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Aviso a Meirelles: os déficits do governo nos empobrecem; mas os gastos são ainda piores

Se o governo gasta mais do que arrecada via impostos,
ele está incorrendo em um déficit orçamentário. Para cobrir esse déficit, ele terá
de se endividar. Somente se endividando ele poderá bancar os gastos que excederam
o montante arrecadado via impostos.

No Brasil, nos últimos 12 meses, o déficit orçamentário
total do governo federal foi de R$ 534 bilhões (o que equivale
a nada menos que 8,5% do PIB do Brasil). Isso significa que o governo federal gastou R$ 534 bilhões a mais do que
arrecadou. Consequentemente, isso significa que ele teve de se endividar em
mais R$ 534 bilhões para poder manter seus gastos totais.

E quem emprestou esses R$ 534 bilhões para o governo
federal? Bancos, empresas e pessoas físicas. Isso, por definição, significa que
R$ 534 bilhões que poderiam ter sido utilizados em investimentos produtivos, expansão
de negócios e contratação de mão-de-obra acabaram sendo direcionados para
financiar a máquina estatal.

Portanto, quando o governo incorre em um déficit orçamentário
e se endivida, isso significa que ele
está tomando mais crédito junto ao setor privado. E dado que o governo está
tomando mais crédito, sobrará menos crédito disponível para financiar
empreendimentos produtivos. 

Para o governo conseguir
todo este volume de crédito, não há segredo: ele tem de pagar juros altos. Qualquer instituição
que tenha de se endividar o equivalente a 8,50% do PIB em 12 meses terá de pagar
juros altos.

E isso será fatal especialmente
para as micro, pequenas e médias empresas, que agora terão de pagar juros muito
maiores para conseguir empréstimos. Afinal,
se investidores podem emprestar a 12,25% ao ano para o governo, sem risco nenhum,
por que emprestariam ao mesmo valor para empreendedores, que estão mais
propensos às vicissitudes da economia, podendo dar calotes. Obviamente, só emprestarão
a juros muito maiores.

Evolução da dívida

A atual dívida do governo federal está em R$ 4,5 trilhões. Nunca é demais repetir este gráfico, que mostra a evolução dessa dívida:

divida.png

Evolução da dívida bruta do governo federal

Essa dívida de R$ 4,5 trilhões foi gerada por uma sequência de déficits orçamentários. E os déficits orçamentários foram causados pelo aumento incontrolado dos gastos do governo.

Colocando de outra forma, o descontrole orçamentário do governo federal, causado pelo aumento desbragado dos gastos públicos, gerou seguidos déficits nominais orçamentários, os quais se acumularam em uma dívida total de R$ 4,5 trilhões. 

Perceba que, só de 2014 até hoje, o déficit nominal orçamentário do governo foi de R$ 1,50 trilhão. Ou seja, em apenas três anos, o governo federal tomou emprestado R$ 1,50 trilhão de bancos, fundos de investimento, pessoas físicas e empresas para bancar seus crescentes gastos. Nos últimos 12 meses, como dito, a cifra foi de R$ 534 bilhões. Uma pornografia.

Já em 22 anos, durante toda a vida do real, o governo federal já absorveu mais de R$ 4 trilhões de reais em empréstimos. São R$ 4 trilhões que poderiam ter sido utilizados para financiar investimentos e empreendimentos, criar riquezas, abrir novas empresas e gerar milhões de novos empregos, mas que foram sugados pelo governo federal e desperdiçados no sustento da máquina pública e de sua burocracia.

Dinheiro que poderia ter sido emprestado para empresas investirem foi direcionado para financiar os déficits do governo, fazendo com que vários investimentos não fossem concretizados por não serem financeiramente viáveis em decorrência dos juros maiores causados por esses monstruosos déficits do governo.

Podemos apenas imaginar as empresas que não foram abertas, os empregos que não foram gerados e as tecnologias que não foram criadas simplesmente porque os investimentos não foram possíveis por causa da absorção de recursos pelo governo federal.

Igualmente tenebroso é
imaginar todo o custo com os juros altos que as pessoas e empresas tiveram de
suportar por causa desse gigantismo do governo federal.

Por tudo isso, os déficits do governo nos empobrecem. 

No entanto, todo esse
raciocínio demonstra algo ainda mais premente: ainda piores do que os déficits são
suas causas: os gastos do governo.

