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Liberdade significa ter o direito de discriminar

Três perguntas:

  • Pode uma empresa ter a liberdade de contratar quem ela quiser?
  • Pode uma empresa ter a liberdade de decidir contratar apenas negros, recusando-se a contratar brancos?
  • Pode uma empresa ter a liberdade de decidir contratar apenas brancos, recusando-se a contratar negros?

As três perguntas são absolutamente idênticas. A segunda e a terceira são um mero corolário da primeira.

Se a sua resposta não foi exatamente a mesma para todas elas, então você ignora o básico sobre lógica.

Se você respondeu “não” para alguma delas, então você realmente ignora o básico sobre liberdade e propriedade privada.

E se você não percebeu que todas as três inevitavelmente envolvem discriminação e exclusão, você ainda não entendeu o básico sobre a vida.

Você é um grande discriminador

Você próprio está, a todo momento, praticando discriminação e exclusão. E não há absolutamente nada de errado nisso.

A todo o momento, você está fazendo juízos de valor em prol de uns e em detrimento de outros. Diariamente, você exerce seu direito de excluir, e sua liberdade de associar com quem você quer.

Quando você seleciona suas amizades, você discrimina. Quando você escolhe parceiros sexuais, você exclui. Quando você escolhe com quem quer se relacionar afetivamente e profissionalmente, você exclui e discrimina.

Quando você dá uma festa em sua casa, você é criterioso ao selecionar os convidados: algumas pessoas serão atenciosamente convidadas e outras serão necessariamente excluídas. Quando você escolhe ir a uma churrascaria, você está excluindo todos os outros restaurantes ao seu redor. Isso é discriminação. Você está excluindo os proprietários e funcionários de todos estes outros restaurantes. 

Quando uma pessoa de esquerda, que se jura imune a todo e qualquer tipo de preconceito, escolhe suas amizades de acordo com a ideologia dos escolhidos (algo que praticamente todo o mundo faz hoje), ela está excluindo e discriminando.

Excluir e discriminar é algo central à organização de todos os aspectos da vida.

Por que, então, empreendedores e proprietários de empresas não podem ter este mesmo direito?

A liberdade de associação tem de ser plena

Se os administradores de uma empresa decidirem contratar apenas brancos, eles têm de ser livres para tal. 

Se quiserem contratar apenas negros, idem. 

Uma empresa tem tanto direito de contratar apenas brancos quanto de contratar apenas negros. E tem todo o direito de se recusar a contratar brancos ou negros. 

Agora, troque “brancos” e “negros” na frase acima por homens, mulheres, heterossexuais, homossexuais, transgêneros, não-binários, católicos, protestantes, judeus, muçulmanos, ateus, ruivos, loiras, anões, deficientes, obesos, anoréxicos etc. — e tudo continua perfeitamente válido.

Progressistas geralmente defendem toda e qualquer lei anti-discriminação. Conservadores são mais inconsistentes. Embora se oponham a algumas leis anti-discriminação, eles geralmente apoiam lei contra discriminação por raça, religião, nacionalidade, cor, idade ou sexo.

Neste quesito, portanto, progressistas são mais consistentes. E mais errados.

O que, então, um genuíno libertário tem a dizer sobre o tema da discriminação? A posição libertária sobre discriminação é simplesmente esta:

Dado que a discriminação — contra qualquer indivíduo, por qualquer critério e por qualquer motivo — não representa agressão física, força, coerção, ameaça ou violência, então o governo jamais deve proibi-la, tentar impedi-la ou punir qualquer indivíduo que a faça.

Agora, é óbvio que isso não significa que algum ou todos os atos de discriminação sejam necessários, justificados ou justos. 

Significa simplesmente que, no que tange à lei, se um ato de discriminação ocorre por causa de estereótipos ou por preconceitos, é irrelevante. Se um ato de discriminação ocorre por racismo ou por sexismo, é desimportante. Se um ato de discriminação é tido como injusto ou insensato, é imaterial. E se um ato de discriminação é desarrazoado ou irracional, não faz diferença.

