Como vem sendo divulgado
recentemente pela mídia, as operadoras Oi, Vivo e Claro
anunciaram
recentemente que todos os seus planos de internet fixa serão oferecidos com um
limite de dados. Desse modo, mesmo conexões por ADSL — aquelas em que a rede
aproveita a linha de telefone do usuário — funcionarão por franquia, como nos
planos de internet móvel.Em
outras palavras, as operadoras poderão cortar ou reduzir a velocidade da
internet quando o usuário atingir o limite. Atualmente, os planos de internet
fixa são regulados por velocidade, e não há volume máximo de dados. Um
consumidor pode baixar filmes, músicas e assistir vídeos o quanto quiser,
pagando apenas pela velocidade com que esses dados trafegam. Com um limite de
consumo, a experiência do usuário é seriamente prejudicada.Veja
o caso da Netflix, por exemplo. O serviço de streaming oferece diversos filmes
e séries de TV em alta resolução, sendo que um vídeo em HD (a partir de 720p)
consome algo em torno de 3GB por hora, segundo a empresa. Se você assistir a
dois episódios da sua série favorita por dia, com cerca de 50 minutos cada um,
e em alta resolução, ao fim do mês você terá gasto 180GB da sua franquia de
dados fixa. Só com Netflix.
No
sudeste, a Vivo anunciou franquias de Internet fixa limitada. […]nos novos contratos realizados no estado de São Paulo, quem
ultrapassar a franquia terá a conexão
reduzida ou cortada.
A
empresa Telefônica Vivo informou que, até dezembro deste ano, não haverá
redução no Nordeste. A possibilidade será avaliada a partir de 2017. De acordo
com o diretor regional da Vivo Nordeste, Renato Pontual, a prática já foi
adotada por “operadoras globais”, mas ainda está em fase de análise
na região. O mesmo cabe para clientes GVT, que agora faz parte da Telefônica e
se tornará Vivo a partir do próximo dia 15 de abril. […]Em
termos práticos, de acordo com a franquia mensal de 130 GB estabelecida pela
Vivo, numa conexão de 25 Mb/s, seriam necessárias cerca de 11 horas para
ultrapassar a franquia mensal. Usuários de serviços de streaming, como o Netflix,
teriam o acesso limitado.A
operadora Oi informou que trabalha com planos de banda larga fixa limitada, mas
que não pratica redução de velocidade ou interrupção da navegação após o fim da
franquia, “embora o regulamento de ofertas preveja a possibilidade”.
Segundo
a ANATEL, que é supostamente quem regula as operadoras e quem “protege os
consumidores”, tal
prática é válida.
Já segundo o Ministério
Público, a prática revela “abusividade“.
A verdade é que não há absolutamente
nada de novo nisso tudo: essa é a característica precípua de um mercado
protegido pelo governo — por meio de uma agência reguladora — no qual a entrada
de novos concorrentes é restrita: as empresas já estabelecidas, que formam um
cartel protegido pelo governo, fazem o que querem, pois, como o mercado é
fechado pelo governo, não há o risco de perderem clientes.
Se empresas atuam em um
mercado que é protegido pelo governo contra a entrada de concorrentes, então
elas não estão sujeitas às verdadeiras demandas de mercado, e podem se dar ao
luxo de ofertar serviços ruins aos consumidores sem serem punidas por eles.
Em teoria, agências
reguladoras existem para proteger o consumidor. Na prática, elas protegem
as empresas dos consumidores. De um lado, as agências reguladoras
estipulam preços e especificam os serviços que as empresas reguladas devem
ofertar. De outro, elas protegem as empresas reguladas ao restringir a
entrada de novas empresas neste mercado. No final, agências reguladoras
nada mais são do que um aparato burocrático que tem a missão de cartelizar as
empresas que operam nos setores regulados, determinando quem pode e quem não
pode entrar no mercado, e especificando quais serviços as empresas podem ou não
ofertar, impedindo desta maneira que haja qualquer “perigo” de livre
concorrência.
Em um arranjo de livre mercado,
qualquer empresa que quisesse entrar nesse mercado para concorrer com as
grandes seria livre para isso. Em um livre mercado genuíno, essa empresa
simplesmente chegaria, faria sua propaganda e, por meio do sistema de preços,
ofertaria seus serviços. Quem quisesse utilizá-la estaria livre para
fazê-lo. Quem não quisesse, continuaria com os serviços das empresas
favoritas do governo.
Mas isso não pode
ocorrer atualmente. A ANATEL não deixa. Só podem entrar no mercado
as empresas que ela aprova. A notícia abaixo (negritos meus) é um exemplo
explícito dessa teoria:
Operadora
móvel acusa Anatel de negociar decisões com cartel formado por Vivo, Oi, Claro
e TIMTalvez
você se lembre da Aeiou, operadora de celular que atuou no DDD 11 por um breve
período, e desapareceu em meados de 2010. Agora, segundo a Folha, a empresa por trás da operadora
tem sérias acusações a fazer contra Anatel, Vivo, Oi, Claro e TIM.A
Unicel diz que as quatro maiores operadoras do país formaram um cartel para
impedir a entrada de novos concorrentes. O grupo agiria em conluio com a Anatel,
que negociaria pareceres, votos e até decisões finais com elas.A
denúncia foi apresentada este mês ao Ministério Público Federal pelo
controlador da Unicel, José Roberto Melo da Silva (foto acima). Ele diz
que, quando alguma operadora envia um assunto de interesse para a Anatel
analisar, alguns superintendentes já acertariam seus pareceres técnicos de
acordo com os interesses do suposto cartel. Depois, quando esses pareceres
seguem para análise, o relator responsável sofreria pressão interna para aprová-lo.
No entanto, se alguma proposta fosse de interesse contrário ao do
cartel, haveria pressão para vetá-la – como as outorgas da Unicel, por
exemplo.Melo
da Silva fez esta acusação de forma pública em dezembro, quando a Nextel pediu
autorização da Anatel para comprar sua empresa. Prevendo que a agência não
aprovaria o negócio, Melo da Silva disse ao Valor:O
que vemos aqui é a Anatel sendo pressionada por um cartel formado pelas quatro
grandes operadoras impedindo a entrada no mercado do quinto competidor.
Como seria se a ANATEL
fosse abolida e todas as empresas de telecomunicação, internet e TV a cabo do
mundo pudessem vir livremente pra cá? Grandes empresas que
reconhecidamente prestam serviços de qualidade nos mercados internacionais —
como a AT&T, Vodafone, Verizon, T-Mobile, Orange — estariam livres para
chegar aqui amanhã.
Ou então haveria liberdade
para surgir empresas locais, em nível municipal, as quais poderiam ofertar seus
planos de internet sem qualquer submissão a um órgão regulador estatal.
E foi exatamente isso o
que aconteceu na Romênia. Sim, na
ex-comunista Romênia.
O
exemplo da Romênia
O que vem à sua mente
quando alguém menciona a Romênia? Muitos
provavelmente pensariam em castelos antigos e estranhos vilarejos ciganos. Ou talvez pensariam na brutal ditadura comunista
de Nicolae Ceausescu.
No entanto, é certo que
muitos se surpreenderiam com o fato de que a Romênia possui um dos mais rápidos
serviços de internet em todo o mundo.
Nove cidades
da Romênia figuram na lista das 15 cidades com a mais rápida
velocidade de internet em todo o mundo. Mais ainda: o
custo médio mensal de um Mbps é de apenas US$ 0,71 (aproximadamente R$ 2,55),
sendo que há provedores que oferecem 1 Gbps por uma assinatura mensal de US$ 18
(aproximadamente R$ 65). Duas cidades da
Romênia superam Kansas City, que é a cidade com a internet mais rápida dos EUA.
Esse fato chamou a atenção
do pré-candidato democrata à presidência dos EUA, o socialista Bernie Sanders. Em seu
Twitter, Sanders escreveu: “Hoje, as pessoas
vivendo em Bucareste, Romênia, têm acesso a uma internet muito mais rápida do
que na maioria dos EUA. Isso é inaceitável e tem de mudar.”
Bucareste, vale
enfatizar, embora esteja entre as mais rápidas do mundo, é apenas a terceira
cidade mais rápida da Romênia. Por que a
maior velocidade da internet na Romênia irritou Sanders é algo que ele não deixou
claro. Aparentemente, o fato de um país
muito mais pobre que os EUA se sair muito melhor no setor digital não lhe
agradou.
