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As lições do Espírito Santo – uma população sabidamente desarmada é um deleite para a bandidagem

Eis
o roteiro de uma tragédia anunciada:

Primeiro, o estado retirou dos cidadãos o direito
de terem armas.

Depois, entregou o monopólio das armas para
alguns funcionários públicos (policiais).

Mas esses funcionários
públicos entraram em greve e sumiram de cena.

E então a população não
apenas descobriu que estava completamente desarmada e desprotegida, como também
sentiu na pele que os bandidos, curiosamente, não obedeceram ao Estatuto do
Desarmamento.

Com a greve da polícia,
o
número de homicídios no Espírito Santo já chega a 95 em apenas cinco dias
. Lojas
estão sendo saqueadas e pessoas estão sendo assaltadas nas ruas, sem poder oferecer qualquer
resistência
. Apenas na segunda-feira, houve nada menos que 200
furtos e roubos a veículos em Vitória
.

Arrastões e ônibus
queimados viraram uma paisagem corriqueira. Bandidos andam de moto
exibindo seus fuzis
. Uma população completamente desarmada, indefesa e
amedrontada hoje obedece
a toques de recolher impostos pelos marginais
.

O compilado de imagens
impressiona. Especial atenção para a cena do marginal em uma bicicleta dando
ordens para que ninguém saia de casa, totalmente seguro de que ninguém lhe oferecerá
resistência armada. Uma cena humilhante. Alguém consegue vislumbrar algo similar no Texas?

Lições

Eis a primeira lição: o
mesmo estado que desarmou as pessoas não apenas não tem a capacidade de protegê-las,
como também pode, repentinamente e por vontade própria, declarar que não mais
irá fornecer qualquer serviço de proteção.

Como a situação do
Espírito Santo deixou explícita, o estado não está lá para socorrer o cidadão.
Os sociólogos, os ideólogos, o pessoal dos direitos humanos e os teóricos da
segurança pública não sairão de suas cadeiras acadêmicas e de suas salas com
ar-condicionado para salvar ninguém. No máximo, em alguns dias, tentarão
explicar o que aconteceu, sem dar qualquer resposta concreta para as vítimas
que ficaram para trás, sozinhas, encolhidas em suas casas rezando para que o
pior não ocorresse.

A segunda lição é que
não existe lei penal se não houver alguém para fazer com que a mesma seja
cumprida. E aí está toda a causa do pandemônio capixaba: a paralisação da polícia
militar (um aparato estatal) foi o suficiente para que os ratos saíssem dos
esgotos, sabendo que o gato não estará lá para persegui-los. Os predadores,
felizes e sabedores da impossibilidade de reação, saem à caça, sem medo de
reação de suas vítimas.

Junte-se a isso nossa
draconiana legislação sobre armas, que na prática impede apenas os cidadãos de possuírem
e portarem armas de fogo. Foi ela suficiente para impedir que criminosos se
armassem com o que há de melhor e mais moderno nesse mundo? Claro que não. E aí
temos os predadores que, felizes e sabedores da impossibilidade de reação, saem
à caça, sem medo de qualquer possibilidade de reação de suas vítimas
(desarmadas compulsoriamente pelos mesmos agentes do estado que agora entraram
em greve).

A verdade simples e
irrefutável é que grupos formados por 20 ou 30 marginais, mesmo que estivessem
destituídos de armas de fogo e armados apenas com paus, pedras e facas,
simplesmente não podem ser impedidos se não houver pessoas armadas para fazer
isso. O Estatuto do Desarmamento mostra mais uma vez sua horrenda face,
mostrando que existe apenas para garantir a segurança de todos os tipos de
criminosos.

A terceira lição é que
a ditatorial ideia segundo a qual as armas devem estar apenas nas mãos das
instituições policiais é extremamente perigosa e de fracasso inevitável.
Instituições policiais são formadas — que surpresa! — por pessoas que têm suas
necessidades, cometem seus erros e são tão suscetíveis a falhas como quaisquer
outras. Adicionalmente, como ilustra o caso do Espírito Santo, são formadas por
funcionários públicos que, embora militares, têm propensões a greves como todos
os outros funcionários públicos civis.

Deixar sua segurança
única e exclusivamente nas mãos dessas instituições é insanidade.

Para aumentar
a tragicomédia, está circulando nas redes sociais este despacho de um delegado
do Espírito Santo negando o porte de armas a um cidadão capixaba, dizendo que a
segurança deste cidadão deve ser deixada ao estado.

delegado.jpg

A pergunta
é: será que esse delegado está, neste momento, garantindo a segurança deste
cidadão capixaba?    

Com uma população armada, quem faz greve são os
bandidos

Defensores do
desarmamento civil dizem que a venda de qualquer tipo de arma — de um mero .38
a um AR-15 — tem de ser proibida, pois isso irá reduzir a violência. Ao defenderem
isso, os desarmamentistas têm de provar que, com essa lei em vigor, bandidos
não seriam capazes de obter arma nenhuma, por nenhum método.

(Na mente dos
desarmamentistas, o bandido irá à loja de armas, preencherá a papelada, fará
seu registro nos dados da Polícia Federal e acabará tendo sua aquisição negada
em decorrência de seu histórico criminoso).

Obviamente, nenhum
desarmamentista jamais tentou provar essa sua crença.

