N. do T.: o texto a seguir é de 2003. Desnecessário dizer que seu conteúdo, além de cada vez mais atual, é também de interesse nacional, como ficará claro mais abaixo.
Foi apenas uma questão de tempo para que Hollywood “descobrisse” o homeschooling. (Nome dado à prática de se educar os filhos dentro da própria casa, ao invés de confiá-los às escolas públicas e/ou privadas. Dentre os motivos para tal, os mais freqüentes são o baixo nível técnico das escolas, as questões religiosas e as divergências ideológicas de todas as sortes).
Na véspera da estréia do seriado cômico The O’Keefes, em 2003, os seguintes chamados comerciais foram veiculadas pela Warner Brothers:
“Harry e Ellie O’Keefe são pais amorosos, porém excêntricos, que optaram por escolarizar seus três filhos em casa com o intuito de protegê-los de um mundo vulgar e libidinoso.” (Tradução: os pais são uns derrotados.)
“Apesar do banimento de toda a cultura pop, os adolescentes Danny e Lauren e o irmão caçula Mark estão ficando cada vez mais curiosos para descobrir o que existe além das paredes de sua sala de estudos/jantar.” (Tradução: as crianças são mantidas em prisão domiciliar.)
“Elas falam seis idiomas, mas são impossibilitadas de conversar com garotos da sua idade. A solução para isso jaz no pior pesadelo de seus pais: a escola pública.” (Tradução: crianças que não freqüentam as escolas do governo se tornam desajustadas.)
É enfurecedor, ainda que nada surpreendente, que os adeptos do homeschooling (os homeschoolers) – o maior dos grupos pertencentes ao movimento da escolha escolar – ainda sejam alvo de escárnio. A NEA (National Education Association, uma espécie de sindicato dos professores de escolas públicas), por exemplo, aprova regularmente resoluções anti-homeschooling em suas convenções anuais. As resoluções sempre terminam concluindo que o homeschooling “não é capaz de proporcionar ao aluno uma experiência educacional abrangente.” Agora parece ser a vez de Hollywood lançar ataques contra aproximadamente 1,5 milhão de crianças americanas que são educadas em casa.
Mesmo em uma nação que aplaude a inovação e a liberdade, o homeschooling continua levantando muitas dúvidas incômodas, porém importantes, sobre a questão da regulação governamental das opções privadas. Abaixo estão as sete perguntas mais freqüentes sobre o ensino domiciliar. Espero que as respostas expliquem os benefícios desse esforço educacional e acabem com as impressões equivocadas que tipicamente se apresentam contra o homeschooling.
Por que optar pelo homeschooling?
O homeschooling, como foi dito, é simplesmente o ato de educar crianças em idade escolar nas suas próprias casas ao invés de em alguma escola. Por que as pessoas escolhem essa opção? Em 1996, o Departamento de Educação da Flórida enviou um formulário de pesquisa para 2.245 homeschoolers, sendo que 31 por cento dessas pessoas deram retorno. Desse grupo, 42 por cento disseram que a insatisfação com o ambiente predominante nas escolas públicas (insegurança, drogas e pressão adversa do ambiente) foi a razão que os fez elaborar um programa próprio de educação domiciliar.
Minha tese de doutorado, focalizada no homeschooling e na mídia, analisou mais de 300 artigos de jornais e revistas. Neles, descobri que as quatro principais razões para se evitar o ensino escolar convencional foram a insatisfação com as escolas públicas, o desejo de se transmitir livremente valores religiosos, a superioridade acadêmica do ensino doméstico e a necessidade de se construir laços familiares mais robustos.
Que tipo de família escolhe o homeschooling?
A Associated Press divulgou as constatações de um relatório do Ministério da Educação dos EUA, de 2001, sobre o homeschooler “típico”. A reportagem da AP observou que “A probabilidade de eles morarem com dois ou mais irmãos e junto aos pais, sendo que um dos progenitores trabalha fora, é maior do que para outros alunos. Os pais dos homeschoolers são, em geral, mais instruídos do que outros pais – uma grande porcentagem é diplomada -, conquanto suas rendas sejam praticamente as mesmas. Como boa parte dos outros pais, a vasta maioria daqueles que educam seus filhos em casa ganham menos de $50.000 por ano, e muitos ganham menos de $25.000”.
Dada a propensão americana para associações, já existem grupos nacionais de homeschooling para os deficientes físicos, para os religiosos e para aqueles de mentalidade mais atlética. Johnson Obamehinti, por exemplo, fundou a Minority Homeschoolers of Texas. Sua organização promove o ensino domiciliar entre as minorias étnicas, como os afro-americanos, os asiáticos, os hispânicos, os judeus, os indígenas, e os anglos que adotaram crianças pertencentes a uma dessas minorias.
