Nota do Editor
Se o governo gasta mais do que arrecada via impostos, ele está incorrendo em um déficit orçamentário. Para cobrir esse déficit, ele terá de se endividar. Somente se endividando ele poderá bancar os gastos que excederam o montante arrecadado via impostos.
Quando o governo incorre em um déficit orçamentário e se endivida, isso significa que ele está tomando mais crédito junto ao setor privado. E dado que o governo está tomando mais crédito, sobrará menos crédito disponível para financiar empreendimentos produtivos.
E isso é fatal especialmente para as micro, pequenas e médias empresas, que agora terão de pagar juros muito maiores para conseguir empréstimos (mesmo com a SELIC nas mínimas históricas). Afinal, se investidores podem emprestar para o governo, sem risco nenhum, por que emprestariam ao mesmo valor para empreendedores, que estão mais propensos às vicissitudes da economia, podendo dar calotes? Obviamente, só emprestarão a juros muito maiores, o que inviabilizará investimentos e travará a economia.
Mas piora. Quem se endivida muito acaba também tendo de gastar muito com juros (e ele gastaria muito com juros mesmo se a SELIC fosse baixa, e pelo simples motivo de que dívida alta gera um grande volume de juros a ser pago). Tendo de gastar muito com juros, o governo tem de endividar continuamente apenas para continuar pagando esses juros. E isso reinicia o ciclo e piora a bola de neve.
Por tudo isso, é crucial o governo passar a ter um orçamento equilibrado. E ele pode fazer isso ou cortando gastos ou aumentando suas receitas ou fazendo uma combinação de ambos. Só que os gastos correntes do governo federal brasileiro estão crescendo a uma taxa explosiva. E a carga tributária já está em nível recorde. O que fazer? É aí que começa o debate acalorado.
Mas apenas um lado está munido dos argumentos corretos. E a teoria e a empiria lhe dão respaldo. Resta saber se a equipe econômica irá lhe dar ouvidos.
Confira no artigo abaixo.
________________________________
Ao oferecem uma solução para o desequilíbrio fiscal do governo, há aqueles que propõem diminuir o gasto público, há aqueles que propõem aumentar os impostos, e há aqueles dizem que se deve fazer uma combinação de ambos.
Curiosamente, para todas essas três medidas costuma-se dar o mesmo rótulo: austeridade.
O problema é que, de imediato, já surge um erro conceitual: quando um governo tenta combater seu déficit fiscal por meio do aumento de impostos — e não por meio de um corte de gastos –, isso não é austeridade para o governo. Desde quando você elevar suas receitas é “austeridade”?
Uma real austeridade para o governo ocorre tão-somente quando este corta gastos sem elevar impostos. Quando ele eleva impostos, ele está apenas empurrando todo o fardo para o setor privado, o qual terá de reduzir seus investimentos e fazer demissões, apenas para continuar sustentando o déficit do setor público, que é sagrado.
Por isso, uma honesta definição de conceitos é essencial para se iniciar o debate. Austeridade só ocorre quando o governo corta gastos. Qualquer outra solução é mera prodigalidade.
Corte de gastos vs. aumento de impostos – a teoria
Os efeitos de uma redução nos gastos do governo são opostos aos de um aumento de impostos.
Para começar, há efeitos distintos sobre a estrutura institucional do país: uma redução dos gastos do governo tem o efeito de reduzir o peso da burocracia estatal. E isso, por sua vez, leva a um aumento da participação do setor privado na economia. Com menos burocracia e com menos regulamentações onerosas, há uma maior facilidade para o empreendedorismo e, consequentemente, para a geração de riqueza.
Adicionalmente, há o efeito salutar da liberação de recursos mal aproveitados: cortes de gastos do governo irão afetar aquelas várias empresas que só sobrevivem porque possuem contratos de prestação de serviços junto ao governo. Empresas terceirizadas por estatais e empreiteiras que fazem obras para o governo são os exemplos mais claros. Há também as várias atividades econômicas que recebem subsídios e que, sem estes subsídios, terão de se virar no livre mercado.
Empresas que só sobrevivem devido aos gastos do governo não produzem para consumidores privados; elas utilizam o dinheiro dos cidadãos, mas produzem para o estado. Elas utilizam capital fornecido pelos pagadores de impostos, mas produzem apenas para servir a anseios políticos. Elas não agregam à sociedade. Ao contrário, subtraem dela.
Atividades que só sobrevivem e só são lucrativas com a muleta do governo são atividades econômicas insustentáveis, que não dependem da demanda voluntária do consumo privado para sobreviver. Elas absorvem recursos e capital da sociedade, sem em troca produzir nada que esteja sendo genuinamente demandado.
