que nossa única esperança para o futuro é a adoção de uma nova concepção de ecologia humana, uma em que começamos a reconstituir nossa concepção da riqueza da capacidade humana. Nosso sistema educacional explorou nossas mentes como exploramos a terra: em busca de um recurso específico. E, para o futuro, isso não serve. Temos de repensar os princípios fundamentais em que baseamos a educação de nossas crianças.

Educação pela força

Robinson estava apenas ecoando as preocupações de vários educadores que acreditam que o atual modelo de escola compulsória solapa a vibrante criatividade das crianças e as obriga a suprimir seus instintos auto-educativos.

Em seu livro Livre para Aprender, o doutor Peter Gray, professor de psicologia do Boston College, mostra que todas as crianças adoram aprender e avidamente exploram o mundo ao seu redor com grande entusiasmo e dedicação. Mas tudo isso acaba quando entram na escola.

Em suas pesquisas sobre crianças que não entraram no sistema de educação em massa e foram para formas alternativas de educação, o doutor Gray descobriu que a curiosidade humana e o comprometimento para com o aprendizado se manteve até muito além do início da infância.

Em seu artigo “A escola é uma prisão e está destruindo nossas crianças“, ele diz:

Esta incrível vontade de aprender e esta enorme capacidade de aprendizado não são desligadas quando a criança faz 5 ou 6 anos de idade. Nós é que as desligamos por meio de nosso coercitivo sistema de educação compulsória. A maior e mais duradoura lição trazida pelo nosso sistema escolar é que aprender é algo maçante, que deve ser evitado ao máximo possível.

Mas esta observação do doutor Gray não é nenhuma novidade. Décadas atrás, o conhecido educador e defensor do ensino doméstico (homeschooling) John Holt escreveu em seu livro — hoje best-seller — Como as Crianças Aprendem:

Queremos acreditar que estamos enviando nossas crianças para a escola para que elas aprendam a pensar. Mas o que realmente estamos fazendo é ensinando-as a pensar de maneira errada. Pior: estamos ensinando-as a abandonar uma maneira natural e poderosa de pensar e a adotar um método que não funciona para elas e o qual nós mesmos raramente usamos.

Ainda pior do que tudo isso: nós tentamos convencê-las de que, ao menos dentro da escola, ou mesmo em qualquer situação em que palavras, símbolos ou pensamento abstrato estejam envolvidos, elas simplesmente não podem pensar. Devem apenas repetir.

Por meio deste processo de educação compulsória e massificada, a curiosidade infantil e o impulso natural pelo aprendizado são continuamente substituídos por um sistema de controle social que ensina às crianças que seus interesses e observações não mais importam.

Ainda segundo o doutor Gray:

Em nome da educação, estamos cada vez mais roubando das crianças o tempo e a liberdade de que necessitam para se educarem por conta própria por meio de seus próprios métodos. Criamos um arranjo educacional no qual as crianças devem suprimir seus instintos naturais — os quais as estimulam a estar no controle do próprio aprendizado — para, em vez disso, simplesmente seguirem automaticamente métodos e caminhos criados para elas por adultos, e os quais não levam a lugar nenhum.

Criamos um sistema educacional que está literalmente enlouquecendo jovens e tornando-os incapazes de desenvolver a autoconfiança e as habilidades necessárias para as responsabilidades da vida adulta.

Sobre isso, pesquisas convincentes mostram que, quando se permite que as crianças aprendam naturalmente, sem instruções coercitivas vindas de cima para baixo, o aprendizado é mais profundo e muito mais criativo do que quando as crianças são passivamente ensinadas. A professora Alison Gopnik, da Universidade de Berkeley, Califórnia, descobriu em seus estudos com crianças de quatro anos de idade, bem como em estudos similares feitos pelo MIT, que o aprendizado direcionado a si próprio — em oposição à instrução coerciva — elevam a criatividade, a capacidade de pensar e a própria qualidade do aprendizado.

As pesquisas de Gopnik envolveram crianças novas aprendendo a como manipular um brinquedo específico, o qual emitiria determinados sons ou exibiria determinadas figuras em uma certa sequência.

Ela descobriu que, quando as crianças eram diretamente ensinadas a como usar o brinquedo, elas conseguiam replicar os resultados e rapidamente chegavam à “resposta certa” por conta própria ao apenas imitar o que a professora demonstrava. Porém, quando, em vez disso, as crianças tinham a liberdade de aprender sem qualquer instrução direta — brincar livremente com o brinquedo, explorar livremente suas características, e descobrir seus recursos por conta própria –, elas conseguiam chegar à “resposta certa” mais rapidamente (em menos etapas) do que as crianças ensinadas.

Estas crianças que fizeram o “aprendizado direcionado a si próprio” também descobriram outras partes e características do brinquedo que podiam fazer coisas interessantes — as quais as crianças ensinadas não descobriram.

Gopnik resumiu essa pesquisa em um artigo para a revista Slate dizendo:

A instrução direta talvez possa ajudar as crianças a aprender fatos e habilidades específicas. Mas e quanto à curiosidade e à criatividade — capacidades estas que, no longo prazo, são ainda mais importantes para o aprendizado?

Ao passo que aprender com um professor pode ajudar as crianças a obter uma resposta específica mais rapidamente, tal método também faz com que elas sejam menos propensas a descobrir informações novas sobre um problema e a criar novas e inesperadas soluções.

