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Por que falta emprego se está sobrando trabalho a ser feito?

13 milhões de desempregados no Brasil. Ao mesmo tempo, o que não falta é trabalho a ser feito no país.

Isso, por si só, leva a um aparente paradoxo: como pode haver desemprego se há uma infinidade de serviços a serem feitos?

Donde vem o ditado: “Tá faltando emprego, mas tá sobrando trabalho!”

Pare pra pensar: vivemos em um mundo de escassez. Nenhum bem ou serviço surge pronto do nada. Todos eles precisam ser criados e trabalhados. Um carro não surge do nada. É preciso trabalhar o aço, o alumínio, a borracha e o plástico que vão formá-lo. E esses quatro componentes também não surgem do nada. Eles precisam ser extraídos da natureza ou fabricados sinteticamente. O mesmo é válido para todos os outros bens de consumo que você possa imaginar, de laptops a aviões, passando por parafusos, palitos de dente e fio dental. Todos precisam ser trabalhados.

Da mesma forma, o fato de você estar com fome não vai fazer com que uma pizza surja pronta para você. Alguém precisa trabalhar para fazê-la. E os ingredientes utilizados na fabricação dessa pizza, por sua vez, também não surgiram do nada. Todos eles precisaram ser fabricados ou plantados e colhidos.

Ou seja: não vivemos na abundância. As coisas não existem fartamente à nossa disposição. Todas elas precisam ser trabalhadas. Sendo assim, sempre haverá, em todo e qualquer lugar, algum trabalho a ser feito. Seja na fabricação de um bem de consumo, seja na prestação de algum serviço — nem que seja a limpeza de uma janela, a troca de uma lâmpada ou a limpeza de algum banheiro.

Esse é um fato inegável: vivemos em um mundo de escassez em que sempre há algum trabalho a ser feito. E a quantidade de pessoas para executar esses trabalhos é limitada.

O que nos leva ao ponto principal: por que há escassez de emprego se há uma infinidade de trabalho a ser feito e poucas pessoas para fazê-los?

Se a demanda por trabalho é infinita e a oferta de mão-de-obra é naturalmente limitada, por que não temos um pleno emprego?

Desemprego involuntário

Em um ambiente genuinamente livre, no qual as pessoas podem voluntariamente fazer qualquer acordo entre si sem sofrer a interferência de terceiros, não há desemprego involuntário.  Ou seja, a pessoa que quer trabalhar não fica sem trabalhar. Todo o desemprego é voluntário: só fica sem trabalhar quem não quer trabalhar.

Por exemplo, em um mercado totalmente desimpedido, você encontraria facilmente alguém disposto a lhe pagar — sem medo da justiça trabalhista — para trocar uma lâmpada, varrer um chão, limpar uma janela, consertar um carro, instalar uma televisão, reparar algum eletrodoméstico, programar um computador ou mesmo projetar um prédio (caso você seja realmente bom).

No extremo, se essa demanda por mão-de-obra cair, então o preço dessa mão-de-obra também irá cair, até que toda a mão-de-obra disponível volte a estar empregada.

O desemprego involuntário, portanto, é um fenômeno inexistente em um mercado livre, pois segue a mesma lei da oferta e da demanda que se aplica a todo o resto da economia: se a demanda por um produto cai, então o preço deste produto tende a se reduzir o suficiente para que todas as unidades disponíveis sejam adquiridas.

Logo, se sempre há trabalho a ser feito, e se há mais trabalho a ser feito do que mão-de-obra para fazê-lo, por que então há desemprego involuntário?

Obviamente, esse descompasso só pode ser causado por algum tipo de interferência externa nesta arena em que a demanda por bens e serviços e a oferta de mão-de-obra para executá-los se equilibram.

Quem atrapalha tudo

Eis a nossa realidade: o mercado de trabalho não apenas não é livre, como é um dos mais regulados e controlados da economia.  Pelo governo e pelos sindicatos.

A consequência disso é que, quando a demanda por mão-de-obra cai em decorrência de uma recessão, governo e sindicatos não permitem que o preço dessa mão-de-obra — no caso, salários e encargos sociais e trabalhistas — também caia.

A redução dos custos da mão-de-obra, essencial em um momento de queda na demanda por mão-de-obra, é obstaculizada por regulações governamentais, como salário mínimo e encargos sociais e trabalhistas, e por imposições sindicais, como acordos coletivos e dissídios coletivos.

