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As dez leis fundamentais da economia

Em meio a tantas falácias econômicas sendo repetidas de maneira aparentemente incessante pela mídia e pelos comentaristas, a função do economista intelectualmente honesto é desfazer essa cortina de fumaça para o público e reafirmar algumas das mais básicas leis da economia.

Este Instituto já apresentou uma lista extremamente sucinta das dez leis fundamentais da economia. Vários leitores pediram para que ela fosse aprofundada. Eis, portanto, as dez leis fundamentais da economia que sempre devem ser repetidas para jamais serem esquecidas.

1. Para consumir é necessário antes produzir

A produção necessariamente vem antes do consumo. Para consumir algo, esse algo deve antes existir. É impossível consumir algo que ainda não foi criado.

Embora essa seja uma constatação lógica e óbvia, ela é recorrentemente ignorada. A ideia de que o governo deve estimular o consumo da população para que isso então impulsione a produção e toda a economia é predominante na mídia e nos meios acadêmicos. Trata-se de uma perfeita inversão de causa e consequência.

Bens de consumo não simplesmente caem do céu. Bens de consumo são o resultado final de uma longa cadeia que envolve vários processos de produção interligados. Essa cadeia é chamada de “estrutura de produção”.

Mesmo a produção de um item aparentemente simples, como um lápis ou um sanduíche, requer uma intrincada rede de processos produtivos que levam tempo para ser concluídos e que envolvem vários países e continentes.

Estimular o consumo, por definição, não pode gerar crescimento econômico.

2. O consumo é o objetivo final da produção

As pessoas produzem aquilo que outras pessoas querem consumir. Não faz sentido econômico produzir algo que ninguém irá consumir.

Por isso, o consumo é o objetivo de toda a atividade econômica. E a produção é o seu meio.

Defensores de políticas governamentais voltadas a “criar empregos” violam esta óbvia ideia. Programas voltados para a criação artificial de empregos transformam a produção no objetivo final, e não o consumo dessa produção. Criar empregos artificialmente significa estimular a produção de algo que não está sendo demandado voluntariamente pelos consumidores.

São os consumidores que atribuem valor aos bens de consumo final. Ao atribuírem valor aos bens de consumo, eles indiretamente também atribuem valor aos fatores de produção (mão-de-obra e maquinário) utilizados no processo de produção destes bens de consumo.

São os consumidores, portanto, que determinam o valor da mão-de-obra, da matéria-prima e de todos os maquinários e equipamentos utilizados em todos os processos de produção.

Ignorar as reais demandas do consumidor e querer criar empregos artificiais e processos de produção que não estão em linha com os desejos do consumidor é uma medida que tenta revogar toda essa realidade. Tal medida é economicamente destrutiva, pois imobiliza mão-de-obra e recursos escassos em atividades que não estão sendo demandadas pela população. Isso significa destruição de capital e de riqueza.

3. Nada é realmente gratuito; tudo tem custos

Não existe almoço grátis. Receber algo aparentemente gratuito significa apenas que há outra pessoa pagando por tudo.

Por trás de cada universidade pública, de serviços de saúde “gratuitos”, de bolsas estudantis e de toda e qualquer forma de assistencialismo jaz o dinheiro de impostos de pessoas que trabalham e produzem.

Embora os pagadores de impostos saibam que é o governo quem confisca parte de sua renda, eles não sabem para quem ou para onde vai esse dinheiro. E embora os recebedores desse dinheiro e dos serviços custeados por esse dinheiro saibam que é o governo quem está por trás de tudo, eles não sabem de quem o governo tomou esse dinheiro.

4. O valor das coisas é subjetivo

A maneira como cada indivíduo atribui valor a um bem é subjetiva, e varia de acordo com a situação e com os gostos deste indivíduo. Um mesmo bem físico possui diferentes valores para diferentes pessoas.

A utilidade de cada bem é subjetiva, individual, situacional e marginal. Por isso, não pode haver algo como “consumo coletivo”. Mesmo a temperatura de uma sala traz sensações distintas para cada pessoa ali presente. A mesma partida de futebol possui diferentes valores subjetivos para espectador, como é facilmente perceptível no momento que um dos times faz um gol.

5. É a produtividade o que determina os salários

A produção de um indivíduo durante um determinado período de tempo determina o quanto ele pode ganhar durante esse período de tempo.

Quanto mais esse indivíduo produzir um bem ou serviço voluntariamente demandado pelos consumidores em um determinado intervalo de tempo, maior poderá ser a sua remuneração.

Em um mercado de trabalho genuinamente livre, empresas contratarão mão-de-obra adicional sempre que a produtividade marginal de cada um desses trabalhadores for maior que o seu salário (custo). Em outras palavras, sempre que um trabalhador adicional for capaz de gerar mais receitas do que despesas, ele será contratado.

A concorrência entre as empresas irá elevar os salários até o ponto em que ele se equiparar à produtividade.

O poder dos sindicatos pode alterar a distribuição dos salários entre os diferentes grupos de trabalhadores, mas não pode elevar o valor total dos salários de todos esses trabalhadores. Estes dependem inteiramente da produtividade.

E o que aumenta a produtividade da mão-de-obra? Poupança, investimentos e acumulação de capital.  Sem poupança não há investimento. E sem investimento não há acumulação de capital. Sem acumulação de capital não há maior produtividade. E sem mais produtividade não há aumento da renda.

6. Gastos representam, ao mesmo tempo, renda para uns e custo para outros

Keynesianos dizem que todo gasto gera renda. Eles apenas se esquecem de que todo gasto é também um custo. O gasto é um custo para o comprador e uma renda para o vendedor. A renda é igual ao custo.

O mecanismo do multiplicador de renda keynesiano diz que, quanto mais se gasta, mais se enriquece. Quanto mais todos gastam, mais ricos todos ficam. Tal lógica obviamente ignora os custos. O multiplicador fiscal, por definição, implica que os custos aumentam junto com a renda. Se a renda se multiplica, os custos também se multiplicam. O modelo do multiplicador keynesiano ignora esse efeito do custo.

