Para responder a esta
pergunta é preciso antes definir três pontos: quem seríamos nós, o que é a Amazônia e o que significa possuir
algo.
entenderemos por Amazônia.
Floresta Amazônica é o segundo maior bioma do mundo, e se estende pelo
território de nove países, mas para classificar o nós como “brasileiros”, vamos limitar o “Amazônia” à parcela da floresta que se encontra no território
brasileiro.
dizer que cada uma das pessoas nascidas dentro da fronteira do estado
brasileiro é dona (ou acionária) de uma área gigantesca de floresta?
nos tornamos donos de algo? Existem três
maneiras de adquirir propriedade sobre algo: (1) comprando, (2) recebendo de
presente ou (3) se apropriando originalmente de um recurso sem dono (homestead).
necessário estabelecer um elo objetivo com o recurso em questão, ou, nas
palavras de John Locke:
[C]ada homem possui a propriedade de sua própria
pessoa. A esta ninguém tem direito
algum, além dele mesmo. O trabalho de seu corpo e a obra de
suas mãos, pode-se dizer, são propriamente seus. Qualquer coisa que ele
então retire do estado que a natureza proveu e deixou, e misture com seu
trabalho e adicione algo que é seu, se torna sua propriedade. Sendo
por ele retirado do estado comum em que a natureza a deixou, a ela agregou com
esse trabalho, algo que exclui o direito comum dos demais homens. Por ser
esse trabalho propriedade inquestionável do trabalhador, homem algum
além de si pode ter direito àquilo ao qual tal trabalho tenha sido agregado. .
. .[1]
Então, qual foi o elo
objetivo que um garçom do Chuí, um pescador de Santos, um político de Brasília
ou mesmo um morador de Manaus estabeleceram com toda a floresta tropical
contida no território brasileiro? Nenhum.
Ademais, não só nenhum
brasileiro como também nenhuma pessoa no planeta “misturou seu trabalho” com a
maioria dos recursos em questão, pois, na realidade, grande parte da floresta
jamais foi tocada por seres humanos. A
floresta é um grande vazio demográfico, um deserto verde.
Privatização
Então a Amazônia pertence ao estado
brasileiro?
De fato, o governo
brasileiro tem a posse do território
ocupado pela parte em questão da floresta amazônica; mas ele possui a propriedade legítima desta área?
A diferença entre posse e propriedade pode
ser ilustrada pelo exemplo de uma pessoa que roubou um relógio e saiu
impune. O ladrão possui o relógio, mas a propriedade
do relógio continua sendo da vítima, que tem o direito de reavê-la se encontrar
o ladrão. A posse do território dominado
pelo governo brasileiro começou a ser delineada antes mesmo do “descobrimento”
do Brasil, em 1494, dois anos depois que Colombo descobriu a América, com o
Tratado de Tordesilhas, que dizia que terras que porventura estivessem situadas
na região inexplorada do planeta em que o Brasil se encontrava, pertenceriam ao
reino de Portugal.
Isto, logicamente,
sem levar em consideração que porções destas terras já se encontravam ocupadas
— na Amazônia, antes de 1500, havia complexos urbanos de até 50.000 habitantes
— e, mesmo que se tratasse de um continente vazio, nenhuma pessoa — mesmo que
fosse um rei! — pode se declarar dona legítima de um recurso que sequer
encontrou. Isto é conhecido como
“complexo de Colombo”:
Alguns teóricos têm sustentado — naquilo que podemos
chamar de “complexo de Colombo” — que o primeiro descobridor de uma
ilha ou de um continente novos e sem donos pode possuir legalmente toda a área
simplesmente por declarar sua reivindicação. (Neste caso, Colombo, se ele
realmente tivesse aportado no continente Americano — e se não tivesse nenhum
índio vivendo ali — poderia ter declarado legalmente sua “posse”
privada de todo o continente). Na
realidade natural, no entanto, já que Colombo só teria sido capaz de usar
verdadeiramente, de “misturar seu trabalho com”, uma pequena parte do
continente, o resto então continuaria a não ter dono até que os próximos
colonos chegassem e estabelecessem suas propriedades legítimas em partes do
continente.[2]
A atual fronteira
brasileira foi definida por meio de uma série de
tratados do mesmo tipo, firmados entre governos. Fica claro então que o governo brasileiro não
é dono legítimo da área de floresta que ele declara ser seu domínio.
É por isso que quem fala em “privatização da
Amazônia” está defendendo um arranjo tão ilegítimo quanto os citados acima,
pois ninguém pode vender o que nunca possuiu — e não está ocupado por
ninguém.
O cenário da privatização, onde
a atual posse estatal passa para mãos
privadas pode parecer atrativo para libertários, mas isso possibilitaria que o
governo vendesse enormes áreas desocupadas para indivíduos privados —
fatalmente, os parentes ou aliados dos governantes — que também não teriam e
poderiam nunca vir a estabelecer um elo objetivo com a terra.[3]
Durante a colonização americana, ocorreu uma
situação análoga ao que seria esta “privatização da Amazônia”. O reino da Inglaterra se declarou dono do
território da América do Norte e os colonos
tiveram que comprar a terra pagando preços muito mais caros
do que o preço nulo que teria sido obtido sem o abarcamento do governo e de seus
beneficiários. Logicamente, ainda tinham
de gastar dinheiro imigrando, limpando a terra etc., mas pelo menos nenhum
custo arbitrário teria sido imposto além dessas despesas.[4]
Então, nem o governo e
nem indivíduos privados podem vender terras que nunca foram ocupadas e tudo que
o estado poderia fazer nesta questão é sair do caminho e reconhecer os direitos
de propriedades das pessoas que ocuparem as áreas que hoje estão sob a posse do estado.
Preservação
O moto “a Amazônia é nossa” parece rondar os
brasileiros desde sempre, mas de maneiras bem distintas.
Durante os anos de 1960 e 70, os militares no
poder tinham uma ideia que continha muitos dos elementos da exposição
acima. Com a noção de que uma terra
desocupada é uma terra sem dono, e adotando o lema “Ocupar para não entregar”, eles
tomaram medidas para incentivar a colonização da região amazônica, entre elas abrir
estradas e conceder isenções fiscais — ou seja, o governo declarou que quem se
mudasse para o meio do mato, distante dos grandes centros consumidores e dos
canais de exportação, e instalasse empresas ali, seria menos roubado por ele do
que os que o fizessem em outros locais do Brasil.
