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No capitalismo de livre mercado, quem sempre ganha é o consumidor

Nos EUA, Walmart e Amazon estão se engalfinhando, desde 2017, em
uma brutal guerra de preços. A história em detalhes está aqui.

A partir de 2018, a Target entrou no páreo.

Ao redor do mundo, Uber, Lyft e Cabify estão em
guerra não apenas contra o cartel dos táxis (mantido e protegido pelo estado),
mas também entre si.

O AirBnB está reduzindo os lucros das grandes redes
hoteleiras.

Nos mercados que têm um setor aéreo mais livre, como
na Europa, voar está cada vez mais barato.

No mercado de transportes terrestres, o efeito é ainda mais intenso.

E isso sem falar na contínua redução dos preços dos
produtos tecnológicos e eletroeletrônicos, bem como dos serviços fornecidos por
eles. A Amazon, por exemplo, passou a concorrer com a Netflix na área de streaming de filmes. Além das duas, há também HBO Go (que não necessita de TV a cabo) e a Hulu. Todas tiraram
clientes das TVs a cabo convencionais. E todas também sofrem a concorrência de vários sites
dos quais você pode fazer download de filmes.

A história do capitalismo de livre mercado é a
história da competição de preços. Isso foi explicado, e sempre de maneira muito
clara, por Ludwig von Mises ao longo de toda a sua vida.

Para ser bem-sucedido

O que é o capitalismo de livre mercado? É aquele
arranjo econômico em que não há subsídios (ou empréstimos subsidiados com
os impostos da população
) governamentais para as empresas favoritas do
governo, não há protecionismo
via obstrução de importações, não há barreiras governamentais à
entrada de concorrentes em qualquer setor do mercado
 (como ocorre em
setores regulados por agências reguladoras), ninguém é impedido de empreender
em qualquer área da economia, e não há altos tributos que impedem que novas
empresas surjam e cresçam. Quanto mais próximo uma economia está deste arranjo,
mais genuinamente capitalista ela é.

Um capitalista bem-sucedido é aquele que não apenas
sabe como atender aos desejos da massa, como também está sempre tentando
aumentar a satisfação dela. A maneira como esse capitalista aumenta sua
presença no mercado — sua fatia de consumidores — é por meio da concorrência
de preços. Dado que seu objetivo é sempre aumentar seu público consumidor, o
que ele realmente tem de fazer é ir atrás de pessoas que até então não estavam
dispostas a, ou não tinham condições de, gastar dinheiro naquilo que ele está
tentando vender. Ao utilizar a concorrência de preços, ele adquire acesso a
esse grupo.

Isso é um ótimo negócio para todas aquelas pessoas
que queriam comprar o produto, mas não tinham condições. E aquelas que já
pagavam para adquirir o produto poderão agora pagar menos. A diferença entra o
preço (mais alto) que elas pagavam antes e o preço (mais baixo) que irão pagar
agora sob as novas condições é chamada pelos economistas de “excedente do consumidor”.
É apenas um dos maravilhosos benefícios do capitalismo de massas.

Sempre haverá um mercado específico para produtos
prestigiosos, sofisticados e caros. Relógios Rolex são um exemplo. Eu jamais compraria um.
Estou muito bem servido por um relógio digital da Casio. Não preciso de mais do
que isso. No próprio Walmart, consigo relógios digitais por US$ 15, e são
excelentes em termos de marcar a hora. É isso o que me interessa. Tudo o que
quero de um relógio é que ele me mostre que horas são. Não ligo para prestígio. Mas há quem ligue. E
tais pessoas são servidas por mercados específicos.

Não faço a mais mínima ideia de como os fabricantes
que vendem produtos para a Amazon e para o Walmart conseguirão manter uma
margem de lucro sobre cada produto vendido. Também não sei como a Uber, a Lyft e a Cabify
— com sua guerra de preços cada vez mais acirrada entre si mesmas e contra os
táxis — conseguem se manter no mercado. Mas isso não é problema meu. Isso não
tem qualquer relevância para mim. Sou um mero consumidor. Na condição de
consumidor, estou olhando apenas para meus próprios interesses. Quando
varejistas que atendem às massas estão concorrendo ferozmente entre si e forçam
seus fornecedores (indústrias) a reduzir os preços, isso é ótima notícia para
mim.

