O ministro das Relações Exteriores José Serra disse,
com grande profundidade filosófica, que “o Brasil não é uma economia mais
fechada do que a média mundial, apesar do folclore encontrado. Isso é
folclore.”
E prosseguiu,
exsudando cientificidade: “Quando alguém te disser [que a história mostra uma
posição muito fechada do Brasil], pode dizer o seguinte: ‘o ministro de
Relações Exteriores disse que essa sua afirmação é folclórica’.”
Intelectualismo avassalador.
Eis os fatos nada folclóricos: segundo
a Câmara Internacional de Comércio, o Brasil é a economia mais fechada
do G-20 e uma das
mais protecionistas do mundo. Em um
ranking das 75 maiores economias do mundo, que representam quase a
integralidade do comércio internacional, o Brasil aparece apenas na 68.ª
posição entre os mais abertos. Apenas oito países seriam mais fechados que o
Brasil, entre eles potências como Quênia, Paquistão e Venezuela.
Ao passo que a média de importações dos países do
G-20 é de 27,5% do PIB, o Brasil importa apenas 14% do PIB.
Aquilo que já era ruim piorou ainda mais durante o
governo Dilma. Com a justificativa de
estar “estimulando” a indústria, o governo praticamente fechou os portos
e aumentou
as alíquotas de importação de praticamente todos os produtos estrangeiros:
automóveis, pneus, produtos têxteis, calçados, brinquedos, lâmpadas, sapatos
chineses, tijolos, vidros, vários tipos de máquinas e até mesmo de produtos
lácteos.
As consequências do fechamento da nossa economia são
diariamente vivenciadas por todos nós, que ficamos praticamente proibidos de
ter acesso a produtos bons e baratos feitos no exterior, e nos tornamos reféns
do grande empresariado nacional, protegido pelo governo.
Ao elevar as tarifas de importação, o intuito do governo
é proteger as empresas nacionais e blindá-las contra os desejos dos
consumidores — principalmente dos mais pobres, que ficam sem poder aquisitivo
para comprar produtos bons e baratos feitos no exterior.
Agindo desta maneira, o governo cria uma reserva de
mercado para o poderoso empresariado nacional, o qual agora, sem a concorrência
externa, se sente mais livre para cobrar preços altos e oferecer produtos de
pior qualidade. Não sobra alternativa para os consumidores senão consumir
os produtos deste baronato nacional.
Para protecionistas como Serra, as indústrias
nacionais não devem ser submetidas à liberdade de escolha dos consumidores
nacionais. Os consumidores não devem ter o direito de escolher produtos
estrangeiros. Eles devem ser obrigados a comprar apenas os produtos nacionais
mais caros.
Sem a concorrência de produtos estrangeiros, e com
aqueles cidadãos mais pobres podendo comprar apenas produtos mais caros
fabricados nacionalmente, os grandes empresários industriais do país não têm
motivo nenhum para reduzir seus preços e elevar a qualidade de seus
produtos. Eles passam a usufruir um mercado cativo. Consequentemente, torna-se mais difícil
controlar a inflação de preços.
E os consumidores, principalmente os mais pobres,
passam a ser tratados como gado em um curral: ficam proibidos de comprar produtos
estrangeiros baratos e são obrigados a comprar apenas os produtos nacionais
mais caros desses empresários privilegiados.
Enquanto os lucros destes se tornam inabalados, a
renda disponível dos mais pobres vai definhando.
Este excelente site tem
uma calculadora que permite você calcular, por estado, quanto irá pagar de
tributos ao importar um bem. Por
exemplo, se você mora no estado de Minas Gerais e decidir importar um produto
que custa US$ 1.000 (R$ 3.220) mais US$ 50 de frete, você pagará R$
3.216 só de tributos, o que dá quase 100% do preço do
produto.
O preço final total será de R$ 6.597. Ou seja, as indústrias nacionais estão sem
nenhuma concorrência estrangeira.
Clique no site,
faça pesquisas por estados, e teste a resistência do seu estômago. E veja
também este
site, que dá mais detalhes sobre a tributação.
Tarifas
são impostos – e geram as mesmas consequências
Contrariamente ao que dizem os protecionistas, o
livre comércio não apenas não causa desemprego, como também ajuda quem está
procurando emprego.
Quando as importações “baratas” expulsam do mercado
aqueles produtos nacionais mais caros ou de menor qualidade, os consumidores
nacionais ficam com mais dinheiro. Tendo
acesso a produtos mais baratos, o total despendido com gastos em consumo
diminui. Sobra mais dinheiro ao fim do
mês.
Com mais dinheiro sobrando, as pessoas podem ou
investir ou gastar mais em outros produtos e serviços. Se você gasta menos comprando bens importados
mais baratos, sobre mais dinheiro para você gastar em outros setores da
economia. E sobra mais dinheiro para
você investir (mesmo que seja aplicando em um CDB de banco, pois esse dinheiro
será emprestado para terceiros investirem) e, com isso, gerar empregos em
outros setores.
