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Por que é crucial o governo cortar seus gastos (com dados atualizados)

No dia 9 de setembro, o governo brasileiro teve sua nota de
crédito rebaixada pela
agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P). Com isso, o
país perdeu seu grau de investimento — ou seja, status de bom pagador — e
entrou no grau especulativo.  A nota caiu de BBB- para BB+.

Para piorar, a S&P ainda deixou em “perspectiva
negativa”, o que significa que novos rebaixamentos podem vir.

E, como cereja do bolo, houve ramificações.  Desde
aquele dia, a S&P também
rebaixou mais de 85 empresas e instituições financeiras do país
, o que
significa que agora essas empresas terão mais dificuldade para conseguir financiamento
no estrangeiro — os investidores estrangeiros estarão menos dispostos a
comprar seus papeis ou a lhes emprestar dinheiro –, fazendo com que elas
tenham de pagar juros maiores.

O país usufruiu esse grau de investimento por 8 anos, mas o
perdeu em decorrência da bagunça fiscal criada pelo
governo
 nos últimos 5 anos.  Para completar, a total baderna em
que se encontra o cenário político do país — citada pela S&P como um dos
fatores determinantes para sua decisão — faz com que tudo seja ainda mais
difícil de ser resolvido.

Mas tudo pode piorar.

Agora, no dia 9 de dezembro, a Moody’s veio a público anunciar
que colocou
a nota do Brasil em revisão para um possível rebaixamento
.  Se isso se concretizar, o Brasil perderá o
grau de investimento por uma segunda agência internacional de classificação de
risco.

Ao passo que, neste ano de 2015, as finanças do governo amargam desastrosos
resultados inéditos
, a própria equipe econômica do governo já avisou que,
para o ano de 2016, o desastre seguirá intacto: haverá um déficit
primário de R$ 30,5 bilhões
.

Como consequência, a dívida bruta do país não pára de subir:
estava em 51% do PIB ao final de 2011 e bateu em 66% ao final de outubro passado.

Por causa de suas regras internas, vários fundos de pensão
estrangeiros são proibidos de comprar papeis classificados como sendo
“grau especulativo”.  Por pior que tenha sido a decisão da
Standard & Poor’s, o fato de as outras duas agências de classificação de
risco — Fitch Ratings e Moody’s Investors Services — ainda terem mantido o
grau de investimento do Brasil fez com que o impacto da decisão da Standard &
Poor’s fosse limitado.

Porém, caso as outras duas agências também venham a rebaixar
o Brasil, as consequências podem ser devastadoras.  A venda maciça de
ativos brasileiros irá derrubar (ainda mais) seus preços e, consequentemente,
seus valores em bolsa, que já estão nos mínimos.  A saída de capitais irá
afetar ainda mais a taxa de câmbio, gerando todas as desastrosas consequências
esmiuçadas neste
artigo
 (que vão desde o encarecimento dos alimentos básicos e dos
remédios até a destruição das indústrias e de outras empresas que dependem de
tecnologia).

Mas tal cenário ainda pode ser evitado.  E a única
maneira de se fazer isso é por meio de um profundo corte de gastos do
governo
.

Gastos do governo são um fardo para a economia

Quando se fala em corte de gastos, os economistas
desenvolvimentistas e de todas as vertentes keynesianas imediatamente gritam
que tal medida é recessiva.  A máxima deles, a qual sempre foi incorporada
por nossa mandatária, é a de que “despesa
corrente é vida
“.

Nada mais falso.  Dizer que gastos do governo geram
crescimento econômico é um grande paradoxo.  O governo, por definição, não
produz nada.  Ele não tem recursos próprios para gastar.  O governo
só pode gastar aquilo que antes ele confiscou via tributação ou tomou
emprestado via emissão de títulos do Tesouro. 

Ao tributar, o governo toma aquele dinheiro que poderia ser
usado para investimentos das empresas ou para o consumo das famílias, e
desperdiça esse dinheiro na manutenção da sua burocracia.  A tributação
nada mais é do que uma destruição direta de riquezas.  Parte daquilo que o
setor privado produz é confiscado pelo governo e desperdiçado em maracutaias,
salários de políticos, agrados a lobistas e em péssimos serviços
públicos.  Esse dinheiro confiscado não é alocado em termos de mercado, o
que significa que está havendo uma destruição da riqueza gerada.

Ao tributar, o governo faz com que capacidade futura de
investimento das empresas seja seriamente afetada, o que significa menor
produção, menor oferta de bens e serviços no futuro, e menos contratação de
mão-de-obra.

Ao tomar empréstimos — ou seja, emitir títulos —, o governo
se apropria de dinheiro que poderia ser emprestado para empresas investirem ou
para as famílias consumirem. O governo dificulta e encarece o acesso das
famílias e das empresas ao crédito.  Mais ainda: a emissão de títulos gera
o aumento da dívida do governo, cujos juros serão pagos ou por meio de mais impostos
ou por meio de mais lançamento de títulos.

Para piorar, quando o governo emite títulos, quem compra
esses títulos é o sistema bancário.  Como ele compra?  Criando dinheiro do nada,
pois opera com reservas fracionárias
.  Ou seja, a atual forma de
financiamento do governo é inerentemente inflacionária.  Em decorrência do
peculiar funcionamento do sistema bancário, quando o governo se endivida, isso
gera inflação monetária, o que piora ainda mais a situação de empresas e famílias.

O gráfico abaixo mostra o total do endividamento do governo
federal.  Ou seja, grosso modo, o gráfico abaixo mostra todo o dinheiro
que poderia ter sido utilizado em investimentos, mas que foi apropriado pelo
governo para manter sua burocracia.

dividabruta.png

Gráfico 1: dívida total do governo federal

Para se ter uma melhor perspectiva do gráfico acima, vejamos
o tanto que o governo gastou a mais do que arrecadou. O gráfico abaixo mostra a
evolução do déficit nominal do governo (tudo o que o governo gasta, inclusive
com juros, além do que arrecada).

deficitnominal.png

Gráfico 2: evolução do déficit
nominal do governo federal

O descalabro atual — que começou realmente ao final de 2011
— é inaudito. 