Manaus, que estava decadente e cada vez mais
desabitada desde o fim da época áurea da borracha, voltou a ser um local de
migração graças à Zona Franca de Manaus, e hoje conta com uma população de 1,8
milhões. As rodovias construídas pelo
governo proporcionaram acesso a áreas antes inóspitas. Tudo isso facilitou a extração e apropriação
dos recursos naturais da região. Curiosamente, é exatamente isto que este mesmo estado quer impedir nos
dias atuais.[5]
Antigamente a selva era considerada o que ela
realmente é: um inimigo a ser domado;
que a natureza em seu estado bruto só tem valor depois que o homem ocupa e
trabalha a terra, transformando-a ou extraindo dela recursos, que dessa forma
se tornam riquezas, servindo para melhorar a vida das pessoas. Mas, hoje, uma sanha ecológica parece ter
tomado conta do mundo, e as pessoas — logicamente no conforto de seus lares
nas áreas urbanas — têm na cabeça uma ideia fixa de que o que quer que não
tenha sido tocado pelo homem até hoje, assim deve permanecer. O motivo? Melhor não perguntar.
Algo que foi muito popular, e que se ouve até hoje, é
que a Amazônia deve ser preservada pois seria o “pulmão do mundo” — querendo
dizer que a floresta é responsável pela produção do oxigênio da atmosfera, ou
seja, responsável pela vida na Terra. Qualquer
um que se lembre das aulas de Ciências na escola sabe que a plantas fazem
fotossíntese durante o dia (trocando CO2 por O2)
e respiram durante as 24 horas do dia (trocando O2 por CO2), ou seja, as
florestas não produzem O2; ainda bem, pois um aumento na concentração de O2 na atmosfera poderia significar o fim da
vida na terra.
E é fato que, há milhões de anos, a
concentração de gases atmosféricos se mantém estável, com 76,5% de nitrogênio,
20,5% de oxigênio e 1% de outros gases, além de 2% de vapor d’água.
Mas parece que o fantasma predominante hoje é o do
aquecimento global — a floresta amazônica impediria que a temperatura do
planeta aumentasse, pois diminuiria a concentração de CO2 na
atmosfera. Só não explicam como, pois
conforme acabamos de recordar, as plantas também produzem CO2. E também não explicam como um gás que compõe
apenas 0,03% da atmosfera iria conseguir alterar tanto a temperatura do planeta.[6]
Algum tempo
atrás, estudiosos diziam que caso a Amazônia desaparecesse, o mundo entraria
numa nova Era Glacial[7]. Ademais, se as florestas exercem tanta influência na temperatura da
Terra, por que esta não sofreu uma variação drástica (para cima ou para baixo)
nos últimos 8 mil anos, em que houve uma redução de mais de 75% das
áreas de florestas primárias, e nos últimos 11 mil anos a área total do globo coberta por florestas sofreu uma diminuição de 40%? É difícil crer
que estes 60% restantes possuem esta importância depositada neles, como se a
vida no planeta dependesse da mata primária restante.
Não obstante, existem estudos sobre uma origem antropogênica
da Floresta Amazônica, e desmatamentos recentes propiciaram a descobertas
de geoglifos que datam do século XIII, indicando que, poucas centenas de
anos atrás, aquela região poderia ser uma savana parecida com o cerrado.
Outro argumento quixotesco que costuma aparecer é o
de que a fauna e a flora da Amazônia possuem propriedades ainda desconhecidas
pelo homem, e, portanto, devem ser preservadas — “na Amazônia pode estar a cura para o câncer!”. Para começar, este poderia ser um argumento a
favor da máxima exploração dos recursos da floresta, e não para sua “imaculação”. Quem acredita nisso pode ir agora mesmo para
o meio do mato coletar “estas riquezas”.
Para mostrar que o argumento existe mesmo, vou dar um exemplo. A recente série Luta
pela Amazônia, apresentada pelo Discovery Channel, na justificativa
desse argumento cita que “uma possível cura para a Doença de Chagas foi
encontrada no veneno da Jararaca”. Só tem
um problema: a Jararaca é uma cobra encontrada do Norte do México até a
Argentina! E mesmo que fosse um réptil
exclusivamente amazônico, teríamos aí uma razão para capturar e pesquisar todas
as espécies da região em um local como o Instituto Butantan (logicamente que
não fosse governamental), e não para manter uma imensidão de dimensões
oceânicas intocada.
E são com estes tipos de
“justificativas” que o governo vai trabalhando duro para diminuir o padrão de
vida de todos, com o IBAMA proibindo o corte de árvores numa área que o
“complexo de Colombo” concedeu ao governo, com a Polícia Federal atacando e
sequestrando seres humanos por extraírem o que eles chamam de “madeira ilegal”,
ou jogando em celas pobres miseráveis por capturarem bichos no mato — o que
eles chamam de “tráfico de animais silvestres”— ou tantas e tantas violências
que ocorrem com a aquiescência de urbanóides
— pessoas que não sobreviveriam
1 dia se fossem deixadas no meio do mato.
Lew Rockwell faz uma análise
sucinta desta sanha ambientalista: “É como se os socialistas tivessem descoberto que seu plano resulta em miséria, e
tivessem decidido trocar seus nomes para ambientalistas
e fazer da miséria seu objetivo”. E, na
mesma linha, Jeffrey Tucker observa
que
Planejamento estatal jamais foi um meio adequado de se
fazer qualquer coisa, mas pelo menos houve uma época em que o objetivo era
trazer progresso à humanidade. Era o
meio errado para atingir o fim certo.
Hoje em dia, o planejamento central funciona como um meio maldosamente eficiente
para atingir o fim errado […] e se tem algo em que o estado seja realmente bom,
é em destruir as coisas.
A famosa questão
filosófica que diz que “Se uma árvore cair no meio da floresta, e não
estiver ninguém por perto, será que faz barulho?” poderia ser transformada para
nossos propósitos aqui em “Se uma árvore permanecer na floresta sem ninguém por
perto, será que ela está mesmo lá?”.
