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<p>Grandes merdas esse colisor de h&aacute;drons, assim como a ida na lua.</p> <p>(e olhe que sou formado em f&iacute;sica)</p> <p>A humanidade n&atilde;o ficar&aacute; nem um pouco mais rica mas os Estados ter&atilde;o muito material para propaganda.</p> <p>&nbsp;</p>
Pobre Mineiro | As políticas educacionais racistas nos Estados Unidos
03/04/2025
<p>Vou fazer uma pequena an&aacute;lise da 1&deg; gest&atilde;o do "liberal" Donald Trump e o "Libert&aacute;rio" Musk:</p> <p class="" data-start="61" data-end="290"><strong data-start="64" data-end="73">Trump</strong> fez um governo pr&oacute;-mercado, cortou impostos e desregulou setores, o que gerou crescimento econ&ocirc;mico at&eacute; a pandemia. Mas gastou sem controle, aumentou a d&iacute;vida e sua guerra comercial com a China teve efeitos mistos.</p> <p class="" data-start="292" data-end="518"><strong data-start="295" data-end="303">Musk</strong> se vende como libert&aacute;rio, mas suas empresas receberam bilh&otilde;es em incentivos do <strong>governo (impostos do povo)</strong>. Criou inova&ccedil;&atilde;o real com Tesla e SpaceX, mas tamb&eacute;m gera pol&ecirc;micas, centraliza poder e pode monopolizar setores estrat&eacute;gicos. Hoje atua no tal DOGE.</p> <p class="" data-start="520" data-end="706">No fundo, Trump representa o estado <strong>interferindo</strong> na economia para ajudar empresas, enquanto Musk &eacute; o empres&aacute;rio que <strong>lucra disso tudo</strong>. O livre mercado, como ideal, passa longe dos dois.</p>
Eduardo Schmidt | Quão livre é o "Livre Mercado"?
02/04/2025
<p class="" data-start="75" data-end="457">A quest&atilde;o do <strong data-start="88" data-end="101">bem comum</strong> &eacute; debatida h&aacute; s&eacute;culos e envolve diferentes interpreta&ccedil;&otilde;es. No sentido mais b&aacute;sico, refere-se a recursos ou condi&ccedil;&otilde;es que beneficiam a sociedade como um todo &mdash; como infraestrutura, meio ambiente e seguran&ccedil;a p&uacute;blica. O conceito n&atilde;o implica necessariamente que o Estado deve administr&aacute;-lo, apenas que deve haver regras para evitar abusos e garantir acesso.</p> <p class="" data-start="459" data-end="486">Agora, sobre os exemplos:</p> <p class="" data-start="488" data-end="939"><strong data-start="492" data-end="533">O Estado piora tudo o que administra?</strong><br data-start="533" data-end="536" />De fato, h&aacute; casos de m&aacute; gest&atilde;o estatal. Mas h&aacute; tamb&eacute;m exemplos de servi&ccedil;os p&uacute;blicos eficientes, como sistemas de sa&uacute;de em pa&iacute;ses n&oacute;rdicos e infraestrutura em certos lugares. Al&eacute;m disso, h&aacute; setores privatizados que tamb&eacute;m falham: crises energ&eacute;ticas em mercados desregulados, bancos privados que quebram e precisam de resgates p&uacute;blicos, entre outros. Ou seja, inefici&ecirc;ncia n&atilde;o &eacute; exclusividade do Estado.</p> <p class="" data-start="941" data-end="1298"><strong data-start="945" data-end="992">Taxa&ccedil;&atilde;o do sol e escassez de energia solar:</strong><br data-start="992" data-end="995" />A energia solar foi taxada em alguns lugares, sim, mas vale lembrar que ela tamb&eacute;m recebeu muitos subs&iacute;dios estatais para se desenvolver. Sem incentivos, provavelmente demoraria muito mais para ser vi&aacute;vel comercialmente. A quest&atilde;o aqui &eacute; como equilibrar incentivos e taxa&ccedil;&atilde;o sem inviabilizar a ado&ccedil;&atilde;o.