A questão é: será que
um bandido que não conseguisse comprar uma arma legalmente desistirá tão
facilmente de sua aquisição? Será que ele, justamente por ser bandido, não
recorrerá ao mercado negro? Por acaso seria forçoso dizer que um bandido não
teria dificuldade nenhuma em recorrer ao mercado negro para adquirir uma
arma? 

A teoria do
desarmamento desaba perante este simples fato: pessoas que utilizam armas para infringir a lei também infringirão a
lei para obter armas
.

O grande problema é que
os desarmamentistas, na prática, agem como se todas as armas fossem vendidas
apenas no mercado legal, com cartão de crédito, cupom fiscal e tudo.  Eles não enxergam, e consequentemente não levam
em consideração, os meios alternativos para a aquisição de armas.

O desarmamento é uma
lei que, por definição, só alcança o cidadão comum, fazendo com que seja ele, e
não o bandido, a pessoa realmente desarmada e indefesa. Quem defende o
desarmamento tem de provar que os bandidos irão repentinamente se tornar
cidadãos exemplares e cumpridores da lei. 
Sem isso, não há teoria que se sustente.

Quanto ao uso de armas
por cidadãos comuns, isso pode surpreender muita gente, por
não ter nenhuma publicidade, mas pessoas usam armas defensivamente, e quase
sempre sem dispará-las. E, ao utilizá-las, impedem tentativas de assalto,
de invasão de propriedade, de roubo de carro. Em muitos casos, um pai de
família, ao ouvir ruídos estranhos oriundos do lado de fora de sua casa, pode
simplesmente chegar à janela, dar um tiro (para o alto ou para algum objeto
estático, de maneira perfeitamente segura) e avisar que está armado: isso basta
para desestimular que sua casa seja invadida por bandidos. Quantas vidas
ele salvou? Isso não entra em nenhuma estatística.

Com efeito, isso aconteceu recentemente no Espírito
Santo. E duas vezes.

Na primeira, um bando tentava saquear uma loja à
noite. Bastou ouvirem um tiro — disparado provavelmente por um cidadão da
janela de seu apartamento — para todos saírem correndo desnorteados e assustados.

Na segunda, ainda mais emblemática, evangélicos em
uma igreja, armados, protegeram mulheres e crianças que estavam prestes a ser
atacadas por uma turba de marginais. Os marginais ameaçaram atacar as pessoas e
até correram em direção a elas. Porém, tão logo visualizaram as armas
empunhadas pelos evangélicos, deram
meia volta e saíram correndo apavorados, “em desabalada carreira”
.


Grupo ameaça evangélicos no Centro de Vitória por GazetaOnline

Este outro vídeo, do ano passado, que mostra uma
tentativa frustrada de assalto em Itapema, Santa Catarina, é emblemático.


este outro vídeo, ainda mais impressionante, mostra uma tentativa frustrada de
invasão de domicílio no Arizona, EUA.

Como
aponta John Lott, da Escola de Direito da Universidade de Chicago, nos EUA, as
pessoas utilizam armas defensivamente dois milhões e meio de
vezes a cada ano
. Este número inclui os incidentes em que massacres são
prevenidos ou reduzidos, invasões de domicílio são impedidas e até mesmo casos
de mães que impedem assaltos quando suas crianças estão em seus carros.

Armas
manejadas por cidadãos salvam vidas. Mas raramente entram nas estatísticas.

Todas
as mortes que não ocorreram devido ao fato de pessoas decentes
estarem armadas não são computadas pelas estatísticas e, portanto, não podem
ser vistas e acabam não entrando no debate sobre as vidas salvas por armas.

Se
as armas forem proibidas, são as pessoas decentes, e não os criminosos, que
perderão um método essencial de autodefesa — e também da defesa de
terceiros.  Consequentemente, mais pessoas poderão morrer nas mãos de
criminosos do que hoje.

Isso
pode ser negativamente demonstrado com um famoso incidente real. Em outubro de 1991,
um misógino chamado George Hennard Junior entrou em uma cafeteria em Killeen,
Texas, e abriu fogo, matando 23 clientes e ferindo outros 28. Seus alvos preferenciais
eram mulheres
. Logo em seguida, ele se suicidou. Alguns clientes
conseguiram fugir arremessando cadeiras contra as janelas do
estabelecimento.  Segundo os relatos, o maníaco calmamente recarregou sua
arma várias vezes, sem ser molestado, pois todos no recinto estavam desarmados.

Suzanne Gratia Hupp era
uma das pessoas que estava lanchando lá com seus pais e viu ambos serem
assassinados. Acontece que esta mulher normalmente carregava uma pistola em sua
bolsa (o que naquela época era ilegal). Mas, naquele dia, temendo a revogação
de uma licença ocupacional recentemente obtida, ela deixou a arma em seu carro
quando ela e seus pais entraram na cafeteria. Ela mesma disse que, se tivesse a
arma consigo, poderia ter neutralizado o atirador. Seus pais, bem como várias
outras vítimas, poderiam ter sido poupados. Eles podem ser contabilizados entre
as vítimas do desarmamento.

Após
esse massacre, o Texas aprovou
uma lei
 permitindo a seus cidadãos portarem armas de maneira
não-visível. Desde então, não se registraram novas ocorrências desse tipo
no estado.

A
maioria dos estados americanos já legalizou o porte de armas para cidadãos que
satisfazem a alguns critérios objetivos. Onde o porte de armas é permitido, são
os criminosos que são atormentados por aquilo que “não é visto”. Eles
não têm como saber quem tem uma arma e quem não tem.