Gastos do governo — e não os déficits — são o
real problema

O que realmente importa
para a saúde de uma economia não é o tamanho do déficit do governo, mas sim o
tamanho dos gastos do governo.

Ao contrário do que muitos
imaginam, o que determina o tamanho de um governo não é a carga tributária, mas
sim seu total de gastos. A variável “carga tributária”
engloba, obviamente, apenas os impostos arrecadados. Já a variável
“gastos do governo” engloba os impostos arrecadados pelo governo e mais
o seu endividamento.

De um lado, a tributação
nada mais é do que uma destruição de riquezas. Parte daquilo que o setor
privado produz é confiscado pelo governo e desperdiçado em salários de
políticos, salários de burocratas, obras superfaturadas, agrados a lobistas,
agrados a grupos de interesse e em péssimos serviços públicos. Esse
dinheiro confiscado não é alocado em termos de mercado, isto é, não é alocado
de modo a satisfazer os reais desejos dos consumidores, o que significa que
está havendo uma destruição da riqueza gerada.

Já a emissão de títulos
públicos (endividamento) não apenas gera os problemas acima descritos (redução dos
investimentos produtivos), como também gera o aumento da dívida total do
governo, cujos juros serão pagos ou por meio de mais impostos ou por meio da emissão
de mais títulos (que é o que chamam de “rolar a dívida”). Sim,
é uma bagunça.

Por mais deletérios que
sejam os impostos, eles não conseguem ser piores do que os gastos do governo. Os impostos englobam apenas eles próprios; já os gastos do governo englobam os
impostos e mais o endividamento. É impossível haver gastos sem que pelo
menos um desses dois tenha ocorrido. 

E o pior: quando os
gastos aumentam, isso significa que um desses dois inevitavelmente também será
aumentado no futuro. E a hipótese mais plausível é que os dois aumentem
simultaneamente.

E o ainda pior: se os
gastos do governo estiverem crescendo a uma taxa superior à taxa de crescimento
do PIB — como
ocorre no Brasil
–, isso significa que o governo está aumentando sua
participação na economia e, consequentemente, o setor privado está
encolhendo. 

Por isso, os gastos do
governo são, sob qualquer aspecto e em qualquer situação, um fardo para toda a
economia de um país. 

Mas e os gastos governamentais em investimento?

Ainda assim, há aqueles
que afirmam que há ao menos um tipo de gasto do governo que traz retornos
positivos e aumenta o bem-estar de todos na sociedade: os gastos em investimento.

Por exemplo, se o governo
construir uma ponte, toda a sociedade ganha com isso.

Será?

É indiscutível que a
ponte será ótima para aquela pequena fatia da população que irá utilizá-la diariamente. A
questão é: e quanto ao restante da população? Quais serão as consequências da construção
desta ponte para quem não a utiliza?

A construção da ponte será
paga ou com impostos ou com endividamento. 

Se com impostos, as
pessoas e empresas que pagaram esses impostos ficarão sem esse dinheiro e, logo,
não poderão despendê-lo em coisas que voluntariamente considerem mais
necessárias. Consequentemente, os empreendimentos que receberiam esse dinheiro
ficam agora sem receita.

Se com endividamento do
governo, as pessoas e empresas que poderiam ter pegado esse dinheiro emprestado
para fazer investimentos produtivos, ficarão agora sem acesso a ele.

Em ambos os casos, os
empreendimentos que agora não mais receberão este dinheiro — que foi desviado
para a construção da ponte — começarão a demitir. Ou então não mais se expandirão.

Portanto, para cada
emprego público criado pelo projeto da ponte, foi destruído, em algum lugar, um
emprego no setor privado. 

Podemos ver os operários
empregados na construção da ponte. Podemos vê-los trabalhando.  Esta
imagem real faz com que o argumento do governo — seu investimento gerou
empregos — se torne vívido, tangível e convincente para a maioria das pessoas.
Há, no entanto, outras coisas que não vemos porque, infelizmente, não se
permitiu que surgissem. São os empregos destruídos pelos $100 milhões
tirados dos contribuintes ou do mercado de crédito. 

Na melhor das hipóteses,
tudo o que aconteceu foi uma transferência de empregos por
causa de um projeto. Mais operários para a construção da ponte; menos
operários para a indústria automobilística, menos empregados para fábricas de
artigos de vestuário e para a agropecuária.

