Nota do Editor:
As décadas de “terraplanismo” monetário na Argentina já cobraram dos hermanos seguidos anos de crises econômicas e financeiras e de alta inflação de preços. Hoje, os preços voltam a acelerar, e não há trégua à vista. Segundo dados do INDEC (Instituto Nacional de Estadística y Censos), o índice de preços ao consumidor, no acumulado em 12 meses, chegou a 114,2% em maio de 2023. Para se ter uma referência, em junho passado, a inflação acumulada em 12 meses estava em 64%. Já estava alta, é verdade, mas a aceleração da taxa nos últimos meses impressiona.
Mas o que explica a alta inflação dos hermanos? Teoria econômica equivocada e péssimas políticas monetárias. Em especial, a Argentina tem seguido à risca a chamada Teoria Monetária Moderna (TMM) – ainda que sem saber, já que a teoria, na sua versão mais recente, ganhou fama há poucos anos.
Em poucas palavras, a TMM parte de uma interpretação errada do conceito de moeda, o que a leva a promover políticas inconsequentes. Os defensores da TMM acreditam que, enquanto houver “recursos ociosos”, podem imprimir o quanto de dinheiro for necessário, e que essa impressão de moeda não terá consequências sobre os preços. Além disso, eles não se importam com as inúmeras objeções teóricas levantadas por economistas de diferentes vertentes nem com os abundantes casos práticos em que a TMM deu errado – a Argentina é um exemplo. Os defensores da TMM são como “terraplanistas” monetários.
Confira o artigo.
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No mundo desenvolvido, é cada vez maior o apelo sedutor exercido pela Teoria Monetária Moderna (TMM).
Nos EUA, a ala mais à esquerda do Partido Democrata, capitaneada pela deputada Alexandria Ocasio-Cortez (que é declaradamente socialista), passou a defendê-la vigorosamente. Websites progressistas como o Huffington Post estão na linha de frente da batalha. Na Europa, a teoria vai ganhando tração nas universidades.
A teoria, no entanto, é bastante confusa, pois nem mesmo seus defensores são capazes de resumi-la de maneira homogênea e coerente. Eles utilizam termos convencionais de maneiras nada convencionais, o que apenas cria ainda mais confusão. Para piorar, o que exatamente seria a TMM é algo que vai mudando continuamente ao longo do tempo, o que apenas adiciona frustração à confusão.
Ainda assim, é possível apontar qual seria o cerne da TMM.
1) A teoria afirma que nenhum governo que emite a própria moeda pode se tornar insolvente.
Consequentemente, não é problema o governo continuamente gastar mais do que arrecada — o que faz sua dívida aumentar continuamente –, pois o governo sempre pode “imprimir dinheiro” (ou, em termos técnicos, monetizar seus déficits) para bancar seus gastos crescentes.
2) A teoria monetária padrão afirma que tal política inflacionária causa aumento de preços. Já a TMM afirma que não, pois há “recursos ociosos”.
3) Mesmo nas situações em que os defensores da TMM admitem que a impressão de dinheiro poderia gerar aumento de preços — por exemplo, quando a economia está em pleno emprego –, a solução apresentada para impedir este aumento de preços é aumentar impostos.
4) Para a TMM, impostos servem não para o governo arrecadar dinheiro para bancar seus gastos — a impressora de dinheiro é que faz isso –, mas sim para enxugar dinheiro da economia e, com isso, arrefecer a demanda e evitar uma subida nos preços.
Em suma: de acordo com a TMM, o governo deve imprimir dinheiro para bancar seus gastos e, caso isso pressione os preços para cima, ele deve retirar dinheiro do setor privado por meio de maiores impostos. Tal medida — afirmam os defensores da teoria — manteria os juros continuamente baixos, a dívida pública estaria para sempre sob controle, a economia cresceria continuamente, e não haveria inflação de preços.
Quem poderia ser contra?
Obviamente, como disse o economista Robert Murphy em artigo demolidor sobre a TMM: “De um lado, o governo imprime dinheiro e, consequentemente, obtém todos os bens, serviços e mão-de-obra que deseja; de outro, ele aumenta impostos para retirar esse mesmo dinheiro da economia, asfixiando ainda mais o setor privado e retirando seu poder de compra. A TMM, portanto, é um esquema vicioso inventado para que o governo sempre possa ganhar e para que setor privado sempre saia perdendo.”
Com efeito, uma observação realista sobre como funciona a política permite a conclusão de que recorrer a aumento de impostos não irá resolver a inflação de preços, pois o governo continuará incorrendo em déficits orçamentários para bancar seus gastos crescentes. E estes déficits, obviamente, serão financiados com impressão de dinheiro.
Consequentemente, sob a TMM, o setor privado irá encolher progressivamente em relação ao setor estatal, pois tanto a inflação monetária quanto o subsequente aumento de impostos para contrabalançar o aumento de preços causado por esta inflação monetária irão retirar recursos do setor privado e direcioná-los para o estado.
A experiência argentina
Mas vamos à prática.
Podem os governos incorrer em amplos déficits fiscais financiados pela impressão de dinheiro sem gerar significativa inflação de preços?
A experiência argentina coloca em xeque esta ideia.
Como mostrado na figura abaixo, a Argentina vem apresentando um crônico déficit fiscal durante os últimos 50 anos (com a exceção de alguns anos após a crise de 2001). A área vermelha mostra déficit fiscal consolidado (todos os níveis de governo) como porcentagem do PIB nominal. A linha azul (começando em 1993, pois não há dados anteriores) mostre apenas o déficit fiscal do governo federal, também como fatia do PIB nominal.
Quem está familiarizado como a história da Argentina sabe que todos estes déficits se degeneraram em numerosos problemas, como hiperinflação, calotes e crises cambiais.
Vale ressaltar que todos os déficits acima — com a exceção dos da década de 1990, quando o país vivia sob um Currency Board heterodoxo — foram financiados com a criação de dinheiro pelo Banco Central argentino.
Quais foram alguns dos efeitos desta política de déficits fiscais constantes?
Houve ao menos quatro episódios de calote da dívida (os pontos amarelos no gráfico). Uma grave crise, conhecida como “Rodrigazo“– quando o dólar encareceu 160% em um só dia, em decorrência exatamente da expansão monetária –, contribuiu para o ambiente social que culminou com imposição de uma ditadura militar que governou o país entre 1976 e 1983.