Isso
cria, no linguajar econômico, um “problema do carona
para os bandidos.  Aquelas pessoas que escolhem não portar
armas se beneficiam do fato de que outras pessoas podem estar, e de fato estão,
portando. Criminosos, tipicamente, não gostam de atacar alvos
que representam algum perigo. E, dado que os criminosos não têm como saber com
antecedência quem está ou não está portando uma arma, eles são obrigados a
partir do princípio de que qualquer pessoa pode estar armada — mesmo que a vítima
em potencial não esteja armada, alguém próximo a ela pode estar.

Quando
a população está armada, é o bandido que fica com medo quando vê uma mulher
carregando uma bolsa.

Não
coincidentemente, todos os massacres americanos — como os de 2016 — ocorreram em “gun-free
zones”, isto é, locais em que é proibida a entrada de gente com armas. Nada mais
confortável para um maníaco do que saber que suas vítimas estão desarmadas.

Enquanto isso, as autoridades se
armam

Ao
mesmo tempo em que proíbem a população de se defender e se proteger, as
autoridades se armam cada vez mais.

Duas
notícias chamaram a atenção nos últimos dias.

A
primeira é que o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu uma licitação para a contratação
de 149 seguranças sendo que 47 deles trabalharão armados com pistolas em
calibre .380
. Os seguranças trabalharão na proteção dos ministros no
tribunal, em suas residências e nos trajetos entre um e outro.

A
segunda notícia é que todos os motoristas
dos juízes da Paraíba receberão a autorização para portarem armas
. Serão
pistolas calibre .40S&W, as quais são consideradas de uso restrito. Logo, e
ironicamente, isso seria ilegal.

Além
desses, todos os servidores que trabalham na segurança dos fóruns e tribunais
também serão autorizados a portarem armas durante o serviço.

Que
fique claro: não há o menor problema neste ato. O problema está, aí sim, quando
vemos que alguns brasileiros têm mais direito de se defenderem, de defenderem
suas famílias e seu patrimônio do que outros. Todos são iguais perante a lei,
mas alguns são mais iguais que os outros.

Mais
ainda: quantas vezes ouvimos e lemos que armas não trazem segurança, que foram
feitas para matar, que uma arma pode trazer mais risco que proteção? Será então
que os componentes do Judiciário são lunáticos que querem correr mais riscos do
que já correm se cercando de pessoas armadas? Será que o presidente, os
ministros, os governadores, os senadores, os deputados federais e estaduais, os
vereadores e toda gama de autoridades, muitas delas responsáveis pelo Estatuto
do Desarmamento — que desarmou apenas o cidadão — se sentem menos seguros
cercados por um monte de gente armada?

Por
fim, e não menos importante, essa “corrida armamentista” do judiciário mostra
que a criminalidade continua em alta, que o tal Estatuto do Desarmamento foi uma
aberração fracassada e que — ora vejam! — as instituições estatais
responsáveis pela Segurança Pública não conseguem suprir a demanda por
segurança nem mesmo dos seus membros. Por conseguinte, é exatamente em mais
pessoas armadas que eles buscam proteção.

Faça
o que falo, mas não faça o que faço. Este é o eterno lema da autoridade
brasileira.

Conclusão

Os
governantes apregoam que armas não propiciam segurança, mas não se deslocam sem
seguranças fortemente armados. Celebridades progressistas fazem campanha para
que famílias comuns se desarmem, mas não aplicam o mesmo princípio aos seus caríssimos
seguranças particulares.

Enquanto
estes garantem sua própria segurança por meio de armas, o cidadão comum
continua acossado por marginais, sem nenhum direito à autodefesa.

Defender
a vida própria e de terceiros é um dever moral e um direito natural. É natural
dos seres humanos querer preservar sua existência. Consequentemente, impedir o
acesso aos meios de defesa é um atentado à natureza humana.

Como
muito bem resumiu Olavo
de Carvalho:

Diante do que acontece no Espírito
Santo, não é este um excelente momento para iniciar protestos de rua contra o
desarmamento civil? Num momento em que o risco de vida é geral e iminente, que
direito têm os filhos da p… de tirar do povo seus meios de defesa própria?

O desarmamento civil é mil vezes
mais criminoso do que mensalões e petrolões. Por que protestar quando tomam o
nosso dinheiro e abster-nos de fazê-lo quando nos entregam, inermes, nas mãos
de assassinos?

Se o cidadão não pode ter armas
para se proteger, mas, se tiver dinheiro, pode contratar seguranças armados
para protegê-lo, a conseqüência mais óbvia e inevitável é que só os ricos têm
direito à proteção armada.

Desarmamento civil é isso e nada
mais.

A luta de classes no Brasil não é
entre os que possuem e os que não possuem os meios de produção: é entre os que
possuem e os que não possuem os meios de autodefesa armada. E a fronteira que
separa uns dos outros não é a estrutura da economia: é o governo, a burocracia.

______________________________________

Leia
também:

A arma de fogo é a
civilização
 

Porte de armas nos EUA
cresce 178% em sete anos; criminalidade despenca
 

O estado é cúmplice dos 50
mil homicídios que ocorrem anualmente no Brasil
 

Três comentários sobre o
desarmamento no Brasil
 

Vinte fatos que comprovam
que a posse de armas deixa uma população mais segura
 

Como o porte irrestrito de
armas garantiu a liberdade dos suíços
 

____________________________________________

Bene
Barbosa
,
especialista em segurança pública, presidente do Movimento Viva Brasil, e autor do livro Mentiram
Para Mim Sobre o Desarmamento
.

