Nota do Editor
Artigo originalmente publicado no dia 12/08/2020
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Phineas Gage era competente detonador de explosivos para as Estradas de Ferro Rutland & Burlington em Vermont. Porém, em 1848, teve sua cabeça atravessada por uma barra metálica de um metro de comprimento e seis quilos depois de acionar prematuramente o detonador.
Para a surpresa de todos, Gage sobreviveu ao rombo no cérebro.
Depois de alguns dias caminhava normalmente, utilizava as mãos com firmeza e não demonstrava dificuldades em comunicar-se.
Mas sofreu alterações em sua personalidade, e passou a falar coisas que surpreendiam àqueles que o conheciam. Morreu pouco mais de uma década depois, com poucos amigos.
Estará Paulo Guedes se tornando um Phineas Gage do planalto central? Serão o ‘centrão’ e o sistema a sua barra de ferro?
O homem que sustentou o discurso liberal da campanha de Jair Bolsonaro e angariou apoio popular às suas promessas de reformas, privatizações e enxugamento do estado deu lugar a outro Paulo Guedes com falas anormais: cúmplice de aumento de gastos, do centralismo fiscal e do aumento da arrecadação.
A reforma tributária em discussão é mais uma reforma perdulária, como as últimas duas, que aumentaram a carga em mais de 5% do PIB cada. A ideia é unificar vários impostos, inclusive estaduais e municipais, em uma só alíquota. A premissa é garantir arrecadação em proporção do PIB pelo menos igual à atual, e arrecadar o que for possível a mais para aumentar os gastos do governo.
Todos os operadores engajados na reforma atual — os secretários estaduais e municipais responsáveis pela arrecadação, a Receita, o Congresso, os representantes de setores que acreditam que podem se beneficiar e até mesmo os formuladores no Ministério da Economia e o próprio Paulo Guedes— são unânimes: “É preciso garantir que a arrecadação não caia”.
Ao bom entendedor sobre a realpolitik, um aumento de arrecadação está sendo cozinhado.
Desconsola a atitude dos formuladores de políticas públicas que se recusam a endereçar primeiro as causas fundamentais dos problemas brasileiros: o tamanho do estado e a gestão irresponsável das contas públicas.
O gráfico a seguir mostra, na linha azul, a evolução das receitas tributárias líquidas do governo (deduzida das restituições e incentivos fiscais) e, na linha vermelha, a evolução das despesas. Detalhe: as despesas não incluem o pagamento do serviço da dívida (juros e amortizações).
Atenção: como se trata de uma média móvel de 12 meses, o valor na coluna da esquerda se refere a valores mensais. Na prática, um valor de R$ 100 bilhões significa que, em um período de 12 meses, este foi o valor médio arrecadado (ou despendido) pelo governo a cada mês. Para se ter uma ideia do valor anual, basta multiplicar o valor por 12 (meses).
Gráfico 1: na linha azul, a evolução das receitas tributárias líquidas do governo; na linha vermelha, a evolução das despesas primárias (que exclui gastos com a dívida). Média móvel 12 meses. (Fonte e gráfico: Banco Central)
O gráfico foi estranhamente descontinuado pelo Banco Central, de modo que o último dado disponível é de agosto de 2019. Portanto, e obviamente, ele ainda não capta os efeitos da pandemia de Covid-19. Ainda assim, ele mostra bem a nossa doença: os gastos sobem de acordo com as receitas.
Trata-se da famosa Lei de Parkinson, que diz que, sempre que o governo eleva impostos, ele eleva seus gastos correntes. Os gastos do governo sempre sobem junto com o aumento das receitas. Isso é uma empiria observada no Brasil e no mundo.
Apenas a folha de salários de funcionários públicos, suas aposentadorias e o INSS representam 85% da arrecadação total de impostos. Essas rubricas engolirão todo o resto —educação, saúde, saneamento— se não forem imediatamente reformadas.
Contadores garantem que a proposta de reforma irá afetar a atual força motriz da economia: o setor de serviços, o micro e pequeno empreendedor responsável por mais de 50% do emprego em empresas.
Inicialmente, falou-se eliminar as vantagens do Simples. Agora, houve um recuo e o governo garante que o Simples não será alterado.
Adicionalmente, com o ICMS (estadual) e o ISS (municipal) sendo unificados em um tributo federal (e isso é exigência dos governadores), não mais haverá como estados e municípios competirem entre si pela atração de investimentos por meio de incentivos tributários. Trata-se da tão sonhada e nefasta “harmonização tributária“.
Ambas prejudicam o pequeno: o empreendedor, o município. Quando há regra única determinada de cima para baixo, ganha o influente, o próximo ao poder, o que tem tamanho e estrutura.
O economista treinado sabe que há enorme diferença entre a incidência legal e a econômica: quem paga o Darf não é quem sofre a perda. A análise econômica da contribuição patronal sobre a folha é reveladora: o empresário paga o Darf, mas o empregado é quem recebe menor salário em igual montante. O IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) de Bernard Appy e o CBS (Contribuição de Bens e Serviços) de Guedes são economicamente equivalentes ao Imposto de Renda, pois são impostos sobre as rendas do assalariado e do empreendedor.
Se for para prejudicar o pequeno empreendedor e município, para aumentar a carga tributária, e para criar novos impostos sem entender quem sofre economicamente, ou seja, fazer uma reforma no chute, seria melhor se concentrar na reforma administrativa.
Frustrações em série
É frustrante que Paulo Guedes, que participou comigo da fundação do Instituto Millenium, no longínquo ano de 2005, esteja confortável com premissas nada liberais. Ele sabe, sempre soube, que a causa fundamental do desajuste fiscal é a mesma da pobreza do país: um estado grande e gastador.
Mas em vez de sugerir uma micro-reforma desburocratizante, defende a CBS, que nada mais é do que uma ‘CPMF de máscara’ e lidera esse enorme aumento de impostos sobre o setor de serviços e da carga tributária em mais de R$ 50 bilhões com sua CBS de 12%. Já virou meme: é o (im)posto Ipiranga.
Guedes não conseguiu emplacar a reforma da Previdência de que gostaria. A matemática atuarial demonstra que a sobrevida da pirâmide da Previdência se estendeu por mais alguns poucos anos, seguindo com contas cada vez piores, até o inevitável colapso.
Até agora, não houve nada sobre a prometida abertura comercial, talvez a mais importante reforma micro-econômica. O país continua fechado.
Ademais, ele tem sido bloqueado pelo nosso “deep state” na reforma administrativa, a mais urgente. Continuamos a gastar vergonhosos (e crescentes) 85% da arrecadação federal com salários de funcionários públicos e aposentadorias, em detrimento de educação, saúde, segurança, saneamento, ambiente.
Reconheço os avanços da Lei de Liberdade Econômica — de longe, a melhor coisa feita pelo governo — e entendo as dificuldades de Guedes na árdua missão de diminuir o estado brasileiro. Mesmo dentro de seu ministério, ele enfrenta a máquina egressa de administrações anteriores (o famoso “estamento burocrático“), que sabota importantes mudanças. Mas não entendo a postura resignada.
Ao encarar as enormes dificuldades em construir politicamente a reforma do estado, optou por capitular e aceitar o velho Brasil: aumento de arrecadação e de gastos.
Agindo assim, Paulo Guedes tem se comportado como um “liberal em desconstrução”. Para voltar às origens, deveria simplificar o sistema com uma mini-reforma sem aumento de arrecadação, submeter a reforma administrativa, privatizar, e fazer a abertura comercial. Para esta plataforma, terá o apoio dos liberais.
Qualquer coisa além disso significa justificar a gastança que assola o Brasil há tantas décadas. Não é para isso que este governo foi eleito.
No século XVII, uma época de políticos mais francos, Jean-Baptiste Colbert, o ministro da economia do rei Luís XIV, afirmava que “a arte da tributação é a arte de depenar o ganso, obtendo o máximo de penas com o mínimo de grasnidos”. Os artistas já estão trabalhando. É hora de o brasileiro grasnar.
