De acordo com os dados divulgados hoje pelo IBGE, a economia brasileira cresceu 1,14% em 2019.
Houve duas notícias boas, que foram amplamente divulgadas:
1) No quarto trimestre de 2019, a economia cresceu 1,67% em relação ao quarto trimestre de 2018.
2) O segundo semestre de 2019 foi o melhor, em termos de crescimento econômico, desde 2013. Em termos anualizados, o crescimento do segundo semestre foi de 2,3%.
No entanto, há algo ainda mais positivo que não tem sido ressaltado pela mídia: a atividade econômica não só está crescendo com mais vigor do que o divulgado, como também está crescendo com mais qualidade.
O que compõe o PIB
Para entender como o Brasil está crescendo mais do que sugere o PIB, é preciso entender como o Produto Interno Bruto é construído e quais são seus componentes internos.
Este Instituto possui vários artigos detalhando os principais problemas com a metodologia do PIB, e estamos vivenciando hoje aquele que talvez seja o seu mais grave: ele considera que o gasto estatal é igual (tem a mesma qualidade e o mesmo efeito benéfico) ao gasto privado.
A maneira tradicional de se calcular o PIB de um país é por meio da seguinte (e extremamente simples) equação:
PIB = C + I + G + X – M
C representa os gastos do setor privado, I representa o total de investimentos realizados na economia, G representa os gastos do governo, X é o total de exportações e M, o de importações.
Observe que os gastos governamentais entram somando (ou seja, são considerados criadores de riqueza) na equação, sendo, portanto, considerados uma atividade econômica criadora de riqueza.
Igualmente, o ‘I’ considera que os investimentos privados, feitos por empreendedores em busca do lucro (o que só ocorre se souberem atender a demanda de consumidores), têm a mesma qualidade que o investimento estatal, feito por políticos que visam a eleições e por burocratas que querem atender a algum grupo de interesse (pense nos estádios da Copa, no Comperj, na Refinaria Abreu e Lima, na Sete Brasil etc.).
Presumir, como faz a equação do PIB, que todo gasto e todo investimento, público ou privado, são produtivos significa incorrer em profundos erros econômicos.
A diferença crucial entre o gasto estatal e o privado está na origem dos recursos e nos critérios que são utilizados para estes gastos. O setor privado, quando opera fora da alçada estatal, arrisca os seus próprios recursos (mesmo quando pega empréstimos, pois tem de apresentar garantias que, se não forem honrados, resultam em arresto de bens). Já o setor público simplesmente utiliza dinheiro de impostos, sem qualquer preocupação com custos, lucros, racionalidade e retorno.
No entanto a estatística do PIB é cega para a diferença da origem dos recursos.
A diferença entre PIB privado e PIB governamental
Exemplo: ao contabilizar o gasto privado como sendo igual ao gasto estatal, o PIB assume que, quando João compra R$ 100 em comida para sua família, isso tem o mesmo efeito que quando João paga R$ 100 em impostos, os quais são gastos para comprar lagostas para juízes do STF.
Nos dois casos, o PIB considera que a economia “girou”, e irá registrar que o Brasil está crescendo. No entanto, o primeiro caso é um gasto voluntário, que visa a uma satisfação pessoal, que decorre da livre associação de indivíduos e no qual o agente utiliza recursos próprios. Já o segundo, além de ser involuntário, é apenas uma exemplo prático de confisco seguido de parasitagem.
Se esses dois gastos houvessem ocorrido, o PIB os somaria, contando R$ 200 como parte do PIB brasileiro. Ou seja, o Brasil estaria crescendo firmemente! Mas se o segundo gasto não houvesse ocorrido, e João tivesse comprado R$ 100 em alimentos e economizado os R$ 100 que deixou de pagar em impostos, o PIB teria crescido “apenas” mais R$ 100. Ou seja, o PIB seria “decepcionante”.
Olhando a frieza dos números, parece que o segundo cenário é bem pior do que o primeiro. No entanto, agora que entendemos a diferença, podemos ver que essa situação não só é preferível, mas ética.
Mas, mesmo em termos puramente econômicos, os recursos tributados e subsequentemente gastos pelo governo são um fardo para a economia. Dado que o governo só pode gastar aquilo que ele antes confiscou do setor produtivo, temos que quando o governo federal gasta, isso significa que deputados, senadores, ministros, reguladores, secretários, comissionados e todos os tipos de burocratas estão desempenhando um papel substantivo na alocação de trilhões de uma riqueza que foi previamente criada pelo setor privado e subtraída deste.
