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A tecnologia e sua “destruição criativa” são pró-trabalhador
A inovação geralmente destrói empregos, mas cria vários outros. E melhores

Os temores em relação à inteligência artificial, à automação e aos robôs estão por todos os lados.

Um dos redutos favoritos é a Amazon.com, onde vários livros — como Os robôs e o futuro do emprego, de Martin Ford — preveem o fim do trabalho. Tais livros seguem um caminho já bem conhecido. Vinte e dois anos atrás, Jeremy Rifkin escreveu The End of Work. Por ironia, quase que imediatamente, o mundo entrou em um dos maiores períodos de criação de emprego na história.

O fim do trabalho é algo que jamais temos de temer. E por uma questão de lógica: a necessidade de trabalhar e produzir bens e serviços só se esgotará quando não houver absolutamente mais nada que queremos e desejamos.

Trabalhos são apenas coisas que fazemos

Trabalhos são apenas tarefas que realizamos com o objetivo de produzir e obter as coisas que desejamos.

Nós nunca acabaremos com nossos desejos de consumidor, não importa quantos robôs ou outras tecnologias criemos.

Quando as tecnologias se encarregam de saciar algumas de nossas necessidades, isso significa que elas estão nos liberando do ônus de ter de trabalhar para produzir aquilo. Consequentemente, elas estão nos dando a oportunidade de irmos buscar outras atividades que nos dão mais prazer e satisfação — uma oportunidade que deveríamos agarrar com avidez.

Grande parte da angústia em relação à tecnologia parece ser em relação à expectativa de vida dos empregos que existem atualmente. Mas eis o fato: o objetivo jamais deve ser o de preservar os empregos que existem hoje. Não foi assim que a humanidade evoluiu, prosperou e enriqueceu. Nós não evoluímos protegendo empregos obsoletos e maçantes, mas sim acabando com eles e, em seu lugar, criando novos empregos mais modernos, em linha com as demandas dos consumidores.

Assim, o objetivo de uma sociedade que quer prosperar e enriquecer tem de ser o de criar os trabalhos que serão realmente necessários no futuro.

São inúmeras as pessoas que parecem querer, de alguma forma, combinar empregos dos anos 1950 com um estilo de vida do século XXI. Mas a razão pela qual desfrutamos do padrão de vida que usufruímos hoje é porque efetuamos os trabalhos de hoje, e não aqueles da década de 1950. Para ser mais preciso, realizamos os trabalhos que fazemos hoje para produzir os bens e serviços que queremos e desejamos hoje, e não aqueles que desejávamos no passado.

Eis uma realidade que muitos se recusam a aceitar: a maneira como as pessoas ganham dinheiro depende diretamente da maneira como elas gastam dinheiro. Não adianta você querer ganhar dinheiro fabricando máquinas de escrever se as pessoas querem gastar dinheiro comprando computadores.

Por isso, à medida que progredimos, iremos continuar renunciando a alguns empregos e criando outros, adaptando nosso trabalho (a maneira como ganhamos a vida) a como queremos viver e ao que as tecnologias podem fazer por nós.

Na década de 1860, mais da metade das pessoas ainda trabalhava no campo. Desde então, a mecanização da colheita, a criação do milho híbrido, a automação do processo de produção de ovos e outras tecnologias para reforçar a produtividade agrícola eliminaram os empregos de muitas pessoas. Mas essa mecanização da agricultura não eliminou a lista — em constante expansão — de tudo aquilo que as pessoas desejem além de alimentos. Nem de longe.

Hoje, apenas 2% da população vive no campo. No século XVIII, ninguém acreditava que isso seria possível. E não apenas esses 98% não estão morrendo de fome, como estão prosperando — levando vidas melhores, trabalhando em empregos mais confortáveis e, em alguns casos, até mesmo lutando contra a obesidade por causa do excesso de comida disponível.

Ao liberar mão-de-obra, as tecnologias agrícolas nos deram a oportunidade de nos concentrarmos em satisfazer outras necessidades. Ao mesmo tempo em que ainda existiam dezenas de milhões de agricultores, havia apenas dezenas de milhares de médicos. Hoje, há mais de 10 vezes mais; centenas de milhares de médicos. Não seria possível haver esse tanto de médicos se as pessoas ainda estivessem amarradas ao trabalho no campo, tendo de trabalhar manualmente para produzir a comida de que necessitam para viver.

Abolindo trabalho e criando empregos

Quando as tecnologias eliminam alguns trabalhos, é como se estivéssemos riscando alguns itens da nossa lista de tarefas. Quando fazemos isso, não nos acomodamos e ficamos ociosos, sem fazer nada; partirmos em busca de outras atividades que irão produzir outros bens e serviços que ainda estamos demandando.

foto1.pngQuando as tecnologias eliminam algumas tarefas, isso nos dá a oportunidade de ampliarmos nossos horizontes. Por exemplo, em 1900, nos EUA, cerca de uma em cada vinte pessoas na força de trabalho era empregada por uma ferrovia. A invenção do automóvel e do avião liberou muita dessa mão-de-obra – e, consequentemente, liberou o mundo para ir buscar novos desejos e necessidades. Hoje, quase um em cada vinte americanos é um engenheiro ou cientista, de acordo com o Congressional Research Service.

Se 5% da força de trabalho — cerca de oito milhões de pessoas hoje — ainda fossem empregadas pelas ferrovias (como eram em 1900), talvez não houvesse pessoas suficientes para produzir todos os avanços tecnológicos que a engenharia e a ciência geram.

Quando as tecnologias eliminam empregos, elas geralmente criam outros novos. Nos tempos mais recentes, vimos novas tecnologias visível e rapidamente remodelando o mercado de trabalho. Por causa da internet, não precisamos mais de tantos agentes de viagens, funcionários de livrarias e de lojas. Em vez disso, precisamos de desenvolvedores de aplicativos e de sites online.

foto2.pngDevido ao streaming de vídeo e aos canais de filmes digitais, não precisamos mais de dezenas de milhares de funcionários de locadoras. Consequentemente, temos mais pessoas disponíveis para realizar serviços de cuidados pessoais, fornecer suporte técnico por telefone e trabalhar em centros de atendimento a clientes de empresas online.

Quando as tecnologias eliminam empregos em um lugar, elas geralmente os geram em outros lugares. Os caixas eletrônicos diminuíram a necessidade de caixas bancários nas agências. E aí, dado que menos pessoas são necessárias na equipe de uma agência, os bancos podem abrir mais agências em áreas menos populosas.

Regozije-se

Desde o início do capitalismo moderno, estamos constantemente envolvidos em um processo de substituição de uma tecnologia por outra. Mas não olhamos para o passado com tristeza e saudade dos empregos que perdemos — tais como limpadores de chaminés, entregadores de leite e cortadores (e entregadores) de gelo.

Em vez disso, já aceitamos como naturais as conveniências de que desfrutamos. E é por causa delas que temos hoje os nossos empregos.

Querer que a mecanização, a automação e a robótica sejam bloqueadas e que toda a economia seja engessada e impedida de progredir simplesmente porque "as pessoas perderão seus empregos" é um recurso meramente emocional, sem qualquer base na lógica. Nenhuma economia rica se desenvolveu "protegendo empregos", pois a destruição de empregos obsoletos representa o próprio sinal do progresso.

Há vários empregos que existem hoje e que nem sequer eram imaginados há 10 anos. E vários empregos que existiam há 10 anos não mais existem hoje. E a maioria dos empregos que existirá no futuro ainda não existe hoje. Querer frear esse progresso em nome da proteção de alguns empregos é uma atitude que, caso tivesse sido seguida lá atrás, faria com que ainda hoje estivéssemos vivendo no campo e com uma enxada na mão. 