Assim, um corte de gastos do estado fará com que essas empresas liberem mão-de-obra e recursos escassos que poderão ser utilizados mais eficientemente por empresas mais produtivas, empresas que estão no mercado para realmente atender às demandas dos consumidores.
Por outro lado, um aumento de impostos consolida a hipertrofia da burocracia estatal, das regulamentações, e das atividades não-produtivas e sugadoras de recursos escassos.
Tudo isso à custa do achaque daquela fatia da sociedade civil que trabalha e produz. Um real a mais nas mãos dos burocratas e políticos significa necessariamente um real a menos nas mãos do setor privado, do qual este real foi extraído compulsoriamente.
Mais impostos significam menos retorno para os investimentos e menos capital disponível para amortizar dívidas, para contratar mais mão-de-obra e para fazer novos investimentos.
Assim, um aumento de impostos faz com que o estado e sua burocracia se expandam ao mesmo tempo em que o setor privado se contraia. Um aumento de impostos premia a burocracia (sugadora de riqueza) e penaliza empreendedores e trabalhadores (criadores de riqueza).
Por fim, ao passo que cortes de gastos tendem a reduzir o nível da dívida pública, um aumento dos tributos não faz com que, no longo prazo, o volume total da dívida caia. Consequentemente, as despesas do governo com o serviço desta dívida não irão diminuir.
A prática
Tudo isso previsto pela teoria — e pelo bom senso — pode também ser comprovado pela empiria.
Dois professores de Harvard, Alberto F. Alesina e Silvia Ardagna, se propuseram a investigar o impacto da política fiscal sobre a economia. Mais especificamente, eles queriam entender o efeito dos “estímulos fiscais” e dos “ajustes fiscais” sobre a solvência das contas públicas e sobre o crescimento econômico.
O que os acadêmicos desejavam encontrar era uma resposta às seguintes perguntas:
1) O que é melhor para promover o crescimento econômico: um estímulo fiscal baseado no aumento de gastos ou no corte de impostos?
2) O que é melhor para reduzir o déficit e a dívida do governo: uma redução no gasto público ou um aumento de impostos?
3) A atividade econômica sofre algum declínio em decorrência de ajustes fiscais baseados em uma redução dos gastos governamentais?
Para responder a estas perguntas, eles se debruçaram sobre os dados de 21 países da OCDE — entre eles EUA, Holanda, Nova Zelândia, Alemanha, França e Finlândia — para um período de 37 anos, de 1970 a 2007.
Suas conclusões são mais que interessantes [e de crucial importância para a atual conjuntura do Brasil]. Segundo Alesina e Ardagna:
Nossos resultados sugerem que, no caso dos estímulos fiscais, as reduções de impostos são mais expansivas em termos de crescimento econômico do que o aumento de gastos.
Já no caso de ajustes fiscais, os cortes de gastos são muito mais eficazes do que os aumentos de impostos tanto para estabilizar a dívida quanto para sair de recessões econômicas.
Com efeito, descobrimos vários episódios em que a redução do gasto público com o intuito de reduzir o déficit gerou períodos de crescimento econômico, e não recessões.
Em números concretos, o trabalho descobriu que, para o primeiro item — ou seja, na questão dos “estímulos fiscais expansivos” para ver quais resultam em um maior crescimento da atividade econômica –, o melhor resultado ocorreu quando o gasto total subiu aproximadamente 1 ponto percentual em relação ao PIB e a arrecadação caiu mais de 2,5 pontos percentuais do PIB.
Por outro lado, quando o gasto público aumentava cerca de 3 pontos percentuais em relação ao PIB, mas a arrecadação permanecia constante, não havia nenhum efeito expansivo.
Ou seja, na prática, cortes de impostos têm mais efetividade do que aumento de gastos quando o objetivo é gerar crescimento econômico.
Já para o segundo item, que é o processo de ajuste fiscal, os autores se concentraram em dois pontos. De um lado, se o dito ajuste foi bem-sucedido em termos de reduzir de maneira sustentável o desequilíbrio das contas públicas e o nível da dívida. De outro, se esse ajuste gerou episódios de recessão.
E os resultados também foram bastante interessantes (mas nada surpreendentes para quem conhece a teoria). Os episódios de ajuste fiscal considerados expansivos em termos de atividade econômica foram aqueles caracterizados pelo corte dos gastos públicos.
Em termos concretos, nestes episódios, os gastos primários (desconsiderando os gastos com o serviço da dívida) caíram 2 pontos percentuais em relação ao PIB ao passo que a arrecadação aumentou apenas 0,34 ponto percentual.
Por outro lado, nos ajustes fiscais que não geraram crescimento econômico, o gasto caiu apenas 0,7 ponto percentual do PIB, mas a arrecadação subiu 1,2 ponto percentual.