Sheldon
Richman
, vice
presidente da The Future of Freedom Foundation e editor da revista mensal Future of
Freedom.
 Durante 15 anos foi o editor da The
Freeman
publicada pela Foundation for Economic Education.

Leandro
Roque
, editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

 

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106 comentários em “As lições do Espírito Santo – uma população sabidamente desarmada é um deleite para a bandidagem”

  1. A revolta da classe oprimida

    Neste pequeno texto eu pretendo trazer algumas observações que foi ignorado pela grande midia do capital com relação a tragédia que ocorreu no Espirito Santo.

    o golpe

    Para fazermos uma analise correta desta situação, devemos partir da premissa que o Brasil sofreu um golpe do neoliberalismo. Em artigos anteriores eu já alertava que quando o neoliberalismo tomar conta do Brasil, haveria dor e morte, talvez os leitores mais antigos possam lembrar.

    Pois bem, ocorreu que o neoliberalismo tomou conta da republica e começou um processo de desmanche do estado. O neoliberalismo começou destruindo a cultura com a retirada de verba, Depois a educação e agora por ultimo a segurança e saúde; os socialistas não tem nenhuma relação com isto.

    Obviamente que a classe oprimida pelo capitalismo, não poderia deixar isto quieto. Eles não sabem dizer exatamente o que está oprimindo eles, pois não são intelectuais, mas por instinto se rebelaram contro o sistema opressor.

    A relação entre o patrão e trabalhador, um relação de exploração

    Para entendermos completamente esta revolta, não podemos somente levar em consideração o golpe que o neoliberalismo deu na Republica, Devemos lembrar do sistema de escravidão que se chama capitalismo.

    No sistema de exploração do homem pelo homem através do capitalismo, a relação entre empregador e funcionário é uma relação de exploração continuada, portanto, devemos levar em consideração que esta revolta popular do povo contra as lojas e o comercio é também é uma revolta contra o sistema. Eu diria que é uma revolta contra o patrão que bate no pobre, contra o homem que tem o chicote que escraviza o pobre, uma revolta contra a casa grande. veja que é um mensagem que os pobres estão nos enviando, eles estão dizendo claramente: chega deste sistema podre, eu não quero ser mais explorado!

    A ocasião que faz o oprimido

    Um grande intelectual certa vez disse que a ocasião não faz o ladrão, ele já nasce pronto. Eu pessoalmente discordo complemente desta posição, E tenho a ousadia de dizer ” a ocasião faz o oprimido” , pois sim, todas aquelas pessoas que invadiram as lojas, são diariamente oprimidas pelo capital, são oprimidas pela cultura do capital, são oprimidas pelo patrão, são oprimidas pela exploração.

    Concluindo, diante dos argumentos que apresentei, tenho a ousadia de dizer o que a mídia politicamente correta do capital jamais teve coragem de dizer: Eles tem todo direito de pegar o que quiser! Está é a a essência da liberdade, esta é a essência do socialismo. Quando vamos viver em um mundo em que os homens não mais vão se preocupar com essa materialismo bobo? È só matéria meu amigo, não precisa explorar um ser humano por causa de matéria; deixa o cara ser livre, vamos todos ser livres da matéria, do capitalismo.

    Capital imoral é filosofo, escritor e já refutou Mises.

  2. Capixaba Enclausurado

    De um lado, há os marginais. Do outro lado, há os políticos. E o brasileiro está no meio.

    E ambos os lados são cada vez mais indistinguíveis.

  3. Estado desarmamentista é quase um pleonasmo!

    A entidade que usurpou os direitos naturais do indivíduo e outorgou a si própria o monopólio de ditar as leis e controlar a economia obviamente não quer resistência de seus vassalos. Um homem livre e que consiga se defender é o maior obstáculo para o totalitarismo estatal.

    E há ainda idiotas úteis ( muitos) à defender esse Leviatã distópico!

  4. O meu estado (Espírito Santo) está sendo, em tempo real, a prova mais visível de que o desarmamento da população civil – ao contrário do senso comum – não evita a barbárie, apenas a fomenta.

  5. Eu até gostaria de discordar, mas fui pesquisar e vi os dados do próprio governo apontando um crescimento das mortes por arma de fogo após o desarmamento. Mesmo equilibrando o número de habitantes o percentual se elevou (não muito, mas se elevou).

    Tem algum artigo sobre isso?

  6. “Por fim, e não menos importante, essa “corrida armamentista” do judiciário mostra que a criminalidade continua em alta, que o tal Estatuto do Desarmamento foi uma aberração fracassada e que — ora vejam! — as instituições estatais responsáveis pela Segurança Pública não conseguem suprir a demanda por segurança nem mesmo dos seus membros. Por conseguinte, é exatamente em mais pessoas armadas que eles buscam proteção.

    Faça o que falo, mas não faça o que faço. Este é o eterno lema da autoridade brasileira.”

    Esse trecho é perfeito. E extremamente revoltante.

  7. “O Estado é o único que deve garantir a sua segurança” disse o Secretário de Segurança do Espírito Santo ao defender o desarmamento da população. Sem mais, meritíssimo.

