Nota do Editor
Vale sempre repetir o óbvio: políticos fizeram isso.
Em resposta a um vírus, a classe política (governadores e prefeitos, com o apoio do legislativo) impôs uma implacável e profunda contração econômica sobre a população, proibindo o comércio, interrompendo o setor de serviços e impedindo milhões de pessoas de empreender, produzir e trabalhar.
Com um único decreto, a divisão do trabalho foi implodida e milhões de empreendedores e trabalhadores foram humilhados pelo estado, que ainda afirmou arrogantemente que suas atividades não são essenciais para ninguém.
No Brasil, já se espera que a taxa de desemprego ultrapasse 25%. Trata-se de um valor superior à taxa de desemprego vivenciada nos EUA durante a Grande Depressão.
Até o momento, perde-se infindáveis tempo e energia debatendo-se sobre o que é mais importante, proteger a vida ou a economia, como se ambas as medidas fossem perfeitamente separáveis.
De um lado, há aqueles que defendem o fim total da quarentena com o argumento de que o esfacelamento econômico causado por ela será muito pior do que a eventual difusão da Covid-19. De outro, há aqueles que afirmam que proteger pessoas é muito mais importante do que qualquer economia minimamente funcional, de modo que a quarentena deve ser mantida por tempo indeterminado, até as infecções e mortes começarem explicitamente a cair.
No final, a grande realidade é que tal dicotomia não existe. Não há vida digna e saudável com a economia em frangalhos. E não há economia forte com uma população sem saúde.
E tampouco, ao contrário do que dizem as propagandas oficiais de governos estaduais, a economia é “fácil de ser recuperada”. Se fosse realmente simples assim, não haveria preocupação com recessões.
Por isso, se tivermos de fazer uma escolha, é bom levarmos em consideração o que vai abaixo.
No artigo a seguir, alguns fatos e dados médicos sobre a relação entre saúde e desemprego. O leitor é livre para tirar suas conclusões.
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O presidente do Federal Reserve, o Banco Central americano, Jerome Powell, anunciou que os dados econômicos que estão sendo divulgados “são os piores dados econômicos que já vimos”.
Isso se deve em parte a vinte anos de crescimento econômico impulsionado por estímulos artificiais, baseados em inflar e sustentar bolhas por meio da expansão do crédito a juros baixos. Mas, agora, a situação é muito pior pelo fato de que muitos governos paralisaram as economias de seus estados e nações, fecharam empreendimentos e ainda adotaram inúmeras intervenções quem impedem que os mercados se adaptem à nova realidade de consumidores e trabalhadores em um mundo com um risco exacerbado de doenças.
O resultado foi um desemprego catastrófico. Nos EUA, cujos dados divulgados já estão mais avançados, 30 milhões de americanos já entraram com o pedido de seguro-desemprego nas últimas seis semanas (uma pesquisa coloca em 50 milhões o número de americanos que já pediram o seguro-desemprego). Nos estados que insistem em continuar com políticas extremas e coercitivas de fechamento econômico, os números só pioram.
Infelizmente, muitos formuladores de políticas públicas continuam agindo como se os custos associados a essas paralisações fossem mínimos ou insignificantes (ou, na melhor das hipóteses, fáceis de serem recuperados). E aqueles que ousam se manifestar contra as paralisações – seja da perspectiva da proteção dos direitos humanos ou simplesmente por motivos pragmáticos – são prontamente acusados de estarem colocando o odioso lucro acima da saúde pública.
A realidade, no entanto, é que, quando o desemprego leva ao empobrecimento ou à perda do status social, ele se torna um grande problema de saúde.
Isso é comprovado de maneira evidente em pesquisas que vêm sendo empreendidas há anos. Mas como essa narrativa não apoia o míope e obstinado impulso de “combater a Covid-19” a todo custo, muitos políticos e “especialistas” simplesmente optam por ignorar esses fatos. Os formuladores de políticas públicas continuam agindo com se tudo fosse ficar bem tão logo os políticos decidam unilateralmente que já houve “testagens suficientes” ou que as coisas estão “sob controle”.
O custo do desemprego: um estudo das pesquisas
Falando sobre o desemprego causado pelo fechamento de empresas na crise de 2008 e 2009, uma matéria de 2014 da revista Harvard Public Health afirma:
Aumentaram em 83% as chances de novos problemas de saúde provavelmente desencadeados pela perda de empregos – condições relacionadas ao estresse, como acidente vascular cerebral, hipertensão, doenças cardíacas, artrite, diabetes e problemas emocionais e psiquiátricos.
O risco de morte também aumentou:
Uma meta-análise de 2011 das pesquisas internacionais – publicada na Social Science & Medicine por David Roelfs, Eran Shor, Karina Davidson e Joseph Schwartz – descobriu que o risco de morte era 63% maior, durante os períodos de estudo, entre aqueles que vivenciaram desemprego do que entre aqueles que não perderam seu emprego, ajustando-se para idade e outras variáveis.