O que muitos ainda não entenderam sobre o capitalismo

Por isso, é um total equívoco imaginar que o
capitalismo funciona primordialmente para beneficiar os produtores. Isso é uma
total incompreensão sobre os princípios deste sistema. 

O capitalismo — ao
menos o genuíno — opera em benefício do consumidor. E há um motivo simples
para ser assim. Os consumidores possuem aquilo que os produtores querem: dinheiro. O dinheiro é a mercadoria de
mais fácil comercialização em uma economia. Por isso, todos estão atrás do
dinheiro. Quem tem dinheiro consegue trocá-lo pelos bens e serviços que quer.
Quem tem dinheiro sempre será servido. Quem tem dinheiro está no assento do
motorista em uma economia capitalista. E quem tem o grosso do dinheiro em uma
economia de mercado? A
massa dos consumidores.

Produtores e empreendedores estão no mercado para
ganhar acesso ao dinheiro dos consumidores. Os bens e serviços que eles
produzem não podem ser utilizados como dinheiro. Não importa quão popular seja
um produto específico, ele nunca será tão popular quanto dinheiro. 

Consequentemente, produtores e empreendedores têm de vender esses bens e
serviços aos consumidores para conseguir dinheiro; eles não podem ir ao mercado
e simplesmente tentar trocar, como num escambo, seus bens e serviços por outros
bens e serviços. Para conseguir o que querem, eles têm de ter dinheiro. Para
conseguir dinheiro, eles têm de vender para muitos consumidores. Eles ganharão
dinheiro no volume, e não nos preços altos.

Guerra de preços entre empresas sempre beneficia
dezenas de milhões de consumidores. Consumidores não têm de negociar descontos
com fabricantes ou implorar por preços menores; eles deixam esse serviço por
conta das empresas. Na prática, eles terceirizam essa atividade, deixando que as
empresas em concorrência façam essa negociação por eles. 

Na condição de
vendedores de bens e provedores de serviços, Amazon, Walmart, Hulu, HBO, Uber, Cabify,
Lyft, Netflix, AirBnB e todas as grandes redes varejistas têm de agir em prol
dos consumidores. E é assim porque elas estão visando às massas. Elas querem
vender para as massas. Elas querem o dinheiro das massas. Sua estratégia é
fazer com que mais pessoas comprem seus bens e serviços.

O homem mais rico do mundo hoje é Jeff Bezos.
Ele criou a Amazon. Se Sam Walton ainda estivesse vivo, ele seria a pessoa mais
rica do mundo, pelo menos se não considerarmos Vladimir Putin. Bezos seria
então o terceiro. Esses dois homens incrivelmente ricos se tornaram ricos porque
compreenderam como funciona a concorrência de preços.

Os críticos do capitalismo, que são muitos,
simplesmente não entendem que capitalismo significa concorrência de preços, e
que o mercado de consumo em massa criado pela concorrência de preços
representou o maior benefício econômico para a humanidade nos últimos 200 anos.

[N. do E.: sim, os preços das coisas estão sempre
aumentando, principalmente no Brasil. Mas isso se deve às distorções criadas
pelo governo, como a
inflação da oferta monetária
. Ainda assim, o custo real das coisas — isto é, a quantidade de horas de trabalho
necessária para se conseguir comprar um bem básico — só faz cair].

As pessoas que criticam essas empresas que se esforçam para
reduzir seus custos — como a Amazon, a Walmart e a Uber — sempre as atacam
“em nome dos trabalhadores”. Elas sempre vêm a público denunciar os
baixos salários pagos aos empregados. Mas a função do capitalismo é melhorar a
vida dos consumidores, e não dos
produtores, empreendedores e dos empregados. 

Produtores, empreendedores e
empregados só irão se dar bem em uma economia de mercado se souberem satisfazer
os consumidores. Eles só terão lucros se souberam agradar aos consumidores.

Quanto aos empregados, sempre vale ressaltar que
eles também são consumidores. Consequentemente, na condição de consumidores,
empregados também são beneficiados. Agora, se eles não são bem pagos em termos
salariais, então é porque os consumidores não querem pagar bem para eles.
Consumidores sempre estão interessados apenas em conseguir as melhores
barganhas para si próprios, e não os melhores negócios para os produtores,
empreendedores e empregados do setor industrial, atacadista e varejista. Quem determina a sobrevivência
de empregos, salários e lucros são os consumidores, e não os
capitalistas. Os críticos do capitalismo jamais entenderam isso.