Mas a explicação para o
fenômeno romeno é simples. Aliás, ela
nem sequer é técnica — não houve nenhuma engenharia inovadora no país –, mas
sim econômica. O mercado de serviços de
internet na Romênia tem sido um dos mercados menos regulados do mundo.
Ao passo que, para
entrar no mercado de telecomunicações nos EUA e no Brasil, a empresa entrante
tem de lidar com vários, caros e difíceis requerimentos burocráticos, na Romênia,
há uma opção que vem com praticamente nenhuma regulamentação: uma rede gerida
em nível local.
Kaleigh Rogers, da
revista técnica Motherboard, explica isso em um artigo intitulado “Por
que a Internet da Romênia é muito mais rápida que a dos EUA“:
Quando
a demanda por internet de alta velocidade começou a crescer na Romênia, a
empresa telefônica Romtelecom
ainda não disponibilizava esse serviço. Para
satisfazer essa demanda, empreendedores habilidosos e inteligentes começaram a
criar “redes de vizinhanças”: operações pequenas e localizadas, que atendem apenas
os consumidores que estão nos arredores.De
início, estas redes eram apenas locais, de modo que os vizinhos podiam
compartilhar músicas que baixavam e jogas videogames online. Mas as operadoras destas redes locais começaram
a ganhar cada vez mais dinheiro à medida que mais pessoas foram se juntando à
rede, de modo que elas então decidiram utilizar suas redes de comunicação local
como uma maneira mais conveniente de vender internet de alta velocidade, e
barata, para uma área específica, instalando cabos de internet nos postes.
Ato contínuo, a
internet de alta velocidade foi se espalhando.
A partir do ano 2000,
quando a internet de banda larga se tornou disponível por meio do cabo coaxial,
houve uma verdadeira enxurrada de provedores de serviço de internet, que, em conjunto com
algumas empresas maiores, passaram a oferecer seus serviços tanto nas grandes quanto nas pequenas cidades, frequentemente atendendo áreas menores, como duas
ou três ruas. Em 2011,
o número total de provedores já era de aproximadamente 1.000, e isso com uma
taxa de penetração de banda larga de apenas 16% [no Brasil, é de 10,1%].
Um relatório da União
Européia, intitulado “Romania
2011 Telecommunication Market and Regulatory Developments”, diz que:
No
que diz respeito à infraestrutura utilizada, o mercado de banda larga da Romênia
é caracterizado por uma concorrência baseada em plataforma. Em relação à estrutura do mercado, 1.010
operadores fornecem acesso à internet por meio de banda larga, dos 41 utilizam
uma rede de cabos, 210 utilizam fibra ótica, 215 utilizam rádio, 17 utilizam
xDSL, e 861 utilizam cabo UTP/FTP.
UTP significa “unshielded
twisted pair” ou “par trançado sem blindagem” (refere-se aos sistemas de
cabeamento baseados em cabos de par trançado de cobre) ao passo que FTP (foil
twisted pair) acrescenta uma proteção metálica. Presumivelmente, é isso que os provedores
locais utilizam. Como explicou um romeno:
A
internet na Romênia é geralmente encontrada nas cidades, onde é fácil colocar
um roteador dentro de uma caixa e então espalhar cabos UTP para toda uma rua e
para todo um quarteirão. Sei disso
porque já fiz isso e praticamente toda a internet na Romênia era assim há 5
anos: cabos de UTP para todos os lados. E
cabos de fibra ótica nos postes.
Uma feroz concorrência levou
a uma agressiva inovação dos serviços e a uma batalha para ver quem mais
reduzia preços e quem mais aprimorava a qualidade. O governo, formado por burocratas lentos e preguiçosos,
demorou muito tempo para perceber o que estava realmente acontecendo, e levou
ainda mais tempo para se atualizar do ritmo desses avanços. Consequentemente, a burocracia estatal não foi
capaz de implantar nenhuma grande regulação do setor, de modo que o governo não
conseguiu atrapalhar o crescimento daquele que ainda é o setor mais livre da
economia romena.
A
reação dos romenos ao que Bernie Sanders escreveu em seu Twitter mostra que
eles têm orgulho da internet em seu país.
A agência de viagens Paravion, da Romênia, convidou
o senador a visitar o país, com todas as despesas pagas, para ele vivenciar
a experiência em primeira mão.
Conclusão
No caso da Romênia, não
há nenhum mistério e nenhuma explicação de cunho tecnológico para a qualidade e
os preços baixos da internet: é tudo uma questão de economia básica. Não há barreiras à entrada de novos
concorrentes e qualquer um é livre para entrar no mercado de internet e
fornecer seus serviços.
Exatamente o oposto do
que ocorre no Brasil.
Aqui, se você quiser
criar uma empresa de telefonia, de TV a cabo ou de internet, ou se uma
estrangeira quiser vir pra cá, é praticamente impossível. Todo o aparato
regulatório do estado cria ostensivamente barreiras burocráticas que aumentam
proibitivamente o custo final, impedindo a concorrência e o livre mercado nesse
vital setor da economia.
Como consequência, sua
internet agora poderá ter limitação de uso.
Palmas para a ANATEL.
_________________________________________
Carmen Dorobat,
pós-doutoranda em economia na Universidade de Angers e professora na Bucharest
Academy of Economic Studies.
Gary
McGath, engenheiro de software. Opera como freelancer.
Leandro
Roque, editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises
Brasil.

Ótimo artigo.
Aqui no Paraná ainda temos a opção da Copel Telecom e já li que a TIM live não vai aderir a esse sistema de franquias (pelo menos não por enquanto).
Nosso mercado continuará fechado pelo governo enquanto o brasileiro pensar que o Estado é seu amigo.
Excelente.
Muito bom!
A Net já faz isso há anos. Quem fará a festa com isso será a Live Tim Fibra.
Livre concorrência, aquilo que a gente não vê por aqui:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=256157188066080&set=p.256157188066080&type=3&theater
Enquanto há 92 operadores de telefonia fixa e 84 de telefonia móvel nos EUA, há apenas 8 e 7, respectivamente, no Brasil.
Caramba! 1Gbps por 65 reais?? Eu pago 80 reais por 2Mb
O controle da melhor ferramenta libertária (internet) não deve permanecer nas mãos dos estados.
Creio que a solução seja algo como descentralizar a internet.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Redes_Mesh
Imagine seu roteador conectado ao do vizinho, e assim por diante, até chegar nos servidores que vc pretende acessar.
O que está acontecendo com a ANATEL chama-se Teoria da Captura.
Com certeza cancelarei meu plano da Oi. R$ 200,00 por meros 15 MB.
Vou usar só a internet 3 g do celular. Fodam-se! Podemos até sofrer com o quesito de entretenimento, mas só um boicote maciço poderia reverter esse quadro.
Os meios de comunicação deste país está nas mãos dos caciques políticos e seus amigos oligarcas das comunicações,a internet está incomodando esse conluio(Operadoras de telefonia,Tv,rádio e caciques políticos)da tirania,enfim as manifestações nas ruas deveriam também cobrar mudanças e reformas,pois só ficar pedindo impeachment fica mesmo parecendo golpe,quando na realidade queremos o PT fora e reformas estruturais e no bojo delas tornar a internet mais livre e rápida,afinal a internet é um baluarte da liberdade e um território livre.
“De acordo com o diretor regional da Vivo Nordeste, Renato Pontual, a prática já foi adotada por operadoras globais”
————–
O que vocês tem a dizer sobre isso? Se é uma tendencia mundial, porque não?
Não adianta reclamar dos políticos enquanto ainda existir a classe política.
Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.
Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.
Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:
Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.
Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.
Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.
Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política…e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.
Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.
Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.
Trabalharíamos como se fossemos “fantasmas”. O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.
É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.
Para os interessados meu email NOVO é [email protected]
Livre concorrência é sempre o melhor arranjo, sem nenhum tipo de intervenção estatal.
É incrível que apenas meia dúzia de empresas domine o mercado de internet no Bananil.
Será que isso vai acontecer com todos os produtos da VIVO?
Pago R$ 89,90 no Vivo Fibra de 50 MB, na zona sul de São Paulo.
Não queria mudar para a TIM.
O artigo apresenta uma boa argumentação no sentido de que a interferência estatal atrapalha a qualidade da internet através da limitação da concorrência.
