No mundo atual, as pessoas estão cada vez mais
preocupadas com o resultado de eleições para chefe de governo. A cada eleição
que ocorre em um país economicamente importante, as respirações ficam suspensas
(tanto entre a população deste país quanto no resto do mundo).
Foi assim nos EUA em 2016, e na França, na Alemanha
e na Holanda em 2017. E está assim agora no Brasil, em 2018.
É como se o padrão de vida de todos dependesse
diretamente do resultado da eleição — o que, aliás, é um fato.
Mas eis a realidade, que vale para todos: as pessoas
só estão cada vez mais preocupadas com o resultado das eleições porque os estados estão cada vez
maiores, mais intrusivos e mais poderosos. As pessoas sabem que o indivíduo
que eventualmente estiver no controle destes aparatos estatais terá poderes
insanos sobre suas vidas e sobre toda a economia (da qual depende nosso
bem-estar). Ele terá o poder de regular cada aspecto econômico e social da vida
dos indivíduos.
E as pessoas, mesmo as intervencionistas, sabem que tais
poderes são extremamente perigosos caso fiquem sob o controle de “indivíduos
perigosos” — isto é, indivíduos que não pensam o mesmo que elas.
Por outro lado, fosse o estado mínimo e sem poder, as
pessoas seriam completamente indiferente a quem eventualmente estivesse no comando
dele
Sendo assim, será que há alguma esperança, no mundo ocidental,
de que as pessoas não mais tenham de se preocupar com a política, com os
políticos e com a contínua
expansão do tamanho e do poder do estado? Há alguma
esperança de assumirmos algum controle e influência sobre nossos impostos,
nosso sistema de saúde, nossa energia, nosso comércio com os estrangeiros e,
acima de tudo, nossa relação com o governo e suas regulações?
Sim, desde que estejamos dispostos a copiar um
modelo estrangeiro que deu certo. Esse
modelo é a Suíça.
Naquele país sem saída para o mar, com um terreno
incrivelmente acidentado e sem recursos naturais (exceto água), as pessoas
foram capazes de criar um alto nível de prosperidade tendo por base a inovação
e o capitalismo.
100%
economia, 0% política
Os burocratas da União Européia os odeiam. Os
suíços não só estão fora da União Européia, como também representam o oposto
daquela agenda insanamente
centralizadora. A Suíça só aderiu à ONU em 2002,
e mesmo assim pela margem mínima de votos. Escolha qualquer área da
sociedade e você verá que os suíços fazem tudo à sua distinta maneira — sempre
com a liberdade como pré-requisito.
Os corpos de bombeiros são um exemplo: geridos por
voluntários locais na maioria dos lugares fora das grandes
cidades. Armas e as forças armadas são outro exemplo. As armas
estão por todos os lados — e o crime não está em lugar algum. Com
efeito, eles têm ao menos duas das mais pacíficas cidades do mundo – de acordo com
várias autoridades online. Zurique inclusive tem um feriado de meio dia em
outubro, para celebrar o torneio do “garoto atirador”, no qual há uma
feira em estilo americano em que jovens garotos — e
garotas também — competem em uma disputa de tiro ao alvo com fuzis
de ataque.
A milícia defensiva dos suíços foi temida até mesmo por Hitler,
e até hoje tem se mantido onde tem de ficar — em casa –, sem sair patrulhando
estrepitosamente o mundo, assassinando pessoas inocentes que porventura se
pusessem em seu caminho. Curiosamente, os suíços conseguiram se manter
protegidos sem ter de recorrer a guerras preventivas e sem ter de dizimar
famílias ao redor do mundo.
E há os bancos suíços, aquele
bastião que guarda algo como um terço da riqueza privada transnacional. A
posição suíça quanto ao sigilo bancário é mais bem descrita como sendo de
neutralidade, nessa constante guerra dos estados contra seus cidadãos. Toda
essa riqueza confiada aos bancos suíços certamente não se deve ao governo, e
mesmo os banqueiros são meramente beneficiários de um ambiente inteiramente
resultante de um distinto traço de liberdade que viceja dentro do povo
suíço. Isso vem desde muito antes da lendária rebelião promovida por
Guilherme Tell no século XIV. Se os detalhes dessa lenda são
mitos ou não, sua popularidade reflete o tradicional espírito de luta do povo
suíço quando se trata das imposições feitas pelo estado.
Antes de sua constituição
de 1848, a Suíça era uma confederação de estados, cada qual
soberano e independente. A unidade deles se dava por meio de um tratado de
defesa mútua contra agressões externas.
Em novembro de 1847 eclodiu a Guerra de Sonderbund (“aliança
separada”, em alemão), que foi uma batalha originada por sete cantões
católicos conservadores que se opunham à centralização do poder e que, por
isso, se rebelaram contra a Confederação que estava em vigor desde 1814. Esta
foi provavelmente uma das menos espetaculares guerras da
história do mundo: com duração de 26 dias, o exército federal perdeu 78 homens
e teve outros 260 feridos. Mas saiu vencedor. A Conspiração Sonderbund se
dissolveu e a Suíça se tornou, em 1848, o estado que é até hoje.
Apenas pense nisso: a guerra suíça (caracterizada
por sua inacreditavelmente baixa violência quando comparada às outras guerras)
foi motivada puramente pela rejeição à centralização do poder e pelo ceticismo
quanto aos poderes usufruídos por uma entidade grande. E lembre-se de que
estamos falando de um país territorialmente pequeno (apenas 41 mil quilômetros
quadrados). O resultado foi, e é, um estado relativamente neutro que permite
uma maior quantidade de liberdade e prosperidade que praticamente todas as
outras nações européias.
