Nota da edição:
O artigo a seguir foi publicado no site do Mises Brasil no dia 26 de outubro de 2010. Mais de 15 anos depois, os argumentos trazidos ainda são pertinentes visto que os correios ainda não foram privatizados e o governo atual causou um novo rombo na empresa devido a política de tributação de compras de sites como Shein e Aliexpress.
Tudo indica que a bagunça e o loteamento de cargos nos Correios vierem pra ficar. A estatal foi totalmente loteada pelo PT, e a roubalheira instalada dentro da empresa, com centenas de milhões de reais sendo desviados para os mandantes do partido no governo federal, está prejudicando irreversivelmente seus consumidores cativos — ou seja, todos os brasileiros, que simplesmente estão proibidos de utilizar ou ofertar alguma concorrência.
Recentemente, perdi um casamento por causa dos Correios. A cerimônia estava marcada para o dia 16 de outubro. O convite me foi enviado (SP-BH) no dia 27 de setembro, mas chegou apenas no dia 19 de outubro, três dias após o evento para o qual fui convidado. Se o convite tivesse sido enviado no casco de um cágado, a entrega teria sido mais rápida.
Mas há outros exemplos ainda piores. Um parente meu, dono de um apartamento alugado em um prédio que está em reformas, terá de pagar multa por causa dos Correios. Como houve um acréscimo na taxa de condomínio por causa das reformas, e o boleto do condomínio não lhe foi entregue dentro do prazo de vencimento (a carta chegou com atraso de 10 dias), essa pessoa agora terá de pagar multa simplesmente pelo fato de os Correios terem entregado o boleto já vencido.
Vários outros casos de encomendas atrasadas, extraviadas e até mesmo violadas já foram relatados. Não obstante seus comerciais[1] demonstrando a cordialidade, a afabilidade e a presteza de seus funcionários, o fato é que os Correios, como toda estatal monopolista, existem não para atender a seus consumidores, mas sim para servir aos interesses de seu sindicato, do governo e de seus membros, principalmente daqueles que ali estão por indicação política.
O fetiche estatizante
Nacionalistas e estatistas em geral (ambos são praticamente sinônimos) dizem que, quando o governo é dono de uma empresa — ou de alguma jazida mineral ou petrolífera –, isso automaticamente faz com que “o povo” seja o proprietário dos recursos em questão. Isso significa que cada brasileiro é igualmente dono de uma fatia daquela empresa, e isso supostamente irá beneficiá-lo. Sendo assim, como existem 190 milhões de brasileiros, então cada brasileiro é “dono” de aproximadamente 1/190 milionésimo dos Correios.
E daí? Ser “dono” de uma ínfima fatia de um estatal não traz benefício algum ao cidadão médio. Ademais, a prerrogativa básica para que alguém se considere dono de algo é poder vender ou se desfazer desse bem quando quiser. Os brasileiros têm essa liberdade?
Uma empresa ser gerida pelo governo significa apenas que ela opera sem precisar se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos. Todos os déficits operacionais serão cobertos pelo Tesouro, que vai utilizar o dinheiro confiscado via impostos dos desafortunados cidadãos. Sendo monopolista, a estatal não precisa de incentivos e não sofre a concorrência de nenhum tipo de livre iniciativa individual — estas são proibidas por lei, em um flagrante ato de agressão e violência da parte do governo contra a liberdade de empreender.
Os resultados desse arranjo serão sempre uma ineficiência grosseira, custos operacionais mais altos que os que ocorreriam em um ambiente competitivo, e serviços de baixa qualidade. O brasileiro médio está muito mais bem servido por empresas de telefonia celular e companhias aéreas privadas[2] do que pelos Correios ou por qualquer outra estatal blindada da concorrência do mercado. Mesmo que ele não tenha uma só ação dessas empresas privadas, ele está em muito melhor situação ao lidar com elas do que ao lidar com estatais, que supostamente são suas. E a explicação é simples: ao lidar com empresas privadas, o cidadão não apenas se beneficia do capital acumulado por essas empresas, como também se beneficia do fato de que elas empregam esse capital de modo a buscar o lucro e a evitar os prejuízos, sempre tentando ganhar eficiência sobre os produtos e serviços da concorrência.
Uma empresa que não é gerida privadamente, que não está sujeita a uma concorrência direta, nunca terá de enfrentar riscos genuínos e nunca terá de lidar com a possibilidade de prejuízos reais. No Brasil, para limitar os prejuízos, o governo proíbe que os Correios sofram a concorrência de importantes categorias: cartas — cujo conceito engloba cartas pessoais, contas de água, luz e telefone, boletos de cartões de crédito e qualquer outro documento que seja de interesse pessoal do destinatário –, cartões-postais e malotes só podem ser transportados pela estatal.
Outros tipos de correspondências, como jornais, revistas e encomendas podem ser entregues por empresas privadas, cujos preços são, em média, 30% inferiores aos dos Correios. Porém, é considerado crime uma empresa privada fazer entregas de cartas. Por isso, devemos glórias à invenção do e-mail, que possibilitou que as comunicações se mantivessem em níveis modernos. Sem ele — e com a proibição da concorrência aos Correios — ainda seríamos reféns de um serviço típico do mundo antigo, com sua arcaica prática de carregar sacos de um lado para o outro.
