Não
é nenhuma coincidência que os governos de todos os países do mundo queiram estar
no controle da educação das crianças. Os
serviços de educação fornecidos pelo aparato estatal supostamente devem ser vistos
como uma evidência da bondade do estado e da preocupação de seus burocratas
para com nosso bem-estar.
Mas o real objetivo
é bem menos bajulador, e muito fácil de entender: se toda a propaganda
governamental inculcada nas salas de aula conseguir criar raízes dentro das
crianças à medida que elas crescem e se tornam adultas, estas crianças não
serão nenhuma ameaça ao aparato estatal.
Elas mesmas irão prender os grilhões aos seus próprios tornozelos.
H.L.
Mencken certa vez disse que o estado não quer apenas fazer com que você obedeça
às suas ordens inquestionavelmente. O
estado quer fazer com que você queira
obedecê-lo voluntariamente. E isso é
algo que a educação controlada pelo estado — não importa muito se as escolas são
públicas ou privadas, desde que seja o estado quem esteja ditando os currículos
— faz muito bem.
Um
pensador político há muito esquecido, Étienne de la Boétie,
nunca deixava de se questionar por que as pessoas sempre toleravam regimes
opressivos. Afinal, os governados estão
em maioria esmagadora em relação aos governantes. Sendo assim, as pessoas poderiam pôr um fim a
todo o autoritarismo se elas realmente quisessem. E, no entanto, isso raramente acontecia.
Por ora, gostaria apenas de entender como pode ser que
tantos homens, tantos burgos, tantas cidades, tantas nações suportam às vezes
um tirano só, que tem apenas o poderio que eles lhe dão, que não tem o poder de
prejudicá-los senão enquanto eles têm vontade de suportá-lo, que não poderia
fazer-lhes mal algum senão quando preferem tolerá-lo a contradizê-lo.
Coisa extraordinária, por certo; e, porém, tão comum que se deve mais
lastimar-se do que espantar-se ao ver um milhão de homens servir
miseravelmente, com o pescoço sob o jugo, não obrigados por uma força maior,
mas de algum modo (ao que parece) encantados e enfeitiçados apenas pelo nome de
um…
Chamaremos isso de covardia? … Se cem, se mil aguentam os
caprichos de um único homem, não deveríamos dizer que eles não querem e que não
ousam atacá-lo, e que não se trata de covardia e sim de desprezo ou
desdém? Se não vemos cem, mil homens, mas cem países, mil cidades, um
milhão de homens se recusarem a atacar um só, de quem o melhor tratamento
fornecido é a imposição da escravidão e da servidão, como poderemos nomear
isso? Será covardia? … Quando mil ou um milhão de homens, ou mil
cidades, não se defendem da dominação de um homem, isso não pode ser chamado de
covardia, pois a covardia não chega a tamanha ignomínia. . . Logo, que monstro
de vício é esse que ainda não merece o título de covardia, que não encontra um
nome feio o bastante . . . ?
De
la Boétie
concluiu que a única maneira pela qual qualquer regime poderia sobreviver seria
se o público lhe desse seu consentimento.
Tal consentimento poderia ser tanto um apoio entusiasmado quanto uma
resignação estóica. Mas se tal
consentimento desaparecesse, os dias do regime estariam contados.
E,
de fato, é necessário um sistema educacional enormemente distorcido para fazer
com que as pessoas emprestem seu consentimento a qualquer arranjo estatal. Afinal, o que é o estado? É um grupo dentro da sociedade que clama para
si o direito exclusivo de controlar e espoliar a vida de todos. Para isso, ele utiliza um arranjo especial de
leis que permite a ele fazer com os outros tudo aquilo que esses outros são
corretamente proibidos de fazer: atacar a vida, a liberdade e a propriedade.
Por
que uma sociedade, qualquer sociedade, permitiria que tal quadrilha desfrutasse
incontestavelmente desse privilégio?
Mais ainda: por que uma sociedade consideraria legítimo esse
privilégio? É aqui que o controle da
mente entra em cena. A realidade do estado é
inquestionável: trata-se de uma máquina de extorsão, pilhagem e autoritarismo
— tudo isso em larga escala. Sendo
assim, por que tantas pessoas clamam por sua expansão? Aliás, por que sequer toleramos sua
existência? A própria ideia da
instituição estado é tão implausível por si só que é preciso que ele, o estado,
coloque sobre si um manto de santidade para que consiga apoio popular
E
é por isso que a educação autônoma — a verdadeira educação — é uma enorme
ameaça para qualquer regime. É por isso
que ela é combatida tão veementemente pelo estado e seus burocratas. Se o estado perder o controle daquilo que
entra em sua mente, ele perde o segredo de sua própria sobrevivência.