Com a exceção da década de 1990, quando o país tinha um pseudo-currency board (e, consequentemente, havia restrições sobre sua capacidade de imprimir dinheiro), a Argentina vivenciou taxas de inflação extremamente altas durante todo o tempo. Como os gráficos têm que ser quebrados para dar conta da inflação exponencial, confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
Para culminar, a Argentina vivenciou uma hiperinflação (quando os preços sobem mais de 80% ao mês) no final da década de 1980 e início da década de 1990 (quando a inflação de preços chegou a módicos 20 mil por cento) e uma grande depressão em 2001. E, desde 2011, o país vivencia uma estagflação.
Sem nenhuma surpresa, a taxa de pobreza (as quais os déficits fiscais supostamente devem reduzir) não apenas permaneceu alta, como só fez crescer (tendo caído fortemente em meados da década de 1990, após a implantação do pseudo-currency board).
É difícil imaginar como um defensor da TMM explicaria favoravelmente a experiência da Argentina. O país sempre teve liberdade para emitir sua própria moeda (com a exceção de um curto período na década de 1990) e para emitir dívida em sua própria moeda.
No entanto, e de novo, qualquer indivíduo minimamente familiarizado com o funcionamento da política sabe que um país cujos políticos têm liberdade para monetizar os déficits do governo não poderá continuar emitindo dívida por muito tempo, pois ninguém irá querer comprar um título que será saldado, no futuro, com uma moeda sem valor nenhum. (Para outro exemplo prático, vide a Venezuela).
Em outras palavras, é difícil imaginar que um país seja capaz de emitir dívida em sua própria moeda por muito tempo se ele estiver incorrendo em déficits financiados pela impressão de dinheiro, como defendem os proponentes da TMM.
Sempre que apresentados a este argumento, os seguidores da TMM rebatem dizendo que, se a inflação começar a ficar fora de controle, o governo deve aplicar contra-medidas. Na prática, a TMM diz que ele deve aumentar impostos.
Meu lado cínico diria que isso já foi feito e fracassou miseravelmente: a Argentina possui hoje a maior carga tributária entre as 138 maiores economias do mundo. Ao mesmo tempo, a inflação de preços segue batendo recordes (50% no acumulado de 12 meses).
Ou seja, o aumento dos impostos (que já estão em nível de recorde mundial) nada fez para conter a inflação de preços causada pela forte expansão monetária (a qual ocorre majoritariamente para financiar os déficits do governo).
Mas tal refutação prática ainda é o de menos. Ao sugerirem que os governos poderiam simplesmente adotar contra-medidas quando a inflação de preços acelerar, os proponentes da TMM demonstram ignorar completamente a questão dos incentivos econômicos e políticos: não há nada que obrigue os políticos a fazerem isso. Há apenas a esperança e o desejo de que irão fazer, mas nenhuma medida prática que os obrigue a tal. (E, mesmo que realmente fizessem, nada indica que tal medida seria efetiva).
Sendo assim, os proponentes da TMM confundem o possível com o provável; o desejo utópico com o mundo real.
Conclusão
A experiência prática argentina — houve criação de dinheiro para financiar déficit em conjunto com um grande aumento de impostos — nos fornece motivos para duvidar da relevância prática da Teoria Monetária Moderna.
Assim como os proponentes da TMM, os políticos argentinos sempre acreditaram que os déficits não importam, e que, consequentemente, as restrições orçamentárias não são realmente restritivas.
No final, ao subestimarem os custos dos déficits orçamentários e as consequências da monetização destes déficits, os proponentes da TMM permitem que políticos — mesmo aqueles eventualmente portadores das “mais nobres intenções” — implantem medidas que irão, no final, reduzir o padrão de vida dos mais pobres da sociedade.
Quem viveu sob o governo Sarney nem precisa de explicações teóricas para entender como essa tal TMM não só é uma palhaçada de péssimo gosto, como também é uma arma de destruição em massa.
A TMM prega que o Estado deve imprimir mais dinheiro e em contrapartida aumentar os impostos. Mas quais impostos serão aumentados? Eles parecem partir do princípio que o dinheiro é distribuído igualmente entre a população e que os impostos também são pagos de forma igual, sem gerar qualquer desequilíbrio. Isso só pode ser piada.
Ótimo artigo! É desses que eu gosto: os que misturam empiria com teoria, e se debruçam sobre resultados empíricos para ver se eles refutam ou confirmam teorias da moda.
Pra entender a Teoria Monetária Moderna você tem que entender o que é o DINHEIRO.
Mas deixe-me dar uma breve parábola sobre dinheiro….
Um turista dirige em uma pequena cidade a sua Ferrari e pára em uma pousada. Ele coloca uma nota de cem reais no balcão e diz para o dono da pousada: "Eu quero um quarto para essa noite, mas tenho que inspecionar primeiro para ver se ele atende aos meus padrões".
"Claro", diz o dono da pousada, e dá-lhe uma chave, "está no quarto andar; vá dar uma olhada."
O turista sobe as escadas. Enquanto isso, o dono da estalagem pega a nota de 100 reais e sai correndo para entregá-la a Matheus, um dono de mercearia a quem ele deve, para liberar sua conta antes travada. Matheus imediatamente leva a nota para Jacó, o fazendeiro que fornece suas provisões para a cozinha da pensão. Jacó leva o dinheiro para o mecânico Max, para pagar o conserto do trator. Max leva o dinheiro para Mariana, uma prostituta com quem ele faz alguns negócios. Mariana leva o dinheiro ao dono da pousada e a coloca no balcão para pagar pra ele…Naquele momento, o turista desce as escadas e diz: "Desculpe, este quarto não está do meu gosto", pega a nota de 100 reais e vai embora. Se você entende o que aconteceu, você entende o dinheiro.
Não sei por que perdem tempo com isso. Taí uma "teoria" que já nasceu morta. Quando até Paul Krugman vem a público dizer que a TMM concede poderes excessivos ao estado e subestima alguns riscos em relação aos gastos do governo, então a coisa já era.
Se até Krugman alerta que uma filosofia econômica subestima os perigos dos gastos governamentais, então não há nenhuma chance disso prosperar no mundo real. Ficará mesmo só na Venezuela e na Argentina.
