Nota da edição:
O artigo a seguir sobre os problemas da segurança pública no Brasil foi publicado em abril de 2014. Mais de doze anos depois, a republicação se faz ainda mais necessária visto que o tema ainda preocupa – com toda razão – grande parte dos brasileiros.
O brasileiro vive com medo. Sair à rua gera medo. Ficar em casa gera medo. Todo esse medo graças aos enormes números do crime no Brasil. De quem é a culpa disso tudo?
Só no ano de 2012, mais de 50 mil pessoas foram assassinadas no país, e tivemos registro de mais de 556 mil casos de roubos e furtos a residências e comércios. Mas os números podem ser ainda maiores, pois o desânimo é tanto que a maioria dos crimes nem sequer vira ocorrência policial.
Ocupamos hoje a perigosa posição de 11º pais em número de homicídios a cada 100 mil habitantes [segundo os dados disponíveis na data de publicação original do artigo, 2014]. Segundo a Pesquisa Nacional de Vitimização, 21% dos entrevistados foram vítimas de algum tipo de crime nos últimos 12 meses. Das 50 cidades mais violentas do mundo, o Brasil tem 16 delas no ranking [segundo os dados disponíveis na data de publicação original do artigo, 2014].
Uma área da ciência econômica chamada de Economia do Crime trata a ação criminosa da mesma forma que trata a ação econômica: como um ato racional de empreendimento que leva em consideração o custo e o retorno que, nesse caso, incide sobre o ato de cometer um crime.
Como dito por Mises em Ação Humana, toda ação consciente efetuada por um indivíduo tem o objetivo de retirá-lo de uma situação de menor conforto e levá-lo para uma situação de maior conforto em relação à situação atual. Um investidor ou empreendedor sempre toma por base, para validar seus investimentos, o risco e o retorno esperado da ação. Da mesma forma, um criminoso avalia o cenário para cometer o crime, seja um assalto a banco ou, simplesmente, estacionar em local proibido. É isso mesmo: você empreendedor pensa da mesma forma que um assaltante.
Ícones da esquerda brasileira defendem que o aumento da criminalidade é resultado da desigualdade social e econômica do país, ou, ainda, que a culpa é da vítima. Repito: da vítima. A solução seria uma reforma do sistema capitalista ou a implantação do socialismo. O que parece ser uma contradição quando se compara os resultados que o governo se vangloria de ter atingido e os grandes números na criminalidade.
Já o pessoal da direita diz que a causa da criminalidade é que todo criminoso é um pervertido, e que esse comportamento é intrínseco a pessoa.
O fato é que não existe uma causa única no fenômeno da criminalização, muito menos existe uma única solução, ou uma solução simples. Como liberal, gostaria de parafrasear Bastiat e chamar a atenção para aquilo que não se vê: se existe algum “sistema” que deve ser reformado ou substituído, com certeza este seria o sistema de intervenção estatal ao qual estamos submetidos.
Seguindo a lógica da Economia do Crime podemos, facilmente, visualizar que o estado é o grande responsável pelo aumento da criminalidade.
Como?
Agindo de duas formas: diminuindo os riscos e os custos de se cometer um crime, e aumentando os riscos e os custos de se empreender uma atividade lícita e moralmente aceita.
Promovendo a sensação de impunidade
Muitos liberais defendem a existência do estado para cuidar do sistema judiciário, do policiamento e da segurança. Mas esses são setores em que o governo falha mais miseravelmente.
As leis — sendo que algumas até preveem penas severas — sofrem fortes interveniências a favor do condenado. A maioria dos criminosos dos ditos “crimes mais leves” não chega sequer a ir para prisão; e, quando vão, é com a certeza de que é por pouco tempo, devido à grande quantidade de brechas jurídicas que existem.
Sabendo disso, a pessoa que se aventura pelo crime o faz com ciência de que o custo de praticar a atividade ilegal (que nesse caso é a prisão) é reduzido.
É dificultado o direito à legítima defesa
“Dificultado” é uma palavra muito branda. Negado é o correto.
Graças ao estatuto do desarmamento (de dezembro de 2003), que praticamente proibiu o brasileiro de ter uma arma, o cidadão está cada dia mais vulnerável à ação criminosa. Todos sabem que os bandidos andam armados, e fortemente armados, enquanto o brasileiro de bem não pode portar arma de fogo, spray de pimenta ou arma branca para se defender, e defender sua família dos milhares de assaltos que ocorrem diariamente.
