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Ilusão e falência – enfrentar nossa crise fiscal não é um tema ideológico

É fato: a situação fiscal do governo seguirá
calamitosa nos próximos 10 anos, mesmo com a aprovação da Reforma da
Previdência.

O gráfico a seguir mostra, na linha azul, a evolução
das receitas tributárias líquidas do governo (deduzida das restituições e
incentivos fiscais) e, na linha vermelha, a evolução das despesas. Detalhe: as
despesas não incluem o pagamento do serviço da
dívida (juros e amortizações).

Atenção:
como se trata de uma média móvel de 12 meses, o valor na coluna da esquerda se
refere a valores mensais. Na prática, um valor de R$ 100 bilhões
significa que, em um período de 12 meses, este foi o valor médio arrecadado (ou
despendido) pelo governo a cada mês. Para se ter uma ideia do valor
anual, basta multiplicar o valor por 12 (meses).

orcamento.png

Gráfico 1: na linha azul, a evolução das
receitas tributárias líquidas do governo; na linha vermelha, a evolução das
despesas primárias (que exclui gastos com a dívida). Média móvel 12 meses.
(Fonte e gráfico: Banco Central)

Perceba que, até 2014, havia um superávit
primário
. Ou seja, quando se desconsidera os gastos com o serviço da
dívida, o governo arrecadava mais do que gastava. A partir do final de 2014, a
realidade se inverte, e o governo passa a ter um até então inédito déficit
primário
, isto é, o governo passa a gastar mais do que arrecada, mesmo sem
considerar os gastos com a dívida.

Já o gráfico a seguir, também em forma de média
móvel, mostra a evolução das receitas e das despesas da previdência social (no
caso, apenas o INSS; este gráfico não abrange o RPPS, que é a
previdência do setor público, ainda mais deficitária; e também não abrange os
militares; e nem o Fundo Constitucional do DF. Não é minha culpa. É o único
gráfico disponibilizado pelo Banco Central). 

cewolf.png

Gráfico 2: na linha vermelha, as
receitas da Previdência Social; na linha azul, os gastos com benefícios
previdenciários. Média móvel 12 meses. (Fonte e gráfico: Banco Central)

Observe que sempre houve déficit, mas, a partir de
2015, com o aprofundamento da recessão (aumento do desemprego, redução no ritmo
da arrecadação e aumento dos gastos previdenciários do governo), o déficit se
acelera. A arrecadação desacelera (aumento do desemprego e da informalidade) e
os gastos aumentam (mais auxílios para um número cada vez maior de pessoas).

Atualmente, o déficit do INSS é de aproximadamente
R$ 18 bilhões por mês, o que equivale a aproximadamente R$ 210 bilhões por ano.

E, de novo, isso apenas para o INSS.
Quando se junta tudo (funcionários públicos, militares, e fundo constitucional
do DF), o rombo é de R$
290 bilhões
 por ano. 

E isso apenas em nível federal. Se você acrescentar estados e
municípios, a coisa chega facilmente a R$
380 bilhões
.

Como não há mais de onde arrecadar, e dado que os
gastos governamentais são constitucionalmente rígidos — ou seja, é legalmente
proibido cortar –, a única alternativa para o governo fechar as contas (isto
é, fechar o espaço que separa a linha azul da linha vermelha) é se endividar:
ele tem de recorrer ao mercado e pedir dinheiro emprestado, pois só assim ele
pode cobrir seus déficits orçamentários.

Como consequência, a trajetória do endividamento do
governo se tornou assombrosa.

O gráfico abaixo mostra a evolução da dívida bruta
do governo federal desde julho de 1994. A dívida nada mais é do que um
acumulado de déficits. Assim, o gráfico abaixo mostra o volume de dinheiro que
foi absorvido pelo governo federal para financiar seus déficits — dinheiro
este que, caso não houvesse déficits, poderia ter sido direcionado para o
financiamento de investimentos produtivos:

divida.png

Gráfico 3: evolução da dívida total do
governo federal (Fonte e gráfico: Banco Central)

Assustado?

