Voltar

O segredo do enriquecimento econômico – e por que os países em desenvolvimento continuam atrasados

Há apenas duas maneiras de se aumentar a renda dos indivíduos — ou seja, a renda per capita — de uma sociedade: ou se aumenta o número de horas totais durante as quais se fabricam bens e serviços, ou se aumenta o número de bens e serviços fabricados por cada hora de trabalho.

Ou seja: ou trabalha-se mais ou trabalha-se com mais produtividade.

Estas são as duas únicas maneiras possíveis de se aumentar a renda de cada indivíduo da economia. Ou ele aumenta sua carga de trabalho e, consequentemente, passa a produzir uma quantidade maior de bens e serviços (cujas vendas irão lhe permitir mais renda), ou ele mantém suas horas de trabalho e passa a produzir mais coisas durante este mesmo intervalo de tempo (o que, igualmente, irá lhe permitir mais renda).

No longo prazo, é claro, o padrão de vida de qualquer sociedade só consegue melhorar de maneira sustentada se ela optar pela segunda alternativa: afinal, a quantidade máxima de horas que os indivíduos de uma sociedade podem trabalhar é materialmente limitada, de modo que só lhes resta
elevar a produtividade.

Portanto, temos que maior qualidade de vida requer maior produtividade. Porém, eis o problema: a produtividade das economias em desenvolvimento está estancada.

Por que o Brasil segue parado: primeira teoria

No Brasil, por exemplo, segundo estudo do Insper em parceria com a consultoria Oliver Wyman, “entre 1996 e 2014, o índice que mede a produtividade, chamado de PTF (produtividade total dos fatores), caiu de forma acentuada em comparação com o resultado americano, saindo de 69% em 1996 para 48% em 2014.”

E mais: o trabalhador brasileiro leva uma hora para fazer o mesmo produto ou serviço que um norte-americano consegue realizar em 15 minutos e um alemão ou coreano em 20 minutos. Em termos de riqueza, o Brasil produz em uma hora o equivalente a US$ 16,75, valor que corresponde apenas a 25% do que é produzido nos EUA (US$ 67). Comparado a outros países, como Noruega (US$ 75), Luxemburgo (US$ 73) e Suíça (US$ 70), o desempenho do país é ainda pior.

Eis uma lista de 62 países em ordem de produtividade.

Há um certo consenso sobre as causas da baixa produtividade:

  • Baixa qualificação e capacidade dos trabalhadores (capital humano)
  • Tecnologia atrasada e mal administrada nas empresas (capital físico)
  • Investimento caro e abaixo do necessário (capital financeiro)
  • Infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos insuficientes e sucateados)
  • Burocracia complicada
  • Ambiente de negócios perverso

Tudo isso é verdade. E vale acrescentar também a hipótese de uma baixa qualidade do corpo administrativo das empresas. Os economistas Fabiano Schivardi e Tom Schmitz, em recente trabalho acadêmico voltado para as economias mais atrasadas da Europa, afirmam que pelo menos metade do atraso de produtividade desses países em relação à Alemanha se deve a uma má gestão das empresas, cujos administradores não souberam aproveitar a difusão da tecnologia.

Em outras palavras, por causa da má qualidade dos administradores e gestores, as empresas destes países não foram capazes de tirar o máximo proveito possível da incorporação de novas tecnologias — ou,
mais ainda, essa incompetência impediu que muitas das tecnologias sequer fossem adotadas.

Consequentemente, com menos tecnologia adotada, houve menor demanda por mão-de-obra mais qualificada, o que redundou em salários menores do que poderiam ser.

Tudo isso, repetindo, na Europa.

Mas não é desarrazoado imaginar causas semelhantes no Brasil.

Podemos até mesmo ir um pouco além e concluir que, no final, todos os elementos listados acima apontam para um mesmo problema comum. Mais especificamente: a baixa acumulação de capital, o mau uso da tecnologia disponível, o baixo progresso técnico, o mau gerenciamento das empresas, e o baixo nível técnico da mão-de-obra decorrem de uma causa maior: a estrutura regulatória e protecionista do país protege as grandes empresas da concorrência externa e impede (por meio das regulações anti-truste) que as mais ineficientes sejam adquiridas pelas mais eficientes e com melhor qualidade administrativa.

Estando blindadas da concorrência externa e não podendo ser adquiridas por outras empresas mais eficientes, não há realmente por que se importarem com produtividade. Não há grandes riscos.

Baixa produtividade significa crescimento econômico de má qualidade

Vale lembrar que a produtividade nada mais é do que o resultado de uma divisão. Divide-se o PIB (que, grosso modo, é o total de bens produzidos por uma economia) pelo número de trabalhadores, e assim se
obtém quanto cada trabalhador produziu.

Logo, se a produtividade ficou estagnada, então tem-se a obviedade matemática de que o PIB foi conduzido majoritariamente pelo aumento da mão-de-obra (o famoso “bônus demográfico”).

Ou seja, a economia cresceu simplesmente porque mais pessoas entraram no mercado de trabalho. Mais pessoas trabalhando e produzindo gerou um inevitável aumento dos bens e serviços produzidos (óbvio), e daí o PIB cresceu.

Mas isso é um crescimento “inercial”. Não é um crescimento duradouro. É o tipo de crescimento que tende a estagnar tão logo o número de pessoas entrando no mercado de trabalho pare de crescer.

E aí começa o verdadeiro problema.

Segundo a teoria neoclássica, se um país adota novas tecnologias que aprimorem a produtividade de sua mão-de-obra, haverá desenvolvimento econômico. Essas novas tecnologias normalmente são criadas pelos países ricos; ao passo que o criador dessas novas tecnologias irá auferir lucros extraordinários no curto prazo, todos irão ganhar ao adotarem essa tecnologia no longo prazo.

