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Entenda por que é impossível acabar com a pobreza por meio da redistribuição de renda e riqueza

Ninguém morre de desigualdade. Mas milhões morrem de
pobreza.

Enquanto estes dois conceitos não forem corretamente
entendidos, não há nenhuma chance de o problema da pobreza ser corretamente
atacado.

Dentro do imaginário coletivo, os conceitos de
“pobreza” e “desigualdade” se tornaram sinônimos: se há
pobres é porque somos desiguais; se a desigualdade aumenta é porque aumentou a
pobreza.

Esta mentalidade tende a ser reforçada durante
períodos de recessão econômica: quando as rendas agregadas da sociedade (o PIB)
entram em contração, a economia passa a ser vista como um jogo de soma zero,
ou seja, se a renda de uma pessoa aumentou é porque a renda de outra
inevitavelmente caiu.

Porém, as recessões econômicas não duram para
sempre, e o fato é que a economia de mercado se mostrou capaz, ao longo dos
últimos 200 anos, de aumentar a renda de todos os cidadãos. Segundo as
estatísticas compiladas pelo economista britânico Angus Maddison, passamos de
uma renda per capita mundial de 1.130 dólares por ano em 1820 para uma de
15.600 em 2015. E isso ao mesmo tempo em que a população global aumentou de 1
bilhão de pessoas para 7 bilhões. (Veja o estudo. Confira também este vídeo).

Igualmente, em
1820
, aproximadamente 95% da população mundial vivia na pobreza, com uma
estimativa de que 85% vivia na pobreza “abjeta”. Em 2015, menos
de 10% da humanidade
 continua a viver em tais circunstâncias.

Ou seja, não só o número de habitantes no mundo
aumentou 7 vezes, como ainda cada habitante aumentou sua renda em 11 vezes.
Isto é uma façanha extraordinária.

Este fato, por si só, mostra como estão errados
aqueles que dizem que toda a riqueza do mundo já está dada e deve apenas ser
“redistribuída justamente”. Se toda a riqueza do mundo já estivesse
dada, devendo apenas ser redistribuída, seria impossível que a renda per capita
e a população mundial aumentassem
simultaneamente
.

O que ocorreria é que algumas pessoas aumentariam
suas rendas à custa de todas as outras, e a renda per capita permaneceria
constante — aliás, cairia, por causa do aumento do número de indivíduos.

Que tenhamos conseguido multiplicar por 11 a renda
per capita do conjunto de habitantes do planeta (e por 20 em alguns países
ocidentais, como os EUA) ilustra claramente que a economia não é um jogo de soma zero. E, principalmente, que desigualdade não
é o mesmo que pobreza.

Confusões
básicas

Uma sociedade pode ser muito igualitária e muito
pobre. Ou bastante desigual e rica.

Albânia, Bielorrússia, Iraque, Cazaquistão, Kosovo,
Moldávia, Tajiquistão e Ucrânia são sociedades que apresentam uma distribuição
de renda muito mais igualitária que a da Espanha, mas são muito mais pobres.
Por outro lado, Cingapura é uma sociedade muito mais desigual que a Espanha,
mas apresenta uma renda per capita maior em todos os quintis da redistribuição
de renda.

A Etiópia, cujo coeficiente de Gini — indicador que
mensura a desigualdade; quanto mais próximo de 100, mais desigual é um país — é
de 29,6 e o Paquistão (30) são mais igualitários que a maioria dos países
desenvolvidos, como Austrália (35,2), Coréia do Sul (31,6) e Luxemburgo (30,8)
e Canadá (32,6).

Tajiquistão (30,8), Iraque (30,9), Timor Leste
(31,9), Bangladesh (32,1) e Nepal (32,8) são mais igualitários que Bélgica
(33), Suíça (33,7), Polônia (34), França (35,2), Reino Unido (36), Portugal
(38,5), Estados Unidos (40,8), Cingapura (42,5) e Hong Kong (43,4).

Já o Afeganistão (27,8) é uma das nações mais
igualitárias do mundo.

Por isso, o objetivo primordial de qualquer pessoa
preocupada com o bem-estar alheio deveria ser o de aumentar a renda total de
cada indivíduo, e não reduzir as diferenças de renda entre cada indivíduo.

O bem-estar de um indivíduo está estritamente
relacionado com seu nível de renda
: quanto maior a renda, melhor sua
alimentação, maior seu acesso a bens e serviços, maior seu acesso a bons
serviços de saúde, maior seu acesso a uma boa educação, maior o seu tempo de
lazer etc.

Uma pessoa é pobre porque ela é carente de bens materiais.
Ela não possui um mínimo de suas necessidades materiais satisfeitas. Suas
posses são escassas porque ela não tem renda para obter bens e serviços em um
volume que satisfaça suas necessidades mínimas.

Isto, aliás, vale tanto para indivíduos quanto para países.
Quanto mais bens e serviços disponíveis aos habitantes de um país, melhores serão
suas condições de vida e menor será o nível de pobreza.

O padrão de vida — de um indivíduo e de um país —
é determinado pela abundância de bens e serviços. Quanto
maior a quantidade de bens e serviços ofertados, e quanto maior a diversidade dessa
oferta, maior será o padrão de vida. Quanto maior a oferta de alimentos,
quanto maior a variedade de restaurantes e de supermercados, de serviços de
saúde e de educação, de bens como vestuário, imóveis, eletrodomésticos,
materiais de construção, eletroeletrônicos e livros, de pontos comerciais, de
shoppings, de cinemas etc., maior tenderá a ser a qualidade de vida da
população. 

Por outro lado, como
mostram as estatísticas
, o bem-estar das pessoas não tem nenhuma relação
com o grau de desigualdade da sociedade em que moram.

Mais ainda: nem
sequer há evidências
 de que a desigualdade prejudica o crescimento
econômico e, por conseguinte, o aumento da renda de todas as pessoas.

Logo, não faz sentido nem mesmo qualquer preocupação
indireta para com a desigualdade. É claramente preferível uma sociedade com
rendas elevadas, porém muito desiguais, a uma sociedade de rendas ínfimas,
porém igualitárias.

Qualquer política econômica de bom senso deve visar
ao crescimento econômico inclusivo (ou seja, um crescimento que beneficie
a todos, ainda que em proporções desiguais
), e não a uma redistribuição de
renda.

Redistribuir renda e riqueza é
redistribuir miséria

Para algumas pessoas, o crescimento econômico global
não é desejável ou mesmo não é possível. Segundo elas, não podemos e não
devemos seguir explorando
um planeta com recursos limitados
(sobre essa “exploração”, vale
ressaltar que tais pessoas não aceitam nem mesmo que haja um aproveitamento
mais eficiente dos recursos disponíveis por meio do aumento da produtividade).

Para tais pessoas, o objetivo é frear o crescimento
econômico e redistribuir a renda e a riqueza que já existem: nós
não precisamos de mais, precisamos apenas distribuir melhor.

O problema é que apenas redistribuir a renda e a
riqueza não tem nenhum efeito duradouro
sobre a pobreza
.

E isso é fácil de ser demonstrado.

Hoje, a renda per capita global é de 15.600 dólares.
Isso significa que, caso houvesse uma imediata distribuição igualitária de
renda, conseguiríamos apenas fazer com que cada cidadão passe a ter 15.600 dólares.