O homeschooling também vem atraindo “celebridades” para suas fileiras, como o jogador da NFL, Jason Taylor, e a sensação da música country, LeAnn Rimes.
Existem diferentes métodos de homeschooling?
As famílias podem optar por comprar um currículo já montado por empresas que têm especificamente os homeschoolers como alvo. Dentre essas empresas estão a A Beka Home School e a Saxon Publishers. Outras podem optar por matricular seus filhos em instituições que também oferecem educação a distância, como a Calvert School de Maryland, a Christian Liberty Academy Satellite Schools de Illinois, ou a Clonlara School de Michigan. Já as escolas voltadas para a educação on-line, como a K-12 Inc., oferecem currículos na internet para os homeschoolers.
À medida que as famílias vão ganhando confiança em suas habilidades de homeschooling, elas passam a optar por uma abordagem menos estruturada. Algumas procuram tutores que ensinam habilidades específicas, como uma língua estrangeira, um instrumento musical, ou uma aula de ciências do ensino médio. As crianças também participam de excursões e de cooperativas de aprendizado com outras crianças também adeptas do homeschooling, ou até mesmo fazem algumas matérias em escolas ou colégios locais.
Como as crianças educadas em casa interagem com outras pessoas?
Essa pergunta se deve a uma caricatura grosseira feita por aqueles que imaginam que o homeschooling faz com que as crianças fiquem isoladas e hibernadas em uma casa. A definição do que vem a ser socialização é um exercício arbitrário. O ônus, entretanto, ainda parece recair sobre os pais adeptos do homeschooling. São eles quem tem de se defender. Com esse intuito, um estudo desmontou o mito de que os homeschoolers são misantropos.
Em 1992, Larry Shyers, da Universidade da Flórida, defendeu uma tese de doutorado na qual ele desafiava a noção de que as crianças que ficam em casa apresentam um desenvolvimento social mais atrasado. Em seu estudo, crianças de
Tipicamente, os homeschoolers participam de várias atividades externas – jogos desportivos (existem inúmeros times de homeschoolers), programas de escotismo, igrejas, serviços comunitários ou empregos de meio expediente. Richard G. Medlin, da Universidade Stetson, observa que os homeschoolers recorrem expressivamente a grupos de apoio como meio de manter contato com famílias de idéias afins.
O homeschooling é legítimo?
A National Homeschool Association observou que “o homeschooling é legalmente permitido em todos os 50 estados dos EUA, mas as leis e regulamentações são muito mais favoráveis em alguns estados do que
O clima jurídico favorável não quer dizer que desavenças não ocorram. Dean Tong, autor do livro Elusive Innocence: Survival Guide for the Falsely Accused (2002), diz que um pequeno número de homeschoolers já teve de lutar contra acusações falsas de abuso infantil.
“Baseando-se em consultas telefônicas que tive com (esses) homeschoolers, a maioria deles foi acusada, por tribunais de dependência juvenil, de negligência, falta de proteção, abuso emocional e psicológico, e até de provocar inanição”, diz Tong. No que tange aos homeschoolers, ele diz que essas acusações infundadas são geralmente feitas por vizinhos intrometidos que acreditam que crianças devem receber uma educação mais formal, feita em sala de aula.
Como a educação de uma criança adepta do homeschool se compara em relação àquela convencionalmente recebida pelas outras crianças?
Uma medida é ver o quão bem elas se saem nos testes padronizados, como o SAT (Stanford Achievement Test) ou o Iowa Test of Basic Skills. O National Home Education Research Institute observa que “repetidamente, por todo o país, os alunos educados em casa pontuam tão bem quanto ou até melhor do que aqueles oriundos de escolas convencionais”.
A NMSC (National Merit Scholarship Corporation) selecionou mais de 70 alunos em idade de ensino médio, mas que foram educados em casa, como semifinalistas em sua competição de 1998. Em 1999, esse número passou para 137 e em 2000, para 150.
Rebecca Sealfon, uma homeschooler de 13 anos de idade, residente no Brooklyn,
Vários homeschoolers graduaram-se em instituições tão prestigiosas quanto a Escola de Direito de Yale, a Academia Naval do EUA e a Mount Holyoke College. Barnaby Marsh, educado em casa nas paisagens ermas do Alasca, acabou graduando-se na Universidade de Cornell e se tornou um dos 32 alunos selecionados para uma bolsa de estudos na Universidade de Oxford, em 1996.
Que tipo de jovens adultos o homeschooling produz?