Como país, a Suíça se tornou, já à época, o mais
economicamente desenvolvido da Europa. Era religiosa e etnicamente diverso,
altamente inovador e extremamente produtivo. Os huguenotes
expulsos da França pelas guerras religiosas criaram a indústria suíça de
relógios. Os alemães protestantes fugindo da opressão católica fundaram as
principais indústrias do país. Sempre houve um foco no conhecimento e na
educação como forma de compensar a escassez de recursos naturais. E a população
sempre foi integrada ao comércio global, sendo comerciantes vigorosos.
“A economia
estava por todos os lados; já a política nunca era perceptível”: essa era a
frase utilizada para descrever esta produtiva, vigorosa, inovadora e
descentralizada nação já em meados do século XIX. Trata-se de uma descrição que
evoca uma fotografia maravilhosa de uma liberdade econômica que não é onerada
pelo fardo da política.
A Suíça conseguir manter algumas destas
características mesmo com todas as depredações estatais que se tornaram
tendência ao redor do mundo no século XX. O país permaneceu
sob um padrão-ouro até 1999, e resistiu à internacionalização até se juntar
à ONU em 2002. Com efeito, a internacionalização foi o que erodiu a
singularidade da Suíça como nação. O influxo de engravatados com MBA em
conjunto com a máfia da McKinsey está
arrastando a Suíça para o mais baixo denominador comum do estatismo e do
intervencionismo. A União Europeia almeja fazer a Suíça assinar um acordo
bilateral que inevitavelmente fará com que Bruxelas imponha gradualmente seu
socialismo multicultural ao país, exatamente como fez no Reino Unido.
Não obstante, a Suíça ainda possui pelo menos seis
vantagens estruturais que irá manter o país à frente de seus medíocres pares
por algum tempo.
1)
Descentralização
A Suíça permanece sendo uma confederação de 26
cantões. É mais centralizada hoje do que era até antes de 1848, mas as funções
do governo central são limitadas. Há uma constituição nacional, um exército
nacional e uma força de segurança, uma moeda única (o franco suíço, embora o
euro também circule livremente) e um banco central, e uma política externa
nacional. Mas a população conseguiu manter os poderes do governo central
relativamente muito bem acorrentados.
O executivo do país é representado por um órgão
chamado Conselho
Federal, que é composto por 7 membros, sendo cada membro responsável por um
dos sete
ministérios da Suíça (que lá são chamados de Departamentos). Esses
sete membros são nomeados pelas duas câmaras da Assembleia Federal.
A presidência e a vice-presidência do Conselho
Federal sofrem um rodízio anual. Já o mandato dos 7 membros é de quatro anos. O
atual Conselho é formado por 2 social-democratas, 2 conservadores de
centro-direita, 2 conservadores nacionalistas, e um democrata-cristão.
Ou seja, o poder executivo não se concentra em
apenas uma pessoa. A maioria das decisões do Conselho é feita por consenso. E é
assim porque seu papel é muito mais decorativo do que funcional, dado que a
maior parte do poder é prerrogativa dos cantões. Decisões relacionadas a
educação, saúde, assistencialismo e até mesmo criação de impostos são feitas
exclusivamente em nível regional. O governo federal não pode editar medidas
provisórias e não tem poder de veto.
O presidente da Suíça — que você não sabe quem é —
não tem praticamente nenhum espaço nas discussões políticas e econômicas que
ocorrem no país. Portanto, se você não
sabe quem é o presidente da Suíça, não se preocupe; vários suíços também
não sabem e ele muda a cada ano.
2) Subsidiariedade
A subsidiariedade é o princípio de resolver todos os
problemas e questões em nível mais local possível. Na Suíça, a maioria dos
impostos é impingida em nível municipal e cantonal. A fatia federal se limita a
20% de todos os impostos pagos. Isso faz com que a besta do governo central
viva continuamente esfaimada. Os cidadãos suíços são mais engajados em torno de
seus governos locais, que é quem toma as decisões de como irá gastar o dinheiro
de impostos.
Consequentemente, os cantões suíços são os
responsáveis pelo equilíbrio da política: os cantões conservadores são todos
aqueles que estão fora das grandes cidades, como Zurique, Genebra e Berna (a
capital). A população das comunidades menores rejeita a ideia de ter um governo
distante e centralizado em uma capital nacional.
Como resultado — discutido abaixo –, os suíços
continuamente rejeitam propostas progressistas, como a de abolir a
energia nuclear e a de usufruir uma
renda garantida de 2,5 mil francos suíços mensais para cada
cidadão. Mais
de 75% dos suíços foram contra a medida.
Ademais, os suíços podem “votar com seus pés”, mudando-se
para outra cidade ou cantão caso sintam que os impostos locais estão altos.
3)
Democracia direta
Na Suíça, o povo é soberano. Uma maneira como essa
soberania é mantida é por meio de referendos regulares, nas quais o povo vota
questões de política nacional, leis e mudanças na constituição. Tipicamente, há
um grande comparecimento às urnas nestes referendos, e as pessoas levam muito a
sério o controle democrático sobre o governo.
Normalmente, eis as etapas de um referendo:
a. Um projeto
de lei é preparado pelos especialistas na administração federal.
b. Esse
projeto de lei é apresentado para um grande número de pessoas por meio de uma
pesquisa de opinião: governos cantonais, partidos políticos, ONGs, associações
da sociedade civil podem comentar sobre o projeto de lei e propor mudanças.
c. O
resultado é apresentado a comissões parlamentares dedicadas ao assunto nas duas
câmaras do parlamento federal, é discutido em detalhes a portas fechadas e
finalmente é debatido em sessões públicos em ambas as câmaras do parlamento.
d. O
eleitorado possui o poder final de veto sobre o projeto de lei. Se qualquer
pessoa conseguir encontrar, em três meses, 50.000 cidadãos dispostos a assinar
uma petição pedindo um referendo sobre esse projeto de lei, um referendo será
marcado. Para que um referendo seja aprovado, o projeto de lei precisa ser
apoiado apenas pela maioria do eleitorado nacional, e não pela maioria dos
cantões. É comum a Suíça fazer mais de dez referendos em um determinado ano.