Tais críticos são guiados essencialmente pela
inveja, e sempre quiseram atacar e destruir capitalistas e empreendedores. Eles
odeiam empreendedores. Só que, ao atacar empreendedores e exigir que o governo
confisque grandes fatias de seu lucro, eles estão apenas reduzindo os
benefícios que acabariam sendo ofertados aos consumidores (ver aquiaqui).

Mas eles não
ligam. Eles são motivados pela inveja. Eles querem dar uma
lição nos ricos. Eles preferem destruir um rico, e com isso sofrer preços mais
altos em decorrência desta redução na concorrência, a permitir que o
empreendedor continue rico, e com isso se beneficiar de preços menores.

É por isso que a inveja é um pecado horrendo, e os
críticos do capitalismo são conduzidos por ela. O indivíduo invejoso jamais
poderá ser apaziguado pelo rico. Somente a destruição do rico irá satisfazer o
crítico motivado pela inveja.

Conclusão

Para mim, na condição de consumidor, só me resta
recostar e apreciar toda a guerra de preços feita por empreendedores que querem
o meu dinheiro. 

E com um adendo magistral: eu não compro muito no Walmart, mas
compro muito na Amazon. Não uso muito a Lyft (nem Cabify), mas uso bastante a
Uber. Não tenho TV a Cabo, mas tenho Netflix. Se a concorrência de preços do
Walmart obrigar a Amazon a reduzir seus preços, se a concorrência de preços da
Lyft (e da Cabify) forçar a Uber a reduzir seus preços (ou a não aumentá-los), e
se a concorrência de outros serviços de streaming obrigar a Netflix e manter
seus preços baixos, isso será um grande benefício para mim.

Isso é o capitalismo em ação.

_______________________________________________

Leia
também:

O grande beneficiado pelo capitalismo foi o cidadão comum, e não os ricos e poderosos

A discussão do CEO da Uber
com o motorista mostra que, no livre mercado, quem manda é o consumidor

Comprovando a natureza benevolente do capitalismo: ele promove a vida humana e o bem-estar de todos

Em economias capitalistas, trabalhadores são disputados e têm aumentos salariais constantes

Empresas grandes,
ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados

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134 comentários em “No capitalismo de livre mercado, quem sempre ganha é o consumidor”

  1. Texto excepcional, triste saber que esquerdistas não irão ler e continuarão repetir que o capitalismos defende o empresário opressor

  2. Repensando os Tratados

    Este é um ótimo insight. Aliás, foi ele que me fez mudar de ideia em relação aos "tratados comerciais".

    Sim, como este site sempre apontou, tratados comerciais nada mais são do que acordos de comércio gerenciados pelo governo, e não representam um genuíno livre comércio. Sim, concordo plenamente. E concordo também que tais acordos são ruins para as pequenas empresas e bons para as grandes empresas.

    Só que tem um detalhe: eles são bons para os consumidores. O resultado final para os consumidores é que as tarifas de importação diminuem radicalmente e oferta de produtos bons e baratos aumenta. Foi assim com o NAFTA e seria assim com o TPP, vetado por Trump.

    Sim, grandes interesses corporativos seriam os maiores beneficiados e os mais contemplados. E os pequenos empreendedores seriam os mais prejudicados. Só que os consumidores também sairiam ganhando. E, para mim, como consumidor, é isso o que importa.

    Eu era contra o NAFTA e o TPP. Hoje sou a favor. E seria a favor da ALCA também.

  3. O consumidor por sua vez deve observar de quem compra, e priorizar produtos sem trabalho escravo, sem degradação do meio ambiente, sem exploração animal, entre outros requisitos para que o consumo seja consciente!

  4. Oi, mais uma dúvida ^^ .

    Preços de equilíbrio ou tendências a preço de equilíbrio existem?

    Se sim como demonstrar [provar] que existem?

    Se não como provar que não existem?

    E se possível a visão austríaca sobre o assunto. Grato!!

  5. Felipe Lange Souza Borges dos Santos

    Todos somos consumidores, inclusive o dono da Amazon.