  8. Muda essa discussão de segurança pra qualquer outra área. Qualquer. E será a mesma conclusão.

    Estado produz pão, e não deixa mais ninguém produzir pão

    As pessoas dizem que é um absurdo esse monopólio e que outros poderiam vender pão livremente, mas ninguém ouve.

    O Estado não só assume o monopólio do pão, como arranca todos os fornos das padarias, proíbe a venda de fermento no supermercado, diz ser crime misturar farinha com água.

    Um dia, os padeiros estatais entram em greve e o pão some das prateleiras.

    Aí vem um monte de estatólatra dizer: “TÁ VENDO! SEM ESTADO NÃO TEM PÃO!”

    O que está acontecendo no ES não é ausência de Estado, é o contrário, é a presença sufocante de um Estado absolutamente ineficiente, que ao menor sinal de problema, explode.

  9. Nas redes sociais, há relatos de vizinhos que contrataram segurança armada para seus prédios, como forma de afastar assaltantes.

    Como disse o Olavo, “Se o cidadão não pode ter armas para se proteger, mas, se tiver dinheiro, pode contratar seguranças armados para protegê-lo, a conseqüência mais óbvia e inevitável é que só os ricos têm direito à proteção armada. Desarmamento civil é isso e nada mais.”

  10. O problema principal do armamento liberado no Brasil é que não sobraria um político sequer pra contar estória. A revolta da população para com eles geraria um extermínio em massa dos mesmos.

  11. Só vou passar para deixar um tweet da Cynara Menezes, uma grande pensadora contemporânea:

    ”só imaginem, nos vídeos onde assaltantes pegam os carros das pessoas (sem nada fazer a elas), se as vitimas simplesmente reagissem atirando”

    twitter.com/cynaramenezes/status/828775933393920001

    Realmente, onde essa sociedade capitalista vai parar? Inacreditável como os armamentistas defendem que as pessoas reajam atirando nos assaltantes, mesmo que não façam nada com as vítimas. As pessoas dão mais valor a carros do que vidas(mesmo que sejam de assaltantes)…

  12. Como era esperado,os liberalóides de plantão, estão usando esse fato no ES para criticar o anarcocapitalismo.Na visão tacanha deles,isso serve de prova para mostrar a todos que uma sociedade sem estado tende ao caos.Esses são os mesmos que citam as milicias do Rio para afirmar a mesma coisa:o vácuo de poder estimula bandidos a assumir o controle.Se esquecem eles de que em uma sociedade ancap não haveria polícia estatal ,mas haveria polícia privada,cada rua teria a sua,cada escola,cada hospital,cada shopping etc,diversas empresas prestando serviço de segurança,e é impossível que essa segurança privada fizesse greve e deixasse o povo a mercê de bandidos.Aberrações como greve policial e tudo isso que está acontecendo no ES,só existe por culpa do estado que esses liberalecos dizem que é necessário para manter a ordem pública.

  13. Vendo aquele video dos crente espantado os pivetinho lembrei de uma frase, não sei quem falou mais acho fera:

    ”Os cristãos pregão a paz mas governam com a espada!!!”

    É disso que o povo precisa.

  14. Henrique Zucatelli de Melo

    Sinceramente, em uma discussão ontem cheguei a conclusão que o porte de armas no Brasil é algo muito improvável, pelo simples motivo que temos uma sociedade totalmente baseada no desarmamento.

    O que quero dizer com isso? Ao passo que nos EUA o porte de armas é algo totalmente apriorista- você sabe que o sujeito pode estar armado, logo o respeito é implícito, aqui as coisas são um pouco diferentes. O brasileiro tem o costume de partir para a ofensa e para a porrada por ter quase certeza que o outro está desarmado.

    O que aconteceria com a liberação das armas no primeiro momento? Milhares de acertos de contas e assassinatos em um período curtíssimo de tempo. Óbvio que num segundo momento tudo iria se acalmar.

    Agora projete essa conclusão ao nosso congresso progressista de um lado e militarista do outro. Triste.

  15. Êxodo 22:2

    Se o ladrão for morto ao assaltar uma casa, o que o matar não será culpado. No entanto se tal acontecer em pleno dia, o que matar deverá ser incriminado de assassínio.

    A própria Bíblia defende a defesa.

  16. Digamos que a cortina da sua casa começa a pegar fogo por causa de um fumante descuidado. Qual objeto você prefere ter ao seu alcance?

    1) um telefone para chamar os bombeiros

    2) um extintor de incêndio

    Digamos que um marginal comece a forçar o portão da sua casa, encurralando sua família lá dentro. Qual objeto você prefere ter ao seu alcance?

    1) um telefone para chamar a polícia

    2) uma arma

  17. Sem querer desmentir nada no que esteja escrito acima, quem elegeu os políticos que aprovaram no Congresso Nacional, os estatutos do desarmamento ( das vítimas) nos governos de FHCocaína e de LuLADROAGEM? Teriam sido extraterrestres, Bin Laden( 1957 – 2011), Fidel Castro(1926 -2016) ou o Povo Brasileiro?

  18. Uma cena que me impressionou bastante foi esse arrastão de motos. Os caras tranquilamente invadem a cidade — tem até um marginal que despreocupadamente brinca fazendo o sinal do "está dada a largada" — e vão direto assaltar um posto de gasolina. A invasão parece cena de filme.


