Sempre que
há um feriado prolongado, várias pessoas dizem que foram os sindicatos e as intervenções
do governo que “humanizaram o capitalismo” ao nos dar a jornada de trabalho de
8 horas, a semana de cinco dias de trabalho, a abolição do trabalho infantil e
tudo mais.
Infelizmente,
essas pessoas inverteram as relações de causa e efeito.
Não fomos
nós que humanizamos o capitalismo; foi o capitalismo que nos humanizou. A riqueza produzida pelo capitalismo nos
permitiu satisfazer nossas demandas humanitárias de maneiras que não eram nem
sequer sonháveis em outras épocas, quando todos os seres humanos viviam,
diariamente, no limiar da sobrevivência.
Era absolutamente
impossível trabalhar apenas 8 horas por dia, ter uma semana de trabalho de apenas
40 horas, e abrir mão do trabalho infantil quando as condições materiais que
permitem esse luxo ainda não existiam. Ao contrário do que alguns gostam de
imaginar, os trabalhadores não trabalhavam longas jornadas e as crianças não trabalhavam
desde muito cedo porque os empregadores apontavam uma arma para suas cabeças. Igualmente,
eles não trabalhavam tanto só porque gostavam de laborar por longas, duras e desconfortáveis
horas.
Eles,
assim como nós, teriam preferido trabalhar menos, ganhar mais, e usufruir
melhores condições de trabalho. No entanto,
quando o capital — ferramentas tecnológicas, maquinários de alta produção, e
de meios de transporte rápidos e eficientes — é escasso, a produtividade é baixa. Sendo a produtividade baixa, os salários inevitavelmente
também serão baixos. Sendo assim, para se
alimentar toda uma família, serão necessárias várias horas de trabalho e muito
mais pessoas trabalhando.
Cuidando de si próprio
Como Ludwig
Von Mises nunca se cansou de repetir, foi a acumulação de capital o que tornou
o trabalho mais produtivo.
Capital
é tudo aquilo que aumenta a produtividade e, em última instância, o padrão de
vida de uma sociedade. Capital são todos os fatores de produção — como ferramentas,
maquinários, edificações, meios de transporte etc. — que tornam o trabalho
humano mais eficiente e produtivo.
Capital, em termos
físicos, são os ativos físicos das empresas e indústrias. São as
instalações, os maquinários, os estoques e os equipamentos de escritório de uma
fábrica ou de uma empresa qualquer.
Trabalhar menos e
produzir mais é o resultado direto da acumulação de capital. Assim como um
trator multiplica enormemente a produção agrícola em relação a uma enxada, o
uso de máquinas e equipamentos modernos multiplica enormemente a produtividade
dos trabalhadores — e, consequentemente, seus salários e sua qualidade de
vida.
Foi a acumulação
de capital ocorrida ao longo dos séculos o que permitiu que os trabalhadores
produzissem mais com menos horas de trabalho. Em decorrência disso, eles passaram
a poder alimentar a si próprios e a seus familiares — bem como educar seus
filhos — ao mesmo tempo em que trabalhavam menos horas.
Nos países ricos, em que
os trabalhadores possuem uma grande quantidade de maquinários e bens de capital
tecnológicos à sua disposição, tais trabalhadores tendem a ser mais
produtivos. Sendo assim, eles podem se dar ao luxo de trabalhar menos
horas. Já nos países ainda em desenvolvimento, que não usufruem de bens
de capital abundantes e de qualidade para seus trabalhadores — o que faz com
que eles sejam menos produtivos –, não há alternativa senão trabalhar mais
para produzir o mesmo tanto que um trabalhador de um país desenvolvido.
Os salários
dos trabalhadores dependem de sua produtividade e do valor daquilo que produzem
para os consumidores. Quando trabalhadores têm mais e melhores bens de capital
com os quais trabalhar, sua mão-de-obra se torna mais produtiva. E quando os
consumidores demandam aquilo que eles produzem, seus salários, por causa da
maior produtividade, podem aumentar.
Quando os
proprietários do capital — isto é, os donos dos meios de produção — têm de
concorrer pela mão-de-obra, eles têm de oferecer maiores salários para atrair
essa mão-de-obra mais produtiva, retirando-a de seus concorrentes. A consequência é que mais e melhores bens de
capital levam a maiores salários, e isso permite que mais famílias possam
sobreviver sem ter de colocar seus filhos para trabalhar, e que mais
trabalhadores e empresas possam reduzir as horas de trabalho e a jornada
semanal.
E todo
esse processo já estava a pleno vigor antes de qualquer tipo de sindicalização ou
de regulamentações governamentais sobre a jornada de trabalho. A linha de tendência
de queda nas horas de trabalho não foi
alterada quando sindicalizações e regulamentações governamentais começaram a
aparecer.
Horas semanais de trabalho na indústria, 1830-1997; a cada regulamentação que surge, a tendência de queda não é alterada
O economista Robert
Whaples observa que a jornada
semanal média vem caindo progressivamente desde os anos 1830.
Em 1938, quando o então
presidente americano Franklin Roosevelt assinou a Fair Labor
Standards Act (FLSA), uma lei que estipulava a jornada semanal máxima em 40
horas, tal lei já era praticamente desnecessária. Ao longo do século
anterior, as forças de mercado já haviam
derrubado a jornada semanal média nas indústrias, de quase 70 horas para
apenas 50 horas. Em outras indústrias, a jornada era ainda menor.
Em 1930, por exemplo, operários das ferrovias trabalhavam uma media de 42,9
horas por semana. Já os carvoeiros trabalhavam uma média de apenas 27
horas. (Confira os números aqui).
Henry Ford implantou uma
jornada semanal de 40 horas em 1926 porque ele acreditava que
consumidores com mais tempo livre iriam comprar mais produtos. Outras
grandes empresas fizeram o
mesmo. Apenas um ano depois, 262 grandes empresas já haviam adotado
uma semana de trabalho de 5 dias. Pela primeira vez na história, as
pessoas estavam usufruindo fins de semana livres.
De acordo com esse
trabalho acadêmico do economista Robert Whaples:
Mais de 80% dos
historiadores econômicos já aceitam a idéia de que “a redução na jornada
de trabalho semanal nas indústrias americanas antes da Grande Depressão
deveu-se majoritariamente ao crescimento econômico e aos aumentos salariais
gerados por esse crescimento econômico. Outras forças tiveram um papel
apenas secundário. Por exemplo, dois terços dos historiadores econômicos
rejeitam a proposta de que os esforços dos sindicatos foram a principal causa
da queda na jornada de trabalho antes da Grande Depressão.