Com mais investimento e com mais demanda em outros
setores, emprego e produção crescem.
Consequentemente, a população se torna agora mais
rica e com maior oferta de bens e serviços.
Trabalhadores demitidos daquelas indústrias ineficientes que perderam
mercado para os produtos importados têm agora novas oportunidades em outros
setores.
E isso não é apenas uma questão de teoria, não. A própria empiria confirma isso.
O quadro abaixo, elaborado pelo economista argentino
Iván
Carrino, mostra os países que têm a maior abertura comercial de acordo com
a pontuação (de 0 a 100) — estabelecida pelo Índice de Liberdade Econômica
da Heritage Foundation — e a taxa de desemprego de cada um
deles para o ano de 2015.
À exceção da Bulgária — que nunca foi um exemplo de
país historicamente estável –, a conclusão a partir dos dados é clara: o
desemprego não tem nada a ver com a abertura econômica. Como mostram os 4
primeiros países, quanto mais aberto ao comércio, menor a
taxa de desemprego.
Uma
análise mais extensa indica que os países mais abertos ao comércio
internacional não apenas não têm problemas de emprego, como também são, em
média, 5 vezes mais ricos do que aqueles que decidem impor travas e barreiras à
liberdade de seus cidadãos de importarem bens do exterior.
A lógica é direta: tarifas são impostos sobre vendas
que se aplicam a bens estrangeiros. As
empresas estrangeiras são tributadas para que suas concorrentes domésticas —
que são isentas desta tributação — possam livremente aumentar seus preços de
maneira generalizada.
Tendo agora de pagar mais caro por produtos
nacionais de qualidade mais baixa, os consumidores nacionais estarão
incapacitados de consumir mais e de investir mais. A restrição às importações e a reserva de
mercado criada por ela faz com que a capacidade de consumo e de investimento da
população seja artificialmente reduzida.
E sempre que a capacidade de consumo e de
investimento da população é artificialmente reduzida, lucros e empregos
diminuem por toda a economia.
Assim, empregos de baixa produtividade nas indústrias
protegidas são mantidos à custa de empregos de alta produtividade em empresas
que tiveram suas vendas reduzidas por causa da queda da capacidade de consumo e
de investimento das pessoas.
Logo, toda a economia se torna mais ineficiente, a
produção diminui, os preços médios aumentam, e os salários reais caem.
Exatamente o cenário brasileiro atual.
Adicionalmente, tarifas protecionistas também afetam
as empresas domésticas que precisam importar bens de capital e maquinários
modernos para incrementar sua produtividade e, com isso, fabricar produtos
melhores e mais baratos. Tarifas as
obrigam a pagar mais caro por seus insumos ou então a comprar insumos nacionais
mais caros e de pior qualidade.
Isso reduz sua produtividade e aumenta seus
custos. Sendo menos produtivos e
operando com custos maiores, essas empresas se tornam menos competitivas
internacionalmente.
Consequentemente — e essa é uma das consequências
não previstas do protecionismo –, as exportações também tendem a declinar. E estimular exportações era exatamente uma
das intenções do protecionismo.
De novo, esse é exatamente o cenário brasileiro.
Tarifas
são imorais e anti-humanas
Eis o fato básico: tarifas de importação são
impostos. Dizer que tarifas de
importação estimulam a economia equivale a dizer que impostos estimulam a
economia. Nem mesmo um fanático desenvolvimentista
como José Serra pode acreditar nessa tese.
Barreiras comerciais são boas para garantir os
lucros das indústrias protegidas e para manter os salários de seus empregados
sindicalizados. Mas prejudicam todo o
restante dos consumidores. Não importa
qual seja o grau de restrição ao comércio: a prosperidade geral sempre será
reduzida. Algumas empresas e indústrias
ineficientes e seus respectivos empregos são protegidos, mas à custa de todo o
resto da população.
Como bem disse o economista
Walter Williams:
“Os
beneficiários de políticas protecionistas e de políticas de subsídios sempre
são muito visíveis. Já suas vítimas são invisíveis. Os políticos
adoram esse arranjo. E o motivo é simples: os beneficiados sabem em quem
devem votar em agradecimento ao arranjo; já as vítimas não sabem quem culpar
pelo desastre.”
Livre comércio significa livre iniciativa. É por meio do livre comércio e das transações
voluntárias que as pessoas buscam saciar seus desejos e necessidades. As pessoas acordam cedo e vão trabalhar
exatamente para ganhar dinheiro e, com isso, poderem consumir o que
quiserem. As pessoas trabalham e
produzem para poder consumir produtos bons e baratos. Impor obstáculos a esse consumo significa
restringir a maneira como as pessoas trabalhadoras podem usufruir os frutos do
seu trabalho. No mínimo, isso é imoral e
anti-humano.