Isso significa que economias em desenvolvimento deveriam ser capazes de se aproximar mais das nações desenvolvidas tão logo adotassem essas novas tecnologias. Consequentemente, os mercados emergentes de hoje deveriam estar mais ricos do que as economias avançadas estavam antes da criação dessas tecnologias.

E, como mostram os dados acima, isso não ocorreu. As tecnologias estão disponíveis para os países mais pobres, mas elas não geraram maior crescimento econômico. Como a produtividade se manteve (ou até mesmo caiu), isso significa que o crescimento econômico nos países mais pobres foi gerado pelo aumento da mão-de-obra, e não por novas descobertas.

Por que foi assim? Por que a adoção de novas tecnologias gerou crescimento econômico nos países mais ricos e não nos mais pobres?

O professor Ricardo Hausmann, da Universidade de Harvard, já abordou este problema. Ele se apoiou na mesma tese de Friedrich Hayek: segundo ele, trata-se de um problema de conhecimento.

Friedrich Hayek argumentou em seu ensaio O Uso do Conhecimento na Sociedade que o conhecimento necessário para o avanço econômico é fundamentalmente subjetivo e está disperso por toda a sociedade. Seria impossível, por exemplo, condensá-lo e transmiti-lo por completo.

Ou seja, a natureza tácita do conhecimento faz com que seja extremamente difícil transmitir corretamente, para os países pobres, todas as coisas que foram aprendidas pelos países ricos no passado. Assim como ninguém aprende a andar de bicicleta apenas lendo um livro de física, o verdadeiro conhecimento também só é absorvido quando colocado em prática, pelo método da tentativa e erro.

Portanto, segundo esta teoria, o conhecimento necessário para o desenvolvimento econômico não está mastigado e pronto para ser aplicado, como uma receita de bolo, em países que até então desconheciam esses conhecimentos. O real desafio de um país em desenvolvimento é descobrir quais são os melhores métodos a ser aplicados em sua economia. Deve-se levar em conta o conhecimento específico da população desse país e, após um longo (e talvez doloroso) processo de tentativa e erro, determinar o que funciona melhor.

A tese, em si, é irrefutável. Mas também não explica tudo. Pode-se igualmente pontificar aqui sobre todos aqueles itens citados na seção anterior (imediatamente abaixo do gráfico), bem como as incertezas geradas pelos respectivos regimes políticos, ou mesmo sobre as décadas de desastre monetário geradas pelos bancos centrais desses países. Tudo isso certamente será válido. Mas ainda incompleto.

A causa principal do atraso dos países pobres é outra.

Para prosperar, tem de arriscar

A realidade é que, no final, todo e qualquer crescimento econômico decorre de uma só atitude: a assunção de riscos.

É sempre necessário haver um grupo de indivíduos dispostos a colocar seu capital e patrimônio em risco, visando a implantar uma nova idéia ou um novo projeto, com o objetivo de auferir altos retornos financeiros caso o risco incorrido se comprove acertado — isto é, caso eles saibam satisfazer os desejos dos consumidores.

É assim que ocorre o crescimento econômico: indivíduos assumindo riscos ao investirem o capital próprio (ou emprestado por terceiros) em uma idéia, a qual eles esperam irá agradar terceiros (consumidores) que voluntariamente irão pagar por ela.

Não há crescimento econômico sem a tomada de risco. Não há prosperidade sem indivíduos assumindo riscos em investimentos incertos.

Nem todos os riscos assumidos produzem crescimento (sempre há os investimentos mal sucedidos), mas se houver uma grande quantidade de assunção de riscos, o crescimento ocorrerá.

O que nos leva às seguintes obviedades:

  • Se os riscos necessários para se alcançar o crescimento forem diminuídos, mais crescimento ocorrerá.
  • Se as incertezas (políticas, jurídicas, regulatórias, monetárias e fiscais) forem reduzidas, mais risco será tomado, e mais crescimento ocorrerá.
  • Se as recompensas para aqueles riscos que se comprovarem bem-sucedidos aumentarem (por exemplo, uma redução dos impostos sobre os lucros e ganhos de capital), mais crescimento ocorrerá.
  • Se o custo de se assumir riscos diminuir (redução da burocracia e dos encargos sociais e trabalhistas), mais riscos serão assumidos e mais crescimento ocorrerá.

De novo: todo e qualquer crescimento econômico decorre da assunção de riscos (investimentos arriscados em projetos incertos). E o impulso humano, em todo e qualquer lugar do mundo, sempre foi o de avançar assumindo riscos que tragam recompensas condizentes (pois isso é o que melhora seu bem-estar).

Se o arranjo governamental vigente desestimula a assunção de riscos e, pior ainda, pune os mais bem-sucedidos, então é óbvio que não haverá muita assunção de risco. E aí não haverá crescimento econômico duradouro.

Se as barreiras à assunção de risco não forem reduzidas, ou se a recompensa pela assunção de riscos não for aumentada, não há como aumentar a taxa de crescimento da economia.

É realmente simples assim.

Os corajosos foram mais recompensados nos países ricos

Por mais cruciais que sejam os debates sobre produtividade, uso da tecnologia e uso do conhecimento disperso na sociedade, a realidade incontornável é que nada disso terá qualquer serventia se não houver um grupo de indivíduos dispostos a incorrer em riscos para empreender.

Sem a tomada de risco por parte de empreendedores, não há crescimento econômico substantivo.

Daí a importância de se criar um arranjo institucional que não crie barreiras ao empreendedorismo e à tomada de risco.

