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A Teoria Monetária Moderna foi aplicada na Argentina. Eis os resultados
Lições que não podem ser ignoradas

No mundo desenvolvido, é cada vez maior o apelo sedutor exercido pela Teoria Monetária Moderna (TMM).

Nos EUA, a ala mais à esquerda do Partido Democrata, capitaneada pela deputada Alexandria Ocasio-Cortez (que é declaradamente socialista), passou a defendê-la vigorosamente. Websites progressistas como o Huffington Post estão na linha de frente da batalha. Na Europa, a teoria vai ganhando tração nas universidades.

A teoria, no entanto, é bastante confusa, pois nem mesmo seus defensores são capazes de resumi-la de maneira homogênea e coerente. Eles utilizam termos convencionais de maneiras nada convencionais, o que apenas cria ainda mais confusão. Para piorar, o que exatamente seria a TMM é algo que vai mudando continuamente ao longo do tempo, o que apenas adiciona frustração à confusão.

Ainda assim, é possível apontar qual seria o cerne da TMM.

1) A teoria afirma que nenhum governo que emite a própria moeda pode se tornar insolvente.

Consequentemente, não é problema o governo continuamente gastar mais do que arrecada — o que faz sua dívida aumentar continuamente —, pois o governo sempre pode "imprimir dinheiro" (ou, em termos técnicos, monetizar seus déficits) para bancar seus gastos crescentes.

2) A teoria monetária padrão afirma que tal política inflacionária causa aumento de preços. Já a TMM afirma que não, pois há "recursos ociosos".

3) Mesmo nas situações em que os defensores da TMM admitem que a impressão de dinheiro poderia gerar aumento de preços — por exemplo, quando a economia está em pleno emprego —, a solução apresentada para impedir este aumento de preços é aumentar impostos.

4) Para a TMM, impostos servem não para o governo arrecadar dinheiro para bancar seus gastos — a impressora de dinheiro é que faz isso —, mas sim para enxugar dinheiro da economia e, com isso, arrefecer a demanda e evitar uma subida nos preços.

Em suma: de acordo com a TMM, o governo deve imprimir dinheiro para bancar seus gastos e, caso isso pressione os preços para cima, ele deve retirar dinheiro do setor privado por meio de maiores impostos. Tal medida — afirmam os defensores da teoria — manteria os juros continuamente baixos, a dívida pública estaria para sempre sob controle, a economia cresceria continuamente, e não haveria inflação de preços.

Quem poderia ser contra?

Obviamente, como disse o economista Robert Murphy em artigo demolidor sobre a TMM: "De um lado, o governo imprime dinheiro e, consequentemente, obtém todos os bens, serviços e mão-de-obra que deseja; de outro, ele aumenta impostos para retirar esse mesmo dinheiro da economia, asfixiando ainda mais o setor privado e retirando seu poder de compra. A TMM, portanto, é um esquema vicioso inventado para que o governo sempre possa ganhar e para que setor privado sempre saia perdendo."

Com efeito, uma observação realista sobre como funciona a política permite a conclusão de que recorrer a aumento de impostos não irá resolver a inflação de preços, pois o governo continuará incorrendo em déficits orçamentários para bancar seus gastos crescentes. E estes déficits, obviamente, serão financiados com impressão de dinheiro.

Consequentemente, sob a TMM, o setor privado irá encolher progressivamente em relação ao setor estatal, pois tanto a inflação monetária quanto o subsequente aumento de impostos para contrabalançar o aumento de preços causado por esta inflação monetária irão retirar recursos do setor privado e direcioná-los para o estado

A experiência argentina

Mas vamos à prática.

Podem os governos incorrer em amplos déficits fiscais financiados pela impressão de dinheiro sem gerar significativa inflação de preços?

A experiência argentina coloca em xeque esta ideia.

Como mostrado na figura abaixo, a Argentina vem apresentando um crônico déficit fiscal durante os últimos 50 anos (com a exceção de alguns anos após a crise de 2001). A área vermelha mostra déficit fiscal consolidado (todos os níveis de governo) como porcentagem do PIB nominal. A linha azul (começando em 1993, pois não há dados anteriores) mostre apenas o déficit fiscal do governo federal, também como fatia do PIB nominal.

Quem está familiarizado como a história da Argentina sabe que todos estes déficits se degeneraram em numerosos problemas, como hiperinflação, calotes e crises cambiais.

Argentina Defaults.png

Vale ressaltar que todos os déficits acima — com a exceção dos da década de 1990, quando o país vivia sob um Currency Board heterodoxo — foram financiados com a criação de dinheiro pelo Banco Central argentino.

Quais foram alguns dos efeitos desta política de déficits fiscais constantes?

Houve ao menos quatro episódios de calote da dívida (os pontos amarelos no gráfico). Uma grave crise, conhecida como "Rodrigazo"— quando o dólar encareceu 160% em um só dia, em decorrência exatamente da expansão monetária —, contribuiu para o ambiente social que culminou com imposição de uma ditadura militar que governou o país entre 1976 e 1983.

Com a exceção da década de 1990, quando o país tinha um pseudo-currency board (e, consequentemente, havia restrições sobre sua capacidade de imprimir dinheiro), a Argentina vivenciou taxas de inflação extremamente altas durante todo o tempo. Como os gráficos têm que ser quebrados para dar conta da inflação exponencial, confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Para culminar, a Argentina vivenciou uma hiperinflação (quando os preços sobem mais de 80% ao mês) no final da década de 1980 e início da década de 1990 (quando a inflação de preços chegou a módicos 20 mil por cento) e uma grande depressão em 2001. E, desde 2011, o país vivencia uma estagflação.

Sem nenhuma surpresa, a taxa de pobreza (as quais os déficits fiscais supostamente devem reduzir) não apenas permaneceu alta, como só fez crescer (tendo caído fortemente em meados da década de 1990, após a implantação do pseudo-currency board).

É difícil imaginar como um defensor da TMM explicaria favoravelmente a experiência da Argentina. O país sempre teve liberdade para emitir sua própria moeda (com a exceção de um curto período na década de 1990) e para emitir dívida em sua própria moeda.

No entanto, e de novo, qualquer indivíduo minimamente familiarizado com o funcionamento da política sabe que um país cujos políticos têm liberdade para monetizar os déficits do governo não poderá continuar emitindo dívida por muito tempo, pois ninguém irá querer comprar um título que será saldado, no futuro, com uma moeda sem valor nenhum. (Para outro exemplo prático, vide a Venezuela).

Em outras palavras, é difícil imaginar que um país seja capaz de emitir dívida em sua própria moeda por muito tempo se ele estiver incorrendo em déficits financiados pela impressão de dinheiro, como defendem os proponentes da TMM.

Sempre que apresentados a este argumento, os seguidores da TMM rebatem dizendo que, se a inflação começar a ficar fora de controle, o governo deve aplicar contra-medidas. Na prática, a TMM diz que ele deve aumentar impostos.

Meu lado cínico diria que isso já foi feito e fracassou miseravelmente: a Argentina possui hoje a maior carga tributária entre as 138 maiores economias do mundo. Ao mesmo tempo, a inflação de preços segue batendo recordes (50% no acumulado de 12 meses). 

Ou seja, o aumento dos impostos (que já estão em nível de recorde mundial) nada fez para conter a inflação de preços causada pela forte expansão monetária (a qual ocorre majoritariamente para financiar os déficits do governo).

Mas tal refutação prática ainda é o de menos. Ao sugerirem que os governos poderiam simplesmente adotar contra-medidas quando a inflação de preços acelerar, os proponentes da TMM demonstram ignorar completamente a questão dos incentivos econômicos e políticos: não há nada que obrigue os políticos a fazerem isso. Há apenas a esperança e o desejo de que irão fazer, mas nenhuma medida prática que os obrigue a tal. (E, mesmo que realmente fizessem, nada indica que tal medida seria efetiva).

Sendo assim, os proponentes da TMM confundem o possível com o provável; o desejo utópico com o mundo real.

Conclusão

A experiência prática argentina — houve criação de dinheiro para financiar déficit em conjunto com um grande aumento de impostos — nos fornece motivos para duvidar da relevância prática da Teoria Monetária Moderna.

Assim como os proponentes da TMM, os políticos argentinos sempre acreditaram que os déficits não importam, e que, consequentemente, as restrições orçamentárias não são realmente restritivas.

No final, ao subestimarem os custos dos déficits orçamentários e as consequências da monetização destes déficits, os proponentes da TMM permitem que políticos — mesmo aqueles eventualmente portadores das "mais nobres intenções" — implantem medidas que irão, no final, reduzir o padrão de vida dos mais pobres da sociedade.

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Leia também:

O tenebroso conto de fadas da Teoria Monetária Moderna - e de André Lara Resende

"Governos nunca quebram, pois podem imprimir dinheiro!", dizem. A Venezuela prova o contrário



autor

Nicolás Cachanosky
é professor assistente de Economia na Metropolitan State University, em Denver.


  • Guilherme  01/04/2019 17:44
    Quem viveu sob o governo Sarney nem precisa de explicações teóricas para entender como essa tal TMM não só é uma palhaçada de péssimo gosto, como também é uma arma de destruição em massa.
  • Libertário Austríaco  01/04/2019 18:18
    "Palhaçada de péssimo gosto."

    Gostei da expressão. Muito certeira.
  • Jorge de Melo  05/04/2019 18:30
    Eu gostei mais do "arma de destruição em massa".
  • anônimo  01/04/2019 17:52
    A TMM prega que o Estado deve imprimir mais dinheiro e em contrapartida aumentar os impostos. Mas quais impostos serão aumentados? Eles parecem partir do princípio que o dinheiro é distribuído igualmente entre a população e que os impostos também são pagos de forma igual, sem gerar qualquer desequilíbrio. Isso só pode ser piada.
  • Leandro  01/04/2019 18:00
    Em termos puramente práticos, e imparciais, eis o que ocorreria:

    1) O governo imprime dinheiro para pagar funcionários públicos (além de políticos e deputados), empreiteiras contratadas para obras públicas e detentores dos títulos da dívida.

    2) Isso aumenta a oferta monetária e pressiona os preços para cima (os próprios seguidores da TMM reconhecem isso).

    3) Ato contínuo, o governo eleva impostos para retirar esse dinheiro de circulação.

    4) Quais impostos? Qualquer um, mas, de preferência, aqueles que são insonegáveis.

    5) Logo, os impostos que realmente aumentariam são CPMF (que seria recriada) e todo e qualquer imposto indireto.

    6) Na prática, portanto, a medida é triplamente cruel: beneficia diretamente o funcionalismo público e os "rentistas" e prejudica duplamente os pobres, que além de serem os mais afetados pelos impostos indiretos, serão também os mais afetados pelo aumento de preços (recorrer a aumento de impostos não irá resolver a inflação de preços, pois o governo continuará incorrendo em déficits orçamentários para bancar seus gastos crescentes. E estes déficits, obviamente, serão financiados com impressão de dinheiro.)


    Em certa medida, com a exceção da CPMF, tudo isso foi o que ocorreu na Argentina.
  • Caio  02/04/2019 19:12
    Perdoem a ignorância, mas a TMM não é o que "sempre" se praticou no Brasil ou é apenas parecida?

    Outra dúvida: Impostos indiretos são (ou incluem) os impostos sobre o consumo?
  • Bernardo  02/04/2019 19:36
    1) Correto. Até 1994. Mas, ó, shhh..., não conta para ninguém. Muito menos para os adoradores da TMM, que acham que inventaram algo originalíssimo.

    Ah, sim, não é à toa que o grande entusiasta brasileiro da estrovenga, André Lara Resende, é exatamente o "cérebro" por trás do Plano Cruzado, aquele plano genial que congelava preços e colocava o governo para imprimir ainda mais dinheiro.

    2) Sim.
  • Caio  02/04/2019 20:46
    Hahaha! Obrigado, Bernardo.
  • Caio  02/04/2019 20:49
    Ah, sim! E após '94? O que mudou?
  • Skeptic  04/04/2019 14:48
    Plano Real e tripé econômico... até a dona Dilma...
  • Skeptic  04/04/2019 14:48
    Basicamente, é um keynesianismo com políticas contra-cíclicas?
  • Márcia Caetano  15/08/2019 06:36
    O Plano Real "congelava" preços? Acredito que vc esteja fazendo uma tremenda confusão meu caro, tampouco o Plano Real teve um só "pai". Vc precisa se informar melhor sobre economia e sobretudo política para falar do único período decente pelo qual este país passou depois da era Vargas.
  • Alexandre Dias  16/08/2019 21:48
    Seu comentário foi feito com base num erro de leitura. As referências que você critica foram feitas ao Plano Cruzado e não ao Plano Real.

    Tudo bem cometer erro de leitura. Mas, deixar a arrogância subir à cabeça e fazer críticas no tom que você fez ficou feio pra você mesmo, colega.
  • Jairdeladomelhorqptras  01/05/2020 14:54
    Cara Marcia Caetano,
    Sinto informar-lhe: do teu comentário nada salva-se. Confundiu plano Real com Cruzado. Alcunhou de "único período decente" a época FHC. Que aumentou impostos, fez privatizações com dinheiro público (BNDES) e foi tão desastroso que praticamente entregou o governo para o populista Lula. E teu comentário ainda foi possuído de fantástica soberba e arrogância. É raro ver em tão poucos escritos tamanho desastre.
    Abraços
  • Alexandre  01/04/2019 17:55
    Ótimo artigo! É desses que eu gosto: os que misturam empiria com teoria, e se debruçam sobre resultados empíricos para ver se eles refutam ou confirmam teorias da moda.
  • Andarilho  01/04/2019 17:58
    Pra entender a Teoria Monetária Moderna você tem que entender o que é o DINHEIRO.
    Mas deixe-me dar uma breve parábola sobre dinheiro....

    Um turista dirige em uma pequena cidade a sua Ferrari e pára em uma pousada. Ele coloca uma nota de cem reais no balcão e diz para o dono da pousada: "Eu quero um quarto para essa noite, mas tenho que inspecionar primeiro para ver se ele atende aos meus padrões".

    "Claro", diz o dono da pousada, e dá-lhe uma chave, "está no quarto andar; vá dar uma olhada."

    O turista sobe as escadas. Enquanto isso, o dono da estalagem pega a nota de 100 reais e sai correndo para entregá-la a Matheus, um dono de mercearia a quem ele deve, para liberar sua conta antes travada. Matheus imediatamente leva a nota para Jacó, o fazendeiro que fornece suas provisões para a cozinha da pensão. Jacó leva o dinheiro para o mecânico Max, para pagar o conserto do trator. Max leva o dinheiro para Mariana, uma prostituta com quem ele faz alguns negócios. Mariana leva o dinheiro ao dono da pousada e a coloca no balcão para pagar pra ele...Naquele momento, o turista desce as escadas e diz: "Desculpe, este quarto não está do meu gosto", pega a nota de 100 reais e vai embora. Se você entende o que aconteceu, você entende o dinheiro.


  • Leandro  01/04/2019 18:15
    Eu já conhecia essa anedota. Ela é tão tosca e irreal, que achei que as pessoas já tinham ao menos tido a decência de estudá-la e não mais repeti-la para não passar vergonha. Vejo que não foi o caso.

    Para começar, vale ressaltar que o fator 'tempo' foi completamente abolido. Turista, hoteleiro, comerciante, fornecedor, mecânico e prostituta recebem o dinheiro quase que instantaneamente, pois, nesse ínterim, deu tempo de o viajante reservar e desistir da reserva do quarto de hotel. (Dica: se ele desistiu da reserva, ele nem precisou pagar. Logo, a anedota, logo de partido, já é completamente irreal).

    Mas isso é o de menos. A pergunta que realmente ninguém responde é: como é que todas essas pessoas se endividaram se não havia dinheiro? Quando uma dívida é feita, o credor repassa dinheiro para o tomador de empréstimo. O poder de compra do credor cai na mesma proporção em que aumenta o poder de compra do tomador de empréstimo.

    O que essa anedota faz, na prática, é mostrar que as pessoas, sem dinheiro nenhum, foram se endividando continuamente. E pior ainda: sem produzir nada em troca. Isso é totalmente irreal. Você não empresta dinheiro para quem nada produz. E quem nada produz não toma dinheiro emprestado.

    Aliás, no extremo, se todo mundo devesse a todo mundo exatamente $ 100 -- como é o caso na anedota -- ninguém precisaria de dinheiro nenhum circulando. Bastaria todos concordarem em anular suas dívidas mútuas. Observe que, na tosca anedota, o dinheiro simplesmente voltou para o viajante, que, do nada, "desistiu de reservar o quarto".

    Achava que as pessoas eram mais inteligentes que isso.
  • Vladimir  01/04/2019 18:23
    Além de tudo o que Leandro falou, vale acrescentar que a anedota não explica como a riqueza é criada. Não explica como aqueles bens e serviços surgiram. Nem tampouco explica para que as dívidas descritas foram criadas. Não mostra em que essas dívidas resultaram.

    Aliás, sendo mais chato, observe que nem mesmo o dinheiro foi criado. Ele já existia na economia. Ele apenas foi remanejado de um lugar para outro e utilizado para saldar dívidas, e não para financiar novas expansões.

    Em suma, qualquer que tenha sido o objetivo da anedota, ela nada comprovou.


    P.S.: como também enfatizado, o fator 'tempo', que é crucial em qualquer análise econômica, está completamente ausente da anedota. É como se tudo fosse totalmente instantâneo. Quem acredita nisso também acredita no mito da concorrência perfeita: se um estabelecimento no interior do Piauí reduzir seus preços agora, 10 segundos depois esta redução irá ocorrer também no Morumbi.
  • Neto  01/04/2019 18:27
    Haha é cada invertida que nêgo desavisado leva aqui neste site que dá até pena. Por isso que aqui é a melhor seção de comentários da internet brasileira. Alguns comentários chegam a ser até melhores que os artigos.
  • Imperion  13/08/2019 23:16
    Impossivel todo mundo dever pra todo mundo no mundo real. Quem cria o dinheiro nao fica devedor. Opera em reservas fracionárias. Esse nunca vai ser devefir, sempre vai ser credor.
  • Andarilho  01/04/2019 18:36
    Pra responder sua pergunta é importante entender a distinção entre uma DÍVIDA/OBRIGAÇÃO.

