Com a estrepitosa implosão de todos os recentes
experimentos socialistas (Venezuela)
e intervencionistas (Brasil
e Argentina) na
América Latina, restou apenas uma única bandeira a ser empunhada com algum
vigor pela esquerda: o estado empreendedor.
O estado empreendedor seria aquele que faz parcerias
com — e concede subsídios para — empresas e, com isso, se torna capaz de
criar bens e serviços para a população.
Atualmente, a condutora intelectual deste movimento
é a professora Mariana Mazzucato. Nascida em Roma a 16 de junho de 1968,
mudou-se com os pais, quando ainda tinha 4 anos, para os EUA, país em que viveu
quase toda a sua vida até o ano 2000.
Atualmente, a doutora Mazzucato leciona “Economia da Inovação” na
Universidade de Sussex, no Reino Unido.
Junto a Thomas Piketty e Paul Krugman, pode-se dizer
que Mazzucato também já adquiriu um lugar cativo entre os “economistas
estrelas” que defendem políticas governamentais intervencionistas, não importa
o quanto estas já tenham se revelado desastrosas.
Mas, contrariamente a Piketty e Krugman, que fazem
apenas repetir chavões e lugares-comuns, o argumento da professora Mazzucato é,
convenhamos, um tanto provocador e original.
Segundo suas pesquisas, o setor privado não deveria se queixar dos altos
impostos que tem de pagar, e nem das travas regulatórias às quais tem de
obedecer. Em vez de reclamar, as empresas
e os consumidores deveriam, isso sim, agradecer
ao governo, pois impostos e regulamentações são os principais
impulsionadores da inovação e do crescimento.
Em seu livro O
Estado Empreendedor, a autora se compromete a “demonstrar que o Estado não
é um ente burocrático lento e pesado, mas sim a organização mais empreendedora do mercado, a qual assume os
investimentos de maior risco.”
Por este ponto de vista, quando o estado gasta o
dinheiro dos pagadores de impostos com Pesquisa e Desenvolvimento, ele alcança
descobertas científicas que o setor privado utilizará para fabricar novos
produtos e serviços. Talvez sua frase
mais provocadora seja a de que “sem
o estado, o Google não existiria“.
Mazzucato aplica a mesma lógica ao iPhone e a várias
outras inovações que utilizamos no dia a dia, as quais, segundo ela, só existem
por causa do estado, a quem deveríamos ser gratos por financiar pesquisas
visando a descobertas — ao contrário dos empreendedores privados, que só
pensam no lucro.
Esse raciocínio de Mazzucato pode até soar
convincente à primeira vista, mas a pergunta inevitável é: não seria ele
decorrente de uma análise apressada — para não dizer mal feita — em relação à
sequência correta dos acontecimentos?
Para começar, a economista em momento algum se
pergunta como o estado conseguiu o dinheiro para financiar pesquisas. Dado que o governo se financia ou por meio de
impostos que confisca do setor privado ou por meio de endividamento (títulos públicos que vende
ao setor privado), não estaríamos perante uma situação completamente oposta à apresentada por Mazzucato?
Pode ser que o Google só tenha surgido após todos os
investimentos estatais feitos pela National Science Foundation (NSF — agência
governamental americana que promove pesquisas em todos os campos
da ciência e engenharia), mas a pergunta ainda permanece:
quantas empresas privadas importantes tiveram necessariamente de existir antes para que o estado pudesse lhes
cobrar impostos (ou tomar dinheiro emprestado) para assim poder financiar a
criação da NSF?
Mais: a tese de Mazzucato simplesmente não consegue
explicar processos fundamentais como a Revolução Industrial. Na época, o gasto estatal direcionado à
Pesquisa e Desenvolvimento era praticamente inexistente. Com efeito, em 1930, o gasto estatal em
P&D representava somente
14% de todo o gasto com P&D nos EUA (os outros 86% eram privados).
Essas constatações empíricas, por si sós, mostram
que o setor privado, quando livre, não vê problema nenhum em assumir riscos e
empreender, mesmo não havendo um governo que o subsidie.