E, no final, é aí que está a reposta para as diferenças entre os países ricos e os países pobres: o ambiente empreendedorial.

Os países ricos são aqueles em que houve mais assunção de risco. E houve mais assunção de risco porque havia menos incertezas institucionais e menores punições para os bem-sucedidos (vide o fato de que, mesmo nos países escandinavos, o imposto de renda sobre pessoas jurídicas está entre os mais baixos do mundo).

Por isso, sim, acumular capital e fomentar a adoção de novas tecnologias (via abolição de tarifas de importação) são medidas cruciais. Porém, serão inócuas se não houver pessoas dispostas a incorrer em riscos para transformar idéias em coisas concretas. Sem pessoas tomando risco, não haverá crescimento econômico.

Consequentemente, o que é realmente crucial é abolir as barreiras que impedem estas pessoas tomadoras de risco (empreendedores) de atuar. Daí a importância de reformas estruturais que visem não apenas a aumentar a produtividade (e, consequentemente, o padrão de vida), mas também aumentar os incentivos à tomada de risco.

Como primeiro passo, é crucial cortar aqueles impostos que terão os maiores efeitos marginais sobre os incentivos que as pessoas têm para criar e produzir. Imposto de renda de pessoas jurídica, CSLL e imposto sobre ganhos de capital são os principais.

Um elevado imposto sobre ganhos de capital significa punir pessoas que se arriscam criando empresas com o intuito de gerar valor para posteriormente vendê-las. Reduzir impostos sobre ganhos de capital foi o segredo dos governos Reagan e Clinton, e seu aumento foi o desastre do governo Bush I.

Além de zerar todos os encargos sociais e trabalhistas da folha de pagamento, o financiamento a pequenas e médias empresas pode ser facilitado zerando o imposto de renda e o imposto sobre ganhos de capital dos fundos de investimento, de private equity ou de venture capital que investirem nelas.

No entanto, aumentar o incentivo à tomada de risco envolve não apenas obviedades como flexibilizar o mercado de trabalho e o mercado de energia, reduzir burocracias, impostos e regulações, e permitir maior dinâmica concorrencial entre as empresas (para que as eficientes possam crescer e as ineficientes serem absorvidas ou desaparecerem), como também estabilidade monetária, fiscal e institucional: a certeza de que a moeda não será dilapidada (pois a recompensa do sucesso viria em uma moeda sem poder de compra), a certeza de que impostos futuros não serão aumentados (pois impostos maiores no futuro, além de serem um custo artificial, equivalem a punir os mais bem-sucedidos) e a certeza de que o arcabouço econômico e jurídico não será alterado.

Qualquer incerteza em qualquer um destes itens — e observe que todos estão ligados à política — já diminui os incentivos para a tomada de risco. Consequentemente, aniquilam qualquer perspectiva de crescimento econômico.

E, historicamente, os países mais pobres sempre foram aqueles que criaram mais incertezas no ambiente empreendedorial (afugentando os tomadores de risco). Com efeito, são pobres exatamente em decorrência disso.

Concluindo

No final, é realmente básico: para haver crescimento econômico é necessário haver pessoas com uma genuína mentalidade empreendedorial dispostas a incorrer em riscos para transformar idéias em coisas concretas. E tais pessoas só são abundantes em ambientes que lhes permitam atuar e, principalmente, usufruir as eventuais recompensas pelos riscos que assumiram.

Logo, as barreiras à atuação destas pessoas devem ser removidas ao máximo. Caso contrário, qualquer eventual acumulação de capital e adoção de novas tecnologias serão apenas perda de tempo e desperdício de recursos. Sem pessoas tomando risco, nada sai do lugar. E para haver tais pessoas, é necessário abolir as barreiras à sua atuação.

Foi isso o que historicamente fizeram os países ricos. E não foi isso o que historicamente fizeram os países pobres.

Últimos Artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

221 comentários em “O segredo do enriquecimento econômico – e por que os países em desenvolvimento continuam atrasados”

  1. O simples hábito de poupar, sem que haja investimentos lastreados nessa poupança, não seria ainda assim benéfico, por gerar uma pressão negativa nos preços finais dos bens de consumo?

  2. Tocou num ponto que eu já vinha pensando há um bom tempo. De nada adianta ter tecnologia disponível (a tecnologia hoje é mundial) e capital abundante (os juros nunca foram tão baixos no Brasil e no mundo) se não houver pessoas capazes e dispostas a colocar idéias em prática.

    São esses poucos que fazem a diferença.

    Os EUA são ricos porque tiveram seus Rockefeller, Carnegie, Vanderbilt, Gould, Morgan, Gates, Bezos, Walton, Jobs, Zuckerberg, Page, Brin etc. Indivíduos que se arriscaram e criaram coisas fantásticas.

    Em todo e qualquer lugar, a prosperidade sempre é criada por alguns poucos indivíduos corajosos e de perspicácia acima da média. São os enlightened few. Estes criam os produtos e serviços e o resto de nós apenas apreciamos.

    Como no Brasil nunca tivemos essa tradição de grandes empreendedores (os poucos que tivemos sempre dependeram de subsídio estatal), nunca atingimos o desenvolvimento.

    Pode até ser que mude no futuro, mas, por enquanto, sem sinais.

    Grande artigo.

  3. Bebê austríaco.

    ” (…)por causa da má qualidade dos administradores e gestores, as empresas destes países não foram capazes de tirar o máximo proveito possível da incorporação de novas tecnologias — ou, mais ainda, essa incompetência impediu que muitas das tecnologias sequer fossem adotadas.”

    Isso seria o caso de uma empresa que usa máquinas ou ferramentas e equipamentos defasados, em mau estado ou improvisados? já trabalhei em empresas e quando levava essa questão ao chefe, ele dizia que maquinas mais novas “são caras” ou ” eu teria que demitir”. Isso se aplica?

