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Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários

Os inimigos do livre mercado frequentemente fazem
dois ataques: primeiro eles dizem que tal arranjo é o favorito dos grandes empresários;
em seguida, dizem que os defensores do livre mercado trabalham a soldo deste
grande empresariado, defendendo seus interesses.

De maneira caracteristicamente conspiratória, eles
se apressam em descrever o libertarianismo — a filosofia que defende o livre
mercado — como sendo um conjunto de teses criadas ad hoc para
beneficiar a plutocracia: impostos baixos ou nulos, ausência de leis
trabalhistas, ausência de regulamentações sobre a economia, oposição à
tributação, oposição às leis
antitruste
etc. 

O curioso, no entanto, é que se todas as propostas
defendidas pelos adeptos do livre mercado de fato fossem colocadas em prática,
os grandes empresários seriam exatamente os mais afetados e prejudicados por
elas.

E isso é puramente lógico.

Para começar, a acusação de que o livre mercado
defende os interesses dos grandes empresários imediatamente se depara com um
problema insolúvel: os interesses dos empresários não são nada
homogêneos
.  Por exemplo, dentro de uma mesma área da economia, duas
empresas podem competir e batalhar ferozmente até que uma delas desapareça (por
exemplo, duas empresas de telefonia celular, duas companhias aéreas ou de
sistemas operacionais). 

Dentro de um mesmo sistema econômico, diferentes
indústrias podem reproduzir esta feroz concorrência para ganhar os clientes das
outras (por exemplo, empresários que fabricam computadores versus empresários
que fabricam máquinas de escrever). 

Mais ainda: dentro da economia global, os interesses
gerais de alguns capitalistas podem estar em conflito com os interesses de
outros capitalistas (por exemplo, quando alguns especuladores atacam as ações
de uma empresa é evidente que os interesses dos especuladores são absolutamente
contrários ao interesses da empresa contra a qual eles estão especulando).

Se os adeptos do livre mercado realmente querem defender
os interesses de empresários e capitalistas, então eles inevitavelmente
entrarão em colapso em decorrência de um curto-circuito esquizofrênico. Afinal,
exatamente os interesses de quais empresários ou capitalistas eles irão
defender a cada momento? Os que estão em melhor situação financeira? Não
faria sentido, pois, dado que os libertários coerentes defendem a concorrência
livre e irrestrita, nada garante que estes empresários não venham um dia a perder
sua boa situação financeira em decorrência do surgimento de novos concorrentes.

Com efeito, dado que não há a mais mínima garantia
de que todos os empresários serão beneficiados em um sistema de livre
concorrência, a lógica diz que a maioria deles não terá
motivos para defender os princípios do livre mercado. E a realidade é que
o livre mercado beneficia apenas aqueles empresários competentes, aqueles
capazes de investir adequadamente seu capital de modo a satisfazer — melhor do
que seus concorrentes — as variadas e variáveis demandas dos
consumidores.  E de satisfazer continuamente estas
demandas. 

O livre mercado, portanto, é um arranjo bastante
incerto, hostil e variável, no qual poucos empresários podem se sentir
permanentemente confortáveis. 

O que a grande maioria dos empresários realmente
deseja é que o estado lhes proteja da concorrência e lhes assegure uma fatia
garantida de lucro, que lhes permita desfrutar a vida sem dores de cabeça e sem
constantes preocupações acerca de como melhorar seus serviços aos
consumidores. 

O que os empresários realmente desejam são subsídios (ou empréstimos subsidiados com
os impostos da população
) que lhes deem vantagem de mercado, tarifas protecionistas
que os protejam da concorrência de importados e agências reguladoras
que cartelizem o mercado e dificultem a entrada de novos concorrentes. 

Mesmo uma carga tributária alta ou um código
tributário confuso e complexo podem ser do interesse dos grandes empresários:
ambos não apenas impedem que novas empresas surjam e cresçam, como ainda
representam um grande custo para as pequenas empresas já existentes, ao passo
que as grandes, recheadas de contadores e tributaristas, conseguem navegar com
facilidade por seus labirintos.

Se os libertários estivessem a serviço do
empresariado, suas principais reivindicações consistiriam em exigir que o estado
criasse mais regulações, mais tarifas, mais subsídios e aumentasse seus gastos
de forma a maximizar o
lucro empresarial
. (Exatamente como querem os intervencionistas). 

