A taxa de inflação de preços nos EUA renovou sua máxima e alcançou o maior valor em quarenta anos.
Segundo dados recém-publicados hoje (13 de abril de 2022) pelo Bureau of Labor Statistics, o índice de preços ao consumidor (CPI – Consumer Price Índex) acumulado nos últimos 12 meses foi de 8,5%.
A última vez em que ele esteve tão alto assim foi foi em janeiro de 1982, quando a taxa foi de 8,4%.
Gráfico 1: evolução da taxa de inflação de preços ao consumidor americano (acumulado em 12 meses)
Na zona do euro, por sua vez, a carestia também está vigorosa.
Oficialmente, a taxa de inflação aos consumidores está em quase 8%. É a maior da história do euro.
Gráfico 2: evolução da taxa de inflação de preços ao consumidor da zona do euro (acumulado em 12 meses)
Já a taxa de inflação de preços aos produtores— ou seja, os preços que os produtores pagam em suas matérias-primas para fabricar bens — está em fulminante ascensão. Bateu 31,4% nos últimos 12 meses.
Gráfico 3: evolução da taxa de inflação de preços ao produtor na zona do euro (acumulado em 12 meses)
A Alemanha, sempre tão ciosa de sua moeda, está assombrada. Em 30,9%, a inflação ao produtor no país é a maior desde 1949.
Para se ter uma ideia do que representa este valor, a taxa de inflação de preços ao produtor no Brasil está em 20%, 10 pontos percentuais a menos.
A tese de que a inflação era “transitória” e que não havia motivos para preocupação, obviamente, já acabou. A invasão da Rússia à Ucrânia apenas acelerou uma tendência que era inevitável.
A questão é: o que o Fed e o Banco Central Europeu irão fazer? Isso terá consequências para o resto do mundo.
O histórico recente
Em 1989, estourou a maior bolha financeira de todos os tempos: da Bolsa e dos imóveis japoneses.
Após uma década de estímulos monetários, os preços de imóveis alcançaram a estratosfera. Os Jardins Imperiais, no centro de Tóquio, (apenas 1 km²), valiam mais que todos os imóveis da Califórnia juntos. O índice Nikkei, da Bolsa japonesa, jamais se recuperou e ainda está 30% abaixo do pico de 1989.
Gráfico 4: evolução do índice Nikkei, da Bolsa de Valores do Japão
O estouro foi arrasador para a poupança dos japoneses e para a economia.
Recordamo-nos de apenas um investidor que navegou bem a bolha: ele identificou uma companhia aérea japonesa com patrimônio líquido negativo (ou seja, a contabilidade indicava mais dívidas do que bens). Mas a companhia detinha um imóvel no centro de Tóquio, cujo valor de mercado era muitas vezes superior ao valor contábil. O investidor comprou a companhia, em seguida vendeu o imóvel, saldou as dívidas e embolsou uma bolada.
Assustado com o cenário devastador, o Banco do Japão concebeu instrumentos não-convencionais que foram copiados pelos demais Bancos Centrais após a crise de 2008 e intensificados com a pandemia.
Com efeito, virou regra: sempre que há uma turbulência, os Bancos Centrais mundiais copiam a política monetária do Banco Central do Japão (BoJ).
Junto com o BoJ, o Federal Reserve (o Banco Central americano) foi também pioneiro nesta política, embora tenha começado bem mais comedido.
Mais especificamente, desde 1987, a cada queda relevante da Bolsa e a cada recessão, o Fed sempre pôs em marcha a seguinte receita: reduzir juros, expandir a base monetária e, com isso, inundar os bancos com dinheiro recém-criado na esperança de que eles emprestarão, comprarão ativos, e manterão estes ativos valorizados.
Essa receita de socorro automático ficou conhecida como o “Fed put”, ou “seguro do Fed”, uma espécie de licença para comprar Bolsa e outros ativos sem risco de perdas. O longo histórico de socorro condicionou os investidores e bancos a presumir que “na próxima crise, o Fed novamente socorrerá a Bolsa e a economia”.
E, com efeito, por reiteradas vezes o dinheiro novo animou a Bolsa e provocou gastos a curto prazo, mas não aboliu o ciclo econômico nem inibiu crises financeiras.
Isso ocorreu em 1987, 1991, 2001, 2008-2015 e agora em 2020.
O socorro de 1987 estimulou a carestia que fez o Fed elevar os juros em 1989 e provocar a recessão de 1990.
A expansão monetária da década de 1990 gerou a bolha das ações de internet (pontocom) que estourou em 2000, quando o Fed estava novamente elevando os juros para conter a carestia.
O estouro das pontocom em conjunto com os ataques de 11 de setembro fizeram com que o Fed voltasse a expandir a oferta monetária na década de 2000, o que gerou a bolha imobiliária e um forte (para os padrões americanos) aumento dos preços ao consumidor. O aumento da taxa básica de juros (de 1% para 5,25%) culminou na crise financeira de 2008.
Uma nova e inédita política de afrouxamento monetária é então implantada e dura até o fim de 2015, quando o Fed volta a elevar, timidamente, a taxa básica de juros.
Em todos estes episódios, sempre que o mercado de ações americano dava um soluço, o Fed interrompia e até mesmo revertia seu ciclo de subida de juros.
O exemplo mais recente, antes da Covid-19, havia sido em janeiro de 2019: após uma queda de 9% na bolsa em dezembro de 2018, e mais uma queda de 3,5% no início de janeiro de 2019, o Fed se apressou em vir a público para anunciar que “seria mais paciente” na elevação dos juros. Dali em diante, ele não mais fez elevação nenhuma.
