Voltar

Quatro consequências inesperadas de se aumentar os impostos sobre os mais ricos

Nota do editor

O artigo a seguir foi originalmente publicado em agosto de 2017. Infezlimente, o assunto nunca morre. Em meio à pandemia, por exemplo, ele voltou à baila com mais força do que nunca (eram quatro projetos no Senado). Portanto, vale a pena revisitar os problemas trazidos por essa prática. 

Os problemas discutidos no artigo abaixo levam em conta uma situação econômica normal. Desnecessário enfatizar que todos os problemas listados seriam ainda piores em um cenário de depressão econômica repleto de incertezas.

_______________________________________

Não são poucos os que acreditam que obrigar os mais ricos a pagar mais impostos seja uma política “socialmente justa” e “boa para o país”. 

Com efeito, não seria exagero afirmar que, no geral, as pessoas ficariam contentes se terceiros pagassem suas contas. E governos costumam ser ótimos em insuflar este sentimento assistencialista.

O problema é que há vários problemas inevitáveis gerados por um aumento de impostos sobre os mais ricos. Deixando as questões morais de lado — nunca é ético e justo aumentar o confisco sobre os mais bem sucedidos –, eis as quatro principais consequências econômicas desta medida.

1. Aumentar impostos sobre os ricos afeta os mais pobres

O aspecto mais importante a ser observado é que é impossível isolar os custos de qualquer imposto. No caso dos impostos indiretos — os quais absolutamente todas as pessoas pagam — isso é explícito. Mas o que poucos entendem é que isso também é válido para os impostos diretos, principalmente sobre a renda.

A maioria das pessoas pensa que cada indivíduo paga, sozinho, seus impostos diretos.  Mas essa crença é demonstravelmente falsa. 

Se, por exemplo, a alíquota do imposto de renda que incide sobre as rendas mais altas fosse elevada em 30% (valor próximo ao aumento que chegou a ser aventado pelo governo, que queria elevar a alíquota máxima de 27,5% para 35%, o que corresponderia um aumento de 27%), os trabalhadores de renda mais alta reagiriam a isso negociando um aumento salarial. 

Por se tratarem de pessoas que ganham bem, então, por definição, elas são produtivas (não ganhariam bem no setor privado se fossem improdutivas). Logo, por se tratar de pessoas produtivas, elas têm poder de barganha junto a seus empregadores, e irão pleitear esse aumento salarial para contrabalançar o aumento de confisco de sua renda pelo governo.

Se essas pessoas conseguirem um aumento salarial de, por exemplo, 15%, isso significa que praticamente metade do aumento de 30% da carga tributária foi repassada aos seus empregadores.

Essa maior alíquota do imposto de renda reduziu os salários líquidos; o consequente aumento nos salários elevou os salários brutos. Neste ponto, a exata divisão do fardo tributário entre empregados e empregadores vai depender do relativo poder de barganha entre eles no mercado de trabalho. O que interessa é que os empregados de maior renda irão repassar uma parte, se não a maior parte, de qualquer aumento em seu imposto de renda para seus empregadores.

Consequentemente, estes empregadores irão contratar menos empregados — ou tentarão contratar oferecendo salários bem menores, algo difícil –, e irão tentar repassar esse aumento nos custos trabalhistas para os consumidores, na forma de preços maiores.  Esse aumento, no entanto, vai depender do relativo poder de barganha entre o vendedor e seus clientes, bem como do nível de concorrência no mercado.  

Os empresários irão repassar estes maiores custos aos consumidores até o ponto em que possam elevar preços sem sofrer uma relativamente grande perda no volume de vendas. Desta forma, os consumidores que ainda continuarem comprando a estes preços maiores estarão pagando parte do aumento na carga tributária que supostamente deveria afetar apenas os “mais ricos”.

Consequentemente, a classe média e os pobres acabarão pagando parte daquele aumento do imposto de renda que visava a atacar apenas os ricos, por causa dos maiores preços dos bens e serviços. 

Qualquer aumento no imposto de renda da camada mais rica da população — seja o 1% mais rico ou os 5% mais ricos — irá acabar por elevar os custos sobre toda a população.

É possível contra-argumentar dizendo que o repasse para os preços desse aumento no imposto de renda seria muito pequeno. Talvez apenas uma pequena porcentagem da elevação do imposto de renda, o qual foi repassado aos empregadores, seria repassada aos consumidores na forma de preços maiores. Só que, se isso ocorrer, o efeito de longo prazo será ainda pior. 

Se os empregadores tiverem de arcar com uma elevação marginal dos custos trabalhistas sem uma correspondente elevação marginal de sua receita, suas margens de lucro diminuirão. Redução nos lucros significa menos investimentos. E menos investimentos inibem um maior crescimento econômico. Um menor crescimento econômico significa menores aumentos nos salários e na renda de toda a população. 

Os efeitos dos impostos sobre o crescimento econômico, portanto, são bem mais indiretos do que se imagina.

Primeira conclusão: ao menos alguma porcentagem dos impostos que foram aumentados sobre os ricos serão repassados a todos os consumidores — e isso prejudicará majoritariamente os mais pobres. Qualquer aumento de impostos sobre um grupo acabará sendo compartilhado por todos. E não há nada que as autoridades estatais possam fazer quanto a isso. Os indivíduos de mais alta renda irão arcar com apenas uma fatia do aumento ocorrido em suas alíquotas. E essa importante constatação quase nunca é reconhecida. E é dessa maneira que um imposto sobre um se transforma em um imposto sobre todos.

Não há como isolar um aumento de imposto.