Por
enquanto, tudo tranquilo no mercado financeiro

Não obstante estes números, o mercado financeiro,
sedado por juros internacionais em queda livre, está complacente e negocia o
risco Brasil em níveis inéditos, a
120 pontos contra 290 de um ano atrás
.

Não me parece apreçado no risco Brasil o contínuo ataque
dos inflacionistas ao seguinte arcabouço de responsabilidade fiscal: a) regra
de ouro, que impede que o governo contraia dívida para efetuar gastos
correntes, b) lei de responsabilidade fiscal, que limita despesas com pessoal e
endividamento, e estabelece mecanismos de equilíbrio entre receitas e despesas,
e c) teto
de gastos
, que impede que as despesas cresçam acima da inflação.  

Estamos travando a mesma batalha de 1932, quando Keynes,
Pigou e Fisher pregavam impulso
fiscal e monetário em meio à crise fiscal que se seguiu à crise
de 1929
, enquanto Hayek
e Robbins defendiam
que o investimento privado deveria liderar a recuperação econômica.  

Keynes venceu a batalha naquela ocasião ao
prescrever exatamente o que os políticos queriam: concretizar gastos. Como bem disse
Hans-Hermann Hoppe:

O
keynesianismo ensina exatamente tudo
aquilo que políticos e governos querem ouvir. […] O keynesianismo é a teoria
econômica favorita dos políticos simplesmente porque ela lhes concede um
arcabouço supostamente científico para fazer aquilo que eles mais gostam:
gastar dinheiro.

A
teoria keynesiana diz que os gastos do governo impulsionam a economia;
que expandir o crédito (melhor ainda se for subsidiado) gera
crescimento econômico; que os déficits do governo são a cura para uma
economia em recessão; que inchar a máquina estatal, dando emprego para
burocratas, é uma medida válida contra o desemprego (quem irá pagar?); que
regulamentações, se feitas por keynesianos, são propícias a estimular o
espírito animal dos empreendedores. E, obviamente, que austeridade é péssimo.

Desde então, o keynesianismo escancarou aos
políticos as comportas da irresponsabilidade fiscal e monetária. 

Em 2019, André Lara
Resende baseia-se na keynesiana Teoria Monetária Moderna
(Modern Monetary
Theory – MMT) para receitar que o governo gaste mais e imprima mais dinheiro
nesta crise fiscal. E, na mídia, acadêmicos
recorrentemente fazem eco ao mote de “gastar e
imprimir”.

Dilacerar as políticas de responsabilidade,
incorrendo em rombos e mais dívida, tornou-se a nova política econômica
defendida por esses intelectuais. O espantoso é que esta
foi precisamente a política que causou a atual crise
.

Parafraseando seu guru Keynes, preferem esbanjar
hoje, pois, no longo prazo, não mais estarão aqui para pagar a conta.

Bomba-relógio

Enfrentar nossa
crise fiscal
não é um tema ideológico, mas de cifras de endividamento que
teimam em ser inflexíveis. Não há ideologia que refute ou altere a realidade
demonstrada pelos gráficos 1, 2 e 3.

Adicionalmente, trata-se de um tema temporal, um
conflito entre gerações
. Temos hoje de arcar com obrigações previdenciárias
contraídas na geração anterior, as quais são impossíveis
de serem quitadas pelos impostos da geração atual
. Consequentemente, o
estado se endivida para bancar estas obrigações assumidas no passado. Só que esse
endividamento crescente, que viabiliza artificialmente a manutenção de todo este
arranjo, é impossível de ser quitado integralmente pelas gerações futuras.

Há 240 anos, Adam Smith dizia que “quando a dívida
pública alcança certo nível, não é mais paga integralmente; a falência do
governo é disfarçada por pagamentos de faz de conta.” Smith se referia aos
meios que o governo utiliza para levantar recursos: impostos, endividamento e
inflação.