Agora, dito isso, considero que seria totalmente inaceitável se o governo quisesse proibir que as operadoras estabelecessem essa franquia mensal de internet. Seria como proibir restaurantes a quilo, e obriga-los todos a serem restaurantes do tipo “coma o quanto quiser”. Total absurdo.
Além disso, chamo atenção para o que aconteceu recentemente com os planos móveis da Vivo. Até pouco tempo atrás, eu tinha 2Gb/mês, e depois disso a velocidade caía. Agora tenho 3Gb/mês e depois disso a internet acaba. Só que meu plano ficou mais barato, e eu nunca atinjo o limite mensal. Então pra mim foi um grande lucro, pago menos pelo celular num cenário de alta inflação.
A meu ver o que aconteceu com a Romênia é um pouco diferente do que é proposto para o Brasil. Na Romênia o desenvolvimento ocorreu pelo crescimento de empreendimentos locais, não pela entrada de multinacionais. Tem que avaliar também que no Brasil há um enorme problema de infra-estrutura, o que pode fazer com que oferecer uma internet barata não seja econômico. Não estou defendendo as empresas, eu acho que a gente já é muito abusado em telefonia e vários outros setores. E a proposta de franquias é realmente ridícula, com limites surreais.
O Mito dos Serviços Eficientes do Governo
As ineficiências conhecidas da operação do governo não são acidentes empíricos, resultantes talvez da falta de uma tradição de serviço civil. Eles são inerentes a todas as empresas do governo, e a demanda excessiva fomentada por serviços de menor valor, livres e outros é apenas uma das muitas razões para esta condição.
Assim, a oferta livre não só subsidia os usuários, em detrimento dos que usam, os contribuintes não; que também desvia recursos ao não fornecer o serviço, onde ela é mais necessária. O mesmo acontece, em menor grau, onde o preço está abaixo do preço de livre mercado. No livre mercado, os consumidores podem ditar o preço e, assim, garantir a melhor alocação dos recursos produtivos para suprir as suas necessidades. Em um empreendimento do governo, isso não pode ser feito. Tomemos novamente o caso do serviço gratuito. Como não há preços, e, portanto, sem exclusão de usos submarginais, não há nenhuma maneira que o governo, mesmo se quisesse, poderia alocar seus serviços para os usos mais importantes e para os compradores mais ávidos. Todos os compradores, todos os usos, são artificialmente mantidos no mesmo plano. Como resultado, os usos mais importantes será desprezado, e o governo é confrontado com problemas de alocação são insuperáveis, que ele não pode resolver até mesmo para a sua própria satisfação. Assim, o governo será confrontado com o problema: Devemos construir uma estrada no lugar de uma ou local B? Não há nenhuma maneira racional, através da qual ele pode tomar essa decisão. Ele não pode ajudar os consumidores privados da estrada da melhor maneira. Ele pode decidir apenas de acordo com os caprichos do governante no poder, isto é, apenas se o funcionário do governo, e não o público, é que o “consumidor”. Se o governo deseja fazer o que é melhor para o público, que se depara com uma tarefa impossível.
Governo pode deliberadamente subsidiar dando um serviço de graça, ou pode realmente tentar encontrar o preço de mercado verdadeiro, isto é, a “operar numa base de negócios.” Isso é muitas vezes o grito levantado pelos conservadores – que governo e os empreendimentos a serem colocado em um “pé de negócios”, que os déficits será encerrado, etc. Quase sempre isso significa elevar o preço. Seria essa uma solução, no entanto? Afirma-se frequentemente que um único empreendimento do governo, que operam no âmbito de um mercado privado, a compra a partir dele, etc., pode fixar o preço dos seus serviços e alocar os seus recursos de forma eficiente. Isto, no entanto, é incorreto. Há uma falha fatal que permeia cada esquema concebível de empreendimento de governo e inelutavelmente impede de preços racionais e eficiente na afetação de recursos. Devido a esta falha, o empreendimento de governo nunca pode ser operado em uma base de “negócios”, não importa o qual é as intenções do governo.
O que é essa falha fatal? É o fato de que o governo pode obter recursos virtualmente ilimitadas por meio de seu poder fiscal coercivo. As empresas privadas devem obter os seus fundos de investidores. É esta afetação de fundos por parte dos investidores, com base em preferência temporal e previsão que raciona os fundos e recursos para o mais rentável e, portanto, os usos mais reparados. As empresas privadas podem obter fundos só por parte dos consumidores e investidores; eles podem obter fundos, em outras palavras, somente a partir de pessoas que valorizam e compram os seus serviços e de investidores que estão dispostos a arriscar o investimento de seus fundos economizados na expectativa de lucro. Em suma, o pagamento e serviço são, mais uma vez, indissoluvelmente ligados no mercado. Governo, por outro lado, pode obter tanto dinheiro quanto ele gosta. O mercado livre fornece um “mecanismo” para a atribuição de fundos para o consumo futuro e presente, para direcionar os recursos para os seus usos de mais valor produtivo para todas as pessoas. É, assim, fornecer um meio para os empresários para alocar os recursos e preços de serviços para garantir a sua utilização ótima. O Governo, no entanto, não tem rédeas curtas sobre si mesmo, isto é, nenhuma exigência para atender um teste de lucros e perda de serviço de valor para os consumidores, para que esta possa obter fundos. A iniciativa privada pode obter fundos somente a partir, dos clientes que valorizam e ficam satisfeitos e dos investidores orientados por lucros e perdas. Governo pode obter fundos, literalmente, a seu próprio capricho.
Com a rédea curta, não foi também nenhuma oportunidade para o governo alocar os recursos racionalmente. Como é que pode saber se vai construir estrada A ou estrada B, seja para “investir” em uma estrada ou uma escola – de fato, o quanto gastar para todas as suas atividades? Não há nenhuma maneira racional que ele pode alocar recursos ou até mesmo decidir-se o quanto a ter. Quando há uma escassez de professores ou salas de aula ou da polícia ou ruas, o governo e os seus apoiantes têm apenas uma resposta: mais dinheiro. As pessoas devem abandonar mais do seu dinheiro ao governo. Porque é que esta resposta nunca foi oferecida no livre mercado? A razão é que o dinheiro deve ser retirado de algum outro uso em consumo ou investimento – e essa retirada deve ser justificada. Esta justificação é fornecida pelo teste de ganhos e perdas: a indicação de que as necessidades mais urgentes dos consumidores estão sendo satisfeitas. Se uma empresa ou produto está ganhando altos lucros para os seus proprietários, e estes lucros são esperados para continuar, mais dinheiro será o passo seguinte; se não, e as perdas estejam a ser incorridos, o dinheiro vai fluir para fora da indústria. O teste de lucros e perdas serve como guia crítico para direcionar o fluxo de recursos produtivos. Sem tal guia existe para o governo, que não tem forma racional para decidir quanto de dinheiro tem para gastar, seja no total, ou em cada linha específica. Quanto mais dinheiro gasta, mais serviços de TI poderá fornecer – mas onde parar.
Os proponentes do empreendimento de governo pode retrucar que o governo poderia simplesmente dizer ao seu gabinete a agir como se fosse uma empresa com fins lucrativos e estabelecer-se da mesma forma como um negócio privado. Há duas falhas nessa teoria. Em primeiro lugar, é impossível reproduzir empresa. Empresa significa arriscar o seu próprio dinheiro no investimento. Gerentes burocráticos e políticos não têm nenhum incentivo real para desenvolver a habilidade empresarial, para realmente ajustar às exigências dos consumidores. Eles não arriscam a perda de seu dinheiro na empresa. Em segundo lugar, para além da questão dos incentivos, até mesmo os gestores mais ansiosos não poderia funcionar como um negócio. Independentemente do tratamento concedido a operação depois de ter sido estabelecida, o lançamento inicial da empresa é feita com dinheiro do governo e, portanto, por imposição coerciva. Um elemento arbitrário foi “construído em” nos próprios órgãos vitais da empresa. Além disso, quaisquer despesas futuras pode ser efetuadas de recursos tributários e, portanto, as decisões dos gestores estarão sujeitos à mesma falha. A facilidade de obtenção de dinheiro será inerentemente distorcer as operações da empresa do governo. Além disso, suponhamos que o governo “investa” em uma empresa, E. Ou no livre mercado, deixado sozinho, também teria investido o mesmo montante na empresa e exatamente a mesma, ou ele não teria. Se ele teria, então a economia sofre, pelo menos a partir do “tomar” indo para a burocracia intermediária. Se não, e isso é quase certo, então segue-se imediatamente que as despesas com ‘E’ é uma distorção de utilidade privada no mercado – que algumas outras despesas teriam maiores retornos monetários. Segue-se uma vez mais que uma empresa do governo não pode duplicar as condições de negócios privados.