Conclusão
Não, a Amazônia não é nossa. É de quem pegar. E que faça bom proveito, transformando
recursos sem uso em riquezas demandadas pelas pessoas, que podem ser desde
parques ecológicos até ornamentos
para sandálias.
_______________________________________________
Notas
[1] John Locke, Um Ensaio
Referente à Verdadeira Origem, Extensão e Objetivo do Governo Civil, V.
págs. 409-10, em Dois
Tratados sobre o Governo (Martins Fontes, 1998)
[2] Murray N. Rothbard, A Ética da Liberdade,
cap. 8, Instituto Ludwig von Mises Brasil.
[3]
Isto ocorreu com Fernando de Noronha, que recebeu no sistema de capitanias o
conjunto de ilhas que hoje leva seu nome, mas que nunca chegou a
colonizá-las. Mesmo assim, a posse da
ilha foi sendo passada para os descendentes de Noronha. Depois de ser ocupada por franceses e
holandeses, os portugueses retomaram a ilha em 1737, transformando-a numa
ilha-prisão que funcionou até 1942. Hoje,
o estado brasileiro controla o arquipélago todo, permite que alguns operem hotéis
e comércios no local, controla o número de pessoas que pode viajar para lá e
cobra R$40 por dia de todos os visitantes ali presentes, apenas por estarem
ali.
[4]
Murray N. Rothbard, Conceived in Liberty,
Vol. I, pág. 150
[5] Segundo a entidade ambientalista WWF,
as rodovias têm sido grandes promotoras do desmatamento florestal, e, na
Amazônia, 75% dos desmatamentos ocorreram em grandes faixas ao longo das
rodovias asfaltadas.
[6] A wikipédia
informa que o gás carbônico é
um dos gases do efeito estufa que menos contribui para o
aquecimento global. O maior
contribuinte mesmo é o vapor d’água, 36–72%.
[7] O ambientalista e secretário do Meio Ambiente de 1990 a
92, José A. Lutzenberger dizia:
Hoje existem
instrumentos fantásticos que nos permitem ver o globo em sua totalidade. Se formos ao INPE (Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais), em São
José dos Campos, ou até a NASA, nos Estados Unidos, podemos
ver no monitor dos computadores a imagem do Planeta como um todo, com a
Amazônia ao centro, e todo o deslocamento destas massas de nuvens.[.]
Se olharmos de
novo aquelas imagens de satélite, que mostram as correntes aéreas que saem da
Amazônia e vão para o Sul e para o Norte, percebemos que, se elas
desaparecerem, irá se iniciar uma nova Idade Glacial na Europa e talvez aqui,
no Extremo Sul. Por isto não adianta
dizer, como querem nossos governantes e principalmente nossos militares, que
aquilo que fazemos na Amazônia não interessa a ninguém, só a nós. Interessa,
sim, e interessa a todo o mundo. A
Amazônia não é só nossa. É do Planeta
inteiro, um órgão vital do ser vivo chamado Gaia, que é a Terra. Não podemos continuar destruindo a Amazônia. É preciso parar. É preciso repensar conceitos. Mesmo porque, até sob um ponto de vista
meramente econômico, aquilo é uma pilhagem.
Bom artigo!
Ótimo texto!
É mesmo engraçado: a nossa CF assegura, como todos sabemos, um direito de propriedade ‘meia-boca’, já que o condiciona ao cumprimento da tal ‘função social’. Assim, por exemplo, o Estado aumenta tributação sobre um terreno mal explorado (segundo seus critérios) ou até mesmo o desapropria.
No entanto, quando se trata da ‘propriedade estatal’, nada disso vale… O Estado se diz dono de um monte de coisa, por uma canetada, e pouco importa se essas suas coisas são bem exploradas ou não. Ai de quem se meter a contestar a propriedade estatal.
Parabéns pelo artigo.
Muito bom texto. Sempre que me falam de “reforma agrária”, MST etc faço questão de lembrar que há milhões de hectares de terra disponíveis no Brasil sem dono. Se algum governo sensaso quisesse realmente dar terra aos “sem-terra” simplesmente diria: “ocupem as terras sem-dono ao invés de tentar roubar as que já tem” – acho que até faltariam sem-terra para tanta terra sobrando.
Sobre o mito de que a Amazônia é o pulmão do mundo:
http://www.projetoockham.org/boatos_pulmao_1.html
Fernando
Muito bem colocado no texto a dificuldade criada pelo governo para quem quer desenvolver atividade na região.Nào precisa de incentivo é só não interferir.
O sistema esta contra e a maquina é muito forte.
Somos prova viva disto!
Este texto merece uma tradução para o inglês e respectiva publicação nos sites do Mises Institute e LRC (locais que fogem do “politicamente correto”). O mundo precisa ler este artigo!
Meu pai foi um destes que foi pra Amazônia na época dos militares. Na época meu avô recebeu um pedaço de floresta que teve que desmatar na base do machado, pra poder iniciar a plantar alguma coisa por ali e poder sobreviver. Nós temos muito orgulho deste desmatamento que foi feito de 1971 pra cá. Essa idiotice ambiental mantém grande parte da população amazônica, que não pode mais desmatar como antes sob pena de multas ou até prisões, na pobreza esperando benesses estatais.
Cambada de liberal polêmico! Só tenho lido coisas esdrúxulas aqui.
”Então a Amazônia pertence ao estado brasileiro? De fato, o governo brasileiro tem a posse do território ocupado pela parte em questão da floresta amazônica; mas ele possui a propriedade legítima desta área? ”
Contraponto vergonhoso. Pois bem, então, a nossa parcela da Amazônia seria de quem ‘pagar mais’, assim como a Chapada Diamantina, o Pantanal… $#%#$%¨!!!
Se a Amazônia fosse minha, eu poderia vender a minha parte. Ou então poderia alugar. Ou simplesmente usar a minha parte, como por exemplo desmatando para um campo de futebol.
Mas não posso fazer nada disso.
Sabia que a casa que você mora é minha? Só que eu não posso vendê-la, alugá-la, ou usá-la.
Precisa uma certa ingenuidade para cair nessa conversa de que a Amazônia é nossa.