Aumentos de impostos são evitados pelos governantes
sob pena de perda de popularidade, vide o recente
episódio da CPMF
. O método preferido é o aumento de endividamento, o faz de
conta. Como mostra o gráfico 3, desde 2013, a dívida bruta
saltou de 51% para 77% do PIB
(aumento de mais de 50%)

Ocorre que, para além de um determinado nível de
dívida, a deterioração do risco de crédito inviabilizará o malabarismo: o
mercado não emprestará mais ao governo. Para evitar o calote, a consequência
final é a inflação por monetização de dívida. Pagará a conta, portanto, aquele
grupo de interesses que não vota nem é organizado: o das futuras gerações.

No jogo de empurrar com a barriga, o
STF proibiu a redução de salários de funcionários públicos
prevista na LRF,
políticos defendem a implosão
do teto de gastos
, e o Congresso autoriza o governo a descumprir
a regra de ouro
.

A sociedade e o governo, iludidos, não querem
enfrentar a causa fundamental da crise: o tamanho
dos gastos públicos
. No entanto, é preciso cortar desde já as duas rubricas
que representam cerca de 80% do total: salários dos servidores e aposentadorias
de forma geral. A alternativa, asseguro, é a futura falência inflacionária.

 

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104 comentários em “Ilusão e falência – enfrentar nossa crise fiscal não é um tema ideológico”

  1. Boa tarde, alguém aqui tem algum artigo ou livro para recomendar que fale sobre a forma como esquerdistas encaixam os outros no espectro político? Eu constantemente vejo esquerdistas tentando empurrar o PT para centro-esquerda, e a centro-esquerda junto com os demais, para a Direita. Vejo que isso é uma estratégia política/retórica eficiente para distorcer o conceito de Centro e manter pessoas de esquerda confiantes de que não são extremistas quando defendem políticas iguais as do PT. Alguém conhece algum material que desconstrua essa distorção criada por eles?

  2. Tem que cortar gastos publicos como regalias e mais regalias de politicos e parentes de politicos .. Nao adianta diminuir gastos com servidores publicos e encher as repartições de comissionados e apadrinhados de politicos como muitos tem feito. Nao adianta manter a casta que se tornou hoje a vida dos parlamentares e do judicirio com lagostas e vinhos do STF

  3. A medula óssea do Brasil já foi completamente sugada, não há mais nenhuma capacidade de geração de valor neste ambiente econômico orientado por uma constituição cópia da URSS, uma casta inatingível do funcionalismo com pensões e vencimentos de US$10.000 mensais ou mais, sustentados por desdentados desempregados trabalhando em um ambiente econômico mais hostil que a Rep. Islâmica do Irã. E o pior é que tem gente achando que uma centena de portarias do ministério da economia, duas dezenas de leis e meia dúzia de emendas à constituição irão consertar algo.

  4. “No entanto, é preciso cortar desde já as duas rubricas que representam cerca de 80% do total: salários dos servidores e aposentadorias de forma geral. A alternativa, asseguro, é a futura falência inflacionária.”

    Venho falando isso desde 2017 quando saiu aquele gráfico atualizado do governo Temer a respeito da dívida. O futuro da Argentina é ser a Venezuela e o futuro do Brasil é ser a Argentina.

    Nunca esse país cortará os gastos radicalmente graças à Constituição, então a solução inevitável é a abolição do plano Real. O que resta saber é quando.

  5. O Brasil é uma Índia que quer gastar como uma França.

    Os social-democratas deveriam olhar para o Brasil e finalmente perceber que sua teoria é uma furada. Afinal, a teoria desenvolvimentistas/social-democrata diz que gastos mais déficits (mais endividamento) são o que trazem prosperidade. No Brasil tudo isso foi feito. Até quando vão insistir nessa tragédia?

    Quando é que vão aceitar que não é com aumento gastos e nem aumento de intervenção do Estado que qualquer país irá se tornar desenvolvido? Um país precisa ser economicamente livre para prosperar. Os próprios escandinavos (orçamento equilibrado, baixo endividamento, tarifas de importação quase zero e total liberdade empreendedorial) mostram isso.