E
o estado já está começando a perder este controle. A mídia tradicional, aquela que sempre se
esforçou disciplinadamente para carregar água na peneira pelo estado desde
tempos imemoriais, já está se sentindo ameaçada por vozes independentes na
internet. Não creio que hoje qualquer
pessoa com menos de 25 anos leia algum jornal.
Algumas escolas públicas nos EUA já estão implementando um programa
abertamente despótico, mas necessário para sua sobrevivência: as crianças têm
de usar braceletes eletrônicos que monitoram sua exata localização durante os
horários de aula. A intenção clara é se
certificar de que as crianças estão comparecendo regularmente à escola para ouvir
o que o estado tem a lhes dizer.
[E tal medida já está também operante no Brasil]
Como
tudo isso irá acabar? Impossível saber
de antemão, mas os prospectos da liberdade são animadores. Por mais que a mídia e a classe política
operem em conjunto para sustentar a santidade do estado, tal blindagem já foi
rompida. E esta tendência é
irreversível.
É
por isso que o nosso desafio é o mais radical que já foi apresentado ao
estado. Nossa intenção não é tornar o
estado mais “eficiente” ou dar ideias de como ele pode aumentar suas receitas. Tampouco queremos mudar seu padrão de
protecionismo, de privilégios e de redistribuição de riqueza. Nossa intenção não é dizer qual programa de
subsídio é o melhor e qual deve ser alterado, ou qual tipo de imposto faria com
que o sistema fosse gerido mais harmoniosamente. Não queremos alterações pontuais no
estado. Rejeitamos o atual sistema por
completo.
E
não nos opomos a essa máquina de extorsão, pilhagem e autoritarismo que é o
estado por ele ser ‘ineficiente’ ou ‘improdutivo’. Nós nos opomos ao estado porque extorsão,
pilhagem e autoritarismo nunca podem ser medidas moralmente aceitáveis.
O
estado moderno nada mais é do que uma disputa de poder entre quadrilhas, cada
qual visando seus próprios interesses e os de sua base de apoio. Quem está interessado apenas em liberdade,
não apenas está sem representação como também é obrigado a sustentar ambos os
grupos. Por isso, não imploramos pelas
migalhas que eventualmente caem da mesa do banquete totalitário. Tampouco queremos um assento a esta
mesa. O que queremos é derrubar a mesa
totalmente.
Há
muito trabalho a ser feito. Um número
incontável de indivíduos foi persuadido de que é do interesse deles ser roubado,
proibido de adquirir bens estrangeiros, ter seu poder de compra destruído e ter
de obedecer a todas as ordens ditadas por uma elite governamental que na
realidade não está nem aí para nosso bem-estar e cujo único objetivo é aumentar
seu poder e sua riqueza à custa do nosso padrão de vida.
A
mais letal e antissocial instituição da história da humanidade continua a se autodescrever
como sendo a fonte essencial de toda a civilização. A partir do momento em que o governo assumiu
o controle da educação, as pessoas aprenderam que o estado está ali para
protegê-las da pobreza, dos remédios estragados e até dos dias chuvosos; para dar
estímulos quando a economia estiver ruim e para nos defender de todos aqueles
elementos perigosos ou gananciosos que estão fora da máquina estatal (pois
dentro dela eles não existem). Esta
visão, por sua vez, é diariamente reforçada e intensificada pela mídia impressa
e eletrônica, os porta-vozes do regime.
Se
o público foi iludido, cabe a nós a imprescindível tarefa de desiludi-lo. É necessário rasgar o manto de santidade sob
o qual o estado se esconde. Esta é a
tarefa mais crucial de nossa época. E
qualquer um pode fazer sua parte.
Comece
consigo próprio. Eduque-se. Aprenda tudo o que puder sobre uma sociedade
livre. Leia os grandes, como Frédéric
Bastiat, Ludwig
von Mises, Murray
Rothbard, Henry
Hazlitt, Hans
Sennholz, George
Reisman, Tom
Woods, Thomas
DiLorenzo e Jesús
Huerta de Soto. À medida que você
for aprofundando seus conhecimentos, compartilhe o que você está lendo e
aprendendo. Crie um blog. Crie um canal no YouTube. Organize um grupo de estudos. O que quer que faça, aprenda e espalhe seu
conhecimento. Jamais pare.