Outro ponto completamente ignorado pela tese de
Mazzucato é o famoso “custo de oportunidade”.
Dado que o governo tem de tomar dinheiro do setor privado para financiar
pesquisas, então o setor privado inevitavelmente fica com menos recursos para
que ele próprio faça pesquisa e desenvolvimento. E também com menos recursos
que poderiam ser direcionados a melhores fins. Questão de lógica econômica.
Toda ação econômica carrega custos de oportunidade,
e pode gerar consequências não-previstas. O investimento estatal feito com
recursos extraídos do setor privado pode obstruir o desenvolvimento de outras
áreas da economia, as quais agora, sem recursos suficientes (pois foram
confiscados pelo estado), não mais terão como levar adiante seus projetos e
inovações.
Apple e Google são os exemplos favoritos de
Mazzucato. Segundo ela, sem o estado,
tais empresas não existiriam. Além de
todos os problemas de custos de oportunidades já citados acima, Mazzucato
ignora que várias outras empresas também tiveram acesso ao mesmo investimento
estatal em P&D utilizado por Google e Apple, mas nenhuma delas alcançou o
êxito de ambas em termos de inovação tecnológica.
O êxito do iPhone, por exemplo, não se deve à
tecnologia financiada pelo estado. Já havia outros dispositivos com as mesmas
características do iPhone. O êxito do
iPhone se deve a seu desenho e a seu sistema operacional. E este foi um desenvolvimento puramente
interno, da empresa.
Exemplos
práticos
Além de defender a tese de que o estado deve ser o
maior responsável pelas pesquisas inovadoras nas áreas fundamentais da ciência
e tecnologia, Mazzucato separa o que chama de invenções “ligeiras” —
as produzidas pelo setor privado, como novos modelos de tablets —
e inovações “grandes”, de horizontes mais amplos, como as da área da
saúde e mecanismos de “ciclo completo”, como a Internet.
Ela afirma que as grandes inovações produzidas nos
EUA foram todas financiadas e criadas pelo estado, como a Internet, o GPS (pelo
Pentágono) e medicamentos (pelo Departamento de Saúde). E afirma que o setor
privado tem “medo” de assumir riscos, o que não acontece com o
estado.
Mas vejamos algumas curiosidades.
A Internet, ou melhor, sua tataravó, foi de fato
concebida em plena Guerra Fria por técnicos da NASA, mediante o ARPA (Advanced
Research Projects Agency), mas só se expandiu e progrediu com o
desenvolvimento da rede em ambiente mais livre, não militar — ou seja, privado
–, em que não apenas os pesquisadores, mas também seus alunos e os amigos
desses alunos, puderam ter acesso aos estudos já empreendidos e usaram sua
inteligência e desenvolveram esforços para aperfeiçoá-los de uma forma
fantástica.
O mesmo processo se deu com a Internet propriamente
dita: foram jovens da chamada “contracultura” — e não funcionários
do estado –, ideologicamente defensores da difusão livre de informações,
que realmente contribuíram decisivamente para a formação da Internet como hoje
é conhecida.
Vinton Cerf foi o indivíduo que desenvolveu os protocolos TCP/IP, que são a espinha
dorsal (a rede de transporte) da internet. Tim Berners-Lee merece
os créditos pelos hyperlinks. Mas foi nos laboratórios da Xerox PARC, no Vale do
Silício, na década de 1970, que a Ethernet foi desenvolvida para
conectar diferentes redes de computadores.
Quanto ao GPS — e poucos sabem disso — foi uma
ideia de uma estrela de Hollywood, a belíssima Hedy Lamarr, nome artístico de
Hedwig Eva Maria Kiesler (1913-2000), nascida em Viena, estrela sexy de
filmes como Idílio Perigoso (1944), Sansão e Dalila (1949), O
Vale da ambição (1950) Meu Espião Favorito (1951), e A
História da Humanidade (1957), entre muitos outros. Hedy criou
a tecnologia básica para o Sistema de Posicionamento Global (GPS,
na sigla em inglês) durante a II Guerra Mundial.