E para os homens os impactos costumam ser piores:
Um estudo de 2009 sobre o impacto da crise do petróleo dos anos 1980 [quando o preço do petróleo caiu forte e várias petrolíferas quebraram] e da recessão subsequente na Pensilvânia, publicado pelos economistas Daniel Sullivan e Till von Wachter no Quarterly Journal of Economics, descobriu que, um ano após os homens terem perdido seus empregos em uma onda de demissões em massa, suas chances de morrer dobraram.
Em um estudo sobre o efeito do crescimento econômico na morbidade no século XX, M. Harvey Brenner escreve no International Journal of Epidemiology que
a ampla e crescente literatura sobre desemprego e saúde é altamente consistente em comprovar a elevada morbimortalidade associada ao desemprego e à expulsão da força de trabalho.
A literatura sobre os desempregados de longa duração também mostra maior exposição ao alcoolismo e uso de outras substâncias psicotrópicas, como tabaco e alimentos baratos e menos nutritivos.
Igualmente importante, os desempregados de longa duração estão especialmente em risco de terem relações familiares despedaçadas e amizades prejudicadas, além do isolamento social induzido pela própria perda de emprego.
Neste estudo de 2003 sobre desemprego no Journal of Health Economics, os autores concluíram:
O desemprego aumenta o risco de morte de 5,36% para 7,83% — ou seja, o risco aumenta 46%.
E, quando se consideram mortes não-causadas por câncer ou problemas cardiovasculares, o desemprego mais do que duplica esse risco, e tal efeito é significativo. Também para suicídios, o efeito estimado do desemprego é significativo, e a estimativa pontual implica que o desemprego aumenta o risco de suicídios em 145%.
Os efeitos do desemprego na saúde também pioram quanto mais cedo no ciclo a pessoa fica desempregada. Em um estudo finlandês sobre desemprego, Pekka Martikainen descobriu que
Homens desempregados pela primeira vez em 1990, 1991 ou 1992 tiveram, respectivamente, 111%, 72% e 35% maior mortalidade padronizada do que os homens que permaneceram empregados.
Em outras palavras, aqueles que ficaram desempregados primeiro – ou seja, em 1990 – tiveram maior mortalidade do que aqueles que ficaram sem emprego nos anos posteriores. Mas a conclusão geral foi familiar. A mortalidade aumentou consideravelmente para aqueles que ficaram desempregados:
foi observado um excesso de mortalidade de 47% entre os homens desempregados ou trabalhando em regime de tempo parcial por outros motivos que não a doença, após ajuste por idade, região geográfica, classe social, tabagismo, consumo de álcool, peso e doença pré-existente conhecida.
Além disso, os efeitos a longo prazo podem ser significativos. Em um estudo sueco sobre o efeito a longo prazo do desemprego, os pesquisadores descobriram que
A mortalidade relacionada ao álcool foi significativamente aumentada entre homens e mulheres que perderam o emprego.
Para os homens, o risco de morte relacionada ao álcool era mais que o dobro para os desempregados do que para os empregados. O risco era quase o dobro para as mulheres. O mesmo estudo também mostrou que, para homens que ficaram desempregados, o risco de morte a longo prazo por suicídio era mais que 40% maior do que o empregado. Até o risco de morte por “acidentes de trânsito” tornou-se maior após surtos de desemprego.
Os autores concluem:
No mínimo, o desemprego afetou um segmento vulnerável da população, particularmente homens jovens, homens solteiros e homens de baixa escolaridade ou renda.
Pior ainda: os efeitos do desemprego tendem a ser ampliados por períodos anteriores de desemprego, pois “o risco de ficar desempregado é maior entre pessoas que já tiveram experiência anterior de desemprego. Isso foi chamado de ‘cicatriz’, ‘dependência de caminho’ ou ‘dependência do estado’. “
Isso aumenta os efeitos do desemprego na saúde entre os grupos mais desfavorecidos economicamente.
Não é de se surpreender que o aumento do desemprego também aumente o risco de morte por causas relacionadas às drogas. Neste estudo de 2017,
os pesquisadores descobriram que um aumento de um ponto percentual na taxa de desemprego do município está associado a 0,2 mortes adicionais relacionadas a drogas opioides por 100.000 residentes do condado, um aumento de 3,6% em relação à taxa média de 5,4 mortes por 100.000.
Similarmente, há um aumento de 3,3% na taxa de todas as mortes relacionadas a drogas. No que tange a emergências médicas, um aumento de um ponto percentual na taxa de desemprego do município está associado a mais 0,95 visitas às emergências médicas por overdose de opioides por 100.000 habitantes, um aumento de 7%.
Estudos já começaram a ser publicados em nossa atual recessão. Embora não estudem diretamente o desemprego, um novo estudo de dados suíços sobre as “consequências relacionadas à saúde mental da mitigação da COVID-19” (ou seja, quarentenas, lockdown e paralisações econômicas), os autores concluíram:
O estudo projeta que o indivíduo médio sofreria 0,205 AVP [anos de vida perdidos] devido às consequências psicossociais das medidas de mitigação da Covid-19. No entanto, essa perda seria inteiramente suportada por 2,1% da população, que sofrerá uma perda média de 9,79 AVP. […] Os resultados apresentados aqui provavelmente subestimarão o verdadeiro impacto das estratégias de mitigação nos AVP.