2. Não existe dinheiro ocioso; toda tributação diminui investimentos

Os mais ricos podem fazer três coisas com o dinheiro que ganham: consumir, investir ou doar para alguma caridade.

Se ele doar, estará ajudando os necessitados. Se ele gastar em consumo, estará garantindo emprego e renda naqueles setores que o servem. Se ele investir, estará estimulando o crescimento econômico e gerando empregos.

A verdade é que, ao contrário do muitos ainda imaginam, o dinheiro dos ricos não fica parado dentro de uma gaveta.  

Em nosso atual sistema monetário e financeiro, todo o dinheiro está inevitavelmente em algum depósito bancário. Não importa se o rico comprou ações, debêntures, títulos, CDBs, LCIs, LCAs ou LCs, aplicou em fundos de investimento ou em fundos de ações: no final, este dinheiro caiu em alguma conta bancária, e será emprestado pelos bancos para financiar investimentos. 

Com efeito, ao comprar títulos privados, ele está diretamente financiando algum investimento.

Portanto, se a preocupação é dar um direcionamento útil ao dinheiro dos ricos, não há por que se preocupar.

Se o governo tributar esse dinheiro, fará apenas que o dinheiro que antes era ou doado, ou direcionado para determinados setores (garantindo emprego e renda), ou investido em coisas produtivas seja direcionado para o mero consumismo do governo, ficando sob os caprichos de seus burocratas e bancando toda a máquina estatal. Isso seria uma simples e direta destruição de capital.  

Logo, impostos que recaem sobre a renda dos mais ricos são um grande obstáculo aos investimentos produtivos, à formação de capital e ao simples bem-estar de terceiros. É deste dinheiro que vem a poupança necessária para os investimentos produtivos.

Aumentar impostos sobre este dinheiro será ainda mais prejudicial para os mais pobres no longo prazo, pois se trata de uma medida extremamente destrutiva para os investimentos e a formação de capital, impedindo o consequente aumento da oferta de bens e serviços na economia, que é justamente o que beneficia os mais pobres.

Por último, mas não menos importante, algumas perguntas retóricas: o seu patrão é mais rico ou mais pobre que você? Se o governo aumentar o confisco do dinheiro dele, seu emprego ficará mais garantido ou menos garantido? Suas chances de aumentos salariais serão maiores ou menores?

3. Ricos não são inertes; eles tendem a proteger seu patrimônio

Um terceiro problema com um aumento de impostos sobre as rendas mais altas é que algumas pessoas irão simplesmente deixar de pagar esses impostos. 

Gerard Depardieu abandonou a França para não ser obrigado a pagar a nova alíquota de 75% instituída pelo então governo socialista. E, dois anos após anunciar a nova alíquota, o governo francês se viu obrigado a revogá-la, pois o aumento da arrecadação foi ínfimo (a alíquota afetava apenas mil pessoas e proporcionou somente 250 milhões de euros a mais de arrecadação).

O que ocorreu com Gerard Depardieu não foi o primeiro e nem será o último caso de um auto-imposto exílio tributário. Nas décadas de 1960 e 1970, o parlamento britânico elevou os impostos incidentes sobre os britânicos mais ricos. A alíquota máxima sobre o imposto de renda foi elevada para 83%. O governo britânico também elevou os impostos sobre ganhos de capital em 15%. 

Qual foi o resultado?

Ringo Starr e Roger Moore se mudaram para Mônaco. David Bowie se mudou para a Suíça. Os Rolling Stones começaram a perambular pelo mundo em busca de paraísos fiscais. Phil Collins, Michael Caine, Pink Floyd, Led Zeppelin, Freddy Mercury, Sting, Frederick Forsyth e Sean Connery deixaram o Reino Unido, pelo menos temporariamente, como exilados fiscais. 

Somente o principado de Mônaco abriga milhares de exilados fiscais britânicos. Nos EUA, vários americanos começaram a renunciar à cidadania americana para evitar impostos.

Trata-se de uma constatação empírica o fato de que as pessoas com os maiores potenciais de ganhos — ou seja, as mais produtivas e que geram mais valor — são também as mais propensas a se mudarem. 

Como bem explicou Thomas Sowell:

No mundo real, só é possível confiscar a riqueza que já existe em um dado momento. Não é possível confiscar a riqueza futura; e é menos provável que essa riqueza futura seja produzida quando as pessoas se derem conta de que ela também será confiscada.

Na indústria, no comércio e nos serviços, as pessoas também não são objetos inertes. Os industriais, por exemplo, e ao contrário dos agricultores, não estão amarrados ao solo de nenhum país. Os financistas são ainda menos amarrados à sua terra, especialmente hoje, quando vastas somas de dinheiro podem ser enviadas eletronicamente, a um simples toque no computador, a qualquer parte do mundo.

Aqueles que sabem que serão o alvo preferencial dos futuros confiscos podem imaginar o que está por vir e, consequentemente, agir de acordo — normalmente, enviando seu dinheiro para o exterior ou simplesmente saindo do país.

E conclui:

Entre os ativos mais valiosos de qualquer país estão o conhecimento, as habilidades práticas e a experiência produtiva — aquilo que os economistas chamam de “capital humano”.  

Quando pessoas bem-sucedidas e com um grande capital humano deixam o país […] haverá um estrago duradouro na economia desse país.

As políticas confiscatórias de Fidel Castro fizeram com que vários cubanos bem-sucedidos fugissem para a Flórida, vários deles deixando grande parte da sua riqueza física para trás. Mesmo refugiados e completamente destituídos, eles cresceram e voltaram a prosperar na Flórida, tornando-se uma das comunidades mais ricas daquele estado. Já a riqueza que eles deixaram para trás em Cuba não impediu que as pessoas de lá se tornassem indigentes no governo de Fidel. A riqueza duradoura que os  refugiados levaram consigo era o seu capital humano. A riqueza material que ficou para trás foi consumida e não foi replicada.