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Automação versus empregos - como ter uma carreira para a vida inteira


autor

Allan Golombek
é diretor sênior do White House Writers Group.


  • Túlio  09/09/2019 17:32
    As pessoas só se focam na automação porque têm medo do futuro. Curiosamente elas ignoram outras "mecanizações" do passado que custaram milhões de empregos, mas que melhoraram enormemente nossas vidas e, consequentemente, reduziram nossos custos.

    Por exemplo, os eletrodomésticos reduziram enormemente a demanda por empregadas domésticas, que até então tinham de fazer tudo na mão. Com os eletrodomésticos, não só não precisamos mais de empregadas, como também não temos de pagar salários a elas. Isso reduziu nosso custo de vida e beneficiou a todos, mas os hipócritas ignoram isso.

    Ademais, como os eletrodomésticos diminuíram o tempo que as pessoas gastam em tarefas domésticas, elas agora não só não mais precisam de empregadas (o que reduz custos) como também podem agora focar nas atividades mais importantes (o que aumenta a renda).

    Tal "mecanização" foi brutal para o emprego das domésticas, mas ninguém derrama lágrimas. Tampouco fizeram gritaria dizendo que os eletrodomésticos iriam fazer explodir o desemprego, pois as domésticas não teriam qualificação para encontrar outros empregos.
  • Régis  09/09/2019 17:37
    Bom ponto.
  • Guilherme  09/09/2019 17:38
    Sobre os efeitos da máquina de lavar.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2777
  • Felipe Lange  09/09/2019 19:57
    Eu que moro na Flórida lembrei disso... depois de eu conhecer o secador de roupas, nem sinto mais falta de colocar roupa no varal. E eu não entendo realmente a função de um passador de roupas. Você coloca lá, depois tira. Consome menos espaço, menos tempo e precisa de menos esforço. A máquina de lavar louça também é uma outra coisa muito legal. Cortador de grama sem fio e com acelerador... que moleza (apesar que aqui na cidade tem uma lei idiota que obriga todo mundo a ficar cortando a grama/mato, ou seja, a propriedade privada não existe mais)! Quando eu passo no Home Depot, e vejo aquele monte de coisa... máquinas, ferramentas, sementes, substrato...

    As empregadas aqui existem, mas a procura (necessidade) não é tanta. E as que existem não ganham mal (talvez mal para os padrões americanos, média salarial é de U$11 por hora) e podem trabalhar com um carro que não esteja caindo aos pedaços, sem precisar se endividar. No Brasil, país intervencionista ao extremo, a coitada depende do transporte coletivo soviético (isso quando tem, pois em cidade de interior é comum não passar em certas regiões).

    Pena o setor de habitação e de ensino serem estragados... a bolha imobiliária, leis de zoneamento e impostos acabam com as casas acessíveis. Sem essa regulação, provavelmente teríamos casas por U$4000. Há aquelas casas pré-fabricadas que são muito legais, mas os obstáculos das prefeituras sabotam tudo.
  • impérion  09/09/2019 21:51
    e mulheres deixaram de ser empregadas e viraram executivas
  • Intervencionista  09/09/2019 23:02
    Sou a favor da criação de uma lei obrigando a contratação de uma empregada doméstica para operar os eletrodomésticos de lares cuja renda familiar seja superior a dois salários mínimos. Seria uma forma de reparar os danos causados pela maldita automatização.

    Nossa Constituição Cidadã de 1988 - considerada a mais moderna do mundo - já prevê, em seu artigo 7º, inciso XXVII, a proteção em face à automação. É necessário levar em consideração a função social do emprego, que vai muito além de satisfazer as necessidades de outrem. Leis que obrigam a presença de frentistas nos postos de gasolina e cobradores nos ônibus urbanos são exemplos que seguem esse princípio.
  • Estado o Defensor do Povo  10/09/2019 02:58
    Sabia, sabia que cobrador de ônibus era uma profissão que a legislação obriga os caras a empregar, tem algumas cidades que os caras não fazem absolutamente nada, só ficam olhando os passageiros passar o cartão.
  • Revoltado  10/09/2019 13:32
    Sem contar que em tempos bem mais pretéritos, com a inexistência da geladeira, a carne deveria ser conservada em tonéis cheios de banha de porco ou sal, para que não estragasse tão rapidamente. Este costume era adotado sobretudo pelos colonos alemães e italianos do Rio Grande do Sul.
  • Eric  11/09/2019 12:49
    Lembrando que a luta contra o fim da profissão de cobrador continua aí, mesmo hoje reinando o bilhete único.
  • Dúvida  09/09/2019 17:36
    Eu até entendo que a mão de obra qualificada que for demitida de uma linha de produção por causa dos robôs irá encontrar novos trabalhos, mas e um cara de 45 anos que frita hamburguers em uma rede de fast-food? Se ele for substituído por um robô (e será) como é que ele vai encontrar outro emprego?
  • O Sincero  09/09/2019 17:45
    Se você tem 45 anos e trabalha fritando hambúrgueres em um fast-food, então, desculpe a sinceridade, mas você fracassou na vida. Miseravelmente. Se você quer um emprego melhor, então você tem de valer isso. Você tem de se tornar uma pessoa que sabe criar valor para seus consumidores.

    Empregos em fast-food (ou outros empregos que pagam salário mínimo) não são empregos para uma vida inteira. Não são empregos nos quais você deve querer formar uma carreira. Não são empregos com os quais sustentar uma família. Fritar hambúrguer em fast-food é um emprego que é apenas uma porta de entrada no mercado de trabalho. São para iniciantes, adolescentes, estudantes que querem complementar renda ou mesmo para aposentados que ocasionalmente querem ter algo para fazer durante o dia.
  • Fabrício  09/09/2019 17:48
    Qual é a porcentagem de pessoas com mais de 40 anos que realmente ganha a vida fritando hamburguer em lanchonete fast-food (não confundir com hambuergueria gourmet, que paga bem mais)?

    Chega a 2%? Duvido muito. A maioria é tudo jovem, e não está ali para a vida inteira.

    Mesmo em cadeias como Madero e Outback, que fazem hambuergueres mais requintados e exigem mão de obra mais qualificada, duvido que a pessoa trabalha ali pensando em ficar ali para sempre. E nem seria bom para a economia se fosse assim.
  • Capital Imoral  09/09/2019 20:45
    Caro sincero, deixe-me te contar um segredinho: a vida é dura, e nem todo mundo é burguesinho igual Hélio Beltrião. Precisamos abandonar essa visão corporativa para com relação à vida. Nem todo mundo vive de insights de Jeffrey Tucker ou Pastor Flávio Augusto; o ser humano é muito mais complexo do que essa religião materialista, pequeno burguesa, chamada mundo corporativo.

    O pessoal pensa que todo mundo nasceu na Faria Lima e vai ao shopping tomar café enquanto lê Mises. Desculpe, mas tem gente que nasceu miserável e vai morrer miserável nessa vida. Tem gente, realmente virtuosa, que vai nascer e vai estar com 45 anos, lendo Mises e morando com os pais, fritando hambúrguer no McDonald. Basta pesquisar a real vida do pessoal que comenta neste instituto. Sincero pensa que a vida é um RPG onde se você acumular virtudes do neoliberalismo será mais rico. ora, isso é uma maçonaria de ordem pública.

    Eu gosto muito de um versículo da bíblia que diz: "Pois a quem tem, mais lhe será confiado, e possuirá em abundância. Mas a quem não tem, até o que tem lhe será tirado". Trazendo isso para o sentido econômico: os donos do poder e riqueza serão tão poderosos, que até mesmo os homens mais virtuosos não conseguirão crescer em abundancia. Eis a realidade do capitalismo.


