Na
moderna discussão política, não há termo mais abusado e sobreutilizado do que ‘neoliberalismo’.
O
curioso é que, se você questionar o significado exato deste termo à pessoa que
o pronuncia — sempre em tom vituperativo –, ela demonstrará não ter a mais
mínima ideia.
O
que é ‘neoliberalismo’? Bom, pelo menos entre seus críticos, ‘neoliberalismo’
normalmente nada mais é do que um xingamento para liberalismo.
“Neoliberalismo” virou um termo
pejorativo para o liberalismo laissez-faire
Segundo a Wikipédia, ‘neoliberalismo’
é simplesmente sinônimo de liberalismo:
Neoliberalismo é um termo
controverso que se refere primordialmente ao ressurgimento, no século XX, de idéias
do século XIX associadas ao liberalismo econômico laissez-faire. Tais ideias abrangem
amplas políticas de liberalização econômica, como privatização, austeridade
fiscal, desregulamentação, livre comércio, e reduções nos gastos do governo com
o intuito de aumentar o papel do setor privado na economia.
E
por que é um ‘termo controverso’? Porque ele é usado quase que exclusivamente
de forma pejorativa, e não como um termo descritivo para denotar imparcialmente
uma ideologia.
Após
estudarem 148 artigos de economia política que utilizam tal termo, os
cientistas políticos Taylor Boas e Jordan Gans-Morse chegaram
à conclusão que o termo “neoliberalismo” praticamente nunca é utilizado
positivamente. O termo é majoritariamente usado por teóricos contrários ao
livre mercado, mas nunca lhe é dado alguma definição: “O significado de
neoliberalismo jamais é debatido e, pior ainda, jamais é sequer definido. Como consequência,
o problema nem é que haja muitas definições para o termo, mas sim que não haja
nenhuma”, dizem os autores.
Ademais,
como já dito, ao termo não é dado um rótulo neutro; ao contrário, seu emprego é
feito majoritariamente por pessoas que se opõem ao livre mercado. Dizem os autores:
“Os resultados de nossa análise de ensaios acadêmicos confirmam que o uso
negativo do termo ‘neoliberalismo’ supera esmagadoramente seus escassos e
eventuais empregos positivos”.
Em
outras palavras, “neoliberalismo” significa simplesmente um slogan
anti-liberalismo. Nada mais é do que um termo esvaziado de conteúdo distintivo.
Boas
e Gans-Morse prosseguem:
Um forte indicador das conotações negativas
do termo é o fato de que praticamente ninguém se auto-identifica como ‘neoliberal’,
ainda que acadêmicos frequentemente rotulem os outros — políticos,
economistas, e até mesmo colegas de trabalho — com este termo. Embora, em
nossa amostra, um quinto dos artigos era sobre os autores se referindo a outras
pessoas como ‘neoliberais’, o fato é que, em toda a nossa pesquisa, não encontramos
um único exemplo contemporâneo de um autor que tenha utilizado esse termo para
se auto-descrever…
Adicionalmente,
como observam Boas e Gans-Morse, “neoliberalismo” é frequentemente utilizado
para “denotar… uma radical e abrangente aplicação dos princípios do livre
mercado, de uma maneira sem precedentes em termos de velocidade, escopo e ambição.”
Para aqueles que desejam parecer “sensatos”, “equilibrados” ou “não-radicais”,
as conotações do termo ‘neoliberalismo’ como sendo algo radicalmente em prol do
livre mercado fornece uma razão adicional para evitar ser identificado com o
termo.
O que realmente é o neoliberalismo
Mas
a verdade é que a ideologia neoliberal de fato existe — embora ninguém se
identifique como tal — e possui um significado (um tanto amorfo, mas possui).
E ela nada tem a ver com o genuíno liberalismo. Há uma clara — e intransponível
— distinção entre o liberalismo clássico da Escola Austríaca e o
neoliberalismo.