J. Gary Knowles, da Universidade de Michigan, estudou 53 adultos com o intuito de observar os efeitos de longo prazo de uma educação domiciliar. Em 1991, ele apresentou uma monografia com seus veredictos no encontro anual da American Educational Research Association,
O pequeno empresário Tim Martin, de 29 anos, e sua esposa, Amy, de 28, moram na cidade de Whitehall, Montana, com seus quatro filhos. Ambos os Martins têm um passado de educação domiciliar e hoje também estão educando seus rebentos em casa. “A educação simplesmente funciona melhor quando fica entre dois indivíduos lidando diretamente”, diz Tim. “Por que as pessoas acham que a maneira ‘certa’ de se educar é colocar 20 ou 30 crianças em uma sala de aula com um professor? Esse modelo é mais apropriado para linhas de produção do que para a educação.”
E é verdade. Ao utilizar sabiamente suas liberdades, pais adeptos do homeschooling nos EUA já graduaram vários alunos cultos e bem preparados, sob um ambiente de interferência governamental mínima e a uma fração do custo de qualquer programa estatal. Agora uma segunda geração está pronta para seguir esses passos. É o tipo de história digna de um documentário atencioso, e não de um tolo seriado cômico.
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[*] No Brasil, o homeschooling ainda é algo praticamente fictício, pois a legislação brasileira não permite a educação domiciliar. Porém, há uma tênue esperança para os amantes da liberdade: uma corajosa família de Timóteo, MG, decidiu que ela, e não o estado, é que sabe o que é melhor para a educação de seus dois filhos de 14 e 15 anos. Nada mais de obrigar as crianças a ir à escola regularmente para ouvir o que o estado tem a lhes dizer. Basta!
E assim, há dois anos e meio os pais dessa família tiraram os filhos da escola e passaram a educá-los em casa.
Porém, temeroso de perder o monopólio da doutrinação, o estado vem perseguindo implacavelmente essa família, fazendo de tudo para puni-la pelo hediondo crime de ter optado por não submeter seus dois filhos ao lixo ideológico e às inutilidades de toda sorte que são ensinados na educação básica (pra não dizer no ensino médio e superior).
Dispostos a tudo para impedir o sucesso do individualismo e do mérito próprio, os burocratas processaram criminalmente a família – cujos pais podem ir pra cadeia – e ameaçam tomar a guarda dos filhos. Além disso, a Justiça decidiu que os dois meninos deveriam fazer provas de conhecimentos gerais para verificar se houve “abandono intelectual” – isto é, para verificar se eles deixaram de aprender as coisas que o estado quer que elas aprendam.
Incansáveis, os pais corajosamente seguiram em frente, e aceitaram o desafio de submeter seus filhos a essas provas, as quais, é óbvio, foram elaboradas de maneira peculiarmente maliciosa pelos burocratas da Secretaria Municipal de Educação de Timóteo e da Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais.
A raiva estatal era tão fragorosa que os burocratas chegaram ao cúmulo de inventar questões que exigiam conhecimento sobre teatro japonês e teoria das cores e pinturas, além de questões dissertativas sobre obras de arte de Pablo Picasso, Leonardo da Vinci e Claude Monet. Não satisfeitos, os burocratas também inventaram questões de educação física, as quais incluíam conhecimentos sobre a história do handball, basquete, futebol, atletismo e outros “esportes de alto rendimento”. Por acaso tal currículo é cobrado em algum vestibular?
E, falando em vestibular, vale registrar que esses dois meninos foram aprovados no vestibular de Direito de uma universidade local, mostrando que o ensino domiciliar, se feito por uma família dedicada, já é capaz de colocar crianças em idade de sétima série dentro das universidades brasileiras.
Eis um link para as matérias publicadas a respeito:
http://g1.globo.com/Noticias/0,,LTM0-5597-22416,00.html
E não deixe de assistir ao vídeo. Observe particularmente a arrogância dos parasitas estatais, que se atribuem a si próprios o direito de propriedade sobre os filhos alheios. [N. do T.]
Cléber Nunes, herói do homeschooling no Brasil (foto exclusiva do Instituto Mises Brasil)

Percebo que há uma grande contradição do estado, se é para cumprir a lei todos/a que não receberam a educação adequada ao longo da vida escolar e as lacunas são escancaradas devem processar o estado pois ele não cumpriu o seu papel segundo a lei maior do país.
Onde estão seus filhos/as? são alunos do ensino público? Eles acreditam no que dizem? Ou existem interesses excussos pois os financiamentos e verbas destinados a educação dependem do número de alunos/as matriculados?
É preciso analisar a lei sobre todos os ângulos.
A idéia do homeschooling é fantástica. Realmente, o ensino poderia ser dado pelos pais e a escola formal, ou educação com outras famílias seria no caso dos pais não tivessem tempo. A garotada iria adorar o fato de não ter de ir a escola.\nEu me pergunto se isso funcionaria na baixa renda. Ou se os pais em vez de educar, os colocassem para trabalhar apenas. Não que eu queria determinar o que é bom ou ruim, mas esses pais não estariam olhando para para o curto prazo em vez do longo prazo?