  4. Essa pauta é deliciosa. A criação espontânea baseada no aprimoramento produtivo anterior aumenta a produtividade, a qualidade e a capacidade de oferta, com o bônus de reduzir cada vez mais o custo final daquilo que é vendido. É por isso sou contra qualquer tipo de patente.

    A patente nada mais é do que um privilégio estatal onde o sujeito tem a prerrogativa de posse sobre um design, fórmula ou processo. Isso nada mais é do que uma espécie de socialismo com viés fascista.

    Falo isso pois está cada vez mais difícil vender qualquer coisa para a Europa e EUA. As grandes empresas fecharam tanto o cerco lá que até fórmulas simples estão travadas, restritas para os oligopólios. Algo de muito ruim vai acontecer por aquelas bandas se não for rompido o status quo.

  5. Os países em desenvolvimento estão controlados por uma elite capitalista que explora os trabalhadores. O nível de vida do cidadão caí, enquanto os grandes capitalistas nadam no dinheiro. Meu Deus eu estou falando isso a mais de 100 anos!!! Acho que eu deveria ter escrito uma versão do Capital para crianças. Está tudo lá.

  6. Uma coisa que tem de ficar em segundo plano é essa neurose de ficar “criando emprego”. Empregos decorrem de investimentos. Ponto. Se os investimentos forem bons, empregos surgirão normalmente.

    Ficar concentrado demais em taxa de desemprego, como fazia o governo Dilma, leva apenas a mais destruição econômica, porque aí vão colocar o estado para cumpri esse objetivo.

    Se o Estado resolver contratar todos os desempregados para fazer uma obra eterna de cavar e aterrar um enorme buraco, isso não vai gerar riqueza nenhuma. Mesmo tendo pleno emprego, o país estará apenas destruindo riqueza (custo de oportunidade pelo tempo perdido, já que estas pessoas poderiam estar fazendo algo mais útil e dê valor para a humanidade).

    É apenas criando produtos, soluções e serviços para pessoas dispostas voluntariamente a pagar (com dinheiro ou com outros serviços) que se gera valor e crescimento.

  7. Excelente artigo. Moral da história: quanto mais liberdade melhor para o enriquecimento de todos. Do contrário, quanto mais expandido for o governo, mais se enriquece uma minoria ao custo da liberdade e oportunidade de enriquecimento da maioria. Simples e confirmado pelo exemplo de outros países: aqueles com mais liberdade alcançaram maior sucesso e qualidade de vida através de inovação e empreendimento livre.

  8. Sim, tomar risco é essencial para o progresso, mas a riqueza de um país também está no conhecimento que seus cidadãos possuem. Sem conhecimento, uma sociedade se torna inerte e frágil, principalmente em relação a seus governantes.

  9. HELLITON SOARES MESQUITA

    Tem várias coisas nessa parada que devem ser levados em consideração.

    1 – Muita vezes a moeda é desvalorizada, mas a produtividade continua alta. Então você vende algo por 10R$ mas se fosse vender na Europa custaria 100R$.

    2 – Muitas pessoas exercem atividades não produtivas como ser funcionário publico. Em todo o país tem funcionalismo, porém leis que mantém que não produz é prejudicial.

    3 – As antigas leis facilitavam a construção de fábricas, rodovias e outras estruturas. Hoje em dia a burocracia apesar de ser igual nos dois países eles fizeram primeiro. Hoje eles só precisam se adaptar as novas leis, já nos países desenvolvidos já tem que começar com um alto investimento.

  10. Os salários no Brasil mal mudaram. Houve algum aumento em meados dos anos 60 até os anos 70 (mas o “milagre econômico” foi uma farsa, já que logo depois viria uma hiperinflação ainda mais galopante), do começo do Plano Real até meados dos anos 2000, depois de 2004 até por volta de 2010. Foram décadas e décadas perdidas.

    É um problema fácil de resolver… só o estado parar de atrapalhar. Abrir os investimentos para o estrangeiro e nacional. Se a mão de obra doméstica não prestar, que se importe então. Assim foi feito em Hong Kong e até na Argentina e Venezuela, quando ainda eram países decentes e que punham medo em países europeus. Essas concessões na infraestrutura vão melhorar alguma coisa, mas o melhor é simplesmente desestatizar. Esquece esse negócio de político gastar mais com “ensino básico e médio”. Pelo amor de Rothbard, ninguém precisa aprender Bhaskara para bater prego. Nordeste, que outrora foi uma região próspera no Brasil Colonial, hoje sofre por causa dessa porcaria de CLT que ninguém ousa mexer. Jurista quer alterar a Lei da Física e colocar o cara que está em aplicativo para passar fome e mendigar emprego.

    Se o ambiente for livre, até uma região com lava radioativa prospera. No Brasil a Receita Federal quer taxar até doação. Assim não dá gente, isso é ridículo. A alfândega brasileira é soviética, acho que até um porto de alguma colônia luso-africana funcionava melhor. Quase metade da população brasileira tem nem onde cagar (um pedacinho de papel higiênico e já entope a porcaria do encanamento).

    Alguém dê artigos do Leandro para o Tarcísio ler (Ministério da Infraestrutura). As ferrovias precisam ser ampliadas. A infraestrutura brasileira é medonha e asquerosa (e isso que a infraestrutura americana nem é tão boa assim, se comparar com alguns países asiáticos e europeus), peça de suspensão de carro não dura nada, lombada que não cumpre norma do próprio Contran… só no Brasil que eles ficam enchendo com esse lixo que ajuda assaltante, aumenta consumo de combustível, poluição… causa uma depredação na economia que os economistas são incapazes de prever com precisão.