    Tome: www.frontporchrepublic.com/2012/01/friends-and-strangers-a-meditation-on-money/



    John Médaille é ótimo pra refutar Mises.
  • Vladimir  01/04/2019 18:47
    Legal. Então me explica aí, com suas próprias palavras, qual a distinção entre dívida e obrigação. Aceito de tudo.

    P.S.: como exatamente um teólogo refuta teorias puramente econômicas?

    P.P.S.: qual a sua contra-refutação à refutação que lhe foi apresentada?
  • 4lex5andro  03/04/2019 14:28
    Foi descoberto então quem é o postador por trás do perfil ''capital imoral''.
  • Giovana  05/04/2019 16:13
    Ora, onde está a refutação? Li o texto inteiro e achei a conclusão do autor muito parecida com o que a teoria austríaca sempre nos adverte sobre os bancos... De verdade, onde está a refutação?? Vc conhece a teoria monetária austríaca??
  • Pobre Paulista  01/04/2019 18:30
    De novo isso? Pessoal não desiste hein!
  • Celso Gênova  02/04/2019 21:16
    Dono da pousada ficou com o mico,
  • Gustavo A.  04/04/2019 17:32
    Que bobagem...

    Primeiramente que, conforme dito, havia uma relação cíclica em que todos deviam R$100,00 para todos, isso é surreal.

    Em segundo momento, desconsiderando que foi uma apropriação indébita, o dono da pousado fez um empréstimo de R$ 100,00 a juros 0% (outra loucura) e ficou DEVENDO R$ 100,00. Se o dono da Ferrari fosse ficar com o quarto, o dono da pousado não apenas deixaria de lucrar, como teria prejuízo com a estadia, momento em que ele se tornaria credor de outra dívida...
  • Serginho  15/08/2019 19:13
    Todo mundo tinha um crédito de R$ 100 e uma dívida de R$ 100, ou seja, o líquido de cada um era 0. Depois das "compensações" entre todos, a riqueza de todos continuou 0, ou seja, nada mudou. Sim, quitaram uma dívida de R$ 100, mas ao mesmo tempo perderam um crédito de R$ 100; ou seja, ninguém saiu ganhando nada.
  • Crimsom  03/10/2019 15:11
    Não era quase isso que o Cirão das massas prometeu fazer na campanha eleitoral? Juntar todo mundo num bolo só, tornar coercitivamente todos devedores e fiadores uns dos outros e magicamente dar uma pedalada em tudo?
  • Crimsom  03/10/2019 15:06
    A única coisa para a qual serve a anedota é exemplificar como a (nem um pouco) saudosa presidenta fez as pedaladas fiscais, com a ressalva de que ela tinha poder sobre todas as entidades para forçá-las a fazer troca troca de dívida de modo a maquiar e pedalar tudo
  • EUGENIO  02/05/2020 04:21
    PERFEITO!

    DINHEIRO É UMA FERRAMENTA DE TROCA, UM VALE RIQUEZA, um "EQUIVALENTE DE RIQUEZA"

    (riqueza = tudo o que as pessoas desejam e necessitam,serviços,objetos,coisas)

    Somente humanos que possuem INTELIGENCIA RACIONAL podem entender e aceitar tal arranjo.

    OBS.:Se o dono da hospedagem fosse ao banco e tirasse uma nota de cem e fizesse o pagamento como fez, e antes que o banco encerrasse o expediente, no mesmo dia, devolvesse a nota de cem ao banco, NADA CUSTARIA.

    Na hora que a nota de cem (dinheiro), estava na mão do dono da hospedagem, deu uma circulada,acertou a contabilidade de uns e do dono da hospedagem,"FECHOU TODAS", nem sempre mas neste caso deu.

    O dono da hospedagem poderia ter "ALUGADO" a nota de cem (aluguel que podemos chamar de JURO) ,com alguem, feito o pagamento como fez com a nota deixada no balcão,ela teria acertado a contabilidade do mesmo modo e a nota voltaria para o dono da hospedagem que a devolveria ao quem emprestou.
    Neste aso pagou um ALUGUEL ou JURO, pelo dinheiro até devolver.(juro acertado previamente entre as partes)

    PS.: Se o tomador do emprestimo fosse esquerdista ou comunista JAMAAAAAIS isto daria certo, comunistas esquerdistas são caloteiros e não pagam contas.O "VATICANO" dos comunistas é CUBA que serve de exemplo!.



    Como uma chave de rodas, uma ferramenta,
  • Benito  04/05/2020 12:51
    É curioso como alguns cobram com muito rigor que uma simples anedota que a mesma tenha total aderência com todas as dimensões da realidade, qundo na verdade, por sua natureza anedótica, há de haver de fato pontos distorcidos. Se tivessem o mesmo rigor com os modelos teóricos que defendem não teríamos tanto aberracoes teóricas de pé por aí. Não posso interpretar diferente senão um extremado receio de que se jogue luz sobre dogmas extremamente enraizados e, esses sim, de tão irreais soam anedoticos

    Pois bem, o cerne da questão aqui é o fato de que uma maior provisão de liquidez ao sistema é capaz de jogar óleo nas engrenagens do capitalismo. O grande número de transações quero capitalismo hoje permite faz tal cenário possível. A Boeing emite papéis que são comprados por um fundo, o fundo tem cotas resgatáveis junto ao associação de funcionários da GM, os funcionários tem dívidas junto ao Morgan Stanley, o Morgan Stanley emite papéis de certificados que foram comprados pela Boeing.
    Um encurtamento de liquidez nessa ciranda pode fazê-los defaultar sistemicamente.

    Cabe destacar ainda que qualquer um que conheça minimamente o funcionamento de empresas atualmente sabe que existe uma série de passivos gerados que não se configuram um endividamento bancário monetizado como querem pintar aqui pra desqualificar o exemplo

    Talvez o mais anedótico seja o tipo de crítica que colocam. De que era mais fácil fazer uma grande Assembléia com todos os agentes da economia e assim determinar um arranjo de liquidação conjunta de passivos sem dispêndio monetário. Tão uma coisa mais irreal que a velocidade da circulação do do dinheiro na piada.

    E mais, o potencial hóspede do hotel de fato não pagou por hospedagem, apenas injetou uma liquidez temporária

    PS: bom dizer, os empréstimos foram feitos a agentes econômicos e todos produzem algo, daí a expectativa de recebimento futuro
  • Gama  04/05/2020 17:49
    "É curioso como alguns cobram com muito rigor que uma simples anedota que a mesma tenha total aderência com todas as dimensões da realidade, qundo na verdade, por sua natureza anedótica, há de haver de fato pontos distorcidos"

    Ué, concordo plenamente. Então você tem de ir tirar satisfações com aqueles que juram que uma simples anedota representa todo um profundo arcabouço econômico, e que ela tem o poder de refutar teorias econômicas um tantinho mais complexas.

    É com esses que você tem de ir se entender.

    Dito isso, todo restante da sua postagem mostra como você é extremamente incoerente: você diz corretamente que a anedota tem falhas, mas reclama daqueles que gentilmente refutaram a anedota (mostrando todas as falhas que impossibilitam que ela seja levada a sério até mesmo como rascunho de teoria) e, pior, no final acaba dizendo que a anedota tem sim poder refutador!

    Ou seja, segundo você, a anedota não deve ser levada a sério e nem muito menos deve ser atacada, mas, ao mesmo tempo, ela representa um poderoso argumento contra uma teoria econômica.

    Devo rir ou devo ter dó?
  • Benito  04/05/2020 18:34
    Gama,
    vc deve achar que as fábulas da cigarra e da formiga, lebre e tartaruga devem ser todas descartados pois tem pressupostos irreais, já que ha animais conversando... Devia, eu, ir me entender com Esopo por ter criados historias nao aderentes ao mundo real e descartá-las por completo.
    Os três porquinhos então manda pro lixo, onde já se viu porquinho construindo casa?!?!

    E o mais interessante é que esses mesmos que apontam a falta de coerencia com a realidade de peças de ficção como estas que exageram propositalmente em determinados apenas para passar lições, não cobram a mesma conexão com a lógica e os fatos quando defendem a privatização total da infraestrutura do país, ignoram bens públicos e acham que os trabalhadores tem poder de barganha sobre os seus empregadores
  • Gama  04/05/2020 20:26
    "vc deve achar que as fábulas da cigarra e da formiga, lebre e tartaruga devem ser todas descartados pois tem pressupostos irreais […]"

    Se elas devem ser descartadas? É óbvio que não.

    Mas seria eu imbecil o bastante para dizer que elas não apenas são irrefutáveis, como também servem para refutar teorias sólidas e representam embasamento para assuntos mais acadêmicos? Menos ainda.

    Porém, se há algo cuja oferta está em excesso no mundo é gente de raciocínio simplório que se acha original.

    "E o mais interessante é que esses mesmos que apontam a falta de coerencia com a realidade de peças de ficção como estas que exageram propositalmente em determinados apenas para passar lições, não cobram a mesma conexão com a lógica e os fatos quando defendem a privatização total da infraestrutura do país, ignoram bens públicos e acham que os trabalhadores tem poder de barganha sobre os seus empregadores"

    Que salto formidável de lógica, hein? Isso é que é desespero.

    Entretanto, sobre estes temas citados, você não tem obrigação nenhuma de concordar com eles. Você pode, perfeitamente, acreditar que a imposição de um salário mínimo de R$ 10 mil seria excelente e factível, que aquilo que é rotulado de "bens públicos" não pode ser questionado, e que políticos e burocratas são espetaculares gestores de infraestrutura.

    Você tem todo o direito de pensar o que quiser. Mas você não pode — porque aí já é desonestidade intelectual — fazer uma afirmação caluniosa como essa que você fez, como se não houvesse todo um corpo teórico por trás da defesa das coisas que você escarneceu.

    Você não precisa de concordar com a privatização da infraestrutura, mas é impostura intelectual sua ignorar que há todo um arcabouço teórico em defesa de tal ato. E é esse arcabouço que tem de ser refutado. E você não conseguirá fazer isso recorrendo à fábula da lebre e da tartaruga.

    Igualmente, você não refuta todo o arcabouço de uma teoria monetária inventando uma piada.
  • Roberto  01/04/2019 18:33
    Não sei por que perdem tempo com isso. Taí uma "teoria" que já nasceu morta. Quando até Paul Krugman vem a público dizer que a TMM concede poderes excessivos ao estado e subestima alguns riscos em relação aos gastos do governo, então a coisa já era.

    Se até Krugman alerta que uma filosofia econômica subestima os perigos dos gastos governamentais, então não há nenhuma chance disso prosperar no mundo real. Ficará mesmo só na Venezuela e na Argentina.
  • anônimo  01/04/2019 19:43
    Se me permite discordar, enquanto existir curso de economia na Unicamp, não dá para afirmar que a TMM ficará restrita a países como Venezuela e Argentina.

    A mesma turma que nunca leu Keynes e se diz keynesiana, que nunca leu Picket e fala de boca cheia sobre necessidade de distribuição da riqueza é a que vai passar a defender a TMM no Brasil.

    Aliás, de certa forma, nossa experiência hiperinflacionária demonstra que eles sempre defenderam a teoria, antes mesmo de conhecê-la.

    A diferença que veremos a partir de agora é um suposto verniz de inovação acadêmica para o velhos planos heterodoxos , como o cruzado, o bresser, o verão, a nova matriz econômica e outras desgraças do gênero.
  • Guilherme - B.A.  01/04/2019 19:33
    Para complementar o artigo descrevo a crise social na Argentina decorrente de tamanha irresponsabilidade econômica:

    -Os pedintes nos transportes e os artistas de rua são tantos que é impossível andar ignorando-os sem se sentir o Tio Patinhas;

    -As placas de "aluga-se" e "vende-se" se proliferam nas ruas de comercio mais agitadas, após o anoitecer é possível ver os comerciantes que faliram tentando vender o que lhes resta de mercadoria em frente ao seu antigo comercio fechado;

    -Os pequenos comércios de frutas dos bairros mais abastados costumavam vender muitas frutas "exóticas" como mamão, pitaya e acerola para clientes exclusivos, agora são quase impossíveis de encontrar, quando têm é apenas 1 mamão ou 2 pitayas ou 1 bandeja de acerola para um único cliente que as encomendou;

    -As costumazes livrarias de B.A. agora já não podem mais viver de vender livros, vender pequenos snacks e doces para que seus possam gastar alguma coisa enquanto leem de graça;

    -Os restaurantes mais humildes atendem os clientes com luz apagada;

    -Famílias que até início de 2018 pertenciam a classe média agora estão sem condições para pagarem o gás, e com o inverno se aproximando os pais de família começam a pensar besteira para encontrar meios de aquecerem seus filhos;

    -Os comerciantes tentam trocar peso por dólares logo pela manhã, ultimamente a procura tem sido tão intensa que os cambistas não podem atendê-los.

    -Há um tarifazzo desordenado, um kiosko típico, pequeno comércio 24h com meia dúzia de lampadas e 1 geladeira pequena paga em media uma conta de luz equivalente a US$500, em meu monoambiente em zona nobre a conta atingiu equivalente a US$300 numa tentativa desesperada do governo arrancar os dólares da camada abastada.

  • Humberto  01/04/2019 19:53
    Obrigado pelo depoimento. Uma pena as coisas estarem assim.

    Aproveito para chamar a atenção para este ponto:

    "Os comerciantes tentam trocar peso por dólares logo pela manhã, ultimamente a procura tem sido tão intensa que os cambistas não podem atendê-los."

    Isso é o que inevitavelmente ocorre quando há uma oferta excessiva de uma moeda. E é exatamente isso o que a TMM defende. Aliás, o que a TMM defende já ocorre integralmente na Argentina.
  • Leandro  01/04/2019 19:57
    Vale repetir:

    A TMM não só é uma receita para uma inflação maciça, como também é garantia de depressão econômica e consumo de capital.

    No modelo atual, o dinheiro entra na economia via mercado de crédito (empréstimos bancários). Como empréstimos são demandados por investidores e empreendedores, isso gera uma expansão econômica inicial, a qual anos depois vira recessão.

    Já na TMM, o dinheiro não entra na economia via empréstimos, mas sim via gastos do Tesouro (como já ocorre na Argentina). Consequentemente, não ocorre esse boom econômico inicial, típico dos ciclos econômicos. No entanto, a TMM permite que o governo imediatamente aumente seus gastos com funcionalismo, com suas empresas favoritas, com todo o tipo de assistencialismo (de pobres a artistas e grandes empresários), com subsídios, e também com "investimentos em infraestrutura".

    Isso retira mão-de-obra e outros recursos setor privado, afetando investimentos produtivos na estrutura de produção. A poupança e os investimentos de longo prazo são desestimulados e o consumismo é impulsionado. Além de reduzir a poupança genuína, o processo de acumulação de capital é afetado.

    Mas piora.

    Quando a inflação de preços começa a incomodar (uma inevitabilidade gerada tanto pela maior quantidade de dinheiro na economia quanto pela redução da oferta de bens e serviços), o governo aumenta impostos para "retirar liquidez e poder de compra" do setor privado (isso também é feito na Argentina).

    Tal medida, obviamente, reduz ainda mais o estímulo à poupança privada e incentiva ainda mais o consumismo. Não há acumulação de capital, mas sim consumo de capital.

    Na melhor e mais benevolente das hipóteses, cria-se um cenário em que todos têm algum emprego ligado ao governo (em especial, há muito lucro para empreiteiras ligadas ao governo), e a economia não aparenta (ao menos em termos de PIB) estar em depressão econômica. Mas o padrão de vida cai progressivamente.

    O setor privado encolhe progressivamente em relação ao setor estatal, pois tanto a inflação monetária quanto o subsequente aumento de impostos para contrabalançar o aumento de preços causado pela inflação monetária retiram recursos do setor privado e os direcionam para o estado.

    E, obviamente, recorrer a aumento de impostos não resolve a inflação de preços, pois o governo continua incorrendo em déficits orçamentários para bancar seus gastos crescentes. E estes déficits, obviamente, são financiados com impressão de dinheiro.

    E aí tem-se ao pior dos mundos: maciça inflação de preços junto com uma depressão econômica.
  • Pensador Puritano  02/04/2019 10:56
    Penso que as pessoas nestes países só não morrem de fome e desnutrição por ter uma economia informal vigorosa.... o que gera esperança de dias melhores,onde Dias melhores são aqueles em que a opressão estatal diminuirá ou cessará,pois haja chicote em nossos lombos,bandido estacionário é coerção pura,Deus nos livre de vivenciar mais opressão da que estamos vivenciando no momento neste país,onde a discussão de reformas vira uma gritaria irritante dos críticos e nós defensores ficamos timidamente calados,pois a discussão ao invés de diminuir as dúvidas,gera bate-boca infrutífero e malandramente os inimigos da Liberdade tentam ganhar espaços perdidos por suas ideologias nefastas,enfim dá desânimo viver na américa lat(r)ina,região onde o lixo socialista ainda respira.TMM nome pomposo para esconder mais opressão do bandido estacionário.
  • Felipe Lange  02/04/2019 00:26
    Como assim pensar besteira?
  • Revoltado  02/04/2019 10:45
    Guilherme B.A,

    Desculpe minha ignorância, mas poderia explicar-nos mais detalhadamente este trecho abaixo?