Em outras palavras, as estratégias de “mitigação” que supostamente salvam vidas estão apenas transferindo o fardo de algumas pessoas para outras. Em alguns casos, as quarentenas representam quase uma década de anos perdidos, graças ao farol imposto à saúde mental.
Confrontados com os custos prováveis de suas políticas de quarentena, muitos recorrerão à afirmação de que a aritmética básica pode nos dar a resposta. “Quantas mortes são causadas pelo desemprego versus a Covid-19?” Essa alegação tem como premissa a ideia de que cabe aos defensores da liberdade provar que o número de mortes causadas pela destruição econômica superará o número total de mortes pelo Covid-19. Na opinião dos defensores da quarentena, se o número líquido de vidas salvas pela quarentena continuada for de uma única pessoa, então suas políticas de massacre da liberdade individual e do estado de direito serão totalmente justificáveis.
Eles estão errados, é claro. O ônus da prova é todo deles. Afinal, são eles que defendem a violência. Ou seja, são eles que desejam multar e até mesmo prender pessoas não-violentas que querem apenas abrir suas lojas, ou irem trabalhar, ou venderem seu trabalho em troca salários. Se essas pessoas não se sujeitarem, os defensores da quarentena e do lockdown abertamente afirmam que tais “desobedientes” devem ser trancados em jaulas ou arruinados financeiramente por meio de multas, ações judiciais e acusações criminais.
Os oponentes das quarentenas, por outro lado, desejam apenas permitir que as pessoas exerçam sua liberdade.
O ônus da prova recai sobre aqueles que desejam usar os poderes da polícia e o monopólio estatal da violência para coagir todos os outros.
Por fim, a verdade é que os “especialistas” não têm ideia de como ou em que quantidade as quarentenas estão realmente impedindo a propagação de doenças ou de como o emprego e o crescimento econômico seriam afetados na ausência de quarentenas forçadas. Os proponentes da quarentena simplesmente não têm dados suficientes para justificar sua posição. Não há nenhum artigo acadêmico específico sobre isso. Há apenas modelos matemáticos.
Tudo o que eles sabem é que desejam forçar as pessoas a abandonarem seus empregos, abandonarem suas lojas e viverem de esmolas do estado. Como resultado, muitos se matam. Outros vários terão uma overdose de drogas.
Piada pronta: a sumidade defensora do confinamento, o tal Neill Ferguson, do Imperial College, a quem todos os políticos obedecem caninamente, acabou de pedir demissão do Imperial College.
Motivo: ele foi flagrado desobedecendo a quarentena que ele próprio mandou impor … para ir se encontrar com a amante casada!
Exclusive: Government scientist Neil Ferguson resigns after breaking lockdown rules to meet his married lover
Isso prova que nem mesmo essa gente acredita nas próprias bostas que defendem e que impõem ao populacho.
Ataques a tiros*, como aquele que aconteceu em Suzano ou em Charleston, são mais frequentes onde acesso a armas é mais fácil, dizem pesquisas
Por isso que devemos proibir a venda de armas
oglobo.globo.com/mundo/ataques-tiros-sao-mais-frequentes-onde-acesso-armas-mais-facil-dizem-pesquisas-21905383
http://www.wired.com/story/the-looser-a-states-gun-laws-the-more-mass-shootings-it-has/
*Problemas psiquiátricos
Vocês escolhem quando os especialistas estão corretos?
Quando é a favor da ideologia, os especialistas estão corretos… quando é contra, os especialistas são comunistas
Mas aqui no Brasil, por enquanto, tá até bom. Se você reclamar, ganha um cala boca. Se sair para passear, o governador vai prender você.
Já na Rússia, se você reclama das medidas do governo, você simplesmente é jogado da janela.
Médicos russos críticos da resposta à pandemia caíram de janelas abaixo
Agora aplica isso ao Brasil: imagina o coitado que ficou sabe-se lá quanto tempo procurando um emprego e, agora, simplesmente ele perdeu isso. E pode ser mais difícil voltar a ter um pois muitos dos negócios, se não faliram, simplesmente ficaram descapitalizados, pois as contas para pagar não evaporaram. Não recuperamos nem direito do estrago de 2015, ano passado houve aquele crescimento porcaria e que foi motivo de comemoração de muita gente (e não muito diferente de 2018, com greve de caminhoneiro e incerteza eleitoral). É como se eu comemorasse com grande entusiasmo quando o prefeito decide tampar os buracos com aqueles farelos esquisitos e que acabam virando outro futuro problema.
Some-se isso à desvalorização cambial (alguém ainda acredita que o governo iria abater a dívida vendendo reserva depois de destruir a moeda?), que continua asfixiando cada vez mais os empregadores com crescentes custos de produção, e se tem uma verdadeira hecatombe.
Alguém aí viu alguma medida supply-side? Corte de gastos? Redução de impostos e burocracias? Não, só a esmola do auxílio de R$ 600 e empréstimos que sabe-se lá como serão quitados, em uma reencarnação do New Deal. Só com aquelas filas gigantes para pegar esse auxílio, o estrago da contaminação já está dado. Pelo que eu saiba, não tem como o governo simplesmente fazer uma mágica e fazer brotar R$ 600 na conta de todo mundo. Há ainda muitas pessoas que ainda usam celulares com botão.