E agora vem pior: caso a
obra tenha sido financiada via empréstimos contraídos pelo governo, tais empréstimos
terão de ser quitados. E quem fará isso serão os pagadores de impostos de todo
o país. Dado que o governo não gera riqueza, ele só poderá quitar seus empréstimos
por meio de impostos confiscados da sociedade.

Como então é possível dizer
que houve um enriquecimento de toda a sociedade?

A grande lição é: vivemos
em um mundo de recursos escassos. Aquilo que é utilizado em um setor foi
necessariamente retirado de outro setor. Se os gastos do governo concentraram
recursos em um setor, então outros setores ficaram sem estes mesmos recursos.

Se o governo está
construindo uma ponte, ele irá consumir grandes quantidades de aço, cimento, vergalhões
e argamassa. Isso significa que todo o resto do setor da construção civil terá
agora de pagar mais caro para conseguir a mesma quantidade de aço, cimento, vergalhões,
argamassa. Os preços desses itens irão subir e, como consequência, todos os
bens que utilizam esses itens em sua construção — como imóveis e carros — ficarão
mais caros.

Quando o governo gasta,
ele está consumindo bens que, de outra forma, seriam utilizados pela população
ou mesmo por empreendedores para fins mais úteis e mais produtivos.  Por
isso, todo o gasto do governo gera um exaurimento de recursos.  Bens que
foram poupados para serem consumidos no futuro acabam sendo apropriados pelo
governo, que os utilizará sempre de forma mais irracional que o mercado, que
sempre se preocupa com o sistema de lucros e prejuízos.  Portanto, os
gastos do governo exaurem a poupança (por ”poupança”, entenda-se ”bens que
não foram consumidos no presente para serem utilizados em atividades
futuras”).

Os gastos do governo não possuem
o poder milagroso de criar riqueza para todos. Sempre há os que ganham e sempre
há os que perdem. Impossível todos ganharem.

O velho ditado segue
impávido: quem afirma que gastos do governo geram crescimento econômico está
afirmando que tomar dinheiro de uns para gastar com outros pode enriquecer a
todos.  Está afirmando que tirar água da parte funda da piscina e jogá-la
na parte rasa fará o nível geral de água na piscina aumentar.

Conclusão

Os déficits orçamentários
do governo são péssimos. Mas seus gastos totais são ainda piores.

Se o objetivo é estimular
o crescimento econômico, então o real objetivo tem de ser a redução dos
gastos do governo, e não apenas “equilibrar o orçamento”.

Um orçamento
governamental total de $4 trilhões e um déficit de $500 bilhões representam um
fardo muito maior e muito mais danoso sobre a economia privada do que um
orçamento de $2 trilhões parcialmente financiado por um déficit de $1 trilhão.

Adicionalmente, se o
governo aumenta seus gastos, os próprios estímulos para o empreendimento
privado são reduzidos. Por que você vai abrir uma padaria, um
restaurante, um comércio ou uma atividade de serviços se você pode se tornar um
burocrata bem pago trabalhando em uma repartição pública? Por que uma
pessoa qualificada vai querer fazer algum estágio em uma firma de engenharia se
o governo abriu vários concursos públicos que prometem salários nababescos e
estabilidade no emprego? Enfim, por que se arriscar no setor privado,
sofrendo cobranças e tendo de apresentar eficiência, se você pode simplesmente
ganhar muito no setor público, tendo estabilidade no emprego e sem ter de
apresentar resultados?

Por tudo isso, todo e qualquer déficit orçamentário do governo tem de ser combatido com cortes de gastos, e não com aumentos de impostos.

Se o objetivo é viver em um país dinâmico, não fagocitado pela burocracia e pelos impostos, com níveis toleráveis de endividamento e onde os cidadãos não padeçam dos excessos e esbanjamentos de sua classe política, então é necessário fazer intensa pressão pelo corte de gastos, e jamais tolerar idéias de aumento — ou de criação — de impostos.

No Brasil, por exemplo, a extinção dos super-salários dos sultões do setor público já seria um bom começo.  A abolição do BNDES e a devolução do dinheiro a ele emprestado pelo Tesouro também fariam muito pela causa. Os 39 ministérios deixados por Dilma, que custavam mais de R$ 400 bilhões por ano e empregavam 113 mil apadrinhados, e cujos salários consomem R$ 214 bilhões, também são um alvo apetitoso. Não basta apenas fundir um ao outro, e transformar alguns em secretárias. Tem de fechar.