A cultura dos Eua é muito diferente da brasileira, nós não levamos muito a sério nada que não nos dê uma certa vantagem, e o povo brasileiro já está moldado aos desejos do Estado, são poucos os que se disporia a isto, mas a ideia é ótima.
Homeschooling no Brasil\n\nhttp://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u703198.shtml
Gostaria de saber se existem associações, grupos ou ligas brasileiras que se dedicam ao combate pela legalização do homeschooling.
Obrigado.
Henrique, não.
Herói mesmo só o Cleber. O resto, por comodismo, medo ou preguiça, prefere continuar mandando seus filhos para aquelas jaulas antissociais controladas pelo estado, popularmente conhecidas como escolas.
Aí quando os meninos saem de lá sem saber nada de importante – quando não traumatizados com agressões, abusos e bullying -, os pais, assustados com aquela monumental perda de tempo e dinheiro – além dos distúrbios psicológicos que agora os filhos sofrem -, vão ao estado exigir melhores currículos e intervenções mais eficientes.
E assim o sistema se perpetua em toda a sua perversidade. E ninguém se dá conta. E aqueles que o combatem são tachados de loucos, insensíveis e “negligentes para com seus filhos”.
talvez alguém ache interessante a sugestão de um livro que me deu uma nova perspectiva a respeito da educação provida pelo estado: http://www.johntaylorgatto.com/chapters/index.htm
Educação individual é o que há, catalisada pela Internet. Evidências e razões abundam:
Savagery is uniformity. The principal distinctions are sex, age, size, and strength.
Savages … think alike or not at all, and converse therefore in monosyllables. There is
scarcely any variety, only a horde of men, women, and children. The next higher stage,
which is called barbarism, is marked by increased variety of functions. There is some
division of labor, some interchange of thought, better leadership, more intellectual and
aesthetic cultivation. The highest stage, which is called civilization, shows the greatest
degree of specialization. Distinct functions become more numerous. Mechanical, –
commercial, educational, scientific, political, and artistic occupations multiply. The
rudimentary societies are characterized by the likeness of equality; the developed
societies are marked by the unlikeness of inequality or variety. As we go down,
monotony; as we go up, variety. As we go down, persons are more alike; as we go up,
persons are more unlike, it certainly seems…as though [the] approach to equality is
decline towards the conditions of savagery, and as though variety is an advance
towards higher civilization….
Certainly, then, if progress is to be made by added satisfactions, there must be even
more variety of functions, new and finer differentiations of training and pursuits.
Every step of progress means the addition of a human factor that is in some way unlike
all existing factors. The progress of civilization, then … must be an increasing
diversification of the individuals that compose society….There must be articulation of
each new invention and art, of fresh knowledge, and of broader application of moral
principles.
ps.: sugiro a tradução e disponibilização de “EDUCATION: FREE AND COMPULSORY”
Esta idéia é muita boa, e é incrível como tem preconceito sobre este assunto, fiz a pergunta sobre o que achavam sobre isto em uma comunidade e tive uma resposta muito “áspera” a pessoa disse entre outras coisas, que eu era egoísta, que talvez fosse melhor não ter filhos,que a criança precisa trocar idéias, etc… Só sei que tem pessoas realmente cansadas de tanta farsa neste mundo,e resolvem tomar atitudes que vão contra o que a maioria julga que é certo, e o sistema de ensino (principalmente público) é um. Pq os professores fingem que ensinam, os alunos fingem que aprendem, e os pais fingem que está td bem, o Estado por sua vez finge cumprir seu papel e hj em dia até “empurra” as crianças de série, sem a menor condição de serem aprovadas.Respeito a opinião de cada um, mas, se estas pessoas que defendem tanto a escola por ser o acesso a “trocar idéias” fossem fazer visitas à elas e observassem pelo menos 1 aula de 50min. as “idéias” trocadas entre os alunos, ficariam abismadas. E não pensem que sou vivida e careta, pois tenho 23 anos, e ficava muitas vezes horrorizada com as coisas que meus colegas falavam, faziam… o desrespeito, o