Nota
do editor
O governo Dilma quis estimular o consumismo da população
na crença de que isso aumentaria o crescimento econômico.
Para isso, no início de 2012, o governo brasileiro
declarou guerra
aos bancos privados que não baixassem os juros, e utilizou os bancos
estatais para fornecer empréstimos a juros baixos,
ampliando dessa forma a expansão do crédito. O consumismo e o endividamento
passaram a ser explicitamente estimulados pelo governo, com a crença de que
ambos eram os motores do crescimento econômico.
Para liberar mais dinheiro para o consumo das
pessoas, o governo também congelou o preço da gasolina — obrigando a Petrobras
a vender às distribuidoras gasolina
abaixo do preço pelo qual ela foi importada — e, na base da canetada,
decidiu diminuir as tarifas de energia elétrica (revogando de
maneira unilateral os contratos de concessão das empresas de geração e
transmissão de energia com o intuito de fazer novos contratos e impor tarifas
menores).
E, para estimular ainda mais os efeitos do
consumismo, o governo adotou uma política econômica
totalmente heterodoxa, aumentando os gastos do governo e os déficits orçamentários.
Para completar o populismo, o governo também optou
por fazer concessões de aeroportos e poços de petróleo seguindo um modelo que tabelava
o lucro permitido e impunha regulamentações esdrúxulas.
As primeiras medidas, de fato, impulsionaram o
consumo e o endividamento da população. Mas todas elas, em conjunto, geraram um
efeito deletério: aumento acelerado dos preços e dos custos de produção, e,
principalmente, das incertezas econômicas.
A leniência para com
a inflação, a maquiagem das
contas públicas e os crescentes déficits
orçamentários do governo — que geraram a perspectiva de aumentos de impostos
no futuro — só fizeram piorar o ambiente de negócios no Brasil. Tudo isso em
conjunto com as quebras de contrato feitas pelo governo — como no caso do
setor elétrico — deixaram claro que era extremamente arriscado investir a
longo prazo no Brasil.
Como consequência, os investimentos desabaram.
As políticas do governo Dilma, em suma, estimularam
o consumismo e, ao mesmo tempo, desestimularam a produção. É lógico que não tinha
como dar certo.
Inexplicavelmente, e não obstante todos os exemplos
práticos em contrário, ainda existem economistas adeptos da teoria de que tudo
o que governo precisa fazer para impulsionar a economia é estimular o consumo.
Esse artigo explica por que tal ideia é
completamente insensata.
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Chuck Noland está sozinho naquela ilha do Pacífico. Já
se passaram vários dias desde o fatídico acidente aéreo que o levou até ali.
Noland já comprovou que está em uma ilha completamente deserta. Sua única companhia
é “Wilson“,
uma bola de vôlei com um rosto pintado à mão por Noland para que ele não se
sinta sozinho.
No filme protagonizado por Tom Hanks, Noland trabalha
para a empresa internacional FedEx.
O avião em que ele estava sofre um acidente grave e Noland vai parar em uma
ilha deserta no meio do Oceano Pacífico. Subitamente jogado nesta situação,
este náufrago tem de aprender a sobreviver sob as mais adversas, imprevisíveis
e inclementes condições, enfrentando as intempéries de natureza.
Mais ainda: ele tem de se virar para encontrar
alimentos e outros elementos da natureza que o permitam construir um teto para
se abrigar do frio da noite e da insolação do dia. Nada surge pronto. Tudo tem
de ser trabalhado e produzido.
Náufrago,
lançado no final de 2000, arrecadou US$ 430 milhões e foi um grande sucesso
comercial. Não obstante, além de seu êxito de bilheteria, o filme também fornece
uma lição básica de economia, lição essa que, curiosamente, muitos analistas e políticos
ignoram completamente sempre que lançam suas propostas.
A lição de economia do nosso herói é que, para
consumir algo, este algo tem antes de ser produzido. Na ilha deserta, Chuck Noland tem de comer. Para comer,
ele tem antes de pescar. Para pescar, ele tem de aprender a
pescar. Se ele não pescar, não terá produzido nada. Como resultado, não terá
nada para consumir.