Pior: a própria Constituição Federal arbitra sobre isso, estabelecendo que uma empresa só pode reduzir salários se o sindicato da categoria aprovar. Mesmo que o trabalhador aceite uma redução, ele é proibido disso, pois o governo decretou ser ilegal.

Todas essas imposições são feitas com a justificativa de “proteger os trabalhadores”, mas logram apenas expulsar os mais fracos e menos qualificados do mercado de trabalho. Afinal, se o custo da mão-de-obra não diminuiu o suficiente perante uma queda na demanda empresarial por trabalhadores, o que inevitavelmente irá ocorrer é que o desemprego inevitavelmente aumentará.

E não se trata de uma consequência econômica extraordinária própria do mercado de trabalho: isso é exatamente o mesmo que ocorre com qualquer outro bem ou serviço. Se os consumidores de um produto deixam de querer comprá-lo, mas seu preço se mantém inflexível, então esse produto não será vendido para ninguém. Sem um ajuste em seu preço, o ajuste acaba sendo feito por meio da quantidade demandada.

Igualmente, a legislação que pretende proteger os trabalhadores de qualquer redução salarial e de qualquer redução nos encargos sociais e trabalhistas acaba por condenar uma boa parte desses mesmos trabalhadores ao desemprego, ou seja, ao corte salário completo.

Os números

Para empregar legalmente alguém no Brasil, o empregador terá de pagar, além do salário imposto pelo governo e pelos sindicatos, mais 102% do valor desse salário em impostos e encargos sociais e trabalhistas.

Dentre os encargos sociais, temos o INSS, o FGTS normal, o FGTS/Rescisão, o PIS/PASEP, o salário-educação e o Sistema S.  Dentre os encargos trabalhistas temos 13º salário, adicional de remuneração, adicional de férias, ausência remunerada, férias, licenças, repouso remunerado e feriado, rescisão contratual, vale transporte, indenização por tempo de serviço e outros benefícios.

Este site mostra que, dependendo do caso, os encargos sociais e trabalhistas podem chegar a quase 102% do salário, o que faz com que um salário de R$ 880 gere um custo final total de R$ 1.777 para o empregador.

São exatamente essas regulamentações que governo e sindicatos impõem ao mercado de trabalho que provocam esse descasamento entre demanda por trabalho e oferta de mão-de-obra.

Os trabalhadores brasileiros são cheios de “direitos sociais” (encargos sociais e trabalhistas pagos pelos patrões); só que, para terem esses direitos, não só seus salários ficam cada vez mais achatados, como eles também ficam cada vez mais sem empregos.

Soluções empiricamente testadas

O leitor pode perfeitamente dizer que os argumentos apresentados até são coerentes e fazem sentido no campo das idéias, mas que jamais funcionariam na prática.

Mais: ele pode dizer que, em meio a uma crise econômica, se os salários pudessem ser reajustados para baixo, o resultado não seria mais empregos com menores salários, mas sim apenas menos empregos com menores salários. Os empresários, dirá ele, aproveitariam a oportunidade para aumentar seus lucros e não deixarão de demitir ainda mais pessoas, não importa que agora os salários estejam menores.

A realidade, no entanto, é bem distinta.

Em uma recente pesquisa feita sobre o mercado de trabalho italiano (um dos mais regulados do mundo) entre 2008 e 2013 — anos de intensa recessão –, os economistas Sergei Guriev, Biagio Speciale e Michele Tuccio compararam o comportamento dos salários e do nível de emprego tanto na extremamente regulada economia formal quanto na desregulamentada economia informal.

Os resultados obtidos realmente não são nada surpreendentes, pois corroboram bom senso: os salários se reduziram muito menos na economia formal do que na informal (caíram 20% na economia informal, e se mantiveram constantes na economia formal); porém, em contrapartida, o desemprego também aumentou muito mais na economia formal do que na informal: o número de pessoas ocupadas despencou 16% no mercado de trabalho regulado ao mesmo tempo em que aumentou 1,6% no mercado desregulamentado.

Com efeito, os três pesquisadores estimam que, se a flexibilidade houvesse sido estendida a todo o mercado de trabalho italiano, o emprego teria caído menos de 5% — e não os 16% vivenciados.

