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O antídoto para as mais populares falácias econômicas, e que explica inclusive a recessão do Brasil

Para entender aquele princípio que foi rotulado de Lei de Say é necessário começar o raciocínio
pelo básico: por que duas pessoas decidem, livre e voluntariamente, transacionar
entre si?

Porque elas acreditam que irão melhorar sua situação
após a troca. Elas não fariam a troca caso esperassem ficar em pior situação.

E no que consiste essa transação livre e voluntária
entre duas pessoas? Consiste no oferecimento
mútuo
de bens e serviços.

E este é o ponto.

Ver a transação como um oferecimento mútuo de ambos os lados mostra que o fenômeno da
oferta e da demanda não é um problema sem solução, como a charada do ovo e da
galinha. O indivíduo produz aquilo que, em
sua melhor estimativa
, imagina que outras pessoas irão querer consumir, na expectativa de que essas outras estão produzindo
ou irão produzir aquilo que ele quer consumir.

Falando mais coloquialmente, as pessoas acordam cedo
e vão produzir (trabalhar) para tentar atender às demandas de terceiros. Caso sejam
bem-sucedidas em atender a demanda de terceiros, elas serão recompensadas
(remuneradas) por isso. Essa remuneração irá agora lhes permitir demandar bens
e serviços para satisfação própria.

Ou seja, ao produzirem e ofertarem para terceiros,
essas pessoas podem agora demandar bens e serviços para proveito.

Mas de nada adianta apenas produzir e ofertar para
terceiros: esses terceiros têm de querer adquirir essa produção. Caso isso não ocorra,
isto é, caso as pessoas não se interessem por adquirir a sua produção, você não
será recompensado por isso. E, logo, não terá como demandar bens e serviços.

A produção, portanto, sempre será inerentemente especulativa.

Em pequenos arranjos sociais, essa especulação normalmente
não é muito difícil. Duas pessoas náufragas em uma ilha tropical, por exemplo,
podem discutir antecipadamente o que cada uma fará e oferecerá para a outra. Em
arranjos sociais mais amplos, formado por milhões de indivíduos, essa especulação
é bem mais difícil. É aí que entra em cena o sistema de preços livres e de transações
monetárias: para ajudar as pessoas a descobrirem o que as outras querem por meio
dos sinais enviados pelos preços — que expressam as preferências dos
consumidores, e mostram quais bens e serviços estão mais escassos e quais estão
mais abundantes — e pelo mecanismo de lucros e prejuízos.

Mas a essência especulativa não se altera: as
pessoas produzem aquilo que julgam que as outras querem, na expectativa de que essas
outras irão fornecer aquilo que as primeiras querem.

A Lei de Say, portanto, pode ser descrita da
seguinte maneira: o valor dos bens e serviços que qualquer indivíduo pode
comprar é igual ao valor de mercado daquilo que ele pode ofertar. Ou, em um
sentido macroeconômico agregado, o valor
dos bens e serviços que qualquer grupo de pessoas pode comprar no agregado é
igual ao valor de mercado daquilo que eles podem ofertar no agregado
.

A Lei de Say, portanto, simplesmente expressa a
realidade de que nós produzimos para
poder consumir
.

Sempre
verdadeira

A Lei de Say sempre será verdadeira e para sempre
permanecerá irrefutável porque ela se refere ao conceito subjetivo de valoração.
A oferta colocada no mercado sempre fornecerá
o meio com o qual o ofertante poderá comprar outros bens e serviços, mas somente
na mesma extensão do valor subjetivo atribuído
pelos consumidores a essa oferta.

De novo: de nada adianta você produzir e ofertar
bens e serviços que ninguém quer; bens e serviços cujo valor subjetivo atribuído
a eles pelos consumidores seja nulo ou extremamente baixo. Isso não lhe dará
poder de compra para satisfazer suas demandas.

No entanto, e este é o ponto, mesmo que esta oferta
fracassasse em criar qualquer poder de compra para seu ofertante — por ter
sido considerada completamente sem valor de mercado, como cavar buracos no meio
do nada –, isso não revogaria em nada a Lei de Say; ao contrário: seria mais
uma manifestação dela própria.

