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Sindicatos, greves nos setores público e privado, e coerções

Nota
do Editor: o artigo a seguir foi adaptado para a realidade brasileira

Sejamos claros e diretos: haveria sindicatos em uma
sociedade totalmente livre. 

Na medida em que um sindicato pode ser entendido
como uma associação voluntária tanto
de empregados quanto de patrões, e sem
poderes coercitivos
, não há nada de errado com o sindicalismo.

O problema começa exatamente quando o sindicalismo não
apenas adquire poderes coercitivos, como também passa a ser uma associação protegida pelo
governo e com benefícios monopolistas
.

O sindicalismo pode ter tanto um aspecto voluntário
quanto um aspecto coercitivo. A filosofia da liberdade e da livre iniciativa é
totalmente consistente com o sindicalismo voluntário, mas é diametralmente
oposta ao sindicalismo coercitivo.

O sindicalismo voluntário é consistente com a
liberdade quando ele serve para representar pacificamente as demandas de um determinado grupo de trabalhadores de
uma determinada empresa. Este sindicato
— representando trabalhadores específicos de uma empresa e lidando com questões
estritamente localizadas — negociaria perante o empregador o cumprimento dos
direitos acordados em contrato (jornada de trabalho, alimentação, calendário,
turnos de descanso etc.).

O sindicalismo se torna coercitivo, no entanto,
quando as características acima desaparecem e os sindicatos se transformam em megacorporações
de amplitude nacional, bancadas compulsoriamente por todos os trabalhadores, protegidas
pelo governo, com o poder de proibir membros não-sindicalizados de trabalhar em
determinadas áreas, e podendo recorrer à violência para alcançar suas demandas.

Greves
no setor privado e violência

Ludwig von Mises, em seu livro Ação Humana, deixou clara a
distinção entre sindicatos voluntários e sindicatos coercitivos:

A
questão não é o direito de formar associações livremente; a questão é se uma
associação de cidadãos privados deve usufruir o privilégio de recorrer
impunemente à ação violenta. […] O problema não é o direito de greve, mas o
direito de — pela intimidação ou pela violência — forçar outras pessoas a
fazer greve, e o direito adicional de impedir qualquer pessoa de trabalhar em
um estabelecimento ou setor que esteja em greve.

Para que uma paralisação seja bem-sucedida, ela tem
de ter alta adesão. E para haver alta adesão, os sindicatos têm de fazer com
que seja impossível a empresa ou o setor continuar operando. Para isso, os
sindicatos não apenas têm de coagir e intimidar todos aqueles colegas que
querem continuar trabalhando normalmente (chamados de “fura-greves”), como também
devem proibir — por meio da intimidação — que os patrões contratem
trabalhadores temporários substitutos.

Em ambos os casos, o “sucesso” só é alcançado por
meio da coerção e da violência.

Para garantir o sucesso de sua empreitada,
sindicalistas e grevistas sempre recorrem à violência — ou à ameaça de
violência — contra os “fura-greves” e contra os trabalhadores não-sindicalizados
que porventura venham a ser contratados temporariamente, ambos formados por
pessoas que querem e estão dispostas a trabalhar (o tão reverenciado piquete
nada mais é do que uma tentativa criminosa de intimidar outros trabalhadores ou
mesmo clientes que queiram atravessar a multidão). 

Agindo assim, sindicalistas grevistas proíbem os empreendedores e capitalistas de empregar mão-de-obra em seus meios de produção. 

Por causa disso, por causa deste recurso à coerção,
uma greve sempre será ilegítima. 

Defensores e apologistas dos sindicatos rebatem
dizendo que os trabalhadores têm “o direito de fazer greve”. Sim, têm. Ninguém nega isso. Todos
também têm o direito de pedir demissão caso estejam insatisfeitos. A questão não
é fazer greve. A questão é se o empregador pode, livremente, contratar
trabalhadores substitutos para continuar produzindo sem que estes sofram
assédio, coerção e violência dos grevistas.

