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Intelectuais e raça – o estrago incorrigível


tantas falácias ditas sobre raça, que é difícil escolher qual é a mais
ridícula. No entanto, uma falácia que
costuma se sobressair é aquela que afirma haver algo de errado com o fato de
que as diferentes raças são representadas de forma numericamente desproporcional
em várias instituições, carreiras ou em diferentes níveis de renda e de feitos
empreendedoriais.

Cem
anos atrás, o fato de pessoas de diferentes antecedentes raciais apresentarem
taxas de sucesso extremamente discrepantes em termos de cultura, educação,
realizações econômicas e empreendedoriais era visto como prova de que algumas
raças eram geneticamente superiores a outras.

Algumas
raças eram consideradas tão geneticamente inferiores, que a eugenia foi
proposta como forma de reduzir sua reprodução. O antropólogo Francis Galton chegou a exortar “a gradual extinção de uma
raça inferior”.

E
as pessoas que diziam essas coisas não eram meros lunáticos extremistas. Muitos deles eram Ph.D.s oriundos de várias
universidades de ponta, lecionavam nas principais universidades do mundo e eram
internacionalmente reputados.

Reitores
da Universidade de Stanford e do MIT estavam entre os vários acadêmicos
defensores de teorias sobre inferioridade racial — as quais eram aplicadas
majoritariamente aos povos do Leste Europeu e do sul da Europa, uma vez que, à
época, era dado como certo o fato de que os negros eram inferiores.

E
este não era um assunto que dividia esquerda e direita. Os principais proponentes de teorias sobre
superioridade e inferioridade genética eram figuras icônicas da esquerda, de
ambos os lados do Atlântico.

John
Maynard Keynes ajudou a criar a Sociedade Eugênica de
Cambridge
.  Intelectuais adeptos do socialismo fabiano,
como H.G. Wells e George Bernard Shaw, estavam entre os vários esquerdistas
defensores da eugenia.

Foi
praticamente a mesma história nos EUA. O
presidente democrata Woodrow Wilson, como vários outros progressistas da época,
eram sólidos defensores de noções de superioridade e inferioridade racial. Ele exibiu o filme O Nascimento de uma
Nação
, que glorificava a Ku Klux Klan, na Casa Branca, e convidou
vários dignitários para a sessão.

Tais
visões dominaram as primeiras duas décadas do século XX. 

Mudando de lado – mas não para melhor

Agora,
avancemos para as últimas décadas do século XX. 
A esquerda política desta era já havia se movido para o lado oposto do espectro
das questões raciais. No entanto, ela
também considerava que as diferenças de sucesso entre grupos étnicos e raciais era
algo atípico, e clamava por uma explicação única, vasta e arrebatadora.

Desta
feita, em vez de os genes serem a razão predominante para as diferenças nos
êxitos pessoais, o racismo se tornou
o motivo que explicava tudo. Mas o
dogmatismo continuava o mesmo. Aqueles
que ousassem discordar, ou até mesmo questionar o dogma predominante em ambas
as eras, era tachado de “sentimentalista” no início do século XX e de “racista”
na era multicultural.

Tanto
os progressistas do início do século XX quanto os novos progressistas do final
do século XX partiram da mesma falsa premissa, a saber: que há algo de
estranho quando diferentes grupos raciais e étnicos alcançam diferentes níveis
de realizações.

No
entanto, o fato é que minorias raciais e étnicas sempre foram as proprietárias
— ou gerentes — de mais da metade de todas as principais indústrias de vários
países. Dentre estas minorias bem-sucedidas,
temos os chineses na Malásia, os libaneses na África Ocidental, os gregos no
Império Otomano, os bretões na Argentina, os indianos em Fiji, os judeus na
Polônia, os espanhóis no Chile — entre vários outros.

Não
apenas diferentes grupos raciais e étnicos, como também nações e civilizações
inteiras apresentaram níveis de realizações extremamente distintos ao longo dos
séculos. A China do século XV era muito
mais avançada do que qualquer país europeu. Com o tempo, no entanto, os europeus ultrapassaram os chineses — e não
há nenhuma evidência de ter havido alterações nos genes de nenhuma destas
civilizações.

Dentre
os vários motivos para estes diferentes níveis de realizações está algo tão
simples quanto a idade

A média de idade na Alemanha e no Japão é de
mais de 40 anos, ao passo que a média de idade no Afeganistão e no Iêmen é de
menos de 20 anos. Mesmo que as pessoas
destes quatro países tivessem absolutamente o mesmo potencial intelectual, o
mesmo histórico, a mesma cultura — e os países apresentassem rigorosamente as
mesmas características geográficas –, o fato de que as pessoas de determinados
países possuem 20 anos a mais de experiência do que as pessoas de outros países
ainda seria o suficiente para fazer com que resultados econômicos e pessoais idênticos
sejam virtualmente impossíveis.

Acrescente
o fato de que diferentes raças se desenvolveram em diferentes arranjos
geográficos, os quais apresentaram oportunidades e restrições extremamente
diferenciadas
ao seu desenvolvimento, e as conclusões serão as mesmas.

No
entanto, a ideia de que diferentes níveis de realização são coisas atípicas —
se não sinistras — tem sido repetida ad
nauseam
pelos mais diferenciados tipos de pessoas, desde o demagogo de
esquina até as mais altas eminências do Supremo Tribunal.

Nunca houve igualdade de realizações grupais

Quando
finalmente reconhecermos que as grandes diferenças de realizações entre as
raças, nações e civilizações têm sido a regra, e não a exceção, ao longo de
toda a história escrita, restará ao menos a esperança de que haja pensamentos
mais racionais — e talvez até mesmo alguns esforços construtivos para ajudar
todas as pessoas a progredirem.