Ainda irei confirmar se realmente no México está havendo esse corte de despesas (estou escrevendo um artigo sobre) pois, se realmente for o que está acontecendo, eu não ficaria muito surpreso pois nesse país, não importa quem esteja no poder, corremos um sério risco de ficarmos eternamente na mediocridade. Mesmo que fosse o NOVO no governo federal, eu duvido de que seria algo melhor.
Só não estamos piores pois em alguns setores da economia houve deflação de preços. Deve ter um monte de desenvolvimentista morrendo de raiva ao ver isso, louco para querer impedir que isso aconteça, num verdadeiro exercício de sadismo.
nem é preciso dizer que nas épocas de menos capitalismo, eram comum as pessoas ficarem doentes, e agora com tudo parado regrediu se. vc nao tem e as pessoas que doavam nao tem tb. vão economizar. quem tiver desempregado vai ter menos assistencia.
Bostil acabou, dessa vez, oficialmente.
a empresa descapitaliza, os trabalhadores que investiram perdem. a esquerda adora porque diz que trabalhador não deve ser capitalista.
g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2020/05/04/fila-para-reaver-investimento-em-empresa-causa-aglomeracao-em-lorena-sp.ghtml
Gostei muito do texto, pois tinha muita dúvida se estávamos causando mais mortes pela quarentena do que pelo coronavírus. Mas os dados do texto, mesmo que com viés contrário à quarentena, me levaram a questionar minha visão de que a quarentena é negativa. Veja se o raciocínio é coerente:
“O desemprego aumenta o risco de morte de 5,36% para 7,83% — ou seja, o risco aumenta 46%.”
Pelo que entendi, não é difícil fazer uma estimativa simplificada das mortes causadas pelo desemprego oriundo da quarentena.
Se, em janeiro, tínhamos 11,20% de desempregados, totalizando 11,9 milhões, e passarmos a ter 25% (26,6 milhões), podemos verificar que a quantidade de mortes por conta disso seria os novos desempregados multiplicado pelo delta de risco de morte, ou seja: (26,6 milhões – 11,9 milhões)*(7,83%-5,36%) = 362 mil.
Admitindo que não há nada mais sagrado que a vida, a questão é: a quarentena salva mais do que 362 mil vidas no Brasil?
A taxa de mortalidade no Brasil hoje, sem ainda termos atingido o limite do sistema de saúde (pelo menos não aqui no DF) é de aproximadamente 7%. Assim, a quarentena vai impedir o contagio de 5,2 milhões de Brasileiros? É impossível dizer, pois não temos o contrafactual, mas não me parece absurdo acreditar que sim: a quarentena, se respeitada pela população, impedirá a contaminação de número superior a esse. Os EUA apresentaram crescimento de casos parecido com o Brasil, mas nós entramos em quarentena antes. Um mês e meio depois, os EUA (que entraram em quarentena um pouco mais tarde) tem 1,23 milhões de infectados, enquanto o Brasil tem 115 mil. (sobre esses dados, tirei daqui: http://www.youtube.com/watch?v=cyEGb1Osu0k)
Se eu entendi bem agora o pessoal libertário está preocupado com o desemprego?
Até ontem quem era desempregado eram aqueles ineficientes ou que não se esforçavam o suficiente e deveriam sofrer as consequências disso. Deveriam ser deixados à míngua para aprenderem e servirem de lição aos demais.
Agora aparece este instituto preocupado com as consequências sociais e humanas que o desemprego causa.
Quando estiverem defendendo uma política fiscal e monetária contracionista eu vou lembrar disso
Oi, pessoal. Sou especialista em Escola Austríaca formado na pós-graduação do Instituto Mises Brasil. Vocês podem encontrar alguns artigos meus publicados aqui mesmo neste site. Digo isso para que vocês levem em consideração a minha formação acadêmica e o meu viés liberal antes de dispensar a opinião que expressarei a seguir, que creio ser incomum no nosso meio.
Para começar, cumprimento o editor por ter deixado explícita a sua opinião, em nota apartada, ao invés de alterar e complementar o texto original sem o devido destaque. Eu discordo do grau (notem bem, do grau, não da natureza) de responsabilidade pelos danos econômicos que tanto o editor quanto o autor do texto atribuem aos políticos e burocratas. Esses indivíduos embebidos em unto estatal, com as suas trapalhadas e impropérios, estão piorando significativamente a situação das demais pessoas? Sim, claramente. Nenhuma novidade aí. É o que fazem habitualmente. Mas atribuir a eles a responsabilidade primária, seja pelas trágicas perdas de vidas, seja pela devastação econômica, é dar-lhes muito mais crédito do que merecem.