Aprendendo, e não doutrinando

A conformidade e a submissão podem ter sido os objetivos sociais e econômicos dos arquitetos do modelo escolar compulsório criado no século XIX, feito para funcionar de cima para baixo. Mas a economia do século XXI exige criatividade e adaptação. Hoje, acima de tudo, é necessário um modelo voltado para o aprendizado, que privilegie a capacidade de raciocínio próprio e a criatividade, e não um modelo de ensino compulsório voltado para escola.

Como disse o antigo CEO da Google, Eric Schmidt, “a cada dois dias criamos o mesmo volume de informações que foi criado desde o surgimento da humanidade até 2003”.

É impossível acreditar que um modelo arcaico de ensino forçado pode se adaptar às exigências de uma nova economia saturada de informações e cada vez mais voltada para a tecnologia, a qual requer agilidade, inventividade, colaboração e um contínuo compartilhamento de conhecimento. Um modelo educacional verdadeiramente transformador para o século XXI é aquele que cultiva e estimula, e não esmaga e abole, a criatividade humana.

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Leia também:

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O Homeschooling nos EUA (e no Brasil) 

 

*Este artigo foi originalmente publicado em 13 de junho de 2017.

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69 comentários em “Como a escola acaba com a criatividade e com o raciocínio próprio”

  1. Escola pública nunca prestou, nem prestará, no Brasil. Se algum governador ou prefeito deste país quiser mesmo, melhorar a educação, no seu estado ou município; então que faça isto:

    1- Privatize todas as escolas públicas.

    2- Dê o direito aos pais de escolherem em qual escola particular, eles querem matricular seus filhos, por meio de bolsas de estudo.

    O resto é só demagogia eleitoreira. Você acha que as escolas públicas funcionam gratuitamente? Enquanto nas escolas particulares, cerca de 70% dos funcionários são professores, nas escolas públicas esta percentagem não passa nem de 40%. O resto é burocracia; corrupta, incompetente e lenta. Sai mais barato e melhor, se usar dinheiro público, para pagar uma mensalidade numa escola particular, que jogar dinheiro fora em escolas ditas "públicas", mas de fato da CUT, da corrupção e da incompetência.

    Em resumo. Com escolas sob o controle de marxistas, estaremos fadados a vivermos num país pobre, falido, corrupto e endividado.

    Tornar um país pobre, num país rico é raridade, mas a Coréia do Sul conseguiu tal feito, graças aos governos de dois generais de 1961 a 1988. Peço a você, que veja a palestra que começa aos seis minutos e vários segundos do site https://www.youtube.com/watch?v=axuxt2Dwe0A

  2. O modelo atual de escola foi inventado pelo exército alemão para garantir que todos os jovens funcionassem como engrenagens perfeitamente conectadas durante o esforço de guerra. Esse jovens aprendiam matemática básica (para calcular soluções para o poder de fogo da artilharia), o básico da alfabetização (para entender e repassar ordens) e, é claro, educação física. Até hoje este formato em quase nada mudou. Houve apenas algumas alterações superficiais nos currículos escolares para fazer com que todos se tornassem engrenagens perfeitamente conectadas agora no setor industrial (o qual, felizmente, já está quase que todo automatizado).

  3. Sobrevivente do socialismo

    A internet é o maior “livro” do mundo.

    Enquanto o governo não nos bloquear, teremos acesso ilimitado ao conhecimento.

    Os livros do governo são limitados, restritos a ideologias e afundam a vida das pessoas com total esquecimento sobre trocas voluntárias.

    O governo nunca ensinou capitalismo aos futuros capitalistas.

  4. E quando os alunos não querem aprender, querem a doutrinação, pois pensar pode causar angustia e insegurança do mundo.

    Aturo isso direto enquanto dou aulas de calculo pratico (cálculos que se usam não teoria), não vejo neles a vontade de se aprimorar apenas vontade de ter um papel na parede.

    Triste esse meu Brejil.

  5. Sobrevivente do socialismo

    Eu sempre fui rebelde no colégio. Parece que eu fiz a coisa certa quando avacalhava as aulas.

    Eu queria produzir coisas, mas me ensinavam milhões de porcarias.

    Quando me “ensinavam” história, só faltava eu dizer que não me interessava o que esse monte de canalhas haviam feito.

    Eu nasci capitalista e engenheiro. Eu era feliz quando alguém me chamava para produzir alguma coisa e triste quando ia para escola para ser doutrinado.

    Esse texto me trouxe uma boa reflexão sobre a minha vida. Parece que foi escrito direcionado para mim.

  6. A boa notícia: há hoje educação gratuita, de qualidade e privada.

    Coursera

    Khan Academy

    Academic Earth

    Assim como hoje você pode produzir, divulgar, publicar e acessar conteúdo de mídia com custos dispensáveis (somente o acesso à internet / lan-house) na internet, você também pode obter uma educação.

    E não é surpresa.

    Se entretenimento gratuito é tão abundante embora seja uma necessidade secundária na vida dos indivíduos, é óbvio que algo com custos equivalentes como ensino que é universalmente visto como o caminho para uma vida melhor será oferecido gratuita e fartamente.

  7. Sem esperanças no sistema educacional, principalmente no Brasil, por aqui professor é a típica profissão de fracassado, 99% se soubesse algo útil para ensinar estaria fazendo dinheiro com o que sabe e não batendo ponto em escolas nos locais mais barra pesada da cidade, ensinando inutilidade a alunos mais incapazes de executar contas simples e em horários horríveis, tudo para fazer uns trocados pra pagar contas.