Tal fenômeno também distingue a Lei de Say da teoria
do valor-trabalho de Marx: Say reconhece o fato crucial de que o ato de produção,
por si só, é insuficiente para criar poder de compra; só cria poder de compra o
ato de produzir algo que é valorado por terceiros, os quais também produziram
algo de valor no mercado e que, por isso, têm poder de compra e podem adquirir
o que você produziu.

Em suma, não é a produção ou o trabalho que
importam, mas sim o que é produzido e
para quem.

Podemos agora entender por que David Ricardo disse
que
: “Nunca há uma deficiência de demanda; são os homens que erram em sua produção”.

Ricardo estava se referindo ao grande debate sobre “excesso
de oferta”, travado no século XIX entre ele e Thomas Malthus, sobre a causa e a
cura das recessões econômicas. Malthus defendia a ideia que viria a se tornar a
essência do keynesianismo e da corrente econômica convencional: excesso de poupança
e poucos gastos, dizem eles, causam um excesso de bens não-consumidos, o que
significa que houve excesso de produção. Produtores ficam com mercadorias
encalhadas, suas receitas entram em declínio e eles acabam tendo de demitir
empregados. Ocorre uma recessão. Malthus, e posteriormente (e com mais ênfase)
Keynes, defendem que poupar menos e gastar mais é a solução para recessões.

Mas a validade da Lei de Say mostra que a visão malthusiana-keynesiana
está errada. Dado que a demanda é determinada apenas pelos produtos e serviços ofertados no mercado, erros
empreendedoriais em grande escala (os quais são revelados na recessão) têm
necessariamente de ser o resultado de erros — também em grande escala — cometidos
pelos empreendedores, os quais especularam, erroneamente, que o valor de
mercado que os consumidores atribuiriam a seus bens e serviços seria maior do
que realmente acabaram sendo.

Ou seja, empreendedores — por vários motivos —
imaginaram que os consumidores atribuiriam a seus bens e serviços valores
maiores do que aquele que de fato foi atribuído. Não houve um ‘excesso de produção’;
houve, isso sim, um erro de cálculo quanto ao futuro valor de mercado dessa produção.

Esse tipo de erro empreendedorial coletivo ocorre
tipicamente quando o governo embarca em uma política de crédito farto e barato,
o qual gera um aumento temporário da renda disponível das pessoas, que então passam
a consumir mais. Ludibriados por esse consumo maior — o qual foi causado pelo
mero endividamento barato e não por um aumento genuíno da produção e da renda –,
empreendedores passam a crer que haverá maior renda disponível no futuro, de
modo que seus bens e serviços serão mais demandados, o que significa que poderão
cobrar preços maiores. Mas tão logo essa expansão do crédito é interrompida,
todo o cenário de aumento da renda se revela fictício e artificial, mostrando
que nunca houve realmente um aumento da renda da população. Houve apenas
endividamento. Consequentemente, seus bens e serviços não poderão ser vendidos
pelo maior preço antecipado pelos empreendedores.

[Veja como toda essa teoria
de fato ocorreu na prática no Brasil da última década
].

Logo, se empreendedores erraram em sua estimativa e
em sua produção — por qualquer motivo –, então a correção deve
necessariamente passar pelo rearranjo dos esforços produtivos, de modo a
estimar mais corretamente os desejos dos consumidores e a melhor servi-los.

Esse diagnóstico da recessão é bastante diferente do
diagnóstico keynesiano, que enfatiza que houve uma redução da demanda em decorrência
de misteriosas flutuações no “espírito animal” dos empresários, o qual deve ser
retificado por meio de mais expansão do crédito, mais endividamento e mais
gastos governamentais.

No diagnóstico da Lei de Say, o governo deve remover
ao máximo os obstáculos burocráticos e regulatórios para que os empreendedores
possam rapidamente corrigir seus erros e descobrir quais bens e serviços os
consumidores realmente querem (e podem comprar). Dado que o mecanismo de preços
é a principal fonte de informação dos empreendedores, uma flexibilidade nos preços
de mercado é essencial para uma rápida recuperação.