</p> <p class="" data-start="1300" data-end="1686"><strong data-start="1304" data-end="1328">&Aacute;gua como bem comum:</strong><br data-start="1328" data-end="1331" />O problema da &aacute;gua n&atilde;o &eacute; apenas o Estado, mas tamb&eacute;m o risco de monop&oacute;lios privados explorando um recurso essencial. H&aacute; exemplos de privatiza&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua que levaram a piora no acesso (caso de Cochabamba, na Bol&iacute;via) e outros em que o controle estatal foi ineficiente. O desafio &eacute; garantir acesso sem criar distor&ccedil;&otilde;es de mercado ou burocracias corruptas.</p> <p class="" data-start="1688" data-end="2111"><strong data-start="1692" data-end="1724">Quem administra o bem comum?</strong><br data-start="1724" data-end="1727" />Aqui est&aacute; o ponto-chave: um mercado totalmente livre n&atilde;o garante automaticamente acesso justo a recursos essenciais, pois empresas buscam lucro, n&atilde;o bem-estar social. J&aacute; o Estado, se mal gerido, tamb&eacute;m pode falhar. O dilema real n&atilde;o &eacute; "Estado vs. Mercado", mas <strong data-start="1988" data-end="2108">como estruturar incentivos para que tanto o setor p&uacute;blico quanto o privado atuem de forma eficiente para a sociedade</strong>.</p> <p class="" data-start="2113" data-end="2297">A cr&iacute;tica ao Estado &eacute; v&aacute;lida, mas a alternativa n&atilde;o pode ser apenas "deixa tudo para o mercado" sem considerar riscos de explora&ccedil;&atilde;o, monop&oacute;lios e falta de acesso para os mais pobres.</p> <p class="" data-start="2113" data-end="2297">Nem todo mundo concorda que o livre mercado, sozinho, acabaria com a pobreza. Algumas cr&iacute;ticas incluem:<br data-start="2163" data-end="2166" />O mercado pode gerar desigualdade extrema, com concentra&ccedil;&atilde;o de riqueza.<br data-start="2240" data-end="2243" />Empresas podem formar monop&oacute;lios e eliminar a concorr&ecirc;ncia.<br data-start="2305" data-end="2308" />Alguns servi&ccedil;os essenciais (sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, seguran&ccedil;a) podem n&atilde;o ser bem atendidos pelo mercado.<br data-start="2408" data-end="2411" />A pobreza pode persistir se pessoas n&atilde;o tiverem acesso a educa&ccedil;&atilde;o e infraestrutura b&aacute;sica.</p>
Eduardo Schmidt | Quão livre é o "Livre Mercado"?
02/04/2025
<p class="" data-start="101" data-end="594"><strong data-start="105" data-end="141">Sobre a regula&ccedil;&atilde;o governamental:</strong><br data-start="141" data-end="144" />Sim, &eacute; verdade que governos frequentemente prop&otilde;em mais regula&ccedil;&atilde;o como solu&ccedil;&atilde;o para crises. Isso pode ser questionado, mas tamb&eacute;m &eacute; um fato hist&oacute;rico que mercados desregulados j&aacute; levaram a grandes crises (vide 1929 e 2008). A quest&atilde;o n&atilde;o &eacute; simplesmente "mais ou menos governo", mas qual o tipo e a qualidade da regula&ccedil;&atilde;o. Mesmo liberais cl&aacute;ssicos como Adam Smith reconheciam a necessidade de regras para evitar abusos e garantir concorr&ecirc;ncia justa.