  8. João de Alexandria

    A escola pra mim era um tormento sem fim…

    Com o tempo descobri que :

    Os professores mais autoritários eram os que menos sabiam alguma coisa;

    Os melhores eram caçados pela burocracia escolar;

    Não uso na vida um terço do que eu aprendi;

    Não tem melhor escola do que a vida;

    E encontros de ex-alunos são deprimentes.

  9. Aniceto Ferreira de Carvalho

    ISTO É AUTENTICAMENTE VERDADE

    (Só para quem gosta de ler)

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2704

    Para um indivíduo da minha idade que acaso tenha o privilégio de uma boa memória, comparar a escolaridade, a meninice e a liberdade do meu tempo, na década de 40 do Século passado, com este arremedo de crescimento a que as crianças de hoje estão submetidas, não passa pela cabeça nem de um aleijado mental mais desprovido de massa cinzenta.

    As coisas mantiveram-se, cerca de trinta nos mais tarde não era muito diferente.

    Depois veio um tal 25 de Abril.

    Aniceto Carvalho

  10. Fiz meu ensino médio todo em casa e agradeço MUITO aos meus pais por terem feito isso. Na escola eu simplesmente não tinha nenhum estímulo para aprender, em casa eu aprendi a amar matérias que antes eu repudiava.

  11. Carolina Schmidt

    Concordo plenamente. Aprendi a ler e escrever em casa, aos 4 anos já escrevia fluentemente. Entrei na escola e aquilo tudo nunca fez sentido. O que eu fazia era voar nas aulas e estudar em casa, lendo, sozinha, antes das provas. Sempre fui uma aluna mediana, padrão, no que se tratava de escola/faculdade, já quando tinha algo voltado ao raciocínio lógico eu era ótima. Então, creio que a escola, nesse padrão atual de aulas e provas, nivela por baixo. É falação, perda de tempo… Não sabe lidar com crianças autodidatas ou que fujam do padrão comum. Hey, teacher, leave them, kids, alone.

  12. O mais humano a se fazer é acabar com o ensino público, “gratuito” e obrigatório. Dá o dinheiro dos impostos para os pais e deixem eles decidirem o que é melhor para seus próprios filhos.

  13. 99% das escolas públicas não prestam. 90% das privadas também não prestam. São fábricas de diplomas e de delinquentes. Os 1% de escolas públicas que prestam os alunos passam por teste seletivos. Os 10% das escolas privadas que prestam são escolas internacionais e que ousam contra o MEC mesmo sofrendo depois processos. A escola brasileira e de até países desenvolvidos está doente: repleta de problemas, adota um modelo criado por alemães na Segunda Guerra como Moderno e esquece o autodidatismo.

  14. Quanta coisa inútil aprendi na escola, tanta na pública quanto na particular: biologia, história, geografia, física, química…

    Na faculdade idem, diria que apenas a parte estatística, financeira e contábil e um pouco de marketing tem alguma serventia/utilidade prática – o resto foi inútil. Na faculdade também há esse “one size fits all” horrível. Se pudesse voltar no tempo teria falsificado um diploma e estudado sozinho, teria poupado tempo, dinheiro e energia.

    O pior é quando o aluno é inteligente e criativo, faz as coisas bem feitas e a escola/faculdade fica com o crédito, aí os outros dizem: “A escola/faculdade tal é boa”. Como diz o ditado: “Se o aluno é inteligente o professor fica com o crédito”.

  15. Roberto Castro Viana

    Então na minha opinião será melhor a volta do regime Militar no caso , INTERVENÇÃO MILITAR urgente , devemos estudar e procurar saber sobre esses 22 anos do melhor governo que o BRASIL ja teve ao longo de sua existência peço que os ainda não sabem sobre esse governo que estudem e ricurem saber e irão concordar comigo, SELVA BRASIL acima de tudo

  16. A tese do autor é irrefutável. Meu pai me disse, ainda criança, que o Conde de Leautréamont chamou a escola de mansão do embrutecimento. Ele, desde sempre, cultivou ideal libertário, e defende a educação em casa. Chegou a cogitar que eu, e cada um de meus irmãos, abandonasse a escola. Me lembro de ter sido um devorador de livros da biblioteca paterna, e ter mente inventiva e especulativa, rapidamente tolhida na escola por professores especialistas em sepultar talentos. Hoje tenho curso superior, e sou apenas mais um egresso no mar da mediocridade. Certamente teria destino mais faustoso, tivesse dado ouvidos a meu pai.

  17. Bom, meu relato sobre a escola é um pouco diferente dos outros posts.. Eu concordo sim que a escola não favorece em nada a criatividade (em relação ao que é ensinado formalmente pelos professores) … É um sistema coercitivo, ineficiente e ultrapassado… E deveria ser remodelado.

    Mas preciso dizer… Ao contrário dos demais que odiavam a escola. Me diverti a beça nos tempos de escola… Fiz grandes amizades, conheci e aprendi a conviver com pessoas muito diferentes, aprendi matérias que não teria escolhido aprender, mas que no final foram interessantes…

    Sobre o ensino… Não acho que o que aprendi nas aulas de português, matemática, biologia, história, geografia e todas as outras tenha sido em vão…

    Além de um pouco mais de visão do todo, permitiu que eu identificasse com certeza o que eu gostava e o que não gostava… Hoje eu trabalho com TI e ainda não precisei usar na prática equações de segundo grau, classificar uma planta, entender a diferença entre planície e planalto, etc… Por outro lado posso compartilhar isso que aprendi com a minha filha, o que abre um leque de possibilidades para ela… E ela poderá conhecer e gostar de matérias que por ventura eu não goste.