Em tese, o empregador pode sim contratar
trabalhadores substitutos, mas apenas para
aqueles serviços
“cuja paralisação resultem em prejuízo irreparável, pela
deterioração irreversível de bens, máquinas e equipamentos, bem como a manutenção
daqueles essenciais à retomada das atividades da empresa quando da cessação do
movimento”.

Ou seja, na prática, a lei é bastante subjetiva, o
que sempre abre brechas de interpretação, fazendo com que não haja,
efetivamente, nenhuma garantia de proteção contra a violência de grevistas.

E não apenas a lei é totalmente subjetiva, como também,
e para piorar, é específica em um ponto: empregadores não podem contratar
substitutos permanentes, isto é, não podem demitir grevistas, independentemente
do motivo da greve. Segundo a lei: “Parágrafo
único. É vedada a rescisão de contrato de trabalho durante a greve”.

Portanto, além do habitual uso da violência por
parte de sindicalistas, a própria lei que os protege é completamente
equivocada: ela parte do princípio de que o empregado, de alguma maneira, é o “dono”
do seu emprego, de modo que é ilegal o empregador demitir trabalhadores
grevistas.

Essa “propriedade sobre empregos” é uma clara violação
ao próprio direito de propriedade do empregador, que não mais tem o direito de
demitir ou de não contratar quem ele queira. Assim, o empregador deixa de ser o
proprietário efetivo de sua empresa e dos seus meios de produção. Ele não mais
pode dispor do seu meio de produção como queira.

Não, ninguém tem o “direito a um emprego” ou o “direito
a manter um emprego no futuro”; o indivíduo apenas tem o direito de ser pago
pelo trabalho pelo qual foi contratado e que já foi efetuado. Ninguém deve ter
o “direito” de enfiar a mão no bolso do seu empregador para sempre: isso não é
um “direito”, mas sim um roubo sistemático da propriedade alheia.

Os
sindicatos que atuam no setor público

Mas tudo fica ainda pior quando a greve é feita por
sindicatos do setor público ou por sindicatos de empresas concessionárias de serviços
públicos (as quais usufruem monopólios garantidos pelo estado). Não apenas
todas as características acima são exacerbadas, como também toda a população acaba
arcando com a fatura.

Quando policiais, professores de escolas ou
universidades públicas, metroviários, motoristas de caminhões de lixo ou de
ônibus municipais fazem greve, não há policiamento, aulas, nem coleta de lixo,
nem metrô e nem ônibus enquanto a greve durar. O objetivo claro é prejudicar a população
(que paga seus salários) e usá-la de refém para poder barganhar perante os políticos
— os quais, por sua vez, utilizarão o próprio dinheiro da população para
satisfazer as demandas dos sindicalistas.

A estabilidade no emprego de funcionários públicos proíbe
as demissões até mesmo após a greve. Já as regulamentações trabalhistas sobre o
setor concessionário fazem com que seja virtualmente impossível (e até mesmo
perigoso) contratar empregados substitutos para os grevistas. Motoristas de ônibus
em greve, por exemplo, bloqueiam garagens e não permitem a contratação de
motoristas substitutos. Eles chegam ao ponto de até mesmo apedrejar
ônibus dirigidos por colegas que não aderiram à greve
.

Assim, quando funcionários públicos e funcionários
de empresas concessionárias de serviços públicos entram em greve, eles
conseguem paralisar completamente, e por tempo indefinido, a
“indústria” monopolista em que “trabalham”, prejudicando
toda a população. 

Os pagadores de impostos irão reclamar asperamente
da ausência de aulas, de coleta de lixo e de serviços de ônibus e metrô, o que
forçará os governantes a se curvarem perante as exigências dos sindicatos sob o
temor de perderem o próprio emprego (via reeleição ou mesmo revolta popular) em
decorrência da insatisfação dos eleitores.