</p> <p class="" data-start="596" data-end="1181"><strong data-start="600" data-end="637">Sobre o Pr&ecirc;mio Nobel de Economia:</strong><br data-start="637" data-end="640" />Tecnicamente, est&aacute; correto: o "Pr&ecirc;mio de Ci&ecirc;ncias Econ&ocirc;micas em Mem&oacute;ria de Alfred Nobel" foi criado em 1968 pelo Banco Central da Su&eacute;cia e n&atilde;o pelo pr&oacute;prio Nobel. No entanto, ele &eacute; concedido pela mesma institui&ccedil;&atilde;o que escolhe os pr&ecirc;mios cient&iacute;ficos originais (a Academia Real de Ci&ecirc;ncias da Su&eacute;cia), o que d&aacute; legitimidade &agrave; premia&ccedil;&atilde;o. Se os laureados t&ecirc;m uma inclina&ccedil;&atilde;o estatal ou n&atilde;o, isso &eacute; uma quest&atilde;o de interpreta&ccedil;&atilde;o. H&aacute; vencedores com perspectivas bem distintas, como Milton Friedman (liberal) e Paul Krugman (mais intervencionista).</p> <p class="" data-start="1183" data-end="1542"><strong data-start="1187" data-end="1217">Sobre Piketty e Mazzucato:</strong><br data-start="1217" data-end="1220" />Cr&iacute;ticas s&atilde;o bem-vindas, mas para rejeitar um autor, o ideal &eacute; apresentar argumentos contra suas ideias, n&atilde;o apenas desqualific&aacute;-los com ironia. Piketty tem estudos emp&iacute;ricos sobre desigualdade, e Mazzucato argumenta sobre o papel do Estado na inova&ccedil;&atilde;o. Discordar &eacute; v&aacute;lido, mas vale a pena atacar suas teses diretamente.</p> <p class="" data-start="1544" data-end="2043"><strong data-start="1548" data-end="1580">Sobre o mercado e o governo:</strong><br data-start="1580" data-end="1583" />Aqui h&aacute; uma simplifica&ccedil;&atilde;o da cr&iacute;tica. Nenhum economista s&eacute;rio defende que o governo &eacute; infal&iacute;vel ou que o mercado &eacute; in&uacute;til. A economia moderna reconhece que o mercado tem efici&ecirc;ncia na aloca&ccedil;&atilde;o de recursos, mas tamb&eacute;m que pode falhar (externalidades, monop&oacute;lios, assimetrias de informa&ccedil;&atilde;o). O governo, por sua vez, pode corrigir falhas, mas tamb&eacute;m criar inefici&ecirc;ncias. O debate real est&aacute; em como equilibrar essas for&ccedil;as para obter o melhor resultado poss&iacute;vel.</p>
Eduardo Schmidt | Quão livre é o "Livre Mercado"?
02/04/2025
<p>Data maxima venia ao an&ocirc;nimo autor, analisar as constitui&ccedil;&otilde;es brasileiras &eacute; uma futilidade in&uacute;til. A lei no Brasil sempre foi vista como um simples peda&ccedil;o de papel a ser usado ou ignorado de acordo com as conveni&ecirc;ncias do poder. Direitos como "<em>legalidade, liberdade de imprensa, habeas corpus, inviolabilidade do domic&iacute;lio, veda&ccedil;&atilde;o da tortura, igualdade perante a lei, responsabilidade dos agentes p&uacute;blicos, direito &agrave; peti&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o &agrave; propriedade privada em sua plenitude e oposi&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita &agrave;s corpora&ccedil;&otilde;es de of&iacute;cio</em>" podiam estar dispon&iacute;veis para os amigos do rei, mas acreditar que o povo gozava desses direitos exige muito cinismo.</p> <p>Os "direitos naturais na hist&oacute;ria constitucional do Brasil" podem ser melhor explicados com apenas uma frase: "<strong>Para os amigos, tudo; para os inimigos, os rigores da lei</strong>".</p>
Ex-microempresario | O fio invisível da liberdade: direitos naturais na história constitucional do Brasil
02/04/2025
<p>Se o marxismo &eacute; uma ideologia morta(como a escol&aacute;stica medieval), por que perder tempo discutindo-a? Voc&ecirc;s temem que o cad&aacute;ver ressuscite? Na verdade, filosoficamente falando, n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;a entre capitalismo e socialismo, pois ambas s&atilde;o fatos sociais , ou seja, cria&ccedil;&otilde;es de sociedades.</p>
Jacobino Joey | Os sete erros fundamentais de Karl Marx sobre a economia de mercado
02/04/2025