  6. Estamos ferrados. Acho que o Brasil nunca vai pela frente, uma pena.

    Off:Parece que um socialista popular tem altas chances de chegar a presidência nos EUA, esqueci o nome do cara, mas ele já elogiou o sistema de saúde canadense e se tiver chance não duvido fazer o mesmo,

  7. Pessoal, dado esse cenário apocalíptico que estamos indo, teremos 2 grandes consequências em algum momento:

    – Dólar nas alturas – o que já está acontecendo – será que chegamos em R$5,00 até 2020?

    – Volta da inflação, que está contida apenas por estarmos em recessão.

    Minha pergunta é….

    O que nós devemos fazer para nos proteger???

    Comprar dólar? Comprar ouro? Sair do país?

  8. Liberal Inteligente e Educado.

    A previsão de déficit deste ano era de 150 bilhões, mas o Guedes já conseguiu reduzir pata 80 após privatizações , cessões onerosas, leilões etc….a privatização completa, total e irrestrita de estatais não pode ser também uma forma de se voltar a ter superávits? A ideia parece ter menos resistência política do que o corte de gastos

  9. A situação do país vai de mal a pior, e com esse câmbio em R$4,20 a coisa vai degringolar de vez. A situação fiscal tá triste, porém alguma coisa precisa ser feita em relação ao dólar URGENTEMENTE, o Paulo Guedes só se preocupa com a parte fiscal e tá pouco se lixando com o câmbio. Esses dias atrás ele teve a audácia de dizer que o país tá preparado para o dólar em R$4,20 e que isso ajudaria na reindustrialização. No começo do ano durante a sabatina no senado, Roberto Campos Neto disse que iria “assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda” durante sua gestão. Cara isso é uma piada, o cara tá fazendo totalmente o contrário. Esse país é uma insanidade.

    Gostaria de fazer uma pergunta ao Leandrão, caso esteja passando por aqui nos comentários:

    Qual seria o impacto de uma possível permissão de abertura de conta em dólares por pessoas físicas no câmbio? O dólar subiria mais ainda? Vi que o BC recentemente mandou um projeto nesse sentido para o congresso, mas até isso ser aprovado vai demorar. Vi também que mesmo antes desse projeto ser aprovado, já existe algumas opções no mercado como Transferwise, Revolut (em breve no Brasil), Superdigital e recentemente o Banco BS2 que tá permitindo abertura de conta em dólares.

  10. Hélio, tenho algumas dúvidas quanto a resolução do problema previdenciário e a quitação da dívida pública. Se puder me responder agradeceria muito! E, peço perdão por qualquer equívoco que eu eventualmente venha a apresentar em minhas dúvidas.

    Bem, quanto a questão da dívida pública, vi em um artigo aqui no IMB que se fosse criado um Currency Board ortodoxo com sede na Suíça e tendo o ouro como moeda-âncora no Brasil seria possível quitar, com o excedente de nossas reservas internacionais, cerca de 25% da dívida. Já em outro artigo aqui no Instituto afirmava que a conversão dos títulos públicos em quotas administradas pelos bancos somada a uma inoperância gradativa do Banco Central, pavimentando o caminho para um Currency Board, quase que zeraria a dívida. Queria saber qual a relação entre essas duas propostas e se seria possível fazer as duas, zerando a dívida pública e ainda sobrando dinheiro, este que – aqui já entramos na questão previdenciária -, juntamente a uma impressão de moeda(antes do Currency Board) de 2% ao ano constituiria o orçamento do governo destinado ao financiamento da previdência social após a determinação de que os novos trabalhadores e os recém-entrantes no INSS(Aqui seria necessário um ajuste no sistema de contribuições) que quisessem fossem para um regime de capitalização.

    Desde já agradeço.