Vale ressaltar que o enorme poder exercido pelos
sindicatos dos funcionários públicos significa que são eles que efetivamente
exercem o poder de tributar. Dado que os sindicatos dos funcionários públicos
podem facilmente forçar os políticos a elevar gastos e impostos para que a receita
atenda às suas exigências de privilégios, são eles, e não os eleitores, que
controlam o crescimento dos gastos do governo e da carga tributária dentro da jurisdição
política. 

Funcionários públicos e seus sindicatos são os
maiores beneficiários daquilo que se convencionou chamar de “tributação
sem representação” (não que a tributação com representação
seja muito melhor). É por isso que alguns estados americanos  possuem
leis que proíbem greves comandadas pelos sindicatos dos funcionários públicos.
(Mas os sindicatos frequentemente fazem greve assim mesmo).

O poder desses sindicatos deixa os políticos presos
a um grande dilema: se eles se curvarem e atenderem às exigências salariais
dos sindicalistas, e elevarem impostos para financiá-las, aumentam as chances
de eles, os políticos, perderem seus cargos nas próximas eleições. A
“solução” para esse dilema sempre foi a de oferecer ao funcionalismo
aumentos moderados nos salários, porém compensados com promessas espetaculares
de benefícios pós-aposentadoria, com pensões magnânimas. 

Isso permitiu que os políticos satisfizessem os
desejos dos sindicatos ao mesmo tempo em que empurrassem os custos de tal
política para o futuro, quando os próprios políticos já teriam se retirado da
vida pública. Mas, em vários locais do mundo (como no estado do Rio de Janeiro),
a conta já chegou.

O
modus operandi

Por estarem primordialmente interessados em
maximizar suas receitas, os sindicatos dos funcionários públicos utilizam as
regulamentações do setor público como ferramenta para proteger o emprego de
absolutamente qualquer burocrata estatal, não importa o quão incompetente ou
irresponsável ele seja. Afinal, quanto menos burocratas estiverem
empregados, menor será o volume das contribuições pagas aos sindicatos pelos
seus membros. 

Assim, é praticamente certo que os sindicatos irão à
justiça (também comandada por funcionários públicos sindicalizados) para
recorrer de qualquer tentativa de dispensa de qualquer funcionário público. Isso
significa que demitir um professor incompetente, por exemplo, pode levar meses,
ou anos, de disputas jurídicas.

Os sindicatos dos funcionários públicos também são
os paladinos da “sinecura” — a prática sindical de obrigar o governo
a contratar mais do que o número de pessoas necessárias para fazer algum
serviço. Como no setor público não há preocupações com lucros e prejuízos,
e a maioria das agências é monopolista, a conta é simplesmente repassada aos
pagadores de impostos. Sinecuras no setor público são vistas como um benefício tanto
para os políticos quanto para os sindicatos — mas certamente não para os
pagadores de impostos. 

Os sindicatos auferem mais receitas quando há um
maior número de burocratas empregados, e os políticos ganham a simpatia dos
sindicatos por terem nomeado ou permitido a contratação de mais funcionários
públicos. Cada emprego criado desta forma geralmente significa dois ou
mais votos, dado que o burocrata sempre poderá arrumar para o político o voto
de pelo menos um membro da família ou de um amigo próximo. 

Por tudo isso, cada sindicato de funcionários
públicos é uma máquina política de fazer uma implacável e inflexível pressão
por maiores impostos, maiores gastos governamentais, mais sinecuras e mais promessas
de generosas pensões.

E a fatura vai integralmente para a população.

Conclusão

Não importa se o movimento grevista é feito por
funcionários públicos ou por empregados de empresas privadas: o fato é que
greves não são um movimento de resignação em massa, o que
seria um direito dos trabalhadores. Greves são simplesmente uma maneira de
tentar punir empregadores e consumidores por meio de uma total paralisação dos
serviços. 

E, no caso de uma greve de funcionários públicos, o
pagador de impostos é ao mesmo tempo o empregador e o consumidor punidos.

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Leia também:

O parasitismo sindical é outra praga que tem de ser extinta

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77 comentários em “Sindicatos, greves nos setores público e privado, e coerções”

  1. Aqui em Santos, os cara tão ameaçando geral. Falou que se tiver na rua, tentando furar bloqueio ou simplesmente estiver de boa. Eles vão partir pra porrada.

