Com
o preço médio da gasolina acima de R$ 3,50 na maior parte do país, e chegando a
R$
4,51 em algumas localidades (dependendo do tipo da gasolina escolhida) — e
tudo isso justamente em um momento em que
o preço da gasolina está em queda no resto do mundo —, a conclusão é que
há muito governo em cada litro da gasolina brasileira.
No
entanto, tudo isso é ainda muito pior do que parece.
Embora
as principais intervenções diretas do governo sejam claras e visíveis a todos
— o retorno da CIDE e a decisão da Petrobras de aumentar o preço para refazer
seu caixa, esfacelado
pela corrupção –, há também outras intervenções que o cidadão comum não
consegue visualizar, mas que são ainda mais deletérias do que essas duas
intervenções explícitas do governo.
A
seguir, uma lista das 9 principais contribuições do governo brasileiro para o preço e para a qualidade
da nossa gasolina:
1)
O mercado de combustíveis no Brasil está longe de ser um genuíno mercado. Há uma vasta e complexa rede de subsídios,
obrigações e proibições.
O
setor energético é certamente um dos mais regulados da economia
brasileira. Começa pelo fato de a
Petrobras deter um monopólio prático da extração de petróleo. Após mais de 40 anos de monopólio jurídico
(quebrado apenas em 1997), a Petrobras já se apossou das melhores jazidas do
país. Nem tem como alguém
concorrer. É como você chegar atrasado
ao cinema: os melhores assentos já foram tomados, e você terá de se contentar
com os piores.
Depois
da Petrobras, vem a ANP (Agência Nacional de Petróleo), cuja função
autoproclamada é a de fiscalizar todo o setor petrolífero brasileiro, inclusive
os setores de comercialização de petróleo e seus derivados, e o de
abastecimento.
A
ANP é uma burocracia enorme que possui, além de sua diretoria, uma secretaria
executiva, 15 superintendências, 5 coordenadorias, 3 núcleos (Segurança
Operacional, Fiscalização da Produção de Petróleo e Gás Natural, e Núcleo de
Informática) e 3 centros (Relações com o Consumidor, Centro de Documentação e
Informação, e Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas).
Além
da Petrobras e da ANP, que regula tudo que diz respeito ao setor, há toda uma
cornucópia de regulamentações ambientais, trabalhistas e de segurança que fazem
com que abrir um posto de combustíveis seja uma atividade quase que restrita
aos ricos — ou a pessoas que possuem contatos junto ao governo. Livre concorrência nesta área nunca existiu.
2)
Há toda a carga tributária. Como anualmente demonstrado pelo IMB no Dia da Liberdade de Impostos,
caso todos os impostos sobre a gasolina (PIS, Cofins, CIDE e ICMS) fossem
abolidos, o preço do litro, hoje, cairia 53%, que é exatamente a carga
tributária desses impostos que incidem sobre a gasolina.
Uma
carga tributária tão voraz como esta incidindo sobre os preços estimula a
criação de todos os tipos de métodos burlescos que possibilitem a obtenção de
um máximo de receitas através do menor volume possível de vendas do produto
real — daí os recorrentes casos de gasolina batizada, por exemplo.
3)
Uma fatia do caríssimo preço da gasolina é utilizada pelo governo para
subsidiar o preço do diesel. O argumento
é que o diesel é um “combustível social” por ser utilizado no transporte
público e no transporte de cargas.
Os
empresários donos de concessões de ônibus e de transportadoras agradecem.
4)
Por conta desse subsídio ao óleo diesel, é proibida a circulação de carros de
passeio movidos a diesel no Brasil. Quem
já foi à Europa sabe que veículos de passeio a diesel não apenas são muito
comuns por lá, como já
estão se tornando a maioria.
No
Brasil, os únicos automóveis que podem utilizar o diesel são aqueles vistosos utilitários,
de propriedade apenas dos mais ricos.
Justamente por serem considerados “veículos utilitários”, e não veículos
de passeio, eles têm esse privilégio.
Os
fazendeiros e os ricaços, que podem andar com combustível subsidiado pelo povo,
agradecem o suado esforço da boiada.
5)
A gasolina no Brasil vinha com 25% de álcool.
Agora, por determinação do governo, esse percentual foi elevado
para 27%. O que isso significa?
5.1)
Em primeiro lugar, maior
consumo. Quanto maior o volume de
álcool na gasolina, maior é o consumo, pois o álcool possui menos poder
calorífico em relação à gasolina. Isso faz com que seja necessária uma maior
quantidade de combustível para que o motor realize o mesmo trabalho. Ou seja, seu carro consumirá mais e você terá
de reabastecer com mais frequência. Prepare
seu bolso.
