Ter de trabalhar é algo coercivo? Ter de trabalhar representa um atentado contra
as liberdades individuais? A se julgar
pelo que dizem as esquerdas, e até mesmo a esquerda libertária, sim.
Para muitos progressistas, todo o necessário para se
abolir as liberdades de um indivíduo é fornecer a ele um emprego considerado ruim
(segundo os padrões progressistas). A Amazon, por exemplo, é constantemente
criticada pelo seu ambiente de trabalho, com vários detratores como o site Business
Insider chamando-o de “campo
de escravos“.
[N. do E.: segundo a reportagem — que beira o
cômico para os padrões brasileiros –, a Amazon
comete o inaceitável crime de pagar um salário mínimo (em libras esterlinas),
exige metas de produtividade, e maliciosamente se recusa a empregar uma vultosa
mão-de-obra permanente (pois não quer correr o risco de lidar com sindicatos
grevistas), preferindo utilizar a agências de emprego para conseguir empregados
temporários. Para completar, a reportagem, em tom de espanto, diz que “apesar
dos baixos salários, há várias pessoas à procura desse emprego”].
Pode-se dizer que essa comparação entre “empregos ruins”
e campos de trabalho forçado — um luxo comparativo a que se podem dar apenas
os países ricos –, no mínimo, faz uma confusão básica a respeito da natureza
fundamental da coerção.
Vários esquerdistas, dentre eles a própria esquerda libertária
— como, por exemplo, Susan Webber do site Naked Capitalism –, argumentam que, dado que temos
de trabalhar para viver, o trabalho é uma atividade coerciva. Se você tem de fazer X para viver, então certamente
quem controla sua capacidade de fazer X está coagindo você.
O problema com esse argumento é que o estado natural
em que vivemos não é um paraíso rousseauniano, mas sim um lugar brutal no qual
a maioria morreria rapidamente caso o trabalho e o progresso não houvessem
criado moradias, vestuários e uma crescente quantidade de alimentos. O estado
natural do homem é o da pobreza. A pobreza sempre foi a condição natural e permanente do
homem ao longo da história do mundo.
E,
caso ainda estivéssemos nesse estado, estaríamos hoje diariamente efetuando um infindável
trabalho exaustivo e maçante apenas para caçar, matar e cozinhar qualquer coisa
que fosse capaz de nos manter vivos. A jornada
de trabalho abrangeria todo e qualquer momento do dia em que estivéssemos acordados,
e o salário seria apenas a refeição ocasional que conseguíssemos fazer.
E foi o capitalismo — empreendedorismo, divisão do
trabalho, propriedade privada, acumulação de capital e investimentos — quem praticamente aboliu essa condição miserável e nos proveu com a abundância com a
qual hoje estamos acostumados.
Não há nada impedindo as pessoas de voltarem a viver
nesse estado de coisas no mundo moderno — por exemplo, isolando-se numa
floresta –, mas a beleza do capitalismo é que ele nos oferece uma maneira para
sairmos dessa existência desgraçada e miserável.
As relações de trabalho são voluntárias
Quando uma empresa oferece um emprego a um indivíduo,
ela não o está ameaçando com a frase “trabalhe ou morra!”, da maneira como faziam os
senhores de engenho; ela está simplesmente prometendo a este indivíduo que, se
ele ajudar a empresa a ser bem-sucedida, a empresa lhe dará dinheiro, o qual
representa um meio para melhorar seu padrão de vida. Trata-se de um arranjo moral: você me ajuda,
eu lhe ajudo.
Há também outro argumento
progressista muito frequentemente repetido: o ambiente de trabalho seria
coercivo em virtude de uma desigual distribuição de poder. Segundo tal raciocínio, o fato de os patrões poderem
demitir aqueles empregados que não fizerem X seria um ato de coerção.
Tal raciocínio, obviamente, desconhece a natureza do
trabalho e ignora o poder dos empregados.
Coerção, de acordo com o Oxford English
Dictionary, significa “a prática de induzir, pressionar ou compelir alguém
a fazer algo pela força ou ameaça.” Envolve
uma ameaça de ferir alguém caso tal pessoa não faça X. Em uma prisão ou campo de trabalho forçado,
prisioneiros podem ser espancados ou mortos por não cumprirem ordens.
Isso é fundamentalmente diferente da promessa de um
empregador normal, o qual manterá uma relação voluntária com os empregados
enquanto essa relação for mutuamente benéfica. Enquanto o empregado estiver desempenhando um bom serviço, a empresa
continuará o ajudando a melhorar seu padrão de vida. No entanto, se o empregado não mais oferecer
valor para a empresa para a qual trabalha, então essa empresa não tem nenhuma obrigação
de continuar a ajudá-lo.
Recusar-se a continuar ajudando alguém que não mais
lhe ajuda é fundamentalmente diferente de usar de “força ou ameaça”, estas sim
inerentes à coerção. O chicote de um
senhor de engenho piora a situação de uma pessoa que não faz o que lhe
mandam. Os salários continuamente pagos
por um patrão melhoram a situação de uma pessoa que faz o que lhe pedem.
Sim, é verdade que ser demitido pode deixar um
empregado em uma situação ruim. E isso é
ainda pior se ele for demitido sem aviso prévio.Trabalhar para uma empresa muito exigente, em
conjunto com a possibilidade real de ser repentinamente demitido caso não faça
um bom trabalho todos os dias, não constitui um tipo de emprego com o qual
todos nós sonhamos.
Porém, dizer que
isso é igual a um trabalho escravo chega a ser inclusive desrespeitoso para com
os empregados, pois se está denegrindo a empresa para a qual trabalham.
A comparação ignora o poder dos empregados. Eles podem sair de uma empresa sempre que
quiserem. Nada os proíbe disso. Mais ainda: o fato de poderem sair da empresa
sempre que quiserem lhes concede o poder de deixar seu empregador em uma situação
difícil. Em uma pequena empresa, um
empregado que pede demissão pode deixar a empresa sem a força de trabalho necessária
para continuar com seus serviços. Se um
contador repentinamente sair de uma empresa de contabilidade durante o período de
acerto do Imposto de Renda, essa empresa pode ficar em sérias dificuldades para
cumprir o prazo de seus acordos com seus clientes.
Mesmo em empresas grandes, empregados que
repentinamente pedem demissão geram custos para seus patrões. Os custos para se encontrar substitutos e
treiná-los podem variar entre
20 e 50% do salário anual desse empregado.