Os gastos do governo não têm como criar riqueza pelo simples motivo de que algo que só é possível em decorrência da apropriação de riqueza alheia não pode, por definição, criar riqueza nenhuma.
Por outro lado, quando menos desta riqueza vai para o governo, isso significa que empreendedores, investidores e consumidores possuem mais recursos em mãos para produzirem e, consequentemente, multiplicar a riqueza à disposição de todos.
No exemplo acima, se João houvesse gasto R$ 100 com alimentos, e o gasto em lagostas para o STF houvesse sido cortado em R$ 100, com uma redução de impostos na mesma quantia, e João agora economizasse esse dinheiro em vez de gastá-lo, o PIB nos diria que nada mudou na economia. Cem para um lado, cem para outro, resultado zero. Porém, agora é fácil perceber que essa terceira situação é ainda melhor do que a segunda: o gasto estatal encolheu, a poupança privada aumentou, e o nível de confisco e parasitagem na economia foi reduzido.
Portanto, é preciso decompor o PIB em no mínimo dois componentes: o privado e o estatal.
O Brasil está crescendo mais do que o PIB mostra
Os dois gráficos a seguir utilizam os próprios dados do PIB. (Eles vão até terceiro trimestre de 2019; ainda não há uma atualização para os resultados divulgados hoje).
Figura 1: decomposição feita pelo Ministério da Economia entre PIB privado e governamental (trimestre sobre mesmo trimestre do ano anterior)
Figura 2: decomposição feita pelo Ministério da Economia entre PIB privado e governamental (variação acumulada em 12 meses)
Observe que, a partir de março de 2017, o PIB privado passa a crescer mais que o PIB estatal. No terceiro trimestre de 2019, o PIB privado cresceu 2,72% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior enquanto o PIB estatal encolheu 2,25%.
Isso é uma diferença brutal.
Porém, olhando-se o PIB como um todo, houve um crescimento de 1,19% no período. Esse número mascara a realidade. O número a ser celebrado é de 2,72%, com uma menção honrosa à redução de 2,25% nos gastos do estado.
O mesmo raciocínio se aplica ao gráfico 2, que mostra os mesmo indicadores, mas com outro intervalo de tempo.
Em um jargão econômico, temos o chamado crowding-in: o encolhimento do PIB público ajuda no processo de crescimento do PIB privado, pois se está reduzindo a quantidade de recursos controlados pelo estado. Como dito acima, deputados, senadores, ministros, reguladores, secretários, comissionados e todos os tipos de burocratas passaram a ter um papel menor na alocação de trilhões de uma riqueza que foi previamente criada pelo setor privado e subtraída deste.
Com o estado gastando (improdutivamente) menos, sobra mais espaço para o setor privado atuar.
Eis os números fechados para todos os anos desde 2013:
Figura 3: decomposição dos PIBs anuais em público e privado
Note que, em 2019, o PIB privado cresceu 1,81%, sendo que o investimento privado (FBCF) foi de 4,48%. Já o PIB estatal encolheu 1,11% e o investimento público também encolheu 5,18%.
Outra boa notícia: a quantidade de funcionários públicos, estatutários federais e regidos pela CLT, diminuiu mais de 31 mil em 2019, mantendo a tendência iniciada em 2015.
Vale observar, porém, que o governo brasileiro ainda apresenta um profundo déficit em suas contas. Embora tenha sido o menor déficit desde 2014, o país registrou um rombo de 95 bilhões de reais em 2019, ou cerca de R$ 452 por brasileiro. Além disso, o resultado foi obtido sobretudo em virtude de aumento de receitas extraordinárias.
E esse é apenas o déficit primário, que não inclui o pagamento de juros da dívida. O déficit total do Brasil em 2018, por exemplo, foi de R$ 120 bilhões no déficit primário e de R$ 342 bilhões em juros da dívida, totalizando um assombroso valor de R$ 462 bilhões, ou R$ 2.200 por brasileiro.
Foram implantadas medidas para o Brasil crescer mais, como a Lei da Liberdade Econômica, a reforma da previdência e outros avanços. Contudo, o ambiente de negócios brasileiro ainda é um dos piores do mundo. Nesse sentido, há algumas propostas interessantes tramitando no Congresso, como as PECs emergencial e do pacto federativo e a reforma tributária.