Não havendo violência física, coerção ou ameaça de violência e coerção, não há crime. O ato pode até ser considerado imoral, mas não é crime. Ninguém deve ser enjaulado (destituído de sua liberdade) ou multado (destituído de sua propriedade) em decorrência de um ato sem crime.

Logo, voltando ao ponto principal, empregadores devem ter o direito de discriminar candidatos a uma vaga de emprego de acordo com qualquer critério que eles próprios voluntariamente estabelecerem. Assim como eles devem ter o direito de contratar apenas negros, eles também podem perfeitamente optar por contratar apenas brancos. E não só. Eles devem ter o direito de discriminar quaisquer candidatos com base em altura, peso, idade, deficiências, incapacidades, cicatrizes, pelos faciais, raça, cor, tez, tatuagens, cor do cabelo, estilo do cabelo, piercings, vestimentas, odores, beleza, higiene e tudo o mais relacionado à aparência.

Eles devem ter o direito de discriminar livremente candidatos de acordo com qualquer motivo e por qualquer critério.

Proibir a discriminação no emprego significa atentar contra a liberdade de associação, a liberdade de pensamento, a propriedade privada, a livre iniciativa e o livre mercado.

Todas as leis anti-discriminação devem ser abolidas, tanto as relacionadas a emprego como todas as outras.

Leis anti-discriminação não deveriam ter lugar em uma sociedade livre.

Em uma sociedade verdadeiramente livre:

  • Quem (sexo, cor, idade, religião, preferência sexual, altura, peso, cor do cabelo) uma determinada empresa contrata, e o porquê, não é assunto para o governo legislar. 
  • Se as empresas adotarão ou não políticas de ação afirmativa não é assunto para o governo legislar.
  • O salário que as empresas irão pagar a esses seus empregados não é assunto para o governo legislar.
  • Se e quais benefícios as empresas irão oferecer a seus empregados não é assunto para o governo legislar.
  • Quais as normas de vestuário estipuladas pelas empresas para seus funcionários não é assunto para o governo legislar.
  • Quem uma determinada empresa pretende agradar com sua política, e o porquê, não é assunto para o governo legislar.

Em uma sociedade verdadeiramente livre, estas coisas não são assunto para o governo legislar. Quem irá chancelar as escolhas das empresas, e legislar por meio de suas decisões de comprar ou de se abster de comprar, são os consumidores.

Se os consumidores apoiarem as medidas adotadas por uma empresa, irão fazer negócios com ela. Se não aprovarem, irão puni-la. E os concorrentes irão aproveitar.

Se um empregador decidir, sem qualquer razão aparente, que seus empregados devem ter uma determinada característica física (ou não devem tê-la), esse é o seu julgamento. Não é de mais ninguém. Se essa decisão for ruim, a concorrência vai se aproveitar desse erro, vai contratar as pessoas que foram rejeitadas e vai adquirir uma vantagem no mercado.

O soberano final é o consumidor e não o governo. O governo não pode ter o direito nem de obrigar uma empresa a fazer ou a deixar de fazer algo, nem de subsidiá-la, nem de protegê-la, nem de socorrê-la financeiramente.

Igualmente, em uma sociedade verdadeiramente livre, se alguém não gosta do salário ou dos benefícios oferecidos por uma empresa, da norma de vestuário que ela impõe, ou da política discriminatória que ela pratica, esse alguém é livre para ir trabalhar para outra empresa.

Se alguém não gosta das políticas adotadas por uma empresa, ou mesmo de seu posicionamento político, ele é livre para ir fazer negócio com os concorrentes.

Se alguém não gosta das políticas trabalhistas ou de ação afirmativa adotadas por uma empresa, esse alguém é livre para não ser cliente dela e ir comprar nos concorrentes.

As reações dos consumidores às decisões de uma empresa — sejam elas positivas ou negativas — são parte do livre mercado em funcionamento. Se as decisões das empresas irão ajudá-las, prejudicá-las ou não terão impacto nenhum, é algo que ainda está para ser visto. Mas quem irá decidir é o consumidor.

Não é realmente complicado.