Entre 1893 e 2014, apenas
22 de 192 iniciativas populares foram aprovadas pelos eleitores. A
reticência com que essas iniciativas são recebidas pelos suíços indica
prudência da parte dos eleitores e aversão a leis criadas centralizadamente.
E foi esse sistema de pesos e contrapesos,
representado tanto pelos cantões agressivamente localistas quanto pela
ferramenta da democracia direta, que tornou a Suíça particularmente resistente
ao crescimento do poder do governo.
4)
Livre comércio
Praticamente não há debate sobre a importância do
livre comércio na Suíça. Ele é uma realidade imperativa. Trata-se de um país
fortemente dependente da importação de produtos básicos: energia, comida,
matéria-prima, commodities. Consequentemente, o país desenvolveu uma
estratégica indústria exportadora:
produtos e serviços de alto valor agregado, sempre aptos a satisfazer as
mais exigentes demandas globais.
Relógios sempre foram o mais famoso exemplo.
Atualmente, produtos biotecnológicos e maquinários ultramodernos compõem a pauta
exportadora. O livre comércio sempre foi a condição vinculante para a
prosperidade da Suíça. As tarifas de importação do país estão em zero por cento.
5)
Neutralidade
Na política externa e na diplomacia, a Suíça é
famosa por sua neutralidade e política externa de não-agressão. Este, aliás, é
um pré-requisito para a prática do livre comércio global: criar inimigos seria
totalmente contra-producente.
A Suíça possui um exército e o serviço militar é
compulsório, mas é voltado exclusivamente para a defesa contra invasores
externos. Guerras sempre foram a principal barreira ao progresso econômico, e a
reconstrução política após uma guerra quase sempre é um desastre pior do que a
própria destruição física da guerra. A Suíça conseguiu evitar tudo isso.
6)
Inovação empreendedorial
A Suíça sempre ocupa as primeiras posições na lista
de países com a maior facilidade para se empreender, embora sua posição tenha se
deteriorado no século XXI. É fácil abrir uma empresa no país, a tributação
é relativamente baixa, as leis são transparentes e o arcabouço jurídico é
totalmente previsível. Várias empresas internacionais escolheram a Suíça como
sede de suas matrizes.
A inovação está enraizada na cultura, no sistema
educacional do país e em toda uma rede de centros de pesquisa, o que se traduz
em investimentos nas pessoas e no conhecimento. Sem exageros, a inovação está
na mente e na alma de praticamente todo suíço, bem como nas instituições do
país.
Não
é perfeito, mas é o que há
De modo algum a Suíça é perfeita; afinal, trata-se
de um estado-nação, e todo conceito de estado-nação é deletério para cada vida
individual das pessoas que vivem neles e que os formam. Com efeito, o próprio conceito
de estado-nação clama por “inovações disruptivas”.
Talvez, quem sabe?, serão os próprios suíços, com
sua tradição de descentralização, subsidiariedade, iniciativa individual, e livre
comércio de idéias, que irão implantar essas inovações — isso, é claro, se
eles não forem sobrepujados por instituições globalistas como União Europeia,
ONU, FMI, Banco Mundial etc.
É a economia contra a política. O nosso desejo, é
claro, sempre foi o de “economia por todos os lados, e a política em lugar
nenhum”. Mas isso tem se comprovado impossível de ser mantido.
O fato de que houve uma época em que a economia prevaleceu
na Suíça — e suas consequências benéficas perduram até hoje — serve como uma tênue
esperança de que tal arranjo possa, um dia, voltar a vigorar.
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Leia também:
Que tal nunca mais se preocupar com política e eleições? É só adotar o liberalismo clássico
Bolsonaro eleito, como estarão o Brasil e os brasileiros em 2022? Economia, debate político, violência, tamanho do estado e rumos gerais do país.
Qual o caminho prático e possível para que o país das jabuticabas atinja níveis padrão Suíça nos quesitos liberdade, impostos, empreendedorismo e cultura?
Impossível comparar o Brasil com a Suíça…
A nossa Constituição exige que o Estado se faça presente em vários setores, a população carente(sem dinheiro = não vale nada num sistema capitalista) implora por apoio do Estado.
Existe uma demanda muito grande por serviços públicos.
O jogo já está em andamento(não tem como começar do zero), temos players sem dinheiro e sem nada pra oferecer e eles não podem ficar a margem do jogo capitalista. Como se constrói uma harmonia nesse arranjo ?
Sabemos que o culpado é o Estado pelos preços abusivos em serviços de saúde,transporte etc. Mas o que fazer ?
Um economista como Paulo Guedes não pode lavar as mãos e desmantelar o Estado. Deixar o laissez faire agir, talvez levariam séculos pra tudo se organizar. Não temos tempo.
Um economista precisa colocar ordem na casa.
A situação do Brasil ta muito complicada. Optamos pela social democracia mas esquecemos de enriquecer primeiro.
B66617 – o fim do mundo
O instituto Capital Imoral de assuntos sociais está lançando uma pequena história sobre o fim do mundo após a eleição de James Bolsonaro. Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, factos ou situações da vida real não é mera coincidência. Vamos conhecer o futuro do mundo.