5.2)
O álcool é péssimo para o motor, pois é corrosivo. Isso afeta tanto a bomba de
combustível do carro quanto a vida útil dos componentes do sistema de injeção. Mais álcool, mais estrago.
5.3)
Os motores a gasolina não foram calibrados para tamanho teor de álcool, e nenhuma
pesquisa de campo concluiu que os microprocessadores da injeção eletrônica têm a
capacidade de processar uma mistura contendo mais de 25% de álcool para chegar
a uma mistura ar-combustível ideal.
Consequentemente, haverá a tendência de a mistura ar-combustível ficar
mais pobre, gerando redução de potência e hesitações sob aceleração. Haverá mais emoção a cada ultrapassagem.
5.4)
Se você quiser continuar comprando gasolina com “apenas” 25% de álcool, você
terá de desembolsar mais para comprar a gasolina Premium, que não foi agraciada
com essa resolução do governo. Seu litro
custa bem acima de R$ 4 na maioria das cidades brasileiras.
5.5)
Utilizar essa nova gasolina com 27% de álcool em motores anteriores a 2003 será
um risco, pois as peças desses motores não foram fabricadas para suportar
esse ataque químico. Lindamente, a
ANFAVEA apenas pede que os proprietários desses carros paguem mais de R$4 pelo
litro da gasolina Premium.
5.6) Moramos em um país no qual, se um dono de posto
resolver vender gasolina pura, ele será preso por falsificação de combustíveis.
6)
Como consequência disso tudo, no Brasil, todo proprietário de veículo de
passeio, de um simples Corsa até o Fusion, é obrigado a colocar álcool no seu carro.
Trata-se de um dos maiores mercados cativos para um produto do mundo.
Lembrem-se
disso sempre que virem reportagens sobre usineiros reclamando que as coisas não
vão bem e que precisam de mais dinheiro do BNDES.
7)
Uma lei aprovada em janeiro do ano 2000 (Lei nº 9.956/2000)
proíbe o funcionamento de bombas automáticas em postos de gasolina. Uma bela forma de iniciar o terceiro milênio,
não? Tanto na Europa quanto nos EUA não
existem frentistas. No Brasil, o governo
tornou essa profissão obrigatória (assim como trocador de ônibus), o que só
encarece os custos de se ter um posto de combustível.
Mas
pensemos pelo lado positivo: ainda bem que esses gênios não legislavam nos anos
1950. Eles teriam proibido as
colheitadeiras em nome da preservação do emprego.
8)
A tudo isso acrescente toda a legislação trabalhista, urbanística e ambiental, que impede o surgimento de novos postos de gasolina para aumentar a concorrência, e encarece as operações daqueles já existentes.
9)
Nos EUA, cujo setor petrolífero é dominado por empresas privadas “malvadas e
gananciosas”, o preço da gasolina caiu e voltou ao mesmo valor nominal de dez
anos atrás. Hoje, um litro de gasolina
nos EUA está custando, em média, R$ 1,90.
Já no Brasil, cujo setor petrolífero é controlado por uma estatal que
ama os pobres, o preço da gasolina está hoje no maior valor da história do
real, chegando a R$ 4 em algumas localidades.
Sinceramente,
qualquer que seja o preço do combustível, trata-se de uma gigantesca fraude. E vamos continuar aceitando.
_________________________________
Leandro
Roque contribuiu para este artigo.
Texto irrevocável.
Já li bastante por aí que o aumento da porcentagem de álcool na gasolina é prejudicial ao setor sucroalcooleiro, alguém poderia me explicar qual o racional (ou o irracional) por trás dessa afirmação?
Grande artigo!
Mas, infelizmente (ou felizmente, dependendo do ponto de vista), revoltante.
Daniel Marchi, faltou comentar que nos EUA você pode comprar tudo na bomba, gasolina pura, gasolina com até 10% de etanol, E20, E50, E85, etc…
Confiram:
sdcorn.s3.amazonaws.com/legacy-content/sdcornblog/uploads/2013/05/photo.jpg
Tem também postos que vendem “racing fuel” com 100 octanas (sem etanol, com chumbo, apesar de ser baixo teor). E essa idiotice de “aditivada” não existe lá, todas gasolinas mais caras tem performance melhor e não só detergente:
https://drivetofive.files.wordpress.com/2014/09/100_octane.jpg
E muitos donos da carros antigos usam Avgas (100LL), por ser mais parecida com as gasolinas de antigamente, pela fórmula ser fixa e não mudar e por ter maior shelf life.
Comparar nossos postos de gasolina com os dos EUA é como comparar um supermercado soviético com um americano: preços absurdos, de um fornecedor só, com pouca variedade.