bullying,a violência, o álcool em plena sala de aula, e outras drogas ao seu redor, a falta de professores, etc… O fato meus amigos é que depois que vc sai da escola, num vestibular de uma faculdade que preste, ou no mercado de trabalho, ninguém quer saber de “trocar idéias com vc” são cobradas coisas de que vc nunca ouviu sequer falar na escola pública, eles estão interessados é no seu conteúdo, na sua cultura, no que vc tem pra oferecer. Por isto apoio este sistema de ensino,ele me lembra o Kumon, que é outro método de ensino, onde o aluno é autodidata, é muito eficaz pelo que eu já ouvi falar de pessoas que fizeram, enfim, cada aluno, cada famíla, tem sua necessidade, o que por ventura é bom p/ maioria nem sempre será o melhor p/ vc. E nem sempre as amizades e idéias que vc faz e ouve na escola são boas…NÃO ESTOU DIZENDO QUE DEVEMOS ISOLAR AS CRIANÇAS, mas a escola não é o único lugar de se fazer amizades, e trocar idéias com outras crianças, o que acontece é que é o meio mais fácil. Fico pensando: antigamente há séculos atrás, pelo que lemos, as pessoas com acesso à informação, eram muitas vezes educadas em casa,pelos própios pais ou com professores particulares, seus talentos eram desenvolvidos naquilo que tinham de melhor, foi a época de grandes gênios, e as crianças não tinham problemas mentais e eram anti-sociais por estudarem em casa, pelo contrário, pois tinham outras formas de fazer amizadeS, SEI QUE OS TEMPOS SÃO OUTROS…por isto mesmo tenho que admitir que se tivesse um filho, provavelmente eu o colocaria na escola, pois o homeschoolling não é aplicado de fato no Brasil,e é preciso coragem para enfrentar tudo e todos, por isso admiro quem toma esta atitude. Mas faria questão de acompanhar de perto a aprendizagem do meu filho até o ensino médio, façam isto vcs tb pais, não se iludam pq escola não educa ninguém, a educação vem de casa,inclusive as pessoas confudem, pq a missão da escola é ENSINAR, lá não é ponto de encontro para bate papos, isto é consequência, mas não o foco principal. Cobrem, e principalmente incentivem e muito seus filhos a estudar por conta,não depender somente da escola,incentivem A LER , a esclarecer suas dúvidas.O Estado quer cidadãos cada vez mais ignorantes e alienados, que abaixem a cabeça e aceitem o que eles impõem por isso se revolta com pais corajosos em aplicar o homeschoolling. Desculpem o tamanho do texto p/ quem leu, mas realmente foi um desabafo!
Mas que absurdo questões sobre pintores e historia de esportes(…) burocratas nojentos.
Pensei que só eu acreditava nesse método mesmo sem saber que ele já existia nos Estados Unidos e em alguns países. Acho que quando os pais tem condições de educar os filhos em casa devem ter o direito de fazê-lo. A escola não é não, esse reduto de educação apropriada e de socialização correta como apregoado. Os especialistas na verdade nem conhecem uma sala de aula atual. Como em quase tudo são criados folclores a respeito dos assuntos e a escola lamentàvelmente está incluída.
Sou professora, meu filho guardou ressentimentos em relação à “socialização” na escola, e sem falta modéstia aprendeu a aprender comigo. A escola lhe deu o histórico escolar. Há muitos pais comprometidos verdadeiramente.
procurem por ANED
eu e minha esposa estamos pensando muito sério sobre isso.
‘ “Harry e Ellie O’Keefe são pais amorosos, porém excêntricos, que optaram por escolarizar seus três filhos em casa com o intuito de protegê-los de um mundo vulgar e libidinoso.” (Tradução: os pais são uns derrotados.) ‘
Sim, é repugnante mesmo, mas com essa prova gritante de como a indústria do cinema/tv é feita de gente estúpida, vcs também deviam olhar com outros olhos pras coisas desse pessoal que ‘aparentemente’ não tem nada a ver, que é só coincidência e tal.
Leandro,
Você conhece algum estudo que compare os custos do homeschooling (Caso os pais contratem alguém para ensinar os seus filhos) e da educação formal (estatal ou privada)?
A educação domiciliar não teria custos maiores devido a falta de escala? Por outro lado, a educação domiciliar não teria todos aqueles custos administrativos tão “valorizados” pelo MEC.
Abraço.
Reportagem nova sobre o herói do homeschooling brasileiro:
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,sem-educacao-formal-irmaos-ganham-premios-,878400,0.htm
Prezados amigos do Instituto Ludwig Von Mises Brasil.