    Tem que destruir esses verme, desce a lenha nesses vagabundos.

    A MAMATA TA ACABANDO PRA ESSES VAGABUNDO TERRORISTA.

    Era bom agora pegar um CAT 797F de 620 toneladas e passar nesses terroristas.

    Bora fazer uma vaquinha e alugar um.

  2. Sindicato não serve de absolutamente nada! Aliás, só serve pra arrecadar nosso dinheiro e que não sabemos nem pra onde vai. Adorei acabarem com isso! Não serei mais obrigado a sustentar aproveitadores.

  3. Ainda digo mais: sindicato é estritamente ligado às correntes que pregam pela maior estrutura igualitária, mas a coincidência bem hipócrita disso tudo é que os maiores defensores dessas correntes fazem de tudo para se beneficiarem às custas do que sustentam, fazendo exatamente o contrário. Quanta hipocrisia deles!

  4. Ótimo artigo!

    “O objetivo claro é prejudicar a população ((que paga seus salários)) e usá-la de refém para poder barganhar perante os políticos — os quais, por sua vez, utilizarão o próprio dinheiro da população para satisfazer as demandas dos sindicalistas”

    trocaria o ((que paga seus salários)) por, ((que tem seu dinheiro roubado para sustentá-los))

    Nós não pagamos os salários dos políticos e funcionários públicos, o ato de pagar por algo é voluntário, o pagamento dos seus salários é tirado a força dos pagadores de impostos… quando o ladrão te rouba R$100,00 da carteira, você não pagou a ele, você foi extorquido, violado, roubado! Nós não pagamos os salários de políticos e seus asseclas! eles que inventam historinhas criativas, nos ameaçam, e nos roubam para se sustentar!

  5. No Brasil, os sindicatos são o que mantêm o PT respirando. Se você apoia as manifestações dos sindicatos você é petista. Sem sindicatos como a CUT o PT desaparece.

  6. Sindicalistas são a escória da parasitagem. São fascistas da pior espécie. Os do setor privado são péssimos. Os do setor público são ainda piores.

  7. Um dos maiores causadores da baixa produtividade na indústria brasileira. Tornam caro contratar e pior ainda demitir. Mas a culpa do custo final sempre é do lucro.

  8. Todos os empregados estão convidados para as paralisações de amanhã, dia 28/04/2017, exceto, o cara da foto acima, que pediu para não ser chamado.

  9. Manoel Clevison Programação da Greve Geral do dia 28 de Abril

    7h: Primeiramente, “Fora Temer”;

    7h30: Café com pão e mortadela “grátis”;

    8h30: Berrar “Lula, guerreiro do povo brasileiro”;

    9h30: Show do Tico Santa Cruz;

    11h30: Atos de vandalismo com os amigos Black Blocks;

    11h35: Inalação de gás lacrimogênio;

    12h30: Almoço (pão com mortadela)

    13h30: Oficina de língua francesa com Dilma Rousseff;

    14h30: Apanhar da PM (1ª chamada);

    15h30: Sarau da Preta Gil;

    16h30: Mesa redonda revolucionária com os convidados especiais: Chico César, PCC e Comando Vermelho;

    18h00: Apanhar da PM (2ª chamada);

    19h00: Cagada coletiva com Live” no Facebook;

    19h30: Pausa para descanso;

    20h00: Apanhar da PM (3ª chamada);

    21h00: Berrar “Fora Trump”;

    22h00: Apanhar da PM (4ª chamada);

    22h30: Fim da revolution.

    Presenças confirmadas na área VIP: ??