Leandro Rocks! Mais uma vez, certeiro. Acho excelente quando você mostra que os pobres são os mais prejudicados. Assim, não sobra argumento moral para os intervencionistas e socialistas, que adoram usar dessa artimanha, já que não conseguem usar a lógica.
O pior é que tem gente defendendo o governo e usando como justificativa a queda das ações da Oasis Petroleum e da Goodrich Petroleum, dos EUA. Só não sabem que isso também é resultado de interferências do governo americano no setor e que o setor petrolífero é altamente estatizado em outros países também (muitos em crise). Enfim, os ignorantes em economia e ideólogos apaixonados agora buscam justificar um erro através de outro.
Acredito que seria muito interessante um artigo esclarecendo como as interferências governamentais afetaram outras empresas do setor no mundo, e não somente no Brasil.
Abraços.
Olhando para isso, toda a regulação de um setor, vale a pergunta: existe algum setor realmente na economia brasileira?
O número 7 me deu muita raiva.
“Moramos em um país que, se um dono de posto resolver vender gasolina pura, ele será preso por falsificação de combustíveis.”
Esta frase vai para piadas de fim de semana!!
E calma que tem mais: Tá rolando um boato por aí de que segunda-feira de carnaval, dia 16/02, a gasolina subirá mais 7%. Isso ainda não foi noticiado na TV mas o boato já tá circulando entre os distribuidores e revendedores de combustíveis, também não sei se isso ocorrerá no país inteiro ou se será apenas aqui no interior de SP, o jeito é aguardar para ver se é verdade…
Haverá mais emoção a cada ultrapassagem
Considerando que a tarefa do governo é prover a felicidade do coletivo,
não vejo como não considerar isso um meio de prover, por baixo custo,
a sensação de montanha russa para os mais necessitados.
O anarca se mostra satisfeito.
Dei-me um país que tenha monopólio estatal do petróleo e, eu lhe darei um país pobre. O petróleo é dos árabes. E a Petrobrás é dos políticos e de seus funcionários.
Cuba é o futuro da Venezuela.
A Venezuela é o futuro da Argentina.
E a Argentina é o futuro do Brasil.
Dilma é Lula. E Lula é Sarney.
Mas, então, qual é o motivo dos recentes prejuízos e falências no setor usineiro?
Abraços
E qual seria as vantagens e desvantagens de veiculos de passeio á oleo diesel no Brasil ?? A unica coisa que sei sobre o assunto é que o motor a diesel é mais eficiente(economico), potente e menos poluente que o de gasolina/alcool/etanol, mas não consigo vislumbrar os tais beneficios de veiculos de passeio á diesel, sem contar que o motor ainda é mais caro que o convencional.
É um prazer sádico, eu sei, mas queria tanto que aparecesse um MAV ou um paraquedista aqui na seção de comentários para ser devidamente achincalhado.
Parabéns pelo texto.
Votei no atual governo e estava pesquisando sobre o assunto, apesar de não utilizar esse produto. Curiosamente, abri o seu artigo e outro um tanto quanto desconfiável, sob o título de “guia para não pagar mico quando falar do preço da gasolina”, esse segundo muito compartilhado pelos meus colegas eleitores do PT. O que me surpreende é a falta de senso crítico: estamos claramente pagando pelos prejuízos da corrupção e vem gente que, numa tentativa de defesa cega de ideologia, justifica o aumento com argumentos do tipo “A gasolina brasileira já esteve entre as 20 mais caras do mundo em 2002” (SIM, esse é um dos tópicos do guia mencionado!). O item 9 do seu artigo, infelizmente, acaba resumindo tudo o que está acontecendo.
Desculpe Daniel, mas gasolina a R$ 1,90 eu ainda não vi. Aqui na Terra dos Livres, paguei o equivalente a R$ 1,20 a gasolina comum (Regular, Unleaded, 87 octanas) – na última vez, US$ 1,74 o galão.
Sem contar que consigo, mesmo com a comum, o consumo médio de 15km/l, a 75 milhas por hora, carro automático, é claro.
Leandro, quando você fala em subsídio do diesel, está se baseando em que? Como no Brasil o preço dos combustíveis é arbitrariamente fixado pelo governo, como falar que esse ou aquele subproduto esteja sendo subsidiado? Normalmente o Brasil importa petróleo e exporta gasolina. No exterior é possível que haja formação de preços de combustíveis pelo mercado. Imagino que um país não produtor e não refinador possa adquirir de um fornecedor diesel ou gasolina. É com base no preço internacional do diesel que você fala em subsídio? De qualquer modo, com 53% de impostos, sobra pouco espaço para subsídio, não é? Outro ponto correlato, que já tentei entender sem muito sucesso, é o seguinte: usinas produtoras de etanol normalmente vendem à parceiros e fornecedores o etanol por elas produzido. Isso é normal e legal. O preço é mais ou menos a metade do que custa na bomba do posto. A explicação que me deram, mas não consegui verificar, é que essa diferença de preço se deve ao fato de que a Petrobrás exige que o etanol saia da usina e vá até Paulínea (no caso de São Paulo), seja entregue a Petrobrás para então ser distribuído a rede varejista. Espero que você saiba explicar esse processo.