E então veio a Covid-19 e o resultado é o atual. A guerra na Ucrânia apenas acelerou o inevitável desfecho.
Mas a novidade é que, ao contrário das outras marretadas nos juros, agora a inflação de preços está muito mais acentuada — mesmo porque o volume de injeção monetária na economia foi sem precedentes.
Isto coloca o Fed em uma sinuca de bico: ele vai se preocupar em combater a carestia e ignorar o mercado de ações, ou vai proteger o mercado de ações e ignorar a carestia?
Por que o Fed não pode se dar ao luxo de ignorar o preço dos ativos
Há vários motivos políticos e econômicos de o Fed não querer que o valor dos ativos — majoritariamente ações e imóveis — caiam. Mas dois se sobressaem.
O primeiro é que a maioria dos americanos assalariados tem os seus famosos planos 401(k), que são suas previdências investidas em bolsa de valores. Uma queda na bolsa empobrece contabilmente dezenas de milhões de americanos.
O segundo motivo, e este é menos discutido mas é igualmente importante, é que tanto os americanos quanto o mundo estão altamente alavancados: ou seja, endividaram-se para investir e obter ganhos bastante acima do valor da dívida.
Quem está alavancado tem de utilizar colateral (garantia para o empréstimo). E este colateral normalmente são imóveis e ações, ambos ativos totalmente sensíveis às taxas de juros.
Se este colateral se desvalorizar, então a alavancagem se torna literalmente impagável, e o alavancado se torna contabilmente falido.
Se você utiliza um imóvel como garantia para uma dívida, e o valor deste imóvel desaba, você se torna insolvente. Você terá de liquidar outros ativos, normalmente ações. Igualmente, uma queda nas ações irá tornar contabilmente falidos investidores que utilizam ações como colateral para operar alavancados na bolsa e com isso obter retornos acima da média (uma prática comum em ambiente de juros baixos ou juros reais negativos).
Este, portanto, é o grande tormento do Fed. Ele não pode permitir grandes quedas no valor de imóveis e de ações, pois há um efeito-cascata imprevisível e com alto potencial destrutivo.
Logo, se o Fed pressentir que o colateral de americanos e do mundo (que utiliza ativos americanos) pode ficar em risco em decorrência de eventuais elevações nos juros, ele dificilmente incorrerá nesta política. Entre uma carestia maior, mas com ativos mantendo seu valor nominal, e uma carestia menor, mas com ativos perdendo valor nominal (e falindo milhões de pessoas alavancadas, bem como aposentados e pessoas visando à aposentadoria), ele tende a optar pelo primeiro cenário.
O Banco Central Europeu, não é diferente – mas é pior
Proteger os preços dos ativos não é preocupação exclusiva do Fed. Além do já mencionado Banco Central do Japão, o Banco Central Europeu (BCE) também segue a mesma linha.
O mercado financeiro obviamente já entendeu que os propósitos não-oficiais dos principais Bancos Centrais mundiais têm sido a) sustentar os preços de ativos (principalmente ações e imóveis), b) atenuar (ou tentar extinguir) o ciclo econômico, c) financiar os déficits dos respectivos governos.
Com as maciças — e até então inéditas em volume — injeções monetárias para combater a pandemia, ocorreu uma raríssima sincronização do ciclo econômico no mundo. A inflação de preços agora sobe simultaneamente em quase todos os países, até no Japão. Quase todos os bancos centrais já iniciaram ou anunciaram que irão iniciar altas de juros.
A notável exceção é o Banco Central Europeu, que tem combatido a inflação de preços apenas com retórica vazia. No ano passado, abandonou a histórica meta de inflação, “abaixo de 2%”, e adotou meta de inflação “próxima a 2%” (pode flutuar acima por longo período). A nova atitude “pombinha” (“dovish”) do BCE de Christine Lagarde jogou a inflação para 8%, ao passo que a inflação no atacado, como visto no início deste artigo, tem rodado acima de 30% (maior que no Brasil).
A sinuca de bico do BCE é real. Uma eventual alta dos juros pode elevar em demasia o custo de captação dos governos da Itália (cujos juros de 10 anos subiram de 0,5% para 2%) e da Grécia (que subiram de 0,5% para 2,5%), criando uma situação parecida com a crise existencial do euro de dez anos atrás.
Mas, caso o BCE siga financiando déficits da Itália e da Grécia e praticando juros zero, a espiral inflacionária preços-salários-preços entrará em ação.
Para concluir
Hoje, a Bolsa americana está borbulhante, com ganância e euforia em retroalimentação. Parte da explicação tem a ver com a “TINA, expressão da Margaret Thatcher, “There Is No Alternative”. Ela se referia à economia de mercado, o melhor e único sistema que funciona. A analogia é que, como a renda fixa não paga nada, não parece haver outra opção do que colocar na “tina” da Bolsa.
Porém, se o Fed optar pelo combate inequívoco à inflação e eventualmente indicar uma trajetória de normalização dos juros (a níveis acima da inflação), a Bolsa poderá despencar, a ganância se tornar pavor, e aquele efeito cascata sobre a alavancagem gerar estragos.
Nem investidores, nem bancos, nem gestores, nem os demais países anseiam por essa alternativa. Também não aplaudiram inicialmente quando Paul Volcker acertadamente partiu para cima da carestia aumentando os juros em 1981, o que propiciou a volta da estabilidade e décadas de lucros nos mercados.
O grau de liberdade do Fed desapareceu. O do BCE também. A opção das injeções monetárias não-inflacionárias expirou. A regra do jogo mudou, e os investidores — inclusive os brasileiros — precisam reler o manual para evitar as perdas.
O Brasil, por sua vez, é um dos poucos que têm feito tudo certo.