    Enquanto isso, tenho de ouvir de professor de geografia de cursinho que o capitalismo deixa os ricos mais ricos e pobres mais pobres (isso até hoje não entendi)… Realmente, o MEC odeia o mercado, apesar de depender exclusivamente dele…

  6. José R.C.Monteiro

    Calma, muita calma nessa hora, o sonho dos metacapitalistas é um bom, e eterno, monopólio, claro, com pouco de salsa, e muito fatiado; monopólio algumas vezes negociado, outras vezes nem tanto. Serafins e Querubins estão em outra clave.

  7. É por isso que quanto mais “direitos” são conferidos aos consumidores (que implica imposição de obrigações aos fornecedores/produtores) menos soberanos ficam os consumidores.

    O establishment jurídico, econômico, político e midiático não compreende isso (ou se nega ou não quer compreender): quanto mais “direitos” aos consumidores, mais se pune os fornecedores/produtores; quanto mais se pune os fornecedores/consumidores, mais se pune os consumidores.

    O mesmo se dá quanto à relação entre empregado e empregador: quanto mais “direitos” são conferidos aos empregados, mais se pune empregadores (impondo obrigações); quanto mais se pune os empregadores, mais se pune empregados.

    Isso é o que dá se negar a compreender que quando a relação de troca é voluntária não há soma zero (ambos saem ganhando); quando há coerção (institucionalizada) na relação, aí sim é que há soma zero (um ganha e outro perde: quem ganha é o burocrata estatal).

  8. “O objetivo do capitalismo é melhorar a vida do consumidor, e não do empregado ou do empregador”

    Mas o empregado e o empregador também são consumidores…

  9. Bruno Feliciano

    Superavit comercial bateu um recorde, o melhor desde março de 1989. O que isso quer dizer?

    Nada né, isso se deve ao fato do real estar desvalorizado? Porque em 2015 e começo de 2016, com o Dolar a R$4,00 isso não aconteceu?

    Veja, o fato de nos estarmos exportando mais, não quer dizer necessariamente que estaremos importando mais correto?

    O Chile exporta vinho, em troca, o Chile importa carros e uma variedade de bens e serviço. Por isso ele mais importa do que exporta.

    Acontece que importar no Brasil é extremamente difícil e nem sempre da Lucro, portanto nos podemos estar quebrando recordes de exportação ano após ano, isso não quer dizer que estaremos importando mais no futuro.

    Correto? Aonde errei?

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/04/1872231-superavit-comercial-bate-recorde-em-marco-e-soma-us-71-bilhoes.shtml

    Abraços

  10. Meus amigos, muito bom como sempre. Peço encarecidamente que falem sobre o imposto sindical. Virou mainstream: economia.estadao.com.br/noticias/geral,presidente-do-tst-apoia-fim-de-imposto-sindical,70001724109

    É agora ou nunca.

  11. Falar que os empreendedores servem aos anseios das vontades propositadas do consumidor, gerando concorrência e, por conseguinte, preços menores e inovação é uma explanação extremamente palatável. Porém, não busca-se melhor analisar tais definições, implicando em lacunas conceituais e objeções.

    Não há distinção entre produtores e consumidores, haja vista que os produtores também adquirem bens variados, enquadrando-os como consumidores, e os consumidores geram bens, quando ofertam seu poder de criar valor, colocando-os como empregados. Nesse sentido, em uma livre concorrência, os empregados estarão suscetíveis à uma redução de custos almejada pelo empreendedor com o intuito de maximizar seus lucros, de modo que seu consumo irá arrefecer continuamente. Portanto, num livre mercado, a concorrência acarretará numa instabilidade nova, os salários serão menores e, por conseguinte, o consumo e os incentivos para as inovações se apequenarão.

    Alguém me aponte o erro

  12. “É por isso que a inveja é um pecado horrendo, e os críticos do capitalismo são conduzidos por ela. “

    AVAREZA também é pecado viu…

  13. Por favor, escrevam sobre a pesquisa da Perseu abramo (ligado ao PT) chamada PERCEPÇÕES E VALORES POLÍTICOS NAS PERIFERIAS DE SÃO PAULO. Foi feita com pessoas que ganham até 5 mínimos.

