Nota do Editor
Sim, a luta de classes existe e é cada vez mais real. Só que ela não antagoniza assalariados e patrões. Ao contrário: estes estão do mesmo lado e têm os mesmos inimigos em comum.
Com o advento dos lockdowns, em que os produtivos foram proibidos de trabalhar e empreender, ao passo que os parasitas adquiriram o direito de continuar recebendo sem trabalhar — com algumas categorias até mesmo recebendo aumentos (o detalhe de que o salário destes é oriundo do esbulho daqueles) —, o antagonismo ficou ainda mais exacerbado.
Estes são apenas os exemplos mais recentes e explícitos deste conflito.
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“A história da humanidade é a história da luta de
classe”, escreveram Karl Marx e Friedrich Engels logo no início do primeiro
capítulo de O Manifesto Comunista.
Segundo o núcleo básico do sistema de crenças
marxista, a história da humanidade é a história das lutas entre uma classe
dominante relativamente pequena e uma classe de explorados bastante numerosa. A
principal forma de exploração é econômica: a classe dominante expropria parte
da produção gerada pelos explorados — ou, como dizem os marxistas, a classe
dominante “se apropria da mais-valia social e a utiliza para
seus próprios propósitos de consumo.”
Essa teoria, em si mesma, é absolutamente correta. No
entanto, Marx cometeu um erro crasso ao apontar quais seriam os lados antagônicos
desta batalha.
De acordo com Marx, os sistemas sociais
pré-capitalistas, como a escravidão e o feudalismo, eram caracterizados pela
exploração. Não há nenhuma controvérsia quanto a isso. Afinal, o escravo não é
um trabalhador livre e não se pode dizer que ele ganha por estar escravizado. Ao
contrário, ao ser escravizado, sua utilidade é reduzida em prol de um aumento
na riqueza apropriada pelo escravizador. O interesse do escravo e o interesse
do dono do escravo são de fato antagônicos.
O mesmo é válido quanto aos interesses do senhor
feudal que extrai impostos sobre a terra de um agricultor que se apropriou
originalmente dela. Os ganhos do senhor são as perdas do agricultor.
E também não há controvérsia quanto ao fato de que
tanto a escravidão quanto o feudalismo de fato obstruem o desenvolvimento das
forças produtivas. Nem o escravo nem o servo serão tão produtivos quanto
seriam sem a escravidão ou a servidão.
No entanto, a idéia genuinamente nova do marxismo —
e que deturpou em definitivo toda a ideia, até então correta, da luta de
classes — foi afirmar que, essencialmente, nada muda quando se sai do sistema
escravagista para o sistema capitalista; nada muda se o escravo se torna um
trabalhador livre, ou se o agricultor decide cultivar uma terra originalmente
apropriada por outra pessoa e paga um aluguel para fazer isso.
Não só não há luta de classes entre assalariados e
patrões sob um arranjo genuinamente capitalista, como também os interesses de
ambos não são rivais, mas sim complementares. (Sobre isso, você pode encontrar explicações
completas aqui e aqui.)
A luta de classes existente no mundo atual não antagoniza
trabalhadores e empreendedores, mas sim os coloca lado a lado. E contra o mesmo
inimigo.
No
mundo atual, a luta de classes é outra
Vale ressaltar que a teoria do conflito de classes não
foi criada por Marx, mas sim pelos liberais franceses do século XIX. Com
efeito, foram os intelectuais liberais-clássicos da França, da Inglaterra e dos
EUA que lideraram o desenvolvimento inicial desta teoria.
Marx, Engels e mesmo Lênin estavam bem cientes das
origens da doutrina de classes, e reconheciam abertamente suas influências
burguesas. Entretanto, os marxistas criaram uma versão própria da teoria, a
qual, além de ser inferior àquela desenvolvida pelos liberais franceses, era também
completamente destituída de sentido lógico (ver os dois links do penúltimo
parágrafo da seção acima).
Tanto Marx quanto os liberais franceses concordavam
que a sociedade era formada por uma classe de exploradores e por uma classe de
explorados. Entretanto, para os liberais, a sociedade não era dividida entre a
burguesia e o proletariado, mas sim entre a classe
produtiva e a classe política.
Os liberais mostraram que havia duas maneiras de se organizar
o esforço humano produtivo: por meio da cooperação pacífica e do comércio, ou
por meio da violência.
Cada método — paz ou poder — cria grupos de
pessoas com interesses distintos e conflitantes. O primeiro organiza os indivíduos
dentro de um sistema de divisão do trabalho, no qual cada pessoa contribui
voluntariamente para o bem-estar de terceiros (pois é do interesse próprio delas
fazer isso). Já o último organiza os indivíduos em grupos políticos que
usufruem o monopólio da coerção e do esbulho.
A filiação de um indivíduo a uma classe não depende
de suas funções econômicas — ser assalariado ou empreendedor –, mas sim de
sua fonte de renda. O poder político
e seus privilégios são as principais fontes de distinção de classes.
Assim, a sociedade pode ser dividida entre a classe
produtiva e a classe política: a classe
produtiva é formada por aqueles indivíduos que criam riqueza por meio do
trabalho, do empreendedorismo, da cooperação pacífica e voluntária, e do
comércio; já a classe política é formada
por aqueles indivíduos que vivem da exploração desta classe produtiva — no
caso, do confisco da renda criada pelos produtivos.