Se
foi por meio da propaganda que as pessoas irrefletida e insensatamente
aceitaram as alegações do estado, então será por meio da educação que elas
serão trazidas de volta ao seu juízo.
Com
a mídia — o suporte indispensável do estado — em franca decadência, será cada
vez mais difícil para o aparato estatal fazer com que suas alegações sejam
prontamente aceitas; será difícil o estado continuar persuadindo as pessoas a
aceitarem suas mentiras e propagandas.
Você
certamente já ouviu dizer que a pena é mais poderosa que a espada. Pense na espada como se ela fosse o
estado. Pense na pena como se ela fosse
você divulgando as ideias da liberdade.
Qual, no final, terá mais chances de ganhar os corações e a mente das
pessoas?
Tenha
sempre em mente esta constatação de Étienne de la Boétie: todo e qualquer
governo depende do consentimento das pessoas; tão logo o público retirar seu
consentimento, qualquer regime estará condenado.
É
por isso que o regime ora nos ridiculariza, ora nos teme. E é por isso que, não obstante todos os
horrores que lemos diariamente, podemos ter a ousadia de olhar para o futuro
com alguma esperança.
Excelente.
Recomendo aos que pretender educar a si mesmos o livro do Mortimer Adler: A Arte de Ler – Como Adquirir Uma Educação Liberal.
Muito bom!
Ótimo artigo,
Outra excelente leitura complementar, para ajudarmos a trazer a Liberdade é a Desobediência Civil de Henry Thoreau!!!
muito bom o artigo !!
Que grandeza esse artigo, a educação que nos oferecem é de péssima qualidade porque seu papel não é educar e sim doutrinar, como se não bastasse eles ainda desorganizam a sociedade com o tal politicamente correto, para aumentar o poder do estado sobre ela maravilhoso artigo parabéns.
Belo texto, muito inspirador. Muito interessante quando ele cita a mídia. Eu não sei vocês, mas desde que me tornei libertário e passei a estudar Escola Austríaca, não consigo mais ler e ver jornais como antes. Jornal da Cultura, Jornal Nacional, Estadão, Veja, etc, coisas que eu consumia e não aguento mais. Todos defendem o estado, em graus diferentes, mas defendem. Notícias deturpadas, analistas ilógicos, comentaristas boçais, cada vez que me deparo com isso, me dá vontade de ler um livro do Rothbard. Eu era fervoroso leitor da Veja e do Estadão, mas hoje só consigo ler com VERDADEIRO prazer o Mises Brasil e o mises.org. Será que estou ficando meio paranóico ou isso já aconteceu com alguns de vocês?
Mais um artigo excepcional do Lew Rockwell.
Existe alguma possibilidade de um texto dessa grandeza ser publicado no jornal “O globo” ou na “Folha de SP”?
Muito bom o texto para começar bem o feriado.
Pessoal, um exemplo clarissímo que me veio a mente agora como insight aos dizeres deste artigo me veio a mente como pressão vulcânica.
Este ano, não sei se todos lembram, ouveram no país várias paralisações por Estado.
Aqui na cidade onde moro no Estado do RJ, ocorreu um fato curioso; a polícia militar ficou senão me engano, 1 semana de greve, e neste período temeu-se que a cidade viraria um caos, porém o efeito foi completamente contrário, nunca vi tamanha paz e tranquilidade, os atos supostamente criminosos despencou.
Não que seja á favor a “criminalidade”, mas sou a favor da liberação total das drogas, e como não houveram represárias, subornos, caixinhas, etc….os comerciantes de ilícitos faturaram alto.
O que significa que não tiveram prejuízo e por consequência irem para o asfalto reverter os prejuízos, pois é assim que funciona.
O Estado realmente é um MAL. Não tenho mais dúvida alguma.
*Ps.: Usa droga quem quer, é direito individual da pessoa. Máximo que posso dizer é que é bom no inicio e fatal no final, se o individuo mesmo assim quiser, boa sorte.
Conheço pouco sobre a escola liberal, mas acredito que para ela crescer aqui no Brasil, é necessário um processo de difusão mesmo. Esse público que está deixando a mídia está buscando algo para preencher esse espaço. Se toda vez que ela entrar no Youtube por exemplo, perceber que sempre aparecem videos de uma pessoa nos mais vistos, em algum momento ela vai acabar entrando.