  11. 1º – A economia do Estado não é igual a economia de uma família. O Estado imprime dinheiro e pode se endividar SIM, pode emitir e conviver com dívidas crescentes sim vide EUA e Japão. O problema não é a dívida, o problema é a falta de crescimento. O Brasil não cresce e ta seguindo toda a cartilha neoliberal.

    2º – Com política austericida e liquidacionista(que o Paulo Guedes está fazendo e o Mises endossa) o país não vai melhorar mesmo… não adianta jogar o bebê fora junto com a água da bacia. De que adianta “reduzir a dívida” e matar as pessoas junto ? Sem pessoas não tem economia… vai pra produzir pra quem ? quem vai consumir se não tem dinheiro ? Primeiro vem as pessoas, depois vem o dinheiro e a lógica fria do mercado.

    3º – Depois do fracasso do leilão do pré sal esse site aqui e suas teorias perderam completamente o sentido.

  12. Olhar gráficos e fazer extrapolações, ceteris paribus, é um exercício meio tosco de adivinhação. Se não vejamos: a reforma da previdência dará um freio de arrumação nos gastos, temporário mas eficaz; a previdência do servidor público já passou por revisão em 2013, com a criação do Fumpresp. O atual governo interrompeu o inchaço da máquina pública; o teto de gastos funciona como pressão para reduzir o gasto público. Gostaria que o articulista fornecesse números atualizados, com a previsão de economia, caso contrário sugere ser mais um pregador do caos apostando no pior, e pregando o apocalipse para lucrar operando vendido ou, se der sorte de acertar, ganhar 15 minutos de fama.

  13. ** meu comentário saiu no lugar errado, vou repostá-lo **

    Problema do Brasil é meramente estrutural… a estrutura burocrática encalacrada e parasitária se mantém intacta. Depois que você mora fora do Brasil, em algum lugar um pouco mais decente, você acaba percebendo isso. Como os brasileiros sofrem…

    Solução para isso:

    – Faz uma outra Constituição. Uma que pelo menos seja uma cópia da de 1824. O Brasil Imperial não era lá essas coisas, mas pelo menos tinha menos instabilidade política e padrão-ouro. Capital federal poderia ser São Paulo, Rio de Janeiro… Brasília é um projeto de puro planejamento centralizado.

    Caso não der, então que cada federação se torne um país independente (ou cidade, ou mesorregião). Se São Paulo fosse uma cidade-estado independente, eu imaginaria algo tão próspero (ou mais) do que Hong Kong ou Cingapura. Dê 20 anos de liberdade econômica que o negócio jorra prosperidade.

    Nem preciso dizer que a política monetária desse BC é um desastre. Era mais fácil o Roberto renunciar e levar junto o BC. E então libera o dólar americano em circulação. Outro dia vi o Kogos reclamando, porque ele leu em algum artigo daqui do Mises Brasil, de que câmbio flutuante não funciona em países atrasados. Mas não funciona mesmo. Eu acho que ele pensa que câmbio fixo é controle de preço… mas o padrão-ouro é câmbio fixo!!!

  14. Estou comprado em bolsa desde os 40,000 pontos (TAEE11, B3SA3, UGPA3, ITSA3, SAPR4, IRBR3, CIEL3), com perda apenas em Cielo e UGPA3. Comprado também em títulos públicos longos, com alguns pagando 10% + IPCA. Tenho Hedge em ouro equivalente a 20% do capital investido. Eis o meu portfólio.

  15. Pra quem acha que o dólar está “caro” ou “barato”, digo apenas que é o real quem está apenas seguindo a tendência de sempre.

    br.tradingview.com/symbols/spread/FX_IDC%3AUSDBRL%2FTVC%3ADXY/

    (Cliquem em “Todos” para ver a série completa).

  16. Me desculpem fugir do escopo, mas tenho buscado artigos sobre os “Trinta Gloriosos” (aquele período pós 2º guerra), podem me ajudar?

    Muitos estudiosos usam esse período como suposto argumento para sustentar o Estado do bem estar social, até mesmo em países pobres como o Brasil (tipo aquela máxima ‘gaste muito antes de ficar rico’).