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Leia também:
Aviso ao Ciro Guedes: uma moeda desvalorizada é um ataque direto ao padrão de vida da população

Reforma tributária de SP prevê corte de 20% em benefícios fiscais do ICMS
A extinção de autarquias e concessões é bom.
O problema é que “tirar renúncia fiscal” nada mais é que aumento de impostos disfarçado, nada diferente do que o governador do RS propõe.
Ninguém quer abrir mão do ICMS.
Ajuste baseado em aumento de imposto só dá errado. Vide o ocorrido com os combustíveis, após aquele aumento feito pelo governo Temer. Preço explodiu com a desvalorização cambial e então tivemos a greve dos caminhoneiros.
Sobre o Guedes, melhor coisa é o Bolsonaro fechar o BCB, demitir ele e colocar um supply-sider no lugar e adotar uma moeda corrente forte como o dólar, como ocorre no Panamá. Isso vai ter um efeito sem igual no padrão de vida e irá forçar uma disciplina fiscal sem igual. Se ele não achar ninguém, coloca uma lata de lixo no lugar e continua procurando por candidatos. Até o Meirelles seria melhor.
Enquanto tivermos o BCB, vai ser difícil cortar privilégios do funcionalismo.
Por quê? Porque o BCB consegue amenizar os custos da gastança, através de expansão monetária.
Por que vocês acham que na Grécia eles tiveram que cortar gastos? Não podem imprimir drachmae. Equilibraram o orçamento depois de 2015. E isso num país com forte sindicalismo e lobby de funcionalismo, não pensem que lá é todo mundo liberal. E quem fez isso foi o partido Syriza, de extrema-esquerda.
Tire a moeda forte e dê um banco central a eles, que eles viram a Argentina rapidinho.
Aqui, com um governo “de direita”, é um choro até para congelar aumento do funcionalismo.
Agora no Brasil, fecha o BCB e adote uma moeda forte como o dólar para você ver o que acontece quando a coisa aperta. É quase um padrão-ouro. Aí tem que cortar salário de funcionalismo, pensões, fechar ministério, vender universidade, secretaria, desregular, etc… ou isso ou o funcionalismo fica sem salário e parcelado. Cláusula pétrea e direito adquirido somem quando começar a faltar dinheiro.
Não adianta o Bolsonaro demitir o Guedes e o Roberto Campos se não fechar junto o Banco Central do Brasil.
Sabem o que me impressiona? A dolarização conseguiu ser feita no Equador, supostamente com mentalidade similar à existente no Brasil, já que estamos na América Latina. O país continua atrasado e a instabilidade política e institucional são piores do que aqui, mas o dólar é praticamente o último bastião para impedir o colapso total.
E mais uma vez o sonho de um Brasil mais desburocratizado vai por água abaixo.
Paulo Guedes apenas está sendo Paulo Guedes! Não aconteceu absolutamente nada…ainda!!!
“This is the end
Beautiful friend
This is the end
My only friend, the end
Of our elaborate plans, the end
Of everything that stands, the end
No safety or surprise, the end”
Só tem uma língua que esses crápulas entendem: a da torneira fechada.
Guia de imposto, aqui, já está indo para o lixo.
Num país onde malandros recebem 600 reais enquanto estudante de bolsa científica recebe 400, funcionários públicos se gabam de ficar em casa recebendo sem trabalhar e ainda pleitearam aumento, onde construiram um monte de hospital de campanha a troco de nada (bastaria equipar os hospitais já existentes)……..vcs acham que o dinheiro pra tamanho descalabro viria de onde…..DOS PAGADORES DE IMPOSTOS!!!!!!
Ele de fato decepcionou, mas nessas questões de tributos e reformas eu entendo que essa é a realidade da política, infelizmente.
Olha só um exemplo do que estou dizendo: Você quer cortar impostos, não dá porque há um déficit enorme e crescente. Então quero cortar gastos, não dá porque mais de 90% dos gastos são obrigatórios e outros 10% são em maioria gastos sensiveis a população, investimento, educação e saúde. Além disso o governo precisa de apoio no congresso para fazer alguma coisa e para ter apoio tem que liberar dinheiro, ainda para piorar tem uma quarentena. A realidade política é isso daí.
Outro exemplo é a reforma da previdência, Guedes até tem expressado o desejo de uma previdência em regime de capitalização, mas haverá apoio político? obviamente não, então faz o que é possível, uma reforminha no regime atual para ao menos amenizar o rombo no próximos anos.
Brasil hospício nosso de cada dia,a corte portuguesa se foi,mas sua herança maldita de privilégios e desprezo ao povo continua reinando nos corações de nossos governantes, e suas promessas não cumpridas, nossas esperanças desfeitas a cada quatro anos de reis temporários e mentirosos.Haja coração…
Perfeito. Só discordo num ponto, Guedes não deveria propor um mini reforma, mas uma implosão do sistema atual, propor uma reforma que colocasse o Brasil no top 10 de competitividade tributária em termos de burocracia para se pagar impostos.
Passaria? Provavelmente não. Mas se é pra fracassar, melhor fracassar tentando algo grandioso que ter sucesso em algo medíocre.
das promessas de campanha que o pauno guedes poderia muito bem ter ido atrás e que me ajudaria imensamente seria permitir contas em dólar no brasil
pra variar , toda boa proposta morre depois do período eleitoral , nunca mais se falou nisso
imagine trocar os atores de uma novela ruim : você até pode ter simpatia por algum dos novos atores e com isso a novela ser menos sofrível pra vc , mas o script , a produção , continuam a mesma m*
e não é que as coisas não funcionem , elas foram feitas pra funcionar assim
A recente debandada (palavra que o próprio Guedes usou) de secretários é de algo mais profundo. O governo está claramente rachado desde do início da pandemia, e na área econômica isso ficou mais evidente depois da reunião ministerial vazada pelo STF.
Estava claro ali que Rogério Marinho mais a ala militar estavam (e estão) fazendo pressão para ligar a impressora de vez. É o tal plano “pró-Brasil”. Ao que tudo indica, essa ala está mais forte do nunca e pode ganhar a guerra.
P.S.: A palavra “debandada” e a entrevista coletiva do Guedes anunciando a saída dos secretários acenderam sinal de alerta. Ele disse: “estão sugerindo pular a cerca e furar teto e vão levar o presidente para uma zona de incerteza, uma zona sombria.”
Claro sinal que está perdendo a guerra interna.
Complementando o texto
youtu.be/GmwT0hpkLHY
A grande verdade é que tudo foi embora, no momento que pararam de enxugar gastos e começaram a aumentar eles. Ter mais imposto ou não é irrelevante, o problema continua sendo os gastos do governo, porque se o imposto não cobrir, inflação, juros bancários e até mesmo as ações em bolsa, irão ser usado na conta.
Nos EUA um produto custa 100 dólares na prateleira, mas para vc levá-lo para a sua casa vc vai pagar os 100 dólares mais 6% de imposto. Dois anos depois vc vende o produto usado por 100 dólares menos x dólares de depreciação. No Brasil vc compra um carro novo por 60 mil reais com 50% de impostos. Dois anos depois vc vende o carro usado por 50 mil. Nesse país as pessoas vendem impostos! Juros! Que juros? Desde quando agiotar é cobrar juros? Somente neste país!
Vou escrever um conto. Em resumo vai ser um tema assim:” Você compraria os meus impostos? Vc compraria os meus tributos, José? Não compraria não. Nem vc Melequias. Também não compraria. Puderá, quem em sã consciência compraria tributos de alguém? Esta certo, vamos mudar de assunto. Vou vender o meu carro. Tem dois anos de uso. Vocês tem interesse? Tem baixa quilometragem, mecânica em ordem, lataria conservada e eu ainda faço um desconto a preço abaixo da “tabela” do mercado. Alguém quer comprar?
