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Desarmamento e genocídios

No dia 24 de abril de 1915, começou o primeiro genocídio do século XX: o governo turco dizimou mais de um milhão de armênios desarmados. 

A palavra-chave da frase é justamente esta última: “desarmados”.

Os turcos escaparam de uma condenação mundial porque utilizaram a desculpa de tudo ter sido uma ‘medida de guerra’. Findada a Primeira Guerra Mundial, eles não sofrerem nenhuma represália por este ato de genocídio. É como se o governo turco não houvesse conduzido absolutamente nenhuma medida de homicídio em massa contra um povo pacífico.

Outros governos perceberam que o ardil funcionara e rapidamente tomaram nota do fato. Era um precedente internacional conveniente demais para ser ignorado.

Setenta e nove anos após o início daquele genocídio, o famoso Hotel Ruanda abriu as portas.

Os Hutus também se safaram. Ironicamente, pelo menos uma década antes do massacre em Ruanda — gostaria de me lembrar da data exata –, a revista americana Harper’s publicou um artigo em que profetizava com acurácia este genocídio, e por uma razão muito simples: os Hutus tinham metralhadoras; os Tutsis, não.  

O artigo foi escrito em um formato de parábola, sem se preocupar em fazer previsões especificamente políticas. Lembro-me vivamente de, ao ler aquele artigo, ter imediatamente pensado: “Se eu fosse um Tutsi, emigraria o mais rápido possível”.

O fato é que, em todo o século XX, não foi um bom negócio ser um civil.  As chances sempre estavam contra você.

Péssimas notícias para os civis

Tornou-se um lugar comum dizer que o século XX, mais do que qualquer outro século na história conhecida da humanidade, foi o século da desumanidade do homem para com o homem. Embora esta frase seja memorável, ela é um tanto enganosa.  

Para ser mais acurada, o certo seria modificá-la para “o século da desumanidade dos governos para com civis desarmados”. No caso do genocídio, no entanto, tal prática não pode ser facilmente descartada como sendo um dano colateral imposto a um inimigo de guerra. Trata-se de extermínio deliberado.

O século XX começou oficialmente do dia 1º de janeiro de 1901. Naquela época, uma grande guerra já estava em andamento; portanto, vamos começar por ela. Mais especificamente, era a guerra iniciada pelos EUA contra as Filipinas, cujos cidadãos haviam sido acometidos da ingênua noção de que a libertação da Espanha não implicava uma nova colonização pelos EUA. 

Os presidentes americanos William McKinley e Theodore Roosevelt enviaram 126.000 tropas para as Filipinas para ensinar àquele povo uma lição sobre a moderna geopolítica. Os EUA haviam comprado as Filipinas da Espanha por US$20 milhões em dezembro de 1898. O fato de que os filipinos haviam declarado independência seis meses antes dessa compra era irrelevante. Um negócio é um negócio. Aqueles que estavam sendo comprados não podiam dizer nada a respeito, muito menos protestar.

Naquela época, era uma prática comum fazer a contagem de corpos dos combatentes inimigos. A estimativa oficial foi de 16.000 mortos. Algumas estimativas não-oficiais falam em aproximadamente 20.000. Para os civis, tanto naquela época quanto hoje, não há estimativas oficiais. O número mais baixo fala em 250.000 mortos. A estimativa mais alta é de um milhão.

E então veio a Primeira Guerra Mundial e as comportas foram abertas — ou melhor, os banhos de sangue foram institucionalizados.

Turquia, 1915

O genocídio armênio de 1915 foi precedido por uma limpeza étnica parcial, a qual durou dois anos, 1895–97. Aproximadamente 200.000 armênios foram executados.

Os armênios eram facilmente identificáveis. Alguns séculos antes, os invasores turcos otomanos os haviam forçado a acrescentar o “ian/yan” aos seus sobrenomes. Como os armênios estavam dispersos por todo o império, eles não possuíam o mesmo tipo de concentração geográfica que outros cristãos possuíam na Grécia e nos Bálcãs. Eles nunca organizaram uma força armada para oferecer resistência. E foi isso o que os levou à destruição. Eles não tinham como lutar e resistir.

Os armênios eram invejados porque eram ricos e mais cultos do que a sociedade dominante. Eles eram os empreendedores do Império Otomano. O mesmo ocorreu na Rússia. O mesmo ressentimento existia na Rússia, embora não com a intensidade do ressentimento que existia na Turquia.

As estimativas não-turcas falam em algo entre 800.000 e 1,5 milhão de armênios mortos. Embora a maioria destes homicídios tenha ocorrido com o uso de baixa tecnologia, os métodos eram extremamente eficazes. O exército capturava centenas ou milhares de civis, levava-os até áreas desertas e inóspitas, e os deixava lá até que literalmente morressem de fome.