Até
mesmo um patriota britânico como Winston Churchill certa vez disse que “Devemos
Londres a Roma” — um reconhecimento de que foram os conquistadores romanos que
criaram a mais famosa cidade britânica, em uma época em que os antigos bretões eram
incapazes de realizar esta façanha por conta própria.

Ninguém
que conhecesse os iletrados e atrasados bretões daquela era poderia imaginar
que algum dia os britânicos criariam um império vastamente maior do que o
Império Romano — um império que abrangeria um quarto de toda a área terrestre
do globo e um quarto dos seres humanos do planeta.

A
história apresenta vários exemplos dramáticos de ascensão e queda de povos e
nações, por uma variada gama de motivos conhecidos e desconhecidos. Mas há um fenômeno que não possui confirmação
histórica, um fenômeno que, não obstante esta ausência de exemplos práticos, é
hoje presumido como sendo a norma: igualdade de realizações grupais em um dado período
do tempo.

As
conquistas romanas tiveram repercussões históricas por séculos após a queda do
Império Romano. Um dos vários legados da
civilização romana foi o alfabeto latino, o qual gerou versões escritas dos
idiomas da Europa ocidental séculos antes de os idiomas do Leste Europeu serem transformados
em letras. Esta foi uma das várias
razões por que a Europa ocidental se tornou mais desenvolvida que a Europa Oriental
em termos econômicos, educacionais e tecnológicos.

Enquanto
isso, as façanhas de outras civilizações — tanto da China quanto do Oriente
Médio — ocorreram muito antes das façanhas do Ocidente, embora a China e o
Oriente Médio posteriormente viessem a perder suas vantagens.


tantas reviravoltas documentadas ao longo da história, que é impossível acreditar
que um único fator sobrepujante seja capaz de explicar tudo, ou quase tudo, do
que já aconteceu ou do que está acontecendo. O que realmente se sabe é que raramente, para não dizer nunca, ocorreram
façanhas iguais alcançadas por diferentes pessoas ao mesmo tempo.

No
entanto, o que mais temos hoje são grupos de interesse e movimentos sociais
apresentando estatísticas — que são solenemente repercutidas pela mídia —
alegando que, dado que os números não são aproximadamente iguais para todos,
isso seria uma prova de que alguém foi discriminatório com outro alguém.

Se
os negros apresentam diferentes padrões ocupacionais ou diferentes padrões gerais
em relação aos brancos, isso já basta para despertar grandes suspeitas entre os
sociólogos — ainda que diferentes grupos de brancos sempre tenham apresentado
diferentes padrões de realizações entre si.

Quando
os soldados americanos foram submetidos a exames
mentais durante a Primeira Guerra Mundial, aqueles homens de ascendência alemã
pontuaram mais alto do que aqueles de ascendência irlandesa, sendo que estes
pontuaram mais alto do que aqueles que eram judeus. Carl Brigham, o pioneiro do campo da
psicometria, disse à época que os resultados dos exames mentais do exército
tendiam a “desmentir a popular crença de que o judeu é altamente inteligente”.

Uma
explicação alternativa é que a maioria dos imigrantes alemães se mudou para os
EUA décadas antes da maioria dos imigrantes irlandeses, os quais por sua vez se
mudaram para os EUA décadas antes da maioria dos imigrantes judeus. Alguns anos depois, Brigham viria a admitir
que a maioria dos mais recentes imigrantes havia sido criada em lares onde o inglês
não era a língua falada, e que suas conclusões anteriores, em suas próprias
palavras, “não possuíam fundamentos”.

Nessa
época, os judeus já estavam pontuando acima da média nacional dos exames
mentais, e não abaixo. 

Se não há igualdade geral de resultados, por que o espanto?

Disparidades
entre pessoas do mesmo grupo, em qualquer área que seja, não são obviamente uma
realidade imutável. Mas uma igualdade
geral de resultados raramente já foi testemunhada em qualquer período da
história — seja em termos de habilidades laborais ou em termos de taxas de
alcoolismo ou em termos de quaisquer outras diferenças — entre aqueles vários
grupos que hoje são ajuntados e classificados como “brancos”.

Sendo
assim, por que então as diferenças estatísticas entre negros e brancos produzem
afirmações tão dogmáticas — e geram tantas ações judiciais e trabalhistas por
discriminação — sendo que a própria história mostra que sempre foi comum que
diferentes grupos seguissem diferenciados padrões ocupacionais ou de
comportamento?

Um
dos motivos é que ações judiciais não necessitam de nada mais do que diferenças
estatísticas para produzir vereditos, ou acordos fora de tribunais, no valor de
vultosas somas monetárias. E o motivo de
isso ocorrer é porque várias pessoas aceitam a infundada presunção de que há
algo de estranho e sinistro quando diferentes pessoas apresentam diferentes
graus de êxito pessoal.

O
desejo de intelectuais de criar alguma grande teoria que seja capaz de explicar
padrões complexos por meio de algum simples e solitário fator produziu várias
ideias que não resistem a nenhum escrutínio, mas que não obstante têm aceitação
generalizada — e, algumas vezes, consequências catastróficas — em vários
países ao redor do mundo.

A
teoria do determinismo genético, que predominou no início do século XX, levou a
várias consequências desastrosas, desde a segregação racial até o
Holocausto. A teoria atualmente
predominante é a de que algum tipo de maldade explica as diferenças nos níveis
de realizações entre os vários grupos étnicos e raciais. 