Essa situação me fez lembrar do André Lara Resende. Ele foi um dos responsáveis pelo Plano Cruzado. Depois, esteve envolvido no Plano Real (que era totalmente oposto ao Plano Cruzado). Anos depois, com o colapso do arranjo atrelado, chegou a sugerir até Currency Board ao Brasil, coisa que o Malan se recusou a aplicar (também não sei o porquê). Hoje ele defende a TMM. No mínimo, estranho.
Salim Mattar explica, ao Brazil Journal, por que deixou o governo.
Recomendo ler o artigo na íntegra, mas gostaria de destacar alguns trechos:
“A Secretaria de Desestatização que fui ocupar era nova e, por falta de experiencia nossa e daqueles que elaboraram o respectivo decreto para sua implementação, ficou com as atribuições mas sem a autoridade para execução. O arcabouço legal do processo de desestatização é complexo e moroso. São quinze agentes envolvidos, do Presidente ao ministro setorial, do TCU ao BNDES. Tudo torna o processo burocrático, lento e, por mais que alguns se esforcem, não conseguem acelerar as coisas.
Os grupos de interesse, absolutamente legítimos e naturais em uma democracia, dificultam o processo de desestatização. Assim, o establishment composto diretamente pelos empregados públicos, sindicatos, fornecedores, comunidades, políticos locais, partidos de esquerda e lideranças políticas têm sido uma barreira natural para a privatização.
Exemplo foi a Medida Provisória 902, que acabava com o monopólio da Casa da Moeda para impressão de papel moeda, condição básica para a sua privatização, que acabou não sendo aprovada pelo Congresso. Em outras palavras, o Congresso disse não à privatização. Muitas estatais como Eletrobras, Hemobrás, Correios e EBC necessitam de aprovação do Congresso num governo que não possui uma base de sustentação em ambas as casas”.
(…)
“Diferentemente do que se propagava, o Brasil não tinha apenas 134 empresas, número este que nos foi informado no período de transição de governo. Iniciamos uma análise mais detida e encontramos 698 empresas entre as de controle direto, suas subsidiárias, coligadas e com simples participações. O estado-empresário é gigantesco e não quer ser amputado.
A Caixa tinha participação num banco na Venezuela (já extinto) e o Banco do Brasil, num banco no Egito. Em síntese: governos anteriores violaram o artigo 173 da Constituição Federal abrindo empresas para competir com a iniciativa privada em setores de seguros, resseguros, cartões de crédito, cobrança, prestação de serviços e por aí vai”.
(…)
“Deixei o governo porque, em minha análise de esforço despendido versus resultados obtidos, a conta foi negativa. Concluí que dedicando meu tempo aos institutos liberais Brasil afora, posso continuar contribuindo para a construção de um país melhor, com menos estado, menos oneroso para o cidadão e menor interferência na vida privada. Um país onde a liberdade seja o seu maior valor”.
Não aconteceu nada de anormal com Paulo Guedes.
Falar é sempre muito fácil pra quem está do lado de fora.
Todo mundo é macho. Ele era antes e durante a campanha. Lá dentro a coisa é diferente.
Na hora do vamos ver, ele tem um orçamento público pra equilibrar e precisa fazer isso no curto prazo pq em 2 anos o chefe disputa outra eleição, e o Brasil não pode sofrer downgrade de nenhuma agência de rating pq isso supostamente comprometeria a base estável pra retomar crescimento em 2021.
Pode colocar ressuscitar Mises e colocar ele pra cuidar do ME que o roteiro seria o mesmo.
istoe.com.br/governo-vai-trocar-lider-na-camara-por-nome-do-centrao/?fbclid=IwAR2dqrDNN3APn7_wJLrhyk10SfZhpvwVl_1XOFuZwxdDZt51ru1kM-vN-U4
E o bolsonaro vai trocando os aliados. O fator política é muito mais forte.
“VW Passat deixa o Brasil após 26 anos: veja histórico”
“Depois do Ford Fusion, mais um sedã médio-grande deixa o mercado brasileiro: o Volkswagen Passat, que não está mais sendo importado — segundo confirmou a marca alemã — pela desvalorização do real frente ao euro. O modelo chegou ao Brasil por importação oficial em 1994, na terceira geração alemã reestilizada (código B4), embora algumas unidades do anterior B3 tenham vindo por empresa independentes. Ele passou por três grandes reformulações até chegar ao modelo que estava à venda por aqui desde 2016.”
Está ficando cada vez mais chato ser motorista no Brasil. Aqui a tendência é de cada vez mais concentração, do jeito que o país está no buraco, a moeda não presta e as tarifas de importação são norte-coreanas.
No dia 2 de dezembro de 2019, um euro custava R$ 4,52. No dia 2 de dezembro de 2019, um euro custava R$ 4,52. Agora está em R$ 6,40. Quem que aguenta?
Mas não reclamem, afinal com moeda fraca daqui a pouco a Gurgel ressurge competindo com marcas europeias e asiáticas por clientes. Logo teremos também uma nova Google. Os rentistas estão muito apavorados com os juros menores do que os da Suíça, afinal a subida dos preços dos títulos governamentais e a fuga por fundos cambiais e de ouro são tudo uma clara conspiração.
Nós sabemos que o marco alemão sempre foi um lixo de moeda, assim como o iene japonês, o won sul-coreano, a coroa sueca, o dólar americano e a libra esterlina. É aqui que a moeda é boa, por isso chama-se real, da época do Brasil Colônia, onde tínhamos moedas cunhadas em ouro. Os argentinos aprovam. Realmente boa.
Espero que saibam que é ironia.
Pessoal, eu peguei este gráfico histórico que vai do início do Plano Real até 8 de agosto, do preço do ouro em reais. Agora tenho algumas notas e perguntas que vocês devem saber mais que eu:
> Até 01/01/1999, o preço do ouro se manteve estável. Ainda era câmbio atrelado. Foi nesse período que o Brasil cresceu forte, inclusive a indústria.
> Veio o câmbio flutuante, o preço explodiu e passou a oscilar mais.
> Depois de 2002, com a eleição do Lula, o preço do ouro passou a oscilar mais. Isso é normal e inerente ao fato de o ouro se valorizar a longo prazo? De qualquer forma, de 2004 a 2011, o ouro passou a subir linearmente, de maneira calma.
> 2012 até fevereiro de 2016, outra subida mais forte. Após isso, uma contínua queda até março de 2018, quando voltou a subir em fevereiro.
> E então continuou subindo, mas de maneira linear. Após dezembro de 2019, o preço do ouro explodiu. O que causou esse súbito aumento foi o que, exatamente?
> Peguei também o gráfico, só que em dólares. Interessante que o preço do ouro ficou relativamente estável e foi depois de 2004, que o metal amarelo seguiu uma trajetória mais forte de valorização. Foi só após o Jack Lew falar sobre os benefícios de um dólar forte, e pronto, o ouro ficou mais barato, embora oscilando mais, e então o preço dele explodiu em dólares depois do fim do ano passado.
> Como a mídia mainstream enxerga a moeda forte em países desenvolvidos? Demoniza moeda forte e elogia inflação, igual ao Brasil? Em países desenvolvidos, o risco de surgir uma moeda estragada como o real brasileiro é nulo, pelo fato de esses países ainda serem economias livres e, portanto, mais abertas ao investimento estrangeiro e doméstico, portanto crescimento econômico?
Eu sei que já perguntei isso, mas vocês sabem como que eu formato o “Índice DXY” para a “versão brasileira”, colocando no lugar do dólar americano o real brasileiro, assim comparando a moeda brasileira perante as outras moedas do mundo? De qualquer forma, acho que é só isso por enquanto, obrigado a todos pela atenção e desculpem pelo excesso de perguntas e alguma mistura de temas e/ou assuntos. Eu espero ter entendido direito o gráfico.