Judaica de origem e horrorizada com o avanço
nazista, queria ajudar os EUA e os aliados. Havia aprendido sobre
radiocomunicação graças à convivência, ainda na Áustria, com o ex-marido, Fritz
Mandl, um rico fabricante de armas e seus colegas engenheiros. E sua
contribuição científica aconteceu quando já havia se divorciado de Mandl e
fugido para os EUA.
Conforme relatado aqui,
a famosa atriz inspirou-se no som do piano para bolar sua maior invenção: em
1940, conheceu o compositor George Antheil, também curioso por ciência. Certa
noite, quando tocavam piano, ela se deu conta de que cada tecla emitia uma
frequência de longo alcance diferente. E, assim como elas se alternavam
rapidamente em uma música, talvez algo parecido pudesse ser aplicado aos
espectros de comunicação militar. Aprimorada por Antheil, a análise de Lamarr
originou o sistema “salto de frequência”, no qual estações de
radiocomunicação eram programadas para mudar de sinal 88 vezes
seguidas (o mesmo total de teclas de um piano). Com isso, as forças
inimigas teriam dificuldade em detectar esse registro alternado, que poderia
ser então usado por navios e aviões, para orientar torpedos.
A dupla chegou a patentear a ideia e a ofereceu à
Marinha dos EUA, mas foi rejeitada, sob o argumento de que seria demasiadamente
cara (existe algo “caro” para governos)? A invenção perdeu —
felizmente — exclusividade militar e se tornou a base de várias tecnologias
atuais. Ela é aplicada, por exemplo, em satélites de orientação para
meios de transporte civis — o famoso GPS (Global Position System) e também
no wi-fi e no bluetooth.
E há mais.
Masaru Ibuka, um engenheiro, e Akio Morita, um
físico, ambos japoneses, logo após a II Guerra Mundial, procuraram o Ministério
da Indústria e Comércio do Japão em busca de recursos para desenvolverem suas
ideias. Receberam um sonoro “não”! Resolveram, então, fundar a
empresa Totsuko, em maio de 1946, em um grande armazém bombardeado pelos
americanos, em Tóquio. A nova empresa não tinha qualquer maquinaria e
possuía muito pouco equipamento científico e contava apenas com a inteligência,
conhecimentos de engenharia e o espírito empreendedor de Ibuka e Morita.
Trata-se, como o leitor já deve ter percebido, simplesmente, da Sony.
Como você poderá ver aqui e
também aqui, graças ao
espírito verdadeiramente empreendedor desses dois fantásticos homens, a Sony
cresceu e hoje seu nome está associado a inovação, tecnologia avançada,
qualidade e durabilidade. Ver televisão em uma Bravia,
trabalhar em um laptop Vaio, tirar fotos com uma Cybershot,
jogar Playstation, gravar com uma Handycam, ouvir
música em um Walkman — essas são apenas algumas das
“crias” tecnológicas de dois indivíduos, graças ao “não”
recebido dos burocratas japoneses.
Perguntemos à Professora Mazzucato se eles eram
funcionários públicos.
E o que dizer do próprio Steve Jobs, que
revolucionou seis indústrias: computadores pessoais, filmes de animação,
música, telefones, tablets e publicação digital? Era por
acaso funcionário público? E Bill Gates e Paul Allen, criadores da
Microsoft em 1975, em Albuquerque, no Novo México? Eram burocratas iluminados
ou empreendedores que acreditaram em suas ideias e assumiram os riscos de
colocá-las em prática?
Mais exemplos: Jorge Paulo Lehmann é um burocrata?
E Alexandre Tadeu da Costa, fundador da Cacau Show? E
Antônio Alberto Saraiva, criador da Habib´s? E Romero
Rodrigues, da Buscapé Company? E Robinson Chiba, da China
in Box? E Flavio
Augusto da Silva, que, com apenas 23 anos, decidiu lançar um projeto
inovador com o objetivo de, em 18 meses, dar fluência na língua inglesa a
adultos, e que, para fundar sua empresa, a Wise Up, usou R$ 20 mil
de seu cheque especial, com juros de 12% ao mês?