Caso Noland estivesse com uma valise cheia de dólares
ou de ouro, nenhuma diferença faria. Caso Noland estivesse em companhia de
outras pessoas, e todas elas estivessem apenas pensando em como gastar esse
dinheiro, não haveria nenhuma melhora em termos de bem-estar. Aquela valise com
dinheiro, por si só, não teria absolutamente nenhuma serventia em fazer surgir
bens e serviços. Estes continuariam tendo de ser trabalhados e produzidos.
Embora ambientado em uma ilha deserta, o filme
mostra uma realidade exatamente igual à do nosso mundo: só conseguimos
satisfazer nossas necessidades se antes produzirmos algo.
Quando vamos ao supermercado, compramos provisões e
insumos que utilizaremos para cozinhar. Só que, para que possamos fazer essas
compras no supermercado, temos de pagar a conta. E, para podermos pagar a
conta, temos de ter uma renda. E, para termos essa renda, tivemos antes de
oferecer um produto ou serviço no mercado.
Na economia de hoje, não há consumo sem renda. Porém,
não há renda se antes não houver produção.
Consequentemente, é impossível estimular compras no
supermercado, de maneira contínua, se os consumidores não houverem antes
produzido algo.
Igualmente, é impossível estimular compras no
supermercado se os produtores de alimentos não tiverem antes produzido esses
alimentos que estão sendo vendidos no supermercado.
No extremo, se o governo simplesmente criasse
dinheiro e repassasse para esses consumidores, o problema da produção de
alimentos continuaria inatacado. Quem irá produzir alimentos se o governo está
dando dinheiro para as pessoas e essas pessoas nada têm de produzir em troca? O
eventual produtor de alimentos passaria a ser um escravo: ele produz alimentos
e, em troca, nada tem para consumir, pois as outras pessoas não estão produzindo
mais nada. Elas estão apenas consumindo seus alimentos e não estão oferecendo em
troca nenhum bem ou serviço.
Desnecessário também enfatizar que esta política de
estímulo ao consumo irá inevitavelmente impulsionar a carestia: muitas pessoas
querendo consumir, poucas pessoas efetivamente produzindo. No final, termos
apenas preços mais altos e redução total da produção.
Por isso, chama a atenção que políticos, analistas e
até mesmo economistas ainda insistam, com tanta ênfase, na necessidade de “estimular
o consumo”.
A única maneira sensata de estimular o consumo é aumentando
a renda das pessoas. Mas a renda das pessoas só é aumentada se elas aumentarem
sua produção. Ou, no mínimo, se aumentarem o valor agregado desta produção.
Se eu vendo dez garrafas de vinho por mês e quero
ter “mais dinheiro no bolso”, terei apenas duas alternativas: ou eu vendo mais
garrafas de vinho, ou eu passo a produzi-las de maneira mais eficiente
(reduzindo custos), da maneira a aumentar meu lucro líquido por cada garrafa
vendida.
Se o governo estimular o consumo da população facilitando
o crédito para as pessoas (leia-se: aumentando o endividamento das pessoas), a
medida é claramente autoabortiva. Afinal, como essas pessoas — que não estão aumentando sua produção —
irão quitar essa dívida?
Se um indivíduo aumenta seu endividamento, mas não aumenta
sua renda (ou seja, sua produção), ele não tem como quitar essa dívida. (Até porque,
caso as pessoas estivessem aumentando sua produção, então elas, por definição, não
precisariam de crédito artificial para aumentar seu consumo). No cômputo final,
esse endividamento visando ao consumo não gera aumento da produção.
Além do estímulo ao endividamento, há vários economistas
que também defendem a ideia de que o governo deve fazer uma redistribuição de
renda para permitir o consumo dos mais pobres. Também neste caso o problema da produção
segue impávido. Mais ainda: o próprio consumo, por definição, não será
estimulado.
Afinal, se o dinheiro é extraído de uma fatia da população
e repassado a outra fatia, isso não gera um aumento líquido do consumo. João poderá
consumir mais graças aos $ 100 que recebeu do governo, mas Pedro consumirá
menos porque agora tem $ 100 a menos por causa do aumento dos impostos.