O nome Arnold Toynbee é bem conhecido. Já na década de 1950 ele era um dos mais eminentes historiadores do planeta. Seu estudo, compilado em 12 volumes (1934–61), sobre 26 civilizações não possui precedentes em sua amplitude. Sua obra O Tratamento dos Armênios no Império Otomano foi sua primeira grande publicação.

Por que algumas organizações armênias não dão ampla divulgação e notoriedade a este documento é algo que me escapa completamente. O livro está em domínio público. A seção a seguir, que está na Parte VI, “As Deportações de 1915: Procedimento”, é iluminadora. Leia-a com atenção. Trata-se do aspecto crucial de todo o genocídio. O governo confiscou as armas dos cidadãos.

Um decreto foi expedido ordenando que todos os armênios fossem desarmados. Os armênios que serviam no exército foram retirados das fileiras combatentes, reagrupados em batalhões especiais de trabalho, e colocados para construir fortificações e estradas. O desarmamento da população civil ficou a cargo das autoridades locais.  

Um reino de terror foi instaurado em todos os centros administrativos. As autoridades exigiram a produção de uma quantidade estipulada de armas. Aqueles que não conseguissem cumprir as metas eram torturados, frequentemente com requintes satânicos; aqueles que, em vez de produzir, adquirissem armas para repassá-las ao governo — comprando de seus vizinhos muçulmanos ou adquirindo por qualquer outro meio –, eram aprisionados por conspiração contra o governo.

Poucos desses eram jovens, pois a maioria dos jovens havia sido recrutada para servir o estado. A maioria era de homens mais velhos, homens de posse e líderes da comunidade armênia, e tornou-se claro que a inquisição das armas estava sendo utilizada como um disfarce para privar a comunidade de seus líderes naturais.

Medidas similares haviam precedido os massacres de 1895–96, e um mau presságio se espalhou por todo o povo armênio. “Em uma certa noite de inverno”, escreveu uma testemunha estrangeira desses eventos, “o governo enviou soldados para invadir as casas de absolutamente todos os armênios, agredindo as famílias e exigindo que todas as armas fossem entregues. Essa ação foi como um dobre de finados para vários corações”.

Desarmamento

Lênin desarmou os russos. Stalin cometeu genocídio contra os kulaks ucranianos durante a década de 1930. Pelos menos seis milhões de pessoas foram mortas.

Como mostrou a organização Jews for the Preservation of Firearms Ownership (Judeus pela Preservação da Posse de Armas de Fogo), o modelo do Decreto do Controle de Armas de 1968 nos EUA — até mesmo as palavras e o fraseado — foi copiado da legislação de 1938 de Hitler, a qual, por sua vez, era uma revisão da lei de 1928 aprovada pela República de Weimar. Uma boa introdução a esta história politicamente incorreta da história do controle de armas pode ser vista aqui.

Quando as tropas de Mao Tsé-Tung invadiam um vilarejo, elas capturavam os ricos. Em seguida, elas ofereciam a devolução das vítimas em troca de dinheiro. As vítimas eram libertadas quando o pagamento fosse efetuado. Mais tarde, o governo voltava a sequestrar essas mesmas pessoas, só que desta vez exigindo armas como resgate. Ato contínuo, assim que as armas eram entregues, as vítimas eram libertadas. 

Essa mudança de postura — exigir armas em vez de dinheiro — fez com que a negociação parecesse razoável para as famílias das próximas vítimas. Porém, tão logo o governo se apossou de todas as armas de uma comunidade, os aprisionamentos e as execuções em massa começaram.

A ideia de que o indivíduo tem o direito à autodefesa era tão comum e difundida no século XVIII que ela foi escrita na Constituição americana: a Segunda Emenda.  Carroll Quigley, eminente historiador e teórico da evolução das civilizações, era também um especialista na história do uso de armas pela população. Ele escreveu um livro de 1.000 páginas sobre o uso de armas como meio de defesa durante a Idade Média. Em sua obra Tragedy and Hope (1966), ele argumenta que a Revolução Americana foi bem sucedida porque os americanos possuíam armas de poder de fogo comparável àquelas em posse das tropas britânicas. Foi exatamente por isso, disse ele, que houve toda uma série de revoltas contra governos despóticos em todo o século XVIII. 

Tão logo as armas em posse do governo se tornaram superiores, os movimentos e manifestações em prol da redução do tamanho do estado deixaram de ter o mesmo êxito que haviam tido nos séculos anteriores.

Há uma razão por que os governos são tão empenhados em desarmar seus cidadãos: eles querem manter seu monopólio da violência a todo custo. A ideia de haver cidadãos armados é apavorante para a maioria dos políticos. Afinal, para que serve um monopólio se ele não pode ser exercido?Cidadãos armados impõem um limite natural à tirania do estado. 

