clube   |   doar   |   idiomas
Lugares comuns que substituem o raciocínio crítico

Se algum dia criarem um concurso para aquelas palavras que se passam por pensamento profundo e crítico, "diversidade" e "pluralidade" facilmente iriam para a final e teriam um embate duríssimo.

A beleza destas duas palavras mágicas e encantadoras é que você não necessita de nenhuma nódoa de evidência empírica e nem de nenhum processo de encadeamento lógico para recitar rapsódias sobre os supostos benefícios da diversidade e do pluralismo.  A própria ideia de querer testar estes belos termos em relação a algo tão feio quanto a realidade é em si vista como um ato sórdido.

Diversidade e pluralidade são termos que, justamente por englobarem de tudo, dispensam seus promovedores de explicar especificamente o que defendem.  Há diversidade e pluralidade de gênero, de cor, de preferências sexuais, de renda, de inteligência, de etnia etc.  Sendo assim, perguntar se aquelas instituições que promovem a diversidade 24 horas por dia e sete dias por semanas apresentam melhores resultados do que as instituições que não dão a mínima para estes "pré-requisitos" fará apenas com que você seja visto como um reacionário insensível, malicioso, racista, misógino e homofóbico. 

Citar evidências empíricas que mostram que aquelas localidades obcecadas com pluralidade e diversidade geram relações ruins entre as pessoas forçadas a conviver sob o mesmo ambiente é se arriscar a ser rotulado e marginalizado.  O livre pensamento e a liberdade de expressão não são livres.

A moda agora ao redor do mundo é afirmar que os governos devem promover a diversidade e a pluralidade — o que na prática significa que alguns grupos organizados têm mais direitos do que outros, o que por sua vez significa a abolição da ideia de "igualdade perante a lei".

Neste cenário, algumas perguntas se fazem necessárias.  Como é possível que um país racialmente homogêneo como o Japão consiga apresentar uma educação de alta qualidade sem ter de recorrer ao essencial ingrediente da diversidade e do pluralismo, uma necessidade "premente" segundo os sociólogos da atualidade?

Inversamente, por que a Índia, uma das mais plurais e diversas nações da terra, apresenta um histórico de intolerância e de violência letal entre seus diversos grupos de pessoas pior do que aquele observado no sul dos EUA durante a vigência da segregação racial?

O simples ato de fazer tais perguntas já é garantia de ser acusado de recorrer a táticas desonestas e de possuir motivações torpes demais para serem dignificadas com uma resposta.  Não que os genuínos defensores da pluralidade tenham alguma resposta, é claro.

Dentre os candidatos que disputam a segunda colocação no torneio dos lugares comuns que tornam o pensamento algo obsoleto está o termo "socialmente excluído" e todas as suas variáveis.

Pessoas que não se encaixam nos pré-requisitos básicos exigidos por determinados objetivos e funções, desde admissão em uma universidade a um empréstimo bancário, passando por empregos em cargos que exigem diversas habilidades, são tidas como pessoas socialmente excluídas cuja ascensão social lhes foi "negada pela sociedade".  Donde surgem as desculpas de que tais pessoas estão moralmente eximidas de seguirem uma vida pautada pelas mesmas regras aplicáveis ao restante da população — como, por exemplo, não recorrerem à criminalidade.

Tanto o 'pluralismo' quanto a 'exclusão social' devem ser corrigidos por políticas públicas, como por exemplo as cotas.  Segundo os teóricos, tais políticas equalizariam as "oportunidades de acesso".  O problema é que os defensores dessa tese sempre refugam quando instados a explicar por que uma igual oportunidade de acesso seria sinônimo de igual probabilidade de sucesso.

Há um exemplo interessante disso na própria política.  Peguemos um estado americano conhecido mundialmente: a Califórnia.  Trata-se de um estado majoritariamente progressista.  Neste estado, eleitores conservadores e eleitores progressistas têm exatamente a mesma oportunidade de votar.  No entanto, as chances de um candidato conservador ser eleito na Califórnia são muito menores do que as chances de um candidato progressista.  Será que os progressistas defenderiam cotas e uma lei de "igual oportunidade de acesso" para políticos conservadores na Califórnia?

Similarmente, todas as pessoas podem tentar adentrar uma universidade, pedir um empréstimo bancário ou disputar um determinado emprego.  Se todas essas solicitações forem julgadas pelos mesmos critérios, então todos tiveram uma igual oportunidade de acesso.  Se aquele sujeito com pouquíssimas qualificações intelectuais não conseguiu o emprego na multinacional ou o ingresso em uma universidade, ou se um sujeito de histórico creditício duvidoso não conseguiu o empréstimo bancário, isso não significa que lhe foi negada a mesma oportunidade de acesso.  Simplesmente nunca houve uma igual probabilidade de sucesso.

A 'diversidade' e a 'exclusão social' geram um terceiro lugar comum: 'redistribuição de renda' — ou, sua variável próxima, 'justiça social'.

Aparentemente, todas as pessoas têm direito a receber uma "fatia justa" da prosperidade da sociedade, não importa se elas trabalharam 16 horas por dia para ajudar a criar essa prosperidade ou se não fizeram nada mais do que viver na mendicância ou recorrer ao crime.  No final, tudo indica que devemos alguma coisa a estas pessoas pelo simples fato de elas nos agraciarem com sua existência.  Tudo indica que elas "têm o direito" de viver à custa dos pagadores de impostos, mesmo que sintamos que poderíamos viver muito bem sem elas.