    Descentralizar a legislação penal, liberar porte e posse de armas (revogar tudo, voltar à legislação de antes do FHC), parar de dar poder para vagabundo que só sabe encher o saco do povo… capital federal poderia voltar a ser o Rio de Janeiro, pelo menos assim parte da farsa acaba. Se o cara é assaltado até em fila de hospital, como é que um capitalista de fora vai querer investir num ambiente desse?

    Uma coisa particularmente irritante nesse governo é a tara chicaguista de “estado eficiente” e “imposto eficiente”. Os caras agora estão com ideia de roubar até nos supostos “direitos trabalhistas”. A parte monetária também está sendo uma bela porcaria, dando saudades do Temer.

    Confesso de que estou muito simpático ao movimento CSI (Combustível Sem Imposto), eles são muito engajados e fogem desse negócio de gradualismo.

    Vamos ver se eles privatizam mesmo essas estatais. Se ninguém comprar, doando essas porcarias para ONG de direito de bicho já estamos no lucro.

  11. Já tinha lido no livro do Taleb que o que tornaram os EUA tão rico foi o fato de terem uma cultura que incentiva a tentativa e erro. É cultural, ou já foi, tentar ter o próprio negócio e assumir riscos.

  12. Pergunta off-topic:

    Quando se diz que a dívida pública de um país é de 90%do PIB, mas ao mesmo tempo sabe-se que o PIB também inclui gasto do governo, é correto dizer que a dívida pública em relação a economia real extrapola os referidos 90%?

  13. Em busca da verdade

    O segredo é aumentar a produtividade de forma substancial, como fez a Coreia do Sul, mostrada no gráfico. Isso significa expandir/criar segmentos empresariais altamente produtivos. Não é o caso por ex de shopping, restaurante, serviço de motorista particular, lojas, bares, lanchonetes, farmácia, padaria, petshop, etc. coisas que cresceram mt no gov Lula. Mas é o caso de industrias de média e alta complexidade tecnológica e de serviços sofisticados, como TI, ligados a elas e outras empresas. E para executar essa tarefa complexa, precisa haver uma parceria inteligente entre Estado e setor privado. Foi é assim na Alemanha, EUA, Coreia do Sul, Japão etc. Isso não deu certo ainda no Brasil. As tentativas foram frustradas, vide PND do Geisel e NME da Dilma.

  14. Confirmado, UE(União Estupida), não vai assinar o “acordo” com o Mercosul alegando que o Brasil é a causa, que franceses safados kkk não querem que o povo compre alimentos mais baratos, ei alguém poderia me recomendar livros sobre economia

  15. Leandro (demais também podem comentar)

    Poucos dias atrás, numa entrevista o economista Alexandre Schwartsman disse que o nó que trava a recuperação da economia brasileira está no lado fiscal. Para ele, enquanto a trajetória da dívida pública não estabilizar (ou pelo menos ter previsão de estabilizar) o pais não voltará a crescer, pois o setor privado (que pensa a longo prazo) não irá investir.

    Mas, salvo engano, me parece que você (por alguns dos seus comentários aqui no IMB), se preocupa mais com a questão do câmbio estável/moeda forte.

    Qual dos dois problemas,se fossem solucionados (e sei que isso é difícil) teriam mais capacidade de contribuir pra recuperação da economia brasileira? Imagine que você, num passe de mágica pudesse resolver um deles, qual você escolheria?

  16. Boa tarde Leandro e demais. Gostaria de saber se há alguma recomendação de leitura sobre uma teoria dos contratos segundo os pressupostos da ética libertária. Já acompanhei em outras mídias discussões a cerca de se promessas poderiam ou não constituir contratos, ou até que ponto uma obrigação de fazer poderia ou não ser exigível, tendo em vista a inalienabilidade da vontade. Se houver alguma obra que eu possa consultar sobre o tema seria de grande ajuda. Gostaria de comparar as visões vigentes no libertarianismo com o tradicional Pacta sunt servanda. Desde já obrigado.

  17. Pessoal,

    Sou uma ex esquerdista vinda de universidade pública esquerdista também. Venho conheçendo a EA e me tornando cada vez mais liberal.

    Um amigo esquerdista estava comentando que, atualmente, a produção de alimentos no mundo seria suficiente pra alimentar mais de 10 bilhões de pessoas, entretanto existem populações em diversas partes no mundo a miséria.

    Isso ocorre devido a ausência de um livre comércio que possibilitaria que a produção chegasse a todos os lugares a preços mais baixos? Quais seriam os outros fatores?

  18. Novo em Escola Austríaca

    “Burocracia complicada”

    ####

    Os defensores da burocracia diz que ela dificulta as fraudes. Eu ainda não entendi como o uma possível desburocratização facilitaria os negócios.

  19. No Brasil, criar empregos é tratado como se fosse quase um crime e investir é loucura suicida.

    Mas o importante é se o consumo cresceu em relação a doze meses atrás.

    * * *

  20. Marco a s moraes

    A Colombia, o Peru, o Mexico, o Paraguai, a Bolivia, o Chile, a Costa Rica, o Panama, a Republica Dominicana e outros (Equador, Guatemala, etc), tem tirado a diferenca de renda per capita para o Brasil, ou ultrapassado. Estes paises tem melhorado no mesmo periodo que praticamente estagnamos. A situacao so nao esta pior por causa da forte reducao do crescimentomdemografivomdo Brasil.