Ademais, esse tipo de comparação também ignora o
fato de que as pessoas tendem a encontrar empregos que representam sua melhor
alternativa. Esse é o caso da Amazon no Reino Unido, que foi
severamente criticada em 2013 por ter construído seus “centros de processamento”
em regiões que, segundo
o The Guardian, são “locais de
alta taxa de desemprego e poucas oportunidades econômicas”. Ora, mas isso foi ótimo para esses
desempregados. Trabalhadores que até então
estavam sem empregos, correram para a Amazon
sabendo que, embora não fosse o trabalho dos sonhos, representaria uma
alternativa superior à realidade vigente deles: o desemprego.
Conclusão
A questão da coerção é importante de ser entendida
porque representa o cerne da diferença entre o governo e o setor privado. Se você não fizer X, o governo irá punir você:
ele pode confiscar seus
ativos, jogar você na cadeia e até mesmo matar você. Isso sim é genuína coerção. Em comparação, se um patrão pede a você para
fazer X, ele não pode lhe ameaçar; tudo o que ele pode fazer caso você diga ‘não’
é parar de continuar lhe dando dinheiro.
Essa diferença ressalta a essencial liberdade que há
no mercado. Em qualquer tipo de relação de
mercado, um lado pode optar por se retirar e o outro lado não pode lhe infligir
nenhum malefício. Essa é uma liberdade
que notavelmente não existe em nossa relação com o governo.
É o cúmulo do absurdo a esquerda não entender algo tão básico. Todos são livres para fazerem o que quiser, porém sem o capitalismo, em alguns anos voltamos a idade da pedra.
E aqueles que não acreditarem no artigo, vejam esse filme.
Eu não consigo ver diferença entre os senhores de engenho do século XVII e os usineiros modernos….
A relação de trabalho até pode ser diferente do tempo da escravidão, mas as relações de propriedade e de produção não são diferentes. Assim como o senhor de engenho era o proprietário dos antigos canaviais de cana-de-açucar, o usineiro moderno é o proprietário dos canaviais de cana-de-açúcar.
Alguém poderia me responder como um cortador de cana pode sair da condição em que se encontra?
Eu pensava assim, quando era jovem e sustentado pelo meu pai.
Não consigo acreditar que existam pessoas sérias que realmente pensam isso.
Aquela série largados e pelados é um exemplo prático da condição natural do homem. O nível de trabalho necessário para conseguir comer, beber e ter onde dormir é muito superior ao pior emprego “explorado” do mundo capitalista. Agora vai explicar isto para quem acredita em bobagem marxista….
Antes do capitalismo a humanidade vivia no jardim do éden onde não existia escassez. Maldito capitalismo que destruiu tudo…
O pior é ter que trabalhar com salário de R$ 1.300 sabendo que poderia estar recebendo o dobro se não fosse o estado. E ainda tem mais impostos sobre comida, água, luz, transporte etc.. Que motivação um libertário sem capital teria de trabalhar numa bosta de país igual o nosso?
Ter que respirar também é uma coerção da natureza contra o indivíduo!
É, mas…
com a palavra o maior de todos, Sir. Adam Smith
“Os salários correntes do trabalho dependem do contrato estabelecido entre duas partes, cujos interesses não são, de modo algum, idênticos. Os trabalhadores desejam obter o máximo possível; os patrões, dar o mínimo. Os primeiros se unem para elevá-los; os segundos, para rebaixá-los”.
“Não é difícil, no entanto, prever qual das partes vencerá na disputa e forçará a outra a aceitar suas condições. […]os patrões podem resistir durante muito mais tempo. Um proprietário de terras, um colono, um comerciante ou um fabricante podem, normalmente, viver um ano ou dois com os capitais que já adquiriram, sem ter que empregar nenhum trabalhador. Em troca, muitos trabalhadores não poderiam subsistir uma semana, alguns poucos poderiam fazê-lo durante um mês, e um número escasso deles poderia viver durante um ano sem emprego. Ao longo prazo, o trabalhador é tão necessário para o patrão como este o é para ele, mas a necessidade do patrão não é tão imediata.”
Esse artigo encaixa perfeitamente com a recente notícia de que a Finlândia pretende pagar toda a população para não fazerem nada. Mas uma esquerdice anti-desigualdade. A notícia: [linkwww.brasil.rfi.fr/economia/201=51020-finlandia-vai-testar-sistema-em-que-trabalhar-e-uma-escolha]Fim-lândia[/link].
O interessante que esse discurso, que trabalhar é o equivalente a ser escravo vai totalmente de encontro ao livro que estou lendo. No qual o autor comenta sobre ter levado a filosofia budista tibetana para a sua empresa e como o desenvolvimento destas ferramentas no ambiente de trabalho influência grandemente no desenvolvimento pessoal. Portanto características como desenvolver o empreendedorismo, conhecimento, comunicação e também a capacidade de tomar decisões seriam de um cunho extremamente importante para o desenvolvimento pessoal em conjunto profissional e de carreira. Para quem tiver interesse segue o título do livro: O trabalho como mestre de Arnaud Maitland.
Mas o que eu queria mesmo, é saber a opinião do pessoal em relação a uma notícia. Onde a Finlândia vai testar um novo sistema onde se trabalha quem quer. Seria uma ajuda do governo para pessoas que não querem trabalhar, ou ao menos escolherem como ou quando trabalhar. Abaixo segue os links meios de comunicação, sendo que estes dão um enfoque diferente ao assunto.
http://www.brasilpost.com.br/2015/10/21/renda-basica-finlandia_n_8350442.html
http://www.brasil.rfi.fr/economia/20151020-finlandia-vai-testar-sistema-em-que-trabalhar-e-uma-escolha
https://br.noticias.yahoo.com/na-finl%C3%A2ndia–s%C3%B3-trabalhar%C3%A1-quem-quiser-a-partir-do-ano-que-vem-121059718.html
Um detalhe:
“esquerda libertária” é um oxímoro.
Quem é esquerdista não tem como ser libertário, quem é libertário não tem como ser esquerdista.
São duas posturas absolutamente incompatíveis.
Não é à toa que o austro-libertarianismo enfatiza que não é nem de esquerda nem de direita; nem conservador nem progressista.
“Eu sou um genuíno libertário”: não sou “libertário de coração bom ou quente ou pulsante”; ou “libertário preocupado com justiça social”, ou etc.