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<p>Grandes merdas esse colisor de h&aacute;drons, assim como a ida na lua.</p> <p>(e olhe que sou formado em f&iacute;sica)</p> <p>A humanidade n&atilde;o ficar&aacute; nem um pouco mais rica mas os Estados ter&atilde;o muito material para propaganda.</p> <p>&nbsp;</p>
Pobre Mineiro | As políticas educacionais racistas nos Estados Unidos
03/04/2025
<p>Vou fazer uma pequena an&aacute;lise da 1&deg; gest&atilde;o do "liberal" Donald Trump e o "Libert&aacute;rio" Musk:</p> <p class="" data-start="61" data-end="290"><strong data-start="64" data-end="73">Trump</strong> fez um governo pr&oacute;-mercado, cortou impostos e desregulou setores, o que gerou crescimento econ&ocirc;mico at&eacute; a pandemia. Mas gastou sem controle, aumentou a d&iacute;vida e sua guerra comercial com a China teve efeitos mistos.</p> <p class="" data-start="292" data-end="518"><strong data-start="295" data-end="303">Musk</strong> se vende como libert&aacute;rio, mas suas empresas receberam bilh&otilde;es em incentivos do <strong>governo (impostos do povo)</strong>. Criou inova&ccedil;&atilde;o real com Tesla e SpaceX, mas tamb&eacute;m gera pol&ecirc;micas, centraliza poder e pode monopolizar setores estrat&eacute;gicos. Hoje atua no tal DOGE.</p> <p class="" data-start="520" data-end="706">No fundo, Trump representa o estado <strong>interferindo</strong> na economia para ajudar empresas, enquanto Musk &eacute; o empres&aacute;rio que <strong>lucra disso tudo</strong>. O livre mercado, como ideal, passa longe dos dois.</p>
Eduardo Schmidt | Quão livre é o "Livre Mercado"?
02/04/2025
<p class="" data-start="75" data-end="457">A quest&atilde;o do <strong data-start="88" data-end="101">bem comum</strong> &eacute; debatida h&aacute; s&eacute;culos e envolve diferentes interpreta&ccedil;&otilde;es. No sentido mais b&aacute;sico, refere-se a recursos ou condi&ccedil;&otilde;es que beneficiam a sociedade como um todo &mdash; como infraestrutura, meio ambiente e seguran&ccedil;a p&uacute;blica. O conceito n&atilde;o implica necessariamente que o Estado deve administr&aacute;-lo, apenas que deve haver regras para evitar abusos e garantir acesso.</p> <p class="" data-start="459" data-end="486">Agora, sobre os exemplos:</p> <p class="" data-start="488" data-end="939"><strong data-start="492" data-end="533">O Estado piora tudo o que administra?</strong><br data-start="533" data-end="536" />De fato, h&aacute; casos de m&aacute; gest&atilde;o estatal. Mas h&aacute; tamb&eacute;m exemplos de servi&ccedil;os p&uacute;blicos eficientes, como sistemas de sa&uacute;de em pa&iacute;ses n&oacute;rdicos e infraestrutura em certos lugares. Al&eacute;m disso, h&aacute; setores privatizados que tamb&eacute;m falham: crises energ&eacute;ticas em mercados desregulados, bancos privados que quebram e precisam de resgates p&uacute;blicos, entre outros. Ou seja, inefici&ecirc;ncia n&atilde;o &eacute; exclusividade do Estado.</p> <p class="" data-start="941" data-end="1298"><strong data-start="945" data-end="992">Taxa&ccedil;&atilde;o do sol e escassez de energia solar:</strong><br data-start="992" data-end="995" />A energia solar foi taxada em alguns lugares, sim, mas vale lembrar que ela tamb&eacute;m recebeu muitos subs&iacute;dios estatais para se desenvolver. Sem incentivos, provavelmente demoraria muito mais para ser vi&aacute;vel comercialmente. A quest&atilde;o aqui &eacute; como equilibrar incentivos e taxa&ccedil;&atilde;o sem inviabilizar a ado&ccedil;&atilde;o.