Adicionalmente, uma vez que recursos escassos foram
mal alocados em empreendimentos para os quais nunca houve real demanda — o que
significa que capital está sendo imobilizado de maneira destrutiva –, é necessário
haver ainda mais poupança (e não menos) para que trabalhadores e empreendedores
possam ser supridos e tenham fundos suficientes para ser aplicados em novos
investimentos.

Conclusão

Se aceitarmos a falácia de que são as ações individuais
virtuosas (como a poupança e a frugalidade), e não a intervenção estatal, o que
geram resultados sociais caóticos, então todas as maneiras de planejamento
central podem ser justificadas não apenas em nome do benefício público, como também
em prol da civilização. Mas essa medida, como bem atesta a história, é o caminho
garantido para a ruína civilizacional.

A Lei de Say continua sendo a guardiã da liberdade econômica,
da prosperidade e até mesmo da própria civilização.

Leia também:

Não faz sentido estimular a demanda e o consumo; a encrenca sempre foi a produção

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45 comentários em “O antídoto para as mais populares falácias econômicas, e que explica inclusive a recessão do Brasil”

  1. A lei de Say representa simplesmente a realidade que produzimos para poder consumir.

    A oferta vem primeiro. A demanda é decorrente dela (o exato oposto do pensamento keynesiano).

    Exatamente como seria possível eu demandar algo sem antes ter produzido algo ou ofertado minha mão-de-obra? Somente sendo o beneficiário dos ganhos/poupança de outros, que já auferiram renda em decorrência de terem ofertado sua própria produção.

    A intervenção estatal sobre a moeda e o mercado de crédito complica a questão, pois a expansão monetária feita pelo estado (via Banco Central) passa ser vista como substituta da produção genuína que ocorre no mercado. Só que algo que representa uma produção futura — o endividamento — não é o mesmo que a própria produção. Quando o crédito passa a ser utilizado para representar "demanda", ele é apenas uma promessa de uma produção futura. Na prática, ele traz a demanda do futuro para o presente.

    A noção de que o governo pode "criar" demanda é falsa, uma vez que a demanda — em virtude da Lei de Say — não pode existir independentemente da oferta. Quer aumentar a demanda? Aumente a produção desejada pelos consumidores, e coloque à venda. No momento em que vender, será criada nova capacidade de demanda para o produtor/vendedor, permitindo que ele se torne um comprador/consumidor.

    Ao tributar e ao manter os preços artificialmente ou arbitrariamente elevados por meio de regulações — especialmente encargos sociais e trabalhistas, e também tarifas de importações ou agências reguladoras que cartelizam o mercado –, o governo está restringindo a liberdade das pessoas de produzir, desta forma restringindo os indivíduos de gerar sua própria capacidade de demanda. Ao fazer uma expansão monetária e do crédito, o governo piora ainda mais a situação, pois está também diluindo o poder de compra daqueles que trabalham, produzem, vendem e ofertam.

  2. Leandro, desculpa incomodar mas surgiu uma dúvida.

    Se o crédito criado do nada for emprestado para consumo seja do governo ou dos consumidores isso vai gerar certas consequências é claro, mas não vai gerar um ciclo econômico ao estilo “Boom and Bust ” e tal ciclo econômico só ocorreria se o dinheiro criado do nada fosse emprestado para ser investido na produção e não em consumo, faz sentido afirmar isso, obrigado.

  3. Sobre o crédito, de maneira em geral: Fulano só toma emprestado a uma taxa X se você acredita que seu retorno será maior do que X. Se fulano vai ou não ter um retorno maior do que X, é um problema dele, o risco é dele, e o retorno é dele. Nesse quesito, não há nada de errado em colocar mais crédito na economia, pois ele é direcionado ao aumento da oferta de bens e produtos. Nesse processo, obviamente, os melhores Fulanos terão melhores retornos, se e somente se souberem colocar os bens de produção disponíveis a serviço dos exigentes consumidores. O crédito é um aliado aqui, independente de X.