Novidade nenhuma, é claro.
À luz destes dados, Alesina e Ardagna afirmam:
Conclui-se que os ajustes feitos pelo lado do corte de gastos do governo apresentam efeitos melhores sobre o crescimento econômico do que os ajustes baseados no aumento da arrecadação de impostos.
Finalmente, os autores indagam qual tipo de ajuste fiscal é mais bem-sucedido em termos de reduzir o déficit e a dívida. Aqui, novamente, concluem — também sem nenhuma surpresa — que o corte de gastos é a forma mais segura de resolver um desequilíbrio orçamentário, pois além de estancar os déficits, ainda consegue conter o crescimento da dívida e até mesmo reduzi-la em alguns casos.
Conclusão
Para aqueles que não se contentam apenas com a teoria, é de se esperar que os dados destes 21 países analisados pelos professores de Harvard ajudem a pensar mais claramente sobre a situação.
Se o objetivo é ajustar as contas públicas e ao mesmo tempo ter crescimento econômico, é muito mais eficiente reduzir os gastos públicos do que aumentar impostos. É apenas mais um caso clássico em que teoria, empiria e bom senso convergem completamente.
_________________________________________
Leia também:
Ciclo nefasto: a economia cresce, o governo gasta, e os gastos do governo depredam a economia
O resultado de nossa prematura social-democracia: recessão prolongada e contas públicas calamitosas
Como uma redução nos gastos do governo gera crescimento econômico
Perfeito!
Artigos que combinam teoria com empiria são meus favoritos. No caso dos gastos do governo acho que nem precisa de estudo acadêmico para isso. é só ver os exemplos práticos de Alemanha pós-guerra e Irlanda a partir de 2009.
Continuem fazendo este ótimo trabalho de informação e meu obriagdo.
#bolsonaro2018 #17
Certa vez fui a Brasília e fiz uma visita guiada ao Congresso. Obtive a informação de que apenas lá trabalhavam 8 MIL SERVIDORES! Num prédio! É insustentável.
É sempre importante lembrar que os cortes devem ser em gastos correntes e não apenas cortar na previsão do orçamento. Muitos governos usam isso para enganar as pessoas, exemplo: projetam um aumento 200 no orçamento e depois divulgam que estão praticando austeridade cortando 100. Na prática houve aumento de gastos de 100. E todo mundo acredita que houve corte!
É mágica. Os cara anunciam cortes e o gasto do governo aumenta!
Já fiz algumas pesquisas sobre o assunto (queria saber se era possível cortar gastos demitindo funcionários públicos) e vi que a única maneira é através da extinção de seus cargos.
O problema é que a iniciativa deve vir do Executivo, porém necessita da aprovação do Congresso.
Nesse caso o mandatário do Executivo precisaria conseguir maioria no Congresso.
Visto que a maioria é muito estatista, nada feito.
Cortar gastos?
1 – Manter apenas o Ministérios da Defesa, Fazenda, e Relações Exteriores. Fechar todos os demais;
2 – Fechar o BNDES e converter todos os seus ativos em renda da União para pagar a dívida pública.
3 – Privatizar: Petrobras, Banco do Brasil, Correis, Caixa Econômica, e todas as demais estatais;
4 – Privatizar todas a universidades federais;
5 – Privatizar todas as estradas federais:
6 – Reforma política: extinguir 90% dos cargos políticos com respectivos cargos de assessoria e demais equivalentes. Isso sim é reforma política;
7 – Privatizar portos e aeroportos federais;
8 – Acabar com o FGTS e pagar o saldo da conta aos devidos correntistas;
9 – Fechar Anatel, Anvisa, Anac e todas as demais agências reguladoras;
10 – Permitir livre concorrência e todos os setores da economia onde havia monopólio ou forte intervenção do Estado.
11 – Novo Plano Real: Lastrear nossa moeda ao ouro.
12 – Estabelecer Free Banking.
13 – Novo Pacto Federativo: Deixar bem claro quais são as atribuições do Governo Federal, Estados e Municípios.
14 – Reforma tributária: Após esse corte de gastos e deveres do governo federal para com “os mais pobres”, extinguir e baixar ao máximo os impostos.
15 – Revogar leis e regulamentações em disposição contrária ao livre mercado.
*-OFF TOPIC-*
Olá a todos.
Ontem tive um debate com um político filiado ao PSOL (dá para imaginar o tipo de gente) em meu curso.
O meliante (só assim que reconheço um esquerdista) deu uma palestra de mentiras durante 1 hora e meia.