Graves erros de política econômica ocorrem quando as políticas governamentais contabilizam os gastos públicos apenas pela ótica da renda, ignorando completamente o efeito dos custos.

Gastos, portanto, são custos. O multiplicador da renda implica a multiplicação dos custos.

7. Dinheiro não é riqueza

O valor do dinheiro consiste em seu poder de compra. O dinheiro serve como um instrumento para se efetuar trocas. Quanto maior o poder de compra do dinheiro, maior sua capacidade de efetuar trocas.

Mas o dinheiro, por si só, não é riqueza. É apenas um meio de troca. Riqueza é abundância de bens e serviços e bem-estar. A riqueza de um indivíduo está, portanto, em sua capacidade de ter acesso aos bens e serviços que ele deseja

O governo criar mais dinheiro não significa criar mais riqueza. Uma nação não pode aumentar sua riqueza ao aumentar a quantidade de dinheiro existente.

Robinson Crusoé não estaria um centavo mais rico caso encontrasse uma mina de ouro ou uma valise repleta de dinheiro em sua ilha isolada.

8. O trabalho, por si só, não cria valor

O trabalho, quando combinado com outros fatores de produção (matéria-prima, ferramentas e infraestrutura), cria produtos. Mas o valor desses produtos depende do quanto ele é útil para o consumidor.

A utilidade desse produto depende da valoração subjetiva feita por cada indivíduo (ver item 4). Por isso, criar empregos apenas para que haja mais empregos é algo economicamente insensato (ver item 2).

O que realmente importa é a criação de valor, e não o quão duro um indivíduo trabalha. Para ser útil, um produto ou serviço tem de gerar benefícios ao consumidor. O valor de um bem ou serviço não está diretamente ligado ao esforço necessário para produzi-lo.

Um homem pode gastar centenas de horas fazendo sorvetes de lama ou cavando buracos, mas se ninguém atribuir qualquer serventia a estes sorvetes de lama ou a estes buracos — e, portanto, não os valorizar o suficiente para pagar alguma coisa por eles –, tais produtos não terão nenhum valor, não obstante as centenas de horas gastas em sua fabricação.

9. O lucro é o bônus do empreendedor bem-sucedido

No capitalismo de livre concorrência, o lucro econômico é o bônus extra que uma empresa ganha por ter sabido alocar corretamente recursos escassos e ter sabido satisfazer as demandas dos consumidores. Em uma economia estacionária, na qual não ocorre nenhuma mudança, não haveria nem lucros nem prejuízos, e todas as empresas teriam a mesma taxa de retorno. Já em uma economia dinâmica e crescente, ocorrem mudanças diariamente nos desejos dos consumidores. E aqueles mais capazes de antecipar essas mudanças nos desejos dos consumidores e que souberem como direcionar recursos escassos — mão-de-obra, matéria-prima e bens de capital — para satisfazer esses consumidores irão colher os lucros econômicos.

Empreendedores capazes de antecipar as demandas futuras dos consumidores irão auferir as maiores taxas de lucro e irão crescer. Empreendedores que não tiverem essa capacidade de antecipar os desejos dos consumidores irão encolher até finalmente serem expulsos do mercado.

10. Todas as verdadeiras leis econômicas são puramente lógicas

As leis econômicas são aprioristas, o que significa que elas não precisam ser previamente verificadas e nem podem ser empiricamente falsificadas.

Ninguém pode falsificar tais leis empiricamente porque elas são verdadeiras em si mesmas. Como tal, as leis fundamentais da economia não requerem verificação empírica. Referências a fatos empíricos servem meramente como exemplos ilustrativos; elas não representam uma declaração de princípios. (Veja exemplos práticos aqui.)

É possível ignorar e violar as leis fundamentais da economia, mas não é possível alterá-las. Sociedades que entenderem e respeitarem essas 10 leis econômicas — sem tentar revogá-las — irão prosperar.

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173 comentários em “As dez leis fundamentais da economia”

  1. Ola, boa tarde

    Quero dar meus parabéns a este artigo, gosto muito das publicações pois me ajuda muito nos meus estudos e para poder ensinar outras pessoas.

    Sobre o Item 5 gostaria de saber um pouco mais, como a produtividade determina o salario, e nesse mesmo item, sobre a concorrência vai equiparar os salários.

    Obrigado

  2. 11. Gastos do governo não aumentam a riqueza da sociedade

    Os gastos do governo não possuem o poder milagroso de criar riqueza para todos. Afinal, de onde vem o dinheiro?

    Mais dinheiro nas mãos do governo significa menos dinheiro nas mãos das pessoas que tiveram esse dinheiro confiscado pelo governo. Quanto mais o governo gasta, mais dinheiro ele toma das pessoas.

    Quando o governo gasta, sempre há os que ganham (os recebedores finais do dinheiro) e sempre há os que perdem (aqueles de quem o governo tirou esse dinheiro). Impossível todos ganharem.

    Quem afirma que gastos do governo geram crescimento econômico está afirmando que tomar dinheiro de uns para gastar com outros pode enriquecer a todos. Está afirmando que tirar água da parte funda da piscina e jogá-la na parte rasa fará o nível geral de água na piscina aumentar.

    12. Déficits do governo não impulsionam a economia

    O dinheiro que o governo pega emprestado para bancar seus gastos é o mesmo dinheiro que poderia ter sido direcionado para empreendimentos produtivos. Consequentemente, vários investimentos não puderam ser concretizados por não serem financeiramente viáveis em decorrência dos juros maiores causados pelo déficit do governo.

    Impossível mensurar os custos econômicos das empresas que deixaram de ser abertas, dos empregos que deixaram de ser gerados e das tecnologias que deixaram de ser criadas simplesmente porque os investimentos não foram possíveis por causa da absorção de recursos pelo governo.

  3. 13 A propriedade privada deve ser respeitada para que exista o calculo ecomomico?

    14 Deve existir um ambiente propício para que a economia desenvolva e este ambiente se chama mercado livre e desimpedido?

    15 As trocas devem ser voluntarias? Ou tudo isto esta implicito nas dez leis?

  4. Saiu no Miser gringo ontem o artigo. Legal já ter sido traduzido pra cá. Ou o Prof. Mueller tenha feito também uma versão em português.