Aliás, vendo o gráfico acima, vale perguntar: há alguma austeridade ocorrendo?

(O surto ocorrido pontualmente em 2009 se deveu à recessão
daquele ano, que fez com que as receitas do governo caíssem).

Vale repetir: os déficits orçamentários do governo são
financiados pela emissão de títulos do Tesouro, os quais são majoritariamente
comprados pelos bancos por meio da criação de
dinheiro
. Portanto, os déficits do governo são uma medida inerentemente
inflacionária

Enquanto os déficits não forem atacados, não há grandes
chances de a atual carestia — o
IPCA acumulado em 12 meses está em 10,5%
— arrefecer.

Por tudo isso, é crucial que o governo seja o menor
possível.  Quanto maior for o governo, maiores serão seus gastos. 
Quanto maiores forem seus gastos, maiores terão de ser os impostos e o
endividamento do governo.  Quanto maiores forem os impostos, menores serão
os incentivos ao investimento e à produção.  Quanto maior for o
endividamento do governo, maiores serão as oportunidades perdidas em
investimentos que não puderam ser feitos (porque o governo se apropriou desse
dinheiro que poderia ter sido emprestado para o setor privado), maiores serão
os gastos com juros, e maior terá de ser a carga tributária para arcar com
esses gastos com juros.

Adicionalmente, quanto maiores forem os gastos, maiores
tendem a ser os déficits orçamentários do governo.  E, quanto maiores os déficits, maior a pressão
sobre os preços — e mais investimentos produtivos deixarão de ser feitos, pois
o governo estará sugando todo o dinheiro disponível para se financiar.

Quando políticos falam que irão aumentar os gastos, o que
eles realmente estão dizendo é que irão aumentar os custos sobre os indivíduos
produtivos, que são aqueles que arcam com o ônus dos impostos.  Aumentar
os gastos do governo equivale a aumentar os custos sobre aqueles que levantam
cedo e vão trabalhar.

Quem afirma que gastos do governo geram crescimento está
afirmado que tomar dinheiro de uns para gastar com outros pode enriquecer a
todos.  Está afirmando que tirar água da parte funda da piscina e jogá-la
na parte rasa fará o nível geral de água na piscina aumentar.

A austeridade correta

No entanto, é necessário ser bem claro: quando o governo
corta gastos, de fato há quem saia prejudicado. 

O exemplo mais claro seria o de funcionários públicos que
tivessem seus salários reduzidos.  Isso é muito raro, mas pode
ocorrer.  As empresas que possuem como clientes principais um grande
número de funcionários públicos seriam atingidas.  Pense em um restaurante
chique de Brasília que tem como clientela o pessoal das agências
reguladoras.  Se as agências fossem abolidas (sonhemos um pouquinho), as
receitas desse restaurante cairiam.  Da mesma forma, se o número de
deputados e senadores diminuísse, o Piantella poderia ir à falência.

Esse foi um exemplo visualmente fácil de ser
entendido.  Há outros menos claros.  Por exemplo, cortes de gastos do
governo irão afetar as várias empresas que só sobrevivem porque possuem
contratos de prestação de serviços junto ao governo.  Empresas
terceirizadas por estatais e empreiteiras que fazem obras para o governo são os
exemplos mais claros.  Há também as várias atividades econômicas que
recebem subsídios e que, sem estes subsídios, teriam de se virar, cortar gastos
e demitir pessoas. 

O que todas estas atividades têm em comum é que elas só
sobrevivem e só são lucrativas com a muleta do governo.  Isso faz com que
elas sejam classificadas como atividades econômicas insustentáveis.
 São atividades que não dependem da demanda voluntária do consumo privado
para sobreviver.  Uma vez cortado o fluxo de dinheiro governamental, elas
perdem sustentação e definham. 

Elas não necessariamente irão quebrar, pois podem se
reestruturar e mudar seu enfoque de mercado.  Mas estão indiscutivelmente
sobredimensionadas, e a prova disso é que só mantêm seus atuais lucros com
dinheiro repassado pelo governo.  Elas são, portanto, atividades que
absorvem recursos e capital da sociedade.  Elas não produzem; elas
consomem.

Uma redução nos gastos do governo, portanto, possui este
efeito salutar sobre a economia.  Faz com que empresas que consomem
recursos e que produzem apenas de acordo com demandas políticas tenham de ser
enxugadas.  Empresas que só sobrevivem devido aos gastos do governo não
produzem para consumidores privados; elas utilizam o dinheiro dos cidadãos, mas
produzem para o estado.  Elas não utilizam capital de maneira produtiva,
de forma a atender os genuínos anseios dos consumidores privados: ao contrário,
elas utilizam capital fornecido pelos pagadores de impostos mas produzem apenas
para servir a anseios políticos.  Em suma, não agregam à sociedade. 
Por definição, subtraem dela.  

Este tipo de atividade econômica privada que só sobrevive
por causa dos gastos do governo é idêntico àquelas outras atividades privadas
que só são lucrativas quando está havendo uma forte expansão do crédito. 
Quando o crédito é farto e barato, e a demanda por imóveis é crescente, várias
construtoras e várias imobiliadoras apresentam lucros estratosféricos. 
Porém, quando o crédito encarece — ou quando os consumidores já estão muito
endividados — e a demanda cai, os lucros viram prejuízos. 

Um corte de gastos do governo gera idêntico efeito sobre
empresas que possuem o governo ou funcionários do governo como principal
cliente.

E por que isso seria bom?  Porque, ao falirem, essas
empresas liberam mão-de-obra e recursos escassos que poderão ser utilizados
mais eficientemente por empresas mais produtivas, empresas que estão no mercado
para realmente atender às demandas dos consumidores.  Por isso, é
essencial que, ao cortar gastos, o governo também reduza impostos
Isso não apenas irá dar mais poder de compra às pessoas, como também irá
permitir que as empresas produtivas tenham mais capital e, consequentemente,
possam contratar mais pessoas. 