    Na época de escola fui um “aluno modelo”… Um tipico “cdf” (era disciplinado, obediente, tirava boas notas e aprendia com facilidade)…

    E ainda que o texto tenha razão que o mercado de trabalho moderno exigirá pessoas ainda mais criativas e críticas. Ao mesmo tempo, aqui no Brasil, pelo menos…. Boa parte das empresas ainda têm um formato “quadrado e antigo” e que prefere ver pessoas como engrenagens…

    Prefiro pensar na escola como um “treino” para o que virá depois… E o que vem depois é um sistema mais coercitivo, que poda a liberdade, é (infelizmente) extremamente regulado e com pouca abertura para criatividade… Sob este prisma, aprender a se adaptar a esse cenário… Me parece útil. Pelo menos, para mim foi….

    Eu sou totalmente a favor da liberação de se educar em casa, mas, ao contrario dos defensores da liberdade, eu acredito que o mínimo de português e matemática devesse ser exigido mesmo nesses ambientes… Para mim liberdade não está acima de tudo… Tô mais para um “eficientista” (podem jogar as pedras)…

    Mesmo se fosse liberado o ensino em casa, ainda assim, provavelmente eu obrigaria minha filha a ir para uma escola pelo menos até a nona série… E se eu acreditasse que ela tivesse maturidade para decidir nessa idade … Deixaria que ela escolhesse como ela optaria fazer o segundo grau…(Isso também porque eu posso pagar e escolher uma escola para ela… Se não pudesse… Não sei se a obrigaria a ir para uma escola pública que não confiasse)

    Em tempo… Ótimo artigo.

  18. Henrique Zucatelli

    Olá pessoal!

    1000% de acordo. A obrigatoriedade do ensino coletivo e a centralização do conhecimento é mais uma parte da hipocrisia manipuladora estatal que mata a inovação e uma característica pouco comentada, mas essencial a qualquer tipo de genialidade: a inocência.

    Os intelectuais oficiais são, além de míopes e arrogantes, extremamente maliciosos e pervertem uma qualidade em defeito: o ceticismo. A tempo, ser cético é ser coerente, racional e metódico. Porém o limite se encontra quando o desconhecido bate a porta, e a infinitude criada pelo agente oculto se desnuda perante nossos olhos, nos provocando a provar o novo e quebrar paradigmas.

    Para isto é necessário ser inocente. Essa peculiaridade presente em 100% dos gênios que mudaram o mundo com suas descobertas se baseia na capacidade de se desapegar de conceitos já estabelecidos em troca de algo maior. Porém essa nobre virtude sempre esbarra quase sempre naqueles que, dispostos de signos, títulos e autoridade, avançam com agressividade e deboche difamando, punindo e até mesmo levando ao cárcere estes que conseguem ver além da maioria.

    Vou exemplificar:

    – Galileu Galilei e o heliocentrismo

    – Cristóvão Colombo e a descoberta das Américas

    – Louis Pasteur e a teoria da biogênese

    – Isaac Newton e descoberta das Três Leis fundamentais da física

    – Albert Einstein e Max Planck e a formulação da física quântica.

    Onde quero chegar com tudo isso? A monopolização do conhecimento chegou a níveis tão absurdos que hoje, excluindo alguns nichos de pesquisa, basicamente centrados em tecnologia computacional e da informação, nada mais se cria de fato, e não há ruptura.

    Depois da descoberta de um caso de câncer ano passado na família, meu gosto natural por medicina se transformou em uma verdadeira obsessão sadia na busca por uma cura definitiva para esse mal que ceifa milhões de vidas todos os anos, e está se tornando uma das maiores causas de mortalidade mundial, crescendo ano a ano.

    Ao passo que minha pesquisa foi se aprofundando e fui obtendo bases teóricas e resultados de estudos no mundo todo, sem me prender as parcas teorias genéticas facultadas pela cátedra, consegui estabelecer alguns modelos que levaram a conclusões e protocolos de tratamento completamente antagônicos ao que é praticado hoje.

    Vai ser um pouco longo o que escrevi (tentei resumir ao máximo), mas a quem interessar, a furada teoria genética da alteração celular é somente uma desculpa esfarrapada para a pesquisa unilateral de fármacos patenteáveis, pois não é esta a causa – e muito menos a cura do câncer. Desculpem se não fiz as adequadas citações, tudo bem?

    A nova ótica:

    1 – Segundo os geneticistas, a alteração celular, característica comum a qualquer tipo de tumor, é espontânea, e teorizam sobre defeitos em determinados genes que causam má formação mitocondrial ou telomérica. Esta classe médica- beirando ao cúmulo dos abiogenicistas – ou estudiosos da geração espontânea, avança em seus estudos basicamente por observação in vitro de determinadas particularidades presentes apenas na célula, e como um trem desgovernado, atropela qualquer visão científica que se distancie da alteração espontânea de determinadas cadeias de proteínas.

    Pela visão da nova ótica, fazendo ao mesmo tempo um retorno a coerência biogeneticista de Pasteur, dotada de uma aproximação causal da doença, define a causa da alteração celular tumoral por patógenos de estrutura proteica e tamanho equivalente a micro vírus, e que por terem justamente essa diminuta proporção, tem facilidade em ultrapassar a parede celular e se instalar no seu interior, para a partir desse momento começar a se proliferar.