E essa tendência
de queda nas horas de trabalho pode ser observada com ainda mais intensidade no
que diz respeito ao trabalho infantil.
No início
do século XIX, crianças trabalhavam ou na agricultura familiar ou nas
fábricas. Em ambos os casos, as famílias
necessitavam dessa contribuição do salário da criança para sobreviver.
O historiador
Steven Mintz, especialista em trabalho infantil, observa
que os salários de crianças entre 10 e 15 anos de idade “frequentemente
representavam 20% da renda da família e podiam significar a diferença entre
bem-estar e privação”. Como também disse
Mintz, “nessa economia cooperativa familiar, as decisões essenciais […] se
baseavam nas necessidades da família e não na escolha individual”.
É claro
que se os pais daquela época fossem capazes de sobreviver sem ter de colocar
seus filhos para trabalhar, eles teriam feito isso, como demonstrado pela
relativa ausência de trabalho infantil entre as famílias mais ricas da época. O problema é que a maioria dos pais
simplesmente não podia se dar a esse luxo.
Quando uma demanda menor é algo bom
Evidências
de que foi a acumulação de capital, e não legislações, que reduziram o trabalho
infantil e a jornada de trabalho foram compiladas pelo historiador Clark
Nardinelli, que mostra o contínuo declínio das horas de trabalho infantil
nas fábricas britânicas de algodão e de linho nas duas décadas anteriores à promulgação
do Factory
Act de 1833 [que limitava a 10 horas por dia o trabalho infantil em
fábricas], bem como o contínuo declínio no trabalho infantil total nas fábricas
de seda até 1890, muito embora as leis de trabalho infantil não se aplicassem à indústria da seda.
Conjuntamente,
todos esses dados fornecem evidências do papel da elevação dos salários reais,
permitida pelo capitalismo, como a causa da redução do trabalho infantil ao
longo do século. Mesmo crianças que
trabalhavam na agricultura viram suas funções diminuírem à medida que
maquinários agrícolas de maior qualidade reduziram a necessidade do uso de mão-de-obra
infantil e aumentaram a produtividade, o que permitiu que proprietários de
terra contratassem mão-de-obra de fora da família.
Sim, não
há dúvidas de que as condições nas quais as crianças trabalhavam nas fábricas (e
ainda o fazem nos locais mais pobres do mundo) eram desagradáveis e desumanas
para os nossos padrões atuais; mas a vida no campo, trabalhando na lavoura,
certamente não era melhor. Provavelmente, era pior. Se levarmos em conta a
maior renda familiar e o maior acesso a recursos, principalmente remédios, disponíveis
à recém-formada mão-de-obra industrial urbana, a vida era, no geral, melhor
para crianças que trabalhavam nas fábricas do que para crianças que trabalhavam
na lavoura na geração anterior.
A conclusão
de Nardinelli merece ser citada:
A crescente renda real observada na
Grã-Bretanha do século XIX foi a mais importante força responsável por retirar
as crianças das fábricas têxteis após 1835. As crianças trabalhavam nas
fábricas porque suas famílias eram pobres; à medida que a renda das famílias
aumentou, a mão-de-obra infantil diminuiu.
Com efeito, à medida que a renda de uma determinada família aumentava,
seus filhos começavam a trabalhar em idades mais avançadas do que seus irmãos mais
velhos.Aquela bem conhecida preocupação vitoriana
com as crianças surgiu, em grande parte, como um reflexo da renda
crescente. Era de se esperar que, graças
ao crescente aumento da renda na última metade do século XIX, a quantidade de mão-de-obra
infantil nas fábricas têxteis teria declinado sem qualquer legislação a
respeito.
É certo
que as leis tiveram algum efeito em dar um empurrão ao processo, mas a “mais
importante força” continua sendo o aumento na renda real produzido pelo
capitalismo e pela industrialização.
Contrariamente
à alegação de seus críticos, não foi o capitalismo quem criou a desagradável mão-de-obra
infantil. Esse tipo de trabalho sempre existiu nas famílias e no campo. E não por
uma questão de maldade, mas sim de necessidade econômica. O que obrigou
agricultores a colocar seus filhos para trabalhar foi o fato de que, como a
produtividade era baixa, tais pessoas simplesmente tinham de trabalhar 70-80
horas por semana se quisessem produzir o suficiente para comer.
Foi o
capitalismo e a acumulação de capital gerada pelo capitalismo quem permitiu o
desaparecimento do trabalho infantil entre as massas pela primeira vez na
história da humanidade, ainda que ele tenha, à primeira vista, tornado o
trabalho infantil mais visível ao movê-lo do campo para as fábricas.
Se o
problema fosse de tão fácil resolução, então tudo o que aqueles países do
Terceiro Mundo — cuja população, inclusive crianças, ainda trabalha muitas
horas por semana — têm de fazer para acabar com a pobreza, enriquecer e
usufruir mais horas de lazer é criar leis.
A sociedade
supera o ego
Por tudo
isso, é válido perguntar por que se tornou uma espécie de senso comum acreditar
que foram leis estatais que aboliram o trabalho infantil, as longas jornadas e
a semana de sete dias de trabalho. Meu palpite é que tal raciocínio provavelmente
é reflexo da nosso viés intelectual e evolutivo, o qual nos leva a acreditar
que de fato temos o poder de controlar o mundo social à nossa volta.
É mais
fácil, bem como mais moralmente satisfatório, acreditar que fomos nós que
intencionalmente abolimos algo desagradável ao simplesmente nos posicionarmos
contra ele. Não é fácil aceitarmos que o responsável por tudo foi um processo
que não controlamos diretamente.
Adicionalmente,
parece ser uma tendência que leis contra um comportamento antigo que julgamos
ser moralmente repreensível adquiram uma aura de santidade quando as práticas
em questão já majoritariamente desapareceram, fazendo com que os poucos
exemplos ainda remanescentes sejam ainda mais repreensíveis. Isso certamente é válido para alto enfoque
dado ao trabalho infantil ao mesmo tempo em que este foi rapidamente desaparecendo
ao redor do mundo, por causa da cada vez menor necessidade de renda infantil para
complementar a renda de uma família minimamente estruturada.
É mais
fácil legislar contra uma prática cuja necessidade econômica, ou mesmo conveniência,
já não existe mais. Leis proibindo o trabalho infantil e longas jornadas de
trabalho só foram possíveis de ser implantadas quando as famílias não mais
necessitavam daquelas horas extras de trabalho para sobreviver e propiciar uma
vida melhor para si próprias e para seus filhos.