No outro extremo da escala da renda, os ricos supostamente devem pagar sua "fatia justa" em altos impostos.  Mas para nenhum dos dois extremos da escala da renda há uma definição concreta do que é uma "fatia justa".  Há um determinado número ou uma proporção exata?  Nunca se soube.  'Justiça social' e 'redistribuição de renda' são apenas sinônimos políticos para "mais poder arbitrário para o governo", cuidadosamente adornado por uma retórica sonoramente moralista. 

A intelligentsia vem há décadas promovendo a ideia de que não deve haver nenhum estigma em se aceitar auxílios do governo.  Viver à custa dos pagadores de impostos é retratado como um "direito", ou, mais ponderadamente, como parte de um "contrato social".

É claro que você não se lembra de ter assinado qualquer contrato desse tipo, mas tal lugar comum soa poético e pomposo.  Ademais, e isso é o que interessa, ele rende muitos votos entre os ingênuos, e este é exatamente o objetivo de políticos que defendem assistencialismo.

Por fim, "acessível" é outro termo popular que substitui toda e qualquer necessidade de pensamento crítico.  Dizer que todo mundo tem direito a "moradia acessível" é bem diferente de dizer que todo e qualquer indivíduo deve poder decidir qual tipo de casa quer ter.

Programas governamentais que distribuem "moradias a preços acessíveis" nada mais são do que programas que dão a algumas pessoas o poder de não apenas decidir qual imóvel elas querem ter como também o de obrigar outras pessoas — os pagadores de impostos, os donos dos imóveis etc. — a absorver uma fatia do custo desta decisão, uma decisão da qual elas nunca foram convidadas a participar.

E, ainda assim, a crença de que pessoas que preferem que as decisões econômicas sejam feitas voluntariamente por indivíduos no mercado não são tão compassivas quanto aquelas pessoas que preferem que tais decisões sejam tomadas coletivamente por políticos nunca é vista como uma crença que deveria ser comprovada por fatos.

Mas, por outro lado, isso não é algo recente.  A crença na compaixão superior dos políticos é um fenômeno mundial que data ainda do século XVIII.  E, em todas as épocas e em todos os locais, nunca houve nenhum esforço genuíno dos progressistas para verificarem se esta pressuposição crucial é sustentada por fatos.

A realidade econômica, no entanto, é que o governo fazer, por meio de decretos, com que várias coisas sejam mais "acessíveis" de modo algum aumenta a quantidade de riqueza na sociedade.  Colocar o governo para redistribuir propriedade e determinar seu "valor justo" não faz com que a sociedade seja mais rica do que seria caso os preços dos imóveis fossem "proibitivos".  Ao contrário: tais políticas, que nada mais são do que controles de preços e redistribuição de propriedade, reduzem os incentivos para se produzir.

Nada do que aqui foi dito é uma ciência obscura e inacessível.  Porém, se você é do tipo que jamais se põe a pensar criticamente e se contenta com a mera repetição de lugares comuns, então não importa se você é um gênio ou um deficiente mental.  Palavras fáceis que impedem as pessoas de pensar criticamente reduzem até mesmo o mais reconhecido gênio ao nível de um completo idiota.



autor

Thomas Sowell
, um dos mais influentes economistas americanos, é membro sênior da Hoover Institution da Universidade de Stanford.  Seu website: www.tsowell.com.



  • Um Filósofo  09/05/2013 14:03
    Absurdo. Confesso que nunca antes fora eu tão chocado por um artigo aqui publicado. Sendo negro, não apenas Thomas Sowell abandona a causa de povo mundial tão massacrado pela elite burguesa que hoje controla o capital internacional como abraça apaixonadamente o conservadorismo alienado que afugenta uma odiosa e indiferente classe média pós-moderna.

    Data venia, tal artigo apenas incita à indiferença da desigualdade capitalista como defende o individualismo hoje alimentado pela exploração de inúmeros. Sowell é claramente agente da propagação do ideário reacionário. Absurda sua militância em defesa das genes que se alimentam da pobreza do povo negro há séculos.
  • Andre Cavalcante  09/05/2013 14:53
    Interessante.

    Quando os esquerdistas em geral são levados a fazer a análise crítica de seu discurso, a única coisa que conseguem dizer para se defenderem é: "Absurdo!", como se essa palavra tivesse algo de ponderável e objetivo, mas ela é, como as outras citadas pelo Sowell, apenas mais uma que não tem substância, a não ser mostrar a indignação de quem a profere, justamente porque as ideias mostradas desmascaram o seu verdadeiro pensamento.

    Valeu mais uma vez Um Filósofo!
  • Dagny Taggart  09/05/2013 15:02
    Lendo este comentário uma voz fria e implacável dentro de mim diz: Lembre-se disso, não esqueça nunca - não é todo dia que se pode ver o mal em sua forma mais pura -, olhe bem - lembre - e algum dia você vai encontrar as palavras que designam sua essência.
  • Caio-SP  09/05/2013 19:43
    gostei do seu nick
  • J. Galt  10/05/2013 01:23
    Pode ir tirando o olho de cima, espertinho.
  • Caio-SP  10/05/2013 02:12
    Perdão. rsrsrs
  • Mr.Garone  09/05/2013 19:27
    Nossa que filosofo burro, pois pelo simples fato de seguir algum tipo de marxismo, já lhe tornaste burro automaticamente, porém piora quando cita que um artigo é conservador, será mesmo conservador? Pois não existe nada mais conservador do que o socialismo. Pois o socialismo está no Brasil a quase 100 anos, por exemplo o PCdoB foi fundado em 1922, pois são 91 anos de tradição socialista no Brasil, Conservadorismo é conservação da tradição e no caso do socialismo é classificado como ultra-conservador, por que já passou da hora de ser destruído.