Poucos
sabem, mas o neoliberalismo surgiu como uma terceira via entre o socialismo e o
liberalismo. Como explicou
Jorg Guido Hülsmann:
As raízes da ideologia neoliberal
remetem às décadas de 1880 e 1890, quando os economistas alemães da Escola
historicista alemã de economia e seus discípulos americanos
convenceram-se de que a concentração industrial tinha efeitos prejudiciais para
a economia e que, por isso, algum tipo de moderação por meio da intervenção
governamental fazia-se necessária. Uma das consequências visíveis dessa
mentalidade foi o Sherman Act (Lei Sherman antitruste),
que desde então substituiu o poder dos consumidores pelo poder dos
burocratas.Na Alemanha, a filosofia da terceira
via generalizou-se durante a ‘Sozialpolitik’ estimulada
pelo Kaiser
Wilhelm II. A França copiou o modelo, invocando a necessidade de uma ‘tierce solution’, assim como também
fizeram os Estados Unidos sob o New Deal.Entretanto, as primeiras
declarações programáticas do neoliberalismo foram publicadas somente na década
de 1930 — novamente, e previsivelmente, na Alemanha e nos Estados
Unidos. O manifesto mais influente veio do economista de Chicago Henry
Simons, que, em 1934, fez circular uma monografia intitulada A Positive Program for Laissez Faire (Um
Programa Positivo para o Laissez-Faire) — no qual a palavra
“positivo” indicava que esse programa justificava amplas intervenções
governamentais, ao passo que o laissez-faire clássico era um programa
“negativo”, no sentido de que ele não fornecia tal
justificativa.Simons exortava o governo a regular
a oferta monetária e o sistema bancário, a impedir a formação de monopólios, e
a fornecer uma renda mínima para os destituídos — um desvio e tanto do
liberalismo laissez-faire.Essas ideias expressavam
perfeitamente os sentimentos de uma geração de economistas que haviam sido
criados em um ambiente intelectual inteiramente estatista, mas que no entanto
conheciam as lições ensinadas pelos liberais clássicos. […] Seu
neoliberalismo animou o trabalho daquelas instituições que surgiram no
pós-guerra com o intuito de estancar o crescimento do estatismo — mais
especificamente a Mont Pèlerin Society e o Institute for Economic Affairs de
Londres.
O
neoliberalismo, portanto, surgiu entre ex-socialistas que haviam percebido que
o socialismo não funcionava, mas que também não queriam abraçar inteiramente o
liberalismo clássico.
O
neoliberalismo possui uma agenda abertamente intervencionista, ainda que menos
intervencionista que o próprio socialismo. Historicamente, neoliberais defendem
monopólio estatal da moeda por um Banco Central, agências reguladoras
para controlar determinados setores da economia, programas de redistribuição de
renda, leis e regulações anti-truste, concessões em vez de genuínas privatizações e desestatizações,
ajustes fiscais por meio de aumentos de impostos, além, é claro, de monopólio estatal
da justiça, e saúde e educação fornecidas pelo estado.
O
próprio Ludwig von Mises batalhou
contra um grupo de economistas da Mont Pèlerin Society que, na década de
1940, poderiam ser rotulados de ‘neoliberais’. Para Mises, esses neoliberais
eram apenas relativamente liberais — comparados aos doutrinários socialistas
–, mas ainda eram intervencionistas que defendiam o monopólio estatal da moeda
por um Banco Central, programas assistencialistas, e todo aquele supracitado aparato
regulatório e burocrático comandado pelo estado.
Mises
havia argumentado que uma divisão racional do trabalho poderia ocorrer apenas
se houvesse preços de mercado para os fatores de produção — algo que, por sua
vez, requeria a propriedade privada desses fatores. Em contraposição, os
neoliberais centraram-se exclusivamente nos preços em si, menosprezando exatamente
as condições que permitiam o fenômeno da livre formação de preços.