Qual o papel exercido pelo estado em todos esses
casos, a não ser o de recolher tributos para benefício próprio?
O
BNDES nos trouxe algo de bom?
Em 2013, Mazzucato concedeu uma entrevista ao programa
“Milênio”, da Globonews.
Elogiou o então governo brasileiro e o BNDES.
Compreensível. De certa forma, o BNDES faz aquilo
que Mazzucato defende: financia, subsidia e participa das decisões de grandes
empresas, tornando o estado um empreendedor.
E fazer do estado um empreendedor foi o exatamente o
objetivo do BNDES fez na última década. O Tesouro se endividou emitindo títulos
que pagam a SELIC e repassou esse dinheiro para o BNDES, o qual então emprestou esse dinheiro a
grandes empresas cobrando juros abaixo de 5%, e em prazos que chegam a 30 anos.
Ou seja, utilizando dinheiro de impostos, o governo
fez empréstimos subsidiados — e a condições artificialmente favoráveis — às
grandes empresas escolhidas por ele.
Estado empreendedor em sua melhor definição.
Mazzucato, com razão, elogiou este arranjo.
Essa política de privilégios a grandes empresas
ficou conhecida como a
política das “campeãs nacionais”, e tinha como objetivo criar
empresas fortes e mundialmente competitivas em vários setores da economia:
de empreiteiras a telefônicas, passando por frigoríficos, empresa de alimentos,
de laticínios e de celulose.
Logo, a política de “campeãs nacionais”
nada mais foi do que uma política industrial na qual o governo transferia renda
da população para determinados setores ou empresas favorecidas, para que estas
então pudessem se desenvolver com a ajuda do estado.
As consequências econômicas dessa política
industrial do BNDES foram a explosão do endividamento do governo e a estagnação da economia (explicada em detalhes neste artigo). Já
a consequência moral foi
a Lava-Jato.
E a ideia, em si, contou com o apoio de Mazzucato.
Conclusão
Criatividade só se converte em inovação quando o
papel de descobrir as melhores oportunidades para as empresas cabe ao empreendedor,
e não ao burocrata.
Mazzucato defende que governo trate o
empreendedorismo como se este fosse algo relacionado a planejamentos
estratégicos, quando, na verdade, é um processo de descobertas inovadoras.
E a competitividade de uma economia depende desse
processo de descobertas.
A inovação e a criatividade são características
intrínsecas do ser humano. E elas se desenvolvem com maior ímpeto naqueles
países em que predomina a liberdade economia, a qual permite que as pessoas
possam se arriscar e usufruir os benefícios de seus empreendimentos. A tese de que a intervenção estatal é a chave
para que este processo se desenvolva não apenas atenta contra a lógica
econômica, como também serve apenas como argumento para intensificar políticas
intervencionistas, as quais sempre se comprovam nocivas para o desenvolvimento
de longo prazo dos países.
Quem deve escolher os vencedores do mercado não são os
burocratas do estado, como que Mazzucato, mas sim os milhões de consumidores.
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Iván
Carrino é analista econômico da Fundación Libertad y Progreso na
Argentina e possui mestrado em Economia Austriaca pela Universidad Rey Juan
Carlos, de Madri.
Ubiratan
Jorge Iorio é economista, Diretor Acadêmico do IMB e Professor
Associado de Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Visite seu website.
Leandro
Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises
Brasil.
Típica mentalidade de gente palerma. O estado “cria” um Fusca, impedindo a construção de uma Ferrari, e diz que a existência do Fusca é a prova cabal de que o estado é eficiente. Já que ninguém está vendo a Ferrari e como ninguém leu Bastiat, a inverdade vence.
O Problema não esta em o Estado ser empreendedor, e sim na sua politica de empréstimos, dos mais R$ 100 bilhões que o BNDS emprestou ou transferiu no ultimo aos seus escolhidos,quanto efetivamente foram para gerar novos negócios ou incentivar o empreendedor o micro,pequeno e médio , se houvesse uma politica mais transparente e justa o ESTADO poderia sim ser um agente transformador da sociedade atuando em todos os setores,gerando mais emprego,tecnologia e oportunidades,não apenas para o empreendedor nacional,acredito que uma sociedade mais aberta poderia haver uma cota do micro ao Médio também para estrangeiros, tendo assim em todos os setores produtivos,o beneficio da ” transferência ” tecnológica que estes cidadãos formados em outros cantos do mundo pudessem nos apresentar,porem a corrupção e a burocracia,formam um estado OBTUSO aonde uns poucos ganham e toda a sociedade perde,nos tornando assim uma NAÇÃO fraca e sem perspectivas.