O real
crédito pelo declínio do trabalho infantil e das longas jornadas de trabalho se
deve ao capitalismo e aos mercados concorrenciais, os quais permitiram a acumulação
e o crescimento do capital, o qual aumentou a produtividade da mão-de-obra e
enriqueceu tanto os capitalistas quanto os trabalhadores. Pessoas mais ricas podem se dar ao luxo de
trabalhar menos e viver melhor.
Sindicatos
e governos não humanizaram o capitalismo. Foi o capitalismo quem criou as condições
que permitiram que cada vez mais pessoas vivessem vidas verdadeiramente
humanas.
_______________________________
Leia também:
O mercado, e não os sindicatos, nos propiciou o lazer e o descanso
Feriados e fins de semana não foram uma criação dos sindicatos – seria economicamente impossível
Não, o trabalho duro (sozinho) não garante a prosperidade e não retira ninguém da pobreza

Um cidadão do século XXI que condena o trabalho infantil no século XIX possui tão pouca compreensão da realidade como os socialistas de iphone, que condenam o capitalismo e apoiam o PT enquanto tomam uma cerveja importada no meio da semana, às 3h da tarde, em um barzinho do Leblon. Meu pai viveu em um ambiente agrícola até seus vinte e tantos anos. Ele não tinha luz elétrica em casa, o trabalho na roça era na base da enxada, não havia qualquer tipo de programa governamental de ajuda ao agricultor, além de todas as privações que eles passavam pela falta de auxílio médico. Ele estudou até a segunda série do fundamental, simplesmente porque o tempo que ele estava na escola significava menos tempo de trabalho no campo, e em consequência, menos comida na mesa da família. Quando se precisa trabalhar muito para produzir pouco, as prioridades da família são diferentes. Ninguém tem dó de colocar os pequenos para trabalhar, de matar bicho para se alimentar, ou de derrubar a mata nativa para fazer uma lavoura, pois o que está em jogo é a sobrevivência da família, visto que basta uma colheita ruim para todos passarem fome.
O interessante é que este padrão se repete até os dias de hoje. Veja qualquer documentário que mostre o trabalho infantil. Em 100% dos casos você vai ver crianças trabalhando longas jornadas e ganhando uma miséria, com é o caso de um vídeo que eu assisti, onde mostrava crianças quebrando coquinhos com um martelo e um pedaço de borracha, para vender o miolo deles por um valor irrisório. Obviamente, nesta reportagem condenava-se os capitalistas que pagavam tão pouco ao trabalho dos pequenos, condenava-se os pais por exporem os filhos a este tipo de trabalho, condenava-se o governo, por permitir que estas coisas acontecessem. Mas ninguém pensou que, talvez, uma máquina que quebrasse os coquinhos em alta velocidade poderia melhorar a vida deles.
A historia do trabalho sempre foi uma historia de horror foram sim os sindicados que melhoraram as condições.
Boa tarde Leandro,
Vocês do IMB poderiam fazer um pesquisa sobre esses caras: Jim Rickards, Will Bonner e Addison Wiggin.
https://www.amazon.com/Addison-Wiggin/e/B004V900SI/ref=dp_byline_cont_book_2
https://www.amazon.com/s/ref=nb_sb_ss_i_2_7?url=search-alias%3Dstripbooks&field-keywords=jim+rickards+books&sprefix=Jim+Ric%2Cstripbooks%2C288
E agorafinancial.com/about/our-books/
Esses caras previram muita coisa com base na impressão massiva de dinheiro pelo FED. O assunto é seríssimo.
Obrigado.
Boa Tarde,
Percebi que hoje o artigo saiu um pouco mais que o costumeiro (ou não, pois meu relógio foi adiantado em uma hora). Gostaria de saber se vão manter o padrão devido ao horário de verão, que como é determinado por decreto governamental, os senhores continuarão a se basear no “horário de Deus”, como minha vó costuma dizer?
Muito legal o artigo.
Muitas pessoas que conheço certamente nunca pensaram nisso.
Elas acham que “todas as conquistas” vieram de sindicalistas.
Galera eu sou “novo” no assunto, pq sempre tive acesso praticamente APENAS AO PENSAMENTO DE ESQUERDA.
Não vou me estender, mas tudo me leva a crer que o melhor seria um governo mais “socialista” mas que não se metesse tanto na vida das pessoas, apenas se limitando a cuidar da segurança nacional, do meio ambiente e garantindo que não existisse gente passando fome por não ter onde se encaixar no mercado de trabalho.
Só que eu quero entender a vida fora dessa bolha, então não venham com xingamento e sarcasmo. A esquerda já faz isso com quem questiona.
Mas, enfim, os empresários também trabalhavam mais de 8 horas por dia e também colocavam seus filhos menores pra trabalhar?
Porque pelo que eu vi até hoje, apenas os pobres trabalhavam tanto e continuavam pobres. Mas por que isso?
Por que as pessoas precisavam trabalhar tanto? Para saciar as necessidades da população (alimentação, saneamento, etc) ou para gerar o lucro dos empresários? Por que é isso que eu vejo hoje.
Por exemplo, eu trabalho numa banda e preciso tocar e ainda carregar o equipamento pra poder fazer o que eu gosto, e mesmo assim, estou procurando emprego em outra área porque não está sendo suficiente nem para dar um salário mínimo (e eu nem tenho carteira assinada). O que acontece é que o dono da banda está na mesma situação. Ele tem o equipamento e o ônibus da banda e além disso ele tem uma história de 60 anos de música que é o que vende a banda em termos de imagem, repertório, estilo, etc. Se ele quisesse, poderia diminuir meu salário pela metade e encontrar outro para fazer o que eu faço. Mas ele não o faz, porque há emprego fora da música e a galera tá abandonando a música como fonte de renda e indo pra indústria, (o que eu pretendo fazer) que é o que dá mais dinheiro, isso sem falar nos casos de gente que consegue estudar e já começou na música como hobby. Então, falta músico bom que tocaria pelo que eu toco. Só que enquanto o meu chefe faz isso, há outros, inclusive gente famosa em todo o país, (coisa de R$ 300 mil pra uma ou duas horas de show – eu toco 4 horas) que paga menos do que o meu chefe! Quero dizer, eu chego a ganhar R$ 600 reais por show, só que tem poucos eventos e por isso não ganho bem mensalmente, enquanto que tem músico desse outro patamar de banda que ganha R$ 3 mil por mês mais encargos, fazendo mais de 30 shows por mês! Ou seja, músico tem que trabalhar adoidado pra ganhar mal, tanto pra dono de banda que é mais ganancionso, quanto para quem é menos ganancioso. E é justamente essa ganância que prejudica a galera, porque tem gente que paga menos do que o meu chefe aqui (isso por evento) mas consegue tocar bastante, obter mais lucro e investir mais em propaganda, equipamento, etc. Só que os músicos ganham menos que eu por hora trabalhada! Ou seja, não é para sanar a necessidade da sociedade que esses músicos precisam tocar 40 shows, ganhando R$ 100 reais por evento. Eles precisam trabalhar por tão pouco para garantir o próprio sustento fazendo aquilo que gostam e estudaram. E isso só acontece porque os donos das bandas querem acumular lucros astronômicos. Se o cantor X quisesse, ele teria uma ótima condição financeira e ainda poderia garantir algo muito semelhante à sua equipe, no entanto, não é isso que ele faz, porque é mais “inteligente” pagar o mínimo necessário e obter mais lucro.
