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O “nós” é uma falácia

Quando assistimos à Olimpíada, temos a tendência a torcer de acordo com as nacionalidades.  Torcemos para os atletas de nosso país contra
os do resto do mundo. 

Embora não haja
nada de errado com esse tipo de diversão, o conceito do indivíduo nunca deve
ser perdido em meio ao ideal coletivista — a crença de que os membros do
coletivo (a nação, nesse exemplo) são robôs sem personalidade dedicados a
servir ao todo.

Antes de continuar, deixe-me introduzir um termo matemático que irá ajudar a
expor a falácia do coletivo: o fractal.  Resumidamente, um fractal é uma forma
geométrica que pode ser dividida em partes que são, cada uma, tão complexas
quanto o formato original da figura.  Ou
seja: após essa divisão, cada parte terá sempre o mesmo formato da figura
original.

Considere uma árvore: os principais galhos são tão complexos quanto a árvore
em si.  Em essência, o galho é “uma cópia em escala reduzida do
todo”
.  Um galho plantado no chão
seria indistinguível de uma árvore. 
Iterativamente, os galhos dos galhos são eles próprios cópias em escala
reduzida da árvore, e assim por diante.

Adicionalmente, considere imagens geradas por computador que tenham
qualidades fractais.  Nesse caso,
desenha-se uma estrutura complexa que aparentemente possui bordas irregulares,
conquanto bem definidas.  Uma análise
mais detalhada de uma borda vai revelar uma estrutura que é tão complexa quanto
a imagem original.  Mantendo-se esse
procedimento iterativamente, uma análise mais detalhada da borda dessa borda
irá revelar novas e igualmente complexas estruturas, ad infinitum.

fractal.jpgA
ideia básica é que cada observação revela uma nova complexidade e singularidade.  Essencialmente, quanto mais conhecemos, menos
sabemos.

Agora
voltemos nossa atenção para a estrutura da sociedade.

A
topologia da sociedade possui qualidades fractais.  Partindo-se de um ponto de vista global,
tendemos a ver os países como agregados homogêneos.  Pressupomos que cada país possui certos
atributos que automaticamente se reproduzem em todos os seus habitantes —
existem chineses, existem americanos, existem indianos, existem russos e
existem brasileiros.

De
acordo com essa visão, o cidadão A do país X nada mais é do que uma personificação
ideal das características agregadas que são atribuídas a X.  Imediatamente alegamos saber tudo sobre A
simplesmente porque sabemos que A é um cidadão de X.  “Eles agem dessa forma porque ele é francês e
ela é russa”.  Essa é uma maneira
perigosa e excessivamente simplista de classificar homens e mulheres que agem,
como veremos.

Agora,
vamos aplicar o conceito de fractais e centrar nossa atenção apenas no país
X.  Olhando-se exclusivamente para X, percebemos
variações dentre suas várias regiões.  Em vez de um grupo homogêneo, descobrimos uma complexidade que é similar à
complexidade observada em relação aos outros países do mundo.  Pegando-se os Estados Unidos como exemplo, é
possível perceber diferenças entre os residentes de Ohio e os da Califórnia,
por exemplo.  Repentinamente, o americano
que até então víamos como um ser homogêneo passa a ser o agregado de vários
agrupamentos singulares.

Seríamos
arrojados ao ponto de criar o tipo ideal do nativo de Ohio?  É óbvio que não, uma vez que uma análise mais
detalhada de Ohio vai revelar variações dentro do estado que são tão complexas
quanto aquelas entre os estados. 

À
medida que vamos aprofundando essa análise iterativa, acabamos por chegar ao
pior dos agregados: a comunidade.

Escolhi
a comunidade porque ela é o conceito que permite que todas as análises mais
amplas tenham significado.

Todas
as ideias coletivistas começam pela comunidade. 
Desde os primeiros dias no jardim de infância, as escolas martelam o
conceito de comunidade na mente das crianças. 
As escolas instruem as crianças a se verem a si próprias como
componentes similares e indistinguíveis de suas comunidades, independente de se
a comunidade é a escola, um distrito escolar, o bairro ou alguma outra agregação.

Com
esse fim, as escolas se definem a si próprias como “comunidades de aprendizes”
— não como uma comunidade de indivíduos, mas como uma comunidade cujos membros
anônimos esforçam-se pelo bem coletivo.