Lamentável seu texto, mas o que esperar desse site ultimamente, principalmente de você, Fernando? Os senhores estão atirando para todos os lados, polemizando assuntos tendo como tática colocar os piores fatos e omitindo os bons, numa atitude totalmente parcial.\r
Sua visão das coisas é preocupante Fernando. Merece e será comentada.\r
\r
Ps. Tanto faz postar ou não. Mesmo porque de vossa pessoa só espero textos ressentidos.
Fico feliz ao saber que ainda existem pessoas sensatas no Brasil e que, em relação à Amazônia, nem tudo na mídia brasileira é lixo.\r
Há mais de 26 anos coloquei meus pés em solo amazônico pela primeira vez e no Pará permaneci por 5 anos. Viajando em solo paraense, percebi claramente que a escola havia me prestado um grande desserviço, pois tinha me ensinado grandes inverdades acerca do relevo da região. Depois desse tempo, saí do norte, retornando após dois anos à Amazônia e aqui permaneço até hoje.\r
Posso dizer que há mais de trinta anos observo o movimento ambiental. Fui percebendo aos poucos que o movimento era anti-humano e contrário ao bom senso, como também tinha ligações com o panteísmo. Tendo isso em mente, resolvi pesquisar por mim mesmo as grandes questões ecológicas.\r
Fiquei grandemente surpreso ao ver que o desserviço que a escola e/ou a mídia tinham me prestado era enorme, pois não se resumia em informações erradas sobre o relevo amazônico. Quase tudo o que haviam me ensinado era simplesmente mentira. Entre essas mentiras, encontra-se a preferida de hoje : a tese do aquecimento global antropogênico. Os socialistas são um dos grupos que mais se utilizam das questões “ambientais” para que assim possam implementar suas ideias. Não é sem motivo o fato de os partidos de matizes socialistas estarem atolados até o pescoço com as questões “ecológicas”. Em países de língua inglesa, os “ambientalistas”, às vezes, são chamados de watermelons, ou seja, melancias. Mas por quê ? Porque as melancias são verdes por fora, mas vermelhas por dentro. Pelas bandas de cá, há aqueles que dizem que a cor do comunismo não é mais vermelha, mas sim verde (visite a página ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com/ ).\r
Principalmente na Amazônia, o direito de propriedade tem sido severamente atacado. Acontecimentos como o ocorrido na Raposa Serra do Sol e a legislação “ambiental” servem apenas para dizer, ainda que de forma indireta, que não existe direito de propriedade sobre a terra, ou ainda que o referido direito é totalmente mutável a bel-prazer do Estado, exatamente como pregam os socialistas. Talvez seja melhor falar um pouco sobre a legislação ambiental.\r
A legislação ordenava que os agricultores, na Amazônia, deixassem uma área imensa com a floresta nativa (50 %). O então presidente Fernando Henrique Cardoso, não satisfeito com isso, editou uma medida provisória ordenando que a chamada reserva legal fosse aumentada para 80%. Imagine só! Se 50% já é muito, imagine 80% ! Não importa se a área é produtora de alimentos ou não, ou se o local tem instalações ou não. Também não importa se o proprietário tem o título definitivo de propriedade da área ou não, título esse que no seu verso autorizava clara e explicitamente o uso de 50% da propriedade para qualquer fim. A área em questão tem de ser mata, ou tem de ser transformada em floresta. Assim o produtor rural pode ser duplamente prejudicado: 1) tem de perder a maior parte de sua terra e 2) as instalações têm de virar ruínas. Dessa forma, todo o investimento na área tem de ser destruído. Tudo isso é um tremendo prejuízo para o agricultor, pois o Estado nem promete dar algo em troca, nem mesmo 1 centavo. Não estranhamente, os petistas de mediato apoiaram a medida.\r
Na Amazônia, muitos produtores estão em um beco sem saída. Dificilmente conseguem licença para desmatar, coisa essa indispensável para a produção de alimentos. Se desmatam sem licença, são considerados bandidos. Se não desmatam, a propriedade rural é invadida, sendo que os invasores têm todo o apoio do governo. Isso não é apenas uma tese, essas coisas acontecem. Sou testemunha ocular dessas coisas.\r
No Brasil, ao lado das regulamentações ambientais, as regulamentações trabalhistas atrapalham, e muito, a vida dos produtores rurais. E as questões trabalhistas atormentam a todos, inclusive quem vive fora da Amazônia. Há poucos anos, visitando uma fazenda de um conhecido, fiquei estarrecido ao entrar e ver um documento na parede do escritório. Era o resultado de um exame microbiológico da água da fazenda. As filhas do fazendeiro disseram que aquilo era uma exigência do governo. A água deveria estar livre de germes, caso contrário eles poderiam ser acusados de trabalho escravo. O fazendeiro já havia sofrido muito, pois já havia sido acusado de trabalho escravo. Mas o que fez com que aquele fazendeiro fosse acusado disso? Muito antes daquele dia, eu havia conversado com o pai das moças, o fazendeiro, meu conhecido, e ele me disse que como as privadas para os trabalhadores não tinham vaso sanitário, para que os trabalhadores pudessem sentar, isso foi considerado trabalho escravo. Se não tivesse ouvido isso do próprio fazendeiro, não teria acreditado.\r
Agora, uma pequena reflexão : quem estaria escravizando milhares, ou talvez milhões, de pessoas em zona urbana, espalhadas por esse imenso país, simplesmente porque consomem água contaminada com vários germes ? Quem seria o culpado por tal crime? O Estado, porque não consegue prestar certos serviços, ou porque dificulta a prestação de serviços básicos ? \r
Segundo informações, as mais diversas, existe um plano para expropriar, sem direito a indenização, as terras produtivas , tendo como pretexto as regulamentações trabalhistas (veja, por exemplo, http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=36162 , http://www.anamatra.org.br/noticias/noticias/ler_noticias.cfm?cod_conteudo=18938&descricao=Noticias , pt.wikipedia.org/wiki/Ademir_Andrade#PEC_438_-_Trabalho_Escravo ). É bom lembrar que o modelo de reforma agrária preconizado pelo governo é inspirado no bolchevismo. O governo não dá o título de propriedade para os assentados, e quando dá, faz em número pífio. A distribuição de uns pouquíssimos títulos parece ser importante, pois dessa forma muitos são enganados acerca do verdadeiro caráter da reforma agrária considerada ideal por muitos políticos. Também, o assentado não pode “vender” a gleba. Caso “venda”, a União pega a área de volta, e quem “comprou” perde tudo. Isso quer dizer que o agricultor que recebeu a terra da União pode sair do assentamento mais pobre do que quando nele entrou, uma vez que uma gleba, seja ela grande ou pequena, requer grandes investimentos para ser produtiva. As pessoas que defendem uma reforma agrária desse tipo ou são muito más ou não têm uma visão realista acerca do agronegócio.\r
Embora muitos não percebam, o Brasil parece estar seguindo a Venezuela e a Venezuela parece estar seguindo Cuba. A coisa em nosso país está ficando preta, ou melhor, vermelha, aliás, verde. Pior é saber que o verde serve apenas para esconder um terrível vermelhão! \r
Muito bom esse texto, parabéns.
