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Quatro aspectos que devem ser abordados em uma discussão inteligente sobre desigualdade econômica

Como
sempre ocorre todos os anos às vésperas do Fórum Econômico Mundial, em Davos,
Suíça, a entidade Oxfam publica um
relatório denunciando a “injusta” distribuição de riqueza mundial.

O
relatório
deste ano foi especialmente barulhento, pois a entidade afirmou, com um
estrondo já costumeiro, que 1% da população detém 48% da riqueza mundial, e
que, “caso nada seja feito”, já em 2016, esse 1% deterá mais de 50% da riqueza
mundial. 

E
concluiu, obviamente, que os governos devem tomar medidas em conjunto —
leia-se: tributar ainda mais e redistribuir esse dinheiro entre seus grupos
favoritos — para reverter esse cenário.

Muitos
alegam que todos nós deveríamos ficar alarmados pela desigualdade econômica
porque ela impede que haja uma ascensão social dos mais pobres.  Já outros afirmam que, dado que a riqueza
está distribuída tão desigualmente, seria uma questão de justiça e de bom senso
criar um esquema de redistribuição de renda.

Ausente
em todas estas agitações está o debate sobre o que realmente é riqueza, como ela
surge, como seria uma distribuição “justa” e se há realmente uma “injustiça”
nesse processo de criação e distribuição de riqueza.

Comecemos
pela mais básica das abordagens, que é a questão da proporção da distribuição
da riqueza.

A lei de Pareto

Esse
é um argumento que certamente não terá grande apelo perante aqueles que
utilizam a emoção em vez da razão, mas que ainda assim nunca foi refutado: a lei
de Pareto.

A
lei de Pareto foi descoberta pelo economista-sociólogo Vilfredo Pareto no final
do século XIX.  Ele estudou a distribuição de riqueza em várias nações
europeias.  Já àquela época, ele descobriu que aproximadamente 20% da
população detinha 80% do valor do capital de uma nação.  Após essa descoberta, ele decidiu aplicar o
raciocínio até o topo da pirâmide.

Se 20% da população detém 80% do valor do capital de uma nação, então 4% (20%
de 20%) detém 64% (80% de 80%) do valor do capital.  Isso de fato se mostrou verdadeiro.

E
prosseguiu.  Se 4% detém 64%, então
aproximadamente 1% (20% de 4%) deverá deter aproximadamente 50% (80% de
64%).  E isso também se comprovou
verdadeiro. 

Portanto,
1% deter aproximadamente 50% da riqueza mundial é um fenômeno que já havia sido
previsto por Pareto ainda no século XIX.

Um
grande número de estudos subsequentes indica que essa mesma distribuição se
aplica para todas as sociedades estudadas. Não importa se os países eram nações
pré-social-democratas (antes de 1900), nem a localização geográfica ou quão
socialistas eles são. A mesma distribuição existe.

Aliás, o que é realmente perturbador é que a regra 20-80 de Pareto se aplica a
todos os tipos de estatística institucional que pouco têm a ver com
distribuição de riqueza
.

Aproximadamente 20% do efetivo de uma força policial faz 80% das prisões.
Aproximadamente 20% de uma determinada classe social consome 80% dos produtos
destinados àquela classe. Aproximadamente
20% de um grupo faz 80% do trabalho. Aproximadamente 20% da população é responsável por 80% de toda a produção econômica. Aproximadamente 20% daqueles que
assinaram uma revista renovam a assinatura ao final do primeiro ano.
Aproximadamente 20% dos que recebem uma e-letter gratuita de fato a
lêem. E por aí vai.

Ou seja, quem se assusta com a “descoberta” da Oxfam está na realidade protestando
contra algo que, longe de ser uma novidade, é uma proporção há muito já
estabelecida pela natureza.

Mas
vamos adiante.

O que é justiça?

Em
que realmente consiste uma distribuição justa e sensata de riqueza?  Isso é algo que vem sendo debatido há
séculos.  Na melhor das hipóteses, as
concordâncias ocorridas neste quesito são evasivas.  No entanto, qualquer discussão inteligente sobre justiça e igualdade
econômica tem de reconhecer que os resultados conhecidos de um processo não
servem para determinar se houve ou não justiça e sensatez.