    Gregorio Duvivier

    Letícia Sabatella

    Wagner Moura

    Pitty

    Marcia Tiburi

    Leonardo Sakamoto

    Jean Wyllys

    Luciana Genro

    Guilherme Boulos

    Carina Vitral da União Nacional dos Estudantes

  10. André Henrique De Souza Leite

    Eu sou funcionário público e não vou aderir à greve. Acredito que a categoria está dando um tiro no próprio pé. Na melhor das hipóteses, os grevistas defendem – sem saber – o aumento de impostos sobre a população. Esquecem a vigência de um teto de gastos e esquecem a existência de um rombo crescente na previdência.

    Na pior das hipóteses, atraem mais críticas da população e prejudicam a adoção das medidas necessárias para a melhora da economia – dois fatos que dificultam imensamente a valorização da carreira e o reconhecimento pelo serviço prestado. O pensamento predominante ainda é o de uma visão egocêntrica e iludida.

  11. não existe competitividade no capitalismo, o que na verdade existe são conglomerados comerciais , bem organizados na divisão do que cada um vende, são elas :Coca Cola, Pepsico, Kelloggs, Nestlé, Johnson & Johnson, P&G, Mars, Unilever e General Mills.

  12. Felipe Lange S. B. S.

    “Quando policiais, professores de escolas ou universidades públicas, metroviários, motoristas de caminhões de lixo ou de ônibus municipais fazem greve, não há policiamento, aulas, nem coleta de lixo, nem metrô e nem ônibus enquanto a greve durar. O objetivo claro é prejudicar a população (que paga seus salários) e usá-la de refém para poder barganhar perante os políticos — os quais, por sua vez, utilizarão o próprio dinheiro da população para satisfazer as demandas dos sindicalistas.”

    Mussolini, juntamente com o seu amigo Vargas e com os socialistas que elaboraram a CUnstituição de 1988, criou uma geração de sindicatos e sindicalistas vagabundos (e eleve isso à décima potência) e de funças que acham que todo mundo tem que sustentá-los porque fizeram um concurso estatal.

    Solução pra isso é simples: secessão e depois secessão individual. Enquanto houver a bíblia estatal intocada, eu vou morrer esperando que políticos possam fazer alguma real reforma e acabe com isso. Pior é quando o pobre, que não tem dinheiro para fugir do lixoso setor estatizado, fica refém desse povo.

    Aqui do lado de minha casa mora um sindicalista (deve ser um bolchevista). Maior sossego, a dondoca tem seu carro e não faz nada na vida e o barão tem uma casa e também um carro novo. Tudo pago com o seu dinheiro roubado.

  13. Caros, o caso das greves não seria um caso de externalidade negativa? Digo, se a maioria dos integrantes de uma empresa resolvem entrar em greve ao ponto de inutiliza-la , e ela ter de fechar no dia, os que não querem entrar em greve não podem ir trabalhar. Sendo assim, há uma perda mesmo sem coerção ai.. (Eles não foram obrigados a participar da greve, isso ocorreu como uma consequência externa)

    Pior ainda, se essa greve consegue coisas que essas pessoas também não demandaram.. (Como alterar horários);

    Sei que sempre existe a opção de sair da empresa, mas não anula a externalidade e o que a maioria causa sobre uma minoria de forma negativa mesmo sem coação

  14. Errado, se um empregado contente com sua atual condição na empresa, não teve a possibilidade de escolha entre ir ou não trabalhar significa que, necessariamente, um fator externo, no caso a geeve, coagiu sua liberdade de escolha e, por conseguinte, impeliu esse a permanecer em casa ou juntar se aos revoltosos, sob penas vexatórias por parte dos colegas que aderiram à greve. Nessa sentido, qualquer minoria que tangencie o pensamento da maioria não terá força para impor suas vontades, uma vez que o coletivismo impera nessa conjectura e no Brasil de um modo geral

  15. Leandro,

    A reforma na CLT do jeito que esta sendo passada, tudo o mais constante, é capaz de gerar algum enriquecimento mesmo em um país extremamente corporativista e intervencionista como o Brasil, ou só liberando os mercados?

  16. Eu desativo meu adblock para usar esse site.

    Os artigos aqui possuem uma compreensão simples e completa. Futuramente pretendo fazer compras no site, principalmente para contribuir financeiramente com o trabalho de vocês.