No final, a sociedade é formada, de um lado, por indivíduos
que são beneficiários líquidos desta exploração, e, de outro, por indivíduos que
são as vítimas desta exploração.
É extremamente importante ressaltar que a classe política
não se limita apenas a políticos
detentores de cargos públicos. Estes, com efeito, são seus mais ínfimos
representantes. A classe política é majoritariamente composta por todos aqueles
que se beneficiam da redistribuição da renda confiscada da classe produtora: além
dos próprios políticos, a classe política inclui:
a) funcionários públicos (que
são recebedores líquidos de impostos);
b) grandes empresários cujas receitas advêm
majoritariamente de contratos
com o governo (como empreiteiras que fazem obras públicas);
c) empresários que recebem subsídios do governo;
d) empresários protegidos por tarifas de importação;
e) empresários que usufruem uma reserva de mercado
protegida pelo governo;
f) pessoas que recebem benefícios
assistencialistas (em volume maior do que pagam em impostos).
Todos estes são, em última instância, sustentados por
empreendedores e trabalhadores assalariados, que pagam impostos e recebem pouco
(ou nada) em troca. A riqueza produzida por estes é parcialmente confiscada
pela classe política e redistribuída para seus integrantes. Não fossem os
empreendedores e trabalhadores (a classe produtiva) não haveria como existir a
classe política, pois não haveria riqueza a ser espoliada.
Assim, o estado — que é a instituição que efetua o
ato da tributação e da redistribuição — é quem estabelece e institucionaliza a
divisão de classes e, inevitavelmente, a luta de classes. O estado não apenas
institucionaliza a redistribuição como também cria uma rede de privilégios acessível
apenas aos indivíduos e grupos que ele privilegia.
Embora seja difícil definir de maneira perfeita os
membros de cada classe, uma boa maneira de começar é distinguindo aqueles que
auferem sua renda por meio da produção daqueles que auferem sua renda por meio
do esbulho. Há ocasiões em que o mesmo indivíduo pertence aos dois grupos: por
exemplo, um funcionário público que também possui um empreendimento produtivo,
ou um empreendedor que consegue um subsídio ocasional do estado.
Em geral, no entanto, os membros produtivos da
sociedade são pagadores líquidos de impostos, ao passo que os membros da classe
política sobrevivem parasiticamente como consumidores líquidos de impostos. A tributação
é quem institucionaliza a divisão entre, de um lado, o estado e seus grupos
privilegiados, e, de outro, as classes produtivas.
Conclusão
A luta de classes existe e é real. Só que os
antagonistas não são aqueles imaginados pela esquerda. Ao contrário, empreendedores
e assalariados quase sempre estão do mesmo lado da batalha. O inimigo em comum
de ambos é o estado, que é a instituição que divide a sociedade em dois grupos:
a classe privilegiada politicamente (que necessariamente é a minoria da
população) e aqueles que a sustentam (empreendedores e trabalhadores).
Neste quesito, vale repetir um dos mais brilhantes
ensaios já escritos sobre filosofia política: Disquisition on Government, de
John C. Calhoun. Segundo Calhoun:
[O] inevitável resultado desta iníqua
ação fiscal do governo será a divisão da sociedade em duas grandes classes: uma
formada por aqueles que, na realidade, pagam os impostos — e, obviamente,
arcam exclusivamente com o fardo de sustentar o governo –, e a outra formada
por aqueles que recebem sua renda por meio do confisco da renda alheia, e que
são, com efeito, sustentados pelo governo.Em poucas palavras, o resultado será a
divisão da sociedade em pagadores de impostos e consumidores de impostos.Porém, o efeito disso será que ambas as
classes terão relações antagonistas no que diz respeito à ação fiscal do
governo e a todas as políticas por ele criadas. Pois quanto maiores forem
os impostos e os gastos governamentais, maiores serão os ganhos de um e maiores
serão as perdas de outro, e vice versa. E, por conseguinte, quanto mais o
governo se empenhar em uma política de aumentar impostos e gastos, mais ele
será apoiado por um grupo e resistido pelo outro.O efeito, portanto, de qualquer aumento
de impostos será o de enriquecer e fortalecer um grupo [os consumidores
líquidos de impostos] e empobrecer e enfraquecer o outro [os pagadores líquidos
de impostos].
Consequentemente, quanto mais inchado se torna o
governo, maior e mais intenso passa a ser o conflito entre essas duas classes
sociais.
Por tudo isso, a análise da luta de classes é tão relevante
hoje quanto era há dois séculos, se não mais. Com efeito, difundi-la pode ser tão
importante para o avanço da liberdade quanto a difusão da teoria marxista foi
para o progresso do socialismo.
Tragicamente, a mensagem libertária é simples, porém
difícil de ser comunicada efetivamente: a exploração violenta por meio da
política cria um conflito de classes destrutivo; já a cooperação pacífica por
meio do mercado cria a prosperidade.
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Leia
também:
Quer reduzir a pobreza de
maneira definitiva? De início, eis as 12 políticas que têm de ser abolidas
Leitura primordial para quem quer entender o real capitalismo (livre mercado).
Leandro, qual o melhor livro de introdução econômica pra vc?