Escrevo esta carta do futuro, de uma época onde os homens não mais escrevem, apenas sobrevivem.
2018, a eleição de James Bolsonaro
Era uma tarde de domingo, homens e mulheres, de verde-amarelo, dominavam as ruas. Todos comemoravam a eleição do novo presidente, James Bolsonaro. Esse presidente era diferente dos outros, era um homem rude que falava abertamente sobre perseguir homossexuais, negros e índios. Seu discurso conseguia eco em um país marcado pela pobreza e analfabetismo. A classe média estava desesperada e buscava um messias, a ordem proposta pelos militares era algo que seduzia qualquer trabalhador. Não havia negros ou pobres, apenas brancos, heterosexuais e ricos. As minorias, onde estavam? Não se sabe, grande parte fugiu para Venezuela. O medo era uma realidade constante.
Todos sabiam que a eleição no Brasil foi uma fraude manipulada por grandes empresários. Bolsonaro se aproveitou dessa fraude para movimentar uma grande rede obscura de fake news que envolvia movimentos neoliberais, fanáticos religiosos e ignorantes de toda sorte. A polarização era falsa, de um lado havia os pobres e minorias representados pela esquerda, e de outro, uma elite fanática e ignorante.
O primeiro presidente nazista estava eleito.
2019, o início do terror
Um ano após a eleição de James Bolsonaro, as democracias pelo mundo começam a perder estabilidade. Ninguém sabia ao certo de onde vinha essa onda obscura que consumia o mundo inteiro. Nos Estados Unidos voltou o regime de escravidão contra negros; na França, homossexuais eram enforcados em praça pública; na Itália, país predominante católico, mulheres eram proibidas de sair às ruas. O livre mercado impulsionou uma onda conservadora que, hipnotizava as almas, e por algum motivo as pessoas tinham sede de sangue. Era como um vírus que ninguém conhecia a cura.
A Amazônia aos poucos foi sendo destruída, áreas inteiras estavam devastadas pelo pelo agronegócio. Não havia misericórdia para com índios e animais, todos estavam sendo mortos indiscriminadamente. Aprendemos a aceitar que, em menos de 5 anos, a Amazônia seria um grande deserto. Mas isso pouco importa, porque tínhamos mais medo da terceira guerra mundial que ocorreria em breve.
A Rússia ea China perderam a capacidade de proteger o mundo; logo, países do mundo inteiro se preparavam para uma nova guerra. Era difícil manter a ordem porque havia uma maldita moeda, descentralizada, que estava corroendo as relações entre países. Estávamos divididos entre aqueles que não aturavam mais o regime de escravidão -conhecido como livre mercado -; e aqueles que lutavam pelo socialismo e liberdade.
2020, a fogueira purificante
O poder público estava destruído, havia a completa supremacia do indivíduo. A consciência coletiva natural estava dissolvida e a nova ordem, mercadológica, definia o pensamento coletivo; era um pensamento vulgar que sempre impunha o triunfo individual, mesmo em prejuízo de outrem. Era sempre uma relação de poder e consumo. Os que não eram produtivos sentiam muito medo.
Com o objetivo de pôr fim ao pensamento de esquerda, o presidente eleito, James Bolsonaro, promulgou o projeto de lei 666/17, que visa purificar a cultura do país. Esse projeto de lei criminaliza o homexualismo, o pensamento de esquerda e a distribuição de ideias contra a moral e bons costumes. Mas o mais assustador era a fogueira purificante.
A fogueira purificante era uma grande jaula de ferro, rodeada por madeiras, ficava na praça principal de cada município. Nessa jaula, pessoas eram queimadas vivas. O ato consistia em acender uma grande fogueira e deixar o rebelde queimar enquanto cantavam o hino nacional. Tudo era transmitido ao vivo pelo Youtube. Obviamente, a fogueira purificante era o último recurso para quem se negava a ser limpinho; o rebelde, antes, deveria ficar 10 anos em um centro doutrinário a fim de ser curado de suas impurezas intelectuais.
Havia um garoto que não conseguia ser curado.
Um tal de Guilherme Bob’s tentava a todo custo livrar este garoto da fogueira purificante, nada adiantou. A cidade estava inquieta, todos queriam ver o novo rebelde pagar por seus pecados intelectuais. Todos queriam confirmar, através da dor alheia, que uma ideia era ruim e que seria ruim pela eternidade. O fogo era a confirmação que a justiça seria feita aqui e agora.Todos tentavam olhar através das vigas de madeira. Quem era aquele garoto? Podia-se ver uma pele clara, frágil; olhos negros e cabelo comprido. Tudo naquele garoto indicava uma fragilidade feminina, que ele tentava esconder a todo custo devido aos novos tempos. Era um garoto incurável pois sua existência física era uma prova ambulante contra o fascismo. Ele era afeminado por natureza.
Cantem o hino e tudo voltará ao normal.
O hino tocava e homens de terno e gravata jogavam tochas na grande jaula. Queimem! Queimem! Queimem!, dizia um conservador. A pele fritava, bolhas vermelhas pulavam por todo corpo. Queimem! Queimem! Mas o verdadeiro terror se encontrava nos gritos; percebia-se, pela voz, uma alma frágil que tentava ser forte. Nunca se ouviu algo igual. Cada sacrifício era um cheiro agradável a James.
2021, a nova ordem mundial
Após três anos de uma intensa guerra mundial, não sobrou mais nada. Países foram dizimados; a natureza e os oceanos se transformavam em um grande deserto; a vida era uma mistura de dor e sofrimento interior. Não havia mais minorias, pobres ou esquerda, vocês venceram, tudo acabou.
