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Questão de lógica: aumento salarial imposto por governo e sindicatos não pode estimular a economia

No
infindável debate sobre reajustes salariais, alguns argumentam que um salário
mínimo mais alto fornece um estímulo à economia como um todo. Igualmente, sindicatos alegam que sua política
de pressionar patrões a elevar continuamente os salários é benéfica para toda a
economia.

Se
trabalhadores receberem salários maiores, segue a lógica, irá haver mais
dinheiro para gastar, e o aumento do gasto irá turbinar todo o comércio e
indústria do país, gerando mais emprego e mais renda para todos, como se fosse
um moto-perpétuo.

(Ainda
sobre isso, é bastante comum ouvir a imprensa hilariamente dizendo que um
aumento do salário mínimo “irá injetar mais dinheiro” na economia — como se
empresas e empregadores fossem um Banco Central com capacidade de criar
dinheiro do nada e colocar esse dinheiro para circular na economia).

Quando
não estão apelando à luta
de classes
, à teoria
da exploração
e à mais-valia,
sindicalistas e sociólogos defensores de aumentos salariais forçados recorrem à
simplória frase de que “Quando há mais dinheiro nas mãos do povo, isso estimula
todos os setores da economia”.


outros ao menos reconhecem que aumentos salariais forçados geram desemprego
para os menos qualificados
, aqueles cuja produtividade e valor gerado para
o empregador são menores que o valor do novo salário estipulado ou pelo governo
ou pelos sindicatos.  Ainda assim, tais
pessoas afirmam que “o benefício para aqueles que receberam o aumento salarial
e o benefício para a economia trazido pelo aumento no consumo superam as perdas
marginais de empregos”.

Mas
o fato é que um salário mínimo maior ou aumentos salariais impostos por
sindicatos não têm como ajudar a economia. 
Eles representam custos adicionais à produção.

Pelo
bem do debate, vamos aqui ignorar a perda de empregos gerada por aumentos
salariais que superam a produtividade do empregado.  Por mais óbvio que seja o fato de que você não
irá pagar R$ 2.498 (salário mínimo
mais encargos sociais e trabalhistas
) para quem produz menos que isso,
deixemos de lado esse detalhe.

Deixemos
de lado também o fato de que um eventual aumento no consumo por aqueles que
mantêm os seus empregos e agora recebem salários maiores será, pelo menos
parcialmente, contrabalançado pela diminuição do consumo daqueles que perderam
seus empregos e daqueles que deixaram de ser contratados por causa desse maior
custo trabalhista.

Vamos
aqui nos concentrar apenas na afirmação de que há um aumento do consumo por
aqueles que agora, por imposição do governo e de sindicatos, recebem salários maiores.

O
eventual aumento do consumo dessas pessoas equivale um maior consumo geral?

Não,
não equivale.

Esse
dinheiro adicional que essas pessoas estão recebendo tem de estar vindo de
algum lugar.

Para
começar, os salários mais altos que agora os empregadores são obrigados a pagar
representam um custo de produção maior.  Elevar
custos de produção é algo que, por definição, não pode ser benéfico para uma
economia.  Trata-se de um dinheiro que empreendedores
poderiam utilizar de outra maneira, seja na ampliação de seus investimentos,
seja na reposição de seus estoques, seja na manutenção de seus equipamentos e instalações,
seja na aquisição de melhore equipamentos, seja na expansão de seus negócios,
seja até mesmo no salário de um trabalhador adicional.

Mais
gastos salariais impostos por governo ou sindicato significam mais custos
operacionais. Mais custos operacionais significam menos lucros líquidos. Menos
lucros líquidos significam menos investimentos e menos contratações.  Menos
investimentos significam redução da oferta de bens e serviços disponíveis.
Menos bens e serviços disponíveis significam aumento de preços. Aumento de
preços significa que eventuais aumentos salariais de nada adiantaram.

