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Três breves histórias hiperinflacionárias do Brasil

“A burrice no Brasil tem um passado brilhante e um futuro promissor” – Roberto Campos

Em junho de 1961, o economista institucionalista Douglass North fez uma visita ao Brasil por três semanas

Enviado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, buscava avaliar e discutir a qualidade do ensino da ciência econômica no país. 

Apesar disso, o real motivo era encontrar possíveis think tanks que propagassem a democracia liberal pela América Latina, evitando, assim, que surpresas soviéticas brotassem no quintal norte-americano.

Naquele momento de nossa história como nação, estávamos gestando uma das maiores desvalorizações monetárias já observadas no universo conhecido

O gráfico abaixo mostra a evolução da base monetária e do M1 desde janeiro de 1946 (início da série histórica) até junho de 1961.

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Gráfico 1: base monetária (linha vermelha) e M1 (linha azul), de janeiro  de 1946 a junho de 1961

O governo JK havia acabado cinco meses atrás, Jânio Quadros era o presidente e João Goulart, o vice. Estávamos a três anos de um golpe militar que moldaria gerações e marcaria para sempre a economia e as instituições de nosso país.

Em meio ao caos geopolítico mundial, Douglass North passeava pela cidade do Recife e se encaminhava para um encontro com Celso Furtado, então presidente da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE).

Antes de encontrar Furtado, porém, escreveu em seu diário um diagnóstico preciso do que parece ser a grande doença econômica brasileira: “Dirigindo pela cidade, vejo uma linda praia rodeada de adensamentos residenciais e comerciais bem pobres, com massas de desempregados e subempregados”.

O encontro ocorreu e os dois economistas concordaram em tantos pontos que Douglass North acreditou que Furtado estava apenas sendo cínico ou educado. North voltaria aos Estados Unidos e recomendaria investimentos no IBRE/FGV. Já Furtado permaneceria no Brasil e, para sua frustração, observaria que é impossível reduzir desigualdade social sem antes consertar a moeda circulante na economia.

O breve encontro ilustra perfeitamente o tema deste artigo. Aqui vamos contar três histórias, sobre as quais você realmente deveria perguntar aos seus pais durante a quarentena, a respeito de como nosso vício em inflação nos transformou no eterno “país do futuro”.

Claro que é muito difícil selecionar apenas três histórias inflacionistas. O Brasil é um prato cheio de caos social e políticas econômicas desastrosas. Via de regra, seguimos a América Latina e estamos fadados a incorrer em populismos econômicos que, ao primeiro sinal iminente de falha, buscam remédios milagrosos e curas esotéricas

Mas a verdade é uma só, e muito bem sintetizada por Pedro Malan, ex-ministro da fazenda: No Brasil, o futuro é duvidoso e o passado é incerto.

Milagre Econômico

“O Milagre da Produtividade: Deus é brasileiro, é carioca, é funcionário do Estado e é agente fiscal!” – afirmava ao Jornal do Brasil um “fiscal” que havia acabado de ganhar um bônus de produtividade por seu trabalho. 

Nada resume melhor o que foi o Milagre Econômico de Delfim Netto do que um “fiscal” — sem qualquer especificação sobre o que fiscalizava — receber um aumento em meio a um dos maiores erros de política econômica na história do Brasil.

A história do Milagre começa com o Programa de Ação Econômica do Governo (PAEG). Ele foi implementado no começo da ditadura, trazendo medidas de cunho ortodoxo que reduziram inflação, o déficit fiscal e a emissão de moeda, além de corrigir algumas distorções tributárias. 

O gráfico a seguir mostra a desaceleração na taxa de crescimento da oferta monetária e da base monetária a partir do final de 1965 até o corte de três zeros de março de 1967 (quando o gráfico perde a validade). 

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Gráfico 2: evolução da base monetária e do M1 até março de 1967, quando são cortados três zeros da moeda

Agora, o mesmo gráfico, só que mostrando a taxa de crescimento acumulado em 12 meses de ambas as variáveis. A base monetária, que chegou a crescer 100% em 12 meses, passou a crescer “apenas” 20%.

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Gráfico 3: taxa de crescimento acumulada em 12 meses da base monetária e da oferta monetária

E a inflação de preços começou a ceder. O gráfico a seguir mostra a evolução do IGP-DI (único índice nacional disponível desde aquela época). Como se trata de uma média móvel de 12 meses, o valor na coluna da esquerda se refere a valores mensais. Para saber o valor acumulado a cada 12 meses, basta elevar o valor da coluna da esquerda ao expoente 12. Assim, o valor de 5,75 significa uma inflação de preços de 95% em 12 meses (1,0575ˆ12).

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Gráfico 4: evolução mensal do IGP-DI (média móvel acumulada em 12 meses).

No entanto, políticas Econômicas acertadas no Brasil parecem apenas  desculpas para incorrer em devaneios inflacionistas pouco tempo depois.