Peguemos
um exemplo extremamente simples. 
Suponha que Paulo, Pedro e João se reúnam semanalmente para jogar
pôquer.  E, em 75% das vezes, Paulo
vence.  Pedro e João vencem,
respectivamente, 15% e 10% das vezes.

Simplesmente
conhecer estes resultados dos jogos não nos permite dizer absolutamente nada
sobre se houve ou não justiça e sensatez nos jogos.  As desproporcionais vitórias de Paulo podem
ser o resultado de ele ser um jogador astuto ou de ser um vigarista esperto.

Para
determinar se houve justiça nos jogos é necessário perguntar sobre o processo
do jogo.  Houve desobediência às regras
neutras do jogo?  Havia cartas
marcadas?  Houve trapaça no embaralhamento
das cartas?  Houve algum jogador que foi coagido
a jogar?  Se as respostas forem negativas,
então houve justiça nos resultados, independentemente de qual tenha sido os
resultados.  O fato de Paulo ter vencido
75% das vezes é um fato que tem de ser aceito.  

Da
mesma maneira, a renda de uma pessoa é o resultado de algo.  Saber que a renda anual de uma pessoa é de $
500.000 e que a renda de outra pessoa é de $ 12.000 é algo que não nos diz
absolutamente nada sobre justiça econômica e social.  Para determinar se realmente houve injustiça
econômica e social é necessário fazer perguntas sobre o processo de
enriquecimento.

A
maioria das pessoas que faz pontificações sobre desigualdade econômica —
inclusive economistas, para vergonha geral — simplesmente não reconhece, ou
não deixa explícito, que a renda é resultado de algo.

Sendo
assim, um determinado resultado não pode ser utilizado para determinar se houve
justiça, isonomia e sensatez.  Para
determinar se houve justiça, isonomia e sensatez é necessário ir além dos
resultados e examinar o processo econômico como um todo.

Onde entram a criatividade, a engenhosidade
e a inteligência?

Em
primeiro lugar, é necessário entender o que cria a riqueza.

Por
que, durante a Revolução Americana, George Washington não utilizou mísseis
teleguiados para combater o exército britânico? 
Por que ele não utilizou um telefone celular para se comunicar com suas
tropas?  Todos os recursos físicos
necessários para fazer mísseis e celulares já existiam naquela época.  Aliás, esses recursos físicos já existiam
desde a época do homem das cavernas.  Por
que o homem das cavernas não tinha um computador portátil para interagir com
seus semelhantes via Facebook? 

A
resposta é que, embora os recursos físicos já existissem, a mente humana ainda
não era engenhosa e criativa o bastante para saber como transformá-los em celulares,
mísseis, computadores e internet.

Uma
concepção errônea, mas extremamente popular, é a de que o estudo da ciência
econômica serve para capacitar alguém a prever os rumos da bolsa de valores ou
a fazer investimentos rentáveis.  Errado.  A economia é um estudo sistemático sobre
causa e efeito, e serve para você entender as relações de causa e efeito.  O estudo da economia ajuda a entender o que
acontece quando você faz coisas específicas de maneiras específicas. 

O
caminho para entender resultados econômicos é examinar as consequências das
decisões tomadas e quais foram os incentivos que levaram a essas decisões.

E
isso nos permite entender como a riqueza é criada.

O que é riqueza?

Comecemos
pelo básico: riqueza é tudo aquilo que gera
uma fonte de renda futura
.

Não
é a riqueza que dá valor à renda, mas sim a renda que dá valor à riqueza.  O valor de um terreno não depende do terreno
em si mesmo, mas sim do valor de todos os serviços que ele permite.  Um pedaço de terra em uma cidade inglesa tem
mais valor que um pedaço de terra no Zimbábue porque suas possíveis utilizações
na Inglaterra (residenciais, industriais, comerciais etc.) são mais úteis para
o conjunto da sociedade do que no Zimbábue. 