Monopólio X Desestatização
Um dos argumentos favoritos dos defensores do monopólio dos Correios para a entrega de cartas e malotes é o de que, se tirarem o monopólio da estatal, aquele morador lá do sertão do Piauí poderá ficar sem receber cartas, porque tal serviço não interessaria às empresas privadas. Ou seja, é com o monopólio que os Correios se mantêm, pois o que fatura nos grandes centros urbanos permite que o deficitário serviço de entrega de cartas no interior do país, que não tem lucratividade, seja mantido.[3]
Em primeiro lugar, vale lembrar que os Correios se recusam a fazer entregas em lugares perigosos, o que é um absurdo quando se considera sua posição monopolística. Porém, a questão mais premente é outra: por que um serviço de entrega de correspondências deve ter o mesmo preço, não importando o local da entrega? Em outras palavras, por que uma entrega no sertão do Piauí deveria custar o mesmo que uma entrega no centro de São Paulo? Os críticos da desestatização dos Correios dizem que a quebra do monopólio irá fazer com que as empresas privadas passem a cobrar mais por entregas em locais fora de mão vis-à-vis locais mais próximos do remetente.
Ora, mas é claro que tem de ser assim. Não há qualquer justificativa econômica para que serviços com custos tão díspares tenham o mesmo preço. É até bem possível que a concorrência entre as empresas privadas levasse, no final, a um preço único para todo tipo de entrega, assim como empresas telefônicas têm suas promoções para ligações de longa distância, cobrando uma tarifa única por minuto. Mas não necessariamente tem de ser assim. É natural que determinados percursos de entrega — para os quais as péssimas estradas estatais contribuem em muito para o aumento dos custos — exijam preços mais altos que os de outros percursos, mais simples e acessíveis.
Em todo caso, a decisão final seria do consumidor. Com a desestatização do Correios, e a subsequente concorrência gerada pela livre entrada de várias empresas, ninguém será obrigado a pagar nada para ninguém. Por que, afinal, seria mais justo termos um monopólio com um preço único (que varia de acordo com o peso e não com a localidade de entrega) e não uma livre concorrência com preços variáveis, inclusive mais baratos que o SEDEX? Essa regra do preço único por peso é tão ignara, que ilustra perfeitamente o problema do gerenciamento estatal: a empresa é administrada por burocratas acomodados e não por capitalistas em busca de lucro, eficiência e bons serviços prestados.
Como desestatizar

Em um cenário como esse, de intensa concorrência, seria inconcebível que uma empresa atrasasse suas entregas em quase um mês, prejudicando seu cliente e até mesmo fazendo com que ele pagasse multas por estar inadimplente com alguma mensalidade não quitada dentro do prazo especificado.
O principal objetivo da desestatização dos Correios é criar concorrência. Mas uma genuína concorrência só pode ocorrer em um ambiente onde exista propriedade privada. É a instituição da propriedade privada que torna a concorrência e o mercado possíveis. E é a existência de mercado e de concorrência que possibilita a existência de preços. E é a existência de preços que possibilita qualquer tipo de cálculo econômico racional. Ao impedirem a existência de concorrência — isto é, ao impedirem que outras pessoas possam usar sua propriedade para concorrer com os Correios ou para escolher outras empresas concorrentes –, os Correios, assim como qualquer empresa estatal que opere sem concorrência, ficam sem essa ferramenta essencial para atuar como uma genuína empresa capitalista. Consequentemente, a estatal opera sem informações corretas de preços, o que impossibilita um cálculo racional de lucros e prejuízos, algo que afeta sua eficiência. Daí a necessidade de sua desestatização.
E a melhor maneira de transformar os Correios em uma empresa eficiente seria levando-a ao livre mercado. Seu capital seria aberto e empreendedores utilizariam seu próprio dinheiro para concorrer em um mercado competitivo, fornecendo serviços eficientes aos consumidores, sempre procurando métodos financeiramente viáveis para entregar correspondências e encomendas. Esses investidores se tornariam os donos de todas as agências dos correios, de seus caminhões e instalações, podendo inclusive utilizar aviões próprios, como faz a FedEx nos EUA. Ao mesmo tempo, todas as restrições à entrada no mercado seriam abolidas, permitindo que empresas estrangeiras, como DHL, UPS e TNT, além da própria FedEx, viessem competir livremente aqui dentro. Greves nos correios, algo que emperra toda a economia, virariam folclore e os preços entrariam em queda livre.
Conclusão
Quem disse que a iniciativa privada não pode entregar cartas? Quando vemos os incríveis avanços ocorridos na economia de mercado e comparamos ao que eram os bureaus soviéticos, é preciso ter uma enorme fé no planejamento central para crer que uma estatal monopolista como os Correios prestaria um serviço pior caso fosse desestatizada e submetida à livre concorrência.