Conclusão

Genocídios acontecem.

Mas não há genocídio quando os alvos estão armados.

 

*Este artigo foi originalmente publicado em 22 de maio de 2020.

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Leia também:

A arma de fogo é a civilização 

Vinte fatos que comprovam que a posse de armas deixa uma população mais segura 

Como o porte irrestrito de armas garantiu a liberdade dos suíços 

As lições do Espírito Santo – uma população sabidamente desarmada é um deleite para a bandidagem

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217 comentários em “Desarmamento e genocídios”

  1. Eu acho que o governo e as ‘celebridades’ cabeça-oca só não se incomodam mais ainda com essas coisas porque no final das contas, nem faz tanta diferença assim
    De que adianta, você com seu riflezinho, eles vem com um tanque e derrubam tua casa. Ou te matam usando um drone sem você nem ver a cor dele

  2. Brilhante texto,

    Só de pensar o governo que nos temos, ontem foi a posse dos prefeitos(PT ganhando na maioria dos municipios) e dos vereadores, enfim, só de pensar o governo que nos temos e a quase que instranponível distãncia entre a demagogia que nos vivemos e a verdadeira democracia.

    Ainda temos muito o que sofrer.

    Nos não temos nenhuma resistencia mesmo que cultural organizada, como cursos, instituições, movimentos politicos (hoje quem é de direita no Brasil?).

    Exigir uma matéria dessas em um curso universitário, só pode ser uma piada.

    Perto da minha casa, existe um velho sobrado, sempre que passo por ali, vislumbro um local para que sejam ministrados cursos com iformação realmente crucial para que possamos formar mesmo que organicamente uma elite intelectual, sem isso, com todo o dinheiro que o PT investe e recebe, com todo o aparato midiático comprado pelo partido, nos nunca iremos sair desse estado de coisas.

    Pensar infimamente é melhor do que não pensar em nada.

    Quando penso no governo Obamista de Washington (que irá acabar com a segunda emenda não levará tempo), fico mais atemorizado pois mesmo o norte-americano com toda cultura libertária que possuí conseguiu eleger praticamente um antiocristo para sua nação. Nação essa que deveria ser considerada um bastião da cultura libertária no mundo.

    Para onde estamos indo?

    Att

  3. Sou completamente a favor do direito ao cidadão de ter/portar armas de fogo, mas só é útil para se defender contra bandidinhos de meia-tigela. Em se tratando de se defender contra governos tirânicos, acho que não faz diferença alguma estar armado ou não. Uma pessoa comum com uma pistolinha mixuruca não vai conseguir se defender de fuzis e metralhadoras.

  4. Desculpe a ignorância, mas uma parte do artigo diz que um grupo de Judeus era a favor do porte de armas e etc.

    Mas os Judeus não são conhecidos por estarem entre os governos? Eu li certo livro uma vez que disse que o movimento comunista tinha origem no judaismo e que 75% do governo da URSS era de composto por Judeus.

    E tem uns vídeos do David Duke no Youtube que diz que o governo do EUA é lotado de judeus.

    Esse vídeo:

    Por favor não digam que sou anti-semita pq isso é coisa de gente burra. Eu só quero saber sobre a veracidade desse vídeo, se alguém puder me ajudar eu agradeço.

  5. Eu tenho a impressão de que essa campanha de desarmamanto no brasil atinge mais os pobres, que moram em bairros populares. A maioria das pessoas que eu conheço que tem boas condições tem armas em casa. A idéia do desarmamento não foi bem aceita pela população. Basta conversar com conhecidos. Sei que o governo não se cansará de promover o desarmamento, mas enquanto eu puder eu sempre defenderei o direito de todos portarem armas. Eu não confio nos políticos brasileiros, confio menos ainda no PT. Nada me tira da cabeça que o objetivo do PT é implantar no brasil o Socialismo nos moldes na URSS. Uma união latino americana de repúblicas socialistas. Aí será um salve-se quem puder. Infelizmente a esquera venceu no brasil. Não é derrotismo. É o que eu vejo nas redes sociais. Todos apelando pelo fortalecimento do estado. Apontam os problemas criados pelo estado e apontam o estado como solução.

  6. Lista de governantes que impuseram leis de desarmamento aos seus povos, apenas nos últimos cem anos: Lenin, Stalin, Hitler, Mussolini, Mao Zedong, Pol Pot, Idi Amin, Ceausescu, Mobutu, etc.
    No Brasil, o desarmamento foi imposto aos índios e aos escravos negros, antes mesmo da República ser proclamada, em 1889. E sob a República, três governantes fizeram leis de desarmamento do povo brasileiro: Getúlio Vargas, FHC e Lula.