Por
outro lado, se a Inglaterra for devastada por uma guerra e Zimbábue se tornar
um centro internacional de negócios, as terras do Zimbábue passarão a ser muito
mais valiosas do que as da Inglaterra, ainda que, fisicamente, não tenha havido
alteração nenhuma na composição destas terras. 

É
por isso que o preço do metro quadrado hoje em Hong Kong ou Cingapura é
infinitamente superior ao valor de 50 anos atrás.  As terras são as mesmas, mas a utilidade da
terra melhorou (aliás, a qualidade da terra em si pode até ter se degradado),
pois o valor que subjetivamente se atribui às utilizações que o terreno
proporciona se multiplicou.

Em
uma sociedade formada por bilhões de pessoas, onde os recursos físicos possuem
variados usos alternativos, a imensa maioria das rendas não advém
automaticamente dos recursos materiais, mas sim do uso que se faz destes recursos materiais.  Isso significa que a capacidade de geração de
renda depende muito mais da organização inteligente destes recursos do que da
disponibilidade dos mesmos.

É
exatamente por isso que a Google (e tantas outras empresas) conseguiram crescer
e enriquecer mesmo tendo sido criada em uma garagem e utilizando apenas
recursos próprios; e também é exatamente por isso que os governos, mesmo tendo
à sua disposição muitos mais recursos (confiscados) do que qualquer empresa,
não conseguem gerar nada de proveitoso.

Um
poço de petróleo hoje é o mesmo poço que já existia há 100 anos.  No entanto, seu dono hoje será
incomparavelmente mais rico do que o dono de 100 anos atrás, pois o petróleo
hoje é utilizado em processos produtivos que geram muito mais renda do que
gerava há 100 anos.

O
que se pode dizer com certeza é que, em ordens sociais livres e complexas, a
maior parte da riqueza de uma sociedade estará na forma de sistemas
organizacionais geradores de bens e serviços (renda), isto é, de empresas que
produzam bens e serviços valiosos para os consumidores; e continuará nesta
forma apenas enquanto estes sistemas empresariais seguirem gerando valor para o
consumidor.  São famosos os casos de
megaempresas que se tornaram totalmente descapitalizadas em decorrência do
simples fato de que seus bens e serviços deixaram de ter valor para o
consumidor (o recente ocaso da Kodak é o mais famoso de todos).

Conclusão

Não
é a intenção deste artigo abordar algumas das causas atuais da desigualdade
econômica.  É fato que há várias pessoas
que enriqueceram em
decorrência de fartos subsídios governamentais, e de tarifas protecionistas e
onerosas regulamentações que impediram o surgimento de concorrência e
garantiram uma renda exclusiva para esses plutocratas.

É
também fato que a maneira como funciona o atual sistema monetário e bancário é
propícia a uma distribuição
desigual de riqueza
.

E
também é fato que a desigualdade começou a crescer na década de 1970,
justamente quando os governos aboliram o que restava do padrão-ouro e,
consequentemente, deram liberdade total aos seus Bancos Centrais para inflacionarem
sem qualquer restrição.  (A inflação
gerada a partir da década de 1970, e a consequente redistribuição de riqueza —
mecânica essa explicada em detalhes aqui
afetou severamente a distribuição de riqueza).

No entanto, um debate que desconsidere coisas simples como o que realmente é
riqueza, como ela é gerada, como ela é distribuída, e o que define uma
distribuição injusta é um debate meramente emotivo, e não racional.

O
mais irônico de tudo é que, quando a distribuição de renda é realmente injusta,
isso ocorre por causa das interferências, das regulamentações e dos gastos
governamentais.  E o que entidades como a
Oxfam sugerem para corrigir essa injustiça gerada pelas intervenções do governo
é justamente mais interferências, mais gastos e mais regulamentações
governamentais.

Conclui-se
que essas pessoas simplesmente não entendem nem como a riqueza é criada, nem
como ela é justa e injustamente distribuída, e nem como ela é destruída.