    O resultado é surpreendente!!!

    O povão é aparentemente liberal. Acham que o inimigo verdadeiro é o Estado, não os ricos, patrões ou empresários. Valorizam muito o mérito, o esforço individual. Valorizam também muito a família e a religião. Rejeitam conceitos como luta de classes, visões maniqueístas etc.

    Vamos divulgar essa pesquisa.

    Fiquei muito feliz com isso. Acho que podemos ter esperança no Brasil.

  14. Essa aqui saiu hoje: “” brasil.estadao.com.br/noticias/geral,uber-faz-campanha-contra-projeto-que-pode-ser-votado-na-camara-dos-deputados,70001725464

    Nada como políticos – especialmente do PT que aparelhou o Estado nos últimos anos – para destruir boas idéias. E sempre em nome da dignidade humana: “líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP), afirmou que o objetivo (do PL) não é proibir o uso dos aplicativos, mas sim regularizar a situação para “dar o mínimo de dignidade” aos motoristas.” E o que o tal deputado pretende regulamentar? “Segundo ele, o projeto que deverá ser levado a plenário vai propor que a regulamentação seja feita pelas prefeituras. Ele, no entanto, defende que alguns pontos devem estar no texto, para servir como diretriz para os municípios. Um desses pontos é que a prefeitura deve limitar o número de motoristas cadastrado pela plataforma. A quantidade seria definida com base no tamanho da população de cada cidade. ”

    Ou seja… é mais um carterização daqueles que conseguirem – sabe-se lá como – uma licença estatal para operarem. E a criação de algum sindicato deve vir logo atrás, juntamente com a criação e ou aumento de impostos nas tarifas do Uber para o Estado cuidar das tais licenças.

  15. Eis a qualidade intelectual de alguns “conservadores”:

    “Tem que regulamentar e impor limites sim! Do jeito que ta, ta uma verdadeira p*. Cada um faz o que quer, oq gera não só competição desigual, mas também -e mais importante- INSEGURANÇA e sucateameamento, tanto pra motoristas do aplicativo, quanto pro maior interessado na história toda que é o passageiro. E se nao for o estado pra regulamentar, quem vai na visão liberal? O papai noel? Ah é… me esqueci, na visão bonitinha digna de contos de fadas, o proprio mercado se “auto-regula”, como se vocês desconhecessem as práticas acima citadas. Me desculpe, mas quem diz defender a liberadade, mesmo preferindo defender monopolio privado apenas pelo mesmo ser privado e ser oposto ao monopolio estatal, não passa de um merda. O que foi proposto até agora foi uma regulamentação de forma que o transporte individual operado por app possa COMPETIR de igual pra igual contra os taxis, e não de forma PREDATÓRIA como havia ocorrendo, fazendo-se valer até de dumping pra isso! E só por isso ta esse chororo liberal… pqp, vocês são uns m*s mesmo!”

  16. Instituto Misses Brasil neste caso, como pode o pequeno entrar no mercado? Vocês explicam que o que impede o pequeno é a regulamentação estatal, mas num mercado onde o volume é a diferença o pequeno não está “de fora” também? Apenas com diferenciação? Porque o grande pode ter muita qualidade e já tem o preço. Como funciona nesse caso?

  17. “O objetivo do capitalismo é melhorar a vida do consumidor, e não do empregado ou do empregador”

    “Quanto aos empregados, sempre vale ressaltar que eles também são consumidores. Consequentemente, na condição de consumidores, empregados também são beneficiados.”

    Empregado, empregador, etc. e consumidor não são pessoas diferentes, mas papéis diferentes que podem ser exercidos pelas mesmas pessoas. Não existe “conflito de classes sociais” porque não existem “classes sociais”, apenas indivíduos interagindo em busca de seus próprios interesses e em geral beneficiando-se mutuamente!

    Que todos os seres infantis cegados pela ilusão doutrinária esquerdista possam compreender essas nobres verdades e atingir o estado de iluminação existencial!

    * * *

  18. Será que teremos isso no Brasil ?

    Estamos mais para uma ruptura e um mergulho na lama do socialismo à moda venezuelana do que livre mercado e capitalismo de verdade.

  19. O objetivo verdadeiro do capitalismo é melhorar a vida dos consumidores, mas toda a mídia e educadores dizem que é enriquecer os empresários.