Só uma coisa: qualquer organismo, planta ou animal, libera CO2 quando se decompõe (somos todos feitos de carbono). Então o desmatamento pode sim aumentar o volume de CO2 na atmosfera.
Não que isso muda nada na mensagem e nos argumentos do texto, claro.
PODE ATE SER QUE NAO SEJA NOSSA,….E QUE ALGUNS PONTOS DESSE ARTIGO TENHAM FUNDAMENTOS ( REFORMA AGRÁRIA, POPULAÇÃO NA POBREZA………)MAIS DAI FALAR QUE TUDO ISSO É IDIOTICE AMBIENTAL?\r
E DEFENDER OS FDP QUE ESTAO EXTERMINANDO OS POBRES ANIMAIS……..( “jogando em celas pobres miseráveis por capturarem bichos no mato – o que eles chamam de “tráfico de animais silvestres”………).\r
VCS NAO SABEM OQ FALAM! \r
QUE ABSURDO!\r
HÁ QUE BUSCAR SIM UM EQUILIBRIO, MAIS ARGUMENTAR NESSE SENTIDO COMO ACIMA EXPOSTO PARA MIM É MUITO DESCASO E IGNORANCIA.\r
\r
\r
Obrigado Tiago RC.\r
\r
\r
O importante é saber que o CO2 não controla o clima da Terra. Embora ele possa ser um gás de efeito estufa, sua influência no clima é totalmente desprezível. O CO2 não é uma maldição, pelo contrário, é uma bênção; ele pode ser chamado de gás da vida, porque os seres vivos são constituídos em grande parte por carbono.\r
Nas estufas mais avançadas, o ambiente é enriquecido com CO2. Para quê? Para que se atinja uma produção vegetal mais elevada. Essa técnica é recomendada até mesmo por pessoas adeptas da agricultura alternativa, agricultura essa fortemente vinculada ao movimento “ambiental”.\r
\r
Aproveitando o momento, quero aqui reproduzir parte de uns comentários que enviei a um portal ( http://www.alerta.inf.br/geral/718.html ) O texto aborda algumas questões importantes sobre a Amazônia.\r
\r
Eis o texto:\r
\r
Grande parte da população brasileira é muito mal informada sobre a Amazônia e assuntos que supostamente podem afetar a região e o planeta. Existe todo um sistema de divulgação de informações falsas que faz com que até mesmo pessoas com alta escolaridade passem a ficar refém da desinformação. \r
Um bom exemplo de desinformação é sobre os solos da Amazônia. Ensina-se a todos que os solos amazônicos são pobres e inaptos para a agricultura. Mas,embora existam solos pobres na região, também há os de média a alta fertilidade;na Amazônia existe uma grande variedade de solos. \r
É importante também lembrar que um solo para ser fértil precisa de ter boas características físicas como também químicas e as características químicas são facilmente corrigidas. Vejamos o caso de um solo ácido,coisa comum no Brasil. A simples adição de calcário e/ou gesso agrícola transforma um solo ácido,tecnicamente de baixa fertilidade, para um solo tecnicamente de média a alta fertilidade. Solos imprestáveis para certas culturas passam a ser solos altamente produtivos para todo tipo de cultura, desde que o clima seja propício a elas. Corrigindo-se a acidez dos solos e eliminando-se a nocividade de certos elementos,como o alumínio, por exemplo,coisas essas conseguidas com o uso de calcário e/ou gesso, um solo anteriormente pobre passa não somente a ser fértil como também as plantas nele cultivadas passam a ter condições de aproveitar bem melhor os adubos. A adubação eleva ainda mais a produtividade (produção por área)e a produtividade eleva, e muito, o lucro do agronegócio.Quando falamos sobre essas coisas, vem à nossa mente o cerrado. \r
As regiões de cerrado geralmente possuem solos ácidos com baixíssima fertilidade natural. Caso não existissem as técnicas de calagem e gessagem, essas regiões estariam condenadas à quase total infertilidade. No entanto, essas regiões são grandes produtoras de alimento. \r
\r
Outra coisa que muita gente não consegue entender é sobre o uso do fogo na Amazônia. Apesar de o fogo poder ser, a longo prazo, extremamente prejudicial para o solo,o uso do fogo muitas vezes é indispensável à prática agrícola.Quando uma floresta,primária ou secundária, é derrubada para o plantio de alimentos,caso o agricultor não tenha condições de utilizar um maquinário altamente caro,não há outra coisa a fazer a não ser colocar fogo na área. \r
Além de ser uma forma muito prática de limpar uma área para plantio, o fogo traz outro benefício: as cinzas.Estas elevam a fertilidade de um solo ácido. As cinzas são um material alcalino, portanto diminuem a acidez dos solos e fazem com que seja eliminada a nocividade de certos elementos,como o alumínio ,por exemplo. \r
O fogo é uma ferramenta agrícola muitas vezes indispensável. Ele é e foi utilizado muitas vezes, não somente na Amazônia.Por exemplo,no passado, quando os Estados Unidos estavam ampliando sua área agrícola, o fogo foi utilizado em larga escala. \r
Portanto, os agricultores muitas vezes fazem uso do fogo não por que sejam bandidos mas porque dele necessitam para a produção de alimentos. \r
Porém, o fogo deve ser usado somente quando indispensável, pois o seu uso prolongado e/ou indiscriminado expõe o solo à erosão e faz com que o solo perca matéria orgânica, coisas essas que contribuem,e muito,para a degradação dos solos. \r
\r
Outro mito sobre a Amazônia é aquele que diz que se houver um grande desmatamento na região,a região não terá mais um regime de boas chuvas.Puro argumento pseudocientífico espalhado até mesmo por cientistas que na realidade são mais ativistas que cientistas. \r
Certa feita estava assistindo a um programa de televisão quando um desses cientistas falou sobre isso. Um internauta perguntou então por que não se plantavam árvores no nordeste brasileiro. Não citando nenhum estudo que comprovasse a tese, o tal cientista falou mais algumas besteiras e encerrou a tentativa de explicação. \r
Infelizmente,existe gente com nível superior que acredita em besteiras populares como essas;chegam a pensar que existe seca no nordeste por que houve desmatamento lá. Parece que não sabem que quando os portugueses aqui chegaram já encontraram uma região semi-árida no nordeste com sua vegetação característica: a caatinga. Os fatos e a ciência descartam a ideia segundo a qual uma região recebe muita chuva pelo fato de ter florestas. É o contrário, uma região possui florestas por que o clima dessa região favorece a existência de floretas, clima esse que além de ter uma temperatura adequada também tem uma quantia de chuva adequada. \r
\r
Mitos como esses são amplamente divulgados pelos “ambientalistas”. Tais “ambientalistas” têm os mais diversos objetivos. Tais “ambientalistas” ou “ecologistas” estão cada vez mais sendo desmascarados, inclusive no que diz respeito ao seu tema favorito: aquecimento global; explicando melhor: a tese segundo a qual o dióxido de carbono dirige o clima da Terra. \r
\r
Eu gostei do texto. Mas ainda não me é claro como a metafóra de Jonh Locke pode solucionar o problema.