Mas o que ocorre é justamente o oposto: os libertários
desejam abolir todas as regulações, todos os subsídios, todas as tarifas e
todos os gastos estatais que resultam em altos lucros para determinada casta
corporativa.

Fazendo uma lista nada exaustiva, os genuínos defensores
do livre mercado se opõem às seguintes prebendas tão ao gosto de vários
empresários acomodados:

1) Políticas de preços mínimos,
subsídios e pacotes de socorro

Em um livre mercado, todas as empresas devem estar
sujeitas aos desejos dos consumidores. Isso implica que nenhum empresário
ou capitalista tem sua renda futura garantida. Suas rendas decorrerão
exclusivamente de suas capacidades de atender os desejos dos consumidores de
forma mais satisfatória que seus concorrentes. 

Este princípio, é claro, não vale apenas para
empresários e capitalistas, mas também para todos os agentes econômicos (daí a
tão difundida ideia de que somos “escravos do mercado”). 

Consequentemente, os libertários se opõem a todos os
tipos de falcatruas estatistas criadas com o intuito de burlar esta servidão
dos empresários aos consumidores.  Exemplos típicos destas falcatruas são
as políticas de preços mínimos (o estado compra as mercadorias de um empresário
a preços mais altos do que estão dispostos a pagar os consumidores), os
subsídios (os pagadores de impostos são obrigados a financiar um projeto
empresarial com o qual não necessariamente concordam), e os pacotes de socorro
(empresas falidas, que
destruíram mais riqueza do que foram capazes de criar
, e que, de acordo com
os desejos claramente manifestados pelos consumidores — que não mais compram
seus produtos –, deveriam desaparecer, são salvas pelo governo). 

Empresários gostam de políticas de preços mínimos,
de subsídios e de pacotes de socorro. Os libertários são radicalmente
contra todas elas.

2) Barreiras de entrada ao mercado

Se o empresário deve, a todo o momento, servir o
consumidor de forma mais satisfatória que seus concorrentes, então é evidente
que sua situação dentro da economia de mercado está continuamente em
perigo. Mesmo que ele não esteja visualizando nenhuma ameaça ao seu
domínio, isso não significa que ninguém esteja preparando um plano de negócios
que a curto, médio ou longo prazo que termine por destroná-lo. 

Exatamente por isso, os empresários que já estão
estabelecidos no mercado adoram todo e qualquer tipo de barreiras de entrada
que impeçam que outros empresários com novas ideias os desbanquem. Os
libertários, por sua vez, se opõem a toda e qualquer regulamentação que
bloqueie a livre concorrência, exatamente porque é a livre concorrência que
permite desbancar empresários menos eficientes. 

Licenças, burocracia, regulamentações que imponham
opressivos custos iniciais, concessões exclusivas e monopolistas, e até
mesmo patentes —
tudo isso é combatido pelos libertários. 

Empresários já estabelecidos no mercado adoram
restrições à concorrência. Os libertários as detestam.

3) Tarifas de importação, desvalorização
cambial e outras barreiras protecionistas

Outra forma de proteção contra a concorrência são as
tarifas de importação, as quotas e outras barreiras protecionistas, como a
desvalorização cambial. Este ferramental mercantilista blinda as empresas
nacionais contra a concorrência estrangeira, assegurando aos empresários que se
especializaram em atender o mercado interno a continuidade de seu
reinado. 

Dado o tamanho da economia mundial em relação a uma
economia nacional qualquer, basta apenas imaginar a enorme inquietação que
sente um empresário nacional quando, de repente, as barreiras comerciais são
abolidas e ele se depara com toda uma cornucópia de potenciais
concorrentes estrangeiros
. Daí que inúmeros empresários adoram o protecionismo comercial
e o câmbio desvalorizado,
ao passo que os libertários sempre foram marcadamente pró-livre comércio e
pró-moeda forte. 

Novamente, empresários e defensores do livre mercado
estão em lados completamente opostos.

4) Crédito artificialmente barato

Capitalistas e empresários têm, e sempre tiveram,
uma relação passional com o crédito barato. Muitos empresários vendem a
maior parte de suas mercadorias a crédito (imóveis, eletrodomésticos,
automóveis etc.), de modo que, quanto mais crédito, mais vendas. 