Acho que foi assim que muita gente chegou no Liberalismo. Eu mesmo, cheguei aqui através de um vídeo do Milton Friedman sobre a ‘construção de um lápis’, que está relacionado a outro video que eu estava vendo.
Penso também que esses vídeos chamariam mais atenção se forem feitos por pessoas bem sucedidas ou pelo menos com boa aparência. Não adiante ser hipócrita de achar que isso não funciona. Um problema que eu percebo é que grande parte dos vlogueiros acabam soando falsos no que falam, porque parecem estar lendo ao invés de estarem expondo novas ideias. É só pegar o próprio Milton Friedman como exemplo. Assistir esse homem falar, não importa sobre qual assunto, é prazeroso.
Pra mim, faltam ainda figuras desse tipo para que a nossa ideia liberal ganhe maiores proporções aqui no Brasil.
Excelente.
Interessante a parte de Étienne de la Boétie. A pergunta que ele faz é a mesma que eu tenho me feito a vida toda. Em 1960 aos dez anos de idade,ao ouvir sobre os horrores do Regime Cubano, Russo etc essa pergunta já me ocorria. Porque não reagem?
Eu pelo menos cheguei a uma conclusão. As pessoas são verdadeiros carneiros. Como dito no texto são muito mais do que covardes, não querem arriscar, esperam que alguém faça algo e as liberte mas não se arriscam.
Na escola, quando fui porta voz de uma classe inteira, a hora que o diretor perguntou quem mais pensava o mesmo, de repente fiquei sozinho e fui o único suspenso.
Quando se trata do Estado será o único a ser enforcado. Temos exemplos.
Junto a todas as pessoas que conheço, sem exceção, sou o único a espernear contra o Estado.
Conheço muitas pessoas, principalmente nas classes C e D que tiveram alguma melhora de vida nos últimos 7/8 anos. Melhora essa,que diga-se de passagem, que ocorreria independente do governo, pelo esforço próprio, mas que atribuem tudo ao governo, e não importa o quanto este roube, corrompa, minta, quando expostas aos fatos a resposta é sempre a mesma: Para mim está bom.
Durma-se com um barulho desses.
Texto bem escrito, porém perdido em meio a ideais distorcidos.
O que seria da civilização sem o Estado? E ainda mais: o que seria do ser humano sem a educação que este fornece? Não falo de países como o Brasil, em que política é intrinsecamente sinônimo de desonestidade e corrupção; falo de verdadeiros e justos Estados, em que o povo é, de fato, a prioridade… Falo de democracia no sentido mais pleno da palavra.
Por mais evoluídos que nós, seres humanos, tenhamos nos tornado, sempre estaremos submissos a uma lei da natureza em especial: por mais louvável que seja a liberdade individual, esta sempre deverá ter importância menor que a ordem. E é isso que o Estado ideal representa – a ordem.
Se queremos uma melhoria verdadeira, não é “negar o sistema atual como um todo” a ação mais correta, mas sim participar do mesmo como agentes de mudança. Só quando o povo estiver – por iniciativa própria – plenamente inserido na polícia e participando da gestão do governo, teremos a ordem e, consequentemente, a liberdade (até o ponto em que é sustentável).
Pois é, de um jeito ou de outro essa geração vai aprendendo
Candidatos comentam no twitter: #AprendiNoEnem
twitter.com/search?q=%23AprendiNoEnem&src=hash
olhem essa:
‘que lá não existe preconceito pois é só caneta preta’ kkk
Existe algum artigo que ensine ou estimule a combater as corporações? Afinal, sabemos que o estado e elas têm uma relação simbiótica.
Um depoimento que recebi ao espalhar o artigo:
(perdoem os erros de português dela) Será o que nos espera daqui pra frente?