Sendo assim, as pessoas precisavam (e ainda precisam) trabalhar tanto, para suprir a necessidade da população ou para encher os bolsos dos acionistas, empresários, etc?
Uma pergunta básica: se o acúmulo de capital e o natural avanço do capitalismo aboliu aos poucos o trabalho infantil, então, no começo, quando a burguesia usava crianças nas fábricas, podemos dizer que nesse período inicial, o capitalismo era cruel, malvado, etc ?
Poderiam responder ao vídeo dessa menina? Ela é uma youtuber com conteúdo sobre livros de fama considerável.
Começa no 03:46 até 04:15
O link está aqui, antes não enviou.
https://www.youtube.com/watch?v=m4zzfxAGpE0
Bom dia a todos.
Passando por aqui só pra dizer que a seção de comentários está cada vez mais caindo pro debate infantil. Talvez tenha mais adolescentes postando.
Enfim, continuarei tentando filtrar o que me interessa, mas tá complicado.
Abraço!
Sobre acumulação de capital, vale lembrar o grande Eugen von Böhm-Bawerk:
mises.org/library/positive-theory-capital
Sobre o tema do artigo, George Reisman:
http://www.capitalism.net/
Gostei bastante dos links que direcionam para os estudos sobre condições de trabalho nos últimos 200 anos. São excelentes munições para eventuais debates!
Reclamação.
Olá, bom dia, Em defesa do trabalhador privado e pelo emprego e desenvolvimento do país e controle das contas publicas, e digo:
A favor da PEC/ da Previdência.
Não apoiem quem é privilegiado!
Não apoiem quem sangra o Brasil!
Lutem pelo trabalhador de verdade! O trabalhador privado!
Lutem pela ordem nos gastos públicos!
Lutem pelo certo! Diga não aos marajás!
A favor da Familia! Filha de marajá não casa esperando a transferência de pensão! Diga não a mesada do Estado para esses adultos degenerados! A favor de uma sociedade melhor!
Vocês já leram a LDO?
34milhoes de pessoas valem menos que 1milhão?
Leiam a LDO, LOA, E o projeto de orçamento da UNIÂO!
LEIAM! De ignorância o inferno está cheio!
Lutem pelo fim dos parasitas do Brasil! Funcionalismo caro e ineficiente! Ineficaz!
Superávit para pagar banqueiro! O Estado que oferece 15% do seu progresso e desenvolvimento para Banqueiros, Acionistas Brasileiro e Estrangeiros! Isso é inaceitável pagar tributo a mercado financeiro!
Vocês pagariam caro por um funcionário que não trabalha?
CAPITALISMO JÀ/ CHEGA DE SOCIALISMO! Tributar riqueza é melhor! Socializar pobreza é para degenerados.
Evoluir é necessidade!
David da Fonseca.
Nessa questão de Sindicatos, lembro de meu pai, que é Sindicalista, do Sindicato dos Jornaleiros.
E lá, a função do Sindicato é outra: Ter força política para que o Estado não destrua / retire as bancas e eles possam manter seu comércio em paz.
Um Sindicato que o foco é defender-se do Estado…
„Ora, sendo o trabalho em si mesmo um sacrifício, e sendo o homem naturalmente levado a evitar os sacrifícios, segue-se daí que – e a história bem o prova – sempre que a espoliação se apresentar como mais fácil que o trabalho, ela prevalece."
„O socialismo, como as velhas idéias de onde emana, confunde a distinção entre o governo e sociedade. Como resultado disso, cada vez que nos opomos a algo que o governo queira fazer, os socialistas concluem que estamos fazendo oposição."
O capitalismo destruiu, sem as substituir por coisa alguma, as corporações antigas, que eram para os trabalhadores uma proteção; os princípios e o sentimento religioso desapareceram das leis e das instituições públicas, e assim, pouco a pouco, os trabalhadores, isolados e sem defesa, têm-se visto, com o decorrer do tempo, entregues à mercê de senhores desumanos e à cobiça duma concorrência desenfreada.
Os trabalhadores são usados como vis instrumentos de lucro.
Boa noite,
Mais um artigo espetacular.
”Fugindo” um pouco do artigo, gostaria de saber a opinião de Leandro e demais frequentadores do site sobre:
– A importancia da OECD nas economias globais, é um orgão importante que ajuda os mais vulneráveis economicamente e poderia indicar uma saída ao Brasil, por exemplo?
– Proibição do UBER em países ricos e desenvolvidos (e burocráticos, estamos de acordo) como a Alemanha por exemplo. Porque tais países tão burocráticos ainda continuam sendo excelentes economias e possuindo qualidade de vida incrivelmente além do padrão mundo. Isso um dia pode acabar?
Abraços a todos leitores e curiosos do blog que nos ensina bastante!
Que tal o projeto vênus?
Eu tenho uma dúvida. Que período da história o capitalismo passou a existir e o mercantilismo começou a ser abandonado?
Olá, texto excelente. Parabéns ao Instituto Mises pelo excelente serviço prestado em esclarecer aquilo que os livros da escola não ensinam.
Apenas gostaria de informações quanto aos “diversos autores” da matéria, para maiores esclarecimentos.
A verdade é que este artigo no final das contas não faz muito sentido. Nada impediu – aliás, tudo colaborou – para que a jornada de trabalho continuasse sendo de 80 horas semanais e para que o trabalho infantil continuasse existindo. Afinal, a tendência é que, com a inerente acumulação de capital, as condições de trabalho e produtividade aumentem gradualmente. Isso quer dizer que, com o decorrer do tempo, o natural seria que se trabalhasse mais ainda pois o desgaste sofrido pelo trabalhador num determinado numero de horas de trabalho seria cada vez menor e a produtividade dele seria cada vez maior.