Para complementar o artigo descrevo a crise social na Argentina decorrente de tamanha irresponsabilidade econômica:
-Os pedintes nos transportes e os artistas de rua são tantos que é impossível andar ignorando-os sem se sentir o Tio Patinhas;
-As placas de “aluga-se” e “vende-se” se proliferam nas ruas de comercio mais agitadas, após o anoitecer é possível ver os comerciantes que faliram tentando vender o que lhes resta de mercadoria em frente ao seu antigo comercio fechado;
-Os pequenos comércios de frutas dos bairros mais abastados costumavam vender muitas frutas “exóticas” como mamão, pitaya e acerola para clientes exclusivos, agora são quase impossíveis de encontrar, quando têm é apenas 1 mamão ou 2 pitayas ou 1 bandeja de acerola para um único cliente que as encomendou;
-As costumazes livrarias de B.A. agora já não podem mais viver de vender livros, vender pequenos snacks e doces para que seus possam gastar alguma coisa enquanto leem de graça;
-Os restaurantes mais humildes atendem os clientes com luz apagada;
-Famílias que até início de 2018 pertenciam a classe média agora estão sem condições para pagarem o gás, e com o inverno se aproximando os pais de família começam a pensar besteira para encontrar meios de aquecerem seus filhos;
-Os comerciantes tentam trocar peso por dólares logo pela manhã, ultimamente a procura tem sido tão intensa que os cambistas não podem atendê-los.
-Há um tarifazzo desordenado, um kiosko típico, pequeno comércio 24h com meia dúzia de lampadas e 1 geladeira pequena paga em media uma conta de luz equivalente a US$500, em meu monoambiente em zona nobre a conta atingiu equivalente a US$300 numa tentativa desesperada do governo arrancar os dólares da camada abastada.
Como explicar o superávit fiscal ocorrido entre 2002 e 2008? Um fato interessante é que perto de 2004, o governo reduziu drasticamente a dívida em relação ao PIB. E os gastos com relação ao PIB, entretanto, aumentaram no período. O que ocasionou o superávit e a redução da dívida?
Meu Deus do céu, os economistas da UNICAMP chegaram aos Estados Unidos!
Deve ter sido resultado da contribuição do Ciro Gomes para Harvard hehe
Interessante o artigo, seria bom importante acrescentar a criação do Banco Central e Popular da Argentina com o surgimento do Perón, fatos que coincidem com o início da decadência da Argentina.
Um dos meus artigos favoritos ultimamente, extremamente esclarecedor e com muitos dados para confirmar tudo.
Leandro, perdão caso já tenha explicado isso anteriormente, mas eu nunca consegui realmente entender.
Na TACE, a entrada de dinheiro para que ocorra é por empréstimos. Porém outros tipos de entrada de dinheiro não poderiam acontecer também o ciclo econômico já que haveria mais dinheiro no mercado (exceto com as reservas que não entram no mercado, como as que o FED obrigam que os bancos tenham, por exemplo) e isso diminuiria a taxa de juros gerando um ciclo?
Muito obrigado e caso está dúvida já esteja no site não é preciso me responder.
Uma outra furada dessa teoria é achar que o governo não vai aumentar gastos quando aumentar impostos pra evitar esse aumento de demanda. Simplesmente qualquer perspectiva de aumento de receitas de impostos vai fazer os políticos salivarem e aumentar os gastos.
Essa ideia de utilizar a emissão de moeda (vulga “impressora”) para financiar os gastos do governo foi a causa da hiperinflação do Brasil nos anos 80-90, não? Será que esses nouveaux-economistas não são capazes de fazer estudos de caso sobre as próprias teses?
No final, se essas ideias forem aplicadas, o taxpayer americano vai acabar precisando de um Plano Real, transformando-se assim no Brasil que fala Inglês.
Off-topic
O que os senhores acham da proposta de tributação de dividendos?
Acredito que este assunto merece um artigo do instituto, para ir além do que se ver.
Um pouco OFF-TOPIC
Dentro de uma universidade, em uma aula magna chamada "Mestrados em Educação e Políticas Sociais e Dinâmicas Regionais" em SC, o palestrante defende com unhas e dentes mais impostos para sustentar serviços básicos, principalmente para a educação, baseado em uma pesquisa com muitos gráficos comparativos de épocas diferentes do Brasil e também comparando com o exterior, onde avaliava que países europeus têm mais gastos públicos, enquanto no nosso país o índice é muito pequeno, entre outros dados estranhos. Poderiam responder?
Abaixo segue a transcrição resumida e as gravações fonográficas completas:
Gravação 1
Gravação 2
"Vamos falar sobre políticas públicas, em especial, de um processo de avaliação. Eu dividi essa minha fala em quatro grandes pontos: economia política da avaliação, afinal de contas, estamos tratando disso e estamos aqui porque existem políticas públicas que existem por conta de uma decisão da sociedade há muito tempo nos países desenvolvidos, de estruturar o estado de bem-estar social e por isso a importância de políticas públicas no Brasil na avaliação dos últimos 30 anos."
"E uma das formas de explicitar em forma quantitativa é através da carga fiscal, ou seja, de um indicador que reflete o somatório de tributos arrecadados pelo Estado para o seu financiamento sobre a produção econômica expressa através do PIB. Essa carga fiscal, com muitas imperfeições, mas que dimensiona o tamanho do Estado e dessas políticas, é muito oportuna porque existem muitas falácias, desinformação quanto a esse indicador[…] Se a gente pegar os 11 países mais desenvolvidos da organização de cooperação entre movimento econômico que reúne o Canadá, a Noruega, os EUA, a França, o Reino Unido etc, países referência do ponto de vista de imagem ou de projeto de país que queremos, veremos essa evolução. Em 1870 a carga fiscal era de 11%, ao longo do Entre Guerras 24%, vai aumentando, até que se estabiliza nos anos 90 por volta de 44%. Portanto gente, fundamental guardar isso pro debate que estamos enfrentando no Brasil: país desenvolvido tem carga fiscal de quase metade da sua riqueza, tem educação publica, saúde pública, assistência social, programa de intermediação e qualificação profissional, com exceção dos EUA, todos esses países citados têm esse financiamento pelo poder público. Essa é uma referencia importante se quisermos um país mais coeso, igualitário e pujante. inevitável que a gente siga o caminho que esses países trilharam ao longo do século XX, pois a carga fiscal brasileira é de 33% e portanto, muito abaixo daquilo que a mídia divulga. Por que houve essa estruturação de políticas públicas? Porque quanto mais o modelo democrático, o sufrágio universal, a democracia liberal se estruturou no mundo afora, no mundo desenvolvido europeu, mais gente pôde votar, participar e escolher qual modelo de Estado a sociedade queria. Os vários autores que se debruçaram em estudar políticas públicas vão ser unânimes em reconhecer isso. […] Políticas que pudessem proteger contra o desemprego… assim como as próprias necessidades do capital, que sempre dependeu do Estado, seja pra poder fazer os investimentos em infraestrutura, seja pra recomprar aqueles setores estratégicos pra sociedade, mas que perdiam sua capacidade de investimento como foi o setor ferroviário inglês ao longo do século XX."