    Eu perdi amigos, e ganhei amigos novos na economia de mercado.
  • Renato Souza  18/05/2013 22:47
    Não o filósofo não é burro, é um personagem fictício montado por alguém que conhece as minúcias do pensamento esquerdista. É um personagem satírico, criado para zombar dos socialistas.

    Mas é um bom exercício. A resposta à "explocação" capitalista é a seguinte: Se num sistema de mercado há exploração dos trabalhadores, então o fim dessa exploração só pode resultar em melhoria do seu padrão de vida. Mas o que se observou nos sistemas socialistas, onde o mercado foi abolido, foi a extrema pobreza dos trabalhadores. No total, as mortes por fome nos sistemas socialistas foram de dezenas de milhões. Um dos paises mais famintos do mundo, que passa foma apesar de receber, gratuitamente enorme quantidade de alimentos de outros países (principalmente os EUA), é a Coréia do Norte. Ora, vemos então que o fim da economia de mercado gera enorme aumento da pobreza, logo a economia de mercado não pode ser exploração.
  • Daniel  27/10/2016 04:10
    E me diga você: há quantos anos existem partidos conservadores/direitistas/burgueses no Brasil?
  • Ribeiro  27/10/2016 11:03
    Partidos conservadores?

    Olha, pela minha pesquisa, o último que existiu foi o Partido Conservador da época do Império.

    Depois disso, com muita força de vontade, podemos citar a UDN (mas nem mesmo este era conservador).

    Após o fim da ditadura, nenhum.

    Hoje, há uma mescla de partidos trabalhistas, socialistas, sindicalistas e progressistas. E há o PMDB, que é imobilista.
  • Karine Almeida  09/05/2013 20:27
    Quantos clichês em apenas dois parágrafos. Enfim é exatamente disto que o texto se trata.
  • Lúcio Ferreira  01/12/2014 23:54
    Não entendi, pelo fato de ser negro ele tem que concordar com tudo? Não pode ser crítico e analisar as coisas de forma clara e racional? Este é o perigo do esquerdismo, se você não concorda é um reacionário fétido. O Thomas Sowell não deve nada a ninguém. Doutor nos EUA sem ajudas governamentais, sempre trabalhou e estudou duro, se sacrificando e poupando dinheiro. Imagino quantas noites de sexta ficou estudando e trabalhando enquanto outros bebiam. No que se refere à meritocracia não se tem o que falar. A proposta é essa: méritos, trabalho, estudos, só assim os índices de comparação entre as populações humanas no Brasil se tornarão mais parecidas.
  • Típico Universitário  27/09/2015 15:10
    Filósofo reaça. Não é o povo negro que eles querem devorar, é o PT que querem. E isso através de uma conspiração midiática brutal organizada pela classe dominante branca brasileira. O PT é a diversidade social e política no Brasil. É o PT que representa os negros. É o PT que representa os homossexuais. É o PT que representa todos os filósofos, radialistas, cientistas políticos, artistas, pensadores e sindicalistas brasileiros - em resumo, o PT é o povo.. E é por isso mesmo que é o PT que eles querem destruir e denegrir, inventando esquemas de corrupção.

    Sowell é agente do capital internacional encomendado para citar todos os argumentos da juventude petista em um só artigo e expor como são "lugares comuns". Ele traiu a sua classe de gente tão sofrida que só foi acolhida pelo PT depois de tantos anos de Brasil.

    Ah, não existe lugar comum. Se cala a boca do coxinha, o argumento se justifica enquanto nós ainda não podemos colocar bala neles. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Absurdo.

    Pela diversidade na sociedade e unidade na política.
  • joao  28/09/2015 12:03
    Vá estudar .
  • Eduardo  09/05/2013 14:22
    Engraçado como estamos sempre atrasados. Estamos décadas atrás na importação dessas idéias estúpidas.
  • Daniel J.  09/05/2013 14:31
    Uma das grandes habilidades de enganadores de toda espécie é prometer o "intangível" no futuro em troca de algo "tangível" no presente a lhes ser dado. O exemplo clássico eh o mau líder que exige hora extra (tangivel)em troca de uma "considereção" ou " bom conceito" no futuro.

    Esse pensamento nascido no meio da Administração de pessoas é o mesmo usado pelos progressistas e sua "intelligentsia" citados po Sowell. Eles exigem leis que os favoreçam, cotas, impostos, redistribuição de renda, beneficios sociais, enfim, toda a sorte de coisas tangíveis, e , em troca, a sociedade desfrutará de "justiça social, igualdade", enfim, vários bens intagíveis e, dessa forma, não comprováveis.

