Uma
recente pichação no campus sede da Universidade Estadual de Maringá diz que
“educação não é mercadoria”. Parece
que também haverá uma palestra sobre isso e, se não me engano, existe até uma
campanha sobre o tema rolando por aí (a foto ao lado é desta campanha).
Bom, enquanto constatação de fato, parece-me que é verdade que “educação
não é mercadoria”. No Brasil, não
existe espaço para um livre mercado da educação, porque o Leviatã dita as
regras para tudo quanto é curso e ainda ocupa o sistema de todos os lados, seja
ofertando cursos gratuitamente seja injetando recursos em instituições
privadas.
Acontece que a pichação que eu citei é normativa, e não uma descrição factual. Ela quer dizer que a educação não deve ser
uma mercadoria. E aí eu pergunto: ora, e
por que não?
Ter a educação como mercadoria significaria apenas e tão somente que um
determinado conteúdo ou uma determinada competência poderia ter seu ensino
livremente ofertado por aquele que se julgasse em condições para tanto, em
troca de um preço por ele estipulado, ao passo que o interessado em adquirir
aquele conteúdo ou competência poderia livremente aceitar a oferta se desejasse
pagar o preço estipulado. Que mal há
nisso? Acaso é a educação alguma espécie
de bem sagrado que não poderia receber um preço? O educador teria que educar por uma espécie de
sacerdócio, sem receber para tanto? Por
quê?
Se há um problema normativo com relação à educação, a meu ver, ele está
representado pela tirania do estado, que determina, acima dos pais, o que
devemos aprender, quando e como. Dado que
os estatistas julgam que o estado sabe melhor do que o indivíduo o que é o melhor
para ele próprio, eles também julgam que haveria um grande mal em deixar os
indivíduos decidirem quais conhecimentos desejam para si e para seus filhos.
Pois
eu julgo que negar esse direito ao indivíduo é justamente tomar o cidadão como
uma criança a ser tutelada pelo pai estado. Ao decidirem que a educação não pode ser
mercadoria, decidem que o cidadão sequer pode decidir se quer ou não ser
educado. Ele é forçado a pagar pela
educação na forma de impostos, é forçado também a recebê-la e ainda a recebê-la
de uma dada maneira.
Nada pode ser mais avesso à liberdade individual do que um estado educador. Portanto, se tivermos que fazer algum reclame
sobre a educação, que seja para que ela se torne, sim, mercadoria. Um estado que tutela seu povo pretendendo que
isso seja um meio para o fim de esclarecê-lo não passa de uma grande farsa.
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Artigos
sobre o assunto:
A obrigatoriedade do diploma
– ou, por que a liberdade assusta tanto?
O Homeschooling nos EUA (e
no Brasil)
Como um artigo tão pequeno pode ser tão avassalador?
Bom, temos aqui um exemplo.
Parabéns pelo texto e pelo seu blog! andreafaggion.blogspot.com.br/
Pinochet legou ao Chile o melhor sistema educacional da América Latina. Começou dando vouchers, para as famílias pobres colocarem seus filhos em escolas particulares.
Uma professora de universidade pública tem que ter muita coragem pra escrever um artigo desse. Parabéns, Andrea!
Muito bom esse artigo. Fico muito feliz quando vejo um novo acadêmico publicar algo a favor do livre mercado. Para quem entende como chegamos a triste situação em que nos encontramos hoje, esse é um sinal de esperança maior que qualquer manifestação de rua.
Acho que isto merece bem mais discussão. Tem de elaborar mais. Já existe muito “pagou-passou” no sistema privado, haja vista a qualidade de ensino de certas instituições.
Alunos pagantes pressionam os professores mais rigorosos (fato). Discutamos este ponto!
Parece, portanto, que o sistema não se auto-regula neste caso específico.
Além disto, numa analogia, mesmo os mais liberais querem alguma segurança pública (mesmo contestando o Código Penal vigente) para proteger seu patrimônio. Não é possível “liberar geral”.
Por outro lado, é fato que os reguladores tem feito (e mantido) regras absurdas para a educação, atrasando o desenvolvimento do País (neste ponto concordo).
Governo sempre existiu e sempre interveio em maior ou menor grau. O grau é o problema! Desconfio que tenhamos de ter sorte (isto mesmo) com quem comanda a área.
Uma professora do departamento de filosofia da UEL com um artigo desses? Estou surpreso porque não era essa a ideia que tinha desse departamento. A UEL salvo algumas exceções é um caso perdido. Vale lembrar de alguns meses atrás a abertura de um seminário sobre marxismo nessa instituição. abs
E como toda mercadoria quanto maior liberdade para a entrada de concorrentes menores tendem à ser os preços e maior tende à ser a qualidade ao longo do tempo.
Hospedagem de site por exemplo, é cada vez mais barata e cada vez mais cheia de recursos para facilitar a vida de quem contrata o serviço.
Além disso educação pode se tornar MUITO barata com o uso da tecnologia, professores podem gravar aulas e vender o acesso à elas por um preço bem baixo, é só um exemplo, tem muito mais possibilidades.