  21. epocanegocios.globo.com/Mundo/noticia/2018/12/veja-quais-sao-os-paises-que-mais-investem-no-motor-da-inovacao-brasil-esta-na-lista.html

    1. Estados Unidos (US$ 476,5 bilhões)

    2. China (US$ 370,6 bilhões)

    3. Japão (US$ 170,5 bilhões)

    4. Alemanha (US$ 109,8 bilhões)

    5. Coreia do Sul (US$ 73,2 bilhões)

    6. França (US$ 60,8 bilhões)

    7. Índia (US$ 48,1 bilhões)

    8. Reino Unido (US$ 44,2 bilhões)

    9. Brasil (US$ 42,1 bilhões)

    E qual o resultado? NADA! Nem uma máquina, nem uma vacina, nem um mísero software. Apenas desperdício.

    Agora você, amigo progressista, por favor me explica como aumentar ainda mais o dinheiro resolve o problema de não produzir inovação?

    A propósito, to até agora aqui esperando a USP e a marinha do Brasil CTMSP entregar 1 (SOMENTE UM) respirador que prometeram em março deste ano aos hospitais. Cadê?

  22. Brasileiro empreendedor

    A lei de liberdade economia serviu para o que? Minha tia quer abrir uma mini doceria no interior de são paulo, o municipio e sua lei exige toda parnafernalha de sempre, ela foi atrás da lei de liberdade economia mas o municipio prevalece, eai? Continua tudo igual pra empreender nesse país

  23. Falando de liberdade econômica, o que um prefeito ou um vereador poderia fazer para o município ter mais liberdade econômica? Anos atrás, perguntei sobre isso e me disseram de que seria quase impossível fazer alguma coisa, pois um corte de gastos poderia bater de frente com a Lei Complementar número 101 (Lei de Responsabilidade Fiscal).

    Não poderia por exemplo reduzir ISS, IPTU, além de reduzir o próprio salário e dos assessores e tirar monopólio do transporte coletivo? Tirar exigência de alvarás? Zoneamento?

  24. O que muda no Brasil com essa nomeação de Kassio Marques para o STF? Alguma vantagem prática?

    Por que o Bolsonaro faria isso? Eu acho que essa é uma demonstração prática de que para governar no Brasil, precisa se aliar ao sistema. Não poderia usar isso para passar reformas com mais facilidade?

    Dias atrás, interessantemente, o STF autorizou a venda das refinarias da Petrobras, algo que até me deixou surpreso.

  25. Eu decidi rever as falas do Leandro Roque em 2017 sobre os presidenciáveis, e me chamou a atenção a parte do Ciro Gomes. Será que caso ele ganhar em 2022, ele vai tomar um caminho pragmático e reformista?

    Para mim o Ciro é um cara sem ideologia alguma. Vale lembrar que, apesar de hoje as tarifas de importação serem “só” 15 pontos percentuais acima dos 20% de 1994, em 1994 ainda não havia toda aquela burocracia envolvendo cotas de importação e exportação, nacionalização de peças e afins e o real ainda era uma moeda. O real forte segurou bastante os aumentos dos preços dos carros importados mesmo com as tarifas elevadas. Hoje as tarifas estão maiores, o real está de mal a pior e a burocracia aumentou.

    Em tarifas de importação de carros, estamos piores que Bolívia (9,6%), Colômbia (29,7%), China (22,8%), Peru (5,22%), Chile (3,54%), Argentina (19,2%) e México (25% [5]). O Brasil só ganha dos seguintes países: Afeganistão (38,9%), Egito (49,7%), Paquistão (70,7%), Tailândia (71,1%), Irã (90%), Índia (106%) e Ilhas Maldivas (111%). As tarifas médias de carros no Brasil estão em 33,9%.

    Vale lembrar que a indústria de carros tailandesa é bastante grande, assim como na Índia, o que é possivelmente explicado pelas tarifas. A Índia tem um mercado consumidor muito grande (inclusive com carros a diesel que não temos aqui, como o próprio Etios da Toyota, que veio de lá), então os indianos possuem mais opções de carros do que aqui. A China é um caso singular, pois as fabricantes são obrigadas a fazer joint-venture com estatais chinesas, o que explica a fartura de opções de carros, além do fenômeno bizarro de carros com entre-eixos alongado.

  26. Depois de ler duas vezes kkkkkkkk, eu fiquei com 2 duvidas, uma sobre o tópico e uma off-topic:

    1. (A primeira do tópico): Geralmente, quando pensamentos contrários são postos sobre esse assunto, eu escuto as seguintes afirmações:

    “Não adianta abrir o comércio para as empresas, sendo que o capital vai fugir e não vai ficar no Brasil, exemplo: Quando uma empresa chinesa vir para cá, ela vai contratar apenas brasileiros para cargos menores enquanto os cargos mais importantes ficam para os nativos chineses, ou ainda assim o lucro iria para china e não ficaria no Brasil”

    Ou seja, haveria um ciclo de dependência e não haveria o desenvolvimento cientifico aqui no Brasil.

    Eu n concordo com a preposição, mas gostaria de saber a opinião de vocês em relação a isso… Quando abrimos para que as empresas internacionais abram e supostamente não ganhamos com isso.

    2.( Segunda agora off-topic): Diversas vezes eu vejo as pessoas valorizando o padrão-ouro nos artigos e nos comentários de alguns artigos eu vejo as pessoas incentivarem o “bitcoin” (a moeda criptografada no geral e não só a empresa/moeda bitcoin).

    Qual é o melhor “bitcoin” ou ouro?

    P.S: Eu acho que ouro se encaixa mais economia em geral, enquanto o bitcoin investimentos individuais.

    P.S.s: Em investimentos seria melhor ouro ou bitcoin? Visando a evolução tecnológica, bitcoin seria melhor ou o ouro não se desvalorizará?