    Sobre o item 10: é uma das coisas mais fascinantes no pensamento da Escola Austríaca. Pra mim, esta sendo extraordinário entender isso.

    Abraços!

  5. República de Curitiba

    Venho por meio desse, agradecer aos representantes desse Instituto: Hélio Beltrão, Leandro Roque, Fernando Chiocca e Fernando Ulrich.

    Conheci o Instituto em Janeiro desse ano (apesar de anteriormente já ter lido vários outros artigos), e desde então me aprofundei em Escola Austríaca e seus ensinamentos, pelos Artigos, Livros disponibilizados aqui, Vídeos e Podcasts.

    Vocês são pessoas incríveis e que prestam um serviço para a sociedade que, mais cedo ou mais tarde, será reconhecido a importância de vocês nos entendimentos Econômicos, Filosóficos e Morais. Se eu pudesse mencionar todo o conhecimento aprendido aqui, desde o Bitcoin até o Apriorismo a lista seria extensa e cansativa para leitura.

    Conheci o Instituto em Janeiro desse ano (apesar de anteriormente já ter lido vários outros artigos), e desde então me aprofundei em Escola Austríaca e seus ensinamentos, pelos Artigos, Livros disponibilizados aqui, Vídeos e Podcasts.

    Nesse período Natalino, gostaria de agradecer a essas pessoas que citei acima e aos que sempre comentam no site, desde o Capital Imoral até o Pobre Paulista, toda essa união de fatores me fizeram uma pessoa muitíssimo melhor esse ano, não só no ramo econômico, mas de compreensão do mundo. O IMB fez eu entrar em 2016 com uma ideia de mundo e sair com outra muito mais concreta e racional.

    Vocês não imaginam o serviço que realizam, tamanho esclarecimento que as mentes saem após os ensinamentos daqui.

    As cargas de conhecimento que temos aqui nesse Sítio são absurdas.

    Vida Longa as ideias de Mises.

    Vida Longa a quem propaga e divulga essas ideias. Vida longa a todos vocês.

    Que o Natal de todos seja abençoado, ainda mais de quem se preocupa com a divulgação da VERDADE.

    O meu sincero MUITO OBRIGADO.

  6. Aumentar a massa de sonegadores não vai resolver o problema. Nós não saíremos do inferno estatal.

    O melhor seria entrar na luta política. Se nós acreditamos nas ideias liberais, não podemos acreditar que seremos derrotados.

    Não podemos excluir a disputa política. Todos os caminhos são válidos. Não podemos acreditar que o estado sempre vai aumentar, se nós podemos diminui-lo.

    É nossa obrigação elaborar um novo projeto de sistema tributário. É nossa obrigação elaborar um novo projeto previdência. É nossa obrigação elaborar um novo projeto educação básica. É nossa obrigação elaborar um novo projeto de saúde básica.

    Ninguém vai conseguir baixar um decreto acabando com impostos, mas podemos reduzir os impostos, reduzir a burocracia, taxar apenas o consumo, acabar com o desperdício de dinheiro, etc.

    Não faz sentido ficar esperando o governo causar uma implosão do sistema capitalista.

  7. O IMB deveria repostar esse artigo toda a semana, talvez dessa forma alguns cabeçudos que acham que se pode violar as leis da economia impunemente se conscientizem de que elas são tão invariáveis quanto as leis da física.

  8. Esse anúncio do governo de que as pessoas podem sacar de conta inativa o FGTS, valor que pode chegar a 30 bilhões de reais, jogará 30 bilhões na economia, mas não poderia causar inflação, já que o FGTS é uma parte do salario do trabalhador , e se recebeu é porque gerou alguma riqueza .

    Certo?

  9. (Não tem nada a ver com o assunto retratado no texto)

    Eu me lembro de ter visto um comentário do Leandro em algum artigo à respeito do crescimento economico nos EUA no período 1946-1980( frequentemente associado à Keynes ). Alguém poderia mandar o artigo em que ele comenta ou explicar o porque desse crescimento nessa época?

  10. Alô, equipe IMB.

    Um novo livro introdutório ao pensamento de Mises foi publicado no Mises Institute.

    De repente, poderia ser traduzido para ampliar o acesso à obra dele.

    Livro impresso: store.mises.org/The-Mises-Reader-Unabridged-P11055.aspx

    Apresentação do livro e versão Epub / PDF / HTML: https://mises.org/library/mises-reader

    Abraço!

  11. A maior incógnita do capitalismo é a realização do ciclo produtivo para a comercialização efetiva da mercadoria pelo mercado.Se o mercado não concretizar a venda o ciclo econômico se quebra,eis um paradigma que só o capitalismo consegue resolver ou com a quebra da empresa,importação, ou com inovação tecnológica que reduzirá custo,aumentará produtividade e a produção será absorvida pelo mercado.Só o capitalismo tem a capacidade de resolver seus defeitos e conflitos, os aperfeiçoandos para um novo ciclo econômico. Ao estado basta a não interferência na economia, que o próprio mercado se ajusta.

  12. Em meio a tantos artigos valorosos deste site, esse é provavelmente o artigo mais útil, relevante e necessário de todos os artigos que já li aqui!

    A simplicidade e concisão do artigo só o tornam melhor!

    Parabéns, equipe IMB, por esse trabalho maravilhoso que vocês fazem. Sem exagero, vocês são heróis que estão fazendo o que é provavelmente o mais importante trabalho de divulgação de conhecimento sobre economia da história desse país. Espero que esse conhecimento se espalhe cada vez mais e frutifique!

  13. Por que os economistas desenvolvimentistas são os que mais destroem as empresas ?

    Os caras gostam baixar imposto sobre consumo, mas continuam taxando a renda e o lucro. Os caras querem crédito barato, mas não valorizam a moeda e criam inflação. Eles prejudicam os empresários dificultando a importação de matéria prima.

    Os empresários formam a base de uma sociedade capitalista. Se não existe empresários, todo o sistema capitalista será implodido.