"A experiência histórica dos países europeus levou a constituição de um Estado de bem-estar com características muito diferentes dos EUA. O prof, Jessé Souza, grande sociólogo que temos aqui no Brasil, imputa exatamente a essa natureza desse episódio como um aspecto muito diferencial na luta contra a desigualdade e no valor público dessa luta contra a pobreza nesses países. Naturalmente, os movimentos sociais e sindicais foram muito importantes e até a própria existência de um modelo concorrente, socialista ou socialismo real, também foi importante na própria domesticação do capitalismo liberal, que agora sem amarras e contrapontos, parece querer reviver aquilo que ensaiou no final do século XIX. O fato é que a história dos indicadores sociais refletem esse movimento, se a gente hoje tem esses indicadores sociais, ambientais, estatísticas identitárias para estimar quantos somos os deficientes, quais são as condições de vida dos quilombolas e indígenas e de demais grupos majoritários e minoritários, isso tem a ver com esse processo de expansão da política pública porque cada vez que ela vai encampando outras áreas setoriais precisa de informação para diagnósticos de público alvo…"
"Eu lanço essa pergunta: será que teríamos conseguido esses avanços com relação à pobreza, na universidade, na saúde em tantas outras dimensões? Se nós não tivéssemos uma Constituição progressista em 1988? Que explicitou um conjunto de direitos de forma mais ampla, distribuindo responsabilidades pelas três esferas? Será que teríamos seguido esses avanços se não existissem mecanismos assegurados, uma série de estabilidade política desde o governo FHC, passando pelos governos Lula e Dilma e uma democratização das nossas instâncias […]"
"Estamos vivendo há 5 anos um combate não só ao Bolsa Família, às políticas públicas de um modo geral. A política pública foi vilanizada, tudo que é público é ineficiente, corrupto, mal intencionado. Precisamos prestar muito atenção à isso porque a informação estatística ela é a nossa forma de conseguir mostrar à população brasileira aquilo que os Fake News que circulam em determinadas redes sociais, nem os jornais e a mídia impressa mostram."
Obrigada por postar mais um artigo explicando a desastrosa TMM, uma pergunta sem muito a ver com um assunto.
Leandro, você tem algum canal no YT ou alguma conta no insta e etc? Queria te seguir. 🙂
Sou leigo em economia, mas reparei que as bolsas de valores ao redor do mundo têm subido constantemente, com crises pontuais, a partir da década de 90.
Tem alguma coisa que ver com a expansão monetária que vêem acontecendo em todos os países?
A Argentina consegue a proeza de ter uma carga tributária maior do que Canadá e EUA.
A Teoria Monetária Moderna está sendo aplicada na veia argentina antes de sequer pensarem em dar um nome pra ela.
Depois que eu vi pessoas protestando contra a Amazon pela mesma dominar o mercado por conta de bons serviços a um preço acessível, perdi a fé na humanidade…
Excelente artigo!
Já li algumas vezes aqui no IMB que expectativas futuras são importantes com relação ao comportamento da inflação de um país. Que se um país possui um histórico de inflação alta e descontrole de gastos na esfera governamental, a população já entra em um ciclo de aumento de preços para se antecipar a uma nova desvalorização. Podem me confirmar se estou no caminho certo?
Caso isso seja verdade, não serviria como mais um contra argumento a essa TMM? Mesmo que exista a possibilidade de aumento de impostos, se a população espera que o governo continue gastando além do que arrecada e desvalorizando a moeda via impressão, não faz sentido acreditar que a inflação continuará alta?
Abs
MMT é tão científica quanto astrologia.
Já está passando da hora de termos economistas realmente empíricos no ‘mainstream’. Essa panfletagem ideológica pró-estado já nem disfarça mais o charlatanismo.
Posso falar uma coisa que vocês talvez estejam ignorando:
1.O que é o poder? O poder é capacidade de ação através de meios. Uma das características do poder é que ele pode submeter aqueles com menos poder a sua vontade.
2. Para parar um poder maligno é necessário um poder do bem.
3. Uma das características do mal é concentrar poder sempre cada vez em escala maior. Se nós seres humanos pudêssemos analisar a situação de um ponto de vista macro perceberíamos que essa é a tendencia e que culminará, por fim, em uma tentativa de centralização Global.
4. Um poder do mal só pode ser parado por um poder do bem, mas o paradoxo disso é que o ser humano por estar corrompido pelo pecado empodera suas boas ações, mas também seus defeitos. Eu sei que existe aquela frase de que o poder corrompe, mas eu penso um pouco diferente: Eu não acho que o poder é intrinsecamente ruim, mas é ruim por que o ser humano é um ser corrompido. Quem diz que o poder centralizado não pode ser usada para coisas boas é uma toupeira completa.
5. Dito tudo isso chegamos a uma conclusão: Se o verdadeiro mal(o anti-cristo) centralizar poderes ele, necessariamente, só pode ser parado por um ser puro, justo e incorruptível. Que meio que é narrativa Bíblica, também colocada de alguma forma nos livros de Tolkien, que era Católico. Só um ser puro pode ser possuidor do Anel de Poder, que nos livros é o Frodo, mas que na nossa realidade é Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é o Rei Eterno, e os cristãos esperam o retorno do Rei.