  7. De políticos é compreensível que sejam contra as armas em mãos populares, mas o que eu não entendo são os idiotas úteis que defendem isso. Pessoas que guardam algum tipo de medo, ou sentimento emotivo. Parecem animais adestrados, daqueles que creem que quem bate é o chicote, nunca a mão do seu senhor. É puro preconceito, pois muitos desconhecem, simplesmente, o que é uma arma: apenas um objeto que lança projéteis, como um arco, um estilingue ou mesmo uma mão que joga pedras ou dá pauladas.

  8. O direito a auto defesa.
    “Quando portar armas for contra a lei, apenas quem não respeita a lei estará armado”
    “Igualdade: Não existe quando apenas um dos lados estiver armado.” Gostei das frases.
    Porque Hitler não invadiu a Suiça se ela era pequena e fraca? Armas para a auto defesa. Porque os paises cujas populações são as mais armadas é onde o indice de criminalidade é o menor do mundo? Muitos homens batem na mulher, mas mesmo bebados respeitam o Paulão.
    Aos poucos eles vão tomando conta do Brasil,com a anuencia da Globo, da Record e da imprensa em geral,e veja eles adoram um ditador, Lula era chegado num ditador ex: presidente do Irã, do Fidel Castro, Chavez, Pol Pot: ditador bom é aquele que está debaixo da terra.José Dirceu este do Mensalão gostava de passar fim de ano e ferias em Cuba, adorava o Paraiso Vermelho de sangue do carrasco cubano. Existe até um livro: Death by Government – R. J. Rummel – Google Books que relata o quanto e onde estes ditadores mataram milhões de pessoas. O Governo mata, basta não obdecer, em nome de seu amor ao povo e para defender os humildes. Existe até um livro: Death by Government – R. J. Rummel – Google Books, que relata a atrocidades deste ditadores mundo afora. Eu pensava que havia o Holocausto Russo, da China, Nazista, Cubano, mas não sabia que Havia o Holocausto Turco (pobres aramenios desarmados.Concordo com o que disse o Servidor Federal: Eu não confio nos políticos brasileiros, confio menos ainda no PT. Nada me tira da cabeça que o objetivo do PT é implantar no Brasil o Socialismo nos moldes na URSS. Uma união latino americana de repúblicas socialistas. Aí será um salve-se quem puder. Infelizmente a esquerda venceu no Brasil. Não é derrotismo. É o que eu vejo nas redes sociais. Todos apelando pelo fortalecimento do estado. Apontam os problemas criados pelo estado e apontam o estado como solução. E até quem sabe possamos comvencer ao Pedro que ele tem direito a vida.Um dia eles entraram no nosso quintal e nós não fizemos nada. Outro dia eles entraram no nosso quintal e roubaram as nossas flores e nós não fizemos nada nada.Outro dia entraram na nossa casa e não fizemos nada porque não tinhamos feito nada antes.É isso ai gente,vamos parar de não fazer nada, feito uma cachorro adestrado. Enfim armemos uns aos outros.

  9. Até Aristóteles se não me engano no livro “A Politica” descreve algo parecido como essa, uma frase para os governos “Empobrecer os civis a ponto que, não tenham dinheiro para possuir armas ou um grupo organizado armado” era algo assim a frase que estava no livro. Outra frase que tinha eu não lembro também era que o governo tinha que tipo “inventar” alguma coisa para botar terror nos civis, assim eles sempre ficariam em alertas e sempre o governo dava aquele ar que estavam “protegendo” eles, nunca poderia haver muito tempo de paz, e quando tinha, tinha que ser inventado alguma história para assustar o povo.

  10. População da Finlândia é a terceira mais armada no mundo, diz pesquisa

    www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u447974.shtml

    “Pela Lei de Armas de Fogo da Finlândia, de 1998, civis com idade acima de 18 anos podem manter armas para a prática de esportes, caça ou para coleção. Com o consentimento dos pais, a posse para esses propósitos pode ser autorizada, inclusive, a maiores de 15 anos. Nos dois casos, não há limite para compra de munição.”

    Pelos argumentos dos que são contra a posse de armas, a Finlândia deveria ser mais perigosa que o Brasil.

  11. eu sou a favor do porte de armas,mas de pequeno porte como pistolas ou revólveres,mas eu sou contra a legalização de armas de grande porte,pois eu acho que quem quer essas armas,não são para defesa própria e sim para matar as outras pessoas,a pessoa pode muito bem se defender com uma arma de pequeno porte

  12. Criança mata irmã de 2 anos c/ arma oferecida:

    expresso.sapo.pt/menino-de-cinco-anos-mata-irma-de-dois-com-arma-oferecida=f803985

    Se tal caso explodir, preparem-se para defender a posse de armas.