Ou seja, nos países ricos, os governos e os bancos centrais não mais permitem que os ricos fiquem pobres.
Em algum momento terá de ocorrer algum colapso. Esse tipo de ilusão financeira gerado pelo papel-moeda fiduciário estatal simplesmente não tem como perdurar. Quisera eu estar mais preparado para surfar nisso pois parece que vai ocorrer ainda na minha geração.
Aquele gráfico da Europa impressiona. Nos 5o anos da abolição completa do padrão-ouro, ou melhor, nas bodas de ouro do papel-moeda fiduciário, uma mini-hiperinflação. Vai ter bolo?
O que fazer agora? Ficar dolarizado e esperar a queda? Comprar ouro? Bitcoin?
Essa hiper-alavancagem foi mais uma consequência não premeditada dos juros reais negativos. Intervencionismo sempre gera distorção, que necessita de mais intervencionismo apenas para ser mantida.
Pode durar, mas não por muito.
Já se foi o tempo em que o banco central se preocupava apenas em combater a inflação de preços (que ele mesmo criava). Só vejam como era a postura antes do Volcker.
Assim como hoje os Correios oferecem até chips de celulares (e o serviço postal, o principal, continua ruim), os bancos centrais começaram a inventar modas tais como “promover o pleno emprego” e ao mesmo tempo sendo mais lenientes com o poder de compra da moeda.
Hoje em dia, talvez o banco central mais sério seja o de Singapura (ou o menos ruim). Única missão deles é deixar o dólar singapuriano no nível mais estável possível perante às moedas dos principais parceiros comerciais do país. Não tem muito o que eles possam fazer para atender caprichos mercantilistas. Impor tarifas de importação norte-coreanas e acabar com a moeda numa cidade-estado causaria uma inanição em massa.
Agora é o seguinte, uma pergunta que me vem à cabeça: a quem interessa esses juros negativos (nominais ou reais)? Nos beneficiados, penso nos portadores dos títulos da dívida desses governos, que auferiram ganhos no valor de seus títulos. Quem mais se beneficia disso? Pode-se falar até da questão da dívida governamental, mas as dívidas governamentais dos envolvidos nos juros negativos só fazem aumentar (como o do governo japonês).
No Brasil, houve uma época em que o próprio presidente da República defendia o padrão-ouro (no caso o Washington Luís).
Quando Paul Volcker atacou a inflação, os países da América Latina deram calote na dívida externa (por causa do aumento dos juros) e como consequência vários bancos americanos ficaram insolventes. Em 1984, também como consequência do ataque à inflação, o Continental Illinois quebrou.
No fim da década, em nova investida contra a inflação, as caixas de poupança e empréstimo foram pro saco.
No fim da década de 1990, foi a vez das empresas pontocom. Em 2008, foram os bancos de investimento (que sumiram) e várias incorporadoras.
A questão é: qual será agora?
Todo período de inflação monetária prolongada termina em lágrimas.
Antes da Covid, o arranjo era fácil: os BCs imprimiam dinheiro e davam para os bancos, que assim eram socorridos. A maior parte desse dinheiro ficava com os próprios bancos (que o depositavam no Fed em troca de juros; as chamadas "reservas em excesso"); a outra parte era emprestada para os mais ricos, que então jogavam tudo no mercado financeiro, de onde o dinheiro não mais saía.
A pequena parte que ia para a economia real inevitavelmente terminava com alguém que também colocava em ações ou imóveis ou títulos — afinal, nos EUA todo mundo 401(k).
Esta era a mágica: chupava-se o dinheiro do setor de bens de consumo e desviavam-no para o mercado de ativos (bolsa, imóveis, metais, títulos e recentemente criptos). Assim a inflação passava a ser considerada "riqueza”. E não pressionava os bens de consumo.
Funcionou muito bem nos EUA durante muito tempo.
Mas aí veio a Covid e, com ela, os idiotas resolveram implantar a Teoria Monetária Moderna.
De 1982 a 2019, a TMM era solenemente ignorada. As injeções monetárias se limitavam exclusivamente ao sistema bancário. Aí inventaram de impor a TMM, com o governo imprimindo e mandando dinheiro para todo mundo. Fizeram isso inclusive aqui no Brasil.
Aí a inflação de preços disparou.
Só espero que os burocratas ao menos saibam concluir o desastre que ela foi.
EUA e Europa imitando o Brasil. Não tinha como dar certo. Tudo que tem na tmm , o Brasil já fez.
Agora descobriremos que muitos títulos eram de empresas insolvente na bolsa. Ou empréstimos de imóveis superfaturados pelo dinheiro falso.
Vamos ver nova quebradeira
Isso eh so o índice. Qualquer um que vai ao posto de gasolina ou ao supermercado aqui nos EUA sabe que a inflacao eh bem maior que isso. Nem a loja de um dolar consegue vender as coisas a um dolar mais.
Boa noite, colegas, e licença para fazer uma pergunta meio que tangente ao artigo!
Estima-se que o PIB nominal do Brasil em 2021 seja de 8,6 tri, enquanto que em 2020 ele foi de 7,5 tri.
Isso significa um aumento nominal do PIB de 14,6%. Ou seja, em meros 12 meses a renda da população brasileira cresceu quase 15% em termos nominais.
O crescimento real do PIB ainda não saiu, mas sabe-se que não vai ser mais do que 5%. O que quer dizer que praticamente 10 p.p do aumento de renda da população brasileira veio de algum lugar que não do crescimento da produtividade.
Como que, a partir disso, alguém ousa falar que não estamos vivenciando uma inflação de demanda mas sim de custos? Pois para mim está claro que uma certa entidade governamental aumentou artificialmente a renda da população.