Igualmente, menos contratações significam mais desemprego. E agora os
desempregados estão em um ambiente com mais inflação de preços, pois a oferta
de bens e serviços foi reduzida.

Normalmente,
a réplica ao raciocínio acima é que o empregador que não concedesse aumentos
salariais forçados iria apenas simplesmente embolsar os lucros, sendo ele o
único privilegiado.  Outro erro. 

Mesmo
que o empregador apenas mantivesse o dinheiro como lucro, ele não iria
colocá-lo debaixo de um colchão; ele iria investir, de alguma forma, ou numa
conta bancária ou em ações de uma empresa. Nesse caso, o banco normalmente iria
emprestar o dinheiro a alguém que iria ou investi-lo ou gastá-lo.  Igualmente, o vendedor de ações iria gastar
esse dinheiro de alguma outra forma. Independentemente do que será feito, o
fato é que o dinheiro seria gasto.  E aumentar
o gasto é exatamente o que querem os defensores de aumentos salariais forçados.

Por
isso, aumentos salariais estipulados por governo e sindicatos não aumentam o consumo geral: apenas
mudam quem gasta o dinheiro e no que ele é gasto. 

Na
melhor das hipóteses, o maior consumo se dá à custa da redução do lucro das
empresas.  Lucro esse que poderia ser
reinvestido na compra de bens de capital modernos, que aumentariam a
produtividade dos trabalhadores, e, consequentemente, seus salários.

A
crença que aumentos forçados nos salários aumentam o consumo total é um claro
exemplo do erro que Frédéric Bastiat aponta em seu ensaio O que se vê e o que não
se vê.
 O erro aqui é ver apenas o aumento no consumo pelos
assalariados que recebem um salário maior, e ignorar a diminuição do consumo e do investimento dos empregadores que têm de
pagar salários maiores. O ultimo fenômeno anula completamente o primeiro.

Conclusão

Mesmo
que nenhum trabalhador seja demitido, aumentar forçosamente os salários ainda
assim causa uma perda geral para a economia, pois se está aumentando os custos
de produção.  Custos de produção artificialmente
maiores geram redução na produção.

Suponha,
por exemplo, que um poderoso sindicato estipule uma elevação salarial.  Suponha também que, quando o salário é elevado,
um empregador não demita nenhum funcionário menos produtivo e capacitado.  Seu agora maior custo com esses funcionários
pouco produtivos ocorre em detrimento de novos investimentos que poderiam ter
sido feitos. Um dinheiro que poderia ter sido gasto na troca de equipamentos e
maquinários antigos agora é gasto com salários.

Embora
o gasto total na economia tenha se
mantido igual, a produção total irá diminuir,
pois os empregados agora têm de trabalhar com equipamentos antigos em vez de
novos, sendo portanto incapazes de produzir mais. O aumento do salário resultou
em menos bens e serviços disponíveis para as pessoas.

Salários
artificialmente maiores em conjunto com uma menor oferta de bens e serviços significam
preços mais altos e, consequentemente, juros maiores.

Não
existe mágica em economia.  O que permite
aumentos salariais é uma maior produtividade. E maior produtividade só é possível quando há bens de capital que tornam
o trabalho humano mais eficiente e produtivo

Salários
maiores estipulados arbitrariamente por governos e sindicatos não têm como melhorar
a economia.

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Não, o trabalho duro (sozinho) não garante a prosperidade e não retira ninguém da pobreza

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99 comentários em “Questão de lógica: aumento salarial imposto por governo e sindicatos não pode estimular a economia”

  1. Ola meu amigo de faculdade me indicou esse site sobre econômia.
    Eu não entendo nadaaa mas gostaria que me tirasse duvidas. Como o Japão, Coreia do Sul e Israel são ricos com poucos recursos naturais e America do Sul e Africa com muitos recursos naturais são pobres? Impostos altos realmente prejudica econômia então porque Dinamarca, Italia e França são ricos com muitos impostos?
    Pro Brasil ficar rico tem que acabar com a corrupção? Investimentos em educação deixa ou não um pais rico? O Que é melhor pra econômia brasileira? Dolar alto ou dolar baixo? Me explique por favor?.