A restrição ao livre comércio é o motivo de as
pessoas em Cuba dirigem carros da década de 1950 e ninguém invejar o padrão de
vida dos norte-coreanos.
Conclusão
São as trocas comerciais voluntárias que elevam o
padrão de vida das pessoas. Quando o
governo impõe restrições e tarifas ao livre comércio, a renda da população cai,
a capacidade de investimento e de consumo diminui, empreendimentos se tornam
menos produtivos e mais ineficientes, e, consequentemente, as pessoas
sofrem.
Sim, alguns empregos são destruídos pela
concorrência estrangeira, mas estes são empregos, por definição,
ineficientes. São empregos em indústrias
que não demonstraram ser tão eficientes quanto as estrangeiras em prover bens
de qualidade e mais baratos. Logo, são
empregos que custam caro à sociedade.
Por causa do aumento da renda e da capacidade de
consumo da população permitido pelas importações, estes empreendimentos ineficientes
serão substituídos por empreendimentos eficientes em outros setores, os quais
criarão agora empregos mais produtivos.
Ao final, todos, até mesmo empregados demitidos por causa da
concorrência estrangeira, ficam em melhor situação.
O livre comércio não tem de ser bilateral. Se outros países impuserem tarifas de
importação aos nossos produtos nacionais, não há justificativa para prejudicar
a população nacional impedindo-a de consumir produtos desses países. Quando compramos importados, ganhamos todos
os benefícios acima descritos. Cortar
esses benefícios apenas para fazer uma guerra comercial — algo que sempre
excita os políticos — é algo que não irá em absoluto melhorar a situação da
população brasileira.
Por fim, se há problemas de fundo que afetam a
competitividade de alguns setores nacionais em relação aos estrangeiros — como
a voraz carga tributária, a enorme burocracia, a alta inflação de preços, as
indecifráveis regulações e os poderosos sindicatos –, isso tem de ser atacado
por meio de reformas estruturais. Se os custos de produção são altos e estão
inviabilizando até mesmo as indústrias eficientes, então isso é problema do
Ministério da Fazenda, do Ministério do Planejamento, da Receita Federal e do
Ministério do Trabalho. São eles que impõem tributos, regulamentações,
burocracias e protegem sindicatos.
Recorrer ao protecionismo para proteger essas
indústrias em detrimento do resto da população é simplesmente criar mais
problemas sobre os problemas já existentes. Tolher os consumidores ou impor
tarifas de importação para compensar a existência de impostos, de burocracia e
de regulamentações sobre as indústrias é jogar gasolina no fogo.
No final, isso irá empobrecer a todos para favorecer
a apenas alguns poucos. E é exatamente isso que os governos de países
pobres fazem.
________________________________________________
Leandro
Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises
Brasil.
Georgi Vuldzhev é
graduando em ciências econômicas e membro do Instituto para a Economia de
Mercado, em Sofia, na Bulgária.
John
Tamny é o editor do site Real Clear Markets e contribui
para a revista Forbes.

Primeiramente, FORA TEMER.
Em segundo lugar: Gostaria de parabenizar o instituto Mises, pelo novo layout, Se fosse no socialismo iria ser mais bonito, mas tudo bem.
Agora vamos ao que interessa:
A necessidade de congelar os preços, dos cursos particulares.
Neste época de campanha eleitoral, eu estive a conversar com um candidato a prefeito da minha cidade. Eu pessoalmente, propus a ele, uma nova lei.
Esta nova lei, busca criminalizar, quem variar o preço das mensalidades dos cursos, durante o ano letivo. Pois percebi, que o empresário, como sempre malandro, começa cobrando uma mensalidade baixa, e até o final do curso, se quiser terminar, ele vai cobrar o preço máximo. Isso mostra o caráter do capitalismo.
Com está nova lei, o preço vai continuar o mesmo, inalterável, durante os 4 ou 5 anos do curso, seja qual for.
O neoliberal poderia argumentar, "mas isso não é justo, pois o estado imprimi dinheiro e desvaloriza a moeda". Em resposta a está argumentação, eu aviso que você está e deve estar submetido ao estado, você deve respeito ao estado, você deve respeito a mim, nós te damos ruas, nós te damos saúde, educação, segurança, e você responde lutando contra o bem comum? Sendo egoísta? Portanto não tem sentido seu argumento.
Em resumo, eu e este candidato a prefeito, ambos ficamos bastante empolgados, com está nova lei. Vamos torcer para que seja aprovado, está nova lei. Fico feliz, em lutar pela liberdade em meu pais.
Com Dilma Roussef estávamos comendo merda econômica, agora com economistas do calibre de José Serra podemos nos servir de carniça intelectual.