Ou será que é meu raciocínio que está errado?
Não sou economista, mas EUA e CEE estão no ápice de suas políticas fiscais e monetárias. Sinais que ambas as políticas serão revertidas me parece que é o que o especulador deve procurar antes de liquidar posições, virar a mão ou ainda se proteger . As distorções devem ser corrigidas mas a questão é quando. Quem realmente esta preocupado são os 5% que fazem a volatilidade dos mercados voarem atualmente. Literalmente voando para cima e para baixo. Acreditar que o inimigo pensa e age dentro de um quadrado é um caminho para o desastre. O desespero vem de dentro do sistema e não de fora , da economia real. A construção civil americana esta muito vigorosa mesmo com a inflação nos preços da madeira serrada. Historicamente a gasolina americana já registrou diversas vezes esses saltos de 1 U$ para 2 U$. É uma faixa normal de negociação do produto. Para os EUA voltarem a ser exportadores de petróleo não falta muito. Quando o dinheiro dos governos socialistas acabarem como sempre acabam me parece o momento de agir, pois os balanços do FED não tem limites. Vou esperar o tesouro americano dizer “não” aos políticos.
“…pois os balanços do FED não tem limites.” CORREÇÃO: Parece que o limite do FED são 13 trilhões de dólares que seria uma aproximação da demanda mundial por dólares. Outro dado para acompanhar. Parece estar entre 7 e 8 trilhões atualmente. Também comenta-se sobre a estratégia do FED para o TAP que seria deixar os “títulos” que ele comprou vencerem. Não domino esse assunto mas parece ser só uma parte do balanço do FED.
ProUni e FIES e são exemplos de sucesso? Se não, porque não? O que mais tem é gente beneficiada, formada e trabalhando graças a isso.
Com a alta nos preços das commodities em dólar americano, o Brasil pode se dar bem nessa, já que agora os juros estão voltando a ser atrativos.
Henrique Meirelles conseguiu. É a sua chance, Roberto Campos Neto.
Interessante é que tanto o DXY quanto o CRB estão altos.
“Logo, se o Fed pressentir que o colateral de americanos e do mundo (que utiliza ativos americanos) pode ficar em risco em decorrência de eventuais elevações nos juros, ele dificilmente incorrerá nesta política. Entre uma carestia maior, mas com ativos mantendo seu valor nominal, e uma carestia menor, mas com ativos perdendo valor nominal (e falindo milhões de pessoas alavancadas, bem como aposentados e pessoas visando à aposentadoria), ele tende a optar pelo primeiro cenário.”
O dólar é a base do império americano, se em determinado momento o FED ficar encurralado entre salvar a moeda ou salvar os mercados, eu acho que ele optará por salvar o dólar. Se a inflação subir demais, se tornar muito persistente e ameaçar a credibilidade já debilitada do dólar, chegará um ponto onde o FED terá que arcar com os custos de uma grande recessão.
E o dólar, hein ?
Tem alguns gatilhos uns baixistas e outros altistas:
Baixista:
1. Fluxo gringo p/ mercado de renda fixa no Brasil com a alta da Selic.
2. Fluxo gringo p/ bolsa, principalmente commodities, exportadoras e bancos.
Altistas:
1. Início do ciclo de aperto e aumento dos juros nos USA
2. QT andando nos USA, e isso enxuga liquidez
3.Cenário político eleitoral no Brasil pede proteção para os ativos de investidores em moeda forte.
4.BCE começa a falar em aumento de juros e redução de estímulos.
Difícil saber qual desses fatores vão ser preponderantes.
SALVAR O MERCADO OU SALVAR O DÓLAR?
Salvar que mercado” cara pálida”?
Se salvar o dólar estará salvando o mundo,com certeza, ALEM DE instituições,as gavetas do mundo inteiro, estão cheios de dólar,(CHEQUES SEM FUNDO) colchões e cuecas de politicos idem, e tudo isso vira fumaça se não derem um jeito, uma “solução fora da caixinha”, é mais grave que a crise das hipotecas,muuuito mais.
É um assunto de SOFTWARE HUMANO”, que se bem equacionado, as gavetas,colchões,cuecas, continuarão a guardar os dólares,supostamente um tesouro aos OLHOS de seus donos.Teoricamente assim será, resta saber se BIDEN e seiu time ,aquele que “TOMOU A ELEIÇÃO DE TRUMP”terão competencia e o mais importante:
“CACIFE FIDUCIARIO”
Continuarão a dizer e escrever no dólar “EM DEUS NÓS CONFIAMOS”!
Mas e em BIDEN?
OBS.: TODOS perdem se der errado, isso é um ponto positivo, TODOS QUEREM QUE DÊ CERTO.
Sobre o bitcoin e transações internacionais: quando um americano usa dólares para comprar bitcoins e, em seguida, envia esses bitcoins para um brasileiro, o que está saindo de fato dos EUA de fato para pagar o brasileiro?
Já repararam que volta e meia fala se dá relação entre expansão monetária e inflação
Inflação é um conceito mais fácil de definir e mensurar – ipca ou cpi
Agora expansão monetária podem ser várias coisas: juros baixos, M0, m1, m2, m3 ou m4.
Isto posto, tomando um conceito de expansão monetária qualquer você pode encontrar muitas situações em que há muita expansão monetária e não há aumento significativo da inflação, de modo que a correlação sobre uma base de dados se dê quase que nula.
Diante disso, muitas vezes se argumenta que nao teve inflação porque os "bancos não liberaram a liquidez" ou que eles "empoçaram essa liquidez". Assim sendo, temos que a inflação é muito mais determinada pela vontade dos bancos em"liberar a tal da liquidez" ou "desempoçá-la" do que pela expansão monetária propriamente dita.