  2. Mesmo que o empregador apenas mantivesse o dinheiro como lucro, ele não iria colocá-lo debaixo de um colchão; ele iria investir, de alguma forma, ou numa conta bancária ou em ações de uma empresa. Nesse caso, o banco normalmente iria emprestar o dinheiro a alguém que iria ou investi-lo ou gastá-lo. Igualmente, o vendedor de ações iria gastar esse dinheiro de alguma outra forma. Independentemente do que será feito, o fato é que o dinheiro seria gasto. E aumentar o gasto é exatamente o que querem os defensores de aumentos salariais forçados.
    —————-
    Vamos supor que este empregador deixe seu dinheiro em bitcoins em alguma carteira virtual, o argumento que o dinheiro iria ficar parado é valido?

  3. Isso não significa que os salários não devam ser atualizados monetariamente pela corrosão da moeda causada pelo governo, porque a inflação é um estelionato no qual sorrateiramente se expropria do valor real no tempo,
    empobrecendo aquele que trabalha e produz.

  4. As leis que estabelecem um salário minimo são perversas principalmente para as pessoas com pouca qualificação mas que necessitam de um emprego. É melhor ganhar pouco do que não ganhar nada. Como dizia o Walter Willians, estas leis varreram os lanterninhas que existiam a sua época nos cinemas e outros empregados pouco qualificados e pobres e depois varreram as empregadas domesticas nos EUA, e já começam a fazer efeito aqui no Brasil no caso das domesticas. Os sindicatos podem existir desde que seus membros sejam voluntários e não como agora que se exige um dia de trabalho pago obrigatoriamente por seus associados por ano. Os sindicatos muitas vezes apoiam carteis e brigam quando existe possibilidade de entrada de concorrentes no seu ramo.Vejam o Uber e o cartel dos taxistas. A proteção mais eficaz e segura aos trabalhadores é proporcionada pela existência de numerosos empregadores que são os verdadeiros criadores de empregos quando suas empresas dão lucro. Os governos protegem os sindicatos engessando propondo leis do salário minimo, dias que o comercio pode abrir, indenizações absurdas, horas máximas de trabalho, criterios punitivos de demissão, critérios de raças para preechimento de vagas. Intervenções do governo são sempre ruins e só complicam e burocratizam as negociações entre patroes e empregados. A verdadeira causa da riqueza das nações são aqueles países com maior liberdade econômica e que tendem também a oferecer maiores proteções aos direitos humanos. Brasil pais de muitos recursos que as vezes decola com um voo de galinha. Quais são os requisitos para o Brasil atingir entre os 7 onde tem mais liberdade econômica, para conpetir ao menos com o Chile.

  5. zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/politica/noticia/2016/08/oposicao-diz-que-pec-de-gastos-promovera-desmonte-de-politicas-sociais-7325842.html#showNoticia=dUU9dUBUSH40MTIyNjUwNjgxMDMzMTE3Njk2c3grOTE2NjE4OTk1NzM5NzAzNzYzNHcjMDMzNDkxMjM5MDk5Mjc1NjczNjBoLmdcPWNMdFIweSxma3ExIzc=

  6. O que dizer tbm do reajuste do funcionários públicos, só aumentam os gastos dos cofres. É incrível ver burocrátas infelizes pq o governo n aumenta seus salários. Mas sai sempre do bolso do contribuiente. Benefícia uns e prejudica outros. Uma vez que esses tem auxílios até pra respirarem.

  7. Infelizmente o artigo é mais do mesmo.

    A causa raiz do problema não é o aumento forçado dos salários.

    Ninguém discorda que há o desemprego dos menos capacitados e cria inflação indexada.