  19. Não tenho pena alguma desses policiais com salários miseráveis, tomara que tomem ferro forte do estado e fiquem ainda mais miseráveis, falam com orgulho “estou cumprindo ordens” quando apreendem uma arma ilegal de um cidadão de bem, já perdi várias glock’s na mão desses pulhas, em qualquer país com leis imundas sobre desarmamento ou fazem vista grossa ou cobram propina do cidadão de bem que possua uma arma a despeito da lei.

  20. Imposto é roubo e desarmamento civil é assassinato.

    De todos os horrendos crimes cometidos pela demoníaca máfia estatal, sem dúvida aquele que mais me revolta é proibir cidadãos comuns de defenderem sua vida e propriedade utilizando armas.

    Não se deixem enganar, quem quer te desarmar é o mesmo sujeito que quer te ver morto ou subjugado.

  21. Boa tarde.

    Na minha opinião só restará a desobediência civil como opção, adquirindo armas à revelia da vontade estatal.

    E os senhores? O que acham?

  22. Oi pessoal, eu sei que esse artigo não é o tópico apropriado, mas estou tentando estudar economia por conta, e estou vendo o curso Moeda e Bancos da USP que está disponível on-line. Porém sinto que o professor (João Sayad) é um tremendo de um Keynesiano, onde eu poderia aprender sobre economia e toda nossa história, (crise de 1929 e 2008) sob à luz de um austriaco? Já agradeço o apoio.

  23. É a mesma questão das drogas, e de todo o resto, não se trata do que é certo, se trata do que as pessoas querem ouvir e de políticos prontos para falarem oq essas pessoas desejam ouvir.

    Enquanto não nos livrarmos dessa classe (políticos) não vamos sair do lugar….

  24. Levantar uma reflexão polêmica de direito aqui, faz tempo que não levanto..

    Here we go:

    Direito De propriedade:

    Mises dizia que para adquirir o título de propriedade, era necessário que o indivíduo misturasse o trabalho a terra, ou seja, usasse sua força de trabalho e recurso na terra, ”demarcando” assim o espaço. Chego no matinho, planto milho, levanto a casa, boto a cerca e é isso ai!

    De fato, esse raciocínio evita relativização e é o mais sensato. Até ai tudo bem…

    Agora e o abandono da propriedade?

    Bem, eu entendo que a liberdade gera responsabilidade, e a liberdade de se ter uma propriedade lhe concede responsabilidades. Portanto, se você detêm uma propriedade, é de sua responsabilidade proclama-la e defende-la!

    Se você não proclama-la e não defende-la, logo você esta se negando o título, se alguém invadir e você nem proclamar e nem defender, tudo indica que você se desfez daquilo, deixando o lugar abandonado.

    Ai que ta o problema, vem uma família e constrói uma casa e planta milho… Como fica? Em uma terra abandonada, onde se tem somente uma cerca, onde o proprietario foi notificado, ele nem proclamou e nem defendeu a propriedade, deixou a família construir e plantar… Eu entendo que de fato a família merece o título de propriedade.

    Agora em caso de espaço público(vulgo terra de ninguém), não há discussão, como é o caso de favelas, a família construiu a casa lá, misturou seu trabalho e permaneceu por muito tempo, não tem porque o estado pedir reintegração de posse, a família não viola o direito de propriedade de ninguém ao se apropriar em um espaço público.

    A grande questão é o seguinte, pra você saber se você tem o direito da coisa, primeiro pense se você tem que violar o direito de outra pessoa para você adquirir esse seu direito.

    Direito a saúde por exemplo não existe, você tem que assaltar as pessoas(violar o direito delas) para sustentar a aquisição do seu direito. Ou seja, um jogo de soma zero, como eu posso ter direito a algo que viola o direito de terceiros? Eu tenho direito a coisa caso não viole o direito de ninguém… Isso sim!

    Mas e a questão ai do abandono? Porque principalmente em tempos da ”pedra”, eu misturava meu trabalho em uma terra e depois adquiria o título de propriedade, ai eu me mudava(tipo nomade) pra outro lugar, ai eu deixa a terra la e dane-se, anda quilometros e adquiria outra propriedade.. Então imagine essa situação pra enquadrar o abandono.

    E sim, não somos proprietarios de nada, o estado que diz o que é nosso logo não somos 100% propríetarios, ele apenas concede o direito de fazer deis de que ele autorize, se precisa de autorização para adquirir um direito natural, logo esse direito natural não é completo.

    Crime: Se eu fizer uma brincadeira com o seu paí que tem problema cardíaco, uma pegadinha de mal gosto que acelerasse o coração dele. Caso ele vier a falacer por isso, eu posso ser considerado um assassino?kkk

    Pense, se eu não tivesse feito a brincadeira, o veio não teria morrido.

    E se eu simular um assalto de brincadeira na rua, o sujeito corre e é atropelado por um buzão, bem é obrigação dele olhar na hora de atravessar, nada disso teria acontecido se ele fosse mais responsavel, ao mesmo tempo o panico que você causou nele o deixou desatento e desesperado, sem a brincadeira nada disso teria acontecido… Eai? Quando a vítima podia evitar mas não evitou, como faz?

    Por hoje é só….

    Abraços Fraternais,

    Bruno Feliciano

  25. E por outro lado promotores, juízes e cobradores de imposto podem andar armados se assim o quiserem.

    Você não pode, mas a nomenclatura simplesmente pode.