    -Famílias que até início de 2018 pertenciam a classe média agora estão sem condições para pagarem o gás, e com o inverno se aproximando os pais de família começam a pensar besteira para encontrar meios de aquecerem seus filhos;

    No mais, como havia te escrito dias atrás, lamento profundamente que a Argentina que conheci visitando-a duas vezes assim esteja. Se houve um lugar que me traz ainda hoje bons "recuerdos", é o país do tango e do bife de chorizo.
  • Guilherme - B.A.  02/04/2019 13:26
    Revoltado, aqui em B.A. e toda a Argentina pampeana e patagônica o inverno rigoroso e úmido faz do preço do gás para calefação ser um componente muito sensível. O grosso da atual crise social começou em setembro de 2018 quando as temperaturas já são amenas e a população imaginou que até o início do inverno 2019 a crise já teria amainado ao menos para dar conta das tarifas, mas o que se vê é que será um inverno terrível, visto que poucas famílias da classe média não dolarizada ainda possuem os 2 membros produtivos, mamá y papá trabalhando e com a escalada da inflação está impossível viver com o salário de apenas 1 membro.

    No mais se você dispõe de dólares, ou mesmo reais brasileiros, B.A. ainda pode lhe proporcionar estilo, segurança, programas culturais e mobilidade que nenhuma grande cidade brasileira pode. Nas palavras dos porteños "Macrisis se nos mató y entregó el cuerpo a los turistas"
  • Tarabay  02/04/2019 19:31
    A Argentina precisa adotar o Bitcoin urgentemente.
  • Felipe Lange  01/04/2019 20:17
    Como explicar o superávit fiscal ocorrido entre 2002 e 2008? Um fato interessante é que perto de 2004, o governo reduziu drasticamente a dívida em relação ao PIB. E os gastos com relação ao PIB, entretanto, aumentaram no período. O que ocasionou o superávit e a redução da dívida?
  • Porteño  01/04/2019 20:32
    A redução da dívida se deu pelo calote da dívida externa, puro e simples. Isso ficou famoso à época.

    Com a dívida caloteada, o governo ficou com o dinheiro excedente às sua disposição, o que ajudou, no curto prazo, a ter superávits orçamentários.

    Simultaneamente, o boom das commodities (principalmente trigo e soja) impulsionou as exportações, e como o governo argentino tributava excessivamente as exportações (por meio das retenciones e das alíquotas de 35%), isso gerou uma chuva de dinheiro para o governo.

    Mas já passou.

    Aliás, vai ser interessante ver alguém defendendo calote com base no "êxito" da economia argentina pós-calote.
  • Ademir Azzi Junior  01/04/2019 21:23
    Meu Deus do céu, os economistas da UNICAMP chegaram aos Estados Unidos!

    Deve ter sido resultado da contribuição do Ciro Gomes para Harvard hehe
  • Eze  01/04/2019 21:25
    Interessante o artigo, seria bom importante acrescentar a criação do Banco Central e Popular da Argentina com o surgimento do Perón, fatos que coincidem com o início da decadência da Argentina.
  • Lucas-00  01/04/2019 23:42
    Um dos meus artigos favoritos ultimamente, extremamente esclarecedor e com muitos dados para confirmar tudo.

    Leandro, perdão caso já tenha explicado isso anteriormente, mas eu nunca consegui realmente entender.
    Na TACE, a entrada de dinheiro para que ocorra é por empréstimos. Porém outros tipos de entrada de dinheiro não poderiam acontecer também o ciclo econômico já que haveria mais dinheiro no mercado (exceto com as reservas que não entram no mercado, como as que o FED obrigam que os bancos tenham, por exemplo) e isso diminuiria a taxa de juros gerando um ciclo?
    Muito obrigado e caso está dúvida já esteja no site não é preciso me responder.
  • Ninguem Apenas  02/04/2019 10:37
    De fato, é isso mesmo, o ciclo econômico de Boom and Bust ocorre quando a entrada de dinheiro é via crédito. Neste cenário a porcentagem total de crédito comparada ao total de dinheiro na econômia, o volume disponível para empréstimos aumenta de forma comparativa. No entanto, como nenhum volume de injeção de crédtio é capaz de mudar a relação de poupança na sociedade, todo o efeito é temporário. Após o consumo do crédito recém criado, a relação de crédito em comparação a todo dinheiro na sociedade (que é determinada pela poupança) retorna ao normal e assim se conclui o ciclo de Boom and Bust.

    Se o dinheiro recém criado não for para o mercado de crédito mas para financiar os gastos do governo, ocorrerá um fenômeno de inflação simples, os preços aumentarão e a renda daqueles que foram os primeiros beneficiários dele (neste caso aqueles ligados ao governo), não ocorrerá um ciclo de Boom and Bust mas o padrão de vida decairá.

    Segue explicação do Leandro (acima nos comentários inclusive):

    "Já na TMM, o dinheiro não entra na economia via empréstimos, mas sim via gastos do Tesouro (como já ocorre na Argentina). Consequentemente, não ocorre esse boom econômico inicial, típico dos ciclos econômicos. No entanto, a TMM permite que o governo imediatamente aumente seus gastos com funcionalismo, com suas empresas favoritas, com todo o tipo de assistencialismo (de pobres a artistas e grandes empresários), com subsídios, e também com "investimentos em infraestrutura".

    Isso retira mão-de-obra e outros recursos setor privado, afetando investimentos produtivos na estrutura de produção. A poupança e os investimentos de longo prazo são desestimulados e o consumismo é impulsionado. Além de reduzir a poupança genuína, o processo de acumulação de capital é afetado."
  • Kami - O Economista Austríaco  04/04/2019 18:45
    A diferença é para onde o crédito é direcionado. Se for para os produtores, como normalmente ocorre com a entrada de crédito na economia via empréstimos bancários com juros artificialmente baixos, ocorre o ciclo econômico. Se for direto para os consumidores, ocorre inflação. Expansão de crédito pelo governo é ruim de qualquer maneira.

  • Hugo  02/04/2019 00:02
    Uma outra furada dessa teoria é achar que o governo não vai aumentar gastos quando aumentar impostos pra evitar esse aumento de demanda. Simplesmente qualquer perspectiva de aumento de receitas de impostos vai fazer os políticos salivarem e aumentar os gastos.
  • Orlando   30/03/2020 15:55
    Ainda mais que os defensores dessa loucura, acreditam que todos os problemas econômicos são problemas de demanda
  • J. Pinto Fernandes  02/04/2019 00:49
    Essa ideia de utilizar a emissão de moeda (vulga "impressora") para financiar os gastos do governo foi a causa da hiperinflação do Brasil nos anos 80-90, não? Será que esses nouveaux-economistas não são capazes de fazer estudos de caso sobre as próprias teses?

    No final, se essas ideias forem aplicadas, o taxpayer americano vai acabar precisando de um Plano Real, transformando-se assim no Brasil que fala Inglês.
  • Anônimo  02/04/2019 01:57
    Off-topic

    O que os senhores acham da proposta de tributação de dividendos?

    Acredito que este assunto merece um artigo do instituto, para ir além do que se ver.
  • Vladimir  02/04/2019 12:50
    Este serve?

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2982

    Dica: já tem tudo neste site. Basta você usar a ferramenta de busca.
  • Natalia  02/04/2019 02:01
    Um pouco OFF-TOPIC

    Dentro de uma universidade, em uma aula magna chamada "Mestrados em Educação e Políticas Sociais e Dinâmicas Regionais" em SC, o palestrante defende com unhas e dentes mais impostos para sustentar serviços básicos, principalmente para a educação, baseado em uma pesquisa com muitos gráficos comparativos de épocas diferentes do Brasil e também comparando com o exterior, onde avaliava que países europeus têm mais gastos públicos, enquanto no nosso país o índice é muito pequeno, entre outros dados estranhos. Poderiam responder?

    Abaixo segue a transcrição resumida e as gravações fonográficas completas:
    Gravação 1
    Gravação 2

    "Vamos falar sobre políticas públicas, em especial, de um processo de avaliação. Eu dividi essa minha fala em quatro grandes pontos: economia política da avaliação, afinal de contas, estamos tratando disso e estamos aqui porque existem políticas públicas que existem por conta de uma decisão da sociedade há muito tempo nos países desenvolvidos, de estruturar o estado de bem-estar social e por isso a importância de políticas públicas no Brasil na avaliação dos últimos 30 anos."

    "E uma das formas de explicitar em forma quantitativa é através da carga fiscal, ou seja, de um indicador que reflete o somatório de tributos arrecadados pelo Estado para o seu financiamento sobre a produção econômica expressa através do PIB. Essa carga fiscal, com muitas imperfeições, mas que dimensiona o tamanho do Estado e dessas políticas, é muito oportuna porque existem muitas falácias, desinformação quanto a esse indicador[...] Se a gente pegar os 11 países mais desenvolvidos da organização de cooperação entre movimento econômico que reúne o Canadá, a Noruega, os EUA, a França, o Reino Unido etc, países referência do ponto de vista de imagem ou de projeto de país que queremos, veremos essa evolução. Em 1870 a carga fiscal era de 11%, ao longo do Entre Guerras 24%, vai aumentando, até que se estabiliza nos anos 90 por volta de 44%. Portanto gente, fundamental guardar isso pro debate que estamos enfrentando no Brasil: país desenvolvido tem carga fiscal de quase metade da sua riqueza, tem educação publica, saúde pública, assistência social, programa de intermediação e qualificação profissional, com exceção dos EUA, todos esses países citados têm esse financiamento pelo poder público. Essa é uma referencia importante se quisermos um país mais coeso, igualitário e pujante. inevitável que a gente siga o caminho que esses países trilharam ao longo do século XX, pois a carga fiscal brasileira é de 33% e portanto, muito abaixo daquilo que a mídia divulga. Por que houve essa estruturação de políticas públicas? Porque quanto mais o modelo democrático, o sufrágio universal, a democracia liberal se estruturou no mundo afora, no mundo desenvolvido europeu, mais gente pôde votar, participar e escolher qual modelo de Estado a sociedade queria. Os vários autores que se debruçaram em estudar políticas públicas vão ser unânimes em reconhecer isso. [...] Políticas que pudessem proteger contra o desemprego... assim como as próprias necessidades do capital, que sempre dependeu do Estado, seja pra poder fazer os investimentos em infraestrutura, seja pra recomprar aqueles setores estratégicos pra sociedade, mas que perdiam sua capacidade de investimento como foi o setor ferroviário inglês ao longo do século XX."

    "A experiência histórica dos países europeus levou a constituição de um Estado de bem-estar com características muito diferentes dos EUA. O prof, Jessé Souza, grande sociólogo que temos aqui no Brasil, imputa exatamente a essa natureza desse episódio como um aspecto muito diferencial na luta contra a desigualdade e no valor público dessa luta contra a pobreza nesses países. Naturalmente, os movimentos sociais e sindicais foram muito importantes e até a própria existência de um modelo concorrente, socialista ou socialismo real, também foi importante na própria domesticação do capitalismo liberal, que agora sem amarras e contrapontos, parece querer reviver aquilo que ensaiou no final do século XIX. O fato é que a história dos indicadores sociais refletem esse movimento, se a gente hoje tem esses indicadores sociais, ambientais, estatísticas identitárias para estimar quantos somos os deficientes, quais são as condições de vida dos quilombolas e indígenas e de demais grupos majoritários e minoritários, isso tem a ver com esse processo de expansão da política pública porque cada vez que ela vai encampando outras áreas setoriais precisa de informação para diagnósticos de público alvo..."

    "Eu lanço essa pergunta: será que teríamos conseguido esses avanços com relação à pobreza, na universidade, na saúde em tantas outras dimensões? Se nós não tivéssemos uma Constituição progressista em 1988? Que explicitou um conjunto de direitos de forma mais ampla, distribuindo responsabilidades pelas três esferas? Será que teríamos seguido esses avanços se não existissem mecanismos assegurados, uma série de estabilidade política desde o governo FHC, passando pelos governos Lula e Dilma e uma democratização das nossas instâncias [...]"

    "Estamos vivendo há 5 anos um combate não só ao Bolsa Família, às políticas públicas de um modo geral. A política pública foi vilanizada, tudo que é público é ineficiente, corrupto, mal intencionado. Precisamos prestar muito atenção à isso porque a informação estatística ela é a nossa forma de conseguir mostrar à população brasileira aquilo que os Fake News que circulam em determinadas redes sociais, nem os jornais e a mídia impressa mostram."
  • Vitor  03/04/2019 13:05
    Bobagem pura, uma confusão vulgar de causalidade. França e Dinamarca aguentam uma carga tributária altíssima pq seus cidadãos tem uma produtividade alta. E ainda sim sofrem muito (principalmente a França) com economias estagnadas. Dizer que o Brasil deva aumentar a carga tributárias em quase 30% (sair de 36 para 45% do PIB) é o mesmo que dizer que o país já é rico o suficiente e que agora não precisa aumentar a produtividade, basta repartir.

    Agora se ele alegou que o Brasil ainda seria capaz de crescer tendo uma carga tributária tão pesada, foi ainda mais estapafúrdio. Quem seria louco de investir em um ambiente de negócios tão sufocante?

    Próxima vez pergunte a ele "Se o senhor decidir ter os mesmos gastos e custo de vida que Paulo Lemann, também terá a mesma renda?". Porque é basicamente isso que ele sugeriu "vamos imitar gastos de países ricos que logo seremos ricos tb".
  • Natalia  03/04/2019 16:45
    Sim, eu estranhei os dados apresentados.
    Mas e quanto à exposição dele da importância do indicador social para levantamento de pesquisas? Como o censo, expectativa de vida, número de deficientes, etc? De que essas pesquisas somente foram possíveis por conta de políticas públicas?
  • Yuri  03/04/2019 17:23
    Estatísticas coletadas desta maneira são excelentes para o governo regular e centralizar ainda mais a economia. Não é à toa que os socialistas simplesmente as amam (como você própria testemunhou).

    Sei que isso é bem fora da caixa, mas apenas imagine se o governo não tivesse o poder de coletar nenhuma estatística: você acha que o controle dele sobre a economia seria maior ou menor? Os propensos planejadores econômicos teriam mais facilidade ou mais dificuldade para tentar dirigir a economia?

    Você provavelmente estranharia essa sugestão, pois a propensão natural do ser humano é mandar e dar ordens. E estatísticas facilitam argumentar em prol disso.

    Mas digo mais.

    Você acha que empresas privadas não fariam este serviço? Dica: nos EUA, uma empresa privada divulga mensalmente os dados do desemprego, três dias antes dos dados oficiais (da BLS). E adivinhe só: os resultados são praticamente idênticos.

    www.adpemploymentreport.com/

    Ou seja, uma empresa privada faz, com zero dinheiro de impostos, o mesmíssimo serviço que uma agência estatal repleta de barnabés devoradores de dinheiro público (640 milhões de dólares por ano).

    Aproveito a deixa para coloco aqui a sabedoria de Sir John Cowperthwaite, o homem que permitiu o milagre de Hong Kong:

    "Desde os dias de John Maynard Keynes, a ciência econômica vem sendo atormentada pela ideia de que a ação humana deve ser destilada em números, os quais se transformam em uma "pretensão ao conhecimento" para aspirantes a planejadores centrais. Nas várias faculdades de economia atuais é difícil saber quando acaba a matemática e quando começa o real conhecimento econômico.

    Para Cowperthwaite, no entanto, a compilação de estatísticas para planejamento econômico era um anátema. Ele simplesmente se recusou a coletá-las.

    Quando Milton Friedman lhe questionou, em 1963, a respeito da "escassez de estatísticas", Cowperthwaite respondeu: "Se eu deixá-los coletar estatísticas, irão querer utilizá-las para planejar a economia".

    Perguntado qual era a coisa mais premente que os países pobres deveriam fazer, Cowperthwaite respondeu: "Eles deveriam abolir seus institutos de estatísticas econômicas".

    Ele acreditava que, se estatísticas fossem coletadas em Hong Kong, elas estimulariam o governo britânico a implantar políticas supostamente corretivas, o que inevitavelmente afetaria a capacidade da economia de mercado funcionar corretamente. Isso gerou consternação no governo britânico. Uma delegação de burocratas foi enviada a Hong Kong para descobrir por que as estatísticas não estavam sendo coletadas. Cowperthwaite literalmente mandou-os de volta a Londres no primeiro avião."

    Como ocorreu o milagre econômico de Hong Kong - da pobreza à prosperidade

    E veja também:

    A estatística, o ponto fraco do governo
  • Gabriel  04/04/2019 16:01
    Uma outra forma de ver como essa implicação de causalidade (carga alta e desenvolvimento) é bem estúpida é verificar a carga tributária desses países quando eles possuíam renda per capita próxima da nossa.

    A Suécia, por exemplo, tinha em 1965 renda per capita de 18.100 dólares a preços constantes (quase o dobro da renda brasileira de hoje). Assim mesmo, a carga tributária dela nessa época era de 31%; ou seja, inferior à do Brasil atual. Não encontrei dados anteriores a 1965, mas é bastante provável que sua carga fosse muito menor (em torno dos 20% - 25%) quando a sua renda per capita era a mesma da do Brasil atual (11 mil dólares).

    Vemos aqui uma enorme informalidade quanto a empregos e também quanto a empresas. Isso não é à atoa. Isso é reflexo de uma carga tributária já absurda para um país de renda média-baixa.
  • Gustavo A.  04/04/2019 17:51
    E fora que eu duvido que tenha um país desenvolvido com obrigações acessórias ao tributo tão absurdas quanto as do Brasil. O empresário gasta mais de 2,000 horas por ano para pagar impostos, imaginem o custo disso?

    E o fisco fica sempre na tocaia, por qualquer erro a pessoa (física ou jurídica) acaba tendo que pagar além do principal, multa e juros. É um absurdo... Procurem as legislações do ICMS, uma pior que a outra.

  • anônimo  15/04/2019 17:16
    Olhar apenas para carga tributária é idiotice. Carga tributária é diferente de tributação.