“Pois eh.. mas no Br as coisas ainda nao estao tao ao pe da letra assim… Ja aqui na Inglaterra.. alem da minha filha de 5 anos JA TER educacao sexual na escola, e eh obrigatorio por mais q eu NAo goste disso – crianca eh inocente, nao eh pra ficar DESPERTANDO essas “curiosidades” tao cedo assim nelas – Elas NAO podem faltar a escola de maneira alguma… na escola da minha filha por exemplo, ela faltou em 1 ano 2 vezes, e PROIBIRAM ela de faltar, nem q seja por doenca, a nao ser q ela JA esteje no hospital, se minha filha acordar doente, com febre vomito ou oq for, eu ainda assim tenho q colocar roupa de escola nela, e levar para escola as vezes num frio de quase menos 7 graus, ou levar ela andando em baixo de chuva neve oq for, pra escola e DOENTE, para a diretora OLHAR para cara da minha filha e VER se realmente ela esta doente, e ai A ESCOLA decidir se ela volta pra casa, fica na escola ou vai ao medico!!!!!!!! Ou seja, EU, A PROPRIA MAE, SOU UMA ZERO A ESQUERDA!! Nao tenho capacidade nem autoridade para verificar se minha filha esta doente!!!!!! E o pior eh q se NAO colaborar com eles, ele mandam tipo um “conselho tutelar” deles aqui, dos MAIS chatos possivel, para casa da gente, pra encher o saco, pra ver qual as CAUSAS dela ter faltado miseras 2 vezes da escola num lugar TAO frio, onde se fica tantooo doente! E eh capaz de tirarem a crianca da mae, ou levarem a mae presa POR N.A.D.A.!!
Juro q ja pensei milhoes de vezes de voltar definitivo para o BR por causa dessas coisas.
Fora q se vc sai de casa com crianca acima de 4 anos, no horario de escola, tipo ir ao parque, ou mercado, shopping oq for… e tiver policia por la, eles PARAM para perguntar O QUE A CRIANCA ESTA FAZENDO FORA DA ESCOLA! Fora que a escola eh periodo integral. Fazem de tudo para as criancas passarem longe dos pais. Se chegar para pegar crianca atrasada na escola, VC PAGA MULTA! Vc nao pode fazer MAIS nada da sua vida, acabou trabalho, vida social, tudo, vc tem q viver em prol da crianca na escola, levar e buscar sem nenhum atraso, e NUNCA faltar. E pior doq trabalho! Chego a sentir PENA delas. Botar criancas pra dormir as 7hs da noite, se eu contar q eu colocar mais tarde eles mandam conselho tutelar pra casa. Dao a maiooor bronca na gente… Eh um ABSURDO.
Numa cidade TAO turistica como Londres, onde vem gente de tantos lugares com criancas para passar uma quinzena por exemplo, se estiverem em lugares mais afastados do centro, nao tao turisticos, com crianca em idade escolar, vc pode ser surpreendido por policiais querendo meter o dedo na sua vida.
ODEIO isso. Tenho que DOBRAR a educao das minhas filhas EM CASA. eles colocam MUITO o dedo, era para issso ser bom, tem gente q eu conto e ACHA O MAXIMOO… mas vem ta na minha pele aqui pra ver como eh de vdd!”
Chip em aluno de escola pública do DF confere presença
O Pescador articulou o que sinto e faco,depois que voce tem conhecimento da escola austriaca,do anarco-capitalismo,nao da mais para ler jornal,revista,assistir a jornais de televisao,nao so a midia brasileira mas toda a midia mundial que esta a servico do establishment.Ainda bem que existe internet,uma das maiores criacoes do ser humano.O problema e’ que a propria internet esta lotada dessa propaganda do estado,o negocio e’ mesmo a difusao das ideias de Mises,Rothbard pela rede,pelos nossos conhecidos.
Foi citada a revista Veja,eu tambem era um leitor assiduo dela,nao consigo chegar perto dela que ja me da urticaria.
Acho que a Veja simboliza melhor que os outros orgaos da midia a propaganda do estado,nao ha uma materia dela mesmo que seja sobre comportamento,tecnologia,frivolidades,que nao tenha um vies coletivista,um fervor pela
defesa do estado.
Se você tem dinheiro pra matricular os filhos em escola particular, sorte a sua mas e os que não tem? Deixam os filhos analfabetos?
A história das civilizações demonstra que as sociedades fazem um movimento pendular entre repressão e liberação alternadamente.
Ainda não achamos o ponto de equilíbrio entre os extremos, que são perigosos, porque Estado que intervém demais na sociedade a oprime e Estado que é liberal demais permite abusos do mais forte contra o mais fraco.
A ausência do Estado significa ausência do moderador o que permite a anarquia, pois como serão feitas as leis? quem iria aplica-las? quem administraria a polícia? como fazer obras públicas de interesse da sociedade sem arrecadação de impostos?
Exceto os índios, nenhuma sociedade conseguiu existir sem Estado.