Humano?! Ultraje!
Ausentei-me do Uber ontem para lutar pelos direitos dos trabalhadores e hoje ao acordar, recebo mensagem de ex-“amigo de velha data” agora traidor da revolução de que ele “nunca ganhou tanto dinheiro em um só dia!” como na sexta de greve geral.
Virei o rosto para a mais-valia retida em meu estômago não criar asas.
É absurdo que um cidadão que se ausenta do exercício da sua cidadania e da luta pelos seus direitos seja remunerado por prestar serviços aos consumidores enquanto eu literalmente sangrei e fiz sangrar pelos direitos trabalhistas ontem sem não receber em nem uma grama de centavo.
Onde está a humanidade? O ser humano é agora pago para trabalhar e não para militar pelos direitos sociais?
Bela verdade num belo texto!Como pode existir pessoas que falam mal do capitalismo, se esse só existe para fazer o bem às pessoas?Mais triste ainda é ver pessoas atribuindo a crise de 2008-2009 ao capitalismo como se o capitalismo fosse o culpado pela existência de estados perdulários e irresponsáveis que são os verdadeiros culpados por essas crises que enfrentamos.É evidente que em um país verdadeiramente capitalista certamente haveriam pobres,porém também haveriam pessoas ricas e remediadas com condições de ajudá-los.Já em Cuba ou na África dificilmente se acha alguém realmente com condições de ajudar os desvalidos que não podem se virar sozinhos.O Bom samaritano não seria bom se não tivesse dinheiro e é o capitalismo que permite que as pessoas tenham dinheiro para fazer o bem que quiserem.
Leandro,
Tem alguma intenção de escrever sobre as monarquias absolutistas de hoje? falar sobre o Qatar, Brunei, Emirados Árabes e talvez até um “da pobreza a prosperidade” de alguns países desses mesmo com os problemas existentes?
Depois dos caminhoneiros do BNDES, vem aí outro fiasco do crédito barato:
http://www.canalrural.com.br/noticias/noticias/maggi-nao-buscarmos-uma-alternativa-para-pagamento-funrural-produtor-vai-quebrar-67177
Alguém propõe alguma explicação sobre o porquê das horas de trabalho semanais terem voltado a aumentar?
Abraços!
Pessoal mim respondam isso.
Veja… isso ocorre hoje… a produção excessiva de produtos a ponto de o mercado estar saturado sendo assim como existe muito produto na praça ah a queda do preço, continuando esse ciclo sendo que o mercado capitalista precisa produzir mais e mais para que haja a concorrência chegaria um momento em que não haveria para quem vender pois já estaria tudo saturado, se NÃO existe venda ou uma guerra que destrua boa parte das riquezas para assim o mercado voltar a vender, NÃO VAI HAVER VENDA E SEM VENDA, SEM LUCRO e sem lucro teria CRISE DAS BRABAS… e ai precisaria de um estado para “promover” a crise??
Pessoal, um defunto tem direito de propriedade?
Porque pensem, só exercem os direitos naturais as mentes pensantes e racionais, ou seja somente aqueles que possuem capacidade cognitiva para exercer e identificar o direito de propriedade e liberdade.
Se uma pessoa morre, o seu corpo não é mais sua propriedade, já que ela deixa de ser uma mente pensante, é como um corpo sem dono.
Parem pra pensa, se um cara morre, ele perde o direito de propriedade sobre seu corpo.
Ele deixou de exercer, identificar e ser uma ”mente pensante” para exercer direito de propriedade.
Pode parecer cruel, mas até certo ponto é verdade. Mas isso sem falar nos conflitos com direito de crença e etc.
Eu acredito que quando alguém mata um inocente, este assassino quer roubar o título de propriedade da vítima. No caso, poderia pegar orgaos para vender….
Enfim, o que acham? É só uma reflexão e não mera posição.
Abraço
Leandro, o saque do FGTS no curto-prazo poderia causar inflação? Isso enquanto o dinheiro não se ”dissolve” pela economia. No curto-prazo pelo menos não haveria inflação? O dinheiro ser jogado na economia de uma vez não causaria inflação?
Eu entendo que, o dinheiro poupado foi fruto de riqueza criada, ou seja, foi dinheiro criado com LASTRO, houve uma criação de bens e serviços correspondentes aquele dinheiro. Portanto não acredito que haveria inflação, o dinheiro esta parado, não houve aumento da base monetária, não é dinheiro novo entrando na economia. Houve riqueza produzida correspondente a essa poupança. Certo?
Um amigo levantou essa hipótese da inflação e não me convenceu.
Grande Abraço.
MASSACRE E AINDA FOI POUCO. NÃO PODEMOS TER PENA DESSA GENTE, COMO DIZ OLAVO DE CARVALHO.
O estado democrático de direito virou uma agressão aos cidadãos e uma justiça parcial.
O governo bananeiro continua expropriando as pessoas, mesmo havendo 40 milhões de pessoas com nome sujo, 30 milhões de processos fiscais com empresários, 20 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza, 500 mil presidiários, etc.
Esse estado democrático não adianta nada, porque as pessoas são agredidas pelas próprias leis e pelo estado. Os cidadão viraram escravos do próprio governo.
Se um dia alguém tentou reduzir conflitos, acabou se esquecendo dos interesses da própria justiça e do governo.
Os direitos adquiridos são pagos com dinheiro de expropriação. É pobre pagando conta de pobre.
Logo no início do texto, temos a afirmação: [“A riqueza produzida pelo capitalismo nos permitiu satisfazer nossas demandas humanitárias de maneiras que não eram nem sequer sonháveis em outras épocas, QUANDO TODOS os seres humanos viviam, diariamente, no limiar da sobrevivência.”] Grifo meu.
Tal evidente absurdo poderia ser apenas um descuido, visto que mais adiante o autor deixa claro saber da existência de pessoas mais abastadas que viviam bem distante do limiar da sobrevivência, como nobreza e realeza que existem nos mais variados graus há ao menos uns 7 mil anos. Sem contar aquelas que mesmo não sendo parte de uma casta elitista, tinham condições de vida melhores.
Mas essa aparente miopia pontual de certa forma se perpetua por todo o texto, que embora seja competente em fornecer uma interpretação plausível para a realidade, mais impressiona não pelo que apresenta, mas por uma saraivada de fatos que são deixados de fora ainda mais evidentes e acessíveis que os eventos históricos mais longínquos e que contradizem frontalmente o argumento central do texto.