Qualquer tentativa do governo de jogar o fardo tributário exclusivamente sobre os mais ricos fará apenas com que cada vez mais ricos deixem o país. E fará com que os mais pobres, que trabalhavam para estes ricos, fiquem desempregados. Os Rolling Stones podem se mudar para onde quiserem; já os técnicos de som e as pessoas que trabalhavam nos estúdios da banda permanecem no país original, e agora sem trabalho.

Na mais branda das hipóteses, tais pessoas simplesmente passarão a mandar mais dinheiro para o exterior.

Em nenhum país ocidental os ricos arcam exclusivamente com os impostos; quem realmente fica com o grande fardo é a classe média. Não há, em nenhuma sociedade, um número grande o bastante de ricos que possam custear sozinhos os gigantescos gastos efetuados pelos estados assistencialistas ocidentais. É ingenuidade crer que as pessoas mais ricas irão simplesmente quedar inertes e aceitar pagar alíquotas mais altas.

4. Os gastos do governo aumentam de acordo com a receita

O quarto problema com o aumento de impostos é que isso simplesmente gera uma reedição da Lei de Parkinson: o professor Cyril Northcote Parkinson afirmou que, em uma burocracia estatal, “os gastos sobem de encontro à receita.”

Sempre que o governo eleva impostos, ele eleva seus gastos correntes. Os gastos do governo sempre sobem junto com o aumento das receitas. Isso é uma empiria observada ao redor do mundo. Veja o gráfico para o Brasil, em valores nominais mensais. 

O gráfico a seguir mostra, na linha azul, a evolução das receitas tributárias líquidas do governo (deduzida das restituições e incentivos fiscais) e, na linha vermelha, a evolução das despesas. Detalhe: as despesas não incluem o pagamento do serviço da dívida (juros e amortizações).

Atenção: como se trata de uma média móvel de 12 meses, o valor na coluna da esquerda se refere a valores mensais. Na prática, um valor de R$ 100 bilhões significa que, em um período de 12 meses, este foi o valor médio arrecadado (ou despendido) pelo governo a cada mês. Para se ter uma ideia do valor anual, basta multiplicar o valor por 12 (meses).

(O gráfico foi descontinuado em agosto de 2019 pelo Banco Central).

Fonte: Banco Central

O gasto público sempre cresce concomitantemente à receita, como mostra o gráfico acima. Não há nenhum motivo para crer que “desta vez será diferente”, e que um aumento dos impostos sobre os ricos será efetivo e definitivo. 

(Com efeito, perceba que, até 2014, havia um superávit primário. Ou seja, quando se desconsidera os gastos com o serviço da dívida, o governo arrecadava mais do que gastava. A partir do final de 2014, a realidade se inverte, e o governo passa a ter um até então inédito déficit primário, isto é, o governo passa a gastar mais do que arrecada, mesmo sem considerar os gastos com a dívida. Isso deixa claro que o problema está no descontrole dos gastos, e não em uma insuficiência de arrecadação).

Ademais, todo aumento de impostos sempre se traduz majoritariamente em mais benesses para políticos, burocratas e todo o inchado setor público, sem nenhum benefício líquido para o povo, que agora estará com menos dinheiro no bolso. Um aumento de impostos consolida a hipertrofia da burocracia estatal, aumentando ainda mais seu peso sobre o setor produtivo e, consequentemente, afetando ainda mais o crescimento econômico e a criação de riqueza.

E, como mostra a história, não há absolutamente nenhum motivo para crer que um aumento de impostos sobre os ricos será direcionado exclusivamente para o fim anunciado, qualquer que seja ele.

Conclusão

Vale repetir: não há, em nenhuma sociedade, um número grande o bastante de ricos que possam custear sozinhos os gigantescos gastos efetuados pelos estados ocidentais. 

É ingenuidade crer que as pessoas mais ricas irão simplesmente quedar inertes e aceitar pagar alíquotas mais altas.

No mais, é impossível estruturar a carga tributária (ou os gastos do governo) de maneira neutra e isolada. A imposição de novos impostos altera preços e salários de maneiras impossíveis de serem previstas e difíceis de serem mensuradas mesmo após o fato já consumado. Tentativas de “fazer os ricos pagarem mais” irão apenas aumentar o fardo tributário mutuamente compartilhado por todos, por meio de uma maior tributação indireta e oculta.  

De resto, tentativas de resolver os problemas fiscais do governo por meio de aumento de imposto são fúteis. A carga tributária no Brasil não é baixa; os gastos é que são altos demais. A única solução realista para o problema fiscal é obrigar o governo a cortar na própria carne, abolindo ministérios, secretarias, autarquias, agências reguladoras, deputados e senadores, e reduzindo subsídios e repasses a grupos de interesse. 

Para começar, ele deveria cancelar todos os aumentos programados para o funcionalismo público (a casta mais privilegiada do país) e congelar os salários de funcionários do alto escalão da República.

O governo federal vem historicamente desperdiçando dinheiro em corrupção, em programas ineficientes que só servem para beneficiar determinados grupos de interesse, e na boa vida de seus membros. Por que alguma classe social — qualquer classe — deveria pagar mais impostos apenas para que os funcionários do estado e seus amigos continuem embolsando esse dinheiro? 