    Assim, como não precisam demonstrar resultados, se gabam de nunca estarem errados. Até hoje ouvimos dizer que Cuba é um país justo, com educação e saúde para todos, quando na verdade todas as prostitutas são universitárias (ou todas as universitárias são prostitutas), e os remédios faltam igualmente para todos, exceto pros governantes e seus apaniguados.
  • Vitor Sousa  09/05/2013 14:37
    Eis ai o tipo de texto que me fará perder metade dos meus amigos caso eu o publique no facebook.
  • Eduardo França  09/05/2013 16:50
    É como Pondé diz: "O caráter de alguém que escreve é medido pela ausência de desejo de agradar quem o lê."
    Se for para escrever sempre pensando em agradar, inevitavelmente entramos no campo do politicamente correto, o que estimula todos a serem do mesmo jeito, sempre cheios de "cuidados" para dizer o que querem.
  • mauricio barbosa  09/05/2013 17:48
    Politicamente correto=Hipocrisia...
    Falar a verdade sem ser grosso eis a questão,quanto aos ouvintes pensem o que quiser.
  • Thiago Teixeira  27/09/2015 15:18
    Isso me remete ao texto "gatilhos e micro-agressões", do Libertarianismo.org

    O autor certamente não dá a mínima para isso.
  • glaucio  09/05/2013 17:47
    Sou taxado pelos meus amigos de ser "do contra", polêmico....isso pra mim é um elogio. Seu que estou fora do senso comum.
  • Brenno  09/05/2013 19:49
    Tenho o mesmo problema. Sou sempre taxado de "o do contra", por ser bastante convicto daquilo que defendo, o que é bastante contrário à intelectualidade mainstream do momento.

    As pessoas hoje em dia mudam de opinião em função do grupo em que estão inseridas e querem fazer parte. Não existe honestidade intelectual de nenhuma das partes. Se A defende algo que é contrário do que B defende, ambos tendem a chegar um meio-termo. Ou caso A dê o braço a torcer sobre algo que B defende, é esperado, quase como uma espécie de obrigação, que B faça o mesmo.

    Parece difícil a algumas pessoas perceberem que outras não debatem idéias em função de aceitação social, e apenas se curvam à razão.
  • Glaucio  09/05/2013 17:50
    Uma dica: Para ajudar na divulgação do site, coloquei a SSID do meu wi-fi como www.mises.org.br.
    Imprimo alguns artigos e esqueço no avião e em locais públicos.
  • Julio Heitor  10/05/2013 14:54
    Boa ideia! Não havia pensado nisso! Ótima forma de difundir as ideias libertarias!
  • Felipe Laredo  28/09/2015 16:48
    Boa
  • Camarada Friedman  09/05/2013 17:54
    Crie coragem e publique, eu não fiquei muito triste quando perdi meus amigos do PCB.KR
  • Killarney  28/09/2015 04:12
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • Rafael   09/05/2013 18:36
    Concordo contigo, Vitor . Mas no meu caso, perderia bem mais que a metade.
  • Realidade  09/05/2013 15:25
    Quem defende cotas se coloca em uma posição de ser superior, seja de raça ou de riqueza. Muitos defensores de cotas raciais são brancos que acham que tem que ficar defendendo os outros, supostamente inferiores. Nunca se fala em distribuição de felicidade, e esse deveria ser o parâmetro (para quem insiste em ajudar os outros por ajudar).
  • Matheus  27/09/2015 16:48
    Mas é aí que ocorre o engano.
    Você parte do pré-suposto de que a riqueza não dá vantagem alguma aqueles que já iniciam a vida com ela. Quando se tem dinheiro, há melhor moradia, melhor alimentação, melhor ambiente de estudo... você simplesmente não precisa pensar como se prover ou se vai sentir fome amanhã.
    A cota social tem embasamento sim, de que a melhor oportunidade é dada ao rico unicamente pelo fato de ter nascido rico. Os pais podem ter lutado por isso? Sim. Mas é uma vantagem obtida para eles passada a um terceiro em detrimento de um quarto, que não teve a sorte de morar em um útero de alta renda.
  • Oliveira   27/09/2015 18:53
    Em detrimento por quê? Um filho de uma família rica prejudica o filho de uma família pobre? Como?

    O problema é sempre o mesmo: os defensores de determinadas ideias simplesmente não se dão ao trabalho intelectual de analisar as consequências práticas de sua implantação. Se a ideia da igualdade de oportunidades for realmente levada a sério, então seus proponentes terão de alterar toda a estrutura humana do planeta.

    Para começar, as pessoas não nascem iguais. Essa é a premissa mais básica de toda a humanidade. As pessoas são intrinsecamente distintas uma das outras. Algumas pessoas são naturalmente mais inteligentes que outras. Algumas têm mais destrezas do que outras. Algumas têm mais aptidões físicas do que outras.

    Adicionalmente, mesmo que duas crianças nascessem com exatamente o mesmo grau de preparo e inteligência (algo improvável), o próprio ambiente familiar em que cada uma crescer será essencial na sua formação. Algumas crianças nascem em famílias unidas e amorosas; outras nascem em famílias desestruturadas, com pais alcoólatras, drogados ou divorciados. Há crianças que nascem inteligentes e dotadas de várias aptidões naturais, e há crianças que nascem com baixo QI. Toda a diferença já começa no berço e, lamento informar, não há nenhum tipo de engenharia social que possa corrigir isso.

    As influências genética e familiar sobre o destino das pessoas teriam de ser eliminadas à força, pois elas indubitavelmente afetam as oportunidades e fazem com que elas sejam desiguais.