E foi exatamente isso o que aconteceu quando o 1º Choque do Petróleo atingiu o Brasil em 1973. Emílio Garrastazu Médici, então ditador do Brasil, viu-se obrigado a escolher entre duas soluções para a crise externa: i) Continuar as reformas ortodoxas e tentar corrigir a trajetória inflacionária da moeda; ou ii) Gastar, se endividar e criar infraestrutura por meio da inflação.

E foi construindo a TransAmazônica, Itaipú e a Ponte Rio-Niterói que o governo militar optou por destruir a terceira moeda brasileira e inaugurar os Planos Nacionais de Desenvolvimento I e II, os famosos PNDs. Foi nessa época que o regime decidiu massificar a corrupção ao criar 231 novas empresas públicas, desmembrando a Vale do Rio Doce e a Petrobrás em imensos conglomerados com diversas subsidiárias.

Apesar da cortina de fumaça da ditadura, alguns casos de corrupção, como os superfaturamentos da Odebrecht em Angra I e II, ganharam a mídia internacional e chegaram a ser denunciados pela revista alemã Der Spiegel. A construtora, que começou o regime como uma pequena empreiteira local, apresentaria o segundo maior faturamento do país em 1979, ao diversificar seus nefastos conluios com o Estado ao setor petroquímico.

Em 1985, a Ditadura Militar acabou. Eis o legado monetário e inflacionário. 

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Gráfico 5: taxa de crescimento acumulada em 12 meses da base monetária e da oferta monetária, de março de 1967 ao início de 1985. 

Observe que, até 1973, o valor médio de crescimento da base monetária foi de 30% ao ano. A partir de 1975, a taxa explode e começa a verdadeira hiperinflação monetária.

Ao final de 1984, a base monetária está se expandindo a uma taxa de quase 200% ao ano, o que significa que ela está sendo triplicada a cada 12 meses.

E eis a taxa de crescimento do IGP-DI (média móvel acumulada de 12 meses). No início de 1985, a taxa de crescimento em 12 meses estava em 231% (1,1050ˆ12). 

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Gráfico 6: evolução mensal do IGP-DI (média móvel acumulada em 12 meses).

Incorrendo em clichês, as consequências econômicas lúgubres do regime são observadas até hoje. E a primeira delas caiu no colo de um maranhense extremamente culto.

Os Fiscais do Sarney e a Hiperinflação Inercial

José Sarney se formou em Direito em 1953 e adentrou a cena de emergentes poetas maranhenses no auge do Realismo Mágico latino-americano. Como no Brasil a maioria das pessoas não gosta de poesia, Sarney acabou se tornando Deputado Federal pela UDN em 1958. 

Durante a Ditadura, escondeu-se na ARENA e, por meio de uma estranha diverticulite, assumiu a presidência de um país completamente dilacerado em 1985.

Sarney assumia o Brasil no 5º ano consecutivo de inflação anual acima de 200%. Na verdade, o Brasil enfrentaria quinze anos seguidos de inflação acumulada bem maior do que 100%

Pense dois segundos sobre o que isso significa: se você guardasse em seu colchão o seu 13º, ele perderia mais da metade de seu poder de compra até o Natal seguinte. E isso apenas se analisarmos em média, porque, em alguns momentos, a inflação alcançava inacreditáveis 42% mensais.

E foi tentando consertar a moeda que José incubiu João Sayad de promover uma saída heterodoxa para o problema inflacionário. Assim nascia o Plano Cruzado, três zeros a menos aqui, congelamento amplo de preços por doze meses acolá, algumas pitadas de reajuste salarial automático sempre que a inflação atingisse ou ultrapasse 20%, e pronto! A receita para o desastre já estava no forno e seria servida a qualquer momento.

O plano não deu certo, mas não foi por falta de tentativa. Já que ressuscitando no melhor espírito ufanista de que “Deus é Agente Fiscal”, Sarney decidiu convocar o que ficou batizado popularmente de: “Fiscais do Sarney“. Recriando à moda brasileira o dilema regulatório: “Who Watches the Watchmen”, todo e qualquer cidadão que observasse um supermercado aumentando o preço de seus produtos, e furando o congelamento, poderia denunciar ao governo a prática e restaurar um ininteligível equilíbrio econômico.

Mas o sistema de preços é algo inerente à vida em sociedade e, não adiantava subverter seu funcionamento, porque as consequências de qualquer intervenção desta magnitude sempre serão implacáveis. O governo do poeta se encerraria em 1990. O Brasil estava sem reservas internacionais, havia declarado uma moratória em 1987, estava com uma inflação galopante, em um crescimento econômico insustentável e às vésperas de escolher um presidente pela primeira vez em trinta anos.

Eis a evolução do IGP-DI desde 1967 (média móvel mensal em 12 meses). Em março de 1990, a taxa acumulada em 12 meses foi de 6.910%. 

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Gráfico 7: evolução mensal do IGP-DI (média móvel acumulada em 12 meses). Observe a queda artificial durante ao Plano Cruzado, em 1986.