  14. Então vou repetir e ampliar o meu comentário:

    “1. A produção tem necessariamente de vir antes do consumo”

    Corolário: Estimular o consumo distorce o mercado causando má alocação de recursos, endividamento e gera inflação e recessão.

    “2. O consumo é o objetivo final da produção”

    O governo não cria empregos, apenas distorce o mercado. Quem cria empregos é a própria sociedade com suas interações econômicas. A única forma do governo realmente fazer com que haja mais empregos é diminuir seu controle burocrático sobre a economia.

    “3. Não há nada que seja realmente gratuito.”

    Corolário: Em geral, o que é oferecido como “gratuito” pelo governo possui custos ocultos elevadíssimos e é mau negócio.

    “4. O valor das coisas é subjetivo.”

    Mas o preço é objetivo. Valor é diferente de preço, embora totalmente ligado a ele.

    Três amigos estão em uma loja e veem um produto precificado em R$10; um considera caro demais, outro considera um preço razoável e o terceiro, bem barato. Cada um avaliou o mesmo produto conforme seus próprios critérios individuais e subjetivos, atribuindo a ele um valor diferente. Mas os três concordam e têm que concordar que o preço solicitado pela loja por aquele produto é de R$10.

    “5. É a produtividade o que determina os salários”

    Corolário: Aumentos forçados de salários diminui a quantidade de empregos e piora a situação dos mais pobres.

    Observação: Os encargos trabalhistas impostos pelo Estado diminuem grandemente os salários. Se um empregador gasta R$2000 com um empregado, apenas metade vai para este, a outra metade vai para o governo.

    “6. Gastos representam, ao mesmo tempo, renda para uns e custo para outros”

    O governo não cria riqueza, tudo o que ele gasta é confiscado da sociedade, que deixa de possuir esse montante para investir ou consumir. Obras e programas governamentais beneficiam uns às custas de outros; mesmo que isso beneficiasse de fato a sociedade, ainda assim seria errado, mas o resultado é nulo (-1+1=0); pior, é negativo, pois o governo destrói riqueza no processo financiando sua enorme burocracia e com as inevitáveis má alocação e má administração dos recursos – para não falar da corrupção.

    “7. Dinheiro não é riqueza”

    Os venezuelanos estão cheios de dinheiro, tanto que pararam de contar e agora medem por peso.

    “8. O trabalho, por si só, não cria valor”

    Não confunda valor/mérito moral com valor/mérito econômico! São diferentes e independentes um do outro.

    “9. O lucro é um bônus para o empreendedor”

    Buscar lucro não é errado em si mesmo. Até em uma economia de subsistência uma pessoa trabalha esperando obter mais do que produziu: não faria sentido plantar um quilo de sementes para colher apenas um quilo de sementes.

    Se é errado um empreendedor querer ter lucro, então é errado um empregado querer ter salário.

    “10. Todas as verdadeiras leis econômicas são puramente lógicas”

    Ninguém precisa provar que o triângulo é uma figura plana fechada com três ângulos totalizando 180º, apenas explicar isso. No máximo temos que provar que uma determinada é um triângulo.

    Um axioma de Mises é que o indivíduo age buscando um objetivo visando aumentar seu próprio conforto [ou reduzir o desconforto]. Se alguém tentar refutar esse axioma com argumentos e exemplos ou efetuando uma ação supostamente sem objetivo ou que cause desconforto a si mesmo, sua própria tentativa de refutação desse princípio é uma demonstração dele.

    PS 1: A palavra “princípio” tem vários sentidos, eu a uso como sinônimo de “axioma”, “leis naturais”, etc., mas o tópico 10 usa essa palavra no sentido de regra ou diretriz estabelecida por humanos, ou no sentido de “rol de crenças e valores”.

    PS 2: Stephen Covey fez uma explicação muito interessante desse assunto no livro “Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”.

    * * *

  15. Então está claro que o Brasil jamais enriquecerá, se deixar, os parlamentares tentam com aval do povo revogar até a lei da gravidade, leis econômicas não são nada pra essa gente.

  16. Alexandre Fetter

    Acredito que este foi o artigo que eu mais gostei de ler na página do IMB. Parabéns ao professor Antony e aos responsáveis pela divulgação.

  17. Uma pergunta bem off-topic

    Como evitar monopólios em um livre mercado se uma empresa fizer dumping por exemplo?

    Por exemplo: a Microsoft coloca seus produtos a um preço muito baixo e leva a concorrência a falência, principalmente as pequenas empresas

    Como evitar isso?

  18. 10. Todas as verdadeiras leis econômicas são puramente lógicas

    Uma conclusão lógica é verdadeira desde que a premissa seja verdadeira. Neste caso é possível verificar a veracidade de cada premissa.

    Não estou dizendo que alguma das premissas é falsa, mas que pode sim ser verificada. Mas se o texto fosse fazer isto seria muito extenso.

  19. Se queimássemos todos os livros de economia e preservássemos apenas este texto creio que teríamos uma luz para atingirmos a prosperidade.Esse texto é uma lição e tanto!

  20. Vinicius Gabriel Tanaka de Holanda Cavalcanti

    Esse é sem dúvida NENHUMA o melhor artigo do instituto mises! Tentem sempre aprimora-los, isso deveria ser obra obrigatória para todos os legisladores, deveriam ser princípios econômicos enraizados na cabeça dos brasileiros.

  21. Concordo com todas as “leis”, exceto a última:

    “Todas as verdadeiras leis econômicas são puramente lógicas”.

    Já me enveredei nesse tipo de discussão aqui mesmo, em outros artigos. Aprecio muito a análise econômica que o pessoal do instituto Mises faz. Entretanto, acho que pecam quando vão tratar da questão metodológica, quando levam ao extremo a ideia da praxeologia.

    Leis puramente lógicas só existem na matemática. Por meio de demonstrações rigorosas, dedução, indução, etc., pode-se chegar a outras verdades. Todas as outras áreas dependem da experiência – Física, Biologia e – por que não? – a Economia, a Sociologia e também a História.

    No caso da ação humana, não é diferente. A ação humana não é um comportamento observável por meio puramente lógico; a ação humana se manifesta apenas por meio da experiência, e somente através desta podemos constatar sua regularidade, imprevisibilidade, especificidades, interesses, etc.