    O principal problema é o governo detonando a poupança. Isso é quase uma proibição ao enriquecimento. O FGTS é confiscado a preço de banana. Os investimentos em bancos são tributados. A compra de imóveis é extremamente taxada pelo ITBI e IPTU. O imposto de renda é descontado na fonte, como se o governo fosse um credor do trabalhador.

    Esse aumento forçado dos salários é uma consequência da implosão da poupança e enriquecimento. Depois de destruir todas as economias das pessoas, eles acham que irão resolver o problema tocando o terror na justiça do trabalho.

    Se tudo isso não foi suficiente para empobrecer as pessoas, o governo cria um protecionismo que destrói o poder de compra e aumenta a inflação.

    Depois de explodir a riqueza das pessoas como se fosse um Bin Laden econômico, esses sindicalistas canalhas e o governo querem continuar com atentados econômicos.

    Enfim, esse aumento forçado é tentativa de apagar um incêndio causado por um atentado terrorista econômico do governo.

  8. Leandro bom dia, parece que o governo jogou a toalha e admite a possibilidade se superendividamento:

    http://www.valor.com.br/brasil/4685503/dyogo-despesa-cresce-sem-parar-e-brasil-pode-se-tornar-uma-grecia

    Os congressistas vão agir lentamente, enquanto juros e gastos consomem os recursos rapidamente, quais são as consequências da contínua incapacidade do governo entregar superávit primário abaixo do nível para estabilizar a dívida?

    Já viu esta tabela do terraço econômico com os possíveis cenários para crescimento PIB x Dívida pública? o mercado está disposto a financiar o governo nestes níveis de dívida de 100%?

    terracoeconomico.com.br/tabelas-para-compreender-o-tamanho-de-nosso-futuro-penhorado

  9. A importância dos sindicatos se reflete no aumento dos direitos dos trabalhadores e na manutenção de sua saude, através da pressão por melhor remuneração e normas de segurança e punições a empresas que apresentem excesso de acidentes de trabalho. O sindicato é um mecanismo do mercado, pois significa um grupo de trabalhadores inseridos no mercado de trabalho que se unem para ter mais força de reinvidicação. Por outro lado, muitos sindicatos foram capturados por políticos, desvirtuando sua atuação em defesa do trabalhador, em favor da propagação do pensamento de esquerda, amiúde retrógado, que cria obstáculos ao desenvolvimento. O Brasil é um exemplo emblemático dessa desvirtuação do papel sindical, e Lula e o PT seus maiores protagonistas.

  10. Desculpe o fora de pauta, mas é bem relevante o texto.

    Por que o socialista talvez saiba tanto sobre economia quanto você?

    É típico (especialmente dos liberais) visualizar a política não como uma arena de combate, mas como um terreno de "debates" teóricos. Por essa ótica, o socialista deveria ser encarado como alguém de "teoria ruim" e o liberal, como seu oponente, alguém com a "melhor das teorias". Daí a constatação não demora: o socialista "não entende" de economia.

    Infelizmente, essa ilusão é reconfortante demais. Reconfortante, mas quimérica. Não passa de uma dependência quase patológica da fé cega na crença. Creio que não preciso me estender sobre esse ponto, dado que os leitores já sabem que a fé cega na crença é uma das doenças infantis do direitismo que precisam ser combatidas. (Se eu sou de direita, ao mesmo tempo rejeito abordagens de direita que reneguem a percepção sobre a realidade política)

    Voltemos ao "entendimento" do socialista na economia. Pensando bem, aguardemos mais um pouco. Vamos falar um pouco sobre uma empresa cuja rede foi invadida por um hacker, que roubou informações confidenciais, vendendo-as para seus concorrentes. Podemos dizer que o gerente de segurança da informação conhece sobre "a estrutura da rede", mas o hacker é apenas um "ignorante" sobre a mesma rede? De jeito algum. Na verdade, muito provavelmente o hacker deve conhecer a estrutura da rede organizacional quase tanto quanto seus administradores. Porém, o conhecimento dessa estrutura não foi utilizado para proteger a rede, mas para invadi-la.