Ficou claro que o Estado foi tomado por interesses inconfessáveis de uma minoria, mas o problema não está no Estado, mas na sociedade que permite isso.
Pergunto, então, se o Estado for abolido, como a sociedade será organizada? O que vocês propõem sobre isso?
Olá, pessoal.
Qual a opinião de vocês sobre Rodrigo Constantino?
Eu estava assistindo uma debate entre ele e Ciro Gomes, e na minha opinião, ele foi surrado. Está aqui o debate, se é que pode se chamar disso.
O que percebi no discurso do Ciro é que o mesmo se baseia em dados fatos e um firmeza no falar incrível, possivelmente para defender sua boquinha no aparato estatal, mas não posso deixar de admirá-lo por sua oratória e habilidade.
Enquanto que Rodrigo Constantino apenas fica no campo das generalizações.
Sou apenas um admirador deste site, sem mais estudos aprofundados, e por isso gostaria da opinião de vocês.
Obrigado.
Desculpe, esqueci de enviar o link… http://www.youtube.com/watch?v=Q2A3c78C-kM
Nossa, há tempos não lia um texto tão “puro” em relação a certos ideais. AMEI.
Devemos nos perguntar o que poderia acontecer após o suposto “fim do Estado”. Para mim, não haveria maior tragédia, dado que EU estou no comando dessa máquina maravilhosa. Além disso, a humanidade sofreria males indescritíveis, como confusão generalizada, greves não reguladas, roubos em larga escala, criminalidade abundante, etc. Pergunto: é isso que queremos? A humanidade já não sofreu bastante? O progresso econômico deve continuar, para nosso próprio bem.
Leandro,
Uma das primeira coisas a fazer é começãr a chamar as coisa pelo nome. Por exemplo Menor de 18 anos é infrator ao invés de criminoso, o negro é afro-descendente, não querer que seu filho seja homosexual é homofóbico….
EDUCAÇÃO É A FORMAÇÃO DO CARATER DO INDIVÍDUO. A ESCOLA PODE SER UMA EXTENSÃO DISTO, NUNCA SUA PRINCIPAL INOCULADORA DO PROCESSO EDUCATIVO. Aliais escola é mera instrutora, transmissora de conhecimentos, física, quimica, matemática… Aprender isto não é educação é instrução. Portanto EDUCAÇÃO e Instrução são coisas diferente, a primeira é função da família a segunda da escola.
Se entendermos que a escola deve educar, estaremos iniciando a entrega de cérebros para alienação estatal.
Educação estatal compulsória igualitarista foi a maior sabotagem social de toda a história da humanidade. Não importa se a disciplinas compulsórias são o trivium e quadrivium, se é criacionismo, se é cultura islâmica, se é música ou se é evolucionismo, obrigar todas as crianças do mundo a aprenderem a mesma coisa é uma insanidade, como se todos tivessem as mesmas aptidões e necessidades. Digo do mundo, porque os Ministérios de Educação nacionais não passam de subalternos da UNESCO. Ou ninguém reparou que as reformas educacionais, como imbutir no currículo da ideologia de gênero, são tomadas em todo o Ocidente?
Agora, e só agora, os crentes ficam chocados porque em livros didáticos destinados a crianças de 7 anos haverá gravuras de dois homens praticando sodomia, alegando que isso é Belo e Moral, mas a sabotagem da sociedade não fora desde sempre o objetivo da educação compulsória?
Uma casta de afeminados reclamões que vivem debaixo da barra da saia da mãe sem questionar nada. Um enorme pasto de gado humano. Este é o futuro do Ocidente. A esperança é que uma nova aristocracia forjada no sangue varra esta escumalha da existência, do mamando ao caducando.
O Estado é a materialização da covardia das pessoas diante da vida. Visto que a maioria sempre será composta de covardes, podemos refletir sobre o papel desempenhado pelos “corajosos” recém iluminados por Lew Rockwell.
Concordo que educar é um caminho para minimizar os efeitos nocivos do Estado, mas discordo que deva-se pregar incessantemente uma ruptura institucional em nome da liberdade. Isto seria colocar a carroça na frente dos bois… e no topo da ladeira!
Covardia é uma atitude que, infelizmente, independe da educação. No caso de uma ruptura institucional, o indivíduo poderá perfeitamente se alinhar ao discurso dos propagandistas da covardia, mesmo tendo tido contato com todos os grandes autores citados no texto. Isto poderá ocorrer por pragmatismo, auto-piedade ou qualquer outra desculpa qualquer.