Tem até vídeos educativos de graça hoje em dia, como os do Khan Academy:
http://www.fundacaolemann.org.br/khanportugues/
Só não dá diploma/certificação, mas pra mim o que importa realmente é o conhecimento.
Quanto ao diploma/certificação deveria ser possível fazer uma prova e obtê-los…
Se isso for possível e alguém souber conte-nos como.
Livre mercado para a educação já!
Taí uma mulher que mereceria mais espaço nesse instituto — uma libertária de ponta!
Muito bom! Parabéns.
Absurdo.
Como educador há vários anos, conversei com incontáveis professores universitários, filósofos, importantes radialistas, ativistas das causas sociais internacionais e até representantes da Unesco; através de tais experiências, conheci a vontade do povo e que tipo de educação deve ser concedida às crianças muito além daquilo sonhado por qualquer cientista reacionário que ouse atentar contra a santidade do ensino e seus profetas. Vender ensino é comerciar o futuro; deixá-lo à boa vontade daqueles que dependem da aprovação de consumidores para prosperarem é uma brutalidade.
Ninguém que não é da área da educação possui se quer o direito de falar, sugerir ou supor a respeito. E se uns ousarem fazê-lo, que não sejam ouvidos. O magistério é a formação de almas, a criação do futuro, a formação do cidadão e da identidade do povo; tal compromisso magnânimo deve ter como únicas missões a criação do ser revolucionário militante pelas causas da classe oprimida.
É enojante apenas considerar que um indivíduo cobre pelo ensino de um conteúdo voluntariamente comprado por outro. E quanto aos que não terão pago para obter o mesmo ensino? Ficarão à mercê do sofrimento concedido pela desigualdade e da competição? É injustificável que uns tenham mais de algo ou melhor que outros, como vislumbrado por Oscar Niemeyer; é inaceitável que uns tenham melhor aparência, conhecimentos, alimentação, sociabilidade ou bens materiais que outros.
Não é inveja(Ou ódio justificado na hermenêutica marxista), é apenas compaixão.
Cenário 1. O fato do estado impor a educação do jeito que ele quer é ineficiente, praticamente alienante, isso reprimi o poder de escolha.
Cenário 2. Entretanto, nem todos tem recursos suficientes para financiar uma educação com qualidade. (desigualdade social)
Solução???
Concordo, apesar de não estarmos familiarizados com isso, pode soar estranho educação como mercadoria. Mas o povo se ilude com a ideia de que educação é para todos.Educação é para quer obter-la,para quem realmente a considera um bem valioso. Nossa cultura não estima pela educação de excelência, os índices e os testes internacionais comprovam que o Brasil da uma péssima educação. O ensino básico deveria ser desvinculado do estado. Quanto ao ensino superior nem se fala… As nossas universidades só servem para gerar certificados para abastecer o mercado de desempregados, não produzimos empreendedores, não produzimos conhecimento. Enquanto isso nossa cultura, nossa língua e nossos jovens vão todos para o ralo, e o tão estimado futuro fica cada vez mais nebuloso, já que o que temos a disposição não é educação, mas doutrinação.
Gostaria que no meu curso tivesse aula de empreendedorismo sob a otica da Escola Austriaca porém o conselho regional que regula o curso determina quais disciplinas devem ter.
Algo que o meu professor de estrategia empresarial falou que qual é a diferença da faculdade X, Y, Z … se todas tem as mesmas disciplinas reguladas pelo conselho regional ?
Faço publicidade e propaganda e tive que perder tempo com monte de disciplina imbecil imposta pelo Governo.
O curso que estou fazendo que dura 4 anos poderia ser feito em 2 anos. Esticaram o curso para que eu jogue dinheiro fora na faculdade que ensina pouco.
Devia ter economizado os 70 mil, e montado uma empresa, já que aprendo mais lendo e trabalhando. (e com o dinheiro economizado contrataria alguém que se formou)
Serei obrigado a sonegar imposto em legitima defesa, já que governo não pagou meu estudo.
Educação não é mercadoria. É direito social.
Eu escrevi uma resposta ao Típico Filósofo na seção de comentários do artigo As lições econômicas de Game of Thrones (mises.org.br/Article.aspx?id=1628). Eu a reproduzo aqui (com aditamentos e aprimoramentos) porque ela tem tudo a ver com o conteúdo desse ótimo artigo — de apenas sete parágrafos — sobre educação. Boa leitura!
Típico Filósofo, eu sei que você é um fake criado pelo internauta Lopes com a finalidade de mostrar — com perfeição, frise-se — aos demais internautas que navegam pelo site do IMB o "pensamento" dominante (majoritário) no meio universitário ("acadêmico") brasileiro, bem como na mídia, nos "círculos políticos" e na sociedade em geral. Mas escrevo esta resposta com a intenção de me dirigir a todos estes pretensos e autoproclamados "intelectuais".