Os grandes “barões” americanos do século XIX tipo Rockefeller, Carnegie, Vanderbilt, J.P Morgan…. precisaram do estado empreendedor como a Mazzucato diz ou fizeram tudo por conta própria mesmo ?
Quero ver quando começar a exploração econômica do espaço, esse pessoal alegar que foi o estado, por que com investimento estatal estamos 80 anos atrasados tanto na exploração como colonização espacial e outra quando perceberem o lucro que pode se obter no espaço profundo o mesmo estado corta as asas dos individuos
Eu costumo dar um exemplo que fica muito claro de quem realmente move a humanidade:
Quem faz mais pelo humaniade,Thomas Edison ou Woodrow Wilson?
Quem fez mais pela humanidade,Ellon Musk ou Barack Obama?
Quem fez mais pela humanidade, Bill Gatos ou Bush?
Quem fez mais pela humanidade, Embraer ou Eike Batista?
Abraços
Piketty, Krugman, Mazzucato e outros, todos conhecem muito bem sobre o arranjo que defendem e sabem que este não promove desenvolvimento, criação de riqueza e liberdade, ao contrário.
Porém, é exatamente este o objetivo de todos eles, emitir uma narrativa fantasiosa para enganar os incautos, enquanto angariam poder e dinheiro para si mesmos.
Não há erros ou falhas nas ações destas pessoas, apenas métodos.
Ótimo artigo.
Primeiro, confiscam 50% da Renda Privada, depois falam que o setor privado não faz investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento.
“Malditos escravos que não compram sua própria comida!”
Equipe IMB, me tirem uma dúvida.
Se algum dia, um futuro presidente convidar um dos economistas deste instituto para ser o ministro da fazenda, vocês aceitariam? Se concordasse, em quais condições?
Se não concordasse, por que?
prezados,
Na mídia ultimamente a tal da Laura Carvalho vem dando suas teorias malucas…
Vejam esse vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=E57rOxr9yhg
E o Lindhberg Farias falou hoje que o aumento de gastos do governo é a saída (nem economista ele é, aliás,nem graduado em nada! rs)
Porque eles agem assim, sério?
Abraços a todos
Por que tanta gente passa fome nos EUA?
É só pesquisar “EUA Fome” , e etc, que aparece um monte de matérias, tem sites que ao fazer comparação com o Brasil, parecemos melhores.
Cidades como NY por exemplo.
É um mito?
Longe de querer defender o estatista Temer, mas é realmente impressionante a cara de pau dos esquerdistas em fingir que eles não possuem nenhuma culpa para nossa economia ter chegado a essa situação.
webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:Y2w6ETCJrssJ:www.brasil247.com/pt/247/economia/261500/Globo-enfim-reconhece-economia-n%25C3%25A3o-vai-crescer.htm+&cd=15&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br&client=firefox-b-ab
Petistas deveriam ser levados à força para a nossa vizinha Venezuela, pois aquela seria a situação que nós estaríamos se tivéssemos mais uns 4 anos do PT.
Tava dando uma fuçada e achei esse artigo aqui:
https://krinos.com.br/reifica%C3%A7%C3%A3o-umbiguismo-e-praxeologia-7ef37632620#.p1zwmhctt
Gostaria de opiniões sobre o argumento(se é que se possa chamar assim) desse cara.