Se os resultados desta teoria hoje em
voga gerariam tantas mortes quanto no Holocausto é uma pergunta cuja resposta requereria
um detalhado estudo sobre a história de rompantes letais contra determinados
grupos odiados por causa de seu sucesso.

Estes
rompantes letais incluem a homicida violência em massa contra os judeus na
Europa, os chineses no sudeste asiático, os armênios no Império Otomano, e os
Ibos na Nigéria, entre outros. Exemplos
de chacinas em massa baseadas em classes sociais e voltadas contra pessoas
bem-sucedidas vão desde os extermínios stalisnistas do
kulaks
na União Soviética até a limpeza promovida por Pol Pot de pelo menos
um terço da população do Camboja pelo crime de serem pessoas cultas e de
classe média, crime este que era evidenciado por sinais tão tênues quanto o uso
de óculos.

A perseguição liderada pelos intelectuais aos bem-sucedidos

Minorias
que se sobressaíram e se tornaram mais bem-sucedidas do que a população geral
são aquelas cujo progresso provavelmente em nada está ligado ao fato de terem
ou não discriminado as maiorias politicamente dominantes. No entanto, foram exatamente estas minorias
que atraíram as mais violentas perseguições ao longo dos séculos e dos países
ao redor do mundo.

Todos
os negros que foram linchados durante toda a história dos EUA não chegam ao
mesmo número de homicídios cometidos em apenas um ano contra os judeus na
Europa, contra os armênios
no Império Otomano
ou contra os chineses no sudeste asiático.


algo inerente aos sucessos de determinados grupos que inflama as massas em
épocas e lugares tão distintos. O que
seria? Esse fenômeno inflama não apenas
as massas, como também leva a genocídios cometidos por governos, como os da
Alemanha nazista ou o regime de Pol Pot no Camboja. Podemos apenas especular as razões, mas não
há como fugir desta realidade.

Aqueles
grupos que ficam para trás frequentemente culpam seu atraso nas malfeitorias
cometidas por aqueles grupos mais bem-sucedidos. Dado que a santidade não é comum a nenhum
ramo da raça humana, é óbvio que nunca haverá escassez de pecados a serem
mencionados, inclusive a arrogância e a insolência daqueles que calham de estar
no topo em um determinado momento.  

Mas a
real pergunta a ser feita é se esses pecados — reais ou imaginários — são de
fato o motivo destes diferentes níveis de êxitos pessoais.

O
problema é que os intelectuais — pessoas de quem normalmente esperaríamos
análises racionais que se contrapusessem à histeria das massas —
frequentemente sempre estiveram na vanguarda daqueles
movimentos que promovem a inveja e o ressentimento contra os bem-sucedidos. Tal comportamento é especialmente perceptível
naquelas pessoas que possuem diplomas mas que não possuem nenhuma habilidade
economicamente significativa que lhes permita obter aquele tipo de recompensa
que elas esperavam ou julgavam ter o direito de auferir.

Tais
pessoas sempre se destacaram como líderes e seguidoras de grupos que promoveram
políticas anti-semitas na Europa entre as duas guerras mundiais, o tribalismo
na África, e as mudanças sociais no Sri Lanka, um país que, outrora famoso por
sua harmonia intergrupal, se rebaixou, por influência de intelectuais, à
violência étnica e depois se degenerou em uma guerra civil que durou décadas e produziu
indescritíveis atrocidades.

Intelectuais
sempre estiveram por trás da inflamação de um grupo contra outros, promovendo a
discriminação e a violência física em países tão díspares quanto Índia,
Hungria, Nigéria, Tchecoslováquia e Canadá.

Tanto
a teoria do determinismo genético como sendo a causa dos diferentes níveis de realizações
pessoais quanto a teoria da discriminação como o motivo destas diferenças — ambas contraditórias e criadas por intelectuais — geraram apenas polarizações raciais
e étnicas. O mesmo pode ser dito da
ideia de que uma dessas teorias tem de
ser a verdadeira
.

Essa
falsa dicotomia de que uma delas tem de ser a verdadeira deixa aos grupos mais
bem-sucedidos duas opções: ou eles se assumem arrogantes ou se assumem culpados
criminalmente. Da mesma forma, deixa aos
grupos menos exitosos a opção entre acreditar que sempre foram inerentemente
inferiores durante toda a história ou que são vítimas da inescrupulosa maldade
de terceiros.

Quando
inumeráveis fatores fazem com que a igualdade de resultados seja virtualmente
impossível, reduzir estes fatores a uma questão de genes ou de maldade é a
fórmula perfeita para se gerar uma desnecessária e perigosa polarização, cujas
consequências frequentemente são escritas em sangue ao longo das páginas da
história.

Multiculturalismo

Dentre
as várias e ignaras ideias a respeito de grupos raciais e étnicos que polarizaram as
sociedades durante séculos e ao redor de todo o mundo, poucas foram mais irracionais
e contraproducentes do que os atuais dogmas do multiculturalismo.

Aqueles
intelectuais que imaginam que, ao utilizar uma retórica multicultural que
redefine e até mesmo revoga o conceito de atraso, estarão ajudando grupos
raciais e étnicos que ficaram para trás estão, na realidade, levando estas
pessoas para um beco sem saída.

O
multiculturalismo é um tentador paliativo aplicado àqueles grupos que ficaram
para trás porque ele simplesmente afirma que todas as culturas são iguais, ou
“igualmente válidas”, em algum sentido vago e sublime. De acordo com este dogma, as características
culturais de todas as etnias e raças seriam apenas diferentes — nem melhores nem
piores.