À primeira vista, tal valor não parece pequeno. Uma
família composta por dois adultos e um menor desfrutaria de 46.800 dólares,
aparentemente mais do que a imensa maioria das famílias da Espanha, por
exemplo. Mas o erro deste cálculo é não entender os conceitos que realmente
integram a definição de renda per capita.

Em
primeiro lugar
, 15.600 dólares representam
aproximadamente a renda per capita atual de países como Argélia, Bielorrússia,
Botsuana, Brasil, China, Costa Rica, República Dominicana, Iraque, Líbano,
Montenegro, Sérvia e Tailândia.

Ou seja, se redistribuíssemos perfeitamente a renda
mundial, o padrão de vida de um europeu ou de um americano seria reduzido ao
nível desses países [e nós brasileiros,
como um todo, ficaríamos na mesma
]. Trata-se de uma constatação nada
esperançosa, ainda que, em uma análise superficial, os 15.600 dólares por
cidadão pareçam bastante.

Mas isso ainda é o de menos. As coisas pioram. O que
nos leva ao segundo ponto.

Nem toda a renda per capita disponível pode ser
consumida: uma parte dela deve ser
reinvestida
de modo a garantir uma geração de renda no futuro. Isso é economia
básica: se consumirmos toda a renda gerada por uma colheita, não será possível
investir para gerar uma nova colheita no futuro.

Consequentemente, se uma pessoa ganhar 15.600
dólares hoje e gastar em bens de consumo, visando a aumentar seu bem-estar,
rapidamente voltará a ser pobre. Terá algum luxo momentâneo, mas não terá renda
futura.

Nas sociedades capitalistas, parte da renda
reinvestida faz os capitalistas
garantirem suas rendas futuras
. No entanto, se esta renda for redistribuída
entre todos, todos nós teremos de investir uma parte da nossa renda para manter
a mesma capacidade produtiva da sociedade. Quanto deveríamos investir? O
consenso é algo ao redor de 20% do PIB. Assim, da renda per capita de 15.600 dólares,
somente 12.480 poderiam ser consumidos.

Em
terceiro lugar
, e este é o ponto crucial: após esta
renda distribuída ter sido consumida, não
haveria como ocorrer novas redistribuições
.

Afinal, de onde viria a nova renda a ser
redistribuída? Vale lembrar que não há mais ricos e pobres. Todos estão em
igual situação. Consequentemente, não haverá mais de quem tirar.

Logo, e por definição, uma redistribuição de renda é
algo que só pode ser feito uma única vez. E, após a redistribuição, os
contemplados estarão em melhor situação
apenas enquanto durar essa sua renda recebida
. Tão logo ela seja consumida,
tais pessoas voltarão ao estado de pobreza anterior.

E pior: com os empreendedores mais pobres, será
muito mais difícil para tais pessoas melhorarem de vida.

Em
quarto lugar
, e complementando o terceiro item, em
uma economia de mercado, a riqueza dos ricos não está na forma de dinheiro guardado na gaveta ou em contas bancárias. Também
não está em amontoados de bens de consumo dentro de suas mansões. A
riqueza dos ricos está majoritariamente na forma de meios de produção:
instalações industriais, maquinários, ferramentas, edificações, estoques,
ferramentas de produção, equipamentos de escritório de uma fábrica ou de uma
empresa qualquer. 

Esses meios de produção, além de tornarem o trabalho
humano mais eficiente e produtivo, produzem os bens e serviços que todas as
pessoas consomem. Mais ainda: esses meios de produção demandam o emprego
de mão-de-obra, e essa mão-de-obra é vendida pelas massas em troca de salários.

Quanto maior a riqueza de empreendedores e
capitalistas, maior será a produção e a oferta de bens e
serviços. Consequentemente, maior será a demanda por mão-de-obra.  E
maior será o padrão de vida de todos.

Caso os ricos sejam espoliados destas posses (que são
sua verdadeira riqueza), e caso estes bens de capital sejam “socializados” para
todos, simplesmente não mais haverá a mesma alocação de recursos de antes.

Como explicou Mises, para um empreendedor
ser bem-sucedido, não basta ele ter poupado e acumulado capital. É necessário
que ele invista, contínua e repetidamente, naquelas linhas de produção que
melhor atendam aos desejos dos consumidores. O empreendedor de sucesso é alguém
que sabe estimar corretamente as futuras condições do mercado e está ávido para
realizar empreendimentos que, caso se revelem corretos — isto é, que saibam antecipem
corretamente as futuras demandas dos consumidores –, irão resultar em lucros. É
isso o que distingue o empreendedor bem-sucedido das outras pessoas. Suas ações
são dirigidas por uma estimativa do futuro que não é a mesma da maioria das
pessoas.

Portanto, os capitalistas detentores destes meios de
produção são bem-sucedidos exatamente porque sabem como alocar racionalmente
estes meios de produção. Seu êxito decorre diretamente disso. Com os meios de produção
socializados, esta superioridade empreendedorial — qualidade usufruída por
muito poucos indivíduos — estará abolida.

Assim, com coletivização dos meios de produção [bizarrice
defendida
por proeminentes economistas brasileiros
], o único resultado economicamente
possível (comprovado na
teoria e na prática
) seria a universalização da miséria.

Na mais benéfica das hipóteses, todo o nosso
bem-estar e toda a nossa capacidade de auferir receitas via trabalho
assalariado estariam seriamente comprometidos.

Conclusão

Dizer que a pobreza se resolve com
redistribuição de renda e de riqueza, e sem crescimento econômico, é trapaça
intelectual. A única coisa que teríamos seria a redistribuição da miséria.

O problema atual não é a desigualdade, mas
a pobreza que ainda resta. Tanto nos países desenvolvidos, como nos países em
desenvolvimento, existem muitas pessoas pobres (embora o número seja cada
vez menor
).

A nossa prioridade deve ser tirá-los da pobreza e
não universalizar suas carências.

Desigualdade não é pobreza: combater a desigualdade
não acaba com a pobreza e diminuir a pobreza não implica acabar com a
desigualdade. É imprescindível separar esses dois conceitos para não sermos
enganados pelos defensores do igualitarismo, os quais querem apenas
redistribuir a pobreza.

_______________________________________

Leia também:

Para superar a pobreza, é
crucial premiar a criação de riqueza, e não puni-la

Mesmo em uma sociedade com
igual ponto de partida, haveria capitalistas, assalariados e desigualdade

É o crescimento
econômico em uma sociedade livre, e não a igualdade forçada, o que salva os
pobres

Em qualquer discussão
sobre desigualdade, estas são as quatro perguntas que têm de ser feitas

“Sem o estado, quem
cuidará dos pobres?”

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168 comentários em “Entenda por que é impossível acabar com a pobreza por meio da redistribuição de renda e riqueza”

  1. Igualdade é uma utopia.

    Capitalismo é um jogo… é preciso ensinar as pessoas a jogar esse jogo.

    O ser humano precisa do outro. Assim que nascemos ja precisamos do outro… diferente de um réptil que sai da casca e se vira.

    Ainda hoje tem pessoas no Brasil sem luz elétrica. O homem com olhos de cifrão não tem interesse nessas pessoas.

    Menos Mises, Mais Humanismo ao IMB.