Dificultando o acesso ao mercado de trabalho
Com um salário mínimo em um valor elevado, principalmente em relação à produtividade do trabalhador, o governo lança uma grande barreira de entrada ao mercado de trabalho para os mais jovens, para os que têm menos experiência e para os que têm menos qualificação. Não é à toa que o número de ocupados está estagnado há um ano [segundo os dados disponíveis na data de publicação original do artigo, 2014].
Com diversas leis e encargos sociais e trabalhistas, um funcionário que executaria uma função repetitiva e simplória tem seu custo de mão-de-obra artificialmente aumentado, não compensando assim a contratação por parte do empresário. E aqueles que arriscam trabalhar na clandestinidade sofrem severas sanções.
O ideal seria que os salários fossem determinados pela oferta e demanda, permitindo assim que os menos favorecidos tivessem uma chance de iniciar sua carreira, e que os salários médios fossem melhorados pela competição dos empregadores pelos empregados.
Dificultando a atividade empresarial
É notável a importância das pequenas empresas para a sociedade. Além de gerar empregos e renda, as pequenas empresas são uma ótima oportunidade para aquelas pessoas que querem desenvolver uma atividade legalmente lícita como forma de vida.
O grande problema é que os dados nos mostram que 24,4% das empresas brasileiras fecham em até dois anos [segundo os dados disponíveis na data de publicação original do artigo, 2014], 22% dos empresários dizem que o principal motivo para o encerramento da empresa é a carga tributária e outros 3% dizem que é a burocracia.
Temos aí dois motivos ligados diretamente à interferência estatal na atividade econômica.
Outra pesquisa mostra que o tempo médio para se abrir uma empresa é de 119 dias contra a média de 20 dias de outros países do G-20, bem como são gastas 2.600 horas para resolver questões tributárias no Brasil contra 347 horas do mesmo grupo.
Péssimo exemplo
Aqueles em quem o povo confia a função de governar o país, dando-lhes seu voto, em geral não servem como bons exemplos para a sociedade com os inúmeros casos de corrupção que fazem parte.
Guerra às drogas
O motivo óbvio para cessar o combate estatal às drogas é que isso, simplesmente, não impede as pessoas de comprar e de usar drogas.
Se isso não for o suficiente, posso citar alguns dos efeitos colaterais do combate às drogas: congestionamento e morosidade do sistema judiciário; aumento desnecessário da população carcerária; aumento da violência entre vendedores, e entre vendedores e compradores; aumento da corrupção entre policiais; diminuição das liberdades civis; surgimento de novas e mais potentes drogas em função da facilidade de porte e de uso; surgimento de drogas mais danosas e mais baratas, como o crack; estímulo ao aumento do número de traficantes devido aos altos retornos gerados pela proibição.
A intenção deste texto não é esgotar o assunto, mas sim chamar a atenção para o fato de que não existe uma única causa do aumento da criminalidade no Brasil, assim como não existe uma única solução.
É necessário um projeto que possibilite às pessoas o acesso ao mercado, que permita que as oportunidades sejam mais equacionadas, e que faça com que aqueles que, tendo à disposição várias alternativas lícitas e eticamente válidas, sejam efetivamente punidos ao escolherem o caminho do crime.
Para a criminalidade diminuir é necessário que o crime não compense.
Recomendações de leitura:
A produção privada de serviços de segurança
Criminalidade, drogas e proibição

Pierre Clastres aponta em seu livro “A Sociedade Contra o Estado” que “para a cultura Guarani, a busca da Terra sem o Mal não é mais possível. E esse pensamento selvagem, quase cegado por tanta luz, nos diz que o O lugar de nascimento do Mal, da fonte da infelicidade, é o UM, ciente de que o UM é o mal, diziam de aldeia em aldeia, e as pessoas os seguiam na busca do Bem – na busca do não-UM.
Por isso acreditamos poder revelar, sob a equação metafísica que iguala o Mal ao UM, outra equação mais secreta, e de ordem política, que diz que o UM é o Estado.