Mais da metade da população mundial foi dizimada, o pior é que não se tratava de um fenômeno da natureza, mas um fenômeno político. A nova ideologia matou 3 bilhões de seres humanos, algo nunca visto em nossa história. A destruição cultural foi algo de valor incalculável: Livros, peças, códigos, pinturas, filmes, músicas tudo foi destruído. Nada mais tinha sentido, viver não tinha sentido. Estávamos mortos por dentro porque alguém roubou nossa alma. É diante dessa realidade que escrevo esta carta, por favor, nos salve.
Os ditadores não precisavam mais de armas para nos controlar, estávamos podres por dentro. O livre mercado nos deixou tão frágeis que, um psicopata qualquer, poderia controlar o mundo. E, de fato, foi o que aconteceu em 2021: Um brasileiro chamado James Bolsonaro assumiu o controle dos Estados Unidos, Rússia e China em única ação militar. E assim começou o início do fim…
Capital Imoral é filósofo, escritor já refutou Mises.
“O influxo de engravatados com MBA em conjunto com a máfia da McKinsey está arrastando a Suíça para o mais baixo denominador comum do estatismo e do intervencionismo.”
Alguém poderia dar mais detalhes ou dados concretos sobre esse trecho?
Compreendo que estatismo e intervencionismo são contrários ao desenvolvimento econômico, porém, não compreendi o que uma consultoria privada teria com isso.
O hiperlink no texto redireciona ao site da própria empresa de consultoria, o que não contribui em nada para o entendimento do excerto.
A frase certamente pressupõe o conhecimento de alguma outra informação sobre a consultoria. Porém, inserida no meio do artigo sem melhor contextualização ficou incompreensível para mim.
Discordo de que a democracia apresentada no item 3 seja algo completamente saudável…(eu discordo da democracia inteira mas vamos nos manter ao tema do artigo)
A maioria da população pensar uma coisa é algo completamente relativo, ou seja, “o povo ser soberano” no Brasil por exemplo, resultaria em leis completamente intervencionistas e protecionistas, como um 13º salário do Bolsa Família ou uma Computabras(tantos aí dizendo que “o Brasil exporta aço e importa computador”, uma mentalidade completamente torta).
Fora que essa coletivização toda não é algo positivo na defesa do livre comércio.
Quando se houve falar na Suíça normalmente é a imprensa dizendo até com uma certa incredulidade que os suíços rejeitaram propostas coletivistas como renda mínima para todos ou a criação de um salário minimo.
Os únicos países que eu realmente admiro são Suíça e Cingapura (Hong Kong também entraria, mas aí tem toda aquela discussão de se é um pais ou não).
Não da pra fazer esse mesmo modelo de governo com um país enorme(dimensões continentais) como o Brasil.
O Brasil é muito diferente de uma região para outra, diferente da Suíça que é mais homogêneo.
Nem adianta sonhar em copiar. A grande estrela disso tudo é o povo que rejeita o poder central. E só isso basta. Qualquer sistema daria certo quando a população sabe o mal que o poder centralizado faz.
E qualquer sistema irá dar errado quando tem uma população de mentalidade estatizante, tipo a brasileira.
“O presidente da Suíça — que você não sabe quem é — não tem praticamente nenhum espaço nas discussões políticas e econômicas que ocorrem no país. Portanto, se você não sabe quem é o presidente da Suíça, não se preocupe; vários suíços também não sabem e ele muda a cada ano.”
Essa uma coisa que eu sempre admirei. Não saber quem é o dono da loja, da empresa nem o presidente do país. Significa que a instituição em si é sua maior propaganda. Não o dono ou a personalidade que a representa.
Por isso, fiz questão de ler todos os nomes dos presidentes da Suíça.
Eu que me considero relativamente bem informado nunca ouvi falar de absolutamente nenhum deles. Aliás, não sabia ao certo se lá era parlamentarismo ou presidencialismo. (Eu sabia que não era monarquia simplesmente porque nunca ouvi falar em “rei da Suíça”, mas também nunca ouvi falar em “presidente da Suíça” ou “primeiro-ministro da Suíça”).
Sinal de que o governo é totalmente desimportante. Lá não deve ter nêgo apreensivo com eleições e nem deprimido com o resultado delas.
A população da Suíça não é TÃÃÃO abstinente de política assim. Eles não ligam para política partidária. Mas adoram fazer plebiscito para tudo.
Inclusive, gostam de ser vistos na fila para votar. Uma vez ofereceram a opção de votar num plebiscito pela internet, e a participação despencou.
(não tenho a fonte porque vi essa informação num livro, mas não me lembro qual).
“Naquele país sem saída para o mar, com um terreno incrivelmente acidentado e sem recursos naturais (exceto água), as pessoas foram capazes de criar um alto nível de prosperidade tendo por base a inovação e o capitalismo.”
Então será que eles leram Marx e puseram em prática os pontos 8 e 11 das “Teses sobre Feuerbach”?
Ou Marx copiou deles?
[VIII] A vida social é essencialmente prática.
[XI] Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo.
Máfia da Mckinsey?! Oi?!?!