“Eu sou um libertário” e ponto final:
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1864
Os libertários deveriam se abster de usar esse oxímoro.
(Aliás, esse “jogo” de se “apropriar” de expressões é próprio à esquerda: vide o caso da expressão “liberal” nos EUA, a partir do New Deal).
“Ter de trabalhar é o equivalente a ser escravo? Para a esquerda, sim.”
De fato; no ponto, vale lembrar o gigante George Reisman:
“Quando nada da realidade se adapta à sua causa, o consumista [keynesiano/esquerdista] é exímio em apontar causas totalmente imaginárias que, segundo ele, levarão a inevitáveis catástrofes econômicas. Invariavelmente, a solução defendida é fazer com que aqueles que nada produziram possam consumir à custa daqueles que produzem. O objetivo sempre será o de demonstrar a necessidade e os efeitos benéficos do parasitismo — apresentar o parasitismo como uma fonte de prosperidade geral.” (mises.org.br/Article.aspx?id=850)
Repita-se: o objetivo do esquerdista “sempre será o de demonstrar a necessidade e os efeitos benéficos do parasitismo — apresentar o parasitismo como uma fonte de prosperidade geral”.
Por entender que “trabalhar é o equivalente a ser escravo”, o esquerdista quer que o Estado transforme – e ele conseguiu esse objetivo, desgraçadamente – o empreendedor em escravo, deixando grande parte dos seus ganhos para o Estado nutrir seus parasitas. Só que o esquerdista não se dá conta de que o mesmo Estado que rouba o empreendedor (em geral, o empregador) é quem rouba parte do salário do trabalhador/empregado (notadamente, via tributação). O esquerdista reputa o empreendedor como “alguém que escraviza”, mas ele próprio, esquerdista, é escravizado por aquele ente parasitário que ele quer que escravize o seu suposto “algoz” (o empreendedor).
Aliás, essa é a “filosofia de vida” – “ter de trabalhar é o equivalente a ser escravo” – que é aplicada no dia-a-dia da grande maioria do funcionalismo público nesse país.
Sobre o comentário que fiz anteriormente, gostaria de ilustrar:
“Os progressistas têm um jeito com as palavras que chega a ser realmente impressionante. Talvez tudo tenha começado quando eles roubaram, nos EUA, o termo ‘liberal’ dos libertários. Desde então, a coisa virou uma bola de neve e saiu totalmente de controle.
De ‘justiça social’ a ‘pró-escolha’ (exceto quando a escolha se refere a armas ou lâmpadas incandescentes), passando por vários ‘ismos’ criados pejorativamente para rotular seus opositores, os progressistas são especialistas em tais feitos linguísticos. E embora os conservadores e até mesmo os libertários também, e infelizmente, utilizem várias frases triviais em vez de argumentos sólidos, os progressistas são os campeões invictos neste quesito. A melhor prova disso é o próprio termo progressista que eles utilizam tão excessivamente: quando se referem a uma medida que apóiam, tal medida é progressista; quando se opõem a algo, tal medida é reacionária.”
Fonte:
texto desse site:
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1909
Bem é verdade que chega-se a um ponto em que rótulos mais atrapalham do que explicam qual a posição tomada por uma pessoa,mas existem palavras e frases que não causam confusão na hora de defendermos nossas convicções,como exemplo:”Não agredir ninguém”,”não tomar a propriedade de ninguém”,”não defender ideias estatizantes”,não defender a “exploração do homen pelo homen” seja em nome de que causa for,creio eu que com estas expressões já fica claro o que defendemos,agora quanto ao artigo o trabalho é uma benção e sua maldição consiste no cansaço que o mesmo gera ou seja se você trabalhar fatalmente irá se cansar do contrário o cansaço é opcional,agora o trabalhador pode sim esperar por melhores condições de trabalho ficando ocioso na medida em que ele economizar a maior parte de seu salário enquanto estiver solteiro e formar poupança suficiente para períodos de desemprego longo,estudando novas ocupações pois uma vez “peão sempre peão” não cola e mudar de ocupação deve ser um processo constante e investimento com retorno garantido e quanto a Finlândia ela corre o risco de falência(Com o tempo as pessoas passam a produzir menos e sem produção não há geração de riquezas e sem ela o programa vira uma distribuição de pobreza) com essa medida extrema vide o modelo soviético que prometeu o paraíso na terra e deu no que deu,portanto tenho essas ressalvas em minha modesta opinião…
Em complemento ao artigo supra, vale a leitura desse:
“Ou temos capitalismo ou temos escravidão – não há terceira via”:
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1742
Obra prima o artigo. Simplesmente TOP.
As vezes o óbvio precisa ser dito e escrito para quem sabe os esquerdistas abrirem os olhos e acordar.Mas o pior cego é aquele que não quer ver. Fato corriqueiro com esquerdistas e comunistas…
Além disso, copiando o que um amigo já disse:
“discutir com um esquerdista é como jogar xadrez com um pombo, ele sobe no tabuleiro, caga no tabuleiro, derruba todas as peças e sai de peito estufado dizendo que ganhou o jogo”
Com relação ao comentário sobre Adam Smith, também devo defendê-lo.
Apesar de falhas teóricas, ele nos deu grandes contribuições iniciais.
O artigo só faz sentido se for um Capitalismo Livre de impostos. Cobrar impostos é algo vergonhoso. Não faz sentido trabalhar 6 meses só para sustentar o governo brasileiro e não ter nada em troca. Não faz sentido pagar impostos só por ter dono de alguma coisa, como um carro ou uma casa. Isso é roubo. O brasil é irracional.
brasil = imposto sobre o trabalho ou renda, sobre a propriedade, salários baixos, inflação alta, corrupção e burocracia elevadas, etc… Dá para dizer que podemos gostar disso? Eu, não.
Vejam como é o funcionalismo público e até mesmo os funcionário das agências bancárias (que estão em greve atualmente), por exemplo. Se não está bom para eles, porque não procuram outro emprego? Muitos queriam ter a oportunidade de estar no lugar deles. Eu estou desempregado. Se existir um funcionário público ou funcionário de um banco que esteja insatisfeito com seu emprego pode trocar de lugar comigo. Aceito numa boa.
É uma pena que não temos um Pinochet para fuzilar os socialistas e comunistas.
O Pinochet fez algumas cagadas intervencionistas, mas limpou o Chile dos comunistas por anos. Só agora apareceu a retardada socialista Barchelet para começar a destruir a liberdade dos chilenos.