  26. Dois exemplos de Brasil:

    1) Marcela, capixaba, branca, descendente de italianos e … ladra de ocasião:

    //noticias.ne10.uol.com.br/brasil/noticia/2017/02/08/ex-candidata-a-vereadora-do-psdb-e-flagrada-saqueando-loja-no-es-661201.php

    2) Rodrigo Antonio, paulista, branco, descendentes de italianos e portugueses e … ladrão de ocasião:

    //noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2017/01/10/ex-secretario-acha-us-1-mil-em-aeroporto-em-campinas-nao-devolve-e-e-detido.htm

    Ou será que eles não são só ladrões de ocasião?

    Ou seja, infelizmente no nosso Brasil “campeão” o que vale é a Lei de Gerson, “tem que levar vantagem em tudo”, seja filiado ao PT, PSDB, PMDB, DEM, etc.

    Ou, a melhor saída para os brasileiros com vergonha na cara são os aeroportos do Galeão ou de Cumbica. Só que o Trump não aceita latinos nos EUA.

  27. 1) Votei contra o estatuto do desarmamento, Lei 10.826 de 22 de dezembro de 2003 clique aqui, mesmo que eu não use arma, mas por princípio. Por quê? Porque não acredito que sejam leis que resolvam o problema de violência. Se leis resolvessem problemas, não haveria homicidas no mundo. Afinal, homicídio é crime em todos os países do mundo.

    2) Por outro lado já tive arma para defesa própria. Lá nos anos de 1980 quando morava em Sergipe. Acabei vendendo quando percebi que eu não estava preparado para usá-la quando precisei de verdade. Junto com mulher e filhos pequenos, dormia com a arma ao meu lado e não acordei quando um bandido entrou na casa. Ao acordar e ver a porta arrombada e a casa toda mexida me arrepiei todo ao perceber que eu e minha família estivemos à mercê dos bandidos e, felizmente, ninguém acordou.

    3) Assim, sou a favor que a pessoa tenha liberdade de escolher se quer ter arma de defesa ou não. E, em tendo, procure se inscrever num curso de tiro para aprender a usar sua arma.

    Porque as estatísticas mostram que ter arma e não saber usar é pior do que não ter. Afinal, o bandido já chega com a arma em punho e não tem nada a perder. Ter arma e não saber usar é como ter carro e não saber dirigir. Aliás, todo dia vemos policiais armados e teoricamente preparados, serem mortos ao reagirem a assaltos. Imagine os que não são preparados.

  28. Ninguém é obrigado a obedecer leis absurdas. O direito a vida, a liberdede e a propriedade num estado como o nosso só seria possível com a população armada. Ai a legitima defesa da vida seria levada a sério. O governo em tudo que coordena elege o monopolio de classes como algo que destroi a concorrencia impedindo o cidadão de exercer sua soberania nas compras, desvalorizando a nossa moeda, cobrando segurança que jamais poderá dar, escola com partido, saude classificada como nível abaixo do anus. Deixando nos nas mãos carteis onde nem podemos aumentar a produtividade, que levaria a acumulação de capitais, que levam a criação de riquezas. A adminstração Temer revela a mediocridade das ideias do presidente que escolheu por vontade propria um ministério de corruptos em que seguiu uma linha de aliança com o PT o partido da corrupção nacional, e recusou a diminuir um estado inchado e ainda veladamente, hostil a a operação lava-jato que é um suspiro de dignidade a vida nacional. Temer vai passar a historia como simbolo da mediocridade, de pessoas corruptas no poder e covardia em mudar os rumos dos monopolios, carteis que assaltam o pais empobrece o povo, será antitese de um Brasil moderno.

  29. E o pior de tudo isso é que os marginais (policiais) ainda pediram anistia e reajuste de 100% no salário. E provavelmente vão conseguir.

    Só pode ser piada mesmo…

    Fazem a população de refém já que eles são os únicos que podem portar armas, mas ainda querem que garantam seus “direitos”. E o direito de milhões de cidadãos apavorados trancados em casa? O deles não conta né? Não estão armados mesmo, que diferença eles fazem pra sociedade? Afinal, pra que esses policiais iriam precisar de pessoas que trabalham em supermercados, padarias, lanchonetes, restaurantes e lojas, não é mesmo?

  30. Eu sou indiferente ao desarmamento, com uma tendência maior à proibição no estágio atual da sociedade brasileira. O artigo falha por analisar a questão sob um prisma apenas. Tem que ser lembrado que a mesma arma que é utilizada para se defender é também utilizada para atacar. Não é possível utilizar, por completo, o exemplos de outras sociedades pelo simples fatos delas serem diferentes da nossa. Nossa sociedade não é uma sociedade de paz e respeito. Um simples discussão de trânsito, um desacordo comercial podem ser tornar uma carnificina porque nossa sociedade é sim , voltada à violência ao invés do diálogo.

    O

  31. Faltou uma informação crucial nesta materia. No plebiscito sobre desarmamento, feito anos atrás o resultado mostrou que a população apoiava o porte de armas. Sorrateiramente o governo do Lula criou uma série de entraves para que o cidadão não conseguisse a sua arma. Faltou, nesta matéria, já que incluiram vários videos, mostrar aquele em que Olavo de Carvalho demonstra o motivo real do desarmamento de uma população. Há trinta anos, o projeto comunista de governo, apoiado pelo Foro de São Paulo, tem como uma de suas premissas, desarmar a população, para que esta, justamente não possa se defender de um ataque governamental, caso isso seja necessário (Vide Venezuela). Há trinta anos estamos sendo amestrados a não conseguir distinguir o certo do errado, motivo pelo qual, hoje não somos aquele povo “feliz” propagado para o mundo. Hoje, somos uma sociedade de bunda-moles que aprendeu a fazer “revolução” através das midias sociais. Acabou! Eles venceram! Chamem o Bat-Man!