    O fato de a ação humana não ser previsível como um fenômeno físico não significa que não possa ser modelada matematicamente. Processos estocásticos são imprevisíveis, no entanto, há uma rigorosa formulação matemática em torno deles. Aliás, vários ambientes na área de tecnologia operam sob condições de turbulência, imprevisibilidade, interferências, etc., e no entanto, consegue-se, através da modelagem matemática, projetos com reduzida margem de erro – ou, falando de outro modo, consegue-se prever comportamentos, tendo-se uma diminuta margem de erro.

    PS: já li o artigo do Murray N. Rothbard indicado acima no hyperlink.

    Abraços

  22. Leandro,

    O que você acha sobre a Teoria dos Ciclos Reais de Negócios da Nova Escola Clássica? A Escola Austríaca concorda com essa teoria? O que você acha dela? já pensou em um futuro artigo?

  23. No Google Trends (ferramenta do google que analisa o número de pesquisas de um termo ao longo do tempo), a palavra “Instituto Ludwig von Mises” é mais pesquisada na Venezuela do que no Brasil, sendo que é na Venezuela o país onde a palavra é mais pesquisada em todo o mundo. É sério isso?

  24. As Dez leis brasileiras:

    1) O Estado é imperativo para o desenvolvimento econômico e a manutenção da ordem e da justiça

    2) Todo empresário é ganancioso e escraviza seus funcionários

    3) Impostos são usados para ajudar os mais pobres

    4) O capitalismo gera desigualdades

    5) Lucro é pecado

    6) As minorias são perseguidas

    7) Os sindicatos são imprescindíveis para garantida dos direitos do trabalhador

    8) A polícia é violenta

    9) As instituições estão cada vez mais fortalecidas

    10) A democracia tem que ser preservada a qualquer custo.

  25. O problema são os impostos. Eu retiro minério do solo (pago imposto), produzo aço (pago imposto), vendo aço para uma montadora (pago imposto), a montadora compra (paga imposto), a montadora faz um carro e vende (paga imposto), joão compra um carro (paga imposto)….

    Eu compro milho (imposto embutido), planto o milho e vendo para uma fábrica (pago imposto), a fábrica faz uma ração e vende para uma loja (paga imposto), a loja compra a ração para a revenda (paga imposto), a loja vende a ração (paga imposto), a ração é usada para alimentar um animal para a venda (paga imposto)…

    E para onde o imposto vai? Deveriam, pela lógica ter universidade, saúde e a zorra toda gratuitas…

  26. Tem um lado ruim no atual quadro da corrupção no Brasil que está prejudicando o efeito didático da maior crise econômica da história. Parece existir um consenso geral que a culpa da crise é da corrupção, mais ela é só a cereja do bolo, o motivo determinante foi a violação contumaz e pretensiosa das Leis Econômicas por parte dos últimos governos e suas políticas fundamentadas na escola keynesiana. Infelizmente algumas sociedades não sabem aprender com os erros e parece estamos perdendo mais uma oportunidade.

  27. PROVA PRAXEOLÓGICA DA EXISTÊNCIA DA LUTA DE CLASSES:

    “Todo patrão quer pagar o menos possível pelo máximo de trabalho possível do seu empregado e todo empregado quer trabalhar o menos possível e ganhar o máximo possível de salário.!”

    Podem refutar esta proposição?

  28. Conforme o comentário anterior, mais cedo ou mais tarde, o trabalho do IMB será reconhecido.

    As pessoas precisam parar que querer expropriar as coisas dos outros. Também precisam comercializar sem enganar o cliente.

    Outro gramde problema é o governo tratando cada pessoas de um jeito, onde uns pagam mais e outros recebem mais. O governo perdeu a legitimidade de ser um mediador, porque tratou cada pessoa de um jeito. É uma justiça que é feita pelo juiz e pelos legisladores, e não pelas leis corretas.

    Enfim, mais trocas voluntárias, menos expropriações. O povo cansou de ser assaltado.

  29. Lista boa, exceto pelo item 10. Lógica é modelo. E modelo é simplificação da realidade, ainda que represente de forma satisfatória um ou mais dados dessa realidade.

    Em outras palavras: a realidade é mais importante que qualquer lógica. E o que os economistas da Escola Austríaca demonstraram, nmo, nada mais é do que os melhores modelos da realidade quando o assunto é economia.

    Tl;dr: a lógica da Escola Austríaca de Economia é a melhor? Provavelmente sim. Ela é superior à realidade? Jamais.

    Abraços

  30. SERGIO HENRIQUE MARCHIORI

    Tenho algumas perguntas, talvez meramente decorativas.

    1 – O que seria feito com pessoas detentoras de ENORMES quantidades de bens materiais e monetários, considerando uma transição para um novo “modelo econômico”? E o contrário disto, os paupérrimos?

    2 – O que seria feito com as pessoas “não-produtivas” neste novo modelo de sociedade? Como elas iriam sobreviver? Este modelo combate a pobreza?

    3 – Pessoas nasceram deficientes e/ou incapazes, idosos, crianças, como são enquadrados no modelos de “não-produtivas”?

    4 – Definição concreta de “atividades produtivas”.

  31. Sobre o multiplicador de renda keynesiano, e fiscal, ele realmente diz que quanto mais se gasta, mais ocorre esse efeito multiplicador? Pois keynes apenas recomendava que você abrisse os tubos de gastos públicos em momentos recessivos, mas políticos acabam interpretando mal esse mando e usam essa ideia de multiplicador como uma política constante ;

  32. Oi pessoal.

    Gosto muito do trabalho do instituto.

    Vocês conseguiriam fazer um artigo sobre o governo Getulio Vargas e suas implicações econômicas?

    É que todo o grupo acadêmico nacional (inclusive seus detratores) diz que ele foi o promotor da industrialização nacional e que permitiu que os mais pobres tivessem oportunidades.

    Acho isso tudo muito estranho, pois o ditador perseguiu muita gente.

    Imagino que não é possível confiar nas estatísticas da época. Estou correto? Caso sim, vocês conhecem estatísticas confiáveis?