Os “corajosos de Lew Rockwell” neste caso, estariam apenas acelerando o processo de tomada ainda mais totalitária do poder, seja pelos poderosos de turno ou por outros ainda piores.
A queda de um regime tirânico em nome da liberdade só é viável se, de fato, houver uma maioria de pessoas prontas para defender a sua liberdade. Concordo que um regime só se sustenta com apoio popular, por isso derrubá-lo é tarefa relativamente fácil. O difícil é CADA INDIVÍDUO MANTER A SUA LIBERDADE no day after, e que estes sejam em número suficiente para evitar que outro regime de força ainda pior se instale.
Pessoas assim, infelizmente, não são aquelas que estão pregando pelo fim do Estado enquanto vivem de seus empregos públicos, ou que não hesitam em demandar judicialmente seus direitos trabalhistas; Que exigem sua nota fiscal a cada pequena compra que fazem; Que pegam aquele empréstimo camarada no BB (afinal, devo ser competitivo); Que prestam legitimidade, de dois em dois anos, a um sistema fraudulento de eleições.
O autor propõem a rejeição completa do estado, entretanto não cita outra forma pela qual a sociedade poderia se organizar.
Isso explica porque tantos professores têm discurso socialista.
Um autor (não lembro o nome) deu uma explicação interessante sobre como um ditador pode controlar um enorme número de pessoas. O ditador controla diretamente um pequeno grupo, digamos 6 indivíduos.
Cada um desses 6 vigia os outros 5 colegas e controla o seu próprio subgrupo de 6, totalizando 36 pessoas. Em cada subgrupo, cada membro vigia os outros 5 e controla o seu próprio subgrupo de 6, totalizando 216. E a progressão continua até abranger toda a população de milhões de pessoas.
Assim, não é mera falta de raciocínio, imaginação ou motivação dos indivíduos. A pressão mútua é enorme. Uma revolta isolada é rapidamente neutralizada. É necessário que uma massa crítica reaja ao mesmo tempo para que possa haver alguma mudança drástica.
* * *
Apenas acho que, sendo derrubado o atual Estado, outra instituição inevitavelmente assumiria o seu lugar, seja um outro governo, seja uma grande empresa que se sobressairia por sua eficiência nos negócios. Os seres humanos nascem assim mesmo, com pendor para liderar ou ser liderado. Tem gente que é fdp mesmo, que gosta de mandar nos outros, que gosta de ter poder. É inevitável que existam pessoas assim, dado o nível atual de evolução moral da humanidade. Isso não é uma criação estatal, isso é da natureza humana, que ainda engatinha no longo caminho da evolução. Não somos tão evoluídos como muitos tem a presunção de supor. Não somos, nem de longe, o ponto máximo da criação.
Quanto ao questionamento antigo de como seria uma sociedade anárquica, minha opinião é de que isso depende da cultura das pessoas de onde surgiria cada sociedade anárquica. Algumas seriam organizadas e harmoniosas, com cada um cuidando de sua vida e sendo um membro útil e produtivo para a sociedade através de seu trabalho. Essas dariam certo. Outras acabariam eventualmente se convertendo em vários pequenos feudos, cada um com seu pequeno “césar”, que os dominaria através da força e do medo… digo novamente que sempre tem um fdp, sempre tem alguém que se acha melhor que todos os outros e por isso sente que tem o direito de dominar e ditar as regras. Sempre vai ter alguém interessado no poder, e isso independe do fato de haver ou não um aparelho estatal. Mesmo numa sociedade anárquica e livre do jugo estatal, haverá homens com sede de poder que se acharão no direito se subjugar os demais, apenas por se acharem mais capazes.
Concordo com a assertiva de que o Estado é opressor, comete pilhagens e outros crimes morais contra a população. Porém, questiono se a sociedade sobreviveria com o dissolução estatal. Segundo ludwing von misses, o Estado teria a preocupação de preservar a propriedade privada, assegurar a paz social e,com isso, atingir a prosperidade econômica. Destruir o Estado, me parece uma posição extremada e que pode acarretar um colapso social imenso.
Erberth, como o maior agressor da propriedade privada pode “preservar a propriedade privada”, o maior promotor de conflitos sociais pode “assegurar a paz social”, o maior responsável pelas grandes recessões econômicas mundo afora pode “atingir a prosperidade econômica”?