Off-topic.
Congratulações ao IMB pelo novo layout!
Terá prazo para que eu me acostume à abundância de informações, menus e sub-menus que aparecem com cada movimento do mouse, mas estou otimista que valerá o esforço.
A abertura comercial, concordo, é um dos instrumentos fundamentais ao crescimento econômico de uma nação. A conformação do estado, como o conhecemos nas democracias ocidentais deve ser um esteio ao estado de direito, à iniciativa privada (o empreendedorismo), o respeito aos contratos, a igualdade dos cidadãos frente às leis e assim por diante. E tudo isso tem que estar assentado em algo chamado educação, que forma pessoas e não apenas profissionais, mas cidadãos partícipes na construção de uma nação.
Saber que tudo isso, esse pensar, ainda está tão longe dos próprios profissionais que passaram por uma academia, haja visto a alienação política de nossos concidadãos, a visão estatizante da sociedade, o esquerdismo oco, o estado babá, a regulação de nosso cotidiano, as agencias reguladoras, a legislação trabalhista, a fiscal, a ambiental, e tome taxa que o governo resolve. Pergunto: que país estamos construindo, quando os políticos nos dão os instrumentos para o agigantamento do estado e a alienação da cidadania?
Para onde caminhamos? Livramos de um governo petista e já se aliam ao “Fora o Temer”? Que tempos são esses?
Parabéns à equipe Mises pelo novo Layout!
O artigo faz sentido e é racional, mas vou ter que discordar.
A receita para a prosperidade e desenvolvimento como demonstra o intelectual Ciro Gomes, consiste em fechar o país para o comércio internacional. Podemos até tolerar o envio dos nossos produtos para o estrangeiro (mediante ao pagamento de impostos sobre exportação), mas permitir a entrada de produtos baratos vindos de fora é um verdadeiro golpe contra os mais pobres e donos de indústria.
Se queremos ser um país rico com empresas de tecnologia de ponta como samsung e google, não existe outra fórmula:
-Câmbio competitivo/equilibrado (moeda fraca)
-Barreiras contra concorrência externa (proteger as pessoas de gastar menos)
-Crédito subsidiado pelo BNDES para grandes empresas (bolsa baronato)
Boa tarde a todos! Estive pensando bastante nas celeumas que existem entre as teorias econômicas de nosso tempo, e com isso cheguei a algumas perguntas que gostaria de fazer àqueles que simpatizam ou seguem as doutrinas libertárias, pois fico muito confuso ao pensar nessas questões:
1- Como evitar os monopólios econômicos sem uma entidade reguladora (o Estado)? Se alguns grupos econômicos acumulam capital excedente, realizam fusões e criam verdadeiras reservas de mercado, como imaginar que seja possível um “livre mercado”, se este passa a ter constrangimentos monopolistas? Esses monopólios, inclusive, se utilizam do Estado para garantir subsídios, isenções fiscais e regulamentos inacessíveis aos “reles-mortais.” É possível um “livre-mercado” ou um “não-livre mercado” sem a tendência ao monopólio?
2- Qual a visão dos libertários sobre as Corporações Transnacionais?
3- Como garantir a “neutralidade” do sistema monetário se as instituições bancárias têm pretensões políticas? Como funcionaria um “livre-mercado” levando-se em consideração a economia política?
Essas são questões que sinceramente tento resolver, mas acho que a minha cabeça não dá conta. Por isso, acho que várias cabeças pensam melhor do que uma. Se algum libertário de bom coração se dispuser a responder, ficarei imensamente grato! Um abraço!
kkkk, temos que começar a filtrar o que é comentário-piada e o que é comentário valendo, hehe.
A lógica do livre mercado me parece bastante correta se considerarmos que todos os países produzem em condições de igualdade ou ao menos parecidas no que diz respeito a direitos trabalhistas. Porém, como aplicar a mesma lógica quando a China, por meio de um governo autoritário e ditatorial submete a sua imensa população a condições semi-escravas de trabalho? Evidente que nenhuma empresa nacional conseguirá competir com esses produtos.
OBS: Essa não é uma pergunta com cunho provocativo. É uma dúvida real. Caso minhas informações sobre as condições de trabalho na China estejam muito erradas, peço também que me esclareçam.
Debate com esquerdista é a coisa mais divertida que existe, eles se contradizem em si proprios.
Há um tempo atras um esquerdista estava falando que o lobby da FIESP que articulou o “golpe” contra a Dilma, depois começamos a falar de comercio exterior e ele falando que dolar alto é bom porque “protege” a industria nacional.
O Mesmo cara que chamou a FIESP de golpista defende que ela tem que ser protegida kkkkk
Tenho um questionamento.