O maior lixo do universo é o socialista.
Alguém tentando acabar com a criminalidade e mortes não é estranho. O dificil é aguentar esses lixos socialistas.
Por pior que seja ruim ter países socialistas, pelo menos nós temos como mostrar como Fidel e Maduro, nunca deveriam ter nascido.
Contra o socialismo só nos resta a guerra.
É óbvio que, num cenário de escassez de empresas e de empregos, o patrão leva vantagem na negociação. Mas, se o governo tributasse e burocratizasse menos, haveria mais empresas e o trabalhador passaria a levar vantagem nessa negociação. Se o governo quisesse ajudar mesmo o trabalhador, daria cursos de empreendedorismo a todos.
Ter de trabalhar, no sentido mais estrito, ou seja, trabalhar em alguma empresa dona de capital, é sim o equivalente a ser escravo, guardadas as devidas proporções.
Ora, vide o outro artigo que diz que a genuína felicidade só pode ser encontrada no empreendedorismo. Ou seja, quem é empregado de alguém não pode ser feliz. Porque não é livre. Ou seja, é escravo.
Claro que empreender também é trabalhar. Por isso considerei aqui trabalhar no sentido de ser assalariado.
E não deveria haver problema em se reconhecer isso: você, se não for de família rica, deve começar como escravo de alguém e a partir daí acumular capital para ter seus próprios escravos ou então ser escravo a vida toda, se não se importar.
Esquerda libertária. Isso faz algum sentido?
A questão principal é que o socialista acha que as pessoas são debilóides, retardados, incapazes, ingênuos, incompetentes, vítimas, etc. A esquerda considera as pessoas incapazes de procurar algo melhor, se um emprego não estiver bom ou que não atenda as suas necessidades.
Se alguém perdeu um dedo operando uma máquina ou caiu de um prédio em uma obra, a culpa é das leis trabalhistas, que dizem que a responsabilidade é do empregador. Se a responsabilidade é do empregado, ele vai tomar mais cuidado para não perder um dedo ou cair do prédio em construção. Eu acho muito dificil alguém aceitar um trabalho perigoso, se não tivesse garantias. Isso só aconteceria em casos de extrema necessidade.
A esquerda não entende que só a rotatividade de funcionários, vai fazer o empresário gastar mais para segurar os bons trabalhadores. Não é com protecionismo trabalhista, que os funcionários irão ganhar mais.
Só os socialistas acham que pagar um 13o salário vai aumentar a renda. Como se não fosse melhor receber tudo a vista e gastar como quiser.
A esquerda não entende que empresa não é instituição de caridade. Qualquer coisa que se faça, mesmo de graça, é com intenções de propaganda ou imagem da empresa.
Assunto interessante, exatamente o que estava buscando esses dias no mises.
Particularmente tenho uma proposta para ser gerente, trabalhando domingo a domingo(praticamente, feriados, 10 horas por dia, para ganhar um salário razoavel aqui no Brasil.
Em contrapartida, surgiu-me uma oportunidade no exterior, trabalhar menos, ganhar um pouco menos, porém, custo de vida bem inferior que o nosso país, obviamente. Não pensei 2x. Partiu!
“dado que temos de trabalhar para viver, o trabalho é uma atividade coerciva”
Um péssimo argumento da esquerda, como de praxe, que o texto destrói muito bem logo em seguida.
Pregar a não coerção entre humanos pacíficos é diferente de imaginar que o mundo é um lugar intrisecamente bom, não é, a observação empírica da natureza nos mostra isso.
A “mãe natureza” é uma psicopata pronta para matar aqueles que por ventura deem mole. Uma picada de escorpião, de cobra ou de aranha venenosa, um raio na cabeça, um urso ou leão te comendo vivo, um tubarão de devorando no mar ou piranhas na água doce, uma bactéria causando pneumonia ou a peste bubônica. Quem disse que viver é fácil? É preciso um esforço contínuo para sobreviver na natureza.
Em 1998 e 2002 votei no PT. Adorava a ideologia do partido dos trabalhadores. Adorava o discurso, a lógica petista. Me decepcionei.
Em 2015, aderi à ideologia que prega este site. Liberalismo, Estador menor, etc etc. Quem garante que estou certo desta vez? Eu estou me convencendo que cada vez mais o debate econômico tem como pano de fundo ideologias de determinados grupos de interesse na sociedade. O que passer disso é vento no vazio.
A melhor distinção entre trabalho assalariado e trabalho escravo eu vi no filme Queimada!( https://www.youtube.com/watch?v=tQBHr8pjGXI ) é um filme italiano de 1969 do gênero aventura histórica mas com um estilo que o deixa aquém do rigor factual e o aproxima da crítica política. O filme é dirigido por Gillo Pontecorvo, também diretor de A Batalha de Argel. Nele, prestem atenção na cena memorável em que Marlon Brando compara o escravo à esposa e o trabalhador assalariado à prostituta. Os maiores interessados na abolição da escravatura foram os ingleses e a ilha fictícia de Queimada guarda muita semelhança com o Brasil escravocrata. A esquerda está errada. A escravidão em alguns aspectos, pode ser melhor que o trabalho assalariado. Vejam a reportagem da The Economist afirmando que a grande maioria dos pais trabalhadores chineses não conseguem conviver com seus filhos únicos mais que uma vez por ano.
Enquanto isso, na Sala da Justiça…. http://www.brasil.rfi.fr/economia/20150119-maioria-das-riquezas-estara-nas-maos-de-1-da-populacao-em-2016
Passam-se os séculos e as falácias seguem se repetindo assustadoramente inalteradas.
***A diretora-executiva da entidade, Winnie Byanyima, disse que a explosão da desigualdade está atrasando "em décadas" a luta contra a pobreza. “Queremos realmente viver em um mundo onde 1% é dono de mais do que o resto de nós juntos?”, questionou. "Os pobres são atingidos duas vezes com a desigualdade crescente – eles recebem uma fatia menor do bolo econômico e, porque a extrema desigualdade prejudica o crescimento, há um bolo menor para ser compartilhado.” ***
E o caso dos trabalhadores da Foxconn?