    Já é fato notório que nosso sistema imunológico durante toda a vida, e muitas vezes milhares de vezes durante o dia elimina, seja por absorção através de macrófagos, seja por mecanismos de apoptose células mal formadas, porém nestes estudos não é incluída aí a possibilidade da má formação destas células não ser espontânea, mas provocada.

    Algumas pesquisas recentes da corrente oficial, mesmo sem este intuito acabam por apontar nesta direção com a descoberta dos Príons, nano organismos de ação bioquímica aberrante. São organismos que promovem alteração celular, altamente resistentes a agentes químicos ou a temperaturas extremas, e que se se instalam em determinados tipos de células (mais precisamente neurais) e levam a morte rapidamente. Diferentemente dos agentes patogênicos cancerígenos, os Príons primeiramente se multiplicam para depois se alimentar da própria célula, tendo ação degenerativa agressiva.

    A nova ótica de pesquisa, por observação apresenta de forma simples outra prova cabal da modificação celular por agentes patógenos através do papiloma vírus (HPV), que provoca de maneira externa as famosas verrugas. Sim, esta inocente evidencia traz uma infinidade de possibilidades de reação farmacológica bem mais concretas que as teorizadas pelo estudo do genoma humano.

    2- A velocidade de multiplicação se dá a medida que o organismo está sob algumas condições principais. Estes três fatores são totalmente cada vez mais comuns graças ao nosso estilo de vida moderno:

    – PH sanguíneo ácido

    – Altos níveis de açúcar.

    – Baixa imuno modulação

    Nos alimentamos mal, muito mal. A cada dia que passa, a necessidade de produção de alimentos de forma padronizada, com alta conservação e baixo custo leva a utilização compulsória de aditivos mais agressivos, resultando assim em alimentos cada vez mais sintéticos. Ato contínuo, esses aditivos necessitam ser contrabalanceados com corantes e palatizantes para mascarar seu gosto peculiar.

    A água que temos é poluída. Mesmo não bebendo da torneira, ao se banhar somos bombardeados por todo tipo de substâncias excretadas por pessoas e empresas, de solventes a medicamentos que resistem aos tratamentos das estações de filtração. Nosso ar, além de sujo, hoje é permeado 24 horas por dia por ondas das mais variadas frequências, e muito embora se deboche quanto a isso, é cientificamente comprovado que a emissão de ondas provoca alterações diversas nos organismos vivos.

    Boa parte da humanidade não está mais em contato com a natureza na infância como antes, e nosso sistema imunológico cresce destreinado a qualquer tipo de reação mais agressiva. Somos bombardeados desde pequenos com diversos medicamentos que provocam deficiência imunológica, como antibióticos da segunda geração.

    Outro fator pré disposto ainda pouco estudado, mas comum a todos os pacientes acometidos pelo câncer é a depressão. Embora deixada de lado nas pesquisas convencionais, o nosso ser abstrato, pensante e emocional é tanto provocador de cura como de morte. O acometimento da melancolia crônica, da falta da vontade de viver, segundo pesquisas médicas, provoca uma queda imunitária que chega a ser comparável a portadores de HIV.

    Em que pese que o progresso do enriquecimento universal facultou infinitas possibilidades antes impossíveis de viver bem com pouco, criou como efeito colateral desafios para nossa saúde, e a tendência é o aumento exponencial de pacientes com câncer, não por má formação genética provocada pelo péssimo estilo de vida, mas pelo ambiente propício a proliferação de agentes patogênicos cancerígenos.

    3- Ao passo que esta colônia de organismos se multiplica no corpo, a primeira resposta natural do organismo é isolar o patógeno, encapsulando-o. A isto chamamos de tumor. Ele em si não é provocado pelo agente, mas pelo corpo, que visa conter o agressor e elimina-lo.

    Caso o organismo continue propício a multiplicação do patógeno, a colônia aumenta em tamanho e se espalha pelo sangue, estabelecendo colônias em outras partes do organismo mais convenientes, ou seja, fontes de nutrientes contínua, como nossas glândulas, ou áreas que estejam com barreiras imunológicas crônicas ou provocadas por traumas e afecções. A isto chamamos de metástase.

    4- A ação bioquímica destes agentes agressores difere das bactérias e vírus pesquisados até hoje, pois em si a maior parte destes são apenas acidificantes e imuno supressores. Ato contínuo seus mecanismos de ação em si não levam o paciente a óbito, mas abrem as portas para vírus e bactérias "tradicionais", que ao encontrar um organismo ácido e imunologicamente deficitário, fazem verdadeiros estragos em muito pouco tempo. Daí se fecham as pontas nesta linha de pesquisa, pois caso o paciente não faça absolutamente nada, a probabilidade de óbito é gigantesca.

    Finalmente – respostas.

    Seguindo esta linha de pesquisa, a busca por substâncias e protocolos de tratamento se torna muito mais coerente e de fato eficaz, baseada nos seguintes princípios para a eliminação completa destes organismos.

    – Preservação e aumento da resposta imunológica, mesmo em casos de infecção do próprio sistema.

    – Aumento constante do PH sanguíneo, e monitoramento diário do mesmo.

    – Diminuição substancial da ingestão de carboidratos e açúcares.

    – Mudança completa no estilo de vida do paciente, de modo que fatores externos não prejudiquem, e auxílio psicológico ao paciente, para que se cure da depressão.