Dito isso, podemos ao menos ter a boa notícia de que a economia brasileira está se recuperando a passos um tanto mais largos do que os números do PIB mostram. O setor privado está retomando o crescimento, enquanto o estado reduz seu peso nas nossas vidas.
Uma discussão ética dos gastos públicos
Oppenheimer já apontava a diferença entre os “meios econômicos” e os “meios políticos” no seu livro “O estado”, de 1919. Murray Rothbard expandiu essa análise em seu livro “Governo e Mercado”.
O setor privado obtém recursos recorrendo a meios pacíficos: empreendedores têm de convencer investidores a financiar seus projetos, e depois têm de convencer os consumidores a voluntariamente abrirem mão de seu dinheiro para adquirir os bens e serviços fornecidos por esses empreendedores.
Um empreendedor apenas possui o dinheiro que ele foi capaz de convencer terceiros a lhe emprestar ou o dinheiro que obteve servindo aos seus clientes.
Já o estado obtém recursos por intermédio da tributação (isto é, do roubo). Outra alternativa é a “promessa de roubo futuro”: a emissão de títulos de dívida. O estado convence credores de que será capaz de roubar pessoas no futuro para pagá-lo, e obtém um crédito hoje.
Finalmente, o estado pode emitir moeda, como fazem a Venezuela e Argentina. Isso gera uma queda no poder aquisitivo da moeda e uma destruição das poupanças, enquanto os primeiros recebedores desse dinheiro enriquecem. A impressão de moeda, portanto, nada mais é do que um roubo disfarçado, um processo chamado Efeito Cantillon.
Tudo que o estado gasta é produto de crime. Um aumento nos seus gastos diretamente significa um aumento do crime atual ou futuro, uma situação indesejável e antiética.
Enquanto isso, o setor privado obtém recursos de maneira pacífica, conseguindo apenas aquilo que foi capaz de convencer terceiros a voluntariamente lhe conceder.
Consequentemente, um aumento dos gastos no setor privado necessariamente implica convencimento, comunicação e coordenação na sociedade, o que por definição significa que os indivíduos nela estão mais bem servidos.
Para concluir
Por tudo isso, somar gastos privados e públicos como se fossem equivalentes é um enorme erro. Quanto menor o gasto estatal e quanto maior o privado, melhor estará o Brasil, tanto econômica quanto eticamente.



Se não fosse a ala ideológica do governo criando crise atrás de crise no congresso assustando o mercado e os investidores os investimentos e por tanto o crescimento do Pib privado poderiam ter sido bem maiores
Ao invés da economia brasileira estar crescendo quase nada como reportado está crescendo bem pouco. Este país é terra arrasada, nem após uma severa crise econômica tem efeito rebote por aqui.
Outra coisa que vale ser acrescentada é que as exportações caíram em relação ao ano passado (ué, mas moeda desvalorizada não impulsiona exportação?) e as importações aumentaram.
Ou seja, isso também subtraiu do PIB.
Logo, como já disseram em outro artigo, eis a situação: se o governo gastasse mais (com qualquer coisa), se parássemos de trazer maquinários para o país (o que aumenta a produtividade das indústrias) e se enviássemos mais produtos para fora do país (desabastecendo o mercado interno), o valor do PIB seria ainda maior — algo que qualquer leigo sabe ser totalmente insensato.
E aí a mídia aplaudiria.
Não sou fã deste governo (decepcionei muito com a postura do Guedes pró-desvalorização da moeda), mas é necessário mostrar a realidade dos números. Esse Instituto, que é bastante crítico do governo, está de parabéns por mostrar essa imparcialidade.
Mas continua um crescimento porcaria. A moeda começou a afundar no segundo semestre do ano passado, depois de setembro. O que me deixa decepcionado é que o assunto da moeda é quase negligenciado entre os austro-libertários, exceto nos comentários aqui do Mises Brasil. Moeda forte e estável é comida na mesa mais barata, combustíveis mais baratos, passagens mais baratas, entre muitas outras coisas. A relação entre moeda fraca e economia fraca é praticamente perfeita. Por isso que o renminbi, depois de afundar por volta de 2014, causou recessão na China. E vamos levar em conta que o governo Temer não é um exemplo de estabilidade política nem o Meirelles nunca se considerou economista, e a economia cresceu apesar disso (e com desabastecimento por causa de greve de caminhoneiro, e confusão de ano eleitoral). Agora, no governo atual, há muita gente que supostamente defende o livre mercado, e os resultados estão sendo de medíocres para baixo.