No
entanto, tomar emprestadas características particulares de outras culturas —
como os algarismos arábicos que substituíram os algarismos romanos, mesmo nas
culturas ocidentais oriundas de Roma — implica que algumas características não
são simplesmente diferentes, mas sim melhores, inclusive os números
utilizados. 

Algumas das mais avançadas
culturas de toda a história pegaram emprestados comportamentos e
características de outras culturas; e isso pelo simples fato de que até hoje
nenhuma coleção única de seres humanos foi capaz de criar as melhores respostas
para todas as questões da vida.

Todavia,
dado que os multiculturalistas veem todas as culturas como sendo iguais ou
“igualmente válidas”, eles não veem nenhuma justificativa para as escolas
insistirem, por exemplo, que as crianças negras aprendam seu idioma
materno. Em vez disso, cada grupo é
estimulado a se apegar ferreamente à sua própria cultura e a se orgulhar de
suas próprias glórias passadas, reais ou imaginárias.

Em
outras palavras, membros de grupos minoritários que são atrasados
educacionalmente e economicamente devem continuar se comportando no futuro como
sempre se comportaram no passado — e, se eles não conseguirem os mesmos
resultados dos outros, então a culpa é da sociedade. Essa é a mensagem principal do
multiculturalismo.

George
Orwell certa vez disse que algumas ideias são tão insensatas, que somente um
intelectual poderia acreditar nelas. O
multiculturalismo é uma dessas ideias. A
intelligentsia sempre irrompe em
indignação e ultrajes a qualquer “diferença” ou “disparidade” de resultados
educacionais, econômicos ou outros — e denuncia qualquer explicação cultural para
esta diferença de resultados como sendo uma odiosa tentativa de “culpar a
vítima”.

Não
há dúvidas de que algumas raças ou até mesmo nações inteiras foram vitimadas
por terceiros, assim como não há dúvida de que câncer pode causar morte. Porém, isso é muito diferente de dizer que as
mortes podem automaticamente ser imputadas ao câncer. Você pode pensar que intelectuais seriam
capazes de fazer essa distinção. Mas
muitos não são.

Ainda
assim, intelectuais se veem a si próprios como amigos, aliados e defensores das
minorias raciais, ao mesmo tempo em que empurram as minorias para a estagnação
cultural. Isso permite à intelligentsia
se congratular e se lisonjear de que estão ao lado dos anjos contra as forças
do mal que estão conspirando para manter as minorias oprimidas.

Por
que pessoas com altos níveis de capacidade mental e de talentos retóricos se
entregam a este tipo de raciocínio deturpado é um mistério. Talvez seja porque elas não conseguem abrir
mão de uma visão social que é extremamente lisonjeira para eles próprios, não
obstante quão deletéria tal visão possa ser para as pessoas a quem elas alegam
estar ajudando.

O
multiculturalismo, assim como o sistema de castas, encurrala e amarra as
pessoas naquele mesmo segmento cultural e social no qual elas nasceram. A diferença é que o sistema de castas ao
menos não alega beneficiar aqueles que estão na extremidade inferior.

O
multiculturalismo não serve apenas aos interesses ególatras dos intelectuais;
ele serve também aos interesses de políticos que têm todos os incentivos para
promover uma sensação de vitimização — e até mesmo de paranóia — entre grupos
de cujos votos eles precisam em troca de apoio material e psicológico.

A
visão multicultural do mundo também serve aos interesses daqueles que estão na
mídia e que prosperam ao explorar os melodramas morais. O mesmo pode ser dito de todos os
departamentos universitários voltados para estudos étnicos e sociais, bem como
de toda a indústria de assistentes sociais, de especialistas em “diversidades”
e da ampla gama de oportunistas que prosperam ao fazer proselitismo racial.

Os
maiores perdedores de toda essa história são aqueles membros das minorias
raciais que se permitem ser conduzidos para esse beco sem saída do
ressentimento e da raiva, mesmo quando há várias outras avenidas de
oportunidades disponíveis. E todos nós
perdemos quando a sociedade fica polarizada.

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215 comentários em “Intelectuais e raça – o estrago incorrigível”

  1. Texto maravilhoso!

    Eu sempre disse que preferia as culturas americana e europeia e sempre as achei muito superiores a quaisquer outras – questão de gosto pessoal mesmo.

    Tente dizer isso em uma universidade pública para ver o estigma que você recebe.

  2. Um texto excelente. A análise da atuação dos intelectuais é particularmente primorosa. Ela me remete à Genealogia da Moral de Nietzsche.

    É relativamente fácil perceber por que as minorias tendem a aceitar essas teorias. Mais difícil é entender por que os intelectuais que pertencem aos estratos bem sucedidos da sociedade e esses próprios estratos de modo geral aceitam essas teorias.

    Creio que há muito a dizer sobre as patologias intelectuais do nosso tempo (não consigo pensar em uma caracterização melhor para o multiculturalismo e coisas semelhantes) e sua relação com os atuais arranjos econômicos e políticos.

    Espero que o IMB continue a publicar textos nessa linha.

  3. Sol Moras Segabinaze

    “O multiculturalismo não serve apenas aos interesses ególatras dos intelectuais; ele serve também aos interesses de políticos que têm todos os incentivos para promover uma sensação de vitimização — e até mesmo de paranóia — entre grupos de cujos votos eles precisam em troca de apoio material e psicológico.”

    Como a maioria dos “intelectuais” é sustentada pelo dinheiro público, eis que o círculo se fecha, há uma clara simbiose entre esses instigadores de idéias equivocadas que dividem as pessoas e os políticos que vão então concentrar mais poder pra “resolver” a questão.