Você, antes de qualquer coisa, deve ler com atenção (com grande concentração) as seguintes sete listas de textos:
(1) Sobre quem você realmente é:
mises.org.br/Article.aspx?id=1487 (Por que os intelectuais odeiam o capitalismo);
mises.org.br/Article.aspx?id=1418 (O pensamento econômico na Grécia Antiga);
mises.org.br/Article.aspx?id=1554 (Intelectuais e raça — o estrago incorrigível);
mises.org.br/Article.aspx?id=1587 (Pensar está se tornando algo obsoleto);
mises.org.br/Article.aspx?id=1592 (Lugares comuns que substituem o raciocínio crítico);
mises.org.br/Article.aspx?id=1149 (O intelectualismo anti-intelectual);
library.mises.org/books/Ludwig%20von%20Mises/The%20Anti-Capitalistic%20Mentality.pdf (The Anti-capitalistic Mentality) ou mises.org.br/files/literature/A%20Mentalidade%20Anticapitalista%20-%20WEB.pdf (A Mentalidade Anticapitalista);
mises.org.br/Article.aspx?id=1360 (Riqueza e pobreza ao longo da história);
mises.org.br/Article.aspx?id=1352 (Falácia e grosseria — o homeshooling segundo dois "izpessialistas");
(2) Sobre o fantástico exemplo intelectual e moral que foi LUDWIG VON MISES, o homem que dá nome a este site:
mises.org.br/Article.aspx?id=1118 (Ludwig von Mises — defensor da liberdade e do capitalismo);
mises.org.br/Article.aspx?id=1476 (O brilhantismo e a bravura de Mises);
(3) Sobre a ideologia que você tanto difunde:
mises.org.br/Article.aspx?id=1341 (O socialismo na prática — o laboratório da morte);
mises.org.br/Article.aspx?id=1584 (Marxismo: a máquina assassina);
mises.org.br/Article.aspx?id=1190 (A história soviética);
mises.org.br/Article.aspx?id=94 (A China Comunista e os seus campos de morte);
mises.org.br/Article.aspx?id=1396 (A verdadeira doutrina defendida por Karl Marx);
mises.org.br/Article.aspx?id=1405 (Karl Marx e o seu caminho escatológico para o comunismo);
mises.org.br/Article.aspx?id=1408 (Socialismo e retrocesso da civilização);
mises.org.br/Article.aspx?id=773 (Os verdadeiros amigos e inimigos dos assalariados — um desafio intelectual para a esquerda);
mises.org.br/Article.aspx?id=1206 (O igualitarismo é uma revolta contra a natureza);
(4) Sobre a medicina estatal que é tão defendida — com enorme ardor — por você (que, muito sabiamente, nem chega perto dos estabelecimentos públicos de saúde):
mises.org.br/Article.aspx?id=1344 (O que a medicina soviética nos ensina);
mises.org.br/Article.aspx?id=923 (Como Mises explicaria a realidade do SUS);
mises.org.br/Article.aspx?id=349 (A medicina socializada e as leis econômicas);
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1115 (Mitos versus fatos no sistema de saúde sueco: O direito de esperar);
(5) Sobre o tal "Estado Democrático de Direito" que você advoga, principalmente através da expressão "Bem Comum":
http://www.mises.org.br/Subject.aspx?id=11 (Artigos sobre o assunto 'Democracia');
mises.org.br/Article.aspx?id=1626 (Explicando o que é o governo para um "forasteiro");
(6) Sobre o estado — que é o aparato de coerção e compulsão (i.e., força física, violência, agressão, opressão) que exerce soberania sobre os indivíduos que vivem em determinado território —, a "instituição" que você mais venera:
mises.org.br/Article.aspx?id=226 (O estado, o agressor);
mises.org.br/Article.aspx?id=75 (A natureza do estado);
(7) Sobre o que realmente são os direitos humanos (já que você usa a expressão "direitos humanos" para justificar as maiores atrocidades, principalmente as dos socialistas de todas as vertentes — comunistas, nazistas e fascistas):
mises.org.br/Article.aspx?id=619 (Os "direitos humanos" como direitos de propriedade).
Eu frequentei o curso de Direito da UFRGS. Lá encontrei muitos tipos iguais a você, Típico Filósofo. Trata-se de pessoas arrogantes e autoritárias, que se consideram donas da verdade e da razão, com quem não é sequer possível debater e argumentar (sob pena de sofrer represálias graves — perseguição, diminuição de nota e reprovação); ademais, já que nas provas é preciso reproduzir no papel aquilo que é professado pelo (pela) Grande Mestre, então "uma discussão em sala de aula" é, na prática, algo inútil de ser feito. Trata-se de gente que considera ter alcançado o máximo de inteligência a que a humanidade pode chegar; que pensa que, se não dessem "aulas", se não cobrassem presença (fizessem chamada), os seus alunos jamais conseguiriam aprender aquele conteúdo específico. Trata-se de pessoas que poderiam viver muito bem sem um salário de professor (são ricos advogados, ricos juízes/desembargadores, ricos promotores/procuradores…), mas que se tornam docentes para satisfazerem a vaidade, para obterem o "prestígio" (status) de professores universitários, para poderem colocar nos seus livros esse título ("Professor Titular da Cátedra X", por exemplo), para tentarem transformar os infelizes alunos em discípulos das suas brilhantíssimas "ideias" e "concepções". Trata-se, pura e simplesmente, de verdadeiros babacas nojentos (não há, infelizmente, expressão mais branda). Trata-se de indivíduos que jamais seriam professores num ambiente em que imperasse um genuíno livre mercado (i.e., sem intervenção estatal, sem violência/coerção governamental) no setor educacional — enfim, num ambiente em que os alunos não fossem obrigados a adquirir um diploma; em que eles fossem às aulas para justamente obter os conhecimentos que julgam necessários e importantes, não para cumprir o script impingido por políticos e burocratas; em que eles pudessem de fato escolher os professores, as matérias, o método de ensino, etc. Como toda regra geral, há exceções (existem professores bons e decentes); mas elas, lamentavelmente, são bem poucas.