Notem que o gráfico mostrado vai até setembro. Deveria estar cobrindo até dezembro (cheguei até pesquisar em outras épocas, e só tem dessa que foi abordada no artigo), embora eu ache que a culpa não é do Raphaël.
Foi depois de setembro que a moeda afundou. O estrago começou em julho, mas os resultados vieram depois. Em 2020, o real brasileiro afundou mais que moedas de países super avançados como Gana, Egito, Ucrânia, Haiti, Rússia e Mianmar.
E, para completar: fuga de capitais, indústria afundando… para piorar, varejo caiu, perdemos em inflação para Chile, Bolívia, Colômbia, Peru e Paraguai. Em crescimento, mesma coisa. Tem nesse artigo.
Se a recessão americana vier esse ano, e o BCB continuar com essas reduções na SELIC, aí é um abraço. Dólar passa de R$ 5, combustível dispara, carestia ainda mais…
Já eu acho que esse PIB é a perfeita desmoralização dos desenvolvimentistas. Eles dizem que juros baixos e moeda desvalorizada criam crescimento. Pois então: os juros de 2019 foram bem menores que os de 2017 e 2018 e o câmbio foi muito mais desvalorizado (estava em R$ 3,15 em 2017).
No entanto, o PIB foi menor, bem como as exportações.
É lamentável que um governo que se diga liberal tenha rasgado tudo e adotado a política de Bresser-Pereira e Ciro Gomes. Se a moeda estivesse mais forte, o resultado certamente seria muito mais expressivo.
Excelente artigo. Economia passada na contabilidade. Ja que é assim, Leandro, o nosso deficit em 2019 caiu pra quantos por cento do pib?
É otimo saber que realmente esão fazendo algo, em números (o pib privado aumentou). Tá a passos de tartaruga, mas estamos chegando a algum lugar. É necessario demostrar pra população isso tudo pra evitar alarmismo político, que pode fazer retornar a esquerda ao poder.
Estaríamos na descendente da curva de Laffer?(provavelmente Ciro Guedes discorda)
Imagino que a informalidade contribua para este quadro…
Uma observacao sobre os impostos. No texto fala que
“…Uma empreendedor apenas possui o dinheiro que ele foi capaz de convencer terceiros a lhe emprestar ou o dinheiro que obteve servindo aos seus clientes.
Já o estado obtém recursos por intermédio da tributação (isto é, do roubo). Outra alternativa é a “promessa de roubo futuro”: a emissão de títulos de dívida. O estado convence credores de que será capaz de roubar pessoas no futuro para pagá-lo, e obtém um crédito hoje.”
Quem são esses credores senão o proprio empree dedor “bonzinho” querendo captar dinheiro facil? O Estado nao pega dinheiro emprestado do próprio Estado. No mínimo, se o estado é ladrão, vocês sao cúmplices.
Vale ressaltar que toda a formação bruta de capita fixo (investimentos) de 2019 ocorreu até setembro.
Depois, houve uma expressiva queda de 3,3% nos investimentos no último trimestre de 2019 em relação ao terceiro de trimestre de 2019 e também em relação ao último trimestre de 2018.
Exatamente o trimestre em que o Ministério da Economia ordenou o derretimento da moeda.
Que estranho, né?
Outro país que tem me chamado a atenção foi a Ucrânia. O país também passou por uma severa crise econômica no mesmo período do Brasil (entre 2014 a 2016), mas com números um pouco piores (muito por conta dos conflitos com a Rússia, que passou a ter controle de parte do território ucraniano), e teve uma recuperação econômica bastante notável.
Desde o fim de 2015 o PIB da Ucrânia não teve registros negativos. Ou seja, o PIB está consistente:
d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/ukraine-gdp-growth.png?s=ukrainegdpqoq&v=202002141441V20191105
d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/embed/?s=ukrainegdpqoq&v=202002141441V20191105&d1=20100308&h=300&w=600
A inflação da Ucrânia, que em 2015 chegou a passar de 60%, agora está em torno de 3%:
d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/embed/?s=ukraineir&v=202002101435V20191105&d1=20150307&h=300&w=600
O PIB per capita da Ucrânia, que teve uma queda abrupta entre 2014 e 2015 se recuperou bastante em 2018, estando em número bem próximo de antes da crise econômica:
d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/ukraine-gdp-per-capita.png?s=ukrnygdppcapkd&v=201907041341V20191105
Já o PIB per capita do Brasil, no mesmo período, não teve a mesma reação da Ucrânia:
d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/brazil-gdp-per-capita.png?s=branygdppcapkd&v=201907021601V20191105
Enfim, fiquei surpreso com o país, que estava com uma crise econômica até mais grave que a nossa e conseguiu se recuperar.