Por exemplo um caçador/coletor que vive na amazonia, como definir de forma objetiva que ele misturou trabalho com a floresta? Uma vez que tudo que ele faz é pegar o açai/babaçu da árvore. Ele não mudou o ambiente em nada, fica dificil dizer que ele misturou trabalho. Ainda sim me parece injusto aparecer lá com um trator e derrubar todas as árvores do qual o coletor tira o sustento.
E se eu derubar a floresta com dois tratores e uma correte isso me faria dono da area desmatada? Porque? Não me parece claro. E se plantar soja? Me torno dono? Por exemplo eu plano soja, faço a colheita, abandono a terra pois a mesma está infértil e ainda assim continuo dono (afinal eu fui o primeiro a misturar o meu trabalho a terra)?
Eu consigo entender que deixando a cargo da ordem espontanea uma “corrida a amazônia” pode ter um melhor resultado do que uma ocupação planejada. Mas não consigo entender como usar a metafora do Jonh Locke para guiar a ética dessa ocupação.
Só “liberar” o desmatamento ilegal e a matança e comércio de animais silvesters pros “pobres miseráveis” da região também não é de muita ajuda, não mais que mostrar as nádegas liberais pro Estado com um “você não manda aqui” tatuado.
Pegar, vender os recursos e sair correndo é desperdício. Só menor que o desperdício de ter uma área inóspita.
Agora, é, sim, uma região que pode e deve ser explorada com planejamento, investimento e regularização e tudo o que for.
O difícil é o Estado investir nisso de forma que gere lucro e instale famílias lá.
Se as obras nos centros urbanos, que também são centro das câmeras da Globo, já são lentas e deficientes, imagina como se darão as obras no que é quase o fim-de-mundo-brasileiro atualmente.
Apoiado pelo comentário que disse da péssima intervenção do Estado que não só ignora os investimentos, quando ainda mete leis esdrúxulas pra incomodar o fulano que lá está se intalando e trabalhando.
Todo desenvolvimento dever ser acompanhado de inteligência e racionalidade, para que haja prosperidade.
Tudo na natureza se baseia em equilíbrio, até nossa economia, como o próprio Misses vem nos mostrando com uma clareza estupenda.
Devemos ter muito cuidado ao falar em exploração. Nossos exemplos são os mais podres possíveis e tenho certeza que não sabemos como fazer. Acho que fosses muito infeliz na tua conclusão que simplesmente mostra todo o descaso com que a humanidade tem com esse assunto, o qual os resultados estamos todos sentindo na pele. Nem preciso citar isso.
O texto é muito interessante no ponto em que nos faz pensar que temos, ainda, lugares para explorar e que todos devem ser explorados de alguma forma. Mas como falei anteriormente, quando o fizemos, sempre o fizemos da maneira com que todos os recursos são exauridos no curto prazo, com lucros rápidos em detrimento a sua continuidade e boa utilização. Isso gera o desequilíbrio, como o simples fato de dizermos que a vida de um animal é mais importante que de uma pessoa ou vice-versa, todos têm sua importância no ciclo da vida.
Sou contra qualquer modelo atual de exploração nesses poucos santuários de vida que ainda nos restam, no caso a floresta Amazônica, que pra mim é de todo mundo, todos os países, não só minha, tua ou de quem quer que diga que tem alguma terra lá. Se tem, provavelmente deve estar explorando da pior maneira possível.
Uma coisa que sei é que se existe uma preocupação com a exploração da floresta Amazônica é porque alguém deve estar pensando em uma exploração racional (com certeza não é nosso estado) e, dessa forma, acredito que ainda temos alguma chance de ter uma vida melhor.
Grande abraço
Tem gente que é contra o ambientalista amante dos animais que põe os bichinhos na frente dos humanos, entendo.
Mas tomar o time do completo oposto, em que tudo tem que ir pro homem e pro inferno os bichos não faz o menor sentido também.
Como o Rogerio disse, toda vida tem sua importância.
Eu concordo que a vida de uma pessoa é mais importante que a de um animal, ou talvez 10, ou talvez uns 100. Mas isso não segue uma linearidade com o crescimento desse número.
Propôr que se faça o que se queira com eles em nome do progresso e da propriedade privada é absurdo.
Matar animais descontroladamente será, sim, um tiro no pé da própria humanidade em grandes números, aquela que tanto parecem amar, o pessoal radical em favor dos humanos n’importando a que custo pros animais.
Volto com a minha opinião de que se é pra fazer, que se faça direito. O que é extremamente improvável que o Estado faça.
Se é pra depenar recursos naturais sem controle, só pra não deixar a Amazônia parada, talvez não seja tão ruim cercá-la de Keep-Outs.