O mais irônico de tudo é que mesmo estes economistas
que querem estimular o consumo por meio da redistribuição de renda partem do princípio
de que já houve uma produção prévia. Do contrário, nada haveria a ser
consumido. Portanto, eles até entendem a teoria; apenas não conseguem levá-la
adiante até suas conclusões inevitáveis.
Conclusão
Quem defende políticas de estímulo ao consumo está
querendo comer um bolo sem antes tê-lo manufaturado.
Por definição, nunca há um “problema de demanda”. Demandar
é algo que ocorre naturalmente; demandar é intrínseco ao ser humano. A partir
do momento em que você sai da cama até o momento em que você vai dormir você
está demandando coisas. Demandar coisas é o impulso mais natural do ser humano.
É impossível viver sem demandar. Por isso, a ideia de que é necessário
“estimular a demanda” é completamente ilógica. A demanda é algo que
ocorre naturalmente pelo simples fato de sermos humanos.
O problema não é e nem nunca foi “estimular
a demanda”. O grande problema sempre foi criar a oferta.
De nada adianta haver demanda se não houver oferta.
É exatamente a oferta o que sacia a demanda. E simplesmente demandar algo não
fará com que, magicamente, a oferta deste algo aconteça.
Para entender este básico nem sequer é necessário ler
tratados de economia. Apenas vejam o exemplo de Chuck Noland no filme Náufrago e perguntem a si próprio: há ali
um problema de demanda ou de oferta? Como a personagem pode aumentar seu
consumo? Se ele tivesse uma valise cheia de dinheiro, haveria aumento de seu
consumo?
Eis o fato incontornável: não é possível aumentar o
consumo sem antes haver um aumento da produção. E para que haja um aumento da produção
é necessário um ambiente que seja propício à produção. Em nossa economia real,
eis o que estimularia uma maior produção: redução da burocracia, redução das regulamentações,
redução das incertezas
geradas pelo governo, redução dos impostos, redução dos gastos públicos
e, principalmente, maior
poupança.
Exatamente o contrário do que propõem vários políticos
demagogos e demais “especialistas” no assunto.
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Leia
também:
O consumismo não gera
crescimento econômico – e sua defesa é o cerne da teoria keynesiana
Produção versus consumo – a
confusão que causa miséria
Não é o consumo o que cria a prosperidade
Consumidores não criam
empregos
Consumidores não provocam
recessões
Acabar com o imposto de renda é combater o princípio da “mais valia” do Carl Marx. Acabar com o imposto de renda, imposto sobre herança e imposto sobre lucro, irá mostrar que o país é realmente capitalista.
Não adianta criar incentivos fiscais se o lucro é tributado. O empresário vai ganhar ou economizar dinheiro no começo, mas depois vai cair na “blitzkrieg” da receita federal. Incentivo em impostos indiretos não resolve o problema da falta de lucro.
O investidor é movido pelo lucro. Ninguém vai investir em fábricas, se o lucro é tributado.
Não existe país rico sem pessoas ricas. Não existe empreendedores, se não existe pessoas ricas.
O Brasil está na posição 16 dos países que mais tributa empresas. Ou seja, é uma asfixia nos empreendeedores.
No Brasil, um empreendedor paga mais imposto do que alguém que vive de renda. Isso é um nó na gravata do empreendedor.
Eu fui vítima do engodo. O estímulo ao consumo deixou a minha margem consignável praticamente estourada.
O problema central da economia: ESCASSEZ
Como aumentar a produtividade: Tecnologias disruptivas, aperfeiçoamento continuo e inovação através da pressão pela concorrência.
A nova economia P2P otimiza as trocas voluntárias entre detentores de CAPITAL (Imóveis- airBNB) (Automóveis- UBER), dinheiro e crédito (Nubank), e produção audiovisual (torrents, como netflix ou Spotfy). Ou seja, OTIMIZA a EFICIÊNCIA MARGINAL DO CAPITAL já existente, sem a necessidade de haver maior consumo de algo já existente.
Mas o leviatã insaciável quer manter seu planejamento central, keynesiano e inflacionário, destruindo a liberdade das relações comerciais voluntárias.