  2. Em um ambiente de liberdade econômica, um indivíduo que produz duas vezes mais, ao mesmo tempo em que todos os outros continuam produzindo o mesmo, será capaz de usufruir duas vezes mais o fruto de seu trabalho, pois terá um rendimento duas vezes maior.

    Mas se essa duplicação da sua produção tiver de ser dividida com os mais de 7 bilhões de habitantes do planeta, esse indivíduo, em vez de receber duas vezes mais como resultado da duplicação de sua produção, irá receber apenas a sétima bilionésima parte do dobro de sua produção (0,0000000001428) — ou seja, em termos práticos, absolutamente nada.

    Sob a liberdade que permite a desigualdade econômica, um indivíduo é capaz de aprimorar o bem-estar econômico seu e de sua família dramaticamente. Porém, quando uma política estipula que, para ele aprimorar o seu próprio bem-estar, ele tem de ser obrigado a aprimorar o bem-estar de toda a população na mesma intensidade, então ele nada pode alcançar.

    É como ver um indivíduo com pernas fortes o bastante para caminhar, e então estipular que, se ele quiser caminhar, ele tem de ser obrigado a carregar o peso de toda a população do globo sobre suas pernas.

  3. Na verdade, uma sociedade em que não existisse estado para impor a igualdade, pelo menos no Brasil, seria bem mais igualitária, uma vez que mais da metade da alta renda é constituída de funcionários públicos. Isso fora os corporativistas e grandes empresários que só estão onde estão por causa da ausência de concorrência gerada pelas regulações estatais.

    As pessoas simplesmente não entendem que impor coisas como redistribuição, além de imoral, é ineficaz, não funciona, não adianta. Isso só dá mais jus à expressão “o mundo é dos espertos”, que, no caso, são os sanguessugas engravatados.

  4. Quem é espírita sabe sobre a impossibilidade e a falácia da igualdade. Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, de 1864, lê-se:

    Desigualdade das riquezas

    A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente se procurará resolver, desde que se considere apenas a vida atual.

    A primeira questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos todos os homens? Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar.

    É, aliás, ponto matematicamente demonstrado que a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente; que, supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente com que viver, o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da Humanidade; que, admitido desse ela a cada um o necessário, já não haveria o aguilhão que impele os homens às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis.

    Se Deus a concentra em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades.

  5. Guilherme - Quito Ecuador

    Brasil não é um país desigual, é extremamente desigual e nada tem a ver com renda e sim com oferta, simplesmente não há serviços de nenhuma espécie para os mais pobres, restaurantes, transportes interestaduais, entradas de cinema, quase todos os tipos de lazer e eventos são caros demais para os pobres que ganham ao redor do salário mínimo.

  6. Mises já havia explicado tudo isso em seu livro Socialism:

    “A maioria das pessoas que exige a maior igualdade possível de rendas não percebe que o objetivo que elas desejam só pode ser alcançado pelo sacrifício de outros objetivos.

    Elas imaginam que a soma de todas as rendas permanecerá inalterada e que tudo o que elas precisam fazer é apenas distribuir a renda de maneira mais uniforme do que a distribuição feita pela ordem social baseada na propriedade privada.

    Os ricos abdicarão de toda a quantia auferida que estiver acima da renda média da sociedade, e os pobres receberão tanto quanto necessário para compensar a diferença e elevar sua renda até a média. Mas a renda média, imaginam eles, permanecerá inalterada.

    É preciso entender claramente que tal ideia baseia-se em um grave erro. Como demonstrado em capítulos anteriores, não importa qual seja a maneira que se conjeture a equalização da renda — tal medida levará, sempre e necessariamente, a uma redução extremamente considerável da renda nacional total e, consequentemente, da renda média.

    Quando se compreende isto, a questão assume uma complexidade bem distinta: agora temos de decidir se somos a favor de uma distribuição equânime de renda a uma renda média mais baixa, ou se somos a favor da desigualdade de renda a uma renda média mais alta.

    A decisão irá depender essencialmente, é claro, de quão alta será a redução estimada na renda média causada pela alteração na distribuição social da renda. Se concluirmos que a renda média será mais baixa do que aquela que é hoje recebida pelos mais pobres, nossa atitude provavelmente será bem distinta da atitude da maioria dos socialistas sentimentais.

    Se aceitarmos o que já foi demonstrado sobre o quão baixa tende a ser a produtividade sob o socialismo, e especialmente a alegação de que o cálculo econômico sob o socialismo é impossível, então este argumento do socialismo ético também desmorona.”

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1224

  7. Vamos considerar que a partir de hoje toda a riqueza mundial será distribuída igualitariamente para todos e que cada um passasse a ter os 15.600. Em pouco tempo toda a desigualdade retornaria. Nem todos são laboriosos, previdentes e responsáveis igualmente. Uns iriam poupar, outros iriam montar seu próprio negocio, que dependeria de sua dedicação para dar resultado, e outros iriam gastar de acordo com suas preferencias de consumo. No fim, os mais produtivos, assertivos e previdentes estariam sendo os detentores do maior quinhão e estariam multiplicando, novamente, seus ganhos. A desigualdade das riquezas não é uma sentença mas uma consequência da natureza humana.

  8. Eu sei que não está diretamente relacionado com o artigo em questão, mas quando é que discutiremos de forma aberta a desestatização da água? O movimento libertário só cresce, os liberais ganharam grande representação no governo e nada do assunto ser minimamente discutido.

    Eu até entendo e inclusive concordo que não é algo muito factível no futuro próximo, mas se isso fosse empecilho para discutir o assunto, esse site não teria sentido em existir, seu sucesso é resultado da insistência de indivíduos que não desistiram de debater o assunto mesmo quando eram rejeitados por mais de 99% da população. Lembremos que 5 anos atrás privatizações eram a encarnação do inferno na Terra, hoje o noticiário fala da privatização como algo banal.

    Acredito que o maior dos problemas é a questão dos direitos de propriedade, onde a união acaba por ter propriedade exclusiva da terra a partir de uma certa profundidade. Quando comecei a discutir o assunto com algumas pessoas, elas de imediato se mostravam contra, mas as duas pessoas que conversei, após uns 30 minutos de conversa, aceitaram que a melhor solução para a seca do Nordeste era esta.

    A maior preocupação delas era a qualidade da água e o monopólio, coisas não muito difíceis de refutar. O mesmo se aplica ao padrão-ouro, quando as pessoas (principalmente os mais pobres) descobrem que a realidade de preços em queda é possível, se mostram completamente surpresos. Eles são tão acostumados com a perda contínua do poder de compra que para eles é algo próximo da utopia. Muitos ficam com um pé atrás inclusive, imaginam que isso seria bom demais para ser verdade.

    Com o nosso já bem conhecido governo paulista “privatizando” a Sabesp, seria um bom momento para discutir isso, não? Pelo menos republicar o artigo do monopólio natural e aquele do Leandro falando das privatizações (que tem parte 1 parte 2).

    Já aviso que se ninguém escrever sobre isso, eu mesmo vou escrever. Nem ligo se ficar ruim kkk

  9. Sou espírita e certa feita um cidadão espírita veio me dizer que o socialismo é o melhor e mais viável meio para o fim da miséria no mundo. Como eu já estudei muito sobre espiritismo, fiz um compilado da doutrina e enviei para este individuo. Quem tiver interesse, leia.