Além disso, o estabelecimento de empreendimento de governo cria uma vantagem competitiva inerente sobre as empresas privadas, por pelo menos uma parte do seu capital foi adquirida por meio da coerção, em vez de serviço. É claro que o governo, com a respectiva subvenção, se assim o desejar pode dirigir empresas privadas fora do campo. O investimento privado na mesma indústria será muito restrito, uma vez que os investidores futuros vai antecipar perdas nas mãos dos concorrentes governamentais privilegiados. Além disso, uma vez que todos os serviços de competição para o dólar do consumidor, todas as empresas privadas e toda a vontade do investimento privado em algum grau a serem afetados e prejudicados. E quando um empreendimento do governo abre, gera temores em outras indústrias que eles vão ser o próximo, e que eles serão confiscados ou forçados a competir com empresas subsidiadas pelo governo. Este medo tende a reprimir o investimento produtivo ainda mais e, assim, diminuir o padrão geral de vida ainda mais.
O argumento decisivo, e um que é usado muito corretamente pelos opositores da posse do governo, é: Se a operação de negócio é tão desejável, por que tomar uma rota tortuosa tal? Por que não acabar com a propriedade do governo e transformar a operação em empresas privadas? Por que ir a tais extremos para tentar imitar o ideal aparente (propriedade privada), quando o ideal pode ser exercido diretamente? O pedido de princípios de negócios no governo, por isso, faz pouco sentido, mesmo que possa ser bem sucedido.
As ineficiências de operação do governo são agravados por vários outros fatores. Como vimos, um empreendimento de governo competindo em uma indústria geralmente pode expulsar proprietários privados, desde que o governo pode subsidiar-se de muitas maneiras e abastecer-se de fundos ilimitados quando desejado. Assim, ele tem pouco incentivo para ser eficiente. Nos casos em que não podem competir mesmo nestas condições, pode arrogar-se de um monopólio compulsório, expulsando os concorrentes pela força. Isso foi feito nos Estados Unidos, no caso do o cargo ‘office When’ o governo concede-se, assim, um monopólio, e ele pode ir para o outro extremo do serviço gratuito: pode cobrar um preço de monopólio. Cobrando um preço de monopólio – identificar diferente de um preço do livre mercado – distorce os recursos novamente e cria uma escassez artificial do bem particular. Ele também permite uma qualidade extremamente reduzido de serviço. Um monopólio governamental não precisa se preocupar que os clientes podem ir para o outro lugar ou que a ineficiência pode significar a sua morte.
Uma outra razão para a ineficiência governamental, já foi abordada: que o pessoal não têm qualquer incentivo para ser eficiente. Na verdade, as habilidades que eles irão desenvolver não serão as habilidades econômicas de produção, mas as habilidades políticas – como adulando os superiores políticos, como é demagogicamente para atrair o eleitorado, como manejar a força mais eficazmente. Essas habilidades são muito diferentes dos produtivos e, portanto, pessoas diferentes vão subir ao topo no governo daqueles que têm sucesso no mercado.
É particularmente é absurdo chamar de “princípios de negócios” onde funciona uma empresa do governo como um monopólio. Periodicamente, há demandas que o terminal dos correios a serem colocados em uma “base de negócios” e terminam o seu défice, que deverá ser pago pelos contribuintes. Mas acaba com o déficit de uma operação do governo inerente e necessariamente ineficiente não significa ir em uma base de negócios. A fim de fazer isso, o preço deve ser erguido o suficiente para alcançar um preço de monopólio e, assim, cobrir os custos da ineficiência do governo. Um preço de monopólio vai cobrar um encargo excessivo para os utilizadores do serviço postal, especialmente desde que o monopólio é obrigatório. Por outro lado, vimos que mesmo os monopolistas devem respeitar a programação da demanda dos consumidores. Se esta programação a demanda é elástica o suficiente, pode muito bem acontecer que um preço de monopólio vai reduzir a receita tanto ou reduzir tanto sobre o seu aumento que um preço mais elevado vai aumentar os déficits em vez de diminuí-los. Um exemplo notável foi o sistema de metrô de Nova York nos últimos anos, o que tem vindo a levantar as suas tarifas em uma vã tentativa de acabar com o déficit, apenas para ver o volume de passageiros cair tão drasticamente que o déficit aumentou ainda mais depois de um tempo.
Muitos “critérios” têm sido oferecidos por escritores como guias para os preços dos serviços governamentais. Um critério suporta os preços de acordo com o “custo marginal”. No entanto, este não é um critério em tudo e repousa sobre clássicas falácias econômicas de determinação do preço do custo. Por um lado, “marginal” varia de acordo com o período de tempo estudado. Além disso, os custos não são estáticos, mas flexível; eles mudam de acordo com os preços de venda e, portanto, não pode ser usado como um guia para esses preços. Além disso, os preços igualam aos custos médios – ou melhor, os custos médios de preços iguais – apenas no final de equilíbrio e equilíbrio não pode ser considerado como um ideal para o mundo real. O mercado só tende em direção a esse objetivo. Finalmente, os custos de operação do governo será maior do que para uma operação similar no livre mercado.
O empreendimento de governo não só irá prejudicar e reprimir o investimento privado e o empreendedorismo no mesmo setor e em indústrias em toda a economia; que também irá perturbar todo o mercado de trabalho. Para (A) o governo vai diminuir os padrões de produção e de vida na sociedade por desvio de trabalho potencialmente produtivo para a burocracia; (B) na utilização dos fundos confiscados, o governo será capaz de pagar mais do que a taxa do mercado de trabalho e, portanto, criar um clamor por candidatos a emprego do governo para uma expansão da máquina burocrática improdutiva; e (C) através de altos salários, suportado pelos fiscais do governo pode muito bem enganar os trabalhadores e sindicatos em acreditar que isso reflete o salário de mercado na indústria privada, causando desemprego indesejado.
Além disso, o empreendimento do governo, baseando-se em coerção sobre o consumidor, não pode deixar de substituir os seus próprios valores para aqueles de seus clientes. Assim, os serviços artificialmente padronizados de qualidade inferior – formado com o gosto governamental e conveniência – vai ter influência, em contraste com as do mercado livre, onde os serviços são diversificados de alta qualidade e são fornecidos para atender os gostos variados de uma multidão de pessoas.
Um cartel ou uma empresa não poderia possuir todos os meios de produção na economia, porque não conseguiu calcular os preços e alocar fatores de forma racional. Esta é a razão por que o socialismo de Estado não pode planejar ou uma alocação racional também. Na verdade, mesmo as duas ou mais fases não pode ser completamente integrado verticalmente no mercado, para a integração total que seria eliminar todo um segmento do mercado e estabelecer uma ilha de caos calculacional e alocativa, uma ilha que impediria o planejamento ideal para os lucros e a máxima satisfação para os consumidores.
No caso da propriedade do governo simples, ainda uma outra extensão desta tese se desdobraria. Para cada empresa governamental introduz a sua própria ilha de caos na economia; não há necessidade de esperar pelo socialismo para que o caos para comece o seu trabalho. No empreendimento do governo pode jamais determinar os preços ou custos ou alocar os fatores ou fundos de forma racional, de maximização do bem-estar. No empreendimento de governo podendo ser estabelecido em uma “base de negócios”, mesmo se o desejo estava presentes. Assim, qualquer operação do governo injeta um ponto de caos na economia; e uma vez que todos os mercados estão interligados na economia, cada atividade governamental perturba e distorce os preços, a alocação de fatores, razões de consumo/investimento, etc. Cada empresa do governo não só reduz os utilitários sociais dos consumidores, forçando a atribuição de fundos para fins com excepção dos desejados pelo público; ela também reduz a utilidade de todos (incluindo, talvez, os utilitários de funcionários do governo) por distorcer o mercado e assim espalhando o caos calculacional. Quanto maior for o grau de propriedade do governo, é claro, mais pronunciada será este impacto para tornar-se.