O direito de excluir é central à civilização

Assim como empregadores devem ter a liberdade de contratar por qualquer razão, eles também devem ter a liberdade de demitir por qualquer motivo. Ou mesmo sem motivo. Eles podem ser preconceituosos, fanáticos ou ter uma capacidade falha de julgamento — mas o julgamento deve ser feito pelo empregador. 

O mesmo é válido para os empregados. Eles podem sair do emprego quando quiserem, e por qualquer razão — inclusive por discriminarem alguma característica do patrão.

Isso é a liberdade. 

A maneira como uma pessoa utiliza seu direito de se associar com quem ela quer (o que necessariamente significa o direito de não se associar) é uma questão de escolha individual. E uma escolha individual é profundamente influenciada pelo contexto cultural. Que uma pessoa tenha o direito de fazer esta escolha por conta própria é algo que não pode ser negado por ninguém que acredita na liberdade.

O direito de excluir não é fortuito e secundário. Trata-se de algo central ao funcionamento da civilização. Trata-se de algo central à organização de todos os aspectos da vida. 

Se este direito for negado, o que recebemos em troca? Coerção e compulsão. Pessoas serão forçadas pelo estado a conviver diariamente sem que ambas queiram, com um grupo sendo forçado sob a mira de uma arma a atender às demandas de outro grupo. Isto é servidão involuntária, algo proibido por qualquer constituição minimamente civilizada. 

Presume-se que qualquer povo que valorize a liberdade seja contra isso.

A liberdade é como a vida: ou ela existe ou não existe.  Decompô-la e fatiá-la de acordo com prioridades políticas é excessivamente perigoso. É exatamente esta imposição política o que gera divisão social, cria um poder arbitrário e impõe uma forma de escravidão.

Entregar ao governo o dever de regular os “termos” de qualquer tomada de decisão é algo que deveria gerar calafrios. Isso significa presumir que políticos e burocratas têm não só o direito mas também a capacidade de ler mentes, como se eles pudessem saber ao certo as reais motivações por trás de cada ação, independentemente de qual seja a alegação do tomador de decisão. 

Para concluir

Assim como não se deve exigir que o estado imponha cotas  (raciais, sexuais, etárias etc.) para empresas, não se pode invocar o estado para proibir que uma empresa contrate apenas quem ela quer. Ambos atentam contra a liberdade de associação.

Se você dá ao estado o poder de obrigar os outros a aceitarem seus valores, também está dando a ele o poder de lhe obrigar a aceitar os valores alheios em algum momento futuro. Dar ao estado o poder de fazer coisas que você aprova necessariamente significa dar ao estado o poder de fazer coisas que você não aprova; e dar ao estado o poder de restringir comportamentos que você desaprova significa dar ao estado o poder de restringir comportamentos que você aprova.  

Pegando um exemplo de outra área, qualquer governo com o poder de confiscar o dinheiro de um ateu para entregá-lo à minha igreja é também um governo que tem o poder de confiscar o meu dinheiro para entregá-lo a organizações abortistas. Quando utilizamos de força para restringir a liberdade de terceiros, estamos colocando a nossa própria liberdade em perigo.

É por isso que os libertários devem se opor a toda e qualquer política que represente um ataque à liberdade de associação, por mais bem envolta que tal política esteja no linguajar das boas intenções. 

Deixe uma empresa contratar quem ela quiser. E então, caso desaprove, utilize o mercado para aplicar as suas sanções.

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143 comentários em “Liberdade significa ter o direito de discriminar”

  1. Sim, o argumento é válido. Mas o que acontece hoje é que a discriminação só ocorre num sentido, mais especificamente contra brancos e tudo que é mais tradicional. A ideologia progressita é uma força discriminatória só em um sentido. O próprio Raphael, que se diz libertário, defendeu recentemente um programa de trainee exclusivo para negros – e disse que boicotaria se fosse exclusivo para brancos. Que liberdade é essa? Agora ele cria toda uma justificativa argumentativa para transformar o libertarianismo num progressimo de mercado. É a liberdade que não aceita tradicionais e brancos.