    O objetivo verdadeiro do socialismo é colocar um ditador no poder e escravizar toda a população, mas toda a mídia e os educadores dizem que é tornar o mundo um lugar mais justo e igualitário.

    A verdade precisa ser dita, gritada em cada esquina pra ver se essa visão errada fica corrigida.

  20. Este artigo é bastante elucidativo porque ajuda a sanar um debate que é constantemente feito acerca do capitalismo e da economia de mercado em geral.

    De um lado, há aqueles que dizem que o capitalismo — embora seja eficiente em criar bens, serviços e riqueza — é injusto e imoral, pois explora os trabalhadores e concentra a enorme riqueza criada nas mãos de alguns poucos empresários e especuladores.

    De outro, há os que rebatem essas afirmações recorrendo a estatísticas que confirmam que os trabalhadores têm o melhor padrão de vida exatamente nos países mais capitalistas.

    Ambos os lados ignoram o essencial.

    O capitalismo não é um sistema voltado para "garantir direitos" aos trabalhadores. E nem para beneficiar empresários. É um sistema voltado exclusivamente para beneficiar os consumidores.

    Só irá prosperar quem consegue fornecer bens e serviços que os consumidores voluntariamente querem adquirir.

    Dado que empresários e empregados são também consumidores, então eles também acabam se beneficiando do capitalismo. No entanto, o capitalismo não é um sistema feito para "garantir direitos e privilégios" aos trabalhadores. Esta não é sua função.

    Se há trabalhadores mal pagos é porque os consumidores de seus produtos assim determinaram. Se há trabalhadores que trabalham muito e ganham pouco é porque não são produtivos e, consequentemente, não conseguem ofertar a um grande número de consumidores algo que eles considerem valioso e pelo qual estejam dispostos a pagar muito.

    Se há assalariados mal pagos e com baixo padrão de vida é simplesmente porque eles não conseguem criar valor para seu público consumidor.

    Ignorar isso e querer tentar contornar essa realidade implantando políticas de "bem-estar social" ou de "criação de empregos artificiais" irá apenas atravancar ainda mais o processo de criação genuína de riqueza.

  21. ” Mas a função do capitalismo é melhorar a vida dos consumidores, e não dos produtores, empreendedores e dos empregados.”

    Como o próprio texto diz em seguida, os empregados também são consumidores. Não sei porque, isso desse jeito. Produtores e empreendedores também são consumidores, logo não faz mais sentido dizer que o capitalismo tem a função de melhorar a vida de todos?

  22. Bonde da Liberdade

    Se o congresso nacional tivesse um nome, ele deveria chamar Arena Karl Marx.

    As pessoas ainda não perceberam, que a política virou uma guerra entre representantes de classes.

    O voto em grandes regiões virou uma união de militantes. Os políticos são apoiados por uma união de pessoas da mesma classe e mesm ideologia em grandes regiões.

    Como o voto distrital possui menos pessoas na mesma região com a mesma ideologia, a tendência é redução do voto de classe.

    Essa Arena Karl Marx precisa acabar.

  23. Suponhamos que em um determinado mercado os preços estão se tornando cada vez mais baixos devido à livre concorrência; para conseguir isso, o fabricante tem que necessariamente cortar custos de algum lugar, por exemplo, dos salários dos colaboradores, ou então diminuindo o quadro dos mesmos, contratando pessoas mais eficientes.

    Mas se diminuirmos a remuneração dos funcionários não estaremos também diminuindo o poder de compra dos mesmos, e essa diminuição do poder aquisitivo não vai gerar menos vendas? Concordo que apesar da diminuição de renda, a diminuição dos preços compensará tal redução dos ganhos, mas então não ficaria na mesma situação de antes?

    Explicando melhor: um sujeito trabalha em uma empresa, e tem seus ganhos reduzidos em 20%, por exemplo, para atingir a meta de redução de 20% no preço do produto final. Mas qual a vantagem de pagar 20% a menos em um produto, se o salário também diminuiu 20%? Desculpem a pergunta que talvez seja idiota, mas não sou nenhum entendido em economia e estou tentando aprender.