    LIVRO DOS ESPÍRITOS.

    811. Será possível e já terá existido a igualdade absoluta das riquezas?

    "Não; nem é possível. A isso se opõe a diversidade das faculdades e dos caracteres."

    a) — Há, no entanto, homens que julgam ser esse o remédio aos males da sociedade. Que pensais a respeito?

    "São sistemáticos esses tais, ou ambiciosos cheios de inveja. Não compreendem que a igualdade com que sonham seria a curto prazo desfeita pela força das coisas. Combatei o egoísmo, que é a vossa chaga social, e não corrais atrás de quimeras."

    881 – O direito de viver dá ao homem o de acumular bens que lhe permitam repousar quando não mais possa trabalhar?

    "Dá, mas ele deve fazê-lo em família, como a abelha, por meio de um trabalho honesto, e não como egoísta. Há mesmo animais que lhe dão o exemplo de previdência."

    882. Tem o homem o direito de defender os bens que haja conseguido juntar pelo seu trabalho?

    "Não disse Deus: 'Não roubarás?' E Jesus não disse: 'Dai a César o que é de César?'

    O que, por meio do trabalho honesto, o homem junta constitui legítima propriedade sua, que ele tem o direito de defender, porque a propriedade que resulta do trabalho é um direito natural, tão sagrado quanto o de trabalhar e de viver.

    EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

    Capítulo XVI do Evangelho Segundo o Espiritismo, item 8: ”A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente se procurará resolver, desde que se considere apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos todos os homens? Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar. É, aliás, ponto matematicamente demonstrado que a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente; que, supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente com que viver, o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da humanidade; que, admitido desse ela a cada um o necessário, já não haveria o aguilhão que impele os homens às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis. Se Deus a concentra em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades.”

    PIETRO UBALDI – A GRANDE SINTESE.

    Diante destas minhas concepções, vereis que absurdo representam vossas utopias de nivelamentos econômicos. A distribuição dos bens na terra não é, como acreditais, efeito das leis, instituições, sistemas, mas é consequência de um fatoprimordial indestrutível: o tipo individual e a linha de seu destino. Os equilíbrios da vida são feitos de desigualdades que, em vista das naturezas diversas, correspondem à justiça, mesmo que as posições sejam diferentes. É absurdo um nivelamento de unidades substancialmente desiguais. Ainda que imposto à força, a natureza dos indivíduos o destruiria, em pouco tempo. Só existe um comunismo substancial: o que une todos os fenômenos, vincula todas as ações, vos irmana a todos e vos arrasta dentro da mesma lei, sem possibilidade de isolamento, na mesma correnteza. Comunidade substancial de deveres, de trabalho, de responsabilidades, apesar das inevitáveis diferenças de nível, que exprimem as diferenças de tipos e de valores. Liames férreos que vos encadeiam a todos, igualmente, ainda que por vontade vossa sejam de rivalidades e de ódio, em lugar de serem de bondade e de amor. Os princípios da vida são mais sábios que vossos sistemas mecânicos de nivelamento social; conseguem o equilíbrio por meio da desigualdade, porque não tendem à equiparação num tipo único, mas à diferenciação, para depois reorganizar os que se especializaram em organismos coletivos. A diferença de posições sociais é simplesmente divisão de trabalho para capacidades diferentes. Esta é tanto mais acentuada — portanto, as posições são mais divergentes — quanto mais complexo e evoluído for oorganismo social. Numa coletividade adiantada, cada indivíduo e cada classe permanece tranquilamente em seu lugar, sem coações, tal como as células e os órgãos num corpo animal. Essas irrequietudes são características das sociedades inferiores em formação.

    CHICO XAVIER – HUMBERTO DE CAMPOS – LIVRO: BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO PÁTRIA DO EVANGELHO.

    Nesta época de confusão e amargura, quando, com as mais justas razões, se tem, por toda parte, a triste organização do homem econômico da filosofia marxista, que vem destruir todo o patrimônio de tradições dos que lutaram e sofreram no pretérito da humanidade, as medidas de repressão e de segurança devem ser tomadas a bem das coletividades e das instituições, a fim de que uma onda inconsciente de destruição e morticínio não elimine o altar de esperanças da pátria. Que o capitalismo, visando à própria tranquilidade coletiva, seja chamado pelas administrações ao debate, a incentivar com os seus largos recursos a campanha do livro, do saneamento e do trabalho, em favor da concórdia universal.

    O CONSOLADOR – EMMANUEL – CAPÍTULO 1

    55 — A desigualdade verificada entre as classes sociais, no usufruto dos bens terrenos, perdurará nas épocas do porvir?

    — A desigualdade social é o mais elevado testemunho da verdade da reencarnação, mediante a qual cada espírito tem sua posição definida de regeneração e resgate. Nesse caso, consideramos que a pobreza, a miséria, a guerra, a ignorância, como outras calamidades coletivas, são enfermidades do organismo social, devido à situação de prova da quase generalidade dos seus membros. Cessada a causa patogênica com a iluminação espiritual de todos em Jesus-Cristo, a moléstia coletiva estará eliminada dos ambientes humanos.

    56 — Pode admitir-se, em Sociologia, o conceito de igualdade absoluta?

    — A concepção igualitária absoluta é um erro grave dos sociólogos, em qualquer departamento da vida. A tirania política poderá tentar uma imposição nesse sentido, mas não passará das espetaculosas uniformizações simbólicas para efeitos exteriores, porquanto o verdadeiro valor de um homem está no seu íntimo, onde cada Espírito tem sua posição definida pelo próprio esforço. Nessa questão existe uma igualdade absoluta de direitos dos homens perante Deus, que concede a todos seus filhos uma oportunidade igual nos tesouros inapreciáveis do tempo. Esses direitos são os da conquista da sabedoria e do amor, através da vida, pelo cumprimento do sagrado dever do trabalho e do esforço individual. Eis por que cada criatura terá o seu mapa de méritos nas sendas evolutivas, constituindo essa situação, nas lutas planetárias, uma grandiosa escala progressiva em matéria de raciocínios e sentimentos, em que se elevará naturalmente todo aquele que mobilizar as possibilidades concedidas à sua existência para o trabalho edificante da iluminação de si mesmo, nas sagradas expressões do esforço individual.

    57 — Poderão os homens resolver sem atritos as chamadas questões proletárias?

    — Sim, quando se decidirem a aceitar e aplicar os princípios sagrados do Evangelho. Os regulamentos apaixonados, as greves, os decretos unilaterais, as ideologias revolucionárias, são cataplasmas inexpressivas, complicando a chaga da coletividade. O socialismo é uma bela expressão de cultura humana, enquanto não resvala para os pólos do extremismo. Todos os absurdos das teorias sociais decorrem da ignorância dos homens relativamente à necessidade de sua cristianização. Conhecemos daqui os maus dirigentes e os maus dirigidos, não como homens ricos e pobres, mas como a avarentos e a revoltados. Nessas duas expressões, as criaturas operaram o desequilíbrio de todos os mecanismos do trabalho natural. A verdade é que todos os homens são proletários da evolução e nenhum esforço de boa realização na Terra é indigno do espírito encarnado. Cada máquina exige uma direção especial, e o mecanismo do mundo requer o infinito de aptidões e de conhecimentos. Sem a harmonia de cada peça na posição em que se encontra, toda produção é contraproducente e toda boa tarefa impossível. Todos os homens são ricos pelas bênçãos de Deus e cada qual deve aproveitar, com êxito, os "talentos" recebidos, porquanto, sem exceção de um só, prestarão um dia, além-túmulo, contas de seus esforços. Que os trabalhadores da direção saibam amar, e que os da realização nunca odeiem. Essa é a verdade pela qual compreendemos que todos os problemas do trabalho, na Terra, representam uma equação de Evangelho.