  2. O artigo é excelente e eu concordo com os pontos. Mas tenho uma dúvida: O que dizer de várias experiências de profissionais da área de psicologia alegando que o preconceito e a discriminação não é algo natural, que não nasce com o indivíduo? Isso com relação ao preconceito racial. Em relação a opção sexual, ninguém ainda trouxe uma tese realmente definitiva.

  3. 5 minutos de IRA!!!

    Concordo plenamente com o artigo.

    Já andei defendendo esse ponto em algumas discussões.

    Minha Conclusão:

    Manter a mente aberta e a lógica são coisas para heróis;

    A lógica simples e pura está sendo abandonada em favor de retóricas falaciosas e sofismas;

    Não parece haver solução a curto ou médio prazo para a falta de coerência narrativa entre os pólos das discussões políticas atuais.

  4. Ótimo texto. Mas infelizmente no C*zil não existe liberdade pra quase nada. Só um lado é favorecido.

    Já começando pela própria Constituição. É crime a discriminação contra a raça e religião alheia. Ou seja, você é obrigado a gostar de todos os grupos possíveis e não pode expressar sua opinião legítima sobre nenhum, do contrário está cometendo o que hoje chamam de “discurso de ódio”. A liberdade de expressão já começou morta por aqui.

    Depois indo pras interpretações do STF de vários artigos e termos da sacrossanta constituição que nunca respeitaram. Quase todas decisões são unicamente para cortar a liberdade individual e econômica da população brasileira. Uma das mais recentes, desde 2018, é crime não gosta de homossexuais.

    Ou seja, a maioria da população pode ser processada, e até presa, se não gostar de um grupo que corresponde a 3% da população. Então só falta criarem campos de trabalho forçado para reeducação de opinião.

    Embora seja majoritariamente devido à nossa legislação trabalhista arcaica de antes da 2ªGG, o Brasil é o país que mais ocorrem processos no mundo. É lógico, se tudo pode ser considerado ofensivo e punível de processos, então é um resultado mais do que óbvio tal posição vergonhosa.

    Aqui sempre imperou o que os juízes permitem o que seja dito. São literais ditadores, na mais simples e pura definição, e que nunca foram expostos pela opinião pública (possivelmente devido ao medo).

  5. Hoje em dia a discriminação já é considerada correta e natural desde que ela não recaia sobre as supostas minorias oprimidas.

    Por exemplo, é considerado ok para uma boate gay cobrar 3 vezes mais de entrada para mulheres do que para homens ou proibir a entrada delas em certos lugares (não que elas desejam ir, claro), mas é intolerável que um segurança peça um um casal gay que não se beije em um parque com crianças.

    Mas esse é o nosso mundinho idiota de hoje em dia.

  6. Este artigo me lembrou a vez que preenchi o CV no site de uma montadora japonesa estabelecida aqui no Brasil e uma das informaçòes solicitadas era a altura do candidato! Achei engraçado, pois se tratava de posição administrativa, onde a altura é irrelevante. Como tenho 1,83m acho que estava fora do páreo 😀

    Fica o princípio, trabalhar em uma empresa onde leva-se em consideraçao a altura do candidato por razões culturais (sejam elas quais forem), é o tipo de empresas em que gostaria realmente de passar parte de minha vida profissional?… acho que não… se tivessem me chamado, certamente seguiria com o processo seletivo, sem hipocrisia, porém, estão enviando uma mensagem ao solicitar este tipo de informaçào e no l0ngo prazo… sei não..

    Quem tiver ouvidos para ouvir, ouça.

  7. Todos os processos seletivos de trainee na prática são para os jovens dos andares mais acima do sistema de castas brasileiro, um perifento do mais esforçado no máximo vai ser formar num curso comum de uma instituição sem prestígio e para se sustentar estudando trabalhará, não sobrando tempo nenhum para participar da vida acadêmica, fazer contatos nos eventos e nem fazer intercâmbios, típicos requisitos desses processos.