Elementar, meu caro Watson
Ao que parece o jogo virou
disparada.com.br/ex-republicas-sovieticas-urss/
Estava olhando o crédito ao setor privado do japão, e ele contraiu por anos e anos depois do estouro da bolha imobiliária. Só voltou a subir depois de 2013.
Por que isso não gerou, necessariamente, uma depressão lá? Geralmente contração do crédito gera pibinho ou recessão
fred.stlouisfed.org/series/CRDQJPAPABIS
Os EUA hoje têm uma dívida pública de quase 30 trilhões de dólares.
Qualquer aumento de juros sobre este valor será fatal.
O Fed irá, no máximo, fazer uns três aumentos de 0,25 p.p. e rezar para que algum fator externo se abata sobre as commodities para tentar segurar a inflação. Ou então ele vai tentar valorizar o dólar no gogó.
Bidê precisa urgentemente de alguma coisa extemporânea pra derreter inflação. É sua única chance.
Em termos de juros, simplesmente não dá para entregar o que o mercado precifica em altas.
Chance zero.
O Brasil (ainda) está bem mais tranquilo em termos fiscais.
Considerando tudo isso, o dólar (R$ 5,13) ainda está caro.
“O primeiro é que a maioria dos americanos assalariados tem os seus famosos planos 401(k), que são suas previdências investidas em bolsa de valores. Uma queda na bolsa empobrece contabilmente dezenas de milhões de americanos.”
Por que esses planos são comuns lá? Cultural? Hoje se sabe que lá há um grande percentual de pessoas que investe na Bolsa, diferente daqui.
Sabendo que uma alta nos juros irá impactar nos preços nominais desses ativos de forma negativa, como ficaria o valor real desses ativos com a alta nos juros?
Hoje estamos em um cenário inédito, com DXY em quase 100 pontos, e uma preocupante carestia na economia americana.
“Legendary investor Mark Mobius says the Fed will hike rates as high as 7% and tells investors to stick with stocks to protect against inflation”
Será mesmo? Isso seria bastante inédito. O que pensam sobre?
Inflação ao produtor na Alemanha (equivalente ao nosso IGP-M) bateu 31%. A maior desde 1949.
Dados divulgados hoje.
edition.cnn.com/2022/04/20/economy/germany-inflation-producer-prices-record/index.html
Culpa do Bozo…
Sobre a policia e as cameras, o que acham?
noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2022/04/20/com-cameras-letalidade-policial-cai-31-em-sp-queda-e-maior-entre-brancos.htm
Parece que a violencia racista da policia diminuiu…
Pesquisem em inglês sobre fábricas e armazens de alimentos pegando fogo nos EUA… São muitos só nesse ano, a inflação dessa vez não é só monetária, estão atacando tbm a oferta.
Junte-se a isso ao que está acontecendo no porto de shangai, centenas ou milhares de navios parados, estão atacando a oferta de todas as formas.
E tudo senhores, para controle totalitário mundial ao estilo chinês, ou livro 1984, ao gosto do freguês. O protótipo de teste do passaporte sanitário que cada país teve na covid se tornará universal e ao controle da ONU/OMS no próximo surto.
Despertem enquanto ainda há tempo e preparem-se da melhor maneira que conseguirem para o que virá.
DXY a 100.50
Real a 4.62
Real se fortalece e o dólar também
O membro mais durão do Fed (James Bullard) declarou sobre a possibilidade de se aumentar os juros em 75 pontos base. Tempos atrás ele disse que seria bom um juro americano acima de 6 %.
Com isso, juros longos americanos subiram. Os juros longos estão mais altos que os da China, que resultou em uma abrupta desvalorização no renminbi chinês.
Gasolina subiu de novo nas bombas.
– Preço no mercado internacional em real brasileiro;
A Petrobras pratica preços internacionais mas ela pode colocar o preço que quiser, já que é um monopólio. Pode tanto em atrasar os repasses quanto em não abaixar preços mesmo quando o preço da gasolina no mercado internacional cai.
E sabendo que o Brasil é o país com o maior percentual obrigatório de álcool, a alta dele também impacta nos preços das bombas. Só que quando o álcool cai de preço, isso pouco altera no preço da gasolina vendida nas bombas, já que o setor de postos é pesadamente regulado e tributado.
Como diria (ironicamente) o Alexandre Porto:
“Imprimir dinheiro não vai causar inflação. Fonte: Confia”
Inflação americana 8.50% em março.
FED decidindo se sobe 0.50/0.75% na próxima reunião.
Investidor de título americano ansioso para saber se perderá 7.50/7.25% ao ano.
O gringo que não é bobo já veio pra cá há muito.
Se Lula vencer, o que farão? Vocês contam com essa possibilidade como algo provável?
Analisando a variação anual do M2 nos EUA, conforme previsto em um artigo no Mises Institute, em algum momento o índice de preços americano irá começar a ceder.
O crescimento anual do agregado começou a cair após fevereiro de 2021. Em fevereiro de 2022, a variação anual foi de 11 %, próxima à vista em dezembro de 1983.
Peguei o mesmo M2 de outros países. Notem como o agregado começou a acelerar na China só mais recentemente. Nesse gráfico, é fácil saber por que a inflação de preços no Japão e na Suíça continua entre as menores do mundo.
Os EUA é capaz de exportar inflação ao Brasil com os itens precificados em dolar, como insumos?
Dxy indo a 101.77
Dolar 4.80
Pelo jeito encontramos o piso do dólar. Aproveitaram pra dolarizar?