A impressão que me dá é que os comunistas não acreditam que as coisas só acontecem aos que têm motivação e empenho. Na verdade eles acreditam, mas não aceitam. Não aceitam que o mundo tem uma história imutável que comprova que o indivíduo sempre foi o verdadeiro motor da humanidade. Sempre ligado aos outros, seja sob a supremacia de uma nação ou por suas ideias e ideais, o indivíduo é o grande fator de mudança do mundo que, entre altos e baixos, sempre empurrou a humanidade adiante, promovendo qualidade de vida, inovação e, nos poucos lugares e momentos em que alcançou seu ápice, a liberdade.
Mas o comunista acha o cúmulo que as pessoas sejam responsáveis por sua própria felicidade, e pior, que elas tenham as oportunidades para conseguir alcançá-las em suas mãos. Afinal, o que seriam dos coitadinhos que caíssem no meio desse caminho? Será que eles merecem viver abaixo daqueles que, seja por esforço, talento ou qualquer outro meio lícito, conseguiram tudo aquilo que representa a prosperidade? A resposta é SIM, desde que eles tenham o direito e as oportunidades para levantarem, sacudirem a poeira e darem a volta por cima. E é justamente isso que o comunismo retira das pessoas. Muito mais do que seus direitos fundamentais, ele retira das pessoas seu único direito sagrado, o primeiro dentre todos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, a liberdade. Da mesma forma como eles criaram o “monstro do capitalismo”, demonizando aspectos do sistema que, sem uma pequena reflexão mínima, à primeira vista parecem injustos aos menos estudados na economia, na política e na filosofia. Usam a mesma estratégia com a liberdade, criando o monstro da desiqualdade, onde uma parte da população jamais conseguirá alcançar a realização simplesmente porque o sistema – não o que funciona há milênios, antes mesmo de ganhar o nome de capitalismo, mas a versão parodiada que eles inventaram para malhar como Judas – funciona de modo empiricamente vertical.
O que as pessoas precisam descobrir é que no comunismo a escalada é rápida e praticamente impossível, pois a única opção – e nada garantida ou segura – é se vender ao regime autoritário que, como nos mostra a história, mais dia menos dia entra em processo de autofagia. Já no livre mercado, mesmo sendo mais longa, a jornada é plana, e cabe a cada um andar, correr, pular ou fazer cooper. Porém, a responsabilidade sobre aqueles que tropeçam e continuam caídos não é de ninguém além deles mesmos.
“O problema com esse argumento é que o estado natural em que vivemos não é um paraíso rousseauniano, mas sim um lugar brutal no qual a maioria morreria rapidamente caso o trabalho e o progresso não houvessem criado moradias, vestuários e uma crescente quantidade de alimentos. O estado natural do homem é o da pobreza. A pobreza é a condição natural e permanente do homem ao longo da história do mundo. E, caso ainda estivéssemos nesse estado, estaríamos hoje diariamente efetuando um infindável trabalho exaustivo e maçante apenas para caçar, matar e cozinhar qualquer coisa que fosse capaz de nos manter vivos. A jornada de trabalho abrangeria todo e qualquer momento do dia em estivéssemos acordados, e o salário seria apenas a refeição ocasional que conseguíssemos fazer.”
Não é o que se lê nos relatos dos colonizadores europeus sobre as sociedades de caçador-coletor dos índios no continente americano e dos aborígenes australianos. Alguns, como R. Brough Smyth chamavam aqueles povos de “vagabundos” por eles viver descansando e dormindo.
Os caçador-coletor não eram escravos do relógio e do tempo como nós somos…
Muito errado… Recomendo ler Stone Age Economics do Marshall Sahlins…
Gente preguiçosa arruma todo tipo de pretexto para explorar os outros.
Sobre a finlandia, pelo que entendi, a burocracia será simplificada e os beneficos unificados; haverá um ganho de clareza; e parece que muitos funcionarios públicos serao dispensados no processo, bem, poderão ser os mais novos beneficiários da assistencia unificada…
Pessoal, sou um pouco novo aqui no Mises e iniciante no estudo de economia, portanto posso estar falando besteira. Porém pelo teor dos artigos e dos comentários, acredito que posso expor meu caso e “ouvir” a opinião de vocês.
Antes, gostaria de dizer que entendo pouco de economia (mas estou já comecei os estudos) e que não sou um esquerdista disfarçado querendo ironizar o texto. Muito pelo contrário, aprendi aqui no Mises a diferença de trabalhar muito e produzir valores.
Bem, trabalho em uma empesa a uns 5 anos, sendo da seguinte forma: Quando entrei na empresa fazia um pouco de tudo e estava descontente com o que recebia, pois achava que trabalhava muito e recebia pouco. Então pedi pra sair e abri meu próprio escritório. Quando estava quase completando um ano em meu escritório, meu ex-patrão (ex-chefe, sei lá) me ligou pedindo para voltar à empresa pois precisa do meu serviço e me deixou fazer exigências para voltar. Conversei com minha esposa e levando em consideração a pessoa que ele era, e que àquela época eu havia produzido em um quase um ano pouco mais de 17 mil reais, fiz alguma exigências e voltei à empresa.
Passaram-se um pouco mais de um ano e eu já estava esgotado novamente. Toda a responsabilidade da empresa ficava comigo. A diferença entre eu e o dono da empresa era o valor recebido, ele ficava com o lucro e eu com o salário que havia exigido (não me foi dado aumento ou qualquer outra bonificação). Novamente pedi pra sair e voltei a abrir meu escritório, comecei do zero novamente. Porém desta vez não passou de 6 meses e fui procurado novamente pela mesma empresa. O proprietário estava doente e precisava que eu voltasse trabalhar. Novamente ele deixou que fizesse exigências. Pelo fato da doença dele não pensei muito, voltei a trabalhar sem muitas exigências.
Hoje estou aqui a ponto de completar 2 anos e estou novamente querendo sair correndo e nunca mais voltar. Já estou preparando minha saída e dessa vez não volto nem amarrado.
A questão aqui é a seguinte. Se o proprietário sabe que precisa da mão de obra minha (eu sei que ninguém é insubstituível), porque ele não tenta manter o funcionário? Não temos participação nos lucros, não temos “vale” nenhum, nem plano de carreira .. nada. É o salário sem reajuste e ponto final.
Há uma falha por parte da empresa? Ou economicamente falando é isso mesmo, é assim que se paga pelo serviço?
Agradeço comentários, como falei, estou tentando entender muita coisa!
Em que momento deixa de ser escravidão?
https://www.youtube.com/watch?v=uxRSkM8C8z4
O trabalho nos liberta, nos tira da dependência dos nossos pais ou de quem nos sustenta.