    E é neste ponto que a eficácia de qualquer protocolo de tratamento baseado nestes princípios entra em conflito com o protocolo convencional de tratamento. Em tempo, é necessário entrar nos detalhes do protocolo tradicional oncológico:

    – Cirurgia de remoção. Embora eficaz a curto prazo, removendo a colônia principal de agentes patológicos, além de não ser eficaz na resolução do problema, que é o ambiente de proliferação dos mesmos, traz riscos altíssimos ao paciente, pois o processo de remoção envolve na maioria dos casos procedimentos que expõem completamente os órgãos, deixando o sistema imunológico já debilitado ainda mais sobrecarregado por infecções de agentes bacterianos tradicionais, presentes em ambiente hospitalar, e mais comprometido, pois os anestésicos são comprovadamente prejudiciais ao sistema imunológico. Junte isso ao esforço de regeneração celular causado pelos cortes, cisões etc, e não raro o corpo agora tem um órgão a menos, logo, uma função a menos no equilíbrio do organismo.

    – Quimioterapia. Seja de primeira, segunda ou terceira geração é baseada na citotoxicidade, ou seja, na morte forçada de células por intoxicação. Os primeiros citotóxicos são baseados na teoria de Fleming, ou seja, são basicamente antibióticos de longo espectro.

    Obviamente, e como já admitido pela própria corrente dominante, os efeitos colaterais deste protocolo são evidentes: embora haja a morte das células já infectadas, todo o organismo é prejudicado também, e na maioria dos casos o paciente falece por intoxicação medicamentosa, e não pela doença em si. A Antraciclina, ou uma variante da Tetraciclina, foi o quimioterápico mais prescrito nos últimos 40 anos, tendo como efeito colateral mais comum ser cardiotóxica. Concluindo o seu pensamento: sim, você atinge a célula, e mata o coração.

    Chega a ser irônico que os sintomas comuns da quimioterapia sejam idênticos ao provocados por venenos comuns, como perca de peso, problemas de visão, falta de apetite e vômito diário etc.

    – Radioterapia. Baseada também no princípio de necrose do tecido afetado, embora seja menos nociva que a quimioterapia, é altamente danosa ao sistema imunológico, pois a radiação do césio é comprovadamente linfo tóxica. O efeito colateral principal é justamente o segundo fator que catalisa a multiplicação do agente patogênico: sem resposta imunológica, a própria formação de tumores é inibida, deixando o agressor livre para se espalhar pelo organismo.

    Não obstante, a reincidência de câncer no mesmo órgão e/ ou em outras partes do corpo após um determinado período de tempo é altíssima, pois o agente está ainda no organismo, porém não rastreável, pois mesmo os métodos de detecção mais avançados, como o PET SCAN não conseguem identificar quantidades mínimas destes agressores.

    Dado o pavor clínico pelo desconhecimento de causa da doença, é levada em conta a eficácia estatística relativa do protocolo tradicional citotóxico a curto prazo, a médio e longo prazo ela se prova inócua, ou melhor dizendo, contraproducente. Acaba com a qualidade de vida do paciente, retira dele recursos financeiros que podem leva-lo a falência, e não há garantia alguma de sobrevivência a longo prazo. Pelo contrário, a taxa de mortalidade por medicação oncológica no primeiro ano de tratamento em determinados casos passa dos 50%.

    E é por estas claras e infelizes razões que não há possibilidade de seguir paralelamente o protocolo tradicional e a nova ótica que está sendo estabelecida pelos milhões de médicos, farmacêuticos, terapeutas e pesquisadores independentes em todo o mundo.

    Voltando a nova forma de abordar o câncer, há diversas metodologias sendo aplicadas com sucesso total, a despeito do deboche da cátedra, e não menos importante, da recusa explícita em sequer considerar qualquer alternativa ao tratamento convencional, não muito diferente de outras épocas no passado.

    Os protocolos mais avançados, no qual eu mesmo sigo:

    – Alcalinização do sangue por via medicamentosa (Cloreto de Magnésio, Bicarbonato de Sódio e Limoneno)

    – Limpeza completa do sistema biliar e renal (Silimarina e Faseolamina)

    – Recuperação do sistema imunológico através de técnicas como Auto Hemoterapia que promovem a criação forçada de macrófagos, catalizadores e coadjuvantes como o Canabidiol e através de imunomoduladores como o colostro animal.

    – Eliminação completa dos agentes patológicos através de compostos anti bióticos pro ativos, de catalizadores de apoptose de células infectadas e de compostos citotóxicos seletivos, como o Acemanan, Artemisinina, a Curcumina em conjunto com a Piperina, a Capsaicina, a Rutina e a Casuariina e Iodeto de potássio.

    – Diminuição substancial da ingestão de carboidratos e açúcares, bem como a sua eliminação medicamentosa via Cassiolamina e Arcabose.

    – Para a dor e sintomas peculiares a infecção é recomendado de forma interna o Canabidiol e a Curcumina+Piperina e para dores locais, Ascaridiol, de preferência em forma natural.

    – Paralelo a isso, mas não menos importante, a fonte de tudo somos nós, e se não houver a reconstrução da vida e auto estima do ser, o paciente ficará dependente de medicamentos enquanto não se curar da patologia invisível, que é a depressão. Para isto há vários métodos indicados, mas o que mais me agrada, e ainda por cima é protagonista organicamente é a homeopatia, que promove a restauração psicológica do ser como um todo, devolvendo a ele a capacidade de funcionamento do seu sistema imunológico. Mas também há o tratamento psicológico formal, a acupuntura etc.