    Agora podemos aplicar o mesmo para a questão do socialismo. Na visão liberal, a economia deve ser "eficiente", a partir do livre mercado e liberdade individual. Muito lindo, mas para ser "eficiente", na visão do socialista, a economia deve ser colapsada e entregue para totalitários que retirarão a liberdade individual. Ou seja, assim como o liberal precisa conhecer economia para aumentar sua eficiência, o socialista depende do mesmo nível de conhecimento para destruir o sistema econômico em nome de um projeto de poder. O nível de conhecimento deve estar equiparado para que ambos os lados possam lutar pelos objetivos divergentes.

    Sem o conhecimento dos processos econômicos, seria muito difícil fraudá-los. Exatamente da mesma forma que seria muito mais difícil invadir a rede de uma empresa sem conhecê-la profundamente. Mas a questão, tanto para a guerra política como para os confrontos entre administradores de segurança e hackers, nunca foi por "teorias", mas pelo uso do conhecimento para fins antagônicos entre as partes. Em relação aos socialistas, não temos que "ensiná-los sobre economia". Eles já a conhecem. Precisam conhecê-la, para fraudá-la. Precisamos derrubá-los em suas iniciativas de obter poder totalitário.

    http://www.ceticismopolitico.com/por-que-o-socialista-talvez-saiba-ate-mais-de-economia-do-que-voce/

  11. Que visão míope. Porque ao trabalhador não é dado a mesma visão do empregador? Porque um aumento salarial ao trabalhador não pode ser visto como um aumento no ‘lucro’ do trabalhador, a diferença entre o que recebe o que gasta para sobreviver? Se aumentar o salário do trabalhador implicar em aumentar esse ‘lucro’, o trabalhador poderá usar esse excesso para poupar num banco, possivelmente aumentando a oferta e diminuindo os custos dos empréstimos bancários. O trabalhador poderia usar esse ‘lucro’ investindo em sua formação profissional ou acessar outros produtos aos quais atualmente não tem acesso, o que aumentaria a demanda em outros setores da economia. Com esse excesso o trabalhador pode ele passar a ser empregador. então, tudo aquilo que pode se pregar a respeito do lucro com relação ao empregador, pode-se aplicar também ao trabalhador, e os libertários estão desafiados a me contradizer.

    Esse é um texto daqueles onde se falou muito, mas no fundo não se disse nada.

  12. Alguém pode confirmar como é calculado o salário de um político, juiz, deputado nos EUA e até de pessoas que trabalham na iniciativa privada! O salário do Mr. Obama ou de um juiz federal é calculado de acordo a renda per capita dos EUA? Isso procede? Porque se for verdade, seria interessante comparar o salário do Obama,de um juiz americano com o salário do nosso presidenciável ou de um juiz do STF, bem como de outras profissões ou de funcionários públicos. Claro que entrará em campo aqui, o fator produtividade. Mas até aí mesmo, pode-se fazer as devidas comparações.

  13. Aos críticos dos funcionários públicos (percebi a repulsa em vários comentários):

    o que acham dos funcionários que possuem remuneração menor ou igual aos correspondentes na iniciativa privada (em média)?

    Um funcionário público não deveria defender o livre mercado, por fazer parte do Estado?

    Se uma pessoa defende o livre mercado, ela não deveria “se aproveitar” de nenhuma “vantagem” proporcionada pelo Estado? (Por exemplo, comprar meia-entrada).

  14. Progressista Capitalista

    Seguro desemprego de dois anos, ensino público gratuito e REMUNERADO, cobertura universal de saúde, auxílio aluguel/alimentação.

    Na Suécia, se um cara perde o emprego, ele continua vivendo a vida dele com praticamente nenhum impacto no seu padrão de vida. Apesar de não existir um salário mínimo, qualquer oferta de emprego inferior ao piso sindical (de 14-15 dólares por hora para as profissões sem qualificação) pode ser recusada sem risco que o trabalhador perca o direito ao seguro desemprego (que tem duração de 2 anos e paga o equivalente a um emprego de 10 dólares por hora).