    Qual livro vocês indicam acerca desse período?

    Aproveito a oportunidade também para agradecer as sugestões de leitura do Leandro (peguei de outros artigos). Sensacionais e esclarecedoras.

  17. Pessoal eu tenho duas dúvidas e agradeço se puderem me ajudar.

    1 – Quanto ao padrão ouro, seria possível lastrear um moeda em diamante ou em outro mineral ou recurso escasso e de alto valor?

    2 – Faria algum sentido fazer um lastro parcial da base monetária, com por exemplo 30% do dinheiro existente ou algo assim?

    Obrigado!

  18. Alguém poderia me tirar uma dúvida? Então, meu antigo vizinho a abandonou a casa dele a 7 anos devido a uma enchente, e está morando em outro lugar na cidade, e a casa antiga que fica ao lado da minha está aos pedaços e as plantas dominaram, mas o que está me irritando, assim como os outros moradores da rua é que muitos drogados e pessoas pessoas perigosas(inclusive fugitivos) estão usando o lugar, muitas vezes eles vão na casa e depois saem, e os vizinhos, assim como na minha casa tem crianças pequenas, e o cheiro está incomodando muito, mas como é propriedade privada e o fdp não liga pra casa e não vende, não tem o que fazer, e ai? Alguma solução?

  19. o que acham da ideia do Ciro Gomes de usar as reservas internacionais para comprar dividas (títulos) em posse das empresas endividadas? Ele ia da um título público as empresas endividadas, tais títulos teriam juros menores e mais tempo para pagar. Tirando as empresas endividadas do buraco.

    Usaria o dinheiro das reservas para pagar a divida privada e ai emitia um título publico para a empresa.

  20. Leandro,

    Você comentou:

    “Bastaria ter uma política monetária voltada exclusivamente a manter o preço do ouro ou de uma cesta de commodities estável. Isso já faria maravilhas pela economia”

    Como seria feito esse processo de atrelar o Real ao ouro ou essa cesta de commodities? Poderia dar mais detalhes?

    Obs: A atual presidência/diretoria do BACEN + Paulo Guedes/equipe não possuem essa mentalidade da importância da moeda estável? Escola de Chigago não liga muito pra questão de moeda estável/cambio valorizado? Somente os austríacos tem esse noção?

  21. 5 minutos de IRA!!!

    E se…………….

    ………..Fosse criado um algoritmo secreto que disparasse compras e vendas de dólares aparentemente aleatórias, tanto em periodicidade quanto em quantidade, sendo que esse algoritmo sempre tendesse a ser neutro no longo prazo (e essa informação fosse devidamente passada para a população).

    Poderia isso simplesmente quebrar a especulação cambial, sem, no longo prazo, afetar os investidores no comércio internacional, que saberiam que as alterações do mecanismo tenderiam à neutralidade?

    Dessa forma, acredito que o real, ao menos, adquiriria o comportamento de sempre trabalhar próximo ao seu valor real, sem bolhas e, por consequência, ao aumentar sua confiabilidade, talvez até se valorizasse………..

    Poderia ser positivo?

  22. O liberal está para o conservador assim como os trilhos de uma férrea estão para a sua locomotiva.

    A linha liberal econômica é o oposto da linha fascista da política esquerdopata.

    Se o liberal não se instruir sobre as premissas básicas do conservadorismo político, derivado dos princípios espirituais judaico/cristãos, ele será sempre um fogão bonito à disposição de panelas vazias.

  23. Ideologia é a narrativa de justificação de uma prática.

    Dizer que o liberal não tem ideologia é o mesmo de dizer que o liberal não sabe por que é liberal.

    Dizer que o conservador não tem ideologia é o mesmo de dizer que o conservador não sabe por que é conservador.

    É por essas e outras, que os sociopatas da esquerda conseguiram dividir o mundo e avançam para implantar uma Nova Ordem Mundial.