PS: Alguém iluminado já conseguiu fazer um gráfico do preço do ouro do Brasil antes do Plano Real? Imagino a dificuldade que deve ser. No regime militar o Brasil já era garantido de não estar no Bretton Woods (antes provavelmente não, senão o país jamais teria dado espaço para JK ter inflacionado a moeda), pois eles manipulavam o cruzeiro (e o cruzeiro-novo).
Esse post me lembrou o vídeo do Raphael do Ideias Radicais sobre a reforma tributária do Paulo Guedes:
Lendo os comentários deste site, os comentários dos “conservadores raiz” em outro site e as análises de tantos especialistas, fico pensando que deveriamos ter uma qualidade infinitamente superior na nossa fauna política. Todos reclamam, mas todos corroboram o que está aí, com suas escolhas….
Temos 212 milhoes de:
– Técnicos de Futebol
– Economistas
– Juízes
– Epidemiologistas
– Médicos
– Jornalistas
– Engenheiros
– etc
Mas nas entranhas do Estado, nos Ministérios, no Congresso Nacional, na Suprema Corte, nas Agências Reguladoras, etc, temos a pior éscoria moral, ética e intelectual do país. Todos advindos das escolhas daqueles “gênios” que sabem e entendem de tudo…..
Um dia vou compreender tudo isto!
sindsep-sp.org.br/noticias/noticias/nota-de-repudio-a-materia-veiculada-no-jornal-nacional-que-ataca-os-servidores-publicos-5598?
919 bilhões com funcionalismo. E atacam qualquer notícia.
Mas a economia atual é muito voltada em serviços, em capacidade e especialização técnica do profissional e menos em ativos fixos. O maior ativo de uma empresa hoje é seu ativo de recursos humanos.
Não à toa as economias mais pujantes atualmente migraram de uma estrutura industrial para uma estrutura de serviços mais refinados. A consequencia direta desse fato é uma maior remuneração do trabalho especializado.
O mesmo ocorre no governo. O maior ativo do governo são seu recursos humanos altamente capacitados, preparados e que se não forem bem remunerados vão cair fora, sem os funcionários públicos nada na máquina pública anda.
Um aperitivo tivemos com a reforma da previdência. Ao ser aprovada, vários servidores aposentaram e o INSS começou a sofre com filas para aposentadoria, coisa que não ocorria há anos – na verdade, ocorria na época que o funcionalismo era mal remunerado e não atraía ninguém.
O mesmo passou a ocorrer com o Bolsa Família, passou a ter fila. O mesmo ocorreu com os testes pra covid, estão estocados no Ministério da Saude por falta de reagente. O mesmo ocorreu com o auxilio emergencial que demorou um tempão para ser disponibilizado e ainda foi feito com várias fraudes. Nesses casoso pode somar ainda que além do fato de os funcionários cairem fora, muitos foram destituídos para serem colocadas boquinhas para os milicos que obviamente não tem compentência a não ser pra bater continência e fazer ordem unida.
Portanto, é natural que o governo gaste muito com o funcionalismo, ou então Adeus serviços públicos
Preço do Bitcoin em reais atingiu alta histórica: R$ 63 mil. Só foi superado pelo preço no fim de 2017, quando quase chegou aos R$ 70 mil.
Ouro e Bitcoin são os dois itens que mais se valorizaram nesses últimos meses, inclusive em relação ao dólar americano.
Sabotam pra continuar mamando
http://www.istoedinheiro.com.br/nao-querem-privatizar-para-manter-toma-la-da-ca-2/?fbclid=IwAR1GNwEbkobOzYX5-saP2fYnd93oo-GvU2_TwQmpeaYqmbkQLEA7ronEo68
e vem ai o TRF-6
se vai melhorar a eficiencia do judiciario ? nao, nao vai
mas serao criados gordos e voltuosos cargos muito bem remunerados , cheios de beneficios , para um caminhao de parentes e amigos dos reis de banania
viva a liberdade !
Paulo Guedes está fazendo um grande plano. Em 2022 quando o dólar estiver em R$9,50 ele usará as reservas internacionais e pagara 50% da dívida brasileira, em uma tacada só, com isso o score brasileiro vai para AAA, inundando o Brasil de dólares e euros. Para aumentar o colchão de reservas internacionais que o Brasil gastou, Guedes permitira que pessoas físicas depositem qualquer moeda na poupança, conta corrente etc.
Guedes, aproveitando a manobra e a guerra entre EUA e China, criara as Novas Zonas Francas do Brasil, uma nova categoria de entidade da federação, lugares puramente empresariais (sem residências) onde todo mundo trabalha com CTVA e os trabalhadores e empresários votam em quem ira administrar a zona.Vendo que sua obra é boa ele criara o Ouro Real e a Prata Real, uma moeda de 10g de ouro e prata que qualquer pessoa pode comprar nas lotéricas e usar como poupança, nesta mesma linha ele se perguntara: “Se até mendigo paga imposto quando compra pinga, porque ele não tem acesso ao tesouro direto?” então para facilitar o acesso a divida brasileira ele criara a “TeleDivida Brasil” um titulo de divida publica vendido em todas as loterias como uma TeleSena.
Depois disso ele se voltará para os juros. Utilizando do principio do para-raios, ele pensará “Emprestar dinheiro dos outros, não é um direito…” então, ira subir os juros para conduzir todo capital especulativo que iria para imóveis, comida e outro ativos escassos devido aos baixos juros, para bens de capital que não afetam a vida dos pobres brasileiros como CDB e bolsa, trancado eles numa sandbox cancerígena sem molestar os outros.
Para tornar os imóveis um bem de consumo e cumprir sua função como moradia, sua equipe criara a “Bolsa Secreta” um dinheiro que será depositado de forma secreta nas contas dos candidatos que não tem casa ou que paguem aluguel, evitando coisas como “Hum… então ele ganhou dinheiro do governo, vou triplicar o preço” como aconteceu no MCMV. O financiamento vira do IPTU dos proprietários que alugam imóveis, assim o proprietário financia a casa do inquilino. Um excelente meio de forçar os 20 milhões de imóveis fechados e que nunca caem de preço, a voltarem a preços de mercados (imóveis de uso próprio estão isentos).
Para resolver o problema dos preços da energia Paulão vai criar o Novo Marco Energético. Dividindo em cinco entidades: Operador Nacional, Gerador, Distribuidor, Cooperativa de Postes e Consumidor. O operador controla a nível nacional as coisas só pra elas não explodirem. O gerador é qualquer pessoa física ou jurídica que gere energia, através de qualquer meio em qualquer quantidade, com o objetivo de servir a terceiros. A cooperativa é uma entidades sem fins lucrativos formados pelos geradores e distribuidores que devem distribuir entre si os custos da operação, mas sem ninguém ser o dono do poste, que tem a única função de gerenciar, ampliar e fazer manutenção nos poste. O distribuidor é qualquer empresa que compre energia do distribuidor e venda para o consumidor. O consumidor consome, e ele terá o direito de ficar off-grid e não pagar qualquer taxa mínima de energia. Todos os postes serão padronizados a nível nacional e o pdf do padrão será distribuído de forma livre e grátis para qualquer empresa construir eles, terminado assim com a teta de cada cidade ter um padrão diferente de poste e se beneficiando dos baixos custos da produção em massa. Os potes serão divididos em slots de antenas, telecomunicações, energia. Todo o poste deverá ter no mínimo 3 slots de energia num único poste, para permitir concorreria na distribuição de energia. A cidade ou região que não tiver empresas interessadas, formará uma cooperativa para assumir a tarefa. Não haverá impostos na energia elétrica por ser parte do “Grande Plano do Brasil Forte” do presidente Bolsonaro, o preço da energia vai cair para R$00,2 e atrairá muitas empresa fugindo da guerra da China.
Na educação Guedes vai fazer pressão para proibir o ensino integra por não respeitar a liberdade dos alunos, muito caro de manter e sendo basicamente um deposito de crianças para os pais se livrarem delas, as escolas terão no máximo 5 horas por dia, com foco, no inicio, a interpretação de texto e matemática simples e deixando as coisas mais abstratas da matemática, química e física para o final. Guedes distribuirá vouchers secretos para os alunos escolheres cursos nas horas vagas, nada de ensino integral ensinando torneiro mecânico quando ele queria ser maquiador.