    No cruel mundo atual, pessoas feias não podem ser modelos; deformados não podem ser astros de futebol; retardados mentais não podem ser astrofísicos; baixinhos não podem ser boxeadores pesos-pesados. Não creio ser necessário prolongar a lista; qualquer um é capaz de pensar em milhares de exemplos.
  • Quagmire  29/09/2015 15:15
    Quem sabe o grande plano desses "intelectuais" de esquerda para implantar a igualdade total seja jogar acido no rosto de todo mundo quando nascer, fazer uma lobotomia, terapia hormonal para ninguém crescer...
    Assim viveremos eternamente felizes em plena igualdade.
  • Arthur M M  09/05/2013 18:01
    Se é pra defender a diversidade e pluralidade façamos como na Suíça, onde os cantões são livres para tributarem mais ou menos e fornecerem mais ou menos ajuda estatal. Dessa forma haverá a diversidade e pluralidade tão defendida, haverá lugar pra todos e ninguém vai precisar ficar brigando com ninguém.
  • Camarada Friedman  09/05/2013 18:02
    O Sowell é foda, esse texto me lembra dessa ridícula notícia:

    Comissão proíbe patrão de checar "nome sujo" de candidato a emprego

    congressoemfoco.uol.com.br/noticias/comissao-proibe-patrao-de-checar-nome-sujo-de-candidato-a-emprego/

    [i]O texto aprovado na comissão, de autoria do deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), considera a consulta a banco de dados e cadastros de proteção ao crédito de candidatos a emprego crimes de discriminação no trabalho, e prevê pena de detenção de 1 a 2 anos, além de multa.

    Nesse país se vc for menor de idade vc pode estuprar uma mulher na frente de 8 pessoas em um ônibus e passar 1 em um centro de reeducação para sub-humanos vivendo a custa de imposto... Agora, se vc discriminar um candidato de emprego com base nas ações passadas do mesmo = vc fica 2 anos na cadeia.

    São essas notícias que fazem os Timothy "McVeigh"s da vida aparecerem por ae.
  • Eduardo  09/05/2013 22:39
    Falando em exclusão social, vejam que legal. Nos EUA, o número de deficientes recebendo ajuda do governo é maior do que a população da Grécia. É o governo agindo para ajudar os necessitados e melhorar a igualdade:

    www.zerohedge.com/news/2013-05-09/number-us-citizens-disability-now-larger-population-greece

    Engraçado como em épocas de desemprego maior cresce o número de beneficiados, deve ser o estresse...
  • Lucas Oliveira  10/05/2013 08:13
    Falando em "socialmente excluidos" :

    consciencia.blog.br/2013/05/como-a-sede-de-vinganca-so-atrapalha-no-tratamento-da-violencia-urbana.html

    Este texto é tão patetico e vitimista (a culpa é da classe media ve se pode) e se ultiliza de tantos lugares comuns, que acabei desistindo de argumentar nos comentarios depois de digitar 2 linhas. Deem uma olhada voces, serao regados com uma chuva de lugares comuns, mas a melhor de todas na minha opinião foi "politicas socio-educativas" heuaheuaheuaheuahhuuu
  • Camarada Friedman  10/05/2013 15:57
    Pra vc entender a classe média que odeia a classe média, recomendo essa série do site O IMPLICANTE:

    CLASSE MÉDIA QUE ODEIA CLASSE MÉDIA, PARTE I: www.implicante.org/artigos/classe-media-que-odeia-a-classe-media-parte-i/

    CLASSE MÉDIA QUE ODEIA CLASSE MÉDIA, PARTE II: www.implicante.org/artigos/classe-media-que-odeia-a-classe-media-parte-ii/

    A verdade é que esses esquerdistas projetam o ódio pelos pobres na classe média. Os pobres apoiam prisão perpétua, pena de morte e tudo mais. Posso falar isso por experiência pessoal e também pq minha família não saiu de berço de ouro e sempre trabalhamos com gente pobre.

    Mas nem fique puto, cara. Antigamente isso era "common sense" mas não tinha ninguém pra botar isso como um pensamento justificável(justamente por ser uma coisa popular), hoje temos todo tipo de direitistas/conservadores e até alguns malucos no youtube clamando por justiça com as próprias mãos.

    Odeio intelectuais, pqp.
  • Luiz Berenguel  12/11/2014 15:31
    Brilhante Thomas Sowell. As pessoas querem viver a custas dos outros e não produzir nada. Estamos na era da preguiça.
  • Daniel  27/10/2016 04:13
    Responda: Sua família tem casa? Você tinha uma cama para dormir quando criança? Cursou a escola na idade correta? Fez faculdade? Teve dificuldades para pagar os custos relacionados a ela? Essa dificuldade incluiu racionar gastos domésticos? Você trabalha? Quantas horas por semana? Ganha hora extra? Se sustenta do próprio trabalho? Sobra dinheiro para supérfluos?
  • Thiago Teixeira  27/09/2015 15:20
    Lembrei-me agora de um reitor de uma universidade na california, negro, que chegou à conclusão de que as cotas raciais haviam sido um fracasso.

    Deve ser por causa desse tipo de analise fria e imparcial que ele é um homem bem-sucedido.
  • Daniel  27/10/2016 04:16
    Defina "bem sucedido"
  • Fernando  27/09/2015 16:37
    Eu tenho uma opinião sobre essa pluralidade.

    As pessoas deveriam ter a opção de escolher se querem benefícios sociais. Como hoje seria muito fácil consultar se alguém é cliente do governo, até um serviço de políciamento poderia ser escolhido pelo cidadão. Se alguém não quer nada do governo, não precisaria pagar impostos diretos ou indiretos quando vendem sua mercadoria.