  24. Vcs nao estão exagerando ?

    O deficit fiscal desse ano estava projetado pra 139 bi e vai ficar em 80 bi

    Tem um relatório do Institito Fiscal Independente do Senado projetando retorno do superavit fiscal em 2026 num cenário moderado.

    Bem menos dos 10 anos de deficit q vcs afirmaram ainda por vir. Isso num cenário moderado. Num otimista retorna em 2023 e provavelmente o cenário otimista é o que ocorrerá.

    Vide esse ano o deficit bem mais baixo do que o previsto.

  25. O Mises Brasil parou de falar no Chile, justamente no momento que os acontecimentos estão mais espetaculares por lá. Falo ! Agora passado um mês de protestos começam a aparecer as terríveis consequências . São prejuízos enormes e o perigo do fim da prosperidade do Chile. Essas manchetes explicam bem a situação. O mais importante o Mises Brasil não tem debatido. Enorme lição para nós. Brasileiros !

    http://www.bbc.com/portuguese/internacional-50419217

    http://www.terra.com.br/noticias/os-custos-da-crise-no-chile,b8a4f12a3cf375061eab5cdb0c13f438vsrwbxfz.html

  26. Então a estratégia atualmente é:

    1. Selic baixa: compra Tesouro Selic

    2. Quando a inflação aumentar vende Tesouro Selic e compra Tesoura IPCA

    3. Selic volta a baixar: vende Tesouro IPCA

  27. Lucídio Pagnussat

    Prezados,

    O negócio é aparentemente simples, mas a casta que foi criada é um elefante, por isso parece difícil. Sou a favor de uma transição não muito longa, de no máximo 5 anos. Economia em si é simples: 1) Moeda é poder de compra -quanto mais estável, mais seguranças todos tem e melhores negócios e empreendedores surgirão. Isto é credibilidade.

    2) Contas – qualquer tipo de conta (desde a de casa de qualquer família), é a mesma coisa. Uma matemática de mais ou menos. Quanto entra e quanto sai. A diferença é: estaremos nos endividando, ou estaremos parados, ou estaremos sobrando dinheiro para investirmos e crescermos.

    3) Mínimo setor público/político – é o câncer da época, pois há baixa produtividade. A produtividade, na realidade faz toda a diferença.

    4) Acabarmos com legislação restritivas e inúteis sem base científica real. Tudo o que restringe o ser humano o acaba prendendo, criando insegurança, custos aumentando para uns ganharem sem fazer nada.

    5) Sem privilégios. Todos somos iguais, então os impostos devem ser justos, e não elevarmos os mesmos e depois isentarmos os amigos do Rei, e ferras os demais.

    6) Meter todos os bandidos na cadeia(e cobrar os danos de volta). Leis sérias e boas são para retirar da sociedade corruptos, que provocam a desigualdade e ide qualquer tipo na sociedade.

    É só implementarmos isso.

  28. Pergunta de um leigo,

    O gráfico mostra que o Brasil teve anos de superavit primário até 2013/2014. Entretanto, mesmo nesse período a divida pública aumentou.

    O que houve? os superávits primários não foram em tamanho suficiente para estancar o crescimento da dívida?

    O superavit primário para estancar a dívida teria que ter sido suficiente para o pagamento integral dos juros da dívida, e isso não aconteceu?

  29. Só pra ver se entendi certo (sou leigo em economia): se fosse trabalhar com conceito de superavit primário, que é o que geralmente mídia usa, teríamos que falar em um superavit primário tão grande a ponto de cobrir totalmente os juros da dívida (e assim ser um superavit nominal), correto?

    Mesmo antes do COVID, parece que estávamos longe de voltar a ter superavit primário, muito menos, superavit nominal. Mas ainda assim, antes da pandemia me parece que alguns economistas previam uma estabilização e até redução da dívida daqui alguns anos.

    Eles previam que o Brasil voltaria a ter superavit nominal no futuro? Esse cenário parecia ser factível, antes da COVID ? (achei muito otimismo – pois teria que haver muitos cortes de gastos públicos, e pelo que sei orçamento da união é engessado demais, não?

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