Além de suas consequências puramente econômicos, propriedade do governo tem um outro tipo de impacto na sociedade: é necessariamente substitui o conflito para a harmonia do livre mercado. Desde que o serviço do governo significa serviço por um conjunto de decisores, se trata de dizer serviço uniforme. Os desejos de todos aqueles que são forçados, direta ou indiretamente, para pagar o serviço do governo não podem serem satisfeitos. Apenas algumas formas do serviço pode ou será produzido pela agência governamental. Como resultado, a empresa do governo cria enormes conflitos de casta entre os cidadãos, cada um dos quais tem uma ideia diferente sobre a melhor forma de serviço.
Nos últimos anos, as escolas públicas na América forneceram um exemplo notável de tais conflitos. Alguns pais preferem escolas racialmente segregadas; outros preferem a educação integrada. Alguns pais querem que seus filhos aprendam o socialismo; outros querem que o ensino ensino seja anti-socialista nas escolas. Não há nenhuma maneira que o governo pode resolver esses conflitos. Ela só pode impor a vontade da maioria (ou uma “interpretação” burocrática dela) pela coerção e deixar uma frequência da grande minoria insatisfeita e infeliz. Qualquer que seja o tipo de escola é escolhida, alguns grupos de pais vão sofrer. Por outro lado, não existe tal conflito no livre mercado, que fornece qualquer tipo de serviço exigido. No mercado, aqueles que querem escolas segregadas ou integrados, socialistas ou individualistas pode ter os seus desejos satisfeitos. É óbvio, portanto, que governamentalmente, é ao contrário do privado, prestação de serviços, reduz o nível de vida de grande parte da população.
Os graus de propriedade do governo na economia pode variar de um país para outro, mas em todos os países o Estado tem a certeza que possui os centros nervosos vitais, as mensagens da sociedade de comando. Ele adquiriu a propriedade do monopólio compulsório sobre esses postos de comando, e ele sempre tentou convencer a população de que a propriedade privada e da empresa nestes domínios é simples e a priori impossível. Vimos, pelo contrário, que cada serviço pode ser fornecido no livre mercado.
Os postos de comando vitais invariavelmente propriedade monopolisticamente pelo Estado são: (1) e proteção policial militar; (2) A proteção judicial; (3) o monopólio da Casa da Moeda (e monopólio da definição de dinheiro); (4) rios e mares costeiros; (5) vias urbanas e rodovias, e terra em geral (terra não utilizada, além de o poder do domínio eminente); e (6) os correios. A função de defesa é a única que são reservados mais ciosamente pelo Estado. É vital para a existência do Estado, por sobre o seu monopólio da força depende da sua capacidade de exigir impostos dos cidadãos. Se os cidadãos foram autorizados pelos tribunais e exércitos privados, em seguida, iriam possuir os meios para se defender contra os atos invasivos pelo governo, bem como por particulares. Controle dos recursos da terra básicos – especialmente de transporte – é, naturalmente, um excelente método de assegurar um controle global. Os correios tem sido sempre uma ferramenta muito conveniente para a inspeção e proibição de mensagens por hereges ou inimigos do Estado. Nos últimos anos, o Estado tem constantemente procurado expandir esses postos avançados. Monopólio da hortelã e da definição de dinheiro (leis de curso legal) tem sido usado para conseguir o controle total do sistema monetário do país. Esta foi uma das tarefas mais difíceis do Estado, uma vez que para o dinheiro em séculos papel foi completamente desconfiado pelo povo. O Monopólio sobre a hortelã e a definição de padrões monetários levando à degradação da cunhagem, uma mudança de nomes monetários de unidades de peso para os termos sem sentido, e a substituição do ouro e prata pelo banco ou papel do governo. Atualmente, o Estado em quase todos os países alcançou o seu objetivo principal monetário: a capacidade de expandir a sua receita inflando a moeda à vontade. Nas outras áreas – terra e recursos naturais, transporte e comunicação – o Estado está cada vez mais no controle. Finalmente, um outro posto de comando com a crítica realizada, embora não totalmente monopolizada pelo Estado, é a educação. Para o governo permitir a escolaridade influenciam a mente jovem para aceitar as virtudes do governo e da intervenção governamental. Em muitos países, o governo não tem um monopólio compulsório de escolaridade, mas se aproxima deste ideal pelo atendimento convincente de todas as crianças em qualquer uma escola pública ou uma escola privada aprovada ou credenciada pelo governo. rebanhos com frequência obrigatória nas escolas aqueles que não desejam escolaridade e, portanto, leva muitas crianças na educação. Muito poucos jovens permanecem em campos concorrentes como lazer, estudo em casa, e o emprego de negócios.
Uma actividade governamental muito curioso cresceu enormemente no século atual. A sua grande popularidade é uma indicação notável da ignorância dos populares generalizados da lei praxeológica. Estamos nos referindo ao que é chamado a legislação “segurança social”. Este sistema confisca a renda dos assalariados mais pobres e, em seguida, presume investir o dinheiro com mais sabedoria do que poderiam eles mesmos, depois de pagar o dinheiro para eles ou os seus beneficiários na sua velhice. Considerado como “seguro social”, este é um exemplo típico do empreendimento de governo: não há relação entre os prémios e benefícios, tanto a mudança anual sob o impacto de pressões políticas. No livre mercado, qualquer um que deseja investir em uma anuidade de seguros ou de ações ou imóveis pode fazê-lo. Obrigando a todos transferir os seus fundos para o governo obrigando-o a perder utilidade.
Assim, mesmo em sua face, é difícil compreender a grande popularidade do sistema de segurança social. Mas a verdadeira natureza da operação é muito diferente de sua imagem oficial. Para o governo não investir os fundos que leva em impostos; ele simplesmente passa-os, dando-se títulos, que devem ser depois trocados quando vencimento das prestações. Como vai o dinheiro, em seguida, a ser obtido? Somente a partir de outros impostos ou inflação. Assim, o público deve pagar duas vezes para a “segurança social”. Os impostos de programas de segurança social duas vezes para um pagamento; é um dispositivo que permite a tributação palatável dos grupos de baixa renda pelo governo. E, como acontece com todos os impostos, os rendimentos vão para o consumo governamental.
Ao pesar a questão da propriedade privada ou estatal de qualquer empresa e, em seguida, deve-se ter em mente as seguintes conclusões de nossa análise: todos os serviços podem ser fornecidos em particular no mercado; a propriedade privada será mais eficiente na prestação de serviço de melhor qualidade a custos mais baixos; alocação de recursos em uma empresa privada irá satisfazer melhor as exigências dos consumidores, enquanto o empreendimento de governo irá distorcer as alocações e introduzir ilhas de caos calculacional; propriedade do governo vai reprimir a atividade privada em não concorrentes, bem como as empresas concorrentes; propriedade privada garante a satisfação harmoniosa e cooperativa dos desejos, enquanto a propriedade do governo cria conflito de castas.
Excelente artigo! Só uma correção: no trecho “Só pode entrar no mercado as empresas que ela aprova”, o verbo deveria estar no plural, “podem”.
Em compensação se o mercado de internet fosse desregulamentado e entrasse varios concorrentes estrangeiro oferecendo um serviços de melhor qualidade os pachecos iam dizer que temos que o estado tem que proteger nossas empresas do capital estrangeiro e blablabla e transformar em vilã assim como fizeram com o UBER
A respeito da desestatização completa do transporte de São Paulo. Seria uma boa vender CPTM, SPtrans e Metrô e deixar o mercado completamente livre para operar nesse caso?
Por exemplo, deixar a Hyundai, Alstom e qualquer outro interessado construir trilhos e trens e traçar trajetos? Alguém já pensou em alguma solução para o transporte CAÓTICO da grande SP?
Bem, ótimo artigo e que retrata o que é vivido no Brasil.
Acho que o grande “x” da questão é:
1) Grandes empresas de Internet são as mesmas que fornecem a TV a Cabo; e
2) Com a chegada do Netflix, as assinaturas de TV a Cabo tem diminuído significativamente;
Logo, isso não passa de uma insulta ao Livre Mercado e como consequência teremos um acesso limitado ao serviço de Streaming.
Vejo este caso como uma oportunidade muito boa para a divulgação das ideias liberais e combate ao estatismo, pois a negada não vai aguentar calada. De inicio, como já está ocorrendo, a massa está caindo de pau em cima das empresas, mas basta fazermos uma intensa propaganda de quem é o real vilão na história para o jogo virar.