    REVISTA ESPÍRITA 1861.

    O PAUPERISMO

    (Enviada pelo Sr. Sabò, de Bordeaux)

    Em vão os filantropos da Terra sonham com coisas que jamais verão realizar-se. Lembrai-vos destas palavras do Cristo: "Sempre tereis pobres entre vós", pois sabeis que estas são palavras de verdade. Meu amigo, agora que conheceis o Espiritismo, nãoachais justa e eqüitativa, essa desigualdade das condições, que fazia levantar vossos corações, cheios de murmúrio contra esse Deus que não havia feito todos os homens igualmente ricos e ditosos? Pois bem! Agora que sabeis que Deus agiu com sabedoria em tudo quanto fez e que a pobreza é um castigo ou uma prova, buscai amenizá-la, mas não lanceis mão de utopias para fazer os infelizes sonharem com uma igualdade impossível. Certamente, por uma sábia organização social, é possível aliviar muitos sofrimentos; é isto que se deve visar. Mas pretender que todos venham a desaparecer da face da Terra é uma idéia quimérica. Sendo a Terra um lugar de expiação, sempre haverá pobres que expiam nessa prova o abuso dos bens de que Deus os fizera dispensadores, e que jamais experimentaram a satisfação de fazer o bem aos seus irmãos; que entesouraram moeda por moeda para acumular riquezas inúteis a si mesmos e aos outros; que espoliaram as viúvas e os órfãos para enriquecer. Oh! esses são muito culpados e seu egoísmo se voltará contra eles! Guardai-vos, entretanto, de ver em todos os pobres culpados em punição. Se, para alguns, a pobreza é uma expiação severa, para outros é uma provação que lhes deve abrir mais rapidamente o santuário dos eleitos. Sim, sempre haverá pobres e ricos, a fim de que uns tenham o mérito da resignação, e outros o da caridade e do devotamento. Quer sejais ricos ou pobres, transitais sobre um terreno escorregadio, que vos pode precipitar no abismo, na descida do qual só as vossas virtudes vos podem reter. Quando digo que haverá sempre pobres na Terra, quero dizer que enquanto houver vícios, que dela façam um lugar de expiação para os Espíritos perversos, Deus os enviará para nela se encarnarem, para seu próprio castigo e dos vivos. Merecei, por vossas virtudes, que a vós Deus não envie senão Espíritos bons, e de um inferno fareis um paraíso terrestre.

    Adolfo, bispo de Argel.

  10. Eduardo Moreira é patético. Fala esse monte de besteiras para platéias de esquerdobobos que ficam babando em sua utopia fétida, mas ao mesmo tempo vende cursos online sobre como (segundo ele) ganhar dinheiro no mercado financeiro. Bem a cara do Ciro Gomes esse sujeito; um hipócrita mal caráter.

  11. O que vocês acham sobre esse tweet recente sobre a redução dos impostos sobre os jogos, no qual fala que também os jogos no Brasil “têm quase preço de EUA”?

  12. método freiriano

    Vejam como um comunista manipula as massas ignorantes. Vejam o que Paulo Freire dizia aos camponeses em suas “aulas”:

    Antes do golpe militar, lá no Nordeste, Freire foi conversar com um grupo de camponeses. Em poucos minutos eles se calaram e houve um grande silêncio. Até que um deles falou:

    — O senhor me desculpe, mas é o senhor que deve falar, e não nós.

    — Por quê? Perguntei eu.

    — Porque o senhor é o que sabe, e nós não sabemos.

    — Aceito. Eu sei e vocês não sabem! Mas por que é que eu sei e vocês não sabem?

    — O senhor sabe porque foi à escola, e nós não.

    — Aceito. Fui à escola e vocês não foram. Mas por que é que eu fui à escola e vocês não foram?

    — Ah, foi porque seus pais puderam, e os nossos não.

    — Concordo. Mas porque seus pais tinham condição, bom trabalho, bom emprego, e os nossos não.

    — Tá certo. Mas, por que os meus tinham e os de vocês não?

    — Porque os nossos eram camponeses. Meu avô era camponês, meu pai era camponês, eu sou camponês, meu filho é camponês, meu neto vai ser camponês.

    (Aí, a concepção fatalista da história)

    — O que é ser camponês?

    — Ah, é não ter nada, é ser explorado.

    — Mas, o que é que explica isso tudo?

    — Ah, é Deus! Deus quis que o senhor tivesse e nós não.

    — Tá certo, concordo. Deus é um cara bacana, um sujeito poderoso! Agora, eu queria fazer uma pergunta: quem aqui é pai? Todo mundo era. Olhei para um e disse:

    — Você tem quantos filhos?

    — Tenho seis, disse ele.

    — Você seria capaz de botar cinco filhos aqui no trabalho forçado e mandar um pra capital com comida, hotel, pra ele estudar e ser doutor, e os outros cinco morrendo no porrete e no sol?

    — Não, não fazia isso não!

    — Então você acha que Deus é poderoso, que é pai, ia tirar essa oportunidade de vocês? Será que pode? Houve um silêncio e por fim um falou:

    — É não, não é Deus nada! É o patrão!

    Seria idiotice minha se eu dissesse que era o patrão imperialista yankee. O cabra ia dizer o quê, onde mora esse hôme? A transformação social se faz com ciência, com consciência, bom senso, humildade, criatividade e coragem. É trabalhoso, não se faz na marra. O voluntarismo nunca fez revolução, em canto nenhum, nem o espontaneísmo. Transformação social implica em convivência com as massas populares e não a distância delas.

    Se um leitor ou membro do IMB estivesse lá, como refutaria ele?

  13. Luís Ramón de Oliveira

    O imposto não é roubo, uma vez que ao viver um uma sociedade vc aceita tacitamente um contrato onde vc abre mão de certa parte da sua liberdade (seja ela qual for) em troca da segurança jurídica e da garantia da propriedade. Leviatã e Contrato Social já são teorias pacificadas.

    Em resumo, viver em uma sociedade sem estado seria estar suscetível a que um grupo armado tomasse o poder e se apropriasse de tudo, estabelecendo um governo tirânico. Portanto o estado de natureza que está implícito noq vc defende, não duraria muito tempo (não seria difícil alguém preferir aprender a atirar ou a usar espadas do que arar a terra, e ganhar a vida usurpando o que outros trabalharam para construir).

  14. O que você prefere:

    (1) Todo mundo igualmente mal*

    (2) Todo mundo bem, alguns melhor do que outros

    Se você defende a primeira alternativa, o caminho é a “redistribuição de renda” (nome bonitinho para roubar de uns para dar a outros ficando com a maior parte).