O confisco da poupança

Retomando a desvalorização da moeda como uma visão de estado, tem início o governo de Fernando Collor de Mello. Apesar de prometer em campanha uma agenda liberal de abertura econômica, privatizações de estatais e caça aos marajás, Fernando traumatizou uma geração de brasileiros ao determinar o confisco da poupança em seu Plano Collor I.

Tudo começou como sempre começava: completa mudança da equipe econômica, alteração do nome da moeda circulante e corte na quantidade de zeros. No dia 16 de Março de 1990, Zélia Cardoso de Mello, então Ministra da Fazenda, determinou que 80% de todos os depósitos do overnight que excedessem NCz$ 50.000,00 fossem congelados por dezoito meses. A medida era uma tentativa desesperada de conter a hiperinflação que corroía o poder de compra e o futuro dos brasileiros.

Não deu certo. E não deu pelo que talvez seja a história mais surreal de toda a economia brasileira: o Brasil não tinha um Banco Central, propriamente dito, em 1991. A Base Monetária poderia ser expandida, sem um controle centralizado, por qualquer banco estadual (narrado em mais detalhes aqui). Qualquer ente federativo poderia emitir a própria dívida, ao invés de recorrer ao Tesouro Nacional e solicitar recuperação fiscal.

Com a novela em andamento, e nenhum esforço político de um Presidente da República que caminhava para o seu próprio impeachment, o brasileiro observou inerte a inflação anual de 1993 alcançar 2.447,15%. (Confira aqui os gráficos da evolução da Base Monetária e da Oferta Monetária no período Collor).

Não existem analogias palpáveis para compreender o que é vivenciar uma inflação de mais de dois mil por cento ao ano. Não há patrimônio que aguente quando o Brasil decide ser o Brasil. 

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Gráfico 8: evolução mensal do IGP-DI (média móvel acumulada em 12 meses). Após forte queda com o congelamento do Plano Collor, tudo volta ao “normal”.

O preço de nascer brasileiro

Em 1994, após o impeachment e o governo interino, veio a estabilização da moeda. O Real, ao seu modo, curou o Brasil da hiperinflação. No entanto, o problema institucional gerado por essa ferida é incurável no curto e no médio prazos.

A realidade é que a hiperinflação não corroeu apenas o patrimônio de sua família durante quinze anos. O problema inflacionário corroeu a sensibilidade do brasileiro em perceber de forma acurada fenômenos de encarecimento generalizado nos preços.

Possivelmente, o melhor exemplo disso é a crença popular que o Real estabilizou a inflação e que nós, brasileiros, não temos mais que lidar com esse problema. A melhor e mais estável moeda brasileira já sofreu 452,9% de inflação nos últimos 26 anos. O dólar, mesmo sendo uma moeda fiduciária, precisou de mais de 50 anos para produzir a mesma quantidade de inflação. Já o Bitcoin e o ouro, por exemplo, jamais conseguirão produzir essa quantidade inflação.

Na verdade, não existe forma melhor de visualizar a história monetária brasileira do que realizar a conversão monetária entre um cruzado, quando foi concebido em 1942, e um real, em seu valor atual (maio de 2020): R$ 1 = Cr$ 3.741.195.622.457.685,77 (três vírgula sete quatrilhões de cruzeiros). 

São 374 quatrilhões por cento de inflação.

Esse é o verdadeiro preço de nascer brasileiro e se expor às nossas moedas e políticas econômicas no longo prazo.

Este artigo foi originalmente publicado no site blocktrends.com.br

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177 comentários em “Três breves histórias hiperinflacionárias do Brasil”

  1. Ótimo apanhado. Na década de 80, cortaram três zeros da moeda duas vezes! Uma em fevereiro de 1986 (do cruzeiro para o cruzado) e outra em janeiro de 1989 (do cruzado para o cruzado novo).

    A coisa era tão ridícula que no segundo corte de zeros (do cruzado para o cruzado novo), o governo continuou emitindo as mesmas moedas do cruzado, mas meteu um carimbo nas cédulas dizendo que eram aqueles valores (o do carimbo) que importavam, o não o valor de face da cédula.

    Aqui tem um foto:

    produto.mercadolivre.com.br/MLB-909971910-50-cedulas-de-1-cruzado-novo-com-carimbo-fe-sequncia-_JM

  2. Legal o artigo.

    Agora nós temos uma inflação controlada e um crescimento pífio.

    O que é melhor: crescimento com inflação ou estagnação sem inflação?

    Abstraia se esse é um trade-off verdadeiro, dado que é uma discussão, não nego, mas não o ponto da pergunta. Digam só o que melhor.

  3. E o excelentíssimo BACEN continua com a mesma mentalidade de que imprimir cédulas e dígitos eletrônicos é a solução mágica.

    A SELIC (taxa do juro interbancário) está em ridículos 2,25%.