Pessoal tenho algumas dúvidas de leigo: 1) Suponhamos que a inflação de preços num determinado país num certo ano fosse de 10%. Se todos os preços e salários fossem reajustados, não haveria prejuízos nesse país? (pois os preços aumentaram mas os salários também). Esse raciocínio está certo ou errado? por quê? 2) Por que os juros da dívida são baixos em alguns países que tem dívida pública elevada e situação fiscal deteriorada? Ex:Grécia, cuja dívida está em 175%, teve o calote da dívida em 2015 mas a taxa de juros nominal está em 0%. 3) Se um país tem a taxa de juros nominal de 20% porém tem uma inflação de 20%, a taxa real seria de 0%? Isso significa o quê? Que não é cobrado juros nesse país? Que o governo desse país não paga juros quando faz empréstimos? Gostaria que me respondessem e/ou indicassem artigos do site para meu esclarecimento sobre as minhas dúvidas.
Price Westinhouse financiava Nikola Tesla. Morgan, Thomas Edison. Ha casos de premios nobel em fisica que trabalhavam na IBM ( ou Bell).
Segundo Milton Friedman, o Estado deve se ocupar daquilo que nao interessa a ninguem da iniciativa privada.
Eu agradeco aos pagadores de impostos pelo meu emprego, pelo LHC.
Algumas pesquisas nao sei como seriam financiadas no anarco-capitalismo.
Interpretarem como quiserem ou interpretarem como quiser? Eu sempre tenho dúvidas nesse tipo de frase.
O grande problema é o nacionalismo. Ele começou com os militares e foi adotado pela esquerda. No fundo isso parece ser inveja dos países desenvolvidos, das empresas de sucesso, etc.
Essas barreiras protecionistas reduzem o poder de compra dos mais pobres. Com preços mais altos cobrados pelos nacionalistas, os pobres compram menos coisas.
Esse nacionalismo também destrói a competitividade, porque não reduz a burocracia e nem aumenta a eficiência.
O nacionalismo também fez o estado gastar mais, fazendo eventos, copas, olimpíadas, etc; sem nenhum acordo ou aceite das pessoas. Lotar um estádio não significa que a população quer um evento.
O Brasil também é um país de malandros. A lei serve para oferecer privilégios, oferendas, mamatas, tetas, bolsas, etc. Tem malandro demais nesse país.
Enfim, a única bandeira que interessa é a bandeira da liberdade.
tisc tisc, o estado não fracassa, e sim as pessoas fracassam com estado, é óbvio que se as pessoas não fossem fossem tão analfabetas politicas e tivessem compromisso com a política não haveria estes tipos de escravo.
Exatamente por isso as pessoas devem ser ensinadas através de escola estatais a desenvolver uma consiência política e um de compratiotismo para unir um território.
Piketty, Krugman, Mazzucato e outros, todos conhecem muito bem sobre o arranjo que defendem e sabem que este não promove desenvolvimento, criação de riqueza e liberdade, ao contrário.
Porém, é exatamente este o objetivo de todos eles, emitir uma narrativa fantasiosa para enganar os incautos, enquanto angariam poder e dinheiro para si mesmos.
Não há erros ou falhas nas ações destas pessoas, apenas métodos.
seria bem melhor se esse recurso não fosse desviados para setores privados que constituem uma máfia!
O Estado intervencionista (que quando tem o significado de Governo, deve ser escrito com E em letra maiúscula) é manipulador parasitário, e, sua existência é essencialmente fruto dos metacapitalistas.
Olá, não sou liberal, acredito no papel do Estado para determinados setores produtivos que não são muito compatíveis a lógica do lucro. Faço pesquisa em química, sobre movimentos nas proteínas, e acho que vocês se precipitaram com um ponto fundamental sobre o desenvolvimento da ciência.
Na ciência, a mais importante das contribuições começa nos campos teóricos básicos, pesquisas que fundamentam e nos iluminam com ferramentas matemáticas e explicações determinísticas que podemos manipular conceitos até desenvolver novas tecnologias ( obs: o desenvolvimento técnico é posterior ao teórico a mais de um século, a muito tempo ninguém inventa nada sem base teórica antes ).
Todos os exemplos desse texto buscaram desenvolvimento tecnológico diretamente, mas a física, a química e a matemática, as bases do conhecimento que possibilitaram tais avanços da parte desses empreendedores, essas pesquisas não geram lucro, e ocorreram da mão de gênios que na sua maioria morreram pobres, ou em situação nada glamourosa.