Os consumidores já protestaram e a atual situação dos Correios, um mero cabide de empregos para burocratas e apadrinhados políticos, apenas confirma a realidade: a estatal é obsoleta e antiquada. Que ela tenha seu capital aberto e suas ações sejam vendidas integralmente para empreendedores. Ou que ela seja entregue para seus funcionários, que deverão batalhar para competir no livre mercado sem a muleta do estado. De um jeito ou de outro, se houver algo na estrutura que mereça ser mantido, deixemos para que empreendedores decidam.
O melhor método de privatização pode ser debatido, mas o fato é que ninguém pode alegar que a desestatização dos Correios — e a subsequente quebra do seu monopólio — não faria sentido econômico.
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Notas
[1] Por que uma estatal monopolista precisa gastar dinheiro com propaganda? Ela está concorrendo com quem?
[2] As quais desfrutam de um oligopólio garantido pelo estado, o que significa que elas, consequentemente, também oferecem serviços de baixa qualidade — embora melhores por se tratar de um mercado um pouco mais concorrencial.
[3] O mesmo argumento, curiosamente, é usado no oligopólio da telefonia celular, que obriga, por exemplo, que empresas que adquirem o privilégio de operar em São Paulo tenham de fornecer o serviço em outras regiões menos lucrativas.
Artigos relacionados:
Sobre as privatizações (Parte 1)
Sobre as privatizações (final)
Desestatização: como proceder e como não proceder
Quase toda semana a gente vê uma noticia nova de algum esquema nos Correios…\r
Na minha opinião deve-se dividir a empresa entre todos os funcionarios dela. Isso talvez fosse suficiente para dar uma silenciada nos sindicatos que vão gritar que empregos serão perdidos e famílias prejudicas…\r
Quem for demitido, além de ser acionista dos Correios ainda vai receber o FGTS, seguro desemprego e tudo o mais que tem direito… Não podem reclamar.\r
Aí se eram bons funcionarios mesmo, poderão conseguir emprego na concorrencia que a desrulamentação pode trazer.\r
O problema é se for feito o que foi feito com as privatizações dos anos 90. Empresas sendo privatizadas e mercados cartlizados por agencias reguladoras. É isso que não pode ser permitido.
Sempre defendi desestatização de serviços, tais como os Correios, mas defendo ainda mais depois que roubaram uma coleção do Shakespeare que eu tinha comprado. Simplesmente desapareceu e ninguém sabe onde está, ninguém sabe onde deveria estar, ninguém sabe de nada e eu perdi meu dinheiro 🙁
Já vi Sedex (suposta garantia de 1 dia) de Natal para Recife (300km, 4 horas de carro) demorar 1 semana para chegar!
Mais um excelente artigo do Leandro, muito bom! Incrível como um serviço tão importante – afinal, encomendas e contas são entregues diariamente – ainda está longe de ser privatizado, assim como tantos outros…
Temos todos os argumentos, tanto econômico-científicos como de ética, e eles têm zero argumentos, tanto éticos como econômicos, uma retôrica vazia, mas têm muito dinheiro e interesse direto. Como é possível os que defendem a liberdade e a sanidade econômica algum dia se organizarem desta mandeira:O Monopólio Fiscal Beneficia Você!
É o que o Molyneux falou hoje, exatamente usando como exemplo algum político que defenda a privatização dos correios:The Idiocy of Politics
Continuemos na luta das ideias…
Eu conheço um “dekassegui” (assim são denominados os imigrantes que residem no Japão) que trabalhou em Hokkaido, uma província agrícola do Japão e retornou ao Brasil em 2009. Ele gostou muito do Japão, mas dentre os poucos defeitos do país estava o serviço postal. Ocorre que, segundo ele, após a privatização de Japan Post, os agricultores daquele país NUNCA MAIS tiveram acesso a um serviço postal.
Mais um BIG FAIL da administração estatal.
Fora todos os exemplos do Leandro, gostaria de enfatizar que o correio se tornou um grante entrave na expansão do comércio da internet. Extremamente caro e nem um pouco confiável.
Precisa privatizar e abrir a concorrência desse serviço lixo.
“A economia de mercado tem sido denominada democracia dos consumidores, por determinar através de uma votação diária quais são suas preferências.” – Ludwig von Mises
Por que é tão difícil perceber que a democracia dos consumidores é melhor do que a ditadura dos produtores? A mentalidade anti-capitalista dominante é absurdamente irracional.
É mais um exemplo de que para se “universalizar” por decreto determinado serviço é necessário, antes de tudo, fechar o mercado em questão (neste caso estamos falando de um monopólio estatal). É algo ainda em gestação nos palácios de Brasília mas, prestem atenção, isso pode acontecer com o acesso à internet. Eles querem fazer o “bem”, sempre em nome do “interesse público”.
Uma rápida pesquisa revela a que passo anda esse tema.