Se a tese do texto está correta, então é urgente explicar:
– Por que nesse exato momento no Brasil estamos diante de um massivo esforço movido pelo empresariado para ampliar a jornada de trabalho? Será que após 80 anos de uma legislação que estabeleceu 44 horas semanais como máximo, a produtividade que deveria ter crescido enormemente de repente se vê necessitada de promover o absoluto oposto do que é argumentado no texto?
– Por que empresas que atingem alta produtividade em países desenvolvidos, de repente decidem abrir filiais em países menos desenvolvidos onde a produtividade é evidentemente menor?
– Por que mão de obra menos produtiva porém mais fácil de explorar inclusive pela falta de legislação e sindicalismo é frequentemente preferível à mão de obra mais qualificada que, segundo o texto, atingiu um pico máximo de produtividade, ao ponto de por vezes fecharem fábricas nos países mais produtivos para abrí-las nos menos produtivos?
– Por que tamanha resistência dos liberais contra leis trabalhistas e sindicalismo se estes nada mais fazem do que sacramentar aquilo que já foi obtido simplesmente pelo desenvolvimento produtivo e pelo mercado?
– E quanto as evidências de campanhas sindicais por redução de jornada de trabalho? Elas surgiram depois da redução efetiva?
Sem ser capaz de explicar coisas como estas, o texto é na melhor das hipóteses uma interpretação criativa para um fenômeno que pode ser o exato contrário. Como garantir então que a legislação de fato não sobreveio somente após a luta sindical? (Aliás o texto parece misturar o âmbito legislativo com o sindical como um todo indissociável.)
Na melhor das hipótese, a explicação dada pelo texto não é superior a seguinte: O Estado, sendo o leviatã hobbesiano, existe para evitar o estado de guerra generalizada, ou neste caso, da Luta de Classes, que pela assimetria numérica tenderia a terminar com a vitória das massas trabalhadoras sobre as minorias proprietárias. Assim, a legislação nada mais faz do reagir a essa tensão e mediar o conflito.
Curiosamente também, a leitura que o texto faz é perfeitamente redutível a uma análise marxista, onda a (infra) Estrutura econômica, ao viabilizar uma realidade mais humana, produz uma Super Estrutura de valores morais que dignificam a agora possível realidade, como a eliminação do trabalho infantil. (Por sinal a falta de sensibilidade é tamanha que o texto parece necessitar da evidência de que famílias abastadas protegiam seus filhos do trabalho precoce, como e isso não fosse intuitivamente óbvio pelo simples dado imediato da natureza humana.)
Em suma, o texto pura e simplesmente, pensando duma forma puramente material e dialética, onde as preocupações morais não parecem ter poder causal, inverte efetivamente a causa e o efeito. Poderia até ser uma alternativa teórica plausível não fosse sua completa incompatibilidade com as supra referidas questões além de parecer cego para obviedades do tipo a vida familiar campestre, mesmo marcada pelo trabalho geral para si própria, não ser preferível a fragmentação da família em cargos submetidos a um empregador externo.
Como disse G.K.Chesterton, foi o Capitalismo que destruiu a família, removendo-a do campo e reduzindo seu número ao limiar da não perpetuação. E segundo o que vemos aqui, como se isso não bastasse, ainda diz fazer o contrário.
Em 2004 a FGV realizou uma pesquisa junto às universidades públicas brasileiras onde uma das questões era saber quem pretendia empreender, ou seja, “montar seu próprio negócio/empresa”. O resultado foi um lastimável 2%.
Apesar da pesquisa ter sido feita em 2004, não creio que tenha mudado muito…no Brasil ainda hoje a grande maioria “sonha” em viver encostado no Estado.
Ainda hoje em pleno século XXI temos lugares que se utilizam do trabalho infantil e também do trabalho escravo. E isso não se deve a um baixo nível de capitalismo, já que esses homens são explorado por grande corporações mundiais.
Se não houvesse necessidade de leis que regulassem as horas trabalhadas e o tipo de trabalhador permitido, não haveria o porquê de se mudar a legislação trabalhista hoje no Brasil (sugerindo, inclusive, o aumento do número de horas trabalhadas de 8h para 12h). Portanto, sempre que houver maneiras para se explorar o homem, mais o homem será explorado. O capitalismo não se auto-regula e nem pode ser humanista em seus “atos”.
Prezado amigo inteligente,
Respondendo brevemente uma única indagação tua, que na tua ironia superior, demonstrou um total desconhecimento:
Segundo o Global Slavery Index de 2016, há mais de 45 milhões de pessoas em situação de escravidão. Basta verificar.
(www.globalslaveryindex.org/)
Quanto a tua definição de escravidão, ela só leva em conta o tipo de escravidão feita aos negros, esquecendo os outros tipos de escravidão que existiram em diferentes épocas, como, por exemplo, Grécia e Roma Antigas. Mas falando do mundo contemporâneo, sigo a definição do Global Slavery, que me parece muito mais entendido para falar no assunto do que você.
Comento uma coisa que disse de forma tão arrogante:
“É mesmo? Então mostra aí grandes empresas atuando em países muito capitalistas usando “trabalho escravo”. Faça isso e eu lhe transfiro uma quantia obscena de dinheiro.”
Primeiramente você desvirtua o meu discurso, pois eu disse claramente que em países que você chama de “atrasados”, grandes corporações exploram o trabalho infantil, além de altas horas de trabalho por quantias irrisórias. Ou você prova que isso não é capitalismo ou há aí uma comprovada exploração do trabalho alheio feita pelo capitalismo.
Por fim, quando você diz:
“A fala do arrogante. O mundo só será bom quando pessoas iluminadas como eu estiverem no comando e com um porrete na mão, endireitando os errados”.
Nunca falei de pessoas iluminadas para resolver o mundo e muito menos em totalitarismo. Isso foi uma má interpretação tua. O que disse é que o capitalismo não pode se auto-regular, muito menos ser humano, já que é esta é uma característica de homens e não de sistemas econômicos…
(Imagino que por isso ser o óbvio, não será aprovado pelo moderador.)
A legislação brasileira da CLT imputa uma carga horária de 44 horas semanais. Em 1938 os EUA já tinham uma lei em 40 horas semanais. Será os trabalhadores brasileiros de hoje em dia, não merecem que sua carga horária seja de 40 horas semanais (como nos EUA de 1938). Será que somos menos produtivos que um trabalhador americano de 1938?
OFF-TOPIC
Poderiam responder a uma dúvida?