    Espero que tenham entendido as perguntas, sei que foram muitas, mas qualquer coisa eu esclareço depois das respostas. Agradeço a atenção”

  27. No Brasil você tem que ser corajoso ao extremo para investir capital próprio em algum arranjo produtivo. Tem que adorar risco. Tem que ser predador ao extremo. E isso passa por acertos, falcatruas, corrupção com o poder público. Como você vai concorrer com alguém que, por exemplo, é dono de uma rede de postos de combustível cujo capital teve origem no narcotráfico? (Vejas as recentes manchetes sobre o PCC). Assim, a teoria do risco tem de ser reinventada no Brasil. A situação não propicia isso. Você inicia um negocio com um sócio majoritário que não te dá suporte algum .. quer parte do seu Faturamento (tributos).

  28. Só uma pessoa simples

    Acredito que o primeiro passo para o crescimento do Brasil é quebrar o preconceito que temos conosco mesmo. Todos têm capacidades e habilidades que precisam ser exteriorizadas, e que podem, através da educação.

    Não é preciso apenas mudar o regime para dar motivação aos empreendedores. Como foi citado no texto, cada país é um caso diferent, cada país precisa aprender o que necessita e errar, e tentar de novo.

    São poucos os jovens que se interessam pelo futuro do país ou batalham por isso. E esses poucos não tem muita motivação…

    Investir em nós mesmos, é mais fácil falar do que fazer, porém quem sabe esse é o caminho certo ?

  29. O que será da economia Brasileira em 2021? Tomara que Biden derrube o dolar pra nós, alias lá a impressora ta no max power e os gastos vão explodir. Commodities será que sobe em 2021?

  30. Como sempre comparando EUA com Brasil, digamos que lá se leva 15 minutos para se produzir algo que aqui leva 1h , vamos ver quanto é 1h de trabalho lá e vamos ver quanto é 1h de trabalho aqui, o salario daqui R$ 1.045,00 o que vale a apenas 200 dólares ou seja é uma comédia então quando se fala de salários e produção ninguém entra em detalhes.

  31. Aproveitando a deixa do artigo, o que vocês acham do setor de DeFi (Finanças descentralizadas)?

    Basicamente desenvolvedores usam contratos inteligentes e Blockchain para poder fazer serviços financeiros descentralizados que não há como o governo regular, qualquer pessoa com um celular e acesso a internet pode pegar empréstimos por juros baixíssimos, contratar seguro, comprar tokens e ações ou ter uma poupança sem qualquer informação pessoal.

    O que mais impressiona é a velocidade que está crescendo, em apenas dois anos já chegou em US$ 14,7 bilhões nesse setor. Fico pensando o impacto que isso tem em países latino americanos e africanos já que agora além de poder usar uma moeda decente (Bitcoin) tem acesso a serviços financeiros globalmente, um americano pode colocar dinheiro em uma agricultura (Uma espécie de CDB para dar liquidez ao protocolo) e financiar uma loja do interior do Senegal.

  32. IZNER HANNA GARCIA

    O artigo está perfeito na identificação das causas da baixa produtividade:

    Baixa qualificação e capacidade dos trabalhadores (capital humano)

    Tecnologia atrasada e mal administrada nas empresas (capital físico)

    Investimento caro e abaixo do necessário (capital financeiro)

    Infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos insuficientes e sucateados)

    Burocracia complicada

    Ambiente de negócios perverso

    Mais ainda: a incapacidade gestora das empresas.

    A CONCLUSÃO, no entanto, contraria toda premissa do diagnóstico. A questão não é faltar “mentalidade empreendedorial dispostas a incorrer em riscos” e sim que o, como disse o próprio autor, o ambiente de negócios é perverso e, assim, os riscos são exacerbados.

    Em um ambiente de negócios perverso (como diagnostica) assumir risco não é ‘mentalidade empreendedorial’ mas sim rematada loucura.

  33. Por que vocês acham que o Brasil exporta principalmente commodities? O principal produto de exportação é a [link=oec.world/en/profile/country/bra]soja[/i].

    Países maiores tendem a ter um setor industrial mais amplo, como exemplo os Estados Unidos. Isso porque as tarifas protecionistas possuem efeitos amenizados e custos dispersos em um arranjo de país maior, de forma que isso então crie um parque industrial de maneira artificial (exemplo foi a URSS). Entretanto, isso é uma tendência, não sendo uma regra. Coreia do Sul é pequenina e exporta produtos de alta tecnologia. Chile é pequenino e exporta principalmente produtos como cobre e peixes.

    Essas são as minhas hipóteses para o caso do Brasil:

    (1) Desvalorização cambial: o real mais fraco faz aumentar a procura pelo dólar pelos brasileiros. As commodities, ao mesmo tempo, ficam mais atrativas para o mercado internacional. O setor industrial, mais dependente de bens de capital e de moeda estável, é mais afetado.

    (2) Agronegócio bastante desenvolvido: o setor do agronegócio brasileiro é extremamente robusto e diversificado. Há várias regiões aproveitáveis para cultivo de gêneros agrícolas.

    (3) Subsídios: há vários subsídios governamentais ao setor agropecuário.

    O que acham? Faz sentido?

  34. Roberto Oliveira Flores

    Faz tempo que leio Mises. Difícil achar uma falácia. Lendo esse artigo só tenho uma conclusão: no mínimo mais 50 anos para entrarmos num ciclo virtuoso.Infelizmente.