_____________________________

Leia também:

Em vez de culpar a desigualdade, pense em criar mais riqueza

A igualdade de oportunidade e a opressão do politicamente correto

A igualdade de renda é moralmente indefensável e seu legado é humanamente trágico

O luxo de alguns e a desigualdade de riqueza e de renda

_____________________________

Autores:

Walter
Williams
, professor honorário de economia da George Mason University e
autor de sete livros.  Suas colunas semanais são publicadas em mais
de 140 jornais americanos.

Juan
Ramón Rallo
,
diretor do Instituto
Juan de Mariana
e professor associado de economia aplicada na Universidad
Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja
Economía
.

Gary
North
, ex-membro adjunto do Mises Institute, é o autor de vários livros
sobre economia, ética e história. Visite seu website.

Leandro
Roque
 é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises
Brasil.

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66 comentários em “Quatro aspectos que devem ser abordados em uma discussão inteligente sobre desigualdade econômica”

  1. “Conclui-se que essas pessoas simplesmente não entendem nem como a riqueza é criada, nem como ela é justa e injustamente distribuída, e nem como ela é destruída.”

    O problema é que parece que elas entendem muito bem essas coisas, e por isso mesmo que se joga dessa forma. Primeiro lança-se a falácia de que a desigualdade por si só é algo ruim – como se fosse desejável que pessoas com aptidões diferentes tirassem da economia o mesmo para si, apesar de esforços distintos – depois de ter conquistado o coração das pessoas com uma mentira, apresenta-se o Estado com poderes quase messiânicos para resolver o “problema”. E resolver o problema significa retirar a riqueza dos setores econômicos produtivos e relevantes e distríbuí-los para o governo, incluindo as pessoas físicas que o compõe, além dos inescrupulosos que rezam dessa cartilha nefasta.

  2. Muito bom texto. Concordo com tudo.

    Porém o que acha se onde ha desigualdade social(extrema e péssima condição de vida para uma classe) o governo tem de intervir belo bem comum até que coloque pelo ou menos numa linha minima de renda(coisa que não acontece no Brasil onde o salario minimo é infimo comparado ao seu custo de vida que é influenciado pelo gordo/improdutivo governo) ?

    O texto abordou uma passagem importante, como ja li em um livro, a diferença de riqueza é mais local(dentro de paises) do que global, provando o quanto os governos são responsaveis por isso, protegendo grupos e interesses.

    Abraços!

  3. Leandro, quando o governo tira dos mais ricos e dá para os mais pobres, isto no final das contas não produziria o mesmo efeito que se o governo simplesmente imprimisse mais dinheiro e saísse distribuindo para estes mesmos pobres?

  4. Esta indignação quanto à desigual distribuição de renda origina-se de uma concepção simplória do próprio conceito de riqueza, que é concebida como algo material, finito em quantidade, que não é criado nem destruído, apenas distribuído de diferentes maneiras, assim como os bombons em uma caixa, onde quem pega muitos para si deixa poucos para os outros. A partir daí traça-se um falso paralelo entre o salário do trabalhador e o capital do patrão, como se esse último fosse prontamente conversível em mercadorias da mercearia da esquina, tal como o operário faz assim que recebe seu salário.

    Quando de afirma que 1% da população mundial detem 48% da riqueza mundial, o que se quer dizer é que o valor somado de todos os ativos, ações, empresas e imóveis em nome desses 1% corresponde a 48% do produto bruto do planeta. Eles não consomem em suas pessoas físicas esses 48%, eles administram esse patrimônio. Se a posse desses 48% fosse retirada daqueles 1% e dividida entre os 99% restantes, eles não poderiam coloca-lo debaixo do braço e ir até o mercado da esquina troca-lo por arroz, farinha, camisas, livros, remédios e tudo o mais do que necessitam. Eles tão somente assumiriam o encargo de administrar esse patrimônio, o que atualmente é feito por aqueles 1% da população mundial.