A situação é essa e dificilmente vai mudar, agora, imaginando que os políticos querem defender o empresariado, por que produtos não produzidos no Brasil também são taxados?
Caso estes produtos não produzidos no Brasil, deixassem de serem taxados, isso não iria ajudar o empresariado, já que eles poderiam comprar maquinário e produtos que não temos aqui e com isso diminuir custos?
Mas e as barreiras não tarifárias ?
O Brasil tem poucas barreiras não tarifárias.
Sobre os malefícios do protecionismo:
mises.org/library/return-protection
Parabéns ao IMB pelo novo layout da página. Show de bola!
Acho que vou ter que descordar um pouco da galera, não gostei do Layout não. Apesar que eu sou uma pessoal bastante conservadora quanto a essas questões de aparência e etc…, então é natural que eu não curta esse tipo de mudança. rsrsrsrsrsrs
Agora quanto ao artigo em si, a primeira coisa que me veio a cabeça quando esse Senhor José Serra disse isso foi que ele só poderia estar delirando, e o artigo apenas deixou claro que ele de fato parece estar começando a ficar esclerosado. Aliás, essa afirmação do Serra é tão absurda que eu acho que é comparável à aquela feita pelo Bresser Pereira, que também foi objeto de um artigo no IMB tamanho o absurdo que aquele senhor tinha dito.
Não há absolutamente nenhum indicio real de que protecionismo gera desenvolvimento (pelo contrário, como o artigo demonstrou fartamente). Mas mesmo assim esse Senhor tem a cara de pau de dizer com a maior prepotência que dizer que o Brasil é um pais protecionista é folclore, ele definitivamente só pode estar debochando da nossa cara achando que somos otários.
Entre o PT e o Serra é dificil escolher, mas sendo obrigado a decidir por um dos dois só ficaria com o Serra em último caso e porque no caso do PT eles são absolutamente todos fanáticos por protecionismo. Porém o PSDB, até por ter elaborado o plano real, pode ter algum lampejo de bom senso, de modo que haverá alguma esperança.
Qual país ficou rico importando mais e exportando menos,que eu saiba os países desenvolvidos são os que tem um grande parque industrial,pois o Brasil poderia ter uma industria nacional competitiva,pois exportaríamos nosso produtos e importávamos produtos estrangeiros,isso que é livre comércio,os EUA importa mais matéria prima e exporta manufaturados ,isso que ele importa mais,isso do que precisamos e não acabar com a concorrência ,concorrência que eu saiba é nacional e estrangeiro,não tem nenhum tipo de mono´polio,pois o Brasil poderia ter suas empresas investindo em outros países e vice versa,assim que teríamos mais dinheiro para investir em educação,infra-estrutura e saúde
Tiraram a parte da biblioteca nessa mudança??
Pessoal (antes de tudo sou um liberal) Para nao ficar alienado sempre vejo alguns argumentos da esquerda(A maioria facilmente de ter um excelente contra ponto) Mas vi um video em que o cara diz que a coreia do sul so conseguio ter a Hyundai gracas a medidas protecionistas e credito para as empresas poderem desenvolver tecnologia.Eu nao consegui rebater esse argumento sera que alguém poderia me ajudar(Meu teclado e meio zuado e nao tem como colocar acento nao palavras entao da um desconto ai galera)
Ta ai as fontes
https://en.wikipedia.org/wiki/Automotive_industry_in_South_Korea
economia.estadao.com.br/noticias/geral,nenhum-pais-se-desenvolveu-sem-protecao-imp-,981266
Não sei se o meu comentário está totalmente de acordo com o tema, mas ao meu ver um motivo que também estimula o protecionismo (ou as taxas, mas precisamente) é que o governo não precisa gastar muito pra arrecadar essa parte de contribuição impositiva, logo é uma receita quase 100% gratis.
Ótimo layout, mas cadê o fórum? 🙁 Quero aprender mais pra passar pros meus amigos! Só assim vamos mudar a mentalidade do nosso povo, que na verdade, vive numa matriz!
Enquanto isso, no Youtube…
https://www.youtube.com/watch?v=07x-AQGmVto
Ninguém falou sobre o problema do lixo e energia.
A China é um lixão. Só falta as pessoas andarem com máscara de oxigênio.
A indústria consome a maior parte da energia e água, para produzir bugigangas, tranqueiras, apetrechos, etc.
Esse protecionismo é criminoso. Isso é como mandar fechar a empresa do seu concorrente. Isso é coisa de máfia. É coisa de gente mal intencionada. É um cartel legitimado pelo governo.
Nenhum país se desenvolve produzindo coisas que são menos importantes. Se não sobra dinheiro para construção civil, o país nunca vai resolver o problema de moradia e saneamento. Sem contar a injeção de bilhões de reais por mês na economia, sem contar a burocracia, corrupção, lobby, etc.