O fim do padrão ouro foi o pior desastre econômico do século XX, com efeitos maléficos na economia mundial só se acumulando por culpa dessas moedas fiduciárias sem lastro.
Um Banco Central keynesiano de carteirinha imprime um mar de dinheiro e depois o povo acaba pagando por isso com a perda de seu poder de compra.
Bretton Woods manda lembranças…
“”O Brasil, por sua vez, é um dos poucos que têm feito tudo certo.”” Por enquanto,vamos ver ate aonde isso vai.
Bitcoin é e sempre vai ser o melhor remédio para tratar deste cancêr intervecionista e inflacionista.
E a libra esterlina? Fizeram algum programa de afrouxamento quantitativo nela?
Leandro, as noticias estao dizendo que as cimodities estao caindo e isso pode fazer o reeca ir a 5.20 por causa da valorização do dóllynho
Tem logica isso? Das comodities cairem e o dollynho se fortalecer?
PIB americano negativo no primeiro trimestre. Esperava-se um crescimento de 1,1%. Veio uma queda de 1,4%.
Na Alemanha, inflação bateu novo recorde.
Estagflação. E com juros reais extremamente negativos e gastos recordes dos governos. Pela teoria keynesiana, não era para acontecer.
Keynes morreu de novo.
”Deveria ser feito um novo acordo ao estilo Bretton Woods só que modernizado, tipo um padrão Gold + (Ouro +), sendo que o + (plus) poderia representar outras commodities para lastrear a moeda além do Ouro (prata, paládio, ródio, nióbio, pedras preciosas, petróleo, gás, etc). ”
Ouvi dizer que com a ordem executiva 11110 de John F. Kennedy lá pra década de 1960, ele queria que fosse imprimidos notas de 2 e 5 dólares e todas lastreadas em prata e meteram bala na cabeça dele.
Leandro, uma dúvida:
“Se você utiliza um imóvel como garantia para uma dívida, e o valor deste imóvel desaba, você se torna insolvente.”
Se o devedor continuar tendo condições de arcar pontalmente com a parcela do financiamento imobiliário (ou de um empréstimo livre com garantia de imóvel), em tese, não teria problemas, correto? Se o banco avaliou o imóvel por um valor e depois o preço desabou, teoricamente,penso que o devedor não pode ser considerado insolvente e o banco não poderia exigir quitação antecipada da dívida, considerando que seja mantida adimplencia nas parcelas. Estou certo?
Penso que o maior problema estaria as margens de garantia (ações alocadas como margem de garantia) nas operações alavancadas no mercado financeiro e não tanto no mercado de imóveis. A não ser que, num segundo momento, o desemprego gerado por uma recessão oriunda do aumento de juros aumente inadimplencia dos financiamentos e aí sim o colateral desvalorizado não cobriria a dívida.
Em 2019, Paulo Guedes defendeu a ideia de moeda única, criando um “peso-real”.
Agora é a vez do Lula. Mas aí misturaria com o peso argentino?
Uma moeda única seria interessante se fosse algo como o sol peruano. Aí todos os países poderiam usar o sol peruano e o dólar americano, como no Peru. A Argentina usando o sol peruano veria a inflação cair bruscamente.
Porque, de fato, vários papéis flutuantes em fronteiras estatais sempre se tornam uma disputa de guerra cambial, na qual os mercantilistas ganham e o consumidor perde.
“Aumento de preços e inflação: entenda por que está tudo tão caro no Brasil”
Chamou-me a atenção esse trecho abaixo:
“Na verdade, ela não é. A inflação tem uma função simples, mas importante: incentivar os consumidores a comprarem agora. Afinal, ao saber que o preço irá aumentar, a tendência é querer comprar logo. Com uma maior demanda, os produtores entendem que devem produzir mais bens, contratar mais mão de obra, fazer mais investimento etc. e, no fim, se cria um ciclo ‘virtuoso’ em que o dinheiro gira e todos os setores crescem.
Mas tudo isso depende de um detalhe essencial: que a inflação cresça aos poucos.”
A inflação é boa, mas só quando é “pouca”. Pouca quanto? Porque mesmo nos países desenvolvidos essa inflação já é prejudicial. Pegue exemplo do fenômeno shrinkflation, o qual implica em redução de massa e da qualidade dos produtos. Aqui no Brasil isso está bastante evidente. Nos EUA já teve, assim como no Reino Unido. Embora no Reino Unido tenha ocorrido o contrário já. Aqui no Brasil eu nunca vi nenhuma marca voltando a aumentar a massa do produto (acho que só vi uma, em farofas prontas).
E a deflação americana no século XIX com décadas de prosperidade e pujança, o que eles me dizem disso?
A diferença é apenas a velocidade: no Brasil se desvaloriza em 10 anos o que no Japão leva 50 anos.
E, como sempre, o fenômeno monetário segue ignorado. Só os austríacos que sabiam disso.
O pessoal keynesiano dos juros negativos precisa ser responsabilizado por isso (mas não vão ser).
Interessante eles terem mencionado a falta de óleo de palma na Indonésia, por falta de mão de obra. Não sei se isso é recente mas, nos últimos dias, o governo indonésio proibiu exportações do produto. Encontrei pouca coisa sobre a falta de trabalhadores indonésios, mas parece que tem relação com a vizinha Malásia e Singapura. Falando de Indonésia, interessante ver que a inflação de preços deles está baixa. Marcou apenas 2,64 % em março (valores anuais), bem abaixo da meta do banco central de 4 %.