Quanto a questão da falência de usinas, esse processo, ainda em curso, se deve ao fato do preço do etanol ser dependente do preço da gasolina. Se o preço do etanol for maior do que setenta por cento do preço da gasolina, o consumidor passará a preferir a gasolina. Como a Dilma vinha segurando o reajuste do preço dos combustíveis, isso vinha afetando negativamente o preço do etanol, o que levou mais de 40 usinas a encerrarem suas atividades e outro tanto a pedir concordata. Desde o governo Lula, os governos vinham incentivando a criação de usinas de etanol com fartos empréstimos subsidiados do BNDES. Quem quebrou essas usinas foi o desgoverno Dilma, com a ajuda do mal tempo etc.
Quanto a questão do carro a diesel é o seguinte: no Brasil sobra gasolina. Que razão levaria o governo a promover carros a diesel? Nenhuma, não é mesmo. Não temos trens, não temos hidrovias, e temos enormes distâncias a percorrer de caminhão para recolher nossa safra, o que não nos deixa alternativa. Além disso, não vejo vantagem alguma num automóvel diesel. Nos preços dos combustíveis atuais, sai mais caro andar a diesel. O motor diesel custa mais que o dobro do preço do motor flex. O motor a diesel é bom para carga, porque tem mais torque, mas, de outro lado, o motor funciona a baixa rotação e não acelera. Comparado ao motor a gasolina é uma carroça.
Curiosidade a respeito do etanol. Henry Ford, ao fazer seu primeiro carro pensou em usar um motor a etanol. Só mudou de ideia porque o petróleo à época brotava do solo e não valia nada. Em mil novecentos e trinta e alguma coisa, usineiros do nordeste redescobriram o carro a etanol, depois esquecido. Na década de setenta, após choque do petróleo, o governo militar, criou o programa Pró Álcool, depois abandonado, e retomado com outro nome na era Lula. É uma bobagem acreditar que o etanol esteja com os dias contados. A tendência do petróleo a longo prazo é se extinguir e, muito antes disso acontecer, seu preço irá a estratosfera. Quanto mais cara fica a gasolina, mais viável fica o etanol.
Por último, ao contrário dos filósofos, os empresários pesam de maneira pragmática. Um empresário pode ser simpático as teorias de misses. Pode acreditar que seria melhor o governo não se meter na economia, não elaborar planos desenvolvimentistas, não tentar dirigir a economia com subsídios etc. Mas se se coloca a questão de se retirar subsídios costumeiros de seu setor ele será sempre contrário, não pela questão teórica, mas porque sabe que, na prática, aquilo é um ato isolado que não alterará a estrutura produtiva do país.
Por favor, alguém consegue me explicar e me dar dados se essas informaçoes são verdadeiras?
3 – Ao contrário do que dizem por aí, a gasolina do Brasil está longe de estar entre as mais caras do mundo. Após os recentes reajustes, a gasolina brasileira ocupa a posição 73 neste ranking. Fonte: pt.globalpetrolprices.com/gasoline_prices/
4 – A gasolina brasileira já esteve entre as 20 mais caras do mundo em 2002. Fonte: http://www.nationmaster.com/country-info/stats/Energy/Gasoline-prices
5 – O custo da matéria prima (petróleo) no preço da gasolina não chega a 20% no Brasil. Além disso, boa parte da matéria prima é nacional, não dependendo do preço do barril no mercado internacional. É por isso que quando o preço do barril subiu, o preço da gasolina brasileira não subiu. Pelo mesmo motivo, quando o preço do barril despencou, o preço da gasolina não acompanhou a queda.
6 – De 95 a 2002, o preço da gasolina teve reajuste de 350% em 8 anos. Média de 44% ao ano. De 2003 a 2015, a gasolina foi reajustada em 45%, média de 3.75% ao ano. Ou seja, o reajuste nos últimos 12 anos foi equivalente a média de 1 ano do período anterior.
7 – Em 1994, era possível comprar 127 litros de gasolina com um salário mínimo. 8 anos depois, em 2002, o poder de compra da gasolina diminuiu e era possível comprar 97 litros do combustível com o salário mínimo. Atualmente, após os reajustes, é possível comprar 220 litros com o mesmo salário mínimo.