Percebo comentários de pessoas de diferentes posições políticas, inclusive acadêmicos das ciências humans, dizendo que TUDO, absolutamente TUDO é um ato político, mas desvinculando a semântica corrente da palavra, deixando muito vago e confuso, já que os mesmos afirmam que o termo é muito amplo. Isso procede? Ainda não consigo entender.
Porque houve uma polêmica no Youtube envolvendo pessoas que falam de livros, como também com a classe artística.
A pressão aconteceu por conta de uma delas não revelar seu voto, perdendo inscritos e bloqueando pessoas no Instagram nessa caça às bruxas do cenário pós-eleição.
Houve uma mulher que comentou a respeito, defendendo essa ideia da politização intrínseca da arte. Mas é estranho porque ela nunca esclarece qual outro significado da palavra ela adere e continua vinculando à partidarização política, estando visivelmente incomodada com o resultado presidencial.
“Quero falar hoje sobre um tema que está muito em voga: a politização do Booktube.
Em termos de posicionamento, o que a galera tá cobrando nas redes porque ela está bancando a isentona.
Eu prefiro, inclusive, que as pessoas apoiem abertamente o Bolsonaro do que ficar isento, o que é impossível.
Queria fazer um convite aos outros booktubers, todos os que eu sigo se posicionaram e eu fico muito feliz com isso.
Eu acho que temos que continuar a partir de agora porque ler é um ato político.
A sensação que eu tenho é que há coisas que tomamos como óbvias, mas não são.
Ler é um ato político. A leitura pela leitura ela não agrega muito.
Por ex: estou relendo um livro do José Saramago, um dos meus livros preferidos e um dos meus autores preferidos. Não é possível que a pessoa o leia, qualquer livro, sem considerar quem ele era, as coisas que ele defendia. Vocês entendem? Ateu, comunista e pessimista. Tudo isso está presente em todas suas obras. Isso quer dizer que a pessoa que não é de esquerda, uma pessoa religiosa não pode ler? Claro que não. Mas ela não pode desconectar uma coisa da outra.
Politizem! Vamos politizar mais ainda, porque se achávamos óbvio que as pessoas não querem politizar literatura, mas Jogos Vorazes é o quê? Eu to falando de obras mais recentes. A cultura pop em geral: Star Wars, Harry Potter… é tudo política, no quinto livro, a Ordem da Fênix, eu usei para montar aula para falar sobre ditaduras porque é um livro imbuído disso. Quando aprendemos que a J. K Rowling fala que as coisas vão se modificando, ela não inventou isso do nada, ela pegou o contexto histórico e transportou para o mundo da magia: a intolerância, a questão dos sangues ruins… Como que não é político? E Senhor dos Anéis?
Então assim, vamos politizar o booktube. Não no sentido de trazer livros políticos. No meu eu trago sobre história contemporânea, focando em ditaduras, porque preciso fazer isso enquanto podemos, na esperança de que no futuro ainda seja possível.
Mas eu acho que os grandes booktubers têm que fazer isso. Não tenham medo, gente. Livros são frutos do seu contexto histórico e político e focar nisso. E talvez pensar em conteúdos mais politizados. Fica aí o desabafo.
Com a relação à moça do canal, ela está 'isenta' no sentido de não se posicionar favorável, mas dizem que o marido dela é louco do Bolsonaro, o marido, não ela. Mas somando os comentários dela e de suas leituras despolitizadas faz muito sentido que ela se ache melhor porque não é de direita nem esquerda, há, isso não existe. Assim, não me surpreende, me deixa indignada, triste, mas não dê biscoito. Se você discorda desse tipo de posição não consuma o conteúdo. Vivemos num sistema capitalista e o poder do consumo é muito grande, assim não assista a influenciadores que você discorda. ”
Aqui comentários dela:
drive.google.com/open?id=1jnEHU1TjH1pi1-9XHEMRpzxeaJ4DFEF4
drive.google.com/open?id=17FSyvLta2Pz4QFzDvRVMT7KFNJwab8c4
Texto esclarecedor, muito obrigado pela leitura.
O instituto tem algum texto falando da economia na Alemanha nazista? A ideia que ela reconstruiu a Alemanha sempre foi repercutida, o que vocês tem a dizer?
Era realmente esse sucesso todo?
Leandro, o que seria melhor: desregulamentar o mercado interno e depois fazer abertura econômica ao comércio externo ou fazer primeira a abertura econômica ao comércio externo e então depois desregulamentar o mercado interno? Ou daria para fazer ambos em simultâneo?
Sou da opiniao que tinha que desregulamentar tudo primeiro ao maximo e ajustar as contas publicas com o maximo de cortes possivel,em seguida privatizar tudo,inclusive hospitais e escolas e facilitar a abertura de empresas privadas de seguranca e justica. As empresas que normalmente teria que fornecer “servico gratis ou de baixo custo” tipo saude,educacao,justica e seguranca teria que ter uma lei ou contrato de servicos basicos obrigatorios. Em seguida liberar 100% a importacao para a industria no Brasil de maquinarios e materia prima para a fabricacao e juntamente refuzir pela metade o imposto de importacao,o que ja daria uma boa diferenca nos precos de produtos importados e daria tempo de a industria nacional de desenvolver,depois de 2 anos de governo,liberar 100% a importacao sem tarifas ou no maximo 10%. Com isso nosso pais teria um otimo preparo para se desenvolver.
Pessoal, por favor quem puder me dar umas indicações. Sou novo no Instituto e me interesso pelos ideais Liberais e Ancaps. Gostaria de dicas de livros e leituras para iniciar os estudos nessas áreas. *Seria um primeiro contato com essas ideias econômicas e sociais. Agradeço desde já.
Daria tudo certo se seguissem a Doutrina Social da Igreja. Se seguissem os conselhos do Papa Leão XIII na Rerum Novarum. Os comunistas por inveja e sede pelo poder querem confiscar a propriedade dos outros. Os capitalistas por ganância e avareza não pagam um salário justo aos trabalhadores. Os comerciantes por ganância não cobram preço justo. Isso precisa mudar. Precisamos ouvir a Doutrina Social da Igreja.
Já sou um antigo leitor desse site, porém ainda tenho resquícios de ideologia presente em nossos meios educativos. O artigo é bem convincente, concordo que o trabalho infantil se deve às baixas tecnologias presentes naquelas épocas, influenciando na produtividade irrisória. Porém, ainda tenho certas duvidas. O trabalho infantil e feminino realmente não era valorizado, e por isso era – como a esquerda diz – “mal pagos” ?
Hannah No livro “Uma breve história da humanidade” conta que o homo-sapiens descobriu que era melhor acumular comida para quando precisassem (começaram cercar animais para abater quando estavam com fome), assim não precisariam esperar a fome chegar para só então sair caçar.