6. Eu tenho algum receio contra anarco-capitalistas por isso, muitos não entendem a teoria do poder. Muitos de vocês acham que o poder só pode ser centralizado nas mãos de Estados, mas essa não é a verdade. Por acaso vocês não ouviram que esse mundo jás sob o maligno? Também não lhes disseram que o preço da liberdade é a vigilância perpetua? Essa luta nunca vai acabar independente de qual seja a ordem entre as nações e terras. Isso não significa que vocês devam desistir da luta, pois o homem pode e deve buscar sua própria Justiça, mas tolo é aquele que acha que pode desprezar as experiencias do passado. “A mão queimada ensina melhor. Depois disso o conselho sobre o fogo chega ao coração.” Na minha opinião tentativas de mudar ordem mundial de forma abrupta e revolucionaria sempre trazem mais mortes. Por que então alguns libertários dizem que querem salvar pessoas da tirania, mas ao mesmo tempo não se importam se isso irá lançá-las a morte, fome, sofrimento e guerras? Que tipo de salvação falsa é essa?
Eu particularmente acredito que o sistema Monárquico é aquele que mais se aperfeiçoou com o tempo e mais pode passar por “testes de estresse”, portanto, é o mais ideal para se fazer uma transição e descentralização de poder cada vez maiores e graduais. Para haver uma transição em que as pessoas não sejam jogadas a toda sorte de tentativas do mercado de ser adaptar é necessário um sistema de transição que seja estável e dentre os que temos hoje eu acredito que o sistema mais estável é a Monarquia.?
Faltou mencionar que o gasto que a Teoria Monetária Moderna (TMM) prega é o ótimo (investimentos que tenham retorno) e que a tributação que ela defende é a ótima (sistema tributário simples, neutro, transparente, com equidade horizontal e vertical e que deixe pouca margem para evasão. A tributação ótima deve levar em conta a equidade horizontal e vertical, o princípio da neutralidade, o princípio do benefício, a progressividade e a regressividade da tributação, o principio da capacidade contributiva e etc.).
Nada disso foi adotado pela “experiência” prática Argentina.
Na Argentina existe um “impuesto sobre los débitos y créditos en las transacciones financieras” desde 2001 pelo menos. Também deveria ser “transitória”. Ou seja, nossa velha e boa CPMF.
A TMM conforme foi colocada nesse ótimo artigo condiz com o objetivo dos esquerdistas a moda gramsciana , uma forma de tolher o setor privado e aumentar influência e o poder do estada
É apenas a velha jogada de redefinir conceitos-chave e dar novos nomes para justificar teorias e práticas que sempre causaram problemas.
Um dos resultados da implementação dessa “nova” teoria naturalmente será o aumento sistemático do Estado. Esse pessoal quer “tudo dentro do Estado, nada fora do Estado” e ainda dizem que os liberais e conservadores é que são “fascistas”. Fascinante!
* * *
Texto do Alexandre Schwartsman sobre o assunto:
maovisivel.blogspot.com/2019/04/muito-barulho-por-nada.html
Então é isto, se você quer ter nova moral, você pega a velha arbitrariedade política, contrata os mesmos velhos economistas de sempre, dá um nome novo às suas velhas maluquices, faz umas maquiagens novas e lucra.
@Assim como os proponentes da TMM, os políticos argentinos sempre acreditaram que os déficits não importam, e que, consequentemente, as restrições orçamentárias não são realmente restritivas.@
EXATO! Temos o FMI para pedir dinheiro.
E se ainda vai mal, pedimos um waiver…..
http://www.pagina12.com.ar/185000-para-acceder-al-credito-hubo-que-pedir-perdon
http://www.reuters.com/article/argentina-imf/update-3-argentina-seeks-imf-waiver-over-pending-data-for-third-review-idUSL1N21L0B4
Cínico, caradura!!
O video que aparece nestas notas mostra a …. (deixo a continuação ao vosso criterio).
http://www.pagina12.com.ar/188044-lo-que-busco-duran-barba-lo-que-salio
http://www.pagina12.com.ar/188152-un-opinador-de-la-crisis-que-provoco
e continuamos com o “controle de preços”, esta vez vai dar certo!!
http://www.youtube.com/watch?v=dylTLPieZ-M
e os açougues, a vender osso e gordura:
http://www.eldestapeweb.com/el-destape-radio/los-carniceros-desmienten-macri-no-podemos-tener-esos-precios-n58779
Continuando com esta serie de atualizações.
No dia 17/04, Macri lança un novo plano de congelamento de preços.
O anuncio foi feito através da filmagem com celular.
O periodista do seguinte video relata os acontecimentos deste dia 17/04, incluindo um problema geopolítico
http://www.youtube.com/watch?v=vef3CEWZ-38
e seguidamente, Milei aporta sua opinião
http://www.youtube.com/watch?v=4uQZC8bXliE
Para alguem interessado em psicologia, no seguinte video, um analista em comunicação NO VERBAL analisa el video del 17/04
http://www.youtube.com/watch?v=6cE9k5iqqRY
A seguir, uma análise frente às próximas eleições:
http://www.youtube.com/watch?v=KhlhqNVh83w
Y como é de esperar fente a um congelamento de preços, en el exterior se negociaron acciones y bonos con una tendencia definida a la baja:
http://www.infobae.com/economia/2019/04/18/sin-precios-cuidados-para-las-acciones-argentinas-caen-hasta-7-en-wall-street/
Para finalizar, um pouco de música:
http://www.youtube.com/watch?v=lOehNCr8_ts
(o humorismo é o único momento sério e sobretudo sincero de nossa quotidiana mentira)
Um pouco mais da ignorância que impera no país vizinho:
– riesgo país
http://www.youtube.com/watch?v=7BH4-N-GdBc
ftalphaville.ft.com/2019/04/25/1556180002000/Argentina-is-on-the-brink/
– comentário de Diego Giacomini
http://www.youtube.com/watch?v=gfMv_ML849U
Sobre a atual crise argentina, coloco a seguinte nota onde observamos no terceiro parágrafo o alto grau de estado-dependencia da sociedade.
http://www.pagina12.com.ar/191483-llegamos-a-una-situacion-limite
ESCAMBO!!
2019 e com escambo!!
http://www.eltiempo.com/mundo/latinoamerica/como-viven-los-argentinos-la-crisis-economica-357090
http://www.diariopopular.com.ar/politica/en-las-ferias-populares-el-trueque-resurge-fuerza-n392225
noticias.perfil.com/2018/07/05/la-vuelta-trueque-ahora-cambian-ropa-y-comida-por-medicamentos/
Cristina Kirchner escreveu um livro
http://www.academia.edu/38960122/Sinceramente_-_Memoria_autobiogr%C3%A1fica_por_Cristina_Fern%C3%A1ndez_de_Kirchner_2019_
e ontem fez a sua apresentação.
http://www.youtube.com/watch?v=Y_XHOHB6pCs
Seu discurso começa aos 12:00 e vai até os 39:30.