Tendo estes conceitos em mente, há quatro maneiras de se
fazer austeridade:

1) Aumentar impostos e cortar gastos;

2) Aumentar impostos e manter gastos inalterados e;

3) Manter impostos inalterados e cortar gastos;

4) Reduzir impostos, e cortar gastos em uma intensidade
maior do que o corte de impostos;

A primeira é a que gera uma recessão mais intensa.  De
um lado, o corte de gastos debilita aquelas empresas que dependem do governo, o
que é bom; mas, de outro, o aumento de impostos confisca ainda mais capital da
sociedade, mais especificamente do setor produtivo, que é justamente quem
absorveria a mão-de-obra demitida das empresas que faliram em decorrência dos
cortes de gastos do governo. 

Você tem, portanto, o pior dos dois mundos.  Aumento do
desemprego, população com menor poder de compra, e setor privado sem capital
para contratar.  É isso que alguns países europeus fizeram.

A segunda maneira, ao contrário do que se supõe, é a
pior.  O governo aumenta o confisco do capital do setor privado, mas
continua dando sustentação às empresas ineficientes, que também consomem
capital do setor produtivo.  A recessão neste caso é menos intensa, mas os
desequilíbrios de longo prazo não são corrigidos.  A economia fica com
menos capital, mas as empresas ineficientes seguem firmes, pois seu cliente é o
governo, que continua gastando.  No final, tal medida serviu apenas para
aumentar o consumo de capital de toda a sociedade.

A terceira maneira é melhor que a primeira e a
segunda.  O governo continua confiscando capital, é verdade, mas ao menos
liberou outros recursos por meio da falência de empresas que só sobreviviam em
decorrência de seus gastos.  Em termos de recessão, tende a ser mais
branda que a primeira e semelhante à segunda.

A quarta maneira é a maneira correta de se fazer
austeridade.  A redução de gastos do governo faz com que empresas
ineficientes que dependem do governo sejam enxugadas (ou quebrem) e liberam
mão-de-obra e recursos escassos para empreendimentos produtivos e genuinamente
demandados pelos cidadãos.  E as empresas responsáveis por esses empreendimentos
produtivos terão mais facilidade para contratar essa mão-de-obra demitida
porque, em decorrência da redução nos impostos, elas agora têm mais capital e
seus consumidores, mais poder de compra. 

Além de não provocar uma recessão profunda — haverá recessão
apenas se o governo impuser medidas que retardem a realocação de mão-de-obra de
um setor para o outro (por exemplo, aumentando o seguro-desemprego ou o salário
mínimo, ou impondo altos encargos sociais que encareçam o processo de demissão
e contratação) —, esta maneira é a única que reduz duplamente o desperdício de
capital e, com isso, permite uma maior acumulação de capital.  Maior
acumulação de capital significa maior abundância de bens produzidos no
futuro.  E maior abundância de bens significa maior qualidade de vida.

Conclusão

Onde o governo deve cortar?  Em qualquer lugar e em
todo lugar.

Ministério da Pesca, Ministério da Cultura, Ministério do
Turismo, Ministério do Desenvolvimento Agrário (já existe um Ministério da
Agricultura), Ministério da Integração Nacional, Secretaria de Assuntos
Estratégicos, Secretaria de Políticas para Mulheres, Secretaria da Promoção da
Igualdade Racial, Secretaria de Comunicação Social, Secretaria de Portos,
Secretaria de Aviação Civil, Secretaria das Relações Institucionais e
Secretaria de Direitos Humanos poderiam ser imediatamente abolidos. Veja aqui o
total das despesas de cada ministério.

Esta reportagem
da revista IstoÉ
 mostra que apenas os custos operacionais dos 39
ministérios de Dilma estão acima de R$ 400 bilhões por ano.  Estes
ministérios empregam 113 mil apadrinhados e os salários consomem R$ 214
bilhões.  Não dá para cortar nada aí?  Esses burocratas por acaso têm
um “direito natural” a esses salários pagos pelo povo?

Um governo federal que, em 2014, arrecadou
mais de R$ 2,2 trilhões
 ainda quer aumentar tributos e manter intocadas
as mordomias dos burocratas?  Os 92 tributos existentes
no Brasil
 não satisfazem essa gente? 

Eis aí uma prova suprema da ineficiência estatal, a qual
deveria fazer o mais inflexível defensor da existência de governos ao menos
repensar sua postura: um governo que tem uma receita de mais de R$ 2,2 trilhões
não é sequer capaz de mantê-la dentro de seu orçamento, e tem de recorrer a
novos esbulhos para fechar suas contas.  Qualquer empresa privada que
operasse sob esses princípios já teria sido extinta pelo mercado.

Querer tomar ainda mais dinheiro do cidadão para sustentar
essa pouca vergonha é um ato, no mínimo, imoral, e seus proponentes não
deveriam ser agraciados com o mais mínimo respeito da população. 

________________________________________

Leandro
Roque
 é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises
Brasil.

John
Tamny
 é o editor do site Real Clear Markets e contribui
para a revista Forbes.

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192 comentários em “Por que é crucial o governo cortar seus gastos (com dados atualizados)”

  1. Tendo em vista a total incapacidade administrativa dos governos (e não estou só falando do atual) e o tamanho do Brasil, a solução mais eficiente é, sem dúvida, a separação do país.

    Vai diminuir drasticamente a quantidade de renda má distribuida pelo governo. E mesmo que haja corrupção, será muito mais fácil de localizar e punir os envolvidos.

  2. Sol Moras Segabinaze

    Tudo isso é uma grande conspiração (de gente que odeia os pobres e a comunidade LGBTSG) contra um governo popular que veio trazer justiça social a uma terra espoliada pelos poderosos desde 1500.