Estou achando difícil ser verdade, mas não encontrei outras fontes que me apontem o contrário. Faço isso até para estimular a discussão e dizer que sou contra o governo e os impostos, mas preciso de bons argumentos para tentar mudar a opinião de amigos meus que são a favor deste bando de ladrões.
Obs: Neste site especifico sobre estes dados da gasolina, é um site petista que um amigo meu postou no facebook, tentando comparar a época de FHC com a de hoje, eles tem certa dificuldade de entender a importância social da criação do real e atribuem créditos ao bolsa família, fica difícil discutir.
Obrigado
O autor do projeto de lei, que resultou na Lei nº 9.956/2000, é (surpresa!) o comunista Aldo Rebelo. Por outro lado, está em trâmite um outro projeto de lei (projeto de lei do senado, nº 407 de 2014), de autoria de Blairo Maggi, que revoga a referida lei.
precisamos derrubar o estado, como fazer? Isso é imediato, todos os setores da economia estão gritando contra tamanha coerção, precisamos deslegitimar o Estado…
O que vendem nos postos de combustíveis deixou de ser gasolina, agora é gasolálcool. E para piorar, cada vez misturam mais álcool na coitada da gasolina que sai da refinaria.
Sendo bem direta, qual o propósito da última frase: “E vamos continuar aceitando.“? Fiquei em dúvida se é uma afirmação, uma sentença, uma conclusão, uma provocação…
Mas, Daniel e Leandro, isto que vocês fizeram é – além de excelente – muito importante. A gente até sabe de uma coisa aqui, outra ali. Mas eu mesma, por exemplo, jamais seria capaz de estabelecer três destes pontos que vocês colocaram. Muito bom ter estes detalhes sobre a “composição” da gasolina à disposição. Parabéns e muito obrigada!
Grande abraço!
Olha o discurso de defesa da não privatização da Petrobras por um amigo.
meu mas vc n entende, quem determina sobre o preço, é o governo Brasileiro. Seguindo o modelo da Statoil(Petroleira de economia mista da Noruega), a petrobras atuará como uma empresa privada, exatamente como uma, só que os lucros ainda virão para os cofres públicos. A gasolina é cara, pq a gnt exporta boa parte do pétroleo q a petro produz nao é dela, já está vendido por contrato, a petrobras opera em inumeros campos, mas em parceria.com.outras multinacionais. Além disso, ela é obrigada pela governo, por motivos politicos economicos a comprar a gasolina mais cara do que ela vende, fazendo com isso q o preço suba. O governo usa a petrobras e a gasolina p controlar os rombos. Como disse, nao.precisa privatizar, apenas se livrar das deliberaçoes do governo.
49% ficaria com a Petrobras os outros 51% era privada. A parte privada teria mais autonomia, não seria submissa ao governo e ganharia parte dos lucros para o Estado, ele assim investiria em educação, saúde e segurança e blá blá blá. Eh um modelo que seria bom para todos?
Sabe oque ele pensa?
Que é preferível que 40% do lucro da empresa vá para o Estado(Detentor de uma parcela menor da empresa) do que os 100% seja lucrado só pelo empresário. Porque com esses 40% o Estado vai melhorar a educação , saúde e talz.
Sendo assim com o mercado petrolífero aberto para concorrência e gerido por 60% da parte Privada, seria a melhor solução para a Petrobras.
A questão é, porque isso não seria bom para a população?
“Que é preferível que 40% do lucro da empresa vá para o Estado(Detentor de uma parcela menor da empresa) do que os 100% seja lucrado só pelo empresário.”.
Isso já refuta essa primeira parte:
“Empresas pagam impostos no valor de 45,9% dos lucros”
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=3552010
E na verdade os países que possuem as melhores educação e saúde são justamente aqueles em que o estado menos fornece tais serviços.
Mas adoradores do estado ignoram tais fatos.
Adoradores do estado acham que é possível ter uma padrão de vida Suíço, que é ALTAMENTE CAPITALISTA, com uma intervenção governamental Cubana, que é altamente socialista:
http://www.heritage.org/index/ranking
Eles querem o bem estar no padrão dos suíços com as boas intenções declaradas, apenas declaradas, dos governantes de Cuba.
Mas quando mandamos eles irem para Cuba estranhamente eles se sentem ofendidos.
Já se eles me mandassem ir para a Suíça eu diria que só não fui ainda porque o estado Suíço,
mesmo sendo bastante liberal, possuí regras anti-imigração que me dificultam enormemente, se
não fosse por isso eu já estava lá, rindo dos que ficaram.