    Se você defende a segunda, é a geração de riqueza e a liberdade econômica.

    * Nunca são todos realmente iguais: em países “igualitários” a elite do Partido vive bem às custas da maioria mantida na pobreza.

    * * *

  15. Quem puder veja o artigo de hoje da folha/Uol sobre desigualdade nos EUA e Europa. A classe média está espremida e estão votando em políticos populistas.

  16. Milton Friedman Cover's

    Redistribuição de renda só fará todos pobres igualitariamente, algo que não faz nenhum sentido. As esquerdas adoram falar que o problema do País é a mal distribuição de renda, falam isso principalmente em época de eleições. Tolos os que acreditam nesta baboseira.

    „A essência da filosofia liberal é a crença na dignidade do indivíduo, em sua liberdade de usar ao máximo suas capacidades e oportunidades de acordo com suas próprias escolhas, sujeito somente à obrigação de não interferir com a liberdade de outros indivíduos fazerem o mesmo."

    — Milton Friedman.

    Abs.

  17. Ao meu ver o Eduardo Moreira está certo, ele não está falando em distribuir renda tirando do rico para dar para o pobre, mas sim, dando condições para que o pobre possa empreender comprando meios de produção (máquinas).

    Todos aqui sabem que os juros bancários no Brasil são um crime, existem várias formas de distribuir renda, dar condições para o empreendimento é uma delas. Muitas empresas estão fechando ou fugindo do Brasil…não conheço de economia como os leitores deste site, por isso gostaria de deixar uma pergunta : Como o pensamento dos estudiosos de Misses reflete esse problema do juros dos bancos e a dificuldade para empreender no Brasil ? Obrigado. um abraço

  18. Esta mentalidade tende a ser reforçada durante períodos de recessão econômica: quando as rendas agregadas da sociedade (o PIB) entram em contração, a economia passa a ser vista como um jogo de soma zero, ou seja, se a renda de uma pessoa aumentou é porque a renda de outra inevitavelmente caiu.

    Coleguinha, o dinheiro de um país é finito, se a maior parte do dinheiro fica com pequeno um grupo de pessoas, quer dizer que esse dinheiro que poderia estar circulando está parado, dinheiro é tipo água, se você escorre a maior para para um bueiro, o resto fica seco. É muito difícil de entender, coleguinha?

  19. Daqui á pouco o Guedes volta á falar que o real tem que desvalorizar, esse ministro não passa nenhuma segurança para os investidores.

  20. Bolsodilma cirolulaguedes

    segundo a veja

    Nesta sexta-feira, 25, a equipe econômica do governo apresentou ao Congresso a proposta da segunda fase da reforma tributária. Para compensar isenções como o pagamento do imposto de renda para 5,6 milhões de pessoas com ganhos de até 2.500 reais mensais – antes o benefício era dado somente para as pessoas que ganhavam até 1.900 reais – , foi preciso aumentar a arrecadação em outros segmentos da sociedade e o investidor financeiro será diretamente impactado.

    A maior preocupação do mercado financeiro é com a tributação de lucros e dividendos, atualmente isenta, que, caso o projeto seja aprovado, passará a ser tributado em 20% na fonte. Apenas micro e pequenas empresas, que, segundo a regulamentação devem ter até 20 mil reais mensais de rendimentos, continuam isentas do tributo. De acordo com a proposta, o objetivo da mudança é o "aperfeiçoamento das regras para combate à distribuição disfarçada de lucros" e a criação de um "sistema mais justo ao evitar que os mais ricos deixem de pagar imposto".

    A avaliação do governo é que o mercado financeiro já se beneficiou bastante da redução da Selic durante a pandemia, o que inclusive levou o Ibovespa a ultrapassar os 130 mil pontos recentemente, e que estaria na hora de colaborar. Vale lembrar, no entanto, que em dólar a bolsa de valores continua em alta de apenas 1,7% no acumulado do ano. Após a divulgação da proposta, o Ibovespa despencou e fechou a sexta-feira em queda de 1,74%. A cotação do dólar, que vinha em trajetória de baixa desde a sexta-feira passada, fechará a semana no azul, mas com uma correção nesta sexta-feira devido à proposta e deve encerrar em torno de 4,9377 reais, alta de 0,7%.

    Os Fundos de Investimento Imobiliário com cotas negociadas em bolsa a partir de 2022 também estraram na mira do leão, conforme proposta do ministro Paulo Guedes. Ela pede o fim da isenção sobre os rendimentos distribuídos às pessoas físicas. A ideia é equalizar o pagamento de impostos dos rendimentos de aluguéis via fundos imobiliários aos já pagos pela pessoa física. Com a mudança, tanto pessoa física quanto pessoa jurídica passam a ter 15% de tributação sobre os rendimentos. Os CRIs, LCIs e LCAs, ligados ao mercado de construção civil e agronegócio, permanecem isentos do pagamento de imposto de renda por "uma opção do governo" e por serem setores considerados "fundamentais para a economia" e para a "geração de empregos".

    Os analistas do mercado afirmam que o impacto nos Fundos Imobiliários terão de ser compensados para manter os investidores interessados nos ativos. "Isso é tirar rentabilidade na veia do cotista dos fundos imobiliários", diz Caio Braz, sócio da Urca Capital Partners. Ele analisa que, para compensar a redução da rendimento que virá com o aumento dos impostos, terá de haver redução dos custos operacionais ou então um aumento do custo de crédito para o consumidor. "O crédito ou os aluguéis para fundos que têm rentabilidade investindo em imóveis para locação, por exemplo, teriam de ficar mais caros. Em algum nível esse custo seria repassado para a ponta, para o tomador do crédito, inquilino de imóvel, para a ponta tomadora do ativo no qual o fundo está investindo", diz ele. O IFIX, índice dos fundos imobiliários, encerrou em queda de 2,02%.

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    Outras alterações

    Entre as principais mudanças, está a redução e a unificação da tributação sobre os ativos de renda fixa, como Tesouro Direto e CDB. Atualmente a alíquota é de 22,5% para aplicações em até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 360 a 720 dias e de 15% de 360 a 720 dias. O Projeto de Lei visa unificar para 15% independente do prazo de resgate.

    Além disso, a proposta visa que a apuração das movimentações pelo mercado de ações seja feita trimestralmente e não mensalmente, com o objetivo de reduzir cálculos e simplificar o processo. Porém atualmente as alíquotas incidem em 15% em mercados à vista, a termo, de opções e de futuros e 20% em day trade e cotas de Fundos de Investimento Imobiliário. Com a proposta, a ideia é tributar em 15% todas as operações, incluindo day trade e cotas de fundos negociadas em bolsa.

    Outra mudança significativa é em relação aos fundos abertos, atualmente tributados de 15% a 22,5% dependendo da duração da aplicação, e na qual incidem as taxas "come-cotas" todos os meses de maio e novembro. Agora, seria unificada a alíquota em 15% para deixar o investidor mais livre para entrar e sair do fundo quando quiser, além do fim do come cotas realizado no mês de maio, permanecendo apenas o de novembro. Caso o projeto seja aprovado, a ideia é manter as regras atuais em vigor até o final deste ano e as novas até dezembro de 2022.

