A atual gestão da Vale está sob ataque. A esquerda jurássica
jamais aceitou sua privatização, que por qualquer prisma foi um enorme sucesso.
A empresa multiplicou de forma impressionante sua lucratividade, e conseguiu
empregar milhares de pessoas a mais, além dos impostos maiores arrecadados. Mas
nada disso importa para os perfeitos idiotas latino-americanos. Para essa turma
tupiniquim, o governo incompetente e corrupto deveria ser gestor de tudo que é
empresa e banco. O fracassado socialismo ainda é idolatrado por muitos abaixo
da linha do Equador.
O governo Lula vem tentando assumir o controle dos “commanding heights” da
economia faz tempo. A Petrossauro, a maior empresa do país, já está nas garras
do governo, e sua privatização está descartada. Além disso, o governo deseja
criar uma nova estatal para monopolizar o petróleo pré-sal. O sonho de
ressuscitar a antiga Telebrás não sai da cabeça dos membros do governo. Através
do Banco do Brasil, o governo pretende ser um banqueiro ainda maior do que já é
hoje, partindo para novas aquisições. E, naturalmente, a segunda maior empresa
do país é objeto de desejo dos parasitas em busca de mais poder e cargos. Por
isso a Vale virou alvo de constantes ataques e tentativa de ingerência por
parte do governo.
O mais recente ataque é a ameaça da criação de um novo imposto de até 5% sobre
as exportações de minério de ferro, que atingiria a Vale
pesado quando se trata do governo petista. E, num país com tanta concentração
de poder no governo, arma é o que não falta para essa gente. Para reforçar o
time, o bilionário empresário Eike Batista tem demonstrado publicamente
interesse na compra do controle da empresa. Ontem, Eike afirmou que seu
interesse na Vale “não deve ser politizado”. Cabe a ele, então, afastar-se do
governo. Ele esteve diretamente com o presidente Lula para falar da Vale. E
agora pretende evitar a “politização” do assunto?
O resultado desta luta pela Vale ainda está indefinido.
Espera-se, pelo bem do país, que os dinossauros percam a parada. Esses animais
já deveriam estar extintos há tempos!
O Mauricio Lima, que era da Exame, cantou há uns dois meses a bola de que uma das plataformas da Dilma será a reestatização da Vale.
Simplesmente abominável e ridículo!
Sme querer ser chato, mas o Rodrigo é autor de cinco livros, e não quatro como está escrito. Só uma correção mesmo.\nVoltando ao assunto principal: Não dúvido nada que o governo tente reestaurar todas as empresas, as quais foram privatizadas no governo FHC, espero que não consiga. Sem contar que o governo Lula com esse imposto sobre o minério, está jogando sujo.\n
Linkando com o artigo do leandro sobre o cambio, alguem pode até pensar que o governo está fazendo isso na tentativa de conter a queda do dolar. Explico, aumento no imposto de exportaçao gerará uma queda nas exportaçoes, ou seja, menos dolares entrando, menos o real se valoriza. E mais, os dolares de investidores que investiriam de olhos fechados na Vale já podem começar a vir mais carregados de cautela devido à instabilidade politica provocada pelo embrolhio.
Vamos parar com isso: primeiro a Vale pertence a grupos de pensão estatais, porisso nada mais natural que o governo mande o “seu” Agnelli trabalhar e PRODUZIR de fato no Brasil e não apenas ficar exportando minério. O negócio é transformar o minério e vender a coisa acabada. Valor agregado, liberais!
O Estado salvou o Brasil da crise, não o livre mercado. Aliás esse foi pro vinagre na crise provocada por ele mesmo. O escorpião usando o rabo contra si mesmo! Patético!
Prezado Baccaro, explique-nos duas coisas: como o estado salvou o Brasil da crise e como o livre mercado a causou?
Por incrivel que possa parecer Leandro (para quem acha isso incrivel), foi fazendo tudo exatamente ao contrário da pregação neste sitio: não desregulamentando o trabalho, não privatizando, puxando para si investimentos que os empresários deveriam fazer, mas por medo ou para seguir o que se fazia lá fora (coisa comum entre empresários), deixaram prá lá e quase destruiram a galinha dos ovos de ouro, que é o mercado interno, que foi o que manteve em alta a produção e o emprego. Procurando novos mercados no mundo todo e não se restringindo, como a muito aos EUA; não privatizando e se der tudo certo reestatizando determinadas empresas, se quer um exemplo, a Vale; deixando de receber conselhos de orgãos como o FMI, que simplesmente não entende absolutamente de nada no que se refere a econômia – se conseguir me citar um caso de sucesso na atuação do famigerado FMI, ganha um doce – e tem muito mais, que até o reino mineral sabe e não cabe nos comentários.
A liberdade de mercado e a total falta de regulamentação e fiscalização criou a bolha nos EUA e espalhou a miséria mundo afora e creio que vai ser dificil o Obama arrumar a casa, se não adotar medidas como as nossas. Timidamente já começou colocando dinheiro público em empresas e bancos. Agora precisa salvar as casas do povo, enganados pelas “empresas livres”. Vamos ver se tem coragem para aprofundar a inversão de papéis na economia de lá! Não creio, mas a esperança é a última que morre!
Abraço!