    O ranking de liberdade econômica é uma propaganda para doutrinar gente leiga. Não tem um pingo de credibilidade fora do meio doutrinário dos liberais. Não tem confirmação empírica, é baboseira subjetiva feita para associar liberalismo com prosperidade e doutrinar idiotas que repetem esse absurdo que você acabou de dizer. As economias mais regulamentadas são as mais prósperas, as economias menos regulamentadas (e menos fiscalizadas) estão justamente nos países menos desenvolvidos do mundo. Fique a vontade para consultar os dados do mundo real em um website de estatísticas.

    Taxistas ganham bem mais que motoristas do Uber. Tanto no Brasil quanto nos EUA. Existem centenas de viúvas do Uber também nos EUA, é só pesquisar. Você pelo jeito não conhece a realidade de nenhum dos dois grupos.

  15. Tem gente que segue acreditando que sem pisos salariais, todo mundo ganharia salário mínimo. Mas é inevitável fazer várias perguntas:

    Por que quase todos os médicos e dentistas são ricos se eles ganham apenas o piso?

    Será que um médico que trabalha no Doctoralia recebe o piso salarial?

    Todos os engenheiros com menos de 30 anos recebem 4 mil reais (que é o piso)?

    Por que a maioria dos garçons recebe pouco mais do salário mínimo se o piso é 3 mil?

    O piso salarial dos advogados não pára de subir um único ano. Mas eles estão em uma situação financeira e de prestígio melhor ou pior do que em 1995?

  16. O autor do texto está invertendo a relação de causa e efeito.

    De forma geral, esses aumentos tendem a acompanhar a inflação do ano anterior. Eles são um ajuste do poder de compra dos empregados e raramente acrescentam algum ganho real. Logo, os preços sobem (ou subiram) a revelia deles.

    Até concordo que essa política não ajuda a combater a inflação, mas temos outros problemas que a afetam, da política monetária à incapacidade do empresariado nacional de ganhar escala através de inovação tecnológica.

    Antes resolver as demais questões do que prejudicar a única classe social que produz alguma coisa no país.

  17. Tem a certa parte do texto que não entendi, acho que ele quis colocar a palavra CUSTO no lugar da Palavra Lucro; se alguém poder me dar uma luz… segue a parte do texto que me referi

    “Na melhor das hipóteses, o maior consumo se dá à custa da redução do lucro das empresas. Lucro esse que poderia ser reinvestido na compra de bens de capital modernos, que aumentariam a produtividade dos trabalhadores, e, consequentemente, seus salários.”

  18. Vendo a questão do piso de enfermeiros (por incrível que pareça, o Barroso acertou na argumentação sobre a sua suspensão), se fosse fácil assim aumentar o salário, por que não aumentam, de uma vez, para 8? Ou melhor, por que não colocam os preços de todos os bens e serviços a zero? Aí ninguém precisa mais trabalhar, imagina que maravilha?

    Será que o STF vai conseguir suspender essa lei idiota ou vão dar um jeito de reverter?

  19. E o DXY foi a 113. 02 .

    Real tá se segurando bem apesar disso. Era de se esperar que o dólar se fortalessece, visto que os EUA tão longe das guerras. Pelo menos o veio Biden até agora não botou seu pacote de gastos na fita. Se colocar, o dólar cai. Se não colocar logo, os americanos vão ver que dólar forte é bom e vão desistir do esquerdismo.

    Dólar forte é bom pra economia americana, mas péssimo pra quem segue o arranjo dólar como moeda mundial. Espera-se que os países aumentem seus juros.

    O Brasil já encerrou a alta do seu ciclo.

  20. não tem a menor logica vc aumentar o salario do trabalhador primeiro e depois esperar que este aumente sua produtividade. porque ele não aumentou sua produtividade antes, se podia?

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