  13. Nem sempre o desarmamento precede um genocídio, no Japão existe desarmamento, mas não parece que vá ocorrer qualquer genocídio nos próximos anos.

    Só digo isso para explicitar que isso não é uma regra que sempre funciona.
    Porém sou contra qualquer desarmamento, e acho que o ideal seria que a esmagadora maioria (só não digo TODA pois sem que nem todos querem se armar, e nem todos tem condições para isso) da população esteja armada até os dentes, o tempo todo.
    Pois mesmo que não vá ocorrer um genocídio sempre tem um bandido aqui e ali que deve ser impedido de cometer crimes.

  14. Sei, e agora me digam como uma população civil sem treinamento militar portando armamentos leves poderia resistir a um exército bem treinado? Em qual país do mundo isso aconteceu?

  15. Marcelo Almeida

    Gostaria de fazer um contra ponto no assunto. As armas modernas do exercito são desenvolvidas e compradas através do dinheiro do cidadão. Assim também os desenvolvedores (inventores) de equipamento bélico são pagos através de impostos. Já ficou bem evidente que para uma sociedade liberal existir, é necessário no mínimo semear a ideia em todos os setores. Os socialistas utilizam a mesma tática. Resumindo. Os gênios da criação de armamento deverão ter ideal libertário. Só assim, é possível imaginar que armas sofisticadas cheguem às mãos da população de bem. O mundo digital oferece uma fresta da solução para o cidadão adquirir armamentos modernos: Maquinas impressoras 3D. Não sejamos ingênuos. O bom e velho revolver 38 serve no máximo para espantar criminosos com mesmo calibre. Ironia para definir o máximo do que hoje nos é possível. Ineficaz para enfrentar grandes exércitos. O poder de fogo do ''três-oitão'' não intimida lideres políticos corruptos. Sonhar é necessário sempre, melhor ainda se o sonho seja dia a dia construído.

  16. Perturbador este artigo. Quando temos o conhecimento e sabedoria de avaliar a questão “de cima”, percebemos que o desarmamento é somente uma peça do quebra-cabeça.

    “Eles” [o governo] não estão preocupados com o controle da violência, pois advogam a tese do direito penal mínimo, sendo partidários da tese da libertação antecipada de criminosos, inclusive de autores de crimes hediondos, como o terrorismo e o sequestro, bem como da descriminalização das drogas, além da maioridade penal.

    Então vejam: ao mesmo tempo em que “eles” [o governo] pregam o controle da violência retirando as armas dos civis, incentivam a criminalidade para atuarem com mais liberdade (e bota mais liberdade nisso!), através do afrouxamento das leis (maioridade penal, regressão da pena, etc) e concessão de benefícios e indultos a criminosos.

    Enfim, coisas que nós (exceto ignorantes e “useful idiots”) vemos todos os dias, basta ler um jornal para se perceber como os valores estão invertidos quando um criminoso mata um civil e ganha uma matéria de 2 linhas no jornal (isso se sair no jornal), ao mesmo tempo que se um civil mata um criminoso, vira manchete de jornais e chega a ser assunto para o Twitter da nossa presidanta.

    Realmente só ignorantes e “useful idiots” para acreditarem na história do desarmamento.

  17. Penso que existe uma estrategia muito mais sutil do que se possa imaginar por parte de governos que desejam e poem em pratica politicas de desarmamento com aqueles argumentos de promover a paz social.

    São estrategias geralmente pensadas por governos de tendencias socialistas, com raras exceções, com a finalidade de deixar bandidos armados dentro da sociedade, enquanto que a maior parte dessa fica refem e com medo, totalmente recuada, enquanto bandos agem de forma totalmente fora da ordem estabelecida, justificando o estado agir de forma cada vez mais totalitária contra toda a sociedade de forma indiscriminada, pagando os inocentes pelos mal feito daqueles desordeiros, que o proprio estado estimula andarem armados sem nenhum controle por parte dele. Podem notar que sempre que algum grupo social tenta reagir a tais ondas de violencia sempre aparecem grupos de intelectuais ou até mesmo algum segmento organizado da sociedade em questão para criticar as atitudes de reação da população contra a violencia e o crime, seja ele de cunho individual, ou coletivo.