    Capital Imoral é filosofo, escritor e já refutou Mises.
  • Saudoso  09/09/2019 22:18
    Opa, agora sim. Minha saudade foi exterminada. Bem-vindo de volta, meu ídolo.
  • Liberal é o caraio  10/09/2019 01:18
    Isso aí, Capital Imoral. Esses liberais pensam que tudo se resume à ganhar uns trocadinhos e ter de ouvir desaforos de patrões. Prefiro mil vezes, arar, plantar e colher em minha propriedade(mesmo que seja "atrasado", do que trabalhar em um escritorinho "muito mais confortável" e ganhar uma miséria, ouvir desaforos e passar por humilhações.
  • Humberto  10/09/2019 01:46
    "Prefiro mil vezes, arar, plantar e colher em minha propriedade(mesmo que seja "atrasado", do que trabalhar em um escritorinho "muito mais confortável" e ganhar uma miséria,"

    Como eu tenho certeza de que você não seria leviano ao ponto de defender uma coisa e praticar outra, gostaria de saber como você está escrevendo isso aí na roça.

    Sim, pois, para comentar aqui, você necessita de internet e computador/smartphone, duas modernidades tecnológicas que não existiriam caso empregos na agricultura não tivessem sido destruídos pela mecanização, a qual acabou com a necessidade de utilizar seres humanos para fazer trabalhos agrícolas pesados, e os liberou para ir buscar outras vocações fora do campo, dando início inclusive à revolução digital que você está usufruindo.

    Logo, seja coerente: desligue sua internet, quebre seu laptop/smartphone e viva em autarquia. Se não fizer isso, é incoerente.
  • Liberal  10/09/2019 01:36
    Este texto apenas mostrou que a tecnologia acaba com os bons empregos e realoca as pessoas em sub-empregos que com toda certeza, por serem muito menos exigentes e executáveis até mesmo por macacos, pagarão muito menos. "As pessoas estão em empregos muito mais confortáveis", claro, como se deixar de arar a própria terra e ir trabalhar em um call-center multinacional que te obriga a trabalhar até aos domingos fosse algo muito bom.
    "...levando vidas melhores", uma pesquisa realizada com jovens britânicos, apontou que 85% deles acha que a vida não tem sentido e estão frustrados e este não é um fenômeno restrito a eles.
    "... trabalhando em empregos mais confortáveis", leia-se, escritórios de multinacionais em que as pessoas preferem o suicídio a continuar aturando humilhações de gerentes que cumprem ordens de "patrões sem rosto".
    ..."e, em alguns casos, até mesmo lutando contra a obesidade por causa do excesso de comida disponível." puxa, mas que vidão, hein.
  • Vladimir  10/09/2019 01:57
    "a tecnologia acaba com os bons empregos e realoca as pessoas em sub-empregos que com toda certeza, por serem muito menos exigentes e executáveis até mesmo por macacos, pagarão muito menos."

    Interessante. Coloque aí a sua fonte. Já que você tem "toda a certeza" de que os novos empregos pagam menos que os antigos, então não terá dificuldade nenhuma de provar.

    Por exemplo, eis algumas novas ocupações que surgiram com o aprofundamento da tecnologia: YouTubers, "Instagramers" Profissionais, Consultores de Moda, Fashion Designers, Apresentadores de Programas de Entretenimento Televisivo, Jogadores Profissionais de Videogame, Consultor de Marketing, Experimentador de Hotéis de Luxo, Testador de Camas, Testador de Alimentos e Bebidas, Investidores Profissionais, Professores de Investimento, Guias Turísticos. Tem até Testadores de Tobogã.

    Isso sem falar no fato de que a automação, ao reduzir a carga de trabalho muscular necessário para a sobrevivência, permitiu a expansão de profissões como médicos altamente especializados, financistas, instrutores de ioga, artistas, cineastas, chefs, contadores e empreendedores do ramo de tecnologia.

    Mostre que todas essas profissões ganham menos e têm um padrão de vida pior que um operário que ficava 12 horas dentro de uma fábrica insalubre apertando parafuso em linha de montagem de carro.

    No aguardo.

    P.S.: vocês esquerdistas deveriam ser um pouco mais coerentes. Charles Chaplin, em seu filme anti-capitalista Tempos Modernos, criticava exatamente esse tipo de trabalho maçante e exaustivo feito mecanicamente por operários nas linhas de montagem das indústrias, sem quase nenhum auxílio de tecnologia. E vocês agora não só estão com nostalgia daquele tempo, como ainda querem recriar tudo isso? Bizarro.
  • anônimo  10/09/2019 02:04
    "Charles Chaplin, em seu filme anti-capitalista Tempos Modernos, criticava exatamente esse tipo de trabalho maçante e exaustivo feito mecanicamente por operários nas linhas de montagem das indústrias, sem quase nenhum auxílio de tecnologia. E vocês agora não só estão com nostalgia daquele tempo, como ainda querem recriar tudo isso? Bizarro."

    É interessante observar que quanto mais uma pessoa está familiarizada com o trabalho em fábricas mais ávida ela é para proteger seus filhos e netos da necessidade de ter de trabalhar em fábricas.

    Quem trabalha em fábrica, fazendo serviço excruciante e debilitador, sonha em sair daquilo ali, e tem pesadelo ao imaginar seus filhos tendo de fazer o mesmo tipo de serviço. Eu já tive um vizinho que trabalhou na linha de produção da GM. Ele dizia que não podia nem imaginar ver seu filho (que fazia eng. mecânica) trabalhando no mesmo. "Só se for para projetar o carro no computador", dizia ele.
  • Mr Citan  10/09/2019 02:09
    Lembro que quando eu era de menor, minha mãe, que criou sozinha eu e minha irmã, e que já tinha trabalhado na Volkswagen e na antiga GE, falava sempre que ela faria de tudo para os filhos dela trabalhar em escritório.

    Eu achava muito estranho e até soberbo da parte dela, mas anos depois, quando fui estagiar na area de TI em uma fábrica que era fornecedora de montadoras, aí eu pude entender o que ela queria dizer com aquilo.
  • Emerson   10/09/2019 02:17
    Tem um filme com o Tom Cruise que fala justamente sobre isso. O título é A Chance (All The Right Moves), é de 1983, e passa em uma cidade siderúrgica da Pensilvânia. O filme mostra os jovens se esforçando ao máximo para se tornarem atletas de futebol americano e com isso serem admitidos em alguma universidade para assim não terem de trabalhar na indústria siderúrgica, que era vista como um pesadelo.
  • Dane-se o estado  11/09/2019 14:18
    O que seriam "sub empregos?" aquilo que sua arrogância e boçalidade elitista de justiçeiro social acha que é? seriam camelôs? (comerciantes), motoristas de Uber, gente que vende doces ou comida? Pedreiros? O que seria exatamente emprego indigno? Porque ao meu ver são trabalhos como qualquer outro. Um camelô seria indigno? Um sujeito que vende água e comida na rua seria indigno? Porque? Porque o preconceito elitista de gente como você despreza esse tipo de trabalhador e sua condição? O que há de desumano nisso? O comercio é a atividade mais antiga e natural do ser humano. Então a tecnologia cria sub empregos? kkkkkk me espanta o quanto o raciocínio de vocês esquerdistas é acometido de uma inversão de lógica da realidade que chega em certos casos a ser psicótica. Vamos ver se a tecnologia e a automação cria sub empregos ou piora a condição de empregos que você arrogantemente considera impróprios

    1) Um sujeito que vende água no trânsito ou camelô tem uma certa regularidade de clientes no seu ponto de venda;

    2) a tecnologia começou a tornar serviços de internet e acessoa smartphones mais baratos e acessíveis até mesmo a este tipo de gente;

    3) O sujeito percebeu que agora com a automação e expansão de uma rede social virtual, ele pode fazer propaganda de seu negócio para milhares de pessoas que antes ele não era capaz, expandindo exponencialmente o alcance de clientes, agora ele pode juntar um dinheiro e mondar algum serviço exclusivo de alimentos, ou até mesmo uma pequena loja e expandir o alcance a qualquer um.