    Essa pluralidade não seria contra empresas estatais, porque teremos nosso direito de competir com elas sem pagar impostos. Essa pluralidade transformaria o governo em uma cooperativa, onde quem quer participar pode escolher por livre iniciativa.

    A liberdade plena deveria permitir que pessoas escolham ter um governo. Um liberal deve ter muito cuidado com proibições, até mesmo quando pessoas querem se unir para ser governadas. Pelo outro lado, Defender a sua liberdade para não ser governado é um direito da liberdade de cada um.

    Claro que seria difícil interligar um mundo anarco-capitalista com um mundo estatal. A convivência com as leis do governo estatal seria muito complicada, mas tenho certeza que a maioria das leis não teriam influência sobre os liberais. Isso já seria um grande avanço, mesmo não sendo um mundo ideal para ambos os lados. Mesmo não sendo ideal, a situação seria muito melhor do que hoje.

    Essa minha idéia poderia ser facilmente aceita por muitos liberais, mas seria atacada fortemente por socialistas, pois eles gostam mesmo é de escravizar e sugar o dinheiro alheio. Já os que querem um estado razoável e sem excessos, eles poderiam facilmente aceitar essa proposta de interligação de um mundo liberal com um social.



  • Edujatahy  27/09/2015 21:22
    Meu caro Fernando.
    Apoio totalmente a ideia. Só falta combinar com os políticos.
  • Anderson  27/09/2015 18:25
    Os artigos do Sowell são como jóias, só que escritas.


    Já fazem alguns anos em que ele foi traduzido e apresentado no site, e eu nunca consigo esquecê-lo, é demais!
  • Anderson  27/09/2015 22:47
    Esse "ele" é o artigo, não o Sowell. Errei em não especificar o sujeito da oração...
  • Pedro  27/09/2015 21:31
    Corrigir dólar pela inflação:

    https://www.youtube.com/watch?v=zZvl8rVUvs0&feature=youtu.be
  • Igor  27/09/2015 23:22
    Caros amigos do IMB,

    Primeiramente, me desculpem se o comentário abaixo não estiver no local adequado.

    Sou leitor do site desde 2010, sou muito grato pelo rico material compartilhado, porém tenho certa dificuldade em me aprofundar e discutir as "idéias livres" (libertárias, liberais, conservadoras e etc.) com as pessoas que convivo. As vezes, sinto que apenas a leitura não é suficiente, pois falta ambiente para discussão e aprimoramento dos conceitos.

    Logo, gostaria de propor a idéia do IMB oferecer um curso (aos sábados, por exemplo. Uma vez que a maioria - se não a totalidade - de nós não é sustentada por verbas estatais) para discutir e desenvolver mais o "pensamento livre" no Brasil e também discutir as idéias esquerdistas/marxistas em geral, afim de refutá-las. Poderiam ser cursos presenciais abertos ao debate e também com divulgação por Skype ou Hangout para tentar atingir a maior cobertura territorial possível.

    O objetivo seria promover mais o rico pensamento divulgado pelo site e desenvolver os interessados, criando um "batalhão" de pessoas com grande base de conhecimento para divulgar nossos ideais de maneira mais ampla.

    Poderiam também ser estabelecidas parcerias com outros institutos (Millenium e Liberal por exemplo) com ideais parecidos.

    Aos amigos do site, que compartilhem da minha sugestão, peço que comentem abaixo.

    Obs.: Caso já exista algo parecido, por favor, me desculpem e me indiquem;

    Obrigado,

    Igor
  • austriacos.com  28/09/2015 01:53
    Olá Igor,

    Criei o austriacos.com com os mesmos objetivos que você pretende alcançar com as reuniões aos sábados.

    O fórum austriacos.com pretende servir como espaço de debate e ponto de encontro para todos aqueles que seguem as ideias do liberalismo clássico.

    Caso queira utilizar o espaço para reunir interessados ou debater ideias, fique a vontade.

    Abraços
  • Igor  28/09/2015 18:28
    Obrigado, vou dar uma olhada no endereço que você indicou.

    Abs.,

    Igor
  • David  27/09/2015 23:39
    Moralidade no raciocino

    Olá prezado leitor esta parte ("Aparentemente, todas as pessoas têm direito a receber uma "fatia justa" da prosperidade da sociedade, não importa se elas trabalharam 16 horas por dia para ajudar a criar essa prosperidade ou se não fizeram nada mais do que viver na mendicância ou recorrer ao crime. No final, tudo indica que devemos alguma coisa a estas pessoas pelo simples fato de elas nos agraciarem com sua existência. Tudo indica que elas "têm o direito" de viver à custa dos pagadores de impostos, mesmo que sintamos que poderíamos viver muito bem sem elas.") do artigo revela o desprezo do autor por uma sociedade treinada e apta no contexto mundial, não no estilo de países comunistas ou socialista, mas ele faz uma colocação irônica de cunho fascista pois acredita que os privilegiados à custa da exploração social quando os indivíduos não estão engajados na teia social devem morrer, o que o torna um misantropo dos jardins da elite que joga suas pedras irracionais em quem passa.
    A ironia demonstrada no texto ("os ricos supostamente devem pagar sua "fatia justa" em altos impostos.") mostra que o autor não entende a estrutura social criada através dos tempos. Eu indicaria a boa leitura da história humana e ainda da história econômica da humanidade e que busca-se um padrão para então entender e esclarecer na sua mente o porquê de os ricos terem que pagar altos tributos e o porquê do Estado mínimo no quesito financeiro deve ser executado com exatidão. A Aristocracia dever ser grande, mas não onerosa como é aqui no Brasil, o custo do estado como um todo não deveria passar de 40% do orçamento. Em terras tupiniquins o investimento não passa de 17% do orçamento o resto e pagamento de acionistas da dívida pública e custo do funcionalismo e dos políticos. Uma vergonha com nome e sobrenome... Elite Aristocrática e burocrática. Também vi outra colocação que é perturbadora ("Há um determinado número ou uma proporção exata? Nunca se soube. ") pois é, não foi feito um estudo multidisciplinar sobre o assunto, quando houver um estudo haverá números para elucidando o problema, esse número existe e não é pouco.
  • Leonardo  20/01/2016 16:44
    "... o desprezo do autor por uma sociedade treinada e apta no contexto mundial, não no estilo de países comunistas ou socialista, mas ele faz uma colocação irônica de cunho fascista..."
    Visto o conteúdo do texto citando os clichês esquerdistas de acusarem quem discorda do seu "politicamente correto" dos mais diversos clichês, eis que aparece aqui um que o autor esqueceu, o "fascista". Ou seja esquerdista detectado e acusando quem discorda dele do que ele é.
  • Dallan  27/09/2015 23:46
    Infelizmente, uma das causas da expansão dessas esquerdices são os tais "cursos de humanas".