Se você acha que a liberdade de mercado criou a bolha nos EUA é porque você não sabe o que é livre mercado.\nHá vários artigos no IMB explicando como a crise aconteceu, e se você se desse ao trabalho de ler qualquer um deles, perceberia que foi o banco central americano com suas intervenções monetárias que criaram a bolha imobiliária. \n
Jesuis!!\nÉ melhor ser cego do que ler isso.
Prezado senhor Baccaro, para debater aqui o senhor vai precisar de muito mais do que isso. Repetir chavões empoeirados que o senhor ouviu nos DAs de sua faculdade apenas o fazem passar por ridículo. No dia em que o senhor já tiver estudado bastante sobre política monetária e os efeitos perniciosos que as regulamentações geram, principalmente risco moral, o senhor estará mais preparado para o debate. Quanto ao FMI, conhecesse o senhor melhor nosso site veria o que realmente pensamos desta instituição (criada por Keynes e intervencionista por natureza). Dela queremos distância. Forte abraço!
Calma gente, vocês não entenderam: o Baccaro está falando de econômia. Baccaro, aqui falamos de economia. Se você quer entender a diferença entre uma e outra, comece lendo “as seis lições”, do Mises, ok? Obrigada.
Peço desculpas pela demora em responder, mas no fim de semana estava longe de computadores. Vamos lá: segui o conselho e “sai lendo” alguns artigos publicados aqui sobre a bolha e me deparei com uma série de opiniões e assertivas que são apenas a tentativa de tentar explicar o que aconteceu de uma forma a inocentar o sacrossanto mercado. Como por exemplo no artigo que “critica a critica” de Robert Gordon a respeito da crise. Li e concordei com Gordon em tudo que escreveu. O CRA em nenhum momento “achaca” bancos a emprestar ou o público a pegar empréstimos. O que determinou o crescimento da bolha foi a ganância dos emprestadores em não ficar de fora do butim e também pela extrema concorrência sem regulação, que os levaram a fazer qualquer coisa por dinheiro (silvio santos perde!)
As citadas empresas de hipotecas são privadas desde a muito tempo e as taxas diferenciadas eram para facilitar a aquisição da casa própria – que vocês chamam de bobagem – e foram utilizadas por anos para alavancar grandes ganhos no mercado financeiro. Coisa que o agora nosso BNDES também faz e muito bem (empréstimos com juros melhores). O que vocês chamam de benesse governamental, era apenas uma forma de garantir um direito básico de qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo. Se Obama salvar as empresas fará muito bem, mas terá que mudar a gestão, que deverá se tornar empresa pública, coisa que não são. E parar de gastar dinheiro em guerras, pois isso também está levando o país a bancarrota. Apenas que o livre mercado das armas, faz com a lógica belicista prevaleça.
Lerei as “seis lições” do Mises e depois comento. E não comecem com “estórinha” de “chavões empoeirados”. Em todos os locais onde escrevem os defensores do livre mercado, quando confontados minimamente com certas incoerências do que defendem, sempre vem com a conversa de tentar desqualificar o que o outro diz.
Argumento-espantalho?
Abraços!
Prezado senhor Baccaro, suponha que o senhor seja dono de um banco todo poderoso e eu sou o governo. Aí eu chego pro senhor, dou um tapinha nas suas costas e digo: “Não se preocupe. Seu banco é grande demais para quebrar. Jamais permitiremos que isso aconteça. Aproveite os juros baixos que o banco central está promovendo via impressão monetária e faça empréstimos a rodo”. Nesse cenário, qual seria a sua reação? É claro que você entraria na farra. E tem mais: mesmo que você fosse versado na teoria austríaca dos ciclos econômicos e soubesse que o atual boom econômico seria passageiro, e, por causa disso, se recusasse a entrar na farra do crédito, você saberia que a sua concorrência o faria, o que poderia expulsá-lo do mercado. Portanto, de um jeito ou de outro você teria de entrar na farra. Cadê o livre mercado nesse cenário? Livre mercado não manipula juros e não garante que determinadas empresas fiquem imunes à bancarrota. Pelo contrário: o livre mercado faz com que os juros sejam realistas (determinados pela poupança) e faz com que as empresas estejam constantemente ameaçadas de falência. Enquanto esse princípio – que é o que está por trás do colapso americano – não for entendido, não dá pra ter discussão. Só um último detalhe: as empresas hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, embora de gerência privada, eram “apadrinhadas pelo governo americano” – isto é, o governo lhes dava suporte implícito, garantindo todos os seus empréstimos, por piores que fossem. Cadê o livre mercado aí? A coisa é mais complicada do que o senhor imagina, senhor Baccaro. Mas as suas dúvidas são muito bem vindas. Um grande abraço!
Bons tempos em que o Constantino tinha juízo.
Jesus Baccaro disse: ‘Lerei as “seis lições” do Mises e depois comento’.
Isso foi em 26/10/2009. Será que hoje, 16/08/2014, após 5 anos para absorver o conteúdo de tal leitura, já haveria condições do Sr. Baccaro nos presentear com esse prometido comentário?
Bruno! Poderias chamar o André Burguer novamente para comentar a recém terminada tradução do Man, Economy and State [Indivíduo, Economia e Estado]. A primeira vez que ele esteve no podcast, a mencionou brevemente
Onde encontro tais livros? Não achei em lugar algum
O que Any Rand diria do posicionamento de fechamento do comércio, indústrias e demais andamentos de isolamento no cenário brasileiro frente à pandemia do Covid 19?