  24. Leandro,

    o que você acha da DAI da MakerDAO? (ainda não saiu, mas teve um teste com uma versao simplificada). Pelo que eu consegui entender é uma moeda virtual que tem seu preço atrelado ao SDR do FMI, mas posso ter entendido errado porque não sei inglês kk

    Me parece o que o Hayek propôs em 1968 com seu livro “Desestatização do Dinheiro”, das moedas privadas a taxa constante em relação a uma cesta de bens (no caso são moedas).

    Será que finalmente essa realidade chegou? kk

    https://makerdao.com/

  25. Sobrevivente do Socialismo

    Segunda a teoria do canalha Marx, se eu e o Neymar jogamos duas horas de futebol por dia, então nós teremos o mesmo salário ?

    Isso parece ser coisa de gente drogada, ou que nunca trabalhou na vida.

  26. Pessoal,

    Alguém pode me explicar algo:

    Em um Currency Board, em uma situação em que há grande entrada da moeda-lastro no país, gerando um desequilíbrio e desvalorizando-a, a saída do país para manter esse câmbio fixo é imprimir dinheiro, para voltar a equilibrar as moedas?

    Baseio minha dúvida em uma situação de forte entrada devido a uma grande exportação de alguma commoditie, que aumente a oferta da moeda lastro.

    Obrigado!

  27. Hermenegildo Quexigina

    é interessante, o debate entre o “Smith moderno e estudante caloiro em economia”. A “escassez” é a ausência de uma economia de mercado, o capitalismo traz alternativas de escolhas, mais hoje, muito sinceramente, é dificel perceber se a estamos em uma economia de mercado, por uma simples razão de existirem políticos- empresarios, como é caso de muitos países em África.

    Em África os preços tem um comportamento ascendente e nunca descendente, tenho tido o “privilegio de observar esse fenómeno” no meu próprio pais, tais, fenómeno a credibilizarem as teoria económica capitalista, indiscutivelmente esta provado que a economia capitalista promove o bem estar-social do individuo.

    Recentemente fui a uma Praça e reparei que as senhoras vendiam ” Fuba de Bombom” ao mesmo preço. O que observei, será isso uma economia de mercado?

    estou fuso

  28. É possível a economia, no qual o padrão de troca é o papel moeda, crescer, sem a impressão de papel moeda ? Fico matutando sobre isso e, confesso, sou leigo para entender tal situação.

  29. “Se Sam Walton ainda estivesse vivo, ele seria a pessoa mais rica do mundo,

    pelo menos se não considerarmos Vladimir Putin.”

    Essa frase revela porque muitos esquerdistas preferem a política ao livre-mercado…

    * * *

  30. Mas não é so preço melhor. Qualquer produto que gere a sensação de valor para que consumidor, pode ser ofertado a um preco mais caro!!!

  31. Discordo do artigo! A Reestatização esta na moda, Reino Unido, EUA, França e Alemanha estatizaram centenas de serviços que estavam em mãos privadas, durante a década atual.

    economia.uol.com.br/noticias/redacao/2019/03/07/tni-884-reestatizacoes-mundo.htm

    Serviços ruins e claro pois só pensavam NO LUCRO!!!

    É fato e não argumento, lidem com isso.

  32. Leandro, estou pesquisando sobre as tarifas de importação dos EUA (especialmente após a Grande Depressão, estou fazendo um artigo para o meu blog) e, após a Tarifa Smoot-Hawley, essa tarifa aumentou consideravelmente. Eu então dei uma olhada nesse gráfico. Ele seria confiável? Porque, por exemplo, se analisar o “Dutiable imports”, nota-se a grande discrepância. O que seria este dado específico?

  33. E se o consumidor for um pedófilo? Vão vender pornografia infantil? Prostituição infantil para satisfazer à “demanda” deste consumidor? Tão vendo pq não dá pra dissociar moral da economia?

  34. Fabrício dos Santos

    Uma dos argumentos anti-estado que eu já ouvi, era o de que “enquanto tiver Estado, haverá facções querendo subir uma em cima da outra, logo devemos acabar com o Estado”.

    Eu acredito que se não tiver Estado, as pessoas vão acabar criando um Estado.

    Por que foi assim q ele surgiu inicialmente.

    As pessoas faziam o que queriam umas com as outras e os fortes se sobressaíam.