  4. “Antes de encontrar Furtado, porém, escreveu em seu diário um diagnóstico preciso do que parece ser a grande doença econômica brasileira: “Dirigindo pela cidade, vejo uma linda praia rodeada de adensamentos residenciais e comerciais bem pobres, com massas de desempregados e subempregados”.

    Caramba, fiquei até curioso (será que ele tirou fotos?). Bom, vindo de um americano que estava vivenciando um dos períodos de maior expansão econômica do país, então é normal ele ter essa visão. Melhorou depois do Plano Real, mas continuamos na mediocridade e o Brasil continua um grande recanto de informalidade. Se analisado só pelas fotos das décadas de 50 e 60, muitos pedaços de cidades brasileiras eram realmente muito bonitos e elegantes.

    Poxa! Eu fiquei com um rascunho parado sobre a economia do regime militar, e ia escrever sobre o Plano Collor, e eis que o autor já conseguiu condensar aquilo que eu fiquei procurando. Que bom! Inclusive conseguiram achar vários dos dados que eu não conseguia achar nem a pau, como o M1 (eu acabei achando em um texto em Inglês publicado no Fed de Minneapolis, eu pedi autorização para os autores para eu usar no meu artigo, mas eu nunca recebi retorno). Parabéns Marcelo.

    Uma pergunta meio estúpida: se o Collor tivesse confiscado esses ativos, mas todos os bancos parassem de expandir a base monetária, o que aconteceria, afinal?

    Pena que o Plano Real apesar de ter dado certo, recorreu ao erro: talvez por querer inovar ou por vaidade, ao invés de dolarizarem a economia como no Equador, El Salvador e Panamá, criaram uma moeda nova por um esquema mirabolante e hoje estamos vivenciando as consequências de termos políticos controlando a nossa moeda. Houvesse adotado o dólar em 1993, nosso padrão de vida hoje estaria muito maior. Talvez nem o Lula tivesse sido eleito em 2002.

  5. Que artigo incrível, é absurdo a forma como a inflação destrói de maneira implacável a renda e ao mesmo tempo é tão defendida. Pesquisando sobre o Encilhamento e o período anterior, eu logo descobri que a inflação é característica do Brasil desde antes dele existir de fato, já havia inflação e desvalorização desde o primeiro reinado (o mais antigo que encontrei de informação).

    Independente disso, ainda é possível um futuro mais promissor, mas vai demorar, não será amanhã e nem nas próximas eleições.

    Mas o medo do Brasil resolver voltar a ser de fato Brasil é muito grande. Não há patrimônio que seja capaz de resistir.

  6. Hitler tentou ser artista, não foi reconhecido como alguém talentoso e virou político. Detonou a Alemanha.

    Sarney tentou ser artista, não foi aclamado pelas massas e virou político. Detonou o Brasil.

    Senhoras e senhores, eu creio que o pós-modernismo tem até um fundo de razão em aceitar que “tudo é arte”. Talvez estejam agindo como uma barragem, impedindo diversos Hitlers e Sarneys de engendrarem pelo mundo político? :thinkingemoji:

  7. Algo que me lembrei ao ler este artigo, é de que JAMAIS em minha vida escolar foi-me dito que é o governo que imprime moeda a torto e a direito.

    Curiosamente, nunca consegui ligar o fato de a impressão de dinheiro é que causa a inflação. Na verdade, ficava me perguntando como seria possível negociar cada vez mais bens e serviços, se não houvesse mais dinheiro disponível na economia. Na minha infância e adolescência ( anos 80 e 90), nunca alguém falou que preços poderiam diminuir, caso a oferta de produtos aumentasse. Só fui descobrir o conceito de deflação e seus benefícios lendo os artigos do Instituto Mises.

    Nunca tive uma aula de economia desde o fundamental até a faculdade (em parte porque eu escolhi mecânica), e percebo hoje como faz falta uma formação mais voltada para o mundo real, e não apenas as tecnicidades do currículo do MEC.

    Como bem diz o artigo, tantos anos de hiperinflação, destruíram o sentido de valor econômico no brasileiro, tanto que muitos ainda acham que comprar carro é investimento, comprar ouro é excentricidade, e que pessoas só ficam ricas ususrpando outros ( se um tem é porque outro não tem)

  8. A questão que já deveríamos abordar seria:

    Como sair da próxima inflação de dois dígitos?

    1 – Déficit das contas publicas em 2 dígitos (sem perspectiva nenhuma de mudança nisso com o congresso e suprema corte que temos atualmente.

    2 – Base monetária a 40% e M2 também alto (dinheiro fiduciário indo diretamente na veia da economia).

    Já sabemos que a solução austríaca (corte profundo nas despesas num tapa só e ancoragem da moeda em algo estável não será opção (devido ao fato número 1 e ao fato da escola de Chicago estar no comando da economia.).

    O que resta? Voltar a SELIC pra dois dígitos? Se a inflação estiver entre 10 e 20%, a SELIC teria que estar acima de 20%. E isso, como já sabemos, ativa uma espiral de desastres, a divida continuara a subir cada vez mais e voltaríamos a viver as décadas que esse artigo nos descreveu.