Questões
que afetam uma comunidade afetam cada membro (ou criança) igualmente.  As crianças devem agir de maneira que deixem
orgulhosas suas escolas.  Elas são
encorajadas a propor projetos comunitários e são obrigadas a se voluntariar
para serviços comunitários.  A mensagem
implícita é a de que morrer — de modo figurado, nesse caso — pelo coletivo é o
destino a ser aspirado durante a vida. 
Como disse Mises,

Para os adeptos do universalismo e do coletivismo, o indivíduo, ao sujeitar-se ao código
ético vigente, não o faz em benefício direto de seus interesses particulares; ao
contrário, ele está abstendo-se de realizar seus próprios objetivos em
benefício dos desígnios da Divindade ou da comunidade.

Entretanto, a comunidade sempre é mal definida.  Seria a sua comunidade a sua vizinhança ou uma
das várias e sobrepostas subdivisões políticas? 
Ou a sua comunidade é formada por aqueles cuja companhia você aprecia?

Quem pretende iniciar o estudo da ação humana a partir de entidades
coletivas esbarra num obstáculo insuperável, qual seja, o fato de que um
indivíduo pode pertencer ao mesmo tempo, e na realidade pertence — com exceção
das tribos mais primitivas –, a várias entidades coletivas.  Os problemas suscitados pela coexistência de
um grande número de entidades sociais e seus antagonismos recíprocos só podem
ser resolvidos pelo individualismo metodológico.

Uma vez que a ideia de comunidade cria raízes, as crianças passam a ter
dificuldades em se ver como qualquer outra coisa que não seja parte do
coletivo.  Lamentavelmente, isso vai
seguir na criança por toda a sua vida adulta. 
Assuntos tributários, por exemplo, são propostos para o bem da comunidade.  E
os bons membros da comunidade devem sempre apoiar as finalidades coletivas.

Portanto, partindo-se da ideia de comunidade coletiva, é fácil ampliar o
escopo de atuação (ou tirar o zoom, se preferir) e incorporar maiores
horizontes, até que, finalmente, a nação coletiva e o seu governo são abordados.  Se você deve se sacrificar para ser um membro
de sua comunidade local, você também deve se sacrificar para ser um membro da
sua nação, independentemente de suas políticas e ações.

Se a sociedade, ou o Estado, é uma entidade dotada de vontade e
intenção e de todas as outras qualidades que lhe são atribuídas pela doutrina
coletivista, então é simplesmente absurdo confrontar as aspirações triviais do
pobre indivíduo com os majestosos desígnios da sociedade e do Estado.

Entretanto, homens e mulheres dotados da capacidade de agir não são abelhas
que trabalham para o bem da colméia. 
Quando humanos são controlados pela autoridade central, eles não mais
estão agindo; eles estão reagindo.  E,
como Mises demonstrou há muito tempo, humanos que reagem aos comandos do
ditador não estão construindo uma colméia; eles estão simplesmente consumindo o
mel remanescente — o capital — e esperando passivamente períodos inevitavelmente
mais difíceis à frente.

Porém mesmo a comunidade é em si um agregado de vários agrupamentos
singulares.  Uma análise mais detalhada
vai revelar a existência de famílias.  E
mesmo as famílias são o produto de várias entidades singulares: homens,
mulheres e crianças que agem individualmente. 
É essa complexidade — a complexidade essencial do indivíduo — que
explica por que discutir política e assuntos familiares entre membros de família
é algo tão delicado.  Ela também explica
por que assistir a um jogo de futebol é mais seguro do que conversar informalmente
à mesa durante uma tarde de reunião familiar. 

Mas é essa complexidade que permite o crescimento da divisão do
trabalho, que faz aprimorar e prosperar as economias.

Há duas visões da estrutura da sociedade. 
Há a visão coletivista, que falsamente cria agregações características e
pressupõe que todos os membros são personificações ideais dessas características
agregadas.  E há a visão austríaca, que enxerga
apenas o indivíduo e não tenta criar qualquer tipo de agregação.

Todas as variantes de credos coletivistas estão unidas na sua
implacável hostilidade às instituições políticas fundamentais do sistema
liberal: respeito à propriedade privada, tolerância para com as opiniões divergentes,
liberdade de pensamento, de expressão e de imprensa, igualdade de todos perante
a lei.

O coletivista mancha a face do indivíduo, fazendo com que o caminho para os
maléficos “ismos” do nosso mundo seja relativamente fácil e desejável.