Da mesma maneira, para montar uma empresa, ou para
multiplicar seus rendimentos, é necessário capital, e uma forma de obter esse
capital de maneira acessível é com empréstimos bancários artificialmente
baratos. 

Por sua vez, os empresários provedores deste crédito
artificialmente barato e abundante — os banqueiros — também obtêm lucros
extraordinários em decorrência de seu agora maior volume de negócios. 

Sendo assim, quase todos os empresários adoram
quando o governo, por meio de seu Banco Central, fornece mais dinheiro aos
bancos para que estes expandam o crédito a custos mais baixos. E adoram
ainda mais quando o próprio governo, por meio de algum banco
estatal de fomento
, fornece este crédito. 

Os liberais, ao contrário, condenam as manipulações
inflacionistas do crédito
e, para acabar com elas, chegam até mesmo a
propor o abandono da moeda fiduciária e a abolição destes monopólios estatais chamados
Bancos Centrais, que tanto protegem e beneficiam o sistema bancário. 

Outro ponto no qual empresários e defensores do
livre mercado batem de frente.

5) Planos de estímulos e obras públicas

Uma possível consequência das expansões creditícias
é o endividamento estatal decorrente de projetos faraônicos despropositados,
como obras públicas megalomaníacas. Muitas destas obras são inventadas com
o intuito de gerar empregos e “estimular” a economia.

Mas há também as “obras corriqueiras”, como construção
de rodovias, portos, aeroportos, refinarias estatais etc., as quais são tocadas
por empreiteiras cujos donos possuem laços estreitos com políticos e que, por
isso, são selecionadas de acordo com este critério.

As empresas adoram tais obras porque elas
incrementam suas receitas e seus lucros. 

Quando uma empresa privada faz um contrato com o
governo para executar uma obra, ela passa a usufruir uma renda garantida por
meio do dinheiro de impostos que o governo lhe repassa. Tal arranjo é a exata
antítese do livre mercado.

Se uma empresa é escolhida segundo critérios políticos,
se a sua renda é garantida pelo estado, e se não há consumidores para cobrar
qualidade, o arranjo é o exato oposto daquele defendido pelos libertários.

[N. do E.: é por isso que empreiteiras são um grande
exemplo de empresas privadas que, na prática, funcionam como se fossem estatais.
A esmagadora maioria de suas receitas advém de obras que elas executam para
governos (federal, estaduais e municipais), sendo pagas com o dinheiro de
impostos. Segundo os relatos do Ministério Público, por exemplo, quase 100%
do faturamento da empreiteira Delta
, do empresário Fernando Cavendish, veio
de contratos públicos, chegando a quase R$ 11 bilhões. A maioria dos recursos
veio de contratos com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte
(Dnit).]

Com efeito, tais obras públicas nada mais são do que
uma forma de subsídio e, como todos os subsídios, elas são repudiadas
frontalmente pelos libertários.

Outro exemplo em que não há nenhuma coincidência de
opiniões entre livre-mercadistas e empresários. 

Conclusão

O fato de os libertários defenderem um arranjo no
qual os melhores empresários podem prosperar e enriquecer não significa que
estejam a serviço destes, uma vez que, em tal arranjo, os empresários que forem
ineficientes — e que não podem recorrer aos privilégios e protecionismos
estatais — estão condenados ao fracasso.

Mais ainda: nada impede que os empresários bem
sucedidos de hoje se transformem nos arruinados de amanhã.

Os libertários defendem este arranjo porque ele é o único
que permite que todos satisfaçam suas necessidades: os melhores empresários
enriquecem somente após terem gerado muito valor para os
consumidores. 

A realidade, portanto, é exatamente o oposto do que
parece: são os intervencionistas, contrários ao livre mercado, que recorrem a
todos os tipos de argúcias estatistas para solapar a soberania do consumidor e,
consciente ou inconscientemente, encher os bolsos dos empresários protegidos
pelo governo.

Já passou da hora de as pessoas entenderem a
diferença entre livre mercado — que se baseia na liberdade e na concorrência
— e mercantilismo, que se baseia em privilégios concedidos pelo estado.

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51 comentários em “Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários”

  1. Esta parceria de Estado Intervencionista com os grandes grupos empresariais em detrimento aos pequenos empresários, da forma como foi conduzida pelo menos no Brasil, só serviu mesmo para gerar o descalabro hoje experimentado por todos nós chamado CORRUPÇÃO.