Afinal, já temos MUITOS recursos no Brasil explorado, grande parte sendo jogada na latrina e tomando descarga.
Evitar o completo disperdício deles pelo governo em primeiro lugar já seria algo mais relevante pra nossas vidas do que a questão da Amazônia tão cedo.
De qualquer forma, não falando em botar em prática, que talvez nem seja a intenção tão logo, o texto se faz bem em deixar bem claro que, NÃO, “a Amazônia não é nossa”.
O texto tem um certo ar hostil que pode acabar deturpando o contexto das idéias apresentadas. Os ataques aos ambientalistas e consequentemente à qualquer esforço de preservação dá a impressão que o autor acredita que é justificável o lucro destrutivo, a exploração temporária e danosa da região Amazônica. O texto indicado posteriormente sobre os índios americanos exemplifica melhor, creio eu, o contexto correto do que a privatização das terras pode providenciar, que é, na verdade, o próprio interesse dos ambientalistas mal informados.
O assunto do estudo de organismos nativos para propósitos medicinais, por exemplo, foi banalizado de modo que não era necessário. Esses estudos são importantes, são benéficos com boa probabilidade. Propriedades preservadas por universidades e reservas ecológicas seriam de uso tão excelente dos recursos da Amazônica quanto um pasto seria de sua vasta área.
Não vou criticar o estilo escolhido pelo autor, que apresente suas idéias como acha melhor, mas o texto agressivo realmente ofusca o bom conteúdo, dificultando sem motivo o entendimento.
Me corrijam se eu estiver errado, mas quanto á citação do aquecimento global, dá pra fazer uma pequena análise matemática:
Primeiramente, vamos assumir o número ‘1000G’ como o total da atmosfera(gases).
O CO2 só está presente na atmosfera em 0,03%(como dito no artigo).
Ou seja, 999,97G da atmosfera é composta por outros gases, que não CO2
[1000G – 0,03G = 999,97G]
Contudo, devemos nos lembrar que o ser humano só produz 1,5% de CO2 – Segundo os céticos(vi em “A grande farça do aquecimento global”, um documentário). Ou seja, de 1000G, 0,03G são CO2, porém, destes 0,03G, o ser humano só tem 0,00045G de importância na atmosfera.
[1000G – 0,03% = 999,97G
0,03 – 1,5% = 0,00045G]
Ou seja, de 1000G, o ser humano só tem influência em 0,00045G, que subtraindo isto aos 1000G dá 999,99955G.
Se esta minúscula influência antropogênica causa uma diferença TÃÃÃO grande assim a ponto de criar furacões, enchentes e outros desastres naturais no mundo…
Caramba, é como dizer que uma bolinha de ping-pong pode causar terremotos ao tocar o chão! rsrsrs
Concordo com a Lia, achei o tom do texto um tanto agressivo e frio, o que parece diminuir um pouco do caráter racional que o autor fez questão de ressaltar. Porém, quando de fala de questões que involvem propriedade, ética e valores é difícil ser completamente racional.
Achei algumas questões bem colocadas, como o “frenesi ambientalista” atual, coisa que carrega muita desinformação, como qualquer assunto “da moda”.
Porém, não concordo com a idéia da exploração privada escancarada. Me parece que o autor assume que todo tipo, ou mesmo a maior parte, de loteamento e exploração de áreas florestais seria frutífera. No modelo econômico predatório da sociedade atual eu simplesmente não vejo razões para isso acontecer.
Parece também que o autor está muito focado na questão controle do Estado versus direito privado e deixou de lado questões mais profundas, como o que leva os “pobres miseráveis” a devastarem áreas enormes pela madeira (sem replantio), traficarem animais silvestres onde 90% já chegam mortos às cidades, e outras práticas pouco “eficientes” e altamente abusivas.
Obrigado Fernando !
Sua voz dissonante é música para nossos ouvidos.
Estamos cercados por aquecimentistas, “melâncias” e outros inocentes úteis, comandados por pessoas nem um pouco inocentes, que assumem a ecologia como uma religião, cujos dogmas são irrefutáveis, apesar de não serem embasados em premissas ciêntificamente comprovadas, ou mesmo em hipóteses verossímeis.
A maioria é cega, mas seus lideres enxergam longe.
Parabéns pela sua coragem.
Tal qual Leônidas, lutarás à sombra.
Mas não lutará sozinho.
Leiam o texto NÃO É O CAMBOJA COMUNISTA DOS ANOS 70, MAS O BRASIL DE 2011 em esta-acontecendo.blogspot.com/ e vejam um pouco das maravilhas que estão acontecendo em Roraima.
Não posso conceber que o texto visa chamar a atenção do leitor para um ponto de vista positivo sobre a questão do uso da amazônia. Na minha opinião há um indisfarçável viés em prol do uso de “quem quer que seja”. Ora somos brasileiros, e se alguém deva usar deve ser em prol da nação e principalmente para os nossos corajosos irmãos que lá vivem. Nesse mundo estranho, em que ronda uma nova guerra fria, em que países ricos, de uma hora pra outra aparentam sinais de exaustão das finanças, a apropriação de ricas matérias-primas como abundam na Amazônia, só torna mais séria a questão de segurança nacional e o cuidado das nossas terras. Não acho que foi sem interesse, mas sinceramente acho que se vc for brasileiro deva ser um vendido à USA ou outro país europeu, como aqueles que lá vão por bolsas estudantis. Mas se for por convicção de não aceitar nossa cultura e preferir a de outros, se for um filho da elite que nem mora mais no país, te digo que faria coisas mais importante se escrevesse romance tipo Harry Potter do que trazer esse texto totalmente equivocado sobre importante questão que recai sobre a soberania do nosso país.
hehe
essa foto do Bear Grills é o maior fake do mundo. Qualquer um que já foi pelo menos escoteiro percebe que ele ta fazendo cena ali.
Bom artigo!
É revoltante ver esses ambientalistas urbanos…
Os caras defendem a preservação do mato, mas não querem viver nessas regiÕes de jeito nenhum.
Eu moro em Manaus, e me sinto prejudicado diretamente pelos ambientalistas ( esses sim são verdadeiros reacionários ) que são contra o asfaltamento da BR-319, além da construção de outras estradas e pontes.
A vida do povo do interior, nem se fala, QUALIDADE DE VIDA NÔMADE!!!