    De repente, um grupo resolveu se unir para poder manter seu modo de vida “em paz”(muitas aspas aqui).

    E esses grupos foram se desenvolvendo e chegamos no estado que temos hoje.

    Vocês não acham que o Estado é um resultado da nossa história e que apareceu de forma espontânea??

  35. Pessoal, alguém sabe como funciona o transporte coletivo nos EUA? É que estou elaborando um artigo sobre. Aqui em Lake Worth onde moro, é algo precário (apesar do ônibus não estar caindo aos pedaços) e as rotas são restritas (e são poucos que vejo andando na rua), ele é administrado pelo governo do condado. Me disseram que o transporte coletivo na Europa é bem melhor do que aqui, o que tendo a acreditar por este fator.

  36. Parabéns presidento, pelo acordo de livre comércio de autos leves com o México. Em 2020, serão os trucks pesados.

    Quem sabe o Brasil comece a voltar a ter carros menos defasados e não tão caros, comparados aos europeus.

  37. Leandro, onde estao artigos sobre as quedas economicas em epidemias que sitam a peste negra e gripe espanhola?

    Carai, a Itália decretou 100 por cento de quarentena. Um pais todo parado.

  38. Rick, O Magnifico

    http://www.bbc.com/portuguese/internacional-51746841

    Se não tiver aparecendo o endereço/noticia – A matéria é a seguinte;

    A ameaça do coronavírus nos EUA, onde milhões não têm licença médica nem saúde pública. – BBC – News Brasil

    Hoje tive um debate com um amigo meu no qual, ele defendia a propagação de políticas públicas para casos como esse e eu tentei reunir em minha mente fundamentos de livre-mercado para resolver o problema de outra forma e infelizmente minha bagagem não é muito técnica.

    Recorri a este site em busca de esclarecimento, para enriquecer minhas ideias. Ficarei grato se me responderem e se possível leiam a noticia para maior acurácia na resposta.

    Agradeço

  39. Fabio Anderaos de Araujo

    Seria bom se fosse verdade, mas não é bem assim. No capitalismo concorrencial, antes do advento dos oligopólios (excluindo monopólios naturais), a oferta de bens era atomizada, isto é, um grande número de empresas (pequenas e médias) era a regra na maioria dos setores de bens de consumo. Porém, somente um pequeno número de empresas sobrevive por muito tempo, seja por problemas de gestão, falta de adaptação às mudanças de preferências dos consumidores, surgimento de produtos sucedâneos, novas tecnologias etc. Empresários mais capazes e criativos se dão melhor, de modo que é inevitável o processo de concentração no mercado. Vejam, por exemplo, o caso da Nestlé, empresa suíça com 154 anos de existência que se tornou a maior empresa de alimentos do mundo. A Nestlé se dá ao luxo de ofertar os produtos que ela considera mais rentáveis, dentro de sua lógica de negócio, não necessariamente o que o consumidor deseja. Eu pessoalmente acredito que o capitalismo é ou foi um sistema econômico que tem ou tinha o propósito de trazer o máximo de satisfação e realização material para todos.

  40. Sua abordagem foi a mais abrangente e fiel que li até agora sobre o tema. Apenas ressalvo um equívoco ainda não percebido por tantos outros, repetido aqui. Aplicativos de transportes , conflitam sim com interesse público, porque no ânimo exacerbado de agradar o cliente, e sobretudo de alcançar os que antes não consumiam tal serviço (muito bem exposto essa parte), então concorrem com modais de grande capacidade, e aí , passam a não só desequilibrar o sistema , como causar inúmeros outros impactos na sociedade , a saber: congestionamentos , poluição, desequilíbrio financeiro nos modais de alta capacidade, etc. Em tempos de busca por cidades inteligentes e sustentáveis, somente repetindo o mantra dos doutrinadores neurolinguisticos pagos a peso de ouro, para assumir que tais aplicativos não são responsáveis por todos esses revéses. E quanto aos dinheiros auferidos por seus “parceiros “, sim(!) tal é o absurdo imposto por essa ganância desenfreada, que a Câmara novaiorquina por maioria absoluta aprovou pagar salário mínimo (17 dólares hora) ou aumento do Km rodado. Não bastasse a empresa nunca ter dado lucro, arrasta seus colaboradores para a margem de uma renda equilibrada.

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