Um professor dava as notas aos alunos conforme "o que o seu coração sentia" — esse, aliás, é o mesmo raciocínio/critério do atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que uma vez proferiu a seguinte pérola: "Justiça não é algo que se aprende, justiça é algo que se sente. O juiz sente o que é justo." Outro, numa das suas tantas "aulas" (que tinham plateia praticamente absoluta por causa do seu terrorismo com a chamada), falou mal das seguradoras (parecia que ele estava realmente falando do demônio em pessoa) porque teve uma experiência ruim com uma delas numa viagem que fez para um "país frio da Europa" (ele não disse qual era o país — mas é bem provável que tenha ido para a Rússia), professando que o estado deve regular bastante o setor para proteger os clientes das seguradoras. Outro docente "lecionava" com este método extremamente científico (passos "a" e "b"): (a) pegar uma apostila e ficar dizendo, por uma hora e meia, numa voz praticamente inaudível, todos os detalhes que nela estavam; (b) nas provas, perguntar exatamente esses "detalhes dos detalhes". Tal método obrigou a turma a gravar e degravar todas as suas "aulas". Numa breve conversa particular comigo, um famoso e eminente professor disse que a prática das reservas fracionárias por parte dos bancos não é fraude, que ela é algo comum, normal e até vital. Uma ínclita docente, falando do caso de uma família sendo importunada pelos burocratas estatais por causa do fato de educar os seus filhos em casa (homeschooling), passou-nos o entendimento de que a educação domiciliar é ruim porque “cria as pessoas num ambiente fechado". Outro professor chegou até a dizer que Hitler foi um herói para os judeus (sic). Abundam exemplos com todas essas notáveis características — arbitrariedade, imposição de falácias e opiniões cretinas, didática terrível, terrorismo… Eu apenas mencionei alguns.
Abaixo, reproduzo um fantástico trecho de A Revolta de Atlas, de Ayn Rand:
Ela revivia a sua infância toda vez em que encontrava os dois filhos da moça que era dona da padaria. Via-os com frequência perambulando pelas trilhas do vale: dois seres destemidos, de 7 e 4 anos. Pareciam encarar a vida tal como ela a encarava quando criança. Não havia neles a expressão que costumava ver nas crianças do mundo exterior — uma expressão de medo, de segredo misturado com zombaria, de proteção contra os adultos, de um ser que descobre que está ouvindo mentiras e aprendendo a odiar. Os dois meninos tinham a confiança aberta e alegre de dois garotinhos que não se sentem ameaçados; tinham uma consciência inocente e natural, sem arrogância ou vaidade, do próprio valor, com uma certeza igualmente inocente de que qualquer estranho seria capaz de reconhecer o seu valor. Tinham aquela curiosidade ansiosa de quem se aventura a ir a qualquer lugar com a certeza de que na vida não há nada que não mereça nem possa ser descoberto. Parecia que, se encontrassem o mal, o rejeitariam com desprezo, não por ser perigoso, mas por ser algo estúpido; que não o aceitariam, resignados, como a lei da existência.
— Eles representam a minha escolha de profissão, Srta. Taggart. — Disse a jovem mãe em resposta ao comentário de Dagny, enquanto embrulhava um pão, sorridente. — Representam a profissão pela qual optei, a qual, apesar de tanta bobagem que se fala sobre a importância de ser mãe, lá fora é impossível praticar. Creio que a senhorita já conheceu o meu marido; é o professor de economia que trabalha para Dick McNamara. A senhorita sabe, é claro, que neste vale não há compromissos coletivos, que aqui não podem entrar parentes a menos que cada indivíduo faça o juramento do grevista por convicção individual. Vim para cá não apenas por causa da profissão do meu marido, mas por causa da minha. Vim aqui para criar os meus filhos como seres humanos. Eu não seria capaz de entregá-los a sistemas educacionais que têm por objetivo impedir o desenvolvimento do cérebro da criança, convencê-la de que a razão é impotente, de que a existência é um caos irracional que ela é incapaz de enfrentar, e reduzi-la a um estado de terror crônico. A senhorita se surpreende com a diferença que há entre os meus filhos e as crianças do mundo exterior? Mas o motivo é muito simples. É porque aqui no vale de Galt não há quem não considere monstruoso apresentar a uma criança a mais leve insinuação do irracional. (São Paulo: Sextante, 2010, v. 3, p. 96 e 97)
O relativismo intelectual e moral — o qual, inclusive, é a essência do politicamente correto — é a norma dessa vasta quantidade de pretensos e autoproclamados "intelectuais" (como você, Típico Filósofo), a qual defende todas as obscenidades estatais (segurança péssima; medicina horrorosa; educação compulsória e imbecilizante; intervenção na economia e consequente destruição da riqueza criada e da divisão do trabalho; financiamento estatal — portanto, coercivo — do escatológico cinema brasileiro; e por aí vai), mas usufrui do bom e do melhor que a economia de mercado produz e oferta (hospitais privados bons; restaurantes excelentes; vestimentas finas; caríssimos óculos de grau; incríveis produtos tecnológicos; etc.). Gente como o Típico Filósofo se proclama defensora dos oprimidos, dos humildes, dos necessitados, mas apresenta uma conduta diametralmente oposta, comportando-se como opressores e sentindo profundo prazer com o sofrimento alheio e com os estragos que as suas ideias estatistas de diversos matizes causam à economia e à moralidade (em suma, à civilização humana).