  2. Este é o sonho de qualquer ser humano… abundância de recursos e ausência de concorrentes! Quem não sonha com uma praia lotada de belas mulheres e nenhum carçoludo por perto? E vice-versa para as mulheres…

  3. A classe política é apenas o verniz do estado; é apenas a sua face pública. Ela não é o estado propriamente dito. Quem de fato comanda o estado, quem estipula as leis e as impinge, é a permanente estrutura burocrática que comanda o estado, estrutura esta formada por pessoas imunes a eleições. São estes, os burocratas e os reguladores, que compõem o verdadeiro aparato controlador do governo. E eles não são retirados de lá, e nem se submetem a eleições.

  4. Já viram o tamanho do livro sobre a legislação do ICMS no qual cada estado tem suas leis de impostos estaduais? Geralmente são maior que uma Bíblia. Vai no site IOB e coloca icms ou imposto, você vai ver cada livro sobre detalhes de impostos com preços na base de cem reais.

  5. Tem uma crítica, por parte da esquerda, que diz que este modelo (capitalismo de estado) é inevitável ao capitalismo, pois as grandes empresas sempre tendem a capturar o estado, seria como esperar que uma ANATEL não fosse capturada pelas empresas de telefonia. O que vocês dizem sobre isso?

  6. Com o capitalismo estatizado é fácil não gostar dele, uma vez que os que estão próximos dos governantes são os mais beneficiados, enquanto os demais pagam a conta e ainda enfrentam dificuldades para adentrar no mercado, tamanha são as regulamentações…

    O discurso anticapitalista prevalece porque ele é míope. Os anticapitalistas tratam-no como algo homogêneo, como algo único, enquanto que, na realidade, existem várias formas de capitalismo. Entender isso é libertador.

  7. “Os grandes empresários e banqueiros comandam o Brasil”

    “Esse tal de livre mercado só favorece os banqueiros e grandes empresários”

    Então porque não vivemos no livre mercado? Se eles comandam e se isso só favorece apenas eles.

    È cada contradição que chega dá pena.

  8. Ronaldo da Silva Alves

    Prezado Leandro. Parabéns. Os artigos do site são EXCELENTES. Quando na semana passada lhe perguntei sobre como combater a inflação sua resposta resumindo foi que inflação é “aumento da oferta monetária”. Partindo do ensino teórico para a prática. Como então resolver este problema do “aumento da oferta monetária” ? Quais as medidas a serem executadas ? Desculpe pela pergunta mas vamos a mesma. Se você fosse convidado com garantia de 100 % de independência para ser Ministro da Fazenda no Brasil. Aceitaria o convite ? Quais as obras da EAE você sugere para leitura que trata do combate a inflação ?

  9. Olá, pessoal,

    tenho uma dúvida: em um livre mercado, caso uma empresa causasse dano ao consumidor. Sem regulamentação, como esse dado seria reparado?

    No caso de controvérsia judicial, o juiz decidiria o caso com base em uma lei (regulação) – CDC. Mas se essa lei não existisse?

  10. Pessoal do IMB,tem um texto no Mises Institute que diz que a expansão monetária causa não apenas inflação,mas é responsável pelos déficits do governo americano.Desta forma,vocês concordam que a melhor maneira para o Trump resolver o problema do déficit americano seria mesmo ressucitar o velho padrão-ouro?

    Trade Fallacies

    All this would be fine, if President Trump based his understanding on the economics of trade imbalances. Like most people, he appears to think a trade deficit is the result of unfair foreign competition. It is not. It is the result of monetary expansion. In a sound money environment, everything is paid for out of real money. If I buy a foreign good, it must be matched by a fellow citizen's export. If people change their preferences for real money, there will be a temporary surplus or deficit, but prices will rapidly adjust to find a new balance, the flows stop, and trade balances again.

    In a sound-money environment, permanent or semi-permanent trade surpluses and deficits cannot exist. With unsound money, in other words if extra money is conjured up out of thin air and spent into the economy, excess demand is created, which either drives up prices domestically, or it is spent on imported goods. And given a country's total production usually matches its total consumption, that extra money is certain to lead to an increase in imports.

    It's the cheat factor of fiat currency that's responsible for trade imbalances, not unfair competition from foreigners. And because all countries cheat with their own fiat currencies, untangling the trade surpluses and deficits becomes a fruitless task.