  32. Discordo do texto. O autor tenta atribuir ao desarmamento uma importância maior no caos no ES maior do que é na verdade.

    Ele cita os Estados Unidos como referência em se tratando de legislação de armas, mas por alguma razão se esquece de citar que morrem mais pessoas alvejadas no próprio território do que morrem em guerras do referido país. Por outro lado, países como Austrália e Reino Unido, que possuem leis de desarmamento tão ou mais rígidas quanto o Brasil, não enfrentam esse problema de criminalidade que temos aqui. O que me leva a concluir que o desarmamento não deve ser uma causa tão majoritária quanto o autor tenta defender.

    O crime no Brasil é um problema muito abrangente e armar a população é uma solução simplista, que vai contribuir para o aumento de mortes em conflitos pessoais e acidentes envolvendo armas de fogo, sem impactar significativamente nos níveis de crime. Contar com o fato de que o crime organizado vai se intimidar com civis portando armas é inocência. Logicamente, alguns comerciantes poderiam ter se beneficiado do porte de armas durante os saques, mas isso é uma situação bem específica que não justifica o perigo a que a população se exporia ao permitir armas de fogo em seu meio.

    A situação capixaba dá abertura a discussão de pontos realmente relevantes, pontos esses que já até foram discutidos pelo IMB como:

    – Melhoria ou substituição do sistema de segurança pública, com revisão do nosso atual modelo de polícia;

    – Encerramento da guerra às drogas, como forma de destruir o crime organizado de dentro pra fora, exaurindo suas fontes de recursos financeiros.

    Ao invés disso, o autor preferiu defender os interesses corporativistas da indústria de armas.

  33. “Os ataques dos populares a lojas de Vitória, capital do Espírito Santo, aproveitando-se da ausência total de policiamento ostensivo em face da greve ilegal da Polícia Militar, evidenciam que o bom selvagem nunca existiu, as teses de Bakunin (autogestão) não passaram de utopia e os freios morais, éticos e coercitivos são indispensáveis, sob pena de o mal de alastrar indefinidamente.

    A discussão sobre se o ser humano é essencialmente mau ou bom perpassa os séculos e não se chega a uma solução definitiva. Todavia, percebe-se que o indivíduo pende para um lado ou outro por diversas razões, entre elas distúrbios psíquicos, influência do meio e livre arbítrio.

    Victor Hugo, na obra Os Miseráveis, referindo-se à Batalha de Waterloo, Bélgica, ocorrida em 1814, em que o Exército de Napoleão Bonaparte foi derrotado pelas forças da Inglaterra e Prússia, menciona a existência de pessoas semelhantes a aves de rapina que se posicionavam atrás das tropas e iam saqueando os cadáveres, arrancando-lhes dente de ouro, cordões, alianças, relógios, dinheiro, roupas, botas e o que houvesse de valor.

    Não é raro presenciar turbas alucinadas avançarem sobre caminhões de cargas acidentados nas estradas para saquear os gêneros alimentícios espalhados, mostrando-se indiferentes aos corpos agonizantes de motoristas e passageiros.

    Surgirão vozes justificando a ação dos saqueadores como ato de desespero e necessidade, mas é sabido que ninguém se alimenta de eletroeletrônicos, produtos que ficaram na mira dos assaltantes em uma loja da Ricardo Eletro.

    Aceitam-se bem a detecção de distúrbio psíquico e a indicação da influência do meio, mas não são poucos os que criam mil argumentos para desculpar o livre arbítrio e até negá-lo peremptoriamente.

    O marido atinge a cabeça da mulher com um pau e justifica que foi ele quem perdeu a cabeça; o rapaz engravida a moça e diz que não sabe onde estava com a cabeça (quem sabe?); outro abusa das drogas e do álcool, atropela e mata no trânsito ou mesmo na bala e diz que não sabe como isso foi acontecer.

    E assim os desembestados vão enviando legítimos representantes para os centros do poder e mandando no resto da sociedade, a parte que ainda insiste em trabalhar direito e cuidar da família.”

    ESCRITO POR: Miguel Lucena (delegado da PCDF e jornalista).

  34. Sou de SC e moro no RS onde pedi porte que me foi negado. Engraçado que na época, a 2 anos atrás, o agente da PF falou que se fosse uns anos antes eu ganhava a porte, mas que naquela época que eu pedi os delegados do RS foram chamados em Brasilia e levaram uma mijada em razão de darem mais de 3,5 mil porte por ano e que Espiro Santo dava apenas 1 por ano, que era exemplo. Resultado está ai. Detalhe que á uns 3 anos no RS eles estão negando porte para todos e não renovam nem os antigos, tirando até de instrutor de tiro o porte. Como se vê, violência subiu muito no RS desde então.

    SC ainda como comparação é o o maior mercado de armas, com 3% da população brasileira responde por mais de 12% das compras de armas no Brasil, sendo hoje o estado menos violento.

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