Por exemplo, o holocausto que ocorreu na boate Kiss — no fatídico dia 27.01.2013, em Santa Maria, uma cidade do interior do Rio Grande do Sul — deve, com absoluta certeza, ter causado orgasmos múltiplos nesses indivíduos idênticos ao Típico Filósofo, já que tal tragédia é, precisamente, uma consequência direta do sistema por eles defendidos.
Exibo, a seguir, o excelente escrito Sensação de segurança, de
ROBERTO RACHEWSKY, publicado em 30.01.2013 (mises.org.br/Article.aspx?id=1513):
O vício de nos evadirmos da realidade cobra sempre o seu preço.
Muitas vezes, impõe perdas incalculáveis, como ocorreu agora, em Santa Maria, com mais uma tragédia causada pela desídia.
Uma lição deve ser aprendida de uma vez por todas:
O estado não pode ser o fiscal da segurança. Nem das pessoas, nem das propriedades, pois nunca perde nada em caso de sinistro.
Apenas seguradoras privadas poderiam atestar se um determinado local tem a devida e esperada segurança para o público que a frequenta.
Não podemos nos guiar apenas pela sensação de segurança porque um determinado estabelecimento cumpriu com a burocracia estatal para funcionar.
Devemos nos certificar de que estamos em um lugar efetivamente seguro e de que, em caso de alguma ocorrência com danos pessoais ou materiais, seremos devidamente indenizados por seus responsáveis.
Ocorrendo qualquer sinistro, os prejuízos das vítimas serão cobertos pela empresa seguradora.
Para minimizar a possibilidade de que tenha de arcar com sinistros inesperados, qualquer seguradora responsável incentivará ou exigirá que condições ótimas de redução de riscos sejam aplicadas, o que trará, efetivamente, maior segurança às pessoas e às coisas que a elas pertencem.
Alvarás ou laudos emitidos por órgãos do governo servem apenas para assegurar o recolhimento de taxas pelo poder público. Quando instados a assumir responsabilidade civil, pecuniária ou criminal, não demoram para se esquivar. Muitas vezes, culpando as próprias vítimas.
O livre-mercado e as instituições privadas podem e devem ser as fiadoras das condições oferecidas ao público por estabelecimentos como a casa noturna de Santa Maria, através de contratos de seguro bem feitos.
Imaginarmos que o estado se responsabilizará pelos danos que causar, seja por omissão ou por incompetência, nada mais é do que seguirmos agindo sob efeito do vício da negação da realidade.
Caso houvesse um genuíno livre mercado de certificadoras e seguradoras privadas, tal catástrofe certamente teria sido evitada. Para mais explicações, devem ser lidos os ótimos comentários de vários internautas na página em que está publicado o texto acima.
Abaixo, transcrevo outros três geniais trechos de A Revolta de Atlas:
— Eu parei e aderi à greve dele — acrescentou Hugh Akston — porque não podia me considerar colega de profissão de homens que afirmam que o intelectual é aquele que nega a existência do intelecto. Ninguém daria trabalho a um bombeiro encanador que tentasse provar a sua excelência profissional afirmando a inexistência dos canos. Porém parece que esses padrões não são considerados necessários entre os filósofos. Mas aprendi com o meu próprio aluno que fui eu que tornei possível esse estado de coisas. Quando os pensadores aceitam como colegas de profissão aqueles que negam a existência do pensamento, como membros de uma outra escola de pensamento, então são eles os responsáveis pela destruição da mente. Eles concedem ao inimigo a sua premissa básica, e assim a razão aprova a demência formal. Uma premissa básica é um absoluto que não admite a cooperação com a sua antítese nem tolera a tolerância. Do mesmo modo e pelo mesmo motivo que o banqueiro não pode aceitar nem fazer circular o dinheiro falso como uma mera diferença de opinião, assim também não posso conceder o título de filósofo ao Dr. Simon Pritchett nem entrar em competição com ele. O Dr. Pritchett não possui nada depositado no banco da filosofia, nada senão a sua intenção declarada de destruí-lo. Ele tenta faturar em cima do poder de que a razão goza entre os homens, negando-o. Ele tenta gravar o selo da razão nos planos dos saqueadores a quem serve. Tenta usar o prestígio da filosofia para conseguir a escravização do pensamento. Mas esse prestígio é uma conta que só pode existir enquanto eu estiver lá para assinar os cheques. Ele que se vire sem mim. Dou a ele e àqueles que lhe confiam a formação dos seus filhos exatamente o que exigem: um mundo sem intelecto, com pensadores que afirmam não serem capazes de pensar. Estou fazendo o que pedem. Estou obedecendo. E, quando virem a realidade absoluta do seu mundo sem absolutos, não estarei lá e não serei eu quem pagará o preço das suas contradições. (São Paulo: Sextante, 2010, v. 3, p. 51 e 52)
— Jim — disse ela certa vez, após uma reunião à qual estiveram presentes os homens considerados os líderes intelectuais da nação —, o Dr. Simon Pritchett é um velho falso, mesquinho e assustado.