Muito bom o texto! A partir de agora darei integralmente meu salário a minha esposa. E ela o dará a nossos filhos, como mesada, e eles pagarão as contas da casa. Somando minha renda à da minha esposa e dos meus filhos, o PIB lá de casa triplicou!!! Ahahah.
Muito bom o texto! A partir de agora darei integralmente meu salário a minha esposa. E ela o dará a nossos filhos, como mesada, e eles pagarão as contas da casa. Somando minha renda à da minha esposa e dos meus filhos, o PIB lá de casa triplicou!!! Ahahah.
Se os blogs liberais pressionassem o gov quem sabe ele trabalharia e pararia de fazer encrenca todo dia.. com o comportamento de gado , estou preocupado.
Eu tenho uma teoria (que provavelmente algum economista liberal ou alguém já tenha percebido subconscientemente) de que quanto mais pobre é um país, maiores são as chances de ele permanecer pobre (até em democracias).
Se o governo atual não entregar algo decente até 2022, ele provavelmente será sucedido por um governo de esquerda que irá desmantelar as poucas coisas boas que o governo atual fez, fazendo o país voltar exatamente ao mesmo ponto de liberdade econômica em que estava antes. Ou seja, um país levemente mais liberalizado que um esquerdista vai herdar de um “bucha de canhão” apenas para que ele destrua tudo novamente, fazendo essa liberalização não ser contínua e o país continuar estagnado no mesmo arranjo deplorável de insegurança jurídica, incerteza fiscal, protecionismo, regulações, burocracias e etc., e aliás, esse parece ser o ciclo comum das democracias — os países passam por leves liberalizações apenas para voltar ao que eram antes (ou até um pouco pior), mantendo no geral a mesma média de liberdade econômica.
Eu só ficaria mais esperançoso se o Brasil realmente refizesse a constituição e adotasse uma mais liberal, aí esse cabo de guerra dos ciclos da democracia poderia tender a deixar o brasil em uma média mais alta de liberdade econômica, permitindo um desenvolvimento de longo prazo que amenizasse muito a pobreza. Porque como eu disse no começo, quanto mais pobre é um país, maiores são as chances dele continuar pobre, porque o apelo da esquerda nesses casos é muito mais sedutor. Eu pensei inclusive que o Chile era um país exemplo dessa minha esperança, porque ele teve sua constituição refeita para algo mais liberal e estava quase se tornando um país de primeiro mundo, mas infelizmente parece que ele não era desenvolvido o suficiente para estar imune ao apelo esquerdista por redistribuição de renda, fim das desigualdades e toda essa baboseira. Agora é observar se o sistema econômico da Geórgia e da Estônia resiste aos apelos esquerdistas até se tornarem nações ricas…
Exemplo: ao contabilizar o gasto privado como sendo igual ao gasto estatal, o PIB assume que, quando João compra R$ 100 em comida para sua família”, isso tem o mesmo efeito que quando João paga R$ 100 em impostos, os quais são gastos para comprar lagostas para juízes do STF.
Mas isso é uma Furfanteria !!!
Se João não pagar 100 reais de imposto não haverá estrada nem segurança, assim o Seu Manoel não vai construir seu supermercado, e assim João não vai poder comprar 100 de comida para sua família.
Muitos aqui já foram trabalhadores e receberam uma promoção a cargo de chefia. Uma vez ali, você deixa de zelar pelos seus colegas e passa a ter o papel de zelar pelo funcionamento da empresa, o que exige cobrança dos antigos colegas.
Uma vez no Ministério da Economia, Guedes se vê no propósito de fazer o Estado ter contas saudáveis. Para tanto, minha impressão é de que ele vai descontando tudo o que pode do crescimento econômico em atitudes que favoreçam o ajuste fiscal. A velha história do parasita que só pode sugar o máximo sem matar o hospedeiro.
Ele entrega um crescimento inegável, porém abaixo do que seria possível, enquanto desvaloriza o real e baixa juros para favorecer a cobertura da dívida.