Prezado Leandro,
Poderia verificar, por gentileza, se essas informações estão corretas? Tirando a que foi postado os links eu não soube verificar.
“Sete informações importantes pra não pagar mico ao falar sobre o preço da gasolina
1 – 27% do preço da gasolina é o Imposto ICMS, de responsabilidade do governador do seu Estado. Portanto cobre dele.
fonte: http://www.br.com.br/…/como+sao+formados+os+precos+da+gasol…
2 – 6% referem-se a Impostos Federais, tais como CIDE, PIS e COFINS. Aqui você pode e deve cobrar do Governo Federal.
3 – Ao contrário do que dizem por aí, a gasolina do Brasil está longe de estar entre as mais caras do mundo. Após os recentes reajustes, a gasolina brasileira ocupa a posição 73 neste ranking. fonte: pt.globalpetrolprices.com/gasoline_prices/
4 – A gasolina brasileira já esteve entre as 20 mais caras do mundo em 2002. fonte: http://www.nationmaster.com/countr…/…/Energy/Gasoline-prices
5 – O custo da matéria prima (petróleo) no preço da gasolina não chega a 20% no Brasil. Além disso, boa parte da matéria prima é nacional, não dependendo do preço do barril no mercado internacional. É por isso que quando o preço do barril subiu, o preço da gasolina brasileira não subiu. Pelo mesmo motivo, quando o preço do barriu despencou, o preço da gasolina não acompanhou a queda.
6 – De 95 a 2002, o preço da gasolina teve reajuste de 350% em 8 anos. Média de 44% ao ano. De 2003 a 2015, a gasolina foi reajustada em 45%, média de 3.75% ao ano. Ou seja, o reajuste nos últimos 12 anos foi equivalente a média de 1 ano do período anterior.
7 – Em 1994, era possível comprar 127 litros de gasolina com um salário mínimo. 8 anos depois, o poder de compra da gasolina diminuiu e era possível comprar 97 litros do combustível com o salário mínimo. Atualmente, após os reajustes, é possível comprar 220 litros com o mesmo salário mínimo.”
Thiago, obrigado pelas observações e desculpe-me por não ter lido os comentários. Porem, o ítem 5 foi respondido com outra pergunta. Reproduzo aqui:
5 – O custo da matéria prima (petróleo) no preço da gasolina não chega a 20% no Brasil. Além disso, boa parte da matéria prima é nacional, não dependendo do preço do barril no mercado internacional. É por isso que quando o preço do barril subiu, o preço da gasolina brasileira não subiu. Pelo mesmo motivo, quando o preço do barril despencou, o preço da gasolina não acompanhou a queda.
Fiquei na dúvida sobre a afirmação de que, pelo fato de a matéria prima ser nacional, ela é independente do preço do barril internacional. Achei essa afirmação meio suspeita, mas não compreendo, por isso a pergunta.
Rodrigo d., não sei se as afirmações foram retiradas do pragmatismo político, mas como voce esbanjou ironia no seu comentário, imagino que voce tenha uma capacidade superior para argumentar em cima delas, caso contrário não teria se metido.
Acho que vc e novo aqui. Nos nao somos famosos.por ter paciência com caçadores.
Segue o link dá matéria que vc usou:
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/02/guia-para-nao-pagar-mico-quando-falar-preco-da-gasolina.html
Se isso nao for copiar e colar, o que seria?
Só um adendo ao excelente artigo.
Em New Jersey, por conta de uma lei, não existe auto-atendimento nas bombas de gasolina. O abastecimento só pode ser feito por um funcionário do posto.
Brasileiro, não pergunte-se como seria viver em um país socialista;
pergunte-se como seria viver em país liberal/capitalista.
* * *
Reportagem do Estadão: "Segundo informou a Petrobrás, em nota ao Estado, as reduções [no preço dos combustíveis no Paraguai] são possíveis porque o mercado de distribuição de combustíveis no Paraguai é livre e desregulado."
De novo: "Segundo informou a PETROBRÁS, em nota ao Estado, as REDUÇÕES são possíveis porque o MERCADO DE DISTRIBUIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS no Paraguai é LIVRE e DESREGULADO."
O estado é especialista em prejudicar pessoas. O brasileiro, principalmente.
De um autoentusiasta para outros: os senhores também perceberam uma sensível alteração no consumo de seus veículos (os que não são flex, é claro) em decorrência desse aumento de 8% de álcool na mistura?
Assustei com minhas marcas. Um trecho rodoviário que eu fazia a 13,7 km/l caiu para 11,6 km/l. Mantenho o mesmíssimo estilo de direção e continuo abastecendo no mesmo posto.
Obrigado.