  4. olha é um texto complexo afirmar que sim existe uma superioridade cultural é complicado…. achar como dito acima que a cultura européia e americana é superior as outras ou que existe uma cultura superior é meio difícil de aceitar!!! o bem estar social que tanto mal faz a sociedade foi criação deles, bem como a ecravidão como sistema de produção foi criação oriental… então o que acho é que cada qual em seu cada qual… discordo é quando em nome de achar minha cultura superior querer impor isso as outras nações!!! ademais certas reparações são bem vindas principalmente nos eua que pregavam segregação racial inclusive como politica de estado, nada mais justo que este mesmo estado promova uma reparação( muito diferente daqui do brasil que nunca houve racismo oficial) então calma lá.

  5. Sou Moreno com antepassados africanos , europeus e indígenas. Estava criticando as cotas raciais em uma conversa com amigos quando um deles disse:
    – Sou Descendente de escravos, que foram explorados, logo eles não podiam pagar escolas para os seus filhos, moradia, etc. As Cotas irão diminuir essa injustiça praticada contra a sua raça.
    Perguntei para um amigo branco que participava da conversa se ele sabia a origem dos seus antepassados ele disse:
    – Sou descendente do lado materno e paterno de italianos, os meus bisavós chegaram no Brasil entre 1910 e 1920 pobres e endividados, nunca participaram de nenhuma atividade ligada a escravidão.
    Perguntei para o defensor das cotas, se era justo o nosso amigo Branco pagar por crimes que não havia cometido.
    – Temos que lutar para acabar com a Desigualdade social.Foi sua resposta.

  6. O chato é que parece que só se pode defender essa posição se for alguma minoria (no caso racial, negro). Por mais que você dê um show de racionalidade e argumentação, partem para o ad hominem: “Ah, mas você não é (insira minoria), não sabe o que é sentir na pele a discriminação”.

  7. Gosto muito de alguns de seus textos, mas discordo muito nas suas posições em relação à imigração.

    “The purpose of American immigration laws and policies is not to be either humane or inhumane to illegal immigrants. The purpose of immigration laws and policies is to serve the national interest of this country.

    There is no inherent right to come live in the United States, in disregard of whether the American people want you here.”

    “The more doctrinaire libertarians see the benefits of free international trade in goods, and extend the same reasoning to free international movement of people. But goods do not bring a culture with them. Nor do they give birth to other goods to perpetuate that culture.”

    “When you import people, you import cultures, including cultures that have been far less successful in providing decent lives and decent livelihoods. The American people have a right to decide for themselves whether they want unlimited imports of cultures from other countries.”

    townhall.com/columnists/thomassowell/2011/11/29/gingrich_and_immigration

  8. A maior parte dos imigrantes são pobres e vão formar um bolo cada vez maior para votar no candidato mais populista e estatizante. Em uma democracia, o colapso será só uma questão de tempo.

    Pensando por esse lado,até concordo com vc.
    O Estados Unidos é um bom exemplo,o Obama ganhou as ultimas eleições tambem por causa dos latinos esqueritas imigrantes.

  9. Cristovam Buarque

    Insisto: Há uma dívida histórica dos brasileiros com negros e deve ser paga.

    Anos atrás, visitando o campus da Universidade de Brasília (UnB) com uma professora norte-americana, perguntei qual a diferença da paisagem arquitetônica do nosso campus para um campus nos EUA. Esperei que dissesse: “São parecidos.” Mas, depois de olhar ao redor, ela disse: “Não têm negros.” Respondi que no Brasil, como também nos EUA, os negros não têm boas escolas na educação de base. Ela perguntou: “Por que não adotam cota para negros, como nos EUA?”

    Na próxima semana, o Brasil completará 124 anos da abolição sem ter embaixadores negros. Atualmente há no Congresso Nacional apenas um senador negro e 43 deputados federais que assumiram serem afrodescendentes; temos apenas 2% de médicos, 10% de engenheiros e 1% de professores universitários que podem ser considerados negros. Os Estados Unidos já elegeram um presidente negro, mas o Brasil dificilmente terá um presidente negro nas próximas décadas. É absurda tal situação.

    Na semana passada, depois de nove anos de adotadas pela UnB, as cotas raciais foram reconhecidas como legais pelo STF – Supremo Tribunal Federal. Nesse período, três mil alunos foram admitidos pela cota racial na UnB e mil concluíram seus cursos, graças ao ingresso usando as cotas. Todos os estudos mostram que esses alunos tiveram um desempenho, no mínimo, equivalente à média dos demais alunos. Isso se explica porque todos os alunos beneficiados pelas cotas são necessariamente aprovados no vestibular. Prova empírica do sucesso da política de cotas e da elevação social das minorias excluídas pela elite.

    Apesar do sucesso, por quase 20 anos, um intenso debate vem sendo feito entre os que são a favor e os que são contrários a esse sistema, porque até hoje não houve entendimento correto do instituto das cotas raciais e seu propósito, nem entre os favoráveis, nem entre os opositores. O individualismo típico do nosso tempo vem prolongando o debate e tornando-o em um ridículo discurso de egoísmo.

    Os opositores dizem que este é um “jeitinho” equivocado, porque a verdadeira solução para resolver a desigualdade racial na universidade seria uma educação de base de qualidade para todos. Realmente a maneira correta de resolver esse problema é a educação de base com qualidade e igual para todos. Temos bons jogadores de futebol negros porque a bola é redonda para todos, mas nossas escolas são redondas apenas para os poucos burgueses que têm renda para cursar uma boa escola no ensino fundamental e no ensino médio. Mas para fazer todas nossas escolas redondas, com qualidade, e dar resultado na mudança da cor da cara da elite serão necessários 20 anos. Isso se nós estivéssemos fazendo hoje o nosso dever de casa para mudar a educação. E não estamos. Enquanto aqui discutimos, beneficiamo-nos daqueles cuja educação de direito fora por nós negada. Vivemos em uma escravocracia moderna e homóloga à primeira.