O desperdício de dinheiro público jamais deveria ser tolerado por uma sociedade minimamente civilizada. No Brasil, o desperdício já chegou a níveis calamitosos.  Propostas para elevar impostos sobre indivíduos ricos equivalem, na mais educada das hipóteses, “a rearranjar as espreguiçadeiras do Titanic”.

__________________________________________

Leia também:

Os efeitos nefastos de um ajuste fiscal baseado no aumento de impostos

Os “Panama Papers”, os refúgios fiscais e os hipócritas que defendem impostos mas não arcam com eles

A propriedade privada dos ricos beneficia a todos e é responsável direta pelo nosso bem-estar

Últimos Artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

143 comentários em “Quatro consequências inesperadas de se aumentar os impostos sobre os mais ricos”

  1. Os comunas não querem entender essa explicação seja por cegueira (preguiça de estudar) ou por canalhice (vagabundagem pura), ambos comportamentos condenáveis e injustificáveis.

  2. A estarrecedora cobiça fiscal do governo somente se iguala à sua ignorância econômica.

    Aqui um excelente exame prático de tudo que é defendido no artigo utilizando a realidade dos EUA: (recomendo com ênfase).

  3. Um gráfico que vale mais do que mil palavras!

    Alguém sabe em que site/programa foi elaborado este gráfico?

    Texto com timing excelente! Obrigado!

  4. José Roberto Pinheiro Costa

    Outra babaquice inominável é tributar herança.

    Eu trabalho duro a vida inteira, junto dinheiro, poupo e me esforço para dar uma vida digna para meus filhos apenas para que um vagabundo chegue, tome meu dinheiro e o repasse para Sarney, Renan Calheiros, André Vargas, Lula, Dilma, Collor, Eduardo Cunha, Temer, Moreira Franco, Rodrigo Maia e canalhas afins. E, segundo a esquerda, isso é "justiça social".

    Durante todo o meu processo de acúmulo de riqueza por meio de trabalho duro e honesto já pago vários impostos. E aí eu morro e vem um burocrata estipular que devo pagar ainda mais além de tudo o que já paguei?

    Você paga impostos diretamente e indiretamente durante toda sua vida e realiza um planejamento no qual beneficiará seus herdeiros. E então vem o governo dá mais uma mordida. Seus filhos pagarão impostos durante toda a vida até que passem o patrimônio aos seus netos, e mais uma vez, a herança é tributada.

    Siga este ciclo por algumas gerações e seus descendentes precisarão de bolsa-família.

    Nós acumulamos riqueza com o objetivo de não corrermos atrás delas. Quando poupamos e investimos, temos o objetivo de algum dia (talvez apenas na velhice) vivermos dos lucros desse dinheiro. Essa é a meta. A outra opção seria não economizar nada e confiar no INSS para sustentá-lo na velhice (e isto não seria nada prudente).

    Aí, após uma vida inteira juntando patrimônio, você é “recompensado” com mais um imposto sobre sua fortuna, pois você foi muito egoísta ao tentar se precaver na velhice.

    Negar o direito de herdar o seu patrimônio é o mesmo que proibir a caridade. As pessoas são livres para presentear e doar o que quiserem de seus bens (o governo já faz o contrário, toma tudo por meio de achaque).

    Alguém defender isto, sendo pobre ou rico é uma estupidez incalculável. Por coerência, tal pessoa tem de estar desde já fazendo um testamento legando tudo para Michel Temer e Lula.

  5. Por qual motivo o mercado prefere carros nas cores preto, prata, branco, cinza?

    Pode olhar na sua garagem, no estacionamento, galera só compra carro nessa cor e isso é no mundo todo parece..

  6. Primeiramente, o Governo tem que tomar medidas internas antes de entrar no assunto da seara: “novos impostos”. Dito isso, concordo plenamente em taxar as maiores fortunas de forma progressiva. O que fica a alheia a esta discussão toda é a questão do pagamento da dívida pública brasileira. Chega de pagar pela irresponsabilidade do Governo aos banqueiros, ou vamos para o mesmo caminho da Grécia. Uns míseros 1 trilhão de reais investidos na área social deste país transformariam o Brasil em paós de primeiro mundo em uma década. Paralelamente, não entendo o choro dos detentores das grandes fortunas do Brasil. O pobre pode pagar e eles não podem?

  7. Ótimo artigo. Comecei a ler as matérias do Instituto Mises recentemente, buscando conhecimento sobre economia e liberalismo. Ao ler outros artigos me deparei com as seguintes duvidas:

    1. As montadoras de automóveis no Brasil não exercem competitividade entre si? Ou a concorrência entre VW, Chevrolet e Ford por exemplo, não é suficiente para reduzir os preços praticados e melhorar a qualidade?

    2. Se o setor automobilístico é regulado, como dito aqui , de que forma acontece a regulação, é diferente do setor de telefonia em que há uma agencia reguladora (Anatel)?

    3. Ultima duvida eu já ouvi varias vezes: As grandes montadoras, apesar de se instalarem no BR tem a maior parte de seu lucro direcionado para seu pais de origem, e não permanece no nosso pais. O que há de errado nesse argumento?Ele é falso?

    Desculpe a não relação com a questão do aumento da alíquota do IR, agradeço desde já a colaboração da comunidade.

  8. Sempre vejo nos artigos do IMB, a questão do aumento de salários. Com o crescimento econômico, os salários aumentam. Como estou começando agora a entender um pouco mais de economia, queria que tirassem uma duvida:

    “Como os salários aumentam? A partir do momento que você está inserido em uma empresa, e essa empresa apresenta desenvolvimento, o salário ainda nao dependeria da sanção do meu chefe? Eu não teria que solicitar o aumento mediante aquela lei da oferta e demanda de mao-de-obra, algo como “Eu sou bom no que faço, aumente meu salario, ou trabalharei pra outra pessoa” ?