    E mais um adendo, a próxima eleição já é em 2022 (já viram o que está acontecendo na Argentina?), algo me diz que a esquerda fará isso (onde conseguir retornar ao poder) na america do sul inteira.

    O futuro é sombrio, senhores.

  9. Venezuela supera Brasil em hiperinflação e em número de mortos.

    sensoincomum.org/2020/06/18/ditadura-venezuelana-matou-11-328-pessoas-desde-2012/

  10. Para um país que construiu a sua capital usando apenas papel impresso na Casa da Moeda a inflação é mereca. Entravam caminhões em Brasília com madeira, cimento, areaia, etc. e saiam do Rio de janeiro caminhões de notas fresquinhas impressas às pressas na Casa da Moeda.

    Estamos pagando até hoje a construção de Brasília. O projetista de Brasília, Lúcio Costa, falou que foi maior empreendimento da história da humanidade, maior que as pirâmides do Egito. Acredito que ele está certo, pois afinal de contas o que tem de múmia enterrada lá não dá para comparar.

    O maior mistério das Pirâmides do Egito não é como foram construídas e sim o quanto as empreiteiras desviaram para construir estas obras, imagina o que foi desviado na construção da nosssa capital.

    Jogar nas costas da ditadura a culpa da inflação é uma visão míope da realidade brasileira. O roubo nestas terras começou em 1500 e nunca mais parou. Concordo com o Kanitz sobre o porquê do ataque à ditadura,

    blog.kanitz.com.br/erro-ditadura-militar/

  11. Pergunta aos seguidores do Instituto Mises: eu vejo em todo o debate entre marxistas e liberais, vejo sempre uma discussão semântica a cerca de certas palavras, especialmente capitalismo. Eu pergunto: qual é a definição de vocês de capitalismo e como vocês sustentam essa definição como certa e qual seria o erro da definição marxista?

  12. Olá pessoal. Excelente artigo e ótimos debates, como sempre aqui no Mises. Pergunto: diante da atual realidade, de selic 2,25% e déficit primário projetado de no mínimo 10% do PIB, o que o governo deve fazer, considerando o desenho constituicional e as forças políticas? Sabemos do ideal, mas até chegar neste liberalismo almejado, o que fazer?

  13. Caro amigo!

    Geralmente me considero um homem otimista, e certamente temos motivos para sermos otimistas. Por exemplo, conheci a EA através de um artigo aqui do IMB explicando o exemplo irlandês, se eu não me engano é um artigo de 2015 ou 2016, foi no mesmo ano da matéria que eu conheci a EA.

    Desde esse ano até hoje, sempre acompanho os artigos e os comentários sempre carregando otimismo, pois visualizei que o campo das ideias no Brasil economicamente evoluiu, quem não conhecia Mises e cia, agora conhecem. Hoje há mais questionamentos por parte dos planos econômicos e a própria mídia por mais que sejam um bando de desonestos, hoje sabem que os leitores são mais perceptíveis ao que está sendo falado, eu mesmo sou um exemplo vivo disso, pois quase não lia artigos de economia, por ser um assunto que eu não dominava e nem me interessava. Mas isso mudou.

    Certamente, acredito que a política econômica de Dilma e cia transformou mais liberais do que os próprios livros de autores liberais, pois ninguém sabia o que estava acontecendo e de repente tínhamos na internet artigos esplêndidos explicando todo esse fenômeno, algo que jornalistas nunca em sua toda arrogância explicaram para a grande massa do povo. Me lembro bem quando li o artigo do crescimento econômico do governo Lula escrito se eu não me engano pelo Leandro, aquele artigo quanto o da crise sub-prime de 2008, me deu uma nova visão de mundo, uma que não entendia, mas que fazia parte da minha vida e de todos nós, mas era confuso demais entender isso do establishment, pois não fazia sentido algum.

    O conhecimento desse novo mundo me deu mais confiança e otimismo, pois a cada ano, o número de comentários e comentaristas aumentavam constantemente, e muitos deles com perguntas simples que qualquer leitor já assíduo poderia responder, muitos deles procurando respostas para as suas dúvidas e certamente assim como eu estavam entrando em um novo mundo desconhecido para a grande massa, pois isso não foi ensinado na escola, mas sim ensinado por conta das circunstâncias da vida, independentemente da idade – o que certamente deveria ser um otimismo para muitas pessoas e o movimento liberal, eu mesmo queria ter conhecido a EA antes dos meus 20 anos, hoje tenho 25 e vendo um adolescente hoje lendo livros e artigos da EA me motiva e isso é um progresso, acontece devagar e é demorado, mas certamente o final vale a pena.

    O conhecimento arduamente conquistado, jamais será esquecido.

    Onde eu quero chegar?