Instalada a pandemia, me parece que a retração da atividade econômica deve-se muito mais à ordem espontânea (que tanto saudamos em prosa e verso), emersa das ações dos indivíduos doentes, temerosos de contaminarem-se ou de transmitir a doença, que às restrições, significativas mas não determinantes, impostas pelos agentes investidos de autoridade estatal. Aviões comerciais e navios de cruzeiro estariam estacionados mesmo que não houvesse fechamento de fronteiras. Hotéis, barbearias, shopping centers, bares e restaurantes estariam às moscas mesmo sem decretos a impedir a sua abertura. Parques temáticos, cinemas e teatros fechariam, voluntariamente ou forçados pelas suas seguradoras, por um justificado temor de serem responsabilizados civilmente pelo agravamento do contágio. Fábricas e centros de distribuição teriam suas operações interrompidas ou prejudicadas por absenteísmo ou surtos da doença, mesmo sem a intervenção estatal a fustigá-los. A redução dos gastos discricionários dos Noruegueses, cujos governantes impuseram medidas mais estritas de isolamento, está similar à observada na Suécia, onde políticos e burocratas se abstiveram de determinar medidas drásticas, por exemplo (www.economist.com/briefing/2020/04/30/the-90-economy-that-lockdowns-will-leave-behind).
Surpreende-me o pouco tempo e espaço nas publicações da turma de paladinos da liberdade (na qual também me incluo) dedicado às ações que se pode tomar individualmente, localmente, para amelhorar nossas próprias vidas e as daqueles imediatamente afetados pela nossa existência. Como se o nosso desleixo fosse insignificante e o relevante mesmo fossem os impropérios proferidos e as cenas dignas de filmes de pastelão encenadas por alguma “autoridade” estatal. Que espécie de estatolatria de armário é essa?
Fico espantado também com a nossa falta de autocrítica para a fragilidade e o despreparo com que a pandemia surpreendeu a cada um de nós, individualmente. Afinal, o par indissociável da liberdade é o da responsabilidade individual. Adoraria ver mais textos e vídeos de conservadores, liberais e libertários promovendo os casos de sucesso em termos de preparação individual para a adversidade e as soluções privadas que estão funcionando em suas localidades para conter a doença e manter a atividade econômica em funcionamento, ainda que precário. As pérolas de insensatez exaladas continuamente por políticos e burocratas impotentes me chamariam muito menos a atenção que textos oferecendo uma crítica contundente à poupança insuficiente, ao endividamento excessivo, ao descuido com a própria saúde, à gestão incompetente de riscos nos negócios, à imprevidência geral que impera entre as pessoas e empresas, enfim, e que, esta sim, é a meu ver a causa primária da distopia que estamos vivendo no momento.
A dedicação de esforço, tempo e espaço às soluções privadas locais e à autocrítica nos seriam muito mais úteis, além de mais coerentes com o nosso ideário, que o transe ritual em frente ao ridículo dos governantes que nos é servido diariamente em doses generosas.
Alguém estudioso sobre o Equador sabe o que está acontecendo lá? Ou mesmo alguém que mora lá?
Eu vi agora há pouco, que lá, com uma população de 17 milhões de pessoas, o número de mortes relacionadas ao SARS-CoV-2 está em 1569, com 31,8 mil casos, ao passo que no Brasil são 200 milhões de pessoas, com 116,3 mil casos e 7,96 mil mortes. Ou seja, com uma população 11,7 vezes maior, o Brasil proporcionalmente tem menos mortes e casos.
PS: Pelo menos eles usam o dólar como moeda corrente… se a América Latina tem tantas semelhanças, por que a dolarização foi feita só lá e no Panamá?
Nessa “pandemia” se explorou aquilo que faz as pessoas abrirem as pernas por segurança: o medo!
Mesmo não tendo plano de ação efetivo, políticos começaram a agir, pra não serem acusados de ficar parados.
Mas sendo burocratas, não podem controlar a economia nem a vida das pessoas. Mas tentam assim mesmo.
Serviu como teste. Agora doenças serão pretexto pra novas intervenções e subtração de liberdades, como guerras o são.
Acabada essa intervenção, rezar pra rodo mundo aprender com seus erros, pra não se repetir esse exagero, quando realmente for necessário.
Sabe o que mata também? A precarização/uberização do trabalho que vem sendo instituída nos últimos anos nas economias capitalistas do mundo inteiro.
O achatamento dos salários, jornadas de trabalho cada vez mais pesadas, falta de uma rede de proteção aos trabalhadores e de salvaguardas contra abusos de patrões inescrupulosos têm gerado cada vez mais mortes, suicídios e abuso de drogas ao redor do mundo.
Pode perguntar a qualquer psicólogo ou psiquiatra por aí que eles vão confirmar o que estou te falando. Aliás, os EUA bateram recorde de suicídios no pósguerra em 2019 não foi a toa.
Todas essas precarizações estão diretamente ligadas a uma maior adesão a políticas liberalizantes ao redor do mundo.
Vejam vocês, o Brasil implementou uma série de flexibilização nas relações de trabalhos no governo Temer e o Bolsonaro vem incentivando o mesmo por agora. As consequências foram que o desemprego praticamente não se alterou, as jornadas dos ubers/ifooders e afins explodiram, os trabalhadores não tem acessoa a um seguro desemprego decente, nem a um sistema de previdência que lhes dê guarida.