Mises
já havia demonstrado que o socialismo é impossível de existir porque tal
arranjo não permite a formação
de preços e o conseqüente cálculo de custos, lucros e prejuízos. Porém,
para os neoliberais, a conclusão prática deste argumento da impossibilidade do
cálculo sob o socialismo não era a de que o governo não deveria interferir na
propriedade, mas sim a de que ele deveria abster-se de intervir nos
preços especificamente.
Como
explicou Hülsmann:
Ao passo que Mises havia
simplesmente declarado que uma divisão do trabalho baseada no cálculo de preços
poderia ocorrer apenas onde existisse a propriedade privada, os neoliberais
planejavam manipular os sistemas institucional e jurídico com o intuito de
“aprimorar” a divisão espontânea do trabalho gerada naturalmente pelo
laissez-faire.Para os neoliberais, o mercado era importante,
mas eles acreditavam que a intervenção governamental poderia acentuar a
“eficiência” e a “imparcialidade” do processo de
mercado. Ao contrário dos socialistas, os neoliberais acreditavam que o
mercado levaria a sociedade à direção correta; porém, ao contrário dos liberais
clássicos, eles acreditavam que um mercado livre e desimpedido geraria
resultados aquém do seu verdadeiro potencial.
Neoliberais,
portanto, acreditam existir “intervenções capazes de aprimorar o mercado”.
Sucintamente, pode-se dizer que neoliberalismo é uma
mistura de social-democracia, keynesianismo e alguma liberdade de mercado em
termos microeconômicos.
Para aqueles que acompanham o debate de idéias, a distinção
entre neoliberais e liberais clássicos é explícita. Já para esquerdistas
anti-liberais, que observam tudo de fora, austríacos, chicaguistas e
neoclássicos são exatamente a mesma coisa.
Para eles, todos esses “neoliberais” são igualmente a favor do livre mercado
e do livre comércio, portanto todos eles concordam com os neoliberais do FMI (cuja
presidência, aliás, já pertenceu ao líder do Partido
Socialista francês).
Em algumas raras ocasiões, os críticos do
neoliberalismo acabam acertando por
acidente. Por exemplo, quando eles (corretamente) se opõem a acordos
comerciais gerenciados pelo governo, como o Acordo Transpacífico de
Cooperação Econômica (TPP, em sua sigla em inglês). Mas eles acertam pelas razões
erradas. Eles se opõem a esses acordos comerciais não porque eles são acordos gerenciadas e
controlados pelo governo; não porque eles representam uma extensão do
estado regulatório e corporativista; mas sim porque eles erroneamente acreditam
que acordos comerciais gerenciados e controlados por governos representam um genuíno livre
comércio.
Opondo-se
tanto aos neoliberais quanto aos intervencionistas
A única conclusão é que os defensores consistentes
do laissez-faire estão cercados, de
um lado, pelos reais neoliberais e, do outro, pela esquerda anti-capitalista e
anti-neoliberal.
Se pudesse, a esquerda anti-neoliberalismo
alegremente expropriaria várias empresas. O empreendedorismo seria sufocado, as
pequenas empresas seriam reguladas ao ponto de fecharem as portas, e o setor financeiro
ficaria — mais ainda do que já é hoje — sob completo controle do estado.
Por outro lado, os neoliberais continuariam
manipulando a economia por meio de suas políticas monetárias e fiscais, regulando
vários setores da economia por meio de suas agências reguladoras, ajudando e
protegendo grandes empresas, evitando genuínas desestatizações em favor de falsas
privatizações, de concessões com prazo determinado, e de parcerias
público-privadas, e, acima de tudo, expandindo ainda mais o estado
assistencialista.
E ambos os grupos dariam as mãos em sua defesa da saúde
e da educação sob controle do estado, divergindo apenas no fato de que os
neoliberais ao menos aceitam que também haja saúde e educação privada em paralelo.
Ambos os grupos constituem ameaças significativas à
causa do laissez-faire.
De resto, aquilo que a esquerda chama de
neoliberalismo é, na verdade, um não-liberalismo.