    Eu sempre perguntei para meus colegas: pra que serve a maioria dos cursos "de humanas"? Pra nada, somente para implantar as esquerdices na mente dos universitários, que infelizmente serão os "pensadores" das próximas gerações. Cursos geralmente feito pelas pessoas menos capazes ou por jovenzinhos mimados que tem todo conforto familiar mas, em vez de reconhecer os méritos dos pais, preferem se sentir culpadinhos pela "falta de humanidade de seus pais" e se tornarem os justiceirinhos sociais politicamente corretos.

    Olha o que está sendo feito no Japão e poderia ser feito no Brasil:

    https://www.timeshighereducation.co.uk/news/social-sciences-and-humanities-faculties-close-japan-after-ministerial-decree

    Observem que praticamente nenhuma profissão de nível superior de humanas existiria se não fosse a imposição estatal. Um exemplo é o tal do assistente social, um mero preenchedor de formulários que qualquer um poderia preencher com um mínimo de treinamento. Notem que são os cursos preferidos das ditas minorias: mulheres, negros, homossexuais, etc.
  • anônimo  28/09/2015 01:08
    Concordo.

    Minha mulher, que começou geografia na UFRGS em 2003, desistiu no 4º semestre: não aguentou a doutrinação esquerdista/marxista nas aulas. Ela comentava que a estratégia dos "professores" era sempre levar à aula em forma de debates. Com isso, eles (professores) podiam mapear quem tinha tendências ao esquerdismo e quem eram os "outros" (conservadores, liberais, etc).

    Os debates rolavam a aula inteira, sendo que algumas quase levavam as partes as vias de fato. E o pior: o "professor" visivelmente se "divertia" vendo os debates e, no final, sempre se posicionava à favor dos esquerdistas. Isso, obviamente, deixava a metade da turma (ou até mais) extremamente desmotivada e injustiçada. Uma completa imbecilidade acadêmica.

    Li recentemente que na Austrália o governo decidiu acabar com cadeiras de humanas (história e geografia, se não me engano) e colocar no lugar programação de computadores. Achei genial.

  • Anderson  28/09/2015 03:08
    É... A universalização da universidade acaba atraindo muitos incapacitados, infelizmente. Se observarmos o tipo de universitário de antes, na Europa do século XIX para trás (séculos anteriores ao XIX), perceberemos que o indivíduo deveria dominar não só o idioma nativo como também o Latim, o Trivium e etc., caso quisesse ENTRAR numa universidade. Hoje, os sujeitos não sabem o mínimo do idioma, nunca leram Camões, não sabem escrever uma mísera redação, mas querem ser os "doutores" de amanhã...
  • anônimo  28/09/2015 10:27
    Nenhum médico, nem engenheiro nem nada mais técnico precisa ler camões pra ser um bom médico, engenheiro, etc.
    Na idade da pedra as pessoas podiam se dar ao luxo de aprender coisas inúteis porque havia pouca coisa pra se aprender, hoje em dia isso é impossível.


  • Anderson  28/09/2015 13:16
    "anônimo",

    Estás equivocado. Nós apenas estávamos falando sobre o estudo de Humanidades (Humanas). Quando eu me referi ao nível dos estudantes que desejavam entrar na Universidade do século XIX ou antes, era em relação aos de Humanas, não os de Exatas e outros ramos. Pensei que tivesse ficado claro pelo contexto da conversa.
  • anônimo  28/09/2015 10:36
    O problema não é a universalização da universidade, o problema é a doutrinação esquerdista.
  • Marcelio  28/09/2015 13:44
    Em um país livre seria errado querer impor o que as pessoas devem aprender ou não. Os burocratas do Japão estão sendo verdadeiros socialistas querendo impedir pessoas de estudarem humanidades e vocês estão concordando com isso. Não se esqueçam que Economia também é Humanas. E é em debate que essas coisas são refutadas. Se proibirem, a doutrinação continuará existindo, mas quase não existirá debates por causa disso.
  • Dallan  28/09/2015 15:44
    Marcelio,

    Em um país livre seria errado o Estado se predispor a ofertar quaisquer cursos superiores, em vez de deixar a cargo do mercado. O que eu quis ilustrar é o caráter esquerdista destes cursos de humanas e no caso do Japão, esta foi uma decisão motivada por um simples olhar lógico do mercado, em que tais carreiras não são tão demandadas quanto carreiras de biológicas e exatas. E eu falei a maioria dos cursos de Humanas, não todos.