Se esses idiotas chamados ambientalistas não pararem de se posicionar contra o progresso, o povo do interior continuará passando fome…
Se a amazônia não é nossa os pampas gaúchos e as florestas de araucárias do Paraná, também não o são, também os canaviais de São Paulo e do Nordeste também não são, os cacauais da Bahia, a soja do Centro-Oeste e as Uvas do Vale do São Francisco BA/PE.
A Amazônia é nossa, assim como a Petrobrás é nossa.
* * *
Há uma série de estudos recentes que relacionam o clima mais ameno e os índices de pluviosidade do sudeste brasileiro com as massas de ar provenientes da Amazônia ,é de se observar que o restante do globo que permanece na área entre o Equador e o trópico de capricórnio predomina o clima semi-árido ou savanas , caso essa hipótese seja verdadeira não seria desejável que o governo exerça certo controle para preserva-la , ou ainda que ceda a exploração do bioma para empresas farmaceuticas interessadas?
Sempre leio os textos e considero-os muito esclarecedores. Em relação a Amazônia faltou analisar a questão da umidade mantida pela floresta, que é responsável por manter nascentes, e também a evaporação da outra parte da umidade que influência no regime de chuvas do restante do país. Será que ao invés da discussão desmatar x conservar, não seria interessante a busca por uma solução que atribuisse valor a mata preservada? Não só na Amazônia, mas no restante do país? Pois para quem morra em regiões menos urbanizadas é visível a ligação entre matas e preservação de nascentes.
Fico feliz em saber que o desmatamento da Amazônia não pode causar aquecimento global, falta de O2 e etc no mundo.
Sou a favor de que o governo federal vendesse, para brasileiros empreendedores, à preços modestos, fazendas, sítios ou lotes para quem quisesse plantar, construir empresas ou morar na área da floresta Amazônica.
Quanto aos que disseram, nos comentários deste texto, que o asfaltamento aumenta o calor, uma vírgula, aumenta se, ao passo que urbanizarmos um local, não plantarmos árvores, que além dar beleza ao ambiente, pode mudar, drasticamente, o clima do local para um clima agradável.
bom artigo.
eu falo a mesma coisa
A Amazônia é terra de ninguém. Da mesma forma que o terreno das favelas.
E para resolver isso seria extremamente simples. Bastaria o governo dar o título de propriedade para quem está instalado nesses locais. Esse reconhecimento, além de dar segurança jurídica, permitiria fazer empréstimos e financiamentos normalmente.
Mas obviamente, o governo precisa atender uma série de interesses, entre eles, o das empreiteiras, mineradoras e extratoras. Além de ser um parasita compulsivo que não sabe o que faz com tantas terras improdutivas em suas mãos.
O que está acontecendo aqui?! Será que precisamos mesmo desmatar a Amazonia, não podemos simplemente, cuidar e desbravar todo o resto do Brasil? Por que esse interesse tão grande na mesma? Temos um territorio enorme que pode servir para fomentar a industria, não precisamos massacrar nem acabar com inumeras especies por causa de dinheiro. Nós nos tornamos tão capitalistas e egoistas que todo o resto não tem mais importancia para nós. De fato ela pode não ser nossa, entretanto temos o dever de cuidar dela, é a nossa obrigaçao como humanidade! Reflitam um pouco antes de querer apenas rendimentos. NÃO SOMOS OS UNICOS QUE PASSARAM POR AQUI !
Inicialmente, gostaria de deixar claro que admito que o raciocínio sobre o fato da Amazônia não ser nossa parece ser muito convincente. No entanto, não pude deixar de perceber que o artigo desconsidera totalmente a influência da Floresta Amazônica sob a distribuição de chuvas pelo território brasileiro e os impactos que o desmatamento causaria para todo o ecossistema local. Além disso, não faz sentido – pelo menos para mim – deixar a floresta nas mãos de qualquer pessoa.
“E que faça bom proveito, transformando recursos sem uso em riquezas demandadas pelas pessoas, que podem ser desde parques ecológicos até ornamentos para sandálias.”
Meu primeiro ponto é que se a floresta fosse liberada para qualquer indivíduo se apossar de terras livremente e fazer com elas o que bem entender, a conclusão mais sensata e racional possível seria um drástico aumento do desmatamento da Amazônia, que só não é mais grave devido às intervenções estatais e eu detesto ter que dizer isso.
A fim de esclarecer meu ponto, ao citar essa relação de causalidade, me refiro principalmente ao agronegócio, que se tivesse a oportunidade, certamente desmataria regiões que hoje são protegidas.
Eu não estou disposto a ignorar a lógica e as consequências desse pensamento para o humanidade em nome da minha ideologia. Esse é apenas mais um ponto, ao meu ver indefensável, da pauta libertária que me afasta desse radicalismo.
Quem estiver disposto a me apresentar contra-argumentos convincentes eu agradeço desde já.
Alguém conhece a empresa TÜV SÜD? Não??!!
Essa é a empresa ALEMÃ que fez a auditoria na barragem de Brumadinho e alegou sua segurança.
Alguém conhece a empresa Hydro Cred? Não, também??
Essa é a mineradora NORUEGUESA que tinha um “duto clandestino”, que lançava rejeitos nas nascentes amazônicas.
Alguém conhece a empresa Norwegian Norsk Hydro? Não??!!
Essa é uma empresa NORUEGUESA, considerada a maior refinaria de alumina (matéria-prima para produção de alumínio) do mundo, que também tinha um duto clandestino e contaminou as águas do Rio Pará, na cidade de Bacarena.
Como podem perceber, a Alemanha e Noruega não fazem nada de graça e estão se “lixando” para nós e para o nosso meio ambiente. Eles não dariam bilhões de dólares, só para preservarmos o verde amazônico.
Só acreditam nessa história, aqueles “inocentes úteis”, cuja fonte de informação é o Jornal Nacional e a Globo News. O Tico e Teco estão aposentados há anos….
Athaobyr Sacchi Junior
A coisa difícil de visitar o Mises diariamente é que eu acabo lotando minha barra de favoritos de textos como esse.
Concordo com quase tudo, menos com as “dimensões oceânicas” da floresta amazônica.
Basta olhar um mapa mundi para ver a insignificância desta área em relação ao mundo.