    Fica a pergunta: e eles seriam capazes de administrar o patrimônio que lhes será repassado tão eficientemente a ponto de materializar todos os ítens de consumo de que necessitam, cuja falta faz a diferença entre a pobreza e uma vida digna? Dificilmente! Porque se houvesse uma maneira de aumentar a produção até satisfazer toda a demanda, os burgueses atualmente proprietários dos meios de produção já o teriam feito, pois eles não têm interesse nenhum em restringir o consumo da população – ao contrário, quanto mais vendem, mais lucram. Se não é possível produzir em quantidade suficiente para todos, isso se deve a limitações físicas, ambientais e tecnológicas alheias à vontade dos produtores. Essas limitações continuam a existir se a propriedade for distribuída a muitos. Na prática, a produção vai é cair, como mostram as muitas experiências de fábricas administradas por seus próprios trabalhadores.

    Uma distribuição de renda muito desigual é apenas o sintoma de um alto centralismo na gestão dos modos de produção existentes. Isso não é intrinsecamente mau para os trabalhadores, pois o que importa para estes é o absoluto, e não o relativo. Em outras palavras, o trabalhador está preocupado com o que pode comprar com o seu salário no fim do mês, e a desigualdade da distribuição de renda é apenas uma curiosidade estatística. De fato, há mesmo uma tendência em aumentar a concentração de renda em tempos de expansão da economia. Nos anos trinta, a distribuição de renda nos EUA era muito menos deigual do que hoje, e nem por isso os americanos têm saudades daquela época.

  5. Outro problema deste “estudo” da Oxfam é a forma que ele faz comparações completamente sem sentido.

    Imagine pegar uma amostra Suíça e Etiópia (com 10x a população da Suíça). Avaliar a “desigualdade” de uma amostra dessa mostraria uma concentração de riqueza, mas e daí? Esta informação só pode ser melhor entendida separando cada país, não em conjunto.

    A maioria das baboseiras sobre desigualdade usam a narrativa de um sistema único vigente no mundo inteiro (o capitalismo) que concentra renda, e portanto falhou.

    Ora, não é o mesmo sistema vigente na Suíça, na Etiópia, na Libéria, na Alemanha, etc.
    O que a Suíça fez que deu certo? O que a Etiópia fez que deu errado?

    Redistributivistas acreditam em um mundo de fantasias em que todos estão igualmente sujeitos a um único sistema injusto que concentra renda para alguns, e que bastaria, com a facilidade de apertar um botão mágico e distribuir tudo, corrigir e redistribuir os recursos.

    A realidade é que existem uma série de ações e valores humanos que promovem o enriquecimento, e sociedades mais pobres são justamente as que tem as políticas econômicas mais insanas e demais conjuntos disfuncionais de valores.

    Um Zimbábue da vida que desapropria fazendeiros, queima plantações, causa inflação de milhões porcento jamais poderia esperar ter os mesmos resultados de uma Suíça descentralizada, com direitos de propriedade privada e moeda forte.

    Redistributivistas querem saquear os _RESULTADOS_ de políticas, ações, valores culturais que funcionam melhor, e entregar para sociedades que nunca prosperaram por terem valores disfuncionais.

    Eles não entendem que sociedades miseráveis (não só financeiramente) precisam também mudar seus valores e ações para obterem resultados similares aos obtidos por países que “deram mais certo”.

  6. Sempre haverá desigualdade,pois as pessoas são diferentes. Infelizmente esse raciocínio simples não entra na cabeça dos “intelectuais” e governantes que querem que as pessoas sejam iguais, não pelo crescimento do “inferior”, mas pelo rebaixamento de quem está acima.

  7. Pra quem ainda não viu, segue um outro bom argumento derrubando estas teses sobre desigualdade..
    mercadopopular.org/2015/01/esqueca-o-noticiario-pessimista-desigualdade-esta-caindo-e-o-mundo-nunca-foi-tao-rico/

  8. Alguém tem sugestão de artigos ou estudos mostrando a aplicação estatística da lei empírica de Pareto na distribuição de renda de diversos países e nas demais situações mencionadas no texto?