“”Na verdade, ela não é. A inflação tem uma função simples, mas importante: incentivar os consumidores a comprarem agora. Afinal, ao saber que o preço irá aumentar, a tendência é querer comprar logo. Com uma maior demanda, os produtores entendem que devem produzir mais bens, contratar mais mão de obra, fazer mais investimento etc. e, no fim, se cria um ciclo ‘virtuoso’ em que o dinheiro gira e todos os setores crescem.”
Típico argumento de quem é informado (ou manipulado mesmo) pela imprensa mainstream. Peguemos o Brasil dos anos 80. A inflação não era uniforme. Dia por dia, mês por mês, ela era diferente. Uma empresa em um cenário desses, perde totalmente a capacidade de planejamento financeiro. Como produzir mais e contratar mais se os preços dos insumos podem subir além do previsto no próximo mês e a empresa não conseguir honrar seus compromissos? Isso quando não se vê obrigada a reduzir sua produção (pois não conseguiu manter o nível de compras dos meses anteriores) e diminuir sua oferta fazendo os preços subirem ainda mais no mercado.
Era o que ocorria lá nos idos dos anos 80. O pessoal recebia até o quinto dia e corria para as compras pois não saberia como seria o comportamento da inflação durante os próximos meses. Isso acabava gerando um círculo vicioso, em que todos que recebiam primeiro e chegavam antes compravam tudo que podiam (era comum as pessoas terem dispensas em casa com estoques para meses) secando as prateleiras, e quem chegasse dias depois tinha de pagar mais caro pelo que tinha sobrado (se sobrasse).
Inflação ao produtor na zona do Euro ficou em 5,3% em março. No mês!
Em 12 meses, acumula 37%. Quase uma Argentina.
No Brasil está em 18,3%.
Simplesmente a metade.
Neste ano, já sabem: é Bozo ou Barbárie.
Hoje na coletiva de imprensa o Powell turbinou as ações americanas totalmente no gogó. Exatamente como explicado aqui.
ibb.co/yYFs9KY
Como o Dólar de Hong Kong consegue ter inflação tão baixa estando atrelado ao dólar quando o próprio dólar tem inflação maior?
Desde que a China assumiu o controle do país em 2019, nenhuma estatística dali é confiável. Infelizmente.
Se o câmbio é ancorado ao dólar, é impossível ter uma inflação tão mais baixa que a americana, principalmente quando se sabe que a grande pressão está vindo das commodities, sendo que HK importa 100% de comida e energia.
O fenômeno de estar tendo escassez de medicamentos está sendo causado pela explosão de demanda causada pela expansão monetária, como foi com o caso dos semicondutores, ou foi por outras razões?
Leandro, se o cdi esta em 11.25 e a selic agora foi a 12 .75, os juros enfim ficaram positivos?
Qual é o “end game” disso? Vai aparecer um Paul Volcker e subir as taxas de modo que a inflação seja resolvida? Se esse não é o caso e o FED está totalmente encurralado qual é o caminho pra resolver essa situação?
Olhem que interessante esse artigo da Folha:
“Alta dos juros vai controlar a inflação? Veja o que dizem economistas”
Estão quase todos errados.
Eles continuam ignorando o fenômeno monetário. Se a quantidade de dinheiro na economia sobe 50 % em apenas um ano, como é que não vai haver inflação de preços? Em dezembro de 2020, o centro da meta já havia sido estourado.
Esse regime de metas de inflação é uma verdadeira geringonça e ele se mostrou mais errado ainda em 2020, com o COPOM achando que iria conseguir acertar a taxa básica de juros de 2 % e isso não traria nenhum resultado negativo.
O que mais acertou nesse artigo foi o Gustavo Franco, pois ele citou o “excesso de estímulos”. Ora, foi isso que o BCB fez em 2020. Tanto pela SELIC baixíssima, quanto pela compra de títulos do mercado secundário… e o governo piorou, vindo com a esmola emergencial e dando dinheiro para as pessoas gastarem. Além disso tudo, a taxa cambial se deteriorou com grande velocidade por aqui. Em 2020 o real brasileiro se desvalorizou do franco suíço ao quiate birmanês, do dólar americano ao peso colombiano.
Eu suspeito que os economistas do Banco Central da Bolívia saibam mais de Economia do que muito acadêmico Brasil afora.
Já que existe banco central, deveriam copiar o banco central singapuriano. Pelo menos lá eles se preocupam apenas com a taxa cambial e não ficam tentando prever os juros e um monte de cenário mirabolante. Até o da Bolívia é mais comedido. O que estraga é que a Bolívia é um país muito instável e hostil aos investimentos, o que explica a secagem das reservas internacionais para manter o boliviano ancorado ao dólar americano.
Falando de juros longos, o governo boliviano lançou títulos de 8 anos que estão pagando 7,5 %. Para um país com inflação de preços tão baixa (0,77 % em março, valores anuais), não parece muito ruim (claro, não dou conselhos de investimento).
Será que isso ajuda nas reservas internacionais?
Em 19 de abril desse ano, o Banco Central de Bolívia lançou uma nota, na qual eles afirmam que houve um avanço no balanço de pagamentos e no investimento estrangeiro direto. Aqui é o gráfico que aborda em valores trimestrais (até o terceiro trimestre de 2021), então a metodologia é diferente (não sei qual a melhor metodologia).
Imaginem o quê ocorreria no Brasil se a taxa Selic subisse para 100%?
Porque aqui não se fala sobre a situação deplorável da internet? Grupos extremistas se alastram de forma assustadora, fake news estão tomando conta de tudo (há estudos que falam de 30 notícias totalmente falsas para cada uma verdadeira), ideias antes consideradas repulsivas pela sociedade são discutidas livremente sem qualquer pudor, há fóruns onde usuários anônimos negociam desde drogas e pornografia ilegal até armas ou coisas até piores, hoje qualquer um sai divulgando conteúdo sem nem mesmo uma comprovação básica de identidade, discutindo desde investimentos à eficácia de medidas contra covid até a guerra na Ucrânia sem ter qualquer conhecimento ou formação sobre tais assuntos.