  3. Excelente, Leandro!

    Pena que muita gente não pensa dessa maneira. Para muitos, trabalhar para o governo é “satisfação”, acham que estão fazendo algo importante, pior, não se questionam da origem do dinheiro. Aliás, quase nenhum brasileiro comum reflete sobre isso: “Governo não produz nada, se não produz, de onde vem esse dinheiro todo?” E muito menos se perguntam: “Ah, se o dinheiro vem dos impostos/tributos, será que se esse dinheiro ficasse com as pessoas não seria melhor?”

    Para o povo, governo bom é governo que dá “tudo de graça”…

    Toda essa turbulência econômica acontecendo e as pessoas, de maneira geral, acham que isso se deve apenas aos desvios de dinheiro. E acham que se entrar um governos e parlamentares “honestos”, o desvio será menor e a situação vai melhorar…

    Triste!

  4. Funcionário público

    “A quarta maneira é a maneira correta de se fazer austeridade. A redução de gastos do governo faz com que empresas ineficientes que dependem do governo sejam enxugadas (ou quebrem) e liberam mão-de-obra e recursos escassos para empreendimentos produtivos e genuinamente demandados pelos cidadãos. E as empresas responsáveis por esses empreendimentos produtivos terão mais facilidade para contratar essa mão-de-obra demitida porque, em decorrência da redução nos impostos, elas agora têm mais capital e seus consumidores, mais poder de compra. “

    Provocar a falência de empresas para fazer com que seja liberada mão-de-obra não seria interferir na vida privada dessas pessoas?

    O correto não seria que essas pessoas fizessem uma escolha LIVRE, optando por empregos e setores econômicos que não dependesse economicamente do estado?

  5. Se for p/ considerar também a dívida da Petrobrás e da Eletrobrás somadas à DBGG (que entendo ser aquela do gráfico, em torno de uns R$3.6 trilhões) bem como os títulos da carteira “livre” do BC (ainda não lastreando operações compromissadas), acho que o saldo devedor bruto total do setor público já está além de R$4.5 trilhões.

  6. É praticamente um manual do que se deve fazer para o Varzil, digo Brasil, sair desta crise.
    Mas vou postar aqui alguns comentários dos ”Canhotos” em um fórum que eu participo, é constrangedor até…

    Falando sobre o período de FHC:
    ”Meu amigo, é simples, não tem muito o que discutir.
    Você tem o preço estacionado dos alimentos por 5 anos, ÓTIMO, BELEZA.
    Inflação super em controle.
    Mas você tem um desemprego recorde, tem salários congelados, desemprego entre os jovens em mais de 50%, endividamento das famílias de classe média, contenção do nível de investimento privado e serviços públicos sucateados…
    tudo isso em troco de… CONTROLE INFLACIONÁRIO!
    do que que adianta?
    e pra rechear essa salada toda, ainda de brinde tem o aumento da dívida pública e da despesa do governo.
    Falam muito em “reduzir estado”, “reduzir funcionalismo”, mas falar da despesa financeira da União ninguém fala.”
    Falando sobre o período de FHC (2):
    ”É aquela velha história, nos tempos de FHC teve ano que a inflação foi de 1% ao ano…
    No fim do primeiro mandato dele eu acho, 1997, 1998, por aí…
    Em compensação os favelados não tinham dinheiro pra comprar uma lata de óleo (naquela época o óleo não era vendido em garrafas PET).
    Favelados aqui em Recife nos anos 90 compravam óleo em copinho descartável, em pequenas porções.
    Não achem que é brincadeira, é sério isso.
    E num era só em Recife não, isso era em todas grandes metrópoles brasileiras, só as do Sul que tenho minhas dúvidas.”
    ————————————————
    Falando da Petrobrás:
    ”Petrobras tinha que ser 100% estatal. Essa porra de economia mista só fode a empresa. Na hora de usar o governo abusa e usa. Agora ajudar não pode, pois não podem beneficiar um ente privado (os tantos % não estatais)”

    “37% de carga tributária…”
    “a serviço da dívida””

  7. Leandro, só pra confirmar:

    todo mundo sabe que esse ano o governo anunciou vários supostos cortes no orçamento, cortou da educação, as federais tão em greve, não tem papel higienico, aquela coisa toda.

    a pergunta é: esse corte, na verdade, foi apenas uma diminuição no rítmo de crescimento (de modo que os gastos ainda estão maiores que ano passado), e não uma redução real dos gastos comparado com o ano passado. Estou certo ?

    e outra: qual o site que você consulta o total de gastos do governo no fechamento do ano e o total de arrecadação?

  8. Já li muitas partes deste texto em respostas do Leandro Roque aqui nos comentários.

    Ou seja, o site do Mises é tão bom que até mesmo os comentários dos artigos são fonte de conhecimento de primeira linha.

  9. Felipe Lange S. B. S.

    Mais um excelente artigo Leandro!

    Agora, como explicar essa política econômica desastrada, já que foi nomeado o Joaquim Levy? Porque os cortes nos gastos estão sendo tão medíocres e insuficientes? Seria que é porque é totalmente submisso à presidente e ao congresso?

    Onde está a independência do Banco Central e da equipe econômica, que existia no primeiro mandato do Lula? Corrija-me se estiver errado.

    Agradeço a sua atenção.

  10. Muito bom o artigo Leandro, lógica perfeita e não precisa ser gênio em economia para saber que em fase de recessão corta-se gastos, todo cidadão com um mínimo de juízo faz isso.

    Agradeço a cada dia pelos artigos do IMB, Abraços.

  11. Leandro,

    ainda sou iniciante nas leituras da escola austríaca. A iniciativa de cortar gastos do governo faz todo o sentido. Porém, não há setores que dependem do financiamento governamental, pois seriam considerados investimentos ruins (ou de prazo muito longo) pela iniciativa privada? Como exemplo, o setor de infraestrutura (construção de rodovias, linhas trens, metrôs, etc). Há algum material explicando mais sobre esses tipos de gastos?

  12. Leandro, eu também concordo que o nível da taxa de impostos deveria ser algo bem baixo, porém zero não seria demais ? Já que alguns serviços como segurança são funcões do governo.