Falar que trabalho escraviza é a maior mentira já contada.
“Ter de trabalhar é algo coercivo? Ter de trabalhar representa um atentado contra as liberdades individuais? A se julgar pelo que dizem as esquerdas,… sim.“
E quem coage as pessoas? Robinson Crusoé sozinho na ilha deserta não precisaria trabalhar? Os peixes e frutos viriam até ele por mágica? Quem o estaria coagindo, ele mesmo?
Com respeito ao medo de ficar desempregado, vale lembrar que as taxas de desemprego só são elevadas em economias nas quais o Estado intervém demais, incluindo as tentativas dos socialistas de controlar e recriar a realidade.
* * *
Esquerda libertária = Quadrado redondo.
O trabalho é uma Lei natural ou divina. Foi ditado a Allan Kardec pelos Espíritos Superiores.
II – LEI DO TRABALHO
I – Necessidade do trabalho
674. A necessidade do trabalho é uma lei da natureza? O trabalho é uma lei da natureza, até porque se impõe como uma necessidade. A civilização obriga o ser humano a trabalhar mais, porque aumenta as suas necessidades e os meios ao seu dispor.
675. Só devemos entender por trabalho as ocupações materiais? Não, o Espírito também trabalha, como o corpo. Toda a ocupação útil é trabalho.
676. Por que razão o trabalho é imposto ao ser humano? É uma consequência da sua natureza corporal. É uma expiação e, ao mesmo tempo, um meio de aperfeiçoar a inteligência. Sem o trabalho, permaneceria na infância intelectual. A alimentação, a segurança e o bem estar devem-se à atividade e ao trabalho. Aos indivíduos de físico franzino, Deus concedeu-lhes a inteligência para os compensar, mas o exercício da inteligência também é trabalho.
677. Porque é que a natureza satisfaz, por si só, todas as necessidades dos animais? Tudo trabalha na natureza. Os animais trabalham como tu, mas o seu trabalho, assim como a sua inteligência, é limitado aos cuidados da sobrevivência. É por isso que, no caso dos animais, o trabalho não conduz ao progresso, enquanto para o ser humano tem um duplo objetivo: o alimento do corpo e o desenvolvimento intelectual, que é também uma necessidade que o eleva acima de si mesmo. Quando digo que o trabalho dos animais é limitado aos cuidados da sobrevivência, refiro-me ao fim a que eles se propõem. Contudo, e sem saberem, ao mesmo tempo que satisfazem as suas necessidades materiais, são agentes que servem os objetivos do Criador. Concorrem com o seu trabalho para o objetivo final da natureza, embora muitas vezes não seja claro o seu resultado imediato.
678. Nos mundos mais aperfeiçoados o ser humano é submetido à mesma necessidade de trabalho? A natureza do trabalho é relativa à natureza das necessidades: quanto menos materiais são as necessidades, menos material é o trabalho. Mas não julgues, por isso, que permanece inativo e inútil: a ociosidade seria um suplício em vez de ser um benefício.
679. Aqueles que possuem bens suficientes para assegurarem a sua subsistência estão libertos da lei do trabalho? Do trabalho material, talvez, mas não da obrigação de serem úteis segundo os meios ao seu alcance, de aperfeiçoarem a sua inteligência ou a dos outros, o que é também um trabalho. Se as pessoas a quem Deus concedeu bens suficientes para assegurarem a sua subsistência não estão obrigadas a comerem o pão com o suor do seu rosto, a obrigação de serem úteis aos seus semelhantes ainda é maior, porque mais lhes foi concedido e de mais tempo dispõem para poderem fazer o bem.
680. Haverá pessoas que estão impossibilitadas de trabalhar seja no que for e cuja existência é inútil? Deus é justo e só condena aqueles cuja existência for voluntariamente inútil, porque esses vivem na dependência do trabalho alheio. Deus quer que cada um se torne útil na medida das suas faculdades. (Ver pergunta nº 643)
681. A lei da natureza impõe aos filhos a obrigação de trabalharem para os pais? Certamente que sim, exatamente como os pais devem trabalhar para os filhos. Foi por isso que Deus fez, do amor filial e do amor paterno, sentimentos naturais, para que, por essa afeição recíproca, os membros de uma mesma família fossem levados a auxiliarem-se mutuamente. É o que, por vezes, não é posto em prática na vossa sociedade atual. (Ver pergunta nº 205)
————-
Há muito mais. Confiram!
Eliel.
A esquerda distorce todos os fatos!Protecionismo para eles é bom, e o Temer fez bem em vetar a importação de café robusta do Vietnã.Enquanto formos governados por esses políticos esquerdistas iguais ao Temer,não tem a menor chance do país dar certo.Aí só nos restará torcer para que malucos como Bush ou Trump sejam eleitos nos EUA.Eles farão bobagens,enfraquecerão o dólar,elevarão o preço das commodities,e ajudarão o Brasil nas importações.Com os produtos importados mais baratos ,a inflação ficará sob controle no Brasil e o país expandirá o crédito sem causar inflação,e assim,de onda em onda, nós brasileiros vamos levando a vida.Triste sermos governados por esquerdistas,e mais triste ainda dependermos da falta de bom senso do eleitor americano.Imagina o que acontecerá quando os ianques criarem juízo e voltarem ao padrão ouro?Nesse caso, o real e a inflação iriam para a vala,e o Brasil iria sofrer uma profunda depressão até quebrar de vez.A única coisa boa é que com o Brasil quebrado, o ambiente estaria extremamente propício para a propagação dos ideais anarcocapitalistas, tão caros a todos nós.
https://noticias.terra.com.br/mundo/asia/maior-centro-financeiro-mundial-hong-kong-enfrenta-desigualdade-crescente,dd782dd84200f310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html
“Hong Kong vive agora o que pode ser uma "bola de cristal" para a China ver como poderá ser amargo o seu futuro: a população da ilha está envelhecendo tão rápido quanto a da China, mesmo sem ter o controle de natalidade instituído no continente; e o coeficiente Gini (que mede a desigualdade de renda) da ilha de 7 milhões de habitantes é o pior do mundo desenvolvido, tendo subido de 0,430 em 1971 para 0,537 em 2011, segundo a prefeitura local (o valor indicado pelo índice como referência mínima para manter a sociedade em harmonia é 0,4) e Hong Kong.