A internet da forma como é hoje está causando um emburrecimento coletivo quase inacreditável, e já é evidente que toda essa ideia de descentralização e liberdade que muito se acreditava lá nos primórdios da rede falhou miseravelmente e que regulação é necessária para que a mesma cumpra seu papel.
A questão é: o que vocês ganham em tanto evitar esse assunto? Visto que a situação piora a cada dia e não há solução fora do aparato regulatório, por que vocês não entram no debate ao invés de se esconder até que a coisa saia totalmente to controle?
interferencia na petrobras
www1.folha.uol.com.br/mercado/2022/06/apos-reajuste-lira-defende-renuncia-de-presidente-da-petrobras.shtml
Alemanha: inflação ao produtor avança 33,6% na comparação anual de maio.
einvestidor.estadao.com.br/noticia/bolsas-europa-operam-alta-recessao/
Em relação ao mês anterior, a inflação ao produtor (PPI) subiu 1,6%.
É a maior alta para um mês da série histórica.
O vilão foi o preço da energia que subiu, em um ano, 87,1%.
O país, aliás, anunciou hoje que volta a produzir carvão.
A culpa, obviamente, é do Bozo, e a solução é votar em Mula.
“Foi cunhada a expressão Lehman Moment, aquele momento em que um ator importante no mercado financeiro pode ir à bancarrota caso não seja salvo por outro ator ou pelo xerife do mercado.
Recentemente, crise de liquidez da Celsius, envolvida em empréstimos de alto risco, deixou os cripto-investidores abalados com o receio de contágio mais amplo que poderia derrubar outros grandes players do
mercado. Antes disso, o mercado havia sido sacudido pelo colapso da stablecoin Terra.
Nesta terça-feira o CEO da FTX, o bilionário Sam Bankman-Fried, anunciou que sua plataforma de negociação de criptomoedas havia estendido um empréstimo de US$ 250 milhões à BlockFi, uma empresa
maior do que a Celsius, tendo exercido o papel de lender of last resort. Na semana passada, Bankman-Fried já havia socorrido a corretora de criptomoedas Voyager Digital com um empréstimo de cerca de US$ 485 milhões em dinheiro e bitcoin.
A diferença do mercado de criptoativos e os demais regulados é que no primeiro há o FED que emite moeda fiduciária do nada, enquanto o mercado de criptoativos depende de particulares dispostos a salvar os
moribundos, para também salvar o seu negócio.”
Falando de agregados monetários:
– No Brasil a base monetária continua em contração. De abril de 2021 a abril de 2022, houve uma queda de aproximadamente 5 %.
-No caso americano a base monetária está caindo desde dezembro de 2021. Graças ao “novo normal” no pós-2008, a base monetária ficou seguindo por vários ciclos de explosão, graças aos programas de afrouxamento quantitativo, o que foi parado em 2014 e, desde então, ficou em uma interessante queda até o comecinho de 2020 (o que explica a carestia sob controle no país). Como se sabe, existe os depósitos voluntários remunerados. Pelo que vi, agora as taxas são essas deste gráfico.
– Na Indonésia, o M0 cresceu em ritmo praticamente igual, apesar da redução deles na taxa básica de juros. Até hoje eles não aumentaram a taxa, que está em 3,75 %. O M1 explodiu, mas eles podem ter feito alguma alteração na metodologia estatística. Esse crescimento mais comedido na oferta monetária deve explicar a baixa carestia por vários meses no país.
– Crescimento comedido do M0 na China, com algo similar no M1.
A Alemanha acabou de meter uma inflação ao produtor de 5% … AO MÊS!
Vocês têm noção do que é uma inflação de 5% AO MÊS na Alemanha?
O índice em 12 meses chegou a quase 40%. Sim, 40% em 12 meses de inflação na Alemanha.
tradingeconomics.com/germany/producer-prices-change
No Brasil, o mesmo índice está em 18%. E caindo.
tradingeconomics.com/brazil/producer-prices-change
A dupla Bozo/Guedes chegará ao fim do ano aclamada como a melhor dupla econômica do planeta.
Em outubro, vocês já sabem: é Moleque de Recados do PCC ou Capitão do Exército. É barbárie ou civilização. É Jair ou Já Éramos.
https://blocktrends.com.br/congresso-deve-aprovar-regulacao-de-cripto-isso-e-o-que-voce-deveria-saber-sobre/
E o dollynho vai a 4.78 hoje
https://www.google.com.br/amp/s/www.seudinheiro.com/2022/bolsa-dolar/dolar-salta-mais-de-3-hoje-veja-tres-fatos-que-explicam-a-disparada-da-moeda-norte-americana-lvit/amp/?espv=1
Acucar subiu de 72 pra 255 de fev ate hoje
Imressuonate
Graos de 300 pra 380
https://br.investing.com/indices/commodities-indices
https://www.google.com.br/amp/s/www.moneytimes.com.br/ibovespa-baixa-das-commodities-ameaca-importante-patamar-para-o-indice/amp/?espv=1
O previsão desse artigo se concretizou. As primeiras vítimas foram o Silicon Valley Bank e o Signature Bank.
E agora, José?
Pergunta: agora que nossa cara Marmota tornou-se presidente do BRICS, que estragos poderão ser vistos em médio e longo prazo? E mais: haverá chance da Argentina ingressar esse bloco futuramente, segundo vocês?