</p> <p class="" data-start="1300" data-end="1686"><strong data-start="1304" data-end="1328">&Aacute;gua como bem comum:</strong><br data-start="1328" data-end="1331" />O problema da &aacute;gua n&atilde;o &eacute; apenas o Estado, mas tamb&eacute;m o risco de monop&oacute;lios privados explorando um recurso essencial. H&aacute; exemplos de privatiza&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua que levaram a piora no acesso (caso de Cochabamba, na Bol&iacute;via) e outros em que o controle estatal foi ineficiente. O desafio &eacute; garantir acesso sem criar distor&ccedil;&otilde;es de mercado ou burocracias corruptas.</p> <p class="" data-start="1688" data-end="2111"><strong data-start="1692" data-end="1724">Quem administra o bem comum?</strong><br data-start="1724" data-end="1727" />Aqui est&aacute; o ponto-chave: um mercado totalmente livre n&atilde;o garante automaticamente acesso justo a recursos essenciais, pois empresas buscam lucro, n&atilde;o bem-estar social. J&aacute; o Estado, se mal gerido, tamb&eacute;m pode falhar. O dilema real n&atilde;o &eacute; "Estado vs. Mercado", mas <strong data-start="1988" data-end="2108">como estruturar incentivos para que tanto o setor p&uacute;blico quanto o privado atuem de forma eficiente para a sociedade</strong>.</p> <p class="" data-start="2113" data-end="2297">A cr&iacute;tica ao Estado &eacute; v&aacute;lida, mas a alternativa n&atilde;o pode ser apenas "deixa tudo para o mercado" sem considerar riscos de explora&ccedil;&atilde;o, monop&oacute;lios e falta de acesso para os mais pobres.</p> <p class="" data-start="2113" data-end="2297">Nem todo mundo concorda que o livre mercado, sozinho, acabaria com a pobreza. Algumas cr&iacute;ticas incluem:<br data-start="2163" data-end="2166" />O mercado pode gerar desigualdade extrema, com concentra&ccedil;&atilde;o de riqueza.<br data-start="2240" data-end="2243" />Empresas podem formar monop&oacute;lios e eliminar a concorr&ecirc;ncia.<br data-start="2305" data-end="2308" />Alguns servi&ccedil;os essenciais (sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, seguran&ccedil;a) podem n&atilde;o ser bem atendidos pelo mercado.<br data-start="2408" data-end="2411" />A pobreza pode persistir se pessoas n&atilde;o tiverem acesso a educa&ccedil;&atilde;o e infraestrutura b&aacute;sica.</p>
Eduardo Schmidt | Quão livre é o "Livre Mercado"?
02/04/2025
<p class="" data-start="101" data-end="594"><strong data-start="105" data-end="141">Sobre a regula&ccedil;&atilde;o governamental:</strong><br data-start="141" data-end="144" />Sim, &eacute; verdade que governos frequentemente prop&otilde;em mais regula&ccedil;&atilde;o como solu&ccedil;&atilde;o para crises. Isso pode ser questionado, mas tamb&eacute;m &eacute; um fato hist&oacute;rico que mercados desregulados j&aacute; levaram a grandes crises (vide 1929 e 2008). A quest&atilde;o n&atilde;o &eacute; simplesmente "mais ou menos governo", mas qual o tipo e a qualidade da regula&ccedil;&atilde;o. Mesmo liberais cl&aacute;ssicos como Adam Smith reconheciam a necessidade de regras para evitar abusos e garantir concorr&ecirc;ncia justa.</p> <p class="" data-start="596" data-end="1181"><strong data-start="600" data-end="637">Sobre o Pr&ecirc;mio Nobel de Economia:</strong><br data-start="637" data-end="640" />Tecnicamente, est&aacute; correto: o "Pr&ecirc;mio de Ci&ecirc;ncias Econ&ocirc;micas em Mem&oacute;ria de Alfred Nobel" foi criado em 1968 pelo Banco Central da Su&eacute;cia e n&atilde;o pelo pr&oacute;prio Nobel. No entanto, ele &eacute; concedido pela mesma institui&ccedil;&atilde;o que escolhe os pr&ecirc;mios cient&iacute;ficos originais (a Academia Real de Ci&ecirc;ncias da Su&eacute;cia), o que d&aacute; legitimidade &agrave; premia&ccedil;&atilde;o. Se os laureados t&ecirc;m uma inclina&ccedil;&atilde;o estatal ou n&atilde;o, isso &eacute; uma quest&atilde;o de interpreta&ccedil;&atilde;o. H&aacute; vencedores com perspectivas bem distintas, como Milton Friedman (liberal) e Paul Krugman (mais intervencionista).