    Ora, realmente, agora este vendedor parece está numa situação muito pior, com todas as facilidades e barateamento de informação (que ele pode usar para adquirir mais conhecimento e melhorar sua vida) e de divulgação de seus serviços. Realmente isto foi um "golpe terrível" a sua condição como você afirma "sub emprego."
  • Amilcar  10/09/2019 14:36
    Acredito que os dois não deixam de dizer verdades ao defender cada um seu ponto de vista. Porém não podemos extremar tanto um lado quanto o outro, vamos procurar o meio termo, é aí que mora a melhoria para todos. Nosso país/mundo, não pode ser protecionista, deve trabalhar pra criar oportunidades a população em geral, a partir disso cada um escolhe o que acha melhor. Moro em cidade pequena onde todo mundo conhece todo mundo, sei de pessoas que eram pobres e lutaram pra ter vida melhor, como sei de pessoas que eram pobres e continuam do mesmo jeito de vários anos atrás, assim como conheço pessoas que nasceram em berço de ouro e hoje tem um trabalho simples, acredito que vocês também partilham da mesma experiência. Cada um busca o que lhe convém.
  • Luzimar Fugueiredo Teixeira  11/09/2019 13:45
    Certo você sincero. Se não nos qualificarmos e acompanharmos a evolução, com certeza estaremos fora do páreo, não só no mercado de trabalho, mas também no convívio social.
  • anônimo  09/09/2019 17:50
    É isso aí, vamos proibir toda a automação no país senão o seu Jairo, que trabalha no McDonald's da Rocinha, vai ter de virar lavador de carro (o que, aliás, pode até dar mais dinheiro)...
  • Estado o Defensor do Povo  10/09/2019 02:52
    Cara eu entendo a sua preocupação, mas desculpe nem sempre vai haver salvação para as pessoas, vão ter aqueles que vão se dar mal quer você queira quer não, o mercado nesse sentido é implacável, os consumidores são egoístas e não vão pensar em ninguém a não ser eles mesmos, quando você vai comprar um celular, seja da Apple, seja da Samsung, você não vai comprá-lo pensando na vida dos funcionários dessas empresas, preocupado deles serem demitidos se a Apple ou Samsung forem à falência, você vai comprar pensando em si mesmo e se aquele celular vai lhe satisfazer, se for um celular porco, sinto muito mas a empresa que o fabrica irá falir mandando embora todo mundo que trabalhava nela.

    E o raciocínio é o mesmo para os hambúrgueres, com máquinas fritando hambúrgueres, as despesas da empresa diminuem e o hambúrguer dela vai ficar mais barato, e todo mundo vai passar a consumir esses hambúrgueres, ninguém vai consumir o outro mais caro por pena dos caras virarem desempregados, sinto muito mas é assim que o mundo funciona, quer você goste ou não, e se você tentar impedir isso à força você só vai piorar a vida de todo mundo porque teve pena de uma parcela ínfima da população, e estará usando a violência para tal já que quem não pagar o imposto sobre importação das máquinas vai ser preso mesmo, desse jeito ninguém vai enriquecer e estaremos estagnados.

    Mas você pode olhar por outro lado, já que agora há máquinas fritando hambúrgueres, agora haverá o emprego do cara que conserta essas máquinas :), pense pelo lado dele, e aí? Quem você prefere? Que o fritador de hambúrguer fique empregado? Ou que o consertador de máquinas fritadoras de hambúrguer fique empregado? Quem é mais importante na sua concepção?

    Pra mim todos são iguais, tá na constituição até:"Todos são iguais perante a lei" :)
  • Skeptic  11/09/2019 00:39
    Num livre mercado não existiria desemprego involuntário. Desemprego é o resultado da intervenção do estado no mercado de trabalho, e hoje as pessoas tratam isso como fosse normal ou natural.

    E o problema não é se vai ter emprego mas se esse emprego vai criar mais riqueza ou vai destruir. Emprego não é um fim em si mesmo, dá pra empregar todos os despregados colocando-os (o gov) para cavar e tapar buracos, e tem uns doidos que até acreditam que isso é a solução para o crescimento econômico, hahaha.
  • Eric  11/09/2019 12:51
    Rappi, Uber, tá cheio de sub emprego por aí...
  • A Chibata Austríaca  09/09/2019 17:49
    Esse texto confirma os escritos de Karl Marx... É o ser humano virando mercadoria, seu trabalho tendo prazo de validade.

    Se SALÁRIO = PREÇO e a tendência no capitalismo de livre mercado é REDUZIR PREÇOS então logicamente os SALÁRIOS CAIRÃO. Quanto mais livre mercado mais os preços cairão e portanto salários cairão.(Salário=preço)

    A tendência é um trabalhador ganhar cada vez menos até o ponto em que ele seja substituído por uma tecnologia mais avançada. E assim o trabalhador vira um produto ultrapassado, daqueles que ficarão encalhados na prateleira.

    Algum seguidor do IMB com o coração mais frio que o de um serial killer poderia alegar de forma indiferente que esse trabalhador deveria se "especializar"(ou seja, se tornar uma tecnologia mais avançada, deixar de ser um produto ultrapassado para se tornar um produto moderno). Isso inevitavelmente o trabalhador terá que fazer. Mas no momento em que ele tiver que se "especializar" cada vez mais rápido, com cada vez mais frequência isso se tornará motivo de tormenta porque o CAPITAL não se importa se a pessoa dedicou anos estudando ou trabalhando com algo e esse algo deixa de existir. O CAPITAL não liga se você tem família em um local x e não pode se locomover com tanta rapidez. O CAPITAL não se importa que você tenha que ter tempo para descansar. O CAPITAL se move rápido...e essa rapidez destrói o ser humano. A natureza do ser humano é diferente. Nós não somos um software que pode receber uma nova versão toda semana, todo dia, a cada minuto.

    O Capital É como uma esteira ergométrica que vai aumentando de velocidade sem o ser humano controlar, nós apenas andamos nela... e cada vez teremos que caminhar mais rápido até o momento em que o corpo não suportará mais.





  • Saudoso  09/09/2019 17:54
    Capital Imoral, é você? Mudou de nome? Preferia o nick antigo.... Mas seja bem-vindo de volta. Estava sentindo falta de sua zoação diária com os clichês da esquerda.
  • Mad Max  09/09/2019 19:05
    Engraçado, vc fala de Capital, como se uma abstração tivesse alma, sentimento e pensamento... Porém, o ponto principal que vc não leva em consideração é o fator humano. Quanto maior for sua necessidade, maior é nível de criatividade que vc desenvolve para estar em uma situação melhor; Seres Humanos não são autômatos, são seres criativos e inteligentes, e o mais importante: SÃO ADAPTATIVOS POR NATUREZA!
  • Eric  11/09/2019 12:59
    Dois pontos:

    1 - Se salário e preço caem, então poder de compra se mantém.

    2 - Como a Chibata vai poder trocar de celular todo ano se todo mundo continuar fazendo exatamente a mesma coisa?

  • Zuca em Tuga  09/09/2019 18:14
    Quem quer segurar metalúrgico na fábrica contra os robôs é o mesmo que reclamou da troca de acendedores (pessoas) de iluminação pública a gás por fios elétricos
  • João  09/09/2019 18:48
    E eu nunca entendi o motivo de defenderem a manutenção de empregos industriais. Empregos industriais são insalubres e, por isso mesmo, indesejáveis.