    Você deve saber o que é A Curva de Laffer, qual sua opinião sobre ela ?

    A partir da Curva de Laffer – esta faz uma relação gráfica bidimensional entre as taxas tributárias sobre renda e a receita do governo – foi feito o Romer and Romer study – que é bom deixar claro, adota uma política econômica de esquerda – no qual não aconselha que a taxa sobre impostos ultrapasse 33%. Ou seja, nem mesmo os que tem uma visão esquerdista de política econômica sugerem adotar uma taxa sobre os impostos além de 33%.

  13. Tem aquela foto também da mulher chorando quando o jogo estava 5 x 0. Dá para colocar as três juntas?

    Sugiro a sequencia:
    1ª – da mulher ansiosa, comendo unha;
    2ª – o cara assustado;
    3ª – a mulher chorando desesperada depois do quinto gol.

  14. Leandro, boa tarde!

    Lembro que li um tempo atrás uma matéria que saiu no Globo referente aos custos dos 39 ministérios do nosso governo e a estimativa era de R$ 58,4 bi/ano. Obviamente um custo indecente, mas muito distante dos R$ 400 bi do estudo da Veja. Sabe dizer de onde vem essa diferença?

    Segue link:
    oglobo.globo.com/brasil/a-conta-do-inchaco-de-ministerios-no-governo-dilma-8432076

    Segundo o Globo, R$ 377 bi seria o valor referente a toda máquina federal contando além dos ministérios, órgãos técnicos, empresas públicas, universidades e por aí vai…

    É possível tirar esses números a limpo e entender de onde vem a diferença?

    Aproveitando para esticar um pouco o tema. Existe algum artigo que trate com mais detalhes as instituições públicas (ministérios, orgãos reguladores, empresas) mais caros e quais os impactos negativos de sua atuação bem como os positivos de sua exclusão? Entrando no detalhe de alguns casos…é fácil falarmos sobre Petrobrás e BNDES que são muito grandes, estão sempre em evidência e tem um escopo de atuação mais claro. Mas existem muitos outros que são mais obscuros tanto na sua atuação quanto no seu custo…

    Seria legal ler o que seria uma proposta do IMB no campo da privatização, detalhando como guiar o processo, por onde começar e por aí vai.

    Abraços e parabéns por mais um belo artigo!

  15. Leandro por obséquio você poderia explicar porque o banco central tem comprado os títulos encalhados do tesouro nacional e porque esta operação do bc não é ou é inflacionária e se ela fere a lei de responsabilidade fiscal? Gostaria que você explicasse com riqueza de detalhes dando exemplos bem práticos pois gosto de mais do pragmatismo do IMB.E desde já agradeço a paciência e resposta.

  16. Quando até um funcionário público se dá conta de toda esta loucura e tem a audácia de expô-la, merece maior publicidade. Segue:

    Uma fábula de improdutividade
    opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,uma-fabula-de–improdutividade,1759423

  17. Venho acompanhando o IMB há cerca de um ano quase diariamente. Serei grato à vocês do site sempre, por ter encontrado uma luz no fundo do meu parco conhecimento sobre economia. Artigos do Sr. Leandro sempre esclarecedores, mostrando o que a maioria dos economistas não querem mostrar (ou não sabem). Não deixo de ler os comentários, para mim tão interessantes quanto desafiadores (em especial dos Srs. Lopes, Andre Cavalcante, Jamzembrowski, Leonardo Faccioni, etc.).
    Coisas que meus avôs faziam muito bem e com isso prosperaram, nossos governantes nem cogitam de fazer, e assim vamos indo cada dia mais perto do atraso economico e moral.

  18. Mas tal cenário ainda pode ser evitado. E a única maneira de se fazer isso é por meio de um profundo corte de gastos do governo.

    Traduzindo: não pode ser evitado. haha Não sob Dilma.

    Será que ainda dá tempo de tirar a Dilma e fazer esses cortes com o Temer?

  19. O governo é uma fonte ilimitada de dinheiro, uma mamata sem fim. Eu estava vendo que aqui no Distrito Federal, há pessoas que têm cargos comissionados e de confiança que ganham 16 mil reais. Imagine você receber 16 mil por mês para não fazer nada? Quem não quer uma teta dessas? Como diminuir o Estado, se as pessoas querem viver às custas dos outros e não do seu trabalho? Além do mais, o efeito que isso gera culturalmente é muito perverso. Quem quer ser empregado, acaba indo para o setor público porque paga muito mais. Por que trabalhar numa empresa por 40 horas semanais, com pressão do chefe para você ser produtivo (para não ser demitido), se você pode trabalhar no governo, durante 20 horas semanais, ganhar 4x mais e não ter que se preocupar com ninguém pegando no seu pé e nem ser demitido? Fora a aposentadoria. Mudar esse quadro é quase impossível, pois os que estão fora da mamata querem fazer parte dela, e quem está nela, não quer perder. A questão é até quando isso vai durar, pois uma hora vai se tornar inviável.

  20. No entanto, dado que as outras duas agências de classificação de risco — Fitch Ratings e Moody’s Investors Services — ainda mantêm o grau de investimento do Brasil, o impacto imediato da decisão da Standard & Poor’s foi limitado.

    Acho que uns 80% ou mais da paulada já veio antes mesmo do rebaixamento da S&P pq o mercado não é bobo. Eles já tinham precificado boa parte do tsunami, tanto é que a bolsa caiu menos de 1% no dia seguinte. Agora acho que vão precificar nos próximos meses a perda de grau por mais uma das três agências. Então penso que a gente vai se foder muito mais daqui pra frente e quando vier o rebaixamento, se vier, da F ou M, não vamos sentir tanto. Bom, isso é só meu palpite. não sou economista.

  21. Fantástico esse site! Aprendi muito de economia lendo os inúmeros artigos disponíveis! Não sou economista e todo esse assunto me parece ser muito complexo, de forma que gostaria de perguntar sobre situações que não entendo, aproveitando a boa vontade e disposição do autor em responder aos questionamentos dos leitores.