Bolsonaro, aconselhado por Guedes, criara a Novo Língua Brasileira. “Uma Lingua ke se eskreve ezatamente como se fala, nada de presiozismo etimolojiko, esstinguindo o c, ç, q e unificando os sons em apenas uma letra”, só isso ira aumentar a produtividade em 5%.
Guedes percebendo que o voto é uma mercadoria, ira comprar o voto dos pobres antes que a esquerda ou o centrão faça, estabelecendo assim o Renda Básica no Brasil.
A informação esta dada, agora corra para a bolsa, antes que os outros descubram.
“Não é para isso que este governo foi eleito.” Talvez se o site parece de censurar os anarcocapitalistas houvesse ainda esperança para o blog.
Vários comentários… li todos, alguns bem irônicos como este do Richard Stallman. Porém, eu tenho algumas dúvidas e ponderações. A quem interessar ler e posteriormente responder, fique a vontade para gozar de sua liberdade, seja pra discordar, retrucar ou mesmo ironizar.
1- Tem um vídeo do Paulo Guedes, pelo Instituto Millenium, defendendo a independência do Banco Central. Uma organização independente do governo cuja função seria estritamente a preservação do poder de compra da moeda; i.e sua estabilidade. Vi aqui diversos comentários sugerindo a extinção do Banco Central, o que para mim está excelente também. Agora, em um arranjo onde o BC seja genuinamente independente e um onde ele seja inexistente, qual seria a diferença? Sem um banco central, não haveria inflação? Hoje com o dinheiro virtual, qualquer banco pode criar dinheiro do nada, o que impediria que isso acontecece desenfreadamente caso não houvesse um Banco Central?
2- Os comentários referentes ao agingantamento do estado, juntamente com o depoimento do sr. Salim Mattar, mostram que, como disse o capitão Nascimento; “o sistema é foda, parceiro”. O comentário expondo que para adotar o auxílio emergencial não houve austeridade e nem preocupação com meta de inflação e tudo mais, é uma verdade e concordo plenamente. Por mim tinha era que deixar a coisa arder. Agora, se mesmo com o presidente fazendo de tudo, antes, durante e depois do caos, para não ter lockdown, isolamento vertical, tratamento precoce; e que hoje estão visivelmente comprovadas que eram as melhores medidas; estão colocando na conta dele todos os mortos, o que seria se ele ainda não tivesse aprovado essa pitomba de auxílio? Infelizmente, a política é a arte do possível e não do correto. Certamente o presidento tomou essa decisão com visão unicamente política (a popularidade dele ruiria por completo, pois o STF e os governos estaduais continuariam com a farra e crucificariam o presidente por não apresentar nenhuma solução para a sociedade; ao invés de deixar a propria sociedade decidir como gerir essa palhaçada desse vírus Chinês)
3- A questão do comentário do Guedes sobre a ala das melancias quererem ligar a impressora de vez (caramba, os generais não são burros gente… como podem ainda querer imprimir dinheiro?? PQP não dá pra entender…) O presidente já disse várias vezes que não quer a impressora ligada, tanto ele quanto o ministro. Resta saber até quando isso vai durar…
4- Sobre a questão de usar a popularidade inicial para aprovar as reformas. Será que estou enganado ou o que eu vi foi o nosso estorvo de congresso enrolar, enrolar e desidratar TUDO que era proposto? A reforma da previdência, teve um comentário aqui que li onde o rapaz disse que foi aprovada com certa facilidade. Discordo categoricamente! Desidrataram a reforma de maneira absurda. Foi um paleativo pra empurrar mais um pouco com a barriga. E sim, para o colega que mencionou que “ninguém quer arcar com esse ônus”, é verdade, mas eu não vejo como errado o Executivo jogar no peito do Congresso e dizer “agora é com vocês!” Porque de fato era com eles, e eles mostraram que defendem a si próprios apenas, o que não é nenhuma novidade. A reforma inicial era UMA REFORMA, não esse remendo que fizeram. E olha que a população pressionou (na minha opinião), as pessoas foram para as ruas pedir pela REFORMA, e mesmo assim o Congresso aprovou o remendo.
Diante disso tudo, e a nossa dura realidade, quem aqui achou mesmo que o estado seria diminuído rapidamente? Eu sou contra a criação de um outro imposto, sou totalmente a favor de enxugar a máquina pública ao máximo o que já trará economias para a união. Porém, como o artigo do Hélio Beltrão colocou, “a receita não pode diminuir” pq se diminuir, como vai pagar a conta? ligando a impressora? Nós precisamos mesmo é auxiliar o governo. Ele é que precisa de auxílio. Como o outro colega colocou, o Bolsonaro é simpático sim ao livre mercado, ainda tem traços estatistas dentro dele, é verdade, mas ele, como ele proprio disse, evoluiu. Todo homem evolui. De que forma nós auxiliamos esse governo? Deixando de ficar somente na demagogia (que infelizmente acontece com muitos liberais e conservadores) e gastar munição, tempo, dinheiro, investir pesado em informar as pessoas para libertá-las! Os políticos que estão lá saíram do nosso meio, da sociedade, e pq não conseguimos montar bancada de pelo menos 300 deputados conservadores e liberais? Por que o brasileiro ainda é burro pra caralh… em termos de política. Ele usa a urna como uma privada! Ele tem a mentalidade completamente socialista (em termos econômicos) embora busque atitudes morais liberal/conservadoras. A mente da sociedade precisa ser liberta! Quando isso acontecer, um governo liberal será CONSEQUENCIA e não a causa.
Peço desculpas pelo texto longo, e mesmo de forma singela, agradeço a quem dispender de seu precioso e valiosíssimo tempo para ler o comentário de alguem que ainda está engatinhando em termos econômicos.
Valeu.
Sobre o comentário anterior… cliquei em enviar sem revisar (sem querer, foi no automático), então, caso haja erros gramaticais (que devem ter, com ctz), peço a gentileza de serem pacientes, tudo bem? rsrsrsrs
A história ensina que devemos ser contra qualquer reforma tributária que não seja precedida ou ao menos sincronizada com uma reforma administrativa. Todos os exemplos passados de alteração tributária sem essa condição precedente foram janelas para se aumentar a tributação e o gasto público. Não vejo uma alternativa que não leve a isso na condição estatal brasileira.
Pessoas, os dados de taxa de ocupação em porcentagem são bons para mensurar o desemprego? Por exemplo, na cidade onde moro, essa taxa de população ocupada ficou em 26,1% no ano de 2018. Isso é uma taxa “boa” ou “ruim”?
Para quem quiser ler:
“‘Se Bolsonaro acha que vai tirar o lado liberal e continuar com o mesmo apoio, está enganado’, diz presidente do Instituto Mises”
Eu só discordo de uma coisa: para mim o Guedes nunca foi liberal, pelo menos não naquilo que imagino como tal (em defender que o estado atue “só” na defesa, na justiça, lei e na polícia, nada mais). Não há nada de liberal em defender aumento de imposto e desvalorização da moeda, além de colocar uma política pombalista no BCB, que nada mais é que parecido com o que a Dilma impôs (tanto é que ele foi elogiado pelo Bresser-Pereira). Como é que ele me sugere uma recriação de imposto no ensino, livros e saúde, sendo que o Brasil tem nada mais que 92 tributos diferentes e o sistema tributário boliviano é mais fácil que o daqui? Nem Guido Mantega propôs recriação de imposto em livro. E outra coisa, quem disse que escola privada não paga imposto?
Pessoal, alguém sabe o nome daquele artigo recente onde é dito de que é impossível repassar todos os custos de impostos, onde é mostrado o tal do caso do imposto nos bens de luxo feito pelo Bush?