    Já o crédito para consumo, aquele cuja taxa é manipulada a bel prazer dos “reguladores competentes”, apenas gera apenas inflação e má alocação de recursos, como já foi exaustivamente explicado pelo Leandro Roque. O crédito é um vilão aqui.

    Não vamos demonizar o crédito per se. O real problema é a manipulação das taxas de juros.

  4. O artigo é muito bom, mas a questão principal é a propriedade privada.

    A base de sustentação da riqueza é a propriedade privada. As pessoas precisam manter, cuidar e preservar seu próprio patrimônio, com a certeza de que isso vai lhes trazer benefícios.

    Quando o estado expropria o patrimônio das pessoas, elas entendem que trabalhar e produzir não vai lhes proporcionar benefícios. Isso também torna inviável qualquer forma produção de bens que precisam de mais investimentos.

    Outro problema é o estado proibindo trocas voluntárias. Cuba possui racionamento debatatas.

    O resultado é que menos pessoas irão produzir bens e serviços.

    Foi isso que implodiu o sistema socialista.

    A troca voluntária é o meio, enquanto a propriedade é o objetivo.

  5. Leandro,

    é meu primeiro comentário aqui, mas já acompanho o site há tempo e tenho uma dúvida.

    A Lei de Say diz que a oferta cria demanda, em outras palavras, que as pessoas ofertam bens e serviços pois sabem que podem obter em retorno disso um poder de compra manifestado em uma moeda que permitirá que esta demande bens e serviços produzidos por outros. Até aí ok?

    Keynes quando atacou a Lei de Say, disse que em um livre mercado nem sempre a oferta cria demanda, e disse que tal fato nem sempre é verdadeiro pois existe a Preferência por Liquidez.

    Minha duvida está aqui:

    Imagine uma sociedade hipotética aonde as pessoas são extremamente consumistas e a poupança quase não existe, tal sociedade não enriquece muito pois tem altíssima preferência temporal e os bens e recursos ofertados são voltados ao consumo, sem uma estrutura de capital complexa.

    Se esta sociedade de uma hora pra outra(por qualquer motivo que seja) resolver abandonar esse extremo consumismo e resolver poupar(ou entesourar como Keynes dizia) de 30 a 40% de todo dinheiro obtido em retorno a sua produção, isso poderia causar um período de instabilidade correto? se esta sociedade possuir uma bolsa de valores esta sofreria uma queda brusca, pois os empresários das empresas de consumo descobririam que especularam errado a demanda dos indivíduos e as empresas voltadas ao consumo não mais estarão com aquele enorme fluxo de gastos, já que as pessoas resolveram ficar liquidas, certo? porque com este fato acontecendo a estrutura de produção desta sociedade sofreria um enorme ajuste, correto? Durante o período de instabilidade não seria correto eu afirmar que nem toda a oferta se transformou em demanda? ou melhor, que nem todo dinheiro obtido pela produção individual se reverteu em demanda de produtos de terceiros já que as pessoas resolveram se manter liquidas?

    Eu entendo que esse acontecimento não levaria exatamente a uma crise, mas talvez uma instabilidade e uma enorme queda na bolsa no curto prazo. Daí os empresários que estão em constante estado de alerta logo perceberiam uma nova forma de lucro, a produção passaria a focar em bens cujas etapas de produção e divisão do trabalho é maior e sem se voltar tanto para o consumo imediato. Se o governo intervir nesse arranjo, a sociedade como um todo seria prejudicada, pois elas voluntariamente resolveram guardar dinheiro(para comprar casas, carros, hiates e etc) e por isso o governo incentivar o consumo apenas estaria agindo contra a preferencia desses indivíduos ao mantê-la em enorme consumismo.

    Até aqui ta certo?

    Agora imagine uma outra sociedade também extremamente consumista aonde o governo interviu, baixou a taxa de juros artificialmente, injetou liquidez e como a TACE explica, isso acarretou em uma crise. Se nesta nova sociedade agora, o governo decidir não intervir na crise e as pessoas dessa sociedade resolverem tomar a mesma atitude que a sociedade antiga tomou de aumentar sua preferência por liquidez a crise acabaria mais rápido não? já que como elas passarão a poupar bastante, nem toda a estrutura de capital criada pelo período de boom inflacionário precisaria ser destruída, já que a demanda dos bens de capital será criada no futuro por resultados de um maior poder de compra, correto?