    Confesso que a ideia liberal me agrada. É bastante interessante pelo objetivo da redução do estado, como ente que não gera riqueza, bem como pelo objetivo de praticar o livre mercado o que prestigiaria a concorrência com a consequência imediata da redução de preços de produtos e serviços para o consumidor.

    Uma dúvida, no caso de automóveis mas que poderia ser aplicado a outros produtos, como aviões, notebooks etc: caso as tarifas de importação sejam extintas, pregando o livre mercado, os carros poderiam ser comprados a preços mais baratos do exterior, o que levaria à falência a industria nacional automotiva, acarretando na demissão de todos os trabalhadores que teriam que se especializar e trabalhar em outro ramo de negócio, pois não iriam suportar a concorrência. Como todo esse povo compraria carro, sem dinheiro e sem trabalho, tendo ainda que começar uma nova carreira? Supondo que nessa condição o agronegócio mantenha pessoas com boa renda, tal público em massa ao comprar carros importados não estariam transferindo o dinheiro para o exterior, o lucro e todo o resto. Tudo isso se aplicado à sociedade hoje, não seria uma catástrofe?

    Pra mim, teoricamente, parece ser muito bom o modelo liberal. Mas como sair do ponto em que estamos até se tornar de fato liberal? Não seria uma longa jornada que levariam décadas e muitas transformações profundas?

  22. Que tal vender a CEF (custou 72 bilhões aos cofres públicos em 2014), Banco do Brasil (67 bilhões) e BNDES (19,5 milhões)?

    Pronto, já posso pegar o emprego do Levy. 😉

  23. Leandro, vc teria uma ideia de como privatatizar o nosso INSS hj?

    Seria necessario enxugar o deficit antes cortando altas aposentadorias/pensoes/etc dos parasitas para so assim vender?

  24. Eu estou estudando para concurso de bancos, mas desde 2014 que entro diariamente nesse site e cada dia que passa fico na dúvida se devo continuar estudando ou não. O Brasil nessa crise e ser empregado em uma estatal e, consequentemente, aumentando o gasto público não sei se seria uma boa ideia.

  25. A forma mais simples de resolver problemas fiscais é criar bolhas em determinados setores e cobrar altos impostos destes setores especificamente. Foi como os EUA conseguiram superavits nominais em 1999, 2000 e 2001. Inflaram o mercado de ações e cobraram altos impostos deste.

  26. Leandro,privatizar a segurança social,não seria uma forma de aumentar a poupança nacional e de melhor alocação de recursos escassos?

    Leandro,você acredita que uma sociedade sem estado pode prosperar?

  27. Deus, essa subida desenfreada do dólar que parece não ter fim. O que está por vir ainda? Quais as consequências? Inflação? Precificação em dólar de imóveis? Por que o governo não faz nada para conter essa subida que já passou em muito do ponto ótimo para a economia? Somente uma boa guitarra para poder desestressar, ainda bem que estou aprendendo como tocar guitarra e que me ajuda a ficar longe desse caos.

  28. No artigo Desastre da economia, eu postei um comentário e apareceu um missivista perguntando: o que fazer? Agora o Marcelo, o que fazer? Eu vou dar minha opinião. Quando disse que era assinante da revista Visão, é aquela antiga, do Sr. Henry Maksoud. Então é possível deduzir que eu tenho já quase 60 anos. A dúvida do Marcelo era a minha. O ministro Levy fez comparação com os anos 80. Foi ele que fez. Ricardo Sennes disse a Infomoney que o governo Dilma está “Sarneyzado”. Aqueles que afirmam que o país vai voltar logo a crescer estão mentindo. Vai descer até o salário mínimo chegar a 100 dólares. Uma subidinha e uma descidona. Sou nascido e criado nos vales do mucuri e rio doce, portanto tenho muitos amigos que foram para os EUA. O Sr Tião Maia levou alguns para a Austrália, pois tinha negócios nestes vales e no do Pampam. Atrás estes foram amigos. Portanto eu digo, quem tiver oportunidade de ir morar fora do Brasil, vá. Não perca a oportunidade. Eu não fui. Vim para o centro oeste, naquele tempo muito difícil. Quando nos encontramos, os relatos das angústias passadas são os mesmos. E os que querem ficar onde estão? Que se preparem, pois o Brasil vai encolher. E aquele que tem capital? Eu não tinha. Era um rapaz que queria casar, por isso não fui para o exterior. A revista Visão aconselhava: verde e amarelo, dólar e ouro.

  29. Eu queria muito entender a presidente nesse momento. Ela é a pessoa que se encontra exatamente no melhor dos mundos, o de quem não tem nada a perder.

    O que a impede de baixar um decreto executivo amanhã cortando as verbas dos ministérios e extinguindo uma meia-dúzia deles? Nem precisa ser muito, só o suficiente para mandar um novo orçamento para o congresso com déficit zero (ou com o superávit prometido por Levy)?

    Ela tem medo de perder apoio de sua base? Que base?

    Ela tem medo de perder popularidade? Que popularidade?

    Ela tem medo de sofrer um pedido de impeachment? Já não existem uns 3 ou 4 protocolados?

    Cortar verbas e ministérios está ao alcance de sua caneta. Somente de sua caneta. E, mesmo não tendo mais nada a perder, ela se nega a fazer o óbvio?

    Caso ela fizesse isso, é bem provável que o quadro começasse a se inverter e, pelo menos a popularidade ela recuperasse…

    Que tipo de imbecil temos como presidente? Talvez fosse isso mesmo que podemos esperar de alguém que conseguiu falir uma loja de 1,99…

  30. Essa criatura não consegue concatenar tanta coisa. Ela não estava mentindo quando dizia estar tudo bem ano passado, muito pior, acreditava ser a pura verdade.