Neoliberalismo,termo inócuo e pejorativo e que esquerdopatas repetem feito papagaios de pirata,o interessante é que eu no passado acreditava nessas falacias de atacar os outros de neoliberais,são tempos que não deixaram saudades,viva a Liberdade e o IMB,por ter abaixo de Deus clareado meus conhecimentos…
Mariana queria ser Médica
– Mariana queria ser Médica, Desde criança, quando Mariana passava em frente o postinho, ela falava para as amigas, "um dia eu serei uma grande médica" , as amigas, obviamente, riam dela.
– Mariana queria ser Médica, Mariana sempre estudou em escola pública, era a melhor aluna de turma, embora o nível exigido dela, é baixíssimo, pois o professor que dava aulas, estava cansado, após ter dado 4 aulas no mesmo dia.
– Mariana queria ser Médica, Mariana chega no ensino médio, ela se da conta que o capitalismo traiu ela. O capitalismo, tornou a alma de Mariana banal, ela não pensa mais em seus sonhos, como por exemplo passar em medicina na usp. Marina só quer ouvir "Chocolate quente" de Michel Teló, obviamente está música abaixou seu nível em quanto ser humano. (acredita que tem neoliberal dizendo que o capitalismo aumentou o nível cultural?)
– Mariana queria ser Médica, Já dizia um padre, "Um abismo leva a outro", Marina não poderia ficar somente no chocolate quente. As dores de seu coração, as dores do fracasso, agora eminente, exigem dela, mais e mais consolações que ela irá buscar no "mundano", eu pessoalmente gosto de chamar de capitalismo. Ela vê que seu corpo é algo de desejo, ela percebe que os mano pira nas "novinha".
– Mariana queria ser Médica, Mariana, na inocência de sua juventude. Fica com um mano do baile funk, ao qual deixa ela gravida. Agora, Marina tem um filho, é pobre, é ignorante, Mariana queria ser Médica.
Mariana queria ser Médica, Marina se encontra com 25 anos, com um filho para criar, sem nenhuma educação, morando na favela. E novamente, As dores de seu coração,exigem dela, mais consolações que ela irá buscar no "mundano", eu pessoalmente gosto de chamar de capitalismo. Marina, vai para qualquer igreja evangélica de esquina, pois ela precisa, que alguém apague as dores de seu coração. E as história da roda da ignorância irá se repetir. Mariana queria ser Médica.
Conclusão
Me perguntam, por que invadem escolas? A respostas é: Porque Mariana queria ser medica, e o capitalismo traiu ela. Imaginem quantos médicos nós perdemos, por causa nos cortes em educação. Sem apoio ninguém chega a lugar algum meu amigo. O maior crime do neoliberalismo, foi transformar educação, que é direito, em serviço.
Amigos, sou liberal, mas realmente me assusta a grande concentração de poder que algumas empresas possuem hoje. Friedman com seus estudos de história econômica chegou à conclusão de que apenas existiram dois monopólios verdadeiros na história causados pelo mercado, o da bolsa de ny e o de diamantes. Mas parece que agora surgiram outros esses definitivamente surgidos pelo mercado. E muito mais perigosos para a liberdade. Falo do google e da amazon.
A amazon faz um trabalho sensasional, e sou 100% contra tarifamento de livros. Mas parece que ela tem usado seu poder de mercado para pressionar editoras, produtores, fazendo-os se curvar às suas exigências. Bem, esse monopólio pode se dizer causado pelo governo no sentido que este garante os direitos autorais, que muitos austriacos são contra, mas nem todos. Mas o que fazer quanto a ele?
E outro, mais perigoso ainda, é o google, que já está usando seu poder para avançar uma agenda globalista. Ele está por exemplo alterando deliberadamente as pesquisas do candidato trump a fim de favorecer a hillary. O que se poderia fazer? Um boicote não é factivel.