Ao final, em 5 minutos, pude refutar grande parte de suas mentiras, mas acabei não tendo o que falar sobre uma de suas mentiras, que foi a seguinte: “Os recursos na Terra são escassos. O dinheiro também é escasso, por isso uma hora ele acabará. E por ser escasso, quem é rico tem que tirar esse dinheiro de algum lugar, que no caso seria dos pobres, pois para ele enriquecer, pobres terão que empobrecer”.
Eu entendo a mentira dessa falácia, e entendo que a riqueza é criada. Mas eu queria pedir a ajuda, de quem estiver disposto, é claro, a me ajudar a formular uma resposta para isso de forma que 50 pessoas possam entender de forma simples…
Agradeço a atenção e a compreensão, assim como aqueles que disporem de tempo para me ajudar.
Só eu vejo dois parasitas na foto? Mas o gado ama escolher entre um deles pra segui-lo bovinamente.
A teoria austríaca é muito retrógrada. Nem considerou a possibilidade do governo imprimir dinheiro com a finalidade de financiar seus gastos.
Até uma faxineira semianalfabeta sabe que, se gastar mais do que recebe, vai faltar dinheiro e ela poderá se endividar. É necessário muito estudo e muito conforto material para NÃO compreender algo tão básico.
Mas os esquerdistas acreditam que não existe verdade, que tudo é relativo e ideológico. Se você disser que 2+2=4, eles replicam que isso é discurso reacionário burguês de quem não quer a “igualdade social”.
Que papinho de comunista, leiam Hoppe
Apenas complementando:
O que realmente importa para uma economia não é o tamanho do déficit orçamentário do governo, mas sim o total dos gastos do governo — ou seja, a quantidade de recursos que o governo retira do setor privado e desvia para suas próprias atividades.
Muito embora um orçamento equilibrado seja importante, ainda mais essencial é não haver aumento de gastos. Por isso, o objetivo de se equilibrar o orçamento do governo pode ser uma política errônea.
Por exemplo, se o governo planeja gastar $3 trilhões e planeja financiar esses gastos por meio de $2 trilhões em impostos, haverá um déficit de $1 trilhão. Isso significa que, além dos impostos de $2 trilhões, o governo terá de arrumar outros meios para financiar o $1 trilhão restante, e ele normalmente o fará por meio de endividamento.
Dado que o governo certamente irá obter esse $1 trilhão restante, pode-se concluir que o que realmente importa são os gastos de $3 trilhões, e não o déficit de $1 trilhão.
Se o governo elevar impostos e consequentemente conseguir obter receitas de $3 trilhões, isso o deixaria com um orçamento equilibrado. Mas isso seria positivo? Isso por acaso alteraria o fato de que ele ainda está se apossando de $3 trilhões em recursos do setor produtivo?
Um aumento nos gastos do governo desencadeia um aumento no confisco de recursos do setor produtivo, desviando esses recursos para as atividades não-geradoras de riqueza do governo. Isso gera empobrecimento econômico.
Dado que o governo não é uma entidade geradora de riqueza, quanto mais ele gasta mais recursos ele retira das atividades que genuinamente geram riqueza. Consequentemente, isso solapa todo o processo de geração de riqueza da sociedade. Sendo assim, o que realmente importa para a economia é o total de gastos do governo.
Off Topic.
Eleições estão chegando e, gostando ou não, terei que escolher “meus” “representantes” (sei que meu voto dificilmente mudará alguma coisa, mas a outra opção que tenho é me abster e deixar que um socialista faça esta escolha por mim).
Cheguei a analisar alguns poucos candidatos, principalmente no partido novo, mas não encontrei nenhum que pareça ter uma visão verdadeiramente libertária.
Alguém tem indicações de candidatos para deputado estadual e federal em SP que defendam bandeiras elementares como reforma administrativa com redução radical de cargos e ministérios, reforma da previdência, diminuição da atividade estatal, responsabilidade fiscal, privatizações, desregulamentação, simplificação tributária e redução da carga fiscal, fim de subsídios, queda de barreiras alfandegárias, livre comércio, etc?
Lembro de em eleições passadas alguns leitores terem apontado nos comentários um candidato libertário. Ele é candidato novamente? Se sim, qual o nome?
Agradeço por qualquer ajuda.
Gasto corrente é vida!! Artigo neoliberal pra enganar pobre de direita.
Nessa eleição eu não poderei participar diretamente mas vou deixar um “cumpanhero” no lugar e dando total apoio sendo moral, religioso ou na cachaça.
Estamos de “costas quentes” apoiados por um grande número de homens de “causa” entre eles teólogos da libertação( Béééto, Bode ,Bofff), teólogos da missão integral, militares, professores, politiburros, grande mídia, Youtubers …
A lista é quase infinita e tudo que eu (mando) peço é que todos os conservadores e liberais não votem nessa eleição e nem nas próximas para que (eu) o povo fique no comando e volte ao ( inferno) sonhar.