    Grato

  17. Na quarta-feira, 26/04/2017, houve uma palestra na minha universidade (pública, pra variar), em que um senhor chamado Paulo Kliass fez uma palestra falando sobre a previdência.

    Na palestra, ele explicou um pouco de economês (keynesianista, óbvio), porque a maioria dos presentes não entendia nada sobre o assunto.

    Em um momento eu quase saí da palestra, pois esta pessoa disse que a crise de 2008 ocorreu por causa do neoliberalismo, devido aos governos “não se intrometerem” na economia. Como lido aqui no mises.org, quase me levantei e perguntei se um governo que emite 3,5 tri em moeda para subsidiar programas sociais, em alguns poucos anos, podia realmente ser chamado de “não intervencionista”. Fora que ele só falou isso sobre a crise de 2008 e , após, completou que os governos decidiram que eles que deveriam tomar as rédeas da economia, porque “o empreendedor é ganancioso e sempre vai causar crises” (não foi dito com estas palavras, mas foi o que se deu a entender).

    Mas a pior parte da palestra, em que a grande maioria eram jovens, provavelmente, entre 20 e 30 e poucos anos, foi a parte em que este senhor falou que o governo não é uma empresa e por isso não precisa ser superavitário e que uma das soluções para resolver o problema da previdência era retirar cerca 20% dos quase 1 tri da conta do Tesouro para pagar esta conta. O mais interessante de uma pessoa tão “estudada” e que está no topo da “cadeia alimentar”, é que ele afirmou que a uma maneira de melhorar a arrecadação seria taxar as grandes fortunas. O único problema é que ele esqueceu que as grandes fortunas são de pessoas que utilizam do governo para ganhar sua fortuna e, por consequência, tem que repassar uma grande quantia de dinheiro para os partidos e políticos para poder continuar com a bonança ou são pessoas que enriqueceram de forma justa e que, se por uma acaso ele ver que pode ser prejudicado, ele provavelmente irá tirar seu dinheiro e todos os seus investimentos do país (seria o que eu faria, pelo menos. Se o país quer me taxar fortemente porque eu estou gerando empregos e melhorando a economia, tudo bem, tem país que não fará isso). Mas a parte mais contraditória de todas, foi que ele falou que a maioria das aposentadorias e assistências são de pessoas carentes que recebem até dois salários-mínimos (me corrijam se estiver errado, não me recordo se era isso mesmo) e que cerca de 50% volta para o governo através de impostos indiretos e, logo após, falou o que foi escrito acima, sobre aumentar a taxação.

    Tenho pena daqueles que acreditaram no que ele falou, pois vão acreditar que, mesmo que a taxação das grandes fortunas funcione num curtíssimo prazo, quem vai pagar a conta será sempre os mais pobres e, principalmente, a classe média, já que os ricos são ricos por algum motivo: possuem capital e poder para poder contratar os melhores profissionais para poder achar uma brecha na lei para poder pagar menos imposto e, no fim, o tiro sempre sai pela culatra.

    Desculpem o grande texto. Foi apenas um desabafo já que não poderia dizer tudo isso ao palestrante ou seria linchado da universidade. Qualquer observação que tenham a fazer, peço que me corrijam, pois comecei a ler o site a pouco tempo e aprendendo a pensar por conta própria. Então qualquer coisa que eu tenha dito errado que possa ser corrigida, enriqueceria meu conhecimento e me ajudaria a evoluir.

    Grato a todos.

  18. reinaldo schroeder

    Leandro, uma dúvida:

    Este artigo é de um americano, certo? Mas reflete de maneira incrível a realidade brasileira.

    O artigo é modificado para a situação do Brasil, ou a situação lá nos Estados Unidos está tão parecida assim com a Brasileira?

    Se a segunda opção for a verdadeira, o tal do Sonho Americano está a ponto de se tornar o Pesadelo Brasileiro, não?