  31. A eventuais leitores do Estadão que queiram colaborar detonando no site do próprio jornal os artigos dos terroristas econômicos c/ espaço cativo naquela “Al-Qaeda” keynesiana:

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,mudanca-de-foco,1761144

  32. Olá,

    Andei lendo um comentário keynesiano que o aumento da demanda agregada faz com que a oferta o acompanhe, isso é verdade? Poderiam me fornecer artigos ou textos para me aprofundar no assunto?

    Obrigado.

  33. Na minha opinião, cinco impostos (ou categorias de impostos) seriam suficientes:

    CPMF/IOF
    IRPF
    IRPJ/CSLL
    ISS
    Impostos sobre patrimônio

    Além disso, a contribuição previdenciária.

    E só!

  34. Felipe Lange S. B. S.

    Leandro, estou com uma dúvida.

    Também acredito que o Currency Board seria uma solução rápida para a crise. Você disse que existia um Currency Board durante a República Velha, no início do século XX. Isso é verdade? Como ele funcionava? Era só trocar um conto de réis por um dólar? Como e por que ele acabou?

  35. Vcs falam de redução de carga tributária, mas não percebem que o estado brasileiro não é tão inchado assim e nem essa carga é tão alta. Nestes dois artigos a seguir, podemos perceber que pouco do que é arrecadado fica com o estado. Boa parte volta para a população por meio de saúde, educação e previdência (pode se questionar a qualidade, mas volta). A maior parte é gasta pra pagar juros da dívida (e vcs mesmos têm que concordar que não pagar, dar calote é suicídio). Cortar gastos de folha de pagamento de pessoal seria o mesmo que tentar emagrecer cortando o cabelo.

    https://novascartaspersas.wordpress.com/2013/12/27/mitos-economicos-brasileiros-mito-2-o-brasil-tem-uma-carga-tributaria-muito-elevada/
    https://novascartaspersas.wordpress.com/2013/12/27/mitos-economicos-brasileiros-mito-2-o-brasil-tem-uma-carga-tributaria-muito-elevada/

    Quero ver refutar esses argumentos!

  36. Vcs estão raciocinando sobre arrecadação bruta. Se pensarmos em carga tributária líquida, ou seja, o que fica de fato com o estado, veremos que o Brasil está até bem abaixo na comparação que vcs fazem só considerando a carga bruta. Vejo que não leram os artigos que indiquei – muito bem fundamentados e que desmontam seus argumentos. Se não querem se dar ao trabalho, vejam ao menos o gráfico que mostra a destinação do bolo orçamentário e me digam onde cortar!!! Vão propor calote da dívida, não pagar aos aposentados?!! Esses são os maiores gastos. Não tem como cortar! Qualquer outro corte que quiserem fazer será inócuo!!!

  37. Não tem fontes?! Os dados são do ipea. Veja abaixo (achei que tinha enviado no post anterior) a previsão do orçamento geral da união para 2014 e me diga onde cortar!!! Dados do governo. A fonte está lá. Vai desinchar a máquina administrativa? Vai diminuir só 1%. Mais de 60% são gastos de previdência e juros da dívida. Não dá pra de uma hora pra outra reduzir a carga. Apelar para as fontes foi feio. Argumentos, por favor!

    https://novascartaspersas.files.wordpress.com/2014/01/carga-tributc3a1ria-6-torta-auditoria-cidadc3a3o-da-dc3advida-pc3bablica.jpg

  38. É a coisa mais curiosa do mundo essa discurso do “não tem aonde cortar”.

    Isso porque sinceramente, se o Governo não consegue ser capaz de fazer um superavit primário (por menor que seja) e usa para justificar tal incompetência o fato de “não ter mais onde cortar” só mostra o tamanho da incompetência deste.

    O segundo mandato inteiro da rainha da mandioca vai ser a economia patinando, isso se ela conseguir terminar o mandato.

  39. Outro funcionário público

    Vocês, libertários, não sabem o que defendem, não fazem ideia das consequências de suas ações!

    Veja lá, eu e meus colegas, altamente eficientes, construtores de riqueza, trabalhamos não por apego ao salário, mas em prol de um país melhor.

    Mas não, nosso trabalho não é valorizado, ficam desconfiando de nós, querem colocar ponto biométrico, querem nos dar trabalho 4hrs por dia, das 7hrs de jornada diária, querem nos dar mais atribuições e tudo isso sem aumentar nosso salário! Querem tirar nosso direito à aposentadoria num regime próprio? Por que isso tudo? Acho que é apenas inveja, inveja de nós que contribuímos para um país melhor, enquanto vocês, libertários, ficam tentando criar riqueza para pagar nossos salários.

    Posso ser funcionário público, mas não sou cego, nem burro.

  40. eu tava fuçando esse portal da transparência, vendo pra onde nosso dinheiro foi desperdiçado, e parece piada:
    gastamos 60 milhões de reais em 2014 com o antigo estado da Guanabara. como sou de 1983, eu nem sabia quando isso existiu no Brasil.
    ai li que tal estado era o “antigo distrito federal” e foi extinto em 75

    ou seja, 40 anos depois da extinção do estado da Guanabara, ainda gastamos 60 milhões por ano com pensões e aposentadorias?

    pode isso, Arnaldo?

    cara, é desanimador…

    cada click que vc dá naquele portal, parece que vc está descascando uma cebola. da vontade de chorar. quanto desperdício.

  41. Economista da UNICAMP

    Meu Deus!!! Esses austríacos se superam. Recessão, desemprego, juros estratosféricos e os amigos querem propor o fim de um dos últimos pilares da economia brasileira: gastos estatais.

    Meus amigos e minhas amigas, aqui uma rima pra vocês não esquecerem:

    C, I,

  42. Economista da UNICAMP

    Perdoem pelo meu erro. Fui apertar em dicas de formatação e acabei clicando em enviar por engano. Eis a continuação:

    Esses austríacos são piores do que eu pensava. Recessão, baixo consumo, juros estratosféricos, desemprego e vocês querem demolir o ultimo bastião que sustenta a economia brasileira: gastos estatais. A mão da austeridade chega a tremer…

    Aqui uma rima pra vocês gravarem e aprenderem:

    ”C, I, G, altogether gets to Y. Keep that total growing and watch the economy fly.”