Neo Liberalismo virou palavrão na boca de esquerdista, além de fascista, nazista, reacionario neo liberal também entrou nos adjetivos
Neoliberalismo é uma doutrina desenvolvida no Consenso de Washington que visava ressuscitar os ideais de mercado, até então sepultados devido a grande depressão de 30(que abalou a confiança no sistema capitalista). No entanto, sapientes das falhas do capitalismo de mercado totalmente desregulado -capitalismo selvagem-, visaram construir um modelo no qual houvesse uma certa liberdade para a burguesia e com o Estado cumprindo o seu papel de regulador. Porém, o neoliberalismo ficou contaminado pelo excesso de liberdade endógeno do liberalismo clássico, o que resultou na famosa crise de 2008, na qual bancos e especuladores gozaram da total falta de regras nos mercados das potências imperialistas.
Um neoliberal defende o entreguismo do patrimônio nacional para o capital internacional(privatizações), a abertura do nosso mercado aos especuladores(assim trazendo volatilidade externa), o apreço por instituições do capital internacional(FMI, Banco Mundial e o Clube de Paris), a extinção de programas e direitos sociais, o combate à inflação por meio de ferramentas ortodoxas(taxas de juros elevadas, desemprego, cortes no orçamento, etc) e por aí vai…
Exemplos de neoliberais no Brasil: Collor, FHC, Serra, Roberto Campos, Delfim Netto, os escritores e editores desse instituto, Aécio Neves, Geraldo Alckmin(na verdade, toda a cúpula do PSDB, né…), Michel Temer, Henrique Meirelles, Joaquim Levy, Armínio Fraga, família Bolsonaro, Olavo de Carvalho e etc(são muitos!!!).
Bem, é esse pensamento crítico que eu leciono para as nossas jovens mentes.
Excelente texto! Parabéns aos autores e ao Leandro!
Na empresa que trabalho o sindicalismo é razoavelmente forte. A propaganda anti-capitalismo e anti-neoliberalismo que os sindicatos fazem toda semana, via distribuição de jornais, mistura capitalismo (laissez-faire) e neoliberalismo num mesmo balaio demonizado. Como boa parte dos funcionários acredita nas mentiras do sindicato sem querer se informar melhor, conversar sobre as benesses do capitalismo é para poucos.
“Como parte da estrutura do socialismo, ele distingue as versões de esquerda e de direita. O socialismo “conservador” apoia intensas regulamentações, controles comportamentais, protecionismo e nacionalismo. A versão “esquerdista” tende mais ao apoio da estatização e da redistribuição. As consequências do socialismo variam de acordo com seu grau e tipo, mas possuem similaridades: alto custo, desperdício de recursos e baixo crescimento”.
Uma Teoria do Socialismo e do Capitalismo – Hans-Hermann
http://www.mises.org.br/Product.aspx?id=68
Agora explica pro Capital Imoral que a Dilma foi tão neoliberal quanto o FHC 😉
“neoliberais defendem monopólio estatal da moeda por um Banco Central, agências reguladoras para controlar determinados setores da economia, programas de redistribuição de renda, leis e regulações anti-truste, concessões em vez de genuínas privatizações e desestatizações, ajustes fiscais por meio de aumentos de impostos, além, é claro, de monopólio estatal da justiça, e saúde e educação fornecidas pelo estado.”
Ironicamente, isso é o que o pessoal da esquerda, em geral, defende. Depois eles apontam o dedo na nossa cara e nos chamam de “neoliberais”.
De Neo não tem nada……é o mesmo liberalismo escravagista da Revolução Industrial, onde poucos tem muito e muitos não tem nada….só o Estado para equilibrar tais distorções.
Neoliberalismo na verdade refere-se à leitura Milton Friedmaniana feita do liberalismo de Hayek, com o Estado no papel de regulador ao invés de Estado mínimo
Liberalismo Social também entra nessa salada.
Eu resumo tudo à Social Democracia.
O socialismo é impossível, como Mises provou em 24, então os socialistas passaram a utilizar o capitalismo para financiar a agenda totalitária.
Resumo do artigo: o neoliberalismo, portanto, surgiu entre ex-socialistas que haviam percebido que o socialismo não funcionava, mas que também não queriam abraçar inteiramente o liberalismo clássico.