Meirelles vai encarar?

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Leia também:

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Gastos públicos são lucros
privados: quando o governo gasta, ganham os grandes e perdem os pequenos

Como uma redução nos gastos
do governo gera crescimento econômico

Gastos governamentais
sempre são ruins para a economia

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Frank
Shostak
, scholar
adjunto do Mises Institute e um colaborador frequente do mises.org.  Sua empresa de consultoria, a Applied Austrian School Economics, fornece
análises e relatórios detalhados sobre mercados financeiros e as economias
globais. 

Leandro
Roque
, editor e tradutor do
site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

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109 comentários em “Aviso a Meirelles: os déficits do governo nos empobrecem; mas os gastos são ainda piores”

  1. Quando se fala em contenção de despesas só a fiscalização não basta, tanto que se usam vários meios de se burlar a vigilância da população e que a maioria das pessoas não percebem é os políticos de um modo geral não agem como gestores que querem resolver o problema e sim agradar os seus patrocinadores, grupos de influência e grupos de pressão. Vejamos o caso de dos transportes, sendo o Brasil um país continental, um gestor de verdade daria prioridades aos setores ferroviários, hidrográficos, transporte aéreo de grande capacidade e se não tivesse condições de investir entregaria ao setor privado, mas não é que acontece, os políticos fazem projetos agradando a construtoras como estradas custosas, aeroportos ineficientes, metrôs fajutos, portos obsoletos, pontes podres etc. Resumindo: Políticos só estão interessados em atender a um grupo específico não o fazer o que é certo.

  2. Mais um artigo que só faltou desenhar, mas tenho uma duvida:

    É tão obvio isso, que não entra na minha cabeça por que insistem nisso.

    É básico, o governo tira de um para dar aos outros, já é um jogo de soma zero isso, essa lógica por si só já prova que o governo não faz investimentos, apenas prejuízos.

    O governo tira recurso privado para se financiar, e como o governo não trabalha com lucros e prejuízos, logo este esta tirando recursos que seriam alocados racionalmente para alocar irracionalmente. É tirar o recurso de quem trabalha com sistema de preços e entregar para quem não trabalha, é obvio que esta fadado ao fracasso um arranjo desse.

    Você vê? Nem precisa de toda essa brilhante explicação tim tim por tim tim, um raciocínio básico e lógico já demonstra como isso não funciona. Até eu que tenho 20 anos e que curso direito já estou careca de saber o quão nefasto é esse arranjo.

    Aproveitando o espaço Leandro, ouvi falar de um Keynesiano uma vez que Keynes havia sido deturpado, como meu compromisso é com a verdade lógica e não com o que convém, eu parei e prestei atenção no que ele disse, inclusive refleti. Mas como não sou mestre em economia(apesar de ter conhecimento sobre keynes e suas teorias), fico com a duvida de até onde isso é verdade.

    Ele me disse o seguinte:

    ”-Bruno, Keynes não dizia que o estado tem que estimular a economia sempre, ele argumentava que em momentos de recessão ou depressão, o governo deveria intervir para fazer a economia voltar a normalidade, o problema é que hoje em dia os governos estimulam a economia o tempo todo, o que inevitavelmente leva a crises”.

    Eu o questionei porque então havia crises, era como se fosse curar o efeito colateral de um remédio aumentando a dose desse mesmo remédio que deu efeito colateral. A crise existiu por intervencionismo e ai você quer curar com mais intervencionismo? Você ofereceu crédito farto e barato, mexeu no juros e consequentemente causou investimentos errôneos e ai veio a crise. Ai pra fazer a economia voltar ao normal, você quer mexer ainda mais no Juros e no crédito. Pior, ainda quer que o governo aumente seu gasto achando que é investimento, tirar todo o capital privado que já esta ”quebrado” e mandar pro governo jogar no lixo.

    Ele respondeu que simplesmente as vezes o mercado pode entrar em crises, principalmente por externalidades.

    Ele estava com pressa e precisou ir.