    Eu sempre me delicio ao ver intelectuais defendendo o aumento no emprego industrial como se fosse uma coisa desejável e agradável. Ora, trabalhar na indústria é algo totalmente punitivo do ponto de vista da saúde e da segurança. É um ambiente maçante, monótono e até mesmo emburrecedor. O trabalhador industrial passa oito horas do dia fazendo trabalhados repetitivos e extenuantes. É a perfeita caricatura do homem robotizado, sem emoções e vontade própria.

    Por isso, qualquer redução do emprego industrial deveria ser comemorada como algo humanístico; qualquer substituição de homens por máquinas deve ser aplaudida como algo em prol da humanidade.

    Antigamente, a esquerda criticava os empregos gerados nas fábricas por serem "desumanos" (Revolução Industrial). Hoje, ela diz que a salvação está nos empregos nas fábricas. Apenas gente que nunca empunhou um instrumento de trabalho mais pesado que um lápis pode defender a ideia de que o progresso está em fazer trabalhos excruciantes e "quebradores de coluna" nas indústrias.

    Eu não entendo gente defendendo enfiar ainda mais humanos dentro de fábricas. Empregar humanos na indústria denota atraso. Avanço é substituí-los por máquinas e robôs. Países ricos fazem o segundo e liberam essas pessoas para se dedicar a empreendimentos mais prazerosos. Países pobres, o primeiro, e com isso permanecem no atraso, sem um setor de serviços vibrante e criativo.
  • Frederico  09/09/2019 19:02
    Correto. Ao longo dos séculos os pais sempre se esforçaram para colocar seus filhos dentro de alguma guilda ou para arranjar para eles alguma sinecura, de modo que eles nunca mais teriam de fazer trabalho físico extenuante.

    Ou seja, o que praticamente todos os pais queriam para seus filhos é exatamente aquilo que já está acontecendo hoje: não ter de fazer esforço físico repetitivo e exaustivo.

    E ainda assim há pessoas que reclamam da redução da participação da indústria na economia, ou seja, reclamam da diminuição da demanda por esforço físico monótono e exaustivo.

    Essa redução tem sido uma das maiores bênçãos do mundo moderno, mas ainda há pessoas que honestamente acreditam que a economia de seu país está ruim simplesmente porque a demanda por trabalho físico e exaustivo caiu.
  • Renato  09/09/2019 19:14
    Acrescente aí também a questão das mineradoras. Escavar minério é atividade de país atrasado e subdesenvolvido. País rico importa minério, deixando todo esse trabalho árduo para os atrasados.

    A esquerda defende emprego industrial e defende que mineradoras sejam protegidas da concorrência estrangeira, mas acha ruim quando a mineradora faz lambança, estoura barragem, e vaza dejeto e gente morre. Ora, não dá pra ter as duas coisas ao mesmo tempo. Se é contra importação, vai ter de deslocar mão-de-obra para fazer essa atividade primitiva que é escavar minério da terra. Se vai escavar e escoar minério, merdas irão acontecer, rios serão contaminados e pessoas irão morrer.

    País rico terceiriza a atividade de extrair minério para os atrasados e depois simplesmente importa o minério (mantendo assim seu meio ambiente limpo). País pobre coloca gente pra escavar minério e sujar todo o meio ambiente, e depois exporta esse minério para os ricos em troca de dólares que não terão utilidade nenhuma, pois a importação é restrita. E ainda acha todo esse arranjo lindo e vantajoso.
  • Edson  09/09/2019 19:40
    Trabalhador de confecção têxtil

    "Isso é altamente robotizável. Graças a Deus, porque essas pessoas tendem a ter LER. Problemas de visão. Elas aspiram poeira".


    Soldador

    "Tomara que o soldador desapareça rápido. Porque ele aspira gases tóxicos. Ele sente aquele cheiro de tinta na linha de produção. Melhor robotizar isso tudo rapidamente".


    www.infomoney.com.br/carreira/emprego/noticia/7334216/profissoes-que-devem-ser-varridas-pela-tecnologia-segundo-professor-fgv
  • Felipe Lange  09/09/2019 23:34
    O que seria exatamente uma sinecura?
  • Kira   09/09/2019 19:04
    Paulo Kogos tem um vídeo inteiro falando sobre essas falácias de esquerda de que "a automação vai retirar empregos" na prática nenhuma mudança tecnológica em larga escala surge da noite pro dia, o processo é sempre economicamente e culturalmente gradual em uma sociedade livre, é tempo suficiente inclusive para que as pessoas tenham como se adaptar, o problema é que em uma sociedade aversa ao desenvolvimento, vitimista e educada para ser medíocre sem perspectivas, tende a criar uma barreira mental que leva a intervenções nocivas de governos para atrasar a civilização. Estamos no século 21, nenhuma sociedade deve se render a idiotismos ultrapassados ou abdicar da automação porque alguns empregos serão extintos, nossa qualidade de vida aumenta a medida que não necessitamos mais de trabalhos que máquinas podem assumir.

  • Humberto  09/09/2019 19:08
    Tanto os empregos industriais antigos (maçantes, mecânicos, monótonos, exaustivos e emburrecedores) quanto aqueles do setor de serviços que serão meramente repetitivos e não exigem raciocínio e iniciativa serão extintos. Não tem nenhuma chance de serem salvos por "vontade política". E tampouco são desejáveis.

    Estamos em transição para a economia digital, será uma era de grandes deslocamentos e reajustes, assim como ocorreu com agricultura (já foi o maior empregador dos países ricos, hoje não chega nem a 4% de seu PIB, e ainda assim alimenta todo mundo). A riqueza estará no setor de serviços tecnológicos, que facilitam a vida das pessoas. Mas mesmo assim apenas para os que tiverem conhecimento.
  • Edson  09/09/2019 19:15
    Com certeza é a tendência da nossa evolução, trabalhos mais inteligentes, mais tecnológicos, mais cerebrais e menos manuais. Lutar contra isso é perda de tempo. E também um baita atraso.

    É dose ver gente falando sobre "desindustrialização" e pedindo providências dos governos sem entender o quanto tal fenômeno é natural no desenvolvimento de um país.

    Agora um problema: se boa parte do povo não acompanhar essa mudança, é provável que uma parte dessa massa ficará desempregada, e a outra parte insegura quanto ao seu emprego. Desse jeito aumentando ainda mais a interferência do sindicato e do governo, e assim atrapalhando essa evolução.
  • anônimo  09/09/2019 19:32
    Engraçado (na verdade trágico) é ver como o setor público continua "assegurando empregos" mesmo após implementar uma "inovação" tecnológica.

    Alguns exemplos óbvios:

    - repartições com elevadores modernizados continuam mantendo ascensoristas (geralmente com salário maior do que o de um engenheiro da iniciativa privada);
    - ônibus com sistema de bilhete eletrônico mantêm um cobrador, que é pago para dormir, ouvir música ou distrair o motorista com conversa fiada;
    - contínuos para entrega de papeis em repartições com processos eletrônicos permanecem indispensáveis;
    - taquígrafos ainda são necessários em locais com audiências gravadas em áudio/video e sistemas de reconhecimento de voz capaz de atender eventuais necessidades de transcrição de conteúdo.

    E por aí vai.
  • Andre  09/09/2019 19:42
    Diz o Paulo Guedes que o setor público fará o ajuste do pessoal via aposentadoria destes nos próximos 5 anos e repondo por sistemas automatizados e bots.
  • anônimo  10/09/2019 00:48
    Essa declaração do Guedes foi mais para explicar como as despesas com servidores ativos poderiam ser reduzidas a despeito da estabilidade e outras amarras constitucionais.