    O progresso está acontecendo no Brasil lentamente, mas está acontecendo. Não falo economicamente, mas sim no campo das ideias, que é o que realmente muda o caráter sociológico de uma nação e cria a raiz cultural para mudanças práticas e visíveis na sociedade e consequentemente nas instituições.

    Eu certamente compartilho da frustração dos amigos aqui do IMB, mas essa frustração não pode ser aplicado no campo das ideias, no momento em que estamos em constante evolução e o próprio pensamento econômico está sendo moldado, mas novamente reitero que é um progresso lento e demorado.

    Eu vejo mais como um modelo suíço a ser seguido em que grande parte da sociedade detém essa raiz cultural, foram moldados por séculos até atingirem o progresso atual e se tornando de fato os mais liberais do mundo, inclusive influenciando os pais fundadores dos EUA. Pode-se argumentar que os EUA detém essa cultura, mas está sendo constantemente atacado tanto externamente quanto internamente, esses valores estão sendo alterados e repercute na sociedade americana, o exemplo da crise americana atual é o maior exemplo disso sobre a questão do racismo e policial. A diferença entre nós e eles, é que ainda estamos construindo esses valores, enquanto eles como sociedade já detém, mas que estão sendo hoje alterados devido a questões ideológicas, econômicas, filosóficas, culturais e geopolíticas.

    Nesse quesito, acredito que os suíços estão bem a frente de todos e certamente é o modelo a ser seguido e perseguido por nós brasileiros, onde teremos finalmente quebrado as correntes de negatividade da nossa nação e iremos atingir um novo patamar por mérito próprio.

    Creio também que esse caminho é o mais duradouro e efetivo do que um governante tomar o poder e centralizar para si todas as decisões nacionais e aplicar políticas liberais, se tornando um ditador “liberal” como Lee Kuan Yew ou Pinochet – por mais contraditório que isso seja. Esse ditador não terá a base de apoio necessário para garantir a longo prazo as medidas liberais, o que invariavelmente acontecerá no futuro reversões do que foi aplicado, em alguns casos se torna uma reversão constante como acontece hoje no Chile mesmo ou nos EUA desde a década de 2000 até os dias de hoje.

    Isso é o que faremos até chegarmos ao liberalismo “almejado”.

  14. Geórgia embarcou em reformas profundas e sem pena alguma. Hoje está entre as 15 economias mais livres do mundo. É mais pobre que o Brasil mas logo passam a gente.

    Talvez por questão também cultural, aquele paiseco que foi invadido pela Rússia e passou por décadas de comunismo da URSS, descartou a porcaria do gradualismo que muitos aqui no Brasil ainda apreciam, e foi rumo a grandes reformas econômicas.

    O mundo lá fora está mudando, enquanto aqui fica discutindo lucro do Banco Central, se congela aumento do funça, gradualismo e esmolas.

  15. Pessoal, o que vocês acham da MP 984, anunciada pelo Bolsonaro?

    O Bonner até apareceu no JN dando uma resposta toda formal, falando que isso não iria interferir nos contratos da Globo, e que os contratos são invioláveis. É verdade que o Bolsonaro parou de dar verbas para a Globo e é por isso que o governo dele é constantemente atacado pela emissora?

  16. É possível ter uma economia cujos juros são manipulados pelo banco central, em conjunto com o setor bancário operando com reservas fracionárias, ter um crescimento sustentável – sem a fase de ‘bust’ do ciclo econômico, ou com um ‘bust’ mais brando?

    Como todos os países operam desse modo seu sistema financeiro por que alguns atravessam crises clássicas de livro-texto austríaco (como o Brasil) enquanto outros são mais estáveis , (Áustria, Alemanha e Suíca)? O que torna alguns países mais robustos mesmo operando com alguma dose de intervencionismo?

    Eu estou estudando a TACE porém tenho algumas dúvidas, então ficaria extremamente grato se alguém pudesse responder.

    Muito obrigado.

  17. Vocês têm saudades de quando um real valia praticamente um dólar e era possível comprar um Galant V6 por R$ 46 mil? E isso que nessa época eles tinham voltado com as nojentas tarifas protecionistas (e piorou, para 70%, ante 50% anteriormente aos 20% com a redução).

    Esqueçam o Brasil.

  18. Pessoal, onde eu consigo essas taxas de juros de longo prazo, para eu comparar com a SELIC? Vi algumas pessoas dizendo que, apesar de a SELIC ter caído, os juros de longo prazo subiram.

  19. Excelente apanhado!

    Recentemente, resolvi conferir o comportamento do preço do ouro em dólar após a quebra do acordo de Bretton Woods em 1971. Esperava ver uma valorização constante e crescente do preço do metal devido à expansão da base monetária do dólar mundial, mas não foi isso que notei.

    Apesar de uma alta acelerada que durou até aproximadamente 1980, o dólar passou a ganhar força contra o ouro, desvalorizando o metal até meados dos anos 2000, portanto 20 anos de queda contínua de preços.