CNC quer banda larga como serviço público
idgnow.uol.com.br/blog/circuito/2010/03/19/cnc-quer-banda-larga-como-servico-publico/
Banda larga como serviço público
terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3987959-EI14204,00-Banda+larga+como+servico+publico.html
Entidades defendem banda larga como serviço público e direito fundamental
wp.clicrbs.com.br/infosfera/2010/05/12/entidades-defendem-banda-larga-como-servico-publico-e-direito-fundamental/
Banda larga pode se tornar um serviço público
http://www.itweb.com.br/noticias/index.asp?cod=50404
PNBL: Entidades insistem em banda larga como serviço público.
http://www.telesintese.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=14769&Itemid=105
Entre as polêmicas, Lula vai decidir se banda larga deve virar serviço público
http://www.arede.inf.br/inclusao/component/content/article/106-acontece/2576-entre-as-polemicas-lula-vai-decidir-se-banda-larga-deve-virar-servico-publico
Banda larga em regime público ganha força na Anatel
http://www.direitoacomunicacao.org.br/content.php?option=com_content&task=view&id=3873
Ainda bem que a banda larga começou por aqui antes de o governo querer ser o Deus da internet…\r
Se não fossem as privatizações das telefonias, hoje eu estaria pagando a 37ª parcela do financiamento da compra da minha linha telefonica e me conectando pela maior sensação do momento: internet discada popular…
a solução não é vender. isso é uma atitude covarde.
Eu até entendo que aqui a maioria defende a privatização de uma estatal que está encoberta por escândalos, essa é a brecha que o capital precisa para justificar seus interesses. Eu como funcionário dos Correios irei defender a continuidade de uma empresa publica e estatal, e ainda mais, de qualidade como sempre foi. Acredito que os Correios precisam sim de uma reestruturação, mas não uma reestruturação que venha no sentido de trazer prejuízos aos trabalhadores, cerca de 110mil. Os Correios, mesmo diante de toda a crise colocada nos últimos tempos, ainda é o uma instituição seria, com credibilidade e que ainda detem um alto índice de confiabilidade. Não por sorte, mas pelo mérito e compromisso de seus cerca de 110mil trabalhadores. A população brasileira ainda vê os Correios como uma das poucas instituições que ainda funcionam nesses pais, ao contrario do que aqui é pregado. Como disse no inicio, aqui, a grande maioria defende seus interesses, e nós, como funcionários vamos defender o nosso, uma empresa publica de qualidade e 100% estatal. Agora cabe a cada um fazer o seu lobby, sua política em defesa de seus interesses. Nós estamos, como sempre estivemos, prontos para a luta. Defendemos essa empresa no final da década de 90, onde ocorreram varias privatizações, defendemos os Correios contra a quebra do monopólio e vamos continuar a defender um patrimônio que é do povo brasileiro. As cartas estão lançadas, nosso exercito está apostos e vamos a luta. Somos 110mil, cujo 58mil estão nas ruas todos os dias, andando de rua em rua, passando de lar em lar, de comércio em comércio, conversando com cada cidadão deste país, seja ele pobre ou rico. Nós já estamos atuando, e vocês?
Façamos uma construção imaginária (by L. v. Mises). No texto do @Valdirzinho troquem “Correios” por “Telebrás”. O raciocínio seria exatamente o mesmo. A empresa pertence ao povo brasileiro; instituição séria; empregados esforçados; blá blá. No frigir dos ovos estaríamos ainda na pré-história da era da informação (não que hoje a coisa seja maravilhosa…). O mesmo vale para a linda e maravilhosa Petrobrás, que nos presenteia diariamente com uma das gasolinas mais caras do mundo.
É por essas e outras que R. Constantino e outros autores estão cobertos de razão quando afirmam que o Brasil ainda não saiu do mercantilismo. As esperanças de mudança são pequenas, basta ver o culto religioso estatista que Serra e Dilma estão patrocinando nessa campanha presidencial.
Valdirzinho, ninguém aqui é contra o trabalho dos carteiros.
Só achamos que, ao invés de o governo (note que governo é muito diferente de “povo brasileiro”) manter uma empresa de correios e proibir qualquer outra empresa de funcionar, qualquer um deveria ter a liberdade de abrir sua própria empresa.
Você menciona vários dados que mostram a eficiência do Correio atual. Ótimo, então imagino que você não tenha nada contra uma possível concorrência. Se o serviço de vocês é imbatível, o que vocês têm a temer?
E note que você já vem falando em fazer lobby. O que é fazer lobby? É gastar trabalho e recursos para convencer políticos a causar dano a algumas pessoas para o benefício de outras. O que se defende aqui é o oposto do lobby: é fazer com que os políticos parem de proteger este ou aquele grupo e deixem a população transacionar livremente para o benefício de todos.
E veja só: pelo que foi proposto ao longo dos comentários, uma boa idéia de privatização é dividir, gratuitamente, as ações da empresa entre os funcionários. Você deixaria de ser apenas funcionário dos Correios e se tornaria também um dos donos! Insatisfeito com o arranjo? Bem, você poderia facilmente vender sua parte e ficar com o dinheiro; isso é ser dono de verdade. Se eu, cidadão brasileiro, sou atualmente “dono” dos Correios, por que não posso vender a minha parte, e por que não me cabe nenhuma parte dos lucros da empresa?
Privatizar não necessariamente melhora as coisas.
No Brasil os correios poderiam cair nas mãos de uma holding gringa (espanhola, digamos) e acabar igual a Telefônica, dando pau de 24h sem internet.
Na Alemanha (onde moro) o correio é estatal e é lindo. Funciona que é uma beleza.
Na Inglaterra também.