    A Lacrazine Luisa fez aí essa proposta, é torta, mas um perifento neguim esforçado se vê com bem mais chances que no processo regular, porque agora só terá que concorrer de forma desigual apenas contra os neguim do andar de cima que são bem menos numerosos que os brancos.

    Aí entra o argumento de liberdade, concordo com o artigo porém o que resta ao perifento esforçado que vê frustrada sua jornada devido ao país ser um completo fracasso econômico que não cresce há 40 anos e não gera novas oportunidades? De um lado tem os liberais dizendo nas entrelinhas que é para o processo de trainee continuar como sempre foi em nome da liberdade e do outro os progrenazis jogando essa armadilha, não fiquem surpresos se a esquerda continuar levando votos o suficiente para travar as pautas liberais nas casas legislativas e transformar isso aqui numa Argentina.

  8. Só sendo muito ingênuo para não perceber que a atitude da Magalu é apenas um prenúncio, um flerte, de um PL impondo cotas raciais no mercado de trabalho. Já até sei qual será o nome da lei: Lei Magalu. Ainda mais a Magalu que é mais uma daquelas “empresas amigas do rei”… dizem as más línguas que a dona é amiga da Dilma…

    Imoral a atitude dessa empresa, não tem nada de “social”, foi só uma jogada de marketing e uma tentativa de agradar a “rainha amiga”. Numa pandemia com milhões de desempregados, colocaram os negros na frente em vez de colocar as pessoas mais necessitadas como os pais de família que estão desempregados, os trabalhadores mais velhos que não conseguem terminar de pagar o INSS, os filhos que sustentam a família, etc… Isso sim seria ter consciência social

    ***

    Agora, os brancos ricos fazem a merda da escravidão mas são os brancos pobres que a limpam.E ainda falam que os brancos pobres são da classe dominante: só se for o domínio do papel higiênico que limpa tudo. Na minha cidade, as mesmas famílias que escravizaram os negros continuam até hoje na política e na riqueza…Claro, existem os brancos pobres otários para pagar a dívida deles

    ***

    Quanto ao papinho moderno de “consciência social”: é muito fácil ter “consciência” quando existe conveniência.

  9. O fato é q temos liberdade para escolhermos com quem vamos namorar, casar, fazer amizade, sociedade de negócios e qualquer outra relação e interação social… Uma coisa é preferir, outra coisa é ter preconceito, fazer juízos completamente subjetivos a respeito do outro, ferindo – lhe a integridade moral. É isso q pega. Se a famosa “lei” q diz q “não faça com os outros o q não queres q façam contigo” fosse seguida a risca, não existiriam coisas como estas.

    Posso escolher com quem eu vou namorar, casar, etc, coisas q dizem respeito SOMENTE A MIM. Entretanto, qdo sou dona de uma empresa, devo escolher meus empregados pela COMPETÊNCIA, não desprezar alguém por atributos subjetivos associados à cor da pele, sexualidade, etc, etc, etc.

    É um terreno deveras perigoso, causado tão somente ao ódio q seres humanos podem ter de seus semelhantes por conta de coisas altamente supérfluas e completamente desnecessárias – apoiadas, por tempos, pela sociedade, algumas delas pela religião, etc(tais como pré julgamentos a respeito de negros, mulheres, homossexuais, etc).

    Preconceito é pré julgamento, não um argumento válido.

    cada um de nós temos os nossos preconceitos, mas daí a elevá-los a argumento tão válido a ponto de protestarmos o direito a “ter preconceito” já é demais da conta. Ter preconceito pode não ser legal, mas é altamente imoral, no sentido em q toda uma classe de pessoas leva uma pecha negativa injustamente(sendo q apenas algumas realmente a mereçam)

  10. Artigo claro, direto e profundo!

    Leis antidiscriminatórias antagonizam as pessoas (efeito reverso ao pretendido) e dão um poder nefasto às autoridades: QUEM decide quais crenças e valores são adequados?

  11. Sigo o site desde 2016 e defendo a grande maioria dos ideais libertários aqui expostos, porém, esse artigo em específico é completamente deslocado da realidade.