Esses protecionistas jogam sujo e são criminosos.
O país só vai melhorar quando a polícia prender os políticos, e depois perguntar o que eles fizeram. Primeiro prende, depois pergunta qual foi o crime.
O engraçado é que os protecionistas odeiam que outros países boicotem os seus produtos ou restrinja as importações. O baronato brasileiro está reclamando com o Macri que a Argentina é protecionista com produtos brasileiros. Eles querem proibir os brasileiros de comprar produtos importados mas não acham justo que outros países proíbam seus cidadãos de comprar produtos brasileiros. Pimenta nos olhos dos outros é refresco. Esse pessoal só olha para o próprio umbigo e bolso. Eles querem explorar os brasileiros mas não gostam de ser prejudicados por outros protecionistas.
Segundo o próprio site da receita, as importações têm uma alíquota multiplicadora de impostos.
Ou seja, os impostos sobre importados podem ser multiplicados por até 7,6 vezes.
É uma pedalada na OMC !
www4.receita.fazenda.gov.br/simulador/
Na quase totalidade das importações, a alíquota aplicável do PIS é de 1,65% e a da Cofins é de 7,6%. A base de cálculo para ambas as contribuições é o valor aduaneiro das mercadorias importadas, acrescido do valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), incidente sobre a importação, e do valor das próprias contribuições, pois elas são incluídas no preço final das mercadorias (cálculo "por dentro"). Assim as contribuições devidas são iguais a:
PIS = Alíquota PIS x (VA + ICMS + PIS + Cofins)
Cofins = Alíquota Cofins x (VA + ICMS + PIS + Cofins)
Em uma simples importação feita pela internet pagamos 60% do valor da mercadoria+frete e o ICMS (que varia por estado). Mas quanto de tarifas e impostos incidem por exemplo, sobre a impostação de uma máquina feita por uma fábrica? Ou sobre a importação de produtos por uma loja varejista?
A artigo se utiliza de algumas simplificações, propositalmente ou não, para inferir algumas deduções. Algumas conexões lógicas também não se sustentam.
“As consequências do fechamento da nossa economia são diariamente vivenciadas por todos nós, que ficamos praticamente proibidos de ter acesso a produtos bons e baratos feitos no exterior”.
-> Isso é uma verdade não há o que discutir.
“Sem a concorrência de produtos estrangeiros, e com aqueles cidadãos mais pobres podendo comprar apenas produtos mais caros fabricados nacionalmente, os grandes empresários industriais do país não têm motivo nenhum para reduzir seus preços e elevar a qualidade de seus produtos.”
-> Isto não é um axioma. Isto só se aplica nos casos onde não há uma competitividade interna, vide o setor elétrico nacional. Se tivermos competição interna, com capacidade de atendimento à demanda, essa afirmação é algo que pode não se concretizar, no ponto onde afirma que o empresariado não verá necessidade de reduzir seus preços.
“Adicionalmente, tarifas protecionistas também afetam as empresas domésticas que precisam importar bens de capital e maquinários modernos para incrementar sua produtividade e, com isso, fabricar produtos melhores e mais baratos.”
-> Isso é uma verdade, entretanto o artigo especula, sem comprovar, que o governo faça isso como prática, o que nem sempre é uma verdade, entretanto é um tema a ser abordado.
“E os consumidores, principalmente os mais pobres, passam a ser tratados como gado em um curral: ficam proibidos de comprar produtos estrangeiros baratos e são obrigados a comprar apenas os produtos nacionais mais caros desses empresários privilegiados.
Enquanto os lucros destes se tornam inabalados, a renda disponível dos mais pobres vai definhando.”
->Essa é uma conexão lógica que não se sustenta, pois veja, se a capacidade de compra é diminuída, assim segue a demanda, então diminuindo-se a demanda, diminui-se a venda, consequentemente a o lucro do capitalista. Vendo isto, seguindo a lógica do artigo, o capitalista aumentará o preço de seu bem ou serviço. Tendo-se elevado os preços, novos capitalistas enxergarão neste ramo nova possibilidade de lucro, criando novos empreendimentos para explorá-lo. Com isso teremos competição pelo mercado consumidor e com isso forçar-se-ão os preços para baixo. Esta não é a lógica da livre iniciativa??? Não que eu considere isso como uma verdade, mas vocês liberais, pelo menos na retórica, sim.
“Quando as importações “baratas” expulsam do mercado aqueles produtos nacionais mais caros ou de menor qualidade, os consumidores nacionais ficam com mais dinheiro. Tendo acesso a produtos mais baratos, o total despendido com gastos em consumo diminui. Sobra mais dinheiro ao fim do mês.