A partir dos 33:00 menciona Gelbard varias vezes.
Um pouco de historia:
es.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Ber_Gelbard
http://www.revistas.usp.br/prolam/article/view/82513/108516
es.wikipedia.org/wiki/Tercer_peronismo
http://www.lanacion.com.ar/economia/que-paso-plan-gelbard-1973-nid2246510
memoria.bn.br/DocReader/Hotpage/HotpageBN.aspx?bib=123307&pagfis=3238&url=memoria.bn.br/docreader#
es.wikipedia.org/wiki/Rodrigazo
http://www.laizquierdadiario.com/A-43-anos-de-las-historicas-jornadas-contra-el-Rodrigazo
http://www.notimerica.com/politica/noticia-rodrigazo-mayor-ajuste-economico-historia-argentina-20170604073457.html
ATENÇÃO!!
Observado buraco preto aqui mesmo na Terra.
Buraco preto financeiro.
http://www.urgente24.com/dinero/economia/las-reservas-se-esfuman-y-las-necesidades-de-financiamiento-prometen-fmi-para-rato
Uma outra Venezuela?
http://www.eldestapeweb.com/nota/el-fmi-reconocio-que-subestimo-la-inflacion-y-la-crisis-economica-de-argentina-2019666530
http://www.eldestapeweb.com/nota/otro-golpe-a-la-industria-automotriz-general-motors-tomo-duras-medidas-para-enfrentar-a-la-crisis-20196517590
http://www.eldestapeweb.com/nota/por-la-crisis-economica-cierra-pelopincho-una-de-las-empresas-mas-reconocidas-de-argentina-2019651820
http://www.westernunion.com/ar/es/send-money.html
http://www.westernunion.com/ar/en/send-money.html
Días atrás o nosso Bolsonaro esteve na Argentina.
Que foi fazer?
O Mercosul nunca funcionou.
Javier Milei explicando os 5 passos para uniones económicas:
http://www.youtube.com/watch?v=_hshibLzl9g
*
Macri é um socialista. Que está à direita da extrema esquerda mas não chega nem de perto ao centro (se entende?).
*
Es muy difícil definir el peronismo. El propio Perón improvisaba constantemente fórmulas nuevas. Cierta vez entrevistado en Madrid durante su exilio, le preguntaron cómo se componía politicamente la sociedad argentina.
Perón explicó:
— Bueno, hay un 25 por ciento de radicales, un 20 por ciento de conservadores, un 15 por ciento de socialistas, un 10 por ciento de comunistas….
El reportero intrigado interrumpió.
— ¿Y los peronistas?
— Ah, no, peronistas son todos.
*
Agora temos, nas próximas eleições, a escolher entre
– o peronismo de Fernandez-Kirchner,
– o peronismo de Macri-Pichetto.
http://www.pagina12.com.ar/199692-pichetto-vice-de-macri
*
Eu não vejo novelas brasileiras.
Eu sigo política e economia argentina. È fascinante!
*
Estemos atentos aos próximos pasos.
*
A Argentina sempre aplicou tudo o que a esquerda moderna defende com o seu arcabouço retórico. E não é força de expressão, é a mais pura realidade. A situação da Argentina será o destino do mundo se os governos continuarem seguindo as receitas da “esquerda moderada”.
Paradoxalmente, é um país que aplicou por todo o século XX, o que a esquerda começou a defender somente a partir do final dos anos 70. É a experiência antes da teoria.
Nunca foi comunista, mas teve como líder modelador, Perón, um queridinho da esquerda latina.
Foi o primeiro país da América a copiar os “bancos de desenvolvimento” dos fascistas.
Desde a década de 30 alimenta um gigantesco estado de bem-estar social, maior que todos os países europeus da época.
Sua estrutura de governo é positivista, exatamente como ensinam os marxistas e suas ideologias igualitárias.
Na época de vacas gordas, cria estatais como cria novos cargos burocráticos. E depois não consegue se livrar de ambos.
Sempre foi o país mais progressista da América do Sul. É sempre o primeiro a importar as novas porcarias de fora.
Sempre encarou a estabilidade da moeda como uma piada neoliberal. É um marco argentino ter hiperinflações.
Deu calote nas dívidas e nos investidores sempre que possível. É o país que mais deu calote no mundo.
E por fim, para mostrar os resultados disso tudo, era um país riquíssimo e hoje é falido.
fechando empresas
http://www.infobae.com/economia/finanzas-y-negocios/2019/07/17/las-marcas-wrangler-y-lee-se-van-de-la-argentina-cierra-su-fabrica-y-todos-sus-locales/
g1.globo.com/economia/noticia/2019/07/17/alpargatas-deixa-de-atuar-no-segmento-textil-na-argentina.ghtml
http://www.barilochedigital.com/mas-noticias/de-argentina/macrisis-vamos-mal-pero-estamos-cada-vez-peor
NO ME PUEDO HACER CARGO.
http://www.youtube.com/watch?v=2VGVWApT6-o
http://www.pagina12.com.ar/211793-macri-no-me-puedo-hacer-cargo
http://www.eldestapeweb.com/nota/elecciones-2019-mauricio-macri-culpo-al-kirchnerismo-por-la-crisis-economica-y-la-disparada-del-dolar-tras-las-paso-201981216330
http://www.cronista.com/economiapolitica/Macri-prometio-revertir-la-eleccion-y-culpo-al-kirchnerismo-por-la-disparada-del-dolar-20190812-0071.html#autoplay
A minha dúvida não muito teórica nem acadêmica é: Aonde que a eleição da chapa da kirchner vai resolver ou atenuar este problema na Argentina? Como diria o Obelix sobre os romanos, “estes argentinos são uns neróticos”.
Só espero que um dia o bom senso prevaleça e nossos hermanos saiam do buraco.
É melhor termos parceiros prósperos do que decadentes.
“É difícil imaginar como um defensor da TMM explicaria favoravelmente a experiência da Argentina.”