Fiquei com duvida em um aspecto. Por exemplo, considere um médico ou professor que exerce sua atividade em sistemas públicos. Ele gera valor, ou seja, é produtivo, mas por outro lado é funcionário público. Como sua atividade pode ser considerada espoliativa sendo que ele gera valor?
É por isso que eu nunca fui fã dessas teorias simplistas que dizem que "Ah, o povo é idiota, não sabe votar!". Pode ter certeza de que quem sai de casa para votar sabe muito bem em quem está votando e sabe ainda mais o que espera receber em troca.
Por exemplo, quem votou em Lula e Dilma (dos mais pobres aos grandes empresários, passando pelos funcionários públicos) sabia exatamente o que iria ganhar em troca (assistencialismos, subsídios e aumentos salariais, respectivamente). Do ponto de vista deles, não houve nada de "idiotia" nessa escolha.
E são esses mesmos que querem Lula de volta em 2018, não obstante todas as denúncias contra o condenado. Tais pessoas sabem exatamente o que querem quando forem votar. Estão longe de serem tolas e mal informadas.
Misses Brasil, existe alguma maneira de cartar esses impostos direto na origem, e nimguém pagar?
faz um artigo sobre raiblocks
ESTADO se alimenta do povo… principalmente dos mais pobres ..que pagam a maior proporcao do seus salarios pro governo
Então tira os policiais das ruas, fechem as delegacias de polícia, acabem com as audiências judiciais, extinga os fiscais de creches,fiscais de carnes e observem o que acontece…
O que aconteceria se os países capitalistas radicalizassem na liberdade e em seguida abrissem as fronteiras ?
Será que não haveria uma imigração em massa, enquanto os socialistas ficariam sozinhos em seus países atrasados ?
Será que a solução dessa guerra de classes de centenas de anos não é a segregação das pessoas e classes, onde cada país já tem suas regras e não teria mudanças ?
Se cada país tivesse um formato de liberdade e igualdade, a tendência e ter menos conflitos dentro de cada país ?
É chique defender o estado mínimo, mas na prática é bem difícil…eu lanço a teoria no Mises de que o estado grande é fruto do capitalismo grande…é fruto das aglomerações urbanas imensas..é fruto da globalização grande…nas cidades pequenas o “estado” é pequeno, já que o “capitalismo” nessa cidades pequenas também é pequeno. O tamanho do estado é uma necessidade do homo sapiens atual.Chorem ou riam; é assim.
Não há luta de classes entre a Microsoft e seus funcionários;isso sim é luta de classes: dolartoday.com/esclavitud-socialista-cuba-paga-sus-apicultores-560-dolares-la-tonelada-de-miel-y-la-vende-por-14-mil-en-europa/?new=1.Vejam que o comunismo nada mais é do que a volta da luta de classes feudal.Cuba é um grande feudo!
Pô, que mico foi essa rasteira no Partido Livres.
Os caras querem mudar o país, mas tem preguiça para fundar o partido. Estava na cara que uma hora isso iria acontecer. Esse atalho via PSL mostra a ineficiência,sem fazer tudo certo e sem gambiarras.
Não tem jeito! Quem quer mudar o país, vai ter que começar do zero, coletando assinaturas, entrando na justiça, criando um estatuto, etc.
Caro Alfredo,
Apenas fazer uma correção no seu texto, que parcialmente, apenas parcialmente é verdadeira.
“Pode ter certeza de que quem sai de casa para votar sabe muito bem em quem está votando e sabe ainda mais o que espera receber em troca.”
“Por exemplo, quem votou em Lula e Dilma (dos mais pobres aos grandes empresários, passando pelos funcionários públicos) sabia exatamente o que iria ganhar em troca (assistencialismos, subsídios e aumentos salariais, respectivamente).”
“E são esses mesmos que querem Lula de volta em 2018, não obstante todas as denúncias contra o condenado. Tais pessoas sabem exatamente o que querem quando forem votar. Estão longe de serem tolas e mal informadas. ”
Sim sabe muito bem. Mas você sabe em quem realmente eles votaram?
Lembre-se que nossas agências de notícias, institutos de pesquisas, e afins, trabalham apenas para aqueles que querem se manter no poder.
Para não aparentarem tal ocasião, eles aprenderam a defender a sua ideologia, sem ter que aparentar ser totalmente o que realmente são. Isso se chama DISSIMULAÇÃO!E está sendo usado demasiadamente se ainda não percebestes.
E todos que dizem o que você falou, simplesmente foi um meio dissimulatório, que validaria posteriormente o resultado das eleições, feitas por aqueles que já estão completamente aparelhados (Estado, Instituições como o TSE, e afins).
O argumento acima é um método anestésico de aceitar o resultado que virá, e que já foi, por assim, feito!
Todo esse tipo de informação, na qual você expressou, está sendo utilizado demasiadamente por causa de alguns motivos:
1 – Uma mentira contada mil vezes começa à ser aceita como verdade.
2 – A aceitação massiva por imposição neutralizará qualquer tipo de resultado já estimado, e escolhido por aqueles que se encontram no poder.
3 – Ninguém sabe como são feitas essas pesquisas, quem são esses que como desinformantes, espalham tais “afirmações’ pelas redes
4 – Não há mais nenhuma instituição ou pessoa, que possa fazer a auditoria das urnas eletrônicas e seus resultados, até o caminho final, que é o bando de dados onde estão registrado esses votos, e se realmente eles foram contabilizados, ou não, ou se apenas estamos lhe dando com equipamentos de votação zumbi, que você digita um número, e aparece uma cara, e você confirma, não sendo contabilizado este voto de maneira alguma.