“Sucintamente, pode-se dizer que neoliberalismo é uma mistura de social-democracia, keynesianismo e alguma liberdade de mercado em termos microeconômicos.”
Quando eu li ex-socialistas arrependidos, pensei instantaneamente na social democracia e em Eduard Bernstein.
O próprio termo “capitalista” foi inventado por Marx de forma pejorativa.
Acho que o Leandro assistiu a trilogia Matrix recentemente. 2 das últimas 4 fotos de capas são do filme. kkkkkkk
Importante contribuição para esclarecer termos e derreter narrativas dos inimigo da liberdade. Porém, creio que além de esclarecer o que é o neoliberalismo em significado popular, em linguagem de jornal de esquina temos que ampliar a voz do que seria o neoliberalismo de verdade, em seu significado profundo. Não deixemos um termo que pode ser nosso seja eternizado de forma negativa. Os “neoliberais” já têm muitos nomes: intervencionistas, keynesianos etc. Tragamos o termo para casa!
Acho muito interessante o que falou Og Leme sobre isso.
“Com o objetivo de trazer o leitor ao fio da meada, lembro-me de que estou tratando de relatar algumas contribuições intelectuais do século XX que ampliaram e aprofundaram a visão do liberalismo clássico dos séculos XVIII e XIX. Não estou preocupado em sequência temporal ou grau específico de importância. Quero apenas mostrar que houve contribuições ao liberalismo, no século XX, que justificam falar-se num neoliberalismo.”
Pronto. No mais, leiam os trechos postados pelo Instituto Liberal, parte 1 e 2, em que Og Leme responde à provocadora questão “Faz sentido falar em neoliberalismo?”.
Parte 1: https://www.institutoliberal.org.br/blog/faz-sentido-falar-de-neoliberalismo-parte-1/
Parte 2: https://www.institutoliberal.org.br/blog/faz-sentido-falar-de-neoliberalismo-parte-2/
Considero que el neoliberalismo no existe. Como la economía es una ciencia desprendida de la praxeología que es la ciencia que estudia la acción humana, la libertad es una condición absolutamente natural. Quien lesiona la libertad en todas sus formas está atentando contra la propia naturaleza humana. O una mujer está embarazada ó no lo está-
OFF
Alguma explicação pros seguintes fetiches atuais da direita?
– Terceira guerra mundial (inevitável);
– Globalistas (donos do mundo);
– Olavo de Carvalho (guru incontestável);
– Bolsonaro (salvador da pátria).
Grato.
Neoliberalismo é rotulagem.
Como os liberais não rotulam de volta o povão vai achando que liberalismo é ruim.
Já vi um video dos anos 90 de um cara da esquerda que era estrangeiro e palestrava aqui dizendo que há neoliberais de esquerda e que todos os neoliberais se negam a serem rotulados como tal. Pelo entender das coisas, o neoliberalismo é a entrega da economia nacional a burocracia internacional. Isso significa que o país ao invés se ser gerido pelos burocratas brasileiros, seria gerido pelos burocratas do FMI, ONU e ONGs internacionais. O FHC instalou a agenda dos burocratas internacionais e ONGs estrangeiras. O desarmamento foi trazido ao Brasil por essas ONGs estrangeiras. Outras imposições culturais como antitabagismo, e toda a cultura da esquerda é imposta pelos burocratas nas leis do país. O objetivo é o controle dos países pelos burocratas internacionais. É o planejamento central a nível global. Isso é totalmente anti liberal. É ai que estão os neoliberais.
Como diz no artigo: sempre pensei no termo “neoliberal” como forma pejorativa para se referir ao liberalismo. Porém, no sentido de querer separar o liberalismo “antigo” – anterior ao séc. XIX; liberalismo que deu origem às revoluções (americana, francesa, inglesa, etc) – do liberalismo “novo”, de autores mais recentes como o próprio Mises. No meu entender empírico, “neoliberalismo” se referiria à esses autores com enfoque na economia. E seria usado pejorativamente justamente para desacreditar o liberalismo, mas sem nunca mencioná-lo propriamente dito… atacam-se as ideias, mas não o ideal que já estaria “consolidado” juridicamente.