    Este é o básico. Como disse acima, há inúmero protocolos mais específicos, pois cada caso é um caso, e há pacientes que aceitam melhor determinadas substâncias, outros já vem totalmente debilitados de anos de quimio e radio etc. A particularidade se dá ao paciente, porém a linha de raciocínio é a mesma.

    A boa notícia é que a cada dia estes milhões de nobres pesquisadores descobrem novos compostos e ativos a partir da nossa GIGANTESCA natureza, com propriedades cada vez mais eficazes na cura deste e de outros males, seja através da simples destilação ou fermentação de partes de determinadas plantas, até a sintetização e reação com outras substâncias de forma avançada.

    Dando uma rasa noção de como ainda estamos na infância da pesquisa bioquímica, das 250.000 espécies de plantas catalogadas no mundo, apenas 1% deste total foi estudado de forma apropriada. Isso mesmo: 99% de todas as espécies vegetais no planeta são um completo mistério para nós.

    Se já fazemos maravilhas com o que conhecemos, quantos segredos estão esperando para serem descobertos nos locais mais inusitados? É impossível predizer. É a Ação Humana, descentralizada, livre e inocente em busca de uma vida melhor, saudável e digna para milhões de pessoas.

    Sendo justo com a pesquisa genética, ao contrário do deboche com que perfazem os especialistas na área sobre tudo que não entendem, reconheço as descobertas sobre os mecanismos de oxidação dos genes, do funcionamento da mitocôndria e dos telômeros como uma ponte para a otimização eficácia desses novos compostos e protocolos que vem sendo descobertos e desenvolvidos nessa nova ótica.

    O grande problema no estudo do genoma por simples observação sem considerar a ação de agentes externos é o paradoxo de zeno, ou seja, quanto mais se divide pequenos trechos, mais divisões se encontra, não levando a nada, mas a lugar nenhum. Podemos observar centenas, senão milhares de tipos de reações provocadas pela ação de patógenos que alteram a estrutura celular, e consequentemente estas alterações vão ser marcadas na cadeia proteica do gene. Ato contínuo, se focar apenas nisso vai levar a uma busca infinita para corrigir a consequência, através de caríssimos tratamentos de gene imunizador, que além de limitados, nunca vão eliminar a possibilidade do mesmo agente se multiplicar em outra parte do organismo.

    Para concluir por hora, descrevi uma parte de meu estudo para demonstrar que a centralização do conhecimento remete a mediocridade, e mais especificamente em campos onde a necessidade é imediata como a medicina, a falta de humildade, de visão e de inocência ao aceitar que sabemos muito pouco além de nada é extremamente perigoso e mortal.

    O fruto da ignorância só não foi maior e um dia será eliminado graças à internet, a descentralização total e acesso irrestrito ao conhecimento, onde qualquer pessoa interessada e capaz pode tanto usufruir dos benefícios daqueles que pesquisam, como aqueles que pesquisam podem auxiliar milhões de pessoas sem nem ao menos conhece-las.

    Obrigado por quem leu até aqui, e até outro dia.

  19. A lei de diretrizes e base da educação brasileira, promulgada pelo esquerdista FHC em 1997, com base nas idéias do comunista Paulo Freire, vem destroçando várias gerações no Brasil.

    O que temos hoje como resultado:

    – analfabetismo funcional

    – mentalidade coletivista (socioconstrutivismo)

    – nível cultural de avestruz

    – despreparo para a vida

    – insegurança e medo

    – egoísmo e incapacidade

    – culto ao Estado (apego ao menor esforço)

    – repulsa ao empregador/empresário.

  20. Marlene mari G Oliveira

    Excelente texto, de fato é o que ocorre e vem ocorrendo! A educação brasileira foi pensada para imbecilizar a nação e, por essa razão o Brasil é um país tão rico com pessoas tão pobres, parece um foguete que amarraram no chão.

  21. Boa noite

    Sou fã deste site e um empreendedor por natureza ou castigo .

    Sou matemático e educador por força das circunstâncias.

    Estou lançando em agosto no kickstarter uma solução que tem tudo haver com o que foi dito aqui.

    Espero poder contribuir com a evolução da educação

    Por isto peço a quem tiver um tempo olhem e deixem algum comentário principalmente no item que fala sobre aula gravada.

    http://www.kickstarter.com/projects/124644237/411701712?token=60008dc1

    Obrigado a todos.

  22. Meus filhos são frequentemente desestimulados a dar sua opinião na escola, pelos próprios professores! E eu estou pagando por isso! Felizmente, já estavam previnidos quanto a isso, e chegam em casa contando o que ocorreu e que procuraram argumentar. Os professores fazem questões abertas, pedindo a opinião sobre algo. Se a resposta for diferente do esperado, alguns tentam impor a doutrinação (nem estou falando de política).

    Exemplo: o que vc achou do livro tal? Minha filha disse que não gostou e foi um escândalo. A professora tratou ela como uma excêntrica, diferentona, e no recreio os colegas a censuraram. E aí vem o ponto mais triste: as crianças, em sua simplicidade, diziam: vc não pode falar o que pensa. Multiplique isso por 200 milhões e temos o Brasil…

  23. Nunca me senti “confortável” em escolas. Hoje na faculdade ainda não me sinto. Adoro aprender coisas novas e sou apaixonada por economia, mas não suporto o curso de ciências econômicas da ufscar, os professores, os alunos… Tudo naquele lugar me irrita. Minha mãe fala que quando eu era criança eu não gostava de crianças kkk percebo que hoje sendo “jovem”, não gosto de jovens, não me identifico com pessoas e conversas superficiais, e “juntar” um monte de gente desinteressada e forçar eles a se socializarem e aprenderem alguma coisa é quase tortura psicológica, pra mim sempre foi!