    O Brasil cobra muito mais imposto de renda e imposto jurídico que os EUA e a a carga tributária é 1% menor.
  • Humberto  15/04/2019 17:34
    Anônimo, sua informação sobre carga tributária está errada. A carga tributária total dos EUA é de 26% do PIB.

    www.heritage.org/index/country/unitedstates

    A do Brasil é de 32,2% do PIB.

    www.heritage.org/index/country/brazil

    Mais cuidado ao sair divulgando informações.
  • Anna  02/04/2019 02:19
    Obrigada por postar mais um artigo explicando a desastrosa TMM, uma pergunta sem muito a ver com um assunto.
    Leandro, você tem algum canal no YT ou alguma conta no insta e etc? Queria te seguir. :)
  • Pensador Puritano  03/04/2019 11:54
    Leandro Roque podia mesmo abrir um canal no Youtube para tirar dúvidas pontuais dos assinantes,é verdade que é uma tarefa hercúlea,mas seria um banho de cultura econômica neste oásis de desinformação que vivenciamos nestes tempos de Marxismo cultural e idiotia esquerdista.
  • Estado o Defensor do Povo  04/04/2019 02:31
    Hm, não sei se tu atrás só do Leandro ou de mais fontes no geral, então vou te apresentar o canal Ideias Radicais do Raphael Lima no YT, ele tem muitos vídeos bons de economia.

    www.youtube.com/channel/UC-NwgkrLPYmzM-xoLr2GX-Q
  • João  04/04/2019 13:25
    Do Leandro tu vai achar palestras dele em conferências do próprio IMB.

    O sotaque mineiro não me agrada muito, isso uma visão pessoal, mas a genialidade dele faz valer a pena aguentar.

  • Mais Mises...  03/05/2020 06:54
    O que você tem contra o nosso sotaque, sô? rsrsrs
  • João  02/04/2019 03:13
    Sou leigo em economia, mas reparei que as bolsas de valores ao redor do mundo têm subido constantemente, com crises pontuais, a partir da década de 90.

    Tem alguma coisa que ver com a expansão monetária que vêem acontecendo em todos os países?
  • Pampa  02/04/2019 07:21
    A Argentina consegue a proeza de ter uma carga tributária maior do que Canadá e EUA.

    A Teoria Monetária Moderna está sendo aplicada na veia argentina antes de sequer pensarem em dar um nome pra ela.
  • anônimo  02/04/2019 15:53
    Para um país como a Argentina ter a carga tributária maior que países como EUA e Canadá, a tributação precisa ser bastante alta e bem insonegável. Exatamente como pede a TMM.
  • Lorivaldo  02/04/2019 08:03
    Depois que eu vi pessoas protestando contra a Amazon pela mesma dominar o mercado por conta de bons serviços a um preço acessível, perdi a fé na humanidade...
  • Andre Fernandes  02/04/2019 13:09
    Excelente artigo!

    Já li algumas vezes aqui no IMB que expectativas futuras são importantes com relação ao comportamento da inflação de um país. Que se um país possui um histórico de inflação alta e descontrole de gastos na esfera governamental, a população já entra em um ciclo de aumento de preços para se antecipar a uma nova desvalorização. Podem me confirmar se estou no caminho certo?

    Caso isso seja verdade, não serviria como mais um contra argumento a essa TMM? Mesmo que exista a possibilidade de aumento de impostos, se a população espera que o governo continue gastando além do que arrecada e desvalorizando a moeda via impressão, não faz sentido acreditar que a inflação continuará alta?

    Abs
  • Ludwig  02/04/2019 13:36
    Correto.

    Em um ambiente de alta inflação, chega-se a um ponto em que a população — exatamente por já estar vivenciando uma subida rápida e diária dos preços — passa a esperar que os preços futuros irão subir a taxas ainda mais aceleradas. Se a inflação do mês passado foi de 20%, ela espera que a deste mês será de 25%. E a do mês seguinte, de 30%. E assim por diante.

    Neste arranjo, a demanda por dinheiro — ou seja, o desejo das pessoas de portar dinheiro — vai caindo continuamente. Ninguém quer manter consigo algo que amanhã terá um poder de compra bem menor. Ato contínuo, as pessoas freneticamente tentam trocar todo e qualquer dinheiro por bens o mais rapidamente possível. Todos querem prontamente se livrar do dinheiro que recebem, trocando-o por produtos que ao menos tenham algum valor.

    Por outro lado, praticamente ninguém aceita abrir mão de bens — principalmente alimentos e outros produtos essenciais — em troca de uma moeda sem poder de compra nenhum.

    Ou seja, de um lado, as pessoas querem se livrar rapidamente do dinheiro em troca de bens. De outro, quem tem bens não quer receber esse dinheiro que não vale nada — a menos que cobre um enorme ágio por isso. Daí os preços sobem ainda mais.

    À medida que essas expectativas inflacionárias vão se estabelecendo entre as pessoas, o nível dos preços vai se tornando cada vez mais descolado da quantidade de dinheiro em circulação, de modo que os preços passam a disparar a taxas cada vez maiores, as quais excedem a taxa de expansão da oferta monetária.

    Aí é fim. A situação só é resolvida se a moeda for integralmente trocada ou pelo dólar ou por uma nova lastrada 100% em dólar (tipo Currency Board ou como foi feito pelo Plano Real).
  • Pobre Paulista  02/04/2019 13:55
    A simples interrupção da expansão monetária não seria suficiente para interromper a inflação inercial?
  • Ludwig  02/04/2019 14:36
    Seria ineficiente. E totalmente inconveniente.

    Se você realmente interromper a expansão monetária, os preços continuarão sendo reajustados para cima, normalmente. Por causa das expectativas. Isso ocorrerá até chegar ao ponto em que a oferta monetária (agora fixa) será "insuficiente" para dar conta dos preços. Os preços continuaram disparando a taxas cada vez maiores, as quais excedem infinitamente a taxa de expansão da oferta monetária (agora em zero).

    E aí chega-se a um resultado é paradoxal: ao mesmo tempo em que a economia já está inundada de dinheiro, surge uma escassez de dinheiro em circulação (porque os preços estão astronômicos), o que dificulta enormemente o pagamento de bens e serviços. Em termos mais coloquiais: não há dinheiro suficiente para saldar os preços praticados.

    E aí a economia desaba em uma depressão.

    Por outro lado, se você, em vez de congelar a oferta monetária, simplesmente trocar a moeda (ou implantar um Currency Board), você só obtém ganhos: a expectativa é rapidamente alterada, o processo é extremamente rápido, não gera recessão, não causa desemprego, não aumenta a pobreza e, principalmente, resolve todo o problema inflacionário em menos de um mês (vide Bulgária em julho de 1997; ou mesmo o Real em 1994, como todos os seus defeitos).

    Só há ganhos.

    De novo, o segredo todo está nas expectativas. Essas só são quebradas com a troca da moeda.

    Por exemplo, o que seria mais efetivo para a Argentina: adotar integralmente o dólar e fechar o Banco Central, ou manter todo o arranjo inalterado e apenas (prometer que irá) parar de imprimir dinheiro? Alguém realmente confia que políticos e burocratas irão de fato parar de imprimir dinheiro, mesmo vivenciando todas as consequências negativas (de curto prazo) que isso irá gerar? No primeiro agravamento da recessão, a impressão voltará com tudo.
  • Pobre Paulista  02/04/2019 16:01
    Não entendi:

    "os preços continuarão sendo reajustados para cima, normalmente. Por causa das expectativas. "

    OK, num primeiro momento, dado que ninguém sabe o quanto de moeda existe em circulação.

    "Isso ocorrerá até chegar ao ponto em que a oferta monetária (agora fixa) será "insuficiente" para dar conta dos preços. "

    Até aqui ok, mas...

    "Os preços continuaram disparando a taxas cada vez maiores, as quais excedem infinitamente a taxa de expansão da oferta monetária (agora em zero). "

    Mas eventualmente os preços podem subir a taxas cada vez menores, certo? NMHO esse é o cenário mais natural, aí os preços estabilizariam.

    O que impede isso de acontecer?

    A propósito, não foi basicamente esse o Plano Collor?
  • Ludwig  02/04/2019 16:20
    "Mas eventualmente os preços podem subir a taxas cada vez menores, certo? NMHO esse é o cenário mais natural, aí os preços estabilizariam."

    Sim, eventualmente isso irá acontecer. Mas quanto tempo demorará? Impossível prever. Mas com certeza não será em menos de um mês. Com efeito, acho até que passa de um ano.

    Vide o que aconteceu no Brasil. A partir de 2015, o M1 entrou em contração, algo que simplesmente nunca ocorreu antes na história do país. Mas os preços continuaram subindo até meados de 2017, quando eles finalmente estabilizaram.

    Em um cenário de hiperinflação, não é desarrazoado imaginar que levaria pelo menos dois anos. Nesse ínterim, haveria uma profunda recessão, elevado desemprego e muito sofrimento. E desnecessariamente*.

    Muito melhor seria adotar um Currency Board ou simplesmente dolarizar: a expectativa inflacionária é quebrada imediatamente, e sem as desnecessárias consequências negativas acima.

    "A propósito, não foi basicamente esse o Plano Collor?"

    Correto. Aproximadamente 90% da oferta monetária foi congelada. E o que aconteceu com os preços? No melhor momento, passaram a subir 10% ao mês. Invejável?


    * Vale ressaltar que recessões são inevitáveis apenas quando precedidas de um período de expansão do crédito, com vários investimentos de longo prazo insustentáveis. Hiperinflação causada por simples impressão de dinheiro não tem necessariamente de se degenerar em uma recessão. Os ciclos econômicos são causados por expansão do crédito para investimentos, e não por impressão monetária para financiar gastos do governo.
  • Ninguem Apenas  02/04/2019 16:35
    O Plano Collor confiscou a poupança reduzindo incríveis 80% de todo o dinheiro na economia, ao mesmo tempo o Collor continuou imprimindo moeda feito um louco. Não dá para dizer que foi a mesma coisa, mas se me permite discorrer, em um cenário com um Banco Central que causou uma hiperinflação, congelar a base monetária seria uma solução política horrível, primeiro que alguém realmente acreditaria que o governo iria congelar a base monetária e se abster daí em diante a nunca mais imprimir dinheiro?

    Eu por exemplo não pensaria "Ah, agora que o Sarney falou que o Banco Central não irá mais imprimir dinheiro não vou mais trocar esse pedaço de papel por dólar ou correr para trocá-las por alguma mercadoria". O cenário seria diferente se o Banco Central fosse abolido em seguida, pois aí sim as expectativas seriam alteradas.

    Foi mais ou menos o que aconteceu no governo Dilma, quando trocou a equipe econômica, mudou também as expectativas. Antes disso, dobrar a taxa de juros não adiantou de absolutamente nada em interromper o aumento de preços, e apenas agravou a crise.

    "Mas eventualmente os preços podem subir a taxas cada vez menores, certo?"

    Até é verdade, uma hora os preços vão desacelerar, mas demoraria um tempo considerável a mais que apenas adotar o Currency Board (que inverte as expectativas mais rápido), e neste meio tempo a economia sofreria um "pouco" mais.
  • Demolidor  02/04/2019 14:07
    MMT é tão científica quanto astrologia.

    Já está passando da hora de termos economistas realmente empíricos no 'mainstream'. Essa panfletagem ideológica pró-estado já nem disfarça mais o charlatanismo.
  • Paulin  02/04/2019 14:39
    Posso falar uma coisa que vocês talvez estejam ignorando:

    1.O que é o poder? O poder é capacidade de ação através de meios. Uma das características do poder é que ele pode submeter aqueles com menos poder a sua vontade.

    2. Para parar um poder maligno é necessário um poder do bem.

    3. Uma das características do mal é concentrar poder sempre cada vez em escala maior. Se nós seres humanos pudêssemos analisar a situação de um ponto de vista macro perceberíamos que essa é a tendencia e que culminará, por fim, em uma tentativa de centralização Global.

    4. Um poder do mal só pode ser parado por um poder do bem, mas o paradoxo disso é que o ser humano por estar corrompido pelo pecado empodera suas boas ações, mas também seus defeitos. Eu sei que existe aquela frase de que o poder corrompe, mas eu penso um pouco diferente: Eu não acho que o poder é intrinsecamente ruim, mas é ruim por que o ser humano é um ser corrompido. Quem diz que o poder centralizado não pode ser usada para coisas boas é uma toupeira completa.

    5. Dito tudo isso chegamos a uma conclusão: Se o verdadeiro mal(o anti-cristo) centralizar poderes ele, necessariamente, só pode ser parado por um ser puro, justo e incorruptível. Que meio que é narrativa Bíblica, também colocada de alguma forma nos livros de Tolkien, que era Católico. Só um ser puro pode ser possuidor do Anel de Poder, que nos livros é o Frodo, mas que na nossa realidade é Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é o Rei Eterno, e os cristãos esperam o retorno do Rei.

    6. Eu tenho algum receio contra anarco-capitalistas por isso, muitos não entendem a teoria do poder. Muitos de vocês acham que o poder só pode ser centralizado nas mãos de Estados, mas essa não é a verdade. Por acaso vocês não ouviram que esse mundo jás sob o maligno? Também não lhes disseram que o preço da liberdade é a vigilância perpetua? Essa luta nunca vai acabar independente de qual seja a ordem entre as nações e terras. Isso não significa que vocês devam desistir da luta, pois o homem pode e deve buscar sua própria Justiça, mas tolo é aquele que acha que pode desprezar as experiencias do passado. "A mão queimada ensina melhor. Depois disso o conselho sobre o fogo chega ao coração." Na minha opinião tentativas de mudar ordem mundial de forma abrupta e revolucionaria sempre trazem mais mortes. Por que então alguns libertários dizem que querem salvar pessoas da tirania, mas ao mesmo tempo não se importam se isso irá lançá-las a morte, fome, sofrimento e guerras? Que tipo de salvação falsa é essa?


    Eu particularmente acredito que o sistema Monárquico é aquele que mais se aperfeiçoou com o tempo e mais pode passar por "testes de estresse", portanto, é o mais ideal para se fazer uma transição e descentralização de poder cada vez maiores e graduais. Para haver uma transição em que as pessoas não sejam jogadas a toda sorte de tentativas do mercado de ser adaptar é necessário um sistema de transição que seja estável e dentre os que temos hoje eu acredito que o sistema mais estável é a Monarquia.?
  • PESCADOR  02/04/2019 16:11
    Concordo com o sistema monárquico se eu for o Rei e você meu súdito. Só espero que você não se esqueça de se ajoelhar perante mim quando for pagar os tributos.
  • Flamengo  02/04/2019 15:02
    Faltou mencionar que o gasto que a Teoria Monetária Moderna (TMM) prega é o ótimo (investimentos que tenham retorno) e que a tributação que ela defende é a ótima (sistema tributário simples, neutro, transparente, com equidade horizontal e vertical e que deixe pouca margem para evasão. A tributação ótima deve levar em conta a equidade horizontal e vertical, o princípio da neutralidade, o princípio do benefício, a progressividade e a regressividade da tributação, o principio da capacidade contributiva e etc.).

    Nada disso foi adotado pela "experiência" prática Argentina.
  • Humberto  02/04/2019 16:08
    "o gasto que a Teoria Monetária Moderna (TMM) prega é o ótimo (investimentos que tenham retorno)"

    Ah, sim. Políticos vão imprimir dinheiro para fazer "gastos ótimos" e que tragam "grandes retornos".

    Afinal, fazer "gastos ótimos" e "investimentos que tragam grandes retornos" é exatamente a grande e inequívoca especialidade dos políticos, não? Eles estão na política exatamente por serem exímios investidores e responsáveis usuários do dinheiro público...

    Os seguidores da TMM conseguem ser ainda mais patéticos que os marxistas.

    "e que a tributação que ela defende é a ótima (sistema tributário simples, neutro, transparente, com equidade horizontal e vertical e que deixe pouca margem para evasão. A tributação ótima deve levar em conta a equidade horizontal e vertical, o princípio da neutralidade, o princípio do benefício, a progressividade e a regressividade da tributação, o principio da capacidade contributiva e etc.)."

    Isso é stand-up comedy?! Você deveria tentar. Tem futuro.

    Traduzindo tudo: a TMM irá funcionar satisfatoriamente apenas quando os políticos deixarem de ser políticos e se tornarem exímios gestores de fundos de investimentos -- e, pelo visto, quando temem forem exímios geometristas (político determinado "equidade horizontal e vertical" foi sensacional, devo admitir...)
  • AGB  03/04/2019 01:34
    Na Argentina existe um "impuesto sobre los débitos y créditos en las transacciones financieras" desde 2001 pelo menos. Também deveria ser "transitória". Ou seja, nossa velha e boa CPMF.
  • 4lex5andro  03/04/2019 14:32
    Do not surprises, ou seja, nada de novo no front.

    Que continente apaixonado pelo capital-socialismo essa América Latina, é algo a ser estudado.

    E isso que Argentina e Brasil, historicamente, são as maiores e mais desenvolvidas economias do continente.
  • Gunther Heinzel  03/04/2019 10:37
    A TMM conforme foi colocada nesse ótimo artigo condiz com o objetivo dos esquerdistas a moda gramsciana , uma forma de tolher o setor privado e aumentar influência e o poder do estada
  • Emerson Luis  03/04/2019 11:54

    É apenas a velha jogada de redefinir conceitos-chave e dar novos nomes para justificar teorias e práticas que sempre causaram problemas.

    Um dos resultados da implementação dessa "nova" teoria naturalmente será o aumento sistemático do Estado. Esse pessoal quer "tudo dentro do Estado, nada fora do Estado" e ainda dizem que os liberais e conservadores é que são "fascistas". Fascinante!