Por que o estado cresce e o que podemos fazer quanto a isso
Boa Tarde.
Leio algumas questões de “todos os lados” e surgem dúvidas.
Como seria o sistema judiciário num mundo liberal?
O livro “quem controla a escola governa o mundo”, de Gary Demar, é bem interessante e fala sobre o tema. O reitor da universidade Mackenzie, Solano Portela, também escreveu sobre o tema “o que estão ensinando aos nossos filhos”. Embora os autores tenham cosmovisão cristã, os textos são extremamente interessantes até para quem não é religioso. Tenho algumas discordâncias teóricas deles, mas são de detalhes, não importam muito.
Só o título e o nome do autor fizeram minha pressão subir a 300. Paulo Freire leria este artigo com uma lágrima trotando da barba.
Quanto vi o termo “educação autônoma” eu parei de ler. Não consegui ir adiante.
Caro sr. Rockwell,
Educação autônoma é APARTHEID DO POBRE e da FUNÇÃO SOCIAL da sala de aula que é criar um devoto do social fervoroso para pegar na espada e morrer para apagar a burguesia.
Educação autônoma sem professor, sindicato, cartilha, ENEM, planejamento central de professores, visão de direito social, ideologia e movimentos sociais é receita de coxinha, não é educação.
Eu me recuso.
Quem fala muito sobre isso é o Ivan Illich do Sociedade sem Escolas
Esse artigo deveria ser copiado e colado ad nauseam por toda a internet.
Ministério da Educação é o instrumento estatal que faz tornar as crianças (futuros indivíduos livres) escravas do Estado através da doutrinação.
O mais interessante disso tudo é que esquerdistas falam tanto de serem contra a “doutrinação” e a “alienação”, mas apoiam com todas as forças uma educação estatal. São seres folclóricos.
A educação deve ser mantida sob o controle do estado para que esta seja um instrumento de transformação social, combatendo o preconceito, a pobreza e todas as diferenças que venha a ameaçar o bem comum.
Na Finlandia, Singapura, Coréia do Sul, a educação estatal é eficiente…
Educação é apreender a empreender, a inovar e criar.
Essa educação fornecida nas escolas é cultura inútil.
Isso aqui não tem nada a ver com o texto, mas comentaram comigo num grupo e eu queria tirar essa dúvida.
Leandro, me disseram que você recomendou o curso de ciências contábeis em detrimento do curso de economia, é verdade isso? Se sim, pode me explicar por que?
Se qualquer outra pessoa tiver conhecimento a respeito e quiser responder, fico agradecido tb.
abçs
“If you are the big tree
We are the small axe”
Interprete – Bob Marley – Small Axe
Ótimo texto, parabéns!
Precisamos de mais iniciativas com este mesmo espirito, cujo o individuo aprenda a pensar por si só e não seguir a manada como se fosse um gado!
Que maravilhosa leitura!
Peço ajuda dos libertários para ensinar o povo nessa notícia abaixo da Globo, lembrando que a globo tem prazo para comentar!
Ajudem a explicar a causa libertária!
Abs!
g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2016/05/estudantes-ocupam-mais-uma-escola-contra-projeto-de-ppp-na-educacao.html
Étienne de la Boétie não soube responder as suas perguntas, nem Marx soube, achava que o poder era prestidigitação. Mas a Base Material, em outras palavras justificativa, ou funcionalidade, do poder é a guerra, melhor dizendo guerra pela paz ou proteção. Justamente devido ao estado de guerra na natureza, que se manteve na civilização, é que nossos antepassados pactuaram e se submeteram ao poder, inicialmente um especialista em guerras. As guerras validaram o poder. Nossos antepassados ñ eram idiotas, ao contrario, inventaram a civilização. Hoje as guerras se tornam inviáveis, o mundo é global e ameaça tem-se dissipado entre povos que se irmanizam. Mas, ao mesmo tempo que no sec 18 se pedia limites ao poder se pedia serviços e hoje ele se valida dizendo garantir direitos como saude, escola, etc os quais ele degenerou. Mas ainda esta ai, coagindo. A censura ao poder se iniciou com a Carta Magna nos anos 1215, passou pelo menos por Maquiavel, Hobbes, locke, Rosseau se teve um gde salto com a democracia como limite ao poder no sec 18. Agora estamos iniciando a negação do poder. Seja que o poder de uns não faz a ordem para os demais. A base material dessa transformação esta se firmando.