Tive a grata experiência em 2017 de realizar uma caminhada pelo norte da Suiça. Nos dois primeiros dias o maxilar até doeu, porque andava boquiaberto com tudo que via… foram 190km caminhados, a maior parte à beira do rio reno, onde não vi NENHUM papel jogado no chão, nos locais menos movimentados, nos mais movimentados, em lugar algum! um nível de organização e competência que para um brasileiro parecem um sonho… é nesse ponto onde fica a maior frustração… até onde pude averiguar, são homo sapiens como nós brasileiros… nada apontava que a natureza tivesse favorecido eles em detrimento à nós brasileiros… porém, culturamente e socialmente somos de uma espécie ancestral em relação à eles… e por vontade própria,isso é que é pior!…
dito isto, um ponto me chamou a atenção, o custo elevado das mercadorias em geral. Como informado, exercendo a Suiça cargas tributárias menores nos diversos níveis, qual a razão dos produtos serem mais caros? à ponto dos suiços atravessarem a fronteira com a alemanha para fazer compras do lado de lá! me pareceu que o custo da mão de obra na suiça é mais cara, fora isso, algum outro ponto?
ah sim! quão triste para mim foi ao retornar no aeroporto de guarulhos, pegar um ônibus lotado (vendo a sujeira toda da marginal) até a estação de metrô tatuapé e ao entrar em uma lanchonete me deparar com uma mulher de cerca de 45 anos, totalmente suja, praticamente morando em um carrinho de mercado, pedindo comida na porta da lanchonete…
que choque de realidade… sair de um dos países mais ricos do mundo e 12 horas depois me deparar com aquela infeliz e maldita realidade que se sobrevive há séculos aqui… me restou comprar um misto quente para aquela mulher e sentir um misto de tristeza, vergonha e raiva por tudo o que fazemos e pelo que não fazemos de maneira que aquela cena seja uma realidade presente em nosso país…
Um pouco OFF-TOPIC:
Poderiam responder?
Estive em um grupo de estudos de professoras para discutir sobre questões escolares da escola municipal que trabalhamos. Após assistir a um capítulo de um material teórico para professores sobre Lev Vygostky, onde um professor atribuía o darwinismo social ao capitalismo, a coordenadora deu seu parecer sob o coro de outras presentes.
Aqui está a registro de voz e a transcrição da afirmação dela:
"A ideia de seleção natural está muito presente na sociedade. Por que o capital se apropria…olha a lógica do capital hoje: os mais aptos sobrevivem.
O mercado é totalmente seletivo e excludente porque no nosso modelo econômico e político não tem um lugar para todos. Então, eu preciso dos melhores e eu defino os critérios para eles.
Uma criança, por exemplo, que não domina leitura nem escrita pode ser um superartista, se dando muito melhor do que o gêniozinho da matemática.
A gente tem esses processos de seletividade social na escola, no mercado de trabalho, na fábrica, na indústria… A seleção natural vai defender a adaptação biológica, os mais aptos e biologicamente mais fortes vão sobreviver. E essa é a lógica do capital."
Aqui no Brasil, infelizmente as pessoas tem em mente em que o Estado provera todas as coisa. Quem tem que dar emprego? O governo. Quem tem que dar educação, saúde, segurança,etc? O governo. Além de várias infinitas medidas assistencialistas. Enquanto a população pensar assim, nada vai mudar, podem eleger quantos presidentes quiser, nada vai se alterar.
A solução para o problema, é no minimo difundir ideias liberais (não neo-liberais), assim um dia podemos nos aproximar de países como: Suíça, Nova Zelândia, Austrália..
Era uma vez uma rua, que fazia comercio livre com outras ruas.
Um dia pedro padeiro tentou convencer os moradores a comprar só o pao feito na rua. Uma baboseira nacionalista. Que no caso é rualista. Que isso traria prosperidade.
Mas joao preferia comorar pao fora , era mais barato. Nao aceitou.
Pedro padeiro entao convenceu o gov da.rua a cobrar um imposto de importação de.pao. pao de.fora pagaria 60 por cento de imposto. Pedro ficou feliz. Os moradores apoiadam achando que traria prosperidade. Dai o pao baratissimo fora passou acustar bem mais caro que o pao de pedro. A rua tambem contratiu um fiscal pra fiscalizar se as pessoas tavam comprando pão em pedro e nao fora. Aceitaram
Sem concorrencia externa o pao de oedro passou a custar um pouco menos que o pao importado ,ja somado os impostos. Isto é tres vezes mais. Como os custos de pedro eram os mesmos , pedro passou a ter um lucro fabuloso.
Joao e os outros consumidores tomaram prejuizo. Logico, estavam mais pobres e com restrição de pao, so pra pagar a ganancia de pedro.
Racionalmente o melhir a se fazer era desfazer o arranjo. Mas o ser humano e sua mania de combater fogo com fogo…
Os outros moradores perceberam pelo principio constitucional de igualdade que teriam o direito de fazer o mesmo. Assim o fornecedor de trigo, que era usado pra fazer pao, passsou a exigir o mesmo do estado-rua. Imposto de importação maior que 60 por cento pra todo trigo de fora. Sem poder comprar livremente o trigo, pedro passou a.comorar o trigo de dentro da rua, aquele plantado na sargeta do vizinho, e nao aquele vindo do imenso terreno fora da rua, altamente produtivo e barato. O da sargeta era da rua . Viva a rualidade!
Com isso o pao passou a.custar o mesmo preço da venda e pedro tentou aumentar o preço de venda, mas os moradores ja nao aceitaram pagar mais caro ainda pelo pao. O lucro de pedro se foi. E tentou vender o pao fora.da.rua,.mas seu pao era.mais caro, bem mais caro que o feito a partir do trigo do terreno altamente produtivo, que era feito pelos outros padeiro de outras ruas. Pedro restringiu seu mercado a sua rua e acabou com seu negocio. As outras ruas continuaram a negociar pao livre mente entre si, mas com a rua de pedro, separada, era cobrado 60 por cento de imposto pra portar o pão dele que ja era bem mais caro, ficou proibidissimo.