    Mas, na prática, ela é o reconhecimento de que as despesas com pessoal ativo e inativo apenas não serão AUMENTADAS com novos concursos , já que, por óbvio, ao passar para a inatividade, o servidor continuará onerando o orçamento, agora como aposentado, gerando um efeito fiscal praticamente nulo.

    Redução geral de despesas, dentro desta lógica, só há verdadeiramente quando um aposentado morre.
  • Intruso  09/09/2019 21:31
    A grande questão da problemática é que até o atual momento praticamente toda a automação foi realizada na indústria, de agora em diante a automação ceifará mais e mais empregos do setor de serviços (o grande empregador da atualidade) e a quantidade de empregos ceifados pelos processos automatizados não serão muito superiores a quantidade de empregos criados por essa mesma modernização. Estamos num momento que antigos paradigmas não serão mais válidos, e para a sociedade sobreviver com um mínimo de coesão será necessário o estabelecimento de mecanismos como uma renda mínima de inserção ou instrumentos de proteção como a lei que foi feita na época do Fernando Henrique (ano 2000), que impediu a chegada da automação nós postos de combustíveis e preservou mais de 300 mil empregos de frentistas por todo esse nosso Brasil.
  • Lucas  09/09/2019 22:14
    "e a quantidade de empregos ceifados pelos processos automatizados não serão muito superiores a quantidade de empregos criados por essa mesma modernização"

    Concordo. A quantidade de empregos ceifados não será muito maior que os criados. Ou seja, será relativamente igual. Portanto, nada de desemprego em massa.

    Você tem toda a razão. Sempre foi assim na história do mundo, e não há motivos para crer que "Desa vez será diferente".
  • Tasso  09/09/2019 22:17
    "a lei que foi feita na época do Fernando Henrique (ano 2000), que impediu a chegada da automação nós postos de combustíveis e preservou mais de 300 mil empregos de frentistas por todo esse nosso Brasil."

    E qual você acha que foi o impacto disso no preço dos combustíveis na bomba?

    Pois é, assim como não há almoço grátis, também não existe imposição de custos gratuita.
  • Estado o Defensor do Povo  10/09/2019 02:29
    Mesmo papo de sempre, as pessoas vêm com essa conversa apocalíptica desde os primórdios, cara, nunca duvide da capacidade do ser humano de inventar e inovar cada vez mais, hoje tem gente ficando rica fazendo hobby e diversão, é só ver os maiores sucessos do youtube, jogadores de futebol, cantores e atores, seilá, e ainda assim não é só o setor de serviços que emprega no Brasil, os setores de agricultura e mineração também empregam um monte de gente.

    O importante é ter produtividade, tu fala como se as máquinas substituíssem completamente a mão-de-obra humana, quando não é o caso, o que elas fazem é tornar o ser humano mais produtivo, concentrando o trabalho nas mãos de menos pessoas, por exemplo se ao invés de você ter 100 homens arando uma terra com um arado, você pode substituí-los por um motorista de trator que terá exatamente o mesmo resultado dos 100 homens, e ele ainda terá um trabalho muito menos árduo, ou seja, um emprego que não existia antes existe agora (motorista de trator), e que ainda é muito mais eficiente e confortável.

    E agora que arar a terra ficou mais rápido e mais fácil, a oferta de frutas e verduras estará maior, e é esse tipo de coisa que faz as pessoas enriquecerem, já que agora as frutas estarão mais baratas, e o agricultor terá menos despesas, pois antes ele tinha que pagar 100 homens pra fazer o trabalho, hoje ele paga apenas o motorista de trator e a manutenção do próprio trator, ficou muito mais econômico pra ele, ou seja, a vida de todo mundo melhorou, só quem se deu mal nesse cenário de primeira foram os antigos 100 homens que aravam manualmente, mas isso não é o fim do mundo, agora é a chance deles se especializarem em outras atividades mais produtivas (como dirigir trator) e que irá trazer mais bens para a sociedade.

    Com o setor de serviços e tal é a mesma coisa, antigamente uma cirurgia podia demorar horas e ter 10 cirurgiões atuando ao mesmo tempo, hoje com a ajuda de máquinas o que acontece na prática é ter menos cirurgiões nas salas fazendo o trabalho mais depressa e com ainda mais qualidade, já que pra cortar a pele de alguém uma máquina é muito mais precisa e segura do que o cirurgião fazendo tudo na base da mão e tesoura, ou seja, não te preocupa que as máquinas não vão substituir todos os cirurgiões do planeta do dia pra noite dessa forma.

    Eu sinceramente não duvido que no futuro talvez trabalhar vire só uma opção, já que as máquinas estarão fazendo tudo por nós, desde plantar batata até atender o telefone de telemarketing.
  • Renascido em Escola Austríaca  09/09/2019 21:33
    Quando eu era adolescente no ensino médio, já falavam que a automação destruiria empregos. Eu já pensava que ela iria criar novos empregos. Máquinas, softwares, sistemas de inteligência não são autossuficientes, é necessário que alguém um ser humano de carne e osso crie, monte, dê manutenção, programe, etc.
  • Felipe Lange  09/09/2019 23:33
    Pessoas da Internet, o que vocês acham do Future-se, o programa do governo federal para o ensino superior? Vai trazer algum benefício? Alguma mudança? Uma espécie de PPP para instituições estatais?
  • Fan do Paulo Guedes  09/09/2019 23:35
    Viram que o BACEN ta fazendo? Leilão surpresa...

    Sera que acordaram ou escutaram alguém daqui?

    O que acha Leandro?
  • Trader  10/09/2019 00:07
    Fez um só, no dia 27 de agosto. Foi o suficiente para impedir que o dólar não voltasse mais pra perto dos R$ 4,20.

    Mas foi muito pouco e muito tarde.

    Já os leilões diários que ele faz são todos previamente anunciados e ele vende pelo maior preço ofertado. Pior: ao mesmo tempo em que ele vende dólar à vista, ele compra dólar no mercado futuro.

    Ou seja, não adianta b@$ta nenhuma.
  • Skeptic  11/09/2019 00:41
    Bacen tentar controlar o câmbio com venda e compra de dólares não é como enxugar gelo?
  • Trader  11/09/2019 01:29
    Depende de como ele faz. Aqui uma ótima thread do Leandro sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=3055#ac238844
  • Felipe Lange  10/09/2019 03:29
    Pessoal, dei uma olhada agora há pouco no gráfico envolvendo a formação bruta de capital fixo na China, e fiquei extremamente impressionado. Notem como está subindo consideravelmente. Isso deve explicar o fato de que hoje a renda média na indústria chinesa já é maior do que no Brasil. Esse crescimento seria fruto de alguma bolha criada pelo governo chinês?
  • Geraldo  10/09/2019 17:26
    [+- OFF]
    Oi pessoal,

    Gostaria de saber a opinião do IMB sobre as leis de proteção de dados que começaram a aparecer por aí (primeiramente na Europa, depois no resto do mundo, inclusive no Brasil). Pesquisei no site e não achei nada a respeito.

    Na minha opinião, é lamentável que precisemos de leis como essas para coibir vazamentos e uso inapropriado de dados das pessoas, e isso é um sinal de que ainda não estamos prontos para uma sociedade sem estado.
  • Thiago  10/09/2019 19:18
    Vc está trocando a causa/consequência de lugar. O Estado atrapalha o surgimento de novos players no setor de tecnologia que poderiam concorrer com google, facebook e etc. Se eles tivessem uma concorrência forte (leia-se, livre entrada da concorrência no setor), eles não teriam tanta liberdade pra fazer essas coisas, pois um concorrente simplesmente poderia colocar no contrato de uso o não salvamento de dados pessoais das pessoas pra angariar mais clientes.