    Agradeço a atenção.

  33. E a china entrando em desaceleração, parece que o governo chines chegou ao limite da expansão do crédito e da dívida interna.

    De acordo com os ciclos econômicos, é quando o crédito começa a desacelerar que a coisa começa a ficar ”complicada”..

    O que devemos esperar da China? O governo chines vai tentar desinflar a bolha aos poucos? Ou podemos ver alguns problemas maiores?

  34. Clovis de Paula

    Belíssima aula de economia. Parabéns professor Antony Mueller.

    No momento em que leio este artigo, 02/06/2018, várias dessas regras são desrespeitadas no Brasil com interferência estatal no preço do óleo diesel, inexistência de concorrência na extração de petróleo e produção de derivados, tabelamento do preço com absurdos R$ 0,46 de desconto, multa para o posto de combustível que desobedecer o preço tabelado pelo governo central, corte de alíquotas de impostos sem o devido corte de despesas, clamor para a volta de domínio político dentro da administração da Petrobras e outras mazelas, ou seja, vai dar tudo errado.

  35. Off Topic:

    Sei que é bobagem e tal, mas gostaria de ler seus comentários sobre o texto abaixo:

    Noruega, Brasil e como fazer um país de otário.

    A Noruega, um dos países com melhor índice de desenvolvimento humano do mundo, é rico em reservas de petróleo. O petróleo do país é explorado majoritariamente pela empresa PÚBLICA Statoil. Desde que foi criada, nos anos 1970, a estatal Statoil NUNCA FOI PRIVATIZADA. Desde governos conservadores até social-democratas, é um consenso no país que o setor do petróleo, uma das maiores fontes de riqueza do país, deve ser explorado pelo setor público.

    Hoje a Noruega tem um fundo soberano formado basicamente com os lucros do petróleo no valor de 1 trilhão de dólares para garantir – segundo o discurso oficial – as novas gerações (um dos maiores fundos do mundo).

    Tem empresa privada explorando o petróleo do Noruega? Tem sim. Mas elas são obrigadas a transferir tecnologia e pagar um imposto sobre os seus lucros que pode chegar até 78% – a Noruega cobra 42% sobre imposto de renda.

    Agora veja a malícia. O discurso oficial da ideologia dominante é que empresas estatais, como a Petrobras, são ineficientes e o capital privado tem que assumir a exploração de petróleo. Aí o Governo Temer, no final de 2017, vendeu 25% no campo de Roncador, localizado na Bacia de Campos (RJ). Esse é um dos maiores campos de petróleo do mundo!

    Por quanto foi vendido? 2,9 bilhões de dólares, o equivalente a cerca de 9,5 bilhões de reais (em valores da época). Com essa compra a ESTATAL norueguesa passou a ser a TERCEIRA maior produtora de petróleo no Brasil.

    O valor da venda foi justo? Não! O campo de Roncador foi entregue praticamente de graça. Em pouco tempo, o lucro com a extração de petróleo cobrirá o custo da compra. A Statoil vai pagar até 78% de imposto sobre seu lucro como na Noruega? Não! Vai transferir tecnologia? Não! O Brasil e o povo trabalhador ganhou algo com essa privatização? Não! A Petrobras poderia ela mesmo explorar essa riqueza? Com certeza.

    A Noruega aceitaria um negócio desse em suas terras? Mas de forma alguma. E o governante que lá fizesse isso seria considerado um traidor da pátria.

    Entendeu a malícia? É assim que eles destroem a riqueza nacional, acabam com o fundo público, te enganam com o discurso de que tem que privatizar tudo e engordam o bolso de dinheiro dos países centrais do capitalismo.

    Maiores informações disponíveis nos links:

    operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/40450/noruega+petroleo+e+altos+impostos+sustentam+pais+com+maior+qualidade+de+vida+do+planeta+.shtml

    http://www.cartacapital.com.br/economia/statoil-petrobras-e-o-papel-do-estado-na-economia

  36. Advogado Tributarista

    Os EUA taxa grandes fortunas e heranças, impostos extremamente altos que fazendo justiça tributária.

    Porque o Brasil não segue isso também? Pra vocês o Brasil precisa seguir o Modelo americano, seguir só onde convém.

    Igual escandinavia, aonde convém querem que o Brasil siga, mas na parte de welfare state ai não, ai não funciona.

    Porque isso?

    Os EUA, Alemanha, Escandinavia, Australia e Coreia do Sul taxam grandes fortunas, heranças, lucros e dividendos, alto imposto de renda progressivo(entre 20% a 40% para os ricos) e serviços públicos de qualidade exceto nos EUA.

    A diferença é que aqui essa ideia não é posta em prática como deve e foi feito nesses países

    E mais, todos esses países são prósperos e bons no empreendedorismo, da pra fazer as duas coisas: Bom ambiente para negócios pra gerar riqueza, estado de bem-estar social, justiça tributária, redistribuição de renda e taxar os ricões.

    Porque pra vocês só austeridade máxima e estado minimo(ou inexistente) é a solução? Querem imitar os países desenvolvidos aonde convém mas aonde não convém nem citam

    Nem precisa pesquisar muito a fundo, basta olhar a legislação tributária dos EUA e da Escandinavia, verá como as grandes fortunas e heranças são taxadas.

    Nenhum deles é comunista ou é o inferno pros ricos e pra herdeiros que não fazem nada a não ser receber herança, são capitalistas e democraticos.

    O problema aqui é que dão vez pra PT, PSDB e demais criminosos que destruíram o Brasil, que nem esse Temer agora.

    Aguardo Resposta

  37. A escola austríaca condena o behaviorismo e o uso da matemática/econometria na economia alegando segundo Mises:

    As experiências com a quais as ciências da ação humana têm de lidar são sempre experiências de fenômenos complexos. Nenhum experimento de laboratório pode ser desempenhado com relação à ação humana.

    Basicamente dizendo que não tem como prever o comportamento humano e que sempre existe um componente de surpresa, uma imprevisibilidade, por exemplo: a criatividade humana. É uma defesa de que o ser humano não é uma espécie de robô que poderia ser condicionado a fazer determinada coisa. Até aí tudo bem.