OLha que feliz coincidência: vocês escreveram no post acima “É o tipo de história digna de um documentário atencioso”. Curiosamente é o que estamos postulando no marco do Festival de Idéias 2012. Queremos fazer um documentário mundial sobre famílias que educam seus filhos fora da escola. O Festival pode vir a apoiar esta idéa, mas para tanto, é necessário demonstrar que tem ressonância nas redes sociais. POr isso venho pedir a colaboração de vocês na divulgação da idéia e na participação do Instituto com a idéia. É simples: basta ir a través do link e curtir a idéia e também abrir a caixa “colabore com a idéia”e escrever algo, editar, propor, mudar o texto original da idéia. Fico a disposição para maiores explicações. Queremos muito contar com vocês. Também, se acharem relevante, podem divulgar a idéia. Obrigado mesmo. O Link:
festivaldeideias.org.br/ideias/5-redes-de-aprendizagem/ideia/325-documentario-a-vida-fora-da-escola
MUITO OBRIGADO
Edilberto Sastre
Oi sou professora do Estado em Manaus esse é meu primeiro ano como tal pórem ja percebi que a escola é instrumento do governo e que seus objetivos entre eles a formaçao crítica do cidadão é uma farsa.Os pais principais responsavéis pela educação de seus filhos veem a escola como deposito de crianças, a equipe escolar ate pelo próprio contexto se sente impotente e por fim os próprios alunos não veem a educação formal como meio de mudança de metanóia. eu causei estranheiza quando disse que as escolas deveriam acabar e que a educação deveria ser familiar isso porque não conhecia esse movimento, porem fique muito feliz quando em uma reportagem da revista escola li a respeito, ainda que a reportagem fosse contrária a esse proposta, contudo me senti feliz porque percebi que tenho visão e preocupação com a educação. Gostaria muito que esse páis realmente fosse DEMOCRÁTICO de modo que pudessemos escolher sem a interferencia do estado os rumos de nossa vida. Dou meus parabéns a familia mineira que fez valer seus direitos de cidadania.
Quem puder nos dar uma forca nessa pagina, agradeço.
https://www.facebook.com/pages/HomeSchooling-Brasil/222469564490644?notif_t=page_new_likes
Pagina HomeSchooling Brasil no Facebook
A comissão de legislação participativa vai conversar com a população através deste link sobre a educação domiciliar e após debate neste fórum será marcado uma nova audiência interativa, pois muitas pessoas são contra inclusive o MEC e criam polêmica, vamos espalhar a notícia e venham participar e contribuir. Copie e cole este link em seu navegador
link:
este fórum criado aqui:
edemocracia.camara.gov.br/web/paute-a-clp/inicio#.Uk_lCNK-q2G
ou
edemocracia.camara.gov.br/web/paute-a-clp/forum#.UlAgHdK-q2F
Interessante que nos EUA haja empresas de consultoria para orientar pais que desejam fazer homeschooling, pois trata-se de algo que precisa ser bem feito, não bastando boas intenções.
* * *
Aprender é o resultado da interação entre estruturas mentais e o meio ambiente. De acordo com a nova ênfase educacional, centrada na aprendizagem, o professor é co-autor, ele é um mediador do processo de aprendizagem dos alunos, pois não é o professor que ensina, mas media o aprendiz sim é que aprende. No caso do homescooling, seriam os pais, meios tecnológicos, o autodidatismo,etc… no lugar do professor. Nesse enfoque centrado na aprendizagem, o conhecimento é construído e reconstruído continuamente,pois não somos computadores…
A aprendizagem só vai ocorrer se tiver “sentido” para o aprendiz, e isso não podemos afirmar que vai acontecer somente se o o indivíduo estiver na escola.
Pois no homeschooling há remodelização dos papéis dos atores e co-autores do processo.
Prezado Emerson, não estou entendo o sentido e o direcionamento das suas colocações, ninguém pretende praticar homeschooling apenas com “boa-vontade”, aliás os praticantes de homeschooling no Brasil segundo as pesquisas são pessoas mais instruídas do que o restante da população.
Então pode nos dizer o que é necessário?
O Café Brasil e o Mises Brasil são dois dos mais interessantes podcasts da internet brasileira.
Por isso muito oportuno este papo, ainda que, na minha opinião, tenha sido muito curto.
Meus parabéns ao Bruno Garschagen e ao Luciano Pires por todo o vosso trabalho.
Alexandre Monteiro
Coimbra-Portugal
Pobres estudantes de escolas estatais.
Pobre Paulista
Isso não é algo novo, Paulo Freire o maior educador do Brasil, reconhecido internacionalmente foi educado em casa…
Inicialmente (há mais de uma década atrás) eu era contra justamente por “cair no conto do vigário” ao acreditar que crianças recebendo educação em casa tornavam-se misantropas… ledo engano!
Hoje sou 100% partidário do homeschooling e tenho nojo de países como o Brasil que coíbem essa prática… nojo!!!
Dilma publicou um decreto regulamentando a educação a distância em todos os níveis de ensino, inclusive no fundamental, também o médio, cursos técnicos e Cejas. Já podemos praticar homescoling desde que haja escolas ofertando a modalidade; claro que não foi dessa maneira que desejávamos, mas acho um grande passo para o homescooling. Confira pelo link abaixo:
portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=33151-resolucao-ceb-n1-fevereiro-2016-pdf&Itemid=30192
http://www.nordestenews.com.br/noticias/pais-se-prepara-para-um-salto-na-educacao-a-distancia/84076?ano=2016&mes=03
Olá, Pobre Paulista, primeiramente, sem ofensas não tem ninguém maluco aqui.