— Ora, o que é isso? — Perguntou ele. — Você se acha em condição de julgar filósofos?
— Acho que tenho condição de julgar vigaristas. Já vi muito vigarista e sei reconhecer um quando o vejo.
— É por isso que eu digo que você nunca vai conseguir deixar para trás as suas origens. Se já tivesse conseguido, você seria capaz de apreciar a filosofia do Dr. Pritchett.
— Que filosofia?
— Se você não consegue entender, não posso explicar.
Cherryl não deixou que Taggart encerrasse a conversa com aquela frase da qual ele tanto gostava.
— Jim, ele é um impostor, ele, o Balph Eubank e todo aquele pessoal. Acho que você foi enganado por todos eles.
Ela achou que ele fosse ficar zangado. Em vez disso, viu um rápido lampejo de humor em seus olhos quando ele levantou de leve as pálpebras.
— Isso é o que você pensa. — Respondeu ele. (São Paulo: Sextante, 2010, v. 3, p. 190)
Dagny caiu na gargalhada.
Era este, pensou ela, o objetivo final de toda aquela conversa mole, acadêmica, que os empresários ignoravam havia anos, o objetivo de todas as definições improvisadas, de todas as generalizações vagas, das abstrações aéreas, de tudo aquilo que afirmava que obedecer à realidade objetiva é a mesma coisa que obedecer ao Estado, que não há diferença entre uma lei natural e um decreto emitido por um burocrata, que um homem com fome não é livre, que é preciso libertar o homem da tirania da casa, da roupa e da comida — tudo isso, durante anos, para que um dia se pedisse a Nat Taggart, o realista, que encarasse a vontade de Cuffy Meigs como um fato natural, irrevogável e absoluto como o aço, os trilhos e a gravidade, que aceitasse o mundo feito por Meigs como uma realidade objetiva e imutável e que, então, continuasse a produzir a abundância neste mundo. Este era o objetivo de todos esses vigaristas das bibliotecas e das salas de aula, que vendiam as suas revelações como se fossem a razão, os seus instintos como se fossem ciência e os seus desejos como se fossem conhecimento. Este era o objetivo de todos os selvagens do não objetivo, do não absoluto, do relativo, do provisório, do provável, de todos os selvagens que, ao verem um agricultor fazendo a sua colheita, só podem encarar o fato como um fenômeno místico desvinculado da lei da causalidade e criado pela vontade onipotente do agricultor — selvagens estes que, em seguida, apossam-se do agricultor, acorrentam-no, roubam-lhe os instrumentos de trabalho, as sementes, a água, a terra, para depois empurrá-lo até uma rocha nua e lhe dar a ordem: "Agora faça uma plantação e nos dê alimentos!" (São Paulo: Sextante, 2010, v. 3, p. 233)
Você, por fim, deve compreender que ideias têm consequências, que elas podem ser — e são — materializadas no mundo real, fático. O ilustre LUDWIG VON MISES disse que ideias são mais poderosas do que exércitos. Você, Típico Filósofo, deve aperceber-se do fato de que você, antes de tudo, é um propagador de ideias. Você, portanto, deve assumir a responsabilidade de estudar com profundidade as ideias corretas (tanto do ponto de vista moral quanto do ponto de vista lógico) e de difundi-las entre as pessoas com quem convive. Você, enfim, deve assumir a responsabilidade de deixar de ser um vigarista.
Espero que você, Típico Filósofo, reflita profundamente sobre o conteúdo da minha resposta. Se, de fato, pensar com seriedade — e, principalmente, com humildade, com honestidade e com responsabilidade — sobre o conteúdo dos artigos listados por mim e dos trechos que escrevi e exibi, você poderá pavimentar o seu caminho rumo ao elevado cognome de Sábio Verdadeiramente Respeitável e Moralmente Correto.
Um amplexo!