Os austríacos, por outro lado, veem o indivíduo independentemente da
geopolítica em voga, e é o foco no indivíduo que leva cada vez mais à
liberdade.

Torça para seu atleta ou equipe favoritos.  E alegre-se com
os fractais que são seus vizinhos, amigos e colegas.  Não os perca em uma neblina coletiva.

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67 comentários em “O “nós” é uma falácia”

  1. jose carlos zanforlin

    O Direito Tributário, numa conceituação que pode afrontar aos tributaristas, é um aparato teórico-jurídico “a posteriori”,concebido e desenvolvido para justificar a extorsão do cidadão pelo estado. Sem a verba tributária, o estado reduz-se a quase nada. Pois bem: em 1965 a carga tributária no Brasil era de 19% do PIB, hoje é quase 40%. Em 1965 iniciava-se o período de governo dos militares; de 1988 para cá, a “democracia”. Pasmem: esse aumento da extorsão contra o indivíduo foi votada e aprovada “democraticamente” pelo Congresso Nacional, pelos meus, seus e deles “representantes” do povo. A sanha arrecadatória independe de tratar-se de governo autoritário ou não: os representantes do povo concordaram com o aumento da extorsão tributária. Isso tudo a propósito do artigo, o coletivo e o individual. É difícil, muito difícil o ideal de liberdade, de prevalência do indivíduo sobre o coletivo (sem que se advogue pela prevalência do mais forte. Viu-se que o “jogo” da democracia é de cartas marcadas (sem apologia à ditadura, pois se o indivíduo e sua liberdade devem prevalecer, claro que se abomina qualquer tipo de afronta causada pela ditadura; foi pelo parlamento que se aumentou a carga tributária. É difícil, muito difícil o mundo propugnado pela Escola Austríaca…

  2. Jose Roberto Baschiera Junior

    “Nós, Negros”, “Nós, Brancos”, “Nós, Asiáticos”, “Nós, Brasileiros”, “Nós, vegetarianos”, “Nós, idosos”, “Nós, usuários de drogas”, “Nós, não usuários de drogas”, “Nós, Cariocas”, “Nós, Silvas”, “Nós, deficientes”, “Nós, empregados”, “Nós, empresários”.

    Quando essa besteira toda de relativizar as pessoas vai acabar? Cada um é cada um, são mais de 7 bilhões de pessoas e cada um é um indivíduo.

    A pior coisa que pode existir é uma dessas “categorias” tentando se impor sobre as demais com base na violência, tentando impor sua verdade.

    Lei específica para crianças, lei específica para idosos, lei específica para trabalhadores, lei específica para qualquer coisa. Cada um desses “grupos” tentando ganhar direitos. Não entendem que não são direitos que querem, são privilégios sobre os demais.

    -Trabalhadores vagabundos exigem leis trabalhistas, porque querem impor o que acham certo, mas não querem trabalhar.
    -Empregados vagabundos exigem proteção, porque querem impor o que acham certo, mas não querem competir.
    -Não usuários de drogas vagabundos querem a proibição, porque querem impor o que acham certo, mas não querem conscientizar amigos e parentes a respeito das drogas e evitar o convívio com usuários.
    -Educadores vagabundos querem obrigar as pessoas a estudar e o resto das pessoas a pagar, porque querem impor o que acham certo, mas não querem que os pais tenham responsabilidades.
    -Doentes vagabundos querem que todos sejam roubados para ter hospitais públicos, porque querem impor o que acham certo, mas não querem a responsabilidade de cuidar de si mesmos.
    -Caridosos vagabundos querem fazer caridade com o dinheiro dos outros, porque querem impor o que acham certo, mas não querem sujar as mãos.

    Em resumo, essas pessoas todas lutam por uma causa que consideram nobre, não importando em quantas outras pessoas deverão pisar e massacrar, essa causa se chama "democracia".

  3. Getulio Malveira

    Não creio que o “nós” sempre implique em falácia, nem que tenha sido isso que o autor tenha querido dizer. Há uma grande diferença entre dizer “ele certamente acredita na Trindade, já que é católico” e dizer “ele certamente gosta de futebol, já que ele é brasileiro”. No primeiro caso o raciocínio é válido e correto, já que “crer na trindade” é essencial a “ser católico”; no segundo caso, ocorre o “sofisma do acidente” (dicto secundum quid ad dictum simpliciter), já que “gostar de futebol” é acidental a “ser brasileiro”. Contudo, basta converter o segundo argumento em argumento indutivo para que ele passe a ser válido: “ele provavelmente gosta de futebol, já que ele é brasileiro” no que está implícito que “a maioria dos brasileiros gosta de futebol”.