Tentemos entrar na cabeça dele para entender que, mais do que apenas crescimento, ele quer entregar fiscal em curto prazo.
Podemos não concordar, com razão, uma vez que o crescimento produtivo levaria ao ajuste fiscal no longo prazo sem complicar a vida de nós, consumidores, mas simplesmente queremos coisas distintas, uma vez que nós estamos aqui e ele está lá…………………………..
Tá quase chegando nos R$ 5 que o Ciro Guedes quer!
Dólar opera em alta e chega a R$ 4,64
No ano, alta acumulada já chega passa de 15%. Nas casas de câmbio, dólar é negociado a R$ 5,05.
g1.globo.com/economia/noticia/2020/03/05/dolar.ghtml
Não tem ninguém ligado ao governo pra falar pro Ciro Guedes pro dólar não subir? Nem precisa valorizar o real, só fazer o dólar parar de subir já está ótimo.
Pessoal, 2020 vai ter um crash? Dolar batendo quase 5 reais meu deus, o que vai acontecer e o que podemos fazer?
Logo agora que o Brasil acelerou…
Alguém poderia explicar qual é o sentido de se preocupar com a balança comercial num sistema de câmbio flutuante? Realmente não entendo a importância disso visto que num sistema de câmbio flutuante nunca haverá escassez de dólares ou qualquer outra moeda estrangeira no mercado.
PIB do IBGE não vale pra governo de direita, né. Tem dó! Olhem o valor da nossa moeda hoje, dólar está quase R$ 5,00. Percebo que vocês aqui do site são parciais, pois sempre tem um jeitinho de explicar as coisas pra defender essa porcaria de desgoverno do Bozo e esse Jegues incompetente. Sempre tem desculpa quando a economia não vai bem: PT, coronavírus, etc, etc. Admitam que estamos há três anos sendo dirigidos pelos malditos reformistas Temer e Bozo e nosso PIB não chegou nem a 2% a.a. (2017 1,3%,2018 1,3% e 2019 1,1%). Ou seja, Bozo está pior que Temer. Sejam verdadeiros e batam quando for necessário. O Brasil está sem rumo, queimando reservas cambiais que o despreparado governo do PT juntou pra proteger nossa moeda. Meu poder de compra salarial está cada vez menor, meu e de milhares de brasileiros, custos nas alturas, como crescer PIB se não tem confiança, investimento e consumo.
Os artigos muito bons do Mises tratam o Governo como uma excrescência, um mal em si mesmo. Infelizmente não é capaz de separar as coisas boas que o Estado faz (como o asfaltamento de 45 km na BR 163, por exemplo), os gastos que terá para auxiliar os Estados (ou gastos dos próprios Estados e Municípios) para superarem as tragédias oriundas das chuvas.
Não podemos ter um Estado que pensa que faz tudo e não faz nada, glutão, tomador de impostos e gerando bem estar quase nenhum à sociedade como um todo. Mas não podemos olvidar um Estado que ajuda a construir.
É preciso seguir temperando, investindo no que é preciso, privatizando o que é necessário, diminuindo o tamanho da “res publica, que não gera riqueza, mas pode aproveitar – ou não – a riqueza geradas pelo setor privado.
É preciso equilibrar a equação. Acredito que Paulo Guedes venha obtendo sucesso na difícil empreitada.
Existe um índice dos países segundo o PPR?
Pessoal do Mises, vocês esqueceram de postar aí o meu comentário sobre a sugestão do Bresser Pereira ao Paulo Guedes, que, por coincidência ou não, está sendo seguida. Abraços.
Mas pq então o desemprego não está diminuindo?
Excelente artigo.
Tinha uma noção de que o PIB era mesmo calculado com todos os gastos, mas o exemplo dado do “João” foi maravilha.
Assim, vamos supor – em um universo de conto de fadas – que o governo pegasse o que roubou e investisse em títulos de outros países ou em alguma moeda forte, e devolvesse o retorno para a economia, em forma de menos tributos ou empréstimos para empreendedores, a equação do PIB faria sentido? Ou essa equação do ‘tudo junto e misturado’ só existe mesmo para dizer que o Estado é indispensável?
Detesto o Ciro Guedes, mas devo concordar com ele em algo: não entendi também a zueira e comoção com o resultado do PIB, já que de trimestre em trimestre essa joça vem sendo divulgada….. Por que os números do PIB privado não foram divulgados pelo governo? É medo ou burrice mesmo?