    Isso é basicamente um argumento que lá na frente vai servir pra condenar a ação estatal, visto que um Estado não teria condições de "administrar" a complexidade da economia. Isso por si só derruba Keynesianos e todos os outros tipos de economistas que acreditam que possam por meio da técnica manipular a economia, ou seja, de certa forma tratar pessoas como robôs com comportamentos previsíveis, determinados e condicionados. Isso é uma defesa de que a economia deve ser livre de qualquer interferência. É a defesa do livre mercado.

    Em compensação, a escola austríaca trabalha com axiomas, estes que são originalmente reconhecidos como verdadeiros. E destes axiomas, podem deduzir passo a passo várias leis que também são reconhecidas como incontestavelmente verdadeiras.

    Aí eu vos pergunto: Onde entra a imprevisibilidade humana nos axiomas ?

    Num momento eles apresentam um relativismo e uma descrença perante o uso da técnica na economia mas ao mesmo tempo para defender suas ideias desaparecem com o relativismo e se baseiam em axiomas "incontestáveis", verdades absolutas e imutáveis.

    Não parece contraditório ?

  38. Caminhoneiros ameaçam nova paralisação se a tabela de frete for alterada

    www3.redetv.uol.com.br/blog/reinaldo/caminhoneiros-ameacam-nova-paralisacao-se-a-tabela-de-frete-for-alterada/

    XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

    O principal oposição a tabela de fretes vem setor do agronegócio. Os caminhoneiros começam a confrontar diversos setores econômicos.

  39. Gostaria de fazer uma ressalva usando uma premissa bem rudimentar do marketing: a demanda puxada que provoca toda uma cadeia de produção também. Portanto a primeira lei está limitada Antony.

  40. Uma pergunta, SE a infraestrutura é monopólio do estado, por exemplo, pontes, estradas de ferro, não é melhor o investimento público nesse setor do que o não-investimento? A alternativa é não fazer nada e deixar a infraestrutura do país sucateada..

  41. Estado o Defensor do Povo

    Fico triste em saber que muitas universidades e economistas não conseguem evoluir nas suas teorias, ou pelo menos as pessoas em geral, parece que eles tratam isso como crendice ou ideologia, alguém sabe me responder por que os nossos líderes de hoje parecem incapazes de adotar as medidas desse artigo? Tem algumas que eu até entendo como o salário-mínimo, mesmo que já tenhamos provado que ele é um mal pra sociedade, o presidente não o abole ou porque ele não entende de economia ou porque ele vai perder votos (sendo este um dos principais motivos do porquê a democracia é um lixo), mas tem outras medidas que os votantes não vão nem perceber mas eles continuam com as mesmas políticas, além do mais não entendo porque diabos quase ninguém estuda Escola Austríaca, para melhorar e corrigir as suas teorias, muita gente continua nos mesmos modelos que só se provaram ser maléficos para a população, que nunca resolveram porcaria nenhuma em mais de um século, mas as pessoas continuam insistindo neles como essa merda de keynesianismo, não entendo isso, o que eu acho bom das ciências exatas é que sofre menos disso, nós abandonamos ou então aprimoramos as teorias deficientes ou ultrapassadas, excelente artigo.

  42. Pessoal, alguém sabe quais os melhores gráficos (e indicadores) e métodos para saber se determinado governo cortou despesas e a economia cresceu ou não? Eu conheço até alguns sites bons, mas são muitos dados diversos. Por exemplo de países como EUA e Brasil.

    Queria ver onde poderia obter informações acerca da regulação imobiliária aqui nos EUA, até também para fazer comparativos com relação ao Brasil.

  43. Excelente artigo! Infelizmente, os “intelectuais ” da esquerda ainda não conseguiram compreender que as leis da economia são tão verdadeiras quanto a lei da gravidade. E, como esta última, não podem ser facilmente revogadas ou ignoradas. Governos populistas de esquerda gastam até não poder mais é destroem a economia de um país. Veja o caso recente da Venezuela. Este artigo merecia ser impresso e enviado para escolas e universidades de todo o Brasil.

  44. 11ª Lei da Economia

    11ª Lei da Economia: Como toda Ação Humana, a Economia não deve ser dissociada da moral.

    Aliás, esta deveria ser a 1ª lei da economia. O lucro não deve estar acima da moral. Não é porque algo é lucrativo que é o correto a se fazer.

    Um exemplo bem simples: Você pode ganhar MUITO DINHEIRO matando bebês, digo, fazendo abortos e/ou vendendo õrgãos de bebês abortados (como a Planned Parenthood faz). A prática de abortos pode ser uma atividade extremamente lucrativa. Pode ser a atividade mais lucrativa de todas. A questão é a seguinte: é correto matar bebês?

  45. Boa tarde Leandro.

    Gostaria de fazer uma pergunta mais ligada a esse artigo do que esse.

    Peguei no BCB (nossa que site ruim de mexer hein), os valores atualizados do gráfico que está na cabeça do artigo.

    Aqui: i.imgur.com/hXgXD1w.png

    Estou curioso para saber por que em 2015 houve uma parada aparentemente na expansão monetária (creio que seja isso, já que um aumento dela provoca um aumento nas contas-correntes). E se isso estaria ligado à queda do Bovespa ou há razões mais forte para a mínima no Bovespa em 2015-2016.

    E com o recente aumento dela está provocando esses novos recordes na bolsa assim como a TACE diz, correto?

    Muito obrigado, gosto demais de seus artigos!

    Lucas.

  46. “O objetivo final da ação é sempre a satisfação de algum desejo do agente homem. Só age quem se considera em uma situação insatisfatória, e só reitera a ação quem não é capaz de suprimir o seu desconforto de uma vez por todas. O agente homem está ansioso para substituir uma situação menos satisfatória por outra mais satisfatória. “

    Como é que Mises explica os sacerdotes da Opus Dei que praticam a mortificação? E santos como São Basílio, São Francisco de Assis, satos que voluntariamente renunciaram à sua fortuna e ficaram pobres (ou seja, saíram de uma situação materialmente “mais confortável” para uma situação materialmente “mais desconfortável”)? Como a praxeologia do Mises explicaria esses casos?