    Não há nada de errado com as categorias em si mesmas, os juízos e raciocínios que construímos a partir delas é que podem ser falaciosos.

  4. Itamar Gines Pereira

    Ótimo texto!\r
    Desde pequenos somos “adestrados” para nos sentirmos como parte de um grupo, uma nação ou coisa desse tipo. No fundo, existe uma verdadeira intenção no bojo dessa ideologia para engolirmos guela abaixo os impostos criados pelo governo.

  5. mauricio barbosa

    O nós enquanto nação é falacioso,manipulável e condenável.Mas enquanto membro de uma organização religiosa eu posso afirmar que, nós somos irmãos em cristo,que nós somos crentes em Jesus Cristo,mas enquanto individuo eu posso afirmar:”Eu não pulo cerca”mas afirmar: “Nós não pulamos cerca” não posso afirmar tal coisa.Portanto como sou anti-estatista esse conceito de nós brasileiros isso e aquilo é falacioso,pois tais afirmativas agradam os poderosos de plantão que estão em Brasilia nos sugando o sangue com essa sanha de arrecadar impostos e inflacionar nossa débil moeda.

  6. José Ricardo das C.Monteiro

    Saudações, aconselho aos amigos virtuais ler, José Ortega y Gasset, Rebelião das Massas, incrívelmente atual, embora tenha sido escrito em 1930.
    Excelente texto, um show.

  7. “À medida que vamos aprofundando essa análise iterativa, acabamos por chegar ao pior dos agregados: a comunidade.
    Porém mesmo a comunidade é em si um agregado de vários agrupamentos singulares. Uma análise mais detalhada vai revelar a existência de famílias.”

    Estas duas passagens resumem bem o texto.
    A idéia dos fractais é que a soma das partes não revela o todo, e nem pode ser o todo.
    Mas o todo pode se revelar nas partes. Daí a ordem expontanea a surgir a partir das partes que representam informações dispersas. Chamem essas partes de Indivíduos e as informações de conhecimento e o resto é por conta de Hayek.
    A idéia de coletivismo embalada pelo estado vai contra a ordem expontanea.
    Com liceça poética, é o Homem contra Deus.

  8. Não gosto do Brasil, não gosto de samba, não gosto de futebol, não gosto de praia, não gosto de carnaval, não acho a Amazonia incrivel, não gosto de evangélicos, não gosto do governo, não gosto de escola, não como arroz com feijão, sou gordo, não faço questão de namorar e ir atras de alguem, me visto como eu quero e ignoro a moda.

    A tirania da maioria quer me punir e perseguir, mas jamais conseguirão, nada podem fazer contra a auto-determinação de um individuo, feliz, porque nada se compara a liberdade de ser decidir o que e melhor pra si mesmo, e os coletivistas resta a apenas o consolo de serem parte de algo, mas nunca donos de si.

  9. achei o texto otimo e bem elucidativo, mas teve um trecho no capitulo 22, que achei estranho, o texto foi este: …”Mas é essa complexidade que permite o crescimento da divisão do trabalho, que faz aprimorar e prosperar as economias.”
    Atê creio que o escritor esteja certo nesta afirmação, mas não compreendi daonde ele o partiu no meio das suas afirmações para chegar nesta maxima.

  10. Cada vez mais vejo o quanto preciso mudar meus pensamentos, estruturados de acordo com políticas socialistas durante toda a minha formação educacional.

  11. Joana Maranhão: “Quem defende Silas Malafaia, Bolsonaro e Feliciano por favor não torça por mim”

    Resultado? Ultima colocada nas OlimPIADAS e ainda ameaçou processar quem zombar nela na internet kkkk

  12. A pedra no sapato do coletivismo é o bom e velho capitalismo.

    O capitalismo é pefeito. Essas falácias sobre problemas do capitalismo são bizarras.

    O sistema de interesses individuais não possui falhas.

    Não existe concentração de renda onde a criação de moeda é livre. As pessoas podem escolher e criar a melhor moeda, para não ter que usar uma moeda bichada do governo.

    O socialismo sempre foi é um massacre sobre interesses individuais, tornando as pessoas escravas e exploradas do governo.