Que nada, dirão que deturparam a TMM e que ela nuca foi realmente aplicada…
Pessoal, o colapso argentino seria bom pra nos?
Fuga de capitais argentinos para ka, sair do mercosul e etc….
E o Dolar daqui pra frente, valoriza? E o Euro?
Estão otimistas com o Guedes? As reformas estão andando..
Pq países igual a Argentina e o Brasil não jogam suas moedas no lixo e passam a usar o dólar americano como moeda oficial logo de uma vez???
Evitaria toda essa turbulência e especalução!!!
O Equador por exemplo, usa a moeda americana como moeda oficial no país.
Porque ai fica difícil pros governantes do estado destruidor de riqueza, roubarem, simples assim.
Então, essa Teoria Monetária Moderna, não passa do keynesyanismo, é isso ?
Os físicos consideram impossível produzir um noto perpétuo, pois vai contra as leis da natureza. Mas muitos economistas parecem acreditar em versões econômicas do moto perpétuo.
O objetivo velado é o Estado ocupar 100% da economia e da sociedade.
* * *
Venezuela ao norte.
Argentina ao sul.
—
Macri aplicou o “cepo” (medida kirchnerista alguma vez).
O dólar já se cotiza a 100 pesos argentinos!
Ver foto em
http://www.eldestapeweb.com/nota/cepo-al-dolar-en-salta-una-casa-de-cambio-vende-a-casi-100-pesos-2019929580
Acabei de ler o seguinte artigo
http://www.pagina12.com.ar/217201-el-plan-alivio-asfixio-a-las-provincias
e fiquei de cara com o último parágrafo:
“Buenos Aires invirtió unos 500 millones de dólares en los títulos defolteados, seguida de San Juan (234 millones), Mendoza (205 millones), la Ciudad de Buenos Aires (123 millones), Río Negro (83 millones), Salta (35 millones), Formosa (20 millones), Santa Fe (20 millones), Catamarca (15 millones) y La Rioja (13 millones).”
“El juego de comprar bonos del Tesoro para obtener rendimiento y luego pagar sus propios bonos provinciales se rompió con el reperfilamiento”.
Ou seja, os caras compram títulos do estado, se endividam, e jogam com as taxas de juros!
Só falta irem a Las Vegas e jogar no póker…
*
Eufemismo.- Agora “default” se diz “reperfilamento“.
Ou seja, os argentinos não defaulteam, reperfilam….
GOLAÇO DO MEIO DO CAMPO!!
twitter.com/WilliJimenz/status/1174112604349960192
08/12/2019
Argentina enfrenta un momento en el cual chocan dos paradigmas.
Los Ms fracasaron por ser keynesianos moderados.
(twitter.com/GiacoDiego/status/1202635696789491713)
Los Ks los criticaban por la falta de activismo fiscal y escasa regulación de la economía.
Ahora los Ks en el poder irán por el Keynes Full.
http://www.cronista.com/economiapolitica/Teoria-Monetaria-Moderna-y-riesgo-de-hiperinflacion-20191206-0007.html
http://www.clarin.com/economia/plan-guzman-experimento-enciende-alertas-wall-street_0_bcBW1bAj.html
urgente24.com/dinero/economia/la-pregunta-es-que-pasa-si-se-alarga-la-renegociacion-con-el-fmi-y-los-bonistas
twitter.com/paulogala/status/1240324478388916226
twitter.com/paulogala/status/1240331260519686145
Keynesianos não possuem escrúpulos mesmo. Eles acham que os resultados de curto prazo dentro de uma brusca demanda mundial por liquidez irá durar mais que 1 ano. Não aprenderam nada com a super recente Nova Matriz Econômica. A parte boa é que não possuem mais onde enfiar a cara, só aparecem em épocas de mudanças radicais pra propagar suas imbecilidades falidas.
E no brasil:
Lula diz que o gov pode se endividar a vontade pra dar assistenvia aos coronavitimas
Tem um projeto que obriga as empresas a ” emprestar” seus lucros ao governo.
Ressuscitaram um projeto de lei que tributa as grandes fortunas.
Os tmmaniacos nunca sairam do pais. So estavam se preparando pra atacar na crise.
De um lado querendo a reforma tributaria, mas na pratica um que aumenta os impostos.
Pessoal, alguém sabe qual é a forma mais segura e fácil de comprar dólar online? E se a corretora “ModalMais” é boa?
Muito grato a quem puder dar essa resposta.
Bolsonaro deveria demitir esse Paulo Guedes. Eu tenho até simpatia pelo conselho do Leandro: colocava o Roberto Campos Neto em seu lugar, e na presidência do BC colocar o Ilan Goldfajn. Mas o que mudaria com o Roberto no Ministério da Economia? Normalmente no Brasil o cargo de ministro da economia está acima do de presidente do Banco Central em importância e, dado de que o Roberto defende moeda desvalorizada e juros baixos na marra, ele não iria enfiar isso para cima do Ilan? Mas acho a sua proposta boa. Ciro Guedes é muito palpiteiro, não sei se ele defende isso por boa intenção (fala com eles, Geanluca!). Acho que o Centrão pode acabar colocando um ortodoxo, porque eles são dotados de alguma lógica econômica. Temer é puro Centrão, PMDBista de carreira.
Guedes não me ilude mais. Ainda deve ter iludido achando que o câmbio desvalorizado iria ser usado para abater a dívida…
E falando do coronavírus, olhem só:
“OMS afirma que Suécia, que não fez lockdown, é ‘modelo a ser seguido'”
Ué, mas tinha gente falando que na Suécia está morrendo muito mais gente por essa medida… Suécia eu chuto que tem uma tradição longa de respeito às liberdades individuais.
Aqui no Brasil estamos em uma tecnocracia, onde iluminados criam estudos científicos e baseado nisso eles impõem regulações e proibições, como agora estão fazendo com o uso de máscaras.
A Nova Matriz Econômica seguia as ideias da Teoria Monetária Moderna?
Um monte de gente perdendo renda, inflação zero então podemos adotar a MMT. O que eh mais importante a vida das pessoas ou a inflação?
E a vida mudou não só por causa do governo. As pessoas não estão mais consumindo como antes. Pense em quem tem casa de festa, em quem trabalha em bares etc. as pessoas não vão pq não querem, até médicos ambulatoriais tem sentido impacto em seus consultório simplesmente pq as pessoas não querem sair.