Fiquem calados para temas polêmicos como aborto, desarmamento, ideologia de gênero, privatização de estatais…
As reformas( trabalhista, previdenciária, tributária ) não são necessárias é muito melhor deixar cair o sistema para depois (ficar caído) levantar com tudo.
Se lembrem do velho ditado: ” o que não me mata me fortalece”.
Não veja esse vídeo…
http://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&rct=j&url=m.youtube.com/watch%3Fv%3DPxUgQtes0aY&ved=2ahUKEwjV5Or538ndAhVMHJAKHWZmB8gQwqsBMAB6BAgHEAU&usg=AOvVaw1aVjZ1kZ3lS3u-pjsjGuQ2
http://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&rct=j&url=m.youtube.com/watch%3Fv%3DCblhi4qTw1E&ved=2ahUKEwj_6M_J5sndAhVDkZAKHQNSD5AQtwIwAHoECAYQAQ&usg=AOvVaw2PNYlamec47wwAUzVgN5m4
Obs.: Se vcs fizerem o oposto do que eu disse vcs só estão incitando e propagando o discurso de ódio pelas minorias( estupradores, pedófilos) e outras minorias.
Obs.2: É claro que eu não escrevi esse texto apenas imaginei e falei. Quem escreveu foi um Paulo Freire da vida.
Era um vez um pais, que tinha 2 produtores de arroz, ambos produziam a mesma quantidade de arroz , para o pais todo. Pedro e joao.
Um dia pedro achou que o arroz tava muito barato, e pagou ao governo uma taxa extra para ser o unico produtor de arroz. Eis que um dia joao recebeu uma intimação do gov desse pais proibindo ele de produzir arroz. Sem ter como lutar pelos seus direitos, acabou acatando a ordem.
Eis que a partir dai a priducao de arroz , sem a participação de joao, caiu pela metade, e com a oferta pela metade, o preço do arroz dobrou de valor e pedro ficou feliz . Vendia seu arroz pelo dobro.
Diante da oerpectiva de revolta pelo povo, sem ter como falar a verdade, que foi sua intervenção estatal na producao de joao que fez dobrar o preço, e que tinha aceito dinheiro de pedro por isso, pois isso contraria a ideologia do estatismo, e daria razao aos seus criticos, o gov resolvel nao falar a verdade , fez um acordo com pedro pra tabelar i preço do arroz, e nesse arranjo o arroz custaria o dobro, pois era necessário o silencio de pedro.
O gov entao anunciou a promessa que o arroz nao subiria de preço. Como o povo aceitou a promessa , a revolta se desfez.
E o povo continuou na ignorancia que foi a extinção a da produção de joao que fez subir os preços. Com o tempo ninguem lembraria que o arroz custava metade e tinham fartura. Ninguem se lembraria de joao.
Pedro produzia a mesma quantidade, mas pra sempre faturaria o dobro do que poderia ser. Obrigar ele a cobrar menos nunca adiantaria. O arroz tava com producao pela metade, mas o arranjo nunca poderia vir a publico, e se viesse o gov tinha que ter uma resposta. Vai que o povo considerasse a intervenção estatal na economia um crime?
Fim.
Era uma um reino próspero com alta produtividade. 90 por cento da população trabalhava e 10 por cento nao.
Eis que assumiu um novo rei bondoso, que decidiu acabar com a pobreza. Ele decidiu todo trabalhador e produtor daria agira 10 por cento do que produzisse ou ganhasse com salários para o rei e o rei dividiria entre os que nao trabalhavam.
Feito isso os pobres começaram a receber fundos e os produtores e trabalhadores aceitaram porque 10 por cento parecia irrisório, tinham que ser caridosos com os pobres e era gov que organizava a caridade.
Logo no primeiro desconto, os produtores descobriram que todo seu lucro de dez por cento virou pó. Ele trabalhavam por trabalhar, mas nao ganhavam nada. Pra voltar a ganhar alguma coisa teriam que abaixar os salários dos seus empregados, mas estes já tavam sendo descontados em 10 por cento também. A única solução era despedir dez por cento. Os próprios empregados ao serem descontados em 10 por cento começaram a produzir menos e o faturamento caiu.
Despedir dez por cento era única solução, ja que todos concordaram em doar 10 por cento pra quem nao trabalhava.
Com isso agora o desemprego aumentou dez por cento.e o rei bondoso resolveu acolher todos. So quê agora ,ou ele abaixava o valor da ajuda para ajudar os novos desempregados ou aumentava de novo os impostos. Como os desempregados nao acitaram a diminuição do valor da ajuda, que o rei colocou como direito, o rei de novo aumentou os impostos de todos os produtivos, que antes era 90 por cento contra dez por cento nao produtivo.