“Com mais dinheiro sobrando, as pessoas podem ou investir ou gastar mais em outros produtos e serviços. Se você gasta menos comprando bens importados mais baratos, sobre mais dinheiro para você gastar em outros setores da economia. E sobra mais dinheiro para você investir (mesmo que seja aplicando em um CDB de banco, pois esse dinheiro será emprestado para terceiros investirem) e, com isso, gerar empregos em outros setores”
-> Essa é uma afirmação que só se confirma baseada na falsa premissa que a renda se manterá inalterada nesse cenário, o que não é uma verdade, esse argumento não leva em questão a temporalidade dos acontecimentos. Com os empregos ‘ineficientes’ extinguidos, consequentemente se extinguirá o poder de compra dos empregados destes, ou seja, não haverá sobra de dinheiro para investir muito menos para consumir para estes. Também não há comprovação que o aumento de renda daqueles se dará na mesma proporção que na diminuição destes.
“E os consumidores, principalmente os mais pobres, passam a ser tratados como gado em um curral: ficam proibidos de comprar produtos estrangeiros baratos e são obrigados a comprar apenas os produtos nacionais mais caros desses empresários privilegiados.”
-> É lógico que isso depende do tipo de produto, mas o artigo tentar impor a ideia que o consumo é obrigação, enquanto, na verdade é uma escolha (consumir ou poupar), no senso geral. Para muitos produtos, seu valor é o que menos importa, outras questões subjetivas são muito mais importantes.
“Sim, alguns empregos são destruídos pela concorrência estrangeira, mas estes são empregos, por definição, ineficientes. São empregos em indústrias que não demonstraram ser tão eficientes quanto as estrangeiras em prover bens de qualidade e mais baratos. Logo, são empregos que custam caro à sociedade.
Por causa do aumento da renda e da capacidade de consumo da população permitido pelas importações, estes empreendimentos ineficientes serão substituídos por empreendimentos eficientes em outros setores, os quais criarão agora empregos mais produtivos. Ao final, todos, até mesmo empregados demitidos por causa da concorrência estrangeira, ficam em melhor situação.”
-> Novamente uma conclusão baseada numa falsa premissa, pois o artigo faz supor que os empregos criados em outros setores se darão na própria economia em questão. Isso é contraditória até com o intuito do artigo, o que impede essa nova demanda, criada por esse excedente de capital na mão destes consumidores, não seja por produtos também importados? Criando-se assim empregos fora da economia em questão?
Não há dúvida que a questão do protecionismo é controversa, entretanto, não é com simplismos que será resolvida. A mesma deve ser analisada dos dois ângulos, do consumidor e do trabalhador.
Em certo momentos deverá ser feita a pergunta: O que é menos pior: termos produtos mais caros, entretanto, alguma renda para consumi-los? Ou é melhor termos produtos mais baratos e não termos renda para acessá-los?
Off-topic: m.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/09/1810929-familia-pede-na-justica-que-sus-de-remedio-caro-para-cadela-doente.shtml?mobile É difícil achar que o país tenha solução quando se vê uma notícia com esta.
Primeiramente:
Imposto é Roubo.
Segundamente, parabéns pelo artigo. Embora ele não tenha nada de inovador – pois tudo o que foi dito nele já era defendido pelo laissez-faire no século XVIII, por exemplo, por Adam Smith – este artigo procura desmistificar muitos dos mitos ainda defendidos, em pleno século XXI, por simpatizantes do intervencionismo estatal. Aliás, causa espanto que coisas tão óbvias, como as ditas no presente artigo, ainda devam ser escritas. É como se alguém estivesse defendendo que a Terra é redonda, e não quadrada. E causa ainda mias espanto ver pessoas que se opõem ao livre comércio entre as nações.
Em terceiro lugar, gostaria de fazer uma pergunta. Qual a avaliação do pessoal do MIses.org, em especial do Leandro Roque, em relação ao Serra e o governo atual (Temer) em comparação com o anterior do PT, no que diz respeito à abertura comercial internacional? Eu sei que somos muito intervencionistas, protecionistas, sei que o Serra tem uma postura de “defesa da indústria nacional”, que é protecionista, etc. Mas gostaria de saber se o governo atual não é menos ruim do que o anterior, nesse quesito. Por exemplo, ao não reconhecer regimes bolivarianos.
Em suma: o governo atual é a mesma coisa, ou tivemos algum progresso, mesmo que pequenininho, em relação ao anterior, no que diz respeito à abertura comercial internacional?
Abraços
Belíssima explanação e conscientização para todos nós.
Concordo com os argumentos, e acrescento que sem o protecionismo, alguem poderia importar materias primas baratas e maquinario barato e fazer os produtos no local mesmo.
Quanto `a tabela de desemprego, creio que podem haver outras variaveis mais importantes que o protecionismo, como as leis trabalhistas.
Fora Temer, somente se o TSE decidir que a chapa Dilma-Temer deveria ser cassada como um todo. Eu nao sou petista, mas nao esqueco que o PMDB era socio do PT no petrolao. Mas isso e’ outra historia.