  18. Eduardo Marzbanian

    Como neto de subreviventes do Genocídio Armênio, gostaria de expressar o meu agradecimento ao Dr. Gary North, por este artigo, cujo tema tem a ver o desarmamento de populações, que indefesas são massacradas sem piedade, como foi o caso dos armênios em 1915. Pessoas como o senhor nos enchem de esperança quanto ao justiçamento desse crime. O primeiro ministro da Turquia, Recep Erdogan, disse semana passada lamentar o massacre dos armênios, e disse que turcos também morreram, como se o ocorrido tivesse sido uma guerra entre turcos e armênios, o que é uma solene mentira. O artigo de North nos traz a verdade, que o Estado Turco está a todo custo tentando esconder do mundo, que os armênios não fizeram guerra, e que ainda por cima foram premeditadamente desarmados, a ponto dos armênios, que faziam parte do exército turco, serem proibidos de portarem armas.

  19. De acordo com Olavo Carvalho, 20 milhões de Russos foram mortos pelo governo soviético.

    Nunca ocorreu um sistema comunista de fato nos países citados como tal.

    Mal Tsé-tung era estuprador de menores.

    Todos os líderes de esquerda mundiais foram escolhidos pelo baixo caráter.

    Tudo não passa de uma farsa, pois comunismo nunca existiu em nenhum país.

  20. Retomando a discussão, o brasileiro não pode ter só uma “pistolinha”. O calibre 12 é permitido e uma espingarda deste calibre é mais barata e infinitamente mais potente que a maioria das pistolas disponíveis aqui. Se os cidadãos precisassem se defender do governo, tenho certeza que uma milícia de civis portando espingardas seria de botar medo em qualquer policial ou político.

  21. Gostei muito da relação armamento para defesa pessoal e a paz. O Governo do Brasil também concorda com ela, afinal:

    – O Brasil mantém um suas próprias defesas de outros possíveis agressores (Por que manter um exército se acredita que a paz se alcança por não ser forte?);

    – Suas famílias possuem guarda-costas e residem em edificações protegidas com segurança e vigilância 24h;

    – O senado, o planalto, a câmara e todo o resto estão cercados pela guarda nacional;

    Se proteger deve ser privilégio apenas deles?

  22. Concordo. É só você olhar para mulher do outro que o corno já fica violento. Sou a favor do desarmamento da policia e do exercito também, a nível global.

  23. Veja uma lista de DESARMAMENTISTAS famosos e diga você mesmo o que eles tem em comum:

    – Lênin

    – Stalin

    – Hitler

    – Mussolini

    – Getúlio Vargas

    – Mao Tse Tung

    – Pol Pot

    – Fidel Castro

    – Putin

    – Erdogan

    – Ahmadinejad

    – Hugo Chavez

    – Maduro

    – Hussein Obama

    – Xi Jinping

    – FHC

    – Lula

    – Dilma

    – Gordinho coreano…

    *

  24. Gosto muito deste site

    Seus membros em geral criticam que alguns de seus detratores sempre acabam recorrendo a lei de Godwin, o que interditaria o debate.

    Agora miseanos conseguiram elevar a lei de Godwin a níveis estratosféricos ao fazer dois artigos sempre comparando desarmamentistas a tiranos.

    Mais contraditório ainda é que não percebem que isso apenas incentivaria a formação de milícias armadas como as que che guevara formou.

    De mais a mais, ainda fica no ar o porquê de bater nesta tecla tão pesadamente justamente após o vídeo do bolsonaro. Parece, mas tenho certeza que só parece, que querem um dos mais maiores admiradores de torturadores e dos regimes ditatoriais latino-americano do século passado

  25. Galera, saindo do assunto deste primoroso artigo, recentemente li os livros “The beautiful tree”, de James Tooley e “Beyond the hole in the wall” de Sugata Mitra, essas duas obras são verdadeiros tapas na cara de quem acha que só existe educação pros pobres se o estado fornecer e que o único método de ensino que funciona é o tradicional. Gostaria de sugerir um artigo sobre esse tema. Mas tenho algumas questões sobre as quais gostaria de ler as vossas opiniões:

    1 -> Sou da área da computação, e estudava numa universidade regional, que larguei por ser muito cara (é pública, mas cobra mensalidade, e ainda tinha que pagar transporte, que não é barato), hoje estudo numa dessas privadas onde faço análise e desenvolvimento de sistemas EAD, somado à isso, estudo álgebra linear por conta própria, no momento também estou estudando Machine Learning por conta própria, e futuramente pretendo aprender criptografia, redes, e estudar um pouco sobre eletrônica também, pra começar. A pergunta é, estudando assim é possível alcançar o nível de um estudante das grandes universidades, mesmo que eu provavelmente não vá ter as mesmas oportunidades?

    2 -> Fiz quatro semestres do curso na referida universidade regional, porém no quarto semestre eu já não me lembrava mais de várias coisas que aprendi no primeiro semestre por exemplo, o mesmo se passava com vários colegas meus. Aí eu pergunto: Cursos universitários no modelo tradicional são verdadeiramente úteis, visto que o aluno quando formado provavelmente já terá esquecido de muito do que aprendeu?