Com as demissões os produtivos caíram pra 80 por cento e os nao pridutivos para 20. Com os novos aumentos de impostos que eram 10 por cento e agora eram 20, eles tinham menos dinheiro ainda para pagar os empregados e ter algum lucro nos seus empreendimentos.
Cono nao haveria redução de salários pelo aumento dos impostos, ocorreu novas demissões. O numero de trabalhadores e produtivos caiu pra 70 e os desempregados pra 30. A produtividade caiu de novo.
E o rei de novo resolveu ajudar os desempregados com o dinheiro dos outros, sem abaixar o valor . Mais aumento de imposto, mas com menos produtividade ,tinha menos dinheiro ainda pra pagar os empregados.
Virou consenso que ficar desempregado era bom , pois o gov sustentava, enquanto que os salarios e produção minguava. Mas o ultimo a sair paga a conta.
Como ninguem lutava contra o aumento de impostos e o sustento de quem nao trabalha, pois tinham medo de serem taxados como nao caridosos, o gov aumento tava os impostos, provocava novas demissões, novos aumentos das pensões a quem nao trabalhava e cada vez menos gente trabalhando pra sustentar o arranjo.
Quando o ultimo empregado foi mandado embora e o produtor so trabalhava sozinho pelo seu sustento próprio, sem producao extra para os outros cidadãos, nao tinha.mais de onde tirar dinheiro pra sustentar os desempregados. Então o rei tomou as terras e ativos dos produtores e toda produção, acusando eles de terem acabado com a economia.
Eis que com isso o ultimo produtor parou de produzir e sem ninguem produzindo era escassez total. Todo dinheiro dado pelo gov pros desempregados nao comprava nada, pois nao tinha nada pra ofertar.
O rei bondoso pegou os últimos recursos do pais, comprou armas e montou uma guarda pessoa ora se proteger e os soldados eram os únicos que recebiam produtos reais.
E a população migrou pra longe culpando os produtores capitalistas da sua pobreza.
Fim.
Corte de gastos no Brasil é impossível. Porque contraria os interesses do sistema e da população. O Guedes (economista do Bolsonaro) já fala em criar CPMF com outro nome e o PT e o Ciro Gomes querem revogar o teto de gastos. O fato do Temer aprovar o Teto já foi um enorme avanço. Corte de gastos no Brasil, só se um Pinochet assumir o poder numa ditadura e fizer a força. Não é atoa que o PT cresce nas pesquisas, as pessoas querem mais gastos públicos e mais Estado.
O maior lobby em Brasília, não é a bancada da bala, da Biblia, da Anfavea, ou mesmo dos usineiros e dos bancos, vulgo Febraban.
É o lobby do funcionalismo estatal. Que está em todas essas bancadas citadas além de suas próprias representações, mandam no país desde 1822.
Seria interessante se os estados pudessem ter leis independentes, ai seria mais fácil de mostrar na pratica os exemplos de sucesso.
Corte de gastos no Brasil só se for por meio de uma ditadura. O congresso e o STF nunca vão deixar que governo nenhum diminua o tamanho do estado.
A saída pro Brasil parece ser o aeroporto mesmo.
O que fazer agora que o Guedes quer recriar uma sósia da CPMF? O bolsonaro é a unica esperança para diminuir o estado e o cara me fala isso?…
Hola, Brasil! Quieren unas dicas conmigo?
Hola, muchachos! Yo soy usted mañana!
Para o governo dar $10 para a sociedade (na forma de serviços, produtos, infra-estrutura, etc.) ele tem que tirar $100 dela, ficando $90 para financiar a enorme máquina estatal de “bem-estar social”. Mas quase todos pensam que recebem mais do que “contribuem”.
E nem estou falando da corrupção, que muitos pensam erroneamente ser o maior problema do Brasil, quando na verdade é apenas um sintoma dos verdadeiros problemas.
* * *
“uma redução dos gastos do governo tem o efeito de reduzir o peso da burocracia estatal. E isso, por sua vez, leva a um aumento da participação do setor privado na economia.”
ERRADO. Isso é uma dedução apriorística. Na prática são outros quinhentos.
“Empresas que só sobrevivem devido aos gastos do governo não produzem para consumidores privados; elas utilizam o dinheiro dos cidadãos, mas produzem para o estado. Elas utilizam capital fornecido pelos pagadores de impostos, mas produzem apenas para servir a anseios políticos.”
DE NOVO ERRADO. Pesquisem sobre a EMBRAPA.