    O nucleo da duvida é: “O salário aumentaria necessariamente?”

  9. Apenas gostaria de fazer um complemento no excelente artigo.

    Aconteceu outra coisa na França devido à essas medidas, “os pequenos produtores rurais tiveram suas propriedades extremamente valorizadas em algumas regiões e muitos que se tornaram milionários "no papel", sofreram com o governo socialista de François Hollande. Muitos agricultores aposentados que recebem pensões de cerca de € 600 mensais, receberam contas de até € 5 mil sobre suas propriedades avaliadas em cerca de 1 milhão de euros. É cerca de 70% de toda a renda deles! Agora veja só, na França esse imposto é chamado de L'impôt de solidarité sur la fortune (ISF). Em português, "imposto de solidariedade sobre a riqueza". Bela solidariedade tomar mais da metade da renda do cidadão!

    Ainda existe um imposto sobre propriedade na França que é de 0,5% ao ano que valem € 1 milhão. Viu o estrago?”

    http://www.investidorinternacional.com/2017/04/23/imposto-heranca-grandes-fortunas/

    http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/france/11187602/The-wealth-tax-a-tax-on-the-rich-that-cripples-the-poor.html

    Um bastante famoso que teve a mesma atitude que o ator francês foi o bilionário Bernard Arnault. http://www.jornalopcao.com.br/colunas/imprensa/louis-vuitton-foge-dos-impostos-de-francois-hollande

    Abç

  10. Seria muito mais eficiente o povo pedir a redução do Estado, diminuição da burocracia, e taxar menos o consumo. Parece que nós trabalhamos para sustentar ou fazer a manutenção do próprio Estado. É por isso que quando as contas estão deficitárias, se aumenta impostos. Os gastos exorbitantes com burocracia, e outras coisas não tão importantes no Brasil, é que me fazem como um liberal, não acreditar na efetiva utilização desses recursos que serão cobrados dos mais ricos.

  11. Mais um excelente artigo! Extremamente importante para ajudar a dissuadir esta péssima idéia de taxação de grandes fortunas, o que só iria prejudicar a economia do Brasil em geral e a todos os cidadãos.

    O que tem de ocorrer e a imediata redução dos tributos, bem como dos gastos do governos.

  12. Muito difícil isso acontecer, afinal de contas quem financia os politicos são justamente estes.

    Afinal de contas fico neste país é quem não paga imposto ou dá um jeito de não pagar.

    É suframa, liminar para nao pagar IPI de produtos importados etc…

    Sem falar na porrada de Lobbies.

  13. Eu estou desconfiado, que socialismo deve ser causado por alguma droga injetável. Os caras viram verdadeiros zumbis.

    O Antonio Gramsci pedia democracia, porque foi preso pelos fascistas. Os comunistas brasileiros pediam democracia, porque foram presos pelos militares. Os petistas pedem democracia, porque foram presos pelo Sérgio Moro.

    Enfim, o próprio Karl Marx fez teorias fraudulentas, sem o mínimo de coerência. As próprias teorias do Marx parecem ser uma espécie de manipulação, de propaganda enganosa, ou de qualquer coisa sem o mínimo de coerência.

    O Marx deve ter deturpado as teoria de outra pessoa.

  14. Criptomoedas, pessoal! Bitcoin, DASH, Litecoin, etc. E Deus abençoe as poucas pessoas de bem deste mundo que têm ideias iluminadas, e que nos ajudam a fugir das quelíceras venéficas do Estado!

  15. O Brasil é um país de cultura socialista, a CF é a prova disto.

    Temos uma população que adora um Estado-Babá (nas palavras de Tocqueville) e que ainda hoje engole com todas as letras o discurso marxista.

    Além disso, o capitalismo passou longe daqui: não existe e nunca existiu, pelo menos desde Nov/1889.

    Nosso modelo econômico é o fascista: centralizado em Brasilia e que “funciona” na base do patrimonialismo tosco, abarcando alguns empresários com boas conexões políticas.

    Não temos a menor chance, somente uma grande ruptura desse modelo nos possibilitará crescimento.

    Imposto sob “fortuna” no Brasil soa como uma piada de mau gosto.

  16. Até a democracia do estado é ineficiente.

    O estado já possui nossa impressão digital nas carteiras de identidade e motorista, mas é necessário fazer nova biometria para as urnas eletrônicas.

    Ou seja, o estado não se comunica com o estado.

  17. Pessoal,

    Existe previsão do curso de investimento sob a perspectiva austríaca ser feito de forma online?

    Tenho muito interesse, mas não tenho como ir até SP;

    Obrigado!

  18. Felipe Lange S. B. S.

    Leandro, ontem eu vi uma notícia de 2003 por algo que foi supostamente uma reforma previdenciária durante o primeiro governo Lula. Foi uma reforma de fato ou só uma gambiarra? Vi que provocou reações de membros do próprio partido e demais esquerdistas na época.

  19. Srs.,

    Alguém saberia me explicar o resultado ou indicaria algum artigo que explicasse o resultado de uma taxa de juros nominal ajustada em valores diferentes do que o mercado espera?

  20. “Por se tratarem de pessoas que ganham bem, então, por definição, elas são produtivas (não ganhariam bem no setor privado se fossem improdutivas). Logo, por se tratar de pessoas produtivas, elas têm poder de barganha junto a seus empregadores, e irão pleitear esse aumento salarial para contrabalançar o aumento de confisco de sua renda pelo governo.”