    A verdade é que se o governo começar a cortar gastos(como se o que já foi feito não fosse o suficiente) a crise se acentuará, o desemprego disparará(servidores públicos demitidos) e perderemos o grau de investimento(o bom é que o cambio vai se desvalorizar e estimular as exportações).

    Chega de austeridade! Olhem o que essas ideias deletérias fizeram com a Europa!

  43. Essa crise não foi incompetência, foi prevista e causada deliberadamente:

    "O governo já sabia de tudo que iria ocorrer com as pedaladas fiscais e o rebaixamento das notas de crédito dois anos antes e nada fez. Em 2013, técnicos do Tesouro fizeram um prognóstico quase profético citando como a 'contabilidade criativa' afetaria a credibilidade da política fiscal e que, ao fim de 2015, haveria um passivo de R$ 41 bilhões na conta dos subsídios em atraso. Esse valor é basicamente o montante omitido nas pedaladas"

    "A preocupação de Arno ao longo de 2014 era produzir números bons na área fiscal para não prejudicar o debate eleitoral. 'Tudo no governo em 2014 foi decidido e pensado considerando o calendário eleitoral', diz um integrante do primeiro escalão à época. 'O Arno não pagava a Caixa porque queria um resultado fiscal melhor. Achava que isso melhorava as expectativas às vésperas da eleição', confirma um colega do ex-secretário."

    veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/cultura/caiado-sobre-relatorio-bomba-governo-nao-tem-como-tentar-se-justificar-mais-e-impeachment/

    * * *

  44. Olá! boa noite, eu estou lendo O caminho da servidão e é impressionante como tudo o que Hayke fala, principalmente em alguns capítulos, tem tudo a ver com o nosso país, é como se fosse uma carta de 1944 para o Brasil. Fico maravilhado com a capacidade intelectual do autor, hoje não produzimos intelectuais dessa ossada, estamos mais preocupados em estudar sobre a exploração do Cu isso mesmo amigos,”cu”. Estamos em uma cultura decadente. Eu particularmente estudo e tenho minha posição que é de direita,mais sei que a natureza do estado está para a esquerda,como o pecado está para a natureza humana. Assistam ao filme “idiocracia” este filme retrata uma sociedade pós-cultura decadente, eu acho que o Brasil está nesse caminho,já que, fazer círculos com pessoas despidas, e essas mesmas adentrando o dedo em seus respectivos cus é cultura!!.

  45. O governo transformou os sete milagres capitais em sete pecados capitais.

    Nenhuma economia suporta tanto parasitismo e intervencionismo.

    Quem não defende a liberdade, não pode reclamar do governo.

  46. Eu ainda acho que essa quebradeira foi proposital. Esses comunas não suportam o capitalismo e a liberdade.

    Esses comunas estão se lixando para a economia.

    Essa doença psicológica com obseção pela igualdade é nefasta. Esse modelo ridículo de igualdade e proletarianismo é nefasto.

    O PT e o PCdoB são apenas mais uma tentativa de ditadura do proletariado.

    Essa crise não foi causada por um erro de matemática.

  47. Leandro,

    esses dias conversei com um mestrando na UFRJ, o cara é keynesiano. Ouvi algumas coisas que não concordava, como: um tal de “zafra” (algo assim), refutou a teoria valor subjetivo; que para investir é necessário somente demanda, poupar antes não importa; que o Brasil hoje precisa de mais gastos públicos em infraestrutura para sair dessas crise; que cada real que o governo gasta ele gera em cadeia 4 reais na economia; entre outras coisas; e que um economista refutou Hayek no começo do século, por isso que o mesmo foi virar filósofo.

    De todas essas coisas uma em especial me deixou interessado para saber a sua opinião. Vou colar o trecho da opinião dele sobre essa notícia:

    Swap pesa e déficit nominal supera 9% (www.valor.com.br/brasil/4250752/swap-pesa-e-deficit-nominal-supera-9)

    “Essa notícia permite uma reflexão interessante sobre atual debate sobre a situação das contas públicas no Brasil tanto entre o governo e a imprensa, como (infelizmente para nossa profissão) entre economistas de renome: gastos públicos com a economia real – salários, investimentos, transferências, previdência, seguro-desemprego, etc – são impeditivos para o crescimento e uma apropriação “indevida” dos recursos da economia por um governo corrupto e ineficiente, por outro lado, gastos financeiros – juros, dívida, Swaps, por aí vai – são apenas mudanças contábeis, apenas números sem representatividade e inofensivos.
    Não sei como nem quando se definiu que dinheiro só é dinheiro quando gasto em pensões de agricultores semi-analfabetos que lutaram a vida inteira pela sua subsistência trabalhando na terra dos outros, e quando pago para manter a rentabilidade do capital financeiro ele é simplesmente uma “ferramenta de hedge ao setor privado”.
    Devemos ser contra a política de Swaps ou de proteção cambial ao setor privado? Absolutamente. Acho que devíamos inclusive premiar o Banco Central por ser um agente financeiro tão eficaz, já que como diz na matéria: “para cada real gasto em Swaps, ganhamos quatro em Reservas”. Acontece, que mais uma vez de forma curiosa, gasto com Swaps é GASTO, ganho com Reservas é… Nada. Como nada? Isso mesmo. Vai saber né.. Esses economistas de hoje em dia.”

    O que achas?

    Abraço, Leandro.

  48. Costumo ler o site Mises e em diversos momentos vejo a pregação da total extinção de governo e imposto zero. Com o intuito de aprender, gostaria de saber, dentro desta proposta anárquica, como seriam geridos os sinais de trânsito, as praças públicas, a justiça, a polícia, se haveriam leis, quem escreveriam tais leis e como seriam as trocas de bens (dólares, ouro, bitcoins, todos juntos)? Como disse, o meu intuito é aprender, pois meu QI tá por volta de 64 (leia-se: burro) e ainda não consegui imaginar um mundo absolutamente sem governo.

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