Só faltou dizer que a proibição do Diesel para carros de passeio e o subsídio do Diesel para frota e utilitários é mais uma burrice da época da ditadura militar, A portaria MIC nº. 346, de 19 de novembro de 1976 foi que estabeleceu isso e vem até hoje.
Período esse que vira e mexe tem um autor por aqui “passando a mão de cabeça”… o que me parece um tremendo contra senso.
O subsídio ao diesel ainda causa outra distorção. Privilegia o transporte de mercadoria por caminhões, em detrimento de outros modais que seriam mais eficientes para determinadas situações. Com esse tipo de deficiência, a dificuldades dos produtores para escoar a produção para o exterior é aumentada, e eles acabam perdendo competitividade em relação aos produtores estrangeiros.
Boa parte da razão para as cargas imensas serem transportadas por inúmeros caminhões enquanto há estradas de ferro ociosas por todo país vem dos vários subsídios governamentais ao transporte rodoviário, principalmente o diesel. Por mais que uma locomotiva também possa usar esse combustível, o caminhão depende muito mais desse insumo do que um trem.
Nunca haverá eficiência no transporte de mercadorias enquanto o estado intervir nos setores e impedir a livre competição.
Esqueceram de falar sobre a octanagem da gasolina comum que é uma das coisas que mais prejudica os motores(causa bate pino).Ou seja a gasolina aqui tem preço alto,grande quantidade de alcool e baixa octanegem.Quase verdadeiros venenos para os carros,ja não basta as ruas destruirem o sistema de amortecedores do carro e ainda tem uma gasolina lixo dessas.Consequentemente os carros duram menos aqui e gasta-se mais com manutenção!
Sugiro que os ARTIGOS FUTUROS Englobassem as Demais “SAURUS/ESTATAIS BRASILEIRA”…….:BB, CEF, CVM, SUSEP,EBCT,INFRAERO, EMBRAPA, BNDES, IBR,etc.Lista Wikipédia………………( https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_empresas_estatais_do_Brasil)
Primeiramente gostaria de dizer que o Brasil não é auto-suficiente em petróleo como li em um comentário, nosso produção de petróleo te alguns problemas como: 1 – Faltam refinarias para refinar o petróleo prospectado; 2 – As nossas refinarias estão preparadas para um tipo de petróleo (usarei o jargão popular) fino e não o petróleo grosso que são de formação geológica mais antigo; 3 – Quase metade de nosso petróleo é do tipo grosso (de formação geológica antiga); 4 – Quase que a totalidade de nosso poços de petróleo estão na plataforma continental (no oceano) e as novas descobertas – o pré sal – além de serem bem mais cara para prospectar é de uma formação geológica antiga.
Segundo, os EUA estão importando menos petróleo porque estão extraindo petróleo do xisto diminuindo assim a dependência de importação. O EUA não prospectam todos os poços descoberto, eles lacram e deixam em estrategicamente inoperante para o caso de um cenário de guerra global.
Como dizem os ufanistas: “O petróleo é nosso!”
Passa pra cá minha cota então…
Artigo do Mises falha ao confundir E&P, que inferiria pouco nos preços dos derivados, já que uma refinaria privada poderia importar ou comprar petróleo da Petrobras. Nestas duas hipóteses, o preço do petróleo segue a cotação internacional.
Se esquecem de mencionar também que a Petrobras subsidiou gasolina e diesel entre 2010 e 2014, e que outras empresas poderiam refinar no Brasil ou até mesmo importar, mas ‘preferiram’ comprar estes derivados da Petrobras.
O governo Dilma acabou com o setor energético do Brasil.
Conseguiu quebrar as usinas de alcool, a produtoras e distribuidoras de energia elétrica. Conseguiu ainda, contribuir decisivamente pelo rombo na Petrobras. Cabe lembrar que o subsidio da gasolina gerou um rombo de mais de 60 bilhões de reais.
Tem razão, Alexandra. Longe de elogiar esta política danosa, há de se reconhecer que a empresa e seus acionistas merecem o ressarcimento pelos prejuízos.
O governo Dilma destruiu o setor energético do Brasil. Os preços da gasolina e da energia elétrica foram congelados o que destruiu de vez o setor.
Um dos setores mais penalizados foi os usineiros. Grande parte deles estão falidos juntamente com o Proalcool. É uma pena.
Realmente há muita governo na gasolina. O que a Dilma fez subsidiando a gasolina arrasou com a Petrobrás. Este subsidio deixou um rombo de R$ 60 bi. Além disso, arrasou com o Proalcool.
Há muito governo, e de péssima qualidade, na nossa gasolina.
Não só na gasolina há muito governo.