    Tanto os que são contrários às cotas raciais quanto aqueles favoráveis enfocam o assunto pelo lado individualista de oferecer uma escada social a um jovem negro. Continuam pensando que as cotas visam a beneficiar o aluno que obtém a vaga. Não percebem o papel da cota racial como o caminho para o Brasil apresentar com orgulho uma sociedade com elite tão multirracial quanto seu povo. Abraçam-se cegamente ao individualismo: Negam os benefícios do coletivismo estatal, por exemplo, na eliminação da dengue, no combate ao analfabetismo e na criação de serviços públicos de qualidade em Canadá e Europa.

    A cota social beneficia o aluno, a cota racial beneficia o Brasil, possibilitando o ingresso de jovens negros na carreira profissional de nível superior. Certamente jovens escolhidos entre aqueles de classe média, que concluíram o ensino médio e passaram no vestibular porque foram bem preparados em uma boa escola, portanto provavelmente não pobres. Serão pessoalmente beneficiados, mas prestarão um serviço patriótico ao ajudarem, pelo estudo, a mudar a cor da cara da elite brasileira. Nesse aspecto, friso novamente o papel dos direitos individuais servindo como uma desculpa infantil para a negação direitos que devemos a determinados grupos da sociedade.

    A cota racial para a universidade nada tem a ver com a cota social. Esta atenderia jovens pobres para compensá-los pelo que lhes negamos na infância. É um benefício justo; a cota racial não é um assunto de justiça, é um assunto de dignidade nacional; não é social, é patriótica. Visa colocar fim ao racismo ao retirar o monopólio do poder fora das mãos de uma elite branca e ultra-conservadora.

    Os que lutam pela cota racial nas universidades não lutam pela erradicação do analfabetismo entre adultos negros, nem para que os negros pobres tenham escolas com a mesma qualidade dos ricos brancos. E aqueles que defendem as cotas sociais no lugar das raciais não defendem cotas sociais no ensino fundamental e médio, nos colégios federais e mesmo nas escolas particulares de qualidade. Esta sim seria cota social. A cota social na educação de base nunca atraiu os defensores da cota racial nem aqueles que se opõem a ela e que usam a ideia de social contra a de racial. Os que defendem cotas sociais para as universidades, em vez das cotas raciais, provavelmente ficarão contra as cotas sociais nas boas escolas da educação de base, obrigando as escolas caras a receberem alunos pobres, sem mensalidade ou com uma bolsa do tipo Prouni.

    Sendo assim, espero ter desmistificado a névoa de críticas vazias dos individualistas e defensores das cotas sociais. É mais que um compromisso patriótico equilibrar a elite de nossa nação, é um dever como ser humano. A grande cisma individualista-conservadora de nosso tempo é inimiga da criação de um Brasil mais justo é próspero, seja opondo-se a serviços públicos de qualidade ou a qualquer tipo de igualdade que não seja para sua classe.

    Juntos, nós podemos e devemos.

  10. Minorias sociológicas como negros, mulheres, homossexuais, indígenas, deficientes, etc. precisam de leis especiais e politicas específicas para terem os mesmos direitos dos demais, ou seja, para não serem cidadãos de segunda classe, o que é inadmissível para uma sociedade que pretende ser harmônica, coesa e justa, ou seja, civilizada.

  11. Engraçado que o pessoal só se incomoda com o welfare state.
    Os negros americanos fazem as coisas mais absurdas do mundo,coisas que o pior traficante brasileiro não faz, mas graças à política do ‘não pode reclamar porque se reclamar é racismo’ ninguém diz nada
    O Lew Rockwell sabe disso, o Olavo sabe e já falou disso, o próprio Thomas Sowell sabe e fala que os negros americanos ‘se comportam mal’
    A própria mídia omite um monte de coisas, que só aparecem por causa da internet
    http://www.nola.com/crime/index.ssf/2013/03/marrero_man_booked_with_abusin.html

    E quanto aos imigrantes, procurem no google sobre a onda de estupros feita pelos imigrantes na nova e maravilhosa europa multicultural

  12. Oprimidos por quem, pela elite ou pela própria jaula mental na qual vivem e não se dão conta ? Pessoas que estudaram no ensino fundamental e médio comigo ainda passam seus finais de semana assistindo a programas de baixa qualidade na tv aberta. E durante a semana também, no conhecido ópio do povo, aquilo que dá mais ibope. E porque eu não faço isso ?

    A questão é o que as pessoas querem pra própria vida. Se alguém deixa seu próprio filho dançar funk carioca no meio da rua, por mais que eu tenha amor, compaixão, altruismo ou coisa que o valha, se não derem valor as minhas palavras não há nada o que eu possa fazer. Deveria eu entrar no poder e começar a ditar regras e afins ?

    Não coloque palavras na minha boca, não pense que sabe o que eu quero ver ou que sabe o que eu faço pelos pobres, pois ainda sou um. E sim, meu inglês e meu alemão, minha capacitação em informática (e agora em economia) foram conseguidos com muito trabalho e estudos em casa. Estou obeso principalmente por causa disso, por passar muito tempo estudando e pouco tempo me exercitando; e nisto ninguém tem nada a ver com isso.