    O que explica este comportamento tão prolongado de aumento de poder de compra do dólar? Devido ao período prolongado, achei difícil encontrar explicações ligadas à questões fiscais ou até mesmo monetárias relacionadas à governos da época.

    Obrigado pela atenção!

  20. Uma notícia boa… além daquela gradual abertura no saneamento básico, o projeto de algumas mudanças na CNH foi aprovado na Câmara . Mas sabem o meu medo? O projeto virar lei, o Senador DPVAT ressurgir, reclamar para o STF e a lei ser revogada.

    O pessoal da Globo pelo jeito já ficou histérico.

  21. No Brasil de hoje, poderia existir governos estaduais supply-siders ou não? Pensei em alguém que simplesmente assumisse e reduzisse o próprio salário, de seus assessores e burocratas, reduzisse o ICMS e IPVA, entre outras coisas. Ou essas reduções seriam inviáveis por alguma restrição da CF/88 ou LC 101 (Lei de Responsabilidade Fiscal)? Os estados hoje quebram, aumentam gastos e impostos e querem dinheiro da União de mão beijada, o que é uma pornografia. Nesse ano será a mesma coisa, na verdade algo ainda pior. Talvez algo que copiasse os EUA, com condados também como divisão política.

    Não consigo imaginar como era o estado de São Paulo na época do Banespa. Depois da entrada do Mário Covas, o risco de o estado quebrar diminuiu bastante.

  22. O STF decidiu que os funças não podem ter corte de salário:

    politica.estadao.com.br/noticias/geral,decisao-do-stf-que-impede-corte-de-salario-de-servidor-publico-e-alvo-de-criticas,70003343955?utm_campaign=redes-sociais:062020:e&utm_medium=social-organic&utm_source=facebook:newsfeed&utm_content=

    É uma piada o fato de funcionários públicos decidirem sobre os privilégios deles mesmos. Até surpreende a mídia e alguns políticos criticarem essa decisão. Mas ainda assim o lobby dos funças é o mais poderoso do país. Você vai ter que trabalhar até morrer para pagar as lagostas do STF, e nada poder fazer a respeito.

  23. Real afundando com velocidade implacável (de novo).

    Essa é uma das razões de o câmbio flutuante ser um lixo para países instáveis, uma moeda de papel que simplesmente afunda por causa do humor dos políticos e burocratas.

    E câmbio flutuante nunca foi livre mercado, mesmo porque os juros são controlados e a moeda fiduciária é controlada por políticos e burocratas. É como se a nossa moeda fosse emitida pelos Correios.

  24. Leandro, esse congelamento feito no governo Collor nos depósitos de overnight foi em absolutamente todos os ativos, indo desde poupança até “investimentos” de títulos do governo brasileiro? O que eram esses depósitos overnight? Existe algum texto ou artigo detalhando o que foi esse congelamento? Porque eu até ia pesquisar por edições passadas da Veja, mas agora eles estão com paywall.

  25. Fazendo uma análise mais aprofundada no índice de preços, eu percebi que de 1944 até 1955, tivemos até alguns períodos com deflação de preços mensal.

    Calculando para alguns meses, vi de que em alguns meses o acumulado dos últimos doze meses não passava de 1 % ao ano (até mesmo no finzinho do governo Getúlio Vargas). Os resultados começaram a piorar após o início da década de 1950. Alguém aqui imaginou um Brasil com essa taxa de inflação? Só se estivéssemos no Brasil Colônia… Em 1942 é que nasceria o Cruzeiro.

    Não, não tenho a mínima ideia se o Brasil estava no regime Bretton Woods nesse tempo, no governo Dutra. Tempos atrás até dei uma pesquisada e não encontrei nada. Sei de que na década de 1960 ele não estava e começariam as gambiarras de desvalorizações cambiais controladas e padronizadas, conforme já dito aqui no IMB.

    Uma dúvida: quando o índice é negativo (exemplo: -2,5), então eu calculo para o acumulado dos últimos doze meses, o valor exato de “0,9500^12”, dando então em “0,54 %”?

  26. "O capitalismo não precisa de propaganda nem de apóstolos. Suas conquistas falam por si. O capitalismo entrega os bens."

    Mises

    * * *

  27. Pessoal, uma dúvida: caso o governo consiga autorizar o Banco Central a voltar a comprar, diretamente, títulos do Tesouro a fim de financiar um fundo voltado a investimentos em infraestrutura, já haveria a formação de uma hiperinflação?

  28. Alguém saberia me dizer qual foi o número exato de estatais criadas no governo Geisel? Pesquisei nesse artigo e até no livro referenciado, mas o livro parece que não tem à venda. Essas 231 novas estatais foram criadas durante todo o governo militar, ou foi somente em um governo militar específico?

  29. Pessoal, aqui diz que a inflação comeu o patrimônio das pessoas.

    E aquelas que tinham ações em bolsa, também foram prejudicadas?

    Porque olhando a inflação nos últimos doze meses, muitas ações negociam depreciadas.