    Keynes também afirmou que como as pessoas demandam dinheiro para estarem liquidas, isso também seria uma evidencia que a moeda não é neutra na economia, já que a produção se alteraria por completo de acordo com uma maior injeção de liquidez de acordo com o quanto cada uma tem preferencia com o dinheiro que possui.

    Posso afirmar que a preferência por liquidez é a preferencia temporal por dinheiro também né? As duas são a mesma coisa a meu entender.

    Não vim aqui defender Keynes, sei que sua Teoria Geral está errada e nem mesmo afirmar que Say foi refutado, já que Say pra mim foi um dos maiores economistas que já existiu. Ele introduziu a questão de utilidade que depois foi absorvida por Carl Menger e os conceitos básicos de uma teoria do capital, depois melhor desenvolvido por Bohm Bawerk.

    Mas, acredito que não seria um exagero afirmar que Keynes não errou em 100% e ele mesmo chegou a afirmar que no longo prazo acreditava que o livre-mercado poderia sim corrigir as instabilidades. Outro conceito que também acredito que não esteja totalmente errado é o da Armadilha de Liquidez, pois se o governo baixa a taxa de juros e injeta liquidez no mercado para prolongar a adiar a recuperação natural da economia nas crises, vai chegar uma hora que o governo simplesmente não vai conseguir mais baixar a taxa de juros e o país entra em depressão, o Japão é exemplo disso não? Ele errou a propor intervenção como solução, mas não errou em tudo ao meu ver.

    Gostaria de saber se esta minha opinião também se traduz na opinião de Juan Ramon Rallo, pois já li um artigo daqui afirmando que ele seria um híbrido.

    No mais desculpem o incômodo, o comentário grande e os erros de português.

    Leandro, continue o bom trabalho, seus artigos são excelentes por sinal kkk

  6. Rodrigo Fernandes Moreira

    Leandro,

    Você acredita que essa valorização do real vai dar um respiro para a economia brasileira, ou isso é ‘too little, too late’?

  7. Leandro, não sei se está sabendo (creio que sim), mas está rolando entre os economistas mainstream no Brasil, a causa do juros no Brasil ser historicamente alta. Ontem eu ouvi um podcast da Monica de Bolle, mas confesso que não entendi muito ela, ela falou, falou, mas não falou nada de concreto. A discussão toda começou com um artigo do [www.valor.com.br/cultura/4834784/juros-e-conservadorismo-intelectual]André Lara Resende para o Valor levantando a questão[www.valor.com.br/cultura/4834784/juros-e-conservadorismo-intelectual], e segundo ele os juros nominais praticados pelo Banco Central são a causa da alta inflação no Brasil, [www.valor.com.br/cultura/4842254/nada-de-novo-no-debate-monetario-no-brasil]depois Marcos Lisboa e Samuel Pessoa responderam ele [www.valor.com.br/cultura/4842254/nada-de-novo-no-debate-monetario-no-brasil], [www.valor.com.br/cultura/4849060/teoria-pratica-e-bom-senso]depois o André faz uma tréplica[www.valor.com.br/cultura/4849060/teoria-pratica-e-bom-senso], e posteriormente uma galera entra no debate, [www.valor.com.br/cultura/4857030/neofisherianismo-vai-entender]como Eduardo Loyo (economista-chefe da BTG PActual) [www.valor.com.br/cultura/4857030/neofisherianismo-vai-entender], [www.valor.com.br/cultura/4879800/taxa-real-de-juro-evolucao-e-perspectivas]o ex-ministro Nelson Barbosa[www.valor.com.br/cultura/4879800/taxa-real-de-juro-evolucao-e-perspectivas], entre outros. Li os artigos, mas confesso que consegui entender muita pouca coisa sobre a questão. Não tenho conhecimento a altura para compreender o assunto, mas segundo a Escola Austríaca, o que explica o juros alto no Brasil?

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