  9. Fiquei em dúvida sobre esse artigo publicado na exame.
    O poder de compra dos brasileiros realmente tem aumentado?

    exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/salario-minimo-atinge-maior-poder-de-compra-em-50-anos

  10. Interessante, mas mesmo considerando a questão da moeda fiduciária monopolizada, e da elevada adoção do câmbio flexível em âmbito internacional, medir o poder de compra de uma moeda com base na quantidade de ouro passível de ser comprada é o mais acertado?

  11. Logo no início da abertura política (anos 80), uma espécie de debate/entrevista na tv, de que participou João Paulo dos Reis Veloso e um politico. O politico lastimava a concentração de renda e dizia que o povo só poderia ter uma vida melhor se a renda fosse melhor distribuída. Veloso fez a ele disse a ele que no Brasil havia um estado onde a concentração de renda era muito menor que em um outro estado, aduzindo a seguinte questão: Em qual dos dois estados o povo estava em melhor condição? O politico não titubeou e respondeu que o povo estaria em melhores condições, como lhe parecia óbvio,no estado onde a concentração de renda era substancialmente menor. Veloso obtemperou: O estado de maior concentração era São Paulo, o de menor, o Piauí.

  12. Bom dia!
    A inflação passou do teto da meta. Quanto da inflação eh por conta do aumento de preços, que foram congelados no passado, e quanto da inflação eh por conta da impressão de moeda?

  13. “Um poço de petróleo hoje é o mesmo poço que já existia há 100 anos. No entanto, seu dono hoje será incomparavelmente mais rico do que o dono de 100 anos atrás, pois o petróleo hoje é utilizado em processos produtivos que geram muito mais renda do que gerava há 100 anos”.

    Alguém pode explicar-me melhor essa passagem, por favor? Não sou economista, mas me interesso pelo assunto. A minha dúvida é: já vi por aí que um dólar no começo do século XX valia mais dólares do começo do século XXI, talvez por causa que seguia o padrão-ouro, não sei ao certo. Então, se “um dólar” antigo vale mais que o “dólar novo”, o cidadão dono de um poço de petróleo no começo do século XX seria mais rico, não?

    Friso novamente que não sou economista, que apenas gostaria de uma explicação, e me desculpe por algum absurdo cometido.

    Obrigado.

  14. um maluco no pedaço

    Olá! Eu acho que é meio off topic, mas vamos la.

    Algum de voces poderia me explicar o que o autor nesse site diz sobre o FED? http://www.financialsense.com/contributors/matthew-kerkhoff/qe-printing-money-inflation

    Ele fala que, na verdade, o FED nao imprime dinheiro e, sim, “cria” digitalmente. Tendo isso em mente, o governo não estaria sendo responsavel pela inflação, afinal só teria inflação se os bancos emprestarem o tal dinheiro criado. Ai no final ele fala que essa atitude é boa em questoes a longo prazo, onde aumentariam as reservas e as quantidades de investimentos com esse dinheiro.

    A questão que eu faço é: onde está o furo nessa política? No final o dinheiro nao vai ser bom para a economia? Por que?

    Obrigado desde ja!

  15. Riqueza é tudo aquilo que gera uma fonte de renda futura…
    A capacidade de geração de renda depende muito mais da organização inteligente destes recursos do que da disponibilidade dos mesmos…
    Várias pessoas que enriqueceram em decorrência de fartos subsídios governamentais…

    Acrescento a minha reflexão: no Brasil devido a interferência governamental e populista, um ignorante ganha mais que uma pessoa inteligente, e que a Inteligência é medida por um suposto diploma, encontramos dois extremos.

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/06/130607_cancer_uk_2020_fl

    ‘Metade da população’ da Grã-Bretanha deve ter câncer em 2020

    Prefira o milho do Zimbábue…só um vermezinho…

  16. Em termos econômicos a comunidade “Mises” e perfeita, não tenho nada a criticar sobre a sua ação nesta área.
    Agora em termos de guerra politica, ou seja, conquistar corações e mentes, estão bem atrasados.
    Não existe conversa inteligente, vocês acham que estão lidando com que tipo de gente?
    Não repararam que lhes foram dados apenas o “direito” de falar apenas sobre economia, quando na verdade e sobre politica que deveria se desenvolver a coisa.
    E esse o papel de vocês na vida, ficar falando sobre economia.