    Em uma sociedade sem preconceitos e evoluída culturalmente tal texto teria completo sentido. Na prática, serve somente para polarizar ainda mais a discussão esquerda x direita, além de colocar “o site do mises” no saco de gato do idealismo infantilizado. Estratégia e bom senso passou longe, lamentável.

  12. Boa noite eu sei que não tem nada a ver com o texto acima,mas tenho uma duvida e se alguém que sabe mais do que eu puder me ajudar eu agradeço,os paises escandinavios são o “orgulho da esquerda” que se gaba de como esses paises são a prova de que suas ideias são boas e podem dar certo mas por outro lado eu ja vi muita gente dizendo que esses paises são muito mais direita do que de esquerda,a minha duvida é,esses países são realmente bons?e eles são de de esquerda ou de direita?se alguem souber um link ou video de onde eu posso achar uma explicação eu agradeço

  13. Fiz a leitura do artigo, seu conceito apesar de ser plausível, encontra-se totalmente *contrário a nossa realidade* quanto sociedade.

    Para se aplicar a liberdade de associação descrita nesse artigo a *empatia, fraternidade e igualdade (lato sensu) deveriam ser regra,* mas não existe isso em nossa sociedade.

    Não é exagero afirmar que esse tipo de liberdade de associação *reina no campo da utopia, das fábulas,* no mundo onde o extraordinário impera.

    *Razão pela qual sou totalmente contra esse tipo de pensamento,* bem como tenho convicção de que as garantias e o controle estatal, de forma equilibrada, são essenciais em qualquer sociedade para que haja *isonomia (igualdade), com ênfase na equidade.*

    Saliento que devemos olhar os erros do passado para não repeti-los no presente.

    Lembrem-se, por exemplo, da *política de segregação racial* que existia nos Estados Unidos da América no século passado, onde os negros eram *discriminados em instalações públicas e privados, serviços e oportunidades.*

    A título de exemplo, quando existia uma política de segregação racial nos EUA, os comerciantes estadunidenses *podiam se recusar a atender,* nas palavras usadas à época, *”pessoas de cor”,* por elas serem negras.

    Esse tipo de discriminação, através da aplicação de fato das ideias expostas no artigo em comento, poderiam facilmente retornar, o que *seria inaceitável e totalmente imoral.*

    *Sendo assim, considero essa forma de livre associação extremamente perigosa, abominável e preconceituosa.*

  14. O artigo utiliza o termo ‘discriminar’ no sentido: Capacidade de distinguir ou estabelecer diferenças; discernimento. Entretanto, faltou uma visita ao dicionário para averiguar que o termo também pode significar: Ato de segregar ou de não aceitar uma pessoa ou um grupo pessoas por conta da cor da pele, do sexo, da idade, credo religioso, trabalho, convicção política etc.

    O artigo utiliza a técnica de confundir para influenciar, e pelos comentários conseguiu.

    O artigo se baseia no indivíduo como consumidor mas ‘esquece-se’ do indivíduo como trabalhador.

    Modernamente falando, o modo pelo qual um indivíduo sustenta sua própria vida é através do trabalho. É através daquele, por exemplo, que o indivíduo consegue os recursos necessários para acessar o alimento, essencial para sua vida, ou uma morida, essecial para sua segurança.

    Ao impedir que um indivíduo não tenha acesso ao trabalho, através da discriminação, no segundo sentido da palava, está a se aceitar que esse indivíduo não tem o direito de sustentar sua própria vida , o quê atenta contra a própria liberdade do indivíduo.

  15. Em minha cidade natal, há uma mulher que é motorista de Uber, mas que atende exclusivamente mulheres. A princípio, achava um absurdo, mas, de tempos para cá, percebi que é um direito dela e vou além: se eu trabalhasse à Uber, seria um motorista exclusivo de homens e pessoas transgêneras.

    Tenho uma antipatia imensa pelas chamadas “mulheres cis” (usando o linguajar atual), fora o risco de sofrer acusação de “assédio” de parte delas.