Seria correto afirmar que somos essencialmente “capitalistas”?
Esta informação não está latente em nenhuma aplicação. O dinheiro foi trancado dentro de um abrigo, apenas o seu instantâneo de administração.
Todo o dinheiro em organização eletrônica, por definição, foi creditado a alguém ou repassado para outras pessoas. Isso se aplica ao FGTS, INSS, benefícios de divisão aberta e assim por diante.
Não há dinheiro para parar.
No caso particular do FGTS, o bit da capital foi para o BNDES, que foi purificado através da água por Eike Batista e os trabalhadores temporários de Lava-Jato e outro foi para financiar uma progressão de terra.
Então, todos juntos, para que o dinheiro volte para seus legítimos proprietários antes da data de vencimento, o “diretor” desse dinheiro – seja ele quem for – deve obtê-lo antes do prazo. Além do mais, em que capacidade ele fará isso? Você deveria vender recursos.
Mais uma vez: não há encantamento; isto nem sequer é “dinheiro parado em um registro inerte” que pode ser retirado sempre que.
Algo muito semelhante acontece mesmo com o dinheiro em seu suporte de especulação (por exemplo, o Fundo DI). O dinheiro não está lá, para o bem-estar do céu. O dinheiro está na economia. No momento em que seu cartão de cobrança é passado, o administrador do seu plano de financiamento para o dinheiro cai no seu registro.
Por conta do FGTS, tanto o caixa quanto o dinheiro não estão acessíveis, já que as datas foram tropeçadas em algum momento. O dinheiro foi realmente “desacelerado”, uma reivindicação inacessível de escalonamento de informações; Isso poderia acontecer sempre.cursodepilotagemdedroneonline.wordpress.com/
Vamos rir um pouco (humor negro em plena 2a. feira):
g1.globo.com/economia/noticia/2021/02/15/bolsa-familia-taxar-ricos-para-financiar-politica-social-elevaria-pib-em-24-diz-estudo-da-usp.ghtml
Não sou favorável a isso, mas for pra ampliar uma política assistencialista melhor seria se a origem do recurso viesse da redução gastos públicos (e não da criação de mais tributos)
Estão sugerindo uma nova faixa de alíquota sobre IRPF acima dos 27,5%
Alguns afirmam que essa nova faixa de IR, seria um IGS – Imposto sobre Grandes Servidores públicos.
(no setor privado quase ninguém declararia uma renda tão alta como PF – geralmente constitui uma PJ).
Sendo assim, quem sustentaria o grosso desse programa provavelmente seria a elite do funcionalismo.
Pensando por esse lado, não seria tão mal.
O trabalho infantil existia antes do capitalismo, mas com uma quantidade de horas menor. O trabalho rural é no máximo do nascer ao por do sol. O capitalismo, num momento inicial, extrapolou os limites de horas diárias e de intensidade de trabalho. Os ganhos tecnológicos que melhoraram a produtividade não excluem a exploração demasiada e sem limites que as primeiras gerações de trabalhadores industriais sofreram. A insalubridade das fábricas não se comparam ao ambiente rural. Em fim uma causa não exclui a outra. Se a tecnologia por si só estava diminuindo naturalmente a exploração, o que explica a luta desesperada dos operários por melhores condições de vida?
Os intelectuais que se estarreceram com as condições de vida do trabalhador não usavam padrões do séc xxl. Se o problema era a produtividade como explicar crises de superprodução ?
Meus caros, superprodução é um conceito do séc xlx. É quando um país não conseguia escoar suas mercadorias. Antes da partilha da África, do neocolonialismo, com as Américas ainda na escravidão, a China fechada, o mercado internacional era extremamente limitado. A produção por vezes encalhava.
O artigo tem como argumento central o fato de que as jornadas de trabalho foram reduzidas muito mais em função do avanço tecnológico, que possibilita aumento de produtividade, do que do embate entre trabalhadores e patrões. Pra isso o autor apresenta um gráfico onde não se verifica uma queda brusca nas jornadas nem mesmo quando há avanços na legislação, ou seja, a queda é sempre constante, pois independe da criação de leis. Sim, a queda é constante. Uma jornada não passa de 16 para 12 horas da noite para o dia. As greves geralmente reivindicam reduções pequenas, e ainda sim encontram resistência por parte dos patrões. A causa da lentidão com que as conquistas são alcançadas não está na legislação, pois ela obviamente não transforma a realidade de repente. Mais absurdo ainda seria supor que os patrões façam concessões por livre e espontânea vontade, simplesmente por que estão produzindo e lucrando mais. O que se observa na atitude do empresário quando se estuda a história das greves é o oposto. Pois bem, todos concordamos que o avanço foi lento e não se deve à legislação, que, diga-se de passagem, não era respeitada. O autor afirma que 80% dos historiadores econômicos acreditam que a redução foi natural, devido à própria evolução do sistema. Ora, historiadores econômicos dão ênfase justamente a processos econômicos, e tentam explicar tudo pela economia. Daí a existência de outras correntes de interpretação que dão ênfase a mudanças sociais e culturais. Se surge uma máquina que me possibilita reduzir a jornada sem cair a produção, isso não significa que eu vou fazê-lo por vontade própria, ao invés de aumentar o meu lucro, já que eu preciso acumular para reinvestir e me manter competitivo. Outro argumento do autor é que as décadas que precederam as leis fabris de 1833 na Inglaterra foram precedidas de reduções de jornada, sobretudo no trabalho infantil, ou seja, a lei regulamentou uma situação já existente. Ora, as década 1810 e 1820 foram de intensa luta social, incluindo um massacre de operários que ficou conhecido como Peterloo, o ludismo (1812-1813), a luta pela liberdade da imprensa operária, com prisões de jornalistas que apoiavam a causa, e infinitas greves com forte repressão. Além disso as reivindicações primordiais dos operários eram no sentido de proteger o menor e a mulher, sobretudo as gestantes. Nada mais óbvio, pois eram suas próprias esposas e filhos. Bom, se esse movimento não foi relevante para a redução da jornada de trabalho e melhorias na condição de vida da classe operária, em fim se o avanço se deve a própria tecnologia, que humanizou as relações de trabalho, como quer o artigo, isso é uma questão de interpretação do processo histórico. O mais lógico, ao meu ver, seria historicizar esses avanços sem negar o embate entre as classes.
Concordo que 4 horas é pouco, que o funcionário não pode ficar com tudo que produz nem produzir só o que consome. Isso não invalida meus argumentos contra o texto .