As opções do mercado de trabalho em meio a uma crise econômica não são confortáveis: a curto prazo, ou os salários diminuem ou os empregos diminuem. É absolutamente irreal querer que, ao mesmo tempo em que a economia esteja encolhendo e a produção esteja caindo, tanto o número de empregos quanto os salários pagos se mantenham constantes.

A massa salarial é o principal componente do PIB; e, se o PIB se contrai, então a massa salarial também irá se contrair: seja porque o número de pessoas recebendo salários cai ou porque o valor de cada salário pago diminui. Em meio a uma crise economia, não há uma terceira alternativa.

Daí que é necessário escolher entre um mercado de trabalho hiper-regulado que preserve os salários (e diminua os empregos) ou um mercado de trabalho liberalizado que preserve o volume de empregos (e diminua temporariamente ou os salários ou os encargos sociais e trabalhistas).

Conclusão

Se o governo e os sindicatos querem “fazer algo” para ajudar os trabalhadores de maneira definitiva, então eles realmente deveriam desonerar aquelas pessoas que estão dando emprego e dinheiro para os trabalhadores. É particularmente perverso que ambos queiram onerar exatamente aquelas pessoas que estão fornecendo oportunidades (e dinheiro) para os trabalhadores. 

A legislação trabalhista é uma ferramenta perversa que foi criada para (supostamente) ajudar os trabalhadores menos capacitados (que são justamente aqueles que recebem os menores salários). Na melhor das hipóteses, ela ajuda alguns poucos ao mesmo tempo em que penaliza drasticamente todos os outros — ao tornar impossível que eles encontrem um emprego legal. 

Pior: a legislação trabalhista perversamente joga todo o fardo exatamente sobre aquele grupo de pessoas que optou por ajudar esses trabalhadores, que são os empregadores — o único (e pequeno) grupo de pessoas que realmente está se esforçando para resolver o problema.

Eis, portanto, uma solução justa e funcional: um mercado de trabalho liberalizado, no qual trabalhadores e empresários sejam livres para negociar dinamicamente seus acordos sem serem obrigados a se submeter a normativas estatais e a imposições sindicais, as quais prejudicam exatamente aqueles a quem dizem beneficiar.

Se os políticos genuinamente se importam com o drama do desemprego, então a primeira medida que deveriam aprovar seria a revogação de todas atuais normas anti-trabalho e pró-sindicalismo, bem como o peso dos encargos sociais e trabalhistas, responsáveis diretos por multiplicar o número de desempregados durante a atual depressão econômica.

Enquanto isso não é feito, 13 milhões de pessoas continuam arcando com as consequências de tamanha irresponsabilidade.

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Leia também:

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Juan Ramón Rallo, diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.

Leandro Roque, editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

 

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65 comentários em “Por que falta emprego se está sobrando trabalho a ser feito?”

  1. Porque ocupar as escolas.

    Infelizmente eu não tive a sorte de ser entrevistado pelo "mamãe falei", mas irei deixar aqui, motivos porque devemos ocupar as escolas.

    Educação é direito

    Não se pode iniciar esse debate, partindo de premissas mentirosas do capital, portanto vamos para a primeira regra: Educação não é serviço, Educação é um direito que nasce com você. Todos problemas que hoje nos encontramos, se deve ao fato de transformar a educação em serviço.

    O Brasil sofreu um golpe do capital

    O neoliberalismo entrou no Brasil, e foi algo muito fatal para os professores da rede pública. Foi um ataque muito forte, porque quando o neoliberalismo entra no Brasil, a educação em quanto direito, começa a ser transformada em serviço. E o mesmo vai acontecer com todos os outros direitos, como: Saúde, segurança, cultura, transporte,felicidade etc. Mas alguém poderia dizer: Senhor, mestre, capital imoral a PEC não atinge a educação e saúde. A minha resposta ao jovem neoliberal: Quem disse que precisa atacar educação ou saúde explicitamente para ser contra o governo que está ai? Entenda uma coisa meu jovem, Neoliberalismo é um vírus, se você deixa crescer um pouquinho, ele te mata.

    Fora Temer

    As politicas de Michel Temer, são as politicas mais neoliberais de nossa história. Em quanto Michel Temer estiver no poder, a greve deve continuar, pois é um neoliberal que está no poder, agora, neste momento. Alguém poderia perguntar, o que isso tem haver com educação? O neoliberalismo estar no poder, significa que a educação em quanto direito, cedo ou tarde, será transformada em serviço, e estará sob o valor que capital decidir.