Eleições e resultado de pesquisas neste mesmo estilo existem em Cuba, Venezuela, e afins. E não é de se estranhar que o resultado sempre é o mesmo, ou em alguns casos, da oposição que também foi dominada por eles, fingindo assim uma falsa polarização.
Resultado disso: Um governo ditatorial disfarçado de democrático! Só por causa que existe um processo eleitoral, mas que não funciona! É apenas um disfarce.
Resumindo:
Tome suas próprias conclusões. Veja pesquisas eleitorais na qual não são as instituições do Estado que às fazem, e você se perguntará porque os resultados são tão opostos.
Lula não ganha nem para limpar chão!
Não seja enganado! Pois é isso que eles querem! Já não vivemos em uma democracia! Eles não sairão do poder pacificamente!
Essa luta de classes está bizarra.
A imprensa está detonando o Trump porque ele come um cheeseburguer às 18:30.
Parece que esse artigo foi escrito pela Ayn Rand…
Onde que policial não é improdutivo? Só 8% dos homicídios são elucidados no Brasil, ou seja 92% dos assassinos estão à solta podendo fazer a próxima vítima; apenas 6% dos celulares roubados são recuperados pela polícia. Eu já precisei duas vezes da polícia, nunca apareceram para me socorrer ou recuperar meus pertences roubados. Meu pai que é motorista rodoviário já foi roubado umas 4 vezes, e nunca recebeu qualquer atenção da polícia. Na boa, polícia para mim é algo totalmente inútil. Diante de tais números será que vale a pena o tanto que se gasta com a polícia?
Muito bom o artigo. Só gostaria de acrescentar que Funcionários Públicos (recebedores de impostos) também são pagadores de impostos. E pagam antes de recebê-los, já que o imposto de renda é descontado em folha de pagamento.
Acho que os computeiros estão comemorando muito essa grande conquista de direitos trabalhistas.
www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/12/26/senado-analisara-regulamentacao-de-esportes-eletronicos
Os sindicatos seriam um braço do Estado?
E qual seria a solução para eliminar (se possível) ou diminuir a transferência da riqueza da classe produtiva para a classe política?
Ontem eu assisti uma entrevista com o Guilherme Boulos.
A impressão que eu tive, é que ele Só quer a luta de classes interessa.
Em quase uma hora de entrevista, em momento nenhum ele comentou sobre como baratear o preço dos imóveis. Ele só quer receber imóveis independente do preço.
Isso mostra que a luta de classes é mais importante do que o bem estar dos pobres.
Por exemplo, ele poderia muito bem defender casas populares com menos paredes, telhados mais baratos, casas pré-fabricadas, isenção de impostos, materiais de construção mais baratos, formas mais baratas de terraplanagem, etc.
O Boulos nunca se preocupou como entregar as casas e reduzir preços. O objetivo é apenas guerra de classes, tentando dar assistencia aos pobres pela destruição dos ricos.
É por isso que esses movimentos nunca conseguiram ajudar ninguém. Quando a ideia é ruim, o povo não ajuda quem precisa.
Líderes precisam ter ética, metas e dar o exemplo. O Boulos só consegue ser líder que pobres, analfabetos e de gente que não se preocupou em entregar alguma coisa, para receber outra em troca.
Leandro, você poderia indicar algum livro sobre medidas de austeridade econômica e seus efeitos? Obrigada desde já.
Essa ideia de conflito de classes é simplista, tanto vindo dos comunas quanto dos liberais. Dos liberais não, pois que os liberais são um grupo mais inteligente, dos libertários histéricos (profundamente empombados de falsa filosofia) que enfatizam com vigor essa noção.
Essa noção de conflito de classes – proletário X burguês; classe produtiva X classe política – é somente uma abstração ingênua.
A ideia de que a classe política (e todos os exemplos que incluíram nela) é antagônica à classe produtiva, é exploradora, só pode vir do pressuposto de que o Estado é essencialmente um ente sem valor, só que isso é simplesmente uma baboseira, um pressuposto deturbado proveniente dos libertários histéricos.
Se considerar que o Estado é um ente que tem uma função que é reconhecida pelas pessoas, em algum grau, o raciocínio que há um antagonismo entre essas "classes" fica corrompido. O Estado para os libertários histéricos é um "tipo ideal", sempre associado a algo sem valor, sempre expropriador do que é considerado classe produtiva. Já que vocês adoram falar em voluntariamente nessas abstrações ingênuas, vocês tem que entender que voluntariamente os indivíduos não contestam a existência do Estado, eles o criticam muito, sem dúvida, mas não no sentido de aniquilar o Estado. Criticam porque há muitos julgamento de valores por aí, mas voluntariamente as pessoas não estão em conflito fundamental com o ente Estado, assim como o grupúsculo de vocês, libertários histéricos. Isso já foi reconhecido em alguns textos nesse site, inclusive. Portanto, um indivíduo, um empreendedor, mesmo que não tenha essas associações espúrias com o Estado, que não seja um privilegiado pela máquina burocrática, como vocês dizem "dão mais que recebem", ele não necessariamente é indivíduo que se filia à ideia de aniquilação do Estado. Ele pode considerar que o Estado está longe do ideal, mas mesmo assim ele se considera mais seguro com Estado do que sem ele.