    * * *
  • anônimo  03/04/2019 14:17
    Texto do Alexandre Schwartsman sobre o assunto:
    maovisivel.blogspot.com/2019/04/muito-barulho-por-nada.html
  • void  03/04/2019 22:56
    Então é isto, se você quer ter nova moral, você pega a velha arbitrariedade política, contrata os mesmos velhos economistas de sempre, dá um nome novo às suas velhas maluquices, faz umas maquiagens novas e lucra.
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  04/04/2019 00:27
    @Assim como os proponentes da TMM, os políticos argentinos sempre acreditaram que os déficits não importam, e que, consequentemente, as restrições orçamentárias não são realmente restritivas.@

    EXATO! Temos o FMI para pedir dinheiro.
    E se ainda vai mal, pedimos um waiver.....

    www.pagina12.com.ar/185000-para-acceder-al-credito-hubo-que-pedir-perdon
    www.reuters.com/article/argentina-imf/update-3-argentina-seeks-imf-waiver-over-pending-data-for-third-review-idUSL1N21L0B4
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  08/04/2019 00:01
    Esta gente esta doida!

    www.pagina12.com.ar/185795-mauricio-es-macri-y-vidal-tambien

    Só dívida.

    Estão comprometendo as próximas gerações.


    **

    As políticas de Macri estão dando estes resultdos:

    www.pagina12.com.ar/185883-durisima-nota-de-la-bbc-sobre-argentina

    www.bbc.com/portuguese/internacional-47780629
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  18/04/2019 17:49
    Cínico, caradura!!

    O video que aparece nestas notas mostra a .... (deixo a continuação ao vosso criterio).

    www.pagina12.com.ar/188044-lo-que-busco-duran-barba-lo-que-salio

    www.pagina12.com.ar/188152-un-opinador-de-la-crisis-que-provoco

    e continuamos com o "controle de preços", esta vez vai dar certo!!

    www.youtube.com/watch?v=dylTLPieZ-M

    e os açougues, a vender osso e gordura:

    www.eldestapeweb.com/el-destape-radio/los-carniceros-desmienten-macri-no-podemos-tener-esos-precios-n58779

  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  22/04/2019 01:51
    Continuando com esta serie de atualizações.

    No dia 17/04, Macri lança un novo plano de congelamento de preços.
    O anuncio foi feito através da filmagem com celular.

    O periodista do seguinte video relata os acontecimentos deste dia 17/04, incluindo um problema geopolítico
    www.youtube.com/watch?v=vef3CEWZ-38

    e seguidamente, Milei aporta sua opinião
    www.youtube.com/watch?v=4uQZC8bXliE

    Para alguem interessado em psicologia, no seguinte video, um analista em comunicação NO VERBAL analisa el video del 17/04
    www.youtube.com/watch?v=6cE9k5iqqRY

    A seguir, uma análise frente às próximas eleições:
    www.youtube.com/watch?v=KhlhqNVh83w

    Y como é de esperar fente a um congelamento de preços, en el exterior se negociaron acciones y bonos con una tendencia definida a la baja:
    www.infobae.com/economia/2019/04/18/sin-precios-cuidados-para-las-acciones-argentinas-caen-hasta-7-en-wall-street/

    Para finalizar, um pouco de música:
    www.youtube.com/watch?v=lOehNCr8_ts
    (o humorismo é o único momento sério e sobretudo sincero de nossa quotidiana mentira)
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  26/04/2019 03:06
    Um pouco mais da ignorância que impera no país vizinho:

    - riesgo país

    www.youtube.com/watch?v=7BH4-N-GdBc

    ftalphaville.ft.com/2019/04/25/1556180002000/Argentina-is-on-the-brink/

    - comentário de Diego Giacomini
    www.youtube.com/watch?v=gfMv_ML849U
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  04/05/2019 20:50
    Sobre a atual crise argentina, coloco a seguinte nota onde observamos no terceiro parágrafo o alto grau de estado-dependencia da sociedade.

    www.pagina12.com.ar/191483-llegamos-a-una-situacion-limite
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  30/05/2019 19:54
    ATENÇÃO!!
    Observado buraco preto aqui mesmo na Terra.
    Buraco preto financeiro.

    www.urgente24.com/dinero/economia/las-reservas-se-esfuman-y-las-necesidades-de-financiamiento-prometen-fmi-para-rato
  • Guilherme - Quito Ecuador  06/06/2019 13:53
    Os argentinos estão indo para o 4º colapso econômico em 44 anos, não é nenhuma novidade para eles. Até os brasileiros lidam melhor com severas crises econômicas e políticas que os venezuelanos que de fato são pouco afeitos ao trabalho, produtividade e ao diálogo.
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  07/06/2019 02:58
    Sim, a situação e tão ruim que se a inflação e menor que 4% (mensal) o governo festeja!
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  11/06/2019 22:59
    Días atrás o nosso Bolsonaro esteve na Argentina.
    Que foi fazer?
    O Mercosul nunca funcionou.
    Javier Milei explicando os 5 passos para uniones económicas:
    www.youtube.com/watch?v=_hshibLzl9g
    *
    Macri é um socialista. Que está à direita da extrema esquerda mas não chega nem de perto ao centro (se entende?).
    *
    Es muy difícil definir el peronismo. El propio Perón improvisaba constantemente fórmulas nuevas. Cierta vez entrevistado en Madrid durante su exilio, le preguntaron cómo se componía politicamente la sociedad argentina.
    Perón explicó:
    -- Bueno, hay un 25 por ciento de radicales, un 20 por ciento de conservadores, un 15 por ciento de socialistas, un 10 por ciento de comunistas….
    El reportero intrigado interrumpió.
    -- ¿Y los peronistas?
    -- Ah, no, peronistas son todos.
    *
    Agora temos, nas próximas eleições, a escolher entre
    - o peronismo de Fernandez-Kirchner,
    - o peronismo de Macri-Pichetto.
    www.pagina12.com.ar/199692-pichetto-vice-de-macri
    *
    Eu não vejo novelas brasileiras.
    Eu sigo política e economia argentina. È fascinante!
    *
    Estemos atentos aos próximos pasos.
    *

  • Vivaldi  21/06/2019 05:49
    A Argentina sempre aplicou tudo o que a esquerda moderna defende com o seu arcabouço retórico. E não é força de expressão, é a mais pura realidade. A situação da Argentina será o destino do mundo se os governos continuarem seguindo as receitas da "esquerda moderada".
    Paradoxalmente, é um país que aplicou por todo o século XX, o que a esquerda começou a defender somente a partir do final dos anos 70. É a experiência antes da teoria.

    Nunca foi comunista, mas teve como líder modelador, Perón, um queridinho da esquerda latina.

    Foi o primeiro país da América a copiar os "bancos de desenvolvimento" dos fascistas.

    Desde a década de 30 alimenta um gigantesco estado de bem-estar social, maior que todos os países europeus da época.

    Sua estrutura de governo é positivista, exatamente como ensinam os marxistas e suas ideologias igualitárias.

    Na época de vacas gordas, cria estatais como cria novos cargos burocráticos. E depois não consegue se livrar de ambos.

    Sempre foi o país mais progressista da América do Sul. É sempre o primeiro a importar as novas porcarias de fora.

    Sempre encarou a estabilidade da moeda como uma piada neoliberal. É um marco argentino ter hiperinflações.

    Deu calote nas dívidas e nos investidores sempre que possível. É o país que mais deu calote no mundo.

    E por fim, para mostrar os resultados disso tudo, era um país riquíssimo e hoje é falido.
  • Voltaire  14/08/2019 12:33
    Direita ou esquerda sempre aplicaram teorias econômicas ruins na Argentina. Não muito diferente do Brasil, né?
  • danir  12/08/2019 21:34
    A minha dúvida não muito teórica nem acadêmica é: Aonde que a eleição da chapa da kirchner vai resolver ou atenuar este problema na Argentina? Como diria o Obelix sobre os romanos, "estes argentinos são uns neróticos".
    Só espero que um dia o bom senso prevaleça e nossos hermanos saiam do buraco.
    É melhor termos parceiros prósperos do que decadentes.
  • Zuca em Tuga  13/08/2019 11:15
    "É difícil imaginar como um defensor da TMM explicaria favoravelmente a experiência da Argentina."

    Que nada, dirão que deturparam a TMM e que ela nuca foi realmente aplicada...
  • Rodolfo Andrello  14/08/2019 17:07
    Basta aos proponentes da TMM dizer que na Argentina nunca foi aplicado o nível ótimo de imposto. Vai ser a nova modalidade do deturparam Marx.
  • anônimo  17/08/2019 21:10
    Pessoal, o colapso argentino seria bom pra nos?
    Fuga de capitais argentinos para ka, sair do mercosul e etc....


    E o Dolar daqui pra frente, valoriza? E o Euro?

    Estão otimistas com o Guedes? As reformas estão andando..
  • Leandro  18/08/2019 02:04
    "Pessoal, o colapso argentino seria bom pra nos?"

    Não consigo ver nenhum ângulo positivo nele.

    "Fuga de capitais argentinos para ka, sair do mercosul e etc...."

    Estrangeiro não vai tirar capital de um país latino-americano que sucumbiu ao populismo para colocar em outro país latino-americano que vive flertando com o populismo. Pode até acontecer, é claro, mas aí eu me surpreenderia.

    No momento, o destino mais seguro para o grosso do capital estrangeiro são os títulos públicos americanos. Para cá virá o capital altamente especulativo e disposto a correr riscos (o que é melhor do que nada). O fato de termos um câmbio bastante volúvel é um fator que só adiciona mais insegurança e incerteza.

    Quanto ao Mercosul, sair dele seria ótimo.

    "E o Dolar daqui pra frente, valoriza? E o Euro?"

    Segundo o índice DXY, o dólar está perto das máximas históricas, o que significa que ele raramente esteve tão caro perante as principais moedas do mundo. O dólar se valorizou fortemente frente ao euro, ao iene japonês, à libra esterlina, à coroa sueca, ao dólar canadense e ao franco suíço.

    A economia americana é praticamente a única que cresce (e forte) entre os desenvolvidos e o país também é o único dos desenvolvidos que ainda paga juros positivos em seus títulos.

    Logo, não há nada de se estranhar no dólar forte. Se vai valorizar ainda mais? Perante o real, torço para que não, para nosso bem. Estávamos indo bem até o final de julho, mas aí tudo desandou (agravamento da guerra comercial e situação argentina, além de uma postura mais dovish do BACEN).

    "Estão otimistas com o Guedes? As reformas estão andando.."

    Está ok.
  • Pablo Verano  18/08/2019 03:17
    Pq países igual a Argentina e o Brasil não jogam suas moedas no lixo e passam a usar o dólar americano como moeda oficial logo de uma vez???
    Evitaria toda essa turbulência e especalução!!!
    O Equador por exemplo, usa a moeda americana como moeda oficial no país.
  • Intercept  20/08/2019 13:13
    Porque assim não daria pra manipular a moeda distribuindo subsídios e assistencialismo.

    É um milagre que não tenham abolido o Plano Real como fizeram na Argentina.
  • Juan Invierno  18/08/2019 19:57
    Porque ai fica difícil pros governantes do estado destruidor de riqueza, roubarem, simples assim.
  • Felipe  19/08/2019 18:40
    Então, essa Teoria Monetária Moderna, não passa do keynesyanismo, é isso ?
  • anônimo  20/08/2019 00:45
    Prezado Felipe, no meu entendimento a TMM nada mais é que um meio pacifico de estatização do setor privado ou socialização de uma economia. Resumindo, já que esse setor não dispõe de uma impressora de dinheiro como o estado, ou as empresas privadas se tornam parceiras exclusivas do estado, uma espécie de vínculo promíscuo, muito rentável para o esquema e nada produtivo para o país, como conhecemos bem, ou é uma questão de tempo até que essas empresas se tornem insolúveis e assim sejam definitivamente estatizadas, ou simplesmente quebrem, ou nem sequer sejam abertas. Como o socialista é pragmático, de burro não tem nada, somente aqueles que os seguem, e o que realmente ele quer é viver as custas dos outros, a TMM nada mais é que um método de estatização. É mais um método do socialista chegar ao poder sem ter que utilizar o exército para isso. Era o método até então empregado pelo PT, empresas privadas vinculadas ao estado, empresas privadas que não estavam envolvidas no esquema sendo dizimadas, ou seja, a população sendo aliciada para trabalhar para o estado e os pobres, f***-se os pobres, sendo sustentados por bolsas migalhas, o ciclo está fechado. Os abastados líderes e seus abastados empresários vivendo sua majestade enquanto os súditos sobrevivem o hoje.
    Mas como esse site não cansa em mostrar e até desenhar, a conta não vai fechar e sabes como é, pra dar certo, a conta precisa fechar, essa coisa funciona até que comece a faltar e esse dia vai chegar.
  • Emerson Luis  20/08/2019 16:40

    Os físicos consideram impossível produzir um noto perpétuo, pois vai contra as leis da natureza. Mas muitos economistas parecem acreditar em versões econômicas do moto perpétuo.

    O objetivo velado é o Estado ocupar 100% da economia e da sociedade.

    * * *
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  02/09/2019 14:56
    Venezuela ao norte.
    Argentina ao sul.
    --
    Macri aplicou o "cepo" (medida kirchnerista alguma vez).
    O dólar já se cotiza a 100 pesos argentinos!
    Ver foto em
    www.eldestapeweb.com/nota/cepo-al-dolar-en-salta-una-casa-de-cambio-vende-a-casi-100-pesos-2019929580
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  09/09/2019 16:33
    Acabei de ler o seguinte artigo
    www.pagina12.com.ar/217201-el-plan-alivio-asfixio-a-las-provincias
    e fiquei de cara com o último parágrafo:
    "Buenos Aires invirtió unos 500 millones de dólares en los títulos defolteados, seguida de San Juan (234 millones), Mendoza (205 millones), la Ciudad de Buenos Aires (123 millones), Río Negro (83 millones), Salta (35 millones), Formosa (20 millones), Santa Fe (20 millones), Catamarca (15 millones) y La Rioja (13 millones)."
    "El juego de comprar bonos del Tesoro para obtener rendimiento y luego pagar sus propios bonos provinciales se rompió con el reperfilamiento".
    Ou seja, os caras compram títulos do estado, se endividam, e jogam com as taxas de juros!
    Só falta irem a Las Vegas e jogar no póker...
    *
    Eufemismo.- Agora "default" se diz "reperfilamento".
    Ou seja, os argentinos não defaulteam, reperfilam....
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  19/09/2019 02:39
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  08/12/2019 18:07
    08/12/2019
    Argentina enfrenta un momento en el cual chocan dos paradigmas.
    Los Ms fracasaron por ser keynesianos moderados.
    (twitter.com/GiacoDiego/status/1202635696789491713)
    Los Ks los criticaban por la falta de activismo fiscal y escasa regulación de la economía.
    Ahora los Ks en el poder irán por el Keynes Full.

    www.cronista.com/economiapolitica/Teoria-Monetaria-Moderna-y-riesgo-de-hiperinflacion-20191206-0007.html

    www.clarin.com/economia/plan-guzman-experimento-enciende-alertas-wall-street_0_bcBW1bAj.html

    urgente24.com/dinero/economia/la-pregunta-es-que-pasa-si-se-alarga-la-renegociacion-con-el-fmi-y-los-bonistas
  • anônimo  09/12/2019 00:24
    Boa sorte pra Argentina, porque vão precisar.
  • Negoney  18/03/2020 19:01
    twitter.com/paulogala/status/1240324478388916226
    twitter.com/paulogala/status/1240331260519686145

    Keynesianos não possuem escrúpulos mesmo. Eles acham que os resultados de curto prazo dentro de uma brusca demanda mundial por liquidez irá durar mais que 1 ano. Não aprenderam nada com a super recente Nova Matriz Econômica. A parte boa é que não possuem mais onde enfiar a cara, só aparecem em épocas de mudanças radicais pra propagar suas imbecilidades falidas.
  • Supply-sider  18/03/2020 19:19
    É compreensível o desespero do mainstream. Perderam completamente o rumo e a moral.

    Primeiro, keynesianaram a economia com Dilma. Depois, resolveram consertar chicagueando tudo. Como chicaguista só faz chicagada, os coitadinhos estão completamente perdidos.

    Quanto ao que ele disse, reparem a espantosa contradição:

    1) Quem afirma que a oferta monetária conduz tudo é exatamente Chicago e Keynes. Já os economistas do lado da oferta são cristalinos: oferta monetária, por si só, não indica nada. Mais importante ainda é a demanda por essa moeda (o que pode ser acompanhado em tempo real pelo índice CRB de commodities). Se literalmente todo o mundo quer dólar, então pode imprimir à vontade, que não haverá nada (no curto prazo).

    2) Mas isso, obviamente, só vale para o dólar, que é a moeda internacional de troca e cujo emissor é tido como o mais confiável e poderoso do mundo.

    3) A pergunta é: será que o Gala acredita que o Banco Central brasileiro pode fazer a mesmíssima coisa e obter os mesmíssimos resultados? Se bobear, ele jura que sim.

    4) Eis a evolução da base monetária americana nos últimos 5 anos. Deflação. Gala vai ter um infarto.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-money-supply-m0.png?s=unitedstamonsupm0&v=202003141011V20191105&d1=20150320

    5) Aliás, o próprio M1 cresceu, de 2018 até hoje, a um ritmo menor do que no mesmo período anterior.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-money-supply-m1.png?s=unitedstamonsupm1&v=202003141009V20191105&d1=20100321
  • estudante  02/05/2020 01:31
    Interessante sua resposta.
    Tem mais algum economista supply side pra confirmar esse ponto de vista de que para esta escola a OFERTA MONETÁRIA não significa nada?

    Da minha interpretação a produção diminuiu na mesma proporção que a demanda antes da ajuda do governo. Agora que o governo tá implementando renda básica universal no mundo inteiro significa que tem muito mais potencial de demanda por aí do que oferta. Cadê a inflação?
    E se vai aparecer em que prazo ocorrerá? Um ou dois anos? Sei que eh difícil prever mas teria algum chute?