  47. Primeiramente, quero parabenizar o trabalho deste instituto. É excelente e de extrema relevância!

    Em relação ao artigo, pontos 1 e 2, especificamente, fiquei confuso:

    1. Para consumir é necessário antes produzir

    “A ideia de que o governo deve estimular o consumo da população para que isso então impulsione a produção e toda a economia é predominante na mídia e nos meios acadêmicos. O consumo é o objetivo final da produção”

    2. O consumo é o objetivo final da produção

    “Por isso, o consumo é o objetivo de toda a atividade econômica. E a produção é o seu meio.”

    “Defensores de políticas governamentais voltadas a “criar empregos” violam esta óbvia ideia. Programas voltados para a criação artificial de empregos transformam a produção no objetivo final, e não o consumo dessa produção. Criar empregos artificialmente significa estimular a produção de algo que não está sendo demandado voluntariamente pelos consumidores.”

    Pergunta: o que fazer em um momento de recessão? se ações para estimular consumo e programas de geração de emprego (produção) são ineficientes?

  48. Sendo a moeda um fator importante, atualemente o Real voltou a se desvalorizar em relação ao dolar, ou foi o dolar que voltou a se valorizar.

    Como eu posso identificar essa diferença? Existe algum instrumento no qual eu posso utillizar?

  49. Do mesmo roteiro de ”precisamos de mais Estado” e ”tributa mais que tá pouco”…

    Mendigos em cidade sueca precisam pagar R$ 93 ao governo para pedir dinheiro nas ruas

    “A cidade de Eskilstuna, na Suécia, instituiu a cobrança de uma taxa de 250 coroas suecas (cerca de R$ 93) para pedir dinheiro na rua. A autorização é válida por três meses. Para obtê-la, é preciso preencher um questionário na internet ou em uma delegacia.

    Os mendigos flagrados sem a autorização estão sujeitos a uma multa de cerca de 4.000 coroas suecas (R$ 1.520).

    A regra entrou em vigor no dia 1º de agosto, depois de um ano de discussões na câmara parlamentar local.

    A ideia é burocratizar a mendicância para torná-la mais difícil, de acordo com um vereador ouvido pelo jornal inglês "The Guardian".

    Até agora, cerca de oito pessoas protocolaram o pedido, e três mendigos foram removidos pela polícia, de acordo com a TV estatal sueca SVT.

    De acordo com o canal, uma parte das pessoas que pediam dinheiro na rua passou a vender mirtilos (uma fruta azul que também é conhecida no Brasil pelo nome em inglês, blueberry). A polícia vai analisar cada caso de vendedores de rua antes de considerá-los mendigos.”

    Edit: parece que a reportagem não esclareceu se há isenção de multa caso o pedinte declame versos do corão, essa Suécia não cansa de envergonhar suas tradições vikings.

  50. Ouvi falar em Mises (o economista) pela primeira vez no Youtube, onde o Professor Olavo de Carvalho falou sobre o cálculo econômico sobre o socialismo. Tempos depois ao ouvir as apresentações de Paulo Guedes e Abraham Weintraub explicando respectivamente sobre a Reforma da Previdência e o contingenciamento das verbas do ponto de vista econômico.

    Depois, pesquisando na internet, por acaso topei com o Instituto Mises Brasil. Os artigos são ótimos, e os títulos bem criativos são um convite a degustação.

    Você abriram meus olhos para tantas coisas: Encargos trabalhistas, impostos, a obesidade mórbida do estado no organismo do cidadão…Nem acredito que fui enganado por tanto tempo por esse sistema.

    Obrigado a todos você…sem palavras…

  51. 1. Para consumir é necessário antes produzir

    Tô com dúvida nesse ponto. Se um determinado bem de consumo, começa a ser comprado em grandes quantidades em um determinado período, isso não aumentaria a demanda da produção?

    ex: Camisa da Seleção Brasileira em copa do Mundo

    Panetone em época de natal

    Material escolar em inicio de ano.

    Levando em conta que cada um bem desses leva tempos diferentes para ser produzido.

  52. Os capitalistas esquecem que a aplicação, intensa, das leis do Capitalismo, ocasiona destruição dos finitos recursos naturais. Explicita essa situação a economista Kate Rawworth, no livro “Economia Donut”.

    Assim, a defesa de atos destinados a obtenção da utilização intensa dos escassos recursos, acabará com o próprio Capitalismo.

  53. 7. Dinheiro não é riqueza

    (…)

    “Mas o dinheiro, por si só, não é riqueza. É apenas um meio de troca. Riqueza é abundância de bens e serviços e bem-estar. A riqueza de um indivíduo está, portanto, em sua capacidade de ter acesso aos bens e serviços que ele deseja

    O governo criar mais dinheiro não significa criar mais riqueza. Uma nação não pode aumentar sua riqueza ao aumentar a quantidade de dinheiro existente.”

    Engraçado, antes de ler esse trecho quando eu ouvi falar de “paíse(s) rico(s)” eu pensava que essa riqueza era a quantidade de dinheiro circulando na ecônomia dos países em questão e isso se refletia no nível de vida da população. Agora entendi que o que torna um país rico é capital acumulado para produzir bens e servições à populção.

  54. Keynesiano Arrependido

    “Uma nação não pode aumentar sua riqueza ao aumentar a quantidade de dinheiro existente.”

    Aumentar o dinheiro causa inflação, se dinheiro e si fosse riqueza bastava aumentar a emissão de papel moeda.

  55. Abraao Xavier Batista

    Realmente é impossível consumir algo que ainda não foi criado. Mas é possível estimular o consumo de algo que já foi criado. Vários países estão estimulando o consumo de carros elétricos. Novos produtos podem precisar de estímulos (impostos menores, financiamentos à juros mais baixos) para se tornarem competitivos, dispensando tais estímulos após aumento de consumo, aumento de escala de produção e consequente redução de custos e de preços.

  56. O Brasil está com crescimento econômico praticamente 0% com taxa selic de 12%.O Brasil está caminhando para uma depressão econômica?

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