É claro que em determinadas circunstâncias grupos políticos são antagônicos, exploradores, em relação a maioria, aos empreendedores, mas não é uma regra absoluta.
O que se pode ver é mecanismo para que o Estado sufoque menos as pessoas, raciocínio perfeitamente válido, mas essa sugestão constante que o Estado é algo sem valor é repelente, e que deteriora muitos artigos aqui.
Quais são os autores liberais precursores da idéia de luta de classes?
Penso em Etienne de la Boetie.
Outras recomendações de leitura?
LEVY NO BNDES!!!!
URGENTE, LEVY ACABA DE SER CONFIRMADO PARA O BNDES!
O QUE ACHAM? POSITIVO NEGATIVO?
Paulo Guedes já disse que vai usar o BNDES pra abater divida, isso significa que BNDES vai sofrer aquela restrição pra amigos do rei.
E mais, o ministério da agricultura só existe pq o Bolsonaro quis, o Guedes foi contra isso, por ele extinguia isso ai.
Na Argentina está em marcha um movimento liberal, organizado por
Javier Milei twitter.com/jmilei
Diego Giacomini twitter.com/GiacoDiego
e justamente vão contra o governo.
O sonho de Milei é acabar com o BCRA.
Mais em http://www.youtube.com/playlist?list=PL0SjexnJj-rlmXWWAuAGsfs0sy9FIHv4t
O video 30 está muito bom para complementar o presente artigo:
http://www.youtube.com/watch?v=LWrpYk_vvv4
Oi pessoal.
Gostaria de perguntar algo fora do assunto:
Alguém poderia contar a história do plano Collor adequadamente? Tudo o que eu leio sobre os planos do Collor vem de economistas de Unicamp e da USP. Alguém também poderia explicar sobre o que o Ministro Marcilio Marques Moreira fez com a economia?
Agradeço a atenção e peço desculpas pelo inconveniente.
Leandro, como explicar essa recente queda no preço do barril do petróleo? Teria relação com a valorização do dólar, de forma que tenha se originado por maior demanda por títulos do governo americano, com medo de uma próxima recessão?
Muito interessante esse artigo.
Uma ressalva quanto aos termos utilizados pelo presente artigo, não com o intuito de corrigi-lo mas de ponderar uma outra análise.
No caso, os termos “classe produtiva” e “classe política” poderia ser alterado por “classe privada” e “classe pública”?
Vejo que as origens da fonte de renda possui um forte indicador para atribuição de tais termos.
De qualquer forma foi uma deliciosa experiência ler esse artigo. Parabéns.
Prezados, bom dia.
Estou muito curioso a respeito do livro “O Fim do Estado-nação”. Vale a pena comprar, o autor tem credibilidade? Alguém pode me informar melhor sobre esta obra?
Obrigado
Bem,
Meu primeiro comentário.
Antes, uma apresentação.
Sou SPF, e sim, faço parte da casta dos que ganham bem num país maluco que empurra as melhores oportunidades ao serviço público, e pune idiota mente a classe produtiva. Estou no topo da cadeia alimentar ( pelo menos por enquanto).
Dito isto, duas observações:
1- A sociedade brasileira tem regras absurdas no sistema produtivo , tributário e trabalhista que privilegiam o empregado ruim e a empresa ruim. Regras auto ajustáveis seriam necessárias, mas como não as temos, gasta-se muito com fiscalização e temos resultados ruins ( sou fiscal). Entendo e concordo com o liberalismo DESDE QUE seja auto regulado.
Hoje no Brasil um empregado trabalha o mês todo e se não receber seu salário coloca na justiça, tem seu custo, o judiciário tem seu custo, o empregado recebe 2 anos depois e ainda dividido. A solução para isso seria receber na diária ou na semana. Se não fosse pago o salário até o final da semana o empregado estaria livre de seguir no trabalho e procuraria outro emprego. EU DUVIDO alguma empresa faltar. Mas como o débito individual é alto a empresa usa isso contra o empregado. Além óbvio da indústria de ações fraudulentas.
Ponto 2
Sugiro um estudo da zona da mata e do agreste pernambucano. A população do agreste sempre foi mais rica, com comércio mais forte. A zona da mata, responsável por CANA DE AÇÚCAR sempre deixou a população local MISERÁVEL ( engenhos milionários). Nesse sentido, como vc defende o liberalismo como fonte de desenvolvimento, já que o dinheiro ganho pela empresa na zona do engenho era gasto em outros locais?
“E também não há controvérsia quanto ao fato de que tanto a escravidão quanto o feudalismo de fato obstruem o desenvolvimento das forças produtivas. Nem o escravo nem o servo serão tão produtivos quanto seriam sem a escravidão ou a servidão.”
Ora, porque o feudalismo e o escravismo obstruem o desenvolvimento das forças produtivas? Sem dúvida cada sistema politico-econômico tem suas peculiaridades mas no fundo, cada um deles, são pequenas variações das forças politicas que atuam para definir o valor dos recursos escassos. Em todos eles, feudalismo, escravismo e capitalismo atuam o livre mercado, que é uma denominação genérica de organização das força produtivas, mas as regras em cada um deles é direcionada para beneficiar um determinado grupo de pessoas seleta.