Como alguns colegas bem disseram, 2022 promete desse jeito…….
Pessoal,
gostaria de sugerir que escrevam um artigo sobre o livro “The Beautiful Tree: A personal journey into how the world’s poorest people are educating themselves”, do James Tooley (Encontrei na busca um artigo que menciona partes desse livro, mas nenhum falando especificamente sobre esse assunto). Esse livro é um verdadeiro tapa na cara dos esquerdistas que acham que os pobres precisam do papai estado até pra respirar, e dos progressistinhas que juram não existir educação decente fora do que é oferecido pelo estado.
Apenas um desabafo…
Dólar a R$5,00 em breve, ontem mais um comentário imbecil do Sr Guedes (pq ele não cala a boca e vai trabalhar?), e as bolsas derretendo.
Quem seguiu os conselhos desse site a muito tempo e ficou comprado em dólar e ouro consegue se defender um pouco dessa desgraça. Mas como não sofrer as consequências se você mora ou ganha em real? Impossível!
Depois que as bolsas caírem bastante, o negócio é comprar ações de novo.
Saudações aos amigos
Num país esquerdopata:
– O governo tem que aumentar os gastos
– Reserva de mercado é proteção
– Protestam quando um imposto é reduzido
– Juiz proíbe privatização
– Serviços públicos ruins são uma conquista
– Serviços privados são uma praga dos empresários malvadões
Passa ano, vira ano, e meu único direito é bancar os privilegiados
E o povo, burro, aprendeu nada e esqueceu a metade
E você pode por favor assinalar com aspas exatamente onde entre meus comentários fiz tal afirmação?
Comentário do site dedesanet sobre a desvalorização cambial como estratégia de grupos internos:
Análise DefesaNet
Diz a cultura da Máfia que os inimigos não aparecem em nas reuniões.
Assim ao ler a lista das 40 empresas, aparece o inimigo, que se autodeclara, pela pela sua ausência.
O Grupo Itau-Unibanco, conduzido por Fernão Bracher como CEO da Holding e os herdeiros Roberto Egydio Setúbal e Pedro Moreira Salles como gestores.
O Itaú é a organização que vem conduzindo uma agressiva ação especulativa contra o Real, na tentativa de forçar o governo a aumentar a taxa SELIC e assim dar uma guarida segura para a administração do Grupo Itaú.
Qual a razão dos grupos Santander e Bradesco estarem na reunião e o Itaú não?
O ministro da Economia Paulo Guedes tem sido tíbio em agir contra a pressão do sistema financeiro.
Além disso financia ativamente os atos contra o governo Bolsonaro. O apoio através de familiares como o recente filme Democracia em Vertigem, da cineasta Petra Costa.
O Editor
O que vocês acham desse comentário?
Sobre a reforma tributária do Appy, ela simplesmente quer tributar dividendos. Ou seja, quer trocar um imposto por outro, igual era no petismo. Isso é ridículo. Tem que abolir e reduzir impostos, não ficar com gambiarra de colocar de um e tirar de outro.
Quando eu era criança, as televisões mais sofisticadas eram caríssimas. Nem existia ainda essas TVs com telas de LED. Tínhamos uma velha conhecida, uma televisão Sony indestrutível (parecida com essa). Tivemos depois uma com tela plana (acho que era a de 21″ desse anúncio) e em 2011 compramos uma melhor, da Samsung, LCD e com entrada HDMI, e que está com a gente até hoje.
Quando fui recentemente ao Carrefour, fiquei impressionado com os preços baixos dessas televisões chiques, as tais das Smarts TV. Hoje o sujeito tem um celular relativamente barato (apesar de terem ficado mais acessíveis,os ladrões brasileiros continuam gostando de roubar e furtar celulares), assina a Netflix e assiste a algo que preste em uma televisão grande com o tal do Chromecast. Olhem o quanto custavam algumas televisões em 2008. Tinha TV por preço de um Uno usado em bom estado. Em contraste, no mesmo ano se comprava, por até R$ 80 mil, por uma perua média bem-equipada à época. E hoje, se houvesse um Corolla Fielder, seria uns R$ 130 mil?