    Já, para os fundos fechados multimercados, exclusivos para investidores qualificados, ou seja, com mais 1 milhão de reais em investimentos no mercado financeiro, a regulamentação ficará mais rígida. Atualmente há a possibilidade de diferir o pagamento da tributação a longo prazo e a proposta busca unificar este pagamento da mesma forma dos fundos fechados. "As alterações para fundos também são relevantes e mexem bastante com a tributação. O fim da tabela regressiva é bom para o investidor e o fundamento é basicamente não privilegiar as pessoas que têm capacidade de ter fundos exclusivos", diz Renato Breia, sócio-fundador da Nord Research.

    A recepção imediata do projeto de lei pelo mercado foi negativa, mas ainda é preciso esperar para ver se de fato seus efeitos serão tão negativos assim. Por um lado, a nova tributação é um estímulo para o reinvestimento dos recursos financeiros, uma vez que retorná-lo ao mercado reduziria o imposto a pagar ao governo. "O mercado em um primeiro momento não gostou das medidas, mas temos de ponderar e colocar na balança outros aspectos positivos como a correção da tabela do Imposto de Renda e a simplificação de alíquotas", diz Camila Abdelmalack, economista-chefe da Veedha Investimentos.

    A expectativa de analistas é que, conforme a tramitação da matéria e o entendimento maior dos impactos de longo prazo, o texto tenha impacto positivo"Isso pode acontecer principalmente se essas simplificações propostas realmente trouxerem mais segurança jurídica e aumentar o nível de investimento, porque as empresas vão ter menos incentivo para distribuir seus lucros e podem recorrer à recompra de ações. Isso faz com que as cotações subam", afirma Flávio de Oliveira, Head de Renda Variável da Zahl.

  21. “Guedes diz que proposta de taxar dividendos é moderada e não afeta Bolsa”

    Esse trecho que me chamou a atenção:

    “‘Vamos desonerando as faixas mais baixas e deslocando a tributação para quem vive de rendimento e capital e tem mais recursos. É um trabalho que vai sendo feito aos poucos, ao longo de 5 a 10 anos’, disse. ‘As pessoas físicas que vivem de rendimento de capital, quem é rico, classe média alta, tem que começar a pagar e estamos desonerando os assalariados’, afirmou.

    Questionado sobre o impacto dessa proposta sobre os negócios na Bolsa brasileira, o ministro disse que não haverá prejuízos. Ele afirmou que os mercados estão cientes da reforma e convivem com a tributação de dividendos em outros mercados, como os Estados Unidos e a Inglaterra. Falou também que o crescimento econômico brasileiro vai aumentar os ganhos de capital e, consequentemente, compensar o aumento do imposto.”

    Parece ou não o Ciro Gomes falando? A carga tributária brasileira é a maior da América Latina (só perde para Cuba) e o sistema tributário é o mais complexo de todos, além de haver 92 tributos diferentes.

    Ao contrário do que é dito na imprensa, o IRPJ na prática não é de 15 % e sim de 34 % (porque há outros tributos juntos).

    Chicaguista realmente é um desastre.

  22. “Chicaguista realmente é um desastre.”

    Se esse sujeito é liberal, imagina os esquerdistas. O Brasil realmente está condernado.

  23. ELCIO ROBERTO FERREIRA MAIOLINI

    “O que é público é nosso e não deles.” Seria uma frase de sentido absoluto? E u não sei mas a frase :”Carregar os outros nas nossas costas é muito difícil.” é uma frase de sentido absoluto.

  24. Estou para ver falácia maior que a afirmação de que ricos pagam pouco imposto. Só quem nunca pagou DARF na vida acredita que o pobre paga mais imposto que o rico…

    Pobre consome sua renda majoritariamente em:

    – alimentos da cesta básica (isentos de PIS/COFINS, ICMS isento ou alíquota baixa);

    – transporte coletivo (subsidiado pelo estado ou pelo empregador, também praticamente isento de impostos);

    – energia e água comumente se encaixam em programas sociais;

    – habitação comumente de programa subsidiado do governo, ou mora de aluguel informal (paga em cash, dono do imóvel não declara no IR), também zero imposto;

    Impostos diretos, aquele que o cidadão paga a guia direto no banco:

    – IPTU/coleta de lixo é isento ou uma mixaria para habitação social.

    – IRPF obviamente não paga. IPVA normalmente não paga porque não tem carro ou tem um carrinho velho que na maioria dos estados é isento.

    Agora vamos ver o perfil de consumo do rico:

    – na largada já paga imposto de renda, seja sua atividade econômica exercida diretamente por sua PF ou por uma PJ;

    – consome muito mais combustível, pois tem carros com motores maiores e mais potentes, que consomem mais. Se tiver barco então… 40% de ICMS, fora PIS/CONFINS.

    – seu consumo de alimentos, cuja carga é baixa, é pouco representativo na sua renda, e normalmente de produtos importados/fora da cesta básica, que possuem tributação alta. O cara consome vinho importado, uísque, cerveja importada… Tudo altamente tributado.

    – IPTU normalmente é progressivo. Quanto maior o valor do imóvel, maior a alíquota. Não sei nas outras capitais. Eu moro numa casa de 200m², em um bairro a 10 km do centro e meu IPTU é R$ 3.500 por ano.

    – normalmente o cara compra carro importado. 35% de imposto de importação e 25% de IPI se for acima de 2.0.

    Então, se analisarmos o pacote de consumo do rico, além de já ter o imposto de renda na largada e o IPTU e IPVA sem arrego, é formado por bens “supérfluos” e importados, que são mais tributados que os itens básicos que formam a cesta de consumo do pobre.

    Além do rico pagar plano de saúde e escola particular e o pobre utilizar esses serviços do estado, o que também não deixa de ser um imposto negativo pro pobre.

    Só com muito malabarismo e matemágica pra concluir que o pobre paga proporcionalmente mais impostos que o rico na sua cesta de consumo.

    “Ah, mas o imposto que os pobres pagam está embutido em tudo o que ele compra”, argumentarão alguns.

    OK, então vamos falar sobre arrecadação no consumo:

    Sim, o pobre paga imposto embutido no preço das coisas e não vê. Mas não é tanto assim. Consumo do pobre basicamente é cesta básica, que é bem desonerada. Tem tarifa social de água, luz – quando não tem gato.

    Só que ele recebe muito também. Vive recebendo seguro desemprego, abono do PIS, bolsa família, BPC, aposentadoria rural, remédio de graça, saúde e educação públicas. Ele recebe um monte de coisa do governo e DARF que paga é zero. O saldo é muito positivo para o pobre.

    Então – diferentemente dos países ricos, onde 80% a 90% das pessoas pagam DARF, pagam imposto de renda – aqui o estado é carregado por uma minoria de classe média CLT, classe média/alta, que arca com INSS, IRPF, IPTU, IPVA, plano de saúde, educação privada, impostos sobre consumo (exceto cesta básica). A classe média compra um GM Cruze de R$ 100 mil, deixa 40 a 50 mil pro governo. O pobre na vida inteira pagando imposto sobre os 1.500 reais de consumo não vai pagar 40 mil de imposto.

    Isso posto, o governo não vai ficar se estressando, querendo cobrar 100 – 200 reais de IPTU de pobre e remediado, que não vai pagar e o custo de cobrar é maior que a dívida, além de obter a antipatia de uma massa de eleitores. Então ele se concentra em atochar na classe média-alta/alta. Essa é uma minoria que não decide eleição nenhuma e no fim carrega o estado nas costas, apesar de não usar serviço público nenhum.