    Não falo pelo Gala, mas sim me parece que ele acreditaria que funcionaria igual no Brasil. Aliás Brasil e Eua estão adotando medidas semelhantes.

    E com relação à base monetária , ela já estava inchada do QE de 2008 e dos anos subsequentes. Com relação ao M1 não entendi o que vc quis dizer
  • Supply-sider  02/05/2020 02:10
    "Tem mais algum economista supply side pra confirmar esse ponto de vista de que para esta escola a OFERTA MONETÁRIA não significa nada?"

    Não vai achar nenhum no planeta, pois nem sequer foi isso que eu falei (e o fato de você distorcer desta maneira mostra bem suas intenções).

    O que eu disse, e repito, é que olhar apenas a oferta monetária não significa nada se você ignorar a demanda pela moeda. Aliás, isso não vale só para a moeda. Vale para absolutamente qualquer coisa. Analisar apenas oferta não significa nada sem se analisar também a demanda.

    Isso é tão básico e trivial, que é até constrangedor eu ter de ficar enfatizando.

    "Da minha interpretação a produção diminuiu na mesma proporção que a demanda antes da ajuda do governo. Agora que o governo tá implementando renda básica universal no mundo inteiro significa que tem muito mais potencial de demanda por aí do que oferta. Cadê a inflação?"

    Em primeiro lugar, a expansão monetária mal começou. Até o mais fanático monetarista, daqueles que olham só oferta monetária e já fica morrendo de medo de hiperinflação, diria que tudo leva tempo. Expansão monetária não se degenera em inflação em um mês.

    Até eu, que desprezo monetaristas, me vejo obrigado a defendê-los de suas calúnias.

    Quanto à inflação de preços, não haverá enquanto a demanda por moeda continuar alta. E como eu sei que a demanda por moeda está alta? Olhando os preços das commodities. Quanto maior a demanda pela moeda, mais forte é a moeda, menores os preços dos produtos cotados nesta moeda no mercado internacional.

    E os preços das comanditeis, segundo o índice CRB (o principal do mundo), estão nas mínimas da série histórica. Voltaram ao mesmo valor desde 1996, o que mostra a impressionante força do dólar.

    tradingeconomics.com/commodity/crb

    "E se vai aparecer em que prazo ocorrerá? Um ou dois anos? Sei que eh difícil prever mas teria algum chute?"

    Acompanhe o índice de commodities. Se (e quando) ele subir forte, é sinal de que ela virá.

    "Não falo pelo Gala, mas sim me parece que ele acreditaria que funcionaria igual no Brasil. Aliás Brasil e Eua estão adotando medidas semelhantes."

    Para funcionar igual no Brasil, você tem de explicar por que a demanda por um real hiperinflacionado seria a mesma que a demanda mundial por dólares e euros.

    Pode até ocorrer, mas é bom você apresentar uma teoria bem sólida.

    "E com relação à base monetária , ela já estava inchada do QE de 2008 e dos anos subsequentes. Com relação ao M1 não entendi o que vc quis dizer"

    Mandei o link errado. O M2 cresceu, após 2008, ao mesmo ritmo que vinha crescendo antes de 2008. Ou seja, a forte expansão da base monetária não se converteu em forte expansão da oferta monetária, que continuou no mesmíssimo ritmo de antes.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-money-supply-m2.png?s=unitedstamonsupm2&v=202004181003V20191105&d1=19950509

    E por que isso não aconteceu? Explicado em detalhes aqui:

    www.mises.org.br/article/2213/ao-contrario-do-que-diz-a-imprensa-o-banco-central-americano-nao-tem-como-elevar-os-juros
  • Prado  02/05/2020 17:49
    Cabe esclarecimento aqui sobre a escola austríaca.
    qualquer alteração na oferta de moeda irá influenciar o valor de troca do dinheiro.
    A oferta total de moeda determina a demanda pelos bens e serviços (quanto mais dinheiro, maior a demanda por bens), e a oferta total de bens e serviços determina a demanda por moeda.
    Supondo uma dada oferta de bens, um aumento na demanda por bens (isto é, um aumento na oferta monetária) eleva o preço desses bens. Logo, um aumento na oferta de moeda em relação à oferta de bens leva a um processo de aumento de preços
  • Imperion  01/05/2020 08:09
    E no brasil:
    Lula diz que o gov pode se endividar a vontade pra dar assistenvia aos coronavitimas
    Tem um projeto que obriga as empresas a " emprestar" seus lucros ao governo.
    Ressuscitaram um projeto de lei que tributa as grandes fortunas.
    Os tmmaniacos nunca sairam do pais. So estavam se preparando pra atacar na crise.
    De um lado querendo a reforma tributaria, mas na pratica um que aumenta os impostos.
  • Kennedy C.  01/05/2020 12:43
    Pessoal, alguém sabe qual é a forma mais segura e fácil de comprar dólar online? E se a corretora "ModalMais" é boa?

    Muito grato a quem puder dar essa resposta.
  • Bruno  01/05/2020 15:47
    Comprar dólar físico? Pra entregar em casa? O Banco Inter faz isso. Agora, se for para comprar apenas para se proteger, então qualquer fundo cambial faz isso.
  • Felipe L.  01/05/2020 15:51
    Fiquei também muito interessado nesses fundos cambiais. Quem puder me ajudar, agradeço. Tenho uma conta no exterior mas ela é inútil agora (Capital One), porque só consigo acessar com número americano, por autenticação em dois passos. Bitcoin eu já tenho, gosto de variedade.
  • BANCARIO  01/05/2020 21:46
    Qualquer banco tem fundos cambiais, é só procurar. Geralmente aplicação mínima de R$ 1.000,00 (ou até menos).
  • Kennedy C.  02/05/2020 10:56
    Muito grato pelas respostas amigos, não quero dólar físico, só quero proteger meu dinheiro mesmo. Sobre esses fundos cambiais, todos eles são exatamente iguais? o fundo dos bancos tem a mesma segurança do fundo de uma corretora por exemplo? nenhum é mais seguro que o outro? nenhum tem garantia do FGC ou algo do tipo? Desculpem a quantidade de perguntas, mas se todas elas forem verdadeiras, então nem preciso criar conta em uma corretora.

    Grato pela atenção.
  • Felipe L.  01/05/2020 12:50
    Bolsonaro deveria demitir esse Paulo Guedes. Eu tenho até simpatia pelo conselho do Leandro: colocava o Roberto Campos Neto em seu lugar, e na presidência do BC colocar o Ilan Goldfajn. Mas o que mudaria com o Roberto no Ministério da Economia? Normalmente no Brasil o cargo de ministro da economia está acima do de presidente do Banco Central em importância e, dado de que o Roberto defende moeda desvalorizada e juros baixos na marra, ele não iria enfiar isso para cima do Ilan? Mas acho a sua proposta boa. Ciro Guedes é muito palpiteiro, não sei se ele defende isso por boa intenção (fala com eles, Geanluca!). Acho que o Centrão pode acabar colocando um ortodoxo, porque eles são dotados de alguma lógica econômica. Temer é puro Centrão, PMDBista de carreira.

    Guedes não me ilude mais. Ainda deve ter iludido achando que o câmbio desvalorizado iria ser usado para abater a dívida...

    E falando do coronavírus, olhem só:

    "OMS afirma que Suécia, que não fez lockdown, é 'modelo a ser seguido'"

    Ué, mas tinha gente falando que na Suécia está morrendo muito mais gente por essa medida... Suécia eu chuto que tem uma tradição longa de respeito às liberdades individuais.

    Aqui no Brasil estamos em uma tecnocracia, onde iluminados criam estudos científicos e baseado nisso eles impõem regulações e proibições, como agora estão fazendo com o uso de máscaras.
  • Andre  01/05/2020 16:30
    Cara tem ousadia de citar Suécia como exemplo, Suécia é acima até da média européia em quase tudo colega imagina da realidade de Banânia?
  • Lara Resende  01/05/2020 17:08
    Amigo, mas você pode comparar a Suécia com outros países que são tão bons ou melhores do que a Suécia mas que adotaram o isolamento da OMS, ou seja, você pode comparar a Suécia com a Noruega e com a Dinamarca... você vai se surpreender
  • Scola  02/05/2020 00:31
    Ué, mas se a OMS, que que vocês amam e seguem bovinamente, acabou de dizer que a Suécia é exatamente o modelo a ser seguido, então vocês fanáticos defensores do confinamento devem explicações.

    Por que afinal a OMS passou a recomendar a Suécia, e não a Noruega e a Dinamarca? Se Dinamarca e Noruega estão tão melhores, por que então a OMS recomendou que se copie a Suécia e não a Noruega e a Dinamarca? Só quero entender. E eu sou só o mensageiro. Vá você lá se entender com seus mestres.
  • Sadib  01/05/2020 14:24
    A Nova Matriz Econômica seguia as ideias da Teoria Monetária Moderna?
  • Daniel  01/05/2020 15:45
    De leve. A Nova Matriz Econômica baseava-se em crédito estatal (que também aumenta a oferta monetária, mas ao menos é um empréstimo que tem de ser quitado), aumento de gastos e incentivos às campeãs nacionais. Era um programa desenvolvimentista.

    www.mises.org.br/article/2120/o-tragico-legado-da-nova-matriz-economica--um-resumo-cronologico

    Já a TMM fala apenas em imprimir dinheiro para financiar os gastos, e depois aumentar impostos para enxugar esse dinheiro impresso. Não é necessariamente desenvolvimentista. É apenas asinino, mesmo.

    Em termos de bizarrice, as duas empatam. Mas a NME ao menos era um pouquinho mais defensável — simplesmente porque ainda não havia sido tentada, ao passo que a TMM foi empregada completamente no governo Sarney (não é à toa que André Lara Rezende foi um dos idealizadores do Plano Cruzado).
  • Pedro  01/05/2020 17:34
    Um monte de gente perdendo renda, inflação zero então podemos adotar a MMT. O que eh mais importante a vida das pessoas ou a inflação?
    E a vida mudou não só por causa do governo. As pessoas não estão mais consumindo como antes. Pense em quem tem casa de festa, em quem trabalha em bares etc. as pessoas não vão pq não querem, até médicos ambulatoriais tem sentido impacto em seus consultório simplesmente pq as pessoas não querem sair.

    Aliás, a curva de Phillips já mostrava que com alto desemprego a inflação eh baixa, há mais de cem anos. Então temos mesmo que imprimir moeda
  • Tomé  02/05/2020 22:36
    Exatamente. O que é mais importante inflação zero e desemprego alto ou um pouco de inflação com desemprego mais baixo?
    Se a expansão monetária vai ajudar as empresas se financiarem e manterem os pouco empregos existentes é melhor que assim seja
  • Lucas  02/05/2020 23:14
    Defina valores específicos para ambas as variáveis. Dizer "alto" e "baixo" é algo completamente subjetivo, e nem de longe caracteriza debate científico.


    Aliás, já que é para ser assim, então permita-me:

    *o que é melhor: ser desempregado (e receber seguro-desemprego) com inflação alta ou baixa?

    *Trabalhar (sem reposição salarial) com inflação alta ou baixa?
  • Imperion  02/05/2020 23:31
    Inflação nao garante o emprego. Ela tb descapitaliza as empresas e gera desemprego.
    A expansao monetaria é uma fraude. Ela vai dar vantagem a quem receber primeiro, mas vai tirar de quem receber por ultimo. Os favorescidons vao contratar, e os desfavorecidos va diminuir.
  • Marcio Silva  02/05/2020 03:33
    Já compartilhava dessa visão mesmo de forma rasa e pouco técnica, após ler esses artigo aprendi mais e continuo convicto de que o libertarismo seja mesmo uma solução direta a esse tipo de crime econômico cometido por governos centralizadores e corruptos, vou continuar me aprimorando, e esse conteúdo ajudou muito,
    don't step on my money!!!
    sou a favor de moedas descentralizadas assim como o bitcoin e moedas descentralizadas criadas por empresas, startups, não por moedas fiduciárias lastreadas na confiança de políticos corruptos. desejo a todos boa leitura e obrigado!
  • Peter  03/05/2020 12:47
    Acho que há uma confusão na sua interpretação. Na verdade no que diz respeito à política monetária não se aplica muito essa questão de liberalismo dado que todas as economias modernas operam com moedas estatais.
    Vc pode até argumentar que intervenções são necessariamente ruins, o que tb não encontra respaldo em tudo visto que o Fed aumentou mt a base monetaria, que eh a parte que lhe cabe em política monetária, e nem assim gerou inflação. Inclusive, até quando há contração da moeda o governo está intervindo.
    À época de moedas privadas nos EUA acabou por volta do final do século XIX devido ao enorme número de crises bancárias que causavam
  • Pan  04/05/2020 02:32
    "Vc pode até argumentar que intervenções são necessariamente ruins, o que tb não encontra respaldo em tudo visto que o Fed aumentou mt a base monetaria, que eh a parte que lhe cabe em política monetária, e nem assim gerou inflação."

    Claro, pois ele próprio criou outra intervenção para evitar os efeitos nefastos desta intervenção, impedindo que esse dinheiro vazasse para a economia. Explicado em detalhes aqui:

    www.mises.org.br/article/2213/ao-contrario-do-que-diz-a-imprensa-o-banco-central-americano-nao-tem-como-elevar-os-juros

    E por que então ele expandiu a base monetária se não queria que o dinheiro fosse para a economia? Para salvar seus amigos do setor bancário. Explicado em detalhes aqui:

    www.mises.org.br/article/1547/alguns-detalhes-pouco-conhecidos-da-crise-financeira-de-2008

    E você, pelo visto, defende todo esse corporativismo estatal.
  • Leandro  04/05/2020 02:42
    "À época de moedas privadas nos EUA acabou por volta do final do século XIX devido ao enorme número de crises bancárias que causavam"

    Narrativa falsa. Você pegou um fato ocorrido, mentiu sobre sua realidade, e o distorceu totalmente com o intuito de fazer propaganda ideológica.

    Houve uma prática bancária que vigorou por um período nos EUA antes da Guerra Civil. Tornou-se conhecida como "wildcat banking". Cada banco era livre para emitir dinheiro próprio. Só que havia, como sempre, uma peculiaridade que fez com que tudo desse errado: privilégios garantidos pelo estado. Obviamente, não deu certo, pois:

    a) Os governos estaduais não só permitiam como estimulavam que os bancos locais operassem -- criando dinheiro de papel, emprestando e cobrando juros -- sem jamais serem obrigados a restituir em espécie (ouro) quando fossem cobrados por isso. Ou seja, o governo garantia aos bancos o privilégio de operar sem ter de pagar suas obrigações. Eles podiam criar dinheiro e crédito à vontade, sem se preocuparem em restituir as cédulas em ouro quando fossem instados a isso. É claro que a coisa degringolou.

    b) Além desse protecionismo estatal, havia uma lei federal que proibia filiais bancárias interestaduais (essa lei durou até 1995). Isso, adicionado a um sistema de transporte ruim (estamos falando da primeira metade do século XIX), impedia que os bancos de um estado prontamente exigissem que outros bancos mais distantes restituíssem em ouro as cédulas que criaram e puseram para circular no mercado. Ou seja, o governo incentivava e protegia a fraude.

    Obviamente, o sistema entrou em colapso. Como bem prevê a teoria.

    Quem ignora (ou esconde) essa realidade, e se dedica apenas a contar uma parte da história, e de maneira totalmente enviesada, deixa explícito suas cores ideológicas.


    P.S.: eu mesmo nem mais sou entusiasta dessa prática de moedas privadas concorrenciais (absolutamente nada contra, e se alguém propusesse, eu seria inteiramente a favor, mas também não perco energia agitando para isso). Hoje, com a facilidade de acesso de você comprar ouro e moedas estrangeiras via fundos de investimento, não faz sentido ficar reclamando de desvalorização do real, e nem ficar implorando para o governo liberar o uso de moedas estrangeiras. Só fica no real quem quer. Quem é esperto compra outras moedas. Mas a sua narrativa do fato acima, por ser caluniosa, não poderia passar sem resposta.
  • Thiago  04/05/2020 15:07
    Mas isso que vc disse no fim do seu comentário sobre comprar moeda estrangeira, seria investimento, mas se a pessoa continua auferindo renda em reais ela também sera afetada pela desvalorização.

    Vejo isso como ilusão conseguir não ser prejudicado pela desvalorização da moeda morando aqui e auferindo renda na moeda daqui também.

    Correr atras de que o pais tenha uma moeda estável e forte nunca pode parar!
  • Felipe L.  04/05/2020 18:41
    Realmente Thiago. Acho até estranho o Leandro (se foi o Roque mesmo, o que não consigo saber) ter falado isso, principalmente para quem acompanhou os seus últimos podcasts. Sem contar que é burocracia pura. Ouro então, no mínimo R$ 1 mil e se for físico, mais risco de confisco por parte do governo. Eu sinceramente já cansei de ficar procurando. Eu tenho uma conta americana (porque morei nos EUA), mas só consigo acessar ela com um número de celular americano (os ricos que têm contas no exterior devem dar algum jeito). Posso comprar dólares e mandar para ela, mas não consegue acessá-la do Brasil, uma maravilha. Tanto é que se fosse fácil assim, nem teria sentido em defender que o governo precisa buscar uma moeda forte e estável.

    Se for assim, melhor comprar Bitcoin mesmo. Se de corretora continua tendo risco, mas pelo menos é menor, sem contar que é mais fácil. Depois compra e ponha numa carteira virtual ou física.
  • Leandro  04/05/2020 20:11
    "Acho até estranho o Leandro (se foi o Roque mesmo, o que não consigo saber) ter falado isso, principalmente para quem acompanhou os seus últimos podcasts."

    Você achou estranho eu recomendar a compra de ouro?!

    "Sem contar que é burocracia pura."

    Em menos de 5 minutos, sem sair de casa, totalmente de graça, e utilizando apenas um celular, você abre conta em uma corretora. A única "burocracia" que tem é você fazer uma selfie.