Era apenas isso, grato pela atenção, para qualquer erro grave, perdão pela ignorância.
É um belo de um artigo. Parabéns!
Mas essa crença no "estado empreendedor" existe também porque falta uma injeção de empreendedorismo na comunidade que trabalha com ciência e tecnologia, etc. Deveriam muito receber esta preparação para vender ideias, apresentar projetos, assumir riscos… Mas não é o que acontece. A mentalidade que se cultiva é justamente a de crer que se não for pelo estado — o "único" capaz de fazer vultosos investimentos, com mais resiliência —, a pesquisa, a inovação, a tecnologia e a ciência vão paralisar ou vão morrer. É um mito difícil de desmontar, pois falta muito o fator confiança.
Mas alguém como um Elon Musk, por exemplo, poderia ser um sinalizador de que o caminho pode ser diferente. Mesmo que ele não escape muito à regra, e também se sustente graças a generosos subsídios do governo, não é muito difícil imaginar que ele conseguiria captar recursos apenas no setor privado. Ele é um empreendedor muito talentoso, isso ninguém pode negar. Uma possível dissolução desse mito passa por aí. Sem deixar de fora, é claro, que tem que acabar com burocracia, regulação, etc.
Conheço inúmeros empreendedores que tiveram seus projetos surrupiados por funcionários públicos analistas, nestas repartições que analisam projetos inovadores. Depois de ficarem por uma temporada analisando os projetos, os devolvem alegando que não são inéditos e por conseguinte, não serão financiados. Pouco tempo depois os projetos surgem com os produtos no mercado, como um passe de magica. Além de um Estado ineficiente, seus agentes são verdadeiros larápios!
Não existira o Google se não fosse o Estado?
Pode ser.
Mas o que existira no lugar do Google se não fosse o Estado, mas não existe por causa dele?
Dizer “sem o Estado não haveria X” ou “ninguém faria Y” pressupõe que só o Estado cria.
Mas o Estado nada cria, ele apenas parece facilitar a criação quando na verdade a atrapalha.
* * *
Daria para modificar algumas coisas e adicionar vários outros exemplos, mas é um texto excelente.
QUEM ADIVINHA EM QUE PERÍODO O BRASIL CONSEGUIU AS CONQUISTAS A SEGUIR
-Criação de 13 milhões de empregos;
– A Petrobrás aumentou a produção de 75 mil para 750 mil barris/dia de petróleo;
– Estruturação das grandes construtoras nacionais; – Crescimento do PIB de 14%;
– Construção de 4 portos e recuperação de outros 20; – Criação da Eletrobrás;
– Implantação do Programa Nuclear;
– Criação da Nuclebrás e subsidiárias;
– Criação da Embratel e Telebrás (antes, não havia ‘orelhões’ nas ruas nem se falava por telefone entre os Estados);
– Construção das Usinas Angra I e Angra II;
– Desenvolvimento das Industrias Aeronáutica e Naval (em 1971 o Brasil foi o 2º maior construtor de navios do mundo);
– Implantação do Pró-álcool em 1976 (em 1982, 95% dos carros no país rodavam a álcool);
– Construção das maiores hidrelétricas do MUNDO: Tucuruí, Ilha Solteira, Jupiá e Itaipú;
– Brutal incremento das exportações, que cresceram de 1,5 bilhões de dólares para 37 bilhões;
– o país ficou menos dependente do café, cujo valor das exportações passou de mais de 60% para menos de 20% do total;
– Rede de rodovias asfaltadas, que passou de 3 mil para 45 mil km;
– Redução da inflação galopante com a criação da Correção Monetária, sem controle de preços e sem massacre do funcionalismo público;
– Fomento e financimento de pesquisa: CNPq, FINEP e CAPES;
– Aumento dos cursos de mestrado e doutorado;
– INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM;
– Criação do FUNRURAL – a previdência para os cidadãos do campo;
– Programa de merenda escolar e alimentação do trabalhador;