    Corte de gastos públicos

    Para criar uma sociedade intelectual, onde jogadores de futebol iria ler Aristóteles e, atendentes de padaria iria ouvir Jean Sibelius (1865-1957) https://www.youtube.com/watch?v=F5zg_af9b8c . È necessário que tudo esteja dentro do estado, pois o capitalismos é banal e nos torna burros. A PEC que limita os gastos públicos, é um grave ataque a ideia de alta cultura baseado no estado. Pois estaria (novamente) atribuindo um preço a cultura de um povo.

    Os reais motivos.

    Eu vi o carinha do mamãe falei, fazendo perguntas difíceis para jovens, que nem terminaram a escola. A verdade é que independemente se eles (em quanto indivíduos) terem uma boa base argumentativa ou não, o simples fato de lutarem contra o governo golpista, já é um bom motivo para estar em greve. Pois eu apresento os meus motivos:

    1- Brasil sofreu um golpe de estado, por culpa do capital.

    2- O neoliberalismo está a solta. (ele é um vírus que destrói o estado)

    3- O socialismo é maravilhoso e, só traz liberdade e, pessoas legais.

    4- As politicas neoliberais irá transformar educação que é direito em serviço.

    5- Todo o resto que é direito, será transformado em serviço.

    Conclusão e teoria da sociedade cultural

    Está vida é marcada de pobreza, ignorância e dor. Intelectuais da usp, em um movimento de salvação da espécie humana, planejaram uma sociedade, onde o estado estenderia a mão para você, e te levaria até o mais alto nível intelectual. Todos os 200 milhões de habitantes, saberiam falar 3 línguas estrangeiras, saberiam de cor todos os clássicos da literatura, iriam tomar chá de tarde e iriam discutir sobre o livro da semana, talvez um Rei Lear de William Shakespeare, ou quem sabe os pensamentos de Stefan zweig. Uma sociedade onde o carro estaria abolido, todos iriam de bicicleta ouvindo em seu iphone a mais sutil canção que o homem pode ouvir. O preconceito, ignorância, as micro-agressões, tudo isso seria de um passado que não existe mais. havia planos maravilhosos para vocês, e vocês jogaram tudo isso no lixo.

  2. Prezado Leandro,

    Considerando a alta taxa de desemprego atual, a quebradeira dos Estados (que não conseguem honrar o pagamento dos salários inchados de seus servidores e pensionistas) e a alta dívida pública federal, não seria interessante, tanto para o governo, quanto para o oposição, monetizar parte da dívida pública federal, até um ponto que seja possível pagá-la por completo?Isso tudo, considerando que a PEC 241 seja aprovada.

    A consequência disso seria uma inflação absurda este ano, que acarretaria na redução real dos gastos dos governos e do salário mínimo, além da redução sensível dos gastos com juros.

    Veja bem, o estrago já foi feito, vivemos em um mundo de faz-de-conta criado nos últimos anos. Não seria melhor voltarmos de uma vez para a realidade, ao invés de sofrermos por 20 anos?

  3. Não consegui encontrar uma fonte, mas não teve uma redução de encargos aqui no Brasil, durante o governo Dilma?

    Me lembro que ao invés de contratar ou investir, os empresários embolsaram essa diferença de custos.

    Só para constar, eu preferiria receber em meu contracheque estes 102% do meu salário, do que estar “protegido” pelo governo.

    Afinal a tal proteção só existe em papel, mas não na vida real…..

  4. tendo em vista que o desemprego aumenta, a riqueza produzida cai e que os empregados serão forçados a sustentar os desempregados, é possível que os salários reais (dos que ainda estão trabalhando) caiam mais com a politica de não redução salarial do que com uma politica de salários flexíveis?

  5. Dúvida técnica:

    se a demanda por um produto cai, então o preço deste produto tende a se reduzir o suficiente para que todas as unidades disponíveis sejam adquiridas.

    Não precisamos considerar os custos de mobilidade aqui? Exemplo simples, pode estar sobrando emprego em São Paulo, faltando emprego no Rio de Janeiro, mas os desempregados do RJ tem que arcar com algum custo para se locomover até SP. Então é de se esperar alguma porcentagem aí de desemprego involuntário, mesmo em ambientes 100% livres, não?