  19. Andre Cavalcante

    Hoje se verá que a “adesão” dos professores e técnicos das universidades públicas federais será proximo de 100%, não porque de fato eles apoiem a greve mas simplesmente porque a maioria dos reitores já decretou que “não haverá atividades” nas referidas universidades. Em outras palavras, não é greve, é feriado.

  20. Priscila Cardoso do Nascimento

    Olá. Todos os ônibus do Brasil estão em greve. Eu vou deixar bem clara esta mensagem online para que os todos os policiais também do Brasil prendam todos os bandidos e os coloquem nas todas as celas brasileiras e logo após, todos os ônibus urbanos do Brasil voltam a circular normalmente a partir de hoje, agora e sempre todos os dias, 24 horas direto e em seguida, e todo o país volta salvo e livre das greves também a partir de hoje, agora e sempre todos os dias, 24 horas direto. Obrigada.

  21. Povo brasileiro (boa parte dele) e suas prioridades:

    – o time de futebol

    – o capítulo da novela

    – a nova tatuagem

    – a birita gelada

    – a galera do fim de semana

    – exercer futilidades

    – lutar por mais direitos

    – passar num concurso público

  22. Típico Filósofo

    Hoje não atuo como filósofo, professor, funcionário público ou motorista do Uber; hoje sou guerreiro da revolução.

    Posto aqui embora cegado pelos rios de sangue a derrapar sobre meus olhos após batalha notável. Companheiros e eu invadimos a fila de espera de um aeroporto e revivemos as batalhas da meninice ao agredir os funcionários pequeno-burgueses dos aeroportos que se recusaram a aderir à nossa greve.

    Em meio ao caos, o nó dos meu tênis americano (obviamente sabotado pelo capital internacional) se desfez e pisei em meus próprios sapatos. Tombei dolorosamente ao chão e feri a testa. Pintou-me o ferimento todo de vermelho e logo atrás, a polícia fascista corria para impedir-nos de exercer nosso direito de associação democrática. Meu rosto, de semblante ensanguentado, ascendeu à face da classe trabalhadora brasileira diante da investida conservadora anarco-neoliberal fundamentalista religiosa.

    Mas a batalha continua.

    Atualmente troco minha camisa da CUT pela #Lula2018 e marcho em direção à marginal para a terceira tentativa de bloquear o trânsito da população em defesa do povo.

  23. Agora você que é empregador pode contratar empregado pra trabalhar por 3h. Se você quiser, pode fazer um acordo dele trabalhar 6…

    flexibilidade meu chapa , muito bom para o empresário e chicotada para o trabalhador. É fim do mundo mesmo.

  24. Agora que passou a reforma trabalhista na Câmara, vamos ver o que está mantido:

    – Férias

    – 13° salário

    – FGTS

    – Licença maternidade/paternidade

    – Hora Extra

    – Adicional noturno

    – Aviso Prévio

    E agora vamos ver o que foi retirado:

    – Imposto sindical obrigatório.

    Hoje 15 mil sindicatos estarão nas ruas reclamando!

  25. Leandro, o foco desse artigo é o corporativismo sindical. Recomendo a leitura do artigo da Maria Cristina Fernandes, “O Desmonte Parcial do Corporativismo”, publicado no jornal Valor Econômico em 27/04/17. Nele ela ressalta o que chamou de A hipocrisia da Fiesp já que esta instituição jamais admite cortar na própria carne.

    Existe algum outro artigo no site da Mises em que o sindicalismo patronal também é dissecado? Afinal, é também compulsório o pagamento aos sistemas “S” entre outros.

  26. Boa tarde,

    Gostaria de aproveitar o tópico para fazer uma questão que tem a ver com ele.

    Recebi meu demonstrativo de pagamentos neste momento e havia um desconto chamado de “Reversão Salarial”.

    Perguntei à moça do RH e ela me disse que é uma cobrança feita pelo sindicato após o acordo coletivo de trabalho.

    Minha pergunta é: os senhores saberiam me dizer se essa (porcaria) de cobrança é obrigatória?

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