Dessa forma, a analise aglutinativa é mais clara, que a análise dissociativa. Existe feudalismo no capitalismo, existe escravismo no capitalismo. Existe capitalismo no capitalismo. Há exemplos de escravos que viraram senhores de escravos, há exemplos de trabalhadores assalariados que viram mega empresários. O que eh deixado de lado no texto eh que sempre a classe produtiva, em cada um dos sistemas economicos recorre a classe as classes politicas para resolver os problemas de alocacao de recursos escassos quando estes entram em conflito com as liberdades individuais.
Ora, eh a classe politica que determina o desenvolvimento das forcas produtivas na medida que ela resolve os conflitos de maneira satisfatoria. O sistema economico eh consequencia.
Vejamos a China, nao podemos negar que la existe capitalismo, tao pouco escravismo e com essa mescla ainda temos desenvolvimento das forca produtivas pois o sistema politico conspira para esse avanco, diferentemente da Venezuela. A politica esta acima do modelo economio e de forma natural, sem coercao. Colocar a economia acima da politica eh coercao.
Os pouquíssimos acertos do que Marx escreveu, além de erros como inverter causa e efeito, ainda foram plagiados de outros pensadores. Paulo Fraude imitou bem seu mestre!
* * *
Nem um, nem outro. Classe politicas podem gerar externalidades positivas para uma classe produtiva que esteja gerando negativas.
O mundo é dividido entre aqueles que amam ao seu próximo como a si mesmo, que buscam produzir um mundo melhor, ou otimizar o uso dos recursos escassos e aqueles que amam o próprio umbigo e/ou não estao nem ai para o seu próximo.
Isto se aplica tanto para classes produtivas, politicas, burguesas, proletárias, karatecas e astecas.
Sempre torço o nariz quando colocam na mesma cesta o servidor público burocrático e que só serve para fazer o mecanismo girar e aquele funcionário que produz por meio de imposto, ou seja, aquele que faz o dinheiro pago pelo cidadão retornar para a sociedade de alguma forma.
Analisem meu caso., pfv.
Sou dentista. Trabalho no posto de saúde e no consultório particular.
Meus ganhos no serviço público são menores, por hora de trabalho, que no particular, sendo que eu produzo mais na UBS.
Calculando por cima, ganho praticamente a metade por procedimento realizado pelo SUS. Claro que os custos do consultório anulam parcialmente essa razão. A principal diferença, porém, é o fato de não precisar procurar por demanda, pois ela surge espontaneamente e em enorme quantidade.
Como alguém pode dizer que estou recebendo dinheiro indevido, ou algo semelhante, quando presto um serviço barato e em grande quantidade?
No meu caso específico, sinto-me abrindo realmente espaço para pessoas que não teriam a mínima possibilidade de realizar seus tratamentos fora do sus e de forma mais eficiente do que consigo fazer no consultório particular.
Uma vez que herdamos um país cheio de miseráveis, não podemos achar que o longo prazo, sozinho, vai resolver todos os problemas a despeito dessas pessoas que vivem a margem da informação e do conhecimento. Posso aceitar me sacrificar para chegar a algum lugar, mas não aceito sacrificar esses azarados.
Por esse imediatismo necessário a respeito da saúde e educação públicas é que não consigo ser totalmente anti-Estado. Acredito que o gradualismo soft, como denunciado pelo site e experimentado por Macri, é um desastre, mas também acredito que o outro extremo também pode, no curto prazo, até mesmo matar pessoas, e muitas.
Achar a marcha correta nessa ladeira rumo a liberdade é tão importante quanto chegar no topo. Afinal, se acharmos que os fins justificam os meios, estaremos agindo exatamente como qualquer revolucionariozinho.
Discordo que funcionários públicos vivam parasitamente apenas em função dos impostos. Eu sou professor, trabalho muito. Tenho muitos alunos. Me canso. Me estresso. Sou desrespeitado em sala de aula. Nem acho que ganho equivalente ao que eu mereceria por tudo que passo. Então é um erro dizer que funcionários públicos vivam parasitamente. Parasitas há em todos os setores, não apenas no funcionalismo público.
Praticamente todo empresário é um parasita!
O Brasil tem imposto sobre importação sobre praticamente tudo!
Os funcionários dessas empresas também são, pois só ganham o que ganham pois estão mamando indiretamente.
Os fornecedores dessas empresas também são parasitas pois só conseguem vender mais insumos por causa da proteção!
Os bancos credores do Estado também são parasitas, pois ao invés de assumir riscos na economia fica emprestando pra quem consegue expropriar inocentes ( PG pode ter vários defeitos, mas nesse diagnóstico acertou quando falava desses credores)
Os beneficiários do bolsa família que devem ser mais de 1/4 da população tb são parasitas.
E eu que trabalho remotamente pra uma empresa estrangeira banco essa palhaçada toda!
Meu vizinho dono de franquia pegou uma grana preta com auxílio e linha de crédito bancada pelo governo ano passado as minhas custas! Acho que nem vai conseguir pagar o empréstimo (ou não quer), mas mesmo assim vive reclamando que o governo só atrapalha. É um brincalhão!