Excelente texto! Parabéns!
Dúvida: para evitar esse abuso no Brasil, o que deve ter ser feito? Como combater isso? Acabar com a Anatel? Abrir totalmente o mercado? Que tipo de regulamentações deve existir no mercado de telecom?
Obrigado!
curioso conversar com familiares e colegas e os mesmos enxergarem agências regulatórias como algo benéfico… quando começa a discutir que na realidade estas promovem uma reserva de mercado para os agentes que á estão em campo, piorando qualidade e preços, entendem, mas até discutir sobre o tema, nunca haviam dado conta disso. Uma coisa que o governo executa com maestria é a lavagem cerebral na população!
O problema é muito maior do que foi explicado no artigo.
Uma conta de tv, internet e telefone tem 30% de imposto. As operadoras pagam mais de 30% na importação de equipamentos. Um leilão de frequência de celular já passou de 8 bilhões de reais. O Imposto sobre lucro é alto. O imposto sobre serviços de empresas terceirizadas passa dos 6%. A conta de energia dessas empresas é milionária. Os impostos sobre telecomunicações, como o Fust, funtel e fistel são usados para superávit primário. Além de ter multas milionárias da Anatel.
Enfim, existe um tremendo golpe financeiro nessas empresas. Essas empresas de telecomunicações pagam mais de 40 bilhões por ano em impostos.
Essas empresas são protegidas pelo governo, como escravos são protegidos pelos coronéis.
A alternativa viável é cancelarmos o serviço no mesmo dia da implantação desse retrocesso tecnológico. As empresas perderiam a sua Receita e, consequentemente voltariam atrás. O modelo do Netflix incomodou essas empresas e, a Anatel é uma agência reguladora de burroscratas. A cada dia que passa me decepciono ainda mais com o Brasil.
Caros amigos, estamos voltando à era da internet discada.
Sendo o Sr Bernie Sanders, indignado com a Internet mais veloz em outro país de economia inferior ao seu, um político…já sabemos de antemão que dificilmente conseguirá reverter este quadro, uma vez que a causa do resultado é exatamente a não-ação política.
Pelo texto vemos que os romenos levaram anos de ineficiência política para consolidar a oferta de serviços de Internet…enquanto que aqui e nos EUA já temos anos de regulamentação política consolidada.
Viesse a indignação estadunidense de um empresário como Elon Musk, quem sabe algumas boas fichas pudessem ser apostadas na iniciativa…mas a sanha política não demonstra (historicamente) o real interesse de promover melhorias.
Resta uma observação curiosa…o brasileiro odeia politicagem mas ama o Estado (regulamentação)…E o estadunidense também se comporta da mesma maneira? Ou seja, até que ponto os receptores da indignação do Sr. Sanders endossarão a ideia de que precisam de ação política para terem a Internet mais veloz do mundo? Quantos perceberão que o livre-comércio pode dar resultados incríveis nos mais inusitados cantos do mundo?
Tupinicamente torcemos para que não escolham mandar tropas americanas retaliar a Romenia sob um pretesto qualquer!
“Sanders escreveu: “Hoje, as pessoas vivendo em Bucareste, Romênia, têm acesso a uma internet muito mais rápida do que na maioria dos EUA. Isso é inaceitável e tem de mudar.”“
Mudar como? Socialistas costumam nivelar para baixo. Ele pretende bombardear as operadoras romenas ou fazer um embargo econômico até que a Romênia volte a ser comunista o suficiente?
* * *
Esse artigo do Uol está correto quando diz que, no início do plano real, a moeda nacional estava muito valorizada, o que atrapalhou um pouco o plano de estabilização?
economia.uol.com.br/noticias/redacao/2014/06/28/real-faz-20-anos-antes-dele-preco-do-tomate-subiu-4500-em-12-meses.htm
Meu sonho supremo é que ocorra, num futuro próximo, o mesmo desenrolar de fatos que na Romenia em 1989, logo após Lula e Dilma performarem algum de discursos populistas.
Caros colegas,
Imaginemos que a ANATEL suma do mapa, e a concorrência é enfim liberada.
Entram mais players, mas o preço não cai (valores ínfimos de variação entre os players).
Há boatos de um belo cartel, bastante sutil e sofisticado.
Questão 1:
Quem investigaria isso? A Anatel (que no nosso exemplo, sumiu), o CADE, ou o MP / Policia?
Cartel, num modelo altamente liberal, é um crime? Muito hediondo? Médio? Vale a pena ter um CADE?
Me pergunto pois a livre concorrência é um pilar da teoria de mercados. Sendo assim, ela é uma regra do jogo (não se pode “podar” a livre concorrência), ou seja, é uma regulamentação, precisando ser cobrada e punida em caso de descumprimento.
Faz sentido isso?
Questão 2:
O exemplo dos serviços de Telecom é bacana para se discutir o sobre concorrência:
– É um negócio que exige muuuuito investimento para se ter a escala dos players atuais (leia-se: passar Fibra Ótica Brasil afora).
– Não se cria concorrência fácil.
– Leva-se um bom tempo para se ter alguma concorrência.
– Existem alternativas de tecnologias, mas nenhuma tão estável e boa quanto a tal Fibra Ótica.
O ponto nem é discutir as tecnologias disponíveis, mas sim como um alto nível de investimento necessário, que determinados segmentos devem executar, pode inviabilizar a criação de uma competição plural o suficiente para que haja queda real de preços.
Procurei artigos sobre isso mas não encontrei algo nesse sentido.
Grande abraço pessoal.
Marco Couto, respostas abaixo:
“no caso específico da telecom, num modelo de livre mercado, como fazer que os agentes funcionem efetivamente?”
RESPOSTA: Nada! Ele "funciona efetivamente" no momento que o consumidor tem o poder de escolher e trocar de provedor quando bem entender.
"E quando há falhas de mercado? Por exemplo, como seria o fornecimento de internet em áreas remotas, com pouca infraestrutura e com demanda baixa, dada a população pequena que pode viver em locais assim?"
RESPOSTA: Se tiver demanda que justifique o investimento empresas ofertarão o serviço naquela região. Caso isso não ocorra, existe sempre a possibilidade da população se reunir, "fazer uma vaquinha" e adquirir os dispositivos necessários.
"Mais outra dúvida, agora mais prática: como enfrentar o problema atual da imposição do limite do pacote de dados pelas operadoras? Digo, o que fazer?"
RESPOSTA: num mercado aberto não é necessário impor qualquer restrição… o consumidor é quem "regula" o tipo da oferta que melhor lhe favorece. Se as empresas quiserem impor limites a decisão é delas. Se elas fizerem um conluio para tal e isso prejudicar o consumidor, lembre-se que o mercado está aberto e desta forma abrirá um vácuo imenso possibilitando qualquer empresa/investidor do mundo de instalar um novo provedor (ou comprar uma já em funcionamento) naquela região. Seria como jogar um kit kat no meio de um jardim de infância.
"Com essa crise política que parece ser interminável, isso com certeza vai ocorrer e todos seremos muito prejudicados. O que dá para fazer agora? Eu tento pensar em soluções, mas está bem difícil…"
RESPOSTA: não entendi… você está perguntando sobre Telecom ou sobre a crise?
Abç,
AHR
Participem da lista de assinaturas (abaixo-assinado) contra o limite nas franquias, divulguem para que possamos atingir o maior número de pessoas.
secure.avaaz.org/po/petition/Vivo_GVT_OI_NET_Claro_Anatel_Ministerio_Publico_Federal_Contra_o_Limite_na_Franquia_de_Dados_na_Banda_Larga_Fixa/?pv=5
Alguém por favor pode explodir a sede da ANATEL lá em Brasília?
Se tem estadunidense reclamando da internet deles em relação à Romênia, imaginem quando eles descobrirem a maravilha que é a internet brasileira…
E que resposta bonita que o Bernie recebeu no Twitter.
Colega, da onde vc tirou que a Anatel proíbe o ingresso de novos concorrentes no mercado?
A onde isso tá escrito?
Até onde me consta, qualquer um pode entrar no mercado de banda larga, inclusive pequenos empresários q normalmente o fazem por meio da internet a rádio.
Aqui mesmo na minha cidade há uma meia dúzia de pequenos empreendedores que abriram o seus próprios provedores, via rádio, e comercializam livremente.
A Anatel, nesses casos, faz apenas pequenas exigências, com o intuito de evitar interferências em outros sinais, como televisão, avião e etc.