    Por definição mesmo : tem muita gente improdutiva ganhando bem…mesmo no setor privado…se bem que ganhar bem é algo muitíssimo relativo…até o termo “ganhar” é equivocado : seria receber em troca de… alias o termo “ser produtivo” depende de definição…um gari, um lixeiro é produtivo para a sociedade ou para a empresa de coleta de lixo ? ele recebe por aquilo que produz ?

    Agora, quando o governo fala em aumentar o tributo de quem “ganha” mais de R$ 20.000,00 percebemos o quanto o país é estruturado no setor público : juízes, promotores, políticos, funcionários do mais alto escalão são os que “ganham” mais de R$ 20.000,00 por mês…são esses que bradam ” que a sociedade não aguenta mais aumento de impostos”…são esses que são contra a reforma da previdência.

  21. Caros,

    acho que já está mais do que na hora da internet se mobilizar para escrever uma nova CONSTITUIÇÃO (de preferencia, separem o país), algo totalmente espontâneo a partir da galera mesmo. Seria um objetivo muito forte, pois o que falta no movimento liberal/libertário é foco e mobilização (soa bem esquerdista essas palavras, mas não os deixem se apropriar do nosso vocabulário).

    Refutar a esquerda não basta mais (aliás, a lógica dos mesmos foi refutada a décadas), não tem um grande impacto. Apenas falar em alto e bom som que o estado forte é horrível, intervenção é estupidez, que imposto é roubo, mais mises menos marx, que o sul devia se separa, que São Paulo deveria se separar, que meu bairro deveria se separar, não adianta se não há nada palpável para se movimentar.

    Agora só há refutações (via blog, vlog etc) e artigos acadêmicos, porem são “ações negativas”, pois servem apenas para negar idéias e propostas governamentais, porém, falta “ações positivas”, algo que some, que façam as coisas acontecer, uma nova constituição seria o ápice pois reuniria todas as idéias discutidas ao longo de anos.

    Tomara que leiam.

  22. A mudança depende de educação, doutrinação, argumentação, etc.

    Por mais que seja interessante a conquista do poder, a mudança é de baixo para cima.

    É o que a esquerda faz. A mídia faz um bombardeio de notícias falsas, com o objetivo do povo querer cada vez mais estado e mais coisas sem pagar.

    Capturar o comandante da esquerda é interessante, porque derruba o financiamento dos militontos. Quanto mais bolsistas, subsidiados, financiados e assistidos, mais força a esquerda vai ter e menos liberdade o povo vai ter.

    Socialismo e social democracia é uma coisa bem parecida com a escravidão. O governo de ajuda, mas você trabalha para ele.

  23. Discordo com o artigo, taxar os mais ricos é a solução e daria certo, vamos refletir:

    Será que uma tributação mais progressiva poderia gerar fuga de capital, ou algo do tipo? Bom, se o governo taxar juros e dividendos isso implica em perdas para o capital. Mas se o capital decide sair do Brasil nesse momento ele ainda irá arcar com ainda mais perdas. A primeira é que se os agentes decidirem se desfazer dos ativos em moeda nacional ao mesmo tempo, o excesso de oferta de ativos fará o preço deles despencar. Pior, após vender os ativos, os agentes têm que fazer a conversão de reais em dólares, e se muitos agentes fazem isso, há forte desvalorização cambial, que demandará mais perdas.

    Então ao invés do agente perder somente com impostos, ele perde com a queda nos preços dos seus ativos e com a desvalorização cambial. Ao invés de um só canal de perda, haveria três canais. E, com base na hipótese das finanças comportamentais, os agentes possuem aversão à perda. Logo, podemos concluir (usando o arcabouço das finanças comportamentais) que não haverá fuga de capitais.

    Um agente qualquer tem um ativo de 1 milhão de reais e dada a cotação do dólar de, suponhamos, US$1 = R$2; esse ativo, em dólar, vale 500 mil dólares. Em um segundo momento o governo resolve aumentar impostos e os agentes decidem se desfazer de seus ativos no Brasil. Se muitos agentes fizerem isso, o preço dos ativos despenca — vamos supor que em 20%. Logo o ativo vai ser vendido não por 1 milhão de reais, mas sim por 800 mil reais. Em um terceiro momento, o agente tem que converter os reais em dólares para sair do país. Mas se muitos agentes fizerem essa conversão ao mesmo tempo, a moeda nacional sofrerá brusca desvalorização — vamos supor que 1 dólar passe a comprar 4 reais ao invés de 2 reais. Nessa linha, o agente irá converter 800 mil reais a uma taxa de câmbio de 4 para 1, ou seja, trocará 800 mil reais por "apenas" 200 mil dólares.

    Além disso, os mais ricos possuem um patrimônio físico no país, incluindo suas próprias empresas e já possuem um mercado consumidor consolidado de seus produtos ou serviços. Se optam por sair do país unicamente porque pagariam mais impostos, sofreriam um enorme prejuízo, porque dificilmente conseguiriam colocar à venda seu patrimônio por um valor vantajoso (lembre-se, nesta hipótese todos os ricos estariam fugindo, logo, quem poderia adquirir seu patrimônio instalado em território nacional?) e estariam trocando seu mercado consumidor por algo incerto, afinal, quem garante que no país com menos impostos ele conseguirá o mesmo lucrativo mercado consumidor diante do competitivo mercado já estabelecido do país para onde pretender "fugir"? Outro fator importante é a infraestrutura existente no país, a qual é essencial para a logística de seus negócios. É por isso que não vemos empresários noruegueses fugindo da Noruega, apesar de lá os mais ricos pagarem muito imposto. O que um empresário norueguês faria na Somália, um país de Estado praticamente inexistente e sem cobrança de impostos, por conseguinte sem infraestrutura, sem mercado consumidor, sem uma legislação que garanta o cumprimento de contratos e a existência do seu negócio?