São os chamados “invisíveis”, que o governo não tem a menor noção de quem são nem tem registros nenhum e mal conseguem agora ajudá-los. E agora estamos vendo a maior necessidade de apoio governamental, só que a rede que antes lhes dava suporte foi totalmente destruída pela dupla Temer/Bolsonaro, e assim seguirá
vi uma chamada da prageru que foi umdos melhores que eu li desde o inicio da crise
“until its safe” means never
ja se sub-entende muita coisa , mas se eu for colocar uma pitada de brasil eu diria que essa farra nao termina antes de 2021
pelas situacoes declaradas , como de calamidade, estados tiveram dividas suspendidas, nao existe mais prestacao de contas , justificacoes de atos, direitos individuais foram restritos
os nossos pequenos adolfs pegaram gosto pela fartura de autoritarismo , pelo poder gerado pelo caos
parece ate roteiro de filme trash , depois que um predador experimenta o sangue humano ele passa a caçar humanos pq a experiencia eh viciante
ja tamo com um pezinho no segundo semestre, o tal do pico era março, abril, maio, junho … quarentena por si soh tem esse nome justamente pq eh baseado em tempo, de quarenta dias – a principio … qdo vc confina obrigatoriamente a sociedade por prazo indeterminado pode ser muita coisa, menos quarentena
e qdo formos ver ja vai ser 2021 , mas pergunta se eles vao abrir mao de fazer eleicao … aaaa corruptil …
Foi para não trabalhar que o governo deu os 600/1200 reais.
Johan Giesecke, epidemiologista sueco: "O confinamento nunca deveria ter começado"
http://www.publico.pt/2020/05/03/ciencia/noticia/johan-giesecke-epidemiologista-sueco-numero-mortes-covid19-sera-quase-paises-europeus-1914373
Acho interessante o argumento de fazer o lockdown para não "colapsar o sistema de saúde ". Parece até que vivo em um país que este sistema socialista fracassado de saúde (SUS) de alguma funcionasse.
O sistema de saúde público já colapsou há décadas.
A única saída para enfrentar esta epidemia seria acabar com o sus, com as regulações dos planos de saúde, com a Anvisa e todos os demais impedimentos que permitam a existência de um sistema de saúde de livre mercado. Mas evidentemente, isso não acontecerá e os políticos continuarão o lockdown para não colapsar um sistema que já colapsou , ou seja, ficaremos em lockdown indefinitivamente (ou seja até cair Bolsonaro, ou lotearem o que quiserem do governo dele, visto que esta epidemia não se trata mais de um problema de saúde há algum tempo, se tornou um problema puramente político).
Acho que alguma besta quadrada do Irã tentou imitar o Plano Cruzado:
“Irã introduz nova moeda para combater hiperinflação e preço do Bitcoin dispara para R$190 mil no país”
Vale lembrar que lá e na Argentina o BTC está sendo vendido a preços bem mais altos. Não é por acaso.
“Com um único decreto, a divisão do trabalho foi implodida”. O autor que me desculpe, mas isso não é verdade.
É outra vez o mesmo argumento falso, de que foi lei da quarentena que prejudicou gravemente a divisão do trabalho.
O fato é que mesmo sem lei de quarentena nenhuma, as pessoas se protegem do vírus.
Mesmo sem quarentena obrigatória, as pessoas voluntariamente têm menos relações de produção e de consumo.
Ou seja: mesmo que não houvesse nenhuma lei de quarentena, a economia seria fortemente atingida pelo vírus.
E esse fato é fácil notar. Quase todos os escritórios de São Paulo foram para home office antes da lei de quarentena, inclusive o meu. Estou em casa desde 13 de março, mais de uma semana antes da lei da quarentena.
E quando a quarentena acabar, vou continuar em casa por um longo tempo, assim como muitas outras empresas e pessoas. É verdade que continuo trabalhando, mas com certeza consumo menos bens e serviços estando em casa.
E aposto que, quando a quarentena legal acabar, o movimento no comércio será menor do que antes dela…
E tem também o contrário. Com ou sem lei de quarentena, muitas pessoas têm que ir trabalhar. Afinal, precisamos de hospitais funcionando: médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, limpeza, recepção, refeitório, almoxarifado, lavanderia terceirizada, etc. Essas pessoas precisam chegar ao hospital: o transporte precisa funcionar. Precisamos de comida: camioneiros, postos de combustível, mecânica, borracheiros, lanchonetes e banheiros no caminho, limpeza das lanchonetes, etc. A comida é industrializada, e vem em embalagens de plástico, metal, vidro, papelão. Todos esses setores têm que funcionar. É impossível paralisar a economia toda.
Ou seja: por causa do vírus, a quantidade de interações sociais de produção e consumo de riqueza vai cair, tornando todos mais pobres. E pessoas vão morrer tanto pelo vírus quanto pela maior pobreza.
Mas, com ou sem lei impondo a quarentena, o cenário não muda tanto assim.