E o rádio não é a única forma que esses empresários fornecem banda larga, se vc procurarar, vai ver q existem inúmeras pequenas empresas que oferecem fibra ótica.
Ou seja, existem no Brasil, uma centena de empresas de Banda larga, seja via rádio, seja via cabo, seja via fibra. O mercado é aberto, sendo q Anatel faz apenas pequenas exigências de ordem técnica.
Se por acaso eu estiver errado, gostaria q vc me desse uma fonte, fidedigna, a respeito do q vc disse, uma lei ou algo do gênero.
Bom, aqui tem uma lista com mais de 100 provedores:
sistemas.anatel.gov.br/stel/consultas/ListaPrestadorasServico/tela.asp?pNumServico=045
Dá uma olhadinha, qm sb tem um na sua cidade.
Outra coisa, a tim e a oi, tem uma cobertura de banda larga fixa super restrita. Aliás, se quisessem, eles expandiriam os seus serviços, porém isso não é economicamente viável para eles, então apenas uma pequena parcela da população tem acesso a tais provedores. Na mesma linha, a NET, a vivo fibra, ou antes da fusão, a GVT.
A questão é bastante simples, eles não tem interesse em levar os serviços a cidades mais distante e com baixa densidade demográfica, o que torna a maioria da população refém de apenas 1 provedor, ou, quando muito, 1 provedor desses grandes, concorrendo com pequenos serviços via rádio.
Em outras palavras, por mais q vc abra o mercado, a concorrência só existe se houver interesse e isso não haverá, custa caro demais cabear um país do tamanho do Brasil, em última análise qualquer novo serviço de banda larga vai ficar restrito as principais capitais e o resto do país continuará refém de serviços ruins.
Por outro lado, cabear a Romênia e qualquer país da Europa é muito fácil, alta densidade demográfica e pequeno território, altamente viável economicamente.
Convém lembrar, que a concorrência, por si só, não evitará o limite de banda, nos EUA existem limite e em outros inúmeros países, com ampla concorrência, também existem tais limites.
Por fim, só para enfatizar que existem dezenas, possivelmente centenas, de serviços de banda larga, vai alguns links para você:
netserv.com.br/residencial/fibra-optica.php
http://www.netsulfibra.com.br/
http://www.pombonet.com.br/
americansat.net.br/
http://www.fox.com.br/
Ps. Vc ainda não me disse se, de fato, esses dois nomes Americanos q constam da publicação do artigo realmente o escreveram, sobretudo considerando que, para tanto, eles teria de ter lidos os noticiários brasileiros e me parece que eles não são falantes do português.
Primeiro, a lista da anatel inclui inúmeros provedores, mas ela é desnecessária para provar meu ponto, na medida em que eu mandei o site de 5 provedores a título de exemplo, comprovando, desta forma, que existem muitos outros provedores.
Segundo, vc concorda comigo que a TIM pode operar em todo país, correto?
Assim como a vivo fibra, certo?
Porém, ambas atendem apenas uma pequena fatia do mercado. E pq elas não expandem?
Afinal, mais clientes, mais grana, não é? Já q, inclusive, estão amparadas pela proteção da Anatel, certo?
A resposta é simples, não é economicamente viável.
Nesse sentido:
convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=38057&sid=14
Por outro lado, como eu já disse, e já provei, tem dezenas de provedores no país. E pq eles não estão oferecendo um serviço de qualidade a baixo preço? Não tem viabilidade econômica.
A Romenia tem uma densidade demográfica quase 5 vezes superior a do Brasil. Exemplificando, supondo q, no Brasil, para cabear 100 KM eu gaste 10 mil reais, que irão propiciar que eu tenha 100 clientes, lucrando 100 reais por mês com eles, na romenia, esses msm 100 KMS, com esse mesmo custo, vai me propiciar ter 500 clientes em vez de 100, com um lucro de 500 reais.
Evidente que os números aqui usados foram só exemplificativos, descolados da realidade. Mas a lógica é essa, a densidade demográfica da Romênia é 5 vezes superior a Brasileira, é mto mais vantajoso operar lá do que no Brasil, com menos infraestrutura, eu atendo muito mais gente e tenho mais clientes.
Agora, se vc não entende isso, paciência. Eu não vou ficar aqui tentando convencer ngm.
O fato é que as operadoras com ou sem Anatel…
Sem as agências as operadoras estariam pulando miudinho, morrendo de medo da concorrência estrangeira, implorando por clientes e fornecendo serviços minimamente decentes e a preços baixíssimos.
Além da Romênia é assim também na Guatemala.
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1160
O que pouca gente fala é que o principal objetivo dessa medida é impedir que as pessoas usem WhatsApp e Netflix. Eles primeiro tentaram fazer com que o governo levantasse barreiras a essas empresas, mas a coisa acabou pegando mal e eles resolveram fazer isso por meios indiretos.
É uma forma descarada de cartel, já que se trata de empresas que oferecem serviços casados utilizando seu oligopólio no acesso a internet para tirar seus concorrentes dos outros serviços do mercado.
A coisa é de uma cara-de-pau tão grande que eles sequer se dão ao trabalho de oferecer opções de planos com limites maiores, mesmo que muito caros. Se o maior limite disponível é ridículo para um usuário moderado, quanto mais para alguém que consume muito ou que tem muitos usuários em asa.
O melhor jeito de reagir a isso é:
1 – Exigir o imediato fechamento da Anatel, que só serve para parasitar nosso dinheiro e defender o cartel
2 – Boicotar da melhor forma possível as empresas. Talvez seja impossível ficar sem internet, mas ao menos dá para diminuir ou cortar o serviço de telefonia e TV a cabo dessas empresas.
Vocês poderiam fazer um texto mais técnico citando quais são estes “vários, caros e difíceis requerimentos burocráticos”? Quem sabe até entrevistar um empresário que tem uma “rede gerida em nível local” na Romênia? Eu sei que há vários empecilhos para se investir no Brasil, mas no caso deste setor, eu gostaria de saber quais são. Quem sabe também citar de forma mais específica as regulamentações guatemaltecas.
Outros textos sobre o assunto:
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1160 A Guatemala e seu exemplo de privatização
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1363 Celular ilimitado por R$30/mês
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1647 Regulações protegem os regulados e prejudicam os consumidores
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1927 Não basta privatizar – tem de desregulamentar e liberalizar
http://www.ilisp.org/artigos/entenda-porque-o-marco-civil-e-responsavel-pelo-limite-da-internet/
IMB, essa informação procede? Poderiam falar mais a respeito?
É uma ótima oportunidade mostrar como o Marco Civil é uma verdadeira palhaçada, coisa que a maioria ainda não percebeu.
Site de direita usando comentários do Sanders que é socialista, que piada!
Preparem-se era o PT que impedia o pacotão de maldades da turma do PMDB,PSDB, DEM,PPS,eles são notórios lobistas das operadoras e agora com o golpe, essa turma do Cunha, Temer, PSDB, PMDB, PPS DEM e os grupos de mídia GLOBO as operadoras vão deitar e rolar no lombo de todo mundo. A Globo tem interesse em diminuir o uso da internet pela população porque ela está perdendo audiência e grana com o povo na internet.
E para que saiba o Cunha e o PSDB na época do Marco civil da internet já tentavam colocar esse limite na inter e pior, queriam colocar na lei do Marco Civil da Internet um esquema de pacote de assinatura, a ideia era que a pessoa so poderia acessar os sites que ela assinou no pacote! Por muita luta o PT impediu que esses golpistas canalhas aprovassem isso. Mas agora sem o PT pra lutar contra e defender a população impedindo esses tipos de lei que ferram todos nós, já era! O Fora esquerda, Fora PT, Fora Dilma, Fora Lula e o antipetismo vão custar cara pra todo mundo, porque agora o poder está nas mãos dos verdadeiros bandidos!
Me cobrem daqui uns meses, vocês vão ver com seus próprios olhos e sentir como dói no bolso.
Com ou sem Anatel, as operadoras fariam isso. Veja que quase todas aderiram ao plano….
A AT&T também limitou as franquias nos EUA….
O que vejo na prática não é um mercado tão polarizado nas grandes empresas do setor. Moro em minas gerais e em todas as pequenas cidades da região existem provedores de internet alternativos. Quase ngm utiliza oi, vivo, claro.