Só que ao ler a apostila do colégio de meu irmão, vi que o termo “neoliberalismo” não seria nada mais do que o liberalismo antigo somado às ideias intervencionistas, exatamente como está colocado neste artigo.
Soa um tanto contraditório juntar num termo ideais liberais com ideais intervencionistas.
Dado o atual poder econômico das corporações, num mercado completamente liberado, como ficariam as questões de monopólio e concorrência desleal? (Dumping para matar os emergentes, por exemplo)
Queria deixar apenas duas observacoes:
O termo “neoliberalismo” foi usado em dois momentos históricos distintos, cada um com um acepção diferente (terceira via X liberalismo radical)… e esses usos nao tem relacao.
Hoje é usada a segunda acepcao; a primeira ficou perdida no tempo.
Achei interessante a percepcao dos autores de que os esquerdistas às vezes atiram errado, mas acabam acertando… querendo criticar manobras típicas de “terceira via” como se fossem liberais extremas, chamam de “neoliberais” pensando na acepcao mais recente, mas acertam apenas devido ao signifido original…
Eu já tinha pensado parecido em relação ao PSDB.
O outro ponto é: no texto eles dizem “liberalismo clássico da Escola Austríaca”. Isso é uma salada, já que a Escola Liberal Clássica, originada em Adam Smith, também chamada de Escola de Manchester, é distinta da escola austríaca. Porém, Mises se via como um liberal clássico, creio que ele não fazia tanta distinção entre sua doutrina e a clássica, ao menos no campo político.
Quem quer viver em Liberland? Já é possível.
“Liberland: o país sem governo e sem cobrança de impostos”:
veja.abril.com.br/mundo/liberland-o-pais-sem-governo-e-sem-cobranca-de-impostos/
Aqui está o site do Liberland:
https://liberland.org/en/main/
Neoliberal,Ultraliberal,Megaliberal, liberalradioativo
É cada espantalho que os outros criam que quando você pergunta a diferença de neoliberais para liberais a pessoa sequer sabe responder.
“Neoliberalismo” é um termo pejorativo que a extrema esquerda cunhou para se referir à esquerda moderada ou centro-esquerda (social-democratas) para “acusá-la” de ser de direita.
É uma forma de constranger seus concorrentes e também confundir a população, fazendo esta acreditar que os extremistas é que são os moderados e que os moderados são “conservadores” e “liberais”, não compreendo o que de fato são o liberalismo e o conservadorismo.
Se não me engano, isso se chama “estratégia das tesouras” e “janela de overton”.
O neoliberalismo está para o liberalismo como o mico-leão está para o leão.
* * *
“Sucintamente, pode-se dizer que neoliberalismo é uma mistura de social-democracia, keynesianismo e alguma liberdade de mercado em termos microeconômicos.”
Ironicamente a esquerda moderna descreveu ela mesma.
Olá Amigos do Mises,
Achei esse texto, e gostaria de saber se procede a afirmação que Mises em seu livro “Liberalismo”, pagina 192, sugere essa renovação do liberalismo e a adoção do termo “neoliberal” ?
É na obra de Ludwig von Mises que a expressão mais pura dos fundamentos da argumentação neoliberal pode ser encontrada.1
O lançamento do Liberalismo de von Mises em alemão em 1927 e em inglês em 1962 assinala o nascimento da
ideologia – termo que o próprio von Mises usa para definir o liberalismo (von Mises, 1985, p. 192) – neoliberal. No livro, von Mises propõe uma renovação do liberalismo, cunhando o termo "neoliberalismo" em distinção ao "antigo
liberalismo" (ibidem, p. 27).
A palavra “neoliberalismo” foi cunhada de fato? Porque se foi, é redundante. Já que neoliberalismo é basicamente a social-democracia.