</p> <p class="" data-start="1183" data-end="1542"><strong data-start="1187" data-end="1217">Sobre Piketty e Mazzucato:</strong><br data-start="1217" data-end="1220" />Cr&iacute;ticas s&atilde;o bem-vindas, mas para rejeitar um autor, o ideal &eacute; apresentar argumentos contra suas ideias, n&atilde;o apenas desqualific&aacute;-los com ironia. Piketty tem estudos emp&iacute;ricos sobre desigualdade, e Mazzucato argumenta sobre o papel do Estado na inova&ccedil;&atilde;o. Discordar &eacute; v&aacute;lido, mas vale a pena atacar suas teses diretamente.</p> <p class="" data-start="1544" data-end="2043"><strong data-start="1548" data-end="1580">Sobre o mercado e o governo:</strong><br data-start="1580" data-end="1583" />Aqui h&aacute; uma simplifica&ccedil;&atilde;o da cr&iacute;tica. Nenhum economista s&eacute;rio defende que o governo &eacute; infal&iacute;vel ou que o mercado &eacute; in&uacute;til. A economia moderna reconhece que o mercado tem efici&ecirc;ncia na aloca&ccedil;&atilde;o de recursos, mas tamb&eacute;m que pode falhar (externalidades, monop&oacute;lios, assimetrias de informa&ccedil;&atilde;o). O governo, por sua vez, pode corrigir falhas, mas tamb&eacute;m criar inefici&ecirc;ncias. O debate real est&aacute; em como equilibrar essas for&ccedil;as para obter o melhor resultado poss&iacute;vel.</p>
Eduardo Schmidt | Quão livre é o "Livre Mercado"?
02/04/2025
<p>Data maxima venia ao an&ocirc;nimo autor, analisar as constitui&ccedil;&otilde;es brasileiras &eacute; uma futilidade in&uacute;til. A lei no Brasil sempre foi vista como um simples peda&ccedil;o de papel a ser usado ou ignorado de acordo com as conveni&ecirc;ncias do poder. Direitos como "<em>legalidade, liberdade de imprensa, habeas corpus, inviolabilidade do domic&iacute;lio, veda&ccedil;&atilde;o da tortura, igualdade perante a lei, responsabilidade dos agentes p&uacute;blicos, direito &agrave; peti&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o &agrave; propriedade privada em sua plenitude e oposi&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita &agrave;s corpora&ccedil;&otilde;es de of&iacute;cio</em>" podiam estar dispon&iacute;veis para os amigos do rei, mas acreditar que o povo gozava desses direitos exige muito cinismo.</p> <p>Os "direitos naturais na hist&oacute;ria constitucional do Brasil" podem ser melhor explicados com apenas uma frase: "<strong>Para os amigos, tudo; para os inimigos, os rigores da lei</strong>".</p>
Ex-microempresario | O fio invisível da liberdade: direitos naturais na história constitucional do Brasil
02/04/2025
<p>Se o marxismo &eacute; uma ideologia morta(como a escol&aacute;stica medieval), por que perder tempo discutindo-a? Voc&ecirc;s temem que o cad&aacute;ver ressuscite? Na verdade, filosoficamente falando, n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;a entre capitalismo e socialismo, pois ambas s&atilde;o fatos sociais , ou seja, cria&ccedil;&otilde;es de sociedades.</p>
Jacobino Joey | Os sete erros fundamentais de Karl Marx sobre a economia de mercado
02/04/2025
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