    Bem, queria saber se a teoria keynesiana realmente diz que o governo tem que intervir somente em recessão e depressão, ainda sim esse argumento continua invalido, porque o que causa crise são investimentos errôneos que somente o estado pode provocar, em situação de oferta e demanda real e não artificial isso não ocorre. É uma questão de real crescimento e não uma serie de bolhas.

    Obrigado,

    Grande Abraço!

  3. OFF

    Leandro,

    Não sou economista, mas tenho bastante apreço pela ciência econômica. E, por isso, tenho lido muitos artigos, blogs e livros sobre macroeconomia.

    Entretanto, como sabemos, os textos são sob as perspectivas clássicas e keynesianas, basicamente.

    Dito isso, te peço a gentileza de indicar alguma obra que tenha conceitos, análises e indicadores alternativos aos usuais. Por exemplo, o Produto Privado Bruto (PPB) ao Produto Interno Bruto, a análise cambial austríaca à análise cambial tradicional, etc.

    Agradeço antecipadamente.

  4. Enquete: O que é mais fácil?

    A) Votar nos governantes certos para administrarem todo o aparato estatal de forma razoavelmente eficaz.

    B) Acertas as 6 dezenas da mega.

  5. Leandro

    Como sempre grande artigo

    Só uma pergunta off

    www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/11/29/cae-aprova-limite-do-juro-do-cartao-de-credito

    Além dos bancos cobrarem outras taxas para compensar, pode ter algum efeito maior no mercado geral , tipo de confiança nos bancos, preço das ações, etc?

  6. Quem disse que a república de 1889 deu certo neste país? Os mesmos que deram o golpe de estado em 15/11/1889 fazem a cabeça do povo dizendo que a monarquia brasileira era muito cara. Bobos somos nós brasileiros que deixamos a república tomar de conta o que o império do Brasil construiu.

  7. Leandro (ou demais colegas),

    Eu não consigo achar os artigos por assunto, igual estava na parte de baixo do site no formato antigo, por gentileza, poderiam me ajudar?

    Sei que tem a lupa para inserir uma palavra, mas eu achava melhor organizado da forma antiga.

  8. E se essa ponte que o governo construísse evitasse uma volta de, sei lá, 50km para os caminhões e ônibus, reduzindo assim o custo de combustível, tempo de viagem e o desgaste dos mesmos, portanto os fretes e passagens? O valor desperdiçado seria recomposto em um certo?t, não?

    Eu adoro escola austríaca, mas na minha noobidez não consigo enxergar como investimentos em infraestrutura não possam trazer benefícios, ao menos quando se fala em usar dinheiro tomado dos pagadores de impostos (xô, ‘contribuinte’, não financio ladrão por querer!). O Brasil torra mais dinheiro com corrupção do que na construção de mais rodovias, ferrovias, usinas nucleares, pontes, enfim, coisas que qualificariam a nossa parca infraestrutura.

  9. Leandro,Prof Ubiratan,Helio,ou qualquer bem informado,vocês sabem algum autor que critica as obras de Braudel ,Immanuel Wallerstein e Arrighi?

    Obrigado

  10. Conforme fui pesquisando estou cada vez mais pendendo para esse lado mais liberalista, porém tenho uma dúvida: eu sei que o ideal seria fazer uma reforma geral em todos os setores da sociedade, mas considerando apenas a ideia de abrir o mercado (para gerar concorrências, mais empregos e qualidade nos serviços) como seria possível garantir o atendimento da população mais pobre do país? Há de se imaginar que o capital privado, que sempre vai em direção ao lucro, negligenciaria essa numerosa parcela da população que não teria condições de pagar, por exemplo, planos médicos. Nesse sentido, não seria necessário uma intervenção estatal para, no caso de exemplo, pelo menos manter um SUS?

  11. Capitalista Keynes

    “Se o governo está construindo uma ponte, ele irá consumir grandes quantidades de aço, cimento, vergalhões e argamassa. Isso significa que todo o resto do setor da construção civil terá agora de pagar mais caro para conseguir a mesma quantidade de aço, cimento, vergalhões, argamassa. Os preços desses itens irão subir e, como consequência, todos os bens que utilizam esses itens em sua construção — como imóveis e carros — ficarão mais caros.”

    Ah tá….se o setor privado fizer uma ponte e consumir também grandes quantidades desses materiais, o preço não sobe ……nossa como é santo o setor privado….já tem lugar garantido no céu.