    Aberta a conta, você transfere dinheiro e compra ou o ouro físico ou um fundo de investimento atrelado à variação do ouro.

    Hoje mesmo comprei mais ouro. Não demorei mais do que 10 segundos na operação (gastei mais tempo digitando a senha do banco para fazer a Ted).

    Se você considera isso "burocracia pura", então eu realmente invejo seu padrão de vida.

    "Ouro então, no mínimo R$ 1 mil e se for físico, mais risco de confisco por parte do governo."

    R$ 500 de aporte inicial no fundo da XP, e apenas R$ 100 para aportes adicionais.

    De resto, se o governo chegar ao ponto de confiscar barras de ouro (que a ele não interessam em nada), então os títulos públicos já estarão na iminência de calote, e aí toda a economia já estará no escambo.

    "Eu sinceramente já cansei de ficar procurando."

    Fundo Órama Ouro ou Fundo XP Trend Ouro Dólar. Em menos de um minuto você encontra os dois. Sem nenhum cansaço.

    "Eu tenho uma conta americana (porque morei nos EUA), mas só consigo acessar ela com um número de celular americano (os ricos que têm contas no exterior devem dar algum jeito)."

    Isso sim é burocracia: lidar com transações internacionais feitas por bancões. Felizmente, nós brasileiros já não mais precisamos nos sujeitar a isso. Daqui mesmo, de nossas casas, podemos atrelar nossa renda ao dólar e ou ouro e poupar em dólar ou ouro. Mas, incompreensivelmente, tem gente aqui desdenhando dessa incrível solução do mercado.

    Aí realmente não há solução.

    "Posso comprar dólares e mandar para ela, mas não consegue acessá-la do Brasil, uma maravilha"

    E você ainda diz que investir num fundo em dólar ou em ouro é que é "burocracia pura"?

    "Tanto é que se fosse fácil assim, nem teria sentido em defender que o governo precisa buscar uma moeda forte e estável."

    Mas é realmente "fácil assim" abrir conta em corretora e se proteger em dólares e ouro.

    Agora, é óbvio que o ideal seria abolir o Banco Central e estabelecer um Currency Board lastreado em ouro ou em dólar. Ou então colocar o BC para perseguir um câmbio estável em relação a uma cesta de commodities. Isso seria extremamente benéfico para o país, e não apenas para alguns poucos indivíduos. É o objetivo a ser perseguido, sem dúvida nenhuma.

    Mas a pergunta é: isso irá acontecer algum dia? Pode até ser. Será no curto prazo? Com certeza não. O que fazer até lá? Eu opto por me proteger. Mas se tem gente que opta por ficar parada torcendo para que a luz atinja os políticos e eles finalmente passem a se importara com a moeda (sendo que todas as tendências indicam exatamente o contrário), nada posso fazer.

    A solução para a sua proteção individual e da sua família já está aí, disponibilizada pelo mercado. Recusar-se a utilizá-la e ficar no aguardo de burocratas decidirem "cuidar bem do real" não me parece ser muito sagaz.

    "Se for assim, melhor comprar Bitcoin mesmo."

    Nada contra, mas não é para mim. Completamente imprevisível. Ao contrário do ouro, não parece ter uma lógica. Não parece seguir eventos de mercado. Com suas flutuações selvagens, não consegue nem sequer ser reserva de valor.

    "Se de corretora continua tendo risco, mas pelo menos é menor, sem contar que é mais fácil. Depois compra e ponha numa carteira virtual ou física."

    Olha, sinceramente, dizer que comprar Bitcoin (abrir ordem de compra na exchange, transferir dinheiro e depois migrar com os bitcoins para uma carteira virtual) é "mais fácil" do que investir em um fundo de investimento (coisa que se faz em 10 segundos) é algo que me faz pensar que ou eu sou muito ignorante em Bitcoin (e ainda não descobri um truque para acelerar todo o procedimento) ou então você realmente nunca fez investimentos por meio de corretora.

    Em suma: sim, o ideal seria um arranjo monetário benéfico para todos os indivíduos do país. Esse deve ser o objetivo. Mas, enquanto ele não é implantado, já há alternativas que mitigam bastante a inexistência dele. E tais alternativas estão disponíveis para todos. Mas são pouquíssimos os que as utilizam. A minha sugestão é que você faça parte destes pouquíssimos. E não fique apenas implorando para que políticos finalmente se tornem iluminados.
  • Felipe L.  04/05/2020 22:22
    Leandro, por causa desse comentário:

    "P.S.: eu mesmo nem mais sou entusiasta dessa prática de moedas privadas concorrenciais (absolutamente nada contra, e se alguém propusesse, eu seria inteiramente a favor, mas também não perco energia agitando para isso). Hoje, com a facilidade de acesso de você comprar ouro e moedas estrangeiras via fundos de investimento, não faz sentido ficar reclamando de desvalorização do real, e nem ficar implorando para o governo liberar o uso de moedas estrangeiras. Só fica no real quem quer. Quem é esperto compra outras moedas. Mas a sua narrativa do fato acima, por ser caluniosa, não poderia passar sem resposta."

    Ou eu entendi errado ou ficou soando como se defender que o governo - já que é fato que não voltaremos ao padrão-ouro do século XIX - buscar uma moeda forte e estável tivesse perdido a importância.

    Este seu trecho de outra resposta sua me chamou a atenção:

    "De resto, radicalismo, isso sim, é defender monopólio estatal da moeda e moeda estatal de curso forçado. Radicalismo é obrigar os mais pobres (que raramente têm acesso a plataformas de investimento) a aceitarem apenas a moeda nacional, ao mesmo tempo em que os mais ricos, como nós, conseguem escapar dela tranquilamente. Radicalismo é defender a imutabilidade deste arranjo, como é o seu caso. "

    Mas então entrar para esses fundos de investimento é para ricos ou não? Porque eu não sou (não tenho R$ 500). Porque eu tenho medo é de entrar em alguma corretora, depois ficarem me cobrando por alguma coisa, já que sou leigo nisso e ainda não mexi com isso. Comprei Bitcoin em 2015, quando valia uma merreca e em 2017 eu fazia uma poupança com R$ 10, até que o valor mínimo aumentou, pois a criptomoeda se valorizou. E ainda hoje posso comprar em frações pequenas se eu quiser.

    "De resto, se o governo chegar ao ponto de confiscar barras de ouro (que a ele não interessam em nada), então os títulos públicos já estarão na iminência de calote, e aí toda a economia já estará no escambo. "

    Isso ocorreu no governo FDR ou estou errado?

    "Olha, sinceramente, dizer que comprar Bitcoin (abrir ordem de compra na exchange, transferir dinheiro e depois migrar com os bitcoins para uma carteira virtual) é "mais fácil" do que investir em um fundo de investimento (coisa que se faz em 10 segundos) é algo que me faz pensar que ou eu sou muito ignorante em Bitcoin (e ainda não descobri um truque para acelerar todo o procedimento) ou então você realmente nunca fez investimentos por meio de corretora. "

    Não, eu realmente nunca fiz. Deu o que fazer para eu ser convencido a ir atrás do Nubank, que por sinal eu gostei. Agora, se eu conseguir me convencer, eu vou atrás de dólares (que é o que queria mesmo, já que penso em sair do país quando houver oportunidade). E com dólares, qual o aporte mínimo? Se quiser fazer o saque, como faço? Troco isso por reais na corretora e assim eu transfiro para a minha conta-corrente? É como se fosse uma renda fixa, com alguma segurança? E se o site for hackeado?
  • Leandro  04/05/2020 23:59
    "Ou eu entendi errado ou ficou soando como se defender que o governo - já que é fato que não voltaremos ao padrão-ouro do século XIX - buscar uma moeda forte e estável tivesse perdido a importância."

    Aí eu vou repetir o que eu disse: é óbvio que esse é o ideal. Só que, em última instância, ele depende de políticos e burocratas para ser implantado. Você vai querer ficar nas mãos dessa gente? Vai querer ficar passivamente esperando que eles comecem a ter pena de você e finalmente passem a lhe fornecer uma moeda decente? Eu passo. E, ainda que isso venha a ocorrer (não prenda a respiração), até lá você ficou mais pobre e prejudicou sua família.

    A solução para a sua proteção individual e da sua família já está aí, disponibilizada pelo mercado. Seria o ideal que as pessoas não precisassem se dar ao trabalho de recorrer a isso, e que o estado, espontaneamente, ofertasse uma moeda sólida? Claro que sim. Vai acontecer? Não tão cedo. Você não poderá salvar todas as outras pessoas, mas poderá salvar a si próprio.

    Recusar-se a utilizar essa alternativa de mercado e ficar no aguardo de burocratas decidirem "cuidar bem do real" não me parece ser muito sagaz.

    "Mas então entrar para esses fundos de investimento é para ricos ou não?"

    O que eu falei é algo politicamente incorreto demais para ser aceito (até mesmo por libertários): infelizmente, pessoas pobres não têm muito acesso à informação. Qual pobre que você conhece que tem conta em corretora e que compra ouro (com R$ 500 iniciais e depois R$ 100 mensais)? Exato, nenhum.

    E o custo de ser abrir conta em corretora é zero. Nem é preciso sair de casa. Mas mesmo assim todos seguem poupando em reais.

    Esse foi o meu ponto.

    "Porque eu tenho medo é de entrar em alguma corretora, depois ficarem me cobrando por alguma coisa, já que sou leigo nisso e ainda não mexi com isso."

    Isso não acontece. Nenhuma corretora cobra nada de você. Você pode abrir conta e jamais utilizá-la. Não há cobrança. Estude o assunto. Vale a pena.

    "Comprei Bitcoin em 2015, quando valia uma merreca e em 2017 eu fazia uma poupança com R$ 10, até que o valor mínimo aumentou, pois a criptomoeda se valorizou. E ainda hoje posso comprar em frações pequenas se eu quiser."

    É isso que me surpreende. Quem sabe operar Bitcoin irá achar um pique-nique mexer com corretora. É inúmeras vezes mais fácil e mais transparente.

    "Isso ocorreu no governo FDR ou estou errado?"

    Ele desvalorizou o dólar em relação ao ouro (ou seja, deu um ganho de capital para quem tinha ouro), proibiu que os americanos portassem ouro e disse que o ouro em posse dos bancos passaria a ser do governo federal. Confisco? Sim, totalmente. Mas o ouro não foi "roubado" no sentido de a pessoa perder sua poupança. É como se os bitcoins em sua carteira fossem para o BC, mas você continuasse com a inteira propriedade deles.

    Condenável? Completamente. Mas não ocorreu isso que você deu a entender. Não foi um confisco à la Collor.

    Ademais, naquela época o ouro era a moeda. Logo, estava sujeito a essas ações governamentais. Hoje, o ouro é apenas um ativo como qualquer outro, transacionado como um ação. Confiscar ouro faz tanto sentido quanto confiscar ações da Magazine Luiza.

    "E com dólares, qual o aporte mínimo?"

    Varia de fundo para fundo. Se não me engano, a partir de R$ 100. (Eu nunca investi em fundo cambial; não vejo sentido comprar dólar se eu posso comprar ouro).

    "Se quiser fazer o saque, como faço?"

    Clique em "resgatar" e o valor equivalente em reais cai na sua conta.

    "Troco isso por reais na corretora e assim eu transfiro para a minha conta-corrente?"

    A corretora depositará reais em sua conta e você transfere para seu banco.

    "É como se fosse uma renda fixa, com alguma segurança? E se o site for hackeado?"

    Tire esta noite para estudar o assunto. Você não vai se arrepender.
  • Felipe L.  05/05/2020 00:58
    Qual material você recomendaria para eu ler? Algum canal, texto? Se eu aprender a mexer nesse troço, acho que vou até espalhar e ensinar a outras pessoas.

    Falando de politicamente incorreto, lembro que você falou algo de imigração aqui e você falou que era politicamente incorreto, ou estou errado? E por que seria?
  • Felipe L.  06/05/2020 00:01
    Bom, dando uma olhada rápida nessa página do site, e este trecho me chamou a atenção:

    "Com certeza os fundos cambiais são uma boa oportunidade de investimento. No entanto, é importante reforçar que, por ser um investimento de rentabilidade variável, oferece riscos.
    [...]
    Outro ponto negativo é o custo. Alguns fundos cambiais possuem uma taxa alta para administração ou performance, ainda que ofereçam possibilidades de aplicações de menor valor."


    Pensei em perguntar a eles próprios, mas achei esquisito eles já pedirem o meu CPF antes de eu responder alguma coisa (só se for alguma exigência da Secretaria da Receita Federal, não sei). Parece que pelo jeito um fundo cambial seria algo de grande risco? Maior que Bitcoin, será? Essa taxa de administração seria uma taxa que eu pago todo mês, enquanto eu mantenho esse dinheiro aplicado? A tributação pelo jeito é medonha (se é que dê para fazer o tax avoidance, o que não sei). De todo modo, vou continuar pesquisando.

    Só me imagine como um roceiro quando se trata dessas coisas. Demorou uns meses para eu ser convencido a comprar Bitcoin, só comprei depois de eu ter conversado bastante com o Dâniel Fraga.
  • Intruso  06/05/2020 00:37
    Fundo cambial é considerado de renda variável porque, duh!, o câmbio varia todo dia. Se você entrar hoje, o dólar pode ir tanto para 8 reais quanto para 2 reais. Se for para 2 reais, você perde dinheiro (terá menos do que aplicou). Isso é bastante óbvio, não?

    Esse é o "risco" do fundo: o valor varia diariamente. Não é aplicação de CDI, que sobre religiosamente todo dia.

    A taxa de administração é algo que absolutamente todo fundo cobra, mas o valor já é descontado automaticamente. Você não faz absolutamente nada.

    A tributação é de 15% sobre o lucro após dois anos.

    Agora, eis algumas humildes sugestões deste intruso:

    1) Não invista se não souber o que está fazendo.

    2) Se investir, vá para um fundo de ouro, e não de dólar. No caso da XP, como já disseram aqui, vá de "Trend Ouro Dólar", pois este é o único cuja cotação do ouro varia em reais, que é o que interessa.

    3) Coloque seu dinheiro ali para esquecer dele. Você está transformando sua riqueza em ouro; logo, não é pra ficar "girando" (aplicando e resgatando) esse capital. É para deixar ali por décadas. Investidores profissionais não se desfazem de seu ouro. Eles só compram.

    4) Suas despesas cotidianas devem ser quitadas com sua renda mensal em reais, e não com seus lucros em ouro. Você vai usar o seus ganhos em ouro apenas em última instância.

    5) Se você não se sentiu confortável com algum dos itens acima, então NÃO invista.
  • Felipe L.  06/05/2020 01:05
    Ah mas isso é fácil, de esquecer que existe. Já fiz isso com outras coisas. Eu pensei em dólar pois exige um aporte inicial menor (não tenho R$ 500). Essa ideia do ouro me parece promissora.
  • Mário Soares  10/05/2020 18:48
    Felipe L.

    Aproveite que ainda temos internet livre e procure canais sobre "INVESTIMENTOS no exterior" ou "investimentos em renda variável"

    Sem conhecimento vc será escravo da opinião alheia , será como um analfabeto administrando .

    Hoje é fácil aprender ,eu tenho conta em corretoras no Brasil (easynvest,XP,Clean e Itaú) umas estão paradas com alguns ativos ,vc precisa começar com pouco dinheiro mesmo para ir se familiarizando com o processo.

    Abri conta também em corretoras Americanas como a Drivewealth que agora migrou para Avenue (corretora fundada por brasileiros e que tem atendimento em Português e segue as mesmas regras das corretoras Americanas), atualmente abri conta na TDameritrade .

    É importante ter Patrimônio em moeda forte mas que esteja sendo remunerada TB e isso se faz comprando Stocks (Ações), REITs (correspondentes aos fundos imobiliários do Brasil) ou ETFs c Baixa taxa de administração.

    Procure se afastar de pessoas negativas,tvs , notícias e se dedique com o propósito firme que vc consegue aprender (eu aprendi há 4 anos e com poucas informações disponíveis),lembrar que governos de qualquer partido ,país ou época é seu inimigo pessoal por isso a preferência de Diversificar em um país que tem histórico de respeito à propriedade privada.
  • Imperion  06/05/2020 01:03
    Estuda bem os ativos, alguns variam muito , outros pouco. A rentabilidade pode variar forte ou fraca. E a taxação comer os lucros. Sempre faça analise, renda variável nao é garantia, mas é melhor arriscar do que ficar na rentabilidade negativa.
    Historicamente o real ta desvalorizando. Realmente foi bom negócio nos ultimos 24 anos comprar iene. O real perdeu uns 400 por centro do seu valor e somando-se a valorização do iene...
  • Leandro  04/05/2020 19:35
    "Mas isso que vc disse no fim do seu comentário sobre comprar moeda estrangeira, seria investimento, mas se a pessoa continua auferindo renda em reais ela também sera afetada pela desvalorização."

    Não é investimento, é proteção. É como comprar um seguro contra a desvalorização.

    Nada impede que você, tão logo receba seu salário, converta-o para ouro. Na plataforma da XP, no fundo Trend Ouro Dólar, com R$ 500 iniciais você já está no padrão-ouro. E com mais R$ 100 pode fazer aportes adicionais. Na Órama, o fundo Órama Ouro permite o mesmo, só que o aporte mínimo é de R$ 1.000.

    Se você acredita que o real irá continuar se desvalorizando, mas ao mesmo tempo rejeita essas proteções fornecidas pelo mercado, aí nada é possível de ser feito.

    "Vejo isso como ilusão conseguir não ser prejudicado pela desvalorização da moeda morando aqui e auferindo renda na moeda daqui também."

    Não entendi. Se você acredita que a moeda irá se desvalorizar, então, por definição, ter ouro irá protegê-lo dessa desvalorização.