Acho mais fácil consertar os problemas internos com auditoria do que vender tdo e torcer pra que a empresa que leve faça um trabalho bom.
abraços,
f
Fabio, você está enganado. Os correios alemães (Deutsche Post) foram privatizados em 1995, quando ainda se chamavam Deutsche Bundespost. Hoje eles são nada menos que a DHL.
E dois detalhes muito interessantes:
1) a empresa não é monopolista dentro da Alemanha. Ela sofre a concorrência da TNT holandesa e do Grupo PIN de Luxemburgo.
2) Desde 2002, a DHL tem permissão para entregar cartas dentro do Reino Unido, competindo com o Royal Mail britânico (os correios britânicos são públicos, com capital aberto. Não são 100% estatais.)
Entendeu agora por que os serviços desses dois países (Alemanha e Inglaterra) são “lindos” e “funcionam que é uma beleza”? Os correios operam em ambiente concorrencial.
Só pra esclarecer: defendemos desestatização, livre mercado e livre concorrência. E não apenas privatização. Por isso não defendemos o modelo de privatização das telefônicas adotado. Leia os dois artigos sobre privatização linkados no final do texto.
Abraços!
Concordo que devemos privatizar os correios, porém, como usuário assíduo do serviço, devo dizer que nunca fui vítima de atraso, violação ou extravio das minhas correspondencias. E, do meu círculo de amigos e parentes somente 1 pessoa me relatou problemas com os correios. Erros acontecem em todos os lugares, privados ou estatais, precisa apurar a quatidade de correspondência extraviada, violada, atrasada vs as correspondencias entregue no prazo, no local certo e intactas.
Leandro,
Você como editor do site deve ter algo em mente, em relação à um processo de cadastramento no site. Você poderia, sincronizar os usuários do site, com suas contas do Google por exemplo. Isso provavelmente solucionaria diversos problemas. Inclusive algum eventual problema de usurpação da autoria.
Além disso, acredito que a criação de um fórum aqui neste mesmo site seria ideal para conter longas listas de comentários que não são pertinentes ao próprio artigo, como este que tu lês. Outra sugestão seria sincronizar este fórum à algum grupo Google, para recebermos e-mails diários sobre as discussões. Estou dando apenas sugestões de melhorias, isto não tem nada a ver com o Artigo.
Por que o argumento da eficiência é inócuo: The Power of the Parasite Class
Pouca gente lembra, a maioria nem sabe, que em 1983, portanto, há quase trinta anos atrás, a empresa dos Correios ganhou o primeiro lugar na preferência do povo brasileiro, como a mais confiável. Naquela época, eu, que moro aqui bem no centro do Vale do Jequitinhonha (na ocasião não havia um só metro de estrada asfaltada nestas paragens), fazia pequenas encomendas de São Paulo, através de carta, e dentro de uma semana o objeto estava em minha mão. Como bom leitor, cheguei a comprar dezenas e dezenas de livros por reembolso postal, ao longo do tempo, e a entrega era desse jeito aí.
Mas a coisa mudou. Em Setembro último, minha esposa vendeu um automóvel de sua propriedade, com placa de Santo André – SP, enviou os documentos pela distinta empresa para o banco financista – eu mesmo fiz pessoalmente a encomenda – e até agora ninguém sabe onde a coisa foi parar. E o atual proprietário do veículo, como não poderia ser diferente, está aí toda semana, cobrando o que é seu, de direito e de fato.
COISAS QUE NINGUÉM CONTA PRA GENTE!
*Correios*
Se você tem por hábito utilizar os Correios, para enviar correspondência, observe que
se enviar algo de pessoa física para pessoa física, num envelope leve, ou seja, que
contenha duas folhas mais ou menos, para qualquer lugar/Estado, e bem abaixo do local
onde coloca o CEP escrever a frase ‘Carta Social’, você pagará somente R$0,01 por ela.
Isso está nas Normas afixadas nas agências dos correios, mas é claro que não está
escrito em letras graúdas e nem facilmente visível.
O preço que se paga pela mesma carta, caso não se escreva ‘Carta Social’, conforme
explicado acima custará em torno de R $0,27 (o grama).
Agora imaginem no Brasil inteiro, quantas pessoas desconhecem este fato e pagam
valores indevidos por uma carta pessoal diariamente?
diplomatizzando.blogspot.com/2011/01/dicas-que-ninguem-da-para-gente-mas-tem.html
QUE SE FODA OS CORREIOS.
Não há qualquer dúvida! A desestatização dos Correios é necessária e urgente. Mas desestatização não implica necessariamente em livre concorrência, sempre há transgressões como os infames cartéis. Como nos proteger desses desvios? Imaginem cartéis formados para prestar um serviço tão essencial?
Para dar um exemplo. As companhias de ônibus que fazem viagens interestaduais, todas elas oferecem os mesmos serviços pelo mesmíssimo preço. Quando uma companhia retira um determinado serviço – como a oferta de cobertores e travesseiros nos ônibus executivos – as outras empresas imediatamente retiram também. Não consigo ver concorrência nesse cenário.
Leandro, acho que seria bem interessante se você falasse a respeito desse documentário, que é razoavelmente conhecido: Catastroika.