    Alguém sabe me dizer se numa inflação pesada ativos como ações são prejudicados?

    Grata.

  30. Bem, com o estouro do teto, vim no site para ver os comentarios sobre riscos. Com esse artigo na primeira pagina, ja respondeu metade.

    Embora não creia em hiperinflação ainda. Podemos esperar mais inflação agora com o populismo eleitoral ?

  31. A capacidade de controle do Bacen via monepol vai pras cucuias se Guedes continuar Guidando no fiscal.

    E vai continuar.

    Ele tá vendido em Brasil.

    Gastando os tubos, tem chance de reeleger o chefe.

    Se não reeleger, arma a bomba pro próximo governo, o chefe volta pra oposição e continua parasitando o país, como sempre fez (e muito bem).

    É o maior win-win da história dessa pseudo-direita.

  32. Falando em inflação…

    Após uma constante desvalorização do nuevo sol peruano desde a eleição do Pedro Castillo, a moeda valorizou-se ante dólar nas últimas semanas.

    Pedro trocou o primeiro-ministro Guido Bellido (que falou em estatizar um campo de gás) pela Mirtha Vásquez, que disse que reescrever a constituição não era uma das prioridades do governo. Isso foi o suficiente para acalmar os investidores. O Banco Central de Reserva del Perú elevou os juros de 1 para 1,5 % nesse dia 7 de outubro. Vamos ver como será nos próximos meses.

    O Banco Central del Paraguay decidiu, nesse dia 21/10, em elevar a sua taxa básica de juros em 125 pontos base, de 1,5 para 2,75 %. A intenção é normalizar a política monetária e continuar isso nas reuniões de novembro e dezembro.

    A inflação de preços no país fechou o mês de setembro em 6,4 % (acumulado dos últimos doze meses), estourando a meta de inflação, que é de até 4 % (2 pontos percentuais para mais e para menos).

    No acumulado do ano, o guarani paraguaio acumula 0 % de valorização.

    Enquanto isso, o real volta a ficar bastante volátil, mais volátil do que moedas como o peso mexicano, que está sob um governo socialista.

  33. Deixei suas apostas sobre esses temas:

    1- Brasil 2022 no geral e qual vai ser das eleições

    2- EUA 2022

    3- Argentina 2022

    4- Europa e o desabastecimento

  34. Estado máximo, cidadão mínimo.

    1. Se for Bonoro x Molusco: Bonoro fica com 40% a 50? e Molusco com 20% a 30% dos votos. Se nem um dos dois se candidatar e tivermos uma batalha de postes: vai depender muito de quem será o poste do Bubasauro, mas ainda creio que ele vença. Economia segue a mesma, e Guedes provavelmente sairá do governo.

    2. Na mesma.

    3. O que mais pode-se esperar de um país que já fez tudo de errado e continua fazendo? Lamento muito por eles.

    4. Aqui é mais complexo. Creio que a crise se intensifique, vários protestos e outros “brexit’s” pipoquem pelo continente.

    P.S.: a zona de conflitos do mundo moderno anda meio quieta ultimamente. Por certo um novo confronto mais contundente surja por lá ano que vêm.

  35. 1- Lula x Bolsonaro; acho que o Bolsonaro vence, torço para isso, afinal democracia é isso mesmo, é torcer pelo menos ruim.

    Mas se o Bolsonaro perder, estou quase certo de que ele usará a mesma retórica do Trump, a de que a eleição foi fraudada e não duvido do Lula fazendo o mesmo caso perca.

    2- Violentos protestos envolvendo democratas vs republicanos, mais violentos ainda do que os da eleição passada, nenhum perdedor aceitando os resultados das eleições.

    3- Venezuela 2.0

    4- Politicamente correto, ideologia de gênero, feminismo, globalismo, agenda verde, etc… Todas essas agendas avançando ainda mais rápido, por isso vários países do leste europeu saindo do bloco, oooppps !!! eles morrem de medo da Rússia, logo é melhor ficar no bloco mesmo, dentro da Otan, e só fazer barulho inútil contra essa agenda…

    Digo barulho inútil, pois já prevejo ameaças à aqueles que se opuserem à agenda progressista européia; podem sofrer ameaças de expulsão da UE e da otan e com isso ficar a mercê da Rússia, o que eles morrem de medo.

    Logo vão aceitar tudo, gritando mas vão.

    Tem também a mamata de ficar encostado nos países ricos do ocidente.

    Vamos ver até onde o povo do leste europeu defende seus valores cristãos e conservadores, o futuro dirá.

  36. A primeira nota de real que recebi foi uma nota de R$5.

    Era novinha e linda (o primeiro dia do real R$1 = U$1).

    Pensei: “Uau! Estou com U$5 na mão!!!”

    * * *

  37. Douglass North também se mostrou cético sobre se os investimentos no ensino superior teriam algum resultado, além de ter relatado os problemas de falta de mão-de-obra qualificada e alto custo da energia elétrica.

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