    Se a maioria das pessoas forem contra essa coleta de dados, não há maneira alguma de uma empresa ser bem sucedida com isso num livre mercado.
  • Geraldo  10/09/2019 20:09
    Imagino que estejas falando do fato de que as empresas que mantêm websites hoje, dependendo da atividade a que se destinam (redes sociais, por exemplo), são obrigadas por lei a coletar determinadas informações (ex.: todas as páginas que ele visitou e comentários que ele postou) e repassá-las ao governo quando solicitadas, o que demanda grande quantidade de armazenamento de dados (o que joga os preços de manutenção desses sites lá para cima, de modo que poucos podem bancar).
  • raphael  10/09/2019 20:48
    o estado deveria regular e fiscalizar barragens para que nao estourassem e matassem centenas de pessoas , do que adiantou ter estado ou leis no caso concreto ? as barragens estouraram e mataram
    ate pra punir os responsaveis pelo desastre ao rigor da lei foram incapazes ... pra mim o absurdo comeca quando acham que eh uma canetada de burocratas que vai proteger alguem (ou algo) efetivamente .. tanto eh que os legisladores engrossaram as leis depois de brumadinho e nao depois de mariana ...

    mais que isto, quem impede que o estado use os nossos dados pessoais indevidamente ? o estado ?
    o primeiro intruso na nossa vida privada eh justamente o estado
    imagina quando vc descobrir que os proprios governantes costumam usar os dados colhidos pelas empresas envolvidas nos escandalos

    mas vejamos, o mark zuckerberg nao pode usar as suas informacoes se vc nao colocar elas por conta propria no servico dele , e vc nao consegue usar o servico sem antes aceitar os termos (ToS) que diz que seus dados serao enviados a terceiros
    o google eh extremamente intrusivo mas ainda depende dos usuarios fornecerem os dados voluntariamente , se vc usou tecnologia da apple a vida inteira o google e seus anunciantes nao fazem ideia das suas preferencias
    em situacoes de aquisicao de dados de forma nao-consentida existem os meios legais de reparacao aos prejudicados , mas toda forma de servico funciona sob um contrato , um acordo , se voce aceitou sem ler um termo que dizia que ia dar seus dados pros anunciantes do prestador do serviço, dificilmente vc ira conseguir reparacao, as pessoas primeiro deveriam ser instruidas a lidar com as implicacoes das tecnologias que elas usam ... principalmente redes sociais ... o que eh uma abordagem muito diferente do q criar leis

    por outro lado o estado te obriga a dar todas as suas informacoes pra ele, caso vc tenha se negado a entrega-las ele te joga na cadeia .. caso entregue ele vai te perseguir e extorquir, pq ele vai saber o que vc tem , o quanto vc ganha , onde vc mora , quem sao seus familiares ...
    inegavel que segurança da informaçao eh extremamente importante, mas que isto justifica o estatismo eh uma conclusao completamente equivocada
    eu quero mais eh que o estado fique longe da minha vida privada, das minhas informacoes , engraçado como vc nao ve o estado como um agente que obtem seus dados de forma nao-consentida e faz uso indevido delas
  • Paulo Cesar  10/09/2019 23:03
    Apreciei muito a matéria, já trabalhei como ajudante de pedreiro, pintor, panfleteiro, operador de máquina, embalador, comprador, vendedor e atualmente como gerente operacional, e só posso dizer uma coisa, o mundo muda, se transforma e se moderniza e ele não tem dó de ninguém, desde o senhorzinho que não consegue trabalhar até as multinacionais poderosíssimas que não se atentaram as mudanças de mercado (Kodak, Nokia,Sanyo, entre tantas outras), tentar lutar contra o avanço da tecnologia e do mercado é pedir para ficar atrasado, se quer ficar alienado as mudanças, ok está tudo bem, mas não condene o mundo por mudar.
  • Estado o Defensor do Povo  11/09/2019 13:10
    Viram o procurador de Minas Gerais que reclamou do salário de R$24.000,00 líquidos? Segundo ele isso é um miserê total, kkkkkkk esse procurador é muita onda.
  • Andre  11/09/2019 14:09
    Só ele? O sonho do brasileiro médio é ter uma sinecura dessas.
  • Arthur  11/09/2019 13:58
    Fundamentalmente o aumento da produtividade reduz o número de empregos dentro de uma empresa, a solução para isso é o empreendedorismo que gera empregos e aumenta a competitividade de mercado, entretanto muitos ou não tem capital inicial para empreender (mercados antigos que foram tocados pela automação e mecanização tem capitais iniciais de investimento e padrões de qualidade maiores) ou não conseguem se manter estáveis no mercado e declaram eventual falência, perdendo o capital de investimento que eles tinham em uma tentativa falha de solucionar um problema.
    Aumentos da produtividade também não coincidiram com aumentos em salários historicamente.
    Para solucionarmos tal problema precisamos de diminuir a concentração de renda hierárquica na empresa, a democratização da hierarquia capitalista transformaria uma empresa capitalista em uma empresa socialista mas advoco que isso não implicaria no fim da forma com a qual o poder se distribui numa empresa, apenas separaria a estrutura organizacional na qual as escolhas administrativas são realizadas ou distribuídas pelo capitalista, que como poder moderador parasita a empresa e distribui o lucro empresarial de forma a recompensar hierarquicamente os seus funcionários mais fiéis, tais funcionários por sua vez reforçam a hierarquia as vezes inconscientemente, as vezes epistemicamente.
    Quando o poder de decisão se distribui em uma lógica autoritária, as decisões irão privilegiar a classe que retém o poder, já caso o poder se distribua através da lógica empresarial, através da lógica democrática, o poder menos será deturpado em prol de uma classe dentro da empresa, e mais será direcionado em prol do bem da empresa em si. O fim da classe capitalista não implica o fim do trabalho intelectual ou das empresas, mas é a declaração de independência das mesmas que hoje são tratadas como ferramentas para o fim de outros ao invés de o meio para o próprio fim.
  • Fonzarelli  11/09/2019 14:26
    "Fundamentalmente o aumento da produtividade reduz o número de empregos dentro de uma empresa"

    Reduz o número de empregos redundantes e desnecessários, mas aumenta o número de empregos mais cruciais. O cara que faz tarefas mecânicas (apertar parafuso) perde o emprego, mas surge um novo emprego de TI.

    "Aumentos da produtividade também não coincidiram com aumentos em salários historicamente."

    Não?!

    Faça o seguinte cálculo: quanto tempo você precisava trabalhar antes para conseguir uma renda suficiente para comprar comida, roupa e lazer (televisão, telefone, computador, viagens etc.)?

    E quanto tempo você precisa trabalhar hoje para conseguir uma renda suficiente para comprar comida, roupa e lazer (televisão, telefone, computador, viagens etc.)?

    Se você precisa trabalhar mais para comprar as mesmas coisas, então de fato o salário estagnou. Se você precisa trabalhar o mesmo tanto para comprar as mesmas coisas, mas com qualidade melhor, então seu salário aumentou. E se você precisa trabalhar menos para comprar mais coisas, e com qualidade ainda melhor, então seu salário disparou.

    Eu tenho certeza de que você está ou na segunda ou na terceira situação. E, sinceramente, são pouquíssimas as pessoas que estão na primeira situação. Mesmo um desempregado recebendo seguro-desemprego tem hoje um padrão de vida melhor que há uns 10 anos.

    Essa é a perspectiva que tem de ser olhada.