Segundo ele, os governos, aliados ao mercado, transformam os funcionários públicos em bodes expiatórios. Assim, os governos podem iniciar programas de “privatização em massa” – Há, claro, aquelas famosas argumentações esquerdistas em geral: ilações, argumentos puramente emocionais, acusações espúrias e sem nenhum tipo de evidência. Uma delas chega a concluir que Hayek defendia com ardor a ditadura de Pinochet. Essa deve ser daquelas que até hoje defendem que o Allende estava fazendo maravilhas por lá, até que “o mercado” o derrubou.
Outras aberrações incluem algo como “a unificação das Alemanhas foi a compra a Oriental pela Ocidental”, por causa do Treuhand, que, na cabeça de melão dessa gente, não englobava indústrias ineficientes e obsoletas que vendiam produtos que ninguém queria. Segundo eles, toda a culpa foi das privatizações e das fraudes.
Então, acho que seria interessante esmiuçar esse documentário. Se você tiver estômago para ver e ouvir tantas baboseiras…
DHL é uma estatal.
Sobre os ônibus, falando do estado de São Paulo apenas:
No estado de São Paulo as passagens dos ônibus são tabeladas pela Artesp.
Todas as rodoviárias, e acho que isso é no país todo, são estatais ou privadas em regime de concessão. Ninguém pode construir uma rodoviária melhor para concorrer com essas velharias. As rodoviárias privadas tendem a ser ligeiramente melhores, mas no geral elas são ruins por serem monopólios.
A qualidade dos ônibus, por outro lado, é excelente. Mas o excesso de regulamentações, em especial o tabelamento de preços de passagens e a enorme carga tributária sobre elas, geram algumas distorções na alocação de recursos:
A qualquer hora do dia, em qualquer dia do ano as passagens custam sempre o mesmo valor. Isso faz com que em um mesmo dia um ônibus faça viagens quase sem passageiros em alguns horários e esgotem passagens para outros horários. Em feriados isso fica crônico, se a passagem não for comprada muito antecipadamente a pessoa precisa viajar no outro dia. As empresas ajudam muito colocando vários ônibus extras nesses dias, mas muitas vezes isso não é suficiente. Porém existe uma ligeira concorrências entre as empresas, como não brigam nos preços, fazem isso na qualidade. As viações precisam de autorização da Artesp para efeturarem as rotas que desejam, mas em grande parte delas é possível escolher entre viações diferentes.
Viajar de ônibus no estado de São Paulo é muito confortável. O problema é até o momento em que você pisa dentro do ônibus graças as péssimas rodoviárias. Uma vez no ônibus, a viagem é agradável. São várias as viações que oferecem inclusive WiFi dentro dos ônibus, algumas até possuem pontos de energia para conectar notebooks e outros dispositivos em algumas poltronas. Vários destinos oferecem opção de leitos e semi-leitos entre outras comodidades.
Em resumo:
Viações: Privadas e ótimas.
Rodoviárias: Estatais ou concedidas e péssimas.
Artesp: Extremamente intrusiva.
Sou a favor de abrir totalmente o setor no qual atua os correios, e de tornar esta companhia, uma empresa mista de capital aberto, continuando sob comando do estado, tal como a petrobras. Acho importante criar um ambiente de forte concorrência para produzir serviços melhores e mais baratos. Aí entra o papel estratégico do estado como fomentador. Se, por exemplo, as empresas privadas estiverem praticando preços altos, o estado pode usar a sua estatal para força a redução de preços, como vem fazendo no setor bancário através do BB e da CEF.
Calma um pouquinho, Leandro. Não se entusiasme com o modelo neozelandês. Pelo q eu lí na imprensa neozealandesa o serviço lá não é esta maravilha. E até o q sei a NZ Post é 100% estatal:
http://www.nzherald.co.nz/nz/news/article.cfm?c_id=1&objectid=10801670
http://www.nzherald.co.nz/business/news/article.cfm?c_id=3&objectid=10801723
http://www.nzherald.co.nz/nz/news/article.cfm?c_id=1&objectid=10801607
E no Rio Grande do Sul de Stalintarso, as concessões de rodovias estaduais foram substituídas por uma nova estatal, cuja finalidade é administrar pedágios do tipo “comunistários”: cobra e não oferece nada em troca.
Seria definitivamente a melhor solução a ser tomada, não só com os correios, mas com qualquer outro meio onde houver monopólio estatal. O complicado é que se isso acontecesse, os burocratas do governo iriam fazer qualquer coisa pra amenizar a concorrência, como por exemplo, criar alguma monstruosidade de agência reguladora pra entupir o setor e as empresas de correios de encargos, exigências e regulamentações patéticas, como já foi feito antes em outros setores. Nesse sentido, tem que liberar totalmente esse e outros setores da economia que atualmente estão cartelizados graças às agências reguladoras etc que já existem. Na base de tudo, ainda existe o pensamento estatista presente na cabeça dos brasileiros há séculos, como já falei num comentário em outro post… É amigos, a situação não dá muita margem à esperança. Pelo menos o número de pessoas que estão saindo desse torpor mental geral causado pelo estatismo, socialismo etc é cada vez maior, a quantidade de gente que assessa o site e conhece as idéias de Mises e do libertarianismo também, e assim, dá pra buscar algum otimismo. Abraços!