  12. Felipe Lange S. B. S.

    E pelo que parece, o Frouxo Temer teve a proeza de cortar o ministério da cultura e depois recolocá-lo (fez essa brincadeira e agora está sendo dedurado pelo bobalhão que tinha sido nomeado)… se tivesse cortado, teria uma economia de quase 2 bilhões.

    Mesmo que passarem a PEC dos gastos, ainda terão muita coisa para arrumar… e como a quase totalidade dos parasitas ocupando os cargos políticos gostam da constituição altamente estatista e socialista e quer torná-la intocável conforme a conveniência. Logo o Brasil será passado pela Índia em liberdade econômica do Heritage (hoje está em 122ª, a Índia 123ª).

    Se ainda cortassem o ministério da pirâmide estatal (nome correto para previdência social), minas e energia, comunicações, cidades, saúde, justiça, integração nacional, educação, ciência e tecnologia e agricultura, teriam uma economia anual de R$674 343 436 881,39! E claro, os remédios e serviços médicos, as escolas e os serviços de telefonia, internet e comunicações seriam barateados. Estou sendo moderado ainda.

  13. Desde o começo não fui a favor do Impeachment, não porque eu sou petista ou esquerdista, mas sim porque agora abriu-se brechas deles jogarem toda a culpa da desgraça que fizeram no Brasil pro “neoliberalismo” do Temer (algo que é absurdo, já que ele não cortou nada e nem privatizou nada).

    A situação do país não precisava chegar no nível da Venezuela, mas a raiva contra os petistas e esquerdistas deveria ter chegado à situação que eles seriam quase espancados na rua.

    Pra conseguir reduzir gastos aqui no Bostil, com a CLT e com a Burocracia retardada que temos, precisa-se de algum político radical, ideologicamente motivado, que não se importa em querer agradar a todos e não um político que apenas pensa em ter ligações políticas como o Temer.

  14. Para que uma sociedade enriqueça, ela precisa ser produtiva.

    Para que uma sociedade seja produtiva, é necessário que o Estado assim o permita.

    Para que o Estado assim o permita, é necessário que ele cobre menos impostos.

    Para que o Estado cobre menos impostos, é necessário que ele diminua seus gastos.

    Para que o Estado diminua seus gastos, é necessário que ele diminua seu tamanho.

  15. Pelo que tenho visto o Sr Temer é um politico mediocre tipo mesmice. Quiz ser presidente só por vaidade. Não tem coragem e dobra a qualquer pressão, e volta a tráz com facilidade, quero dizer não tem coragem moral, tem vergonha de ser presidente. Não sabe adminstrar pois administrar é escolher entre muitas alternativas as mais demandadas e prioritárias. Não percebe o tamanho do estado e não pretende diminui-lo, daí prejudicando todos os brasileiros. Na sua mesmice Temer quer aumentar impostos. Pelo artigo acima os gastos do goveno é a soma do deficit fiscal + a divida que paga juros em consequencia deste emprestimo para cobrir deficits, haverá menos dinheiro para fazer investimento em mãos de empreendedores. Aí a recessão se prolonga. Vamos ver o Brasil pós 2018 se aparece alguém que queira diminuir o tamanho do estado, desestatizar rigorosamente a economia, tranformar as concessões em desestatização, que venda todos os ativos do governo, queira uma moeda forte, gastar menos que arrecada, ter boas relações com todos os paises do mundo, estabelecer um mercado livre mesmo unilateral, trocar a constituição socialista, por outra que faça opção preferencial pela riqueza, privatize a saude e a educação. Repila os privilegios adquiridos dos funcionarios públicos que tem a regalia da estabilidade no trabalho. Faça nova federação que dê direito até de secessão. Chega já estou sonhando.

  16. O crime de responsabilidade fiscal já foi cometido.

    Foi o próprio Temer que enviou o orçamento de 2017.

    Esse governo está lotado de criminosos que cometem crime de resposabilidade.

    É um escândalo que deveria se chamar ” fanfarrões do orçamento”.

    Eles ainda querem aumento de imposto, mesmo pagando bolsa artista, 20 bilhões para o BNDES, olimpiada, FIES, etc.

    São criminosos cometendo um atentado terrorista contra a economia.