    Claro, existem casos de ricos que mudam de país para serem menos tributados, mas nunca é um efeito manada e geralmente são milionários que não investem na cadeia produtiva, mas sim têm suas fortunas aplicadas no mercado financeiro. Um caso famoso, que a mídia brasileira fez estardalhaço, foi o do ator Gérard Depardieu na França, que se mudou para Bélgica para pagar menos impostos, e que entra no exemplo do típico milionário que nada tem a perder mudando de país, pois fez sua fortuna no cinema, não é um capitalista cuja fortuna depende de infraestrutura, da propriedade privada dos meios de produção e de um mercado consumidor para ela ser mantida e ampliada. Contudo há também a reação inversa, caso dos milionários alemães em 2009, que chegaram a formalizar uma petição sugerindo ao governo de Angela Merkel um aumento de impostos para os mais ricos, mostrando que mesmo no topo da pirâmide social existem aqueles comprometidos com o desenvolvimento do seu país, mesmo que isso signifique ter que pagar proporcionalmente mais impostos.

    No Brasil, o Paraguai é muito citado, principalmente nos círculos liberais, como exemplo a ser seguido, sobretudo por conta dos baixos impostos corporativos, devido à migração de algumas empresas brasileiras para lá. Na verdade, tais empresas apenas abriram filiais no Paraguai, suas sedes continuam por aqui e recebendo os lucros que suas filiais ganham em território paraguaio.

    Por fim, de acordo com a teoria das finanças comportamentais, que deu o prêmio "Nobel" de Ciências Econômicas a Daniel Kahneman em 2002, provavelmente os agentes não irão correr o risco de migrar para outro país apenas por conta do aumento de impostos. Então, dentro do arcabouço das finanças comportamentais, a hipótese de fuga de capitais é frágil.

    Ainda há um argumento — pouco difundido, é verdade — de que a progressividade poderia gerar efeitos inflacionários. Ora, além de ser um palpite bastante simplista, que parece ignorar questões básicas como a quantidade de bens substitutos do setor afetado e o grau de concorrência, também ignora a elevada capacidade ociosa da economia brasileira, e que tem crescido copiosamente nos últimos anos. Além disso, mesmo considerando que correlação não implica causalidade, é válido atestar — como já mostrado aqui — que praticamente todos os países desenvolvidos possuem sistemas mais progressivos e inflação baixa, tal como alguns emergentes, como o Chile. Via de regra, aumento de imposto é caracterizado como política fiscal contracionista no agregado, ou seja, tem impacto deflacionário.

    Por fim, tais medidas só teriam efeito sobre o crédito se os bancos estivessem no limite da capacidade de emprestar. Além disso, boa parte do crédito foi fomentado pelo próprio Estado, sobretudo os de longo prazo.

    Estou disposto a mudar de posição, aguardo uma resposta inteligente e sensata em um debate democrático.

    ABRAÇOS

  24. Na Alemanha os impostos são mais altos do que aqui no Brasil, e tributa muito muito mais a renda dos ricos do que o Brasil.

    Nos Estados Unidos, New York City, o estado de Nova York, a Califórnia também tributam os ricos. O prefeito de New York City propõe taxar mais os ricos para executar obras de melhoria no metrô.

    E não ví ninguém deixar de investir em nenhum destes lugares. Pelo contrário, New York City co0ntinua sendo a cidade mais rica dos EUA…

  25. “O gráfico foi descontinuado em dezembro de 2014 pelo Banco Central”

    Que estranho! Por que será que descontinuaram o gráfico? Não consigo entender!

    * * *

  26. Quanto mais impostos, pior para o cidadão.

    Mas o que é ruim para o cidadão muitas vezes é bom para o político e para o burocrata.

    E vice-versa.

    * * *

  27. Divido, creio eu, da opnião da maioria deste site sobre o fato de qualquer imposto ser um roubo. Gostaria que os mais estudados quanto a filosofia das idéias libertárias comentassem sobre esse fragmento do livro “O Capital no século XXI” de Thomas Piketty em que ele defende o imposto progressivo.

    “(…) No fim das contas, trata-se de acabar com esse tipo de renda ou de patrimônio, julgados pelo legislador como socialmente excessivos e estéreis para a economia, ou no mínimo de tornar muito custoso mantê-lo em tal nível a fim de desencorajar fortemente sua perpetuação. O imposto progressivo constitui sempre um método mais ou menos liberal para se reduzir as desigualdades, pois respeita a livre concorrência e a propriedade privada enquanto modifica os incentivos privados, às vezes radicalmente, mas sempre de modo previsível e contínuo, segundo regras fixadas com antecedência e debatidas de maneira democrática, no contexto de um Estado de direito”

    Desde já agradeço a participação de todos!

  28. Temos que boicotar essas eleições de 2018, vocês acreditam que o governo que não tem dinheiro em caixa pois está quebrado vai aumentar salários de políticos e funcionários públicos? Adivinhem quem vai pagar essa aberração através de aumento de impostos?

  29. Nunca imaginei que minha profissão (técnico de som) seria citada num portal deste calibre. Desceu até uma lágrima. É muito amor.

    O foda é que estudando escola austríaca eu percebo que cada vez mais preciso mudar de profissão.

    Um dia, quando eu estiver mais afiado nos conceitos libertários, irei escrever sobre o universo do show business, só que do ponto de vista “chão de fábrica” do backstage.