O Estado é um instrumento que permite à classe dominante exercer seu domínio violento sobre as classes dominadas. A sociedade primitiva sabe, por natureza, que a violência é a essência do poder. Esse conhecimento está alicerçado na preocupação de manter constantemente distantes um do outro o poder e a instituição, o comando e o patrão.
E é o campo da palavra que garante a demarcação e traça a linha divisória. Obrigando o chefe a se mover apenas no elemento da palavra, ou seja, no extremo oposto da violência, a tribo se certifica de que todas as coisas permaneçam no lugar, que o eixo do poder recaia sobre o corpo exclusivo da sociedade e que nenhum deslocamento de forças irá perturbar a ordem social.
O dever do chefe de falar, esse fluxo constante de palavras vazias que deve à tribo, é a sua dívida infinita, a garantia que impede o homem de palavra de se tornar um homem de poder.
TUDO SE DESMONTA, portanto, QUANDO A ATIVIDADE DE PRODUÇÃO DESLIGA SEU OBJETIVO INICIAL, QUANDO, EM VEZ DE PRODUZIR APENAS PARA SI MESMO, O HOMEM PRIMITIVO TAMBÉM PRODUZ PARA OUTROS, SEM TROCA E SEM RECIPROCIDADE.
Só então podemos falar de trabalho: quando a regra igualitária da troca deixa de constituir o CÓDIGO CIVIL da sociedade, quando a atividade produtiva visa satisfazer as necessidades dos outros, QUANDO A REGRA DA CÂMBIO É SUBSTITUÍDA PELO TERROR DA DÍVIDA.
Para que o Estado apareça, é necessário, portanto, que haja antes – divisão da sociedade em classes sociais antagônicas, ligadas entre si pela relação de exploração.
Conseqüentemente, a estrutura da sociedade – a divisão em classes – deve preceder o surgimento da máquina estatal. Observa-se a fragilidade dessa concepção meramente instrumental de Estado.
Se a sociedade é organizada por opressores capazes de explorar os oprimidos, é que essa capacidade de impor a alienação repousa no uso da força, isto é, no que faz da própria substância do Estado um “monopólio da violência física legítima”.
A que necessidade responderia a existência de um Estado, uma vez que a sua essência – a VIOLÊNCIA – é imanente à divisão da sociedade, visto que é, neste sentido, dada antecipadamente na opressão exercida por um grupo social sobre os outros?
As sociedades primitivas são sociedades sem estado porque, nelas, o estado é impossível. A história dos povos que têm história é, dir-se-á, a história da luta de classes. A história dos povos sem história é, dir-se-á pelo menos com tanta verdade, a história da sua luta contra o Estado. ”
Fonte: https://dinamicaglobal.wordpress.com/2021/03/18/o-manifesto-do-grande-despertamento-contra-a-grande-redefinicao-parte-2-uma-breve-historia-da-ideologia-liberal/#comment-14748
Brasil é um dos países + ricos do mundo em recursos naturais, todavia, também um dos mais pobres
https://www.tribunadainternet.com.br/2026/03/27/fim-da-picada-salario-de-r-463-mil-e-insuportavel-afirma-lider-sindicalista/#comment-176512
Limpeza e beleza nunca são questões ideológicas, porém, biológicas. Raça vandalizada, população degenerada
https://youtube.com/shorts/DOYGIxyGRlE?si=0DD7UtISqfBAMbxO
Moral ancestral é fundamento social
https://youtube.com/shorts/ZpIyW8jPqtg?si=i-ll-EsFbhgwaUeC
antagônico à do capital
https://youtube.com/shorts/P4AiJH0d63I?si=80uyt_QRdmmziEmq
Jardim de infância chinês
https://youtube.com/shorts/z4QMJWOknsc?si=JIYPtZKf6uLu1Om7
Nação – é população de mesma raça, mesmo padrão genético, mesma tradição, espontânea coesão social
https://youtube.com/shorts/GcjCu8OmeQg?si=TVXwp3pMe7XHHNh8
País, é um aglomerado de pessoas sem padrão nem tradição https://youtube.com/shorts/XTv27DZoK-o?si=sWCz85Fna8AJNW6_
Herança genética, ou esperança ética
https://youtube.com/shorts/gU-PObcSxpM?si=Rl2R8r7lB5fEnywF
Identidade genética degenerada degenera a alma, a moral, e todo ordenamento social. Ausência de padrão genético, identidade pessoal e social, é fonte de todo vandalismo espiritual, moral, musical, social, institucional e existencial
https://youtube.com/shorts/slf8wBKag80?si=JT7K8ORQxf8ly_Cm
Em seu livro Deadlier Than The H-Bomb Wing, Leonard Young afirma que há apenas 2 razões para a Imigração multicultural:
VISANDO – 1. CORROMPER a RAÇA BRANCA https://archive.is/o/ipzrX/nypost.com/2016/07/01/elite-k-8-school-teaches-white-students-theyre-born-racist/
MAIOR DEFENSORA DA FÉ EM DEUS 💚 DA FAMILIA, DAS SOBERANIAS & DA LIBERDADE https://i0.wp.com/historyreviewed.best/wp-content/uploads/2018/01/golda-meir-miscegenation.jpg
2. GERAR GANGUES urbanas DEGENERADAS https://youtube.com/shorts/HmDBSyrtgh4?si=_VsQ9qZWmWRiHl-Q que possam ser usadas para FINS REVOLUCIONÁRIOS
https://web.archive.org/web/20240514220849if_/http://biblebelievers.au/hatred.htm#RM
Afro-americano percebe percepções equivocadas de racismo branco perpetrado pelo$ inventore$ do comuni$mo e da maçonaria!