Bom como proprietário de uma livraria virtual e usuário regular dou alguns exemplos:
1 – Uma folha A4 em um envelope pardo, enviado por SEDEX 10 do RJ/Capital para SP/Capital custa R$ 35,00.
2 – Quando vendo um livro de R$ 15,00 com comprador na região norte, o serviço de entrega tem o mesmo valor, ou seja, eu faço doação de livros para quem mora na região norte.
3 – Vendi um raríssimo, usado e com pouco mais de 150 páginas. Tive o cuidado de enviar com registro. Os correios perderam a obra, nunca foi achada. Fui reembolsado mas o que fazer com o dinheiro quando você não pode comprar outro livro?
4 – Em 2007, escrevi uma carta para meu pai, com vários trechos do livro que estávamos escrevendo em dueto, juntamente, várias fotos da neta em forma de álbum, também enviei a primeira temporada do HOUSE, pois ele era imunologista aposentado e contava vários casos do tipo apresentado na série. A origem era RJ e o destino RJ/Cabo Frio. Levou dois meses para chegar. DOIS MESES. Sabe o que aconteceu após o primeiro mês de espera. Meu pai faleceu.
Não consigo comentar nada sobre os correios sem citar a mãe dos dirigentes da estatal.
E aqui na minha rua o carteiro entrou de férias e não tinha ninguém para substituir. Quando dava, algum outro entregava alguma coisa. Não precisa nem dizer que todas as contas chegaram atrasadas.
Isso porque moro numa cidadezinha no fim do mundo, Rio de Janeiro…
A discussão pelos comentários está tão boa quanto o próprio post que a originou. Vou citar outros monopólio ridículo: coleta de lixo. Que crime contratar alguém pra levar o lixo da porta da sua casa, tem que contratar a empresa que o estado determina! Boa parte da taxa vai pro bolso dos políticos FDP que fraudaram a licitação, sem falar na imoralidade óbvia.
Pessoal do IMB,
Hoje assisti um vídeo que me lembrou aquela entrevista do economista keynesiano brasileiro Luiz Carlos Mendonça de Barros, na qual, ele dizia que não entendia porque a economia mundial não estava se recuperando após os estímulos fiscais e monetários.
Dessa vez, o economista mainstream Ricardo Amorim que participa do programa Manhatan Connection da Globonews diz que a solução para a crise mundial é a proposta dos economistas AUSTRÍACOS!!!
Observação: Ele cita o Schumpeter como um economista austríaco mas vamos dar um desconto para o garoto… hehehehe
Segue abaixo o link do vídeo:
g1.globo.com/globo-news/manhattan-connection/videos/t/todos-os-videos/v/nobel-paul-krugman-e-contra-o-uso-de-austeridade-na-crise-economica/1986556/
Abraço.
Tive a oportunidade de conversar com um “lider sindical” do correios e ele descreveu os motivos dos atrasos.
1- o correio esta priorizando a correspondência registrada que dá mais “lucro” do que a comum.
2- o tempo calculado para entregar uma carta foi reduzido, o carteiro tem apenas 10s para colocar uma carta.
3- da mesma forma o tempo de entrega da carta registrada foi reduzida para 1min e 30 s mas o tempo médio e de 5 min.
4- antes o correio só aceita a entrada de contas 7 dias antes da sua data de entrega, hoje foi reduzida para 3 dias.
5- houve redução do quadro de funcionários na empresa.
Mas apesar disso ele não deseja que o correios sejam privatizados.
Já fiz a comparação: comprei via internet por uma empresa com entrega própria e por outra com entrega dos Correios. A diferença de eficiência é gritante.
Bom pessoal,
Minha experiência, por diversas vezes, é que o serviço dos Correios só funciona quando algum funcionário ou outro quiser.
Realizei uma compra nos USA,de livros, e contratei o serviço da USPS. A encomenda foi postada pela vendedora, em março de 2012. Paguei caro para chegar em até 5 dias! Até hoje não recebi e não sei onde foi parar. Entrei em contato como Correios e USPS, e ambas falam que a encomenda foi perdida (será que o avião “cagou” minha mercadoria pra fora????)- o Correios falam que encomenda foi perdida pela USPS e a USPS fala de perda aqui no Brasil. E não adianta mais reclamar; estou desde final de abril nesta briga.
Tive que comprar novamente, mas de outros autores, porque preciso dos livros com urgência, e agora vou pagar um absurdo de taxas de envio, contratando novo serviço, agora da UPS USA.
A meu ver, os livros foram roubados, porque eles não serão mais publicados no momento, e poucas lojas americanas que ainda o têm em estoque, estão cobrando um absurdo!
Será que agora eu receberei? Será que os Correios vão enfiar meus livros no …. ou ou que?
Como depender de um sistema postal tão ladrão como destes???
Pode isso???
Abraços a tds!
E fiquem espertos também com os serviços postais de outros paises, especialmente a USPS!
Não resisti, tenho que compartilhar.
Sexta-feira tive que, infelizmente, ir aos Correios para enviar uns documentos. Depois de quase vinte minutos numa fila com três pessoas na minha frente, sou atendido.