Ainda dava pra desfazer tudo, mas o gov da rua que tava recebendo dinheiro que pedro achava que ia ganhar era contra. Os moradores ao inves de.forcar ainda acreditavam que o na nacionalismo- rualismo- protecionismo ia ser melhor pra eles.
Fogo com fogo.
Joao passou a exigir tratamento igual. Queria que a.rua protegesse seu negocio de adubo com impostos de.importaxao.
Dito e feito, o produtor de trigo da rua so podia comprar adubo de joao. Com o tempo o preço do trigo subiu, o pão subiu e todo mundo ficou mais pobre, mas o gov da rua mais rico. Mais imposto pra ele e seus fiscais.
Logo o vendedor de roupas tambem queria proteção, ganhou. Depois o produtor de tecido queria, ganhou. Logo o vendedor de sapato queria, ganhou. Logo o produtor de couro queria,.ganhou.
Logo cada produtor da rua tinha proteção e ao mesmo tempo menos vendas. Tudo na rua subiu de preços,.mas ninguem tinha lucro, poos as matérias primas tambem subiram de preço e a matéria prima que produz materia prima tambem . O gov da. rua lucrou muito com impostos, mas os produtores perderam tudo e os mercados das outras ruas. Seus produtos custavam mais , eram inferiores( trigo de sargeta, o tecido vinha da unica amoreira da rua, o couro do boi sarnento e por ai vai.) Pois devido a protecao , nao se xomprava.materia prima de qualidade. A economia tava amarrada e todo mundo perdendo dinheiro. A solução mais logica era desfazer todo esse arranjo ou inventar meios de fazer que a produção local ficasse altamente produtiva( produzindo trigo nos telhados, paredes)? Inventando vacas que nao comem? Bicho da.seda que nao precisa da.unica amoreira da rua? Caso eles conseguissem…
Dúvida: O credo libertário é baseado no Princípio da não agressão, porém, em uma sociedade sem Estado, o que garantiria que todos seguiriam o PNA?
O senão é que casa lá é caríssimo e não existe classe média…só ricasso.
Para saciar curiosidade, há uma piada entre os suiços para explicar o motivo de tanta riqueza, somos tão chatos e evitamos ao máximo relacionamentos interpessoais com outros suiços que só nos resta usar o tempo para fazer dinheiro e com este conhecer gente mais interessante.
Pessoal, mudando de assunto… mas entra no mesmo tema envolvendo austro-libertarianismo. Me passaram essa imagem, há algo para ser refutado nisso? Eu pelo menos não vejo fundamento em um sujeito que se dá ao trabalho de passar por um suposto teste psicológico e afins para depois fazer isso e cometer suicídio. E eu me pergunto o motivo de não ter tido ninguém armado para impedi-lo… claro que eticamente, mesmo que o armamento civil flexibilizado resultasse em casos mais frequentes como esse, eu continuaria defendendo esse direito. O que vocês acham?
De todos os fetiches estatizantes do povo brasileiro, o das estatais é de longe o que mais me intriga. Afinal, por que o brasileiro médio, que ganha a vida com bicos porque a CLT e políticos populistas lhe privaram de uma subsistência decente, que obedece a leis que não entende, paga impostos sem retorno e precisa aturar a ladainha progressista, vê seu destino e razão de ser tão indexados a tais entidades espúrias como as empresas estatais? Entidades essas sabidamente povoadas por pelegos de gente graúda e cuja utilidade já é igualmente sem defesa, existentes apenas por caprichos e fardos tributários humilhantes?
Fico no aguardo.
A sorte dos suíços é que lá faz muito frio,o custo de vida é muito alto,e alemão é difícil pacas,caso contrário as fronteiras deles estariam abarrotadas de ilegais.
O que vocês acham dessa notícia?
Suíca passa a compartilhar dados bancários após quase 100 anos de sigilo
Algum economista do site poderia indicar como os programas de Quantitative Easing nos EUA e na Zona do Euro vão influenciar a próxima crise financeira mundial? Pessoalmente eu acredito que eles foram os principais fomentadores da próxima crise. Se for realmente o caso, quais ativos tiveram os seus preços mais distorcidos? Acredito que quem realmente entenda de economia austríaca sabe onde essa bolha vai estourar mas não sabe quando nem qual será a agulha que a fará estourar.
Leandro, o que você acha de cobrar mensalidades de instituições estatais de ensino superior, seguindo critérios de faixa de renda? É assim nos EUA? Em efeitos práticos, a qualidade muda? A redução de despesas do governo? Seria como se fosse os Correios?
Um bom início seria conseguir aplicar o que foi feito no Paraguai a partir de 2013 (se não em engano). Hoje estão colhendo o resultado. Se pensarmos no tempo, 5 anos, veio rápido o resultado das mudanças.
http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2018/03/16/internas_economia,944512/empresarios-trocam-o-brasil-pelo-paraguai.shtml
Quantas e quais canetadas ao alcance do presidente Bolsonaro e do ministério da fazenda foram dadas no sentido de aumentar a liberdade econômica para importação de pequenos bens de consumo?
O que acham desse vídeo do Bolsonaro?
Leandro, você acha que o fato do Bolsonaro estar fazendo concessões dos aeroportos (agora parece que vai vir porto junto) ao invés de fazer genuínas privatizações e desestatizações, indica que privatizar e desestatizar algum tipo de infraestrutura no Brasil teria um custo político alto?
Só para fazer um adendo Leandro, recentemente passei no Aeroporto de Viracopos, uma coisa que me chamou a atenção é que, do desembarque até chegar às primeiras lojas, o percurso é gigantesco (sobra espaço para isso, e falta espaço para os passageiros se acomodarem para esperar o voo). Deduzo que isso seja uma falha de projeto, por causa da geringonça que a nossa amiga coração valente arrumou. Bom, o Aeroporto de Guarulhos parecia uma rodoviária egípcia (como você falou), atraso em voo, funcionário gritando e avisando sobre mudanças nos portões (como se estivéssemos em algum porto do século XV), superlotação e afins (tirei essa foto na época, veja se apareceu para você).