    Não, minha vida não é luxuosa pois não dou valor a isso. Moro em uma kitnet. E sim, eu nasci pobre e descendente de uma minoria explorada e discriminada, pois como disse, meus avós vieram sem falar o português e fugidos para não enfrentarem os kulaks, meu pai ficou 6 anos desempregado e trabalhei junto com meus pais para termos o que comer. Mas diferente das pessoas com as quais eu convivi, incluindo os meus irmãos, eu sempre questionei tudo, sou um chato até hoje por causa disso assim como sou qualificado como um cara sem alma, sem amor e afins. Então saia dessa muralha e construa a sua. E mais importante, assim como eu, mostre aos outros que eles precisam construir as suas muralhas também. Vamos parar com o vitimismo que assola esse povo.

    Vamos mostrar as pessoas que vitimismo só serve para perpetuação de poucos no poder.

  13. Raffaell Garone (Mr.Garone)

    Eu leio cada comentário aqui, que as vezes tenho que ler de novo o artigo, pois os comentários são tão loucos, que eu me pergunto será que eu entendi errado ou o cara está chapado de maconha? Quase sempre as pessoas cheirou e aspirou maconha pelo anus! O C. Moura, volta para o buraco que você foi cuspido.

  14. Sowell acertou na mosca, o estrago é incorrigível.
    Pra quem tem dúvida de como a mídia americana protege os negros de lá, do eterno sentimento de vitimismo deles e quais as consequências disso:
    lewrockwell.com/spl5/zimmerman-heard-youre-going-to-die.html

    ‘se Zimmerman for solto eu vou matar um menino branco’

    http://www.theblaze.com/stories/2013/06/27/if-zimmerman-get-off-ima-go-kill-a-white-boy-trayvon-martin-supporters-make-shocking-threats-ahead-of-verdict/

  15. Emerson Luis, um Psicologo

    Multiculturalismo é uma expressão do polilogismo.

    Os intelectuais esquerdistas apresentam ideias simplistas e rasas, mas embaladas em linguagem rebuscada e cativante (porque diz às pessoas o que elas querem ouvir) e em números e fatos distorcidos.

    * * *

  16. Além dos interesses citados ao final do texto, o que eu mais observo no Brasil é uma extensão do plano do governo atual, que tende a jogar a classe média contra a baixa, e a baixa contra a média. O “anti-racismo” é uma ferramenta emocional importantíssima pra esse tipo de manobra, aplicada na classe mais baixa, onde predomina a ascendencia negra e indígena. Essa “briguinha” dessas classes é o que mantem a alta firme e forte onde está, e agarrada, como sempre, no governo federal.

  17. Luís Ramirez Delgado

    Condordo que Sowell é um gênio, mas me corrijam – não é um conceito já derrubado este de RAÇAS, sendo que toda a espécie humana é da mesma natureza? Ou seja raças na espécie humana não existem, certo? Ou errado?

  18. Thomas Sowell e sua lucidez cortante. Gostaria apenas de fazer um adendo. Na minha opinião, a maior falácia na comparação entre “grupos” raciais ou étnicos é justamente o fato de que um certo número de indivíduos que compartilhem alguma(s) característica(s), mas que não estejam associados, não tenham objetivo em comum, sequer se conhecem, NÃO formam um grupo. Não existe o coletivo “brancos” ou o coletivo “negros”. Existem indivíduos que podem ser da cor branca ou negra (ou qualquer outra).

    P.S.: Ironicamente, a mesma esquerda que adora coletivizar e atribuir as piores maldades a supostos grupos de pessoas que sequer se conhecem, quando confrontada com casos em que grupos organizados étnicos e religiosos de fato representam um problema (como a comunidade turca em Neuköln, Berlin), o discurso se inverte, e não se pode mais generalizar, ou sequer traçar análises sociológicas baseadas em diferenças culturais.

  19. Negar características raciais é uma ignorancia, mas comum no brasil, pois somos todos educados a crer que todos são iguais. Porque o Estado é forte no Brasil? Porque ibéricos e latinos, racialmente ocupam profissões mais estatais, seja militar ou funcionario publico. Ja os libaneses, árabes e judeus, tem uma tendencia muito maior para o comercio, para o capitalismo que voces tanto defendem. O proprio cristianismo, religião considerada pilar do capitalismo, vem dos cartagineses, da infiltração cartaginesa na aristocracia romana, por isso o proprio Santo Agostinho era de origem cartaginesa, nasceu no norte da africa, e vários outros santos da época. Raças possuem caracteristicas psicologicas, o ibérico prefere estabilidade do que o exceço de trabalho, por isso o Fascismo foi tão forte nos países latinos – Argentina, Brasil, Portugal, Espanha e Italia, isso na época da segunda guerra mundial. Romanos eram povos militaristas e construtores, diferente dos povos do comercio, que eram os cartagineses. Celtas eram aliados de Cartago contra Roma, isso explica muita coisa, pois a america do norte herda dos celtas e gauleses, e é o lugar mais liberal do mundo.

  20. Esse fim de semana fui acusado de racismo velado por um pseudo intelectual ao discordar de que deveria sentir vergonha pelo que o William Waack disse. Beira o absurdo querer que eu tenha vergonha pelas atitudes de terceiros por ter tom de pele semelhante.