O valor da entrega que eu faria: 80 Reais.
A atendente pergunta: “Você vai pagar com dinheiro?”
Como o valor era até que alto, pergunto se aceitam cartão.
Resposta: “Só cartão de débito do Banco do Brasil.”
Isso é que é eficiência, hein??
Por sorte, tinha o dinheiro comigo. Se não, só na segunda-feira!
Ah sim, e se você estiver procurando bonequinhos de pelúcia vagabundos e horríveis, com a marca dos Correios, por uns 60 Reais, eles também têm! Viva nossas estatais!
Vocês são geniais! Realmente empresa estatais pensam apenas nos sindicatos, no governo e nos cargos de seus ocupantes! Vocês realmente acreditam no que escrevem? Tão inteligentes! Claro que formar opinião é importante para a verdadeira intenção que vocês escondem. Ohhh, as empresas privadas, estas sim pensam nos clientes e não em investidores. Os cargos chave não são ocupados por aqueles que respondem aos interesses do capital. Veja o exemplo de laboratorios farmacêuticos aqui na França! Pensam tanto nos clientes que causam mesma a morte deles, como no caso do Mediator do Laboratorio SERVIER (nome do seu dono). Tudo para não dar prejuizo aos acionistas! E jà que as manifestações no Brasil começaram por conta dos transportes, não são eles privados? Porque não funcionam? Porque são tão caros? Propriedade privada … privada…
Nota 10, gostei muito de ter lido este artigo. Vamos protestar contra o Monopólio postal no Brasil.
Infelizmente o Centro de Entrega de Encomendas dos correios é uma porcaria, único sistema que presta nesta grande empresa é a Central de atendimento aos clientes.
Vamos começar a Protestar contra o Monopólio postal no Brasil, pois os correios fazem esse trabalho podre por causa da inexistência de um concorrente.
Como os funcionários dos Correios tratam as suas encomendas.
“Uma longa caminhada começa com o primeiro passo” (Lao Tse)
http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR74667 Assinem e enviem aos amigos!
Prezado Leandro, como funcionaria o recebimento dessas ações para o brasileiro caso desestatizassem os Correios e distribuissem as ações para cada brasileiro? Onde ele pegaria essa ação e como ele poderia vendê-la? Sou totalmente leigo sobre o mercado de ações se puder me esclarecer agradeço.
Viram essa notícia?
Mandar livros pelos Correios de Portugal para o Brasil demora 77 dias. Em 1500, a caravela de Cabral gastou 43 dias para cruzar o Atlântico.
Conclusão: as caravelas portuguesas de 1500 eram mais rápidas que nosso gloriosos Correios em 2015.
Por mim não precisariam nem desestatizar, apenas liberar a livre entrada de concorrentes. Deixa os Correios lá. Vamos ver quanto tempo sobrevivem.
Um amigo enviou um notebook pelos correios de MG para o RS. Ao chegar lá, só estava a fonte dentro da caixa, o notebook foi roubado pelos funcionários dos correios. Ele entrou na justiça contra os correios, mas por incrível que pareça, o juiz não quis condenar os correios para não macular a imagem dessa digníssima empresa pública. A cada dia fico mais desesperançoso com esse lugar. Porque diabos eu tive que nascer aqui?
Trabalho no Correios, É UMA BAGUNÇA, falta fita adesiva, compram caminhões inadequados, argh, tanta raiva que não consigo desabafar. apesar da “estabilidade”, é estressante trabalhar nesse muquifo
Como diabos é possível uma empresa desse porte estar falida?
Certa feita peguei um vôo da Gol e trouxeram a correspondência do correio para o bagageiro do avião, tudo era atirado as pressas, caixas caiam no chão (frágil é só para bonito) e correspondências caiam no chão e ajuntavam de qualquer jeito e jogavam.
Aí vi como era o transporte de correspondência no Brasil. Uma grande zorra.
Leandro, o que se espera caso o Correios de fato for privatizado pelo regime de concessão?
Funcionário dos Correios vendia mercadorias “desviadas” na internet
Funcionário é suspeito de desvio de equipamentos eletrônicos, telefones celulares e outras mercadorias despachadas através do serviço de encomendas
O problema todo é a ineficiência que é fácil de se constatar com facilidade no Brasil, mesmo em empresas privadas. Se os Correios fossem uma empresa altamente eficiente, ainda que estatal, pouco temeria uma concorrência e, por outro lado, pouco se cogitaria a privatização.
Se privatizar serviços fosse uma garantia de acesso e qualidade não teríamos uma telefonia tão cara e tão cheia de problemas, então fica a pergunta: Os problemas da telefonia são causados pela Anatel? Nossas empresas, privadas ou estatais são um reflexo do que somos como povo. Temos um grau de exigência elevado, mas será que somos eficientes em TODAS as nossas entregas?
O governo recentemente entregou um projeto de lei para privatizar os Correios. O problema é que, apesar de os Correios serem privatizados, vai continuar com a União controlando e, pior, com a Anatel no meio.
Alguém poderia me explicar o motivo de o Bolsonaro simplesmente não fechar todas essas agências reguladoras?