Possivelmente, com as leis de quarentena, tenhamos menos mortos pelos vírus, por sobrecarregar menos os sistemas de saúde; mas tenhamos mais mortos decorrentes da pobreza.
E sem leis de quarentena, teremos mais mortos decorrentes do vírus, e menos decorrentes da pobreza.
Mas a diferença entre os dois cenários, apesar de ser impossível de ser medida, não parece ser grande.
E ninguém no mundo consegue afirmar qual cenário causa mais mortes.
Então, prepare-se para a crise. Ela é inevitável, causada pelo vírus, e independentemente das ações dos políticos, sejam eles esquerdopatas, direitontos, ou social-roubocráticos.
[]s
Parabéns, establishment. Essas foram as mortes mais caras da história humana. Tanto em termos monetários, como em perda de liberdade. Destruíram o futuro das próximas gerações por causa de um vírus que mata 3x menos que a gripe mata anualmente.
Pessoas, vocês não estão impressionados com a baixíssima taxa de desemprego no México? Na década de 90, o desemprego já passou por alguns períodos de taxas praticamente suíças (ou pelo menos alemãs) e o pior período foi quando, após a crise de 2008, chegou-se à uma taxa pouco maior que 6%.
No Brasil está sendo um sacrifício sairmos de uma taxa de 13% e, agora, com mais essa hecatombe, passa fácil de 25%.
Claro, o setor informal também lá é grande (pois quem está na informalidade normalmente não está mais buscando emprego, o que não pressiona as estatísticas), mas cabe reflexão.
Logo seremos passados pelos mexicanos (também) no padrão de vida. O país é mais aberto e em outros aspectos já está na frente da gente. Questão de moeda, já passaram a gente já faz tempo. A gasolina lá teve fim dos subsídios com o Peña, até disparou mas hoje está nas mínimas históricas, com preços menores do que em alguns anos (não sei todos, pois não há dados mais antigos) e, melhor, eles usam gasolina com 10% de etanol, não essa bosta com 27% de etanol (ou até mais) no Brasil, apesar do dinossauro Pemex ainda existir. Falta eles darem um fim na corrupção e nos cartéis de drogas, que são possivelmente mais violentos que os que existem no Rio de Janeiro (com torturas, degolas, sequestro de passageiros de ônibus para colocar em ringues forçados). Liberando as drogas e desburocratizando o restante, esse caminho vai ser tomado.
Bom dia. Existe algum estudo público que simula os efeitos para a economia da dúvida atual vivenciada com a Covid-19, ou seja, de um lado o “confinamento forçado pelo Governo por um prazo X” e de outro o “não confinamento obrigatório”, caso esse que, suponho, acarretará em um prazo maior convivendo com efeitos negativos do vírus na economia (digamos X+Y)? Muito obrigado a todos e parabéns pelo trabalho, sempre muito didático e assertivo.
Quando há desemprego causado pela automação e robotização nenhum libertário fala contra. Agora que há uma situação de emergência pública sanitária em que o isolamento social afetam os seus polpudos lucros eles saem em defesa do emprego. Quem viu, quem te vê.
Pessoal
Crucial agora e fatal para o nosso futuro é o poder inimaginável que os políticos adquiriram. Sentiram este gosto. Não abandonarão.
Abraços
Cade aquela gente bronzeada (até pq são fura-quarentena e vão à praia) e esperta que dizia aqui que o Covid-19 era apenas uma gripezinha comum, que era menos preocupante e que matava menos que dengue e outras doenças já conhecidas, que não precisava de ordem nenhuma governamental para frear seus avanços (não me venham com a boçalidade da Suécia pois eles estão fechando bares que nao respeitam suas rígidas regras)?
Cadê esse pessoalzinho gente fina, que dizia que não ia ter impacto em hospitais, que a saturação do sistema de saúde era muito pontual?
Cadê aquele Çábios que diziam que a Cloroquina era chave para voltarmos ao paraíso? Teve até cátedra da Escola Libertária fazendo as vezes médicos\biólogo\infectologista\farmacêutico em microblogs para nos apresentar a panaceia para um mundo FREE novamente!
Cadê aqueles visionários dizendo que em breve, no futuro, iríamos rir da suposta ignorância daqueles que defenderam as restrições que impusemos? Já se acostumaram com o novo normal?
Aqui no IMB é ôto patamá!
Mas como os burocratas sabem prever que o sistema de saúde estará sobrecarregado? Eu vi algumas pessoas repetindo isso no Instagram também, mas ainda não me mostraram as estatísticas. O SUS custa dezenas de bilhões anuais e continua a mesma porcaria, por que eles seriam capazes de prever a demanda? Porque no fundo é isso, eles querem tentar prever uma demanda.
Nos EUA os casos ficaram mais graves pois o FDA, como toda agência estatal, ficou atrapalhando o setor privado. Na Coreia do Sul o setor de saúde é bem mais livre. Inclusive o plano de saúde é barato, não tomando nem 10% da renda média no país.
Eu só sei que o que era teoria da conspiração há algumas décadas, hoje é prática diária e descarada das verdadeiras elites controladoras do mundo contra noventa e nove por cento da humanidade.