Quantas cadeias inteiras de criação de valor sequer chegaram a sair do papel, por uma simples carga tributária abusiva e regulamentações surreais ?
Democracia é DESCIVILIZAÇÃO.
O empreendedorismo é a base do processo civilizatório.
Como é difícil entenderem esse básico…
URGENTE
Alguém sabe se aqui no site tem algum artigo sobre a Rail Mania, a bolha ferroviária do séc. XIX que ocorreu na Inglaterra?
Bom dia a todos!
Este artigo veio logo no mesmo momento em que eu estava lendo um outro artigo, sobre praticamente o mesmo tema.
Neste artigo, os autores argumentam que a taxa de juros no Brasil é injustificavelmente alta.
Alguém gostaria de contribuir para uma discussão aqui?
“How an Economy Grows and Why It Doesn’t” do Irwin Schiff
freedom-school.com/money/how-an-economy-grows.pdf
Felicitaciones Iván Carrino!
Habló muy bien sobre el tema y son artículos de esa naturaleza que están abriendo los ojos de la población. Además, después de las desastrosas gestiones de los gobiernos progresistas conchavados y ampliamente apoyados por la gran imprensa, con el advenimiento de la Internet, la gente empieza a darse cuenta de los tramposos inveterados.
Não sei se alguém aqui leu matéria no Estadão ontem de economistas dizendo que o país vive numa crise de crédito, que foi isso que prejudicou a economia, que os bancos estão retendo o dinheiro e não emprestando…
[OFF] Estou curioso para saber qual será o impacto da redução do prazo de repasse das operadoras de cartão de crédito para os lojistas.
No meu entender, políticas redistributivas podem aumentar o consumo porque os mais pobres têm maior propensão ao consumo do que os mais ricos, que têm mais propensão à poupança. Vide o sucesso do Programa Bolsa Família no Brazil.
Abraços.
Uma coisa tão básica…
E falando da nossa realidade. Complica-nos mais ainda essa asneira invertebrada (estimular a demanda), pois somos um país emergente (que não emerge mais) que precisa produzir mais e mais para poder chegar a um ponto sólido. O país entrou na farra do crédito antes mesmo de ser rico, de ter uma população com capital… ah, sem contar as outras inúmeras subtrações de riqueza, como distribuição de renda, estatização do crédito e etc.
E o pior era a mídia exaltando “a nossa pujante economia, que era a sétima maior do mundo”. Como se PIB fosse o supra-sumo de uma economia…
A real é que crédito só é bom quando é direcionado a investimentos em negócios (pois gerará dinheiro futuro, o qual será utilizado para pagar a dívida e manter/expandir o negócio que fora aberto decorrente do empréstimo), e olhe lá, porque se for crédito tal qual o governo o concedia, abaixo do preço de mercado e para uma atividade não tão demandada, o risco de criar uma bolha é enorme.
Outro bom exemplo é o programa "Minha Casa Minha Vida". O governo estimulou o endividamento das pessoas para comprar casas (um bem de consumo). O que isso gerou?
O preço dos imóveis simplesmente triplicou em menos de um ano, tornando o preço dos lotes ou terrenos praticamente inalcançáveis para os mais pobres!
Excelente artigo.
Mais explicado que isso, só lendo duas vezes.
“E para que haja um aumento da produção é necessário um ambiente que seja propício à produção. Em nossa economia real, eis o que estimularia uma maior produção: redução da burocracia, redução das regulamentações, redução das incertezas geradas pelo governo, redução dos impostos, redução dos gastos públicos e, principalmente, maior poupança.”
Fazer tudo isso dá trabalho, exige negociação entre os políticos e a sociedade, exige cortar privilégios de uns, exige maturidade. Entenderam por que nossos governantes preferem a solução fácil de dar canetadas para estimular a demanda e fingem não entender que o que funciona mesmo é estimular a oferta?
Excelente artigo.
E as tais medidas de incentivo a economia feitas pelo atual governo, irão falar?