  16. Obviamente o intuito dessas empresas, a Bayer fez o mesmo recentemente, é a tal reparação histórica.

    – Seleção de somente NEGROS…..LACROU, reparação histórica sobre o homem branco mau capitalista

    – Seleção de somente Brancos….. RACISMO… os brancos são privilegiados

    – Seleção de somente Pardos…Ééééé, alguns são morenos escuros, outros claros, vamos precisar de um tribunal racial pra ver quem merece ou não

    – Seleção de somente mulheres… EMPODERAMENTO feminino

    – Seleção de somente homens…MACHISMO!!.. homens tem privilégios demais

    – Seleção de somente Homossexuais, cis, trans,zeta, gama…. oba, inclusão.

    – Seleção de somente Heterossexuais…… PRECONCEITO!!!, chega de opressão sexual

    – Seleção de somente Ateus… LACROU!!…chega de intolerância religiosa

    – Seleção somente de Cristãos…. RETROGADOS!!

    O progressismo não importa com pessoas ou liberdade, e sim, com sua agenda que visa aprisionar um grupo de pessoas.

  17. Eu concordo com o texto. E num sentido filosófico libertário, está tudo certo.

    Porém, nosso estado tem Leis vigentes que, querendo ou não querendo, devem ser seguidas, pois é um principio da democracia, respeitar as leis.

    No caso, a Lei numero 7716, tipifica a discriminação que a Magazine Luiza cometeu, no caso, crime previsto em Lei. E a Lei é para todos, certo? Então ela deve pagar por isso.

    Se queremos um estado libertário, bom, então devemos colocar legisladores libertários lá, para mudarem as leis, mas até que isso aconteça, precisamos trabalhar dentro daquilo que é possível hoje, e não com a utopia do amanhã, não acham?

  18. Pior é o CEO da Magazine Luíza justificar esse programa de Trainee para negros porque “outros programas de Trainee não atraiam muitos negros porque tinham critérios muito exigentes, como inglês fluente”.

    Em resumo, para ele, negros são incapazes de preencherem requisitos para um programa normal de Trainee. É hipocrisia travestida de boa vontade.

  19. O argumento é válido, porém na prática se uma empresa resolver fazer o oposto será massacrada pela mídia e sofrerá boicote de clientes, fornecedores…

  20. Alguém aqui viu o vídeo do Ideias Radicais sobre esse tema? Eu sinceramente achei bem fraco, ele ficou falando de um monte de assunto e só depois chegou ao caso da Magazine Luiza.

  21. O que a Magazine Luíza fez não é discriminação, mas AÇÃO AFIRMATIVA, pois não existe racismo contra os brancos. Historicamente, os negros sempre foram oprimidos aqui no continente americano, a começar pela escravidão. Então os negros já começaram em desvantagem com relação aos brancos aqui no continente americano.

  22. Mas suponho que essas empresas fazem isso justamente para obter algum beneficio do governo ou seguir alguma norma de “integração social”? tal como a norma da empresa contratar certa % de pessoas com deficiência física ou adotar medidas ambientalistas, entao acho que já há participação do Estado no caso, além disso essas grandes empresas do Brasil são dependentes do governo (dificil achar alguma empresa da Bolsa sem participação do governo ou não recebeu apoio do BNDS).

    Não acho que o Estado deva se meter, mas tambem nao vou passar pano para esses atos dessa corporação racista (chefiada por uma petista que recebeu grana do BNDS), outra coisa também é verdade que se a mesma empresa trocasse negros por brancos seria punida pelo Estado, mas como é no caso dos negros passa em branco. O fato é que hoje em dia ser homem branco heterossexual está quase virando um crime, há um certo ranço tanto no mercado como no Estado contra os homens brancos e não vejo como isso terminará bem no futuro.

  23. Vejamos contra qual raça existe racismo aqui no Brasil.

    Aqui no Brasil, observando pelo tom de pele, a demografia do Brasil é a seguinte: 50% da população brasileira é constituída de negros, mulatos e pardos, 49% brancos e 1% são índíos.