Interessante o artigo, muito elucidativo.
Umas dúvidas de alguém que não é da área da economia:
Esse regime de tarifas alfandegárias (sobre importação e exportação) reflete algum tipo específico de ideologia (neoliberal)?
Digo isso porque, ao que me lembro, essa sistemática remonta ao mercantilismo de protecionismo quando do surgimento dos Estados Nacionais. Se assim é, mesmo com a vitória do ideário liberal no século XVIII, por que e como ela se manteve diante da nova burguesia?
Penso, a princípio, que a resposta seja o distanciamento entre a teoria e a prática. Exemplo: eu, como empresário, sou liberal, mas a partir do momento que o Estado quer me privilegiar, corrompo o funcionamento do sistema a meu favor.
Att.
Isso é a cara do Serra. Ele sempre se faz de desentendido para não expor suas opiniões.
O Brasil é mais protecionista do que os outros países. A Europa está inundada de produtos importados. O valor das compras no varejo na Europa está extremamente baixo. O comércio varejista na Europa e USA está muito mais barato do que em outros países.
O Serra faz uma afirmação de que o Brasil não é mais protecionista. Isso é piada ! Ele diz isso, porque só fala de agronegócio.
Um smartphone ou tablet pode ter 60% de imposto de importação no Brasil, mais uma taxa de 150 reais, dependendo do valor da importação.
http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2013/06/como-funciona-cota-de-importacao-de-eletronicos-aprenda-importar-agora.html
É o Serra sendo o mesmo de sempre.
Outro ponto que o artigo ignora. O Dólar é a moeda de trocas internacionais. Um fluxo contínuo de déficits nas transações correntes irá provocar um pressão para a desvalorização da moeda local dado que existirão menos dólares disponíveis para compra. Assim, mesmo numa ausência de barreiras aquilo que era barato, pode se tornar caro. A questão das barreiras comerciais é prejudicial sim, entretanto, é controversa. Não é com os simplismos do artigo que ele deve ser tratada.
Leandro ou alguém que manje do assunto. Aonde encontro os dados sobre inflação, divida externa e interna do Brasil? IBGE e/ou Banco Central, ou algum outro órgão?
O PMDB é a viúva do PT.
Todos esses ajustes foram citados pelo PT.
O PMDB só demitiu uns comunas do governo e fez um corte mínimo de gastos. Eles são viúvas do PT.
Até agora não houve uma mudança efetiva, exceto a redução no aparelhamento do governo.
Preciso de uma opinião dos economistas do Instituto Mises a respeito desta observação abaixo:
Os economistas heterodoxos que seguem a cartilha de Alexander Hamilton e Friedrich List, como o sul-coreano Ha-Joon Chang, citam a experiência de industrialização dos atuais países desenvolvidos relacionada à adoção do protecionismo para promover suas “indústrias nascentes”, ainda no século XIX. É comum alguém citar as medidas protecionistas dos EUA no século XIX, principalmente nas questões envolvendo as tarifas de importação.
Contudo, o próprio Brasil adotou impostos de importação no século XIX, como a famosa Tarifa Alves Branco, e não se industrializou. Pelo que se pode analisar ao verificarmos os dados históricos, o imposto sobre importações era uma das tradicionais fontes de receitas dos governos ao redor do mundo no século XIX e foi perdendo importância a partir do início do século XX, quando o imposto de renda e outros tipos de tributos foram sistematizados ao redor do mundo.
Portanto, economistas como Chang montam uma falácia ao citar que os atuais países desenvolvidos praticavam políticas protecionistas que foram benéficas à economia, pois praticamente não havia outras tributações além do imposto de importação, que deixou de ser uma das principais fontes de receita dos governos ainda nas primeiras décadas do século XX. Se países como os EUA possuíam impostos de importação, por outro lado não havia outros impostos significativos que travassem a atividade econômica. Dessa forma, eles se industrializaram apesar da tributação sobre importações e não por causa do protecionismo alfandegário. E, apesar da existência de impostos sobre importação, a carga tributária total era baixa comparada aos dias atuais porque os outros tributos praticamente não existiam. Assim, mesmo com tarifas de importação mais elevadas sobre alguns produtos em relação aos dias atuais, a liberdade econômica era maior naquela época.
Outro ponto interessante é que, já nos anos 1930, os EUA adotaram a Tarifa Smooth-Hawley, que simplesmente agravou os efeitos da Grande Depressão. Assim, surge outra pergunta. Por que os impostos sobre importação seriam “benéficos no século XIX e ruins no século XX”? Obviamente, Chang desdenha sobre os efeitos da Tarifa Smooth-Hawley nos anos 30, visto que ele precisa sustentar suas falácias de qualquer maneira.