Sei que é meio parecida com o artigo atual, mas seria “engraçado” ver os erros sendo cometidos e com um artigo bem claro mostrando qual seria o melhor a fazer
Estimular o consumo tem explicação política. Os barões da industria nacional querem vender e pagam propina para politicos estimularem o consumo. Veja os barões da Anfavea, que fizeram aquele poderoso lobby para que o governo concedesse crédito para que as pessoas comprassem carro a rodo, é claro, fabricado exclusivamente por eles. Os políticos também ganham, pois consumir é bom e as pessoas vão apoiar o governo. Vejo o caso do Lula. É claro que isso gera prejuízo para a maioria, mas a minoria ganha as custas dos outros. Portanto economicamente estimular o consumo é ruim, mas politicamente é bom para burocratas e empresários amigos do rei.
Em relação aos automóveis, seria correto afirmar que existe a capacidade de produção mas o que está faltando é gente com renda suficiente para comprar?
Comparo, com a devida vênia, a presente discussão ao cachorro correndo atrás do próprio rabo. Não nos levará a lugar algum, exceto alimentar as vãs teorias econômicas. Nenhuma teoria econômica deu resultado certo. Sempre arrumam uma das componentes da contabilidade nacional, e atrapalham outras. As teorias econômicas, como a filosofia, têm seus prós e seus contras; não é uma ciência exata. Assim, cabe analisar, como numa foto, uma situação específica e lhe aplicar o melhor remédio econômico possível.
Por exemplo, o Brasil de hoje. Estamos vivendo uma profunda recessão decorrente de desarranjo político que implicou em desarranjo econômico. O governo é muito grande e pesado economicamente para a sociedade – tanto em gastos públicos quanto em elevada tributação –, temos um empresariado com receio de novos investimentos visto que não temos mercado consumidor, pela própria retração de consumo das pessoas e pelo elevado índice de desempregado (sem renda para o consumo). Temos uma inflação gerada mais pela especulação do que pelo excesso monetário. Em fim, estamos vivendo uma situação péssima que requer vontade política para superá-la.
Na situação acima apresentada, não cabe falar em produzir o bolo para consumi-lo depois. Os bens existem, se não fisicamente, mas em capacidade ociosa a ser aproveitada. Precisamos do único incentivo válido para os empresários investirem: a existência de um mercado consumidor, sem o qual nenhum empresário, qualquer que seja ele, se aventurará na produção, por mais incentivos fiscais e financeiros que tenham. De que adianta incentivo fiscal e financiamento bancário para produzir se não houve consumidor para a sua produção. Essa é a essência da economia. Nada se produz se não houver quem demande. Veja o trabalho do marketing: criar necessidades nas pessoas.
Isto posto, pergunta-se: qual a solução econômica para a nossa crise?
1) Reduzir o tamanho do Estado através da redução do tamanho do governo, comprimindo gastos e tributação; 2) inserir os desempregados no mercado consumidor, através de incentivo ao emprego, o que se faz tão somente pelo aumento da produção. Mas, como produzir mais se há tantos desempregados que não podem consumir? Criando um programa de renda ao desempregado, via empréstimo de longo prazo – emprestando, digamos R$ 1.000,00 por mês para cada um dos desempregados, ao longo de 24 meses, para serem reembolsados, com juros iguais aos dos títulos públicos, pelo mesmo prazo após seis meses de carência. De onde viria esse recurso? Do seguro desemprego, das reservas bancárias no Bacen, do BNDES, etc. Bom o detalhamento desses programas não é aqui o meu propósito. 3) Estabilidade política mediante reformulação constitucional do sistema de governo; redução da burocracia estatal e da sua ineficiência, erradicação da corrupção pela punição rigorosa. 4) Redução da taxa de juros e liberação total do câmbio e da liberdade absoluta de importação e exportação, assim entendida como o livre comércio.
Tudo o mais é balela!
“O governo Dilma quis estimular o consumismo da população na crença de que isso aumentaria o crescimento econômico.”.
Não, era só pra ganhar a reeleição mesmo.
E funcionou.
O artigo toca no ponto principal do capitalismo, que é a produção prejudicada pelo governo.