  17. O problema não é a desigualdade em si, mas sim a existência de miséria. Os “progressistas” só olham para a diferença relativa entre os mais ricos e os mais pobres, em vez de focar as melhorias em termos absolutos que os mais pobres tiveram ou poderiam ter.

    Sua ânsia em recriar o mundo ignora fatos fundamentais (como p/ex. que os seres humanos são indivíduos únicos, intrinsecamente diferentes uns dos outros) e só resultam em empobrecer a classe média, tornando [quase] todos igualmente pobres. E não erradica a desigualdade, pois sempre há uma elite do partido, apenas impede os pobres de melhorarem sua situação.

    Quem nos salvará de nossos “salvadores”?

    * * *

  18. “O relatório deste ano foi especialmente barulhento, pois a entidade afirmou, com um estrondo já costumeiro, que 1% da população detém 48% da riqueza mundial, e que, “caso nada seja feito”, já em 2016, esse 1% deterá mais de 50% da riqueza mundial.”

    Creio que tudo começa por utilizar os verbos corretos. 1% não detém coisa nenhuma. 1% PRODUZ 48% da riqueza mundial (exceto, claro, algumas exceções, como no caso de governos e bandidos). Só aí já se esvai praticamente toda a (falaciosa) base do argumento distributivo.

  19. Amarilio Adolfo da Silva de Souza

    Pretender a igualdade das pessoas é de uma burrice gigante ou de uma hipocrisia interesseira (estatal). Todo ser humano é único. Não há poder neste mundo capaz de mudar esse fato. Aceitem!

  20. Igor Souto Maior de Gusmão Vasconcelos

    Eu gostaria de fazer uma pergunta. Umas, na verdade.

    Peço que ponham entre parênteses pressuposições a meu respeito, porque não tenho opiniões secretas e inalteráveis por trás. Busco cultivar a mente aberta, praticar o multiperspectivismo nietzscheano et cetera. Nem gostaria de ocupar o tempo de vocês me explicando.

    Se já houver um artigo discutindo esse tópicos, por favor só me indiquem. Agradeceria.
    Gostaria bastante de lê-lo.

    Já houve mercado livre após a Revolução Industrial? Com zero intervenção estatal?
    Já houve realidade factual comprovando que a ordem natural do mercado, deixado sob o princípio absoluto da livre concorrência, vai trazer inevitavelmente mais prosperidade a mais gente?
    (Não, não me confundam com os pseudomoralistas da igualdade, refiro-me ao aumento de riqueza geral.)
    Se não, qual é o país menos intervencionista de todos? Onde o mercado é mais livre pra agir?
    Que consequências, ensinamentos, exemplos foi possível extrair?

    Dito de modo simples: há estatísticas que apoiam a noção de que o livre mercado (e digo livre mesmo, tal como é preconizado por vocês) fará mais bem – em termos materiais – a um maior número de pessoas?

    Ou, em última instância, é uma aposta? Que leva em consideração todos os fartos dados disponíveis a respeito da experiência de tensão existente com o Estado Burocrata-Corrupto-Intervencionista, and so forth and so on, e diz “deixe-nos navegar para ver o que acontece”.

    A propósito, nada tenho contra apostas.
    Mas, como estou gostando do caráter científico do site (simplesmente sinto meus neurônios morrerem quando me deparo com discursos muito ideologizados), assim vos pergunto.

  21. Amigos,

    Vejam esse recente artigo citando que o Estado brasileiro não seria grande em comparações, resguardada as proporcionalidades, com outros países no mundo.

    brasildebate.com.br/nao-o-estado-brasileiro-nao-e-grande/

    Fica a dica para um maior debate ou artigos com maiores dados nesse sentido.

    Abraços.

  22. E faltou uma parte importante: aproximadamente 20% dos homens transam 80% das mulheres. Isso não é só na espécie humana, mas na maioria das espécies mamíferas ocorre o mesmo. Os machos alphas são os preferidos e os escolhidos pelas fêmeas.

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