  17. Acredito que o erro da análise liberal é que ele nao tem como funcionar na sociedade contemporânea. Como diria Goethe em seu retrato do pensamento moderno:”No principio era a ação”, ou seja, o homem age antes de pensar e o futuro não entra em sua análise. Vivemos no “agorismo”, o amanhã é muito distante da modernidade líquida e não é adequado na própria sociedade do consumo, o que é uma interessante contradição, no mundo liberal as pessoas não pensam de forma liberal, apenas o suficiente para manter as aparências.

    Tudo isso se reflete nas políticas adotadas, o amanhã não importa, afinal , até quando perguntaram a Keynes sobre o futuro o mesmo respondeu: “No longo prazo estaremos mortos”.

  18. Entro na discussão sobre a eficácia do Estado em alocar recursos escassos.

    Primeiro, o artigo transmite para os leigos, de uma maneira muito pueril, o caráter do Estado de centralizador econômico num país com proporções continentais. Desse modo, sendo intencional ou não, o leitor é induzido à crer que todas as decisões que afetam sua vida são advindas de um agente máximo, vide a amplitude do conceito de Estado, quando na verdade municípios e estados também influem nessa conjutura e não unicamente a União (representada pelo Meirelles)

    Segundo os austríacos, o Estado não gera riqueza, apenas redistribui essa riqueza com uma perda nesse processo. Assim sendo, vocês alegam que se tal recurso se mantivesse na mão daquele que foi espoliado, esse teria sido acumulado em forma de capital e, consequentemente, retornado em investimentos mais racionais e contábeis do que aqueles que teriam sido feitos pelo Estado. No entanto, em momento algum vocês questionam o possível papel do Estado de propulsionar na criação de nichos econômicos, nem mesmo Mises em sua análise sobre o intervencionismo entra nesse mérito, pois estaria contrariando seu axioma inicial (toda ação estatal gera uma insatisfação maior que a anterior). Explica-se essa possibilidade através da própria teoria austríaca. Se os empreendedores correm riscos altos ao participarem do mercado, qual será a disposição desse em alocar capital num nicho ainda desconhecido e com um ônus alto se comparado à demanda? Qual a perspectiva contábil de lucro? A oferta de um bem por parte do ente privado, nesse caso, é inexistente, a periculosidade financeira é altíssima. Nesse paradigma é que entra a figura do Estado. Por meio dos impostos tomados, o Estado dispõe de muito mais capital para investir e, com isso, minimizar a percepção do montante de perdas que invariavelmente ocorrerão. Logo, o objetivo premeditado é alcançado sem uma interferência direta no mercado, haja vista que não havia disposição dos agentes economicos em empreenderem na realidade anterior à ação estatal, mas, logo após, as suas concepções modificam-se e, portanto, a possibilidade de atribuir investimentos nesse nicho incipiente é muito maior. Portanto, denota-se descoberta de um novo nicho de mercado até então adormecido e os benefícios que essas novas trocas trarão, culpa do Estado.

    Tenho certeza de que existem exemplos mundanos para reforçarem o que eu digo, só não disponho de tempo para vincula-los à minha opinião.( Talvez depois eu complemente)

  19. Rodrigo Fernandes Moreira

    Leandro,

    Onde dá para ver esse indicador de gastos/pib para vários países? Eu encontrei esse:

    data.worldbank.org/indicator/NE.CON.GOVT.ZS?locations=BR&year_high_desc=true

    Mas parece que os números não estão batendo com os seus, talvez esse site não esteja falando exatamente da mesma coisa.

  20. Para quem ainda não sabe: Apesar de prejuízos bilionários por três anos consecutivos, a Petrobras ainda é a petroleira que mais paga salários no mundo. A anacrônica legislação trabalhista obriga a estatal a bancar 230 mil funcionários, quase a soma das três maiores do planeta (British Petroleum, Exxon e Shell), que empregam 253 mil em todo o mundo. As três lucraram R$ 41 bilhões em 2016, enquanto a Petrobras deu prejuízo de R$ 14,8 bilhões. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

    Somente os oito diretores Petrobras custaram R$ 25,3 milhões em 2016, incluindo salários, bônus, benefícios e encargos sociais.

    O Plano de Demissão Voluntária da Petrobras custará R$ 4 bilhões, mas a adesão foi de apenas 12 mil funcionários.

    A Petrobras deve pagar generosas indenizações aos funcionários que aderiram ao plano de demissão. Tem gente que embolsará R$ 706 mil.