    We can conclude that however Trump's trade policies turn out, America's trade deficits will not go away. He will need to take a firm grasp of the budget deficit, and the Fed must take tighter control over the expansion of bank credit and money, both of which are unlikely.

  11. José R.C.Monteiro

    Sim, vai ao encontro daquilo que está escrito no livro “Zero To One”, trata-se do sonho de todo empresário monopólio. Fico a pensar que com a concentração de poder – nickname para monopólio – foi previsto por Karl Marx, esse maldito ainda fez a previsão de que “concentrar-o-poder era um capítulo” ESSENCIAL AO ADVENTO DO SOCIALISMO.

    Terrível! Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

  12. Há uma coisa fundamental que os libertários não falam de jeito nenhum e é importantíssimo.

    Em um país libertário a dinâmica de desenvolvimento e inovação é velocíssima, enquanto que em um país que possui muitas regras até chegar à Ditadura, é lentíssima.

    Então, o país libertário terá muito, muito mais poder que qualquer outro, mesmo uma ditadura a seu encalço como a China, porque há o poder de inovação dentro de cada cidadão desse país.

    Agora se o país libertário pregar o não armamentismo então ele não é mais libertário, porque libertário, é libertário até seu último fio de cabelo.

  13. Show de Artigo!

    O socialismo é que é um conjunto de teses formadas ad hoc para justificar a inveja e o roubo; e o intervencionismo, o controle e a trapaça no mercado.

  14. De acordo a este texto e outros neste site, o liberalismo economico é a melhor forma de defender o consumidor.

    Se nao acreditam nas regulacoes, quando há abuso por parte de quem fornece um produto ou servico, quem deve defender o consumidor neste caso? A Justica?

    E voces acham que a Justica deveria ser “gratuita”?

    É uma pergunta mesmo sem segundas intencoes.

  15. As pessoas no geral se confundem quando vc se diz um libertário, eles acham que somos a favor das empresas que defendemos a ideia de que tudo deve ser controlado por esses empresários na maioria malucos. Agora lendo este artigo percebo que há grande diferença em defender o livre mercado e a classe dos ” empresários brasileiros”.

  16. O livre mercado sempre se adaptou ao tipo de país e economia local.

    Em ilhas ele trouxe prosperidade, porque permitiu a importação de quase tudo que é consumido. Além de aproveitar ao máximo os recursos escassos.

    Em países grandes, com mais mão de obra e recursos naturais disponíveis, o livre mercado trouxe prosperidade com a construção de fábricas.

    O livre mercado sempre vai atrair empreendedores. Os americanos estão sofrendo por conta dos 39% de imposto sobre PJ. O Brasil e Argentina estão sofrendo por conta dos 34% e 36% de imposto sobre PJ. As grandes empresas sempre irão procurar países com menos imposto para produzir. Essa desindustrialização é coisa de país que odeia os empresários.

    O protecionismo é um “remédio” que possui efeitos colaterais capazes de matar o paciente. A “doença” pode ser curada, mas os efeitos colaterais irão matar o paciente.

  17. O Brasil é um imenso chiqueiro onde todos tentam se passar por leitão pra mamar deitado.

    É o empresariado querendo um teta subsidiada do BNDES (e inovar o menos possível).

    É o funcionário do governo sempre querendo aumentar a teta do salário (e trabalhar o menos possível).

    É o político tentando roubar o máximo possivel da teta e ao mesmo tempo tentando aumentar o poder de distribuição da teta (e dizendo que ele é necessário pra administrar a “nação”).

    É o “trabalhador” querendo o máximo de “direitos” e dinheiro do patrão explorador, ao mesmo tempo quer também uma parte da teta.

    Enfim, falta teta pra tanto leitão.

  18. Impressionante, estava a ver um dos videos do Nando Moura sobre o Eike Batista e por quê ele se ferrou, e ele repassou uma palestra do professor do Olavo de Carvalho e a relação do Meta-capitalismo, a que isso se chama…. nota que a palestra do Olavo na OAB fora há cerca de 10 anos atrás, mas ainda há gente de tanto esquerda e direita que insiste em xingá-lo.

  19. Se o liberalismo favorece os grandes capitalistas, por que eles promovem o esquerdismo e a estatização? George Soros financiava o Mídia Ninja…

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