Se a produção é prejudicada, nossa situação fica como um náufrago em uma ilha. Ao invés de usar um carro, teremos que ir a pé. Ao invés de almoçar em um restaurante, teremos que cozinhar nossa própria comida. Se não tem uma máquina de lavar roupa, teremos que lavar roupa no tanque.
O Brasil está colhendo o que plantou. O país fez uma farra extorquindo empresários e privilegiando o consumo. Sempre deram descontos em impostos indiretos em alguns produtos e ao mesmo tempo colocaram até 36% sobre a renda.
Enfim, o governo fez um massacre contra o lucro das empresas.
Esse massacre do governo contra os empresários precisa acabar.
Não é possível continuar com esse massacre contra pessoas que estão produzindo.
O Banco Central poderá amanhã (20) mudar as regras de pagamento para lojistas.
No momento as empresas de cartão de crédito têm até 30 dias para repassar os valores recebidos para o estabelecimento. Se a proposta for aprovada, esse prazo será reduzido para dois dias, o que pode forçar players menores como o Nubank a saírem do mercado por falta de capital.
gizmodo.uol.com.br/nubank-fechar-as-portas/
Essa medida é algo bom ou ruim?Mesmo considerando que o nubank pode fechar..?
Se por um lado boa parte do mundo tem essa redução de dias, por outro, não tenho certeza que seja algo bom só por que ”a maior parte do mundo o fez”..
Dilma e Lula têm que ser punidos.
Keynesianismo só é levado a sério ainda porque é a ideologia preferida dos políticos.
O ano de 2016 não foi tão ruim assim.
O Fidel Castro morreu.
O PT caiu.
A Argentina ficou livre da Cristina.
O Lula está sendo processado.
Tivemos record de prisões de corruptos pagos pela esquerda.
O Obama está saindo e a Hillary perdeu.
As FARC estão arregando.
Tivemos o BREXIT.
Enfim, a luta contra a esquerda foi um sucesso.
Não se apeguem a crises econômicas e políticas. O foco é derrubar a esquerda. Por mais que medidas econômicas possam ser contra a esquerda, a guerra é mais importante.
O massacre ideológico contra a esquerda foi um sucesso.
Parabéns à todos ! Feliz Natal ! Feliz ano 2017 !
Que 2017 seja igual a 2016, mas com mais socialistas na cadeia, mais socialistas processados, mais indiciamentos de esquerdopatas, menos mamatas para militantes, mais esquerdistas velhos mortos por falência de órgãos, mais pessoas contra a esquerda, etc.
Muito bom artigo, mas faltou criticar uma grande parte de empresariado que não sabe tornar sua empresa mais produtiva e competitiva e que em alguns casos espertamente, espera estímulos do governo para o consumo. Assim, chega ao limite da sua capacidade produtiva gerando por consequência aumento preço de seus produtos por causa desse aumento de demanda. A empresa tem a mesma capacidade produtiva de 10, 15 anos atrás…. não expande,não inova,não é mais produtiva,etc.
Quais as possíveis consequências dessa medida?
http://www.infomoney.com.br/minhas-financas/consumo/noticia/5938178/india-vai-distribuir-168-milhoes-para-pessoas-deixarem-usar-dinheiro
O pessoal, porque vocês não falam do fracasso liberal?
A Bolívia(que vocês tanto abominam) cresce tanto quanto o Chile(neoliberal) e a Colombia.
O Macri na Argentina ta ai, mostrando o fracasso do neoliberalismo. O Peru e o Paraguay não saem do buraco, continuam mais um pais de quinta categoria.
O Brasil tem um esquerda deplorável, ta ai PSDB e PT arruinando tudo.
Alemanha tem assistencialismo pra caramba, cresceu dentro de um estado assistencialista, mas isso vocês não falam…A Australia cresceu com protecionismo e toda segurança social Pública, mas isso vocês não falam…
Faz mais de 3 décadas que os escandinavos estão no bem estar social, e não param de crescer e dar um show de qualidade de vida.
É difícil entender que o mercado tem de ser livre mas o estado tem que ter o tamanho suficiente pra propor bem estar?