Brasil é complicado, a gente nunca vê uma reforma de verdade, sempre um remendo e outro…
Olhando os preços dessas economias, eu percebo como muitos itens são mais caros se converter em Reais, apesar da renda ser maior.
Por que existe essa diferença? A economia, por ser mais produtiva lá, não deveria gerar preços menores, mesmo depois de converter um preço em franco suíço para reais? Principalmente imóveis e aluguéis.
Expliquem-me como nós iremos conter a violência humana sem um Estado. Através do boicote de mercado? A Apple usa trabalho escravo nas minas da África e nem por isso nós paramos de comprar iPhones. E aí, como vamos fazer??
Leandro, o que você acha das propostas das reformas da Previdência comum e da militar? O Paulo Guedes disse que ela vai causar uma economia de 1,1 trilhão de reais em 10 anos. Como que essa reforma causaria esse corte de despesas? Eu até tentei ler o projeto na íntegra, mas o negócio é mais complicado do que entender a síntese proteica do DNA.
Que vai impactar os funcionários estatais eu sei que vai (e até acho válido, porque eles não produzem nada de valor), agora não sei no que vai mudar na iniciativa privada e, particularmente, acho injusto cobrar mais de quem é obrigado a sustentar essa pirâmide nesse setor, caso for feito. Isso independentemente da faixa de renda. Assim como cobrar mensalidade de instituição estatal de quem tem uma renda maior, porque isso é eticamente incoerente e economicamente incoerente, mesmo porque o fato de se cobrar diretamente (ao invés de maneira indireta) é igual aos Correios, como eu te disse naquela fez meses atrás, sobre esse assunto.
Um abraço!
PS: Posso te mandar um artigo que lancei hoje? Talvez goste (e até queira colocar aqui no IMB) porque é um tema legal, mistura carros, economia e muitos gráficos e dados.
Ok. Havendo essa recessão o negócio é investir em dólar e ouro? Ou vc acha que com as reformas passando a bolsa se mantém elevada? Grato e parabéns pelo artigo
Vendo bolsonaro e a maioria dos conservadores dessa linhagem apoiarem tanto o golpe militar de 64, eu gostaria de saber qual a opinião de vcs sobre tal assunto, uma vez que foi na época militar que o estado começou a se fortalecer e querer se intrometer em tudo no brasil, na minha humilde opinião, sem a ditadura acho que poderíamos estar melhor do que estamos hoje.
Quero ver fazer democracia direta no BR kkk, povo sequer sabe ler.
Ler esse artigo sobre a Suíça e compará-la com o submundo chamado Brasil é de doer o coração!
E tudo indica que no domingo que vem, dia 2 de outubro de 2022, o povo vai votar em peso no “pai dos pobres” e o PT vai voltar. Mas eu não vou votar nele e nem no Bolsonaro. Os dois não tem a mínima qualificação para presidir um país, e se todos pensassem como eu, NINGUÉM sairia de casa no dia 2 de outubro, ninguém votaria.
Mas sairiam de casa no dia 3 para exigir a mudança de nossa Constituição Federal, começar tudo de novo, do Marco Zero, tendo como base o modelo SUÍÇO! Só assim o Brasil se transformaria num país decente. Mas isso é utopia, aqui tem milhões de brazucas que pensam muito diferente de mim e tem os políticos como ídolos. Pra eles, Lula e Bolsonaro são deuses, mesmo que se prove que são corruptos.
Aqui já tem fã-clube de ladrão, cada um tem seu ladrão de estimação e é aí que os ladrões, se aproveitando dessa ignorância do povo e fazem a festa.
Só há uma saída para o Brasil: o aeroporto.
e eis que o dolar hoje chegou a 113,000 do dxy. e ainda fechou a 114,11
Algumas pérolas já jogadas aqui por “entidades” que se manifestam sobre a Suíça:
-A Suiça só é rica porque a sede da ONU é lá;
-A Suíça é rica porque corruptos abrem contas nos seus bancos;
-A Suiça é rica porque os Estados Unidos querem assim;
-Ela é rica porque os nazistas tinham contas nos bancos de lá.
Incrível que em pleno século XX ainda tem gente que não entendeu que o One Size Fits All é uma falácia. Até uma criança sabe disso
Viva o capitalismo! Viva a liberdade!
Cadê a retratação de vocês sobre a questão regulação da internet? Depois de a constituinte no Chile ser sabotada por aquilo que é talvez a maior campanha de fake news já vista eu pensei que vocês fossem finalmente acordar pra vida, mas não…
Além disso as criptomoedas, que já são comprovadamente experimentos fracassados, que torram quantidades colossais de eletricidade e simplesmente não possuem nenhuma utilidade real seguem crescendo e ganhando cada vez mais adeptos mesmo com fracasso sendo cada vez mais visível, tudo graças a “investidores” que as propagandeiam no Youtube. Enquanto isso também temos a polarização política, que já passou de níveis alarmantes faz tempo e segue piorando, já há pesquisadores nos EUA que apontam a possibilidade até de guerra civil na próxima década. E aí, vão continuar no negacionismo ou vão finalmente cair pro debate?
Pessoal, uma dúvida: O que esperar de um provável governo Lula?
Agora em 2022, a Suíça incentiva a delação entre vizinhos, tal como a Alemanha do “bigodudo” e da Coréia do Norte do “gordinho maluco”