    Porém:

    – 100% dos bilionários são brancos

    – 99,9% da elite é constituída de brancos

    – 80% dos moradores dos bairros de classe média alta são brancos

    – Mais de 80% dos médicos são brancos

    – Mais de 90% das funções de chefia são ocupadas por brancos

    – 90% dos moradores das periferias são negros, mulatos, pardos e índios

    – 80% das vítimas de brutalidade policial são negros, mulatos e pardos

    – 99% das empregadas domésticas são negras e mulatas

    Fica a pergunta: é justo isso? Com estes números em mãos, sabemos quem são os privilegiados.

  24. Ex-microempresario

    Pq nao recorreu ao mercado pra comprar essas terras?

    Porque não havia mercado na Serra Gaúcha, só havia mato. E porque o governo brasileiro não permitia o “mercado”, os imigrantes tinham de obedecer estritamente aos regulamentos do governo. Nem escolher o seu lote podiam.

    Se vc se beneficia dos bonus

    Ai, que papinho mais vitimista! É isso que dá acreditar em boas intenções do governo.

    devolvendo os valores do emprestimo camarada que o governo lhes deu para vir até esse país

    Esse empréstimo só existe nos seus sonhos, e talvez nos trabalhos acadêmicos com referências tiradas da bunda que pululam nas nossas estatistas universidades.

    mas ele foi escravizado assim como seus antepassados

    Os quilombolas de hoje são escravizados? Por quem? Por mim é que não é. Deve ser pelo governo e pelas ongs que gostam de mantê-los submissos e dependentes. (obs. você sabe que estou obrigando é presente e não pretérito?)

    os recursos que o governo deu pra vc de lambuja. Pq nao procuraram financiamento em um banco?

    Já disse, o governo não deu dinheiro, nem ajuda, nem escola, nem atendimento médico, nem infra-estrutura para os imigrantes da Serra Gaúcha. E mesmo que houvesse bancos, eles não tinham liberdade para comprar a terra que quisessem. Perante a lei eles não eram cidadãos, eram “colonos”.

    Alguns imigrantes tb praticavam pequenos crimes

    Você tem algum dado para mostrar isso ou simplesmente se acha tão bacana que tem o direito de fazer acusações do nada? Garanto que se alguém disser que um antepassado seu “praticou pequenos crimes” você sai berrando “calúnia! preconceito! difamação! racismo!” e vai correndo para o colinho do papai governo.

    foi fruto de uma politica pública, gastando recursos públicos

    Sugiro que vc reclame para os descendentes do D.Pedro II, não para mim.

    tudo para defender os donos de terras

    Que donos de terras? Vc acabou de dizer que eram terras devolutas. Não deixe a raivinha subir muito, atrapalha o raciocínio.

    Por isso tu é rico

    É verdade, o Brasil tem milhões de pessoas que não trabalham, não estudam, não tem capacidade para apertar um parafuso, vivem às custas de esmolas do governo, e é tudo por culpa minha e de minha micro-empresa.

    vc como microempresario ganha ajjuda fiscal pelo simples nacional. Paga-se muito menos do que se devia de imposto, que lindo!

    Realmente é lindo ver um imbecil achando que os outros devem pagar cada vez mais impostos. Você vive às custas desses impostos, adivinhei?

    Só que você nem sabe ler direito. Meu nick é EX-Microempresário. Como esse país ainda não chegou ao século 20 em termos econômicos, empreender aqui é bancar o trouxa. Eu fechei minha empresa (meus vinte e poucos funcionários devem estar felizes de se livrar do patrão explorador e passar para a fila do seguro-desemprego) vendi o imóvel para uma construtora que recebe subsídios do governo para construir apartamentos super-faturados para os pobres, e virei rentista.

    Eu acho ótimo que o governo seja assistencialista, ache que distribuir dinheiro é “justiça social”, e todas essas bobagens que você defende. Quanto mais lambança o governo fizer, mais ele se endivida e mais eu ganho. Reclame na ONU.

  25. Excelente artigo e concordo com tudo.

    Mas me restou uma dúvida, como ficaria a resposta do público? Uma empresa pública poderia fazer o mesmo?

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