Essa deflação de preços nominal e real nas televisões é um fenômeno muito interessante. Por exemplo, nos carros vendidos no Brasil, nunca, mas nunca houve uma deflação de preços, ao menos nominal (é possível que uma deflação real tenha ocorrido). Quase todo mês, um aumento de preços em um carro, tira opcional, tira item de série. O que explicaria essa distinção? De fato o setor automotivo, além de ter recebido fartos subsídios com crédito farto, sofre de protecionismo (na verdade quem sofre somos nós, as fabricantes se abençoam com protecionismo) e com a carga tributária soviética. Mas e com os televisores e outros eletrodomésticos e eletroeletrônicos?
O país se afundou na lama graças à estúpida crença que deve-se crescer o PIB a qualquer custo, e o que a mídia faz? Critica que o PIB cresceu pelo 3º ano consecutivo em torno de 1%. Jornalista deveria ser proibido em falar de economia.
Que esse instituto continue expondo as falácias que rondam nosso país.
Olhem que maravilha, o Roberto Campos Neto está pensando em trazer juros negativos também nominais ao Brasil, como ocorre na Europa e no Japão.
Ué, quer dizer que no ano passado o Brasil deixou de ser uma republiqueta e de repente passou a ter já as características de um país desenvolvido? Brotou moeda forte, liberdade econômica, segurança jurídica, infraestrutura decente e afins?
Olhem que espetáculo: “Dólar abre em alta e vai a R$ 4,79, apesar de anúncio de leilão de US$ 3 bilhões do Banco Central”
Vocês acham que os leilões não estão funcionando por causa já das inúmeras mensagens transmitidas pelo BC aos investidores estrangeiros, de que eles não se importam em defender a força do Real?
Desse jeito, dólar vai chegar a R$ 5 rapidamente.
E a enorme que da do preço do petróleo. A imprensa como sempre está em polvorosa. Meu Deus!! Petróleo barato. Que tragédia.
Leandro, é sabido de que o Brasil passou por poucos apuros na crise de 2008. Além do fato do Meirelles ter elevado a taxa SELIC para fazer a correção e o governo não ter feito nada quanto a isso, quais teriam sido os outros fatores? Imagino que hoje o Meirelles no BC seria um show, estaríamos agora com um câmbio de R$ 3,70, isso sendo pessimista.
Alguém sabe o motivo dessa queda?
“Dólar cai a R$ 4,64, e Bolsa avança mais de 7%”
“Esta é a maior queda diária do dólar desde 2 de janeiro de 2019, logo no início do governo de Jair Bolsonaro.”
Pelo que sei, não houve leilões surpresa, aqueles onde o dólar sai pelo preço inferior ao de mercado.
Voces tinham que mudar o nome da página de Mises Brasil, para Bolsonaro Brasil. São tão, ou mais fanáticos que os próprios petistas!
Leandro, você sabe se para esses últimos anos, ainda daria para usar aquele interessante PPR, cujo você mencionou nesse artigo? O site do Banco Central é uma porcaria, por isso estou perguntando…
Atenção para uma notícia importante de hoje que não está sendo devidamente divulgada:
O PIB de 2019, que a mídia criticou, foi revisado de 1,1% para 1,4%. (Ver o penúltimo gráfico deste link).
E o PIB de 2018 também foi substantivamente revisado para cima: de 1,3% para 1,8%.
Ou seja, o PIB de 2019 não só foi mais alto do que o inicialmente divulgado, como ele também ocorreu sobre uma base bem maior do que a inicial.
Foi um crescimento duplo.
façam as contas (numeros aproximados): No brasil há 212 milhoes de pessoas onde 95 milhões estão aptas ao trabalho (ou seja , jovens maiores de 18 anos que poderiam ou não estar trabalhando) temos atualmente 30 milhões de empregados e 14 milhões de desempregados(que ainda buscam emprego) e uma parcela de 65 milhões de pessoas que estão recebendo o auxílio emergencial . Agora , façam contas : 65 milhões do aux emergencial + 30 milhões de trab formais = 95 milhões de pessoas . Ou seja, é como se tivessemos toda a força de trabalho do país ativa trabalhando e consumindo bastante . sendo que esse boom é dinheiro fake jogado direto na corrente saguínea. imagina quando tirarem o auxílio ano que vem . vai ser como se rapidamente 65 milhões de pessoas fossem mandadas embora de uma vez só. PENSEMOS UM POUCO E SEJAMOS REALISTAS
"O progresso econômico é derivado do trabalho dos poupadores, que acumulam capital, e dos empreendedores, que dão ao capital novos usos."
Mises
* * *
Para vcs que entende de economia, qual governo foi melhor, levando em conta não só o Pib mas qualidade de vida etc????