“Por outro lado, os neoliberais continuariam manipulando a economia por meio de suas políticas monetárias e fiscais, regulando vários setores da economia por meio de suas agências reguladoras, ajudando e protegendo grandes empresas, evitando genuínas desestatizações em favor de falsas privatizações, de concessões com prazo determinado, e de parcerias público-privadas, e, acima de tudo, expandindo ainda mais o estado assistencialista.”
Ora, mas que belo suco de política brasileira isso daí.
Já me posicionei sobre isso, e me posicionarei novamente. O liberalismo não é um monopólio de Mises, não é só por que alguém não é minarquista que alguém não é liberal. Só por que um defensor da liberdade, aceita que o Estado realize algumas funções. Ele não deixa de ser liberal, só não é tanto quanto outro. Só por que alguém defende o monopólio da moeda, ou renda mínima, isto não significa que essa pessoa tenha deixado de ser liberal. Se tal atitude for assim ou tudo ou nada. Então não podemos chamar os socialistas fabainos de socialistas, pois eles toleram o Mercado. Só por que os fabianos toleram algum nível de mercado, deixam de ser socialistas? Não. Então só por que um liberal tolera algum nível de Estado, em assitencia social ou obras públicas, isto não quer dizer que ele deixe de ser liberal e se torne um neoliberal. O liberalismo não é um monopólio dos minarquistas. No mais, admiro muito o trabalho do Instituto Mises. Mas esse maniqueísmo sem fins de cinza entre Estado e Mercado é irritante.
Agora á nova moda esquerdista nas redes sociais e na mídia é chamar os outros de “Ultradireitista” ou de “Extrema direita”, e até onde eu vi são utilizados majoritamente da mesma forma que “Neoliberal”, porém parecem abrangir outros significados como “Fascista, homofóbico, taxista, genocida” e o restante do vocabulário dá esquerda, ou seja, é apenas um novo ad hominem.
É triste ter que levar á esquerda á sério, viu.
Excelente artigo. Realmente, quem fala “neoliberal” nem sabe o que está falando. Hoje mesmo li um artigo no site Cinepop sobre o filme da Disney “A Nova Onda do Imperador”. O artigo foi claramente escrito por uma esquerdista doida. E não tinha aba de comentários justamente para ninguém apontar a doideira.
Primeiro, o filme se passa no Império Inca, numa época e lugar em que o imperador controla tudo. E a besta foi chamar o imperador de “neoliberal” kkkkkkkkkkkk “Neoliberal” sendo literalmente o chefe de Estado que controla tudo? É piada…. Esse sistema está muito mais perto do regime comunista norte-coreano (inclusive com o culto à personalidade) do que do que ela acha que é “neoliberal”.
Segundo, o imperador queria destruir uma aldeia para fazer um palácio de verão particular. A tonta chamou isso de “capitalismo ocidental” kkkkkkkkkkk Capitalismo sendo que ele não planejava fazer dinheiro com isso? Kkkkkkkkkk só na cabeça de esquerdista mesmo. Ele não ia cobrar ingresso para entrar no castelo, como um investimento. E ia simplesmente fazer um castelo só pra ele, e usando o dinheiro do povo. Mais estatal que isso impossível. Outra coisa: ela acha que o Peru (Império Inca) fica no Oriente, por acaso? Kkkkkkkk tá precisando de aulas de geografia urgente.
Para coroar o festival de burrice e loucura (como se não bastasse ela ter enfiado “neoliberalismo” e “capitalismo” no Peru pré-colombiano, época em que nem o mercantilismo havia chegado nas Américas), ela vem dizer que o Selton Melo (que dublou o imperador) é “imperialista” por interpretar papéis de imperador. Kkkkkkkkkkkk a moça tem que ir pro stand up, seria uma comediante melhor que a Dilma.
Adoro o Mises porque é onde eu posso ler ótimos textos e me desintoxicar dos lixos que acabo lendo nos sites de entretenimento.