Estou fazendo uma pesquisa para colocar em um artigo novo meu, por isso estou perguntando.
Cômico é ver que tem gente que ainda acredita em político.
O momento que Paulo Guedes aceitou ser ministro é o momento em que ele deixou de ser liberal.
Não importa quem seja, se o Mises tivesse sido político no BR, qualquer palavra que tivesse dito teria sido vazia.
O diabo da Constituição, do deep state, do STF, da Velha Política… enfim, não sei se é possível sonhar. O governo das mudanças mostrou que, na verdade, pouco protagonismo tem o povo. Mas isso era presumível de acontecer. O Estado de Direito de Rousseau – que criou a classe política – distanciaria o povo das decisões políticas.
É desanimador morar no Brasil. Estou cada vez mais desiludido com esse país.
Quanto ao Ciro Guedes, se mostrou uma grande decepção. Jamais pensei que ele ia fazer isso com a moeda.
Eu não tinha a ilusão que isso aqui viraria uma Suíça com esse governo, mas esperava pelo menos que a esculhambação desse uma trégua. Mas parece que até isso foi ilusão.
Mas reconheço que nós temos o que merecemos. Os políticos são reflexo do povo. Nenhum deles caiu de paraquedas no poder, todos foram eleitos pela população. Eu acho que brasileiro gosta de ser cavalo de São Jorge. Gosta de ser gado. E isso não vai mudar. Então quem quiser viver num país decente, tem que fazer as malas e ir morar em outro lugar, porque o Brasil é o que é por causa do brasileiro.
Meu único consolo é saber que a outra opção que tínhamos no segundo turno era infinitamente pior. Pelo menos não viramos uma Venezuela.
Existe uma situação em economia que é o jogo da sinalização. A praxeologia nos mostra que as ações dos agentes econômicos tem um valor importante não só per se mas na sinalização que ela passa, na mensagem implícita que ali está.
Pois bem, queimar o Paulo Guedes a essa altura do campeonato nada mais será que enterrar as possibilidades de uma agenda liberal no governo. Vai ser interpretado que o liberalismo não funciona.
Ficar pentelhando em cima de filigranas como "ah o imposto do livro vai subir" ou "sempre que sobe imposto sobe o gasto" (o que aconteceu com a o limite ótimo da curva de Laffer que em tese teríamos ultrapassado?) é contraproducente.
Um economista liberal tão experiente como os grandes cabeças dos institutos liberais já deveriam saber que a agenda liberal gera recessão a curto prazo e prosperidade a longo. Demitamos todos os funcionários públicos hoje e amanhã o que terá é alto desemprego e queda bruta do consumo. Mas passados alguns anos essa enorme mão de obra é absorvida sem misallocation e a prosperidade vem.
Não serem claros e diretos com as pessoa que apoiam essa ideologia só gera confusão e perde credibilidade.
Respeitosamente
Liberal preocupado
Sejamos realistas.
Não daria para baixar impostos e manter os gastos no atual patamar.
Como bem lembrado no artigo, mais importante seria a reforma administrativa e as privatizações. Elas deveriam vir primeiro, pois abririam espaço para alguma redução de impostos.
Em um pacote onde o total de impostos seja reduzido, a criação da CBS não seria o fim do mundo. Devemos lembrar que o rastreamento do fluxo de recursos que a CBS proporcionaria seria uma ferramenta importante no combate à corrupção.
Alguém poderia me explicar como o Collor conseguiu reunir elementos supply-side (abertura comercial, privatizações, fusão de ministérios e corte de despesas) ao mesmo tempo em que ele fez medidas demand-side tais como congelar ativos e continuar imprimindo dinheiro? A hiperinflação mais intensa foi no governo dele. Foi da casa das centenas da década de 80 até aos milhares. Poxa, o cara simplesmente por portaria e/ou decreto foi lá e fez abertura comercial e reduziu tarifas (vejam o histórico das tarifas de importação nos carros da década de 90). Aquela proposta gradualista do Guedes de reduzir gradualmente as tarifas de importação é algo que não dá nem para jogar para compostagem, de tão ruim que é. Realmente, eu tenho de vontade de perguntar isso pessoalmente ao Collor, já que ele responde no Twitter mesmo…
Por que agora, em matéria de abertura comercial, tudo precisa ser por via de um acordo bilateral todo burocrático, ou mesmo com o aval do Mercosul (ou seja, nunca)? Bolsonaro está proibido por portaria de fazer abertura comercial?
A mídia está apostando que o Guedes vai cair em breve e que a era desenvolvimentista do gov. Bolsonaro vai começar pra valer. Liberais serão os novos inimigos da pátria, assim como o mercado financeiro (o presidento recentemente pediu mais patriotismo ao mercado financeiro como se isso fizesse algum sentido). A fala do Guedes sobre “zona de impeachment” não foi bem digerida pela Planalto. Centrão e desenvolvimentistas (e anti-lavajatistas) são a maioria esmagadora da base bolsonarista atual. Pelo menos o Moro saiu com algum prestígio, o PG vai virar piada pro resto da vida.
O que acham que vai acontecer?
Acho que ele, como o próprio Bolsonaro disse, achou que seria “mais fácil” governar e fazer reformas. Mas além do estamento burocrático e da esquerda raivosa, tiveram de enfrentar uma China hostil que investe, junto com conglomerados internacionais, contra a estabilidade política do país e das Américas de maneira geral, além de enfrentarem um colapso histérico mundial em torno de uma pandemia programada ou “bem-aproveitada”.
Trump nos EUA luta contra os mesmos adversários, mas lá pelo menos alguns estados e uma das casas do congresso, além de uma parte da própria suprema corte o apoiam. Aqui estão todos, com exceção dos fiéis eleitores, todos contra o governo numa espiral histérica que clama fascismos imaginários e atrasam o funcionamento do executivo e a agenda que poderia dinamizar o país, se é que isso é possível.
Chega uma hora que cansa. E os socialistas-esquerdistas apostam nisso para voltarem ao poder. Como fizeram na Argentina.
Alguem pode explicar o que significa o valor 7547 para as despesas e o valor 24394 para as receitas nas linhas vertical e horizontal fora do gráfico
Prezados senhores do Instituto Mises,
poderiam atualizar o seguinte artigo:
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2018
(A impiedosa destruição do real (números atualizados para agosto))?
Ou fazer um novo?
Atenciosamente,
Jaime.
Pessoas, peço que leiam essa matéria de 2006 do Meirelles.
Me chamou atenção esses pedaços:
“‘O bem público, por excelência, é a moeda nacional’, afirma, em tom religioso, Henrique Meirelles. ‘Minha principal missão é resguardar o poder de compra do real'”.
“- Isso é um equívoco. Ficam dizendo, ‘ah, se a inflação fosse um pouco mais alta, o crescimento seria maior’. Digo que não seria, que é uma ilusão pensar que é só deixar a inflação correr solta que o Brasil vai crescer. Digo que inflação dentro da meta leva o País a crescer exatamente dentro do seu potencial. O Banco Central não é o responsável pelo crescimento, mas só pela inflação. Estou me sentindo como o goleiro, que defende bem, mas que é criticado por não fazer gol.”
Alguém aqui viu o Paulo Guedes dizendo de que o BCB tem que manter estabilidade do poder de compra da moeda? Eu nunca vi. Nem do Roberto Campos.
Não sei como seria agora (pois o Meirelles falou umas coisas bastante esquisitas sobre inflação) mas acho que ele não seria pior que o Paulo Guedes, pois ele já tem histórico no currículo em dois governos, coisa que o Guedes não tem. Isso apesar de equívocos e do grave erro de ter aumentado impostos nos combustíveis.
Que vocês acham?
Bom texto. Hoje acordei com uma dúvida, é possível reduzir a base monetária do país para, supondo, a base de julho de 1994 (cerca de 10 bilhões de reais), quando começou o plano real? E isso seria bom ou ruim para a economia?