    Vou repetir o óbvio: se você mora no Brasil, mas quer viver o mais perto possível de um regime de padrão-ouro, essa opção já existe e está ao seu alcance.

    A alternativa a isso é continuar no real e rezar/orar/torcer para que a político e os burocratas que controlam o real mudem de postura a passem a valorizá-lo. Respeito, mas francamente não acho essa uma postura inteligente.

    "Correr atras de que o pais tenha uma moeda estável e forte nunca pode parar!"

    É óbvio que esse é o ideal. Só que, em última instância, ele depende de políticos e burocratas. E ficar implorando para que políticos façam isso não é muito inteligente. Até lá, você ficou mais pobre e prejudicou sua família.

    Ademais, na melhor da hipóteses, caso esse ideal realmente seja alcançado (implantação do padrão-ouro), você, por já estar nela, já estará na frente de todos os outros.

    Quem comprou ouro desde que este site surgiu (em março de 2008) já teve 490% de ganho.
  • Peter  04/05/2020 16:12
    Leandro,
    Suas colocações tem uma serie de furos, os quais exponho aqui, dissecando-os:
    "Os governos estaduais não só permitiam como estimulavam que os bancos locais operassem -- criando dinheiro de papel, emprestando e cobrando juros -- sem jamais serem obrigados a restituir em espécie (ouro) quando fossem cobrados por isso

    Muito bem! Vc acaba de afirmar que é importante que o governo force os players do mercado a atuar de maneira correta.
    Do contrário, pq não os bancos que não restituissem suas obrigações em ouro definhariam, quebrando com a fuga de investidores em contraposição aos bancos que, por seu livre arbitrio, restituisse a todos, criando uma boa reputação e ganhando todos os clientes?
    Está clamando pela mão pesada do Estado criando obrigações aos agentes?

    "(A tal lei)impedia que os bancos de um estado prontamente exigissem que outros bancos mais distantes restituíssem em ouro as cédulas que criaram e puseram para circular no mercado. Ou seja, o governo incentivava e protegia a fraude"

    Novamente, cabe a pergunta: por que os agentes não fugiam desses bancos que se valiam dessa lei e corriam pros que cumprissem qualquer pedido de restituição?

    Obviamente, o sistema entrou em colapso. Como bem prevê a teoria

    Que teoria? Que prevê o que? Seja mais direto por favor!
    Além do mais, vc mesmo diz que a lei durou até 1995. Me parece um tanto quanto ilógico, ainda que isso seja apenas um detalhe

    PS: Entendo sua posição de nao ser mais entusiasta de moeda privada. Já pude perceber que vc necessita andar numa linha tênue entre o bom senso e alguns radicais
  • Leandro  04/05/2020 17:19
    "Suas colocações tem uma serie de furos, os quais exponho aqui, dissecando-os:"

    Mal consigo segurar a ansiedade.

    "Vc acaba de afirmar que é importante que o governo force os players do mercado a atuar de maneira correta."

    Eu acabei de dizer exatamente o oposto. Eu disse que o estado estava indevidamente protegendo agentes privados. Ele não apenas dando-lhes guarida para praticar atividades fraudulentas, como ainda os estava estimulando a fazer exatamente isso.

    O estado, para utilizar o seu linguajar, estava protegendo e incentivando players de mercado a atuarem de maneira fraudulenta e corrupta, garantindo-lhes proteção.

    Corporativismo anti-mercado em sua forma mais explícita.

    Que você tenha entendido que esta minha crítica a este papel ativo e corrupto do estado tenha sido um clamor para um ativismo estatal é algo que me escapa completamente.

    Resta evidente que você tem problemas com a lógica básica.

    "Do contrário, pq não os bancos que não restituissem suas obrigações em ouro definhariam, quebrando com a fuga de investidores em contraposição aos bancos que, por seu livre arbitrio, restituisse a todos, criando uma boa reputação e ganhando todos os clientes?"

    Ininteligível.

    "Está clamando pela mão pesada do Estado criando obrigações aos agentes?"

    Como disse, estou exatamente criticando a mão do estado na proteção de — e no incentivo a — atividades fraudulentas. E demonstrando que quando o estado protege e incentiva atividades fraudulentas, é impossível que tal arranjo se perpetue. Ele dura, mas não para sempre. E quando a correção vem via mercado, ela é dolorosa.

    Teoria austríaca na prática. Mas, obviamente, é necessária uma certa inteligência para entender. Acima de tudo, o pré-requisito mínimo é saber ler.

    "Novamente, cabe a pergunta: por que os agentes não fugiam desses bancos que se valiam dessa lei e corriam pros que cumprissem qualquer pedido de restituição?"

    Exatamente pelos motivos explicados (e convenientemente ignorado) por você:

    a) não havia sistema de transportes à época. Ou o John Doe colocava o dinheiro dele naquele banco perto de sua residência, ou ele não o depositava em local nenhum. Ele não iria pegar uma carruagem e transportar seu ouro para um banco a centenas de quilômetros de distância, de modo a ter de fazer essa mesma viagem sempre que fosse "sacar dinheiro".

    b) Não havia transações eletrônicas — uma obviedade que eu, constrangidamente, sou obrigado a evidenciar.

    c) Não havia branch banking, o que nos retorna ao item a).

    d) nenhum cidadão da época era obrigado a ter conhecimentos avançados de economia e teoria bancária. Apenas indivíduos com avançado conhecimento dessa area poderiam se arriscar a incorrer no item a).

    Não pense que o mundo dos anos 1800 era idêntico ao de hoje, em que você troca de banco pela internet, sem sair de casa. É exatamente isso que você está involuntariamente afirmando ao dizer que correntistas deveriam ter tido a sapiência de fugir destes bancos (os quais, ademais, operavam sob a proteção do estado, algo que inevitavelmente era visto como chancela).

    "Que teoria? Que prevê o que? Seja mais direto por favor!"

    Explicada acima. mas, obviamente, é necessário um mínimo de capacidade interpretativa, algo que explicitamente não é o seu caso.

    "Além do mais, vc mesmo diz que a lei durou até 1995. Me parece um tanto quanto ilógico, ainda que isso seja apenas um detalhe"

    O que durou até 1995 foi a proibição a filiais interestaduais — e em um cenário em que os itens a e b citados acima já haviam sido totalmente resolvidos, de modo que tal lei já era inócua; por isso foi abolida.

    Sim, era totalmente ilógico manter esta lei em um cenário em que ela já era totalmente inócua. Por isso foi abolida.

    Já a prática do wildcat banking, felizmente, foi abolida ainda no século XIX.

    Ao citar um evento achando que com isso está refutando outra coisa nada a ver, você mostra que seu cérebro nitidamente não funciona bem …

    "Entendo sua posição de nao ser mais entusiasta de moeda privada. Já pude perceber que vc necessita andar numa linha tênue entre o bom senso e alguns radicais"

    Embora eu tenha deixado explícito que sou inteiramente a favor da prática (moedas concorrenciais), disse apenas que, com a crescente oferta de alternativas viáveis (graças ao mercado), não mais é necessário agitar em prol disso.

    De resto, radicalismo, isso sim, é defender monopólio estatal da moeda e moeda estatal de curso forçado. Radicalismo é obrigar os mais pobres (que raramente têm acesso a plataformas de investimento) a aceitarem apenas a moeda nacional, ao mesmo tempo em que os mais ricos, como nós, conseguem escapar dela tranquilamente. Radicalismo é defender a imutabilidade deste arranjo, como é o seu caso.

    Saudações.
  • Helio Delago  03/05/2020 12:37
    Uma dúvida: por que os + ricos tbm não seriam prejudicados nessa eventual politica de impressão de dinheiro?
    Melhor que taxar fortunas, na visão dos politicos, seria imprimir grana que serviria como imposto em última instância.
  • Aluno  03/05/2020 13:33
    Pessoal, sempre li aqui no IMB que um cenário de deflação pode ser benéfico para e economia, ao contrário do que a economia mainstream pensa.

    Entretanto, vi um economista dizendo que o melhor seria um cenário neutro, sem inflação nem deflação. Para ele, deflação não é saudável pois desestimula a produção , uma vez que os empreendedores perceberão que estarão produzindo seus produtos para vendê-los por um valor mais baixo no final do processo.

    Como vocês enxergam?
  • Caio  03/05/2020 21:55
    Inflação zero já seria excelente, só que nem isso a imprensa e os "acadêmicos" aceitam.

    Quanto à deflação desestimular a produção, então ele tem urgentemente de explicar a indústria de eletrônicos, que só trabalham com deflação desde que surgiram.

    www.mises.org.br/article/2717/as-bencaos-de-uma-deflacao-de-precos
  • Felipe L.  03/05/2020 23:11
    Ridículo isso. Eu briguei um tempinho atrás com uma página de liberais porque eles estavam falando da deflação de preços como se fosse algo ruim.

    O cara já está desempregado ou até perdeu renda no seu emprego, e ainda eu tenho que ler gente achando benéfico que ele se depare com combustíveis no posto aumentando cada vez mais de preço. Mas assim, a mídia tradicional em geral vê com algum nojo uma moeda forte, assim como deflação de preços. O motivo? Eu não sei.
  • Imperion  03/05/2020 22:51
    A deflacao apenas faz os lucros serem menores. Isso tb é e resultado da concorrencia. Empreendedor bom investe naquilo que esta custando mais caro, pois o preço maior indica que aquilo é demando pelos consumidores.
    A deflacao tb faz com que as materias primas custem menos, o que faz com que os custos do emprendedor sejam menores, então a perda do lucro é miticada.

    Entao a deflacao é benefica para os consumidores e para os emprendedores que realmente sao emprendedores.
  • Matheus S.  03/05/2020 22:45
    Alguém já leu os planos econômicos de Sanders e Warren?

    Essas duas pessoas são totalmente loucas. Seria a destruição econômica dos EUA se, esses planos fossem aprovados.

    www.investopedia.com/elizabeth-warren-s-economic-plan-explained-4706529

    www.investopedia.com/articles/investing/110915/review-bernie-sanders-economic-policies.asp
  • Imperion  05/05/2020 15:33
    Warren é doido. Quer intervir, diminuir empresas privadas, baixar precos, aumentar gastos do governo. Quer acabar com disparidade salarial, sendo que ela vem da produtividade das pessoas.
  • Felipe L.  06/05/2020 01:02
    Isso é uma prova viva de que um investidor não necessariamente sabe Economia.
  • Lucas  04/05/2020 16:27
    Galera, não é assunto do tópico isso aqui, mas tem gente aqui nos comentários que é autodidata em Economia. Como vocês chegaram nesse nível ? Como estudaram ?
  • Felipe L.  04/05/2020 18:47
    Lucas, eu estudei e estudo pelos artigos daqui, além de discutir com as pessoas de cá, ler livros e inclusive ler artigos em Inglês, principalmente do Mises Institute. Mas eu não aceitaria que alguém me chamasse de economista. Eu ainda sei pouca coisa.
  • Drink Coke  04/05/2020 20:40
    Não sou o perito da página, mas vou compartilhar o que acho:

    Procure ler direto os principais autores liberais, entenda seu pensamento e como eles chegaram as conclusões.

    Não se prenda a um autor e nem a uma escola , mesmo considerando a superioridade dos austriacos, agrega ao seu conhecimento ler outros pensadores liberais.

    Se tiver tempo, leia os críticos, mas faça isso quando tiver bagagem teórica, pois caso contrário ficará confuso.

    Alguns autores liberais que recomendo ler: Mises, Bastiat, Hayek, Friedman, Schumpeter, Rothbard e Hoppe.

    Por fim, não se prenda a teoria também, procure dados e fatos, principalmente quando for argumentar. Para isso leia muitos artigos, livros e conheça as principais fontes de indicadores economicos (tradinging economic, Doing Bussiness, Open Market Index e etc..), mas lembre-se, dados podem confundir e correlações podem ser espúrias, só uma boa teoria esclarece os dados, portanto teoria é a base.
  • Lucas  04/05/2020 23:49
    Entendi, obrigado pela resposta.

    Você pega seu conhecimento apenas no Instituto Mises ? Tanto o BR quanto o Americano.

    Ou você estuda por outros sites também ? Tirando claro Doing Business e afins como você falou que já faz.

    Existe um site chamado Marginal Revolution University. O que vocês acham deste ?
  • Drink Coke  05/05/2020 16:38
    O conhecimento eu pego mais por livros, eis a minha lista favorita.

    A maioria você acha de graça na internet.

    Livros básicos de economia liberal : 6 lições, Lucros e Perdas (mises), Liberalismo (Mises) O que se vê e o que não se vê (bastiat), A lei, Caminho da servidão , Livre para escolher, anatomia do estado

    Livros mais avançados: A ação humana, Teoria e historia, Erros fatais do socialismo, capitalismo e liberdade (Friedman) , Capitalismo, socialismo e democracia (Schumpeter), Democracia o deus que falhou, etica e liberdade (rothbard)

    Outros livros, nem todos com viés liberal, mas muito bons: Os magnatas, civilização (nial ferguson), Saga brasileira (mirian leitão), Asia Rising (Jim Rohwer), A tragedia do Euro, Factfullness e cisne negro.

    Agora para me atualizar eu leio vários sites, entre eles o Mises, infomoney, g1.
  • Imperion  05/05/2020 03:23
    Comece por temas introdutórios, como introdução a economia. E assim que vc pega os temas basicos. Depois vc passa para os tecnicos. Vc tendo entendido is básicos, e facil evoluir para os tecnicos.
    Muitos artigos aqui sao introdutórios. Facilitam vc entender o basico da teoria austriaca.
    É assim que voce evolui no estudo autodidata.
  • MMTista  04/05/2020 22:10
    Como vocês explicam? Nunca se imprimiu tanto dinheiro nos EUA, a inflação por lá está no nível mais baixo de décadas; aliás grande preocupação do FED. Acreditar que impressão monetária gera necessariamente inflação significa ignorar os canais de crédito, confiança, demanda por liquidez e demanda por ativos. No caso americano a liquidez criada está levando a bolhas de ativos ou entesouramento de liquidez; ou seja, pouca ativação do sistema econômico.
  • Guilherme  04/05/2020 23:06
    "Nunca se imprimiu tanto dinheiro nos EUA, a inflação por lá está no nível mais baixo de décadas"

    Eis a evolução da oferta monetária nos EUA desde o ano 1995.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-money-supply-m2.png?s=unitedstamonsupm2&v=202004181003V20191105&d1=19950104&d2=20200504

    O ritmo se mantém absolutamente o mesmo. Aliás, se for pra ser exigente, dá até pra perceber que o ritmo da expansão caiu após 2008.

    A oferta monetária aumentou 4 vezes em um período de 25 anos. Faça a conta e você verá que isso dá a média 5,7% ao ano. Por que deveria ter havido explosão inflacionária?

    Sua pergunta está respondida.

    Agora, eis a Argentina. Mesmo indicador, mesmo período.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/argentina-money-supply-m2.png?s=argentinamonsupm2&v=202002221001V20191105&d1=19950511

    Feito isso, agora é minha vez: gentileza apontar exatamente em que ponto do primeiro gráfico é possível visualizar a sua afirmação de que "nunca se imprimiu tanto dinheiro nos EUA".


    Grande abraço!
  • Vinicius  07/05/2020 19:45
    Leandro, especula-se que o Sr Paulo Guedes está baixando os juros e forçando a subida do câmbio, para mais na frente, pagar as dividas do governo que estão em dólares

    Caso esse seja o objetivo, haveria uma volta na apreciação do cambio, nos dia que ocorrerem esses leilões de dólares?(menor divida publica, e dólares sendo leiloados por um preço menor)

    Ou uma menor reserva de dólares assustaria investidores estrangeiros?

    Isso faz algum sentido?

    Serei grato se puder comentar

    Obrigado e parabéns pelo grande trabalho

  • Trader  07/05/2020 20:23
    "especula-se que o Sr Paulo Guedes está baixando os juros e forçando a subida do câmbio, para mais na frente, pagar as dividas do governo que estão em dólares"

    Isso não faz sentido nenhum. Pra começar, a dívida do governo em dólares é baixa. Em segundo lugar, encarecer o dólar pra pagar dívida em dólar é receita garantida para a quebradeira.

    O que já foi especulado é que o Banco Central venderia parte de suas reservas em dólares para abater a dívida. Só que isso não faz sentido nenhum.

    Explicado em detalhes neste comentário aqui:

    www.mises.org.br/article/3223/aviso-ao-ciro-guedes-uma-moeda-desvalorizada-e-um-ataque-direto-ao-padrao-de-vida-da-populacao#ac248504

    "Caso esse seja o objetivo, haveria uma volta na apreciação do cambio, nos dia que ocorrerem esses leilões de dólares?(menor divida publica, e dólares sendo leiloados por um preço menor)"

    Só temporariamente. No longo prazo, impossível haver apreciação com Selic indo a 2,75% (mesma taxa de juros dos EUA no ano passado!) em um país sem grau de investimento.

    Para apreciar câmbio no longo prazo, só juros.

    "Ou uma menor reserva de dólares assustaria investidores estrangeiros?"

    Tem isso também. BC queimando reservas pra enxugar gelo não ajudaria em absolutamente nada na confiança dos investidores.

    De novo: para apreciar câmbio no longo prazo, só juros. Show me the money, estão dizendo os gringos.
  • Vitor  07/05/2020 21:34
    Se as reformas de Guedes forem aprovadas (tributaria, administrativa, privatizações etc), haveria uma queda do dólar no curto prazo, mesmo com a selic baixa?
  • Felipe L.  14/06/2020 04:19
    É possível que sim.
  • Gabriel  09/06/2020 00:08
    Fico me perguntando: quando será que o latino-americanos vão aprender? Ao que parece, nunca.

    Alberto Fernández interviene Vicentin y buscará expropiarla

    Estes países, incluso o Brasil, adoram repetir erros do passado em um círculo vicioso.


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