    Genericamente falando, os custos de arbitragem, da mesma maneira que ela pode manter uma quantidade de estoque não consumido mesmo quando há demanda para ele, também podem manter uma pequena porcentagem de desemprego, mesmo com demanda, certo?

  6. 12% de desemprego é apenas o começo, essa taxa ficará assim por muito tempo ainda, o melhor é que o brasileiro está mais aberto ao bico, a internet permite mais facilidade para fechar pequenos negócios e a juventude já está percebendo que vale pouco a pena trabalhar registrado, dar metade do que ganha pro governo e em troca se aposentar aos 70 anos não parece um bom negócio sob nenhuma ótica.

    Lastimável é a nula vontade política para mudar esse atraso que são nossas leis trabalhistas.

    Excelente artigo, parabéns ao instituto Mises pelo trabalho.

  7. Esse é um dos motivos pelo qual a previdência esta quebrada também. Se a burocracia pra gerar o emprego fosse menor a propria arrecadação aumentaria

  8. Prezado(s),

    “Em um ambiente genuinamente livre, no qual as pessoas podem voluntariamente fazer qualquer acordo entre si sem sofrer a interferência de terceiros, não há desemprego involuntário. Ou seja, a pessoa que quer trabalhar não fica sem trabalhar. Todo o desemprego é voluntário: só fica sem trabalhar quem não quer trabalhar.”

    E quanto aos que não conseguem trabalhar (crianças órfãs, pessoas inválidas, doentes, idosos etc). Como ficariam em um ambiente genuinamente livre??

    Não se pode afirmar: “que só fica sem trabalhar quem não quer trabalhar”.

  9. “Se os políticos genuinamente se importam com o drama do desemprego, então a primeira medida que deveriam aprovar seria a revogação de todas atuais normas anti-trabalho e pró-sindicalismo, bem como o peso dos encargos sociais e trabalhistas, responsáveis diretos por multiplicar o número de desempregados durante a atual depressão econômica”

    Eu discordo dessa parte, não adianta tomar alguma atitude para deixar de perder empregos se não for feito nada para geração de emprego. A primeira coisa a ser feita, ou feita em conjunto com o proposto no texto, seria revogar todas as normas anti-empresas e pró-governo, bem como toda peso dos impostos responsáveis por multiplicar o numero de empresas fechadas.

    E quando eu falei o peso dos impostos, eu não quis necessariamente disser em diminuição da carga tributaria, o valor do imposto a priori não precisa ser diminuído, apenas em ser simplificado já ajudaria e muito nossos empresários.

  10. Mas se o governo printar um pouco de dinheiro as coisas se resolvem não ? pois os salarios em termos nominais vão subir. Assim, não vai ter necessidade de cortar salarios para não demitir RSSSSSSS

  11. Quem quer viver em Liberland?

    “Liberland: o país sem governo e sem cobrança de impostos”:

    veja.abril.com.br/mundo/liberland-o-pais-sem-governo-e-sem-cobranca-de-impostos/

  12. São 12 milhões de desempregado porque estão procurando empregos formais, se somados aos desocupados que desistiram, o número chegam a quase 30 milhões.

  13. OFF

    Leandro, recomenda o livro “Economia brasileira contemporânea” do Fábio Giambiagi, para fins de estudar o histórico econômico brasileiro?

    Obrigado antecipadamente.

  14. E o problema do desemprego não é só aqui. Está afetando fortemente a economia dos EUA também:

    “John Williams, no site Shadowstats, corretamente acrescenta esses trabalhadores desencorajados mas dispostos a trabalhar de volta ao cálculo e, surpresa, a taxa de desemprego real neste país tem oscilado entre 18% e 23% durante os últimos sete anos. Essas taxas são idênticas aos piores anos da Grande Depressão.”

    Link para o artigo completo: https://descentraliza.com.br/2016/10/26/a-maior-depressao-americana/

  15. Bom dia amigos,

    O que me proponho a relatar aqui hoje, me fez até com que fizesse finalmente o registro neste site, desde a mudança da página, apesar de ser já um antigo e assiduo leitor, pouco interventivo é certo, mas não resisti desta vez.

    Já li que o @jovemcd (Jovem Conservador de Direita) já é conhecido aí no Brasil, obrigado internet e youtube, apesar disso, e de não estar relacionado com o tema do post, permitam-me compartilhar com vocês este personagem que descobri apenas ontem, algures na net… e que parece estar se tornando viral.