    É bizarro achar que imposto não tem relação com a escravidão.

    O coletivismo transformou o Brasil numa merda de lugar.

  13. Bem, eu estou acompanhando essas Olímpiadas e torcendo bastante para a maioria dos atletas do Brasil. Acredito que parte desse sentimento seja sim por conta de uma educação doutrinadora do Estado durante infância e adolescência. Porém, penso que a maior parte deste sentimento deva-se à similaridade cultural que possuo com os demais brasileiros, sendo que, evidentemente, acabo por torcer mais ainda quando o atleta é gaúcho.
    Imagino que seja sempre tendência torcermos por quem temos um certo “laço”, seja ele familiar, cultural, religioso, ideológico etc.
    O real problema é ficar valorizando o coletivo, dar a medalha para o Brasil e não para o atleta, para o indivíduo. Não há problema em torcermos para um brasileiro simplesmente porque é brasileiro. Ou mesmo se orgulhar de Santos Dummont, apenas por ter nascido na terra delimitada arbitrariamente pelo Estado.

  14. E essa mania de 8 80 que as pessoas sempre fazem? Ou é só coletivo, ou é só indivíduo. Que história é essa de só haver duas visões da estrutura da sociedade? Depois vêm querer argumentar contra o simplismo reducionista que fazem de outros assuntos…

    O mundo não é simples, o ser humano não é simples, todos sabemos disso (ok, nem todos).

    Mas é justamente essa nossa capacidade para simplificação e reconhecimento de padrões que nos permitiu chegar aonde chegamos e nos desenvolver como indivíduo E como sociedade. Também é o mesmo mecanismo que nos permite pôr tudo isso a perder.

    Nós somos indivíduos sociais, não somos um sistema fechado em si mesmo. Outros seres nos influenciam e nós influenciamos eles… e você não precisa nem abrir a boca, basta duas pessoas se encontrarem, ou saberem da existência da outra para se comportar de modo diferente (involuntariamente).

    O problema, na minha opinião, não são as visões de mundo que primam o coletivismo (qualquer instância que seja) sobre o individualismo. O problema, na minha opinião, é a ignorância dos indivíduos e a incapacidade de pensar por si mesmos, apenas tomando o que lê/ouve/vê como verdades absolutas e incontestáveis.

    “Não há problema em não saber todas as respostas, é melhor admitir nossa ignorância do que acreditar em respostas que podem estar erradas. Fingir saber tudo fecha a porta para descobrir o que realmente está lá” (Neil deGrasse Tyson).
    Claro, ser assim é uma opinião e escolha minha como indivíduo.

  15. A sociedade humana nasce da necessidade de sobrevivência.
    As pessoas se associam a outras por interesse pessoal, por isso nasce o “nós”.
    O resto é blá blá libertonto subversivo, “tudo esta errado eu que sei como deve ser”.

  16. O texto me pareceu fazer uma completa condenação de qualquer coletivismo.
    No entanto, se tem uma coisa essencial para que serve o individualismo é, justamente, para nos levar à conclusão inafastável de que dependemos uns dos outros.
    Aqui, entendo que o problema é a doutrinação de um coletivismo a partir de de “um nada” abstrato, de algo que não nasceu do indivíduo para o coletivo, mas se deu em sentido contrário, como imposição, que é, justamente, o que os Estados impõem às pessoas e estas, imersas nessa realidade, se veem numa Matrix, que nem conseguem imaginar que outra lógica seja possível e muito mais razoável racionalmente.
    Por outro lado, as associações voluntárias (econômicas ou não), que são coletivismo, são uma das melhores coisas que podemos fazer para viver melhor.

  17. Não existe nada de errado em escolher participar de um grupo qualquer. O problema é impor um padrão coletivista para uma sociedade.

    Existe os interesses coletivos e individuais na sociedade.

    A democracia é a vontade do coletivo, e nem sempre a vontade do coletivo vai ser melhor para o indivíduo, por isso deve-se tomar cuidado ao concluir que a democracia vai ser a solução.

  18. Vc pode ser único mas, frequentemente, será julgado como parte de um coletivo. Tente ingressar em um outro país e confirmará que a necessidade de visto não depende de sua singularidade fractal mas de sua nacionalidade.

    – Ah, mas esse estatismo…

    Verifique a quantidade de libertários (Hoppe incluído) que advogam que a propriedade privada é o meio para proteger a “civilização ocidental” deixando implícito que o critério para ingresso nas propriedades do ocidente seria o hemisfério onde alguém passou a maior parte da vida.