  25. “”O que é público é nosso e não deles.” Seria uma frase de sentido absoluto?”

    Nope, se você se refere á “nosso” como coletivo, então não, pois não existe o “coletivo”, existem apenas políticos que estão utilzando dinheiro esbulhado dá população para criar e estatizar empresas, e assim criam cargos para seus amigos receberem uma grana extra, e quando essas empresas são privatizadas o povo não recebe um centavo.

    Eis à ordem dos beneficiados pelas estatais:

    1°: Burocratas e políticos;

    2°: Funcionários fantasmas;

    3°: Funcionários públicos.

  26. Pessoal, Reconhecem que vocês estão errados? as vacinas estão salvando vidas nos EUA e na Europa, casos e mortes em baixa! Viva a ciencia

    Terão humildade? Graças ao pacto governo e iniciativa privada, o mundo esta sendo recuperado desse tragédia

  27. Geração de riqueza (redução da pobreza) e distribuição de renda nao são coisas indissociadas. Ao contrário, são complementares. Gera-se a riqueza, e busca-se diatribui-la como forma de reduzir pobreza e reduzir desigualdade.

    Um país como o Brasil, por exemplo, nem é rico, e ainda é desigual. Essas dinâmicas necessariamente devem ocorrer simultaneamente. Já existe um nível de geração de riqueza no Brasil q é constante, embora historicamente menor do q poderia ser, mas não existem dinâmicas para redução de desigualdade que possamos realmente considerar efetivas. Daí, nos deparamos com contrastes improváveis, onde um indivíduos tem patrimônios na escala dos bilhoes em face a indivíduos q residem na mesma cidade q sequer tem patrimônio e suas rendas não passam das dezenas ou centenas de reais por mês. De fato por definição imposto é uma forma de roubo. Contudo, não me parece muito diferente um indivíduo, ainda q por mérito próprio, use desta expertise, para direcionar a força de trabalho de terceiros acumulando para si muito mais do que precisa para viver a sua vida e de seus dependentes até a 10 geração. Isso soa tão imoral qto o Estado tomar das pessoas mais de 50% de suas rendas em carga tributária. Não há caminho mais razoável q a taxação de grandes fortunas, desta forma não reduzindo a qualidade de vida do super rico sobretaxado, polpar a classe média q embora não consuma serviços do governo no maximo consegue fechar o balanço does no zero a zero, e de alguma forma aumentar a renda do super pobre q não pode só depender do crescimento sistêmico do pais para ele usufruir de algum cheirinho.

    Avaliei o artigo acima muito na perspectiva do 8, ou 80. Penso q existam caminhos intermediários.

  28. o senado vai gastar meio milhao pra comprar mobilia

    revistaoeste.com/politica/acao-popular-questiona-licitacao-do-senado-para-compra-de-r-500-mil-em-moveis/

    minha estaçao de trabalho inclui uma mesa de boteco, daquelas dobraveis

    é tao bom deixar de ter acesso a um ambiente de produçao decente só pra manter meus parasitas bem confortaveis

    a versao do inferno tupiniquim é sustentar vagabundo ad eternum

    na divina comedia pelo menos a danaçao é poetica

  29. Ex-microempresario

    Como sempre, a Escandinávia é a terra mágica onde tudo dá certo, e até o socialismo funciona….

    Disse o Alexandre:

    Uma sociedade como a Escandinávia por exemplo que tem pessoas que pagam 75% de carga tributária vive muito bem, obrigado. Não é achismo. É so você olhar para o padrão dos caras. Mas, você não verá la um ricasso como Bill Gates ou o dono da Amazon por exemplo. Porque chega uma hora que a acumulação de patrimônio se torna pouco atraente em detrimento do conjunto da população ter um excelente nivel de vida.

    Exatamente. Na Suécia não há uma Microsoft, uma Amazon, uma Intel, uma Samsung. Pelo contrário: Ikea, ASEA, Volvo Cars, Scania são algumas das empresas que não são mais suecas.

    Por que? Exatamente porque a mentalidade lá é anti-empreendedorismo. Quem vai querer correr riscos para criar uma empresa e ter que entregar todos seus lucros ao estado em nome da “igualdade” e da “justiça social”? Melhor passar a vida como funcionário recebendo tudo de graça do papai estado.

    Resta saber se isso se sustenta no longo prazo. A Suécia quase quebrou no início dos anos 90. Não está livre de quebrar de novo, especialmente por conta do grande número de imigrantes pouco produtivos, mas que têm direito a todos os benefícios.

  30. André Cavalcante

    Esta parte do texto precisava ser corrigida:

    ” cujo coeficiente de Gini — indicador que mensura a desigualdade; quanto mais próximo de 1, mais desigual é um país —”

    Como todos os número são mostrados na forma de 0 a 100, deveria ser..

    ” cujo coeficiente de Gini — indicador que mensura a desigualdade; quanto mais próximo de 100, mais desigual é um país —

    Se não, as comparações seguintes ficam sem sentido.

  31. A cada dia está mais dificil comprar as coisas, a inflação vem comendo no bolso. Eu trabalho com manteigas saborizadas.

    Por outro lado, se há desigualdade entre regiões e o sistema de arrecadação é

    centralizado, as regiões mais ricas arrecadarão e repassarão parcelas mais

    substantivas de recursos ao governo central do que as regiões pobres, de menor

    potencial econômico e menor capacidade arrecadatória e de gasto. Sendo os

    critérios de elegibilidade e administração das políticas sociais também centralizados, a transferência de recursos se daria de acordo com a distribuição da

    necessidade no território. Ou seja, proporcionalmente, regiões pobres receberiam mais recursos do fundo de arrecadação comum do que as regiões ricas,

    justamente por concentrarem territorialmente um número maior de indivíduos

    vulneráveis, potencialmente elegíveis às políticas sociais do governo central.

    Dessa maneira, operaria um mecanismo redistributivo entre regiões intrínseco

    ao modelo centralizado de estrutura fiscal.

    http://www.confeiteiradesucesso.com/manteiga-de-alho/

    A cada dia o preço os laticinios estão mais caros

  32. Sugiro para os que não leram, que leiam o livro ” A revolta de Atlas ” da filósofa/escritora Ayn Rand e tirem suas conclusões.

    Abraço

  33. SAVIO ARAUJO DE LEMOS SILVA

    O problema da Direita e da Esquerda são os radicalismos. Seu texto não explica, por exemplo, pq países na mesma faixa de PIB per capita apresentaram impactos diferentes quanto à pandemia, dependendo da distribuição de renda da população. Ninguém defende mais uma sociedade igualitária. O problema é o nível de desigualdade econômica, cabendo ao Estado, de forma democrática, regular o nível de desigualdade aceitável. A concentração de capital implica em uma desvirtuação da livre concorrência, com efeitos de monopólio e cartelização como a Google. Quem lê e estuda sobre a quarta revolução industrial sabe que isto tende a piorar, uma vez que a mão de obra tende a perder mais ainda seu valor. Nenhum liberal clássico jamais defendeu ideias que a extrema direita prega hoje. A virtude está ao meio.

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