“Se o objetivo é ajustar as contas públicas e ao mesmo tempo ter crescimento econômico, é muito mais eficiente reduzir os gastos públicos do que aumentar impostos.”
Aumentar impostos é inevitável, Paulo Guedes deve voltar com a CPMF, senão vc não paga um monte de gente e inclusive desmonta o Estado e os serviços públicos que a população genuinamente quer e precisa.
A Embrapa já teve seu momento, lá na década de 1970. Hoje, o que ela faz monopolisticamente poderia ser feito por qualquer empresa privada em busca do lucro. Como, no entanto, o estado proíbe o surgimento de concorrência para a Embrapa (pois é monopolista), idiotas acreditam que a empresa (de patrimônio líquido negativo) é indispensável.
É a mesma lógica de dizer que as empresas de Eike Batista com patrimônio líquido negativo também são indispensáveis. Empresa com patrimônio líquido negativo é, por definição, uma destruidora de riqueza.
Leandro, podias fazer um ensaio sobre o que aconteceria se o gov decretasse que todo mundo ganharia digamos 10000 reais por mes, e seus efeitos como inflacao, carestia, desabastecimento, quebra do giv , etc.
Sobre a escassez:
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1861#ac87764
“É interessante como as pessoas se adonam de “verdades” alheias e saem por aí propagando-as sem ao menos se darem o trabalho de verificar tais “verdades”.
Sobre o fato de os recursos da Terra serem escassos, tudo bem, mas vamos ver como é essa escassez:
ESPAÇO:
População mundial: 7 bilhões de habitantes.
Área do Brasil: 8 milhões de quilômetros quadrados
Se colocássemos toda a população da Terra no Brasil teríamos uma densidade de: 7 bi / 8,5mikm2 ~= 824 habitantes por km2. Só lembrando, 1km2 = 1km x 1km = 1000m x 1000m = 1mi m2 = 100ha, onde 1 ha = 100m x 100m = um campo de futebol. Em outras palavras, teríamos uma densidade da ordem de 824 habitantes em 100 campos de futebol, o que dá, arredondando bem pra cima, 9 habitantes por campo de futebol, que não dá nem um time de futebol.
Comentário: se toda a população da Terra vivesse no Brasil, uma família (ou duas), totalizando 9 pessoas poderia morar em um área do tamanho de um campo de futebol. Isto é uma área que dá pra construir uma casa de 200m2, ter uma boa horta, árvores frutíferas e até umas vaquinhas tudo junto.
Conclusão: área para se viver e produzir é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito superior ao que conseguimos usar atualmente.
ENERGIA:
Radiação média solar na Terra: 1KW/m2
Área de Pernambuco: 98.311 km2 = 98.311 mi m2 = 98,3 bi m2
Energia solar só em Pernambuco = 98,3,8 bi x 1KW = 98,3 TW (isso mesmo, Tera-Watt).
Capacidade instalada de geração de energia elétrica (mundo) [segundo anuário estatístico de E.E. 2013] = 5.066,00 GW = 5TW. Ou seja, só o que o Sol manda de energia sobre Pernambuco dava pra alimentar quase 20x o consumo diário de energia elétrica do planeta inteiro.
Conclusão: energia é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito acima da necessidade atual dos 7 bilhões de habitantes. De fato, para sustentar toda a civilização atual, bastaria coletores solares (desses que já existem no mercado e que tem eficiência não maior que 25%), cobrindo uma área do tamanho de Pernambuco para suprir toda a nossa necessidade e, de quebra, a sombra formada ainda ajudaria a reduzir o tal do aquecimento global.
ÁGUA:
Consumo de 1 norte-americano por dia: 600 litros [Guia do Estudante – Vestibular]
1 m3 = 1000 litros, logo, o consumo de um norte-americano é de 0,6m3 por dia. Como o dia tem 86400s, temos uma vazão de 0,000006944 m3/s.
População da Terra: 7 bi * consumo acima = 48.611 m3/s
Vazão do Rio Amazonas sozinho: 209.000 m3/s
Comentário: o rio Amazonas sozinho é capaz de suprir uma demanda 4x maior que o mais louco consumo de água que se pode pensar (todos os 7bi consumindo água como um norte-americano). Isso sem falar nos outros grandes rios do planeta e sem levar em conta nenhum dos aquíferos subterrâneos e água em forma de gelo. Ah! e ainda temos 3/4 do planeta na forma de água salgada que, na pior das hipóteses pode ser dessalinizada e, então, usada normalmente.
Conclusão: água é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito superior a qualquer uma das nossas necessidades
MINÉRIOS:
A crosta da Terra é uma fina película dura flutuando sobre o manto, de 5km a 70km de espessura [Wikipedia]. Ora, não temos tecnologia para chegar nem aos 5km. Então vamos fazer algo mais realista e considerar a extração mineral somente até 2km.