https://boydenreport.com/2020/06/22/an-african-american-apologizes-for-misattributed-perceptions-of-white-racism-against-blacks-perpetrated-by-jews/
Capitali$tas & marxi$ta$ desprezam sistemas políticos que têm uma base natural e biológica em sua organização. https://nationalvanguard.org/2019/02/thinking-racially-natural-moral-and-necessary/#comment-51235 A razão é simples: quando as virtudes naturais são a medida dos homens, é difícil para eles enganarem uns aos outros com artimanhas jurídicas ou com outras regras em que a hierarquia é concedida com base em considerações artificiais. https://dinamicaglobal.wordpress.com/2020/12/17/ataque-de-engenharia-social-a-america-repete-a-historia-imita-a-destruicao-de-uma-nacao-europeia/#comment-14313
Eles odeiam o nacional-socialismo pela mesma razão que os banqueiros odeiam qualquer coisa que motive os homens a confiarem uns nos outros para obter crédito, em vez de usarem o banqueiro como intermediário.
https://www.unz.com/aanglin/ana-kasparian-blackmailing-jimmy-dore-with-metoo-hoax-for-exposing-the-young-turks-pro-war-agenda/#comment-5988204
“Verdade, é o que menos importa, porém, o que faz-se perceber como se fosse” H.Kissinger 👇
https://www.azquotes.com/picture-quotes/quote-it-is-not-a-matter-of-what-is-true-that-counts-but-a-matter-of-what-is-perceived-to-henry-a-kissinger-35-49-62.jpg
“A arte, não representa aquilo que vemos, ela faz-nos ver” Paulo Klee
https://youtu.be/gfBpEtXA1Qo?si=RQdIO95wLbEfE5E5
Cultura, empiricamente, é a preservação do padrão genético ancestral
https://youtube.com/shorts/rqS-qFQndwA?si=iJji7MGS2xsslEKZ
Crescer como raça,
sem trapaça nem desgraça https://youtube.com/shorts/161e1RTmtyA?si=tilcXluguAsm4L4o
é o verdadeiro sentido de toda existência https://www.youtube.com/shorts/xWkiYsG-CVE?feature=share
Guerreiros Massais, precisam sobreviver seis anos no cerrado antes de tornarem-se HOMENS HONRADOS- Ritual Eunoto é seu último teste, e ninguém sabe quando inicia. Repentinamente chama-se todos para dançarem três dias sem parar, sem água, sem dormir. Suas mães raspam-lhes a cabeça, queimam seus tecidos de guerra vermelhos, e no último corte de c belo perdem o direito de rebelarem-se. Estes guerreiros selvagens tornam-se de um dia para outro homens honrados, muito responsáveis. O preço de sua tenacidade é a liberdade. Quem não suportar a dança, permanecerá eternamente um adolescente, enquanto aqueles que conseguem, poderão construir suas próprias casas, casar proliferar e gerar descendentes
https://youtube.com/shorts/XwUJXvcVWrw?si=2r2rtQ3R8BotJpHH
tradução ufpj