Enfim, eu acho que a classe mais dominantes é tb s maioria. Aliás, a democracia tem virado isso: a ditadura da maioria
Porque as exportações Brasileiras são insensíveis à taxa de câmbio?
Considerado que todos pagamos impostos: 1 – o trabalhador assalariado paga imposto no consumo das mercadorias; 2 = empresários pagam IRPJ e imposto no consumo das mercadorias; 3 – funcionários públicos (servidores e políticos) pagam IRPF e imposto no consumo das mercadorias. Posso concluir que todos estão contribuindo para a “manutenção” do Estado?
dólar passa dos 5.30 e vc faz swap
http://www.istoedinheiro.com.br/apos-superar-r530-dolar/
Na sociedade atual só existem duas classes: hospedeiros e parasitas. Simples assim.
Um verdadeiro banho de luz. Agradeço profundamente a oportunidade de ter escrito escrito e posto a público, uma vez que nas escolas e universidades nos omitem o verdadeiro conhecimento. Muito bom o texto, espero comentar ele com meus amigos numa rodada d bar em breve.
“A luta de classes existe e é real. Só que os antagonistas não são aqueles imaginados pela esquerda. Ao contrário, empreendedores e assalariados quase sempre estão do mesmo lado da batalha. O inimigo em comum de ambos é o estado, que é a instituição que divide a sociedade em dois grupos: a classe privilegiada politicamente (que necessariamente é a minoria da população) e aqueles que a sustentam (empreendedores e trabalhadores).”… vou dar um EXEMPLO (as pessoas aprendem por exemplos). Uma caçamba de entulho distante cinco quarteirões de minha casa foi carregada com a terra de um barranco de um imóvel. Quase nenhum entulho de alvenaria dentro. Eu queria a terra para jardinagem e aterro e mais a caçamba para colocar o meu próprio entulho armazenado em sacos e é claro um bom desconto porque ele não teria as despesas com o descarte. Não rolou. A venda da terra poderia ser denunciada por terceiros como descarte irregular. Ficou de ligar. Estou aguardando. Na conclusão do autor do deve-se entender: “estado e os seus colaboradores, denunciantes principalmente, atrapalham tudo”.
“Vale ressaltar que a teoria do conflito de classes não foi criada por Marx, mas sim pelos liberais franceses do século XIX.”
Alguém pode recomendar bibliografias desses tais “liberais franceses” que tratavam do correto conflito de classes ?
Vi que o artigo colocou no mesmo grupo às pessoas que recebem subsídios assistencialistas do governo. Bom! mas de alguma forma essas pessoas deixaram de ser produtivas, porque em algum momento elas eram e deixaram de ser pela exploração do estado em cima delas, logo, ela trabalhou, perdeu sua saúde mas não conseguiu ajuntar nada por causas dos vários “quintos dos infernos” impostos a ele. Se ele deixou de ser produtivo pela opressão do estado que o impediu de trabalhar, ter bons salários e guardar um dinheiro para momentos ruins e agora depende de subsídios o que fazer com ele?
Gostei do texto é posso contribuir com mais DADOS sobre o tema. ..
A MAIORIA (72,5%) dos ULTRA-RICOS (Bilionários) FEZ SUA FORTUNA do ZERO (Credit Suisse, 2021). .. O dinheiro não foi HERDADO, como acreditam os marxistas .. Segue abaixo o link do CENSO DOS BILIONÁRIOS .. O mundo tem cerca de 3311 bilionários que, juntos, detêm cerca de US$ 1,8 trilhão. A maior parte desses super-ricos estão nos Estados Unidos e na CHINA. O Brasil tem 52 pessoas que detém um pouco mais de US$ 159 bilhões. . .. MARX ESTÁ ERRADO. .. LUTA DE CLASSES NÃO EXISTE. .. Quem PREGA a “LUTA DE CLASSES” e MARX É EXTREMISTA. .. MARXISMO (Socialismo e Comunismo) é equivalente ao NAZISMO da ESQUERDA. Pois, “Luta de Classes” TEM a MESMA FUNÇÃO que a supremacia da raça ariana tinha para o NAZISMO. .. https://www.alaraby.co.uk/sites/default/files/2021-09/%D8%AA%D9%82%D8%B1%D9%8A%D8%B1%20%D8%A3%D8%AB%D8%B1%D9%8A%D8%A7%D8%A1%20%D8%A7%D9%84%D8%B9%D8%A7%D9%84%D9%85%20%D9%84%D8%B3%D9%86%D8%A9%202021%20Wealth_X_Billionaire_Census_2021.pdf