Foi só nos anos 1980 e 1990 que a população começou a migrar para a indústria de serviço, com a saída de muitas das fábricas de Hong Kong para o Delta do Rio da Pérola, a área chamada de Cantão", explica Robert Chung, da Universidade de Hong Kong. "A partir daí, começou a surgir uma demanda por mão de obra mais qualificada, educada, aumentando a diferença entre o alto e o baixo da hierarquia social.
Em Hong Kong, onde a democracia é intrínseca à noção de prosperidade dos habitantes locais, dezenas de protestos têm tomado as ruas mensalmente para manifestar o descontentamento com o governo: ora o local, ora o chinês, que voltará a dominar a ilha por completo em 2049. No último mês, a mais longa manifestação desde 2007 durou 40 dias e tinha como bandeira o aumento de salários e melhores condições de trabalho.
Os protagonistas da história são 450 trabalhadores do porto de Hong Kong, que iniciaram uma greve em abril para reivindicar uma jornada de trabalho regular, licença à maternidade paga, melhores condições para a aposentadoria e uma revisão do salários de 20%. A manifestação, apoiada pela União dos Trabalhadores locais, tinha um alvo determinado: Li Ka-shing, magnata de 84 anos que detém 70% do movimento do porto de Hong Kong e é o homem mais rico da Ásia, com uma fortuna avaliada em US$ 31 bilhões, conforme a revista Forbes.
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Maior centro financeiro mundial, Hong Kong enfrenta desigualdade crescente
Fernanda Morena
Direto de Pequim
1 JUN 2013 12h06 atualizado às 12h14
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Eleito pelo Fórum Econômico Mundial o maior e mais importante centro financeiro do mundo pelo segundo ano consecutivo em 2012, Hong Kong retém a maior diferença entre a população rica e pobre das nações desenvolvidas. E a China, com sua política de "um país, dois sistemas" sobre Hong Kong desde 1997, contribuiu para a liderança em ambos os rankings, fomentando a inquietação social e os crescentes protestos na região.
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Foto: Fernanda Morena / Especial para Terra
O sonho chinês de um país próspero e saudável – econômica e socialmente – tem feito pouco pela sua mais querida ilha. Enquanto a China investe bilhões em educação e urbanização da sua parte continental, a ex-colônia britânica – que só voltará a ser chinesa por completo em 2049, quando o período de transição terminar – vive o melhor e o pior dos dois mundos. De um lado, goza de uma liberdade garantida por Margaret Thatcher quando da devolução da ilha em 1997; do outro, sua separação do Partido Comunista relega o status da ilha a um pequeno papel de coadjuvante da grande abertura chinesa, que levou o país a ser a segunda maior economia mundial.
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Foto: Fernanda Morena / Especial para Terra
A temida "invasão comunista" nunca aconteceu, desde que a ilha voltou ao poder da China. Ao contrário, ela é usada pelo Partido Comunista como o cartão postal da ponte que Pequim cria entre o leste e o oeste do globo. É da pátria mãe, contudo, que vem o histórico sucesso e a atual crise de Hong Kong. A fuga de dezenas de milhares de chineses do continente para a ilha durante o governo de Mao Tse-Tung (1949-1976) e, em especial, durante a Revolução Cultural (1966-1976), criou uma sociedade de trabalhadores pobres e de pouca educação que fomentaram o surgimento de uma classe de trabalhadores que não poderiam competir com a mão de obra internacionalizada trazida pelos britânicos a Hong Kong.
Hong Kong vive agora o que pode ser uma "bola de cristal" para a China ver como poderá ser amargo o seu futuro: a população da ilha está envelhecendo tão rápido quanto a da China, mesmo sem ter o controle de natalidade instituído no continente; e o coeficiente Gini (que mede a desigualdade de renda) da ilha de 7 milhões de habitantes é o pior do mundo desenvolvido, tendo subido de 0,430 em 1971 para 0,537 em 2011, segundo a prefeitura local (o valor indicado pelo índice como referência mínima para manter a sociedade em harmonia é 0,4) e Hong Kong.
"Foi só nos anos 1980 e 1990 que a população começou a migrar para a indústria de serviço, com a saída de muitas das fábricas de Hong Kong para o Delta do Rio da Pérola, a área chamada de Cantão", explica Robert Chung, da Universidade de Hong Kong. "A partir daí, começou a surgir uma demanda por mão de obra mais qualificada, educada, aumentando a diferença entre o alto e o baixo da hierarquia social."
Mais importante centro financeiro mundial, Hong Kong enfrenta a dificuldade de lutar para diminuir a diferença de renda entre os mais pobres e os mais ricos, a maior das nações desenvolvidas
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Foto: Fernanda Morena / Especial para Terra
Crise social
Em Hong Kong, onde a democracia é intrínseca à noção de prosperidade dos habitantes locais, dezenas de protestos têm tomado as ruas mensalmente para manifestar o descontentamento com o governo: ora o local, ora o chinês, que voltará a dominar a ilha por completo em 2049. No último mês, a mais longa manifestação desde 2007 durou 40 dias e tinha como bandeira o aumento de salários e melhores condições de trabalho.
Os protagonistas da história são 450 trabalhadores do porto de Hong Kong, que iniciaram uma greve em abril para reivindicar uma jornada de trabalho regular, licença à maternidade paga, melhores condições para a aposentadoria e uma revisão do salários de 20%. A manifestação, apoiada pela União dos Trabalhadores locais, tinha um alvo determinado: Li Ka-shing, magnata de 84 anos que detém 70% do movimento do porto de Hong Kong e é o homem mais rico da Ásia, com uma fortuna avaliada em US$ 31 bilhões, conforme a revista Forbes.
Em função da enorme pressão criada pelos grevistas, o governo local decidiu aumentar o salário mínimo para 30 HKD por hora (cerca de R$ 8,20). Os trabalhadores das docas ganham 55 HKD por hora – 5,70 HKD a menos do que em 1995. "Esse é o pior índice de desigualdade desde 1971", segundo Susanna Lam Fung-san, diretora da consultoria Ipsos. "A situação é séria, e há indícios de que esteja piorando", acrescenta.
Uma pesquisa feita pelo Ipsos no ano passado, publicada em abril, mostra que 20% dos mais pobres de Hong Kong dividem apenas 6% da receita total da ilha, ao passo que os ricos detêm 43% da fatia. "A renda da base da pirâmide cresceu 2%, enquanto a dos mais ricos subiu 10% e a da classe média alta 14%", aponta a diretora. E não foi só em números que o estudo conseguiu traduzir a atual circunstância do dinheiro movimentado no maior centro financeiro do mundo: conforme a Ipsos, a disparidade entre ricos e pobres criou uma "divisão digital", que mostra que a educação local e o acesso à tecnologia também estão ao alcance apenas dos privilegiados.