  21. Diferenças existem entre pessoas do mesmo grupo étnico, dentro de um mesmo país e mesmo em membros de uma família. Quem não tem um irmão bem sucedido e outro fracassado, carregando gens semelhantes? Atribuir diferenças a fatores genéticos ou vantagem de um grupo sobre outro não tem sustentação cientifica sólida, nem mesmo apoio em fatos históricos. Nenhuma nação, grupo étnico ou qualquer ajuntamento de pessoas resolveu suas vicissitudes sem aproveitar do conhecimento adquirido de outros grupos e povos. Aceitar que as diferenças são naturais é um passo importante na direção da emancipação das minorias, muito mais produtivo do que a abordagem do multiculturalismo, que gera apenas ressentimento, segregação e ódio.

  22. Incrível. E pensar que foram necessárias décadas para entrar em contato com conteúdo do calibre deste artigo. Décadas para ouvir falar de Sowell, Mises, Friedman, Hayek e outros. Agradeço muito ao IMB por ter participado avidamente de minha jornada intelectual para a liberdade.

    Quanto aos comentários presentes neste e em outros artigos, que tristeza. O nível intelectual não chega aos pés do utilizado nos artigos. É desmotivante lê-los, com algumas poucas exceções, como do Pobre Paulista, Típico Filósofo e outros.

    Se não for um fake, há duas respostas do Cristovam Buarque neste artigo que chegam a doer os olhos. E pensar que, há muitos anos, esse indivíduo era venerado e considerado a salvação do Brasil. Mais incrível ainda era a minha completa ignorância sobre tudo, que coexistia com a minha absoluta convicção de que ele o era.

  23. Cara, sem palavras. Nunca vi uma explicação tão limpa e clara como essa. Será que é tão difícil de entender para aqueles que estão sempre lutando para dividir a sociedade? Mas é como você disse, existe um interesse por trás, logo não fica justificado essa pratica. E como voce também mencionou, isso ja vem se arrastando por eras!! Não vai ser agora que vamos conseguir mudar, apesar de que hoje a informação chega com muito mais facilidade nas mãos das pessoas e assim facilita o entendimento e a mudança de atitude das “classes oprimidas” .

  24. Queria entender o que vocês acham do Martin Luther King ter lutado pela causa dos negros?

    Se não fosse essa luta, estaríamos em uma sociedade livre como a atual?

    São só perguntas.

  25. É estranho ver que, aqui, tratam as questões econômicas e politicas tão inteligentemente, mas ao tratar desses assuntos raciais, se reservam a ignorância deliberada, excluindo da discussão toda evidencia de diferenças intelectuais entre as raças, diferenças que, com absoluta certeza, são o principal fator delineante do progresso e cultura das civilizações ao longo da historia. É insano acreditar que entre dezenas de milhares de anos de evolução e misturas raciais, todas as populações acabassem por convergir nas mesmas propriedades intelectuais. Eu sou geneticista, e posso lhes provar isso. Pode ser “politicamente incorreto”, porem é realista, é correto.

  26. Em resumo: Luta de classes morta; lutas de bichos, florestas, gays, índios, quilombolas, raças e sexos estão todas postas.

    "Continuo detestando a racialização do Brasil, uma criação – eu vi – do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Nossa maior conquista – o conceito de povo brasileiro – desapareceu entre os bem-pensantes. Qualquer idiotice racial prospera. A última delas é uma linda e cheirosa atriz global dizer que as pessoas mudam de calçada quando enxergam o filho dela, que também deve ser lindo e cheiroso." E concluiu: "Quero que as raças se fodam." > istoe.com.br/racializacao-e-uma-histeria-que-tem-que-parar-diz-secretario-do-rio/

  27. Uma coisa não há como negar: nós temos uma elite branca (sim, 99% da elite é composta por brancos) em um país onde mais da metade da população são negros, mulatos e pardos, ou seja, uma população com tom de pele não-branco. Vocês acham justo isso? Vocês acham justo que num país onde mais de 50% da população é composta de negros, mulatos e pardos, apenas 10% dos médicos, 5% dos juizes, 2% dos engenheiros são negros, mulatos e pardos? Vocês acham justo que 90% da população periférica seja composta de negros, mulatos e pardos enquanto 99% da elite é composta por brancos?

  28. Esta pesquisa mostra muito bem a pirâmide racial no Brasil:

    http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2014/05/negros-no-servico-publico-2996/

    Em um país onde mais de 50% da população são negros e pardos, 17,6% dos médicos são negros e pardos. 26,3% dos profissionais das ciências e da engenharia são negros e pardos. Os negros e pardos só são maioria em ocupações como coletores de lixo e material reciclável (onde negros e pardos são mais de 70%), guardas de segurança (onde negros e pardos são mais de 60%) e mensageiros, carregadores de bagagens e entregadores de encomendas (onde pouco menos de 60% são negros e pardos).

    E observe que a situação dos negros melhorou um pouco graças às cotas.

    Então as ações afirmativas, como as cotas, são para corrigir esta disparidade racial.

  29. Pelo menos a experiência brasileira refuta o Thomas Sowell. Thomas Sowell argumenta que os negros beneficiados pelas ações afirmativas apresentam desempenho inferior aos estudantes não-cotistas. Assim, muitos são reprovados nas universidades americanas. Sei não, mas aqui no Brasil, os cotistas obtem desempenho acima da média:

    http://www.estadao.com.br/noticias/geral,desempenho-de-cotistas-fica-acima-da-media-imp-,582324

    revistaforum.com.br/politica/estudo-da-folha-aponta-que-estudantes-cotistas-tem-bom-desempenho-na-universidade/

  30. Pensador.. seja sincero com voce mesmo: a coisa nao funciona desta maneira como vc falou (o candidato de menor custo é o escolhido). Voce sabe que a cor da pele pode sim garantir privilegios ou desvantagens. Este argumento seu é típico daqueles que juram de pe juntos que não existe o rascismo.

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