Aliás, a curva de Phillips já mostrava que com alto desemprego a inflação eh baixa, há mais de cem anos. Então temos mesmo que imprimir moeda
Já compartilhava dessa visão mesmo de forma rasa e pouco técnica, após ler esses artigo aprendi mais e continuo convicto de que o libertarismo seja mesmo uma solução direta a esse tipo de crime econômico cometido por governos centralizadores e corruptos, vou continuar me aprimorando, e esse conteúdo ajudou muito,
don’t step on my money!!!
sou a favor de moedas descentralizadas assim como o bitcoin e moedas descentralizadas criadas por empresas, startups, não por moedas fiduciárias lastreadas na confiança de políticos corruptos. desejo a todos boa leitura e obrigado!
Uma dúvida: por que os + ricos tbm não seriam prejudicados nessa eventual politica de impressão de dinheiro?
Melhor que taxar fortunas, na visão dos politicos, seria imprimir grana que serviria como imposto em última instância.
Pessoal, sempre li aqui no IMB que um cenário de deflação pode ser benéfico para e economia, ao contrário do que a economia mainstream pensa.
Entretanto, vi um economista dizendo que o melhor seria um cenário neutro, sem inflação nem deflação. Para ele, deflação não é saudável pois desestimula a produção , uma vez que os empreendedores perceberão que estarão produzindo seus produtos para vendê-los por um valor mais baixo no final do processo.
Como vocês enxergam?
Alguém já leu os planos econômicos de Sanders e Warren?
Essas duas pessoas são totalmente loucas. Seria a destruição econômica dos EUA se, esses planos fossem aprovados.
http://www.investopedia.com/elizabeth-warren-s-economic-plan-explained-4706529
http://www.investopedia.com/articles/investing/110915/review-bernie-sanders-economic-policies.asp
Galera, não é assunto do tópico isso aqui, mas tem gente aqui nos comentários que é autodidata em Economia. Como vocês chegaram nesse nível ? Como estudaram ?
Como vocês explicam? Nunca se imprimiu tanto dinheiro nos EUA, a inflação por lá está no nível mais baixo de décadas; aliás grande preocupação do FED. Acreditar que impressão monetária gera necessariamente inflação significa ignorar os canais de crédito, confiança, demanda por liquidez e demanda por ativos. No caso americano a liquidez criada está levando a bolhas de ativos ou entesouramento de liquidez; ou seja, pouca ativação do sistema econômico.
Leandro, especula-se que o Sr Paulo Guedes está baixando os juros e forçando a subida do câmbio, para mais na frente, pagar as dividas do governo que estão em dólares
Caso esse seja o objetivo, haveria uma volta na apreciação do cambio, nos dia que ocorrerem esses leilões de dólares?(menor divida publica, e dólares sendo leiloados por um preço menor)
Ou uma menor reserva de dólares assustaria investidores estrangeiros?
Isso faz algum sentido?
Serei grato se puder comentar
Obrigado e parabéns pelo grande trabalho
Fico me perguntando: quando será que o latino-americanos vão aprender? Ao que parece, nunca.
Alberto Fernández interviene Vicentin y buscará expropiarla
Estes países, incluso o Brasil, adoram repetir erros do passado em um círculo vicioso.
Eis um comentário de uma pessoa a favor da TMM que diz que ela não foi aplicada na Argentina:
a onde vc tira que a Argentina seguiu MMT se ela quebrou a recomendação número 1 da MMT? A principal conclusão de todo o arcabouço teórico da MMT é : NÃO SE ENDIVIDE EM MOEDA ESTRANGEIRA. A argentina ter se endividado em moeda estrangeira e ter se fodido completamente é mais uma evidencia de que a MMT é correta.
A TMM tem seu charme e uma certa lógica, por exemplo o Governo gasta na primeira quinzena do mês e recolhe impostos na segunda quinzena do mês e se endivida no mês seguinte para repor sua poupança depositada no Banco Central, mas tal teoria não tem fundamento na prática devido qualquer financiador deste esquema saber que o estado também é falível igual empresas e famílias e como as famílias e empresas sofrem restrições orçamentárias elas começam a sonegar impostos e cobrar juros mais altos para refinanciar o leviatã, ou seja esse gasto infinito do estado só é possível na teoria e na imaginação de quem idolatra o estado como o messias salvador da pobreza da humanidade.Portanto para não falir o estado tem de cortar gastos e vender ativos(Igual famílias e empresas fazem na hora do aperto) para recuperar sua credibilidade e assim aumentar a arrecadação de impostos e poder refinanciar sua dívida a custos menores(Juros razoáveis).
Tranquilo.
Ou melhor… ”tranquillo”…
Pois há 6 semanas atrás, o eleitorado do Brasil em sua maioria, assinou um documento de fiador dessa e outras irresponsabilidades dos países vizinhos sob governo do foro de Sp.
Como se já não bastasse os próprios ”abacaxis” desse país do futebol … entre alguns que vem aí, tem o tarifaço (volta do icms-turbinado nos estados) e o estatizaço (sim, não só o programa de privatizações voltará a ser encerrado como a venda recente da Eletrobras vai ser objeto de contenda a partir de janeiro).
Pobre Brasil.
Pois há 6 semanas atrás, o eleitorado do Brasil em sua maioria, assinou um documento de fiador dessa e outras irresponsabilidades dos países vizinhos sob governo do foro de Sp.
======E, considerando o tanto de ente que conheço, que deu-se ao luxo de fiar a administração vermelha de número 13, me questiono quão imensa foi a fraude eleitoral com as urnas. Que houve, não duvido. Todavia, não deve ser tão imensa quanto a que crêem os que acampam perante os quartéis. Fora que os mesmos militares aparentemente nada desejam fazer. Se o soldo sofreu reajuste positivo, por quê se inquietariam agora?
Brasil com seu vira e mexe abre as torneiras não fica muito atras. Tem a carga tributaria elevada, tem que ter taxa de juro elevada pra conter a inflação dos deficits do gov perdulário, que já chegou a 14 por cento do pib, zerado pelo gov que saiu.
O pais que mal se recuperou das preservadas dilmandioquiais, recoloca um cidadão abertamente gerador de deficit, que quer baixar juros na marra e quer aumentar impostos.
Brasil sempre anda um pra frente , três atrás.