    Obrigado!

  26. Gostei do artigo. Sou um entusiasta da aérea militar e vejam este vídeo:

    youtu.be/Gqnt9Zalojg

    É do canal “hoje no mundo militar” e fala sobre o laser.

    Agora, vejam este vídeo falando sobre a tecnologia LiDar, muito usada no geoescaneamento e até nos smartphones modernos:

    youtu.be/rV4SNoLt4Vw

    O LiDar nada mais é do que mais um exemplo do uso do laser como “sonar”, ou seja, pela diferença de tempo entre emissões/recepções é possível calcular a distância e, assim, levantar dados.

    Agora chega a minha ideia: para levantar dados de uma grande área, o LiDar usa o laser que, numa emissão, atingirá um ALVO no solo, que é um ponto da área. Quanto mais pontos, maior é a resolução (a mesma ideia do pixel). O levantamento de dados é rápido e, numa imagem de LiDar, MILHÕES de emissões e de recepções são feitas em POUCOS SEGUNDOS e com extrema precisão, ou seja, milhões de alvos, de pontos nessa área foram atingidos pelo LASER.

    O laser utilizado pelo LiDar é pacífico. E se ele tiver o poder de destruição, como os lasers do canal militar e com os “ALVOS” sendo ALVOS humanos?

    Eu usei o sistema do LiDar como exemplo pois na minha ideia os alvos humanos seriam destruídos por exaustão (se um ser humano está numa quadra de vôlei, o canhão do laser atacará a quadra de vôlei inteira para destruir o humano). Porém, a inteligência artificial já está possibilitando sistemas de identificação de ALVOS mais sofisticados, que conseguem saber que, por exemplo, um humano é diferente de um pedaço de terra da superfície, que o Donald Trump é diferente do Obama e que uma picape da Ford é diferente de uma da Nissan.

    Agora, pense em todas as revoluções e revoltas que ocorreram. Revolução Francesa, quando o povo pegou em armas para combater os exércitos do Rei; revoltas por causa de impostos e pela democracia, muito comuns, com o povo pegando em armas para combater o governo; e na Revolução Russa:

    Na era das ARMAS DE FOGO, um exército das multidões tinha chances de VENCER um EXÉRCITO DO GOVERNO.

    NA ERA DA ESPADA, TAMBÉM, apesar de ser bem mais difícil por causa do maior treinamento necessário e das táticas (entre os próprios exércitos regulares a diferença era enorme, ver Batalha de Azincourt, Crecy, Poitiers de 1356 e Aljubarrota; onde pequenos exércitos porém taticamente e tecnicamente superiores venceram grandes exércitos)

    NA ERA NUCLEAR, um exército da multidão, com ARMAS DE FOGO, já não tem chances contra um exército do governo com ARMAS NUCLEARES, porém, é ruim tanto para o povo quanto para o governo que uma arma nuclear seja usada, vide radiação e afins.

    E NA ERA DO LASER? E SE O GOVERNO AUMENTAR OS IMPOSTOS PARA 90% (a Ocasio-Cortez quer taxar os mais ricos nesta porcentagem) ou quiser nos escravizar ou nos oprimir?

    Assim como as armas nucleares, a tecnologia do laser militar é bem difícil para que um civil tenha acesso, diferentemente de uma arma de fogo que pode ser feita com ingredientes caseiros.

    COMO CRIAREMOS UMA REVOLTA PARA FAZER VALER A NOSSA VONTADE?

  27. Se 90% da população armada estiver a favor de uma medida totalitária contra os 10%, o que os 10% vão poder fazer além de apresentar uma resistência temporária?

  28. Pelo q o texto fala, não adianta nada uma população ser armada. O governo tirano, querendo oprimi-la, faz um decreto estimulando de várias formas o desarmamento, e dali a 3 ou 4 anos a população já está desarmada tendo por certo sido exposta a um processo de entrega voluntária de suas armas e de restrições de novas aquisições.

    Isto dito, a população da favela, bem armada, é altamente negligenciada pelo estado.

    Em tempo, sou um armamentista. Apenas entendo, que a visão exposta no artigo, não é robusta o suficiente para rebater os desarmamentistas.