A liberdade é andar de carro tesla, com celular xiaomi, sem poder dirigir de verdade, nem se comunicar sem ser espionado.
Privacidade é só um conceito abstrato, tem-se que morar numa caverna e, mesmo assim, pode ser invadida por um drone.
Todas as grandes redes sociais pertencem ao mesmo dono, concorrência é só de fachada, censura é a praxe.
O deslumbramento da tecnologia nos transforma em bonequinhos risonhos.
Um único médico que te atenda com soberba na triagem do chinavírus pode te negar o remédio que te salvaria e, aí, tu já era.
Desculpa, aí, misturar tudo. Estou muito pessimista quanto à humanidade.
Abraços.
Com a queda na economia pelo lock down , paginas de esquerda ja ensaiam o discurso que deflacao é ruim, e que reformas foi o que levou a isso.
revistaforum.com.br/noticias/brasil-tem-deflacao-de-031-e-mergulha-numa-recessao-sem-precedentes/?fbclid=IwAR0we897W9s1A8UsVABlg4C3nbq0J-Rp74yON1Mjyj0RvIJcmFZ1z7CGQPw
g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/05/11/coronavirus-aumento-das-infeccoes-na-alemanha-e-coreia-do-sul-poe-em-duvida-volta-a-normalidade-pos-isolamento.ghtml
g1.globo.com/globonews/jornal-das-dez/video/nos-eua-por-ano-quase-500-mil-familias-perdem-tudo-para-pagar-dividas-com-hospitais-8542141.ghtml
Esse é o sistema de saúde que vcs liberais/libertários desejam?
Começou… E aí, quem vai se responsabilizar por isso?
Mortes por doenças cardiovasculares aumentam 70% no estado de SP durante a pandemia
Apenas para colocar um pouco de sal no debate, as chamadas “brigas de trânsito” quando alguém morre baleado, não estariam correlacionadas ao fato do elevadíssimo preço pago por um bem, assim como a sua manutenção e abastecimento, além dos pesados encargos tributários e administrativos? Nos EUA vc bateu um carro, aciona o seguro e compra outro. Aqui a exploração tributária governamental é tamanha que bater uma droga de um carro, que usa uma droga de combustível faz a pessoas terem reações violentas estando armadas ou não. Lá ao tirar a habilitação vc recebe um número de placa de carro. Trocou de carro usa mesma placa. Não existe a lógica de numerar peças de vidro ou outras para evitar o furto ou roubo, desmonte e comercialização de peças. Eles criam o problema e nos cobram pela solução que eles “encontraram como a mais adequada”. Na minha cidade, Campinas, a empresa EMDEC que gerencia o trânsito, esta tomando posse do pátio ferroviário do centro da cidade para armazenar veículos apreendidos e aumentar a próprias instalações. A população quer um imenso parque central no local ao estilo do Central Park de Nova York. Se não existisse todo esse arcabouço legislativo criado, o carro apreendido seria amassado até o tamanho de um bloco e ninguém perderia tempo e dinheiro para controlar um produto fabricado em série e aos milhares anualmente, só os parasitas da sociedade pensam nisso.
A nossa espécie tem um grave problema: ignorância. A passos lentos os nossos antepassados foram implementando a organização, contudo esta ainda está muito longe de beneficiar a todos os seus entes como deveria. Pensemos no caso desta pandemia. O que poderia ter sido feita para que fosse evitada? Quais medidas poderiam ter sido tomadas para amenizar a situação sem travar a sociedade? Como entabular uma recuperação após os estragos causados? Crises de saúde já ocorreram antes e não aprendemos a lição – como foi mostrado agora – assim como o que podemos fazer para que as próximas (que certamente virão) sejam evitadas, combatidas ou administradas? Talvez o maior problema de todos os governos e grupos de poder seja o da falta de um real investimento na ciência pura e aplicada como forma de resolver os problemas. Se mais dinheiro e recursos fossem investidos em pesquisas, sistemas de prevenções, sistemas, equipamentos e remédios já teriam sido criados antecipando, controlando ou resolvendo tais situações. Pense que muitos “matos” aqui e ali nas beiras de rios e calçadas podem conter componentes de muitos produtos essenciais e vitais. Quantos diabéticos não se beneficiam da metformina, que vem da base de uma planta, um matinho, assim como a papoula que gera a morfina. O petróleo já foi apenas um “caldo” negro que servia para vedar cascos e paredes assim como para aquecer fogueiras e ao ser estudado levou a todo um ganho de produtividade como poucas vezes foi vista na história.
O estudo dos recursos ajudaria a prevenir todos os problemas. Isso é o casamento perfeito dos setores da Economia e Saúde com a Administração Pública e Privada (além de outros campos). O que resolverá os problemas humanos será a capacidade de nos abrirmos como raça a novas perspectivas que evitem limitar as nossas possibilidades como espécie com equilíbrio junto ao meio ambiente de nosso mundo, pois sem ele não conseguiremos existir. Se pensar na Escala de Kardashev vislumbraremos o nosso potencial. No entanto, enquanto nos matarmos sem sentido por problemas evitáveis, continuaremos nos engalfinhando por questões de fácil solução.