Segundo se você ensina o que você quiser, faça o que quiser pois pretendo que meus filhos façam ENEM, e pra mim é um começo sim!!!
Se o que é pra mim não é pra você nada posso fazer.
Pelo visto você não leu o decreto. Ele diz que as escola privadas (confessionais ou não), públicas, etc… vão organizar e segundo a lei de educação cada escola pode montar seu currículo de acordo com sua filosofia. Será que que os homescoolers não conseguem se aproveitar disso? Pois é só que temos no momento.
Pois a partir da aprovação da educação à distância para o nível fundamental e médio é um passo dado. O homescooling nos Estados Unidos é feito por empresas que ajudam e o indivíduo estuda em casa (a distância). Será que os homescoolers brasileiros não conseguem aproveitar essa brecha? Pois hoje corremos o risco de irmos presos. No homescooling americano as crianças fazem a prova em casa na educação a distância no Brasil a prova é presencial, mas pode ter direito à consulta porque isso depende da instituição. Se os homescoolers brasileiros se organizassem algo poderia ser feito, mas desde que seja bem feito. Pois em Minas gerais são 800 famílias que praticam isso… se elas se organizassem em torno de uma escola assim poderia dar muito certo inclusive evitando o risco de serem presos…
Entendo seu ponto Micheli, mas não é assim que deve ser. Ninguém deve precisar de “permissão” do estado para educar seu filho em casa, ponto. É como legalizar as drogas: Ninguém quer que o governo “permita” seu comércio, quer apenas que ele não proíba.
O estado tem é que SAIR de todos os mercados, inclusive (para não dizer principalmente) no mercado da educação. Não é porquê o estado soltou um decreto “alinhado” à filosofia libertária (por mais paradoxal que isso pareça) que ele deve ser elogiado ou apoiado. Se ele pode permitir, também pode proibir, e isso é ruim.
Agora, entrando no mérito do decreto, eu até ia fazer uma crítica mais aprofundada, mas acho que basta citar alguns artigos:
Art. 1º, §2º: Para tanto, exige se que haja uma prévia e rigorosa avaliação por parte dos órgãos próprios do sistema de ensino da Unidade da Federação de origem sobre os recursos tecnológicos disponibilizados pela instituição de ensino que está pleiteando essa expansão.
Art. 2º, I.c 1 “Apenas poderão ser habilitadas perante o Ministério da Educação,… as [i]IES que atenderem aos índices de qualidade acadêmica e a outros requisitos estabelecidos em ato do Ministro da Educação, condicionado ao atendimento dos requisitos estabelecidos…”
Art. 3º, I.” h) Identificada e comprovada a existência de irregularidade … a mesma deverá ser imediatamente comunicada … para que a irregularidade seja corrigida … devendo ser suspensas imediatamente as novas matrículas“
” i) caso a irregularidade apontada não seja corrigida … polo de apoio presencial será imediatamente fechado, encerrando suas atividades, devendo a instituição educacional encaminhar todos os alunos matriculados para outro estabelecimento de ensino devidamente regularizado …“
Como eu disse, não se trata do governo saindo da área de educação, e sim se enfiando na sua própria casa e te fiscalizando. Em nenhum universo libertário isso pode ser considerado bom.
E por fim, homeschooling não se resume à transmitir conteúdo técnico-científico para as crianças, e sim educar para a vida. E se eu não quiser ensinar português e história para meus filhos e ensiná-los apenas inglês e matemática? Certamente serei preso por abandono intelectual. Nada mudou.
Insisto na minha dica: NUNCA acredite que o estado estará do seu lado.
Sim, eu acredito que o estado NUNCA estará do nosso lado. Todos esses artigos que vc colocou realmente eles colocam a fiscalização como controle de uma possível falta de qualidade que será feita na escola e nos pólos, mas não na nossa casa. A nossa maior luta é fazermos os políticos entenderem que o homescooling não será desculpa para os pais deixarem os filhos em casa sem estudar, ou que haverá descaso com a educação. Eu entendo seu ponto de vista, mas se eu tenho fome e quero comer filé e me dão vísceras, haveria eu de passar fome? Quem sabe se comendo as vísceras eu consigo pegar o filé? Visto que volto a frisar o currículo é a escola que monta. Mesmo que eu ensine apenas o que eu quero aos meus filhos, por exemplo inglês e matemática eu estaria privando eles de seus sonhos de serem médicos ou engenheiros,… será que essa é a vontade deles? Pois para a educação superior agora é exigido ENEM. Um conteúdo para a vida não precisa necessariamente excluir a ciência, mas mostrar como o conhecimento se acumulou e permitiu-nos chegar a essa era, onde a tecnologia facilita tudo, na agricultura, nos estudos, na vida diária… compreender o mundo em que vivemos necessita saber como a ciência influenciou. Você pode apresentar esse conteúdo técnico científico de outra maneira que os faça perceber realmente o que é importante para sua vida e porquê. Nem nas escolas públicas o professor é obrigado a adotar o livro (ele NÃO é obrigado), mas ele tem total poder para direcionar o conteúdo mais próximo possível do cotidiano, mas isso nem sempre é conseguido. Se tivermos o bom senso é o melhor caminho.