    Um engenheiro de petróleo chega a ganhar R$49,3 mil na Petrobras. Um coordenador recebe até R$ 30 mil mensais.

    Eis “o petróleo é nosso”… deles, né? Meirelles, manda leiloar essa porcaria aí!!!

    Fonte: http://www.diariodopoder.com.br/noticia.php?i=76680096106

  21. Bom dia!

    Primeiramente, parabéns pelo canal mises.org.br. Não pertenço a escola ortodoxo. Gosto de um debate (saudável) com diferentes pontos de vista e ideologias. Sou a favor da presença do estado na economia. Não de forma interventora, mas, sim, com um papel indutor do crescimento em momentos de crise. O estado deve entrar no jogo, com instrumentos a que ele compete, usando estes instrumentos afim de impedir uma crise sistêmica. Deve entrar na econonomia quando tiver que entrar e sair quando tiver que sair.

    Quanto aos gastos públicos você cita em seu artigo que, “qualquer instituição que tenha de se endividar o equivalente a 8,50% do PIB em 12 meses terá de pagar juros altos.”

    Olhe para os EUA . Se seguirmos nesta lógica, hj estes países seria “o mais quebrado do mundo” aja vista que o valor da sua dívida é mais de 100% do PIB com o risco de aumentar ainda mais, pois Trump falou que irá emitir moeda para gerar mais emprego, ou seja, mais déficit. O problema que enfrentamos, no meu ponto de vista, não é a dívida; é a capacidade de pagamento. A divida dos EUA está financiada com prazos superiores a 20 anos, enquanto que no Brasil em média 6,5 anos. Dívida pública, gera equilíbrio em investimentos e serviços prestados pelo governo à sociedade. Por exemplo, se em determinada época o país se encontra em crescimento, o governo reduz ou estingue a dívida. Em momentos de crise, se necessário, o governo efetua empréstimos (eleva a dívida) e usa este recurso para que o país saia o mais rápido possível da turbulência.

    Por fim, não digo que este seja o cenário atual e sim o ideal.

    um abraço

    Bruno

  22. “Não de forma interventora, mas, sim, com um papel indutor do crescimento em momentos de crise.”

    Não existiria crise sem a interferência do governo.

  23. FREDERICO HAUPT

    Boa tarde, apresento uma questão jurídica aos nobres debatedores que influencia diretamente na economia:

    Analisando a lei de responsabilidade fiscal (lei complementar nº 101/2000), verifica-se que há uma desproporção entre os recursos destinados ao Legislativo em relação ao percentual do orçamento destinado ao Ministério Público e Judiciário, levando-se em conta o número de servidores que atuam em cada poder, senão vejamos:

    Art. 20. A repartição dos limites globais do art. 19 não poderá exceder os seguintes percentuais:

    I – na esfera federal:

    a) 2,5% para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas da União;

    b) 6% para o Judiciário;

    c) 40,9% para o Executivo;

    d) 0,6% para o Ministério Público da União;

    Percebam que 2,5% de todo o orçamento do Brasil vai para os picaretas do Congresso e do TCU, o que legitima, legalmente, todos os gastos ineficientes, ineficazes e inefetivos dos Nobres Parlamentares e seus indicados políticos para o TCU.

    Ocorre que só quem pode mudar essa lei são esses mesmos picaretas. Eis a questão: o Legislativo é Império do Brasil.

    Alguém tem uma solução factível para essa desproporcionalidade?

  24. Desculpem a pergunta besta, sou iniciante:

    Foi dito que os gastos públicos canalizam recursos que seriam produtivos para a mão de políticos, burocratas, servidores públicos, etc. Então o dinheiro sai dos consumidores e empresários produtivos para o buraco negro da ineficiência estatal.

    Contudo, mesmo indo para as “mãos erradas”, esse dinheiro será eventualmente gasto, da mesma forma que se estivesse nas mãos do consumidor.

    Ex: Mesmo o político corrupto irá gastar comprando bens para si, da mesma forma que o consumidor honesto gastaria num shopping.

    Logo, de uma forma ou de outra, o dinheiro irá circular na economia, então não entendi qual é a perda de eficiência ou “destruição de riqueza” que ocorre simplesmente por que houve uma redistribuição (anda que imoral, lógico) do recurso dos produtores honestos para os burocratas !

    Espero que tenha dado pra entender.

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