  29. Começaram a sair hoje notícias de Mussolini ter armado a população de um jornal antigo do Brasil…..ai tem coisa da mídia…e um monte de jornalista repete a pauta pra bombar durante a semana para a galera compartilhar…

  30. Antigamente eu ficava em cima do muro em relação ao desarmamento, não tinha uma opinião formada sobre o assunto (ou uma opinião firme, pelo menos), mas depois que tomei conhecimento das consequências que esse estatuto gerou aqui e em todos os lugares onde isso foi implantado, passei a defender mais do que nunca nunca o direito das pessoas portarem armas para sua defesa, e depois que fui assaltado na última terça, minha defesa por esse direito aumentou ainda mais. É verdade que o Bolsonaro flexibilizou o porte de armas, mas o estatuto do desarmamento ainda existe, e ainda coloca um monte de barreiras e entraves pra uma pessoa poder ter uma arma legalmente, e ainda existe o fato pouco comentado da Taurus possuir o monopólio legal da fabricação e distribuição de armas, o que faz com que o custo de uma ainda seja alto, o que por sua vez, impede que a maioria das pessoas tenha condições financeiras de poder comprá-la. Enquanto isso, os marginais (comuns e engravatados) continuam fazendo a festa aterrorizando a população indefesa (que desarmada, não tem nenhuma chance de reação, como aconteceu comigo). Até quando vamos ter que aguentar esse ultraje cometido contra o povo?

  31. Ex-microempresario

    Em lugares como os EUA, a maioria do povo acredita que ter armas para se proteger é um direito fundamental e inquestionável de todo indivíduo. A segunda emenda existe para deixar explícito que o governo não tem o direito de se meter nisso.

    No Brasil, a maioria do povo acredita que até o oxigênio que ele consome é um favor concedido pelo governo. Consequentemente, quando um brasileiro diz que é “contra o desarmamento” ele geralmente está pensando que a pessoa pode, após cumprir com um ritual de cursos, exames, certidões, avaliações, cadastros e taxas, receber do governo o favor de poder comprar um revólver e deixá-lo no fundo da gaveta.

    A idéia de pessoas se unirem e usarem suas armas contra a tirania do governo é completamente impensável para o brasileiro médio. Ele faz questão de manter o cadastro de sua arma atualizado na delegacia de polícia e está pronto a entregá-la se “a lei mandar”, porque ele acima de tudo deseja ser obediente.

  32. A verdade, meus caros, é que nós é quem estamos no país errado.

    O lixo é o normal do Brasil, sempre foi e sempre será. É sempre bom sentir aquela esperança, mas no final das contas é inútil.

  33. Dissidente Brasileiro

    Vamos agradecer por 2 anos a lei de autonomia do BC, depois o PT indica o capacho deles […]

    Você acha que eles vão mesmo esperar dois anos para trocar o presidente do Banco Central? A mesma corja maldita que tomou de assalto esta republiqueta latrino-amerdicana chamada bostil? Sério isso?? O Grande Cachaça-Mor do alto de sua infinta Sabedoria Etílica simplesmente vai bafejar, digo, dar uma canetada e pronto, tudo “resolvido”.

    Tem que ser muito ingênuo (ou muito otário) para pensar o contrário.

  34. As regiões mais prósperas dos EUA são as que mais rejeitam armas.

    As regiões mais atrasadas e historicamente racistas dos EUA são as que adoram armas.

    Nunca foi tão fácil ver quem tá certo e quem tá errado. O resto é forçação de barra pra tentar emplacar narrativa aos incautos

  35. Não sou desarmamentista, mas controle de amas deve existir. Aqui no Brasil, várias pessoas com passado criminoso, que são até membros de gangue, compraram armas legais, com registro de CAC.

    Nos EUA, os estados com menos controle de armas como Mississippi, Alabama, Missouri, os números de homicídios são bem altos. Por outro lado, os estados onde tem mais controle de armas, como Massachussetts, os números de homicídios são bem menores.

  36. Não existe nenhuma relação entre desarmamento e genocídio. Muito pelo contrário, deixar as pessoas se armarem sem nenhum controle é que abre possibilidade das pessoas se matarem entre si, e isto sim é genocídio. Até porque, há um ditado que diz: “ninguém tem sangue de barata”. Quem nunca passou por uma situação em que se tivesse uma arma, teria cometido um crime? Armas causam mais mortes e isso é fato. Já foi provado. Depois do Bipartisan Safer Communities Act que impõe mais controle de armas aos mais jovens, reduziu o nú mero de homicídios nos EUA (enquanto que antes, só aumentava).

  37. Judeus: 6 milhões

    Armênios: 1 milhão e meio.

    Ucranianos 10 milhões 

    Russos 20( contrarios aos comunistas, eram mandados a linha de frente como bucha de canhao

    Chineses 30 milhoes.

    Ciganos: um milhao.

    Uigures 500 mil.

    Curdos: sem dados.

    Tibetanos 200 mil

    Chineses, malaios, okinauanks polilesios pelos japoneses na segunda guerra: 2 milhões

  38. Pessoal, se deficit gera inflação, como o japao tem baixa inflação tendo alto deficit? O banco central japones mantem a base m1 e m2 estavel e o governo gera deficit monstruosos…

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