  35. Produtividade baixa. Governo máximo, cidadão mínimo. Um membro de minha família, vizinho, mudou-se na véspera do Natal. Jogou algumas coisas boas no lixo pois a esposa não quis levar para a casa nova. Bem, os catadores passaram o dia de natal revirando o lixo. Lamento ver os seres humanos revirando o lixo. Eles vão conseguir uns trocados, vão ao supermercado. Lá vão comprar produtos cheios de impostos embutidos. Estes impostos não vão criar estradas melhores, nem linhas férreas, nem vão melhorar as telecomunicações. Não vão criar escolas melhores. Não vão criar programas habitacionais de verdade. Mais do que a metade vai financiar aposentadorias e salários de funcionários públicos que ficaram, no dia de natal, tranquilos em suas casas defendendo ideias esquerdistas se sentindo melhor que os infelizes que trabalham e também os que viram latas de lixo para sustentá-los. Resultado, boa parte dos mais ricos do Brasil trabalham ou se aposentaram no governo, produzindo muito pouco. Por isso conferi hoje, 03/01/2021, o PIB Per Capta do Brasil acaba de ficar menor do que o do Botsuana. Esta é a minha leitura do texto acima. Muito triste.

  36. eu gostaria muito de pergunta, nesse cenario de moedas digitais que estão por vir, um padrão ouro ficaria inutilizavel? poderia a ver um padrão bitcoin nesse caso?

  37. Em suma, os países desenvolvidos têm em comum um alto índice de liberdade econômica, todo o resto é uma consequência da falta ou da presença da liberdade econômica.

  38. Na escola os professores diziam que a máquina iria substituir boa parte da mão de obra humana e isso geraria demprego e consequente aumento da miséria.

    Eu nunca acreditei nisso, sempre pensei que as máquinas não se fazem sozinhas e que alguém iria ter que montar, projetar, dar manutenção, programar, etc.

  39. Eis uma lista de 62 países em ordem de produtividade.

    E eis um gráfico da revista The Economist mostrando a evolução da produtividade de Coreia do Sul, Chile, México, Brasil, China e Índia.”

    A lista não está levando a lugar algum, a Wikipedia deve ter movido o endereço para outro local. Esse serviria? O problema é que está desatualizado, de forma que o Brasil regrediu muito desde 2010.

    Só como sugestão perante o gráfico que mostra a produtividade, tem-se esse gráfico que mostra a produtividade por hora trabalhada, até o ano de 2017.

    Vale lembrar que a mão de obra mais qualificada no Brasil, muitas vezes, ou sai do país ou vai para o funcionalismo. Haja vista a massa de brasileiros que foi embora só nesses últimos dois anos. O País poderia importar mão de obra qualificada, mas eu não vejo um grande motivo de algum estrangeiro trocar Emirados Árabes Unidos ou Singapura pelo Brasil.

    Hoje em dia é muito comum ver políticos falando de investir em educação básica e aquele lero-lero, e então o país bomba. Não tem lógica isso. Para abrir uma pastelaria, um restaurante ou algo assim, o sujeito não precisa ter um diploma do ensino médio ou algum curso que seja. Só precisa de um ambiente minimamente decente de negócios. A qualificação é consequência. Nenhum país começou a enriquecer com um governo torrando bilhões com ensino e então, do nada, as pessoas prosperaram.

  40. imperion turbo nuclear quantico com equio

    “celebrar a função social do estado é o mesmo que celebrar a função romântica do estupro” Stephan montenegro

  41. imperion turbo nuclear quantico com equio

    Copom dece subir Selic para 9.25 . poupança deve voltar a ter ganho real.

    g1.globo.com/economia/noticia/2021/12/06/poupanca-deve-voltar-a-ter-rendimento-pela-regra-antiga-apos-proxima-reuniao-do-copom-entenda.ghtml?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1&fbclid=IwAR32mKTfis6_r1uzXpBwXvaxfNEgQ_cespQEVK5IsNSJtmfbj7qCI9xWByM

  42. Não sou nem um pouco marxista, nem anticapitalista, mas gosto quando o artigo mostra que o empreendedor brasileiro também é limitado intelectualmente. Eu sempre fui mão de obra, mas vi muito dono de empresa fazer bobagens e por a culpa nos empregados. Eles gostam mesmo é de carrão e mansão, não porque Marx disse, mas porque são limitados mesmo. E ainda têm soberba em admitir erros. Por mais artigos como esse.

  43. Um desenvolvimento de uma nação leva (muito) tempo.

    E deve passar por princípios como transparência institucional, estabilidade política e jurídica, manutenção da tradição (cristã especialmente), garantias de propriedade, liberdades civis e econômicas.

    Muito do que falta, nas últimas décadas, no Brasil.

  44. Giovani Albineli

    Tudo que o autor do excelente artigo descreve é verdadeiro e correto.

    Porém na minha análise, o cerne da questão e a solução do problema de desenvolvimento passa principalmente por segurança jurídica e um Poder Judiciário honesto. Todo o resto depende disto.

  45. Ezequias Moraes da Rocha

    Acho que o problema principal para que as pequenas empresas  não  traçionem, são muitas vezes por causa do material humano, que não  se atualiza, e também nao vestem a camisa da empresa,que lhe dá um emprego .  muitas vezes chegou  pessoas me pedindo emprego,falando que estava passando fome  com os filhos ,logo que começavam a trabalhar mudavam o comportamento ,por outro lado o governo  que não  dar condições para o empresário contratar, são muitos impostos  que chegão ao ponto de vc sacrificar os funcionários que vc ja tem ,muitas vezes aumentando a carga de serviço em um tempo menor,só para não contratar,

    Para resolver o problema ,investi em máquina que só com um funcionário fazia o trabalho de quatro com menos esforços .

    Resumindo ,o governo teria que parar de atrapalhar ,na relação patrão empregado.

    Facilitar para que o pequeno empresário possa investir em equipamentos  ( desburocratizar )

    Esse é o caminho

Rolar para cima