    O simples fato de se considerar libertário é um tipo de coletivização. E mesmo que um libertário não se sinta “coletivamente libertário”, ele será tratado por outros “coletivamente como libertário”.

    Resumindo:
    O que (ou como) você se considera é escolha sua.

    O que os outros (semelhantes ou distintos) te consideram não é escolha sua.

    Se importar com esse fato é escolha sua.

    Os efeitos práticos desse fato na sua vida não são escolha sua.

  19. Jairdeladomelhorqptras

    Nós, a sociedade, a comunidade, o bem comum, o povo. Só abstrações. De concreto só existe eu, tu e ele.

    Quando mencionam “nós” e as demais abstrações, tô fora, sei que é para me assaltar…

  20. Olá, vocês não tem o podcast disponibilizado no feedback RSS ? Sou um ouvinte de podcasts e tornaria muito mais fácil começar a acompanhar vocês pelo app de podcasts

  21. Eu acho que vocês deveriam é investir em um aplicativo no molde do “Jovem Nerd/Nerdcast”, lá poderiam estar os artigos, notícias, ebooks, podcast e tudo junto.

  22. Eu me identifiquei muito com o autor quando ele comentou que, ao tomar conhecimento da causa libertária, ele viu verbalizado tudo que ele pensava. Parabéns pela reportagem!

  23. Nichollas Schmidt B. M. Pereira Santos

    Poxa, os liberais vacilaram. Não existe “um homem”. Existe milhões e milhões de células! Porque punir as pernas, se quem atirou foi a mão? A ciência já provou que existem hemisfério cerebrais diferentes; neurônios implicam em cada coisa, e hormônios são os responsáveis por certas ações.

    Se um homem bate em uma criança, deveria-se punir só a mão do homem, porque as pernas não fizeram nada, ora? O que acham?

  24. Josué Sidney Fonda

    A sensação é de, quantos assim, como eu, não fomos sufocados e como disse o amigo acima, Verbalizar pensamentos que nos identicamos….

  25. Thales Nunes Gomes

    Sou estudante do 9º Período de Psicologia é me classifico como um liberal conservador. Enfrento no meu curso muita enfrento muita oposição e ódio de esquerdistas por estudar ciências humanas e não não concordar com autores de esquerda como Karl Marx, Michel Focault, Zygmunt Bauman, Antonio Gramsci entre outros. Em suma, sofro com a doutrinação de esquerda nas universidades sobretudo na área de Humanas. Penso que como estudantes de direita precisamos de apoio e estrutura para defender o pensamento de Direita no “berço da esquerda” que é a Universidade. Não podemos nós calar nas universidades, precisamos defender o pensamento liberal conservador. Se a nova direita ter seus representantes na universidade e tiver a maioria na politica (Apoiadores de Bolsonaro e dos candidatos do Partído Novo) vão sobrepujar o pensamento de esquerda que é pregado nas universidades sobretudo os discursos de professores e estudantes marxistas e vamos conseguir ter mais pessoas de direita e assim conseguirmos manter a maioria de políticos de direita no poder sobretudo os apoiadores de Bolsonaro e dos candidatos do partido Novo. Então os estudantes de direita nas universidade precisam estar cada vez mais preparados para rebater as teórias de esquerda nas universidades defendidas pela maioria de professores e alunos. Devemos impulsionar a criação de grupos de reflexão presenciais ou remotos que divulguem a autores como Adam smith, friedrich von hayek, Milton Friedman, Thomas Malthus assim como devemos divulfar idéias opondo-se ao maxismo como as idéias do idealismo alemão de Marx Webber ou do positivismo de Émile Durkheim e de alguns autores da Escola Austríca como o próprio Hayek que já foi citado, Ludwig Von Mises, Carl Menger, Eugen von Böhm-Bawerk e Murray Rothbard. Ademais creio que temos que divulgar para os alunos artigos, videos e livros de filósofos contemporâneos como o gradíoso Olavo de Carvalho e Luiz Felipe Pondé.

  26. Muito importante que as pessoas saibam dessa perseguição que sempre houve por parte da esquerda. Só faltou mesmo queimarem livros… Uma lástima que isso exista. Não podemos deixar que isso continue acontecendo, não podemos impedir qualquer tipo de censura à livre expressão. Temos que denunciar e agir contrariamente sempre.

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