    Já que sou mais um adepto da EA, empreendedor e tento fazer minha parte, este personagem me fez rir muito, em todo o caso, tenho a certeza que vcs tambem vão gostar no minimo da performance deste @jovemcd.

    Vamos lá então, vou tentar resumir um pouco, pois certas palavras e/ou personagens podem vos parecer estranhas.

    Pelo pouco que pude pesquisar deste personagem @jovemcd até então, é que ele se propõe nada mais nada menos, do que ser o "Génio Salvador de Portugal".

    Diz ainda que daqui a 10, 15 anos vai ser o Presidente da Comissão Europeia… pelo caminho, vai ser o presidente do PSD, anexar o CDS e ser eleito primeiro ministro de Portugal!

    Um pequena voltinha por cá na terrinha….. e temos então que, o PSD (sociais democratas) como partido da oposiçao, liderado por Passos Coelho, vencedor das eleições, mas por falta de maioria, viu-se na obrigação de entregar o poder para o partido Socialista (beneficiando estes, do apoio inédito …. do partido Comunista e do partido, Bloco de Esquerda)… Mais um detalhe é que o governo a atual (Esquedalho) são conhecidos pelo nome do governo "Geringonça" já que os comunas estão com todo o vapor…

    O video que se segue, é uma conferencia dada pelo tal "Jovem Conservador de Direita", a convite de dois deputados do partido denominado Bloco de Esquerda, na ocasião do lançamento do livro "A falácia do Empreendedorismo" por eles escrito… é, só isso.

    Só que discurso do @jovemcd destroi os dois comunistas !

    Esses dois deputados do Bloco de Esquerda na mesa do lado do @jovemcd são, José Soeiro e Adriano Campos, formados em sociologia…

    Ah detalhe, o @jovemcd acaba também de lançar seu 1ro livro: "A Era do Doutor"

    Explicações extras sobre a apresentaçao/video:

    • Empresa Bertrand: Editora que publica o livro dos esquerdalhas "A falácia do Empreendedorismo"

    • Miguel Gonçalves: Famoso guru motivacional português, ficou mt conhecido pela expressão "bater punho" em suas palestras TED's etc.

    • Gustavo Santos: Jornalista, apresentador de TV e escritor sobre temas motivacionais, conhecido por livros "AMA-TE" etc…

    • "Betinho": talvez a melhor tradução seria o vosso Coxinha, já que o Betinho é o menino de uma familia de Direita, com certos valores mais conservadores e tal… ou em outras palavras, alguém de classe média/alta…

    • Alguns calões de Portugal: GANZA (Baseado); BUÉ (muito); FIXE (legal/massa)

    Desfrutem e grande abraço.

    J.S.

    Links:

    – Jovem Conservador De Direita a apresentar “A Falácia do Empreendedorismo” – https://www.youtube.com/watch?v=6LdGcR_Vnbg

    – @jovemcd – https://www.facebook.com/jovemcd

    – A Falácia do Empreendedorismo – http://www.bertrandeditora.pt/livros/ficha/a-falacia-do-empreendedorismo?id=17461219

    http://www.fnac.pt/A-Era-do-Doutor-Jovem-Conservador-de-Direita/a985383

    – José Soeiro – http://www.esquerda.net/author/jos%C3%A9-soeiro

    – Adriano Campos – http://www.esquerda.net/autor/adriano-campos

  16. impossivel que isso seja aplicado no brasil ou em qualquer parte do mundo, essa sociedade em que vivemos nos não pensamos no coletivo mas sim no individual, então grandes corporações iriam levar muitas vantagens sendo esse sistema aplicado, esse topico é apenas uma utopia porque esse falso empirismo aplicado ná italia não caberia no mundo muito menos na propria italia sendo ele aplicado no sistema internacinal.

  17. Anarco capitalismo não funciona.É uma crença infantil na ética do mercado. Aqui mesmo em BH tem um candidato a prefeito que dava calote nos seus empregados da iniciativa privada e foi condenado à prisão.Além domais a regulação trabalhista é que possibilita a pessoa se aposentar no futuro pois quem financia a aposentadoria são os descontos no INSS da carteira de trabalho

  18. .

    O futuro para alavancar a economia é dar trabalho e não emprego. É isto que torta países comunistas/escravocratas estarem despontando na economia mundial.

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