Até na Índia eles conseguiram reduzir impostos (gráfico mostrando imposto corporativo). Eles reduziram em 27,27%.
Imposto corporativo na Índia estava em 34,61% (no Brasil é 34%); reduziram para 25,17%.
Aqui no Brasil para você privatizar um peido tem que pedir desculpas e ainda é obrigado a ver “liberal” defendendo recriação de imposto.
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Olhem que maravilha esse presente do Senado… Anotícia.
Não adianta. Enquanto tivermos um Banco Central, funcionalismo vai ficar assim (só verem que a Grécia teve que fazer austeridade dura). Detalhe que até o governo socialista do Obrador cortou salários do funcionalismo (o próprio Obrador cortou o salário dele). Uruguai e Paraguai também diminuíram os salários do funcionalismo.
Critique isso nas redes sociais, leia comentários de gente defendendo a casta e vejam que enquanto existir isso, vai ser difícil combater privilégio do funcionalismo. Acho que até o Collor fez mais coisa em cortar privilégio dos funcionários estatais.
Fechando o BCB e adotando dólar ou Currency Board com uma outra moeda, se não cortar, vai ter que privatizar até os formigueiros das repartições. Aí o funcionalismo inteiro fica com salário parcelado, igual o Rio de Janeiro.
Governo vai propor reforma tributária em 4 fases
O governo, no entanto, enviará formalmente o texto de forma fracionada e apenas a fase 1 será oficialmente enviada nesta semana.
– Primeira fase: IVA federal/dual com PIS e Cofins
“Vamos começar pelo que nos une”, diz Guedes.
– Segunda fase: unificação de IPI, IOF e outros
Esse texto só deve ser enviado ao Congresso em cerca de 30 dias.
“A gente não vai esperar eles terminarem não, uma, duas, três semanas e mandamos outra. Vamos mandando em fases… Mandar tudo gera confusão”.
– Terceira fase: imposto de renda pessoas física e jurídica
“Vou tirar as deduções e vou baixar algumas alíquotas. A pessoa física paga hoje 27,5%”, diz o ministro Guedes.
“Quem cria emprego e inovação são as empresas, então a gente baixa o imposto das empresas para estimular investimentos. Agora, do outro lado, aumenta o imposto sobre dividendos. Se o o dinheiro ficar dentro da empresa o imposto cai”, diz Guedes.
– Quarta fase: imposto sobre transações digitais e desonerações da folha
“É o que nos divide”, diz Guedes, já que há grandes resistências no Congresso e na sociedade à criação de um novo imposto.
“É claro que eu quero desonerar, não quero mais esse regime. Por isso falei em imposto de base ampla. Não é CPMF, é mais amplo”.
Para compensar a perda de arrecadação com o redução do pagamento sobre a folha, a proposta é a criação de um novo imposto, sobre pagamentos digitais.
“O comércio eletrônico cresceu 70% este ano em relação ao ano passado, junho sobre junho. O coronavírus acelerou a digitalização. E o comércio eletrônico explodiu. É uma base interessante a ser tributada. E tem a moeda eletrônica. Temos que pensar nisso”.
noticias.r7.com/prisma/r7-planalto/governo-vai-propor-reforma-tributaria-em-4-fases-veja-quais-sao-18072020
É melhor partir para o separatismo.
Quer aumentar arrecadação aumente os impostos das instituições financeiras, sim essas que chegam a cobrar 13% ou 17% de juros em cheque especial e cartões de crédito
Ou melhor reduzam os salários de ministros, deputados e senadores
Melhor ainda reduzam quantidade de deputados, reduzindo salários e cadeiras a longo prazo sobraria no caixa bilhões para educação , saude e saniamento básico, mais é mais fácil aumentar impostos né? Deixar que o pobre trabalhador e o pequeno empresário pague a conta enquanto eles fingem que estão preocupados com o país com seus altos salários, carros de luxo, planos de saúde que a qualquer emergência os levam ao Ciro Libanes enquanto o pobre se vira com auxílios emergências e passa necessidade do básico e de dignidade que eles nos roubam todos os dia
Sem mencionar que Bolsonaro poderia extinguir vários cargos comissionados no executivo (São mais de 110mil), extinguir funções comissionadas dos servidores públicos (vocês não fazem ideia da quantidade de cargos onde o funcionário público é chefe de si mesmo), eliminar adicionais e gratificações.
Tudo isso sem o aval do congresso
Guedes pede ao setor de comércio exterior foco na Ásia, principalmente na Índia
“O Brasil vai exportar 1 trilhão de dólares pra China nos próximos dez anos. Imagina se fizermos a mesma coisa na Índia”, disse durante o 39º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex).
http://www.gazetadopovo.com.br/economia/breves/guedes-pede-ao-setor-de-comercio-exterior-foco-na-asia-principalmente-na-india/
Guedes fala de medida em 2020 para diminuir subsídios, diz que dólar já fez overshooting a R$ 5,80
(…)
Quanto ao câmbio, o ministro avaliou que o cenário já mudou.
"Estamos cientes que a taxa de câmbio já fez o overshooting, já foi para 5,80 (reais), e agora os fluxos – fluxos financeiros e fluxos de investimento – estão começando a vir", disse.
Sobre a volatilidade cambial, Guedes chamou a atenção para a existência de "duas ondas", sendo a primeira relacionada à nova realidade dos juros básicos no Brasil, que fez com que 70 bilhões a 80 bilhões de dólares em "dinheiro de arbitragem" deixasse o país.
Ele afirmou ainda que, com a chegada da pandemia, muitos previram quedas mais drásticas da economia brasileira, o que também aumentou a volatilidade.
"A volatilidade será reduzida de agora em diante porque reformas fundamentais estão sendo implementadas agora. E o grande salto, de uma vez por todas, que foi essa mudança de uma moeda sobrevalorizada para uma mais realista, já aconteceu – é de uma vez por todas, já aconteceu, de 3 para 5 (reais)", disse.
Questionado sobre a oferta de hedge cambial para investimentos de longo prazo no país, Guedes disse acreditar que isso será provido pelo mercado privado, mas pontuou que o governo "estará lá para oferecer isso também".
http://www.moneytimes.com.br/guedes-fala-de-medida-em-2020-para-diminuir-subsidios-diz-que-dolar-ja-fez-overshooting-a-r-580/
"A adoração do estado é a adoração da força. Não há ameaça mais perigosa para a civilização do que um governo de homens incompetentes, corruptos ou vis. Os piores males que a humanidade teve que suportar foram infligidos pelos governos."
Mises
* * *
O artigo de Hélio Beltrão foi PROFÉTICO. Ontem, quatro secretários deixaram o Ministério da Economia. Da equipe ORIGINAL de Paulo Guedes, só resta UM nome. A barreira do teto de gastos foi furada. O que virá, a seguir?
pergunta: Afinal, o que houve com Paulo Guedes?
resposta: encontrou a realidade política brasileira!…
como diria o sábio Capitão Nascimento, Paulo Guedes “caiu pra cima…”
Paulo Guedes, o pior ministro da economia que o Brasil já conheceu. Desbancou Guido Mantega.
Essa do furo do Teto de Gastos é pra arrebentar com o que resta do país. Tudo isso para atender os anseios do capitão cloroquina que está desesperado por VOTOS em meio ao recorde de desaprovação do seu desgoverno. Sabe que vai perder feio a eleição, afinal nunca se mostrou capaz de fazer alguma coisa que preste.
Vou ver nos noticiários se o Sérgio Moro decidiu se candidatar. O único caminho agora é a Terceira Via. Chega de extremismo de direita e esquerda.
Concordo, Paulo Guedes decepcionou muita gente.
Guedes já era conhecido pelo mercado como defensor de moeda fraca, além de aumentar impostos. Agora com esse furo no teto e essa PEC dos precatórios, ele dá um tiro de misericórdia e não se mostra tão preocupado assim com a responsabilidade fiscal.