  30. Por que esse instituto se esforça tanto em defender os ricos? Será pra provocar a esquerda? Será por que é financiado por ricos ou por que seu presidente é rico? Será por odio aos pobres?

  31. Sou uma pessoa simples, só pelo fato de que roubar mais uns do que outros ser algo ainda mais repugnante do que roubar sem discriminação, isso não deveria nem sequer ser cogitado, mesmo que trouxesse benefícios para uma maioria, sendo ela necessitada ou não. Felizmente isso nunca trouxe benefício em lugar algum no mundo, no máximo para uns políticos e seus amiguinhos que podem arcar com esse fardo em troca de subsídios, reserva de mercado e outros favores, então podemos sonhar que um dia essa idéia repugnante será tratada com o desprezo que ela merece ser.

  32. Inteligente e Educado

    “Aí vai ter de provar que é financiado por ricos. Qualquer cidadão comum pode fazer uma doação. Faça a sua.”

    Ou então pode o IMB divulgar o perfil socioeconomico dos seus doadores. Será que aceitam o desafio ou vão se esconder?

  33. Caio, nem perca seu tempo, na cabeça do esquerdista sua teoria é tão perfeita que se você não acredita nela ou tem uma visão de mundo diferente, então tem algo errado com você, você é bancado pela “elite”, etc. Não adianta discutir com essa gente, são fanáticos, a fé deles no Marxismo é religiosa, e não racional, é como time de futebol, dificilmente o cara troca, mesmo que assista seu time levando uma sova atrás da outra e só passar vergonha ele continua torcendo por esse time e ainda culpa os adversários, o esquerdista pode assistir centenas ou milhares de vezes a sua teoria sendo refutada e falhando miseravelmente que ele continua com sua fé cega nela. Eu digo isso por experiência própria, certa vez fui defender o afrouxamento dos controles de armas aqui em Banânia e falaram para eu “parar de me importar com as ações da Taurus e adotar um olhar mais humano”, e é isso, todos os meus argumentos não valiam de nada só porque eu discordava das crenças deles, apenas veja o Bene Barbosa, o cara é atacado de todos os lados, já está cansado de ser acusado de receber dinheiro da indústria armamentista. Se você defende liberdade econômica te chamam de “pobre de direita”, se você é contra taxar os ricos e pra isso mostra dados e argumentos racionais (como este artigo), não adianta, você é “filho de banqueiro”, etc. O sistema de gadificação… digo, de educação das terras tupiniquins zumbifica as pessoas, isso não vai mudar tão cedo.

  34. Usando o Bom Senso

    Boa parte dos países que mais cobram impostos no mundo, em questão relativa, também costuma figurar entre dois grupos:

    O dos países com maior qualidade de vida e o dos países com menos corrupção.

    Não creio que seja coincidência também não acredito em relação necessária entre impostos e qualidade de vida.

    Talvez estes fatos sugeram que cobrar impostos não é o grande problema desde que estes tributos retornem à sociedade adequadamente, totalmente em bons serviços públicos.

  35. Ex-microempresario

    Querem saber o que os impostos altos e a política de bem-estar fez com a riqueza da Suécia?

    – Scania, uma das maiores fabricantes de caminhões do mundo, não é mais sueca.

    – Volvo Cars, marca de prestígio no mundo inteiro, não é mais sueca.

    – Saab Cars, outra marca de prestígio, fechou.

    – ASEA, enorme grupo indústrial, não é mais sueco.

    A economia sueca anda de lado faz décadas (por coincidência, desde que implantou o maravilhoso estado de bem-estar social). Só que países não empobrecem em dois ou três meses, como pessoas. O processo é longo, mas inevitável.

    Alguém sabe dizer algum setor em que a Suécia esteja se destacando no mundo ? (exceto a Alicia Vikander)

  36. Edercley Antonio Garcia Moura

    Concordo com o texto, mas fica a pergunta: o crescimento do gráfico não demonstra apenas o aumento de produção? Em que ponto há um aumento nas taxas tributárias para fazermos a análise entre aumento de imposto x despesas do governo?

  37. Olá, recentemente estava navegando na internet e encontrei uma seríe de estudos sobre esse tal experimento do Kansas:

    en.wikipedia.org/wiki/Kansas_experiment

    Gostaria que alguém por aqui se posiciona-se sobre os resultados negativos que o corte de impostos teve para o estado.

  38. se cobrar mais impostos dos ricos (a grande maioria deles são empresários ou investidores), quem se prejudica mais somos nós pobres porque os empresários terão que ser obrigados a manter menos funcionários na empresa, gerando mais desemprego. cobrar mais impostos dos ricos para dar aos pobres não é uma boa idéia, a melhor idéia mesmo é acabar com a corrupção política isso sim. e outra argumentação é se em um determinado país o mais rico tiver 4 trilhões de reais e o mais pobre ganhar 8000 reais por mês então ninguém vive na pobreza. O Capitalismo não vai deixar todo mundo rico mas é a melhor forma de erradicar a pobreza. daqui a pouco vai ter socialista de iphone que não mora em cuba criticando meu comentário, mas nunca vi um país 100% socialista ter uma qualidade de vida pelo menos razoável. (só olhar como é a venezuela, cuba e coréia do norte). os países socialistas geralmente o único que se dá bem é o governo como sempre e é uma ditadura. se você perguntar pra qualquer socialista se ele gostaria de passar férias em cuba ou nos estados unidos com certeza ele iria escolher os estados unidos pra passar férias. enfim a hipocrisia.

  39. E nao final , e para que?

    Uma promessa de que o governo vai elevar o padrao da população se ele cobrar imposto dos ricos.

    Na realidade , é mais dinheiro para os marajas

Rolar para cima