Gostei e concordo concordo com a filósofa no artigo, mas quanto a este trecho discordo:
“(…)eles também julgam que haveria um grande mal em deixar os indivíduos decidirem quais conhecimentos desejam para si e para seus filhos (…)”
Um filho quando incapaz não deve ter como única fonte de decisão, em termos do que aprender, ou não, seus pais, nesse caso não vejo como negativo uma regulamentação legal/estatal. *Acrescento que isto não é fator impeditivo por exemplo, do ensino caseiro,apenas que este ensino tenha alguma “prova” que garanta o aprendizado do menor, no caso essa prova seria algum instrumento público.
Entretanto fora essa parte, achei conciso e agradável o texto.
Eu ainda quero ler aquele comentário gigante. Amanhã!
Educação é um “direito”? Por quê? Porque é algo bom e muito importante às pessoas, podem dizer.
Ok.E o seu companheiro(a)? Já parou pra pensar nas infelizes pessoas que sonham em encontrar a sua metade, mas passarão a vida toda sozinhas? Muita injustiça. Devemos estatizar as pessoas, e compartilhar nossas vidas com quem não tem companheiro.
O mesmo para os mercados. É muita exploração alguém cobrar por alimentos, algo tão vital. Vamos distribuir comida gratuitamente a todos, pois todos precisam.
Se todos precisam, e é vital, então é um direito social. De onde vai vir essa comida gratuita? Bom, as pessoas, as mesmas que não abdicam de seus salários ou dos lucros dos seus negócios, vão caridosamente produzir além do que precisam para sobreviver, apenas com a intenção de doar aos mais necessitados.
Mas como distribuir os alimentos a quem mais precisa, de forma mais eficiente? Bom, no livre mercado capitalista tinhamos os preços. Onde pagam mais, precisam mais. Mas agora que tudo é grátis, eu tenho FÉ que um supervisor estatal conhece quem precisa mais dos alimentos. Ele também sabe quanto deve ser produzido, e quando.
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Esse tipo de “direito social” significa apenas que alguém vai pagar para que você tenha esse direito. E eu aposto que esse alguém vai fazer isso contra a vontade, forçado, coagido. Trabalhar sob coação, até onde eu ouvi falar, é escravidão. Mas hoje chamam de direitos sociais.
Pense nos escravos, antes de justificar a Casa Grande.
@Leandro e demais integrantes do IMB,
Eu sei que a missão de vermos uma sociedade ancap no Brasil (ou no que sobrar dele depois de uma secessão bem sucedida) é uma missão que provavelmente não veremos em vida.
Devemos, outrossim, plantar as sementes do que um dia virá a ser nossa tão sonhada sociedade ancap. Pensando nisso, não é o caso se mobilizarmos a audiência do site para aumentar a visibilidade de diversos pontos em nossa agenda? Veja que conseguindo 20 mil apoiadores a uma ideia no e-cidadania do senado (www12.senado.gov.br/ecidadania/comofuncionaideia) ela será apreciada pelas comissões e vira assunto.
Por exemplo, podemos propor a extinção do MEC e a implantação do livre-mercado na educação. A probabilidade de algo assim acontecer é bem pequena, considerando o estado em que as coisas estão, mas pelo menos levantaríamos a questão. Com uma matéria dessas sendo apreciada, podemos fazer campanha por ela. Ao fim e ao cabo, mais divulgação das idéias da Escola Austríaca, por si só, já é bem proveitosa. Que acham?
Fiz um curso de Gestão de RH. Tivemos algumas matérias muito parecidas e não tivemos nenhuma de Departamento Pessoal (como calcular folha de pagamento, etc.). Tivemos aulas de Informática totalmente inadequadas. E tudo por causa do currículo imposto pelo MEC.
Mas podemos ser irônicos e dizer que em certo sentido eles estão certos: a rigor, educação não é mercadoria [tangível] e sim prestação de serviço [intangível].
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Do lattes da autora:
Possui graduação em Filosofia pela Universidade Estadual de Londrina (2000), mestrado (2003), doutorado (2007) e pós-doutorado (2011) em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas
A prova que nem todo filósofo é esse estereótipo esquerdopático genérico que vemos por aí. Mas ainda tem que ter muita coragem para se posicionar a favor desse tipo de coisa. Parabéns
“Ter a educação como mercadoria significaria apenas e tão somente que um determinado conteúdo ou uma determinada competência poderia ter seu ensino livremente ofertado por aquele que se julgasse em condições para tanto, em troca de um preço por ele estipulado, ao passo que o interessado em adquirir aquele conteúdo ou competência poderia livremente aceitar a oferta se desejasse pagar o preço estipulado. Que mal há nisso?”
Isso não é utópico demais? A educação de qualidade, vendida como simples mercadoria, não se tornaria acessível apenas aqueles que já possuem dinheiro, enquanto a parte da população de menor renda deveria se contentar com a educação que fosse capaz de pagar, provavelmente de muito pior qualidade? Comparando, a população de alguma cidadezinha do interior de Minas não estaria sujeita a uma educação muito pior do que a ofertada em São Paulo ou no Rio, por exemplo?