– Criação do FGTS, PIS, PASEP; (**)
– Criação da EMBRAPA (70 milhões de toneladas de grãos); (**)
– Duplicação da rodovia Rio-Juiz de Fora; – Criação da EBTU;
– Implementação do Metrô em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza;
– Criação da INFRAERO, proporcionando a criação e modernização dos aeroportos brasileiros (Galeão, Guarulhos, Brasília, Confins, Campinas – Viracopos, Salvador, Manaus);
– Implementação dos Pólos Petroquímicos em São Paulo (Cubatão) e na Bahia (Camaçari);
– Investimentos na prospecção de petróleo no fundo do mar que redundaram na descoberta da bacia de Campos em 1976;
– Construção do Porto de Itaquí e do terminal de minério da Ponta da Madeira, na Ilha de S. Luís, no Maranhão;
– Construção dos maiores estádios, ginásios, conjuntos aquáticos e complexos desportivos em diversas cidades e universidades do país;
– Promulgação do ‘Estatuto da Terra’, com o início da Reforma Agrária pacífica;
– Polícia Federal;
– Código Tributário Nacional;
– Código de Mineração;
– Implantação e desenvolvimento da Zona Franca de Manaus;
– IBDF – Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal;
– Conselho Nacional de Poluição Ambiental;
– Reforma do TCU;
– Estatuto do Magistério Superior;
– INDA – Instituto de Desenvolvimento Agrário;
– Criação do Banco Central (DEZ 64);
– SFH – Sistema Financeiro de Habitação;
– BNH – Banco Nacional de Habitação; (***)
– Construção de 4 milhões de moradias;
– Regulamentação do 13º salário;
– Banco da Amazônia;
– SUDAM;
– Reforma Administrativa, Agrária, Bancária, Eleitoral, Habitacional, Política e Universitária;
– Ferrovia da soja;
– Rede Ferroviária ampliada de 3 mil e remodelada para 11 mil Km;
– Corredores de exportações de Vitória, Santos, Paranaguá e Rio Grande;
– Matrículas do ensino superior de 100 mil em 1964 para 1,3 milhões em 1981;
– Mais de 10 milhões de estudantes nas escolas (que eram realmente escolas);
– Estabelecimentos de assistência médico sanitária de 6 para 28 mil;
– Crédito Educativo;
– Projeto RONDON;
– MOBRAL;
– Abertura da Transamazônica com instalação de agrovilas;
– Asfaltamento da rodovia Belém-Brasília;
– Construção da usina hidrelétrica de Boa Esperança, no Rio Parnaíba;
– Construção da Ferrovia do Aço (de Belo Horizonte a Volta Redonda);
– Construção da Ponte Rio-Niterói;
– Construção da rodovia Rio-Santos (BR 101);
O que é defendido por Mazzucato é o Fascismo explícito, mas com outro nome.
Stalin estaria completamente envergonhado com o que a esquerda moderna defende.
Malditos escravos que não conseguem comprar sua própria comida.
Sou um burocrata da verba pública de P&D preso em burocracias reguladas e fiscalizadas por burocratas. Este é meu emprego. E me incomodo com ele e cheguei a este livro para ter um ponto de partida. Mas sei q este ponto precisa de um bom acordo com o outro lado (liberal).
Tb fui bolsista de Iniciação Científica, formado em universidade pública e ex-aluno de colégio militar.
Tenho uma “longa dívida estatal” com a nação.
Meus estudos são pessoais e no encontro de uma outra argumentação.
Também curti o livro “De onde vem as boas ideias” e da filosofia talebiana.
O meio da pesquisa básica é sujeita a cisnes negros. Existem pessoas que não buscam a riqueza empreendedora, querem apenas um suficiente para as “artes das ciências”.
Sei que artigo por artigo não aumenta produticidade do país . O segredo está em aumentar a produtividade.
Faço tb MBA de Empreendedorismo e gestão de novos negócios e estou cogitando um mestrado para encontrar um propósito razoável nisso tudo.
Existe um meio termo. E mt incomoda a todos a burocracia e os labirintos de acesso destes recursos.
Aceito sugestões.