Área da África do Sul: 1.221 mil km2
Volume total de terra: 1.221 mil km2 * 2km = 2.442 km3 = 2,4×10^12 m3
Densidade média da Terra 5,1 g/cm3 = 5100 Kg/m3
Massa total de terra a minerar: 12,2 trilhões de toneladas
Para se ter uma ideia: produção de minério de ferro em 2008: 2,1 bilhões de toneladas
Conclusão: o limite da Terra para a exploração de minérios ainda é muito maior que o consumo atual.
Comentário: A necessidade de tecnologia, a possibilidade de reciclagem, os custos com a extração, os custos ambientais (custos de oportunidade, pois uma floresta em pé pode ser, em alguns casos, mais vantajoso que o minério sob as raízes das árvores) e vários outros fatores fazem com que alternativas a extração comecem a ser interessantes. A minha preferida, no entanto, não está na Terra, mas na possibilidade de minerarmos asteroides no espaço – já temos tecnologia para isso e empresas privadas que em alguns anos a poucas décadas devem começar o serviço (Este caso é emblemático – uma parte do custo de extração é artificialmente criada pelos governos, através regulações na atividade e por causa das questões ambientais; a medida que tais custos aumentam torna-se muito mais vantajoso reciclar ou pegar minério no espaço que retirá-lo da terra).
RESUMO DA PROSA: os recursos físicos da Terra são limitados, portanto, escassos. No entanto, as quantidades que a Terra dispõe são tão grandes que ainda estamos muito aquém do que ela pode nos fornecer. Se usarmos de inteligência e técnicas corretas, nunca chegaremos nem perto desses limites. De fato, o maior limite hoje está justamente no recurso mais necessário para poder explorar os demais recursos naturais: falta gente, principalmente os inteligentes e criativos.
Abraços”
A pergunta não tem muito a ver com o artigo, mas eu só tinha essa plataforma para perguntar. Alguém poderia me ilustrar como poderia haver uma livre concorrência entre empresas de abastecimento de água em um sistema libertário? Não consigo deixar imaginar a imensa dificuldade de uma empresa criar um sistema de tubulação pra abastecer as casas, quanto mais duas(considerando todas as propriedades que essas empresas teriam que passar).
A concorrência na questão da energia, por exemplo, seria facilmente resolvida com os painéis solares, hoje em dia não é mais necessário o acesso por meio de fios. Mas e a água?
g1.globo.com/economia/noticia/2019/05/29/banco-central-estuda-medida-que-pode-permitir-conta-em-dolares-para-brasileiros.ghtml
Qual a medida que isso teria para segurar a inflação Brasileira e trazer concorrência ao BC?
Leandro, caso o governo brasileiro caloteie a dívida externa e apareça o FMI, o que o FMI poderia exigir para que o governo receba subsídios do Fundo? Resultaria em algum ajuste brutal?
Alguém mostre esse artigo ao Marcos Lisboa. Para ele, representar uma grande contradição o fato de o governo brasileiro gastar tanto e o país ter um crescimento tão pífio.
imagina agora em 2021 com este déficit enorme? o que será de nós?
Muito bom pra relembrar. Deve se cortar impostos e cortar sempre os gastos estatais, pra não gerar retração econômica e manter a moeda estável. Permitir que o setor produtivo fique com a maior parte dos seus ganhos para poder investir mais. Mas já sabemos que o atual gov é tmm.
Ele vai aumentar tanto os impostos quanto os gastos. E vai tentar usar a mesma fórmula fatura de imprimir dinheiro pra gastar mais.
Ou seja , já esperemos que vai ter aumento de impostos, de gastos , de inflação e de dependentes do gov.
Boa noite pessoal.
Posso estar fazendo um questionamento um pouco bobo (ja peço licença), mas depois de ler alguns artigos aqui do Mises, fiquei com a seguinte dúvida: a austeridade seria possível em capitalismo de quadrilhas como o nosso? Toda a distorção causada pelos diversos lobbies por si só já não anula as pequenas tentativas de cortes de gasto? O governo passado até tentou implantar alguns cortes, mas logo os lobbies mostraram sua força, com furos no teto, principalmente a “bancada da bala”. Assim, não é muito utópico pensarmos em austeridade no Brasil antes de alcançarmos o fundo do poço?
Recentemente fui olhar os depósitos à vista nos dados do banco central, e vi que eles estão em contração após um forte aumento de em 2020..
Será que seguindo a idéia dos ciclos, devemos esperar uma recessão esse ano, ou é apenas uma normalização daquilo que vimos em 2020?