É isso que eu falo dos escandinavos, livre mercado e um estado grande é o caminho pra prosperidade, basta ver que nossa carga tributária é igual(ou quase) dos escandinavos e da Alemanha. O nosso problema NÃO é carga tributária e sim destruição e desincentivo da produção, sem conta políticas monetárias fracassadas…
N fiquem focado nisso de mercado + mercado + mercado… O mercado e o estado juntos trazem prosperidade, parem com esse extremismo…
O que eu quero dizer com os países acima é que, não é só o livre mercado sozinho que traz a prosperidade, assim como não é o estado sozinho… A Bolívia cresce tanto quanto Paraguay, Chile, Peru, Colombia…
E não me venham falar de Venezuela porque uma coisa que eu odeio é economia planificada, ninguém ta falando de socialismo…
E dar exemplo de Singapura e Hong Kong é fácil neh, os caras tão no meio dos tigres, tão no meio de um lugar extremamente favorável ao comercio, sem conta o tamanho que é menor que São Paulo…
O México cresceu tanto ou mais que qualquer País top da America do Sul, isso sendo que lá ainda tem tanta burocracia quanto aqui.
Os Escandinavos dão um SHOW de exemplo, vocês só falam da liberdade economica deles mas ignoram que o estado junto com esse mercado livre foi o que proporcionou. Alta liberdade economica aliado a um estado assitencialista e grande proporcionaram tudo isso, mas vocês puxam pro lado que convém.
Iván, tu poderias comentar brevemente sobre este post? http://www.esmaelmorais.com.br/2016/07/sob-michel-temer-taxa-de-desemprego-de-15-ultrapassara-era-fhc-ainda-este-ano/
Nele há a afirmação de que o neoliberalismo nunca criou emprego nenhum em lugar algum so mundo. Qual a lógica por trás disso?
Produzir significa trabalhar, e ai reside o maior empecilho à produção, consumir é natural todos querem, já trabalhar…
E dessa forma estamos nós, sempre abertos às idéias inovadores que nos façam consumir recursos dos mais variados sem produzir nada. Com esse desejo martelado dia e noite em toda mídia, selecionamos os maiores mentirosos ao longo do tempo e com eles preenchemos cada cargo político desse país. Onde estão os políticos honestos que rejeitamos?
PS.: Jamais se esqueçam Temer é continuação do governo anterior, foram os eleitores da ‘impichada’ quem viu a foto de Michel Miguel e confirmou… FIM.
É uma coisa tão básica de se entender que poderia ter evitado tantas crises desse século…
Como vários já falaram, o Keynesianismo somente é popular e posto muito em prática por motivos puramente políticos.
Mesmo que a maioria da população fosse contra esse tipo de política econômica (no Brasil eu não sei se a maioria é contra, mas nos EUA foram feitas várias pesquisas ao longo dos anos e constatou-se que a maioria ainda é contra esse tipo de política econômica de aumento de gastos), os políticos e intelectuais continuariam pondo elas em prática.
Leandro, a que se deve esse arrefecimento no IPCA-15? Menor expansão do crédito?
http://www.valor.com.br/brasil/4814537/ipca-15-tem-menor-taxa-para-dezembro-desde-1998-e-sobe-658-em-2016
Se a produção aumenta as condições de demanda, então pq tantas empresas produzem bastante e seus produtos se estragam nos depósitos? Então entendo que quando se fala em produzir mais, não é as empresas e sim os indivíduos? o artigo só não explicou como o individuo fará isso. Pq o produto existe, o que falta é pessoas com dinheiro pra comprar. então a solução seria uma forma de aumentar a renda do consumidor pra poder comprar? e como se faz isso, se o aumento do salario depende do empregador e não do empregado? (expliquem, fiquei meio confuso)
Os noticiários costumam fazer afirmações do tipo: “A expectativa é que o consumo cresça X% neste Natal em relação ao do ano passado”.
Quase nunca se fala do aumento (ou estagnação ou diminuição) da produtividade.
* * *
Excelente texto. Esse vício do governo sempre nos leva a uma volta que dá em lugar nenhum. Porém, quanta mais esse dinheiro muda de dono, mais desvalorizado vai ficando, pois quando as pessoas recorrem ao seus consumos simplesmente não os encontra.