E o Brasil deve continuar como um dos poucos países emergentes onde o estado, mesmo tributando 33 % do PIB, ainda consegue déficit de R$ 1 trilhão.
Uma coisa é a teoria. Outra é a prática.
Houve uma pandemia e com isso os inimigos do governo – dentro e fora do meio político – viram na manipulação da população uma forma de criar problemas que desgastariam o governo. O fique em casa. O tome 600 reais para não termos uma guerra civil. O desemprego; a recessão subsequente. O real se desmanchando.
Ai vem o presidente do senado que quer ser presidente; os mesmos q tiraram Lula do pleito de 2017 o trazem (trarão) de volta em 2022; o presidente q disse q seria um presidente de um mandato se desespera pra ser reeleito qdo qq outro no lugar dele teria renunciado, prefeitos, governadores, todo mundo inflacionado os números da pandemia pra receberem mais dinheiro. O povo, cada vez mais adorando receber Sinédrio sem trabalhar…
Este cenário não é controlado nem no melhor compêndio de economia.
Estamos diante de um cenário novo. Impensado por qq referencial teórico.
Sempre levei muita fé no Paulo Guedes e entendo q uma coisa é ser um comentarista fora do governo, outro, é estar dentro do processo, q, por essência, demanda saber contemplar interesses.
É o que acontece quando se tem um ministro chiCagão Boy.
Depois do acidente com Alec Baldwin, vocês vão admitir que estavam errados quanto à questão das armas?
Pessoal tem algum pais no mundo tomando decisões sensatas de como organizar sua economia pós pandemia? Gostaria dessa informação se possível.
Algumas medidas para o Brasil sair do atoleiro econômico:
Câmbio fixo competitivo de ajuste trimestral – O câmbio seria fixo, ou seja, não mudaria toda a hora com base “no mercado”. Mas não seria populismo cambial. O câmbio seria fixado entre US$ 1,00 = R$ 4,40 e R$ 4,50, o que seria um câmbio competitivo (em relação ao câmbio natural de R$ 3,80) porém não super-desvalorizado como o atual. O câmbio também seria fixado para o Euro, o Yen, o Yuan, o Peso Mexicano e o Peso Argentino, e seria corrigido a partir da inflação nos países que emitem tais moedas (Ex: se a inflação nos EUA for menor, desvaloriza-se o câmbio, se for maior valoriza-se o câmbio no percentual de diferença). Com o câmbio fixo, o mercado produtivo teria segurança dos preços, e mais investimentos de longo prazo seriam feitos. Também, com o câmbio fixo, acabaria a especulação cambial.
Separação gradual do mercado financeiro nacional do internacional – Assim, reduziria-se a interconexão entre os dois, separando o mercado financeiro brasileiro para melhorar o controle necessário sobre ele. Limitariam-se o volume de dinheiro que instituições financeiras poderiam mandar para fora e trazer de fora. Suporte seria dado para o mercado financeiro nacional comprar ações e títulos de fora, assim como seria gradualmente reduzida a presença de agentes financeiro externos. O objetivo seria ilhar o mercado financeiro brasileiro o suficiente do resto do mundo, pois ele precisa ser direcionado para investimentos locais.
Apoio à gradual redução dos juros gerais da economia – Não somente da SELIC, mas se buscaria uma redução geral do sistema de juros da economia. Para isso se buscaria tanto melhorar a saúde financeira da população (população mais endividada = juros maiores), assim como a criação de limites legais. A SELIC, por sua vez, ficaria sempre abaixo da inflação, o que tornaria negativo o rendimento da poupança e de rendimentos indexados à SELIC. Isso tornaria muito menos lucrativo o investimento financeiro e o dinheiro seria revertido para o mercado acionário e para investimentos industriais.
SELIC abaixo da inflação tem impacto inflacionário. Mas também é necessário para dirigir os recursos para setores produtivos. Para conter o impacto inflacionário é importante controlar a oferta de crédito. Deve-se restringir a oferta de crédito ao consumo (pessoas terão menos acesso ao crédito do cartão e outra opções) e o crédito seria destinado à indústria.
Lei anti-trust no sistema bancário brasileiro. Partição dos grandes bancos, inclusive estatais, do Brasil em bancos menores. Nenhum banco privado poderá ter agências em mais de 5 unidades da federação e os bancos estatais serão limitados na sua função de banco comercial, focando em banco de financiamentos. Ter um sistema bancário descentralizado e sem oligarquização foi uma das bases do desenvolvimento dos Estados Unidos no século XIX.
Proibição do uso de criptomoedas e conversão imediata dos valores em reais corrente dos mesmos ativos.
Depois de feito isso focar firme na redistribuição de renda.
“Governo corta taxas de importação em 10% e Guedes defende choque de oferta para conter inflação”
A redução é boa, mas é muito, mas é muito pouco. Uma tarifa de 20 % fica em… 18 %.
E o engraçado é que ele queria reduzir em 50 % as tarifas em 2019, mas aí a indústria nacional chiou, falando da questão do custo Brasil e de que precisam ser mais gradualistas. O problema é o seguinte: por que é agora, que haverá uma abertura comercial mais forte, que eles reclamam do custo Brasil? Por que não fazem lobby para reduzir o custo Brasil? Sem contar que, para reduzir o custo Brasil, até lá, eu já estou morto.
E pensar que no Equador o Lasso já zerou e reduziu tarifas de importação nos seus primeiros meses de governo… por lá não tem choro, porque não apenas é uma economia dolarizada mas também, como é um país pequenino, tarifas protecionistas podem causar até inanição.
Paulo Guedes é a pessoa que, quando não fala de reforma tributária e do câmbio, faz muito bem. Ele está prometendo uma reforma tributária para o próximo mandato do Bolsonaro, eu já adianto que vai ficar uma porcaria. Às vezes ele fala coisas certas, como a questão do comércio com a França.
Surpreendente é o fato de o Guedes ter ficado esse tempo todo no governo. Está na fila para competir com Pedro Malan e Guido Mantega, em tempo de duração.
A lei de rothbard é implacável.
Esse artigo envelheceu mau, ou não? Agora Paulo Guedes é exemplo né….
Tem que atualizar o artigo
Vendo aquela foto vergonhosa do Meirelles junto com outras pessoas do lado do Lula, talvez dê para fazer um artigo com algo como “Afinal, o que houve com Henrique Meirelles?”.
Lula é contra o teto de gastos, o Meirelles é a favor.
Henrique teve alguma autonomia no BCB em 2003-2011, depois pulou fora, sabendo que a Dilma se radicalizaria ainda mais no estatismo. Depois o Alexandre Tombini se mostrou totalmente submisso ao antigo Ministério da Fazenda.
E na mídia, há quem diga que o real se valorizou por causa dessa questão do Meirelles…
Boa noite!
Tem algum artigo sobre a PEC 32/2020?
Se não, tem como fazer uma análise minuciosa?
“Pesquisadores norte-americanos ganham Nobel de Economia”
O que vocês acham? O Ben Bernanke eu sei que foi um desastre para a força do dólar americano e para a economia do país.
“Nossa por que a indústria japonesa é tão competente e eficiente?”
Um dos motivos: moeda.
Em 25 de janeiro de 1971, um dólar valia 357,72 ienes. Essa turbulência na década de 80 foi graças à política de moeda forte que foi seguida pelo Reagan, quando o Índice DXY chegou a 140, máxima histórica. Em 9 de dezembro de 2019, um dólar chegou 109,33 ienes. Ou seja, o iene ao longo das décadas se valorizou 227,19% em relação ao dólar.
Por incrível que pareça, apesar da turbulência com coronavírus, o iene se valorizou mais neste ano: agora um dólar vale 106 ienes.
Agora aqui nesse país tem gente que acha que com o real se desvalorizando até em relação à moeda da Bolívia, teremos uma indústria competitiva…
Some-se a isso o fato de que a moeda forte melhora até a qualidade da infraestrutura estatal, já que reduz os custos de maneira contínua. E aí depois reclamam da desindustrialização…