O que comanda são os pequenos provedores com sede na região.
O que dizer sobre isso?
Conselheiro da ANATEL é flagrado em restaurante de Brasília comemorando com executivos da NET.
http://www.facebook.com/199596653425232/videos/1174686575916230/?pnref=story.unseen-section
E tem alguns (poucos) otários aqui defendendo a ANATEL.
Texto muito bom.
Uma pena que o Bostil demorará muito para abrir o Mercado.
Oba!
Com R$ 14 em caixa, a Anatel está perto de parar
Brasil tinha que seguir o Exenplo do japão e outras regiões …
Aqui no Brasil os provedores de internet normalmente ofertam seus serviços de 1 à 10 Mbps em valores que giram em torno de R$40,00 à R$100,00, que convenhamos é um preço alto levando-se em consideração a velocidade da internet japonesa. Mas será que essa diferença de velocidade também se aplica ao preço?
Se as conexões japonesas conseguem ser até mil vezes mais rápidas do que as que temos aqui então devem custar muito mais caro, ou o equivalente, no caso uns R$70.000 mensais, não? Errado! Uma conexão de fibra ótica no Japão custa, em média, R$100,00 por mês, o valor já está e reais mesmo.Por que a internet no Japão consegue ser tão rápida?
É uma questão complexa para se explicar, mas basicamente se deve a dois fatores, o tamanho do país, o Japão tem mais ou menos o tamanho do Mato Grosso do Sul, o estado Brasileiro, porém é bem mais rico, desta forma cobrir o território nacional com fibra não é tão trabalhoso quanto aqui.
Como citando anteriormente, praticamente todo o país é coberto por fibra óptica o que faz com que a conexão dentro do país seja extremamente eficiente.
O governo japonês tem apoiado fortemente as conexões de fibra para residências particulares e, como resultado, o país está agora entre os líderes mundiais da tecnologia.
O serviço de fibra está sendo implantado com facilidade em Tóquio porque grande parte da população mora em apartamentos “bem construídos”. Segundo a própria So-net (a empresa dos 2 Gbps) e isso facilita muito a ampliação das conexões.
nós sempre tivemos em nossos mãos o poder de acabar com todos esses excessos.
a única coisa que poderíamos fazer, é boicotar todos os serviços.
se 1,10,100,1000 brasileiros fizerem boicote, não será suficiente. TODOS devem adotar o boicote
para que tanto a Anatel quanto as operadores atuem de forma digna e respeitosa com a Nação, ou caso contrário elas seriam forçadas a sair daqui por falta de lucro.
nossa nação peca por ser egoísta, pois se todos pensassem uns nos outros, teríamos força suficiente pra derrubar qualquer tipo de excesso. seja preços dos carros, serviços móveis enfim. só a Nação inteira se manifestando contra isso, é que será suficiente para mudar essa e tantas outras realidades. caso contrário,
viveremos muitos e muitos anos nesse sofrimento, até pessoas éticas, humildes e igualitárias reconduzir as estruturas do Brasil,
coisa que acredito eu levará um bom tempo, a esperança são as nossas crianças, que elas venham carregadas dos valores que tanto faltam nos nossos adultos atualmente. o Brasil é o resultado do egoísmo, da individualidade e da desonestidade.
que a geração futura seja livre dessas deficiências que só atrapalham o progresso verdadeiro de qualquer nação, como acontece atualmente na nossa!
Reportagem que talvez seja interessante para futuros artigos relativos à importância do livre mercado para o acesso à Internet:
g1.globo.com/tecnologia/noticia/37-cidades-concentram-50-da-banda-larga-fixa-do-brasil.ghtml
Até quando isso? Ninguém aguenta mais!!
Vou ter que ficar aplicando em LFTs até quando para me sentir ressarcido?
g1.globo.com/economia/noticia/contas-de-telefone-fixo-e-pos-pago-vao-ficar-mais-caras-a-partir-de-janeiro.ghtml
Como que funciona pra passar um cabo de um lugar pra outro numa via que é publica na Romenia então? Só passar? E como isso funcionaria pra televisão por exemplo que tem faixas de frequencia limitadas?
Essas “agências reguladoras”, que hoje estão recheadas de parasitas do $$$ alheio, é uma obra do medíocre falastrão fabiano FHC.
Em certo debate na internet, me deparei com esse comentário dizendo que não seria possível ter uma ampla concorrência de telecomunicações, pois nenhum país tem tanta disponibilidade pra isso, até por que grande de parte dos países do mundo, tem no máximo 5 empresas. As centenas dos EUA são virtuais que diferem completamente das físicas. Segue o argumento:
O que eu estou tentando te mostrar é que o mercado de telecomunicações móveis é um oligopólio por natureza. Questões técnicas e de custos impedem uma maior abertura para muitas empresas…
Estou te mostrando que o Brasil já É um dos países com o maior numero de operadoras do mundo, mas se tu quer continuar acreditando que a ANATEL negou por birra 10 empresas de atuarem aqui, vai em frente…
A regulação das virtuais é imensamente menor que de uma operadora de verdade, elas por exemplo não precisam comprar uma licença de radio. E não existe país no mundo onde essas faixas de frequência (bandas) não sejam controladas pelo Estado e leiloadas conforme a conveniencia da agencia reguladora. Não existe lugar nenhum do mundo onde você simplesmente acorda de manha e diz, vou abrir uma empresa de telefonia celular. Não, primeiro você tem que esperar o governo liberar uma nova banda para leilão, para aí comprar essa faixa de frequencia para operar.
As operadoras virtuais não possuem infraestrutura de rede, e tem que negociar o uso da infraestrutura de outra operadora. Dado o perfil dos empresarios Brasileiros, essa negociação é dificultada pelas próprias operadoras, não é uma questão da Anatel. O máximo que a Anatel poderia fazer é INTERFERIR MAIS AINDA e forçar as operadoras a trabalharem com as virtuais. Mas é exatamente isso o que você é contra.
Sim, entretanto não obtive resposta do ponto principal que ele levantou.
1 – Se não tivesse agência reguladora, poderia ter qualquer quantidade de empresas aqui? Algum fator limita a quantidade de empresas físicas de telecomunicações? Várias e árias empresas são capazes de desenvolver internet em qualquer lugar? Um país (sem agência reguladora) teria capacidade de receber mais de 20 operadoras físicas? Mesmo algum países com menos regulações, por quê nenhum deles possuem mais de 10 operadoras físicas? Ele negou todos esses questionamentos, dizendo que não tem como um país ter mais de 10 operadoras físicas. Como ele disse, não tem nenhum país no mundo que tenha mais de 10 (físicas).
2 – Ao citar operadoras virtuais, ele falou que possui diferença (como esta escrito aí). Mas de fato existe uma ampla diferença entre física e virtual? Uma tem ampla vantagem sobre a outra? Uma tem que a outra não tem? As regulações atrapalham as virtuais tanto quanto as físicas?
Só para acrescentar, eu tinha lido o artigo do IMB a respeito da Guatemala, entretanto ele colou este link dizendo que o serviço na verdade não é bom e que a quantidade de celulares per capita é ínfima. Inclusive o Brasil está na frente.
Entendido. Obrigado pelas respostas.
Meu TCC será sobre os efeitos nocivos no setor da telefonia
Contarei a história das regulações no setor, telebrás estatal e privatizada, ANATEL e farei um direito comparado com a romenia
Caros colega, ficarei grato se vocês souberem de outros excelentes artigos -aqui do mises e de outras fontes- que contribuiria para minha pesquisa no TCC.
Forte Abraço!
O caso da banda larga fixa no Brasil, por Amanda Flávio de Oliveira e Vinícius Teixeira Dornas.
jornalggn.com.br/blog/almeida/empresas-de-telecomunicacoes-no-brasil-mais-uma-prova-da-farsa-desenvolvimentista
Embora seja uma nostalgia desumana, como eu tenho saudades dos tempos em que a briga política era entre socialistas e desenvolvimentistas (os tais neoliberais).
Infelizmente os socialistas atuais abandonaram o socialismo e abraçaram o fascismo. Todos estão no mesmo barco agora.
Isso diz tudo:
https://a.disquscdn.com/uploads/mediaembed/images/3493/3267/original.jpg
Percebo que MAVs estão ocupando sites famosos como o TechTudo nos comentários para tentar convencer as pessoas a aceitar numa boa.
Culpar o NetFlix é comum.