Há excesso de governo em todas as áreas da sociedade. Precisamos de menos governo. Governo não gera riqueza, não produz nada. A primeira regra instalada no Brasil é que quem não produz tem que estabelecer regras para quem produz. E regras absurdas que atrapalham muito o desenvolvimento do paísl Se o governo não atrapalhar a sociedade e o mercado, já está muito bom.
A intervenção feita na gasolina pelo governo Dilma para segurar a inflação gerou uma série de dificuldades para a Petrobrás.
Não é possível um governante interferir dessa forma em uma empresa que tem acionistas. Quem irá bancar estas perdas?
O que foi feito na Petrobrás nos últimos anos foi uma vergonha. Acabaram com a maior empresa da América Latina através da corrupção e do subsídio da gasolina dado pelo governo que resultou em perdas de mais de R$ 60 bilhões.
Apesar da tarifa dos combustíveis estar sendo utilizada como uma forma de repor os danos causados pela corrupção na Petrobras, pelo que vejo o maior custo que faz com que as tarifas fiquem tão acima do resto do mundo (especialmente quando comparado a outros grandes produtores de petróleo) são os impostos.
Qual a análise real poderíamos fazer no caso da entrada de concorrentes no mercado, imaginando estes em igualdade de condições com a Petrobras?
Obviamente podemos imaginar que os preços diminuiriam, mas o impacto seria realmente tão grande, ou a única solução para o combustível brasileiro seria uma (improvável) revisão nos impostos?
Ah é, cadê então as marcas Infiniti, Acura, Lincoln, Buick, Cadillac, Seat, Skoda, Daihatsu, Datsun, Alfa Romeo e as demais? E quanto à Mazda que simplesmente abandonou aqui o mercado?
Haveria muitas outras marcas por aqui, ainda que hoje muitas delas sejam subsidiárias das maiores fabricantes de automóveis, desde que tenha demanda.
Cadê os Bentleys? Da Volkswagen
Os Bugatti? Da Volkswagen
Os Lamborghinis? Da Volkswagen
Os Porsches? Da Volkswagen
Os Škodas?Da Volkswagen
Os SEATs?Da Volkswagen
Os Opels? Da Peugeot/Citroen
Os Cadillacs? Da General Motors
Os Buicks? Da General Motors
Os Holdens? Da General Motors
Os Vauxhalls? Da Peugeot/Citroen
Os Daihatsus? Da Toyota
Os Lincolns? Da Ford
Os Datsuns? Da Nissan
Os Alfa Romeos? Da Fiat
Os Dodges? Da Fiat
Os Lancias? Da Fiat
Os Maserattis? Da Fiat
Os Lexus? Da Toyota
Os Smarts? Da Mercedes
De novo, as marcas não tem nada a ver com tarifas de importação. Literalmente todas as marcas que vc citou são marcas secundárias dos grandes grupos, que já estão aqui com suas marcas principais (VW, GM, Ford, Mercedes, Toyota, Nissan, Honda, Fiat, Peugeot/Citroen, Renault). Se eles optam por não usar a marca aqui, é uma questão de mercado.
Aliás, muitas destas marcas ESTÃO aqui. Lamborghini, Porsche e Maserati tem várias lojas (tem que ter dinheiro). Outras são marcas regionais de importância muito restrita (Holden na Austrália, Vauxhall na Inglaterra, Buick nos EUA).
Claro que seria melhor não ter tarifas de importação absurdas. Mas quantidade de marcas não tem nada a ver com a questão. Até porque:
1) Pode-se importar qualquer uma destas marcas que vc citou, só dá um pouco de trabalho burocrático.
2) Nenhum país do mundo tem todas estas marcas no mercado.
A causa de vocês é justa , mas este argumento é tolo.
Chega a ser vergonhosa essa situação realmente. Causam uma confusão enorme na gente principalmente através da propaganda enganosa que injetam naa mente da população. Outro dia estava navegando em um site de vender milhas chamado Bankmilhas e lá li uma matéria parecida sobre como esses preços são manipulados. Lamentável. Quem quiser ver está aqui https://bankmilhas.com.br/blog/
“Governo cobra liberação de projeto que pode baratear o gás”
O que pensam desse projeto do governo, envolvendo fraturamento hidráulico para extrair gás e petróleo?
Os caras falam em escassez hídrica global, só podem estar de brincadeira. Esse assunto, junto com mudanças climáticas, é uma tática de terrorismo psicológico.
E falando de supply-side:
“Ponto de partida para consertar o Brasil é crescer reduzindo desigualdades”
Na coluna, Meirelles acertou quase tudo, exceto em coisas como “estado forte”. Parece que hoje ainda sairá uma coluna do Guido Mantega…