  24. Alguém aqui já ouviu falar do falecido professor Pierluigi Piazzi? O que acham de sua metodologia? Achei que o seguinte artigo vai de encontro com a ideia do texto do site. comoeducarseusfilhos.com.br/blog/o-que-raios-e-o-construtivismo/. O que acham?

  25. Cristiane de Lira Silva

    Não acredito em doutrinação, principalmente naquela apontada por aqueles malucos conservadores que atribuem a Paulo Freire todos os problemas de educação deste país.

    Eu não tenho muita certeza porque faz tempo que eu estudei essas coisas, mas parece que esse modelo de educação onde o professor ensina/manda e aluno aprende/obedece é assim desde os jesuítas quando a educação era comandada pela igreja católica. O tipo de educação que privilegia a disciplina e a memorização é exatamente o que os conservadores daqui defendem (tinha apresentador de TV, defendendo isso). Para eles Paulo Freire “destruiu” a educação brasileira indo contra a memorização, disciplina e optando pela construção do conhecimento. Vi uns conservadores “argumentando” sobre esses assuntos e eles estavam confundindo Paulo Freire com J. Piaget! De qualquer forma era a Piaget que eles estavam se opondo.

    Aprendizado de símbolos, coisas abstratas e certa disciplina também são importantes, mas tem a idade adequada para cobrar isso de alunos. Para crianças muito jovens não é bom. Aliás, Piaget falou sobre isso também. São teorias velhas e ainda válidas. A direita conservadora quer passar como um trator por cima de tudo que a ciência descobriu sobre educação. Talvez eles até mesmo tragam de volta a palmatória.

    Não acho que a única solução para o problema seja a educação doméstica. Na verdade já existem escolas públicas e muitas escolas particulares aplicando estes métodos que desenvolvem a criatividade. E se a educação doméstica também for do tipo tradicional? Os resultados serão os que já existem. E é nesta que os bolsominions acreditam. Adeus educação moderna. Este é o Brasil…

  26. O sistema educacional da Finlândia é considerado um dos melhores do mundo, e lá existem escolas, contudo, os professores são bem renumerados, capacitados, investimentos e etc. Creio que generalizações nunca são boas, pela lei, temos as matérias que deveriam e devem incentivar o pensamento crítico e lógico como a filosofia, mas, como ela é ensinada ? Como os pais e os alunos vêem esta disciplina ? Qual a capacitação dos professores que a ensinam ? Pra quem já viu o filme “Capitão fantástico” o filho do personagem era um excelente aluno dentro de sua casa, contudo, não tinha experiência de nada e convívio com ninguém além de sua família, e seu pedido ao seu pai foi este ” sair!” para conhecer

  27. Ha muitos problemas em relação a educação, mas o principal é que temos um ensino padronizado, massificado e decorativo, em outras palavras, é chato e desestimulante.

    Você aprende sem entender seu conteúdo na prática, o ensino vira apenas uma batalha em que consiste o aluno decorar para passar de ano. Até matérias básicas para a formação vão se tornando chata, como o ensino do português focado em regras gramáticas e matemática focado em equações sem utilitidades.

    Fora que ainda o ensino é utilizado para partidarizar os alunos com uma roupagem de consciência social.

    Não quero me aprofundar na solução, mas obviamente passa pela desregulamentação do setor, mas que infelizmente não terá apoio da mídia e de grande parte da sociedade que apenas pede por mais gastos e regulamentação em cima da educação

  28. Isso é vdd. O Ensino da minha escola é fraquíssimo, todo o ano é a mesma porcaria…eu era da Municipal e tive q mudar pq ñ tinha ensino médio…dá um ódio saber q ainda tem q estudar.

  29. Engraçado todo mundo aqui ser libertário/ancap, reclamando do ensino estatal. Abrir mão de faculdade, graduação e certificados, engraçadinho nenhum abriu, né? Reclamam que instituições de ensino não servem pra nada e são entediantes, mas iniciativa própria e aderir, massivamente, um boicote à máfia educacional, sobretudo à do ensino superior pra “ser autodidata”, NENHUM de vocês teve culhões/trompas pra isso. E aos metidos a empreendedores: contratar nego sem diploma não rola, né? “ain culpa do Estado”. Vocês amam o discurso libertário/ancap, mas no final chupam o estatismo quanto qualquer gado, sempre inventando desculpas pra justificar o medinho de ir contra o status quo.

    Vocês envergonham Mises.

  30. Um exemplo é a dissonância cognitiva a qual vários jovens estão submetidos.
    Como devem saber, existe a obrigação absurda de que crianças sejam vacinadas contra a COVID-19 em Santa Catarina e Minas Gerais para ingressarem à escola, graças ao ex-advogado do Cachaceiro que agora está em Brasília mandando e desmandando no país, junto com os outros dez.
    O cérebro das pessoas foi tão bem lavado, que refutam a si mesmos sem notar a contradição, em um duplipensar involuntário, quando se atemorizam ao ver alguém nã0-vacinado quando a mesma pessoa já tomou sua dose. Qualquer outra vacina na face da Terra garante imunidade completa e curiosamente, a mais visada há pouco tempo assim não é.

  31. Artigo escrito para desespero das pedagogas paulofreirianas, que vivem ensinando as crianças a odiarem o capitalismo e a denunciarem a “exploração do homem pelo homem”,

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