LUTA DE CLASSES NÃO EXISTE .. E PROVO ISTO CIENTIFICAMENTE .. Segundo o Perfil das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte de 2018, as Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) representam cerca de 98,5% do total de EMPRESAS PRIVADAS, respondem por 27% do PIB e são responsáveis por 54% do total de EMPREGOS FORMAIS existentes no Brasil. .. A DISTRIBUIÇÃO por SETOR de 2017 das MICROEMPRESAS (Gráfico 6, p.13) indica: Comércio (47,2%), Serviços (33,0%), Indústria (14,5%), Construção Civil (4,6%) e Agropecuária (0,7%). Já a das Empresas de PEQUENO PORTE (Gráfico 10, p.18) indica: Comércio (45,7%), Serviços (38,5%), Indústria (9,9%), Construção Civil (4,2%) e Agropecuária (1,6%). De onde observamos que o Comércio é o setor que mais concentra ME e EPP. Sendo o Serviços o segundo. .. E as faixas de FATURAMENTO MENSAL destas EMPRESAS (p.20) indicam que METADE (50%) delas está na faixa MAIS ALTA e fatura mais de 6 SALÁRIOS MÍNIMOS por mês, sendo que o FATURAMENTO MÉDIO destas EMPRESAS de R$ 8.507,00/mês. O restante das ME e EPP FATURAM MENOS que 6 SALÁRIOS MÍNIMOS por mês. .. Em outra pesquisa do Sebrae, Atlas dos Pequenos Negócios (2022), cerca de 87% dos empreendedores de micro e pequena empresa NÃO TINHAM FUNCIONÁRIOS (portanto INEXISTÊNCIA de MAIS-VALIA e INEXISTÊNCIA de Luta de Classes), 10% de 1 a 5 empregados, 2% têm de 6 a 10 empregados e 2% têm 11 ou mais empregados (p.31). .. Acrescento que os dados de 2022 do PNADc, o Brasil tem aproximadamente 208 milhões de habitantes, deste apenas 52% estão em idade produtiva, destes 89% estão trabalhando, destes apenas 49% são FUNCIONÁRIOS do setor PRIVADO e destes 73% são registrados. .. Em resumo, a MINORIA (49%) da população em idade produtiva trabalha para a INICIATIVA PRIVADA. .. Voltando ao Atlas dos Pequenos Negócios (Sebrae-2022), a RENDA (rendimento) dos EMPRESÁRIOS com ATÉ até 1 (um) Salário-Mínimo era 56% do total de Donos de Negócio em 2020 (p.29). Sendo que CAIU para 45% dos empresários em 2021. Em 2021 os EMPRESÁRIOS com RENDIMENTO entre 1 a 2 SM (27%), de 2 a 3 SM (11%), de 3 a 5 SM (9%) e os que ganham 5 SM ou mais (7%). .. O Censo Demográfico (2010), do IBGE, mostrou que a renda dos EMPREGADORES era de R$ 4.994. .. A CIÊNCIA (matemática) PROVA que É FALSA a afirmação que os empresários GANHAM MUITO e que “EXPLORAM” os trabalhadores, pois é a MINORIA deles que possuem funcionários e que ganham mais de 1 salário mínimo. Isto também derruba a FANTASIA dos MARXISTAS de LUTA DE CLASSES e a teoria de Marx sobre este tema. Contribuem para DESTRUIR ESTA FANTASIA e MENTIRA de LUTA DE CLASSES o fato de a MINORIA dos trabalhadores são funcionários da iniciativa privada e o fato dos FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS GANHAREM MUITO MAIS que a MAIORIA dos empresários .. Segundo o IPEA no relatório HETEROGENEIDADE DO DIFERENCIAL SALARIAL PÚBLICO-PRIVADO (2020) o salário médio mensal (em 2018) era de R$ 1.837,58 (setor PRIVADO) e de R$ 3.364,51 (setor PÚBLICO), como descrito na página 7. O relatório de Distribuição de Remuneração nos Poderes segredados por níveis federativos (1985-2019) do IPEA, mostra que dos FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS que ganham MAIS de R$ 3.500 (remuneração acima de 90% dos brasileiros) no Poder EXECUTIVO estão 2o. no decil do Federal, na mediana do Estadual e no 3o. quartil do Municipal; no Poder LEGISLATIVO representam no 3o. decil do Federal, no 4o. decil do Estadual e no 6o. decil do Municipal e no Poder JUDICIÁRIO representam no 1o. decil do Federal no 1o. decil do Estadual. Em 2017, o ministro do Planejamento, Dyogo Henrique de Oliveira, afirmou que os FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS estão nos 4% MAIS RICOS do Brasil, e há alguns que estão no 1% MAIS RICO. Segundo o Relatório do MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO (2017) entre os 10% MAIS RICOS da população brasileira estão: 67,2% dos FEDERAIS, 44,6% dos ESTADUAIS e 20,5% dos MUNICIPAIS. .. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), em 2016, METADE da população (50%) brasileira vivia com MENOS de um salário mínimo. Em 2017, a média dos servidores públicos foi de R$ 3.335 [valor sem os EXTRAS ou “penduricalhos”]. O maior rendimento médio mensal foi de R$ 5.555 e correspondem aos empregadores (EMPRESÁRIOS). .. HÁ, aproximadamente, seis (6) FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS na CLASSE “A” brasileira para cada empresário de pequena, média e grande empresa. E como estas pessoas que NÃO POSSUEM OS MEIOS DE PRODUÇÃO e SÃO A MAIORIA na ELITE econômica brasileira a LUTA DE CLASSE É CIENTIFICAMENTE DERRUBADA. .. Referências:
.. Perfil das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – 2018 .. https://sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/UFs/RO/Anexos/Perfil%20das%20ME%20e%20EPP%20-%2004%202018.pdf
.. Atlas dos Pequenos Negócios – 2022 … https://static.poder360.com.br/2022/07/Atlas-pequenos-negocios-sebrae.pdf
.. Censo Demográfico – 2010 .. Documentos .. https://censo2010.ibge.gov.br/resultados.html