Olá Gilda, já passei por um problema semelhante, concordo plenamente com sua opinião sobre o ensino estatal, porém a educação a distância pode ser uma brecha para o homescooling, desde que os organizemos em sistema de ensino confessional e currículo de acordo com nossos valores. Mas temos que continuar lutando por nossos direitos sim, um dia a educação domiciliar tem que acontecer. Porém biblicamente falando quem não está sujeito às autoridades? Pois é Deus quem as coloca. Se não estamos felizes com o que acontece hoje nas escolas temos que lutar de acordo com a arma que temos.
Senhores, recomendo a leitura do artigo “A Situação Jurídica do Ensino Domiciliar no Brasil” Alexandre Magno (https://jus.com.br/artigos/19514/a-situacao-juridica-do-ensino-domiciliar-no-brasil) quanto a afirmação feita no texto “No Brasil, o homeschooling ainda é algo praticamente fictício, pois a legislação brasileira não permite a educação domiciliar.”
Luciano Pires, maior “despocotizador’ do Brasil!! Hehehe
Muito bom artigo, tomara que o STF tome como base kkkkk… Brincadeiras a parte, mas temos que divulgar as nossas ideias e um dia todos irão lutar por liberdade.
Perfeito. Eduquei meu filho totalmente em casa. Nunca pisou numa escola primária ou de nível médio. Hoje ele segue seu curso de Direito e com uma vida normal.
Grata pelo seu texto, publiquei no Facebook e no grupo
O grupo nasceu no dia 08/02/2019 para orientar pessoas que desejam conhecer e começar a educação familiar.
Acesse este link para entrar no meu grupo do WhatsApp: chat.whatsapp.com/IWo0ywZHh6G4g9Tl7Gjw6Y
Uma grande alternativa para educar pessoas com #TDAH, #DISLEXIA, #SÍNDROMES DIVERSAS.
Capacito pais , educadores, tutores para começarem a desenvolver esse processo.
Palestras, cursos EAD e PRESENCIAL.
VENHA CONHECER MELHOR O QUE É HOMESCHOOLING.
Não sou contra #escola
Dou aulas particulares e é muito comum perceber como os alunos submetidos a classes superlotadas não conseguem absorver o conteúdo. Quando sento com meus alunos, posso dar toda a assistência e usar as estratégias necessárias pra perceber suas dificuldades individuais, superando-as, bem como perceber suas aptidões, aperfeiçoando-as. Resultado: muitos alunos tidos como maus estudantes de matemática nas escolas, quando ensinados domiciliarmente se tornam bons ou excelentes.
Outro ponto ( que extrapola um pouco o tema homeschooling, entrando mais no perigo da dominação estatal das grades curriculares): Alguns anos atrás, dei aulas de reforço a um aluno. Ele tinha 16 anos e cursava o oitavo ano ( a idade comum nessa série é 13 anos). O menino já havia sido reprovado de ano por mais de uma vez. Eu tentava ensinar matemática e Química a ele e era uma tortura. Ele sofria por ter extrema dificuldade, eu sofria pra tentar ensina-lo , os pais sofriam com seu mau desempenho na escola e a escola sofria por não saber lidar com a situação. NINGUÉM estava feliz com isso. Nas aulas, descobri que o adolescente tinha grandes aptidões pra outras áreas de conhecimento. O menino decorava falas inteiras de filmes perfeitamente. O filme do rei Leão, por exemplo, ele sabia de cabo a rabo. Era impressionante… Mas a educação estatal continuava a exigir que ele aprendesse o currículo imposto pelo MEC. Olha o potencial desperdiçado… Conversei com ele e pedi que ele conversasse com seus pais sobre a possibilidade de matricula-lo numa escola de Teatro, pra desenvolver esse potencial. Algum tempo depois, fiquei feliz ao saber que seus pais assim o fizeram. Por outro lado, sei que ele ainda vai sofrer durante anos pra cumprir o currículo estatal.
Resumo: o estado tolhendo o potencial do rapaz e torturando não só a ele mas a todos que se importam com ele.
Parabéns pelo seu conteúdo.
Estou preparando curso para orientar pais, tutores e educadores na prática do homeschooling.
Copiei e colei pedaços do seu artigo no meu post e apostilas.
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