    "Para solucionarmos tal problema precisamos de diminuir a concentração de renda hierárquica na empresa [...] que distribui o lucro empresarial de forma a recompensar hierarquicamente os seus funcionários mais fiéis"

    Esta solução já existe hoje: ações.

    Qualquer trabalhador da empresa pode comprar ações e participar dos lucros dela. Há um artigo inteiro sobre isso mostrando que se funcionários de banco tivessem comprado ações de seus respectivos bancos, ganhariam só de dividendos muito mais do que ganhariam caso suas reivindicações de aumentos salariais fossem atendidas.

    Em vez de mendigar aumento de salário, lute para se livrar dele

    Só que, obviamente, ninguém quer se arriscar. Querem ganhar salário garantido sem correr riscos. Querem participar só dos lucros; não querem se arriscar nos prejuízos. Assim é gostoso.

    "já caso o poder se distribua através da lógica empresarial, através da lógica democrática, o poder menos será deturpado em prol de uma classe dentro da empresa, e mais será direcionado em prol do bem da empresa em si."

    Qual empresa bem-sucedida que você conhece que segue essa lógica?
  • Bodão  11/09/2019 22:17
    O medo da automação destruir empregos é semelhante a estória do bicho-papão. Se o desemprego aumentar, os produtos produzidos pelas máquinas não terão consumidores aptos a comprá-los.
  • Lógico  13/09/2019 22:22
    As empresas não sobrevivem sem consumidores. A automação não é um risco ao emprego. É uma falácia repetida ad nauseam, não importa o quanto as evidências mostrem o contrário.
  • TG  14/09/2019 02:38
    Vim aqui comentar só para falar a experiência da minha família. Meu pai trabalhou por mais de 10 anos em ambiente fabril. Ele adoeceu física e psicologicamente por motivos que nem cabe expor aqui. Quando ele saiu de lá, preferiu dirigir um táxi, porque ganhava mais e era "melhor". Então a coisa já começa por aí ...
  • Estado o Defensor do Povo  14/09/2019 16:56
    Então defenda a mecanização da indústria, porque aí as máquinas ocupam o lugar do ser humano nesses espaços mais hostis de trabalho, e abre espaço para os empregos mais confortáveis.
  • TG  14/09/2019 02:43
    E ainda acrescento ao meu comentário que, esse "sub-emprego" do meu pai depois de ter saído da indústria, permitiu que eu me formasse em Direito, e hoje como advogado ganho 10x mais trabalhando de casa sem sequer ter uma jornada de trabalho, e mesmo aturando todos os problemas da justiça brasileira, do que ele ganhava mexendo em máquina lá. As famílias progridem juntamente com o progresso econômico. Este é essencial para o progresso da sociedade, inclusive moral. As Encíclicas Rerum Novarum e Quadragesimo Anno já trataram deste tema.
  • EUGENIO  16/09/2019 09:49
    ESTUDAR TAMBÉM É TRABALHAR
    ----------------------------

    O mundo já trabalhou mais do que OITO HORAS POR DIA,ganhava-se durante o dia para o almoço e jantar,mineiros de carvão p ex. Aí não sei quem nem porque arranjo ficou sendo somente oito horas,quem sabe por favor fale.

    O mesmo processo poderia ser adotado no mundo,não importa qual o nivel do trabalhadoir,este poderia usar DUAS OU TRES HORAS para ESTUDAR que é uma forma de trabalho, elevaria o seu nivel pessoal, valorizando o seu produto que vende que é o trabalho.

    Falo do trabalhador com as regras de carteira assinada,outros já são donos do seu nariz,o mundo empregaria mais pessoas, estas seriam mais qualiicadas.

    Outra idéia nova, OUSAR PENSAR, que muita gente me trucida pois são preguiçosos mentais, nem sequer pensaram, não viram e não gostaram, seria tirar o imposto de empregos humanos e transferir para os ROBOS! Sim, parece esdruxulo, mas humano não mais pagaria impostos trabalhistas,horror para empregador, e estes valores seriam custeados pelas maquinas usadas, quase nada em função de milhões e bilhões de robos já em uso no mundo.

    CHEGA DE IMPOSTOS, mas este folgaria e seria mais os humanos,ou alguem acha que se poderia isentar todo mundo que assim seja Até que issso possa ser feito, que se crie uma especie de

    CMMCR -Cadastro MUNDIAL de ROBOS Contribuintes- (CPF de máquina)

    O estudo consideraria o "nível de função de maquina", conforme o numero de humanos dispensados pelo tipo de robo,livraria os humanos deste ônus,desta GIGOLAGEM DE ESTADO em cima do trabalhador humano.

    IMPOSTO POR IMPOSTO QUE SE INSTITUA O IMPOSTO DE MAQUINA E ISENTE IMPOSTO DE HUMANOS.

    NOVAS SOLUÇÕES E ALTERNATIVAS TERÃO QUE SURGIR; cada vez MENOS HUMANOS TRABALHANDO e MAIS ROBOS

    HÁ QUE SE OUSAR PENSAR!

    Minha modesta e corajosa idéia "AQUI NESTE ALTAR" está feita.
  • Emerson Luis  24/10/2019 12:00

    Vale lembrar que, assim como a agricultura não acabou quando começou a Era Industrial, mas sim foi transformada, as indústrias não vão acabar por causa da Era Digital, mas sim se transformar.

    Quem cria desemprego elevado e crônico é o Estado com seu controle e intervencionismo, que tornam o empregar pessoas mais caro e arriscado, fazendo a oferta de empregos ser menor do que a demanda e reduzindo salários. Os empregados têm medo de serem demitidos porque sabem que podem demorar para arranjar outro emprego.

    Em uma economia de liberdade econômica a oferta de empregos é maior do que a demanda, fazendo com que os salários e a qualidade dos trabalhos sejam melhores, pois as empresas têm que competir pelos empregados. O resultado é que o desemprego é pequeno, transitório e a cada momento são poucas pessoas diferentes que estão desempregadas.

    * * *
  • Guilherme   30/11/2019 03:58
    Entendi esse ponto de vista e realmente vejo uma lógica. A substituição de pessoas por máquinas em massa resultou em um fenômeno histórico onde tivemos um aumento gigantesco de indústrias, empresas e fornecedoras de serviços em geral surgindo, o que logicamente aumentou a quantidade de empregos, efeito contrário ao que as pessoas da época acreditavam. Porém, analizando os dias de hoje no Brasil, onde apesar de estarmos longe de uma nação verdadeiramente empreendedora e industrial e ja não sermos mais tão recentes nesse ramo como era o mundo antes da revolução industrial, somos um país com um número enorme de desempregados, e aí vem minha questão:

    Nos EUA e acredito eu que em muitos países desenvolvidos, não se usem frentistas em postos de gasolina. No Brasil utilizamos. Mas o que aconteceria caso parássemos de usar? Será que teríamos de fato mais empregos surgindo como aconteceu durante a Revolução Industrial? Ou será que de fato não haveria mudanças notáveis o suficientes para que (mesmo que não sejam esse mesmo grupo de pessoas demitidas, mesmo que fosse algum outro setor) houvesse um equilíbrio econômico, ao invés disso apenas tendo agravado ainda mais o desemprego no Brasil.
  • Carlos  30/11/2019 14:27
    Vai depender de quão livre será o mercado de trabalho, como demonstrado com exemplos práticos aqui:

    www.mises.org.br/article/2903/em-economias-capitalistas-assalariados-sao-disputados-e-tem-aumentos-salariais-constantes

    De minha parte, exijo apenas coerência das pessoas. Quem quer que empregos artificiais sejam mantidos não pode reclamar de custos e preços altos. Quem exige que posto tenha frentista e ônibus tenha cobrador não pode reclamar de preço da gasolina e de preço de passagem. Simples.


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