Graças ao finado Gal. Pinochet, o Chile tem o melhor sistema educacional da América Latina. O segredo? Pinochet deu vouchets, pelos quais os pais(pobres, inclusive) podiam matricular os filhos em escolas particulares.
O que seria o contrário da “mercantilização do ensino”?
O contrário é exatamente a “servidão pelo ensino”. Você paga por aqui que não quer aprender, para remunerar quem você jamais pagaria por uma aula, para te ensinar doutrinação esquerdista. O contrário de “mercantilização do ensino” é a planificação estatal do ensino, isto é: MEC.
Boa noite.
Sou um crítico do total liberalismo econômico, mas gosto de entender e saber as opiniões das pessoas que pensam diferente, até porque isso serve de aprendizado.
Vamos aos comentários.
1 – A CF/88 dispõe explicitamente que a educação é dever do Estado (art. 205), e não deve deixar de ser, pois é serviço público típico de estado, de interesse da nação. Neste sentido, a educação influi no crescimento do país, na qualidade de vida dos cidadãos, etc.
2 – Sendo a Educação um direito de todos, conforme a nossa Carta Magna, acredito que não poderia ser delegado a sua prestação para particulares, porquanto a Educação não deve seguir uma lógica de Mercado;
3 – Não pode um indivíduo, por ter mais dinheiro, ter direito a uma educação de melhor qualidade do que um indivíduo pobre; TODOS têm direito a uma educação de qualidade, independente da quantidade de dinheiro que a pessoa tem; o filho do empresário não tem direito de ter uma educação melhor que o filho do pedreiro;
4 – O que deve diferenciar os indivíduos é a meritocracia, desde que as pessoas partam do mesmo ponto, com todos tendo acesso às mesmas oportunidades.
5 – Por isso que afirmo que deveria ser proibido o ensino privado, pois cria uma corrida desigual. Na Finlândia, por exemplo, o ensino é gratuito pra todos, inclusive em escolas particulares, que recebem subsídios do governo para não cobrarem de quem não têm condições.
6 – O mesmo se aplica a saúde, que sofre dos mesmos problemas.
Abraços!
Olá,
Só gostaria de recomendar uma leitura muito própria para a ocasião:
CASSIN, M. Sociedade Capitalista e Educação: Uma Leitura dos Clássicos da Sociologia. In: Revista HISTEDBR, Campinas, v. 32, setembro de 2008. Disponível em: http://www.histedbr.fae.unicamp.br/revista/edicoes/32/art10_32.pdf
E com ele a referência bibliográfica que o autor usa. A leitura de Saviani sobre a escolarização como depósito de marginais e futura mão de obra e do aprender para fazer e não pelo intuito libertador que a educação pode trazer.
Talvez ajude a pensar no Estado não só como fornecedor das aberrações educacionais que vemos, mas também como ele trabalha em função do mercado, o mesmo que as intituições privadas seguem.
Boas leituras.
Mas em nenhum momento eu coloquei o Estado como bom, pelo contrário, as leituras que indiquei confirmam como ele trabalha de formar excludente.
Apenas quis deixar claro que minha opinião é que ele trabalha em conjunto com a iniciativa privada na manutenção da situação, e que portanto a privatização não é solução para a educação. Exemplos de como mercado e Estado andam juntos são os investimentos do Estado na educação privada com fins lucrativos, isenção de taxas em troca de serviços a sociedade e da inserção de empresas no financiamento de pesquisas em universidades públicas.
O que para mim não significa um livre mercado e sim medida protecionista a essas entidades que visam lucro. Empresas com fins lucrativos deveriam buscar melhoras através de seus próprios recursos, e não através do recurso público, que deveria ir para entidades públicas. Soa óbvio, mas permitido infelizmente pela nossa Lei n. 11.096/2005, que nada mais é que um amontoado de reformulações que vem desde a LDB e da década de 90.
Peço ajuda dos libertários para ensinar o povo nessa notícia abaixo da Globo, lembrando que a globo tem prazo para comentar!
Ajudem a explicar a causa libertária!
Abs!
g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2016/05/estudantes-ocupam-mais-uma-escola-contra-projeto-de-ppp-na-educacao.html
“Menina ‘defende’ capitalismo em questão de prova, leva nota zero e mãe questiona: ‘Escola sem partido?’
Leia mais: extra.globo.com/noticias/viral/menina-defende-capitalismo-em-questao-de-prova-leva-nota-zero-mae-questiona-escola-sem-partido-19380565.html#ixzz49nRogWsS”
Vamos agir moçada! Vamos agir!!! Vamos pelo menos enviar emails aos congressistas para aprovarem a lei contra a doutrinação nas escolas! AO MENOS ISSO PRECISAMOS FAZER! É UM AVANÇO SIM NA CAUSA LIBERTÁRIA!
Gostei muito! Porém tenho uma pergunta: Ao insinuar isso, você defende o fim das escolas públicas? Caso defenda, como alguém que recebe um salário mínimo conseguirá pagar por essa mercadoria(educação)?
Que artigo maravilhoso. Sem gerar qualquer tipo de vitimismo, mas fico imaginando a pressão da professora neste departamento por pensar diferente do resto! MUITO BOM!