Cheung Ng saiu de Hong Kong em 2007 para tentar a carreira como músico em Pequim. Hoje, aos 31 anos, se identifica como um chinês e diz jamais querer voltar a morar na ilha onde nasceu. "Eu jamais conseguiria alugar um apartamento lá, ou mesmo ter uma bicicleta", reclama. "Fora que em Hong Kong existe uma ideia exacerbada de organização que chega a ferir essa liberdade de que tanto se fala por lá", acrescenta.
Ng não se interessa por política, nem da China, nem de lugar nenhum, mas diz perceber certas diferenças trazidas pelos comunistas à porção continental. "Em Hong Kong, éramos sempre inferiorizados por sermos asiáticos, os ‘colonos’. A China, pelo menos, conseguiu tirar um monte de gente da pobreza, enquanto os nativos de Hong Kong amarguram uma vida média, caso não façam parte do clube do trilhão da indústria financeira", avalia.
E o jovem designer está certo; o país asiático conseguiu diminuir sua população pobre de 43% em 1981 para 13% em 2010, de acordo com o Banco Mundial.
"Se a questão da China era a pobreza, hoje ela se tornou como manter as pessoas felizes dentro do país", aponta Robert Chung. "E certamente olhar para Hong Kong pode ser um bom jeito de pensar nisso."
A busca da prosperidade da nação inclui não só manter o crescimento econômico acima dos 7% – para evitar a insatisfação social – como também melhorar as condições de vida da população. Em janeiro, o chefe do Birô Nacional de Estatísticas, Ma Jiantang, anunciou que o coeficiente Gini na parte continental teria caído de 0,477 em 2011 para 0,474 no ano seguinte.
Hong Kong pode estar fora do sonho chinês por manter uma relativa autonomia do governo, mas é peça chave para a concretização de qualquer plano, diz Chung. "Hong Kong é a sala de desembarque da Ásia. Tudo que acontece lá importa para o resto do mundo, e é bem possível que o governo instituído localmente no ano passado venha a ficar cada vez mais próximo de Pequim e, com isso, alinhar seu crescimento à China continental."”
O que me dizem?
Que exemplo bizarro. A Amazon é um negocio de bilhoes de dolares, que emprega genios que vieram do Google, Microsoft, Facebook, Netflix, you name it.
http://www.marketwatch.com/investing/stock/amzn
Campo de escravo não tem a ver com cultura, nem empresa. Tem a ver com o quão empregavel uma pessoa potencialmente é.
Xucro, tem dois trechos na obra do Mises em que ele diz o seguinte:1-“Para o liberal, o estado é uma necessidade absoluta, uma vez que as tarefas mais importantes são sua incumbência: a proteção não só da propriedade privada, mas também da paz, pois na ausência da última os benefícios completos da propriedade privada não podem ser aproveitados”.2-“A democracia não só não é revolucionária, mas ela pretende extirpar a revolução. O culto da revolução, da derrubada violenta a qualquer preço, que é peculiar ao marxismo, não tem nada a ver com democracia. O Liberalismo, reconhecendo que a realização dos direitos econômicos objetivos do homem pressupõe a paz, e procurando, portanto, eliminar todas as causas de conflitos em casa ou na política externa, deseja a democracia”.Claramente Mises era minarquista,os dois trechos deixam isso claro.Porém,temos que lembrar que Mises não era Deus,portanto, seus escritos de forma alguma devem ser aceitos como dogma,de fato somente o Papa é infalivel em algumas situações específicas.Além disso há diversos artigos aqui no IMB tratando da impossibilidade do minarquismo,e os dois que eu mais gosto são o 291(“Por que um estado mínimo inevitavelmente leva a um estado máximo”?),e o 704 ( “Sobre a impossibilidade do estado mínimo – uma abordagem sem juízo de valor”.)
Ok. Vou ficar quieta porque os teus argumentos foram bons. Graças a liberdade dada pelo capitalismo eu “despedi o meu patrão”. Mas só pude porque eu tenho alternativas melhores. A maior parte das pessoas não tem. Mas eu continuo dizendo que as pessoas são pressionadas a aceitar empregos péssimos principalmente em situações de crise pois a outra alternativa é o desemprego e a fome. Nunca pesquisei a respeito da Amazon, não sei como ela trata seus empregados mas provavelmente ela buscou esses lugares porque a mão de obra é barata. Se estes lugares tem altas taxas de desemprego e pouca oportunidades econômicas então a amazon não tem que competir com outras empresas que ofereçam empregos melhores e pode fazer o que quiser.
Burgueses, cínicos!
Esta expressão nunca foi usada no intuito de colocar trabalho como sinônimo de escravidão; na verdade esta expressão é usada no sentido de criticar uma jornada de trabalho desumana, ausência de descanso remunerado e direitos trabalhistas, a exemplo o que ocorre na China. Falam aqui que um assalariado deve aprender a poupar mudar de situação, sendo que o salário não dá nem p alimentação, então morreria o homem de fome para poupar? Ainda assim necessitariam de muitas gerações para que tal família atingisse um bom padrão de vida. O capitalismo, como fora concebido essencialmente, não existe mais! Não existe competitividade que levará a igualdade de oportunidades. O que existe são corporações que se fundem e acordos comerciais implacáveis, os quais levam ao monopólio de capital e aumento dos lucros para quem já tem grana.
E quanto a esquerda, direita, conservadorismo… teoricamente existem conceitos e definições que os delimitam muito bem. Entretanto, na prática não existe mais extremismos, existe esquerda libertária, ainda que a mesma não esteja adequada a teoria, esta ideias existem na prática e não podem e nem devem ser ignoradas.
O mais bizarro disso tudo é que a esquerda considera trabalho uma coerção ao mesmo tempo em que condena a substituição da mão-de-obra humana por máquinas, o que faz com que a necessidade de trabalhar seja cada vez menor.
isso aqui é mais divertido que Netflix, parabéns !!!!
Vi um esquerdista aqui fazendo um comentário simples e educado, e cretinos com ar de superioridade tratando-o com cinismo e se portando como verdadeiros babacas.