    Por exemplo: sou da área da computação (odeio o termo TI). Uma das coisas que mais me alegra é saber que minha área praticamente não é regulamentada e mesmo assim ninguém consegue pensar em um mundo hoje sem os computadores. Não precisamos de regulamentações para provarmos a necessidade da nossa existência. As pessoas precisam de nós simplesmente porque não querem entender as complexidades da área ou porque realmente não se sentem capazes ou não gostam.

    Eu nem citei Economia, mas como você citou, eu te pergunto: ela é uma área tão demandada pelo mercado ou o arranjo estatal distorce a necessidade dela no mercado? Em um mundo libertário talvez pouquíssimas empresas quisessem alguém formado em Economia mas com certeza muitas pessoas pensariam em uma formação nesta área para lhe dar alguma vantagem competitiva em um provável empreendimento. Em um mundo livre, a exigência de empregados "formados" seria espontânea pois as empresas talvez enxergassem que uma determinada formação era mandatória para o emprego.

    Um libertário não precisa defender a existência de uma formação em Economia, já que a Economia é apenas uma faceta do pensamento libertário (talvez a mais evidente, mas não a única). Creio que grande parte dos que frequentam este site não é de pessoas formada em Economia, mas que começou a ver o lado real das coisas e começou a se interessar por este assunto. E, assim como um autodidata pode programar melhor que um formado em TI (argh...), um libertário entusiasta pode ser um melhor empreendedor que um simples "autômato keynesiano".
  • Edujatahy  29/09/2015 21:15
    Eu concordo com o argumento.

    Se o estado privatizasse todas as faculdades públicas e não mais existisse o MEC quantos destes cursos de humanas "restariam"?
  • Mateus  28/09/2015 03:18
    Sowell, mais uma, vez sensacional. O que constato,para aqueles que pensam que o socialismo/comunismo morreu, ele está mais vivo do que nunca, sob a égide do estado, impondo sua democracia, mesmo nos Eua....E criam as maneiras diferentes de impor as falácias deste sistema crimonos. Rothschilds, rockfeller, sempre foram socialistas....qual o motivo de existir o estado do bem estar social?? Muito vantajoso punir aqueles que procuram trabalhar através de imposto e sustentar um bando de sanguessugas que os mantém.Discriminar sempre!!!
  • Jarzembowski  28/09/2015 11:45
    Muito interessante a forma como o Sowell inicia seu texto, falando sobre palavras que de tão gastas e subutilizadas se desconectaram de sua natureza semântica - no fundo a retórica esquerdista vive disso, de confundir o discurso público ao transformar palavras - de ferramentas de uso comum para se orientar no mundo real, em meros gatilhos emocionais. Desta forma, termos como "justiça", "igualdade", "diversidade", "desigualdade" atingem o interlocutor diretamente no campo das emoções, e o fortalecimento desse mecanismo pela repetição incessante culmina em um automatismo semi-animalesco, onde a linguagem perdeu completamente o seu significado e a sua função original - as palavras não servem mais pra comunicar de maneira ordenada dados da realidade, mas apenas para estimular determinadas emoções.
    Para quem se interessa sobre isso, recomendo expressamente este artigo :Outro dia eu visitei a casa do Gregório Duvivier que fala sobre o papel da literatura e da destruição da linguagem no processo de degradação moral empreendido pela esquerda - eu sei que é uma tortura ler um artigo(e bem longo) sobre esse lixo desse Gregório Duvivier, mas o texto acaba sendo sobre todos esses progressistas e o seu papel na promoção da confusão mental e na fixação dos lugares-comuns que o Sowell cita no artigo.
  • RichardD  29/09/2015 05:06
    Belo artigo, nunca tinha pensado nisso.
  • Shmuel  29/09/2015 14:46
    Encontrei uma definição bem acurada do que vivemos atualmente. Ineptocracia. Com o link para o artigo completo à respeito.

    Ineptocracy: A government system where the least capable to govern are elected by the least capable of producing, and where the members of society least likely to sustain themselves or succeed, are rewarded with goods and services paid for by the diminishing number of producers.

    Ineptocracia: Um sistema de governo onde os menos capazes de governar são eleitos pelos menos capazes de produzir, e onde os membros da sociedade com menos possibilidades de auto-sustento ou obtenção de resultados, são agraciados com bens e serviços pagos por um número decrescente de produtores.

    www.centralamericadata.com/en/article/home/Mutation_and_Death_of_Democracy
  • M.S.Batista  30/09/2015 13:58
    Já disse Lênin:

    "Usaremos o idiota útil na linha de frente. Iniciaremos o ódio entre as classes. Destruiremos a sua base moral a família e a espiritualidade. Comerão as migalhas que caírem de nossas mesas. Nossa minoria organizada irá sempre derrotar a maioria desorganizada".

    Texto de Vladimir Lênin publicado no Jornal "Hoje em Dia", de 27 de junho de 2014,pg.03
  • Emerson Luís  04/10/2015 13:02

    Os esquerdistas amam debater intenções em vez de resultados, confundir metas com métodos e se apresentarem como monopolistas da virtude.

    * * *


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.